clube   |   doar   |   idiomas
Você se considera uma pessoa livre? Se sim, veja o Conto do Escravo
A partir de que ponto a escravidão vira liberdade?

Nota do Editor

Robert Nozick, o grande filósofo de Harvard, ao comentar sobre os tributos, disse que essa nada mais era do que uma 'forma direta de trabalho forçado'. Com efeito, qual a diferença entre você confiscar os frutos de cinco meses de trabalho de uma pessoa (como ocorre hoje no Brasil) ou simplesmente tomar cinco meses da vida dessa pessoa? Para ele, isso tinha apenas um nome: trabalho forçado.

Para ilustrar esse ponto mais incisivamente, Nozick criou aquilo que ele viria a chamar de O Conto do Escravo. Nesse conto, Nozick convida o leitor a se imaginar como sendo o escravo da história. A história é bem curta e se desenvolve ao longo de 9 estágios, que vão desde a escravidão clássica até a democracia moderna. 

_________________________________________________

Considere a seguinte sequência, a qual iremos chamar de O Conto do Escravo, e imagine que ela é sobre você.

Primeiro estágio: Você é um escravo completamente submisso a seu violento e brutal mestre, que lhe obriga a trabalhar para ele, sem horas de descanso. Você apanha diária e arbitrariamente e, além de sua jornada diária, é frequentemente chamado no meio da noite para fazer todos os tipos de serviços.

Segundo estágio: O mestre relaxa um pouco e passa a lhe surrar somente quando você quebra as regras (como não cumprir a cota de trabalho, não atender prontamente a um chamado etc.). Ele até lhe concede algum tempo de descanso.

Terceiro estágio: Você agora se torna parte de um grupo de 10.000 escravos igualmente sujeitos a esse mestre. Ele decide, de acordo com seus princípios, como irá repartir entre vocês escravos parte dos bens que vocês próprios produziram, levando em conta as necessidades e os esforços de cada escravo.

Quarto estágio: O mestre, agora mais brando, exige que você e os demais escravos trabalhem para ele apenas três dias por semana, concedendo os quatro dias restantes de folga.

Quinto estágio: O mestre agora permite que vocês escravos trabalhem onde quiserem, podendo inclusive trabalhar na cidade em troca de um salário. Mas há uma condição: vocês escravos têm de entregar ao mestre 3/7 de seu salário (aproximadamente 40% da sua renda), o que corresponde aos três dias de trabalho da semana que eram obrigados a efetuar na terra dele. Além disso, o mestre retém o direito de convocar seus escravos para servi-lo sempre que ele quiser, e continua com o poder de aumentar arbitrariamente a fatia do seu salário que ele pode confiscar.

Sexto estágio: O mestre concede a todos os seus 10.000 escravos, exceto você, o direito de votar. Eles agora têm o poder de decidir entre eles o que você pode fazer e o que você não pode fazer; quais atividades são lícitas e quais são proibidas. Eles também ganham o poder de determinar qual porção do seu salário será confiscado e onde esse dinheiro será gasto.

Façamos uma pausa aqui para apreciar melhor o que está acontecendo. Seu mestre fez uma transferência de poder. Houve uma mudança de mestres. Você agora possui 10.000 mestres em vez de apenas um. Há uma chance de que estes novos 10.000 mestres sejam mais gentis e benevolentes. Mas, ainda assim, eles são os seus mestres.

Sétimo estágio: Embora você ainda não tenha o direito de votar, você agora tem a permissão de tentar influenciar aqueles 10.000 que podem votar. Você pode tentar persuadi-los a adotar políticas, a exercer seus poderes de determinada maneira e a tratar você melhor. Ato contínuo, eles votarão para decidir quais políticas adotar. Você continua tendo uma fatia da sua renda confiscada e continua proibido de efetuar determinadas atividades.

Oitavo estágio: Em reconhecimento por suas úteis contribuições ao debate, os 10.000 concedem a você o direito de votar, mas apenas caso haja um impasse na votação. Você escreve o seu voto e, apenas caso haja um empate na eleição, o seu voto é considerado como critério de desempate. Ou seja, na eventualidade de que haja uma perfeita discordância em um quesito — ou seja, 5.000 são contra e 5.000 são a favor —, eles consideram o seu voto como desempate. Nenhum empate jamais ocorreu.

Nono estágio: Você finalmente adquire o direito irrestrito de votar junto com os 10.000. Em termos práticos, isso significa apenas que, assim como no oitavo estágio, o seu voto realmente valerá apenas caso haja algum empate. Mas, como nunca houve um empate, seu voto não faz nenhuma diferença no resultado eleitoral final.

A pergunta a ser feita é: em que momento, entre o primeiro e o nono estágio, essa história deixou de ser o conto de um escravo?  Em que momento você, o escravo, tornou-se realmente livre?

 

41 votos

autor

Robert Nozick
(16 de november de 1938 – 23 de janeiro de 2002) foi um filósofo americano e professor da Universidade de Harvard. Seus livros mais famosos são Philosophical Explanations e Anarquia, Estado e Utopia.


  • Vinicius Costa  25/04/2018 15:54
    Em nenhum momento.
  • anônimo  25/04/2018 16:00
    Ei isso é spoiler!
  • lafayette  29/04/2018 16:52
    Em nenhum momento houve a libertação do escravo.

    No meu entender o que realmente o texto quer mostrar, é em que sistema é possível a sociedade se libertar do opressor escravagista.
    Tanto no estado agigantado (socialista) como na iniciativa privada que se associa ao estado (capitalista) para ter privilégios e domínio sobre a sociedade a situação é a mesma.
    A unica maneira de reverter essa situação seria os representantes do povo trabalharem a serviço do povo e o povo detentor de conhecimento pressionarem seus representantes para servir a sociedade e não só os maiores agentes econômicos dominantes na situação apresentada.
    Para isso seria necessário que os defensores de um estado menor e de uma economia mais livre fossem também os defensores de uma maior participação da sociedade nos meios de produção de riquezas a fim de proporcionar uma maior oxigenação dos recursos auferidos durante esses processo de produção.
    Proporcionando assim uma equalização de forças entre a sociedade e os agentes econômicos mais relevantes desse modelo, deixando de ser subserviente ao poder econômico dos grandes agentes econômicos e ou ao estado e seu poder politico.
    O estado deve entender que ele existe para servir ao cidadão e não aos maiores agentes econômicos de quem ele sempre se torna associado "esse é o execício pedido pela democracia" o contrario disso é fascismo.
    Se algum dia o Brasil alcançar esse estagio poderíamos dizer que então encontramos o caminho para transformamos o pais em uma potencia.
    Todos as nações que alcançaram o desenvolvimento econômico depois da industrialização e pós segunda guerra, o fizeram através da distribuição de conhecimento e viabilizando o empreendedorismo, nenhuma delas chegou ao desenvolvimento apadrinhando empresas compadres do estado ou agigantando o estado vide URSS.
    A própria China depois de Mao passou a incentivar o empreendedorismo interno como forma de alcançar domínio global desenhado em seu projeto GEOPOLÍTICO.

  • Sempre Mais do MESMO  30/04/2018 13:52
    .
    O escravo é o indivíduo que ESTÁ SUJEITO à VONTADE ALHEIA sob AMEAÇA de LHE SER CAUSADO UM DANO AINDA MAIOR do que o de OBEDECER SERVILMENTE ao seu senhor ou senhores.

    Ou seja, escravidão não se define por trabalhar de graça e sim por se estar sujeito à vontade alheia por ameaça de mal ainda maior.

    Imagine-se que um califa ao ver uma bela mulher exija que ela o sirva sempre que esejar e o obedeça absolutamente. Caso não o faça, não OBEDEÇA, receberá castigos MAIS DOLOROSOS do QUE SERVIR ao seu, então, SENHOR. Mesmo que este a remunere com elevadíssimo salário.

    Um empresário que não permita que seu executivo saia da empresa para dirigir seu negócio ou trabalhar para outra empresa.
    Ou seja, se o executivo bem pago fosse LIVRE poderia mudar de emprego, aposentar-se ou abrir seu próprio negócio. PORÉM se o empresário AMEAÇASSE mata-lo, incendiar sua residência e roubar-lhe TODO DINHEIRO e BENS caso NÃO SE SUBMETESSE à VONTADE do EMPRESÁRIO, esse rico executivo seria um ESCRAVO RICO e MUITO BEM REMUNERADO. Afinal, este executivo não seria livre porque SOMENTE NÃO SERIA MOLESTADO pelo empresário CASO OBEDECESSE como um ESCRAVO.

    A desobediência à vontade do empresário que lhe paga elevado salário seria PUNIDA pela AÇÃO INICIADA PELO EMPRESÁRIO contra o executivo que apenas desobedeceu ao seu senhor.

    Ou seja, o SENHOR NÃO PERMITE AOS SEUS ESCRAVOS ESCOLHEREM ENTRE TODAS AS OPÇÕES NATURAIS:

    1 - Obedece e recebe beneficio do empresário
    2 - Desobedece e sofre uma agressão FÍSICA ou contra seu bem estar
    3 - Desobedece e simplesmente é demitido e assim a RELAÇÃO entre o empresário e o fucionário é simplesmente DESFEITA, TENDO FIM a RELAÇÃO.

    Essa TERCEIRA OPÇÃO NÃO ESTA DISPONÍVEL para os ESCRAVOS, mesmo que nenhum acordo prévio tenha se firmado neste sentido.

    AQUELE QUE POSSUI O PODER de CAUSAR um DANO MAIOR ao INDIVÍDUO, nega a este o direito de NÃO SE RELACIONAR COM ELE SEM SOFRER um DANO CAUSADO POR SUA AÇÃO (negar ação ou não agir em favor, não é agredir).

    Em resumo:

    - ESCRAVIDÃO É RELAÇÃO FORÇADA
    - Senhor é aquele que LIMITA AS OPÇÕES de SEUS ESCRAVOS.

    Os governos OBRIGAM os cidadão a CURVAREM-SE á VONTADE da hierarquia governante.
    Se desobedecer, se não trabalhar e dar parte do seu trabalho para os governos, SOFRERÁ UMA AGRESSÃO ou OPRESSÃO por parte do governo.

    OU SE SUBMETE E PAGA aos governos ou NÃO CONSEGUIRÁ VIVER BEM: a agressão não é necessáriamente um DANO FÍSICO, mas um DANO AO BEM ESTAR do indivíduo que negar-se à OBEDIÊNCIA, negando-se a SERVIR aos senhores que possuem o PODER de CAUSAR-LHE DANOS por AÇÃO DIRETA.
  • Bernardo  25/04/2018 15:59
    Esta é a alegoria do cidadão comum. Asssim como na Alegoria da Caverna, de Platão, todos estão presos e condicionados àquilo que os outros querem, e mesmo assim estão convencidos de que são livres e não estão presos a isso.

    Aqui no Brasil, além de ter a renda espoliada em 40% (o que significa que ele trabalha 5 meses por ano apenas para bancar o governo), o sujeito ainda não tem liberdade de empreender (só pode fazê-lo depois de pagar todas as taxas e propinas para os burocratas do estado, além de apresentar centenas de documentos carimbados e enfrentar filas em cartório) e não pode nem sequer se defender com uma arma de fogo.

    E todo este arranjo é baseado na democracia, a qual diz que é "o povo" que determinou que o arranjo tem de ser esse.

    Apenas mostra como as pessoas se acostumam a tudo, principalmente quando não conhecem nenhum arranjo diferente.
  • Sempre Mais do MESMO  30/04/2018 14:02
    A tal carga tributária de trinta e tantos por cento É UM EMBUSTE.

    Porque?

    Primeiramente porque a avaliação do PIB é ARBITRÁRIA e imposta, não uma realidade.
    Depois porque o PIB é uma fórmula com pesos variaveis e ainda admite que impostos se equivalem a produção.

    Só estes dois fatos já invalidam a tendencia de se ter o PIB divulgado como uma medida real de tudo que é produzido.

    Mas a fraude nessa ESTATÍSTICA do PERCENTUAL de IMPOSTOS É FRAUDULENTA.

    Há várias categorias cuja carga tributária é inferior.

    Por exemplo a produção teatral e cinematografica NÃO PAGA NENHUM TIPO de IMPOSTO, TARIFA, TAXA ou CONTRIBUIÇÃO.

    Juizes de instancias superiores possuem limite de insenção muitissimo superior aos comuns mortais.

    AS EMPRESAS ESTATAIS NÃO RECOLHEM TODO O MONTANTE DE IMPOSTOS INCIDENTES e assim é reduzido o percentual da arrecadação estatal sobre a produção.

    Quanto a arrecadação, teoricamente grande parte é para o pagamento de divida dos governos , mas é computado como produção por ser obtido via imposto.

    O montante de impostos é gasto com funcionários e empresas corruptas cuja a produção monetariamente avaliada é MUITÍSSIMO INFERIOR ao montante monetário dispendido para sua remuneração.
  • pedro frederico caldas  25/04/2018 16:01
    Achei um texto fraco. Embora me considere um austríaco e, como tal, um crítico do estatismo, não chego ao ponto, como os libertários, de pregar a extinção do Estado. No conto acima, não foi feita um distinção entre o senhor do escravo e do Estado. Este, bem o mal, lhe devolve, em alguma medida, serviços importantes, enquanto o senhor do escravo fica com os 40% e nada dá em retorno.
  • Guilherme  25/04/2018 16:15
    "No conto acima, não foi feita um distinção entre o senhor do escravo e do Estado. Este, bem o mal, lhe devolve, em alguma medida, serviços importantes, enquanto o senhor do escravo fica com os 40% e nada dá em retorno."

    Não?! O senhor de engenho dá cama, comida, abrigo, roupas, segurança contra agressões de estrangeiros, água e até mesmo banho. Ah, e também concedia tudo isso para os filhos dos escravos.

    As benesses eram tantas que os próprios livros de história relatam casos de escravos que se recusavam a rebelar e a fugir porque acreditavam que, no mundo lá fora, não teriam acesso a todas essas "comodidades".

    Você simplesmente se auto-refutou e ainda comprovou todo o ponto do artigo.
  • Bernardo  25/04/2018 16:16
    Temos acima um semi-escravo feliz e saltitante, que é semi-escravo e ainda acha maravilhoso. "Ei, ao menos os políticos me dão o SUS e estradas esburacadas!"

    É exatamente com gados assim que os políticos prosperam. "Ah, ruim com os políticas, muito pior sem eles".
  • Ninguem Apenas  25/04/2018 16:17
    Mas no texto está incluso isso:

    Ele decide, de acordo com seus princípios, como irá repartir entre vocês escravos parte dos bens que vocês próprios produziram, levando em conta as necessidades e os esforços de cada escravo.

    Ou seja, o mestre do escravo devolve uma parte do que confiscou em "benefícios".

    Qual a diferença?
  • Guilherme  25/04/2018 16:25
    Sim, o pedro nem leu. Se tivesse realmente lido, ao menos teria a coragem de responder à simples pergunta feita: em que estágio o personagem deixou de ser escravo e se tornou realmente livre?

    Pergunta simples e direta, sem pegadinhas.
  • Julian  25/04/2018 16:31
    Caro Pedro Frederico Caldas,

    Já que você não prega a extinção do Estado, poderia especificar o quanto de roubo (em forma de imposto) é necessário para o sociedade viver melhor? Poderia provar com argumentos sólidos como essa alternativa é melhor do que uma sociedade sem Estado? Além disso, já que você defende a existência do Estado, você vai à casa das pessoas e exige de forma coercitiva parte dos salários delas? Já que você defende o roubo em forma de imposto, presumo que você faça isso. Se não faz, por que acha justo que outros o façam em seu nome?
  • Síndrome  25/04/2018 17:39
    "Embora me considere austríaco"... gosto mesmo é de ESTOCOLMO!
  • Jairdeladomelhorqptras  27/06/2018 00:37
    Muito boa!
  • Jeff  25/04/2018 16:07
    O Jeffrey Tucker certa vez falou algo que considerei extremamente irrefutável: no final, todas as leis estatais são impingidas pela pena de morte. Tudo vai depender do seu grau de resistência.

    Se você sonegar impostos será preso. Se resistir à prisão será morto. Se você não pagar uma multa terá seus bens arrestados. Se não aceitar receberá ordem de prisão. Se resistir à prisão será morto.

    Isso, no final, é ainda pior que a escravidão. Na escravidão você ao menos tem chance de escapar. Do estado não.
  • Régis  25/04/2018 16:20
    Exato. Se você abrir uma carrocinha de limonada sem ter uma licença emitida por um burocrata você será multado. Se não pagar a multa, um burocrata irá atrás de você e dirá que você tem de ir ao tribunal. Se não for, outro burocrata (agora uniformizado e armado) irá atrás de você e jogará você na cadeia. Se resistir, você vai apanhar. Se reagir e bater, vai ser baleado.

    Nós que trabalhamos no setor privado ainda somos escravos. A diferença é que nossos amos nos tratam melhor do que os escravos eram tratados há 150 anos. E eles também não nos chamam de escravos.

    O pior de tudo é que o inimigo somos nós, ou pelo menos as pessoas como nós, que são politicamente inconscientes.
  • Wozniak  25/04/2018 16:27
    Ninguém nasce livre.

    Já começa até mesmo pelo cordão umbilical.(Olha que interessante)

    Somos uma raça frágil que precisa do "outro" já nos primeiros meses de vida.

    O homem ta sempre precisando do "outro", ta sempre negociando com o "outro", estamos sempre se relacionando com o "outro". LEMBRE-SE dessa frase: O "outro" sempre será seu problema e ao mesmo tempo sua solução.
    Até pra se fazer comércio, precisa do "outro".

    Somos animais políticos como diria Aristóteles.


    A luta pela liberdade e pelo individualismo nada mais é do que o EGOÍSMO. É o egos do homem se manifestando.

    Para viver em SOCIEDADE, precisamos abdicar de certas coisas. Pra conviver é preciso olhar para o "outro". Todos vão ter que abrir mão do seu egoísmo. E os homens se organizam. Ao longo dos tempos, desde sociedades tribais até aos chamados "Estados" modernos. Não há uma forma correta, nós estamos no meio do caminho, estamos aprendendo com os erros e acertos. É assim que funciona o bicho homem.

    Espero que tenham gostado da aula.
    Nada contra os libertários.

    #paz


  • Guilherme  25/04/2018 16:41
    Pô, e ninguém tem a coragem de responder à pergunta! Quanta covardia...

    Não quero saber de suas digressões, estou interessado apenas em ouvir sua resposta à pergunta. Coragem! Hombridade!
  • Amante da Lógica  25/04/2018 16:52
    "Somos uma raça frágil que precisa do "outro" já nos primeiros meses de vida."

    Um bebê que precisa dos pais não é um arranjo de escravidão. Sou pai e dedico tempo à minha filha movido pelo mais puro amor, e jamais por escravidão.

    É no mínimo curioso você dizer que um amor de pai ao filho está no mesmo nível da relação entre políticos e pagadores de impostos.

    "O homem ta sempre precisando do "outro", ta sempre negociando com o "outro", estamos sempre se relacionando com o "outro". LEMBRE-SE dessa frase: O "outro" sempre será seu problema e ao mesmo tempo sua solução. Até pra se fazer comércio, precisa do "outro"."

    Nada disso envolve escravidão, mas sim relações voluntárias e espontâneas. Se vou a um restaurante, estou interagindo voluntária e pacificamente com a pessoa que me fornece a comida. E esta pessoa só conseguirá meu dinheiro se me servir bem e for cortês.

    Fora isso, não tem a mínima chance de ela me escravizar o tomar o meu dinheiro.

    "A luta pela liberdade e pelo individualismo nada mais é do que o EGOÍSMO. É o egos do homem se manifestando."

    O egoísmo, em uma economia de mercado, não só não tem como fazer o mal, como só pode fazer o bem.

    Um indivíduo completamente egoísta, individualista e obcecado em acumular riqueza só conseguirá alcançar esse objetivo se ele induzir todos os outros indivíduos a voluntariamente cooperarem com ele.

    Ou seja, ele terá de oferecer algo que seja do interesse desses outros indivíduos.

    Mais ainda: ele só conseguirá isso se o que ele oferecer for melhor do que todas as alternativas existentes. Ele não pode coagir ninguém a consumir seus bens e serviços.

    Sendo assim, embora seja egoísta e não se importa em nada com os outros, ele tem de agir de maneira a atender os interesses daqueles que estão ao seu redor. Só assim João poderá alcançar seus próprios interesses.

    Vale enfatizar: mesmo que ele seja um "adorador do dinheiro" e esteja obcecado apenas em enriquecer, ele -- para alcançar seus objetivos -- terá inevitavelmente de beneficiar terceiros no mercado, fornecendo-lhes bens e serviços de qualidade, e esperando que essas pessoas, voluntariamente, consumam estes bens e serviços. E para que elas consumam estes bens e serviços fornecidos pelo egoísta, estes têm de ser de qualidade.

    Desta forma, o egoísmo desse indivíduo é domado e direcionado para a cooperação com terceiros, fornecendo-lhes mais opções de consumo e beneficiando-lhes como resultado desta interação.

    Esse é o milagre descrito na metáfora da mão invisível de Adam Smith.

    "Para viver em SOCIEDADE, precisamos abdicar de certas coisas. Pra conviver é preciso olhar para o "outro". Todos vão ter que abrir mão do seu egoísmo."

    Respondido acima.

    "E os homens se organizam. Ao longo dos tempos, desde sociedades tribais até aos chamados "Estados" modernos. Não há uma forma correta, nós estamos no meio do caminho, estamos aprendendo com os erros e acertos. É assim que funciona o bicho homem."

    E aí, irá responder à pergunta do texto?

    "Espero que tenham gostado da aula"

    Aula de adoração a políticos, igualando amor de pais à devoção a políticos? Como diriam os americanos, sua "aula" foi "vomit-inducing".
  • Matheus  25/04/2018 17:25
    Concordo com quase tudo o que você disse. Interações sociais são intrínsecas a nossa espécie, é uma relação simbiótica e de demasiada importância.

    Você apenas pecou na existência do Estado... pessoas que estão domesticadas (como você) pensam que a ordem de evolução vem de órgãos governamentais e não da sociedade civil.

    Eu como estudante de Direito vejo isso com frequência, o Estado correndo atrás da sociedade, e não o inverso. A população cria seus próprios problemas e suas respectivas soluções enquanto o Estado fica apenas em voltando articulando e tentando legitimar a sua existência.

    Isso é politica, a ciência e a arte de legitimar um crime. E a história nos mostra isso, pensadores e filósofos só tinham prestígios quando suas ideias serviam a alta corte. E isso ocorre até os dias atuais.

    Achar que a benevolência, filantropia, caridade se enfatiza com a existência de um poder centralizador é negar a própria raça humana, uma vez que o que nos difere em primeira instância dos animais não é a racionalidade, e sim, o poder de empatia, o poder de se colocar no lugar do próximo.

    Justamente com a existência de um ser mistico e centralizador a população perde esse senso de ajudar o próximo, essa carisma, e nos joga como inimigos (a democracia é a campeã nisso).

    Quão mais livre uma sociedade for, mais vão compreender a importância dos "outros" em suas respectivas vidas. Isso é prospero, é libertador.

    A você, gado, que ama seu politico macho alfa, entenda, o Estado é obsoleto e irá morrer, é tendência. Portanto ou você amadurece e tome as rédias da sua própria vida e de suas próprias responsabilidades com suas consequências ou morra junto com ele.

  • Sempre Mais do MESMO  30/04/2018 20:08
    .
    Os argumentos do sujeito que aceita bovinamente a escravidão aos governos ou dela se beneficia são semelhantes aos que os ESCRAVOCRATAS apresentavam em própria defesa.

    Diaziam os defensores da escravidão que ela era necessária ou as populações não sobreviveriam, pois a produtividde era baixa e os ricos senhores, herdeiros da MENTALIDADE do FEUDALISMO, achavam que os FIDALGOS não deveriam trabalhar nem física nem intelectualmente.

    Assim, não poderiam pagar salario aceitável aos trabalhadores e nem extorquir via impostos o que seria a lasse média ou a burguesia emergente.

    Ou seja, se a burguesia emergente e os artífices em geral não conseguiam sustentar o Estado e os seus cortesãos, então a solução seria a escravidão, no caso dos negros e mestiços.
    Os argumentos eram semelhantes aos do BOVINO que defendeu a SERVIDÃO COMPULSÓRIA (escravidão) ou voluntária (BOVINISMO).

    Dentre os escravos sempre houve aqueles que amavam a própria servidão, pois esta OS EXIMIA de RESPONSABILIDADE e sentindo-se como ANIMAIS, queriam o exato tratamento dos cavalos, jumentos, burros e gado em geral.

    O BOVINO defensor da escravidão é APENAS GADO CONFORMADO ou um VAQUEIRO que pretende induzir BOVINOS Á MANSIDÃO.
  • Fernando  25/04/2018 17:31
    Toda a natureza é interdependente, e nisso recebemos diariamente uma lição de humildade. Mas também, enquanto não se habituam ou conformam à alguma forma de escravidão, todos os seres vivos naturalmente buscam se opor ao tolhimento da sua autodeterminação. A liberdade que está sendo tratada não é se livrar das dependências naturais, se transformar num pária, ou cessar toda interação social. A questão é que as relações sociais não precisam se fundamentar na sujeição de um ser pelo outro. Devemos todos poder escolher não se sujeitar à vontade de outro, sem que sejamos ameaçados e mortos por isso. Se submeter à vontade do outro por dependência ou interesse; comercializar, também são formas de egoismo. E disso tudo, o que não é?
  • Pobre Paulista  25/04/2018 18:02
    Que lixo de aula. Espero que você não dependa disso para viver, do contrário morreria de fome.


    Nada contra os estúpidos e ignorantes.
    #paz
  • Wozniak  25/04/2018 19:34
    Só tem IDIOTA nesse site aqui.

    calma, deixe-me explicar :

    A palavra "idiota" em grego significa aquele que olha só para o próprio umbigo e que não participa da vida da comunidade.


    Percebeu ?

    Só tem idiota aqui. E ai daquele que os contrariem...
  • Pobre Paulista  25/04/2018 22:07
    Caso você não tenha percebido, eu lhe desejei sorte, que é o oposto de "olhar para o próprio umbigo".

    Reafirmo que a sorte é seu único caminho e que não tenho nada contra a estupidez e a ignorância.
    #paz
  • Marcos  28/04/2018 17:07
    Wozniak leu sobre freud na internet e acha q tem que explicar oque é o id e o ego para os outros...... se achou, meu filho........ e errou.................... vai ler o significado de idiota no dicionário........................ a origem está certa, mas o sifnificado é outro............... se enxergue.
  • gabriel batista  25/04/2018 19:00
    Após todas as resposta ao seu comentário sem lógica alguma, o senhor ira retornar a responder pelo menos para assumir que errou ?

    Ou vai continuar na desonestidade?
  • Um observador  25/04/2018 19:18
    Quando comecei a ler o comentário, jurava que era do Capital Imoral...

    Só depois que vi o nome do Wozniak!
  • Kira  25/04/2018 20:42
    Para vivermos bem em sociedade, basta não violarmos a propriedade alheia.
  • Leigo  26/04/2018 13:36
    "Para vivermos bem em sociedade, basta não violarmos a propriedade alheia."

    E isso não é possível na raça humana, por isso o Estado ainda deve cuidar da segurança. Mas espera, se o Estado cuidar da segurança, é um pressuposto para ele crescer. Então, minarquia e anarquia são utopias. É exatamente esse trecho transcrito que prova a utopia do anarcocapitalismo, a própria praxeologia prova que é impossível, por quê? Porque seres humanos não respeitarão a propriedade privada.

    Mises diz:

    "A ação é a vontade posta em funcionamento, transformada em força motriz; é procurar alcançar fins e objetivos; é a significativa resposta do ego aos estímulos e às condições do seu meio ambiente; é o ajustamento consciente ao estado do universo que lhe determina a vida." (Fonte: wikipédia - grifos meus)

    Economia é puramente "de humanas". Mesmo lendo vários artigos no site, não há uma lógica que sustente tal anarquia.

    Quanto ao capitalismo andar lado a lado com prosperidade, eu concordo. Acho que há um preço a se pagar, destruição do meio ambiente, enfim, o que não é ruim para o ser mais evoluído do planeta (o homem). Enquanto um homem é empático com animais e o outro destrói para construir "em sua propriedade", há mais um conflito (algo relacionado a um homem impondo leis a favor dos animais). O subjetivismo nunca deixará que respeitemos a propriedade alheia.

    O anarcocapitalismo é impossível. O liberalismo clássico é impossível. A democracia é impossível.
  • Kira  27/04/2018 03:38
    Como assim os seres humanos não respeitarão a propriedade privada? Uma grande maioria por sinal costuma respeitar, e uma parte não, anarcocapitalismo não está preocupado com um mundo sem crimes, e sim com uma lei universalmente aplicável que é a lei de propriedade, e que pessoas tenham liberdade de se defender, sem monopólios da aplicação da justiça e das armas. Sua condição de impossível é nada mais que mais um espantalho criando um modelo de teoria e economica que nunca foi defendido. Animais não possuem direito algum, tampouco de propriedade, pois não tem capacidade de compreender nem de respeitar propriedade. A lei de propriedade se deduz da razão e da lógica goste ou não. ela é universalmente aplicada a toda a espécie humana. No dia que um animal pedir por favor aí refletiremos sobre expandir esta lei.
  • Kira  27/04/2018 03:43
    Você pode prever o futuro? saber se o estado deixará ou não em algum momento de existir? Não há nada na praxiologia que torna impossível o anarcocapitalismo, sugiro que volte a estudar Mises e outros austríacos, e ao invés de publicar desonestidades e espantalhos entenda a diferença de descentralização do poder e a utopia que nunca foi pregada aqui. Sugiro também que leia mais artigos deste site, há vários com teor libertário e inúmeras discussões em comentários aqui sobre anarcocapitalismo.
  • Leigo  08/05/2018 13:07
    "Como assim os seres humanos não respeitarão a propriedade privada? Uma grande maioria por sinal costuma respeitar, e uma parte não, anarcocapitalismo não está preocupado com um mundo sem crimes, e sim com uma lei universalmente aplicável que é a lei de propriedade, e que pessoas tenham liberdade de se defender, sem monopólios da aplicação da justiça e das armas."
    Certo.

    "Sua condição de impossível é nada mais que mais um espantalho criando um modelo de teoria e economica que nunca foi defendido."
    Espantalho do espantalho? Quando foi que criei um modelo de teoria nunca defendido? Apenas fui cético quanto os modelos defendidos. A premissa é que o subjetivismo atrapalha a prevalência de um sistema específico, por isso, é utopia pensar em um sistema como o anarcocapitalismo.

    "Animais não possuem direito algum, tampouco de propriedade, pois não tem capacidade de compreender nem de respeitar propriedade." e "No dia que um animal pedir por favor aí refletiremos sobre expandir esta lei."
    Certo, contudo, pessoas tem direito, uma variedade de pessoas acha que animais devem ser respeitados (pois sofrem e tudo aquilo que você já sabe). Pois bem, pessoas, tem esse ponto de vista. Adendo novamente, pessoas acham que "enquanto um homem é empático com animais e o outro destrói para construir 'em sua propriedade', há mais um conflito (algo relacionado a um homem impondo leis a favor dos animais)", voltamos ao Estado crescendo.

    "A lei de propriedade se deduz da razão e da lógica goste ou não. ela é universalmente aplicada a toda a espécie humana."
    Certo.

    "Você pode prever o futuro? saber se o estado deixará ou não em algum momento de existir? Não há nada na praxiologia que torna impossível o anarcocapitalismo, sugiro que volte a estudar Mises e outros austríacos"
    Não. Não. Há sim, meu ponto quanto a praxeologia tornar impossível é o seguinte, se "praxeologia é o estudo dos fatores que levam as pessoas a atingirem seus propósitos" e "para a praxeologia a Ação humana é todo comportamento propositado, aquele que busca atingir um dado fim, de longo alcance", pois bem: passar em um concurso público, tornar-se político, proteger os animais, ser protecionista, criar leis, aumentar o Estado, etc, etc, são, exatamente, fatores que as pessoas usam para atingirem um propósito, um dado fim, de longo alcance. Acredito que seja impossível, simplesmente, porque deve haver uma conscientização geral para dado fim, o que não acontecerá devido ao subjetivismo. Acreditar nisto é utopia.

    "ao invés de publicar desonestidades e espantalhos entenda a diferença de descentralização do poder e a utopia que nunca foi pregada aqui."
    Certo.

    "Sugiro também que leia mais artigos deste site, há vários com teor libertário e inúmeras discussões em comentários aqui sobre anarcocapitalismo."
    Já li vários, procurarei mais alguns.
  • Jacob  25/04/2018 16:42
    1. No período paleolítico, a força bruta e organizada era a regra. Essa era a única maneira de se manter vivo em um cenário de rivalidade entre tribos. Assim, a seleção natural favorecia aqueles que sabiam ser obedientes aos machos alfas de cada tribo. Os desobedientes eram simplesmente mortos.

    2. A maneira de fazer com que a obediência tribal fosse psicologicamente suportável e prudentemente benéfica era criando justificativas. Assim, os obedientes passaram a ver seus senhores como necessários para coordenar a ação coletiva e como preocupados com o bem-estar da tribo.

    Essa foi a primeira manifestação da Síndrome de Estocolmo.

    E, de novo, a seleção natural favorecia aqueles que sucumbiam e se adaptavam a essa síndrome mais facilmente.

    3. Os seres dominantes perceberam que, estando em minoria numérica, eles precisavam de legitimidade para manter seu domínio. Assim, passaram a cultivar e reforçar a Síndrome de Estocolmo ente seus súditos.

    O ápice desse esforço foi a invenção da democracia: um convite universal para se juntar às fileiras dos dominantes, algo que decisivamente ofuscou qualquer distinção entre governantes e governados, e criou um sistema no qual todos se sentiam no direito de viver à custa de todo o resto.

    4. Como observado por Lord Acton e famosamente demonstrado no experimento de aprisionamento de Stanford, o poder leva à corrupção da moral. Com o advento da democracia, os efeitos corruptores do poder se tornaram particularmente dispersos, ainda que não necessariamente pronunciados.

    Isso, em conjunto com os efeitos complementares da Síndrome de Estocolmo, tornaram a crença na autoridade (política) -- isto é, a crença de que algumas pessoas têm o direito de governar as outras pessoas -- praticamente universal.
  • Luiz  25/04/2018 17:01
    Que comentário sensacional, Jacob! Muito obrigado por esse sumário.
  • FL  26/04/2018 19:20
    Caros Jacob e Luiz,

    Caso não tenham lido, recomendo o livro do Bruno Garschagen - "Por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o estado?"

    mises.org.br/Article.aspx?id=2104


    Logo no início ele dá uma explicação parecida sobre como se iniciou o arranjo de "estado". Basicamente, uma tribo entrava em guerra com outra. Vencia, consumia todos os seus recursos, tinha que iniciar o processo novamente. Em algum ponto perceberam que, ao invés de exaurir os dominados, era melhor mantê-los produzindo, retirando apenas "um pouco" sob a constante ameaça de uma aniquilação em caso de resistência. Os dominados, felizes, aceitaram tal arranjo - era melhor dar x% do que dar 100%. Para os dominadores, também ficou mais fácil: não precisavam correr o risco de guerra e tinham sua renda garantida sem nenhum esforço. Com o tempo, a coisa foi invertida ao ponto de os dominados acreditarem que eram os dominantes que os mantinham seguros.

    É exatamente o funcionamento de qualquer máfia - você paga pela proteção dela mesma. É exatamente o funcionamento de qualquer governo até hoje.
  • Sempre Mais do MESMO  06/05/2018 12:47
    Excelente comentário, Jacob.

    Seu comentário, de certa forma, nos leva a lembrar da antiga questão filodoxa (sim, doxa) sobre se a Justiça seria a vontade do mais forte.
    Em termos práticos isso é o que se dá no mundo: OS MAIS FORTES IMPÕEM a PRÓPRIA VONTADE COMO se JUSTIÇA.

    Foi AÍ que entrou ROUSSEAU e questionou brilhantemente a objetividade dessa idéia.
    Disse Rousseau:

    - " O FORTE NÃO SERÁ SEMPRE O MAIS FORTE SE NÃO FIZER DA SUA FORÇA UM DIREITO E DA OBEDIÊNCIA UM DEVER DOS DEMAIS"

    Na verdade Rousseau apenas VERBALIZOU uma PRÁTICA que "habitava as sombras".
    Sim, porque os FARAÓS e REIS se legitimavam ATRAVÉS da UNÇÃO DIVINA.

    O Poder divino dos reis já era moeda corrente quando PAULO assim sentenciou (ver Romanos 13 ou Epístolas de Paulo 13).

    Ou seja, Rousseau não inventou a forma de LEGITIMAR a SERVIDÃO de UNS a OUTROS (voluntário ou não), mas apenas EXPÔS uma pratica não percebida.
  • Luiz  25/04/2018 17:06
    Já comentei em outro lugar e volto a repetir aqui: a seção de comentários deste site é a de mais alto nível que conheço na internet brasileira. Mesmo as respostas agressivas são repletas de argumentos.

    Só passo agradecer aos leitores por esse prazer intelectual diário.
  • Fani  25/04/2018 17:35
    Que mestre bondoso, cobra apenas 40% da renda, como faço para trabalhar para ele? O meu atual mestre, estado brasileiro está me tolhendo 72% da minha renda.
  • Luiz Moran  25/04/2018 20:00
    Maravilha ! todos temos consciência de que o Estado é parasita e nos rouba através de taxas, impostos e inflação.

    Como não podemos aceitar tal situação, deixo então uma sugestão:
    No próximo dia 01/Maio, aproveitando as comemorações do tal "Dia do Trabalho", reuna seus amigos, familiares, vizinhos, colegas, enfim, todo o seu entorno e siga para frente da prefeitura da sua cidade com os carnês do IPTU e demais taxas em mãos. Lá estando, façam uma pilha destes carnês e boletos e botem fogo neles...repitam essa mesma atitude na frente da sede do governo estadual e das repartições das secretarias da fazenda (estadual e federal).

    Por favor, depois me digam quantas pessoas apareceram, ok ?
  • Régis  25/04/2018 21:43
    Ué, e por que eu cometeria este suicídio? Sim, suicídio. Se eu não pagar IPTU ou IR, serei multado. Se não pagar a multa, um burocrata irá atrás de mim e dirá que tenho de ir ao tribunal. Se não for, outro burocrata (agora uniformizado e armado) irá atrás de mim e me jogará você na cadeia. Se eu resistir, irei apanhar. Se reagir à surra e bater, vou ser baleado.

    No final, todas as leis estatais são impingidas pela pena de morte. Tudo vai depender do seu grau de resistência.

    Você é mesmo tão ignaro que nem sequer percebeu que o artigo fala exatamente sobre isso?

    Nós que trabalhamos no setor privado ainda somos escravos. A diferença é que nossos amos nos tratam melhor do que os escravos eram tratados há 150 anos. E eles também não nos chamam de escravos.

    O pior de tudo é que o inimigo somos nós, ou pelo menos as pessoas como nós, que são politicamente inconscientes. Certo?
  • Luiz Moran  26/04/2018 10:34
    Régis,

    Extamente isso, eu não ignorei o que o artigo nos expõe, apenas entendo que o Brasil está assim, nessa latrina socialista, também por conta da passividade do seu povo: alienados, isentões, e ignorantes.
  • Ricardo Gusmão  25/04/2018 20:19
    Não deixamos de ser coagidos, apenas encontraram formas mais eficientes de escravidão.
  • Maduro  25/04/2018 21:47
    Nesse contexto, qual o valor da liberdade no Brasil do século XXI ?
  • Bode  26/04/2018 10:46
    Um escravo entrega 100% do que produz a seu senhorio, mas recebe alojamento, roupas e alimentação. Assim, 40% do que produz lhe retornam. Portanto, escravo é aquele que entrega cerca de 60% do fruto do seu trabalho ao seu senhor.
    Nós brasileiros entregamos ao estado 40% do que produzimos, portanto vivemos em regime de quando escravidão.
  • joão  26/04/2018 12:47
    A sutileza entre o oitavo e o nono estágio é incrível. Parece que tudo mudou, porque agora você teria o real direito ao voto, mas no fundo nada realmente muda.
  • Demolidor  26/04/2018 19:53
    Olhando assim, o terceiro e o quarto estágios são melhores. Parece descrever os funcionários públicos (com a diferença de que votam).

    Do quinto em diante, é só obrigação e ilusão.
  • pedro frederico caldas  26/04/2018 21:02
    Meu caro Guilherme,
    As boas ideias às vezes se perdem pelo radicalismo de seu seguidores. Mesmo na democracia o homem não é livre. Ponto. Aliás, a liberdade não se esgota na democracia. No regime aristocrático - e, aqui, não estou falando de aristocracia de sangue, hereditária, mas se no sentido que lhe dava Aristótles -, convive também com a liberdade. O homem jamais será completamente livre. Em havendo sociedade, há restrições à liberdade. Se houvesse somente um homem no mundo, nem assim poderíamos dizer que ele seria completamente livre. Por sinal, neste caso, nem faz sentido se falar de liberdade. Em resumo, a vida em sociedade implica restrição à liberdade individual. Não precisamos ir tão longe. No momento em que se casa, o pacto do casamento já estabelece mais limites ainda à liberdade. Daí você querer comparar a situação de um escravo, que absolutamente não é livre, com um cidadão livre, por mais restrições que lhe Estado lhe imponha, vai um oceano de exagero. O escravo não pode mudar de emprego, não pode escolher a mulher que quiser e ter ou não ter os filhos que quiser; não pode mudar de cidade; não pode evitar os castigos que o seu proprietário lhe impuser; não tem feriados nem férias; não pode decidir parar de trabalhar; não pode escoher o feitor etc. etc. E por aí vai. Seria o caso animus jocandi de dizer que se você se acha na mesma situação, passe por aqui para tomar umas chibatadas.
  • Rafael  27/04/2018 00:41
    Rapaz, até agora ninguém teve a hombridade de responder à pergunta do texto. É só tergiversação e enrolação. Covardia em nível máximo.

    Prezado Pedro, por gentileza, em que estágio o escravo deixou de ser escravo e se tornou livre?

    Pergunta simples, direta e sem pegadinha. Apenas responda.
  • pedro frederico caldas  27/04/2018 15:42
    Meu caro Rafael, Vou tentar lhe responder. Como disse ao Guilherme, ninguém é absolutamente livre. Na história da humanidade não nenhum registro de liberdade absoluta. As pessoas estão sempre chumbadas às obrigações, às normas, impositivas ou não. Duvido que ao tomar o elevador do seu condomínio você não cumprimente os vizinhos presentes. Você não está impositivamente obrigado a tanto, mas as regras de boa convivência em qualquer medida impõem tal atitude. Você seria livre se fosse para a curva de um rio, no recôndito da selva amazônica, onde ninguém sequer soubesse de sua existência? Embora não tivesse de declarar imposto de renda nem observar nenhuma regra de conduta, filosoficamente você não seria livre porque o grau de liberdade de alguém será sempre medido em relação à alteridade. Mas vamos lá.Aa pegunta do texto chega a ser boba, tão boba que você colocou a etiqueta de "pegadinha". Não existe um corte em que você possa dizer "agora sou livre". As situações colocadas pelo autor revelam apenas que de um sistema de escravidão plena vai-se aumentando o limite das liberdades conquistadas. Nesse passo, as limitações do escravo e as liberdades que se vão conquistando se dão na proporção inversa: quanto mais liberdade, menos escravidão. Se se tratasse de uma questão direta, eu poderia dar uma resposta: ele deixou de ser escravo no dia que deixou de ser propriedade do senhor escravocrata. Mas essa não é a questão. A questão colocada, filosoficamente colocada, é que ninguém é completamente livre. Assim é e assim sempre será. Enquanto houver sociedade, haverá limitações às liberdades individuais porque seu direito não poderá invadir a esfera de direito de outrem. A presença do Estado implicará sempre em limitação da liberdade. Como nunca foi registrado e num horizonte visível não se divisa a possibilidade de o Estado não existir, a liberdade sempre terá limitações.
  • Rafael  27/04/2018 16:13
    E nada do cara responder! Que covarde.
  • Vinicius  27/04/2018 02:19
    Legal mas, liberdade não existe.
  • Moraes  27/04/2018 15:41
    Says who?
  • pedro frederico caldas  27/04/2018 20:20
    Rafael, por favor, tenha civilidade no debate; não xingue, argumente. Se não tem argumentos, abandone a liça. Por sinal, seu comportamento depõe contra seu ideal. Como haver um mundo sem nenhuma autoridade se há pessoas que agem como você? Para haver um mundo ideal assim, há que não se ter o comportamento pouco urbano que você está tendo. Você nem me conhece e tenta me ultrajar com o epíteto de covarde. Se não houvesse leis e Estado; se não houvesse o dever moral de ser polido para com os semelhantes, seus opositores, agindo à sua semelhaça, ergueriam a arma por que você, com essa conduta, parece ter predileção, a burduna. Você com tais atitudes se torna o exemplo mais lavrado de que deve haver algum controle social.
  • Rafael  27/04/2018 22:09
    Nobre Pedro, bom dia/boa tarde/boa noite. Como vai, tudo bem? Espero que realmente que esteja tudo ótimo.

    Por obséquio, fazendo um enorme favor, e com muito açúcar por cima, poderia o senhor me conceder o nobre e benevolente ato de, mui caridosamente, dizer que estágio a escravidão acabou?

    Muito agradecido pela bondade. Saudações!

    P.S.: melhorou?
  • Sempre Mais do MESMO  06/05/2018 14:06
    Uai Pedro...

    ...mas se o controle social estiver a cargo de pessoas perversas, como fica?

    - Você reivindica o PODER para um grupo organizado de pessoas. Não podes negar isso.

    - Nunca te passou pela cabeça que os que mais desejarão participar deste grupo são exatamente aqueles cuja índole é nociva? Isso chega ser óbvio, pois os piores é que almejarão a impunidade para seus crimes e abusos e é natural que exatamente estes busquem posições de Poder e imunidade a reações.

    - É óbvio que aqueles mais destituídos de respeito aos demais serão s mais atraídos pela GANG com Poder pleno sobre os demais.

    ...ou você pensa que ao se integrar no Estado (uma poderosissima quadrilha super organizada) o indivíduo automaticamente se torna um ser superior que visa apenas o bem comum e a justiça?

    O Estado em sua hierarquia privilegia e imuniza sua cúpula. É certo que quanto mais útil ao Estado, mais o integrante será bem quisto por seus pares. O que chama-se de CORPORATIVISMO.

    Aos mais privilegiados hierarquicamente no Estado INTERESSA a DEFESA do PODER do Estado sobre a sociedade. Eles VIVEM do PODER e NÃO do TRABALHO. É o Poder que os remunera. E quanto mais canalha, mais é atraido pelo PODER.

    As moscas são atraidas e se encantam com a bosta, da mesma forma que o PODER atrai os piores, os mais pérfidos e violadores do direito alheio. Por isso o Estado SE PERMITE TUDO, CONCEDENDO-SE PLENO DIREITO PARA ARBITRAR SOBRE A SOCIEDADE.
  • pedro frederico caldas  28/04/2018 01:10
    Muito, melhorou muito. Agora posso acreditar na possibilidade de se conviver sem normas cogentes se as pessoas fossem como você demonstra poder ser. Vou tentar ser claro sem me repetir. Liberdade absoluta não existe. A vida em sociedade exige restrições, maiores ou menores de acordo com o grau de civilização alcançado. Agora, comparar uma pessoa que vive sob restrições estatais com um escravo que não passa de uma propriedade de seu senhor, vai um oceano de distância. O nosso trabalho é sempre procurar o máximo de liberdade com o mínimo de restrições. Devemos desistir então da utopia do homem completamente liberto? Claro que não. As nobres aspirações devem estar sempre como um farol a guiar nossos passos, embora, como a linha do horizonte, sempre se afaste quando delas nos aproximamos. As nossas diferenças é que reconheço essa realidade sem abdicar da aspiração da mais plena liberdade. Já muitos de vocês acham possível uma vida completamene liberta, sem peias, quase anárquica, contra todas as evidências da história do homem na terra. Vocês, libertários, se limitam a proclamar um verdade indemonstrada. No máximo falam na pulverização de organizações sociais mínimas. Mas convenhamos que se fossem possíveis também representariam, em alguma medida, restrições individuais. Espero ter colocado meu ponto de vista. Todavia, se você continua a insistir que eu indique quando, na gradação do artigo, o homem deixou de ser escravo, eu diria que se deu no momento em que o escravo deixou de ser uma propriedade, uma coisa, passou a ter personalidade jurídica. Mas, devo reprisar, ainda assim essa evolução não desagurá numa liberdade absoluta, que continua para além de um horizonte visível. Tenha uma boa noite. EM TEMPO: Acredito que todos nós jogamos no mesmo time, embora, como em qualquer equipe, com papeis diferentes.
  • Guilherme  28/04/2018 13:16
    O Rafael está perguntando quanto são dois mais dois, e o Pedro Caldas está respondendo contando a estória do Lobo Mau e os Três Porquinhos.

    Em comum, pergunta e resposta têm apenas o fato de apresentarem números. De resto, é só enrolação do Pedro (que nem sequer sabe responder no local certo).
  • Sempre Mais do MESMO  06/05/2018 13:28
    Ó Pedro,
    LIBERDADE É UM CONCEITO NEGATIVO. A POTÊNCIA ou CAPACIDADE de REALIZAR ALGO, CAPACIDADE de AGIR, esta SIM é um conceito POSITIVO.

    UM INDIVÍDUO SOLITÁRIO NO MUNDO, É INEQUIVOCAMENTE UM INDIVÍDUO LIVRE.

    Por que isso? ...Porque NINGUÉM LIMITA A SUA AÇÃO e se esta é limitada O É PELA PRÓPRIA INDIVIDUALIDADE do sujeito. Ou seja, OS LIMITES SÃO NATURAIS AO INDIVÍDUO.

    Se esta SOLITÁRIO a sua AÇÃO será limitada exclusivamente por suas caracteristicas NATURAIS.

    Porém, quando surge OUTRO INDIVÍDUO é AXIOMÁTICO que ambos POSSUEM O MESMO DIREITO NATURAL.

    Assim, NÃO SE PODE AFIRMAR que UM TEM DIREITO de VIVER o OUTRO NÃO. Pois só assim um teria direito de AGIR CONTRA o OUTRO e até mata-lo.

    A existência de mais de um indivíduo irá gerar INTERSEÇÃO nos espectros da ações e POR ISSO FAZ SURGIR A IDÉIA do DIREITO NATURAL e é o DIREITO IGUAL de CADA UM que DELEGITIMARÁ AÇÕES de UNS CONTRA os OUTROS.

    Então POR ISSO que LIBERDADE é UM CONCEITO NEGATIVO que não pode ser confundido com POTÊNCIA.

    LIBERDADE é NÃO TER SEU DIREITO NATURAL VIOLADO: É NÃO ESTAR SUJEITO A VONTADE ALHEIA por AMEAÇA de LHE SER CAUSADO UM DANO AINDA MAIOR PELA AÇÃO ALHEIA.

    Repare que é a AÇÃO ALHEIA que VIOLA A LIBERDADE e não a baixa potencia para agir que determina que o indivíduo é menos livre ou não é livre.

    Assim: LIBERDADE é NÃO ESTAR SUJEITO Á VONTADE ALHEIA por AMEAÇA ILEGITIMA.

    A legitimidade é dada pelo DIREITO NATURAL que nada é senão o NÃO INICIO DA AGRESSÃO.

    LIBERDADE é AUSÊNCIA de COERÇÃO e OPRESSÃO. ...Liberdade é AUSÊNCIA e não PRESENÇA de POTENCIA PARA AGIR.

    Como todos tem igual direito natural, nenhum tem direito de agir contra seu semelhante inocente. Por isso LIBERDADE é conceito NEGATIVO, uma AUS?NCIA e não uma presença.

    Da mesma forma ESCURO É AUSÊNCIA de LUZ e NÃO a presensa de uma LUZ PRETA. O ESTADO NATURAL É a ESCURIDÃO, a LUZ É POSITIVA. A LIBERDADE É NATURAL, um DIREITO NATURAL, não otência para agir.

    CARECA É AUSÊNCIA de CABELO e NÃO a PRESENÇA de um TIPO de CABELO INVISÍVEL.

    O VAZIO é a AUSÊNCIA de TUDO e NÃO A PRESENÇA DO NADA porque o nada é o que não existe e por tal não pode ser PRESENÇA.

    Basta pensar um pouco e o que parece dificil fica fácil, mas é preciso possuir POTÊNCIA para PENSAR, sem a presença desta capacidade nem mesmo se pode reconhecer o que é Liberdade.
  • pedro frederico caldas  28/04/2018 14:26
    Meu caro Guilherme,

    A pergunta do Rafael não foi "quanto são dois mais dois". Se tivesse sido, eu diria: quatro!
  • pedro frederico caldas  29/04/2018 15:57
    Agora, aqui vai minha pergunta aos que concordam plenamente com o artigo sob consideração: se vocês esposam tão amplo conceito de escravidão, em que quadro poderíamos dizer que o homem já não é mais escravo? Se vocês responderem que não existe essa possiblidade, vocês confessam que estão defendendo uma causa impossível de realização e que não passam de nefelibatas; se vocês desenharem o quadro em que se poderia dizer que o homem já não é mais escravo, gostaria de analisá-lo.
  • Rafael  29/04/2018 17:02
    "em que quadro poderíamos dizer que o homem já não é mais escravo?"

    Em nenhum. A escravidão continuou, mudou apenas sua intensidade. Antes o escravo apanhava e não podia nem falar. Agora, não mais apanha e pode se expressar. Mas continua sendo obrigado a entregar os frutos do seu trabalho para seu amo, o estado.

    "Se vocês responderem que não existe essa possiblidade, vocês confessam que estão defendendo uma causa impossível de realização e que não passam de nefelibatas"

    Ué, por quê? Você realmente é tão ignorante ao ponto de achar que só há ditadura e democracia? Você realmente acha que não há absoultamente nenhum outro arranjo senão esses dois?

    Você, sim, é o nefelibata.

    Eu poderia mandar varios links sobre isso, mas por que me daria a esse trabalho? Você já demonstrou que não é capaz de ler nada mesmo.

    Pode ficar aí com seu "nefelibatismo".

    "se vocês desenharem o quadro em que se poderia dizer que o homem já não é mais escravo, gostaria de analisá-lo."

    Continua sendo escravo.

    Pronto, tudo respondido. Agora, que tal você ter a hombridade de finalmente começar a responder? Vamos lá, pela sexta vez: em que estágio o escravo deixou de ser escravo?
  • Sempre Mais do MESMO  06/05/2018 12:20
    .
    A única diferença entre o antigo senhor de escravos e os governos não se dá em relação ao senhor de escravo tradicional, mas sim em relação ao escravo:

    O ESCRAVO mais conhecido e assim nomeado não possuia NENHUM OUTRO BEM QUE NÃO o SEU PRÓPRIO CORPO.

    - Então o senhores AMEAÇAVAM o ÚNICO BEM que os declarados scravos possuiam: O CORPO. Assim os aprisionavam e castigavam fisicamente para FORÇA-LOS Á OBEDIÊNCIA. (o trabalho é consequencia da obediência exigida, que poderia ser qq outra)

    O ESCRAVO do governo, que espertamente não o declara seu escravo, possui OUTROS BENS AMEAÇÁVEIS antes de ter seu CORPO FISICAMENTE AMEAÇADO. Os governos só agirão contra o CORPO de seus escravos pagadores de impostos, caso a ameaça a seus outros bens não surta efeito.

    Os governos AMEAÇAM, inicialmente, não o CORPO de seus escravos (pagadores de impostos), mas sim OUTROS BENS que estes possuem:

    - Ameaçam tomar sua casa e outros imóveis.
    - Ameaçam tomar seu veículo.
    - Ameaçam impedi-lo de trabalhar e se sustentar com certo conforto.

    Ou seja a nova ameaça NÃO e MAIS:

    - OU TRABALHA para NÓS ou SERÁ ACORRENTADO e ESPANCADO.

    mas SIM É:

    - OU TRABALHA para NÓS ou NÃO PERMITIREMOS QUE VIVA COM CERTO CONFORTO. Se NÃO QUER TRABALHAR para o GOVERNO, TERÁ QUE VIVER NA MISÉRIA.
    ...SÓ EM ULTIMO CASO: ..."Se tentar reagir, então sim atacaremos seu corpo e o prenderemos e até mataremos".

    Como a quase totalidade não se entrega a miséria e indigência, ACABA ACEITANDO OBEDECER aos Senhores de PAGADORES de IMPOSTOS, estes permitem que essa minoria não trabalhe para sustentar os luxos dos governos, MAS DELES SE UTILIZAM PARA DAR APARÊNCIA MORAL à SERVIDÃO que IMPÕEM aos PAGADORES de IMPOSTOS:

    ...todos, de alguma forma, têm que servir ao Estado e sua hierarquia de senhores.
  • Sempre Mais do MESMO  06/05/2018 12:32
    Só complementando com um exemplo de fácil percepção:

    O IPTU.

    Se você não pagar o IPTU o governo (prefeitura) TOMA a sua residência ou imóvel qualquer.

    O IPTU NÃO é para cobrir os serviços prestados pela prefeitura, mas apenas para que esta permita que vc tenha conforto.

    Quer prova disso?

    O IPTU é maior tanto mais confortável for sua residência ou imóvel onde exerce seu trabalho (imóvel comercial).

    Se seu imóvel é num local melhor da cidade, VOCÊ PAGA MAIS PARA QUE O GOVERNO MUNICIPAL PERMITA A VOCÊ ESSE CONFORTO. A cobraça é pelo seu conforto e não pelos serviços que te prestam e nem mesmo pela sua renda. Afinal 2 sujeitos com renda igual: aquele que mora num imóvel pequeno num lugar ruim pagará menos IPTU do que o outro que mora num lugar bom ou num imóvel confortável.

    Os governos municipais COBRAM MAIS para PERMITIREM que VOCÊ VIVA MAIS CONFORTÁVELMENTE.

    Dos ESCRAVOS assim declarados, os SENHORES COBRAVAM DELES O TRABALHO para PERMITIREM que seus corpos NÃO FOSSEM SUPLICIADOS. Ou seja, para permitirem um mínimo de "conforto" aos ESCRAVOS, estes tinham que TRABALHAR PARA SUSTENTAR SEUS SENHORES ...ou seriam castigados fisicamente. Atualmente o CASTIGO CONTINUA SENDO IMPOR DESCONFORTO ao ESCRAVO que nem percebe que é escravo.
  • pedro frederico caldas  30/04/2018 03:18
    Meu caro Rafael,

    Simplesmene você não demonstrou nada. Você não apontou, em milhares de anos de história, um só momento em que a sociedade fosse composta por não escravos, segundo sua própria concepção de escravidão. Você diz que eu sou "ignorante ao ponto de achar que só ha ditadura e democracia". Eu lhe pergunto: em que parte das minhas intervenções fiz tal afirmação? Em nenhuma. Na verdade, desde o princípio venho dizendo que é impraticável a liberdade absoluta na vida em sociedade. Seus direitos serão sempre limitados pelo direito alheio e o atrito sempre possível entre as diversas esferas jurídicas ou é arbitrado pelo Estado ou é resolvido pelo mais forte. Se por um passe de mágica pudéssemos abstrair a existência o Estado, ainda assim o homem teria limitações e seria submetido a regras disciplinares. Não existe o Estado é você é empregado, então você tem que comparecer ao trabalho e executar suas tarefas no horário, no local e sob a supervisão de seu empregador. Ou não? Os seus argumentos e até o do artigo, que considerei e continuo considerando fraco, chegam ao paroxismo. Vou tomar a parte mais forte da gradação estabelecida no artigo. O regime é escravocrata, então existe o escravo e o senhor, proprietário do escravo. Ao sustentar que todos são escravos estariamos admitindo uma escravidão sem senhores. Ora, levando seu argumento adiante, poderíamos dizer que se não existem senhores, não existem escravos.
    Você não respondeu minha pergunta. Você não disse em que situação você admite que o homem não é escravo. Para você, enquanto existir Estado existirá escravidão. Para mim a existência do Estado implica restrições à liberdade. Nossa diferença é que não diviso a possiblidade de não existir Estado. E digo isso fundado em milhares de anos de história em que o Estado, seja qual for a forma que assumiu ou o poder que deteve, sempre esteve presente. O que você diz nem chega a ser, em termos de lógica formal, um proposição. Só há proposição quando empiricamente demonstrável.Na impossibilidade de alinhar argumentos sólidos, você volta a usar da borduna, epiteta-me de muito ignorante e, contraditoriamente, me xinga de escravo. Não fiquei ofendido porque se você acha que todos nós somos escravos, não mi diminui ser xingado daquilo que você acha que é. Por fim, ao destacar as frases do contendor para dar resposta, você debuxa o estilo de Leandro Roque. Só que Leandro Roque faz isso de forma admirável quando está tratando de Economia, ciência que domina magistralmente e sempre obtem o meu entusiástico aplauso. Não tende imitá-lo, não vá alem das sandálias.
  • Emerson Luis  10/05/2018 10:56

    Hei, Caldas!

    Você já ouviu falar de uma nova invenção chamada "parágrafo"? É software livre, experimente, você vai gostar! Não vai mais parar de usar!

    Comunicação confusa geralmente reflete pensamento confuso. Assim você entorna o caldo!

    * * *
  • Marcio  01/05/2018 19:04
    "Chamar atenção para esse fato [prerrogativa que o Governo tem de cobrar impostos] não implica em condenar a existência do governo, pois, na realidade, a cooperação social pacífica seria impossível na ausência de um instrumento que impeça, pela força se preciso, a ação de indivíduos ou grupos de indivíduos antissociais. Não nos enganemos proclamando, como fazem muitos, que o governo é um mal, embora um mal necessário e indispensável. Aquilo que é necessário para atingir um fim é um meio; é o custo a ser incorrido para atingir o fim desejado. Considerar tal custo como um mal, no sentido moral da expressão, é um julgamento arbitrário."

    von Mises, Ludwig. Ação Humana - Um Tratado de Economia (Locais do Kindle 16863-16867). Instituto Ludwig von Mises Brasil. Edição do Kindle. - Parte VI, Cap. 27, tópico 2
  • Emerson Luis  10/05/2018 11:12

    Resposta: em nenhum estágio.

    Mas quem sabe no estágio 10 (ou 12) isso mude? Só não me perguntem qual será este.

    Observações:

    A liberdade é sempre limitada. Mesmo Robinson Crusoe sozinho na ilha tem que respeitar as leis naturais se quiser ficar relativamente bem.

    Até em uma sociedade anarcocapitalista haveria (e inevitavelmente teria que haver) normas sociais.

    O problema não é a existência de normas sociais, mas elas serem estabelecidas e/ou seguidas em desacordo com as leis naturais.

    Sorry, anarco-millennials!

    * * *
  • Taxidermista  05/07/2018 17:10

    "Our politicians tell us we are free, even though most governments take over 50% of what we earn. They claim we get services that we need for our hard-earned money, even though we could buy the same services at half the price from the private sector. Today, we ridicule the slave-owners' claim that they "gave back" to their slaves by housing, clothing, feeding them, and bestowing upon them the "benefits" of civilization instead of leaving them in their native state. We see this as a self-serving justification for exploitation.

    In the future, we will view being forcibly taxed to pay for things we don't want, such as bombs for the Middle East, subsidies for tobacco, other people's abortions, regulations that put small businesses out of business, prisons for people trying to feel good, keeping life-saving medications out of the hands of dying people, etc., as taking away our freedom. When even a small portion of our lives is spent enslaved, that part tends to dominate the rest of our time. If we don't put our servitude first as we structure the remainder of our lives, our masters will make sure we regret it. How much freedom do we need to survive and how much do we need to thrive?"

    (Mary J Ruwart)


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.