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Aviso aos socialistas: é impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo
E é impossível argumentar em prol de um “socialismo democrático” ou de um “socialismo com liberdade”

A evolução das coisas é curiosa. Enquanto os países em desenvolvimento estão se afastando do socialismo — após vivenciarem seus desastres e, principalmente, ao verem a experiência se desenrolando ao vivo na Venezuela —, os países ricos estão voltando a se encantar com o seu charme.

O socialismo está bastante em voga nos países desenvolvidos. Colunas de jornal exortando os leitores a pararem de se preocupar com os fracassados passados do socialismo, e a começarem a se excitar com seu incrível potencial futuro, praticamente se tornaram um gênero próprio.

Por exemplo, o The New York Times recentemente publicou um artigo que afirmava que a próxima tentativa de construir uma sociedade socialista será completamente diferente:

Desta vez, as pessoas poderão votar. Bem, debater, deliberar e então votar — e terão fé de que as pessoas são capazes de se organizar para criar novos destinos para a humanidade. Quando nos concentramos em sua essência e retornamos às suas raízes, o socialismo é uma ideologia que prega a democracia radical. [...] Seu objetivo é empoderar a sociedade civil para permitir a participação nas decisões que afetam nossas vidas.

Observe que o linguajar delirante e megalomaníaco ("criar novos destinos para a humanidade") continua o mesmo do Manifesto Comunista.

Já a revista Current Affairs escreveu que o socialismo não "fracassou". Ele apenas não foi aplicado corretamente:

É incrivelmente fácil ser a favor do socialismo e contra os crimes cometidos pelos regimes socialistas do século XX.

Quando alguém começa a falar sobre a União Soviética ou sobre a Cuba de Fidel Castro, e em seguida diz "Bem, eis aí o seu socialismo", minha resposta é que esses regimes não têm absolutamente nenhuma relação com os princípios pelos quais estou lutando. [...] A história da União Soviética realmente não nos diz muita coisa sobre "socialismo" [...]

Sou capaz de fazer distinções entre os aspectos positivos e negativos de um programa político. Gosto da parte sobre permitir que os trabalhadores colham maiores benefícios do seu trabalho. Não gosto da parte sobre enviar dissidentes para paredões e campos de trabalho forçado.

Já o escritor, comentarista e ativista britânico Owen Jones afirmou que a atual versão do socialismo vigente em Cuba não era o socialismo "verdadeiro" — mas que, não obstante, ainda há tempo de se transformar na coisa verdadeira. Disse ele:

Socialismo sem democracia não é socialismo. Socialismo significa socializar a riqueza e o poder.

Cuba poderia se democratizar e conceder liberdades políticas atualmente negadas, bem como defender os ganhos da revolução. [...] O único futuro para o socialismo está na democracia. Isso significa organizar um movimento com raízes nas comunidades populares e nos locais de trabalho. Significa argumentar em prol de um sistema que expanda a democracia para todos os locais de trabalho e para toda a economia.

Por fim, o The Washington Post publicou um artigo cujo título é auto-explicativo: É hora de dar uma chance ao socialismo. A autora Elizabeth Bruenig escreve:

Não devendo ser confundido com uma nostalgia totalitária, eu defendo um tipo de socialismo que seria democrático e voltado primordialmente para descomodizar a mão-de-obra [isto é, fazer com que o trabalho deixe de ser tratado como uma mercadoria], para reduzir as vastas desigualdades criadas pelo capitalismo, e para quebrar a fortaleza criada pelo capital na política e na cultura.

Apesar das diferenças de estilo e de ênfase, artigos deste tipo têm a mesma coisa em comum: vários erros.

Argumentos sem sentido

Para começar, por mais que os autores insistam em dizer que os exemplos anteriores de socialismo não representavam o socialismo "verdadeiro", nenhum deles é capaz de dizer exatamente o que fariam de diferente.

Em vez de apresentarem pelo menos um esboço de como essa "nova" versão do socialismo funcionaria na prática, os autores apenas recorrem a abstrações, falando grandiosamente sobre aspirações sublimes em vez de características tangíveis e institucionais.

"Criar novos destinos para a humanidade" e "democratizar a economia" são frases que cabem em um perfil de Facebook, mas que, na prática, não têm significado nenhum. Afinal, como é que "o povo" irá gerenciar conjuntamente essa "nova" economia? Será que "o povo" irá se reunir em um parque e debater quantas escovas de dente e quantas chaves de fenda deverão ser produzidas? E como seria decidido quem ficaria com o quê? Como seria decidido quem faria o quê?

Mais: além de decidir quais produtos produzir, como "o povo" estipularia em qual etapa da cadeia produtiva cada indivíduo deveria trabalhar? Quem decidiria quanto de cada produto seria produzido em cada etapa da cadeia de produção? Quem decidiria quais técnicas ou matérias-primas serão utilizadas em cada processo de produção? Quem estipularia onde especificamente toda essa produção ocorreria? Como "o povo" saberia os custos operacionais? Como "o povo" saberia qual processo de produção é o mais eficiente?

E se, ao final da reunião, o povo não chegar exatamente a um acordo sobre tudo isso?

Essas questões não são meros detalhes técnicos triviais, os quais podem ser perfeitamente deixados para ser resolvidos após a revolução. Muito pelo contrário: elas são as mais básicas e fundamentais perguntas que um defensor de qualquer sistema econômico tem de ser capaz de responder.

Quase três décadas já se passaram após a queda do Muro de Berlim — tempo suficiente para que um socialista "moderno" apresentasse ao menos algumas idéias sobre como seria um tipo diferente de socialismo. E, no entanto, aqui estamos. Após todos esses anos, os socialistas ainda não saíram do estágio das frases de efeito, dos clichês e dos lugares-comuns.

Mas não prenda a respiração. Nenhum socialista jamais descreveu como funcionaria uma economia socialista. Você encontra vários livros descrevendo exatamente como funciona uma economia de mercado — como a propriedade privada gera o sistema de preços e como estes preços livres fazem a alocação de recursos escassos, garantindo que sempre haja oferta —, mas você não encontra absolutamente nenhum explicando como seria organizada uma economia socialista.

O próprio Marx nunca mostrou como o sistema de produção poderia ser organizado sob o socialismo. Ele nunca forneceu nenhum detalhe sobre como seria uma sociedade socialista, exceto em uma breve passagem que foi publicada em um livro escrito conjuntamente com Engels e com o homem que os havia apresentado em 1843, Moses Hess. O livro foi intitulado A Ideologia Alemã (1845). Só foi publicado em 1932.

Eis a descrição do comunismo:

Assim que a distribuição do trabalho passa a existir, cada homem tem um círculo de atividade determinado e exclusivo que lhe é imposto e do qual não pode sair; será caçador, pescador, pastor ou um crítico, e terá de continuar a sê-lo se não quiser perder os meios de subsistência

Na sociedade socialista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.

Esta fixação da atividade social, esta petrificação do nosso próprio trabalho num poder objetivo que nos domina e escapa ao nosso controlo contrariando a nossa expectativa e destruindo os nossos cálculos, é um dos fatores principais no desenvolvimento histórico até aos nossos dias.

Agora veja bem: há aproximadamente 70 volumes das obras de Marx e Engels, mas essa é a passagem mais longa que descreve o funcionamento de uma sociedade socialista e de como seria a vida sob esse arranjo.

O que nos leva ao segundo ponto.

Os autores dos artigos acima parecem não ter se dado conta de que não há nada de original nas aspirações grandiosas que eles escrevem, e nem nas frases de efeito que utilizam. Dar "ao povo" o "controle democrático" da economia sempre foi a aspiração — e a promessa — do socialismo.

Da maneira como eles falam, dá a entender que tais aspirações grandiosas nunca passaram pela cabeça das pessoas que estavam envolvidas nos projetos socialistas do passado. Muito pelo contrário: essa sempre foi a ideia. Nunca houve um caso em que os socialistas começaram sua revolução com a intenção expressa de criar ditaduras e sociedades estratificadas controlada por uma elite tecnocrática. O socialismo sempre se degenerou nisso, mas não porque essa era a intenção inicial: o socialismo sempre acaba criando uma sociedade de castas porque ele inevitavelmente requer uma ditadura.

Os socialistas normalmente reagem com uma genuína irritação quando um oponente menciona qualquer um dos vários projetos fracassados do socialismo. O socialismo foi aplicado na União Soviética, em Cuba, na China, na Coreia do Norte, no Camboja, na Etiópia e no Zimbábue e em vários outros regimes menos famosos. Atualmente, está em escala plena na Venezuela. Os socialistas vêem essa lista como um espantalho, um golpe baixo. Como consequência, eles se recusam a responder à pergunta: por que todas essas tentativas deram errado?

De acordo com os socialistas "modernos", essas tentativas anteriores de socialismo fracassaram simplesmente porque seus líderes não tentaram com afinco, e isso é tudo.

É óbvio que não é tão simples assim. Após Mises, em 1920, ter explicado em excruciantes detalhes por que o socialismo é uma impossibilidade prática em termos econômicos, Friedrich Hayek, em 1944, explicou que o socialismo sempre, e inevitavelmente, leva a uma extrema concentração de poder nas mãos do aparato estatal. E explicou por que a ideia de que esse poder concentrado possa ser democraticamente controlado é uma ilusão.

Finalmente, os socialistas contemporâneos são totalmente incapazes de abordar as deficiências do socialismo na esfera econômica. Eles falam muito sobre como sua versão moderna de socialismo seria democrática, participativa, não-autoritária, bela e meiga. Mas é só.

No entanto, pelo bem do debate, vamos supor que eles fossem capazes de provar que Hayek estava errado, e que é possível haver socialismo sem ditadura. E aí?

Eles seriam capazes de evitar os Gulags, os julgamentos sem o devido processo legal e as ações da polícia secreta, algo que, obviamente, seria um grande avanço em relação às outras versões do socialismo que existiram no passado. Mas ainda teriam de resolver o problema da economia disfuncional.

A economia importa

Os socialistas contemporâneos parecem simplesmente partir do pressuposto de que uma versão democrática do socialismo seria não apenas mais humana, como também mais economicamente produtiva e eficiente: apenas reformemos o sistema político, e todo o resto melhorará como mágica.

Só que não há nenhum motivo para se pensar assim. Democracia, liberdades civis e direitos humanos, por si sós, não fazem com que países pobres se tornem ricos.

Uma versão da Alemanha Oriental sem a Stasi, o Muro do Berlim e toda a brutalidade da policial seria um país muito melhor do que aquele que efetivamente existiu. Mas, ainda assim, a produção per capita da Alemanha Oriental era 70% menor que a da Alemanha Ocidental. A democracia, por si só, não teria poder nenhum para reduzir essa disparidade.

Uma versão da Coreia do Norte sem a polícia secreta e os campos de trabalho forçado seria um país melhor do que o que atualmente existe. Mas mesmo assim: a diferença de padrão de vida entre a do Norte e a do Sul é tão obscena, que o sul-coreano médio é até 8 centímetros mais alto que o faminto norte-coreano médio, e sua expectativa de vida é mais de 10 anos maior. A democracia não faria com os norte-coreanos fossem menos famintos, mais altos e com maior estatura.

No final, ainda que os socialistas contemporâneos de fato fossem capazes de criar um socialismo democrático e não-totalitário (algo impossível na prática, por definição), eles ainda assim têm de explicar como funcionaria uma economia centralizada.

O desafio lançado por Mises, ainda em 1920, segue sem ser respondido até hoje.

Conclusão

No final, o argumento "moderno" em prol do socialismo se resume a apenas isso: "Da próxima vez, será diferente. Confie em nós."

Após dezenas de tentativas fracassadas (e impressionantemente mortíferas), convenhamos que isso não é muito persuasivo.

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Leia também:

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A catástrofe humanitária do socialismo venezuelano: 90% da população vive hoje na pobreza

É impossível haver socialismo e liberdade - como nos mostra a Venezuela

O socialismo inevitavelmente requer uma ditadura

O socialismo necessariamente requer métodos brutais para ser implantado

30 votos

autor

Kristian Niemietz
trabalha para o Institute of Economic Affairs.


  • Wozniak  20/04/2018 16:17
    Será que não é o capitalismo que falha todo dia pra ter esse tanto de socialista ressurgindo assim ?

    Nós estamos em 2018, o muro já caiu, mas parece que o mundo ta cada vez mais flertando com a esquerda.

    As pessoas não param de querer mais Estado, não param de pedir mais Igualdade.
    Até nos EUA, a quantidade de esquerdista que surge ali é absurda. É o lugar que mais produz pensamento anti americano (risos)

    O povo olha pra China, que cresce sem democracia, e vê aquilo com nojinho. Ninguém quer ser como a China.

    Mas a China tem o partido único, tem o Estado forte controlando tudo...ora não seria o sonho dos esquerdistas ?

    Que contradição...

    Mas os esquerdas de hoje são progressistas, a palavra da vez é a DEMOCRACIA. É o ESTADO DE DIREITO.


    Será que a democracia vai transformar todo mundo em esquerdista ?


  • Edson  20/04/2018 16:34
    "Socialista ressurgindo" é o auge do paradoxo. Essa gente nunca morreu. São apenas ressentidos e invejosos que têm um único objetivo na vida: confiscar a propriedade alheia para redistribuir entre eles próprios.

    Enquanto houver inveja e ressentimento haverá socialistas no mundo.

    Quando desnudados de todas as frases de efeito, os socialistas (atuais e do passado) defendem isso e apenas isso: tomar o que é dos outros para ficar com tudo para si próprio. Não há uma mísera exceção a esta regra.

    Aqueles que querem repartir o bolo querem sobretudo o controle da faca. Defendem o confisco, mas desde que eles mesmos se encarreguem da distribuição.

    Quanto ao "capitalismo estar falhando", se isso é falha, nem imagino o que seja sucesso:

    Seu padrão de vida hoje é muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos

    Estamos mais ricos e melhores do que imaginamos - mas as estatísticas não capturam isso

    Para erradicar a pobreza, mais capitalismo

    Como o capitalismo e a globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos
  • Matheus  20/04/2018 17:26
    Primeiro, chamar o que hoje vigora no mundo todo de capitalismo é no mínimo ignorância ou muita desonestidade.

    O que nós temos hoje no mundo, e inclusive no "Capitalismo malvadão do EUA" é um estado altamente intervencionista, completamente regulado e burocratizado, propício para criação de monopólios, e sistema bancário (reserva fracionada) que só favorece o Estado e seus amigos (bancos e as grandes corporações que financiam o lobby).

    O próprio conceito de capitalismo se difere em muuuuito do que hoje é pregado, o consumismo acelerado, a criação de crédito instantâneo para acelerar a economia e aumentar as arrecadações, isso não é capitalismo em essência, o que é de fato defendido pela Escola Austríaca.

    E ainda assim, esse pseudo-capitalismo, ou capitalismo keynesiano, trouxe enorme riqueza e melhora na qualidade de vida das pessoas.
  • James Jensen  21/04/2018 09:48
    Quando alguém defende o socialismos, é ou pretende ser "funcionário publico" ou o papito ajuda na renda mensal!
  • Insurgente  23/04/2018 18:16
    Ou tá trabalhando e tem inveja do patrão.
  • Anonimo  12/06/2018 21:45
    Penso o mesmo James.
  • Laurêncio  20/04/2018 16:36
    O padrão é imutável:

    Marx defendia a abolição da propriedade privada e a estatização de todos os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, escritórios, maquinários, equipamentos, computadores etc.). Ele chamou isso de "socialismo científico".

    "Mas não é isso o que defendemos!", afirmam os socialistas de hoje.

    Lênin estabeleceu a URSS e colocou o estado soviético no comando de cada aspecto da vida do indivíduo e fez isso "pelo bem do povo". Quando a coisa deu errado, recuou e permitiu um pouco de livre iniciativa. Stalin o sucedeu, intensificou o socialismo e declarou que o arranjo iria fazer chegar à perfeição "o paraíso dos trabalhadores" prometido pelos intelectuais socialistas. Gerou milhões de cadáveres.

    "Mas não é isso o que defendemos!", alegam os socialistas de hoje.

    Hitler e seus asseclas "planejaram" inteiramente a economia alemã, impuseram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. Os nazistas se auto-intitularam socialistas e até mesmo deram ao seu partido o nome de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

    "Mas não é isso o que defendemos!", gritam os socialistas de hoje.

    Quinze diferentes repúblicas dentro do império soviético se proclamaram inteiramente dedicadas ao socialismo — até que todos os seus regimes entraram em colapso nos período de 1989 a 1991. (Veja alguns relatos sobre a vida nesses países aqui, aqui e aqui).

    "Mas não é isso o que defendemos!", dizem os socialistas de hoje.

    Desde a década de 1950, dezenas de regimes na África e na Ásia se comprometeram com a utopia socialista, abraçando orgulhosamente o socialismo pelo nome. E gerando outros milhões de cadáveres, a maioria por inanição.

    Absolutamente todos eles geram a mesma proclamação dos socialistas de hoje: "Mas não é isso o que defendemos!".

    Socialistas ao redor mundo se regozijaram com a ascensão ao poder do socialista Hugo Chávez na Venezuela. "É exatamente isso o que defendemos!" tornou-se o mantra dos socialistas à medida que o governo venezuelano ia expropriando, estatizando e redistribuindo.

    Mal se passaram 15 anos, e a economia venezuelana está hoje à beira do total colapso, com pessoas matando cachorros nas ruas para ter o que comer e recém-nascidos morrendo como moscas nos hospitais públicos do país. Consequentemente, tornou-se impossível encontrar um socialista que defenda o atual regime venezuelano.

    Porém, aqueles poucos que se pronunciam apenas dizem "Mas não é isso o que defendemos!".

    Quando essa gente vai criar vergonha na cara? Quando vai acabar?
  • Trader  20/04/2018 16:39
    Só é socialismo quando há dinheiro para gastar; quando deixa de haver, a culpa é dos outros. O socialismo é uma ideia vírica, para viver precisa de parasitar alguém; e se o hospedeiro se revolta com a parasitagem, a culpa é do hospedeiro que é um egoísta!

    E por isso é tão difícil combater o socialismo...
  • Gustavo  20/04/2018 16:42
    Cada um dá uma definição do que é socialismo. Varia de acordo com os resultados. Como os resultados sempre são extremamente ruins, sempre se arruma uma desculpa alegando-se que o que foi implantado não era socialismos de fato. Também costumam alegar que forças ocultas golpearam o que se tentou implantar.
  • anônimo  23/04/2018 01:27
    Socialistas modernos defendem um modelo de grande atuação do Estado na economia com subsídios a empresas privadas e estatais participando no mercado em "áreas estratégicas". Foi o que vimos no Brasil e na Argentina.

    Mal sabem eles que essa é a essência do Fascismo.
  • anônimo  20/04/2018 16:36
    "Sob o socialismo, você ou mata a vaca de uma vez ou a ordenha 24 horas por dia. Mas uma coisa é certa: quando o leite acaba, os socialistas culpam a vaca."
  • Alfredo  20/04/2018 16:44
    Tem a história do cara que estava treinando seu cavalo para viver sem comida. A cada semana, ele diminuía a quantidade de ração para o cavalo se "acostumar" com a menor quantidade, até chegar ao ponto em que ele se acostumaria a viver sem comida alguma. O experimento estava indo muito bem. Infelizmente, quando estava quase chegando ao fim, o cavalo morreu
  • Reginaldo  20/04/2018 16:39
    Eles mudam a definição de socialismo sempre que convém, assim tudo é socialismo e nada nunca é socialismo ao mesmo tempo, a depender do resultado temporário que produz.

    Outro dia mesmo um seguidor da "Socialista Morena" (dá até uma dor no pâncreas de lembrar) disse que "os liberais usam Mises para refutar argumentos do socialismo que nem os socialistas usam mais", assim, na maior cara de pau.

    Ou seja, a falsa noção de que o valor é objetivo defendida por Marx e do planejamento central, cerne do arranjo socialista, não seriam mais "socialismo" na cabeça daquele ser. É inacreditável.

    Por isso que digo: não há nem sentido discutir com os socialistas modernos. Eles tem um grau de canalhice e dissonância cognitiva que torna praticamente impossível qualquer tipo de debate, visto que, se não é possível definir nada (as definições mudam toda hora), não é possível tirar nenhuma conclusão.
  • Insurgente  23/04/2018 18:29
    Sinto o mesmo asco quando estou discutindo com um socialista (atualmente ele não quer mais ser chamado assim, fugindo de antemão do diálogo) quando ele começa a dizer que as ideias liberais jamais funcionariam no Brasil. Eles são de uma inanição intelectual tão grande que à medida em que são impelidos a argumentar, vociferam abstrações e impropérios sobre tudo o qualquer assunto análago ao socialismo.
    ...

    Fora que a maioria não sabe praticamente nada sobre economia.
  • Stalin  20/04/2018 16:43
    Aviso aos capitalistas, não estamos tentando melhorar nada, estamos é tentando escravizar vocês.
  • Ex-socialista  20/04/2018 17:10
    Qual a opinião dos senhores sobre a futura venda da Embraer para a Boeing?

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,boeing-e-embraer-estao-proximas-de-acordo,70002276186
  • Marcos  20/04/2018 17:44
    Os "senhores" não têm que ter opinião sobre os negócios da Embraer, assim como os "senhores" não têm que ter opinião sobre a venda de uma padaria.

    Em um mundo livre, só opina nos negócios de uma empresa privada seus acionistas. Quem não é acionista não é dono. Não sendo dono não tem nada a palpitar ou opinar. Simples assim.

    Eu não sou acionista da Embraer. Logo, minha opinião sobre suas medidas têm tanto peso quanto minha opinião sobre as medidas de um restaurante em Pindamonhangaba.

    Quem é contra ou a favor alguma medida empresarial tomada por uma determinada empresa tem de se tornar acionista dela e, aí sim, colocar a pele em risco. Sem fazer isso, o sujeito é só um palpiteiro autoritário.

    Até hoje as pessoas ainda não entenderam nem sequer o básico sobre a liberdade e a propriedade privada.
  • Ex-socialista  20/04/2018 19:49
    É que o governo é um acionista da Embraer e pode vetar a aquisição da empresa.

    E os nacionalistas e esquerdistas estão falando que a empresa não deveria ser vendida.
  • Pobre Paulista  20/04/2018 23:21
    Então é um problema do governo, não nosso.

    Por mim o governo simplesmente cancela sua participação na empresa. Se vendê-la, estará tirando dinheiro do mercado, dinheiro esse que poderia estar sendo bem empregado.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  23/04/2018 13:00
    Eu sou acionista da Embraer, e digo: vende !!

    A empresa só tem a ganhar com a Boeing. E os americanos topam fazer negócio do jeito que o governo quiser.

    Se por algum motivo o negócio não sair, e as tendências de mercado se mantiverem, o "orgulho tecnológico nacional", como já ouvi gente dizer, vira uma empresa de teco-tecos e aeromodelos em 10 anos.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  23/04/2018 13:10
    Socialismo é a ideologia da inveja.

    Um bando de gente recalcada,incapaz ou achando que a vida lhe deve alguma coisa, de olho no patrimônio do cara que para chegar em algum lugar muitas vezes dormiu atrás do balcão, sacrificou fim de semana com a família, teve de aguentar funcionário mala e o Estado criando todo tipo de dificuldade e cobrança, mas a seu ver, ainda valeu a pena. E ainda é taxado de capitalista malvadão...


  • Socialista reprimido  20/04/2018 18:17
    A moda agora é socialismo..... Irrrah!!!!!!! Estamos na vanguarda!!!!!!!!!!!!!!!! Agora vai!!!!!
  • Carlos  20/04/2018 18:46
    Acredito que o socialismo encontre terreno fértil na ausência de uma educação voltada para o ensino dos pilares econômicos e das leis de mercado.

    Muitas pessoas, da qual me incluía e até certo ponto posso permanecer incluso, não dominam economia como deveriam. E isso abre espaço para especulações amadoras de toda ordem do que deveria ser feito para um mundo melhor.

    Se ao invés de "doutrinação desastrada" fosse ensinado economia e história de fato, em escolas, o socialismo já estaria morto. E poderíamos rumar a um modelo econômico sustentável e em plena adaptação as demandas do mundo moderno.

    Mas desejar algo assim, uma educação pura, sem lastro ideológico visando unicamente o desenvolvimento do indivíduo é utópico nesse mundo em que vivemos.

    Felizmente, o Brasil não se tornou uma Venezuela. E se bem lutarmos para isso, talvez nunca se torne. Ainda há liberdade, mesmo que forças doentias se levantem em uma tentativa desesperada de ceifá-la.

    Ironicamente, o maior inimigo da esquerda tem sido a liberdade de informação. Nunca antes se viram surgir tantos liberais, por causa da censura e doutrinação em sala de aula. Mas a internet mudou tudo... talvez, por isso, o maior sonho dos ditos "progressistas" seja "regular" a internet.
  • Karna  20/04/2018 21:00
    Não existe educação sem rastro ideológico.
  • thiago  12/06/2018 14:47
    Mas existe educação com honestidade: mostrar os diferentes lados de uma questão e os fundamentos que os sustentam. Isso é o que se chama de "escola sem partido", contra essa tentativa de influenciar os jovens de forma desonesta e subliminar para aderirem a determinado grupo e projeto político.
  • Fabrício  20/04/2018 18:48
    Eis o que disse ninguém menos que Nikita Kruschev, o sujeito que realmente pilotou uma economia socialista:

    "Quando todo o mundo for socialista, a Suíça terá de continuar capitalista, para que possa dizer a todos nós os preços de tudo."

    en.wikiquote.org/wiki/Talk:Nikita_Khrushchev
  • Antônio Galdiano  20/04/2018 18:49
    Karl marx é literalmente um zero à esquerda em sua cidade natal:
    g1.globo.com/economia/noticia/cidade-de-karl-marx-vende-notas-de-0-euro-para-marcar-seu-aniversario.ghtml
  • Anti-Estado  20/04/2018 19:50
    Como detectar um discurso soça: é só contar algumas palavras-chave tipo: "empoderar", "justiça social", "a nível de", "agregar valor", "minorias", e qualquer outro termo absoluto e/ou megalômano.

    Pronto, falei!
  • Antônio Galdiano  20/04/2018 20:59
    Completamente off topic, mas muito importante pra mim: tem algum texto do IMB que trata da reforma trabalhista? Não achei nada comentando medida por medida...
  • Oliver  21/04/2018 02:57
    Sempre que alguém vem com esse papo de tentar um novo socialismo, sempre respondo o seguinte: "a versão alemã do nacional-socialismo não era o "verdadeiro" nacional-socialismo, por isso acho que deveríamos tentar de novo, com eleições e tudo".

    Curiosamente, o debate sempre acaba aí.
  • Luiz Moran  21/04/2018 09:59
    Não perca tempo debatendo com esquerdistas, o motivo é simples: ou o sujeito é burro como um jumento ou é um vigarista.

    Eu nem cumprimento esse tipo de gente.
  • Pensador capitalista  21/04/2018 13:57
    A AmBev é uma megacorpoção brasileira, aparentemente imbatível,mas está perdendo terreno para as cervejarias artesanais,portanto só com o socialismo democrático seus funcionários reunidos em assembléia democrática iriam pedir para fechar as outras cervejarias.enfim este seria um cenário plausível neste sonho socialista, socialismo democrático,KKK, só mesmo rindo desta ideia contraditória,pois para os funcionários pedirem o fechamento das concorrentes só num sistema ditatorial,e o socialismo adora uma ditadura.Por isto sou contra esta ideologia ditatorial.
  • imb  21/04/2018 15:18
    A Ambev só é isso o que é hoje graças ao protecionismo e subsídios do governo. Suas cervejas são horríveis.

    Está perdendo espaço para cervejarias artesanais muito tarde.

    Se a importação fosse liberada sem impostos, essa empresa teria falido faz tempo.
  • imb  21/04/2018 18:24
    www.poder360.com.br/datapoder360/bolsonaro-e-lider-sem-lula-mas-barbosa-vence-no-2o-turno-diz-datapoder360/

    O juiz socialista autoritário é bem capaz de vencer as próximas eleições só porque condenou alguns corruptos (e absolveu outros). Brasileiro nunca aprende.
  • Carol Milan  22/04/2018 05:48
    Talvez tenhamos chegado em um ponto FILOSÓFICO, no sentido de que, o ser humano sempre estará procurando chegar a PERFEIÇÃO. Coincidentemente,
    o físico Marcelo Gleiser, esbarrou nesse tema.....e raciocinou que: o homem sempre considerou a Natureza perfeita....em cima desse conceito...
    formulou sentenças matemáticas exatas,para explicá-la. Porém...devido aos avanços tecnológicos, descobrimos a fisica quântica, uma Natureza que é "IMPERFEITA"
    (não há uma resposta exata e sim possibilidades). Na verdade a Natureza (PERFEIÇÃO) da vida está na IMPERFEIÇÃO....somos seres naturalmente imperfeitos,
    traduzidos pela física matematicamente sem exatidão .....o que quer dizer que, na Natureza não existe um padrão de perfeição exata, somos DIFERENTES....e é exatamente essa característica que nos torna tão PERFEITOS do jeito que somos! Seres únicos, individuais.
    Portanto, culpar o "capitalismo" pela desigualdade congênita da humanidade é insano.
    Temos sim que, discutir a questão da conscientização do consumo, conscientização do processo de produção, conscientização da relação simbiótica trabalhista... mas sempre visando o livre mercado.
  • Emerson Luis  07/05/2018 11:20

    Vocês têm mente fechada! Só porque o socialismo causou ditaduras, violência, miséria, fome e mortes em todas as vezes que foi implementado vocês pensam que vai acontecer de novo!

    Agora falando sério: o artigo é bom, mas o autor é muito paternalista, acredita que todos os socialistas são sinceros e realmente buscam o que dizem buscar.

    Nem todo esquerdista é esquerdopata, mas quanto mais o sujeito sobe na hierarquia igualitária da esquerda, mais ciente ele é de que a narrativa não passa de pretexto para obter poder total à custa de enorme sofrimento para a população.

    * * *
  • thiago  12/06/2018 14:50
    concordo: há muita má fé
  • Ailton Ferreira da Silva  11/06/2018 14:15
    O socialismo comunismo narcizismo, balaio de Gato pardos, apostam no ROUBO malversação e impunidade em vez da meritocracia. Por isso, qto maior o caos SOCIAL e econômico maior será o seu reinado.


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