clube   |   doar   |   idiomas
Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes
E isso refuta a principal tese da esquerda

"Como proprietário, estou pensando no longo prazo e adotando uma visão mais global". Essas foram as palavras de Eric Mason, proprietário de uma franquia da rede de fast-food Chick-fil-A, em Sacramento, Califórnia.

Mason estava falando sobre seus empregados e suas vendas. Ele acredita que restaurantes bem-sucedidos são uma consequência de funcionários bem pagos e satisfeitos. Foi por isso que ele anunciou que estava concedendo aumentos para seus empregados, elevando os salários de US$ 12-13/hora para U$ 17-18 por hora. (Equivalente a quase R$ 10.800 por mês).

O fato de Mason estar elevando o salário de seus empregados para um valor muito acima do salário mínimo estipulado pelo governo da Califórnia (que é de US$ 11 por hora) é um lembrete de como os comentaristas de esquerda são desinformados quando falam emotivamente sobre "exploração" e "salários estagnados". Eles podiam aprender muito com este fato. O empreendedor Mason enxerga com clareza algo que eles não veem: trabalhadores mal pagos são incrivelmente caros.

E eles são caros porque não são muito produtivos. Como diz corretamente o ditado, você recebe aquilo pelo que você paga. Trabalhadores mal pagos não precisam fazer um bom serviço simplesmente porque eles não estão sendo compensados por isso. Empreendedores que desejam que seus negócios prosperem precisam de empregados que se sintam bem recompensados. Mason demonstra saber disso.

Entrevistado pelo jornal The Washington Post sobre sua decisão de aumentar os salários de seus empregados, Mason disse: "O que esse salário (muito acima do salário mínimo) faz pelo empreendimento é fornecer consistência e manter pessoas que possuam relacionamentos com nossos clientes; e irá construir uma cultura de longo prazo".

"Cultura de longo prazo" é a questão crucial aqui. O ponto de Mason é que a rotatividade de empregados é algo bastante custoso. E gerador de ineficiências e perdas. Treinar empregados que logo irão sair da empresa não apenas é um desperdício de tempo, como também é péssimo para os negócios.

Clientes frequentam e privilegiam determinados restaurantes por vários motivos. Consistência em termos de qualidade da comida e dos serviços, assim como uma atmosfera agradável e receptiva claramente são fatores determinantes. E cada uma destas qualidades tem mais chances de ser encontradas em restaurantes que retêm seus empregados no longo prazo.

Tudo isso demonstra claramente como pode sair caro para um empreendedor remunerar mal seus melhores empregados. Fazer isso significa afugentar empregados capazes de memorizar com maestria o menu, de criar uma "cultura de longo prazo", e que irão conhecer vários clientes pelo nome e pelo pedido.

Essa constatação de Mason é tão antiga quanto o fenômeno dos lucros. Henry Ford já havia entendido, há muito tempo, o que Mason demonstra entender agora. Empregados mal pagos são um fardo para os negócios. Ford duplicou o salário básico de seus empregados em 1914. A lenda é que ele fez isso para possibilitar a seus funcionários comprarem Fords. Falso. A verdade é que ele aumentou o salário de seus empregados para diminuir a rotatividade deles. Em 1913, a rotatividade de empregados na economia americana era de incríveis 370%. Isso limitava a capacidade de Ford de obter lucros. Falando claramente, salários baixos estavam custando muito caro a Ford e à sua empresa. Assim, ao aumentar os salários e diminuir a rotatividade, Ford reduziu seus custos trabalhistas, pois não mais tinha de treinar novos empregados.

Tudo isso mostra como é insensata a popular crença da esquerda de que empresas só prosperam quando pagam o mínimo possível para seus empregados. Por uma questão de lógica básica, é impossível fornecer produtos e serviços de qualidade quando sua mão-de-obra produtiva é mal remunerada e está insatisfeita. E sem produtos e serviços de qualidade, nenhuma empresa prospera em um mercado competitivo.

É de se perguntar: aqueles que acreditam que empresas crescem por meio da exploração de empregados realmente acreditam que as visões de Mason e Ford sobre salários representam uma minoria? Empresas bem gerenciadas, de todos os tipos e tamanhos, sabem muito bem que empreendimentos só prosperam quando seus empregados aparecem todos os dias para trabalhar, e motivados e inspirados. Empreendedores e CEOs de sucesso sabem que a parcimônia nos salários não é o caminho para os lucros.

Acima de tudo, todo empreendedor sabe que empreendimentos lucrativos são aqueles que pagam bem a seus empregados. Funcionário bom e produtivo tem de ser mantido a todo custo. E quando o funcionário é bom, seu alto salário é pago com gosto.

Quando a General Electric se tornou uma blue chip na bolsa americana na década de 1990, seu apelido era "Generous Electric", tão generosos eram os salários e bônus pagos a seus empregados. À mesma época, dizia-se algo semelhante sobre a Time Warner: a anedota era que a empresa retinha seus funcionários por meio de "algemas de ouro". Tão temeroso ele estava de perder seu capital humano para as startups do Vale do Silício, que o Goldman Sachs começou a distribuir generosos bônus para seus empregados durante o boom da internet no final da década de 1990.

Atualmente, os leitores podem simplesmente olhar para a Amazon. É uma das cinco empresas mais valiosas do mundo. Não surpreendentemente, os salários pagos pela Amazon são bastante impressionantes. E qualquer um que duvide disso deve apenas observar a acirrada concorrência que está havendo entre as cidades americanas para ver qual será agraciada com a segunda sede da gigante (a original está em Seattle).

Achou os exemplos acima muito corporativos? Acha que eles envolvem apenas assalariados com formação acadêmica? Quer exemplos de empresas menores fazendo o mesmo? Pois não. Considere o setor de encanamentos. Em uma matéria que saiu na primeira página do The Wall Street Journal, em maio, foi noticiado que uma pequena empresa no Colorado, chamada Neuworks Machanical, está oferecendo a seus encanadores "barris de Chope no local de serviço", máquinas de espresso com grãos torrados, churrasqueira e, já em construção, um estúdio de ioga. Outra empresa de encanamento, agora em St. Louis, oferece fliperamas modernos e uma "sala de descanso", ao passo que outra empresa pequena e obscura, descoberta pelo Journal, oferece a seus empregados massagens e tratamentos de spa.

Quem atrapalha tudo?

Mas, se oferecer salários altos é o segredo, por que então há tantos casos de salários baixos e mão-de-obra mal remunerada ao redor do mundo?

Há vários motivos, mas eis os três principais:

1) O primeiro motivo é fácil, mas creio ser o mais raro de todos: empreendedores sem visão. Pessoas assim existem em todas as partes, mas não têm como ser majoritárias, simplesmente porque pessoas assim não duram muito tempo no mercado.

O que nos leva para o segundo motivo.

2) Baixa acumulação de capital.

Somente um fenômeno é capaz de aumentar os salários de todos os diferentes tipos de trabalho e, por conseguinte, o padrão de vida das pessoas: a acumulação de capital.

Quanto maior a quantidade de bens de capital utilizados por um trabalhador, maior será sua produtividade.

Um operário americano chega a ganhar até cem vezes mais que um indiano não porque ele é mais trabalhador ou mesmo mais capacitado. A explicação é muito mais simples: o americano utiliza cem vezes mais capital investido pelo mercado (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios de transporte etc.) que seu colega indiano.

O capital investido é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais para todos. Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação e do uso do capital.

Consequentemente, aqueles sistemas econômicos que mais favorecem a poupança (é a poupança o que permite os investimentos que criam bens de capital) e a acumulação de capital são os mais benéficos para os trabalhadores, inclusive os pouco instruídos.

Mesmo pessoas pouco instruídas podem se tornar muito mais produtivas — e, logo, terem aumentos salariais — caso sejam dotadas dos bens de capital adequados.

3) O terceiro motivo é direto: regulações trabalhistas e encargos tributários sobre a folha de pagamento.

Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta. 

Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador. 

Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário. 

Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado], o trabalhador fica sem opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.

Conclusão

Tudo o que foi descrito acima mostra a dimensão do mito de que os salários estão estagnados nos EUA. Se isso fosse verdade, será que as empresas estariam pagando tanto e oferecendo tantas benesses com o intuito de conquistar e manter empregados? É verdade que há vários empreendedores e CEOs que são espertos o bastante para saber que uma força de trabalho satisfeita significa consumidores satisfeitos, mas essa atual disputa por trabalhadores é resultado da busca por talentos entre as empresas. E isso é o oposto de estagnação salarial.

Salários estagnados pressupõem ausência de crescimento econômico e uma escassez de empresas de sucesso. Nada disso se observa nos EUA, que são sede das principais e mais valiosas empresas do mundo. Em uma economia dependente de pessoas, é apenas natural que as pessoas que integram as empresas americanas estejam sendo pagas cada vez mais, e ganhando benefícios cada vez mais criativos. Tão impressionantes são os benefícios pagos nos EUA, que até mesmo redes de fast food têm de dar aumentos salariais para concorrer no mercado de trabalho.

Portanto, ao passo que vários comentaristas de esquerda genuinamente desejam o melhor para os trabalhadores, muitos ainda acreditam na falsa ilusão de que empresas prosperam quando minimizam os salários de seus empregados. Impossibilidade lógica. Elas não podem se dar a esse luxo. Elas têm de batalhar por empregados e se esforçar para pagar o máximo possível, pois, caso não consigam obter e manter os melhores empregados, estarão no caminho certo para a irrelevância.

___________________________________________________

Leia também:

A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos

Como o capitalismo e a globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos

 

47 votos


  • Anonimo  11/06/2018 16:29
    Grande texto. Eu conheci um cara que pensava assim,que tinha que pagar bem,porem,hoje esse texto so confirmou que eu estava totalmente errado. Tive empresa e quis economizar com funcionario e seguir tudo certinho,isso me ajudou a falir e ir para a ruina.
  • Carlos Alberto  11/06/2018 16:43
    Eis uma coisa que eu nunca entendi: se é tão fácil enriquecer abrindo uma empresa e "explorando" seus empregados (como a esquerda jura que 11 entre 10 capitalistas fazem) então por que esses esquerdistas não estão milionários abrindo empresas e explorando? Será que eles odeiam dinheiro? Conhecendo a esquerda e seu dinheirismo, tenho certeza de que não é por esse motivo.

    A verdade é que quem critica salários nunca não só não empreendeu como também nunca nem sequer empregou ninguém.
  • anônimo  11/06/2018 16:48
    Tenho um primo que diz que qualquer pessoa que tenha uma empregada doméstica no Brasil está comentendo exploração.

    Perguntei para ele se então era melhor não haver doméstica nenhuma, com todas ficando desempregadas e sem renda. Ele engasgou e disse que "o ideal seria ter domésticas bem remuneradas".

    Aí então perguntei para ele quanto ele pagava para a doméstica dele. Ele disse que não tinha. Perguntei então se ele não se sentia mal ao saber que não estava gerando renda para uma pessoa necessitada, ao mesmo tempo em que criticava as pessoas que empregavam e davam renda para domésticas.

    Ele cortou relação comigo.

    Lembrei desse caso ao ver você dizendo que gente que critica salários nunca criou emprego e renda para ninguém. É verdade.
  • lauro  11/06/2018 17:11
    Esse pessoal humanista (todos eles pertencentes à elite econômica) prefere que os pobres e inexperientes fiquem desempregados do que trabalharem voluntariamente a salários que essa elite considera "baixo". Para eles, que nunca trabalharam pesado na vida, fazer um serviço que exige algum vigor físico é uma atividade degradante e humilhante.

    E o pior é que tal tipo de pensamento é disseminado a rodo nas escolas e universidades.
  • Imitador  11/06/2018 17:13
    A mentalidade esquerdista enxerga o trabalho não como algo honroso, não como uma maneira honesta de subir na vida, mas sim como algo degradante e humilhante, um rebaixamento do indivíduo, algo que deve ser evitado por qualquer pessoa de bom senso. Não é de se estranhar que ela tenha criado uma ideologia imoral que defende a expropriação da propriedade alheia, pois o certo mesmo é viver exclusivamente dos frutos dos esforços dos outros.

    Um menino que ganha a vida como engraxate e uma semi-analfabeta que se sustenta fazendo trabalho de diarista têm muito mais personalidade e moral do que todos os pretensos humanistas de esquerda combinados.
  • Cristiane de Lira Silva  11/06/2018 22:18
    "Mentalidade esquerdista"? De onde você tirou esse termo? Qual a definição operacional? Existe em qual artigo científico?
    Brincadeirinha. Os esquerdistas não acham o trabalho degradante em si. A menos que ocorram abusos como casos de trabalho que não querem nem mesmo a folga semanal (folga nenhuma, trabalhar enquanto aguentar, sem folga)ou com carga horária muito longa e salários baixíssimos. Os trabalhadores precisam se submeter a isso por não ter opção, mas não gostam disso.
  • thiago  12/06/2018 12:54
    Por isso a importância de se acumular capital, da parte do próprio trabalhador: capital de conhecimento para melhorar a sua utilidade no trabalho e em potenciais novas empreitadas. Capital que pode começar a ser acumulado desde cedo, com uma boa educação. Agora o trabalhador, quanto menos qualificado, mais propício fica a situações ruins para ele e de dependência.
  • thiago  12/06/2018 13:18
    A mão de obra escrava ilustra o extremo da exploração sobre a mão de obra. O fim da escravidão não seria apenas um passo "humanista", mas antes uma constatação de que a mão de obra livre e assalariada é muito mais produtiva. Imagine que façam de você um escravo e te mandem carregar e servir, etc: com que disposição você faria essas tarefas?

    Tem um SubWay perto de casa de que vive às moscas de tão ruim que é o serviço, um serviço que deveria ser simples e padronizado. Estão ganhando mal? Então porque estão lá em primeiro lugar? A consequência é que a loja terá que fechar as portas em breve, e os empregados emburrados, que poderiam estar ganhando mais caso o serviço estivesse prosperando, irão ficar sem emprego.

    Uma coisa que me fascina na cultura americana é a gorjeta, ela ajuda a estimular o bom serviço.
  • Pobre Paulista  11/06/2018 19:25
    E tem mais.

    Suponha um médico que pague R$15/h para seu empregado doméstico. Esse mesmo médico ganha, por exemplo, R$60/h no seu consultório.

    Parece uma "exploração" na visão de um esquerdista, certo?

    Só que é economicamente mais vantajoso que o Médico não faça as tarefas domésticas e coloque um empregado no lugar. A vantagem é para todo mundo: Para o empregado, que ganha R$15/h, para o médico, que faz R$45/h e para os pacientes do médico, que pagam voluntariamente R$60/h pelos serviços médicos.

    Agora, sem o empregado: este estaria desempregado, o médico estaria deixando de ganhar R$45/h enquanto faz o trabalho de casa, e todos os seus pacientes estarão sem médico para atendê-los. Ruim para todos.

    Não faz sentido chamar isso de "exploração".
  • Skeptic  12/06/2018 01:03
    Porque eles têm coração, ética... tá, pode rir...
  • Leigo  12/06/2018 14:53
    "'Mentalidade esquerdista'? De onde você tirou esse termo? Qual a definição operacional? Existe em qual artigo científico?
    Brincadeirinha. Os esquerdistas não acham o trabalho degradante em si. A menos que ocorram abusos como casos de trabalho que não querem nem mesmo a folga semanal (folga nenhuma, trabalhar enquanto aguentar, sem folga)ou com carga horária muito longa e salários baixíssimos. Os trabalhadores precisam se submeter a isso por não ter opção, mas não gostam disso."

    Os capitalistas dão opção, os governantes tiram. Só o que gera renda é produção, não há produção? Não há renda. É fácil produzir nos EUA, pois eles têm muito material pra produzir. Em um país como o Brasil com impostos altos para importar materiais de produção, não é fácil, onde a propriedade privada não é respeitada, poucos capitalistas tentam produzir, além que a concorrência é baixa.

    É óbvio que aqui os trabalhadores não terão opção e se submeterão a isso, e o que os esquerdistas pensam? Vamos dar direitos a eles, nem em outra dimensão isso funcionará, se o que gera renda é produção, o que gera folgas também é produção. O direito a folga na legislação trabalhista apenas cria mais reserva de mercado, aqueles que produzem pouco, não conseguirão bons empregos e entrarão pra informalidade. Por sua vez, em países que não sufocam o trabalhador e empregadores com legislações trabalhistas, altos impostos, a folga vem naturalmente.

    Vamos supor que A trabalha em uma fazenda, A precisa plantar e colher para se alimentar, A gasta 7 horas por dia fazendo isso, sua renda é o alimento (de que vai adiantar criar uma lei para A ganhar folga?). Porém, A compra consegue comprar materiais de produção vendendo parte do que planta e colhe para seus vizinhos. Materiais de produção seriam meio para facilitar o planteio e a colheita de sua fazenda. A não precisou de lei nenhuma, até porque não funcionaria uma lei para ele ter folga, mas agora que ele tem meios para planteio e colheita mais eficientes, A terá mais folga que antes. E isso vale desde esse simples exemplo, até algo mais complexo.

    Não é à toa que hoje em dia muitos tem máquina de lavar, fogão, vaso sanitário, carro, celulares. É apenas um reflexo de como o capitalismo é prospero e os governos estatistas estão atrapalhando com a prosperidade do mundo. A "mentalidade esquerdista" não entende o capitalismo em seu sentido mais benéfico, o capitalismo de livre mercado e livre concorrência. Confunde o capitalismo existente em países altamente regulados e acaba por menosprezar todo tipo de capitalismo.
  • Felipe Lange  12/06/2018 21:16
    Pois é Carlos, mas aí eles inventam outra coisa... eles falam que a sua empresa para fazer sucesso tem que seguir "o capital". Que capital? Boa pergunta.
  • Kira  15/06/2018 00:51
    Em economias livres como EUA e Noruega os trabalhadores escolhem a folga quando querem, isto porque o salário mínimo é definido pelo mercado, e é calculado por hora trabalhada durante o mês. Isto significa que se o indivíduo trabalhar "x" horas, vai ganhar o proporcional a soma daquelas "x" horas trabalhadas. Se o mesmo indivíduo escolhe muitas folgas, vai ganhar menos que se escolhesse menos folgas. Além de não ter regulações com a clt, o que permite que trabalhadores temporários consigam assumir cargo de quem decide quando tirar férias, o que facilita inclusive para pessoas que precisam ganhar alguma experiência antes de assumir um emprego efetivo.
  • Heberth  11/06/2018 16:50
    Excelente artigo!

    A burocracia política brasileira corrompe a livre concorrência e, consequentemente, a vida dos empresários e dos trabalhadores. A Novo Nordisk, empresa dinamarquesa, chegou ao Brasil oferecendo grandes salários à época. A posteriori, após reconhecer que "brasileiro é acostumado com baixos salários", reduziu drasticamente a remuneração de seus empregados. Em síntese, o problema do empreendedorismo e da economia brasileira é que há uma "pedra no meio do caminho" = BUROCRACIA ESTATAL.
  • Eduardo  11/06/2018 16:54
    Tem também muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.

    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.

    Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão, da terceirização, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
  • Microempresário bem sucedido  11/06/2018 18:49
    Eu passei boa parte de minha vida procurando aqueles que valem mais do que recebem. Quando acho, pago com gosto. Meus empregados que têm os maiores salários sempre representaram as maiores barganhas de minha folha de pagamento. São os que me dão mais retorno.

    Aqueles que vivem reclamando sobre baixos salários são exatamente aqueles que não valem nem o pouco que recebem. Empregado bom que está subremunerado rapidinho encontra outro empregador que paga o que ele vale.

    Qualquer um que acredite que recebe pouco deve abandonar o emprego e ir testar sua real aptidão no mercado.
  • Mico empreendedor  11/06/2018 20:27
    Mais ou menos né... temos um funcionário bom que está conosco há anos mas se ele der ultimato para subir 20% o salário dele, ele vai pra rua, pq é inviável pelas margens! Pior ainda se considerar isso em vias oficiais e não um "bonus por fora".
  • Bruno  13/06/2018 10:51
    Pois é, eu ainda sou empregado, e eu jamais faria isso, assim com essas palavras, "dar um ultimato". Em primeiro lugar, eu só penso em sair recebendo uma proposta melhor fora. Neste caso, informaria numa boa para o meu atual empregador que eu recebi uma proposta melhor. Se ele quiser e puder cobrir eu fico, caso contrário eu vou. Nada pessoal, apenas negócios.
  • Felipe Lange  11/06/2018 17:20
    A ideia central do texto então não tem nada a ver com as fabricantes automotivas americanas, que pagavam maiores salários e davam mais benesses aos trabalhadores (por causa de sindicatos), e acabaram perdendo fatia para as fabricantes japonesas, mais eficientes?
  • Francisco  11/06/2018 17:47
    Exato. Essas benesses eram artificialmente impostas por sindicatos poderosos (o United Auto Workers deve ser o sindicato mais poderoso dos EUA) e estavam totalmente descorrelacionados com a produtividade e com a qualidade da mão de obra.

    Ou seja, os caras recebiam bem não porque eram produtivos ou faziam produtos de qualidade, mas sim porque os sindicatos mandavam.

    Mas os americanos perderam espaço no setor automotivo também por outros fatores além de sindicatos agressivos que exigiam privilégios crescentes: aumento das regulamentações governamentais, carga tributária crescente, plantas e equipamentos envelhecidos, a cultura do bigger is better (que gerava desperdício e não estimulava a conservação e a disciplina), e um descaso para com a qualidade e o design de seus produtos — que foi exatamente onde os japoneses fizeram a festa.

    Apenas agora é que eles estão conseguindo retomar alguma fatia de mercado.
  • AGB  11/06/2018 21:02
    Perguntem o que aconteceu com a indústria automotiva da Grã-Bretanha, onde os sindicatos mandavam e desmandavam. E não esqueçam das empresas ferroviárias e de navegação brasileiras cujos sindicalistas deitavam e rolavam. É favor não insistirem na balela que foi o Juscelino mancomunado com as fábricas de automóveis que inviabilizou essas transportadoras. Aliás, o Mises está nos devendo um artigo expondo a situação econômica das ferrovias no mundo inteiro e quem é que paga para elas existirem.
  • Pobre Paulista  13/06/2018 12:18
    Artigo para complementar a resposta: Detroit, a cidade quebrada
  • Ciro  11/06/2018 17:35
    Como eu me divirto com a ignorância de gente que realmente acha que basta o salário mínimo ser alto que todos irão melhorar de vida. E pra piorar geralmente citam países ricos como argumento para aumentar o salário mínimo. Um clássico caso de não saber o que é causa e consequência.
  • Concursado  12/06/2018 16:24
    Não se esqueça da carga tributária de 50% do PIB. Esse é o segredo da prosperidade.
  • Sarney  23/06/2018 22:36
    Eu sinceramente ainda não sei como não teve nenhum candidato que não propôs um salário mínimo de 10.000 reais. Dado a nossa histórica ignorância econômica baseada no desenvolvimentismo.

    E é interessante notar que esses tipos de políticas intervencionistas estrepam justamente os mais pobres. Os ricos mesmo, quando a coisa aperta, ou vão embora ou encontram saídas legais.
  • Gustavo Arthuzo  11/06/2018 17:47
    A insegurança jurídica é muito grande nas relações trabalhistas no Brasil; além do custo muito alto para empregar alguém, as leis são péssimas e a justiça do trabalho pior ainda.

    Apenas para exemplificar, se um empregador der um bônus a um funcionário, correrá o risco do juiz decidir que isso integra o salário e obrigar o pagamento correspondente aos anos que seguirem. Ou então, se conceder um aumento a um empregado que considera (subjetivamente) bom; o colega deste empregado poderá processar o empregador na JT para conseguir equiparação salarial.

    São diversas aberrações criadas pelo órgão mais marxista do Brasil, que trata o empregado como um incapaz e o empregador como um explorador/escravagista.

    A reforma trabalhista fez algumas mudanças pontuais, nada que altere muito a realidade das relações de trabalho, mas certas coisas positivas, como o fim da contribuição sindical obrigatória; porém, há um grande movimento composto por juristas, juízes, procuradores, fiscais e advogados da área trabalhista (e fora dela também) que simplesmente não querem cumprir certos pontos da reforma, o que leva a mais insegurança e discussão nos tribunais (inclusive o STF está para decidir a obrigatoriedade, ou não, da contribuição sindical), com juízes, desembargadores e ministros do trabalho legislando através de súmulas e jurisprudências.
  • Ygor  24/06/2018 17:14
    As reforminhas trabalhistas que Temer fez não alteraram praticamente nada. Mesmo assim fizeram aquele alvoroço todo.
    E ainda tem gente achando que há alguma esperança de reformas liberais nesse país.
  • Andre  25/06/2018 00:35
    Até haverá algumas reformas liberais no Brasil, por mera questão de sobrevivência do sistema político, e mesmo que haja algumas mais profundas não importa, o problema demográfico está logo ali na esquina e o Brasil será um país pobre e velho.
  • anônimo  25/06/2018 02:01
    As reformas tardias só servirão para manchar ainda mais a imagem do liberalismo.

    Uma parte da imprensa já fez um malabarismo narrativo impressionante com fatos que todos estavam vendo, imagine o que farão em reformas que dificilmente gerarão algum fruto sólido e visível.
  • Denis  11/06/2018 17:50
    Quem dera se algo tão simples fosse amplamente entendido pelo povo. Por aqui ainda estamos na crença de que os salários só são baixos por causa da maldade do empresário, e que todos os salários poderiam aumentar magicamente caso o governo assim impusesse. Nenhuma palavra sobre como a carga tributária e os encargos sociais e trabalhistas afetam exatamente a capacidade de empresas e pessoas pagarem salários maiores. O povo acha que impostos altos, estado de bem-estar, funcionalismo público com salários nababescos e economia burocratizada não têm nenhum efeito sobre os salários baixos do setor privado.

    São os enormes os danos que a sociedade causa a si mesma por desconhecer as leis mais básicas da economia.
  • Curioso  11/06/2018 18:45
    Eu tenho uma dúvida...


    Eu já vi alguns economistas dizendo que o problema do Brasil é a produtividade e isso influencia na renda baixa.

    Mas se a gente não consegue ser tão produtivo, seria então possível reduzir o custo de vida ?

    Fazer a moeda render mais na mão do pobre. É possível isso ?

    Quais medidas deveriam ser tomadas pra fazer com que por exemplo, a Dona Maria que ganha um salário mínimo conseguisse comprar mais coisas com o mesmo salário mínimo que ela sempre recebeu ? Como fazer um "barateamento" em massa da região ? É possível isso ?

    Ao invés de todo ano reajustar e ter que aumentar o salário mínimo de Dona Maria.


    Qual o segredo de certos países que não são tão ricos nem tem um PIB tão alto mas que tem um CUSTO DE VIDA baixo ?
    Como fazer isso ?

  • Eliseu  11/06/2018 18:53
    "Quais medidas deveriam ser tomadas pra fazer com que por exemplo, a Dona Maria que ganha um salário mínimo conseguisse comprar mais coisas com o mesmo salário mínimo que ela sempre recebeu ? Como fazer um "barateamento" em massa da região ? É possível isso ?"

    Sim, é totalmente possível.

    1) Zerar tarifas de importação.

    2) Adotar uma moeda forte, cujo câmbio não se desvalorize.

    3) Abolir agências reguladoras e reservas de mercado, que criam cartéis e mantêm preços artificialmente altos.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2763
  • Guilherme  11/06/2018 19:31
    Mesmo com toda liberalização possível a queda do custo de vida no Brasil seria apenas parcial, há muitos fatores culturais envolvidos que impediriam uma queda contundente e nada tem a ver com a caótica estrutura tributária, cito:

    -Bostileiros tem imenso preconceito com os trabalhos manuais e serviços em geral.Não há impedimento estatal nenhum ou pouquíssimos para informalmente ser pedreiro, faxineiro, encanador, eletricista, montador de móveis, mecânico de carros e consertar celulares, mas poucos se profissionalizam nestas áreas porque são extremamente estigmatizados por seus trabalhos humildes pela classe média idiotizada pelo glamour do trabalho no ar condicionado, 14 milhões de desempregados oficiais e achar pedreiro decente só com 30 dias de espera.

    -Falta de ambição, uma variação de nosso intenso colapso moral, ter dinheiro e/ou ser bem sucedido no Bostil é motivo de suspeita, até quando se abre uma pizzaria informal nos fundos de casa que faz as vendas pelo watsapp ou administrar Instagram de lojas de roupas, ao decidir usar os frutos do trabalho comprando um carro novo ou uma viagem à Europa a sociedade anti ambição irá classificar o empreendedor de malandro e explorador, matando no berço vários pequenos negócios.

    -Elitização de certos serviços, a sociedade bostileira das maiores cidades decidiu que certos serviços serão caros e exclusivos, muito por culpa dos pobres que aceitam sua condição desfavorável, restaurante bonito, salão de beleza todo envidraçado, loja de cosméticos importados e loja chique só entra bem vestido, mesmo que venda roupas de R$50 e esteja sofrendo para conseguir clientes no groupon, entre com roupas casuais demais para ver os olhares de desprezos de seus empregados que se julgam superiores e um vendedor grudado no seu pescoço. Se der sorte o dono do negócio estará lá e sempre atendem muito bem.

    Por isso que mesmo os brasileiros com boa condição econômica vão a países que não são nenhum exemplo de liberdade econômica como Argentina, Colômbia, Portugal e Itália e relatam como é fácil e barato comer num restaurante de qualidade, como fazer compras é prazeroso e para os que nestes residem como contratar serviços diversos é menos complicado e demorado.
  • Ninguem Apenas  11/06/2018 20:50
    Mesmo com toda liberalização possível a queda do custo de vida no Brasil seria apenas parcial

    Não há razões concretas para se acreditar nisso, quando um setor está sujeito a concorrência interna e externa, a moeda é extremamente forte (e as expectativas inflacionárias inexistentes) e não existem regulamentações e nem tarifas de importação, além de impostos distorcendo a cadeia de produção não é nem um pouco racional dizer que a queda seria "apenas parcial".

    imenso preconceito com os trabalhos manuais e serviços em geral.

    Eu não sei onde você observou isso, mas dizer que não existem pessoas interessadas nesses serviços você está forçando a barra, não?

    isso é em grande parte observado em períodos de BOOM, pois a distorção da estrutura de produção faz com que os empregos de alta complexidade se tornem mais demandados, daí grande parte da população vai trabalhar em indústrias, setor de construção e outros cujos salários estão artificialmente altos.

    Nesse cenário (experiência própria), encontrar pessoas que querem prestar serviços de pedreiro é extremamente difícil, pois eles só aceitam estes trabalhos mais informais se forem bem remunerados.

    Em momentos de crise, a história muda totalmente, a crise faz com que a economia se volte aos bens de consumo na ultima etapa da cadeia de produção e os setores de alta complexidade vivenciam uma enorme queda. Nesse novo cenário, qualquer um desempregado do setor de construção vai querer encontrar um trabalho por mais informal que seja pra poder auferir renda.

    Falta de ambição

    Isso com certeza é falso, se ninguém tivesse ambição, entrar em concurso público (os salários mais altos do país) era extremamente fácil e você mal encontraria concorrência. O fato da fila pra concursos ser absurdamente alta, já refuta completamente sua afirmação, até mesmo pessoas estabilizadas em empregos privados também prestam concurso.

    O problema com certeza não é falta de ambição.

    a sociedade bostileira das maiores cidades decidiu que certos serviços serão caros e exclusivos

    A "sociedade" (esta entidade amorfa) não decide nada, inclusive esses mesmos exemplos que você destacou só são caros por regulação e controle estatal, em países civilizados esses itens (roupas, perfumes e etc) são muito mais baratos que no Brasil e com importação a tarifa 0, só vai pagar caro quem realmente quiser.

    A grande população pode ter certeza que vai querer pagar barato, ninguém com neurônios gosta de pagar acima do necessário em um produto. Existem exceções (como ricos por causa do atual arranjo que provavelmente vão querer "manter a aparência de superioridade") mas são minorias, pode ter certeza.

    países que não são nenhum exemplo de liberdade econômica como Argentina, Colômbia, Portugal e Itália

    Isso é sério? para você Brasil é mais livre economicamente que esses que você citou?

    Realmente a Argentina tem o problema atual (pós 2002) de alta inflação, mas fora isso, todos os que você citou são mais ricos, mais livres e disciplinados economicamente que o Brasil.


    De resto, seu argumento foi só mais do mesmo, uma reclamação sem fundamentos.
  • Vinicius  11/06/2018 22:21
    Brasileiro gosta de pagar caro nas coisas, é status, gosta de se sentir mais que os outros,qual a novidade?
    Estou pra fazer um curso de alemão pelo instituto Goethe, R$2.500 por módulo, por azar na minha vida aprendi inglês e espanhol e comecei a pesquisar este curso em outros países, no Peru este mesmo curso no mesmo instituto custa R$520 módulo, Argentina e Chile custam pouco acima da metade do Brasil.
    Mas cai em depressão mesmo quando cotei na europa, em Portugal e Espanha custa 70% do valor BR, na Alemanha é o mesmo que no BR, na época com eu a 4,2.
    Ao confessar meus planos de estudar alemão meu chefe foi categórico: "é caro, não é pra qualquer um"
    Ser brasileiro no Brasil é um castigo diário.
  • Demolidor  12/06/2018 01:23
    Brasileiro gosta de pagar caro nas coisas, é status, gosta de se sentir mais que os outros,qual a novidade?
    Estou pra fazer um curso de alemão pelo instituto Goethe, R$2.500 por módulo, por azar na minha vida aprendi inglês e espanhol e comecei a pesquisar este curso em outros países, no Peru este mesmo curso no mesmo instituto custa R$520 módulo, Argentina e Chile custam pouco acima da metade do Brasil.


    Warum willst du Deutsch lernen? Für reisen oder leben in einem Deutsch sprechenden Land?

    Bom, não vejo muitos brasileiros fazendo curso de alemão, então pagar caro nas coisas, para status, certamente não é o motivo. E, como você mesmo disse, o custo do curso do Goethe na Europa não é muito diferente do praticado no Brasil.

    Existem alternativas mais baratas, como um bom professor particular nativo aliado a uma temporada passada em país de língua alemã para aprender pela imersão. Não precisa ser o Goethe. E, na boa, alemão é uma língua que dificilmente você vai usar em ambiente profissional, a menos que você viva em país de língua alemã ou trabalhe para uma empresa oriunda daquele país (e mesmo empresas de atuação global, como Siemens, VW, SAP e outras adotam inglês como sua língua oficial):

    global.handelsblatt.com/companies/how-german-companies-adopted-english-as-their-lingua-franca-857376
  • Altair  12/06/2018 17:56
    Aprenda alemão, é o segredo mais bem guardado das elites, não querem que você consiga melhorar de condição, qual a graça de ser da elite se não há classe média endividada e implorando por seus empregos para tripudiar?
    Aprenda, viva e trabalhe alguns anos na Alemanha, os vistos para quem domina o idioma e têm profissão são super fáceis de conseguir, aquele país está morrendo de velho e precisa urgente de imigrantes decentes para trabalhar.
    Quando e se voltar ao Brasil será sob condições bastante melhores.
  • Roberto  13/06/2018 12:58
    Procure sempre alternativas. Meu filho está estudando alemão, em Petrópolis, RJ. Custa somente R$ 140,00 por mês. O detalhe que o professor é americano, e as aulas são dadas em inglês... Ou seja, existem empreendedores que enxergaram esse nicho e estão oferecendo um excelente serviço.
    Um detalhe é que o professor, em caso de vacância na turma seguinte - pessoas que pagam e não assistem as aulas - extende o horário, permitindo que meu filho aprenda mais e mais.
    Obviamente esse professor nem precisa investir em divulgação do seu trabalho.
  • Tarantino  12/06/2018 01:53
    É isso mesmo. Ainda mais com a proliferação de fábricas de diplomas, mais conhecidas como Faculdades, nas quais a preocupação maior é despachar o aluno com um diploma no fim do curso, no futuro só existirão chefes. Colocar a mão na massa? EU TENHO DIPROMA!
    Enquanto isso, a peãozada vai se aperfeiçoando nos trabalhos sujos e rudes, e ganha mais do que os "gerentes", que deixam de almoçar para bancar a prestação do seu carro 1.0 financiado em 72 X.
    Isso acontece há anos nos EUA, e ganha cada vez mais força por aqui. Lá, um eletricista cobra US$50,00 para trocar uma tomada da parede. Um mecânico cobra US$90,00 de mão de obra para trocar uma pastilha de freio em menos de 20 minutos.
  • Marketeiro  12/06/2018 11:22
    Brasileiro é otário demais, os custos serem altos é culpa do governo gastador que ferra a economia e da baixa produtividade em geral da própria população que ao invés de ir estudar coisas realmente úteis para auferir uma renda melhor vão ficar hipnotizados com futebol. Mas os preços altos é culpa da disposição da própria população com capacidade de consumir pagar mais e dos mais pobres aceitarem bovinamente que produtos banais em qualquer país normal sejam inacessíveis aqui.


    spotniks.com/15-precos-que-mostram-como-o-brasileiro-e-o-povo-mais-rico-ou-o-mais-otario-do-mundo/

    Preço é subjetivo, por qual motivo o fabricante venderá a preço baixo se seu mercado está disposto a desembolsar mais por isso? Já salvei muito encalhe de loja de roupa vendendo-as mais caro na internet com fotos editadas com paisagens badaladas ao fundo.
  • Nome1  12/06/2018 15:45
    Um brasileiro precisa de 2 horas e 47 minutos pra comprar um desodorante enquanto que um britânico precisa de apenas 8 minutos de trabalho pra conseguir o mesmo desodorante.

    www.hypeness.com.br/2018/02/ela-decidiu-comparar-os-precos-dos-mesmos-produtos-no-reino-unido-e-no-brasil-e-o-resultado-e-chocante/


    Por que esse fenômeno ? É culpa do brasileiro que aceita isso ? Acredito que não.

    É o nosso dinheiro que não vale nada mesmo(risos).






  • Marketeiro  12/06/2018 17:19
    É só deixar o tal desodorante de 15 reais enferrujando na prateleira, e comprar um Herbíssimo, é muito mais eficaz e barato, custa 3 reais, Adivinhe qual vende mais?

    www.achegue-se.com/2016/01/comprei-e-gostei-8-desodorante.html

  • Marketeiro  12/06/2018 17:33
    Aliás, eis os preços do tal desodorante na Argentina, o país exemplo perfeito do que não fazer:

    www.walmart.com.ar/busca?ft=rexona

    Com o câmbio de hoje BRL x ARS 0,142 a médio de preços está em AR60 ou R$8,5, uns 30% mais barato que no Brasil.

    Brasileiro paga caro por produtos banais e com gosto.
  • Demolidor  12/06/2018 21:59
    Brasileiro paga caro por produtos banais e com gosto.

    www.walmart.com.ar/busca?ft=papel%20higienico

    Papel higiênico argentino também é barato, embora o preço seja comparável ao brasileiro.

    Que bom que você já descobriu como deixar de ser otário. Basta parar de consumir esses produtos. Só mantenha-se longe de mim.
  • Marcelo Alves  11/06/2018 19:01
    Empresas sofrem custos adicionais quando seus empregados se sentem explorados, quando eles roubam da empresa, quando eles não querem dar o seu melhor em prol da empresa etc. Empresas precisam de clientes para se manter nos negócios, e empregados bons e satisfeitos são cruciais para satisfazer as demandas dos clientes. Todo mundo reclama de empresas, mas poucos se dão conta de todas as encrencas e transtornos que empreendedores enfrentam para servir consumidores.
  • Emerson  11/06/2018 19:03
    Coitados dos americanos! Vocês acreditam que eles não têm direito adquirido a décimo terceiro, férias remuneradas, FGTS e outros direitos trabalhistas que nós temos?

    É por isso que tantos americanos querem vir morar no Brasil: por causa das conquistas sociais obtidas pelos sindicados através das greves e lobbies políticos!
  • Luis  11/06/2018 19:10
    Item da explicação. tem a ver com triângulos de Hayek. Tem artigo sobre isso?
  • William  11/06/2018 19:50
    Não só tem, como é melhor ainda: apresentação de PowerPoint animado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=206
  • Pobre Paulista  11/06/2018 23:02
    Esse power point é o mais épico do Mises hahahah

    Mas sério, foi só por causa dele que eu finalmente entendi esse negócio. É crucial a qualquer um compreender isso.
  • Renan Guilherme P. Rosa  11/06/2018 19:23
    Excelente artigo, em uma leitura simples explicam o mito que a esquerda espalha no mundo.

    Calculando a grosso modo o "salario minimo" o trabalhador não recebe nem misero valor de R$ 5,00/h trabalhado, mostrando que a cultura brasileira é podre e não há brechas para mudanças.
  • Kira  11/06/2018 21:22
    Há outro pequeno detalhe que a esquerda gosta de ignorar, que mostra a completa ilogicidade do vitimismo deles: Em um mercado onde as empresas reduzam os salários ao nível mais medíocre possível, isso criaria uma sociedade onde pessoas incapazes de consumirem produtos diversos e se restringiriam apenas a consumos básicos para sobrevivência, isso causaria um prejuízo óbvio para empresas que precisam lucrar vendendo produtos para as massas.
  • Anônimo  11/06/2018 23:34
    Não é preciso nem ser um leitor de obras liberais/libertárias para derrubar a premissa socialista de que o trabalhador é explorado porque não recebe 100% do lucro obtido pela venda dos produtos, basta um pouco de ceticismo (que eu tive) e raciocinar com calma sem fazer os atropelos que eles cometem.

    Já vi um professor argumentando que se um vendedor de uma rede de fast food (McDonald's por exemplo) vende 40 lanches por dia, logo, ele deve ser remunerado de acordo com o preço de todos os 40 lanches. Ué, mas o trabalhador nesse caso não é detentor dos meios de produção que possibilitaram que ele montasse os lanches, ele vendeu apenas a força de trabalho dele em um contrato voluntário, o resto é propriedade privada do capitalista. Essa premissa estaria correta apenas se o vendedor fosse autônomo. Simples assim.

    E como cada força de trabalho é um produto/serviço vendido voluntariamente pelo trabalhador, ela será precificada (com valores distintos para cada profissão) conforme as leis de mercado. Mas parece que esse atropelo de raciocínio que eles fazem é proposital mesmo, só por conveniência.
  • Juan  12/06/2018 01:34
    E não é só isso. Quem afirma que o trabalhador merece ganhar o valor integral da produção demonstra não ter o mais mínimo conhecimento da questão da preferência temporal, um conceito crucial em economia.

    A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são "explorados" atenta contra a lógica
  • Kira  15/06/2018 01:06
    Nem se o vendedor fosse autônomo ele se apropriaria 'liquidamente' de todo o lucro das vendas, pois há todo um gasto em manutenção de infraestrutura, recursos, alimentos, para manter o negócio e continuar existindo produtos a serem vendidos. o que esse trabalhador autônomo ficaria é com o lucro, que é exatamente o que sobra depois da soma de todo o gasto com o custo dos meios administrativos do negócio.
  • Henrique  11/06/2018 23:37
    Alguém aqui acha faculdade de Direito como segunda graduação / hobby uma boa escolha?
  • Leigo  12/06/2018 11:46
    Sou estudante de direito. Como hobby, aconselho você a estudar só. O curso é complicado porque é totalmente divergente da visão austríaca (algo mais jusnaturalista), mas você aprenderá sobre as normas que nos regem aqui no Brasil e poderá fazer um paralelo. Refriso, estude só, a não ser que precise do diploma.
  • Henrique  12/06/2018 12:47
    Grato pelo comentcomentário.

    Tenho uma faculdade inútil de Administração feita em Uniesquina e gostaria de tentar Direito na USP. O empecilho seria não conseguir conciliar com o trabalho. Não preciso do diploma pois não vou atuar na área. Gostaria de ter mais convívio social e fazer uma faculdade prestigiada por vaidade rsrsrs

    Abraços
  • Gustavo Arthuzo  12/06/2018 14:57
    Em certos momentos é irritante... Os juristas acreditam que tudo pode ser resolvido na canetada e que a Constituição criará o paraíso na terra se for cumprida na risca...
  • Henrique  12/06/2018 16:10
    Hehehehe
    Vamos ver se eu aguento fazer 5 anos de curso...
  • Pobre Paulista  12/06/2018 17:11
    Faça o curso sim. Pelo seu histórico de comentários aqui no Mises, acredito que você vai se sentir em casa.
  • Anonimo  12/06/2018 00:16
    A grande maioria que defende estatais e legislacoes trabalhistas sao os primeiros a pegar sem registro e explorar o maximo as pessoas. Conheci um monte assim.
  • Henrique  12/06/2018 12:22
    Olá

    Vi num comentário passado que o Leandro acredita que vai ter uma recessão nos EUA ainda durante o mandato de Trump. Pode contar mais a respeito ou linkar algum artigo?

    Obg
  • Leandro  12/06/2018 13:26
    Vai ocorrer seis meses após a linha azul se encontrar com a vermelha.

    fred.stlouisfed.org/graph/fredgraph.png?g=k9m7
  • Henrique  12/06/2018 14:11
    Dá para ter uma ideia sobre o que a pessoa que tem reais na mão deve fazer para se precaver ou lucrar? O dólar vai se desvalorizar?
  • Henrique  12/06/2018 16:15
    Aliás, dá para saber se essa recessão será causada por algumas políticas específicas? Todo o mercado lê essa projeção ou apenas os economistas "underground" austríacos?

    Abraços
  • Ninguem Apenas  12/06/2018 16:17
    Leandro,

    Em outras palavras, seria quando os títulos estiverem rendendo acima da bolsa? (desculpe a ignorância em relação aos indicadores americanos kk)

    No seu artigo sobre a economia brasileira, a taxa SELIC e o dinheiro em conta corrente foram os utilizados para "prever" as crises.

    Porque nos EUA os indicadores são outros e estes são equivalentes a quais indicadores no Brasil?


    Desde já agradeço!
  • Leandro  12/06/2018 17:14
    Não. É quando há uma inversão da curva de juros, isto é, quando os títulos de curto prazo (como os títulos de 3 meses) ficam com juros acima dos títulos de longo prazo (como os de 30 anos).

    Isso é uma anomalia que precede uma recessão.

    A curva de juros se inverte (com as taxas de curto prazo sendo mais altas que as de longo prazo) porque os investidores, ao perceberem que o país está entrando em recessão ou perceberam que a inflação futura será cadente, sabem que, no futuro, as taxas de juros cairão (ou por causa da recessão ou por causa da inflação em queda).

    Sendo assim, eles correm para garantir a aquisição de títulos de longo prazo que ainda garantam altas taxas de retorno nesse cenário de incerteza. Ao correrem para esses títulos em busca de segurança, o preço deles aumenta e a taxa de juros cai.

    Isso ocorreu no Brasil em 2003, no final de 2011 e em 2015. E ocorreu em todas as grandes desinflações de história, como EUA, Canadá, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia nas décadas de 1980 e 1990.

    Especificamente nos EUA, esse é o melhor indicador que há para prever recessões. Até hoje, a acurácia é de 100%.

    "No seu artigo sobre a economia brasileira, a taxa SELIC e o dinheiro em conta corrente foram os utilizados para "prever" as crises. Porque nos EUA os indicadores são outros e estes são equivalentes a quais indicadores no Brasil?"

    Tudo está relacionado. Se os juros sobem, o aumento da oferta monetária desacelera. Isso afeta o crescimento econômico e reduz as expectativas inflacionárias quanto ao futuro. Logo, com a economia perto da recessão e com baixas expectativas inflacionárias quanto ao futuro, os investidores correm para os títulos de longo prazo, querendo travar uma taxa ainda alta para os próximos anos. Isso derruba as taxas de juros de longo prazo.

    No Brasil ocorre exatamente como nos EUA. A diferença é que lá há este indicador prontinho no site do Fed. No Brasil, não.
  • Felipe Lange  27/06/2018 22:42
    Seis meses? Por que não mais? Por que não menos? Tem como prever assim com precisão?
  • Paulo  12/06/2018 14:05
    No Brasil, se o empregador inventar de pagar mais do que a lei manda, ele pode estar assinado o atestado de óbito da empresa.

    Primeiro porque existe a questão da irredutibilidade salarial. Pagou por um certo tempo, lascou! Não pode reduzir mais nada, a despeito das variações contábeis da empresa.

    Segundo porque mesmo que determinado trabalhador desempenhe uma função, esse termina virando paradigma (referência) para que outros trabalhadores venham dizer que faziam a mesma coisa e com isso pleiteiem diferenças salariais. E nisso entram muitos subjetivismos que geram insegurança.

    Terceiro porque o pagamento a mais gera reflexos no décimo terceiro, férias + 1/3, aviso 'breve', no cálculo das horas extras (que vão também se refletir), no FGTS e INSS.

    Note que os três fatores se retroalimentam. Nem mesmo com uma engenharia jurídica muito bem engendrada se evita que um juiz do trabalho condene uma empresa por diferenças salariais (com reflexos) ou que determinada remuneração deva integrar o salários, de sorte a não se poder reduzi-los.
  • Pobre Paulista  12/06/2018 15:34
    OFF-TOPIC

    Não sei como demorei tanto tempo para conhecer esse site: "Contra Krugman - Paul Krugman's New York Times column refuted, week after week!"
  • Bruno  13/06/2018 15:31
    Boa dica!
  • Luiz Moran  12/06/2018 17:29
    Debater com esquerdistas, ou mesmo dar ouvidos a eles, é burrice e perda de tempo pelo simples fato de que só existem dois tipos pessoas que defendem essa abominação canhota: idiotas e vigaristas.

    O melhor a fazer é igonorá-los, ou no máximo, sendo benevolente, humilhá-los em público.
  • Cristiane de Lira Silva  12/06/2018 17:45
    Que medo!
  • Insurgente  13/06/2018 19:14
    Há um desgaste enorme em se discutir com pessoas ignaras e quem não sabem contar e não entendem nem uma linha de economia...

    ...Muito cansativo mesmo!

    Mas, o mais sensato creio eu, é não deixar que o discurso distorcido, a narrativa esquedista e aquele apelo às emoções e sentimentos e aquela choriça de mais governo e mais distribuição, continuem se perpetuando por aí em outras mentes desavisadas.

    Se isso é de fato importante, se a liberdade é o que pretendemos, que se tenha um pouco de paciência para debater com eles.

    Sei que eles são rudes num grau... Mas, é o que temos aí.

    Debatam!

    Argumentem! Muito!







  • Felipe Lange  12/06/2018 21:15
    Mudando um pouco de assunto... Leandro, você concorda com esse artigo que explica o motivo do asfalto brasileiro ser tão ruim?

    Em tese no artigo mostra que parte dos motivos vem do fato da verba ser limitada para fazer asfaltos melhores. Mas quanto maior a verba destinada à obras estatais, mais ineficiente e desperdiçada será. Então eu penso que isso não faça sentido, a não ser o fato de que como o estado é ineficiente em alocar recursos escassos, ele precisará gastar mais recursos para fazer algo um pouco melhor do que se feito pelo mercado.

    O que vocês pensam?

    Se eu fosse ditador do Brasil eu deixaria as pessoas livres para contratarem empresas e afins para cuidar da pavimentação.
  • Pobre Paulista  13/06/2018 00:07
    Nosso asfalto é ruim pois exportamos o asfalto bom
  • anônimo  13/06/2018 01:08
    "Não é apenas a indústria. A inflação também afeta toda a infraestrutura estatal do país, de rodovias e ferrovias a portos e aeroportos.

    À medida que a inflação monetária aumenta as receitas tributárias do governo, os políticos agem como se realmente possuíssem mais receitas, e saem expandindo os gastos do governo e concedendo aumentos ao funcionalismo, ignorando a necessidade de dedicar uma parte dessa receita adicional para a manutenção e o reparo dessas infraestruturas, cujos custos também aumentaram.

    O resultado são estradas esburacadas, aeroportos saturados, ferrovias em frangalhos, portos com serviços extremamente lentos, túneis que desabam e sistema de saneamento ruim e pouco abrangente."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1918
  • Kaique Santos  13/06/2018 02:03
    Esse artigo é um dos melhores que eu já pude ter o prazer de ler aqui!
  • holder  13/06/2018 17:36
    Tem outro efeito nefasto da regulação estatal trabalhista: Ela faz com que os empreendedores sem visão (ponto 1) sobrevivam, porque agora com tanta regulação, todos (inclusive os empreendedores COM visão) não consigam pagar bons salários.
    No final os que pedem mais regulação estatal acabam ajudando quem realmente quer explorar os trabalhadores.
    Acabe com as regulações e milhares desses empreendedores sem visão no Brasil vão quebrar rapidamente, e outros vão surgir, para o bem de todos.
  • João Pires  14/06/2018 02:12
    Leandro, como se encontra a economia americana atualmente?
  • reinaldo filho  14/06/2018 19:44
    Lento este artigo, acho válido comentar algo que presenciei no início da minha carreira profissional: Eu havia acabado de conseguir meu primeiro emprego e meses depois, o sindicato da categoria resolveu promover uma greve. Eles pediam em torno de 10% de aumento e outros benefícios.
    A empresa foi inflexivel, não mudou os salários e depois demitiu todos que tinham liderado a greve. Como eu tinha acabdo de entrar no serviço, fiquei "na moita" torcendo pro meu chefe não acar que eu simpatizava com os grevistas. Foi dificil achar um trabalho e não queria perder tão cedo.
    Uns dois anos depois, uma empresa nova se instalou na cidade vizinha (era uma filial de uma multinacional do mesmo ramo da empresa onde eu trabalhava), e contratou vários profissionais a salários bem atrativos. Para não perder seus melhores funcionários para a concorrente, a empresa aumentou vigorosamente os salários de todos e implantou vários "mimos" para os emregados.
    A concorrencia entre empresas funcionou muito melhor que qualquer greve. Por isso defendo sempre que deveria haver o maior número possível de emprsas do mesmo ramo. Elas iriam fazer de tudo para manter seus fuuncionários.
  • Diogo Mendes  16/06/2018 01:06
    Vamos lá:
    De primeira mão, o título já é tendencioso, dado o próprio artigo.

    Título: "Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes"

    "O fato de Mason estar elevando o salário de seus empregados para um valor muito acima do salário mínimo estipulado pelo governo da Califórnia (que é de US$ 11 por hora) é um lembrete de como os comentaristas de esquerda são desinformados quando falam emotivamente sobre "exploração" e "salários estagnados". Eles podiam aprender muito com este fato. O empreendedor Mason enxerga com clareza algo que eles não veem: trabalhadores mal pagos são incrivelmente caros."

    O Título sugere que os trabalhadores são disputados, um fato que só poderia ocorrer em países onde ocorrem o chamado "pleno emprego", o que não é o caso dos EUA. Trabalhadores não ditam regras, não são disputados, justamente por que há desemprego, pois é o bom e velho: "Pago tanto, se quiser pegue o trabalho, se não quiser,tem vários que querem este emprego. O segundo texto sobre aspas, remete que não é por conta de trabalhadores estarem sendo disputados que o salário dos mesmos aumentou em relação à empresa citada, mas sim por conta de tentar aumentar a produtividade e/ou eficiência dos mesmos, que seus salários foram aumentados. Mason aumentou os salários com este intuito, não pq os trabalhadores são disputados.

    E me veio outra questão: ora, então há salário mínimo estipulado nos EUA? não dizem que isso é ruim para o mercado? não desejam que acabem com o salário mínimo daqui? É como sempre falo: "Liberalismo no c... dos outros é refresco", pois lá eles querem que abramos nosso mercado aqui, que tenha menos intervenção estatal, mas lá mesmo, até salário mínimo "estipulam"
  • Bernardo  16/06/2018 03:07
    Eu não vou resistir ao clichê: se eu ganhasse 5 reais pra cada comentário tosco de esquerdista que desaba por aqui...

    Quer dizer então que os EUA estão por trás de um movimento que prega o fim do salário mínimo no Brasil? Gozado, pois isso iria exatamente contra os interesses dos sindicatos e dos políticos americanos.

    Isso mesmo: o fato de haver um salário mínimo aqui no Brasil, bem com altos encargos sociais e trabalhistas, encarece artificialmente a mão de obra, fazendo com que seja desinteressante multinacionais saírem de lá e se instalarem aqui, o que geraria desemprego lá e aumento do emprego aqui.

    Se eu fosse um político ou um sindicalista americano, iria batalhar enormemente para que houvesse salário mínimo em todos os países do mundo e que eles fossem os mais altos possíveis. Com a mão de obra artificialmente cara nos outros países, nenhuma empresa sairia dos EUA, pois não valeria a pena se instalar em outros países.

    Muito pior do que ser um ignaro em economia é fazer comentários arrogantes sobre o tema, como se estivesse abafando...

    "O Título sugere que os trabalhadores são disputados, um fato que só poderia ocorrer em países onde ocorrem o chamado "pleno emprego", o que não é o caso dos EUA"

    A taxa de desemprego nos EUA está em 3,6%. Se isso não é pleno emprego, não sei mais o que seria.
  • Nerman  17/06/2018 18:03
    A probabilidade da Banânia ter leis trabalhistas liberais como o Japão e EUA é a mesma da Rússia virar um país tropical.
  • Emerson Luis  18/06/2018 18:02

    A lei da oferta e procura também aplica-se aos empregos e salários. O controle estatal diminui a quantidade de ambos e o resultado é esse.

    * * *
  • Thiago  02/11/2018 17:28
    No Brasil existe ainda outro problema: o FGTS não poder ser retirado quando o trabalhador pede demissão. Ou seja, o governo impede o cidadão de ter acesso ao seu próprio dinheiro e por isso existem aberrações como trabalhadores que não se demitem mesmo não gostando do emprego pra não "perderem" as verbas rescisórias.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.