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A crise imigratória nos EUA é uma consequência não-premeditada da guerra às drogas
A conexão é direta

Durante as últimas semanas, o mundo foi bombardeado por notícias de como o governo americano estava lidando com imigrantes estrangeiros que cruzavam ilegalmente as fronteiras do sul do país. Os pais eram imediatamente detidos e as crianças eram mandadas para abrigos. As cenas de crianças sendo separadas de seus pais pelo governo eram realmente tristes.

De início, evitei ao máximo me submeter a este circo midiático, mas, na última semana, fiquei bastante concentrado no assunto.

Descrevi tudo isso como um circo por causa da histeria envolvida. Todos, desde a ala fanática por Trump até os ultra-progressistas politicamente corretos, passando pelos libertários e até mesmo a primeira-dama Melania Trump, embarcaram com furor nesta montanha-russa emotiva. O evento está sempre nas primeiras páginas dos jornais e ocupa praticamente toda a duração dos programas de rádio e TV. Até os jornalistas da burocrática estação de rádio NPR, de maneira inédita, demonstraram audíveis sinais de alguma emoção.

No entanto, após uma semana acompanhando atentamente, embora relutantemente, os eventos, eis o que constatei: sem exceção, não houve absolutamente nenhuma cobertura sobre o motivo de estas pessoas da América Central estarem arriscando suas vidas para fazer esta jornada extremamente perigosa.

Elas abandonam tudo em seus países e arriscam suas vidas e as de suas famílias em uma travessia arriscada para tentar entrar em um país onde irão enfrentar um governo hostil e no qual nem sequer falam ou compreendem o idioma local.

Mais ainda: ao passo que mexicanos vêm cruzando as fronteiras desde que os EUA anexaram o Texas em 1845 e roubaram a metade norte do México em 1848, a imigração para os EUA de pessoas da América Central é um fenômeno relativamente novo.

Se ao menos soubéssemos o que realmente está causando este recente e extremamente arriscado fenômeno imigratório, seria mais fácil tentar interrompê-lo e acabar com toda a histeria. No entanto, a mídia não parece estar interessada em descobrir as causas deste efeito. Não é possível que ela não tenha inteligência suficiente para reconhecer que efeitos possuem causas.

A violência na América Central

Honduras, Guatemala e El Salvador são os principais países de origem destes imigrantes. E qual a situação por lá?

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou, ainda em maio, um alerta sobre o aumento do número de pessoas que estão fugindo da violência e da perseguição exatamente em Honduras, Guatemala e El Salvador. A Acnur registrou mais de 294.000 pedidos de asilo e refúgio procedentes destes países no final de 2017, cifra 58% superior ao ano anterior e 16 vezes maior do que em 2011.

Os principais motivos relatados para o pedido de asilo são o aliciamento de crianças e adolescentes para o tráfico de drogas e as ameaças de morte por traficantes.

Atualmente, El Salvador, Guatemala e Honduras estão entre os países mais violentos do mundo. Além de terem alcançado índices de violência e criminalidade que estão entre os mais altos do mundo, sua taxa de homicídios supera a de vários países em guerra. Dos países que não estão em guerra, El Salvador se tornou o campeão mundial da violência em 2015.

O que se sabe é que o avanço do crime organizado relacionado ao narcotráfico, aliado aos altos índices de pobreza que afetam a grande maioria da população, transformaram estes países em corredores do tráfico de drogas para os EUA. Em muitos casos, as próprias instituições governamentais estão contaminadas pelos cartéis da droga e pelos grupos criminosos. Segundo William Brownfield, que foi secretário-adjunto de Estado para Assuntos Internacional de Narcóticos, traficantes e gangues criminosas destes três países facilitam o fluxo de até 95% de toda a cocaína que chega ao território norte-americano. O departamento de Estado dos EUA assegura que mais de 70% desta quantidade transita por Honduras.

Portanto, temos que a causa direta desta migração é a violência em seus países natais. O nível de violência nestes países da América Central aumentou dramaticamente.

Recentemente fiz uma viagem à Costa Rica, que sempre foi considerado um país tranquilo e pitoresco. Os nativos me disseram que a violência e assassinatos já se tornaram os principais problemas da nação. Em 2017, o país bateu seu recorde de homicídios, com a taxa chegando a 12,1 homicídios por 100 mil habitantes. Isso é maior que Uganda! (Nos EUA, em comparação, a taxa é de 4,9 por 100 mil.) Segundo as autoridades da Costa Rica, nada menos que 73% destes homicídios está relacionado ao narcotráfico e à disputa entre gangues.

E, dentre os 20 países com as maiores taxas de homicídios do mundo, 16 estão ao sul da fronteira dos EUA, ou seja, na América Central, no Caribe e na América do Sul.

Estes fatos deveriam, no mínimo, nos fornecer uma forte indicação das causas do atual êxodo dos países da América Central.

A guerra norte-americana às drogas

Como relatado acima, um grande fator em jogo é a política de Guerra às Drogas implantada pelo próprio governo americano.

A produção de drogas ilegais ocorre majoritariamente, e em grandes quantidades, na América Central e na América do Sul. E como o governo americano utilizou vastos recursos financeiros e militares para interromper o transporte dessas drogas via barcos e pequenos aviões, os traficantes passaram então a utilizar as selvas, florestas e desertos da América Central como o principal escoadouro para os EUA.

Adicionalmente, os cartéis e os barões da droga passaram a utilizar maciçamente os pequenos países da América Central — cuja polícia é muito mal armada — como sua base operacional e também para armazenar suas drogas, armas e, principalmente, seu dinheiro.

Os cartéis utilizam a violência e a ameaça de violência para intimidar a população local e os governos. Sua operação não requer o controle de toda a extensão territorial de cada país, mas somente de uma pequena faixa que sirva de escoamento. Como resultado, a violência se tornou extremamente concentrada naquelas áreas sobre as quais os cartéis querem ter o domínio completo. Nestes locais, a vida para quem não está submetido aos cartéis é intolerável.

Esta, aliás, foi a mesma razão para a comoção ocorrida há alguns anos sobre crianças desacompanhadas fazendo arriscadas jornadas desde suas casas na América Central até os EUA. E por conta própria.

Logo, se você se importa com as crianças imigrantes sendo detidas na fronteira dos EUA e enviadas para abrigos, então você deveria igualmente se importar com seus assustados e aterrorizados parentes e amigos em seus países natais.

Alguns acreditam que construir um muro na fronteira com o México irá acabar com a imigração ilegal. Não irá. Outros acreditam que a imigração é algo inerentemente maléfico. Não é.

A única maneira de acabar com esse problema é acabando com a insensata Guerra às Drogas — a qual subsidia e pressiona os governos da América Central e da América do Sul a manter a proibição. E isso, por sua vez, apenas enriquece os cartéis.

Eis o que é empiricamente comprovado: violência anda de mãos dadas com os mercados proibidos pelo estado. A repressão estatal elimina os produtores comuns, fazendo os preços dispararem e aumentando enormemente as margens de lucro de quem se arriscar a operar ali. A combinação entre mercado proibido e enorme lucro potencial atrai pessoas com habilidades criminosas, fortemente armadas, e dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado.

Para compensar o alto risco de se operar em um mercado proibido, os retornos monetários têm de ser astronômicos. Por isso, o benefício de se ganhar uma fatia de mercado no comércio de drogas é enorme. Cada novo cliente pode significar um lucro extra de milhares de dólares por mês. Cada método que facilite o transporte e reduza custos aumenta enormemente as margens de lucro.

No final, a indústria proibida passa a ser dominada por quadrilhas fortemente armadas, e a inevitável consequência são os conflitos violentos entre os concorrentes e a busca por expansão territorial, o que envolve aterrorizar as pessoas inocentes que habitem esses territórios. Assim, a violência vai se alastrando por toda a sociedade dominada.

E aí o ciclo se perpetua: leis antidrogas fazem com que sociopatas possam ganhar milhões por ano vendendo drogas. E esse dinheiro será usado para adquirir armas poderosas, contratar capangas e assassinos profissionais, subornar policiais e, com isso, ampliar ainda mais seus domínios e poderes.

Acabar com a Guerra às Drogas não só acabaria com as astronômicas margens de lucro dos barões das drogas, como também faria muito para reduzir as altas taxas de violência e homicídio. A vida na América Central poderia então retornar a algum estado de normalidade. Consequentemente, haveria também um grande aumento no investimento estrangeiro nestes países, o que iria criar empregos e riqueza, duas coisas extremamente necessárias nestas nações.

Com efeito, isso estimularia uma migração dos EUA para os países da América Central, criando ainda mais empregos nos setores de serviço e da construção civil.

Até lá, apenas confie em seus instintos de mercado e não confie nem no processo político e nem na mídia para fornecer respostas às suas perguntas.

30 votos

autor

Mark Thornton
um membro residente sênior do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, e é o editor da seção de críticas literárias do Quarterly Journal of Austrian Economics. Ele é o co-autor do livro Tariffs, Blockades, and Inflation: The Economics of the Civil War e editor de The Quotable Mises e The Bastiat Collection.


  • Humberto  27/06/2018 16:37
    O que é fascinante no estudo da economia é que, no final, quase todos os fenômenos observados no mundo estão direta ou indiretamente ligado às consequências não-premeditadas da ação humana - e, mais especificamente, da ação de políticos.
  • Pobre Paulista  27/06/2018 16:59
    A única "falha de mercado" que existe é o fato de algumas pessoas poderem transferir o risco de suas ações para uma população inteira sem ônus algum.

    A falha de mercado é o Estado.
  • Eduardo  27/06/2018 17:03
    Sobre Honduras, vale uma observação que não tem ganhado a merecida atenção: no departamento de Olancho, que era um dos mais violentos do país, foi criado um grupo paramilitar que está aniquilando todos os traficantes e bandidos da região. Esse grupo anda fortemente armado pela região, com armas a mostra e cintos com munição. Consta que os bandidos fugiram de lá. As autoridades, obviamente, negam tudo (pois isso mostraria que indivíduos privados são mais eficientes que sua polícia).

    tiempo.hn/primeras-acciones-del-supuesto-grupo-armado-olanchano-circulan-redes/

    tiempo.hn/grupo-armado-olanchano-anuncia-saldra-las-calles-matar-descuartizar-ladrones/

    elperiodico.hn/2017/07/11/supuesto-grupo-armado-olancho-anuncia-matanzina-criminales/

    www.primiciahonduras.hn/pn-aclara-grupo-armado-en-olancho/
  • Paul Kersey  27/06/2018 17:07
    Belo e moral. O indivíduo tem sim o direito de se armar para proteger sua família e sua propriedade. Se há supostos paramilitares em uma região de Honduras expulsando traficantes e bandidos de sua vizinhança, aplausos. E que se foda o governo hondurenho querendo manter o monopólio da segurança. Eu, se pudesse, faria o mesmo.

    E que se f... também os defensores da proibição das drogas. Estão apenas garantindo os lucros de sociopatas e, com isso, chacinando milhares de mulheres e crianças abatidas no fogo cruzado.
  • Eduardo  27/06/2018 17:13
    Infelizmente, grupos paramilitares passaram a ser rotulados de "esquadrões da morte" e assim foram estigmatizados ao redor do mundo. Sim, sempre há aqueles que acabam cometendo erros (matando alguns inocentes, igual faz a polícia) e se envolvendo em atividades políticas, mas o ato em si de se armar "ilegalmente" para proteger sua comunidade e matar traficantes, bandidos e seqüestradores é totalmente válido e deve ser aplaudido.

    O direito à autodefesa, isto é, o direito de não ter seu corpo violado, é o mais básico princípio da natureza humana. Se o indivíduo não mais tem o direito de defender a si próprio e sua família de agressões, então a humanidade acabou, pois aí está liberado todo mundo matar impunemente todo mundo.
  • Pobre Paulista  27/06/2018 17:09
    E quem os banca? Lembra dos Los Pepes?
  • Francisco A. Lbo  02/07/2018 01:43
    O governo das Filipinas está resolvendo o problema das drogas e dos traficantes de maneira muito eficiênte. Estão mandando todos eles para o inferno. É só os governos da América Central seguir o exemplo das Filipinas..
  • Yuri  02/07/2018 12:47
    Sim, só que a "eficiência" envolve matar não apenas traficantes, mas também usuários, inclusive adolescentes.

    Repito: o governo filipino está "resolvendo" esse problema simplesmente matando todo mundo, inclusive usuários.

    Você defende isso? Se sim, tenha a hombridade de falar explicitamente.

    Eu não discordo que a política de matar usuários de fato resolva o problema. Com efeito, aqui mesmo nesta seção de comentários, eu disse que a única proposta que já ouvi sobre como acabar com a demanda foi a dos autores do livro Freakonomics: eles disseram, em tom meio sério e meio de deboche, que se a pena de morte para usuários fosse implantada, a demanda poderia tender a zero.

    O governo filipino, pelo visto, levou a coisa a sério.

    A minha pergunta é: você gostaria que um Lula presidente saísse executando seu filho porque a polícia confundiu o cigarro na mão dele com maconha? Seu sobrinho? Seu vizinho? Qual o limite da sua tolerância?
  • Francisco A. Lobo  04/07/2018 01:36
    E porquê não defenderia.. Defendo o que funciona! Claro que isso tem que ser feito por um governo conservador com o das Filipinas. Na verdade nunca se tentou isso em país nenhum, as Filipinas são a primeira. Resultado: está sendo o país que mais cresce na Oceania. Abra os olhos para a realidade, meu caro!
  • Skeptic  02/07/2018 17:40
    Resolvendo? Hahaha...

    www.reuters.com/article/us-philippines-duterte-drugs/more-blood-but-no-victory-as-philippine-drug-war-marks-its-first-year-idUSKBN19G05D

    Se você acha que se resolve a guerra contra as drogas matando traficantes é melhor estudar mais economia, muito mais.

    Neocons dizem o mesmo sobre a Indonésia, a realidade é que o caos impera nesses lugares, assim como no México e no Rio de Janeiro. As fontes costumam ser blogs toscos de direita ou sites que idolatram funcionários públicos fardados.
  • Francisco A. Lobo  04/07/2018 01:29
    Então você não lê noticiário ou só lê blogs tôscos de esquerda.. A metade de traficantes e viciados "sumiu" e a outra metade com medo de morrer resolveu criar juizo. Tamto que os investimentos estão voltando massissamente no país sendo um dos que mais crescem na Oceania.
  • Skeptic  04/07/2018 05:55
    Fontes? E por que vender drogas deveria ser proibido?
  • Jairdeladomelhorqptras  27/06/2018 17:11
    Todo vez que vejo qualquer coisa relacionada com "A guerra as drogas", me vem na cabeça a queda da Bastilha em 1789, na tão decantada Revolução Francesa.
    Na prisão da Bastilha, apenas havia lá um nobre devasso condenado a morte por sodomia. O venerável Marques de Sade. Por sinal, acusado por uma prostituta.
    Hoje os governos patrocinam os movimentos que se dedicam a algo, digamos, semelhante. Para mim, se não fosse com o dinheiro dos meus impostos, sem problemas.
    O relatado me induz a cogitar a possibilidade de que daqui a cem anos os governos estarão patrocinando as drogas. Afinal, cada época elege seus demônios.
    Abraços
  • Antônio Daniel  27/06/2018 17:16
    Diagnóstico ok, solução errada. Libertários mais uma vez sendo idiotas úteis da esquerda, a qual objetiva a legalização das drogas a fim de acelerar a degeneração da sociedade. É muita ingenuidade achar que os criminosos deixarão de ser criminosos, violentos, por serem legalizados, por receberem um carimbo do estado (que vocês dizem desprezar).
  • Guilherme  27/06/2018 17:32
    Sem problemas, gênio da raça. Ilumine o mundo, então, com sua sapiência. E vou até pegar o gancho no que disse o Leopoldo abaixo (também defensor desse intervencionismo estatal, mas muito mais humilde e sábio que você): ensine ao mundo uma "maneira de manter a proibição e ao mesmo tempo não empoderar quadrilhas e não matar inocentes?"
  • Magnum  27/06/2018 17:33
    "É muita ingenuidade achar que os criminosos deixarão de ser criminosos, violentos, por serem legalizados, por receberem um carimbo do estado (que vocês dizem desprezar)."

    Tipo, exatamente como aconteceu no ramo de bebidas alcoólicas?

    A minha dúvida é: você é ignorante ou apenas espertalhão?
  • Conservador Reacionário  27/06/2018 17:41
    Houve uma época em que ser conservador era ser um homem de fibra e no total controle da sua família. A nenhum conservador de antigamente cabia a ideia de ir de joelhos atrás do estado implorando para que políticos protegessem sua família e regulassem os costumes da sociedade. Ah, como os tempos mudaram!

    Hoje, ser conservador virou sinônimo de frouxo querendo que políticos os protejam de tudo. O banana entrega aos políticos até mesmo a tarefa de afastar seus filhos das drogas!
  • Conservador Reacionário  27/06/2018 17:45
    Mais: genuínos conservadores nunca defenderam a intromissão na vida alheia. Eles, por exemplo, sempre foram moralmente contra o uso de drogas e contra a homossexualidade, mas sempre se opuseram veementemente a qualquer tentativa do governo de moldar a sociedade, pois sabem que as consequências que isso gera são ainda piores do que qualquer vício (algo que, em última instância, é um problema apenas individual).

    Genuínos conservadores defendem que a melhor maneira de se resolver problemas é por meio do voluntarismo, da responsabilidade própria, da família, dos amigos e da igreja, e não por meio de um governo monolítico que miraculosamente fará com que o indivíduo passe a cuidar de si próprio e se torne uma pessoa melhor. Conservadores genuínos sabem que o governo não pode fazer com que o indivíduo se aprume e passe a seguir bons hábitos.

    Já os "conservadores atuais", frouxos adoradores de políticos, praticamente imploram para que o estado se intrometa na vida do indivíduo dando-lhes ordens sobre como deveriam viver. Eles não mais acreditam que a família e a religião é que deveriam ser o norte da vida de cada indivíduo. Para eles, isso agora é função dos burocratas do estado.
  • Libertario fã de conservador  27/06/2018 22:18
    Penso exatamente o mesmo que vc. O povo quer filhon,porem na hora de educar e bancar as depesas esses "conservadores" bunda mole querem o estado. Ai depois que o filho desses lixos vira um merda fica arrumando culpados.
  • Pobre Paulista  27/06/2018 17:44
    Nossa, ainda existem Olavetes? Nem lembrava mais disso
  • Cobaia  27/06/2018 19:06
    Diagnóstico ok, solução errada. Libertários mais uma vez sendo idiotas úteis da esquerda, a qual objetiva a legalização das drogas a fim de acelerar a degeneração da sociedade.

    Será? Vamos ver o resto do argumento:

    É muita ingenuidade achar que os criminosos deixarão de ser criminosos, violentos, por serem legalizados, por receberem um carimbo do estado (que vocês dizem desprezar).

    O "segredo" da solução nada tem a ver com o que o criminoso vai fazer ou deixar de fazer com sua vida, muito menos com o que o Estado diga ou deixe de dizer.

    Se o Estado finalmente parar de se intrometer no assunto, um mercado altamente lucrativo como esse (vide a capacidade dos atuais fornecedores de manter operações a nível mundial, mesmo sendo "proibidos" de existir) é um enorme e poderoso "ímã" de empresários interessados em atuar na área. Consequentemente, por causa da oferta muito maior, os lucros desabam, impossibilitando a manutenção dos atuais esquemas criminosos mantidos pelos traficantes. E nem entrei na parte da melhoria da qualidade do produto, algo comum em um regime de livre mercado.

    Uma solução simples, rápida e eficaz, exceto para o Estado, que deixa de ter uma ótima desculpa para fingir ser importante para alguma coisa ou justificar uma parte considerável do roubo estatal para "proteção de todos".

    Agora uma pergunta: onde há alguma possibilidade de ser um "idiota útil da esquerda" ou provocar uma "aceleração da degeneração da sociedade"?
  • Raquel  27/06/2018 22:05
    Eu nunca ouvi falar em guerra contra o álcool, contra o cigarro ou contra o rivotril.
    Meu principal argumento para liberalização das drogas, não é o fim da criminalidade,mas o direito e a liberdade de cada um,poder fazer uso da droga que quiser.
  • Felipe Lange  27/06/2018 22:20
    A neoconzada vai chegar aqui em massa com seus comentários malucos. Mas irão ser todos refutados porque aqui nenhuma falácia é perdoada.
  • Skeptic  02/07/2018 17:44
    Sua solução mágica é deixar o monopólio das drogas para o crime? Nossa, você é um gênio!
    Sua ideia brilhante vai destruir todos os carteis do crime e fazer as drogas ser abolidas da sociedade.
    Nunca ninguém tinha pensado nisso, parabéns!
  • Leopoldo Alves  27/06/2018 17:24
    Ótimo e sucinto artigo sobre causas e consequências. Embora eu seja um defensor da proibição das drogas (sendo essa a única intervenção estatal que apoio rsrs), confesso que não sei como manter o atual arranjo sem que ele custe a vida de inocentes. E isso realmente me entristece.

    Alguém sabe de alguma maneira de manter a proibição e ao mesmo tempo não empoderar quadrilhas e não matar inocentes?
  • Yuri  27/06/2018 17:37
    "Alguém sabe de alguma maneira de manter a proibição e ao mesmo tempo não empoderar quadrilhas e não matar inocentes?"

    Alguém sabe de alguma maneira de criar um triângulo redondo?

    Agora, zoeiras a parte, sim, há uma maneira: abolindo a demanda. Se alguém souber como, estou ansioso.

    Curiosamente, a mais "séria" proposta que já ouvi sobre isso foi a dos autores do livro Freakonomics: eles disseram, em tom meio sério e meio de deboche, que se a pena de morte para usuários fosse implantada, a demanda poderia tender a zero. De fato, se você analisar bem, essa é a única solução que realmente teria alguma chance.
  • Libertario  27/06/2018 19:17

    o crack só foi criado devido a proibição da cocaína.
    o crocodil só foi criado devido a proibição do crack.
    se condenar a morte o usuário da droga x, o mercado vai comercializar a y, e assim por diante.

  • anônimo  27/06/2018 20:52
    Não é a única maneira, e nem a melhor. Os governos ainda não descobriram como a ética hoppeana de remoção física utilizada em condomínios privados e algumas comunidades de imigrantes é muito superior do que prender vendedores e usuários e gastar recursos sem retorno nenhum.

    Aliás, se o mundo fosse um gigantesco ancapistão, essa seria a política da maioria dos territórios em relação a drogados e mendigos.
  • ONU  27/06/2018 22:16
    Democracias estão fadadas ao fracasso porque o governo força pessoas com diferentes pensamentos viverem dentro do mesmo território, ao invés de mandá-las para outros lugares como acontece em clubes, condomínios e comunidades. Isso quando não as prendem e gastam recursos dos outros tentando mudar sua mentalidade.

    E a situação só vai piorar porque a social-democracia e o multiculturalismo está transformando gradativamente o mundo inteiro numa gigantesca cópia de legislações.
  • Old Buk   29/06/2018 20:06
    "Embora eu seja um defensor da proibição das drogas"

    Desculpa minha ignorância, mas o senhor poderia definir o que é DROGA.
    Outra coisa, qual droga deve ser proibida? Afinal, não seria horrível ter uma enorme dor de cabeça e não poder comprar uma aspirina.
    Por fim, gostaria de saber quem é o legitimado para determinar quias drogas dever ser ou não proibidas, seria a ANVISA? aquela autarquia que proibia o uso do Canabidol apenas por ser um derivado da maconha.
  • Alex  27/06/2018 19:02
    Concordo com autor a respeito da violencia que e gerada pela guerra as drogas, mas a violencia nao vai acabar liberando as drogas. Como alguns comentaram, os bandidos irao mudar para outras coisas ilegais o que ira gerar violencia do mesmo jeito. E ai vem a ideia libertaria de nao tornar nada ilegal, mas para isso acontecer milhares de coisas/leis/etc teriam que mudar, como ja demonstrou este site com varios artigos. Portanto nao concordo com o autor que esta solucao simples ira diminuir a violencia citada. Na minha opiniao o porte legal de armas e a abertura economica iria diminuir a violencia.
  • Cobaia  27/06/2018 20:27
    Concordo com autor a respeito da violencia que e gerada pela guerra as drogas, mas a violencia nao vai acabar liberando as drogas. Como alguns comentaram, os bandidos irao mudar para outras coisas ilegais o que ira gerar violencia do mesmo jeito.

    Enquanto o Estado continuar se intrometendo, vai sempre haver ineficiências na produção e distribuição (impostos, burocracia, canetadas...), o que deixa brechas para criminosos atuarem protegidos pelo mesmo Estado que jura proteger todos.

    E ai vem a ideia libertaria de nao tornar nada ilegal, mas para isso acontecer milhares de coisas/leis/etc teriam que mudar, como ja demonstrou este site com varios artigos. Portanto nao concordo com o autor que esta solucao simples ira diminuir a violencia citada.

    Não precisa concordar, basta observar os resultados da Lei Seca nos EUA, tanto durante sua vigência quanto após sua revogação. Não acabou com a violência no ramo, mas a diminuiu muito. Só não chegou a praticamente zero por causa do que expliquei acima.

    Na minha opiniao o porte legal de armas e a abertura economica iria diminuir a violencia.

    Assim como só a liberação das drogas não é o suficiente para transformar o lugar em um paraíso na Terra, a liberação das armas e a abertura econômica, por si só, também não tem esse poder mágico. Mas ajuda.
  • Alex  27/06/2018 21:59
    Cobaia, so estou sendo realista.

    Fazendo uma analise rapida do que aconteceria com a liberacao das drogas:

    Com as drogas liberadas e a alta demanda, muitas empresas iriam investir na area e iriam fazer o preco das drogas despencarem. Ao mesmo tempo os traficantes iriam deixar esta area para atuar em outra qualquer (assaulto, trafico de orgaos, sequestro etc) por tanto a violencia nao iria diminuir... (colocando a reticencia pq aqui pode comecar uma discussao sem fim de como poderia em cada caso evitar e em cada novo caso outros problemas que podem surgir)

    Alem do mais, qdo as drogas se popularizarem o consumo vai crescer e os problemas de saudes tambem e como praticamente todos os paises tem sistema publico de saude este vai ser afetado automaticamente... (de novo reticencias pq iria surgir uma serie de discussao nesta questao.)



    Resumindo, acho que o autor colocou uma solucao muito simplista para um problema bem maior. Sendo mais realista, na minha opiniao, o porte legal de armas (para a populacao se defender) e a abertura economica dos paises ( maior investimentos e aumento de emprego e renda) iriam diminuir a violencia.


    PS.: Obvio que concordo com vc que liberando tudo e acabando com o estado teriamos o melhor dos dois mundos mas isto ta longe de acontecer.
  • Tulio  27/06/2018 22:26
    Caro Alex, se você vivesse na época em que bebidas alcoólicas eram proibidas e a matança imperava nas grandes cidades em decorrência de quadrilhas rivais disputando pontos de vendas, você também diria para os defensores da descriminalização do álcool que tal solução seria "simplista" e não funcionaria, pois se trata de "um problema bem maior?"

    Pergunta simples e direta, sem pegadinhas.
  • Vitor  27/06/2018 22:34
    Ele não vai responder. Não prenda sua respiração.

    No fundo, toda essa gente quer uma coisa só: usar o estado (ou seja, políticos) para impor comportamentos.
    Impossível postura mais frouxa (e ignara) do que essa. "Tenho medo que meu filho se desvirtue, por isso, dado que sou frouxo, quero que políticos e burocratas façam o serviço por mim, assumam minhas responsabilidades, e o protejam."
  • anônimo  28/06/2018 00:16
    Caro Tulio, acho que voce esta comparando duas coisas completamente diferentes. A proibicao da droga eh algo internacional e afeta milhoes de coisas diferentes como citei acima (sistema publico de saude etc). A restricao do alcool nos EUA foi uma idiotice politica para "moralizar" a america.

    Repondendo a sua pergunta, eu estaria do lado da descriminalizacao do alcool. E contra a idiotice politica.

    Nao sou contra a discriminalizacao das drogas, mas do jeito que o autor colocou parece que se liberar as drogas, por um passe de magica a violencia vai acabar. E isso nao e verdade.
    Outro ponto que coloquei e que a a uma solucao do autor e muito simplista e este e um assunto que demanda muita reflexao. A sociedade de um modo geral nao esta preparada para isso. COmo coloquei acima um grande impacto seria o sistema de saude publico que vc e eu seremos obrigados a pagar.



    Caro Vitor, nao quero colocar o estado para impor comportamento nenhum a ninguem. So acho que nos libertarios deveriamos procurar solucoes mais realisatas. Vivemos imaginando o mundo perfeito e estamos perdendo a guerra feio para os intervencionistas/progressistas/etc. Acho que deveriamos deixar de julgar os outros e comecarmos a debater melhor as coisas e procurar solucoes palpaveis.


    Caro Cobaia, se fosse facil assim muitos paises estariam adotanto os ensinamentos de mises e nao de Keynes. O mundo e muito mais complexo. Como ja diz o ditado nao existe solucao simples para um problema complexo.

    Minha sugestao e comecar devagar liberando as armas e a economia. Quanto menos a populacao depender do estado mais facil aboli-lo. (Vitor, Tulio e Cobaia: Gostaria que voces comentassem isso)

  • Tulio  28/06/2018 00:59
    "Caro Cobaia, se fosse facil assim muitos paises estariam adotanto os ensinamentos de mises e nao de Keynes. O mundo e muito mais complexo."

    Quem fala isso realmente não entende nada do assunto.

    Como já explicado aqui inúmeras vezes (inclusive com artigo sobre isso ainda na semana passada), a razão mais fundamental para predominância keynesiana é outra: o keynesianismo ensina exatamente tudo aquilo que políticos e governos querem ouvir. E dizer e propagar aquilo que governos gostam de ouvir com o intuito de legitimar "cientificamente" tudo o que eles sempre querem fazer é algo que traz fartas recompensas para quem atua no ramo da "educação", isto é, dentro de um sistema escolar e universitário que é todo financiado e controlado (via Ministério da Educação) pelo governo.

    Os "alto sacerdotes" do keynesianismo, com suas sinecuras nas mais prestigiosas e bem-remuneradas universidades do mundo, ensinam e pregam aquilo que é música para os ouvidos de todo e qualquer político: todos os problemas econômicos (estagnação, recessão, depressão ou qualquer outra coisa) são causados por uma escassez de consumo. E nunca, jamais são causados — como um simples bom senso guiado pela lógica diria — por uma falta de poupança ou por uma escassez de produção.

    E como corrigir os problemas do baixo consumo e estimular o consumismo? Tributando os mais ricos (porque eles supostamente gastam muito pouco de sua renda no consumo e poupam muito) e repassando o esbulho aos pobres (que gastam praticamente toda a sua renda no consumo); colocando o Banco Central para imprimir mais dinheiro e repassá-lo ao Tesouro, que então irá gastá-lo (em literalmente qualquer coisa, até mesmo cavando buracos para depois preenchê-los); e colocando o Tesouro para pegar mais empréstimos, aumentando a dívida do governo.

    O keynesianismo, em suma, é a teoria econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um arcabouço supostamente científico para fazer aquilo que eles mais gostam: gastar dinheiro.

    A teoria keynesiana diz que os gastos do governo impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o espírito animal dos empreendedores. E, obviamente, que austeridade é péssimo.

    Qual político resiste a isso?

    E você ainda diz que não faz sentido lógico Keynes ser preferido a Mises pelos políticos? Isso não pode ser sério.

    "A proibicao da droga eh algo internacional e afeta milhoes de coisas diferentes como citei acima (sistema publico de saude etc). A restricao do alcool nos EUA foi uma idiotice politica para "moralizar" a america."

    Ué, e liberar álcool e cigarro não prejudica o sistema público de saúde?! Álcool e cigarro entopem o SUS de uma maneira que a cocaína e maconha jamais fariam, pois o número de usuários de álcool e cigarro é milhares de vezes maior do que o número de potenciais usuários destes. (E sem contar os acidentes de carro causados por embriaguez, cujos feridos também entopem o SUS).

    Sério mesmo, às vezes eu acho que nêgo comenta aqui ou sem pensar ou achando que é todo mundo jegue.

    "Nao sou contra a discriminalizacao [sic] das drogas, mas do jeito que o autor colocou parece que se liberar as drogas, por um passe de magica a violencia vai acabar. E isso nao e verdade."

    Espantalho. O autor em momento algum faz essa afirmação. Eis o que o autor de fato disse:

    "Acabar com a Guerra às Drogas não só acabaria com as astronômicas margens de lucro dos barões das drogas, como também faria muito para reduzir as altas taxas de violência e homicídio. A vida na América Central poderia então retornar a algum estado de normalidade. Consequentemente, haveria também um grande aumento no investimento estrangeiro nestes países, o que iria criar empregos e riqueza, duas coisas extremamente necessárias nestas nações."

    Você ficou a descoberto ao fazer esse reducionismo de cunho calunioso.

    "A sociedade de um modo geral nao esta preparada para isso."

    Eis a frase favorita dos autoritários. Dizer que o coletivo não está preparado para algo. Fora a arrogância de jurar que sabe o que é bom e o que não é para os outros.

    "Minha sugestao e comecar devagar liberando as armas e a economia."

    Armas sempre foram liberadas nos EUA, e isso não impediu que as quadrilhas aterrorizassem Chicago durante a Lei Seca. E não impede que várias quadrilhas disputem territórios até mesmo no Arizona e no Novo México, estado em que a posse de armas por cidadãos é liberada.

    De resto, eis a definição da ironia: dizer que descriminalizar as drogas é uma solução "simplista e irreal", mas ao mesmo tempo afirmar que a verdadeira solução factível é simplesmente liberar a compra de um .38 e fazer da economia uma Suíça.

    Ah, isso sim é uma solução exequível e realista...

    Só uma dúvida: por que isso deveria ser feito "devagar"?
  • Alex  28/06/2018 02:00
    Caro Tulio,

    Voce nao precisa ser grosseiro para demosntrar seus argumentos.

    Estou querendo debater aqui acoes realistas.

    Vamos de traz pra frente:

    Deavagar por que voce nao vai conseguir convencer trilhoes de pessoas que foram bombardiadas por milhoes de propagandas com suas ideias. Faca um teste. Va ao centro da cidade, pegue 50 pessoas aleatoriamente e tente convence-las de liberar as drogas. Depois me diga quantas foram convencidas.

    Devagar para fazer com que as pessoas deixem de depender do estado e assim aboli-lo.


    Eis a frase favorita dos autoritários. Dizer que o coletivo não está preparado para algo. Fora a arrogância de jurar que sabe o que é bom e o que não é para os outros.

    Faz o que sugeri antes e me diga se o coletivo quer aceitar suas sugestoes? E ai vai impo-las? e quem seria o autoritario?


    A vida na América Central poderia então retornar a algum estado de normalidade.


    Realmente eu nao li esta frase. Estava no trabalho e li rapidamente. Mas acho que bandido nao ia deixar de ser bandido so por que a droga foi liberada. E a violencia continuaria alto e a imigracao ilegal iria continuar.


    Consequentemente, haveria também um grande aumento no investimento estrangeiro nestes países, o que iria criar empregos e riqueza, duas coisas extremamente necessárias nestas nações."

    Nao acho que seria assim tao simples. Afinal de contas temos milhoes de restricoes impostas por estes paises ao livre comercio.


    Ué, e liberar álcool e cigarro não prejudica o sistema público de saúde?! Álcool e cigarro entopem o SUS de uma maneira que a cocaína e maconha jamais fariam, pois o número de usuários de álcool e cigarro é milhares de vezes maior do que o número de potenciais usuários destes. (E sem contar os acidentes de carro causados por embriaguez, cujos feridos também entopem o SUS).

    Bem, que bom vc citou o alcool e o cigarro. Sabe pq as drogas nao estao numa escala muito maior? Pq nao tem tanta exposicao como o alcool e o cigarro. Voce ja imaginou se tiverem? Fora que o custo de tratamento de um drogado e muito maior que de um alcolatra e viciados em cigarros.


    (E sem contar os acidentes de carro causados por embriaguez, cujos feridos também entopem o SUS).

    Nao sei se voce sabe mas as drogas tambem afetam muito na direcao e vao causar aumento nos acidentes de carro.


    [/i] Sério mesmo, às vezes eu acho que nêgo comenta aqui ou sem pensar ou achando que é todo mundo jegue.[/i]

    So acho que os outros jegues deveriam refletir tambem. Debater nao faz mal.


    [/i] Qual político resiste a isso?

    E você ainda diz que não faz sentido lógico Keynes ser preferido a Mises pelos políticos? Isso não pode ser sério. [/i]

    Nao falei dos politicos. Falei das pessoas. Como ja teve um excelente artigo aqui, se ha um ditador em um pais e por que a maioria o apoia. Do mesmo jeito se Keynes e adotado pela maioria dos paises e por que a maioria da populacao apoia esta solucao.


    rmas sempre foram liberadas nos EUA, e isso não impediu que as quadrilhas aterrorizassem Chicago durante a Lei Seca. E não impede que várias quadrilhas disputem territórios até mesmo no Arizona e no Novo México, estado em que a posse de armas por cidadãos é liberada.

    De resto, eis a definição da ironia: dizer que descriminalizar as drogas é uma solução "simplista e irreal", mas ao mesmo tempo afirmar que a verdadeira solução factível é simplesmente liberar a compra de um .38 e fazer da economia uma Suíça.


    Acredito que liberar a populacao pra se defender vai fazer diferenca sim. QUanto "as armas sempre foram liberadas nos EUA". Voce mesmo sabe e ha varios artigos aqui que muitas armas nos EUA sao restritas. E em muitos lugares voce nao pode porta-las.



    Gostaria de saber de voce qual seria sua sugestao para mudar a opiniao das pessoas? Obriga-las ao que vc quer? E assim que vc e libertario?


  • Cobaia  28/06/2018 01:28
    Caro Cobaia, se fosse facil assim muitos paises estariam adotanto os ensinamentos de mises e nao de Keynes. O mundo e muito mais complexo. Como ja diz o ditado nao existe solucao simples para um problema complexo.

    Sinto em informá-lo, mas o Estado não vai se matar, muito menos se importar com os problemas de seu gado, pois não há motivo que o obrigue a isso. Qualquer ato estatal vai ser única e exclusivamente para a sua sobrevivência, incluindo a revogação de punições relacionado às drogas, mas hoje isso não é conveniente às aspirações dos criminosos estatais, pois é uma grande fonte de recursos com carta branca para uso. Mas com a população entendendo o que realmente ocorre no combate às drogas e principalmente quem paga a conta, pode ser que o Estado, para sobreviver, conceda essa "graça" a seus "súditos bovinos".
  • Cobaia  27/06/2018 22:34
    Ainda assim é uma boa solução: ao mesmo tempo que mata uma fonte de recursos fácil para criminosos, vai mostrando o que o Estado realmente é, um mentiroso compulsivo. À medida que os demais problemas vão aparecendo, mais vai caindo a fachada estatal, e os envolvidos com ele ficam cada vez mais acuados sem conseguir justificar suas mentiras.
  • Dorival  27/06/2018 19:37
    É deprimente.

    Enquanto isso Trump tenta construir o seu muro invisível impedindo que tais pessoas consigam asilo os taxando de criminosos. Seus seguidores o aplaudem entusiasmados imaginando que ele está cumprindo o que prometeu durante sua campanha mas não conseguem e/ou não querem entender que de nada adianta impedir a entrada dessas famílias em solo americano porque tais famílias não são as culpadas pela má reputação de seus países. Enquanto a solução de tal comportamento não for propriamente endereçada tudo continua na mesma. O americano continua oferecendo a demanda e os países da America do Sul e Central a oferta. O Americano continua enxergando os latinos como bandidos enquanto consomem cocaína no conforto de suas casas.

    O governo dos países pobres sai ganhando mantendo a população em estado deplorável impedindo que eles prosperem, enquanto isso recebem propinas enormes dos cartéis, impõe uma carga tributária pesadíssima ao mesmo tempo que continuam proibindo a livre comercialização de drogas tornando assim os traficantes cada vez mais ricos. E assim engrenagem gira.
  • Kolarov  27/06/2018 20:24
    Ainda bem que não entram ainda mais latinos. Assim não continuam dando votos pros democratas aumentarem o Welfare.
  • romulo  27/06/2018 19:46
    A falha esta nestas republiquetas de quinta em combater criminosos. A guerras as drogas nas Filipinas esta funcionando muito bem, infelizmente nunca vai ser aplicado no ocidente.
  • Flávio Zen  27/06/2018 19:51
    Bastante simplório este raciocinio de que a solução ´pe acabar com a "guerra as drogas", ppmente quando em paises onde o consumo é mais liberado como na Holanda, as consequencias são o crescimento de um narco estado dentro do estado (vide: Por que o sindicato da polícia da Holanda afirma que o país está virando um 'narcoestado'?
    em goo.gl/En3NXY e Uruguai legaliza a maconha e crimes, tráfico e homicídios aumentam em goo.gl/ZtdDUt entre outros) .

    Deste modo, o que impediria os EUA se tornarem um narcoestado ou a expansão de carteis mexicanos se tornar mais agressiva, já que o consumo é uma bandeira ideologica e politica? Qual seria o custo desta possibilidade e as consequencias e escala planetária, ppmente após a experiencia Obama?

    Porque estas opiniões jamais estão acompanhadas de alternativas como as camonhas contra o tabaco que reduziram barbaramente o consumo e garantiu efeitos economicos tangiveis e adesão popular, da academia, da ciencia e desgovernos?

    Talvez mais seriedade e menos militancia seria adequado para o trato desta questão
  • Marcos   27/06/2018 20:21
    Flávio, não sabia que a Holanda estava com níveis de homicídio iguais aos da América Central... Aprende-se uma coisa nova a cada dia.

    O desafio já foi feito e até agora todos pipocaram. Vamos ver se você ao menos terá a hombridade de responder: qual a solução para manter a proibição e ao mesmo tempo não empoderar quadrilhas e não matar inocentes?

    Diga a mágica que eu aceito.

    Até lá, você de fato deveria ter mais seriedade e menos militância para o trato desta questão.
  • Neto  27/06/2018 20:23
    Existe coisa mais estúpida do que dizer que a solução para uma coisa está em políticos proibindo? Eu fico até com vergonha de ser humano ao ver semelhantes que pensam assim.
  • Cobaia  27/06/2018 20:49
    As matérias fornecidas por você pistas importantes para suas perguntas, por isso, recomendo nova leitura delas.

    Da matéria sobre a Holanda:

    De acordo com uma investigação da Universidade de Groningen, um dos motivos é a política peculiar da Holanda em relação à maconha, cujo consumo é permitido, mas não sua produção e comercialização. Isso leva, segundo o estudo, à criação de um mercado paralelo de abastecimento.

    Penso que não precisa ser um gênio para observar que o Estado ainda protege o mercado para os criminosos, ou seja, não liberou o mercado, e consequentemente os criminosos de lá continuam com o monopólio das drogas.

    Da matéria sobre o Uruguai:

    Em dezembro, a Brigada de Narcóticos indicou que a droga mais confiscada em 2016 foi a maconha, chegando a 4,305 toneladas até 18 de dezembro, sendo que em 2015 havia sido de 2,52 toneladas. Layera também sustentou que pelo tráfico de drogas constatado nos últimos tempos, houve um aumento "dos níveis de crimes e homicídios".

    Se de fato foi liberado, por que ainda acontece "confiscos"? Claramente o Estado continua se intrometendo, e forte, no setor, provocando assim grandes oportunidades de negócios para quem estiver disposto a ignorar as ameaças do mesmo. Adivinha só quem costuma aceitar esse risco?

    De fato, mais seriedade e menos militância ajudaria muito o entendimento do problema.
  • Demolidor  27/06/2018 21:40
    Mentira deslavada e abjeta. Aliás, mentira é um termo muito suave para definir o que você disse. Não sei nem como definir.

    Meu caro, a taxa de homicídios holandesa não chega a 1 por 100 mil habitantes. A taxa americana é "só" 5 vezes maior. Cinco.

    Em 2016, apenas 110 pessoas foram assassinadas na Holanda. A média diária brasileira fica acima disso.


    www.nationmaster.com/country-info/compare/Netherlands/United-States/Crime

    nltimes.nl/2017/08/18/number-murders-netherlands-continues-decreasing-trend

    Além disso, o uso de maconha num país onde a venda é liberada e não há problema algum em se admitir a uma pesquisa que se fuma, nem mesmo estigma, é praticado por pouco mais de 5% da população. Menos da metade do alegado nos EUA.

    www.reuters.com/article/idUSL5730185

    Vá estudar, vá.

    Uma dica aos colegas libertários. Sempre que um desses sujeitos cair aqui, questionem suas afirmações e fontes, em primeiro lugar. Não aceitem os dados que jogam sem conferir por conta própria. E, principalmente, muito cuidado com fontes opinativas.
  • Marcos  27/06/2018 22:20
    É claro que eu estava sendo irônico com este tal Flávio Zen, né, meu caro Demolidor. Basta você ver meu desafio, do qual ele correu (esperadamente). O cara dizer que a Holanda é um exemplo de fracasso da liberação das drogas e que lá está virando um "narcoestado" é afirmação típica de gente que ou é débil mental ou jura que os outros é que são.

    Em tempo: tenho uma parente que mora na Holanda e é casada com um holandês. A preocupação deles é com muçulmanos. Ninguém lá dá pelo para o fato de haver derrotados fumando maconha.
  • Demolidor  27/06/2018 23:05
    Sua resposta e a do Cobaia foram excelentes, na verdade, Marcos. Não respondi tendo vocês em mente, não. É que ele citou fontes dúbias, só quis reforçar.

    Também é preciso complementar que a fonte onde diz que o consumo é liberado, mas comercialização e produção não são, não é correta. Na verdade, as drogas na Holanda se encaixam na política de tolerância, onde as chamadas "soft drugs" podem ser vendidas em determinados estabelecimentos sob estrita regulamentação. Não é um arranjo de livre mercado, mas a venda é liberada:

    www.government.nl/topics/drugs/toleration-policy-regarding-soft-drugs-and-coffee-shops

    E olha que ironia. Eu sou um sujeito que não fuma, não usa drogas e bebe muito ocasionalmente. Nem de cerveja eu sou fã. Assim como o Marcos, enxergo os maconheiros como uns derrotados. Mas estou aqui, como um legítimo conservador antigo, defendendo que o estado não se meta em questões meramente particulares.
  • Demolidor  27/06/2018 22:00

    O informe da associação policial se baseia em entrevistas com 400 detetives. A conclusão é que o crime está aumentando em todo o país.

    A afirmação contrasta com os números do Ministério da Justiça da Holanda, que sugerem uma redução de 25% na criminalidade no país nos últimos nove anos. A NPB rebate, no entanto, afirmando que os dados oficiais são menores porque muitas vítimas não fazem denúncias.


    O texto afirma que o nível atual de crime no país não pode ser combatido com os recursos disponíveis e denuncia o aumento de ataques a idosos, crimes sexuais e cibernéticos.

    Sindicato dizendo que são necessários mais recursos. Opinião de especialistas que não batem com qualquer estatística nem apresentam uma objeção plausível.

    Onde foi que já vi esse filme?

  • Lewis  27/06/2018 22:37
    Embora seja totalmente incapaz de acabar com as drogas, a ação do governo é muito eficiente para aumentar os preços delas, garantindo assim que todos os traficantes se enriqueçam enquanto inocentes são assaltados, sequestrados, roubados e assassinados. O nível urbano da criminalidade relacionada às drogas só aumenta. Ela deteriora a vida das pessoas decentes, fazendo principalmente com que os pobres, as mulheres e as crianças vivam em estado de terror permanente.

    Se a descriminalização das drogas significasse apenas uma drástica redução na violência urbana — e isso de fato aconteceria — já seria um motivo mais do que suficiente para apoiá-la. Não temos o poder de impedir que viciados usem drogas, mas podemos fazer com que apenas eles se dêem mal no processo, além de liberarmos a polícia para se concentrar no combate aos verdadeiros crimes: aqueles cometidos contra a pessoa e contra a propriedade.

    Existem muitos vícios que não devem ser criminalizados. Impor a lei moral contra esses vícios é função das famílias e das igrejas, não de políticos. Mas, atualmente, quem está no comando dessa função são as inúmeras gangues urbanas das várias grandes cidades do mundo. Deixá-las no comando representa a completa abdicação das nossas responsabilidades individuais — uma humilhação suprema —, além de abrir caminho para um completo autoritarismo.
  • Dalton Catunda Rocha  27/06/2018 22:57
    Parece até, que legalizar drogas em tempos atuais seria uma boa coisa. Plantar coca é plenamente legal, na Bolívia do narcoíndio Evo Morales. O ópio foi plenamente legal, na China das décadas finais do século XIX e décadas iniciais do século XX; a sociedade chinesa foi arruinada e empobrecida, com tal droga legalizada. A vizinha Colômbia, menos de vinte anos atrás deu parte de seu território para as FARC administrarem e plantarem drogas à vontade, mas abandonou tal desastrosa política.
    Por sinal, no site www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=31773&cat=Artigos&vinda=S , eu escrevi há mais de dez anos, estas sentenças: "Esta nova proposta, de legalizar as drogas, vem dos mesmos que aprovaram as desastrosas leis. Todas com nobres suposições. E todas com o resultado de aumento do crime. Uma mídia cúmplice, se nega a falar alguma verdade sobre este assunto.
    Para começo de conversa, não foi por acaso que se proibiram as drogas. Vale lembrar que tanto no Brasil, como nos USA, cocaína era plenamente legal em 1910. A coca-cola em sua fórmula original, continha cocaína. Sigmund Freud era um usuário conhecido da cocaína. Cármen Miranda também.

    A cocaína e demais drogas, foram proibidas não para incentivar o consumo nos morros ou aumentar o crime. As drogas foram proibidas, com o fim de proteger a saúde física e mental da sociedade. Os recentes casos de drogados que mataram os próprios pais, bem mostram o que a droga faz em certas mentes. Fato mais comum é o consumo de drogas, por parte de menores abandonados.

    Tanto faz se as drogas são legais ou não. O efeito delas no organismo é o mesmo. Admito que há pessoas, nas quais as drogas ditas ilegais, não tem grande efeito maléfico. Na maioria dos casos, elas são um desastre.

    É fato conhecido o sucesso de drogados na política (FHC, Fernando Gabeira, etc.) e no mundo das artes (Elvis Presley, Raul Seixas, etc.). Tanto na arte como na política, deve-se fingir o que não é, não se cumprem horários, etc. Nos demais trabalhos, os drogados são um desastre total. Quando se deve cumprir horários e ser verdadeiro, o drogado é um desastre total. Caso duvide, converse com a família de um drogado e veja o seu lamentável desempenho nos estudos e no trabalho.

    Além do efeito maléfico sobre a sociedade, a droga legalizada terá um efeito ainda mais maléfico sobre a política brasileira. Ora, é evidente que tendo cocaína a US$1 aqui no Brasil, e a mesma quantidade de cacaína custando US$100 nos USA, haverão pessoas fazendo tráfico internacional de drogas. Com um negócio tão lucrativo, eles vão financiar campanhas políticas, para terem acesso ao poder. Já está acontecendo. É notório o financiamento de traficantes a políticos. Em outras palavras, tão logo as drogas sejam legalizadas, os traficantes serão o único poder no Brasil. Eles simplesmente vão nos governar. O objetivo nacional número um será manter a droga sendo exportada para o exterior. Todo o resto será secundário ou esquecido. Caso duvidem disto, vejam a situação da "Farclândia" na vizinha Colômbia. Aonde estão o bem estar social, a paz ou o progresso? Toda a riqueza e o poder da Farclândia estão na mão dos traficantes. O povo vive na miséria e quem reclamar da situação, sabe que será morto de imediato. Algo similar ocorre nos morros cariocas, desde a primeira administração de Brizola (1983-1987).

    Eu concluo aqui dizendo, que esta "solução" de legalizar a droga, é apenas mais um desastre esquerdista. A legalização da droga colocará o Brasil, ainda mais nas mãos dos traficantes de drogas. Ela semeará apenas a desgraça e a miséria, como tem feito tanto na Colômbia, quanto nos morros cariocas. Legalizar as drogas irá apenas beneficiar os traficantes e seus áulicos políticos. Para todo o resto, apenas restará ainda mais desgraça."

    Eu sei que muita gente vai duvidar, que uma vez legalizadas as drogas, o Brasil ficará (totalmente) nas mãos dos narcotraficantes. Foi exatamente o que ocorreu no Peru de Alan Garcia, lá nos anos 1980. Também na Bolívia do narcogeneral Garcia Mesa, lá nos anos 1970. Convém lembrar também do Afeganistão dos talebães, menos de 20 anos atrás. Tal e qual as FARC da Colômbia, os talibães são uma narco-guerrilha. Não acho sinceramente, que a China dos anos 1860 a 1930 ou a Bolívia de Garcia Mesa dos anos 1970 ou o Afeganistão do Mulá Omar ou qualquer outra narcocracia (governo de narcotraficantes) do passado distante ou atual seja um modelo de progresso, honestidade ou desenvolvimento a se seguir.
  • Cobaia  28/06/2018 01:15
    Plantar coca é plenamente legal, na Bolívia do narcoíndio Evo Morales.

    Conforme aqui:

    O uso e o porte de drogas para uso pessoal são descriminalizados, mas a lei prevê a internação compulsória dos consumidores. A Bolívia não fixou quantidades que façam a distinção entre traficantes e usuários. Tal diferenciação, explicou o relatório, é feita com o auxílio de um especialista em saúde pública.

    E conforme aqui:

    Para piorar, uma das Leis como o Artigo 107, chamou atenção dos pais principalmente. Esta penaliza a comercialização de substancias de narcóticos e narcóticos ou psicotrópicos nos montantes mencionados no parágrafo I e nas subsecções a), b), c), d), e), f) e g), simplesmente penalizando uma certa quantidade de gramas (…), o que significa que pode ser comercializado".
    Diz o comunicado:
    A) A quantidade de cannabis exceda cinco mil gramas.
    b) A quantidade de derivados de cannabis exceda quinhentos gramas.
    c) A quantidade de pasta de base de cocaína ou seus derivados exceda mil e quinhentos gramas.
    d) A quantidade de cocaína ou seus derivados exceda mil gramas.
    e) A quantidade de ópio exceda cem gramas.
    f) A quantidade de derivados do ópio exceda dez gramas.
    g) A quantidade de drogas sintéticas emergentes ou seus derivados exceda cem unidades ou mais de cinco gramas de ingrediente ativo.
    O referido artigo afirma no parágrafo I que "a pessoa que, por ele próprio ou por outro, possui, oferece, compra, vende, fornece, distribui, intermediários ou entrega de substâncias narcóticas ou psicotrópicas, será punida com pena de prisão de 14 a 20 anos e confisco…".


    A vizinha Colômbia, menos de vinte anos atrás deu parte de seu território para as FARC administrarem e plantarem drogas à vontade, mas abandonou tal desastrosa política.

    Ou seja, o Estado da Colômbia cedeu parte de seu território para um novo Estado (gerido pelas FARC). Em poucas palavras, um criminoso cedeu uma parte de seus domínios para outro criminoso... E claro, a culpa de todo o desastre é das drogas, que criaram braços e pernas, tomaram as armas e foram massacrar todos os humanos da região, tão irritados estavam com o consumo em massa de seus colegas.

    Ainda pensa que são as drogas que provocam o problema? Uma pequena amostra para servir como fonte de pensamento.

    Somado ao conteúdo acima, há também esse texto sobre o assunto, feito por alguém com visão parecida com a sua, mas muito mais honesto quanto ao que realmente ocorreu na história brasileira em relação à cocaína, recomendo a leitura.

    Penso que seu maior problema é ainda não ser capaz de observar o Estado como apenas mais um grupo criminoso, como as FARC, ou o Estado Chinês, ou o Estado do Peru, ou o PCC... Enquanto isso você criou um espantalho chamado "drogas" e o culpa pelos problemas causados por criminosos.
  • L Fernando  28/06/2018 12:37
    Exatamente
    Comparar drogas como cocaina e heroina com álcool de uma cervejinha é para acabar com a inteligência do cidadão
    IMB é fantástico, quando escreve sobre economia
  • Carlos  28/06/2018 12:48
    Você nega que o SUS esteja lotado por pobres com cirrose? Você nega que esteja lotado de pessoas com câncer no pulmão e outras doenças causadas pelo cigarro? Acima de tudo, você nega que esteja lotado de pessoas envolvidas em acidentes causados por embriaguez, principalmente de cerveja?

    Se sim, não há solução para você. Você é fantástico.
  • L Fernando  28/06/2018 15:37
    Cirrose pode se devido a álcool ou não, hepatite provoca cirrose .
    Temos vinho ,cerveja, a muitas outras bebidas que consumidas de modo normal e moderado nada ocasionam
    Drogas não existe isso, não existe consumir de modo moderado, a dependência é muito maior.
    Faço uma exceção a a maconha apenas

  • Demolidor  28/06/2018 16:17
    Parece até, que legalizar drogas em tempos atuais seria uma boa coisa. Plantar coca é plenamente legal, na Bolívia do narcoíndio Evo Morales. O ópio foi plenamente legal, na China das décadas finais do século XIX e décadas iniciais do século XX; a sociedade chinesa foi arruinada e empobrecida, com tal droga legalizada. A vizinha Colômbia, menos de vinte anos atrás deu parte de seu território para as FARC administrarem e plantarem drogas à vontade, mas abandonou tal desastrosa política.

    É bom ter cuidado com moralismos, proibições e excesso de regulamentação. Você pode atrair para a política justamente quem não se desejava. Na Colômbia, o carties tinham o governo "no bolso". O Le Monde foi comprado por um magnata da indústria pornô. Nos EUA, o clã dos Kennedy se tornou poderoso depois que seu patriarca entrou para o negócio de importação e fabricação de bebidas alcoólicas.

    O artigo fala justamente disso. Consequências não-premeditadas.

    Confesso que não conheço tão bem a história do ópio na China, mas me causa estranheza que nossa sociedade hoje não esteja devastada pelo vício em analgésicos que podem ser tão facilmente comprados em farmácia, como Tylenol e Codeína.

    Tem toda a cara de ser mais uma dessas lendas urbanas que acabam indo parar em livros do MEC.

    www.frankdikotter.com/publications/the-myth-of-opium.pdf
  • Ricardo stein   28/06/2018 03:22
    É um tema espinhosos e dificil.de ser tratado qdo se debate.
    Primeiro porque cocaína e crack fazem.muito mal.quamdo usados de forma continua, o individuo.qdo fica viciado não deixa para usar nos fins de semanas ou no happy_hour o viciado acorda na segunda e dalhe sem responsa ou critierio nenhum, nego fuma e cheira ate acabar o dinheiro, esquece ate de dormir e comer.
    Segundo essa abordagem de drogas que ve o viciadocomo um coitado tmb ta errrado, pq nao coloca ele sob respnsabilidade, o viciado hj em dia nao tem medo nem de policia, alias se policia da tapa na cara de viciado na .biqueira eles vao la fazer b.o contra.
    Terceiro vagabundo vai continuarexendo com coisa com roubo de carro, com assalto a carrro forte banco estelionato, vagabundo paga 30mil em jfuzil pra ficar se achando, se ele investisse na educacao da familia, em saude.. mas nda os cara ganham pra toma vodka e pagar de grandão nas favela com carro clonado.
    Quarto, tem q construir penitenciaria mesmo, o cara no brasil. So vai preso se tem condenacao maior que 4 anos, a cadeia tem q ser o espaco mais democratico da nacão do rico ao pobre, preto ao branco se for condenado tem q pagar cadeia sim..
  • Cobaia  28/06/2018 13:12
    Caro Ricardo stein, respire um pouco, tente não se perder do assunto e respire mais uma vez.

    O primeiro ponto faz sentido se considerar a forma atual de fornecimento das drogas (traficantes não precisam se preocupar com a felicidade do cliente, pois não há concorrência graças ao Estado), o segundo ponto faz sentido, o terceiro é consequência do que é descrito no artigo, e o quarto ponto sequer foi tocado no artigo.
  • Mauricio  28/06/2018 04:11
    No cenário proposto o uso de drogas iria aumentar. E aí isso iria recair sobre o SUS. Quem irá pagar essa conta bilionária?
  • Vladimir  28/06/2018 12:36
    Ué, e o álcool e o cigarro? Estes não prejudicam o SUS? Dado que a resposta é sim, então, por coerência, você deveria agitar agora pela proibição. Álcool e cigarro entopem o SUS de uma maneira que a cocaína e maconha jamais fariam, pois o número de usuários de álcool e cigarro é milhares de vezes maior do que o número de potenciais usuários de cocaína. (E sem contar os acidentes de carro causados por embriaguez, cujos feridos também entopem o SUS).

    Sério mesmo, às vezes eu acho que nêgo comenta aqui ou sem pensar ou achando que é todo mundo jegue.
  • Yuri  28/06/2018 12:37
    O que apenas mostra o real problema: o fato de a saúde ser estatizada. Com saúde privada, esse tipo de discussão nem existiria.

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?
  • thiago  28/06/2018 15:57
    Concordo com a descriminalização das drogas por princípios morais e da mesma forma com a saúde privada.
    Se as drogas fazem tão mal assim, algo com o que não concordo, tendo convido com vários usuários e tendo experimentado diversas drogas eu mesmo, que os usuários sofram as consequências do seu uso, quer seja em relação à saúde, quer seja em relação às condições financeiras. Se alguém não consegue desempenhar bem um trabalho, ou sua empresa irá falir ou será demitido, e isso independe da razão pela qual o desempenho não é satisfatório, senão para o próprio prejudicado, que poderá rever seus hábitos e seus valores caso queira prosperar e não sucumbir. Da mesma forma acho as blitz da lei seca um absurdo: o que se deve reparar é o dano causado por um eventual acidente, que pode ter inúmeras causas, e não um ato específico da vida privada sem que este tenha causado qualquer dano a terceiros. As pessoas têm um horror tão grande às drogas e se esquecem que o álcool é uma droga legalizada, sem falar nas inúmeras drogas legalizadas vendidas nas drogarias, como um simples anti-inflamatório, que causam mudanças na nossa percepção e reação. Para eventuais gastos muito elevados com saúde privada, em razão de algum infortúnio, podemos recorrer a seguros de saúde e, sempre, a doações voluntárias. De resto, viver é perigoso!
  • Julian  28/06/2018 13:15
    Mauricio,

    Você poderia PROVAR que o resultado final da liberação das drogas iria produzir um resultado pior para o SUS (que não deveria existir) do que se elas permanecessem proibidas?

    Por favor, leve e conta todo o aumento no padrão de vida das pessoas que iriam trabalhar no ramo de drogas, podendo ter mais acesso à saúde, todas as vítimas colaterais da disputa pelo tráfico que seriam poupadas, e todas os outros benefícios?

    Pensando bem, para proteger o SUS, vamos também proibir o álcool, o cigarro, o açúcar, a gordura, os carros (que causam tantas vítimas de traumas)?

    Você percebeu até onde uma solução utilitarista pode te levar?
  • Tiago Júlio de Moraes  28/06/2018 11:43
    Creio que o texto é altamente falacioso, afirmando que um livre mercado seria a solução contra às drogas e, consequentemente, à crise migratória.
    Quem é criminoso, seja no tráfico, seja na política ou qualquer ou outro mercado: não se submeteriam às leis! Estas pessoas não apreciam e não respeitam ás leis e, portanto, são intolerantes com a democracia.

    Não é, no mínimo, inteligente afirmar que a violência do tráfico é consequência. Senhores, não me façam rir: a violência do tráfico é modus operandi! Assim como de regimes totalitários: está conosco ou contra nós e, contra nós não pode existir!

    Uma questão que se impõe: O que aconteceu com os valores morais da sociedade, que não consegue refletir sobre o que é bom e mal? Pois a maneira mais de acabar com mercado (legal ou ilegal) é neutralizar sua demanda. Quem iria traficar se não houvesse consumidor?
  • Leopoldo Alves  28/06/2018 13:13
    Eu nem sou a favor de descriminalizar as drogas (por questões puramente práticas), mas devo confessar que o nível de argumentação dos proibicionistas neste fórum é de lascar, o que até me deixa com vergonha de estar do lado deles.

    É gente pedindo pra político legislar moralidade, é gente criticando sem apontar o erro, é gente falando que proibição não gera violência (em total negação da realidade), e gente falando que a solução é simplesmente "acabar com a demanda!" (ao mesmo tempo em que diz que a solução do artigo é que é irrealista). Vergonha alheia total.

    Dica aos meus colegas proibicionistas: o artigo nem sequer é sobre a descriminalização das drogas (tal assunto foi abordado apenas no final), mas sim sobre causas e consequências não-premeditadas. O ponto do autor é que atual crise migratória americana foi causada pela guerra às drogas. Qual o argumento contrário?
  • anônimo  28/06/2018 13:19
    "O ponto do autor é que atual crise migratória americana foi causada pela guerra às drogas. Qual o argumento contrário?"

    Até agora, nenhum. Só chilique. Como era de se esperar.

    Mas o que mais impressiona é a covardia moral: sedizentes conservadores pró-família estão vendo famílias pobres serem dizimadas pela guerra às drogas empreendida pelo estado. Qual a solução que eles apresentam para esse triste fenômeno? Nenhuma (apenas xingar o mensageiro).
  • Tiago Júlio de Moraes  28/06/2018 14:04
    Estanho o comentário do 'Leopoldo Alves', pois disse claramente, sendo que a solução seria: "Pois a maneira mais fácil de acabar com mercado (legal ou ilegal) é neutralizar sua demanda"; espero que o comentário de 'É gente pedindo pra político legislar moralidade' espero que não sido baseado no meu comentário - não faria sentido.

    E outra, o Leopoldo Alves disse:"O ponto do autor é que atual crise migratória americana foi causada pela guerra às drogas", oras, segundo o texto a violência causada pelos traficante que motivam o êxodo, sendo "Os principais motivos relatados para o pedido de asilo são o aliciamento de crianças e adolescentes para o tráfico de drogas e as ameaças de morte por traficantes"; você diz 'o artigo nem sequer é sobre a descriminalização das drogas', se a liberação não passa pela descriminação, qual outra via teríamos (o consumo é lícito, mas a produção é ilícita?); e por último 'o que até me deixa com vergonha de estar do lado deles', não fique.





  • Vladimir  28/06/2018 16:32
    "pois disse claramente, sendo que a solução seria: "Pois a maneira mais fácil de acabar com mercado (legal ou ilegal) é neutralizar sua demanda""

    Gênio!

    Diz aí: como você acaba com a demanda? Por favor, ilumine o mundo, pois até agora ninguém nunca conseguiu tal façanha para nenhuma substância.

    Isso aí tá no mesmo nível de dizer: "Ah, acabar com o aborto é fácil. É só neutralizar a demanda por sexo".
  • Sérgio Vieira  28/06/2018 16:37
    Calma que ele ainda vai dizer que acabar com a demanda é fácil: é só aumentar o orçamento do governo para fazer propagandas anti-drogas nos intervalos da Globo! Não tem como falhar.
  • Rennan Alves  28/06/2018 19:26
    Acabar com a demanda é ótimo.

    Deve ser nos moldes daqueles panfletos das associações cristãs dos EUA dos anos 20-30, proibindo o consumo de cerveja, esperando magicamente que por alguma transubstanciação as pessoas parassem de beber.
  • Leigo  04/07/2018 13:01
    "Não é, no mínimo, inteligente afirmar que a violência do tráfico é consequência."

    Imagina a época do Pablo Escobar sem proibição as drogas, todo mundo que quisesse consumir, consumia, quem quisesse vender, vendesse, como o Pablo Escobar teria verba para a violência? Imagina se qualquer família pudesse vender droga, como o Pablo Escobar lidaria com a concorrência? Ele mataria toda a concorrência? Mas ele não teve verba pra juntar e matar, além de que a concorrência também se defenderia.
  • Rodolfo Andrello  28/06/2018 13:30
    Indo além dos argumentos utilitários, simplesmente não é um arranjo aceitável que seres como José Serra, Eduardo Cunha e Renan Calheiros tenham a palavra final sob o meu consumo, minha produção e as trocas voluntárias que eu faço.
  • Tiago Júlio de Moraes  28/06/2018 14:31
    Rodolfo Andrello, só para eu te entender: O que José Serra, Eduardo Cunha e Renan Calheiros têm haver com o assunto? Porque são legisladores? Mas, por pior que eles sejam, temos um parlamento e senado que aprovam.
  • Rodolfo Andrello  28/06/2018 17:06
    A sua percepção do que é certo, do que é aceitável, do que é belo, do que é moral, do que é puro... estas dependem de que documento positivado o senado aprova? Pobre espírito.
  • Gabriel  28/06/2018 16:46
    Eu gostaria de ouvir a análise do autor sobre o efeito inverso do combate às drogas nas Filipinas: lá em 2017 os crimes reduziram 23% em média, sendo que em algumas regiões essa redução chegou a 58%. Essa redução acentuada aconteceu após as politicas duras de Duterte contra as drogas.

    Outro ponto que eu gostaria de entender é o seguinte: não seria contra a liberdade liberar as drogas, ja que estas tiram toda a liberdade de quem as consome e das pessoas ao seu redor.

    Vejo essa perda de liberdade advinda das drogas como uma "Consequência não premeditada" da defesa desta liberdade. A liberdade total não seria a total falta de liberdade nesta seara?

    Acho que a raiz do problema não é a guerra contra as drogas, mas sim as políticas estatais gramscianas e progressistas que incutem o banditismo é o espirito revolucionário na sociedade. Acho que isso sim é a raiz do problema.

    Aguardo vossos comentários, mas sem algoritmos argumentativos: estes eu já conheço e não respondem os questionamentos acima.
  • Yuri  28/06/2018 16:59
    Ué, conta a história toda. Quais são as "políticas duras de Duterte contra as drogas"?

    Eu conto: o governo filipino alcançou essa redução simplesmente matando todo mundo, inclusive usuários.

    Você defende isso? Se sim, tenha a hombridade de falar explicitamente.

    Eu não discordo que a política de matar usuários de fato resolva o problema. Com efeito, aqui mesmo nesta seção de comentários, eu disse que a única proposta que já ouvi sobre como acabar com a demanda foi a dos autores do livro Freakonomics: eles disseram, em tom meio sério e meio de deboche, que se a pena de morte para usuários fosse implantada, a demanda poderia tender a zero.

    O governo filipino, pelo visto, levou a coisa a sério.

    A minha pergunta é: você gostaria que um Lula presidente saísse executando seu filho porque a polícia confundiu o cigarro na mão dele com maconha? Seu sobrinho? Seu vizinho? Qual o limite da sua tolerância?

    Em todo o caso, eu o parabenizo: até agora você foi o único que ao menos teve a hombridade de defender esta política. Nenhum de seus companheiros proibicionistas teve essa coragem.
  • Gabriel  01/07/2018 15:49
    Eu citei o exemplo do Duterte para questionar o argumento apresentado pelo autor, não acho que esta seria a solução ideal para o problema.

    Eu acredito em 2 medidas de curto prazo e 2 de medio prazo para resolver o problema das drogas:

    Curto prazo (imediatamente):

    1. Punição severa e inflexível a todos os criminosos.
    2. Direito a legitima defesa garantido pelo direito ao porte e uso de armas para defesa da vida e propriedade sua ou de outros.

    Médio prazo (décadas):

    1. Progressivamente rumar para a extinção do sistema publico de ensino e ao fim da regulacao da educacao pelo Estado.
    2. Acabar com o controle Estatal sobre a mídia, extinguindo concessões, patrocínios, acabando com regulações e garantindo a liberdade no setor.

    Longo prazo (séculos):

    1. Redução progressiva do Estado até a sua extinção.

    Obs.: Os comunistas estão controlando o mundo só agora e comecaram isso há mais de 100 anos... Não vamos mudar nada só com propostas simplistas: o movimento comunista é organizado, enquanto estamos defendendo a extinção do Estado eles estão no poder controlando as nossas vidas, precisamos usar o Estado contra eles e não simplesmente defender a sua extinção.
  • Conservador Reacionário  28/06/2018 17:04
    Viram só? Eu avisei lá em cima: os "conservadores atuais" não passam de um bando de frouxos adoradores de políticos. Eles são tão covardes que defendem até que a polícia trucide adolescentes desarmados pelo simples fato de estes estarem puxando baseado. Muito machos...

    E vou repetir o que disse: esses sedizentes conservadores atuais não acreditam que a família e a religião é que deveriam ser o norte da vida de cada indivíduo. Para eles, isso agora é função dos burocratas do estado. E se esse burocrata for um sujeito com pose de durão (mas que apenas terceiriza os assassinatos), ah, aí os caras até ejaculam.
  • Insurgente  29/06/2018 19:33

    Estripei a primeira sentença, pois cabem duas respostas.

    Outro ponto que eu gostaria de entender é o seguinte: não seria contra a liberdade liberar as drogas,

    Oxe! lógico que não! A vontade do outro, mesmo que não concorde com ela, deve ser preservada, isso é respeitar o direito de agir de cada indivíduo.

    já que estas tiram toda a liberdade de quem as consome e das pessoas ao seu redor.
    Uma pessoa consumindo determinada droga per si, não fere a liberdade de outro que não o faz. Quem costuma ferir liberdades é o estado proibindo o comércio e provocando distorções sociais.


    "Vejo essa perda de liberdade advinda das drogas como uma "Consequência não premeditada" da defesa desta liberdade. A liberdade total não seria a total falta de liberdade nesta seara?"


    Não. A liberdade independe da sua vontade de generalizar a ação de alguém, por achar moralmente ruim ou ficar com medo do desdobramento dela. Em que pese, defender a liberdade do outro mesmo que ela não proporcione aquilo que gostaria, ainda é a ação mais relevante que se possa existir.


  • Libertario  30/06/2018 12:10

    Vão surgir drogas novas e ainda mais prejudiciais com essa repressão nas Filipinas, burlando as regras dos burocratas.


    Como vocês mesmo sabem, o traficante não vai mudar de emprego e principalmente o usuário não vai deixar de ficar chapado.
  • Alex B  28/06/2018 23:07
    Posso mandar esse artigo pro Quebrando o Tabu? Eles vão adorar.
  • Gustavo A.  29/06/2018 14:04
    Esse problema vai longe. A esquerda acha que a solução é liberar, mas nem tanto... manter o Estado como regulador, dando carteirinhas a usuários, escolhendo quem produz, taxando e determinando o local de uso; ou seja, rico pode usar, pobre que se vire com os traficantes. A direita (entenda-se os conservadores estadistas) não podem ouvir falar a palavra maconha que surtam, é vagabundo, tem que prender, tem que matar e tem que proibir. Nisso, as liberdades individuais ficam totalmente esquecidas.

  • Gabriel  01/07/2018 15:23
    Eu seria a favor da liberação das drogas desde que liberem também o direito ao porte irrestrito de armas e ao direito de matar qualquer vagabundo em nome da defesa da minha vida e propriedade e de outros.

    Eu acho que não dá para discutir a liberação das drogas como um ponto isolado. Se querem defender a liberdade de vagabundos maconheiros quero também que ao mesmo tempo defendam a liberdade da legítima defesa, a liberdade do feto a liberdade economica.

    É muita ingenuidade e um erro de estrategia defender as liberdades secundárias antes das liberdades básicas, que hoje não temos. Estamos deixando os inimigos nos dominarem pelas bordas quando discutimos drogas antes do porte de armas e aborto, estas sim seriam lutas profícuas.
  • Arthur  01/07/2018 15:47
    E qual você acha que é a posição deste Instituto em relação ao armamento? Já leu os artigos pró-armamento deste site?

    Você está batendo em um espantalho. Libertários, ao contrário de esquerdistas e direitistas, não caem em incoerência e nem em hipocrisia: defender a liberação de armas e a proibição de drogas (ou vice-versa), não apenas é a total contradição da razão, como ainda representa o ápice da paixão pelo estado. O sujeito quer que políticos autorizem aquilo que ele aprova e proíbam aquilo que ele desaprova.
  • Insurgente   04/07/2018 19:18
    Gabriel,

    Às vezes soa prepotente e arrogante sugerir a alguém que busque mais leituras sobre os assuntos discutidos. No entanto é a coisa mais lógica e simples que pode-se solicitar a alguém que ainda não está com todas as informações, análises prontas para estabelecer um argumento.

    Pra não ser um liberal nutella:

    IMB é pró-armamento

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2167

    E aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1974

    Aqui ó de novo

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=954
  • Eurípedes  04/07/2018 19:26
    Mas o melhor de todos é esse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2146
  • Tarantino  01/07/2018 22:27
    Para se acabar com o consumo de drogas a saída é acabar com o consumo, ou seja, com os viciados. E a melhor maneira de realizar tal intento é com a educação das gerações mais novas e a liberação total e irrestrita de todas as drogas para os viciados. Os primeiros, não consumirão drogas no futuro (teoricamente), e os segundos irão se entupir de drogas e irão se auto-exterminar gradativamente.
    A liberação total das drogas também futuramente iria resolver o problema da violência; basta o estado facilitar ao máximo a abertura de empresas de comércio de entorpecentes, com isenção de impostos, acompanhada de uma campanha para estimular os traficantes a se legalizarem para trabalharem sem o incômodo estatal. Porém, já que ética e sentimentos cristãos não são muito comuns entre bandidos, nada vai impedir que tais traficantes, agora legalizados, disputem entre si o domínio do mercado inclusive guerreando entre si, com as inevitáveis mortes, chacinas e assassinatos dos concorrentes. Futuramente, o tráfico de drogas, agora legalizado, vai estar bastante debilitado, pois aqueles que estão vivos ainda terão de mudar de ramo se quiserem sobreviver, e o restante vai estar ou na cadeia, ou no cemitério.
    E eu, só observando.
  • Voltaire  03/07/2018 13:16
    Lendo os comentários deste site vejo a que ponte a direita conservadora chegou. Não escondem sua psicopatia e vontade de chacinar milhares de pessoas inocentes - usando como exemplo o presidente filipino - e caindo no papo furado que famílias inocentes latinas merecem ser tratadas como criminosas pelo Estado - criminoso - americano.

    Mais pessoas foram mortas pela guerra às drogas aqui do que o comunismo matou na América Latina.
  • Conservador Reacionário  03/07/2018 13:43
    Correção: direita conservadora, não. Neoconservadores, que nada mais são do que ex-esquerdistas convertidos a um pseudo-conservadorismo totalitário. (Pode pesquisar).

    Conservador genuíno não defende guerra às drogas, pois abomina a ideia de entregar a políticos o controle da moralidade. Conservador genuíno sabe que o caminho para se manter longe das drogas é por meio da família, da religião e da responsabilidade própria.

    Delegar a políticos a tarefa da manter pessoas longe das drogas é coisa de frouxo e covarde, o exato oposto de um conservador genuíno.
  • Skeptic  04/07/2018 05:57
    A Old-Right defendia mesmo a legalização das drogas ou pelo menos a descriminalização?
  • André Luiz  05/07/2018 04:38
    Ninguém sensato delega a políticos puramente a guerra contra as drogas. Isto é papo de sem noção. A família, especialmente, tem o papel, e um papel essencial. Religião depende de crenças da pessoa. Religião por si já é uma droga, mas branda. Agora, a guerra contra as drogas tem que envolver mais mais que família (que muitas vezes podem ser desestruturadas, desleixadas ....) e religião, ou a ideia simplista de liberar arma para o indivíduo "matar vagabundos". É nesse ponto que a função do Estado se sobressai, é a repressão contra comportamentos extremamente danosos e intoleráveis para a sociedade como são as drogas pesadas. A questão das drogas envolve efeitos que nem os esquerdopatas e nem libertários histéricos profundamente empombados de falsa filosofia conhecem. Há fatos que eles desconhecem, pois está além do campo de percepção limitado deles. Drogas (pesadas) é algo que deve ser dito NÃO, ou seja, deve ser ilegal mesmo. Essa defesa de liberdade intransigente para tudo como se fosse um valor absoluto é pura masturbação mental de cabaços. Os corajosos de internet.
  • Weaver  05/07/2018 12:43
    Mais um adorador de político adentra o hall. O cara diz abertamente que é função de políticos manter a moralidade da sociedade e proteger todas as pessoas contra uma substância, atribuindo a políticos poderes divinos!

    Ah, sim, e quem disser que o cidadão está um tantinho quanto errado em acreditar que políticos devem exercer esse papel não passa de um "histérico profundamente empombado de falsa filosofia" praticando "pura masturbação mental de cabaços".

    Esse sim tem capacidade argumentativa...

    De minha parte, um cara que afirma que irá se armar até os dentes para matar traficantes e viciados merece muito mais respeito que um covardão que quer terceirizar esta tarefa para políticos. É o ápice da bananice o sujeito implorar de joelhos para que políticos moralizem e protejam a sociedade. Mas mais hilário ainda é o sujeito dizer com convicção que políticos são capazes de fazer "repressão contra comportamentos extremamente danosos e intoleráveis".

    Com um povo covarde e medroso assim, não temos a menor chance de evoluir.
  • Insurgente  05/07/2018 16:29
    Diga-nos, oh vossa iluminescência,o que descobriste sobre as baixas percepções dos esquerdopatas e libertários histéricos.

    Defesa de liberdade intransigente.... O que seria isso?

  • Demolidor  05/07/2018 17:00
    Há fatos que eles desconhecem, pois está além do campo de percepção limitado deles. Drogas (pesadas) é algo que deve ser dito NÃO, ou seja, deve ser ilegal mesmo. Essa defesa de liberdade intransigente para tudo como se fosse um valor absoluto é pura masturbação mental de cabaços. Os corajosos de internet.

    Que coisa curiosa. Tudo isso já foi dito sobre o ópio. Tem até aqueles contos da carochinha de que Índia e China foram quase destruídas por ele...

    No entanto, ele é perfeitamente legal hoje, quase no mundo todo. E é base de analgésicos importantes, como morfina, Tylenol, codeína e muitos outros. Cultivar papoula é algo perfeitamente legal hoje em dia.

    Diga-me senhor sabichão. Em que ajuda nossa sociedade que o cultivo de plantas como cannabis e coca fiquem restritos a traficantes armados até os dentes, operando à margem da lei? Em que isso ajuda no desenvolvimento de remédios e drogas menos nocivas à saúde? E qual é sua solução para que dinheiro de traficantes à margem da lei não seja usado para financiar políticos e corromper agentes do estado e que suas armas (ilegais) não sejam usadas para aterrorizar a população?

    Em que dizer "NÃO" com letras maiúsculas e em afirmar que discordâncias são "masturbação mental de cabaços" não caracteriza um comportamento histérico?
  • André Luiz  05/07/2018 22:47
    Não coloquem tendências no meu texto que não existe. O que eu me referi é: "Ninguém sensato delega a políticos puramente a guerra contra as drogas.". Está implícito que há um conjunto de fatores que devem entrar no jogo, o problema é que vocês acreditam na exclusão do Estado, e política, em razão de que vocês, inocentemente, arranjaram um demônio: o Estado e suas atividades. Para os esquerdopatas são os burgueses capitalistas. Não é porque um indivíduo supõe que o Estado deve ter alguma intervenção em algumas áreas, que ele está delegando a políticos a função de manter a moralidade, ou terceirizando-a. Nem é possível isso aí, porque o problema das drogas se resolve, especialmente, com a força de vontade da pessoa e relações interpessoais. Isto, de ser adorador de políticos, é uma acusação rasteira típica de libertário histérico profundamente empombado de falsa filosofia.

    Essa frase, "De minha parte, um cara que afirma que irá se armar até os dentes para matar traficantes e viciados merece muito mais respeito que um covardão que quer terceirizar esta tarefa para políticos.", é só 8 ou 80, ou seja, de um lado seria um conservadorismo vulgar, e de outro um esquerdismo que ainda acredita que a engenharia social é possível. Não tem nada a ver essa comparação, ou tem a ver numa ilha de fantasia dos libertários histéricos e esquerdopatas.

    Infelizmente, deve-se dizer, que há limites que se deve dizer NÃO. O NÃO aqui é uma força cogente mais ampla que o indivíduo, ou pequenos grupos que se impõe em micro-arranjos. São determinados comportamentos que a sociedade como um todo, ou como maioria, não deve suportar, por intermédio das instituições do Estado. Traficante de drogas pesadas é desses, conforme a minha perspectiva, pois isso trás enormes repercussões na saúde tanto psíquica quanto espiritual. O problema vai além da análise econômica. Quando se referem que há consequências não-premeditadas, isto deve ser considerado em uma perspectiva bem mais abrangente do que supostas consequência empíricas na economia.

    E outra coisa, a conclusão do autor é simplista: "A repressão estatal elimina os produtores comuns, fazendo os preços dispararem e aumentando enormemente as margens de lucro de quem se arriscar a operar ali. A combinação entre mercado proibido e enorme lucro potencial atrai pessoas com habilidades criminosas, fortemente armadas, e dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado. Ele parte do pressuposto econômico, ou seja, mercado proibido atrai pessoas criminosas. Eu não duvido que isso é um fator concreto. Só que vai além disso, o mercado de drogas atrai gente de pior qualidade, em essência ele é um mercado corruptor, em que corruptores e violentos inatos vão se afinizar. Aplicar princípios liberais da economia normalmente julgo ser temeridade a esse comércio.

    Vocês misturam cueca com bunda, aplicar liberalismo em tudo, até para uma porcaria que não vale nada, que degenera o ser humano como as drogas. Até para liberalismo tem limite. Agumas susbstâncias devem ter algum nível de regulação, ou proibido, ou proibido em certa quantidade. Se o Estado não servir para isso, então não serve para nada, mas essa é a visão de muitos de vocês.


  • Demolidor  07/07/2018 22:07
    Meu caro André. Conforme os anos passam, vejo cada vez mais que o estado é um tipo de organização defeituoso por design mesmo. Serve sempre para ser capturado por grupos organizados para colocar regras e proibições sobre os outros.

    O modelo estatal é tão ruim que não funciona direito nem mesmo no Canadá. Vide o problema de saúde pública por lá. Além da coerção contra terceiros inocentes, de não poder sair do arranjo quando se percebe que algo não funciona, os incentivos ainda estão trocados. Os problemas são sempre politizados, isto é, sua solução passa por indivíduos que mal entendem do assunto (daí a quantidade de artistas falando sobre economia) e, pior, se algo não funciona por processos errados, incompetência ou qualquer outro motivo, a solução proposta é, normalmente, mais verba e maiores salários para os profissionais envolvidos. Não é justamente isso que ocorre na interminável guerra às drogas?

    Os únicos lugares onde vi estado funcionando bem são onde este é mínimo, como na Suíça, Emirados Árabes (exceto telecomunicação e petróleo), Cingapura... falando por mim, inclusive não vejo grandes problemas em passar por treinamento militar obrigatório para a defesa da nação. Fosse o estado limitado a questões de segurança somente (e com uma estrutura de incentivos profissional), estaríamos em situação muito melhor.

    Note que constatar isso não significa um problema com autoridade ou de concordar com coisas erradas. A observação do princípio da propriedade privada e o cumprimento de contratos são fundamentais para o pessoal daqui. Defender o fim da guerra às drogas não significa que se considere as drogas boas ou que viciados não sejam considerados um bando de fracassados. Defender que o estado não cuide de educação e saúde não significa ser contra hospitais e escolas para pessoas sem condições financeiras.
  • Emerson Luis  06/07/2018 14:39

    Como diz o açougueiro, vamos por partes.

    Primeiro, a lei que separa imigrantes ilegais de seus filhos foi do esquerdista Clinton, as fotos de crianças em locais que lembram viveiros são do tempo do esquerdista Obama e Trump está tentando revogar essa lei sofrendo oposição dos esquerdistas democratas.

    Segundo, a guerra às drogas é uma das causas da imigração ilegal, mas não é a única. O fim da guerra às drogas poderia talvez diminuir a imigração ilegal, mas esta não acabaria.

    Terceiro, é verdade que a guerra às drogas aumenta os lucros e o poder dos traficantes e de muitos outros envolvidos nos dois lados dessa guerra: existe uma indústria das drogas, mas também existe uma indústria do combate às drogas.

    Interessante observar que as drogas e o narcotráfico só começaram a ser um problema (ou um grande problema) depois que começou a guerra às drogas. Até nos filmes (antigos ou de época) essas temáticas só surgem da década de 70 em diante.

    Porém, o traficante não é criminoso apenas por causa da guerra às drogas (não é "vítima da sociedade"); acabar com a guerra às drogas diminuiria a renda dos hoje traficantes, mas parte deles continuaria senso criminosa por pura sociopatia.

    Quarto, é uma situação complexa e sem solução simples e fácil, tudo tem "poréns".

    De um lado temos esquerdistas querendo liberar as drogas (mas com o Estado continuando a ser o responsável pela saúde total de todas as pessoas e passando a controlar o mercado de drogas) como parte de seu projeto ideológico de reengenharia social;

    Do outro lado temos estatistas que são contra a liberação por que consideram os corpos e mentes das pessoas como propriedade estatal (como todos pagam pela saúde de todos, então todos são obrigados a cuidar de sua saúde conforme um ideal imposto).

    Ou seja, sendo contra ou a favor da liberação imediata e total de todas as drogas, nós podemos estar fazendo o jogo de estatistas.

    Todo mundo tem hábitos que outros consideram inadequados; liberdade genuína inclui a liberdade de "errar", como explicou Hayek: dizer que alguém é "livre para fazer o que quiser desde que outros concordem" não é liberdade. Nem tudo o que é ruim deve ser proibido e nem tudo o que é bom deve ser obrigatório.

    Dizer que a liberação aumentaria o número de viciados é parcialmente inválido. A maioria das pessoas não consome porque não quer, não porque é proibido; apenas uma parcela de não usuários experimentaria se fosse liberado e apenas uma parcela destes se viciaria; de qualquer forma, cada indivíduo deveria ser responsável por suas ações.

    Os verdadeiros liberais defendem a liberdade responsável: cada um deve ser livre para fazer o que quiser para buscar a felicidade e/ou o sucesso, desde que não prejudique outros sem o consentimento deles e que arque com os custos e consequências negativas de suas decisões.

    Já os esquerdistas (incluindo os left-libers) querem liberdade irresponsável: "Eu posso fazer TUDO o que eu quiser, ninguém manda em mim, quem me critica é preconceituoso"; mas na hora de arcar com os resultados de suas decisões, "eu sou vítima da sociedade, vocês TEM que me ajudar" e todos são obrigados a pagar para poupá-lo dessas consequências.

    Por outro lado...

    Na atual conjuntura, apenas um país liberar as drogas enquanto os demais continuam a guerra às drogas não fará com que o crime organizado internacional o use como base industrial e logística? Como prevenir ou remediar isso?

    Como liberar as drogas sem contribuir para a reengenharia social da esquerda? Como mitigar os efeitos de décadas de intervencionismo estatal neste e em outras questões?

    Liberar as drogas com o Estado sendo o responsável pela saúde de todos, com a restrição às armas e outros intervencionismos na economia e na nossa vida pessoal e profissional, para não falar da cultura esquerdista/positivista, não é autossabotagem?

    Não há problemas mais urgentes e que devem ser resolvidos primeiro para então termos condições de resolver o problema das guerras às drogas sem piorar ainda mais a situação?

    Não estou argumentando, apenas questionando.

    A guerra as drogas é cheia de erros. Isso terá que ser corrigido. Mas não tenho opinião formada sobre como e quando exatamente. Porém, é necessário uma mudança cultural.

    * * *

  • Neófito  12/07/2018 14:44
    Eu entendo o argumento, e parto do princípio que nunca usei drogas porque meu pai disse pra eu não usar.

    Existem números que comprovem esta teoria, por exemplo, onde a maconha foi liberada, o número de crimes caiu?
    Como está a Holanda hoje em termos sociais depois de décadas de drogas liberadas?

    Como costumam dizer, todo o problema complexo tem uma solução simples, fácil de se implementar e via de regra errada...
  • L Fernando  13/08/2018 16:30

    La legalización de la marihuana eleva la violencia entre narcotraficantes en Uruguay
    La venta controlada de cannabis ha provocado un aumento de la violencia, sobre todo ligada al narcotráfico

    elpais.com/internacional/2018/08/09/actualidad/1533827324_546108.html

    Nada como a prática para destruir teorias
  • Breno  13/08/2018 16:35
    Da própria reportagem:

    "En este sentido, el experto considera que la regulación está cumpliendo uno de sus cometidos, que era arrebatar el mercado de la marihuana a los narcotraficantes.

    No obstante, el investigador aborda estas conclusiones con prudencia, ya que la legalización ha funcionado parcialmente hasta 2017, cuando se inició la venta en farmacias - actualmente 14 en todo el país - con una producción controlada por el Estado.

    Aproximadamente 35.000 personas [esse número é totalmente irrisório] están registradas para acceder al cannabis en Uruguay a través del autocultivo, los clubes o las farmacias, pero también hay un mercado gris en el cual los usuarios legales a veces regalan o revenden la droga en su entorno."

    Aí eu pergunto: qual teoria foi destruída?
  • G.  21/10/2018 15:57
    g1.globo.com/mundo/noticia/2018/10/20/caravana-de-migrantes-exaustos-e-famintos-milhares-de-hondurenhos-chegam-ao-mexico-rumo-aos-eua-em-busca-de-emprego-e-seguranca.ghtml

    "Em Honduras, temos medo de morrer de fome ou assassinados pelas maras (gangues). Por isso, quando ouvi sobre a caravara de migrantes, decidi deixar tudo (e me juntar a ela)".

    A pobreza e a violência das maras, gangues que atuam em alguns países da América Central, são os dois motivos citados para ter deixado para trás seu país, sua família e tudo o que construíra.

    "Só queremos um trabalho. É só o que pedimos. Somos gente de bem, mas no nosso país não há oportunidades", diz uma mulher que viaja com três filhos e que prefere não ter o nome revelado.

    Ela afirma que em Honduras não encontra trabalho. "Além disso, o pouco que se ganha está sempre em risco de ser tomado pelas maras, isso se elas não te matarem. Já mataram meu irmão."
  • Mila  18/11/2018 15:38
    É necessário que se faça alguma intervenção na questão do tráfico de drogas ilícitas.
    Sinceramente, se é o estado ou não que deve fazer isso, a mim como cidadã, pouco importa, pelo menos no momento. O que gostaria é que a violência, conseqüente disso, diminua drasticamente.
    Considero essencial que se pesquise com seriedade e competência, os países onde ouve descriminalização ou liberação do consumo, produção, comercialização, etc. Quais resultados essas politicas geraram na sociedade, no país como um todo?
    Tenho uma convicção: O ser humano sem limites se destrói. Mas que fique bem claro, é opinião minha.


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