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A cabeça confusa de um protecionista
Descubra se você é um

Existem dois tipos de tarifas de importação: uma tem o intuito protecionista; a outra tem o intuito arrecadatório. Uma é o exato oposto da outra. 

Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas a importarem — e se as pessoas realmente não importarem —, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria. 

Já uma tarifa com intuito arrecadatório existe, ao contrário, para trazer o máximo possível de receita para o governo. Ela não está ali para impedir as pessoas de importarem; ao contrário, o governo está torcendo para que as pessoas importem o máximo possível, pois só assim ele terá muitas receitas. E se o governo exagerar na tarifa, então ela vira meramente protecionista, e a arrecadação do governo tenderá a zero — exatamente o contrário do que ele almejava. 

Nos séculos XVIII e XIX, não havia imposto de renda. E praticamente não havia impostos indiretos. Logo, a maioria dos países recorria a tarifas de importação como sua principal fonte de receita. Tarifas de importação são fáceis de serem aplicadas: a mercadoria chega ao porto e lá está um fiscal da alfândega para taxá-la. É difícil escapar.

Sendo a maior fonte de receita em uma época em que não havia imposto de renda — ou cuja coleta era muito difícil e complicada —, tarifas de importação faziam sentido do ponto de vista puramente tributário.

Por uma questão de lógica simples, sabendo que os governos da época sobreviviam exclusivamente com as receitas dessas tarifas, a conclusão lógica é que, à época, tais tarifas não tinham caráter protecionista. Se tivessem, os governos simplesmente não teriam receitas. 

Mas os tempos passaram e vivemos hoje em uma época totalmente diferente. Tarifas de importação não mais são vistas como um mero instrumento de arrecadação. Hoje, sua função é bastante diferente. Tarifas sobre bens importados são ferramentas eficazes para se subsidiar aliados políticos, proteger empresários favoritos e, com isso, se praticar o capitalismo de estado — ou o mercantilismo.

Tarifas de importação são impostos sobre a compra de bens importados. A mercadoria importada chega ao porto, desce do navio e lá está um burocrata da alfândega para impor uma taxa ao valor total que o importador pagou.

O protecionista — que é um mercantilista — sabe que impostos mais altos sobre a compra de bens importados representam um subsídio às empresas nacionais. Por quê? Porque eles impedem que os estrangeiros possam utilizar preços baixos para concorrer com a indústria nacional.

O protecionista, como todo mercantilista, quer reduzir a variedade de opções disponíveis para os consumidores nacionais. Ele quer subsidiar a indústria nacional permitindo que ela cobre preços mais altos do que aqueles praticados por produtores estrangeiros sem que isso acarrete consequências negativas para ela. A justificativa é que tal política irá "enriquecer a nação".

Um protecionista é o filósofo supremo do capitalismo de estado. O protecionismo é o filho bastardo do estado intervencionista keynesiano. 

O keynesianismo é uma filosofia que diz que gastos estatais magicamente criam riqueza e que o endividamento do governo é positivo para a economia. Já o protecionismo é uma filosofia que diz que a melhor maneira de enriquecermos é limitando nossas escolhas e garantindo reservas de mercado. Ambas estão no mesmo nível.

Enriquecer uma nação por meio do aumento da tributação de seus consumidores é uma ideia estranha: "Tribute mais e enriqueça". Se você acha que isso soa a keynesianismo é porque é keynesianismo. Todo protecionista é, ainda que não saiba, um keynesiano.

Aprovar leis contra pessoas que querem apenas fazer uma transação voluntária de bens é um ato de restrição ao comércio. Por que uma nação enriqueceria restringindo o comércio? Qual é a lógica de dizer que enviar um burocrata com uma arma e um distintivo com a tarefa de impedir que as pessoas voluntariamente comercializem com quem elas quiserem — por crerem que isso irá melhorar suas vidas — é uma atitude que aumentará a riqueza da nação?

A ideia de maior riqueza não pressupõe a ideia de maiores oportunidades de comprar mais coisas do que antes? Sendo assim, como as pessoas estariam mais ricas com o governo deliberadamente restringindo o número de bens que elas podem comprar?

Protecionistas negam que a maior riqueza de um país esteja diretamente ligada à sua maior liberdade comercial. Eles argumentam o contrário: "Oportunidades reduzidas são as bases da riqueza. Quanto menos oportunidade você tiver para comercializar, mais rico você estará."

Se isso soa insensato é porque é insensato. Mas trata-se de uma insensatez amplamente disseminada e defendida, especialmente por políticos, intelectuais e membros da academia.

Estes mesmos também argumentam que, quanto mais impostos o governo coletar, mais rico o país ficará. De novo, se você pensa que isso soa a keynesianismo é porque é keynesianismo.

Combatendo a tirania com mais tirania

O mais incrível sobre os protecionistas mercantilistas é que eles são completamente impermeáveis à lógica econômica. Eles amam burocratas com armas e distintivos proibindo a liberdade de escolha das pessoas. Eles estão convencidos de que armas e distintivos são a base do crescimento econômico e da riqueza para todos. Eles realmente creem que, se o governo enviar um número razoável de burocratas com armas e distintivos para confiscar a riqueza alheia via impostos sobre bens importados, a nação ficará mais forte, mais rica e mais livre. Eles acreditam que mais impostos e menos liberdade de escolha tornam um país mais próspero.

Recentemente, recebi um email de um leitor que, embora não conheça, posso afirmar ser um protecionista mercantilista inveterado. Seu argumento é o preferido — aliás, o único — de todos os protecionistas ao redor do mundo. Eis o que ele escreve:

Parece-me que o senhor, ao defender o livre comércio, ignora por completo o "conceito de nação" ou o nacionalismo. A questão não é que nossas indústrias sejam menos eficientes do que as indústrias estrangeiras; elas não são. O problema é que o governo impõe a elas uma carga tributária tão grande que faz com que elas passem a ser "ineficientes" contra a concorrência estrangeira. É o governo quem impõe "ineficiência" à indústria nacional. Portanto, para deixar as coisas com um maior nível de igualdade, o governo teria de remover estes fardos artificiais que ele criou. Mas enquanto isso não for possível, ele tem sim de impor tarifas iguais sobre os produtos estrangeiros para poder reequilibrar a situação.

Permita-me resumir o argumento do cavalheiro. 

(1) A indústria nacional não é ineficiente.

(2) Ela é oprimida pelo governo, que a sobrecarrega de impostos. 

(3) Portanto, precisamos de um governo ainda maior, ainda mais intrusivo e com ainda maiores poderes tributários para retirar o fardo do governo sobre as indústrias.

Faz sentido? Ele é um protecionista mercantilista. Como todos os protecionistas mercantilistas, ele não consegue pensar direito. Ele adotou a ideia de que, ao se dar ainda mais poderes para o governo federal, os cidadãos poderão, magicamente, sobrepujar os efeitos de um governo federal muito poderoso. 

E ele defende tudo isso em nome do nacionalismo ou do "conceito de nação".

A seguir, um teste. Veja se você é um protecionista mercantilista. Se você não for capaz de seguir o raciocínio abaixo, você é um protecionista mercantilista.

Este Lado e Aquele Lado

Você mora de um lado da rua. No outro lado da rua mora João. João quer vender para você um item que você quer comprar.

Silva, seu vizinho de porta — e que, portanto, mora no mesmo lado da rua que você —, também vende um item parecido com este que João vende. Mas este item de Silva custa 20% mais caro.

Silva se aproxima de você e lhe diz que, pelo bem do "lado de cá" ou em nome do "conceito Deste Lado", temos de impor um imposto sobre vendas de pelo menos 25% sobre o item vendido por João. Afinal, não queremos perder a riqueza que há Deste Lado da Rua. Sem um imposto sobre a mercadoria de João, Aquele Lado irá ampliar sua presença Neste Lado.

Você rejeita a sugestão de Silva como sendo totalmente absurda e sem sentido. Você gosta do produto sendo vendido por João. É elegante. É barato. É um bom negócio. "Sai da minha frente, Silva." (Sempre que você compra algum bem, você está na realidade falando para todos os outros vendedores saírem da sua frente).

Silva, ao constatar que você é teimoso, irá atrás de Bruno, seu outro vizinho de porta, e irá alertá-lo sobre a terrível ameaça representada por Aquele Lado sobre o estilo de vida aqui Deste Lado. Ele não irá mencionar você, é claro. Ele está apenas defendendo Este Lado em nome da verdade, da justiça e do modo de vida Deste Lado.

Após isso, Silva vai para outra casa mais ao lado e destila a mesma cantilena para Pedro. Ele sugere que Pedro e Bruno se juntem a ele para aprovar uma lei impondo um imposto de 25% sobre a venda do produto de João. Se esta lei for aprovada, promete Silva, Este Lado será mais rico. Este Lado será mais forte. Este Lado será mais livre.

E a lei, então, é democraticamente aprovada. 

Ato contínuo, eles nomeiam um sujeito chamado Burocrata para impingir esta nova lei. Burocrata tem um distintivo. Burocrata tem uma arma. Burocrata se aproxima de você e alerta que, se você comprar o item de João sem pagar uma tarifa de 25% para Este Lado, ele irá multá-lo em bem mais do que 25%. Ele defende Este Lado com grande entusiasmo, dado que a alternativa a este emprego tranquilo e poderoso seria a iniciativa privada. E ele jamais se saiu bem no setor privado — característica esta que ele compartilha com Silva.

Bruno irá agora comprar de Silva. Pedro também irá comprar de Silva. E Burocrata, que não tinha um emprego em tempo integral há anos, também está muito contente em comprar de Silva.

Como é que Este Lado está mais rico?

Por que as palavras "Este Lado" tornam você mais rico? Como é que o "conceito Deste Lado" faz de você alguém mais rico?

Qual é a mágica que a linha invisível que divide Este Lado e Aquele Lado faz, em termos econômicos? Protecionistas mercantilistas acreditam que uma linha invisível passando no meio da rua é algo economicamente relevante. Igualmente, eles acreditam que a linha invisível que contorna as bordas do país é economicamente relevante.

Assim, se você é um protecionista mercantilista, linhas invisíveis têm total sentido econômico. Elas representam uma oportunidade de se subsidiar seus agentes econômicos favoritos. Elas são uma desculpa perfeita para se praticar o capitalismo de estado, algo muito eficaz em uma democracia.

Confusos

Além de serem impermeáveis à lógica, protecionistas mercantilistas também são impermeáveis aos fatos. Estes demonstram que quanto mais aberta é uma economia ao comércio exterior, maior a renda da população (quem compra mais barato tem mais dinheiro sobrando) e menor o desemprego (população com renda maior investe mais, demanda mais, e cria mais emprego).

Mas fatos também não interessam para pessoas de cabeça confusa. Para o protecionista mercantilista, a melhor maneira de enriquecermos é limitando nossas escolhas; é restringindo nossas opções como consumidores.

Um protecionista acredita que, se alguém na China descobrisse a cura para o câncer, a única maneira de proteger os cidadãos de seu país contra a concorrência desleal e a inevitável pobreza que tal importação geraria seria impondo uma tarifa de pelo menos 50% sobre a importação deste remédio. "Temos de dar ao nosso povo a chance de concorrer", diz ele. 

Se você acha que isso é um argumento ignaro, você não é um protecionista mercantilista. Você não crê que armas, distintivos e tarifas sobre importações tornam as pessoas de um dos Lados da linha invisível mais ricas. 

Mas tais coisas de fato tornam algumas pessoas mais ricas: (1) produtores ineficientes que podem agora vender a preços mais altos e não ir à falência em decorrência da perda de consumidores, e (2) pessoas que usam distintivos e carregam armas como meio de vida. 

Se você acha que estes dois grupos são mercantilistas devotos do "capitalismo de estado" e não passam de que "extorsores assalariados", você acertou a classificação das categorias.

Um protecionista não está preocupado com o bem-estar do povo. Ele se preocupa apenas com o bem-estar de um punhado de industriais — mesmo que não saiba disso.

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34 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Bolsominion neo-Olavetiano  02/08/2018 16:25
    Certo, mas e os Chineses? Devemos deixar que eles acabem com nossas indústrias com seu regime de semi-escravidão?
  • cmr  02/08/2018 16:48
    Simples de resolver, é só voltar a escravidão no Brasil.
    Rapidamente nos tornaremos um país de primeiro mundo sob um regime escravagista. (sic)

    kkkkk
    É cada um que cai de para-quedas aqui...
  • Leonardo  02/08/2018 18:01
    Os escravos lá estão melhores que os livres aqui

    outraspalavras.net/maurolopes/2017/03/01/acabou-a-conversa-da-escravidao-na-china-eles-ja-ganham-mais-que-os-brasileiros/
  • Neto  02/08/2018 18:17
    E mesmo que ganhassem menos, tal alegação ainda assim não faria sentido nenhum.

    "Não podemos competir com o trabalho escravo dos chineses!". Eis aí uma frase que agride a lógica
  • Maicon Morais  02/08/2018 23:06
    O gráfico é bonito, mas os argumentos desse sujeito contradizem o que você está defendendo.
  • Bolsominion neo-Olavetiano  02/08/2018 18:11
    É exatamente isso que vai acontecer se deixarmos os Chineses comprarem todas as nossas terras, como querem vocês liberalóides.
  • Eduardo  03/08/2018 09:59
    Escravo trabalha contra a vontade, por pior que seja a condição de trabalho na China, não creio que sejam obrigados a trabalhar.
  • amauri  02/08/2018 16:31
    Boa tarde.
    Posso estar equivocado , para mim 0 tema "protecionismo" ficou mais focado depois de algumas medidas do Trump. Muito leio e ouço mas não sei quem são os países com mais viés protecionista. Voce tem algum artigo sobre isto? Grato
  • Carlos  02/08/2018 16:43
    Para ver os países mais fechados, clique aqui:

    www.heritage.org/index/explore

    Em seguida, clique em "Trade Freedom" e veja os que têm menor pontuação.

    Alguns nomes da lista: Coreia do Norte, Venezuela, Chade, camarões, Irã, Djibouti, Laos, Síria, Sudão, Gabão, Angola, Etiópia, Bangladesh, Mauritânia e... Brasil. Estamos ali pertinho de Mali, Lesoto, Togo, Senegal e Equador.

    Bom, né? E tem nêgo dizendo que somos muito abertos, e que temos de fechar ainda mais.
  • Xavier  02/08/2018 16:47
    Brasil é a economia mais fechada entre países do G20, mostra estudo

    g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/brasil-e-economia-mais-fechada-entre-paises-do-g20-mostra-estudo.html
  • amauri  02/08/2018 18:17
    Grato
  • Político  02/08/2018 16:31
    Povo brasileiro não demanda tarifas de importação mais baixas, só observar em breve durante as eleições quantos votos obterão os candidatos que prometerem tal medida. A lógica econômica aplicada no Brasil será a lógica que a maioria dos eleitores decidirem nas urnas.
  • cmr  02/08/2018 16:45
    É por isso que a democracia não funciona, é uma forma de governo falida e fadada ao fracasso.

    Veja que os EUA não são uma democracia, o sistema eleitoral deles não tem nada de democrático. Eles já elegeram até presidentes sem a maioria absoluta de votos. Mas adoram empurrar a democracia nos outros países...

    Democracia plena era a Venezuela do Chavéz, e veja no que deu...
  • Alfredo  02/08/2018 16:52
    Mas, embora pareça ironia, é verdade mesmo. Lula e Mercadante estavam corretos quando disseram que "Na Venezuela, há democracia até demais". E há mesmo.

    A Venezuela é um dos países em que a democracia é exercida no seu sentido mais pleno.

    Lá, a maioria de 51% exige e leva a propriedade dos outros 49%. Exatamente o que preconiza a democracia: a pilhagem alheia de acordo com as demandas da maioria.

    Lá, o desejo espoliador da pequena maioria é atendido pelo governo.

    Lá, basta a pequena maioria demandar, e o governo faz. Confiscos de renda, expropriação de terra, congelamento de preços e censura. Tudo democraticamente exigido pela pequena maioria da população e prontamente acatado pelo governo. Elas mandam, o governo obedece. E a minoria se estrepa. Democracia em sua plenitude.
  • Pobre Mineiro  02/08/2018 17:10
    Sim, e complementando:

    Hugo Chavéz fez o uso de vários referendos e plebiscitos, foi maciçamente aprovado em todos.
    Até a constituição Venezuelana ele conseguiu modificar, sendo aprovado pela maioria do povo.

    Nada mais democrático.

    Hitler e Mussolini foram outros que ganharam muito com a democracia.

    Não tem jeito; democracia é ditadura, a ditadura da maioria, ou uma ditadura politicamente correta.
    Não faz o menor sentido lógico ser contra ditaduras defendendo democracia.
  • Cristiano  02/08/2018 16:34
    O que eu tenho a dizer dos protecionistas mercantilistas é que nenhuma base de raciocínio, seja ela econômica, financeira, nutricional ou o que seja, não se sustenta com os princípios errados.

    Pois, qual é a lógica de taxar produtos importados com o intuito de auxiliar a indústria nacional, se, ao fazer isso, prejudicamos quem realmente sustenta as indústrias nacionais, que são os consumidores?

    Obrigar consumidores a pagar mais caro é algo que, por definição, reduz sua renda disponível. Como é possível beneficiar toda a indústria se os consumidores agora têm menos renda disponível?

    Keynesianismo e suas variantes têm ideias ilógicas.
  • Capital Imoral  02/08/2018 16:35
    Jair Bolsonaro e a bolha ideológica da direita

    Eu resolvi assistir a entrevista que Jair Bolsonaro deu no programa Roda Viva, e conclui, diferentemente do grande falatório da internet, que a direita vive em uma bolha ideológica que não permite ver a realidade dos jornalistas que fizeram a entrevista. Sim, eles são mais preparados que você, seu pé rapado; eles fizeram faculdade de jornalismo e trabalham nos maiores jornais deste país, o que na prática significa que eles, os jornalistas, são intelectuais; e você, pé rapado, é um palpiteiro de internet. Vamos analisar a entrevista de Jair Bolsonaro.

    Os jornalistas atuaram muito bem
    Mesmo havendo uma grande crítica por parte de alguns intelectuais da própria esquerda com relação ao nível das perguntas, eu acredito que os jornalistas da bancada atuaram muito bem, como verdadeiros jornalistas críticos. É muito importante diferenciar o jornalismo branco, sem graça, que não tem posição ideológica, do jornalismo verdadeiro, crítico, social, que tem militância do bem, sim! Ora, quer ficar em cima do muro virá ameba, caramba. Toda luta pelo bem, que é a mesma coisa que socialismo, é justificável e requer uma defesa firme, independente de sua profissão. - Até mesmo o padeiro deveria falar sobre socialismo enquanto vende pão no balcão.

    Como ficar em silêncio quando uma maluco promete um "legado liberal" para um país que durante sua história sempre teve tradição socialista? Como ficar em silêncio quando um monstro defende abertamente a ditadura militar e a perseguição de negros e minorias através do fim das Cotas? - O que me deu mais nojo foi quando ele afirmou que não há dívida histórica; eu entrei em pânico e pedi para minha empregada branca desligar a TV. Mas tornei a ligar (por sadismo) e tive que aguentar esse show de horrores. Eu nem tinha nascido em 64, mas senti às mesmas dores que os pobres negros sentem quando ele começou a falar que tinha que fuzilar mesmo a rocinha e metralhar todos traficantes. Como se estivesse dando carta branca para matar pessoa inocentes, vítimas da sociedade e do capitalismo. Tudo muito Cruel. Tudo muito desumano.

    Mas a crueldade não acabava, ele tinha que perseguir o maior socialista de todos. Jesus Cristo. Esse mesmo Jesus que foi refugiado enquanto fugia do rei burguês que queria implementar o Estado mínimo em Jerusalém. Jesus não foi apenas um Socialista, mas também um refugiado da direita política da época.

    Diante de tantas verdades que apresentei, quem você acha que realmente vive em uma bolha ideológica? Os doutores, que depois de muito estudo, chegaram à conclusão que devemos caminhar para o Socialismo? Ou um militar, torturador, semi-analfabeto, tão ignorante como os pé rapados que o acompanham na internet? Nós progressistas vivemos na realidade; vocês, pé rapados, vivem em um mundo paralelo onde há apenas uma tela fria de computador e/ou smartphone e muita masturbação. Esta é a bolha da direita.

    A bolha da direita é como a bolha da minha empregada branca Jovenilda. Ela tem uma vida de merda; é praticamente escrava do pastor; entra em transe com uma facilidade Imensa, basta falar "Shadaaai", que já começa a se retorcer toda; não gosta de ler, mas sempre fica na superficialidade das coisas que são apresentadas pelo pastor e pela "comunidade". Eu diria que é a revolta da ignorância, que depois de ficar decepcionada ao descobrir que o mundo deve ser racional e socialista, decidiu criar um próprio Deus "Mito", que vez ou outra assume uma personificação política. Quem realmente vive em uma bolha?

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • ed  02/08/2018 17:21
    Cara, não sei como você tem saco para escrever essas paredes em todo artigo. Não faz nada da vida?
  • Capital Imoral  02/08/2018 17:34
    Caro, Ed. Não sei se você percebeu, mas eu sou um filosofo. Meu trabalho é defender a verdade e mostrar os equívocos da ignorância neoliberal.
  • Lucas Souto   02/08/2018 17:29
    Capital Imoral é um gênio! É a própria personificação da alma socialista incorporada na mente esclarecida de um brasileiro.
  • Pedro Beling  02/08/2018 20:24
    O mais triste é já ter ouvido na faculdade a mesma fala do Capital Imoral, o arquétipo humorístico do socialismo.
    Estudo Psicologia e realmente já ouvi em sala de aula "Jesus era comunista" e "a igreja é contra a propriedade privada" vindas da professora de (pasmem) Ética Profissional.
  • cmr  02/08/2018 16:41
    "Éneas Carneiro, o maior presidente que não tivemos" (sic) - Nando Moura.

    Ele era nacionalista, protecionista, militarista, a favor de um mercado ultra regulado pelo estado, etc...
    Sorte do Brasil que ele nunca foi eleito.

    Para mim ele não passava de um nazi facista versão tupiniquim, veja que até o jeito agressivo de falar ele tinha.
    Aquela figura bizarra, fazendo gestos bruscos, esbravejando ao som da quinta sinfonia de Beethoven, nunca me enganou.
    Sua oratória, retóricas pseudo conservadoras também não.
  • L Fernando  02/08/2018 21:32
    Sério, quanta bobagem tu escreveu
    Deviamos ter levado o Enéas muito mais a sério
    O pensamento dele estava muito a frente da época, ou melhor a internet liberou muito conhecimento antes restrito a poucos
  • Denison Ribeiro  03/08/2018 06:07
    Não conhecia as propostas do Eneas, mas se for como diz no wikipedia, realmente ele era altamente intervencionista:
    pt.wikipedia.org/wiki/En%C3%A9as_Carneiro#Economia_e_geopol%C3%ADtica
  • anônimo  02/08/2018 16:54
    "Lógica protecionista" resumida em "simples" ponderações: Bens e serviços de péssima qualidade, poder de aquisição decadente, escassez de produtos, desemprego, inflação, etc = altíssima qualidade de vida. SIMPLES!
  • Amante da Lógica  02/08/2018 17:00
    O mais sensacional deste pensamento protecionista, mercantilista e keynesiano é a sua inevitável implicação lógica (atenção: lógica e keynesianismo são palavras conflitantes quando estão na mesma frase): se todos os países resolvessem banir as importações e subsidiar as exportações -- já que é isso o que faz a economia crescer, segundo essa gente --, haveria um colapso total no comércio global.

    Se ninguém pode importar, então, por definição, ninguém pode exportar (impossível vender se não há comprador). A esmagadora maioria da população morreria esfaimada, todos os processos de produção seriam profundamente afetados (pois não se pode mais importar insumos) e, no final, o mundo estaria de volta às cavernas.

    Que isso seja visto como pensamento sério é um perfeito exemplo da deterioração da nossa inteligência.
  • Donald B.  02/08/2018 17:34
    O problema começa já no ensino universitário.

    A própria noção de "comércio internacional" nos faz perder a realidade essencial do comércio, a saber: o comércio, de qualquer natureza, sempre e em todo lugar, envolve indivíduos de carne e osso negociando e transacionando entre si, de uma forma que cada um dos indivíduos envolvidos julga ser de seu melhor interesse.

    O comércio não envolve países mas sim indivíduos.

    Querer enxergar o comércio como algo feito entre países, e não entre indivíduos, é uma postura que gera resultados trágicos. Essa perspectiva coletivista — e não individualista — nos leva a querer julgar os méritos do comércio de acordo com como ele irá ou não irá aumentar o bem-estar líquido agregado (seja lá como tal coisa seja mensurada ou concebida) do conjunto de seres humanos que formam a população de cada país específico.

    Porém, essa avaliação coletiva e agregada do comércio, feita "em nível nacional", é ilegítima. Ou, no mínimo, tal avaliação seria tão legítima quanto uma avaliação que levasse em conta o comércio entre estados de um país, entre cidades, e até mesmo entre bairros.

    As pessoas da minha vizinhança comercializam livremente com as pessoas de fora da minha vizinhança. Em algumas ocasiões, essa liberdade de comércio traz desvantagens para meus vizinhos imediatos: por exemplo, para trocar o óleo do meu carro, eu não vou ao posto mais próximo, que está na minha vizinhança; eu vou à concessionária onde comprei meu carro, que está a vários quilômetros de distância da minha casa.

    Caso existisse uma sub-disciplina econômica dedicada ao estudo do "comércio interbairros", haveria todos os tipos de nefastos estudos teóricos e empíricos sobre os malefícios desse comércio, mostrando como ele está diminuindo o bem-estar do bairro A em prol do bairro B.

    Tais estudos e análises, consequentemente, levariam a intervenções governamentais visando a reequilibrar a balança comercial entre os bairros, com o governo concedendo subsídios ao bairro A e impondo tarifas de importação aos habitantes do bairro B.

    Felizmente, tal sub-disciplina (ainda) não existe. Consequentemente, nosso bem-estar é maior do que se ela existisse, pois não há restrições governamentais ao comércio entre bairros.

    Mas e se houvesse? Primeiramente, as restrições seriam motivadas por ignorância econômica: algum gaiato diria que meus vizinhos e eu não podemos comercializar livremente com pessoas de outros bairros caso o resultado fossem um déficit comercial para o nosso bairro.

    Segundo, e ainda mais importante: as restrições seriam defendidas por bairros politicamente influentes, que lucrariam com a "proteção" que receberiam na forma de restrições governamentais ao comércio entre bairros.

    Imagine as consequências.
  • Eduardo  02/08/2018 17:04
    Se atrapalhar e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, então bloquear totalmente as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

    E não pára por aí, se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

    E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

    Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

    Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

    Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

    Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.
  • Neto  02/08/2018 17:10
    Sobre isso, é comum invocar o protecionismo para defender as montadoras. Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem, mas ora se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

    Se custa $50,000 pra fazer um carro no Brasil e custa apenas $25,000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de $25,000 a nossa economia tem um carro e $25,000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de $50,000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter $25,000 pra gastar ou investir em outros setores.

    Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser melhor alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

    A questão não são empregos, nem indústria nacional, a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
  • Vladimir  02/08/2018 17:43
    "Sobre isso, é comum invocar o protecionismo para defender as montadoras. Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem, mas ora se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer."

    Decidir se um país deve ou não produzir carros por conta própria — ou qualquer outro produto — é algo que tem de ser determinado exclusivamente pelo sistema de preços livres. Este é o único sistema que pode determinar se um empreendimento é sensato ou não.

    Havendo um sistema de preços livres, ele irá selecionar uma alocação de recursos que minimize os custos totais de produção.

    Em alguns países — como Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Islândia e Chile —, não é racional direcionar recursos escassos para a produção de automóveis. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países, como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais sensato, pois a demanda é grande.

    Já quando um governo decide dificultar as importações para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria automotiva no Brasil —, ele não apenas transfere renda de toda a população para esta indústria (vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda), como ainda aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência ocorre sem que haja nenhum ganho.

    Como consequência, todo o país está mais pobre, e muito aquém do seu padrão de vida potencial.

    Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade
  • Donald B.  02/08/2018 17:29
    Esse é o ponto: não há restrições ao comércio entre bairros, entre cidades e entre estados. Não há nenhuma preocupação com balança comercial entre o seu estado e o estado vizinho. Aliás, você, alguma vez na vida, já leu alguma estatística sobre isso? Felizmente não.

    Qual então é o sentido econômico de haver restrições comerciais entre países? Qual exatamente é a diferença econômica entre você comprar algo de uma pessoa que está do outro lado da rua ou do outro lado do planeta?

    Comércio é comércio. Não interessam as fronteiras geográficas e políticas envolvidas. Economistas sérios deveriam estudar os efeitos do comércio em si. Ponto. Dar atenção ao comércio internacional ao mesmo tempo em que se ignora o comércio interestadual, o intermunicipal, o interbairros, o interfamílias e, acima de tudo, o interindividual é total incoerência.

    O fato é que o comércio interbairros é tão importante quanto o comércio internacional. Se um não é estudado e não é manipulado, não faz sentido que o outro seja.
  • Ninguem Apenas  03/08/2018 16:30
    Outro dia debati com um indivíduo sobre protecionismo e o mesmo estava defendendo uma iniciativa de um banco popular (pelo que entendi era privado, mas pouco importa a iniciativa em si), a questão era que o argumento dele era que o Banco "equilibraria a balança fiscal" entre os bairros, evitando que o dinheiro fluísse para os outros bairros ou as pessoas só comprassem coisas dos bairros vizinhos.

    Sim... nada é tão ruim que não possa piorar.
  • Felipe Lange S. B. S.  02/08/2018 17:06
    É medonho em como o Brasil praticamente nunca passou por um período de baixas tarifas de importação, em toda a sua história.
  • Ethan Hunt  02/08/2018 17:34
    Se um país com uma economia engessada como o Brasil abolir as tarifas de importação e abrir as fronteiras ao comércio global, e os brasileiros pudessem comprar produtos mais baratos de fora, como os empresários brasileiros conseguiriam vender seus produtos com 50% de imposto e consequentemente pagar os salários dos empregados brasileiros para consumir produtos estrangeiros?
  • Luther Stickell  02/08/2018 17:38
    Inteiramente respondido aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2853

    E aqui:

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2321

    Se há indústrias nacionais que são eficientes mas que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores.

    Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

    Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina.
  • Ethan Hunt   02/08/2018 17:48
    Entendi, foi o que pensei mesmo.

    Os trabalhadores brasileiros não terão dinheiro para comprar produtos estrangeiros, já que os empresários brasileiros irão falir por estarem sendo muito parasitadas pelo governo.

    Bom, isso é bom porque se ninguém conseguir emprego ou renda, todos saem do país e o governo não tem mais ninguém pra parasitar.
  • Sardinha  02/08/2018 17:47
    Deve ser bom denunciar o baronato e ao mesmo tempo defender políticas protecionistas e de incentivo que vão beneficiar esse mesmo baronato.

    No Brasil a maioria nem vai perceber a incoerência e ainda vão te considerar um sujeito sério e inteligente.
  • Gabriel o bonitao  02/08/2018 20:09
    Ta agora eu nao entendi nada afinal o keynesianismo foi bom ou nao foi .Sendo que pelo que eu aprendi nas minhas aulas de historia o keynesianismo foi oque salvo os estados unidos da depressao de 29 e alem disso como se explica o crescimento na economia do governo de trump
    Nao me venha falar mau de min so tenho uma duvida
  • O Colecionador  02/08/2018 21:05
    Keynesianismo? Nunca funcionou e nem tem como funcionar, pois atenta contra a lógica. Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2582
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2238
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2885
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2193
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2061
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2415
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2721
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2906

    Grande Depressão? O New Deal e o keynesianismo simplesmente a aumentaram e aprofundaram, fazendo com que uma recessão que não precisaria durar mais do que dois anos durasse 15 anos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2594
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=97
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=326
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=130
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=849

    Quanto às tarifas de Trump, elas entraram em vigor há apenas um mês (e já estão fazendo estragos). Como foi que você definiu que algo que só entrou em vigor há um mês causou o crescimento econômico de 2017?
  • Pérsio   02/08/2018 23:55
    Cada vez mais me convenço de que só há UM caminho para o Brasil. Menos é mais.
    MENOS Estado e MENOS Impostos.
    MENOS intervenção do governo na economia.
    MENOS ideologia de esquerda na Universidade.
    Senão, isso aqui vai virar uma Venezuela...

  • 5 minutos de ira!!!  03/08/2018 12:01
    Deixa eu ver se intindi.....

    São duas batalhas a serem travadas para acabar com esse monstro de duas cabeças:
    1. Acabar com as tarifas de importação;
    2. Acabar com os impostos e a burocracia que deixam a industria nacional menos competitiva.

    Se o ítem 1 for feito sem o ítem dois, a coisa encrespa para a industria nacional, então,
    a luta inicial teria de ser para diminuir os impostos da cadeia produtiva... em seguida a redução de tarifas... ou tem alguma lógica que me escapou?
  • Otávio  03/08/2018 13:49
    O item 2 nunca será feito voluntariamente. Só há alguma chance de ser feito em situações de extrema urgência e necessidade. E o que pode gerar essa situação de extrema urgência e necessidade? O item 1.

    Acreditar que primeiro o governo irá reduzir impostos e depois irá reduzir tarifas de é delírio. A única maneira dele reduzir impostos é se houver antes a imposição de uma redução de tarifas. Só.
  • Leigo  03/08/2018 14:59
    Daí, aparece o Bolsonaro no Roda Viva dizendo que o sonho dele é um país mais liberal. Até acredito que ele tem culhões para acabar com essas tarifas de importação (até mais que o João Amoedo teria), ou quem sabe abaixar. Não faço ideia do que acontecerá com o Brasil, sabemos que ele é protecionista, ou deixou de ser? Tá tudo muito confuso.
  • Pobre Paulista  03/08/2018 15:41
    Bolsonaro irá acabar com as tarifas de importação. Exceto da China. Acho que é isso, sei lá.

    Mas tanto faz, isso não significa nada. Passam-se 4 (ou 8) anos, vem outro zé ruela qualquer e sobe as tarifas.

    Um governo liberal não serve de nada. O que interessa é o liberalismo econômico pleno.
  • Mun-rá  03/08/2018 15:14
    Sejamos realistas, nenhum dos dois será feito.

    Mas se fosse feito, deveria ser feito o item 2 e depois o 1. Não o contrário. Ou como os brasileiros conseguirão emprego/renda para comprar produtos importados, se os empresários nacionais estarão falidos por não terem como competir por estarem pagando os absurdos que é exigido pelo estado brasileiro?

    Pode-se argumentar dizendo que aprovando o 1 primeiro, forçaria o estado a aprovar o 2 depois. Mas isso sim seria ingenuidade. É muito mais provável (e fácil), cancelarem o 1 do que irem adiante e aprovarem o 2.
  • 5 minutos de ira!!!  03/08/2018 16:18
    Lembrando que, para aprovar o item 2, depende-se de congresso... ai já viu...........
  • Mrx  03/08/2018 15:45
    Amigos, sou um "iniciado" em escola austríaca. Entendo a lógica por trás e acredito que é realmente o melhor caminho para qualquer nação. Porém, ao entrar em debate com um amigo, não pude fornecer exemplos práticos e reais de países que adotaram o liberalismo econômico e cresceram.

    Dito isto, gostaria que me ajudassem e me indicassem artigos que atestassem tais fenômenos. Pretendo estuda-los para que na próxima vez que debater com alguém eu possa defender as ideias liberais de forma incisiva.

    Agradeço a todos.
  • Bernardo   03/08/2018 21:22
    Acrescente este também. Crucial.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2892
  • Wesley  04/08/2018 06:55
    O problema não é econômico e de lógica e sim político. Quem dita as regras da economia brasileira é quem manda na política e nisso a lógica é inócua. Quem determina o valor das tarifas de importações e regulações são os políticos. Eles que mandam na economia do país. E quem manda nos políticos são os grupos de interesses e lobistas. O Brasil é um país fechado porque os barões da indústria nacional e os sindicatos financiaram os políticos para que seja assim. Somente no começo do plano Real que houve uma tímida abertura temporária por pura necessidade, e logo ela foi removida. O Brasil só vai se abrir as importações por imposição de forças internacionais que ameacem afetar seriamente a economia do país, ou se aparecer algum grupo de pressão que consiga quebrar as pernas dos protecionistas. Mas uma abertura econômica tem um custo político, pois ela vai quebrar muitas empresas e gerar desemprego inicialmente, e nenhum político vai querer enfrentar politicamente uma situação dessas.
    Então a situação não vai mudar, e agora a receita federal está além de dando a taxação comum, aplicando uma multa. Se você comprar um celular da China, você será taxado em 60%, mais a multa que chega a 110% do valor. Então você paga uma taxa de 110% do valor. E mesmo assim, o valor ou se iguala ou fica mais em conta do que comprar no Brasil.
  • Jonas  04/08/2018 16:53
    Por isso uma solução verdadeira não poderá vir da "Democracia". Hoppe já alertava isso faz muito tempo.

    Pra começar, terá que fazer uma profunda reforma jurídica e fiscal. Isso vai desagradar muita gente poderosa.
    Depois terá de fazer muitas privatizações, algo bem radical. Irá desagradar pessoas ainda mais poderosas.
    Depois extingir o BNDES. Não precisa nem dizer que isso é impensável.
    A atração de capital estrangeiro será inevitável, o que irá melhorar muito a qualidade de vida dos brasileiros.
    Só depois disso tudo, abrindo o mercado para importações não terá nenhum efeito negativo na renda dos trabalhadores para comprar produtos estrangeiros.

    Agora me diz, quem irá conseguir fazer isso tudo? A melhor saída pro Brasil é o aeroporto.
  • Libertario anonimo  04/08/2018 16:20
    Para o governo seguir o item 2 ele tera que cortar gastos,e para ele fazer isso,ter que reduzir seu numero de funcionarios publico e privatizacoes,coisa que o povao que mama nao aceita,o que nao e pouco. Com isso feito,ai sim o governo pode seguir o item um. O resto e balela esquerdista.
  • 4lex5andro  04/08/2018 21:56
    RELATÓRIO DA OMC DESTRINCHA 13 ANOS DE DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA DO BRASIL

    Fonte: www.imprensaviva.com/2017/07/relatorio-da-organizacao-mundial-do.html

    O documento divulgado esta semana é parte do trabalho de amplo e detalhado relatório produzido pelo órgão internacional, desde último levantamento detalhado sobre a política brasileira, realizado em 2013. O destaque do estudo fica por conta da distribuição de crédito subsidiado, os favores fiscais a grupos e setores selecionados e a manutenção, durante anos, de uma injustificável política de conteúdo nacional.

    Segundo o órgão, a farra com os recursos públicos na era petista levou ao desperdício de centenas de bilhões, talvez trilhões, em subsídios fiscais e financeiros, com pouco ou nenhum aumento da taxa de expansão econômica, da inovação e da competitividade.

    O desastre da diplomacia brasileira a partir de 2003 contribui para o encolhimento das opções de negócios para o Brasil no exterior, mas favoreceram os cofres petistas e dos empresários corruptos que se alinharam aos governos petista ao longo de mais de uma década.

    O alinhamento ideológico dos líderes petistas com países governados por corruptos comunistas e socialistas como Cuba, Venezuela e Angola fez com que o Brasil perdesse oportunidades de ouro na Europa e Ásia, segundo a OMC em seu relatório.

    --------------

    Dever obrigatório, reler esse texto antes de enfrentar as urnas em Outubro.
  • Emerson Luis  16/08/2018 10:53

    Faz todo o sentido sim!

    (1) O governo é a locomotiva da economia; os gastos governamentais são absolutamente fundamentais para que um país saia da crise e se desenvolva;

    (2) Para o governo poder gastar, ele tem que arrecadar; quanto mais o governo arrecada, mais ele pode gastar para tirar o país da crise e desenvolvê-lo;

    (3) Portanto, quanto maior a arrecadação, maior o desenvolvimento do país.

    Por isso fico contente em saber que Ciro Gomes será o próximo presidente do pais.

    Ou melhor ainda, se o deus Marcha da História quiser, o STF vai impugnar a candidatura do Bolsonaro, soltar Lula e autorizar sua candidatura e ele é que vai ser o próximo presidente!

    Lula, nossso novo Getúlio Vargas, vai transformar o Brasil na maior potência econômica do planeta!

    * * *

  • Gerson Monteiro  02/12/2018 22:25
    Errou
  • Guilherme Burjato  31/10/2018 19:39
    A diferença do socialismo de Jesus para o socialismo politico é simples. No socialismo de Jesus vc pega o que é seu e reparte com o próximo. No socialismo politico vc pega o do próximo e reparte com os seus.


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