clube   |   doar   |   idiomas
Como a riqueza é criada - e por que ganhar bilhões no livre mercado não empobrece ninguém
A falácia da “riqueza fixa” nunca deixa de nos atormentar

Em seu excelente livro Income and Wealth (Renda e Riqueza), de 2006, o autor Alan Reynolds escreve o seguinte:

Os dois jovens fundadores da Google, Larry Page e Sergey Brin, rapidamente ganharam algo em torno de US$ 12 bilhões cada um. Como conseguiram essa façanha? Criando um mecanismo de busca que facilita nossa informação, aumenta nossa educação e cultura, e melhora nossa eficiência em termos de compras.

Por que alguém deveria se importar com quanto dinheiro ganham os fundadores da Google, da Apple ou da Microsoft? Há aqueles que reclamam e que dizem que tais pessoas se apossaram de uma "fatia maior que a necessária" da renda. Consequentemente, ao se apropriarem de um "pedaço maior da renda disponível", todos nós ficamos mais pobres. Faz sentido?

Para começar, como é possível dizer que a renda de tais pessoas faz parte de uma fatia fixa, que pertence a todos nós?

Mais: a Google é uma criação totalmente nova. Sem a Google, seria impossível esses dois criadores auferirem uma receita com a Google. Os fundadores da Google têm a renda deles e você tem a sua. O quanto eles ganham não afeta o tanto que você pode ganhar — exceto pelo fato de que a invenção deles pode sim ajudar você a aumentar a sua renda (pessoalmente, sinto que devo a estes dois uma grande soma de dinheiro).

De fato.

As pessoas estão cada vez mais obcecadas com as diferenças nas rendas monetárias. Pior ainda é o salto lógico que elas fazem: ao verem que há grandes diferenças entre as rendas monetárias de cada indivíduo, elas imediatamente concluem que há algo de errado e que isso requer uma "correção", sendo que essa correção sempre envolve conceder a um pequeno número de políticos e funcionários públicos uma fatia enormemente desigual de poderes coercitivos sobre todo o resto da humanidade.

Tais pessoas tipicamente operam sob a suposição de que a quantidade total de riqueza material no mundo é fixa e já está dada, devendo apenas ser redistribuída "de maneira mais justa". Tal raciocínio demonstra um claro desconhecimento de como ocorre todo o processo de criação de riqueza, de crescimento econômico e, consequente, do aumento do bem-estar de todos.

Antes, um pouco de dados

Segundo as estatísticas compiladas pelo economista britânico Angus Maddison, passamos de uma renda per capita mundial de 1.130 dólares por ano em 1820 para uma de 15.600 em 2015. E isso ao mesmo tempo em que a população global aumentou de 1 bilhão de pessoas para 7 bilhões. (Veja o estudo. Confira também este vídeo).

Igualmente, em 1820, aproximadamente 95% da população mundial vivia na pobreza, com uma estimativa de que 85% vivia na pobreza "abjeta". Em 2015, menos de 10% da humanidade continua a viver em tais circunstâncias.

Ou seja, não só o número de habitantes no mundo aumentou 7 vezes, como ainda cada habitante aumentou sua renda em 11 vezes. Isto é uma façanha extraordinária.

Isso, por si só, já basta para mostrar a falácia da "quantidade de riqueza fixa". Se toda a riqueza do mundo já estivesse dada, devendo apenas ser redistribuída, seria impossível que a renda per capita e a população mundial aumentassem simultaneamente. O que ocorreria é que algumas pessoas aumentariam suas rendas à custa de todas as outras, e a renda per capita permaneceria constante — aliás, cairia, por causa do aumento do número de indivíduos.

Que tenhamos conseguido multiplicar por 11 a renda per capita do conjunto de habitantes do planeta (e por 20 em alguns países ocidentais, como os EUA) ilustra claramente que a economia não é um jogo de soma zero. E, principalmente, que desigualdade não é o mesmo que pobreza.

Agora, um pouco de teoria e história.

A desigualdade de renda, por si só, não permite nenhuma constatação

Suponha que Paulo, Pedro e João se reúnam semanalmente para jogar pôquer. E, em 75% das vezes, Paulo vence. Pedro e João vencem, respectivamente, 15% e 10% das vezes.

Simplesmente conhecer estes resultados dos jogos não nos permite dizer absolutamente nada sobre se houve ou não justiça e sensatez nos jogos. As desproporcionais vitórias de Paulo podem ser o resultado de ele ser um jogador astuto ou de ser um vigarista esperto.

Para determinar se houve justiça nos jogos é necessário perguntar sobre o processo do jogo. Houve desobediência às regras neutras do jogo? Havia cartas marcadas? Houve trapaça no embaralhamento das cartas? Houve algum jogador que foi coagido a jogar? 

Se as respostas forem negativas, então houve justiça nos resultados, independentemente de qual tenha sido os resultados. O fato de Paulo ter vencido 75% das vezes é um fato que tem de ser aceito.  

Assim como no exemplo acima, qualquer discussão inteligente sobre justiça social e igualdade econômica tem de reconhecer que os resultados observados de um processo não servem para determinar se houve ou não justiça e sensatez.

Saber que a renda anual de uma pessoa é de $5.000.000 e que a renda de outra pessoa é de $12.000 é algo que não nos diz absolutamente nada sobre justiça econômica e social. Para determinar se realmente houve injustiça econômica e social é necessário fazer perguntas sobre o processo de enriquecimento.

A maioria das pessoas que faz pontificações altivas sobre desigualdade econômica — inclusive economistas, para vergonha geral — simplesmente não reconhece, ou não deixa explícito, que a renda de uma pessoa é resultado de algo que ela fez. Sendo assim, apenas observar um determinado resultado não pode ser utilizado para determinar se houve justiça, isonomia e sensatez. 

Para determinar se houve justiça, isonomia e sensatez é necessário ir além dos resultados e examinar o processo econômico como um todo.

Comecemos pelo básico.

A criatividade, a engenhosidade e a inteligência

Em primeiro lugar, é necessário entender o que cria a riqueza.

Por que as pessoas do século XIX não se comunicavam por meio de telefones celulares? Por que elas não utilizavam computadores? Ou mesmo, por que as guerras da antiguidade não utilizavam mísseis teleguiados?

Todos os recursos físicos necessários para fazer mísseis, celulares e computadores já existiam naquela época. Aliás, esses recursos físicos já existiam desde a época do homem das cavernas. Por que o homem das cavernas não tinha um computador portátil para interagir com seus semelhantes via Facebook? Por que não usavam Skype, WhatsApp ou Instagram?

A resposta é que, embora os recursos físicos já existissem, a mente humana ainda não era engenhosa e criativa o bastante para saber como transformá-los em celulares, mísseis, computadores, smartphones e internet.

Ou seja, ainda não tínhamos o conhecimento.

A diferença entre nós e um homem das cavernas é que nós, hoje, temos mais conhecimento do que eles. Biologicamente, somos os mesmos. Os neurônios em nossos cérebros são os mesmos. O mundo físico à nossa volta é o mesmo (todos os recursos físicos necessários para se fazer celulares, tablets, computadores, carros e aviões já existiam naquela época). 

Mas a nossa vida hoje é infinitamente melhor e mais confortável por causa do conhecimento.

E esse conhecimento é o que aumenta nossa riqueza e nosso bem-estar.

E nem é necessário voltar à era do homem das cavernas para provar esse ponto. Escolha qualquer época e você comprovará sempre o mesmo fenômeno: um novo conhecimento — a luz elétrica, a penicilina, o automóvel, o iPhone, um novo algoritmo que gera melhores ferramentas de busca na internet — sempre surge como uma surpresa. Nada é previsto antecipadamente.

Obviamente, esses produtos não realmente vieram do nada; eles surgiram da síntese de todo um conhecimento acumulado, o qual levou a essas inovações. O surgimento de uma criação sempre leva ou a aprimoramentos ou a novas criações. A inovação — novo conhecimento — gera não apenas novos produtos, mas também novas empresas e várias novas indústrias. E a inovação cria riqueza; riqueza essa que, em última instância, será distribuída por toda a economia.

Assim, criatividade, engenhosidade e inteligência são as características que transformam recursos brutos em recursos valorosos e geradores de riqueza.

O que é riqueza?

Riqueza é tudo aquilo que nos permite auferir uma fonte de renda presente e futura.

Não é a riqueza que dá valor à renda, mas sim a renda que dá valor à riqueza. O valor de um terreno não depende do terreno em si mesmo, mas sim do valor de todos os serviços que ele permite. Um pedaço de terra em uma cidade inglesa tem mais valor que um pedaço de terra no Zimbábue porque suas possíveis utilizações na Inglaterra (residenciais, industriais, comerciais etc.) são mais úteis para o conjunto da sociedade do que no Zimbábue. 

Por outro lado, se a Inglaterra for devastada por uma guerra e Zimbábue se tornar um centro internacional de negócios, as terras do Zimbábue passarão a ser muito mais valiosas que as da Inglaterra, ainda que, fisicamente, não tenha havido nenhuma alteração na composição destas terras. 

É por isso que o preço do metro quadrado hoje em Hong Kong ou Cingapura é infinitamente superior ao valor de 50 anos atrás. As terras são as mesmas, mas a utilidade da terra melhorou (aliás, a qualidade da terra em si pode até ter se degradado), pois o valor que subjetivamente se atribui às utilizações que o terreno proporciona se multiplicou.

Em uma sociedade formada por bilhões de pessoas, onde os recursos físicos possuem variados usos alternativos, a imensa maioria das rendas não advém automaticamente dos recursos materiais, mas sim do uso que se faz destes recursos materiais. Isso significa que a capacidade de geração de renda depende muito mais da organização inteligente destes recursos do que da disponibilidade dos mesmos.

É exatamente por isso que a Google (e tantas outras empresas) conseguiu crescer e enriquecer seus fundadores mesmo tendo sido criada em uma garagem e utilizando apenas recursos próprios; e também é exatamente por isso que os governos — mesmo tendo à sua disposição muitos mais recursos (confiscados) do que qualquer empresa — não conseguem gerar nada de proveitoso.

Um poço de petróleo hoje é o mesmo poço que já existia há 100 anos. No entanto, seu dono hoje será incomparavelmente mais rico do que o dono de 100 anos atrás, pois o petróleo hoje é utilizado em processos produtivos que geram muito mais renda do que gerava há 100 anos.

O que se pode dizer com certeza é que, em ordens sociais livres e complexas, a maior parte da riqueza de uma sociedade estará na forma de sistemas organizacionais geradores de bens e serviços (renda), isto é, de empresas que produzam bens e serviços valiosos para os consumidores; e continuará nesta forma apenas enquanto estes sistemas empresariais seguirem gerando valor para o consumidor. 

Sendo assim, por que as pessoas que enriquecem desta forma estariam cometendo alguma injustiça social?

Por outro lado, são famosos os casos de megaempresas que se tornaram totalmente descapitalizadas em decorrência do simples fato de que seus bens e serviços deixaram de ter valor para o consumidor (os recentes ocasos da Kodak, da Nokia, da Blockbuster e da Toys 'R' Us estão entre os mais famosos). Ninguém irá derramar lágrimas por seus executivos?

O real causador das desigualdades segue sendo visto como o salvador

Um debate que desconsidere coisas simples como o que realmente é riqueza, como ela é gerada, como ela é distribuída, e o que define uma distribuição injusta é um debate meramente emotivo, e não racional.

Por outro lado, é fato que há várias pessoas que enriqueceram em decorrência de fartos subsídios governamentais, de tarifas protecionistas e de onerosas regulamentações que impediram o surgimento de concorrência e garantiram uma renda exclusiva para esses plutocratas.

É também fato que a maneira como funciona o atual sistema monetário e bancário é propícia a uma distribuição desigual de riqueza.

Sendo assim, é irônico notar que, quando a distribuição de renda é realmente injusta, isso ocorre por causa das interferências, das regulamentações e dos gastos governamentais.  

No entanto, o que os defensores da redistribuição de renda sugerem para corrigir essa injustiça gerada pelas intervenções do governo é exatamente mais interferências, mais gastos e mais regulamentações governamentais.

Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída.



autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Praxeologia é pseudociência  24/07/2018 16:47
    Gostaria de compartilhar essa notícia com os cavalheiros...

    g1.globo.com/economia/noticia/2018/07/20/marca-de-luxo-burberry-queima-roupas-perfumes-e-acessorios-no-valor-de-r-141-milhoes.ghtml



    esse é aquele momento em que veremos quem são os libertários de verdade.
  • Alcides  24/07/2018 16:58
    Seja mais rápido. Você foi apenas o quinto a vir aqui postar a mesma coisa (o que denota a total escassez de questões a serem atacadas).

    Mas sem problemas. Já que os "desafios" sempre são os mesmos, então as respostas também sempre serão as mesmas.

    1) A mercadoria é propriedade privada da empresa. Ela faz o que quiser com ela.

    2) A entrada no mercado da moda é livre. Ele, inclusive, é o mais pirateado que existe. Já que você está dando a entender que atuar nesse ramo é sopa, entre nele, produza barato, tome clientela da Burberry, e ainda saia distribuindo roupa chique para os pobres. Em vez de ficar gemendo, faça você algo pelo social. Não seja um derrotado. Atue.

    3) Antigamente, criticavam o capitalismo pela escassez de produção. Agora, criticam pelo excesso. Gentileza entrarem num consenso e terem o mínimo de coerência.

    4) A única entidade que realmente se estrepou nisso tudo foi a Burberry. Ninguém mais foi prejudicado em nada. E dado que a empresa não usa recursos públicos, só quem atua nela é que foi realmente prejudicado. Exatamente como tem de ser no capitalismo: só se estrepam os envolvidos. Você está reclamando do quê? Aliás, irá derramar lágrimas pelos executivos que tiveram prejuízo?

    No aguardo.
  • Lucas  24/07/2018 17:04
    Gozado. Eu imaginava que a esquerda e todos os keynesianos vibrariam com esta notícia. Afinal:

    1) Se a empresa fez isso é porque ela vê que vale mais a pena destruir sua própria propriedade para tentar "subir" os preços das roupas dela. E o que isso acarreta?

    2) Ela agora terá de produzir mais ao decorrer do tempo para poder suprir a demanda futura. E quem produz as roupas? Alfaiates, pessoas que criam ovelhas, pessoas de marketing para vender a roupa, gerentes da fábrica etc.

    3) E há também todas as pessoas envolvidas na logística do transporte.

    4) Todas essas pessoas terão mais trabalho agora, já que uma parte do estoque foi queimada e terá de ser novamente produzida no futuro. A produção futura será maior do que seria caso não tivesse sido queimado.

    5) Logo, do ponto de vista keynesiano, e levando em conta que isso que a empresa fez irá realmente dar lucro para ela no futuro, temos que a empresa ganhou mais, os funcionários dela ganharam mais, os fornecedores delas ganharam mais e todos os envolvidos na logística da distribuição ganharam mais.

    Por que a esquerda e os keynesianos ficaram bravos? Gentileza ajustarem o discurso.
  • Lucas  24/07/2018 17:07
    Vamos usar argumento utilitarista então: quem saiu perdendo com isso Praxeologia é Pseudociência (Aliás, nem Mises definiu praxeologia como uma ciência, então é impossível ela ser uma pseudociência)
    Se a empresa fez isso é porque ela vê que vale mais a pena fazer isso para "subir" os preços das roupas dela. E agora terá que produzir mais ao decorrer do tempo para poder suprir a demanda futura. E quem produz as roupas? Alfaiates, pessoas que tem fazendo de ovelhas (não sei o nome técnico), pessoas de marketing para vender a roupa, gerentes da fábrica, etc. Todos eles vão ter mais trabalho agora já que a queimaram uma parte do estoque e terão que produzir mais no futuro do que teriam caso não tivesse sido queimado.
    Então aparentemente, levando em conta como se o que a empresa fez fosse dar lucro para ela no futuro, a empresa ganhou mais, os funcionários dela ganharam mais, os fornecedores delas ganharam mais. Quem realmente saiu perdendo?
  • Gustavo A.  24/07/2018 18:26
    Depois dessa é melhor voltar pro campo de comentários da Carta Capital ou Brasil 247, junto com os economistas da Unicamp.
  • Lucas  25/07/2018 10:49
    É melhor refutar os keynesianos usando o próprio argumento deles, na verdade. Como sempre será um argumento utilitarista. Argumentos éticos para eles não tem valor.
  • Victor  27/07/2018 14:38
    Carta Capital e Brasil 247 nem tem campo de comentários.

    Eles sabem que o campo de comentários influencia mais que a matéria, e bem; a matéria deles já não é confiável, apenas imagine se houvesse quem refutasse nos comentários.
  • Thiago  24/07/2018 17:06
    Alguém me corrija se eu estiver errado, mas essa é a minha definição de riqueza individual: com o patrimônio que você acumulou, quanto tempo você vive sem trabalhar?

    A resposta indica a riqueza do cara. Está certo isso?
  • Contador  24/07/2018 17:16
    Não muito. A resposta indica o tamanho do patrimônio do sujeito, mas nada diz sobre a capacidade deste patrimônio gerar renda futura.

    Exemplo: se você tem um milhão em dinheiro vivo parado embaixo do seu colchão, você tem um bom patrimônio mas sua capacidade de gerar renda futura com esse dinheiro parado é zero. Se você gastar muito, fatalmente empobrecerá. Já se você aplicar esse um milhão em uma atividade geradora de renda e viver desta renda, então você terá uma riqueza muito maior. Seu patrimônio original (um milhão) permanecerá intacto, e você viverá apenas da renda auferida por ele.

    Perceba que nos dois casos seu patrimônio inicial é o mesmo. Mas no primeiro caso ele não está gerando renda nenhuma. No segundo caso, ele está. Logo, embora tenha o mesmo patrimônio, você está mais rico no segundo caso.
  • Fabrício  24/07/2018 18:33
    E completo: a capacidade de geração de renda depende muito mais da organização inteligente dos recursos do que da disponibilidade dos mesmos.
  • Rico  24/07/2018 19:36
    Thiago, segundo os americanos em busca da independência financeira é: Os rendimentos do patrimônio acumulado são suficientes para obter renda que o posicionem nos primeiros níveis do Upper Middle Class americano, uns US$100,000.00 anuais, ou os 10% mais ricos.
    No Brasil usando o mesmo parâmetro dos 10% mais ricos, dá em torno de US$10,000.00 anuais, uma piada.
  • AGB  25/07/2018 03:40
    Para ser rico no Brasil é necessário ganhar acima de 333 dólares por dia, isto é algo como 120.000 por ano.
  • eugenio  11/08/2018 23:39
    minha conceituação para efeito de raciocínio:

    ABASTANÇA, sim,nome da riqueza acumulada que permite um tempo de vida sem produzir chamo de ABASTANÇA

    Se alguém esta viajando e estoura um pneu, troca-se o pneu e a perda entra em DESPEZAS, diversas,operacionais, quaisquer que sejam as denominações,serão absorvidas pelo proprietário ou empresa; o que a "queimadora" fez foi proteger o valor de sua MARCA numa operação que achou necessária,pois MARCA é uma forma de capital, de riqueza e assim sendo tem que ser preservada,foi a ação necessária que o proprietario e seus administradores encontraram para preservar. Certa ou errada o tempo dirá.

    KODAK detinha a patente de máquinas foográficas eletronicas, deixou na geladeira para preservar a empresa e marca KODAK ,deixou de evoluir e outros o fizeram, o mesmo dos relógios suíços... PAGARAM CARO PELA DECISÃO ERRADA.

    RIQUEZA- tudo o que as pessoas querem e desejam, produtos,mercadorias,imóveis, serviços

    DINHEIRO-MOEDA-ferramenta de viabilizar trocas e negócios., e estocar riqueza produzida em quaisquer uma de suas formas, produtos e ou serviços
  • Márcio  24/07/2018 17:21
    Considere uma lâmina d'agua de 10 cm e que essa lâmina represente uma espécie de campo gravitacional, que eu chamo do "campo da miséria".

    As pessoas que estão nesse nível gastam a maioria do seu tempo útil procurando comida e abrigo. Assim como todos os seres vivos.

    Agora considere uma distorção nessa lâmina, uma protuberância, um pico. Essa distorção corresponde ao fato de uma pessoa ter encontrado uma forma mais eficiente de obter comida ou abrigo, ou seja, elevando-se um pouco da miséria. Por exemplo, alguém descobriu a agricultura.

    Essa distorção chama atenção dos que estão próximos, que acabam por solicitar entrar na distorção.

    Considere que o causador da distorção aceite, dando uma pequena parte dos resultados dessa distorção para os entrantes.

    Com isso o "dono" da distorção obtém cada vez mais resultados, a distorção fica cada vez maior, chama cada vez mais atenção e finalmente temos uma grande distorção no campo da miséria, beneficiando muitos entrantes com seus resultados.

    Em um determinado momento, uma pessoa na superfície do campo da miséria, olhando de longe uma distorção pode pensar: Para existir aquele volume d'agua, é necessário que eles tenham tirado essa água de algum lugar, provavelmente de mim.

    Esse pensamente acontece naturalmente porque estamos acostumados a pensar em termos físicos, como se o volume de água fosse constante.

    Essa pessoa pensa que se de alguma forma aquela distorção for achatada, haverá um aumento de água para todos, ou seja, uma redução generalizada da miséria.

    Isso é um engano. A água dessa distorção surgiu do nada. E achatar essa distorção não vai espalhar essa água. Ela vai simplesmente desaparecer.

    A maioria das pessoas não consegue entender ou aceitar isso. Elas pensam segundo a física tradicional.

    Não importa a altura da distorção. O que importa é a largura, a quantidade de pessoas que entraram na distorção. Algumas estarão mais próximas do topo, outras mais abaixo, mas de qualquer forma, todas estarão olhando o campo da miséria de um ponto mais elevado.

    O que importa é fazer surgir essas distorções no campo da miséria; quanto mais, melhor; quanto mais larga, melhor. Tentar achatar as distorções para ter um campo da miséria menos distorcido ou achando que o volume de água das distorções será espalhado pelo campo aumentando um pouquinho o nível do campo da miséria é consequência de não entender como funciona esse campo.
  • Anonimo  24/07/2018 17:30
    Márcio, comentário perfeito! A maioria das pessoas acha que riqueza é uma grandeza conservativa, como massa ou energia... Ledo engano! Riqueza é criada e destruída - ou consumida - o tempo todo. Uma vez que se entende este fato básico, todo o conceito de "distribuição de renda" fica sem sentido algum.
  • Wagner  24/07/2018 17:33
    Gostei da sua metáfora/perspectiva, é uma forma interessante de ensinar a realidade da nossa sociedade para as pessoas leigas.

    Mas você já escutou alguma vez a frase "PREGO QUE SE DESTACA DEVE SER MARTELADO"?

    www.g37.com.br/colunistas.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=018111&ss=7

    www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/dalmir-santanna/prego-que-se-destaca-e-martelado

    Ou seja, ser bem sucedido não e fácil.

    Deixo a seguinte pergunta: existem sociedades menos invejosas que outras?
  • Márcio  24/07/2018 17:45

    O que faz a distorção no campo da miséria é o empreendedor e não o trabalhador.

    O trabalhador simplesmente entra na distorção, quando possível.

    Importante mesmo para criar a distorção é o empreendedor e esse tipo de figura você não martela assim facilmente.

    Com relação a sua pergunta, a sociedade é o campo da miséria e cada campo pode ser energizado diferentemente.

    Dependendo da forma como você energiza o campo, as distorções surgem com muito mais facilidade.

    Podemos pensar na inveja como um componente dessa energização, mas eu diria que é um dos componentes menos importantes.

    A pergunta que temos a fazer é: o que é necessário para energizar um campo da miséria?
  • Rafael  24/07/2018 17:22
    Sempre haverá desigualdade, pois as pessoas são diferentes. Infelizmente, esse raciocínio simples não entra na cabeça dos "intelectuais" e governantes que querem que as pessoas sejam iguais, não pelo crescimento do "inferior", mas pelo rebaixamento de quem está acima.
  • Renan  24/07/2018 17:25
    O finado Plinio de Arruda Sampaio, ao ser candidato a presidencia da republica em 2010 pelo PSOL, afirmou que preferia que o Brasil não tivesse crescimento econômico pra não aumentar a desigualdade (ou seri pra não despertar inveja?). Essa é a mentalidade dessa gente.
  • Emerson  24/07/2018 17:28
    "Em primeiro lugar, é necessário entender o que cria a riqueza."

    Eles nem sequer compreendem que a riqueza é criada, muito menos como ela é criada.

    A única preocupação - ou melhor, obsessão - é com a "redistribuição de renda".
  • anônimo  24/07/2018 17:29
    Criatividade, engenhosidade e inteligência são as características que transformam recursos brutos em recursos valorosos e geradores de riqueza. Não adianta termos abundância de recursos naturais se não tivermos cérebros. Hoje as nações que mais são desenvolvidas foram aquelas que mais investiram em educação de sua população.
  • AGB  25/07/2018 03:44
    Não foram as "nações" que investiram em educação, foram os próprios nativos que procuraram 0 maior conhecimento.
  • Praxeologia é pseudociência  24/07/2018 17:49
    Toda riqueza é produzida em sociedade, e representa uma fatia do capital social total. Todas as partes envolvidas no processo de criação de riqueza são importantes, como se fossem as peças de um complexo mecanismo de engrenagens.

    Em um processo de criação de riqueza no qual existem externalidades positivas, a apropriação de parte dos resultados pelos agentes privados responsáveis diretos por este processo se justifica quase que por uma recompensa social.

    Quando uma sociedade enriquece pessoas, não por suas contribuições diretas ou indiretas que elas deram a sociedade, das mais variadas formas, não estamos em uma sociedade na qual os incentivos estão alinhados de forma a utilizar os interesses individuais para maximizar o bem estar de todos. Estamos em uma sociedade na qual a maximização dos interesses individuais podem inclusive diminuir o bem estar de todos.


  • Jairdeladomelhorqptras  24/07/2018 17:58
    Belo texto. É difícil remover o ressentimento das pessoas. Mesmo com a explanação detalhada que o artigo fornece sempre existirá quem inveje os possuidores de iniciativa e riqueza.
    Em relação as empresas tipo Kodak, Nokia, etc, só um dúvida: A Xerox também afundou?
  • Baltazar  24/07/2018 19:12
    Até dentro da família prezado Jair esse ressentimento é latente, quando larguei o emprego que ganhava 3 mil reais para abrir um pequeno negócio meus pais me execraram, falaram abertamente que se sacrificaram para pagar a faculdade e que não dava valor para isso e desejavam que tudo falhasse e implorasse o emprego de volta, os amigos se afastaram. Fui morar numa pensão cujo dono foi meu primeiro investidor. Anos de muito esforço depois o negócio vai relativamente bem, mas a ferida ainda está aberta, evito a qualquer custo me aproximar de pessoas de vidas pequenas e que arriscam pouco. No fundo gosto que pessoas comuns sofram pela atual péssima condição econômica do país, são na grande maioria invejosos e ressentidos do sucesso dos outros e graças a esse sentimento montaram essa estrutura estatal gigantesca na esperança que tirassem dos ricos para dar aos pobres.
  • Lucas  24/07/2018 20:31
    Você adoraria ler um livro chamado A Revolta de Atlas.
    Ayn Rand escreve personagens com o mesmo pensamento que o seu. Empresários que cansados de segurar o mundo somem.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  26/07/2018 19:43
    A Xerox não afundou (ainda), mas mudou seu modelo de negócio, de equipamentos pra soluções integradas, os resultados não aparecem, e ela está ficando pelo caminho.
  • MM  24/07/2018 18:19
    "Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída."

    O problema é que parece que elas entendem muito bem essas coisas, e por isso mesmo que se joga dessa forma. Primeiro lança-se a falácia de que a desigualdade por si só é algo ruim - como se fosse desejável que pessoas com aptidões diferentes tirassem da economia o mesmo para si, apesar de esforços distintos - depois de ter conquistado o coração das pessoas com uma mentira, apresenta-se o Estado com poderes quase messiânicos para resolver o "problema". E resolver o problema significa retirar a riqueza dos setores econômicos produtivos e relevantes e distríbuí-los para o governo, incluindo as pessoas físicas que o compõe, além dos inescrupulosos que rezam dessa cartilha nefasta.
  • Luciano viana  25/07/2018 02:38
    O socialismo é a promessa que vc vai receber riquesas pelas quais nao trabalhou. Tudo o que vc tem a fazer é apoiar a expropriação de outro . É tudo o que a oessoa quer ouvir.
  • eugenio  12/08/2018 18:03
    "CADA UM NA SUA RAIA"

    Essas pessoas são as que querem expropriar tudo e repartir, menos galinhas, porque elas tem algumas galinhas, e teria que repartir,e ter perda.
    Na verdade querem expropriar só coisas dos outros, quando tem que entrar no jogo com o pouco que possuem não querem.
    Cada pessoa tem alguma coisa, mais que umas pessoas e menos que outras, deve procurar cuidar da sua vida e não querer o que não lhe pertence.

    Se olharmos quem tem menos, ficaremos presuncosos

    Se olharmos quem tem mais, ficaremos invejosos

    Que cada um "corra na sua raia",faca o que pode para melhorar

    A vida é uma GINCANA, o maior jogo existente. "VITA GAME" melhor que qualquer jogo eletronico existente e que possa vir a existir,tem de tudo,emocões, perigo,prazer,tarefas a cumprir, ACÃO DE RETORNO em forma de recompensa ou castigo,o maior jogo

    Cada um joga com o que tem e conquista.

    Expropriar e repartir é estragar o jogo,se declarar incompetente.
  • Rodolfo  24/07/2018 18:36
    Quem acredita que a concentração de riqueza é um problema deveria louvar esses novos bilionários da internet pois: air bnb tirou renda dos grandes hotéis, facebook tirou renda publicitária da grande midia, youtube permitiu que qualquer um tenha um canal de tv e consequentemente uma fatia do mercado de publicidade que antes ficava concentrada na midia tradicional.
  • Jenifer Viana  24/07/2018 18:42
    Mais um excelente artigo!

    "No entanto, o que os defensores da redistribuição de renda sugerem para corrigir essa injustiça gerada pelas intervenções do governo é exatamente mais interferências, mais gastos e mais regulamentações governamentais."

    O mais engraçado são os argumentos cada vez mais falaciosos e bizarros que 'intervencionistas' utilizam para defender o indefensável. Argumentos como o do artigo do link abaixo, que simplesmente diz que o livre mercado geraria carros demais nas ruas e poucas pessoas vacinadas... Beira o ridiculo.


    www1.folha.uol.com.br/colunas/por-que-economes-em-bom-portugues/2018/07/quando-nao-deixar-o-mercado-livre.shtml
  • Desiludido  24/07/2018 19:07
    "Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída."

    Na verdade, entendem assim. O problema é que vocês liberais são ingênuos, idiotas úteis, acham que há um engano, quando, na verdade, é só busca de poder travestida de boas intenções.
  • Pobre Paulista  24/07/2018 20:16
    "Na verdade, entendem assim"

    O artigo inteiro se dedicou a mostrar que não, não entendem. Favor mostrar qual o exato ponto do artigo que está em desacordo com a sua constatação.

    " O problema é que vocês liberais são ingênuos, idiotas úteis, ach" ZzzZZZZzzz
  • Bruno Rossi  24/07/2018 22:37
    Sr. Desiludido, por favor, me mostre então seu refinado conhecimento e explique como a riqueza é criada, distribuída ( justamente) e destruída. Estou avido pela sua resposta... obrigado e estou no aguardo...
  • Rennan Wesley  25/07/2018 11:37
    Eu também estou no aguardo desse promissor argumento. Adoro pensar em uma coisa como sendo verídico e perceber mais tarde que poderia estar enganado. O benefício da dúvida e da mudança de pensamento é esplêndido.
  • MK  25/07/2018 03:17
    Trump, e sua Guerra comercial vão gerar desemprego em massa nos EUA!
    A poucos minutos Trump, escreveu no seu twitter que vai propor amanhã aos enviados comerciais da UE a eliminação total das taxas, regulamentos e subsídios, um verdadeiro livre comercio entre EUA e UE, lembrando que as taxas de desempregos estão muito baixas nos EUA... Trump,não se arrependeu de suas medidas está negociando em uma posição de força, ele mostra o cinismo da UE que exige livre comercio para suas empresas enquanto taxa as americanas. Trump, está cancelando centenas de regulamentos que travam a produtividade das empresas e propondo um comercio mais justo com a UE. Sei que muitos vão escrever que nunca vão defender taxas, subsídios, etc.. mas
    infelizmente ainda somos uma minoria que felizmente está crescendo, logo prefiro um Trump a uma Hilary .
    Trump, está levando os EUA em direção ao abismo a 50Km/h, Hilary estaria levando a 150Km/h e nunca exigiria um verdadeiro livre comercio com a UE.
  • Demolidor  25/07/2018 04:09
    [Off-topic] Pessoal, alguém aqui já esteve ou conhece alguém que esteve na Somalilândia? Li coisas boas a respeito, além de ter visto vídeos de gente que visitou o país no Youtube.

    É algo realmente quente? A economia é realmente livre e está indo bem mesmo? O serviço de internet é realmente sem concorrência, barato e bom?
  • Andre  25/07/2018 14:26
    Demolidor, conheci um mochileiro americano que coleciona carimbos exóticos no passaporte que esteve na Somalilandia em 2016, disse que é como um país normal da região, é bem pobre e carece de muita infraestrutura, porém o local é muito seguro e são extremamente receptivos com turistas e investimentos estrangeiros, como carecem de reconhecimento internacional, dependem de visitantes e investidores para terem algum reconhecimento. Dos países não reconhecidos e de reconhecimento limitado me recomendou fortemente Arbil, a capital do Curdistão iraquiano, nas fotos o lugar é impressionante, muito mais próspero e seguro que o Iraque e que boa parte do Oriente médio.
  • Demolidor  26/07/2018 03:35
    Obrigado, André. Bate com o que li e assisti.

    Fico até curioso para visitar o país, ver como está o local. Quando vejo empresas como Coca Cola e DP World investindo forte, um governo que não sabe nem quanto é o PIB e fala em formar bom ambiente de negócios, atrair estrangeiros, livre mercado, império das leis e infra estrutura desenvolvida por entidades privadas, me animo. Sua parceria com Emirados Árabes é, sem dúvida, muito interessante, também.

    Só queria entender melhor as concessões, como a do Porto de Berbera, que teve investimento da DP World mas teve parcela repassada para o governo etíope. Por cima, me parece um pouco com as PPPs brasileiras, o que não soa bom.
  • Pobre de Direita  25/07/2018 13:07
    O governo é um grande mercado de lobby, mamatas e protecionismo.

    As pessoas não entendem que o remédio em excesso acaba matando o paciente.

    Não tem como ajudar os pobres, se a população ficou pobre por causa dos impostos, regulamentações, burocracia, ineficiência estatal, alto custo de funcionários públicos, etc.

    Felizmente, a mídia, os empresários do governo e os políticos agora terão que suportar a "concorrência" da internet. Com opiniões ridículas e discursos hipócritas, essa gente que se acha melhor que os outros vão ter que trabalhar.

    Estava muito fácil para o governo e para o establishment. Eles controlavam a mídia, tinham horário eleitoral, só aparecia a opinião deles nos jornais, etc. Agora eles terão que trabalhar.

    O remédio está matando o paciente. Essa intervenção estatal está matando o paciente.

    Ainda não sabemos o tamanho do "monstro" que o governo criou, mas com certeza essa nova direita resgatou um pouco do orgulho e da liberdade.
  • John Maynard Keynes  25/07/2018 14:47
    Estava discutindo com minha mãe marxista estas semanas sobre redes de empreendimentos engolindo os pequenos empresários (mais ou menos na linha daquela fala do Alckmin, do grande engolindo o pequeno). No exemplo eram academias de musculação. As redes de academias teriam mais poder de fogo do que academias independentes, por terem sistemas de informação integrados, custos otimizados, possibilidade de compra de equipamentos melhores, mais novos, possibilitando que a rede de academias suplante a independentes, por melhores condições e preços mais baixos, quebrando a independente, praticamente obrigando o dono da academia a vendê-la ao conglomerado e ser forçado a ser um mero gerente de academia ou instrutor, prejudicando seus ganhos. Eu falei mas se é melhor para os consumidores terem acesso a melhores equipamentos a custos mais baixos, então é no geral é melhor para todo mundo, apesar de o dono da academia independente ter ficado em uma situação pior. Mas isso não seria um exemplo de como no capitalismo a propriedade dos meios tende a se concentrar em cada vez menos mãos?
  • Amante da Lógica  25/07/2018 15:12
    Você próprio deu a resposta em seu enunciado. As academias grandes suplantam as pequenas porque os consumidores voluntariamente preferem as grandes.

    E por que os consumidores preferem as grandes? Porque, segundo você próprio, elas oferecem "equipamentos melhores e mais novos" com "melhores condições e preços mais baixos".

    Capitalismo é isso: ganha aquele que melhor atende os consumidores.

    O capitalismo não é um arranjo feito para beneficiar nem empreendedores e nem empregados. É um regime feito para beneficiar consumidores. É exatamente por isso que empresários e sindicatos sempre se mobilizam contra o capitalismo e recorrem ao governo para desvirtuar esse arranjo e implantar o corporativismo em seu lugar.

    Substituindo o capitalismo pelo corporativismo, empresários e sindicatos se tornam os ganhadores. Já os consumidores, os perdedores.

    Portanto, se você quer "culpar" alguém por este arranjo, culpe as preferências voluntárias dos consumidores. E prove que todos estariam melhor caso estas preferências voluntariamente demonstradas fossem proibidas.

    Há vários artigos sobre isso, mas recomendo este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2664
  • ed  25/07/2018 15:36
    Juro que tento mas não consigo entender o raciocínio desse povo.

    "Não pode ser!!! Essa empresa está ofertando bens e serviços a um nível superior ao da concorrência. As pessoa estão voluntariamente preferindo consumir os produtos dessa empresa ao invés do serviço inferior ofertado pelas outras. Que absurdo!!! Precisamos urgentemente que políticos e funcionários públicos intervenham nessa situação pois eles certamente sabem o que é melhor para todos. "
  • John Maynard Keynes  25/07/2018 15:44
    Obrigado pela resposta. Vou ler este outro artigo.
  • ed  25/07/2018 15:25
    "Mas isso não seria um exemplo de como no capitalismo a propriedade dos meios tende a se concentrar em cada vez menos mãos? "

    Temos dois casos onde "a propriedade dos meios tende a se concentrar em cada vez menos mãos":

    1 - Livre mercado pleno

    Nesse caso uma empresa conseguiu, sendo extremamente eficiente e satisfazendo os consumidores, "concentrar a propriedade dos meios" (sejá lá o que isso signifique, estou supondo que signifique quebrar a concorrência e dominar o mercado).

    Sendo assim, o que há para ser corrigido exatamente? A empresa foi eficiente, agradou os consumidores (que preferiram consumir os serviços ofertados por ela ao invés de adquirir os produtos da concorrência), e "dominou o mercado concentrando a propriedade dos meios". Não há nada a ser corrigido nesse caso.

    2 - Governo intervindo

    O governo subsidia a empresa dando a ela dinheiro roubado dos impostos e/ou dificulta a entrada da concorrência no mercado com leis imundas. Com isso ela consegue mais facilmente "concentrar os meios".

    Nesse caso concordo que há um problema que precisa ser corrigido. Qual a solução? Volte ao item 1.
  • John Maynard Keynes  25/07/2018 20:12
    Ed, quis dizer dos meios de produção de bens e serviços, o mesmo conceito marxista aplicado aos dias de hoje.
    Eu sei, por evidência empírica, que não é o caso de um mega conglomerado de academias ter dominado todo o mercado de academias, afinal existem ainda muitas academias independentes, além de várias redes, umas maiores, outras menores.
    Bem como mcdonalds ou burger king não quebraram todas as lanchonetes do mundo, ou seja, eu ainda posso ir comer aquele sanduíche de 2000 calorias aqui perto de casa.
    Ou seja, não ocorreu aquela fantasia marxista onde haveria uma única empresa dona de tudo, de todas as academias, lanchonetes, botecos, padarias, etc.
    Eu não estou querendo corrigir nada, ainda mais com leis, regulações e burocracia estatal. Só gostaria de entender porque isso não ocorre. Porquê tudo não descamba para um burguês rico ou uma empresa privada dona de tudo?
  • ed  26/07/2018 01:16
    "Porquê tudo não descamba para um burguês rico ou uma empresa privada dona de tudo?"

    Porque os consumidores possuem gostos diferentes. Por mais que o buscador do Google seja mais eficiente ainda há pessoa que usam o Bing, por mais que a Coca-Cola seja a melhor ainda há pessoas que preferem Pepsi e assim por diante.

    O único cenário que consigo vislumbrar onde uma empresa posso dominar 100% do mercado é quando o governo atua (vide Petrobrás).
  • Leigo  27/07/2018 14:42
    Tudo isso é muito interessante. Muitas pessoas ficam nervosas com as gigantes, McDonalds, SmartFit... Eu por exemplo, só como aqueles hamburgueres de 6 a 8 reais no McDonalds, sem refrigerante e fritas, me recuso a pagar 25 reais em um "combo". E a gigante tá lá competindo com as hamburguerias artesanais que cobram 15 a 30 reais apenas no hambúrguer.

    Não faço academia, pesquisei bastante sobre exercícios com peso do corpo e alimentação. Até poderia contratar um nutricionista ou personal trainer, mas preferi economizar, pesquisei sobre e tenho capacidade de comer bem e me exercitar. É até simples, mas o Estado não acha isso.

    O Estado é bizarro e quer cuidar de tudo. Os nutricionistas e educadores físicos têm medo da concorrência e tentam ao máximo aumentar o Estado. Certa vez conversei com uma estudante de nutrição que falou sobre a importância de se fazer o curso, porém, é uma área simples. Qualquer pessoa sabe que arroz integral é mais saudável que o arroz branco. Não estou desmerecendo quem estudou, certamente têm mais conhecimento sobre a área, porém, não há necessidade alguma de só eles oferecerem certos serviços. O mesmo vale pros educadores físicos, você pode ter experiência de 30 anos na área, sem um diploma, não poderá ensinar ninguém a como se exercitar adequadamente. Beira o absurdo.

    Aparentemente é obrigatório a presença de instrutores nas academias brasileiras, isso deve ser coisa do Estado, não é possível haha. Vejo videos no Youtube de academias fora do Brasil com as pessoas fazendo os exercícios de forma totalmente irregular. Por que o Estado deve obrigar as academias a terem instrutores? Os custos aumentam. "Mas as pessoas precisam de instrutores, não podem fazer os exercícios errados". As pessoas devem ser donas de suas vidas, saberem das consequências de seus atos, não é só na academia que elas podem estar fazendo burradas. Aliás, com a internet dá para aprender sobre isso, ou perguntar pro coleguinha, ou simplesmente, analisar o coleguinha.

    Divagando por aqui.
  • Jairdeladomelhorqptras  26/07/2018 01:44
    Caro Baltazar,
    Parabéns pela sua capacidade de empreender e arriscar-se. O sucesso de alguns sempre despertará instintos primitivos em outros. Aquela famosa frase de um presidente mexicano (que graças a Deus esqueci o nome): "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos", evidencia o descomunal ressentimento terceiro mundista.
    Abraços
  • thiago  27/07/2018 16:28
    Conclui-se que: essas pessoas querem poder e desconhecem o que é "competência"; veem o "poder" como algo em si (um fim em si) e não como um efeito ou fruto da competência; e veem no Estado a possibilidade de triunfarem, afinal lá reina a incompetência, a mentira e a desfaçatez.
  • Miletece  01/08/2018 14:57
    Cara, eu ainda não consegui entender. No texto, o autor expõe um fato que é indício de que a riqueza é criada,"o crescimento da renda per capita", mas não explica, efetivamente, a forma como ela é criada.

    Eu estou iniciando os estudos no liberalismo e isso é algo que ainda não consigo compreender muito bem.
  • Emerson Luis  08/08/2018 19:50

    Os esquerdistas parecem acreditar que a riqueza cai do Céu em porções rigorosamente iguais para todos e que os "ricos" são "ricos" porque foram na frente e pegaram muito mais do que sua cota, cabendo então ao Estado fazer a "redistribuição de renda".

    * * *
  • DIANARI RORIZ  02/11/2018 21:27
    Sou comerciante e preciso de mais textos ou links com assuntos relacionados a geração de riqueza e empreendedorismo. Focado em situações praticas de empreendedorismo.

    Me ajudem por favor
  • marlon  31/05/2019 13:16
    Hm...Acompanhem o raciocínio, não de ponto de vista do dinheiro, pois a riqueza verdadeira não é o dinheiro mas sim as coisas pelo qual ele é trocado certo? Pois bem, o valor imaginário do dinheiro é ilimitado porém os recursos naturais NÃO, ou seja o sujeito com mais dinheiro vai comprar mais coisas do que precisa, logo vai "alocar" para ele mesmo mais recursos naturais que poderiam ir para outra pessoa, e esses recursos são limitados certo? Olhando por esse ponto de vista, de todos os recursos naturais do planeta, o que tem mais dinheiro vai "pegar" mais pra ele do que o necessário por intermédio do dinheiro, esses recursos a mais poderiam ir para outra pessoas porém estão acumulados na mãos de determinado milionário. Por exemplo há 10 bananas no mundo, por 1 real cada, o rico tem 9 reais e o pobre tem 1 real, o rico compra as 9 bananas e o pobre só pode comprar uma, ou seja, por intermédio do dinheiro ele causa uma certa desigualdade, pois bananas não são infinitas e um dia elas acabarão. O que acham desse ponto de vista?
  • brando  31/05/2019 15:20
    Você até que pegou o básico da coisa, mas não foi adiante.

    Sim, a maneira como o dinheiro é distribuído gera desigualdade (duh!), mas aí você tem de estudar qual a origem dessa distribuição do dinheiro.

    As pessoas que têm mais dinheiro conseguiram este dinheiro por méritos próprios ou será que há uma instituição facilitando o acesso a este dinheiro?

    Dica:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2451

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=313

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=306

  • anônimo  31/05/2019 15:22
    Se o cara tem mais dinheiro porque foi melhor em atender aos consumidores, então trata-se de uma desigualdade benéfica. Afinal, ao enriquecer, ele melhorou o bem-estar de todos. Arranjo perfeitamente natural e saudável.

    Já se o cara tem mais dinheiro simplesmente porque tem ligações com o governo (é funcionário público, é político, é empresário que recebe grana do BNDES), então o arranjo é deletério.

    Vide os artigos linkados acima.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.