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A automação e os robôs não causam desemprego; quem causa são os políticos
Países com os maiores níveis de automação e robotização possuem as menores taxas de desemprego

A inteligência artificial não me preocupa; é a estupidez humana o que me aterroriza.

O debate sobre a tecnologia e seu papel na sociedade está sendo manipulado para enganar os cidadãos e amedrontá-los quanto ao futuro. O intuito é, por meio do medo, fazê-los aceitar a se submeter a políticos e suas leis, as quais simplesmente não podem proteger o indivíduo dos desafios da robotização.

Entretanto, sempre há aquela enxurrada de estudos nos alertando que, daqui a 50 anos, a vasta maioria do trabalho será feita por robôs, e não haverá empregos para ninguém. O que podemos fazer?

Já faz décadas que vivemos essa falácia das estimativas distópicas. Se fossemos acreditar em todos os estudos que "prevêem o que acontecerá daqui a 50 anos", já era para estarmos sem água, petróleo e empregos há pelo menos dezessete anos.

Estimativas de "50 anos" sempre sofrem dos mesmos erros. Primeiro, o "presentismo". As pessoas pegam a atual situação do presente e a exageram para o futuro. Segundo, elas romantizam o passado. Não, o passado não era melhor. Terceiro, elas sempre estimam um futuro impossível e negativo ignorando todas as evidências da engenhosidade humana e sua capacidade de inovar.

A realidade é que, hoje, a população mundial chegou a 7,5 bilhões de pessoas e, não obstante toda a revolução tecnológica, nunca tivemos tanto trabalho a ser feito. Não só a necessidade de nenhum trabalho foi abolida, como novos trabalhos até então inimaginados surgiram.

(O aparente paradoxo entre haver muito trabalho a ser feito e, ao mesmo tempo, haver uma alta taxa de desemprego tem um culpado claramente definido).

Ademais, ao menos nos países mais avançados, o desemprego está nas mínimas históricas (5,3%). Já a pobreza global caiu para níveis sem precedentes: era de 80% em 1820 e está em 10% hoje. E a mortalidade infantil caiu para menos da metade do que era há pouco mais de duas décadas: em 1990, era de 64,8 mortes em 1.000 nascimentos; em 2016, 30,5 mortes para cada 1.000 partos.

Temos fartos recursos naturais, as reservas de petróleo comprovadas cresceram e temos mais diversas fontes de oferta. Por exemplo, desde 1980, as reservas de petróleo comprovadas já aumentaram 151%. Para o gás, esse aumento foi de 163%. Em 2015, nós humanos utilizamos 34 bilhões de barris de petróleo; ao mesmo tempo, descobrimos outros 53,2 bilhões de barris a cada ano entre 2010 e 2015. E, em vez de se tornarem mais escassos, os recursos naturais estão, na realidade, ficando mais baratos em termos reais.

Tudo isso foi possível graças à maior e mais magnífica revolução tecnológica jamais vivenciada.

O que é criado

Como mencionado, mais da metade dos empregos que existem hoje não eram nem sequer imaginados há vinte anos. Dados de mais de 140 anos que comprovam empiricamente que a tecnologia cria muito mais empregos do que destrói, e que é uma fragorosa mentira dizer que empregos de baixa qualificação irão desaparecer para sempre; outros empregos sempre são criados. Um estudo da empresa de consultoria Deloitte, feito por Ian Stewart, Debapratim De e Alex Cole, mostra claramente que a tecnologia acaba com trabalhos mais perigosos, maçantes e extenuantes — ou seja, aqueles que ninguém realmente quer fazer — e cria muito mais empregos nos setores de serviço, de conhecimento humano e de interação.

A lógica da criação de empregos pela tecnologia é direta: de um lado, o setor que produz as inovações tecnológicas está permanentemente demandando trabalhadores que ajudem nesta tarefa; de outro, a redução dos preços reais de vários bens e serviços — um efeito derivado do avanço tecnológico — afeta positivamente todo o emprego, pois aumenta a renda disponível da população e estimula a demanda de novos setores, e de novos bens e serviços.

Portanto, se, de um lado, a tecnologia cria empregos em serviços altamente especializados (como contadores, profissionais de marketing, médicos e educadores), ela também cria empregos naqueles setores que não estão voltados a atender às necessidades básicas da população, como bares, barbearias e academias de ginástica.

Ou seja, com a tecnologia, a divisão do trabalho se aprofunda, cresce a especialização e o padrão de vida aumenta. E tudo isso com maiores níveis de emprego.

Com efeito, outros estudos da Deloitte, da Ernst/Young e de outras empresas de consultoria também prevêem que necessitaremos de muito mais empregos no futuro em tarefas de suporte e de serviços adjacentes às novas atividades tecnológicas. Sendo assim, o que os profetas do apocalipse sempre se esquecem de considerar é que, enquanto o consumidor for humano, a interação e a experiência com outros humanos não serão reduzidas. Ao contrário, aumentarão.

No mundo atual

As sociedades mais robotizadas do mundo não apenas não vivenciam maiores taxas de desemprego como, ao contrário, suas taxas estão entre as menores. De acordo com dados da International Federation of Robotics (Federação Internacional de Robótica), em 2016, Coreia do Sul, Cingapura, Alemanha e Japão tinham as maiores taxas de automação e robotização das funções do trabalho (631, 488, 309 e 303 robôs por 10.000 empregados, respectivamente) e o desemprego era menor que 3,9%.

Enquanto isso, países que subsidiam setores de baixa produtividade e que colocam o estado como o agente "protetor" possuem taxas de desemprego mais altas. A França, que possui bem menos da metade de robôs que Coreia do Sul e Cingapura (132 por dez mil empregados), tem uma taxa de desemprego três vezes maior que a de países altamente robotizados. O mesmo ocorre com a Espanha, cuja taxa de desemprego chega a ser mais de cinco vezes maior.

A McKinsey estima que praticamente metade dos ganhos de competitividade dos próximos 50 anos será explicada pela digitalização e pela automação. Isso significa salários mais altos em todos os setores, mesmo para aqueles que utilizam mão-de-obra menos qualificada.

Pode ter certeza de que, assim como já ocorreu no passado, essas estimativas irão se revelar moderadas, tanto nos quesitos aumento da produtividade e melhora no padrão de vida quanto no quesito avanço da robotização criativa. Toda essa futura automação irá criar mais e melhores empregos, mesmo para setores de baixa qualificação, pois estes se moverão para os serviços e suporte técnico.

As empresas mais representativas deste fenômeno do avanço tecnológico são Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google. O espetacular progresso destas empresas incrivelmente tecnológicas não reduziu o emprego. O desemprego nos EUA está em seu menor patamar desde 1968, sendo que as empresas que supostamente deveriam se dar mal com todo esse progresso tecnológico se aperfeiçoaram e se fortaleceram, pois agora estão tendo de concorrer com este novo setor.

Na prática, estas empresas tecnológicas — que, sozinhas, representam 27% do valor da S&P 500 — fomentaram a criação de empregos ao redor do mundo (de novo: a taxa de desemprego mundial está nas mínimas históricas), pois seu modelo de negócios criou serviços e empregos que nem sequer existiam há poucas décadas. Elas criaram muito mais empregos indiretos do que "destruíram".

Logo, a desculpa de "o que irá acontecer com os empregos menos qualificados?" esconde a falácia do intervencionismo.

Protecionismo, subsídios, assistencialismo não protegem e nem muito menos podem criar empregos em setores obsoletos. A maneira de adaptar trabalhadores menos qualificados à tecnologia é com muito treinamento — mas com treinamento real, in loco. Como demonstrado na Califórnia, no Texas, em Illinois e nos países asiáticos, a tecnologia criou 40% a mais de empregos que exigem pouca qualificação em relação aos empregos que ela destruiu.

Um primeiro impacto positivo do uso da digitalização foi causado diretamente por estas empresas, as quais, conjuntamente, empregam mais de 800 mil pessoas ao redor do mundo, com níveis de produtividade claramente superiores aos de empresas de setores tradicionais. E também pagando melhores salários.

Empresas como Facebook e Google empregam, respectivamente, mais de 27.000 e 88.000 pessoas, e pagam mais de 50% a mais que o salário médio dos setores industriais. Seu modelo de negócios aufere receitas majoritariamente de publicidade nas mídias digitais, um mercado que simplesmente não existia há poucos anos. Outros 115.000 empregos líquidos foram criados em setores relacionados às novas tecnologias inventadas nos EUA.

Já a Amazon, que detém 44% do mercado de comércio eletrônico, é um dos grupos responsáveis pela criação de mais de 400.000 empregos gerados por empresas do setor de comércio eletrônico nos EUA. No caso desta empresa, o impacto se estendeu para setores ligados ao comércio eletrônico, como logística, embalagens, pagamentos eletrônicos, transportes etc.

Na Ásia, um continente em que a robotização é um elemento comum às empresas e aos métodos de produção, eles já conhecem os efeitos positivos deste fenômeno. De acordo com o Asian Development Bank, o maior dinamismo econômico gerado pela robotização em 12 economias asiáticas ainda em desenvolvimento entre 2005 e 2015 compensou a destruição de empregos causada pela implantação dos processos de automação e criou mais empregos adicionais. Essa transformação levou à criação de 134 milhões de empregos por ano, um número claramente maior do que os 101 milhões de empregos ao ano substituídos pela automação. Entre 43% e 57% dos novos empregos criados na Índia, na Malásia e nas Filipinas durante os últimos 10 anos vieram do setor tecnológico. Mas o mais importante é que o emprego nos setores de serviço, turismo, hoteleiro e adjacentes dobrou.

A grande migração

A automação não destrói empregos. Ela empurra as economias a uma aceleração da migração de trabalhadores do setor manufatureiro para o setor de serviços. Ao mesmo tempo, a digitalização cria novas, grandiosas e avançadas oportunidades de mercado, sendo que este setor que já está sendo chamado de o petróleo do século XXI. Ou seja, ele fortalece as economias, melhora os salários e reduz os empregos arriscados e insalubres.

O que já está ocorrendo, e irá se acentuar nos anos vindouros, é um processo de migração dos setores de baixa produtividade e intensivos em mão-de-obra pouco qualificada — que efetuam trabalhos perigosos, extenuantes e maçantes — para setores voltados para serviços e interações pessoais, com diferentes níveis de qualificação (mas não necessariamente apenas de alta qualificação), em que o treinamento será um elemento essencial.

Não, um operário da construção civil, um vendedor ou um encanador não estão condenados a desaparecer. Eles irão se transformar. Mas, desnecessário dizer, só conseguirão se realocar se o governo permitir essa mobilidade e, acima de tudo, não criar obstáculos ao mercado de trabalho.

O fator humano continuará sendo essencial na era da inteligência artificial, mas a única coisa para a qual ele não será necessário é para fazer tarefas de alta precisão.

O que não podemos permitir que ocorra

As pessoas adoram o progresso, mas temem as mudanças. Queremos que tudo melhore, mas somos extremamente conservadores quanto ao que já existe.

Não é nenhuma surpresa que aqueles que se consideram "progressistas" sejam os mais regressistas. Eles querem voltar ao início da década de1970, são contra a concorrência, a inovação, as tecnologias disruptivas, o comércio internacional etc. Acima de tudo, querem tributar pesadamente a tecnologia. Esses regressistas querem que políticos subsidiem e protejam setores de baixa produtividade, e penalizem os setores de alta produtividade com mais impostos. Acima de tudo, afirmam que precisamos mudar o modelo de produção.

E, dado que criar medo nas pessoas sempre foi politicamente proveitoso, não faltarão políticos para se aproveitar deste terrorismo. Políticos irão dizer que estamos lidando com uma ameaça irreversível e que "desta vez é diferente". Para combater isso, dirão que teremos de dar a eles ainda mais dinheiro e abrir mão de mais liberdades em troca de uma segurança que eles não podem e não irão fornecer.

No final, é claro, eles irão fracassar, mas, até lá, eles já terão restringido ainda mais nossas liberdades. Subsídios, protecionismo, reserva de mercado e intervencionismo serão sempre as desculpas da elite política para manter os cidadãos obsoletos e criar clientes reféns.

Eis a função dos defensores da liberdade e do progresso: não deixar que isso ocorra.

Conclusão

Eu me lembro vivamente de quando previram, em 1991, que em 2011 ninguém mais iria viajar, que os encontros entre as pessoas seriam por videoconferência, que todos viveríamos isolados e que estaríamos trabalhando sem qualquer contato humano. Não tinha como estarem mais errados. O "presentismo", ou seja, a tendência de exagerar aquilo que consideramos uma ameaça hoje, sempre nos leva a cometer erros.

A inteligência artificial, a robotização e a digitalização tornarão o mundo melhor, e irão criar mais e melhores empregos para todos. E, se conseguirmos prevalecer sobre os regressistas, esses fenômenos também serão a chave que irá nos libertar de intervencionistas populistas.

No final, nunca aposte contra a engenhosidade humana. O maior inimigo dos profetas do apocalipse é um engenheiro.

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Leia também:

A automação de empregos: é assim que uma sociedade progride

A automação e a robótica, ao contrário do imaginado, serão os grandes geradores dos empregos futuros

37 votos

autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.


  • pablo  04/07/2018 15:41
    Me prove que não causa desemprego
  • Vittar  04/07/2018 15:57
    A menos que você esteja exigindo algum processo de osmose -- isto é, aprender sem ler --, os dados estão no artigo, na seção "Mundo Atual", com dados e fontes.

    Por outro lado, eu já acho que haverá sim desemprego, principalmente para os incapazes e preguiçosos, aqueles que não sabem nem ler e escrever. Esses, realmente, irão para a fila do pão, pois não há milagres capazes de salvá-los de sua incompetência.
  • Insurgente  04/07/2018 17:03
    Eita!
    KKKK!
  • Pensador Puritano  04/07/2018 19:02
    Concordo só os preguiçosos e incompetentes reclamam de perder benesses do Leviatã.
  • eugenio  05/07/2018 01:41
    DE PREGUICOSOS CRIATIVOS A OCIOSOS CRIATIVOS

    É por causa dos preguicosos temos o progresso,dobrem a lingua!
    Sim, máquinas que poupam esforco e aumentam a producão; acha que foi pelos os trabalhadores de cabo de enxada "concordinos" que chegamos ao trator? NADA DISSO! , foi do PREGUICOSO E INCONFORMADO em fazer tal servico, era criativo e seus neuronios comecaram a funcionar,inteLigência, intuicão, e pequenas máquinas e inovacões foram acontecendo.

    Observei isso ao vivo e ao longo de uns sessenta anos, em várias áreas da atividade humana,numa era jamais vivida pela humanidade; p ex, na area da eletronica meio século atrás um componente eletronico tinha um volume de 25 centimetros cubicos, pesava 8o gramas, hoje o mesmo componente é produzido com NANOTECNOLIGIA , com ALGUNS ÁTOMOS APENAS, então sou testemunha ocular da história da evolucão tecnologica dos últimos tempos e tudo se deu em funcão de tornar mais fácil,menos arduo, menos perigoso, melhor e de menor custo,ferramentas e máquinas foram criadas,uma substituindo outras menos eficientes.

    Apenas ouso dizer que temo que humanos possam não ter velocidade de reciclagam capaz de acompanhar o ritmo, o ciclo das inovacões e que a inteligência artificial nos torne obsoletos;em alguns setores isso já aconteceu, e somos dependentes de decisões de maquinas para empreender
    .
    Softwares criam outros, em capacidade,velocidade maiores e nuncadantez vista, algoritmos escrevem romances,policiais,dramas "sob medida" para determinados tipos de leitores.

    Só que também acho que acharemos sempre alguma coisa para fazer, nem que seja consumir o que as maquinas farão, produtos e servicos, até que elas permitam, não se sindicalizem e inventem um lider cibernético CYBERGOGO que as iluda com dados e fórmulas matemáticas erraticas.

    AS GRANDES INTELIGÊNCIAS HUMANAS DA ATUALIDADE ALERTAM.PODEM CHEGAR A UM NÍVEL SUPERIOR ,LEMBREMOS,ELAS AS MÁQUINAS INTELIGENTES ATÉ JÁ JOGAM XADREZ MELHOR QUE HUMANOS.

    ATÉ O ADVENTO DA NANOTECNOLOGIA UM COMPUTADOR COM CAPACIDADE DE PROCESSAMENTO DE UM CÉREBRO HUMANO JAMAIS PODERIA SER INSTALADO EM CIMA DE ALGO PAREC IDO COM UM PESCOCO, HOJE NÃO SÓ PODE COMO JÁ NÃO SE SABE O QUE É HUMANO OU CIBERNETICO, DÃO "SALTO MORTAL" RIEM ,CHORAM E EXPRESSAM EMOCÕES, SE COMUNICAM TELEPATICAMENTE ATRAVÉS DE SEUS "WI FI", SEM QUE SAIBAMOS O QUE, NEM QUANDO ACONTECEU.

    SEREMOS OCIOSOS COM CERTEZA, MAS SEREMOS SUFICIENTEMENTE "OCIOSOS CRIATIVOS" PARA SOBREVIVER?

    SEM CHANCES DE IMAGINAR DAQUI A DEZ,VINTE, MUITO MENOS CINQUENTA ANOS.

    O QUE SERÁ? O QUE SERÁ?

    Só o tempo dirá, só o tempo dirá, diria o filósofo.
  • Pobre Mineiro  05/07/2018 16:01
    Menos, menos, muito menos...

    Inteligência artificial não chega nem perto disso que você escreveu; exceto em coisas como o xadrez, que por ser um jogo científico, já era esperado que um dia um computador jogaria melhor que os humanos.

    O resto não é questão de tempo, é filosofia mesmo.
    Não tem como a criatura superar o criador.
    Logo não há o que temer.
  • Rafael  07/07/2018 04:06
    O vídeo no link abaixo é interessante e vai de encontro com o artigo. Talvez as mentes mecânicas nem precisem ser tão espertas, as mesmas consultorias que aparecem para referendar os dados do artigo ofertam o RPA, que é uma robotização de atividades administrativas com soluções que não são muito inteligentes e prometem reduzir os empregos do colarinho branco.
    Vídeo >> youtu.be/7Pq-S557XQU
    RPA - Robotic Process Automation
  • eugenio  07/07/2018 22:42
    "a criatura nunca superará o criador"

    Isso não tem a minima lógica , tampouco é científico,de onde tirou isso?

    É possível que a criatura já tenha superado o criador e voce nem tenha notado por causa da mente capta, se percebe pela sua "teoria"

    Repense!
  • Pobre Mineiro  10/07/2018 17:05
    É possível que a criatura já tenha superado o criador e voce nem tenha notado por causa da mente capta, se percebe pela sua "teoria"

    Repense!


    Repensar o que, quem é capaz de criar uma coisa superior a si mesmo ?.

    Agora , se você se acha inferior a máquinas que só sabem fazer tarefas chatas e repetitivas, então não tenho nada a discutir com você.
    Se você acha que é, ou se acha que não é; de uma forma ou de outra, você está certo.
  • Cristian  05/07/2018 17:35
    Preguiçosos são os responsáveis pela inovação, criatividade e progresso?? Sei não...

    Nesses meus já 34 anos de vida, sendo 18 deles envolvido e/ou trabalhando no setor da industria privada eu nunca ví um único preguiçoso (e olha que já encontrei aos montes por aí) inovar em alguma coisa, melhorar algum processo ou simplesmente "reinventar a roda". Muito pelo contrário, todos os que eu encontrei só sabiam reclamar e ficar a espera do pote no fim do arco-íris.
  • eugenio  07/07/2018 16:49
    NEM TODOS, claro, também vi os preguicosos de esquerda,-com defeito cerebral- que nunca em lugar nenhum produziram algo inovador; já outros, em funcão da lei do menor esforco,que tem aparelho cerebral normal bem funcionante,criam,inovam para trabalhar e sofrer menos.

    O mineiros p ex na Inglaterra trabalhavam até 16 horas por dia, as ferramentas de hoje, criadas pelas inovacões multiplicaram a producão do carvão,cerebros mais capazes intuiram,criaram,inovaram ferramentas para escapar do que se chamava trabalho-tripalium = tortura-

    do wikidicionario:

    O significado da palavra trabalho remonta à sua origem latina: tripalium (três paus) - instrumento utilizado para subjugar os animais e forçar os escravos a aumentar a produção. O tripalium era, pois, um instrumento de tortura, algo semelhante à cruz que o rebanho cristão adotou como objeto-símbolo.
    trabalho - Wikcionário
    pt.wiktionary.org/wiki/trabalho

    -----------------------

    Compreende porque "preguicosos criativos" inovavam?
  • Cristian  10/07/2018 13:38
    "NEM TODOS, claro, também vi os preguicosos de esquerda,-com defeito cerebral- que nunca em lugar nenhum produziram algo inovador; já outros, em funcão da lei do menor esforco,que tem aparelho cerebral normal bem funcionante,criam,inovam para trabalhar e sofrer menos."

    E aqui eugenio, você próprio coloca sua afirmação em dúvida e corrobora com meu argumento anterior.

  • Primo  06/07/2018 09:51
    Causa desemprego sim. Thomas Morus já previu isso no ano de 1516 no livro UTOPIA, quando escreveu que a ilha da Inglaterra iria entrar em colapso por causa de revoluções tecnológica na qual apenas uns ou dois homens faziam o serviço de dezenas de homens para lidar com uma vaca. De lá para cá o desemprego pode até ter diminuído e as condições de vida melhorado por uma questão de inercia, estamos a beira do colapso, agradeçam por não serem ingleses.
  • Tio  06/07/2018 13:01
    "Causa desemprego sim"


    "Thomas Morus previu isso em 1516"

    "dois homens passaram a fazer o serviço de dezenas de homens para lidar com uma vaca"

    "De lá para cá o desemprego pode até ter diminuído e as condições de vida melhorado por uma questão de inércia"

    "estamos a beira do colapso, agradeçam por não serem ingleses"

    Eu fico sem saber se o cara tá só na zoeira, ou se ele realmente não percebe que se contradisse completamente. É cada figura que despenca por aqui...
  • Pedro Sabino  06/07/2018 16:03
    kkkkkkkk

    Obrigado pelo seu comentário!
  • Fabrício  04/07/2018 16:04
    Automação, mecanização e robótica nunca foram ameaça para empregos porque o ser humano, sendo racional e adepto do uso da razão, sempre soube se adaptar e aprender. Já regulações e subsídios esses sim são ameaças.

    Mas ainda piores são as pessoas que simplesmente não querem aprender, não querem se adaptar e não querem se esforçar. Para estas, realmente não há solução. E são exatamente estas que os políticos usarão para barrar as inovações e o progresso, pois inovação e progresso sempre contraria os grandes interesses corporativos já estabelecidos.

    No mais, ótimo artigo, com dados e tudo.
  • anônimo  04/07/2018 16:09
    A ameaça é que aqueles que não são preguiçosos e que não têm medo de se adaptar terão de pagar por aqueles que são preguiçosos e medrosos. Afinal, para que ter trabalho de adaptar se você pode conseguir manter tudo como está recorrendo a políticos? Veja os taxistas contra o Uber. Veja os hotéis contra o AirBnB. Veja todas as indústrias nacionais que exigem tarifas de importação.
  • Economista da Unicamp  04/07/2018 16:12
    Ei, os preguiçosos e os burros têm de comer. Logo, é humano confiscar de quem trabalha para bancar que não quer trabalhar. É assim que o progresso é criado, ora: tomando de quem se esforça e dando quem não quer nada. É somente com esse tipo de incentivo que a riqueza é criada.
  • Pensador Puritano  04/07/2018 19:22
    Então o dia que eu estiver com fome quero comida na boca e alguém fazendo cafuné quando eu estiver deitado na rede relaxando já que não consigo emprego.Enfim é uma piada podre,mas só assim as vezes para responder tantas ideias idiotas de esquerdista,afinal inválidos merecem ajuda,agora preguiçoso pelo amor de Deus não dá.Haja paciência.
  • Wesley  04/07/2018 16:17
    A melhor maneira de fomentar uma inovação é gritando em alto e bom som que ela é impossível. Ou então declarar que ela deve ser proibida.

    Sempre haverá alguém ávido para mostrar que você está errado.

    Pode pesquisar, essa sempre foi a lógica do empreendedorismo. Por isso estamos vivos.
  • Guilherme  04/07/2018 16:22
    Imagine a cena: na alvorada da humanidade, um casal de primatas vivendo nas cavernas, mastigando ossos, começa a conversar sobre como seria bom se algo como o fogo fosse inventado para mantê-los aquecidos e ajudar a cozinhar a carne dos animais que eles matavam.

    Mas aí um deles menciona que essa tecnologia seria perigosa, pois alguém poderia ser queimar e matas poderiam ser destruídas.

    Pausa.

    Felizmente para a humanidade, não havia governo quando o fogo foi inventado.
  • Caio Sathler  04/07/2018 16:26
    Dá pra adaptar essa anedota desde os primatas até os tempos de hoje; é graças aos engenhosos que essa nossa sociedade evolui.
  • eugenio  07/07/2018 22:48
    Naquele tempo já conheciam o fogo mas só quando dava um raio e incendiava a floresta, então animais viravam churrasco.

    Provavelmente alguem comecou a pensar em conservar o fogo, e mais tarde em "fabricar o fogo"
  • Victor  04/07/2018 16:25
    Os robôs físicos não são nada perto dos robôs virtuais, infinitamente mais baratos e substituindo rotinas decisórias e burocracias de escritório, a classe média viciada nestes tipos de empregos vai ter que se reinventar mais do que nunca.
  • Rafael  07/07/2018 04:11
    Depois consulte um tipo de serviço prestado pelas grandes consultorias chamado RPA (Robotic Process Automation), são softwares simples que emulam os seres humanos e fazem atividades administrativas.
    Esse vídeo é interessante e traz uma visão um diferente do artigo youtu.be/7Pq-S557XQU
  • João Paulo  04/07/2018 16:33
    "As sociedades mais robotizadas do mundo não apenas não vivenciam maiores taxas de desemprego como, ao contrário, suas taxas estão entre as menores."

    Nada mais do que a Lei de Say em ação.

    Automação reduz custos de produção. Custos de produção reduzidos levam a um aumento da produção (oferta). E esse aumento da produção aumenta a renda e a demanda potencial.

    Uma sociedade que oferta mais é capaz de demandar mais, e isso logicamente significa menos desemprego.
  • M  04/07/2018 16:46
    A frase de abertura do artigo é simplesmente genial. E infelizmente a estupidez humana não está relacionada à inteligência ou ao nível de escolaridade do indivíduo -é possível ser extremamente inteligente e estúpido ao mesmo tempo.
    Digo isso porque estava recentemente conversando com um Engenheiro, com doutorado e tudo, sobre robotização na agricultura. Como sou Engenheira Agrônoma e conheço as "dores" dos agricultores e dos trabalhadores rurais, fiquei entusiasmada com o desenvolvimento de robôs modulares, que podem ser modificados segundo as necessidades do agricultor - não ficando, portanto, parados e gerando mais prejuízos do que lucros.
    O Engenheiro, que não sabe nada sobre agricultura, demonstrou preocupação com os empregos que aquele robô irá destruir. Até aí parecia simples ignorância.
    Respondi ao Engenheiro que diversos empregos perigosos, como aplicação manual de defensivos, poderiam ser substituídos por aquele robô, contribuindo para a melhoria na qualidade de vida do trabalhador rural, que não teria mais de se expor aos riscos de intoxicação. Também disse que quando a colheita da cana-de-açúcar foi mecanizada, muitos lamentaram o sumiço de todos aqueles empregos de cortadores bóia-fria. Todas pessoas que nunca tinham cortado uma cana na vida, porque cortar cana no meio daquela cinza e do calor da queimada, com um rendimento ridículo e pagamento pior ainda não é emprego digno. E nem se compara com pilotar uma colhedora ou um transbordo no ar-condicionado. Tudo melhorou após a mecanização - a qualidade da cana, o rendimento operacional, o ar ao redor das cidades que antes sofriam com a queima, a proteção à fauna que antes morria assada no meio do canavial - milhares ou milhões de pessoas foram beneficiadas!

    A estupidez veio porque ele resolveu não acreditar em mim - a Engenheira Agrônoma - e acreditar no MST e outros parasitas oportunistas que dizem que a mecanização está arrancando o homem do campo, acabando com famílias, matando criancinhas de fome e blá blá blá. O cara parecia um ludista do século XIX falando. Fazia uma triste figura.

    O problema é que os estúpidos votam.
  • Humberto  04/07/2018 19:41
    Obrigado pelo relato. Se a massa letrada pensa assim, como exigir que os mais simples pensem o contrário e tenham bom senso? Pavoroso.
  • Emerson  07/07/2018 00:18
    O cara é um ignorante. Já trabalhei na área de metalurgia e também ouvi o besteirol de que os robôs de sondagem estavam tirando emprego dos soldadores, mas felizmente tenho uma irmã médica que trabalha na área de segurança de trabalho que comenta comigo que há muitos trabalhadores dessas profissoens mais bracais que sempre acabam com algum tipo de lesão ou problema de saúde (cegueira e problemas respiratórios no caso dos soldadores). A verdade é que robôs que substituam humanos em funções perigosas ou tarefas repetitivas (causam LER) sempre serão bem-vindos. Da próxima vez que encontrares com esse doutor -por assim dizer - mande ele dar uma olhada no custo dos processos trabalhistas para as empresas. E quanto se gasta com processos trabalhistas hoje em dia... (dica: mais do que os trabalhadores tem a receber. Veja artigo deste site sobre isso).
  • Libertários bobões  04/07/2018 17:09
    A doença é um ótimo negócio no capitalismo e a coisa funciona assim. A Bayer compra a Monsanto, formando um truste. A parte Monsanto joga veneno nas frutas, verduras, legumes e cereais. As pessoas consomem e ficam doentes. Aí entra a Bayer com o remédio. Ela não cura, mas a prolonga o tratamento para ganhar mais. Como tem patentes e monopoliza o mercado, ela coloca o preço que quiser. Da mesma forma que a agricultura com veneno é subsidiada pelo governo, o sistema público de saúde também pagará pelo tratamento. O político bancado por essas empresas trabalha para tirar as restrições ao veneno e para encarecer o custo dos orgânicos. Com aumento no número de doentes, ele promete construir hospitais. O povo vota e ele trabalha para as empresas. Assim, o Estado gira essa roda de envenenamento, doença, político vendido. Quem paga para ficar doente e depois ser tratado é o próprio cidadão. Coisas do capitalismo. Para vencer isto, há três formas: vai pra Cuba, vira hippie ou luta pelos orgânicos, pela quebra de patentes, pelo desenvolvimento da ciência e por um SUS público e de qualidade.
  • Arthur  04/07/2018 18:01
    Ótima a ironia.

    O único problema é que não dá pra usá-la, pois as pessoas realmente acreditam que este sistema corporarivista e protecionista que você descreveu -- em que o governo subsidia e garante reserva de mercado para suas empresas favoritas (que retribuem com doações de campanha) -- representa o capitalismo de livre mercado, sendo que ele é a mais clara manifestação do intervencionismo keynesiano, o qual é defendido por tipos como Ciro Gomes.

    Como o estado garante o monopólio das grandes empresas farmacêuticas

    E também este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2490
  • Kira  04/07/2018 21:17
    "A parte Monsanto joga veneno nas frutas, verduras, legumes e cereais. As pessoas consomem e ficam doentes"

    Engraçado a fiscalização do estado não consegue evitar isso? quais as provas de que isso ocorreu? A menos que você esteja falando do corporativismo entre políticos e o papelão em nossa carne, será? engraçado porque é o sistema que esquerdistas merdas defendem, controle do estado e aliança entre políticos e essas empresas.

    "O político bancado por essas empresas trabalha para tirar as restrições ao veneno e para encarecer o custo dos orgânicos." Um merda como você não vai nunca entender, mas esses alimentos tendem a ser caros porque a conservação deles é mais difícil ao não levarem agrotóxicos, o custo de cultivo é maior, e distribuição também.

    "Assim, o Estado gira essa roda de envenenamento, doença, político vendido. Quem paga para ficar doente e depois ser tratado é o próprio cidadão. Coisas do capitalismo. "

    Coisas do socialismo que merdas como você defende que na prática significa concentração de poder no estado.
  • Patriota   04/07/2018 22:33
    Sem falar que o boi também recebe vacinas e hormônios para engordar... e cadê os fiscais sanitários que na era PT ganhavam aumentos nababescos e por sua vez não viam nada e nós daqui do IMB somos obrigados a ler estas idiotices esquerdistas,pois quem quer aprender expõe e pergunta com humildade,enquanto estes pelegos vem com estas conversinhas mansas de que estão querendo aprender fazendo estas afirmativas ridículas e haja paciência com estes canastrões.
    Aqui vocês levam pau,pois a maioria aqui entende do que está falando enquanto vocês papagaiam slogans propagandistas boçais.
  • Kira  05/07/2018 01:29
    Falando em fiscalização, estava vendo hoje uma reportagem no jornal do 12:00 aqui em Recife, onde trabalhadores da COMPESA (empresa estatal de fornacimento de água, monopolista) morreram e uns ficaram muito feridos pela inalação de gás na escavação de uma obra. O detalhe do caso é que esses trabalhadores faziam parte de uma empresa terceirizada privada que era contratada pela COMPESA, pelo visto negligenciaram o uso dos equipamentos e parece que foi parte negligência da terceirizada. Aí vamos aos fatos, claro que o sindicato não perdeu a oportunidade de acusar a atual lei de terceirização com o típico argumentinho vitimista "a terceirização promove a busca pelo lucro desenfreado e acarreta essas irregularidades e quem sofre é o trabalhador." Mas vamos mesmo a verdade: A COMPESA é do estado e os burocratas do estado foram incapazes de fiscalizar uma terceirizada da qual eles contrataram in loco. Isto é, Os inúteis foram incapazes de chegar precedente, regularidades, histórico da empresa, etc... nem mesmo um fiscal de merda para visitar a atividade da obra já que a terceirizada trabalhava para a compesa, ou seja, para o estado, foram incapazes de fazer isso. A ironia e hipocrisia é tão grande que chega a ser piadístico. O estado foi incapaz de fiscalizar uma empresa que ele mesmo contratou diretamente, nem o básico fizeram. Os acidentes por negligência sempre ocorreram muito antes de terceirização, e em todo lugar do mundo, empresas relapsas devem ser processadas, mas os caras ainda se unem com sindicatos para fingir que o estado não tem nada haver com isso.
  • Arthur  05/07/2018 02:23
    Empresa privada que vive de prestar serviços para o estado é, na prática, uma estatal, pois toda a sua receita advém de impostos e não da escolha voluntária de consumidores no mercado utilizando dinheiro próprio.

    Com sua receita oriunda de impostos, não precisando se preocupar com a concorrência, e nãonao tendo de agradar consumidores, é bastante natural que a qualidade de seus serviços seja uma porcaria. Surpresa nenhuma nisso que você relatou.

    O melhor exemplo disso são as penitenciárias terceirizadas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2601
  • M  05/07/2018 03:18
    Que confusão! Dio mio, dá até preguiça de desenrolar todo esse macarrão que você escreveu! Mas faço questão de comentar alguns pontos:
    1. O homem utiliza agroquímicos para proteção de cultivos muito antes de existirem Bayer e Monsanto. Já ouviu falar de calda bordalesa? E de calda sulfocálcica? Na realidade, é impossível produzir alimentos em larga escala sem a utilização de agroquímicos. E sem produção em larga escala em um mundo extremamente urbanizado, o que ocorreria? O que todo socialista adora: milhões de pessoas morrendo de fome.
    2. Sobre patentes – elas não têm NADA a ver com capitalismo, camarada. É um mecanismo de empresa ineficiente sentar em cima de uma inovação por décadas sem ter de se reinventar. E depende totalmente do estado para existir. Sem estado, sem patentes. Sem patentes, sem grandes corporações.
    3. Assumindo que você esteja certo e uma quantidade enorme de gente fique doente única e exclusivamente por consumir muito agroquímico (não há absolutamente nenhuma prova causal, mas enfim). "O sistema público de saúde" não paga por porcaria nenhuma, quem paga é o cidadão que tem seu dinheiro arrancado a força pelo estado para fazer funcionar esse sistema socializado que não presta. Nada a ver com capitalismo.
    4. Você admite – de uma maneira extremamente desajeitada e ilógica – que a culpa é do estado e não das corporações (que não existiriam sem o estado) ou do capitalismo. E então diz "coisas do capitalismo". Escolha uma posição coerente, camarada!
    5. Não entendi nadinha sobre mudar-se para Cuba para "vencer isso". Fazer o que em Cuba? Se liberdade é o que você quer, eu sugeriria mudar para a Suíça, ou Nova Zelândia, ou Liechtenstein.
    6. Virar hippie? Quoi?
    7. Entendo lutar pelo fim das patentes, e concordo com você. Mas lutar por orgânicos? Você gosta de comer coisa só com os agroquímicos que os burocratas gostam, vai em frente e compre. Mas não constranja as outras pessoas, e nem queira usar o braço forte do estado para avançar sua causa. Isso é coisa de totalitário.
    Quase concordei com "lutar pelo desenvolvimento da ciência". Mas reluto, pois não sei o que você quis dizer com isso.
    8. Preciso comentar sobre o paradoxo do "SUS público e de qualidade"? Por favor, alguma alma caridosa passe para o camarada os links dos artigos que explicam porque isso é mais fantasia do que unicórnio e fada do dente.
  • Guinter  06/07/2018 11:18
    Isso me parece mais Corporativismo do que Capitalismo. Governo e corporações sem escrúpulos trabalhando juntos e se protegendo mutuamente.
  • Pobre Paulista  04/07/2018 19:16
    A estupidez humana jamais será devidamente automatizada, infelizmente.
  • Michel  04/07/2018 21:43
    Excelente artigo. Pensamentos críticos como este serão cada vez mais necessários nessa economia em contínuas mudanças. O mundo saiu de uma economia agrária para uma industrial e agora está indo para uma de serviços. Trata-se de um processo irreversível.

    Poucos entendem que todos os países do mundo eram formados majoritariamente por agricultores e estes "perderam" seus empregos devido à tecnologia da época (tratores, colheitadeiras etc.). O mesmo está ocorrendo agora com o setor manufatureiro, que será todo substituído por robôs, que não se cansam e fazem todo o tipo de trabalho, inclusive e principalmente os mais arriscados e insalubres. O ganho em saúde e qualidade de vida será enorme, pois os trabalhados enfadonhos, repetitivos, maçantes e perigosos não mais serão necessários.

    O futuro é a economia de serviços, e o que será construído será tudo software.

    Estamos simplesmente subindo na "cadeia alimentar" e indo para serviços de alto valor (tecnologia da informação, vendas, marketing etc.);
  • sapo  05/07/2018 00:26
    Não consegui compreender apenas como a inteligência artificial não é uma ameaça aos empregos humanos; se estes vão se concentrar em criar inovações e reduzir custos para tecnologias já existentes, ao concorrer com o aparato artificial não seriam menos eficientes?
  • Wagner  05/07/2018 00:53
    Faça uma pergunta mais clara, por favor. Ficou confuso.
  • Kira  05/07/2018 01:21
    A inteligência artificial pode ser uma ameaça a humanidade sim, se ela for controlada por governos!


  • anônimo  05/07/2018 05:02
    Como vocês explicam o fato de que a Alemanha é um dos países mais competitivos mundialmente e tem o custo de mão de obra altíssimo?

    Tem leis trabalhistas, salário minimo, sindicatos independentes, alto nível de funcionários públicos...

    Porque não imitar esse modelo?


    Sou novo aqui, abraços!
  • Hans  05/07/2018 12:57
    A Alemanha era o país mais doente da Europa ao final da década de 1990 e início da década de 2000. Seu desemprego era altíssimo e sua economia era paradona.

    Foi só a partir da reformas feitas por Gerhard Schroeder em 2003 que a coisa começou a avançar.

    Dica: não havia salário mínimo na Alemanha até 2016.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2776

    "Tem leis trabalhistas, salário minimo, sindicatos independentes, alto nível de funcionários públicos... Porque não imitar esse modelo?"

    Ué, mas nós também temos leis trabalhistas (mais invasivas que as alemãs), temos salário mínimo há muito mais tempo que a Alemanha, temos o maior número de sindicatos do mundo (pesquise e se surpreenda), e o nosso gasto com funcionários públicos é de 13,1% do PIB. Trata-se do maior percentual do mundo e muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.

    Ou seja, para sermos mais parecidos com a Alemanha, temos de reduzir o estado.

    Abraços.
  • Humberto  05/07/2018 13:08
    Eu sempre me divirto com essas teses. "Ah, por que não fazemos isso e isso para ficarmos igual à Alemanha e à Escandinávia?"

    A tese é a de que o Brasil irá virar uma Alemanha ou uma Suécia por meio de um simples decreto governamental que estipule salários e que aumente impostos. O governo balança a varinha mágica e puf!, estamos em Estocolmo.

    Dica: no Brasil, o Imposto de renda de pessoa jurídica chega a 34%. Na Alemanha, 29%. Na Suécia, baixíssimos 22%.

    Ou seja, para o Brasil ser mais parecido com Alemanha e Suécia temos de reduzir impostos. Se quisermos aumentar o salário de trabalhadores temos de começar a reduzir impostos sobre as empresas. É logicamente impossível pagar salários altos se o governo federal confisca quase 40% dos lucros. (E, se você colocar estadual e municipal na conta, a fatia chega a 65%).

    Outra coisa: para que o Brasil pague salários de primeiro mundo, antes é preciso acumular capital. E para acumular capital, é preciso investir. E para investir, é preciso poupar. E para poupar, é preciso trabalhar. E para que a economia faça tudo isso, o governo não pode atrapalhar, não pode obstruir a livre iniciativa e não pode confiscar capital acumulado.
  • Rogério   05/07/2018 11:34
    A taxa de robotização citada é por 10000 empregados e não por 1000. Fui ver o artigo e fiquei espantado com a taxa do Brasil: 10 robôs por cada 10000 empregados.
  • Donizete Duarte  05/07/2018 15:11
    O problema não é esse. A política brasileira de formação profissional está toda centrada em formar operários para trabalhar em atividades repetitivas. Toda a vez, por exemplo em que se fala de indústria se mostra alguém operando uma máquina. Com a evolução tecnológica, os processos de produção necessitam cada vez menos de mão de obra e cada vez mais de talentos. Ora vejam. O CNE divulgou dias atrás uma medida para reduzir a evasão nos cursos de engenharia: vai reduzir em dois anos a formação e focar na prática. Com esta medida teremos mais operários de nível superior que não serão mais necessários porque insistimos em preparar mão de obra para fábricas que já não mais existem há 50 anos.
  • Pobre Mineiro  05/07/2018 16:39
    O Senai ensina até hoje a operar tornos e fresadoras do "tempo do onça", sendo que essas máquinas já estão ultrapassadas a décadas dos países de vanguarda.

    Lá torno e fresa são todos CNC (Controle Numérico Computadorizado).
  • kira  06/07/2018 16:51
    Observe que se os trabalhadores "operários chão de fábrica" desaparecerem do mercado, partidinhos e sindicalistas comunistas daqueles slogans de "causa operária" não mais terão razão de existir, pois a automação vai facilitar tanto a vida desses trabalhadores que ainda forem úteis para operar digitalmente as máquinas, assim como a mão de obra pura braçal vai deixar de existir, que essa casta imunda de sindicalistas perderão o sentido de existir. Há sempre um protecionismo e lobby quando o estado impede avanços, e no caso do Brasil temos algo mais canalha e sórdido. Se depender desses comunistas, estagnamos séculos no tempo para eles terem o "trabalhador chão de fábrica" pra lucrar em cima do sindicalismo e da propaganda "da defesa do operário."
  • Renato  05/07/2018 18:05
    A robotização de todas as empresas, fabricas e industrias será questão de tempo. Acho também que esse negocio de que essa robotização vai gerar desemprego é balela.

    Empreendedores terão que mudar o seu jeito de administrar os seus negócios, e acredito que um empregado braçal virará com o tempo aquilo que eu chamo de "trabalhador financeiro".

    A robotização das empresas não é sinônimo de desemprego. Isso pode acontecer até no inicio, mas com o tempo será adaptado para uma nova realidade.

    Eu por exemplo, se dono de uma empresa que foi robotizada, não mandaria meus funcionários embora. Os manteria, só que de trabalhadores braçais, passariam a ser "trabalhadores financeiros" da empresa.

    Acredito que no futuro os trabalhadores braçais irão se transformar em trabalhadores investidores e financeiros. Sabendo-se que as máquinas continuarão substituindo o trabalho humano, as empresas colocarão esses trabalhadores como financiadores nas empresas onde trabalham.

    Empresas criarão um jeito de não mandar embora os seus trabalhadores braçais. Eles ficarão na empresa e serão os novos parceiros financeiros dessas empresas.
  • Andre  05/07/2018 19:49
    Alguém sabe me dizer o que é esta tal reforma da previdência que o Alckmin fez no estado de SP que ele disse no evento da CNI? O estado de SP possui regime de previdência menos deficitário que de outros estados da federação ou o nacional?

    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7503363/alckmin-inspira-trump-marina-rebate-bolsonaro-aplaudido-ciro-vaiado-destaques
  • Pobre Paulista  05/07/2018 20:26
    Relendo o texto e o comentário fica evidente como a Lei dos Mercados (rebatizada como Lei de Say atualmente) deixa evidente que a automatização não destrói, mas cria empregos.

    O aumento da produtividade se traduz em aumento de capacidade de renda, aumento este que irá causar um aumento de demanda, que por sua vez causará aumento de empregos.

    É tão simples que chega a ser ridículo ouvir os luditas de sempre reclamando.
  • João Paulo  05/07/2018 20:48
    Exato. Automação reduz custos de produção. Custos de produção reduzidos levam a um aumento da produção (oferta), o que mantém preços sob controle. Igualmente, esse aumento da produção aumenta a demanda por mão de obra.

    No final, esse arranjo eleva a renda e, consequentemente, a demanda por bens e serviços em toda a economia.

    Uma sociedade que oferta mais é capaz de demandar mais, e isso logicamente significa menos desemprego.
  • Intruso  05/07/2018 22:40
    Então vamos automatizar e robotizar tudo, desde agências bancárias, postos de gasolina, fábricas, vamos comprar tudo on-line (aí se elimina as lojas físicas), automatizar ao máximo os supermercados, colocar inteligência artificial em todos os escritórios. Vamos fazer isso para ver o que acontece. A massa salarial irá despencar de maneira assombrosa e não haverá nenhum ser humano para consumir aquilo que as máquinas estarão a produzir.
  • Corregedor  05/07/2018 23:22
    "Vamos fazer isso para ver o que acontece [...] não haverá nenhum ser humano para consumir aquilo que as máquinas estarão a produzir"

    O quê, as máquinas fazendo e produzindo absolutamente de tudo? Ué, se isso acontecer, então estaremos no Jardim do Éden. A escassez estará abolida e estaremos vivendo na mais plena fartura. Basta apertar um botão e tudo irá surgir.

    Num cenário como esse, de oferta plena e custo de produção zero, os preços também cairão para zero, de modo que ter salário ou não será totalmente desnecessário. Eu sonho com um mundo assim: necessidade de trabalho abolida e coisas surgindo ao simples apertar de um botão. Que venha logo.
  • eugenio  07/07/2018 16:32
    BINGO! BINGO CORREGEDOR!

    Há muito tinha pensado nisso ,as maquinas estarão nos colocando no EDEN,mas achava exagerado, agora mais um pensante também achou, mas só que o meu problema é que NÃO ACHO, TENHO VERTEZA, VISUALIZO,

    É só considerar algum tempo antigo logo depois do FOGO ,a trabalheira,sofrimento para se MANTER VIVO como desse,morando em cavernas,buracos no chão para não morrer de frio e jantar de feras,as gurias e a MADAME DAS CAVERNAS toda escabelada ,sujinha e fedida...agora se transporte para a sala de hoje,climatizada,tv via satelite,microonda,freezer,ferramentas de defesa,confortos inimaginaveis,as gurias e as MADAMES de hoje então nem se fala, algumas nem tanto,mas outras já são "coisa do eden".

    A " era da alavanca física", uma ferramenta mecanica,fisica, que multiplicou o poder dos músculos, o mundo físico, seu dominio e aplicacão permitiu chegarmos ate aqui, a "ERA DO SOFTWARE", ferramenta que multiplica o poder do cérebro,da inteligencia,e nos trouxe para as portas do eden,estamos entrando, e estamos no inicio de habitarmos o universo,plataformas espaciais ...

    O uso das ferramantas da inteligencia nos impede de encontrar limites, e o impossivel, literalmente falando; llembro do que Einstein chamava de ACÃO FANTASMAGORICA A DISTANCIA, -entrelacamento quantico- que ele e mais sabios descobriram e que não se sabe ainda explicar como funciona, e contraria tudo o que se sabe sobre massa,velocidade da luz e tempo, e que nos permitira viajar no universo a distancias agora impossíveis.

    O eden é possivel, os robos,ferramentas da nossa inteligencia nos possibilitarão,mas claro com softwares sofisticados contra a mentira, o que extinguirá politicos em sua maioria , teremos NANOGOVERNO somente ativo em caso de emergencia,e atualizacão de "SOFTWARES CONSTITUCIONAIS" que exercerão a gerencia normal das circunstancias.

    Quem viver, verá!
  • Magno  05/07/2018 23:23
    "Se todas essas máquinas nos substituírem, como iremos sobreviver? Não teremos renda, morreremos de fome e o mundo irá desaparecer!" - Agricultor do século XVIII, quando 98% da população vivia no campo.

  • Rodrigo D.  06/07/2018 13:02
    Eu acho incrível.

    As pessoas acham que é possível acabar com todo o trabalho a ser feito?

    Supondo-se que a fabricação de tudo seja feita por robôs, então vamos ter 24h livres por dia, só imagina no tamanho da demanda que isso geraria na industria de entretenimento.
  • Paulo Bat  06/07/2018 01:26
    Meu prezado Daniel Lacalle

    Me desculpe minha franqueza, mas esta discussão sobre automação roubar empregos é coisa do início do Século XX.

    Hoje, esta discussão é tão defasada que não entendo porque de vez em quando temos artigos com estes teores aqui no Mises.

    Nem o Tonho das Dornas, lá no cafundó dos Judas está mais preocupado com isto. Só com a possível falta de sinal do seu celular.
  • Alexandre  06/07/2018 13:36
    Prezado Paulo, queria muito estar vivendo neste mesmo planeta em que você vive, no qual todas as pessoas - inclusive as mais simplórias - têm toda essa sapiência e consciência econômica.

    No país em que vivo, não conheço ninguém que diga que a tecnologia não irá causar desemprego. Todas temem isso. Elas até gostam de usufruir a tecnologia, mas sempre fazem ressalvas de que ela causará desemprego.

    Invejo você por viver em um lugar onde as pessoas realmente são bem informadas assim, e vêem tais temores como coisa do início do século passado.

    A propósito, onde você mora?
  • PauloBat  07/07/2018 14:25
    Bom dia Alexandre

    Eu venho do mundo do petróleo, indústria que sempre está no limite superior do avanço tecnológico mundial.

    Nos dias atuais, meu trabalho, apoiado por softwares e equipamentos de ponta, desenvolvidos por empresas prestadoras de serviços de porte mundial como Schlumberger, Halliburton, BakerHugues e tantas outras em parceria com grandes operadoras mundiais, como Exxon, Shell, Total, Equinor, SaudiAranco, Petrobras, etc. , tem (meu trabalho) uma produtividade minha muitas vezes superior de quando entrei na indústria, à mais de 39 anos.

    Só que esta extrema automação atual ao mesmo tempo que aumentou a produtividade per capita, gerou novas áreas que continuam a gerar empregabilidade para quem corre atrás. Como é meu caso. Procuro estar o tempo todo atualizado.

    Na minha área não vejo ninguém reclamando do avanço tecnológico. Ao contrário, às vezes nosotros "old timers" relembramos a diferença gritante entre o passado e o presente, sem nostalgia ou medo que sejamos substituídos.

    Afinal máquinas são aliadas, não adversárias. Elas substituem atividades repetitivas, auxiliam na tomada de decisão, etc., mas não substituem (pelo menos por enquanto) a criatividade e inteligência do cérebro humano.

    Convido você a visitar a Rio Oil & Gas que ocorrerá no Rio entre 24 e 27 de setembro.

    riooilgas.com.br.
  • PauloBat  07/07/2018 14:47
    Por outro lado, Alexandre, concordo totalmente com o autor em sua afirmação de que políticos destroem empregos.

    Como exemplo, vide o caso do Rio de Janeiro onde deputados obtusos (redundância) não querem o Repetro, regi-me aduaneir especial que isenta impostos de importação pela indústria de bens de capitais para a exploração e produção marítima de petróleo.

    Aí, a pretensa maior arrecadação pelo estado é muito mais penalizado pela redução dos investimentos.
  • Eliezio Neto  06/07/2018 13:06
    O artigo é bom, mas o título é sensacionalista.

    A automação e os robôs não causam desemprego; quem causa são os políticos

    Não se pode dizer que:
    "quem causa são os políticos"

    Uma vez que todos os países citados pelo autor são regidos por políticos.

    Cabe a maturidade do político saber fazer uma transição sem trazer prejuísos a população, não é uma questão de boicotar, mas sim de conduzir com sabedoria.

    Afinal, os intereses do mercado são um grande influente na escolha do seu governo.

    O artigo é muito bom mas peca no julgando os politicos sem provas abisolutas, seria mais verdadeiro se estivesse destinado somenta a afirmar que "A automação e os robôs não causam desemprego"
  • Vladimir  06/07/2018 13:37
    Deve ser porque você chegou a este site agora. Estivesse aqui há mais tempo, entenderia perfeitamente esta afirmação (repetida e demonstrada pelo menos uma vez por semana).

    Desemprego involuntário é algo que existe exclusivamente por causa de leis trabalhistas rígidas e encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento, que desestimulam contratações.

    Em uma economia livre e dinâmica sempre há oportunidades de emprego, pois contratar e demitir não são medidas custosas. Se um indivíduo perde seu emprego em um setor, ele simplesmente vai à procura de outro e encontra. Não havendo punições para contratar e demitir, não havendo leis que proíbem pagar um valor salarial abaixo daquele piso estipulado por políticos, e não havendo leis que proíbem reduções salariais em caso de recessão, emprego é algo abundante, pois, afinal, sempre há trabalho a ser feito.

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado]. Sendo assim, o trabalhador fica sem opção. Ninguém quer contratá-lo, pois o ato de contratar foi artificialmente encarecido por leis criadas por políticos.

    Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que perder seu emprego, dificilmente encontrará outro emprego — pois, de novo, a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

    Entendeu agora como são políticos que causam desemprego?

    Seja bem-vindo.
  • Leigo  06/07/2018 14:24
    Mas existem vários países europeus com leis trabalhistas e desemprego baixo, como isso é possível?

    "Desemprego involuntário é algo que existe exclusivamente por causa de leis trabalhistas rígidas e encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento, que desestimulam contratações." [c] Vladimir

    Será que a Alemanha, por exemplo, tem leis trabalhistas rígidas?
    ------------------
    Direitos Trabalhistas na Alemanha: como funcionam?

    Os direitos trabalhistas na Alemanha nem sempre são conhecidos por quem pretende ir morar no país a trabalho. Este é um erro comum, geralmente causado pela crença de que não deve haver tanta diferença por lá em relação às leis no Brasil.

    Isso, no entanto, não é verdade, e é importante conhecer bem a realidade do trabalhador no país onde se pretende viver. Entre os vários motivos para se viver na Alemanha, como qualidade de vida e desenvolvimento econômico, é importante dar atenção a questões trabalhistas, pois elas podem variar bastante a depender do tipo de atividade que você pretende executar.

    Saiba mais sobre os direitos trabalhistas na Alemanha, suas principais características e garantias:

    Quais as garantias dos trabalhadores?

    O atual conjunto de direitos trabalhistas na Alemanha é razoavelmente recente. Entre as principais mudanças trazidas por essa legislação, há o salário mínimo nacional, até então inexistente no país, gerando diversas críticas ao mercado de trabalho alemão.

    A mudança, no entanto, não foi amplamente recebida por empregadores, e ainda é bastante comum que o salário mínimo não seja respeitado. Em outras palavras, isso significa que a legislação alemã está no grupo daquelas que considera o acordo bilateral sobre a legislação geral do trabalho, prevalecendo as negociações e termos entre empregado e empregados.

    Isso vale para salário, horas de trabalho e, em alguns casos, até mesmo o tipo de férias. De forma geral, no entanto, as férias remuneradas são garantidas aos trabalhadores, de acordo com sua carga geral de trabalho, mas há possibilidade de fracionamento e renegociação do período.

    Há salário mínimo na Alemanha?

    Legalmente falando, existe um salário mínimo na Alemanha desde 2015, que determina um pagamento de 8,50 Euros por hora de trabalho. Em uma jornada de 40 horas semanais, isso representa uma remuneração de cerca de 1.360 Euros por mês, o que é considerado adequado para o padrão europeu.

    Tendo uma inflação quase irrelevante, o país ainda tem por planejamento manter essa remuneração até 2018, quando está marcada uma revisão. É necessário lembrar, no entanto, que o valor da negociação entre empregado e empregador é bastante significativo na realidade alemã, o que torna importante que o candidato tenha capacidade de tratar a respeito do assunto no momento da contratação.

    Como funciona a licença maternidade na Alemanha?

    A licença maternidade no país é geralmente regulada por um período mínimo e acrescido de eventuais recomendações médicas. Neste sentido, os direitos trabalhistas na Alemanha não são exatamente generosos. Por lei, a mulher pode parar de trabalhar até seis semanas antes do parto, e retorna ao trabalho oito semanas após o parte, caso não haja nenhum tipo de recomendação médica ou negociação adicional.

    Em geral, no entanto, é possível negociar o período, ou garanti-lo por necessidade médica. Neste caso, o período de licença pode chegar a até um ano, no total. Isso faz com que o licença não seja generosa por lei, mas tem a capacidade de atingir um tempo verdadeiramente benéfico à mulher a depender de suas condições de trabalho.

    Há, ainda, a licença paternidade prevista nos direitos trabalhistas na Alemanha. Seu tempo é semelhante ao da mulher, por uma questão de equalidade, sem os pontos relacionados à gestação, por motivos óbvios.

    Fonte: direitosbrasil.com/direitos-trabalhistas-na-alemanha-como-funcionam/
    ------------------
    Alguns artigos importantes:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2178
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2586


    Taxa de desemprego:
    Alemanha: 3,5%
    Estados Unidos: 3,9%
    Reino Unido: 4,1%
    França: 8,9%
    Brasil: 13,1% (g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/desemprego-fica-em-131-em-marco-e-atinge-137-milhoes-de-pessoas.ghtml)

    As fontes incluem: Eurostat
    * Pesquisei no Google: Desemprego na Alemanha

    Agora imagina quais dos países anteriores tem menos liberdade?

    De acordo com o índice da Heritage (Fonte: www.heritage.org/index/ranking), essas são as posições de liberdade econômica dos países citados:

    Alemanha: 25
    Estados Unidos: 18
    Reino Unido: 8
    França: 71
    Brasil: 153

    Será que tem alguma relação os países com menos liberdade econômica terem mais desemprego?

    * O índice da Heritage não usa como fundamentos os pensamentos do IMB, há semelhança.

    Em último caso você pode pesquisar mais sobre os direitos trabalhistas de cada país, fazer uma relação com o que o Vladimir disse. Vou avisando que nos Estados Unidos, eles têm bastante liberdade para acordos bilaterais. Agora me diz, se o político faz leis trabalhistas rígidas que levam ao desemprego, quem está causando o desemprego? Creio que são as provas que você procurava. Quem causa desemprego são políticos! Lembre-se que não havia o salário mínimo, tão desejado por leigos, até pouco tempo na Alemanha.

    Seja bem-vindo.
  • HHH  08/07/2018 12:28
    Quando for discutir, não use o ranking da Heritage, procure usar o do Banco Mundial:

    portugues.doingbusiness.org/rankings
  • Amaral  09/07/2018 01:27
    É impossível proteger empregos. Isso apenas desgasta a economia, o progresso tecnológico e, inclusive, o potencial do indivíduo.
  • Emerson Luis  15/07/2018 23:33

    Além do "socialismo do século XXI",

    teremos o "ludismo do século XXI"!

    * * *


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