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Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara
Conheça seus principais integrantes (e como acabar com seus privilégios)

Em fevereiro de 2017, o cineasta José Padilha escreveu um artigo para O Globo explicando como funciona aquilo que ele rotulou de "Mecanismo".

Alguns pontos valem ser destacados:

* Na base do sistema político brasileiro opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos.

* O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

* No executivo, ele opera via o superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e as empresas estatais. 

* No legislativo, ele opera via formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

* A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos à repartição dos recursos desviados pelo mecanismo. Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em cheque o funcionamento do mecanismo. 

* A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

* Resulta daí que, na vigência do mecanismo, o estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos. 

* As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são incompatíveis com o mecanismo, o qual tende a gerar um estado cronicamente deficitário. 

* Embora o mecanismo não possa conviver com um estado eficiente, ele também não pode deixar o estado falir. Se o estado falir o mecanismo morre. 

* A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal.

Tudo isso está correto e o autor merece aplausos por saber identificar o problema.

No entanto, Padilha, talvez por querer posar de isento, comete um erro básico e crucial. Segundo ele:

* O mecanismo existe à revelia da ideologia. 

* O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita (PMDB, DEM, PSDB e PT).

* No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo. 

Eis o erro de Padilha: o Mecanismo não existe à revelia da ideologia. Muito pelo contrário: o que possibilita a existência e a robustez do Mecanismo é exatamente a ideologia.

E que ideologia é esta?

Foi Nivaldo Cordeiro quem explicou da maneira mais direta:

O Mecanismo é real e existe porque o Brasil nas últimas décadas se permitiu os experimentos esquerdistas os mais funestos. E sua característica fundamental é adotar o modus operandi fascista, qual seja, de concentrar o poder político e econômico nas mãos de quem controla o Estado.

A elevação avassaladora da carga tributária é a expressão desse mecanismo e, para sobreviver, toda a gente precisa ter um "negócio" com o Estado, seja um emprego, uma aposentadoria, um contrato de serviços ou fornecimento, um depósito bancário.

Tudo depende do Estado e é por ele intermediado. Nada existe fora do Estado. [...]

A grande massa de tributos arrecadados garante que a subsistência de cada um dependa da boa vontade da burocracia e da "vontade política". Só é possível enriquecer e manter-se rico quem tem acesso ao grande 'excedente' retido nas mãos do Estado.[...]

E continua:

O Mecanismo existe e é retroalimentado pela ideologia "inclusiva". Todo o discurso de esquerda é uma promessa para que toda a gente seja incluída como sócia do Tesouro, um absurdo lógico, pois aí não existiria pagador em última instância, uma mentira econômica. O Estado é apenas o instrumento repartidor da renda, não gerador. Para alguém receber algo, alguém tem que pagar.

Nada fora do Estado, é essa a lógica do sistema.

Perfeita a constatação.

O Mecanismo só existe porque há uma ideologia explícita que o sustenta: a defesa de um estado grande, onipresente, intervencionista, ultra-regulador, que em tudo intervém e de todos cuida.

Estado corporativista, protecionista, que tudo abrange e a tudo controla é exatamente a ideologia por trás do Mecanismo.

A lógica é direta: enquanto houver, de um lado, um governo grande, com um farto orçamento público repleto de emendas e brechas, sempre haverá, do outro lado, grupos de interesse poderosos e bem organizados, que irão se beneficiar deste orçamento público.

Mais: esses grupos terão todo o interesse em fazer com que este orçamento cresça cada vez mais, pois são os beneficiários diretos deste aumento dos gastos.

E quem realmente bancará todos esses gastos do governo que irão privilegiar os grupos de interesse são os pagadores de impostos.

Os incentivos do Mecanismo

O óbvio sempre deve ser repetido: o principal motivo para se fazer lobby junto a um estado inchado é a elevada recompensa que isto traz. Quanto maior for o governo, quanto maiores forem seus gastos, maior será o bolo a ser repartido. (No Brasil, como mostra este gráfico, o gasto público nas três esferas de governo chegou a estar em 10% do PIB na década de 1920, e fechou em 43% do PIB em 2016.)

Esta é a prática conhecida como rent seeking (ou "busca pela renda"): é a atividade de conquistar privilégios e benefícios não pelo mercado, mas pela influência política. Na prática, é a captura das instituições regulatórias, de políticos e de burocratas com o objetivo de obter privilégios em prol de grupos interesses.

Os privilégios variam. As mais prosaicas e corriqueiras são crédito subsidiado, patrocínios estatais, tarifas de importação que as protegem contra concorrentes estrangeiros, agências reguladoras que cartelizam o mercado e dificultam a entrada de novos concorrentes, e regulamentações profissionais que aumentam a barreira de entrada de novos concorrentes.

No entanto, a modalidade de rent-seeking que atingiu o estado da arte no Brasil é a dos contratos superfaturados.

Neste arranjo, empreiteiras pagam propina a políticos e burocratas que estão no comando de estatais e ministérios para que elas sejam as escolhidas em licitações de obras. Ato contínuo, esses políticos e burocratas subornados escolhem essa empreiteira. No final, em troca da propina, a empreiteira faz uma obra superfaturada, a qual será pago pelos impostos da população trabalhadora. Empresa, burocratas e políticos ganharam, e a população trabalhadora perdeu.

Em todos os casos de rent-seeking, ocorre o mesmo padrão: um estado grande sempre acaba se convertendo em um instrumento de redistribuição de riqueza. A riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas).

A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

Lobistas e grupos de interesse são a consequência natural de um estado agigantado e com gastos crescentes. E são também a essência do Mecanismo.

Mas não só.

Os cinco elementos do Mecanismo

No Brasil, o Mecanismo é composto majoritariamente por cinco classes principais: os grandes empresários que querem reserva de mercado, subsídios e nenhuma concorrência; as empreiteiras que querem se fartar em dinheiro de impostos por meio de obras públicas; os sindicatos que se opõem à produtividade; os reguladores e burocratas que impingem as legislações; e os políticos que visam apenas ao curto prazo.

Estes são os cinco grupos de poder que formam o Mecanismo.

Sempre que se cria um ambiente de relações estreitas entre, de um lado, os membros do governo (políticos, burocratas e reguladores) e, de outro, grupos de interesse política e economicamente favorecidos pelo governo (empresários anti-concorrência, empreiteiras de olho em obras públicas, e sindicatos), ocorre um fenômeno inevitável: todas as relações políticas passam a ser pautadas pelo famoso lema do "quem quer rir tem de fazer rir".

Para que políticos, burocratas e reguladores favoreçam grupos de interesse, estes têm de dar agrados em troca. Ao exigir agrados, os agentes do governo estão apenas exigindo sua fatia do bolo: já que o governo está utilizando dinheiro de impostos para beneficiar grupos de interesse, então os agentes do governo que supervisionam esse processo também querem se dar bem nesse arranjo. E aí cobram seus "agrados".

Estes agrados normalmente se dão na forma de malas de dinheiro, dinheiro em offshores, doação de imóveis, reformas de apartamentos e sítios, doações de campanha etc.

E assim o Mecanismo se mantém.

A Lava-Jato nada mais foi do que a revelação dessa associação entre, de um lado, as grandes empreiteiras e os grandes grupos empresariais e, de outro, os integrantes de toda a esfera regulatória do estado: o que envolve desde burocratas de secretarias até membros do governo executivo (inclusive a presidência da república), passando pelos integrantes do parlamento, legisladores, integrantes da magistratura, partidos políticos, e órgãos de fiscalização e polícia.

Para acabar com o Mecanismo

O Mecanismo, no final, é simplesmente uma atitude lógica adotado por grupos de interesse bem organizados e com grande poder de lobby: tentar cooptar os governantes para que implantem políticas públicas em seu benefício.

Enquanto a mentalidade dominante no Brasil for a da defesa de um estado agigantado e onipresente, que em tudo intervém e de todos cuida, o Mecanismo permanecerá robusto.

Só há uma única maneira de abolir, em definitivo, o Mecanismo e toda a corrupção, os grupos de interesse e os lobbies empresariais que ele fomenta: reduzir ao máximo o tamanho do estado, limitando enormemente (ou até mesmo eliminando) a autoridade política que socialmente concedemos e reconhecemos ao estado. Se o estado perde seu poder de conceder privilégios àqueles grupos que o capturam, estes não irão adquirir autoridade política para obter privilégios à custa da sociedade. Nenhum empresário ou sindicato pode comprar favores de um burocrata que não tenha favores para vender.

A defesa de um estado grande, intervencionista e ultra-regulador é a ideologia que sustenta o Mecanismo.

__________________________________________

Leandro Roque é economista, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Leandro Narloch é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


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Diversos Autores

  • gilson perez  05/04/2018 15:53
    Boa tarde: Venho seguidamente lendo os artigos do "mises", e me alinho com muitas das que são colocadas , porém acredito que nesse país chamado Brasil nem a direita, nem a esquerda e muito menos o centro em todas as esferas do poder merecem um salva guarda da população . PRECISAMOS DE VERGONHA E SERIEDADE.
    Ao retratar só a esquerda como fator de empobrecimento me desculpem ,mas não concordo; precisamos de mentalidades libertas do dinheiro alheio e ver que o bem de todos engrandece a todos. talvez esteja vendo em uma única perspectiva , mas me retorno aos empresários de postos de combustíveis, empresas de aviação e tantos outros que nem sabemos o que ganham e porque tem tantas benéficas governamental.
    gostaria de colocar essa posição e dizer que não sou de esquerda, mas acho que de maneira geral todos contribuímos para um país miserável .
  • Ulysses  05/04/2018 16:15
    "porém acredito que nesse país chamado Brasil nem a direita, nem a esquerda e muito menos o centro em todas as esferas do poder merecem um salva guarda da população . PRECISAMOS DE VERGONHA E SERIEDADE."

    Corretíssimo.

    "Ao retratar só a esquerda como fator de empobrecimento me desculpem ,mas não concordo;"

    Aí é você quem tem de me desculpar por minha sinceridade, mas acho que você tem problemas de leitura. O presente artigo não disse que "só a esquerda é fator de empobrecimento".

    Com efeito, a única vez em que o termo "esquerda" apareceu no artigo foi em uma citação. O artigo em si não atacou apenas a esquerda, mas sim toda a ideologia que defende estado grande, gastador, intervencionista e ultra-regulador.

    Essa é a ideologia que empobrece o Brasil. Se você quer chamá-la de "esquerda", "direita", "centro", "norte", "sul" ou mesmo "sistema", fique à vontade. (O artigo a chama de "mecanismo").

    "talvez esteja vendo em uma única perspectiva , mas me retorno aos empresários de postos de combustíveis, empresas de aviação e tantos outros que nem sabemos o que ganham e porque tem tantas benéficas governamental."

    Ué, agora você acabou de descrever (corretamente) o quão maléfica é esta ideologia. É isso aí, você está certo: temos um arranjo em que o governo é quem decide quem irá ganhar e quem irá perder, quem merece subsídios e quem deve pagar tributos.

    Este arranjo, chame-o como quiser. Mas ele definitivamente não é capitalismo ou livre mercado. É, isso sim, mercantilismo, protecionismo, fascismo, socialismo, clientelismo, mecanismo, escolha o nome.

    "gostaria de colocar essa posição e dizer que não sou de esquerda, mas acho que de maneira geral todos contribuímos para um país miserável"

    Todos "contribuímos", não. Como eu estou fora desta, o verbo correto é "contribuem", e não "contribuímos". Eu não defendo ideologia estatizante. Eu não defendo governo grande. Eu defendo governo zero. Não sendo possível, defendo governo ínfimo.

    Quem contribui para um país miserável é exatamente quem defende estado grande, que tem o poder de escolher ganhadores e perdedores. Qual é esta ideologia?
  • Jarbas Profeta  05/04/2018 18:37
    "Ao retratar só a esquerda como fator de empobrecimento me desculpem..."

    Falácia do espantalho, intencional ou não. Leia de novo, comente de novo.

  • Karna  05/04/2018 18:45
    Olá, MAV. Quem que está te pagando? Ou você vem fazer de graça?
  • Tiago  05/04/2018 23:03
    O Artigo não fala nada de Direita ou Esquerda. Explica economicamente como funciona o mecanismo.
    As pessoas devem deixar de lado esse negócio de Direita e Esquerda. Enquanto você se preocupa com isso, as "Cinco Classes" estão armando uma nova Fraude.

    Entenda uma coisa: nunca houve oposição no Brasil. Tudo teatro.

    Quanto maior o Estado, maior a corrupção.
  • Leigo  06/04/2018 02:08
    O pessoal chega aqui achando que é um site "de direita". Se é pra ter uma linha horizontal que seja entre o estatismo e o liberalismo.
  • Pedro Henrique Marin Giglio  13/06/2018 10:32
    Sendo assim o Sr. Clama por liberalismo.
    Não se trata de ser de esquerda, nem de direita, muito menos de centro. O Sr. Quer ser liberal.

    Acompanhe o canal ideias radicais e conheça mais
  • Pobre Paulista  05/04/2018 16:17
    Quais são os "Diversos Autores"? No momento em que posto essa mensagem, não consta no artigo.
  • FL  05/04/2018 18:00
    Um artigo desse tinha que ter a mão do Leandro Roque... no final do artigo estão os autores, Leandro Roque e Leandro Narloch
  • FL  05/04/2018 18:08
    O tal Mecanismo é enraizado no brasileiro-padrão.

    Chamem de jeitinho, lei de Gérson, esquerda, sistema, "eles", tanto faz... o padrão moral e ético é tentar levar vantagem em absolutamente tudo. Fosse qualquer brasileiro-padrão no lugar dos empresários, políticos, lobbistas e qualquer outro envolvido no Mecanismo, fariam igual ou pior.
  • Tannhauser  05/04/2018 18:26
    Jogue japoneses em Cuba e verá que em pouco tempo eles irão aderir a corrupção local, do contrário morrem de fome. O jeitinho brasileiro foi criado pelo "mecanismo", não o contrário.
  • FL  05/04/2018 19:04
    Caro Tannhauser, pode ser, o que não muda o fato de que é assim que as coisas são. O problema é a conclusão de reconhecer isso: não vai mudar tão cedo (eu acho que nunca)
  • Jarbas Profeta  05/04/2018 19:24
    Discordo de você caro, você está tentando refutar todo este artigo com essa afirmação?

    Baseado em quê?
  • Demolidor  06/04/2018 02:11
    Quem é o brasileiro? Gente com sobrenomes como Hoffmann, Dodge, Lewandowski, Toffoli, Mainardi, Nascimento, Silva, são de quais etnias? São brasileiros?

    Por que há tantos brasileiros natos vivendo bem e de acordo com as leis locais em outros países e, no Brasil, impera o jeitinho?
  • Marco Antonio   06/04/2018 19:35
    Este final de seu comentário merece um artigo.
  • Capitão Nascimento  05/04/2018 16:21
    Eis o VERDADEIRO significado do Fascismo, não a baboseira que esquerdistas propagam que é não gostar de gays ou falar que mulheres são inferiores.

    E esquerdistas, contraditoriamente, defendem com unhas e dentes esse Mecanismo fascista brasileiro.
  • Marcos  05/04/2018 16:56
    Sim. O modelo que esquerdistas modernos defendem é exatamente o fascismo (que voltará com tudo agora com Ciro Gomes, o grande proponente deste modelo).

    A maioria das pessoas não sabe que defende fascismo porque esse modelo é chamado pelos formadores de opinião como "desenvolvimentismo", "social-democracia", "corporativismo", "economia mista", etc.

    O socialismo (como modelo econômico) morreu, mas o fascismo nunca esteve tão forte em nosso país quanto sob o governo do PT.
  • anônimo  05/04/2018 17:01
    O Brasil é uma mistura de modelo econômico fascista com a hegemonia política socialista. O resultado é uma catástrofe no setor produtivo e uma imbecilização da sociedade, cada vez mais pobre economicamente e moralmente falando.
  • Sempre Mais do MESMO  05/04/2018 20:51

    1) O Fascismo foi criado pelo membro militante do Partido Socialista Italiano, Benito Mussolini.

    2) A idéia de Mussolini se fundamentava no SINDICALISMO para arrebanhar toda a população SOB o PASTOREIO de sindicalistas a quem o Estado controlaria e estes ao rebanho humano que explorariam.

    Ou seja,

    . a população trabalharia e produziria para pagar impostos.
    . todos estariam filiados e pagando a sindicalistas para fazerem pedidos de vantagens sobre os outros ao Estado.

    Evidentemente que o Estado alternaria vantagens a usn com desvantagens a outros e apenas os sindicalistas mais obedientes ao Estado obteriam vantagens provisórias. Desta forma o Estado, o DUCE, poderia controlar QUEM seriam os sindicalistas que controlariam os sindicatos e se enriqueceriam.

    Ao Estado também caberia os empreendimentos "ESTRATÉGICOS" que nãopoderiam ficar nas mãos de emresários ganaciosos que somente se preocupam com o lucro.

    Exatamente daí a famosa frase de Mussolini:

    "TUDO PELO ESTADO, TUDO PARA O ESTADO e NADA FORA DO ESTADO"

    Com isso os sindicalistas controlariam TODA a atividade econômica ao controlar os empresários e empregados OBRIGADOS a sindicalizarem-se. Toda e qualquer reivindicação deveria ser passada aos sindicalistas e então administradas pelo Estado.

    Não é dificil perceber que o Estado controlaria os sindicalistas e mesmo seria fundamental para que assim o fossem.

    Fora isso o FASCISMO notabilizou-se pelos "CAMISA PRETA" e as agressões a qualquer rebeldia da população.

    OS FASCIS de COMBATIMENTO atacavam os adversarios para IMPEDIR que viesse a tona qualquer CRÍTICA ao Estado ou SISTEMA FASCISTA.

    Semelhanças dos tais FASCES de COBATIMENTO com as MILICIAS CHAVISTAS ou com MST, MTST, BLACK BLOCs ou ETC., NÃO É MERA COINCIDÊNCIA.

    O MST, por exemplo, começou anunciando-se invasores de terras improdutivas APENAS. Com isso amaciando os corações.
    Claro que rapidamente se formalizou o fornecimento de VERBAS MILIONÁRIAS ara tal "movimento social" sob FHC. Com muito dinheiro já garantido tal MILICIA não mais atuou invadindo terras improdutivas, mas qualquer propriedade até para VINGANÇA contra inimigos políticos e CHANTAGEM no campo. Na sequencia veio para as cidades e ATUA ESCANCARADAMENTE de como UMA MILICIA de esquerda, bem como fornece "SOLDADOS" ara ataques em pequenos grupos de aparentes militantes raivosos.

    A estratégia deu certo e nosvas MILICIAS como MTST, Black Blocs e etc. surgiram como pequenas GUERRILHAS.

    Essa é uma comparação que faço segundo minha percepção. Será que estou errado?

    Nada é por acaso.

    No mais Mussolini ainda tentou fundar uma REPUBLICA SOCIALISTA ao norte da Italia, mas foi capturado e trucidado. Porém sua estratégia de dominação da sociedade tem sido bastante utilizada. Seja no brasil ou venezuela, pelo menos.
    Lembre-se dos "COLETIVOS" venezuelanos...
  • Ninguem Apenas  05/04/2018 16:28
    Leandro,

    depois do anuncio que o depósito compulsório seria reduzido enormemente me veio a mente que simplesmente estamos voltando ao começo de tudo novamente, o início de outro ciclo.

    Mas parando para pensar, os bancos já não estavam mais mantendo o dinheiro em conta corrente (que o compulsório é maior) e sim criando um bem bolado para criar a conta como poupança (com compulsório bem menor) e dando o direito de usá-la para fazer as mesmas coisas que uma corrente.

    Essa lei realmente tem a capacidade de criar um novo ciclo ou simplesmente é incapaz de criar algum efeito notável?
  • Leandro  05/04/2018 16:46
    Isso foi feito em 2012. Em 2013, houve uma grande expansão da oferta monetária. A conferir se agora o efeito será o mesmo. Tudo vai depender da propensão das pessoas a pegarem empréstimos.
  • gabriel batista  05/04/2018 16:56
    Leandro aproveitando que essa era uma dúvida também minha.

    O incentivo de se endividar esta ai correto?

    obrigado
  • Tannhauser  05/04/2018 18:34
    Primeiro tem que limpar o nome.
  • Tomaz  05/04/2018 16:57
    Na Rússia opera um mecanismo semelhante ao brasileiro. Lá só é bilionário quem é amigo do Putin e quem o Putin escolhe.
  • Newton Sportore  05/04/2018 16:58
    Pensado pós regime militar, o Brasil foi governado pelos partidos de ideologia de esquerda(PT e PSDB) apoiado pela oligarquia facista (DEM E MDB), que são partidos que tem um pensamento claro: poder.

    DEM e MDB são os partidos mais inteligentes, sempre mantiveram o mecanismo, mas nas sombras, evitando tomar as maiores pedradas. Dizer que esses partidos são de direita, é desconhecer qualquer corrente de pensamento da direita.

    Portanto, não há como criticar a direita, até que tenhamos um governo com a forma de pensamento que debatemos a fio nos últimos anos, e que ainda vem se formando.

    Abs.
  • Vladimir  05/04/2018 17:00
    Para qualquer leitor desse site esses escândalos de corrupção envolvendo políticos, estatais e grandes empresas não são surpresa nenhuma , muito longe disso, é uma cansativa repetição. A novidade, porém, é que agora estão perseguindo (ou, ao menos, fingindo que estão perseguindo) os altos postos de comando desta hierarquia. Isso é interessante. A conferir.
  • Rafael Lima  05/04/2018 17:23
    A saída para o mecanismo empobrecedor do Brasil não atingir o cidadão comum é o aeroporto.
    Os brasileiros capazes de exercer produtivamente uma profissão/empreender, administrar decentemente suas finanças e falar outro idioma não ficarão no Brasil catastrófico que se aproxima, destes, os ricos irão para os Estados Unidos, os descendentes de europeus irão para Europa e os pobres irão para o Paraguai.
    Dos que ficarem no Brasil, políticos e seus amigos, funcionários públicos, profissionais medíocres, recém formados pela educação completamente estatizada e inúteis para o trabalho, os idosos e qualquer um incapaz de auferir patrimônio líquido em volume significativo para dispô-lo em momento de necessidade, pagarão a pesada conta na íntegra.
    Se um dia daqui 10 anos ou mais o Brasil conseguir domar seu estado gigante não haverá quadros qualificados para reconstruir o país, será a Ucrânia dos trópicos.
  • Ninguem Apenas  05/04/2018 20:02
    Foi ironia o fato do Raphael Lima ser extremamente otimista em relação ao Brasil e vc ter feito um comentário tão pessimista? kk

    pelo menos comigo eu vivencio ciclos de otimismo e pessimismo em relação ao Brasil, depende um pouco do que você vai vendo.
  • Baguá  05/04/2018 23:25
    E dá-lhe Paraguay, o consulado brasileiro em Asunción atualizou os dados e contabilizou 45mil brasileiros vivendo só no distrito federal paraguayo, quase 10% da população. Deram liberdade para aquele povo humilde e trabalhador e agora estão usando os entulhos da economia brasileira para construírem a infraestrutura de seu país.
  • Lee Bertharian  05/04/2018 18:02
    Desfazendo eventuais mal-entendidos (e me perdoem e corrijam se estiver cometendo mais um):
    Fascio significa feixe (italiano), fascismo vem da ideia que um único graveto pode ser facilmente quebrado, mas não se estiver entrelaçado com vários (coletivismo).
    Inadvertidamente, o termo é mal-empregado como se significasse "ditador", pois tal regime só pode ser impulsionado por ditaduras (disfarçadas ou não).
    Ditaduras podem ser de direita ou esquerda - e creio que foi esta a intenção do Padilha ao referir-se à "ideologia"; não obstante a semântica, o resultado final não muda: estado gigante significa população submetida.
    Mas faltou ao artigo comentar sobre o grande motor desse arranjo: o planejamento central da "educação" pelo estado. A doutrinação só incomoda os direitistas ou esquerdistas que estão momentaneamente alijados do poder devido ao pêndulo eleitoral.
  • Marcelo  05/04/2018 18:04
    O mecanismo brasileiro foi criado por Getúlio Vargas: "Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei...."

    Vejam o depoimento do Odebrecht: com R$ 150 milhões comprou o executivo; com mais R$ 100 milhões comprou o legislativo.

    Ou seja, uma única empresa comprou o governo - comprou o poder - bem baratinho, e ainda tem gente que diz que a solução contra essa corrupção é aumentar o governo e dar ainda mais poder a ele. Ou seja: querem que os compadres possam comprar o poder absoluto por R$ 250 milhões...
  • Tio Patinhas  05/04/2018 18:16
    Recomendo a leitura do Livro Nomenklatura, de Michael Voslensky, sobre a época na União Soviética. Lembra muito o Brasil (há alguns deslizes contra o capitalismo, mas considerando que o autor viveu quase toda a vida na URSS, está td bem). Acho inclusive importante ler esse livro para entender a situação atual (do Brasil e resto do mundo).
  • Eduardo Ozorio  05/04/2018 18:21
    O Brasil está vivendo um momento histórico. Ainda que possa ter recaída, é um momento histórico: o completo descrédito de uma ideologia e de um modo de governar completamente desatualizado com o mundo atual e futuro.

    Qualquer Estado que queira subsistir tem de ser reduzido, não se pode continuar a estatizar tudo e esperar ter qualquer retorno. Aliás sempre vi neste tipo de sistema, além da evidente corrupção e esquemas entre amigos, o total laxismo da população: "para quê trabalhar se os outros me podem sustentar?"

    Por outro lado, este tipo de governação tem ainda outro(s) outros fatores extremamente negativos: a negação de juízo crítico, a falta absurda de cultura, a falta de intervenção popular em temas políticos, sociais, económicos.
    A única vantagem para a população (e bem assim a desvantagem para os que defendem a estatização) é que a informação pode ser absorvida e procurada noutros lugares que não os meios tradicionais.

    Parabéns pelo artigo, já agora.
  • José Jorge  05/04/2018 18:26
    Padilha foi bem intencionado e teve o mérito de levar esse debate para o grande público, mas ele comete o mesmo erro da mídia e do senso comum brasileiro em geral: no final, todos pensam que o problema se resume a uma "organização criminosa" que "captura" o "Estado".

    Ou seja, elas acham que o "mal" vem de "fora do Estado". O mal não é o Estado; o Estado é só uma vítima. A "organização criminosa" nunca é o próprio "Estado". Há apenas um mecanismo que captura o estado bonzinho.

    As consequências desse raciocínio torto são diretas: se o "mal" vem de fora do Estado (para "capturá-lo"), então a "solução" sempre será "fortalecer" (aumentar) o Estado, fortalecendo instituições estatais (MP e Judiciário, p.ex.). Ou, então, a "solução" sempre será "colocar as pessoas certas e/ou honestas" ("temos que aprender a votar") no Estado.

    E assim cria-se o ciclo vicioso do intervencionismo e do agigantamento estatal.

    A própria ideia que está generalizada de "combate à corrupção" já mostra isso: nunca a diminuição do estado é vista como solução para a questão; as soluções vão desde aumentar salários de procuradores até aumentar a arrecadação para o estado ficar mais bem "aparelhado" financeiramente.

    Parece não passar na cabeça dessa gente que a "captura" do "Estado" é simplesmente a consequência (ou, quando menos, é causa e consequência ao mesmo tempo) do agigantamento estatal. A causa suprema do agigantamento estatal é essa própria mentalidade de querer mais Estado para tudo.

    E é disso que o Mecanismo se beneficia.
  • Jarbas Profeta  05/04/2018 19:47
    Caro,

    Belíssimo acréscimo ao texto. Obrigado.
  • Martins  06/04/2018 14:07
    Ótimo comentário José Jorge! Agem como filhotes de Rousseau, e ao terem uma leitura errada (e invertida!) da realidade , propõe soluções que só acentuam o problema
  • Tcheco  05/04/2018 18:29
    Agradeçam aos milicos burros que em plena Guerra Fria e sendo aliados dos americanos, não abriram, não desburocratizaram, e não desestatizaram a economia brasileira.

    A década de 70 era o timing perfeito para terem arrumado essa latrina, mas preferiram manter o único dos três grandes modelos econômicos que perdeu a 2ª Guerra.
  • zanforlin  05/04/2018 18:44
    "O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no legislativo, no executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios."

    Esse foi o segundo ponto destacado no artigo. Interessante é que ficou de fora o judiciário...ou aí será que entendem que aí estão os "mocinhos"?

    Não nos esqueçamos que o judiciário sabe muito bem quem paga seus salários e penduricalhos.
  • Marcelo  05/04/2018 19:03
    Esse trecho que você destacou é do artigo do Padilha. Só perguntando a ele o motivo de ter deixado o judiciário de fora.

    Muito embora vale ressaltar que no item 23 o Padilha diz que "Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças políticas e jurídicas contrárias são significativas."
  • Pensador Consciente  05/04/2018 19:21
    Esqueceram de citar os banqueiros(Intermediários financeiros)que também capturaram o estado e não querem largar o osso,estamos fu........dos...Nós os pagadores de impostos e recebedores de serviços pífios que num sistema concorrencial seríamos melhor servidos,mas "a esperança é a última que morre",então precisamos sermos fortes,serenos,aproveitar as oportunidades que a vida oferece,enfim não baixemos a cabeça,pois a vida continua,não somos revolucionários,ganharemos esta guerra(Contra o estado gigante de pés de barro)conquistando mentes e corações,pois uma população conscientizada é que promove mudanças e revoltas só servem para mudar o ditador de plantão.Portanto com Deus e com nosso esforço diário venceremos...
  • Emerson  05/04/2018 20:41
    O verdadeiro "conflito de classes": a maioria desorganizada (pagadores de impostos) é manipulada e explorada pela minoria organizada (recebedores de impostos).
  • Henrique  05/04/2018 20:44
    O mecanismo já funcionava em 1920 com o estado pequeno. Olhemos para a Noruega, estado grade e corrupção baixíssima. Não devemos ter que diminuir o tamanho do estado apenas por causa da corrupção dos políticos.


    Abraços.
  • Edson  05/04/2018 22:19
    Funcionava em 1920? Comprove. Relate acontecimentos da época envolvendo grandes empresas, políticos, estatais e governo federal fazendo corrupção em grande escala, roubando (o equivalente a) bilhões do povo. (Dica: eram raras as estatais da época; quase todas foram criadas por Getulio Vargas e pelos militares).

    Noruega? Os gastos do seu governo federal são praticamente os mesmos do Brasil: 21% do PIB. (Enquanto isso, na Suíça, 11% do PIB, metade do Brasil).

    data.worldbank.org/indicator/NE.CON.GOVT.ZS?end=2014&locations=NO-BR-CH&start=1960&year_high_desc=true

    Tenta outro argumento para defender a manutenção do status quo e de seus privilégios (mas eu aplaudo sua franqueza).

    P.S.: Há uma piada antiga que diz que não há corrupção na Suíça porque as pessoas simplesmente não sabem onde estão os políticos que elas devem tentar subornar para conseguir favores.
  • Patriota Libertário  06/04/2018 00:52
    Sempre aparece um palhaço esquerdista por aqui...querendo fazer graça com assunto sério,querendo nos fazer de idiota com seus achismos e arrogância de sempre querendo defender o indefensável.
    Esquerdistas,salvo as exceções(Raras)são um bando de idiotas.
  • Pobre Paulista  06/04/2018 12:03
    O Henrique é frequentador assíduo do Mises. Por muito tempo achei que era um liberal se passando por social-democrata a título de enriquecer o debate, mas hoje acho que é só um cara que gosta de apanhar mesmo.
  • Marco Antonio   06/04/2018 20:48
    Você não apresentou argumentos em contrário ao que ele afirmou. Você agiu como um fanático, ofereceu apenas insulto e agressão verbal. Você meu amigo é só mais um brasileiro-padrão.
  • Jailma Viana  14/06/2018 00:55
    Caro Henrique,
    Tenho minhas dúvidas se um país com cinco milhões de habitantes ( sei que quase tudo na vida é proporcional, mas continuo com dúvidas) pode ter um Estado gigante. quem sabe não estaria mais para um anão gigante? Abraços.
  • Disc%C3%83%C2%ADpulo do Leandro Roque  05/04/2018 22:49
    Off topic:

    Senado Federal aprovou licença-maternidade de 180 dias.


    1 - Mais "direitos" para as mulheres dados pelo governo
    2 - Custo de contratar mulheres aumenta
    3 - Empregadores reduzem salários das mulheres/deixam de contratá-las
    4 - Feministas chiam dizendo que mulheres ganham menos do que os homens e pedem intervenção do governo
    5 - Volte ao item 1
  • keila lopez  05/04/2018 23:00
    e ao corrupto-mor do esquema, ao chefão da quadrilha que rouba bilhões e bilhoes de dolares, coube a ele o grande premio do butim: um apartamento numa praia nem tao badalada, e alguns pedalinhos na lagoa de um sitio.
    tá certo, acredito no coelhinho da pascoa também... vamos vestir camisa da CBF e bater panelas
  • Rodrigo  06/04/2018 01:41
    Claro senhorita Mav. Todo mundo aqui e inocente e acha que ele so levou isso.

    Ninguém aqui acha que foi isso que acharam.

    Afinal figura tao humilde, competente e boa jamais roubaria o estado.
  • Frank U.  06/04/2018 02:30
    Mas Lula, de fato, ganhou só isso mesmo.

    Só que tem um detalhe que aparentemente ninguém ainda parece ter se
    dado conta: Lula não é um simples político qualquer, cuja máxima ambição é desviar dinheiro para uma conta na Suíça ou receber uma mala com alguns milhões de reais. Isso aí é objetivo de político do segundo escalão do PMDB. Não, Lula é maior que isso.

    Lula nunca esteve interessado em dinheiro. Ele sempre esteve interessado é no poder. No poder máximo e eterno.

    Vejam aquela série House of Cards. Nenhum dos grandes políticos ali está interessado em dinheiro. Com efeito, praticamente ninguém ali fala de dinheiro (as únicas personagens que falam de dinheiro são as prostitutas). Todos ali só querem o poder. Todos manobram e fazem conchavos e acordos visando exclusivamente a galgar postos na máquina estatal para assim ter mais poder.

    Na política, poder é muito mais importante do que dinheiro. O poder é tido. Aliás, com o poder o dinheiro vem fácil. Tendo poder dinheiro nunca será problema.

    Lula sempre soube disso e sempre agiu assim.

    Por isso, esse pessoal da Lava Jato que fica procurando dinheiro em conta bancária de Lula no exterior vai quebrar cara. Não vão encontrar. Lula nunca quis dinheiro. Dinheiro é ambição de deputadinho do PMDB. Lula sempre quis o poder máximo e eterno.

    E, para alcançar isso, não hesitou em vender a alma ao diabo e acionar todo o Mecanismo que lhe deu poder máximo. E que o levou à desgraça.
  • Desconhecido  06/04/2018 12:32
    Querer dinheiro ele queria sim, não tem essa de não querer dinheiro. Recebeu alguns milhões das construtoras por palestras, o ponto talvez é que ele não estava preocupado em ter bilhões na conta, talvez porque isso seria impossível para ele sem chamar atenção, ou talvez porque sua preocupação maior era em se manter no poder. Provavelmente os dois motivos.
  • Comentarista autônomo  06/04/2018 16:09
    Precisamente.

    Roubar para enriquecimento próprio é atitude de político novato e pé-de-chinelo.
    A elite política profissional rouba pela "causa", para fortalecer o partido e para comprar consciências.

    Lula já demonstrou que é profissional.
  • Desconhecido  06/04/2018 17:49
    "Roubar para enriquecimento próprio é atitude de político novato e pé-de-chinelo"

    Repetindo a besteira, Lula deixou os filhos milionário, além dele mesmo ser um milionário. Sarney o político mais profissional desse país tem patrimônio estimado em 250 milhões de reais. Putin, o político mais engenhoso desse planeta, estima-se que seja um bilionário. Político grande rouba sim e muito.
  • Stormtrooper  06/04/2018 19:18
    Mas esses dois que você citou possuem verdadeiros impérios políticos sólidos. Eles não viraram políticos e começaram a roubar desenfreadamente como a maioria dos deputados fazem.
    Para ficarem multimilionários, levaram muitas décadas para construírem suas conexões políticas. O Lula estava tentando fazer a mesma coisa, mas só conseguiu parcialmente. Só ficou milionário e está preso.
  • Frank U.  06/04/2018 20:01
    Exato. Quem acha que Lula, Putin e Sarney estão no jogo apenas para "roubar dinheiro" ainda não entendeu absolutamente nada. A fortuna dessa gente é apenas consequência do poder que amealharam. Eles entraram na política e fizeram todos os tipos de conchavos e sujeiras para alcançar o poder e nele se perpetuar, e não necessariamente para acumular dinheiro. O dinheiro veio como simples consequência do poder.

    Repito: essa gente é milionária, sim, mas apenas em consequência do poder que alcançaram, que sempre foi o objetivo. Compare isso a um deputadinho qualquer, como, sei lá, Rocha Loures ou Geddel Vieira Lima. Esses aí só queriam dinheiro rápido. Como consequência, não amealharam poder nenhum. Amadores totais.
  • Jailma Viana  14/06/2018 01:12
    Corretíssimo Frank U. De raro discernimento. Só para reforçar o seu argumento: um outro ditador populista brasileiro também não roubava para si. Aqueles do eixo Rio-São Paulo que visitaram Getúlio Vargas em São Borja em seu auto-exílio (pós 1945) ficavam impressionados com a sua vida espartana. Por exemplo: quarto com cama e cômoda somente. Sem conforto. Sem energia, sem refrigeração, sem nada. Um empresário levou uma geladeira a gás e ele relutou em aceitá-la. Nem lhe interessava o conforto (muito menos a riqueza). Só o poder o embriagava. Preferiu suicidar-se. Mas sem remover um pé do poder.
  • Coelhinho da Pascoa  06/04/2018 04:21
    Leia as entrelinhas do seu próprio comentário. Você faz ironia com a magreza do "grande butim" porque inconscientemente ACREDITA que políticos (preferencialmente de esquerda) têm direito a butins maiores que sítios e triplexes...
    Como resolver isso? Problema seu, mas visitar este site é um bom começo - tente sessões de hipnose também.
  • Natalia Matiazzo  06/04/2018 01:42

    Off-topic

    O que acham daquela editora Boitempo?

    Foi criada por um comunista chamado Raimundo Jinkings.

    Só trabalham com obras de ideologia marxista, mas contam com todos os meios "neoliberais" para se sustentarem.

    Já estão no mercado há 20 anos com isso. Como explicar isso?
  • Andrius   06/05/2018 15:49
    Oferta e demanda se há demanda pelo produto ele vai continuar a existir...
  • anônimo  06/04/2018 10:12
    a: ideologia da dependência estatal
    b: Mecanismo
    c: Estado

    P(x): existe x
    Q(x): reduzir x

    O argumento do artigo:

    P(b) ? P(a)
    Q(c)
    ---------------
    ¬P(b)

    Ou seja, o argumento é um Non Sequitur.

    O argumento correto seria:

    P(b) ? P(a)
    ¬P(a)
    ---------------
    ¬P(b)
  • Marcos  06/04/2018 13:59
    Gostaria de ver um artigo que discutisse um plano de ação.
    o altíssimo nível dos artigos e dos comentários do mises, infelizmente, não têm a repercussão necessária para mudar a mentalidade da grande massa brasileira. Como isso pode mudar?
    Tem muita gente inteligente aqui mas, no geral, o site parece como um espaço do conforto para que os indignados como a atual conjuntura possam conversar com seus pares e sair do sufoco do dia dia massacrante no Brasil.
    Como podemos ser, os pequenos leitores diários do site, divulgadores e apóstolos da ideia de liberdade, além da iniciativa individual que, como muitas vezes senti, é descreditada, pois vai de encontro com tudo o que as pessoas já ouviram falar nas suas vidas?
    Ensinem-nos a passar a mensagem, a divulgar, a propagar a ideia.
  • Intruso Esclarecido  06/04/2018 14:33
    Em primeiro lugar, o mais essencial e imprescindível de todos: espalhar a ideia.

    Sem que a população -- ou, no mínimo, os formadores de opinião -- tenha uma base sólida e compreenda corretamente o que está acontecendo, de nada adiantará.

    Uma coisa é você colocar gente na rua repetindo slogans toscos e pré-fabricados, como "chega de corrupção", "Bolsonaro já!", "Sérgio Moro me representa!" e patetices afins. Essa é a maneira errada de fazer as coisas.

    Igualmente, mesmo que houvesse um "golpe de estado libertário" e um genuíno libertário fosse instalado na presidência, este indivíduo não poderia fazer absolutamente nada de positivo caso a mentalidade da população permanecesse a mesma (ou seja, estatista e pró-governo grande).

    Portanto, a maneira certa -- e é o que prega este Instituto -- começa pela revolução das idéias: para começar, você realmente fazer as pessoas entenderem as causas que geram toda a corrupção e todo o aparelhamento do estado. E tem também de fazê-las entender como o estado destroça a economia e como a economia seria muito melhor com menos estado.

    Sem completar essa etapa, nada feito.

    Aparelhamento, roubalheira, corrupção, clientelismo, privilégios garantidos pelo estado e depressão econômica não se resolvem com slogans e passeatas. Eles só se resolvem quando a população está com as idéias certas e possui um mínimo de esclarecimento econômico. Veja, por exemplo, a Suíça, cuja população rejeita em referendos aumentos do salário mínimo, renda básica e universal para todos, e afiliação à União Europeia. Taí um objetivo a ser perseguido.

    Uma vez que a população realmente já tenha entendido esse básico, aí pode-se avançar para a segunda etapa: o desmantelamento do estado. Sobre isso, há um artigo inteiro:

    Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"

    Tão logo esta segunda etapa esteja avançada (atenção: ela só precisa estar avançada; não é necessário que ela seja concluída), pode-se finalmente passar para a terceira e última etapa. Qual terceira etapa? A que você preferir: reformular a federação, secessão, fusão, o que cada um quiser. Sobre isso, também há vários artigos neste site. Vou recomendar quatro:

    O que deve ser feito para nos livrarmos da opressão estatal

    Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro

    A secessão é a melhor solução para nos livrarmos da tirania (e da incompetência) de um governo

    Secessão e subsidiariedade são a solução contra governos agigantados e centralizadores
  • Marcos  06/04/2018 17:51
    Tenho pra mim que, em muito tempo, nunca houve oportunidade tão boa de propor ideias de liberdade, pois o cenário está muito favorável. As pessoas estão confusas e há descrédito sobre as diversas correntes do mainstream no Brasil (o libertarianismo, infelizmente, aqui é quase underground). Não seria a hora de se fazer um ataque de grande magnitude na área de comunicações para arrebanhar mentes perdidas que andam a procurar verdade nos lugares errados?

    Talvez muitos discordem -e talvez estejam certos- mas usar táticas de outras escolas que, por mais que sejam falaciosas, conseguem grande visibilidade e aceitação me parece plausível. Por exemplo, ao invés de se tentar dilapidar o poder de formação de opinião política dos professores alinhados a partidos socialistas, deveria se buscar a capilaridade nos meios acadêmicos e culturais que eles possuem, como contra-ataque exemplar. Afinal, os argumentos de liberdade conseguem bater os socialistas, se postos de frente em discussão.

    O falar muito científico, numa população (com o perdão do termo) imbecilizada, causa aversão. Isso eu já senti em muitas oportunidades ao debater política e economia com gente simples. Então não seria a hora de falar fácil e achar slogans para o povão entender que andaram mentindo para eles nas últimas décadas, ou melhor, por todas suas vidas?

    Ao se negar a assumir um papel daqueles que conseguem apoio popular na sociedade atual (tipo silvio santos e não o tipo Mises), as reformas necessárias para que a população se intelectualize e passe a inverter suas pessoas de referência ficam barradas exatamente no apoio necessário para conduzí-las. Seria o nome disso uma "metabarreira"?

    Falando a mesma coisa de outra forma: O site do instituto mises é maravilhoso para quem o acessa de mente aberta e com a capacidade de raciocínio lógico necessária para ter um entendimento das causas e efeitos tão bem articuladas em suas postagens, mas para lograr o feito de ter uma massa de mentes capazes de acompanhar essa lógica, é necessária uma população inteligente, que não surgirá se seguirmos no nosso modelo de ensino estatizado doutrinador e dolosamente emburrecedor. Então há de se conseguir causar mudanças antes desse êxito e, para isso, é necessário se comunicar com gente que não está acostumada com ciência baseada em evidência e sim com quem fala mais alto ganha.

    Os pastores evangélicos estão com um discurso quase que de standup comedy para passar mensagem bíblica............ isso diz algo............

    fake news viralizam mais que jornalismo sério.............. isso diz algo............

    Vejam os blogs mas acessados.......... isso com certeza diz algo............

    Enfim, acredito que o instituto está cumprindo muito bem o papel de aumentar o nível do debate, mas está pecando no objetivo de difundir as ideias de von Mises por usar um discurso seletivo. Um pouco mais de SEO e popularidade podem ter efeitos positivos.

    O que acham?...... podem cascar o pau, mas pensem!!!!
  • Andre  06/04/2018 17:31
    Gravar uma série em forma de drama mostrando como o Brasil é em termos econômicos para o indivíduo comum e como seria a melhora de nossa condição e de tal indivíduo caso adotasse medidas liberais de verdade, sobe para a Netflix e teremos o veículo de informação necessário para atingir o povão, sobretudo os mais jovens que ainda estão sob ameaça de doutrinas coletivistas.
  • Anônima  06/04/2018 19:51
    Achei curioso um mestrando em Letras pela UERJ que veio até a universidade em que estudo conceder uma palestra sobre seus estudos de teoria literária. Ele estava discorrendo sobre a obra Otello, de Shakespeare para endossar sua defesa ferrenha de mais leitores, começou a associar o personagem principal a aspectos totalmente devaneadores, indo de se colocar como porta-voz dos que estavam presentes até regras de apresentação no consulado americano. Penso que a tentativa era denunciar o mecanismo, mas alguma coisa saiu errada.

    Abaixo a transcrição:

    "Otello é a figura que perde sua função social e sua razão de ser por uma automação que não nos interessa, por uma robotização que só interessa aos poucos donos do capital, poucos e cada vez menos. E são mais, cada vez mais todos nós que somos Otello. Porque não importa o montante da sua conta bancária, na hora de ir no consulado americano pedir visto, todos trememos. Porque somos olhados de alto a baixo, fazemos a barba, penteamos o cabelo e colocamos uma roupa bacana, não é verdade? Ou alguém aqui já foi de tênis ou com uma blusinha qualquer? Por que fazemos isso? Sabemos inconscientemente que somos todos Otello." [....]
  • RUBIA DE JESUS RICCI  07/04/2018 12:35
    Sou leiga neste debate e possuo pouca instrução, mas gostei do que li, mas me ficou uma duvida e creio que será o entrave desta conscientização que predem.
    Apequenar o Estado não significaria acabar com educação publica, saúde publica, etc., como o povão do qual faço parteficaria. Me esclareça por favor.
  • Lauro  07/04/2018 14:59
    Se você é pobre, então é exatamente você quem sustenta esse arranjo. Você paga praticamente metade da sua renda em impostos indiretos. A saúde e educação "públicas" que você recebe (e que são um lixo) são caríssimas, pois elas custam quase que metade da sua renda.

    Não seria um tantinho mais sensato, lógico e inteligente você simplesmente pagar zero de imposto (o que já lhe traria um imediato aumento de 40% na sua renda disponível) e aí buscar serviços privados de alta qualidade?

    Sempre lembrando que, sem estado, não haverá entraves à livre concorrência, o que significa que a liberdade de entrada no mercado será plena, levando a uma explosão na oferta de serviços de educação e saúde, reduzindo seus preços e aumentando a qualidade.

    A escolha é sua:

    1) Entregar quase metade da sua renda para políticos e em troca revender lixo; ou

    2) Não entregar nada a políticos, ter um aumento de 40% na sua renda disponível, e ter à sua disposição a uma enorme oferta de serviços de educação e saúde de alta qualidade e a preços baixos.

    Qual você escolhe?
  • Humberto  07/04/2018 19:40
    Só 40% aumento na renda? Eu diria que a renda dobraria e os custos diminuiriam pela metade no mínimo, se contarmos imposto inflacionário, custos trabalhistas, custos de oportunidade, burocracia, regulações e todo o lixo que nos espolia e encarece tudo ao nosso redor.
  • RUBIA DE JESUS RICCI  08/04/2018 00:04
    Oi Lauro. Como não pagar impostos, eles estão embutidos em tudo? Me explique, talvez eu possa quebrar o primeiro elo da corrente. Tb quero um pais do qual possa me orgulhar e estou disposta a fazer minha parte.
  • ANDRE LUIS  08/04/2018 02:00
    Liberais são mesmo uma espécie estranha.

    Pregam aos quatro ventos a teoria da ação humana de Mises, onde cada um age de modo a beneficiar a si próprio, mas esperneiam quando os agentes do Estado fazem exatamente isso.

    Percebem claramente o poder da concorrência para aperfeiçoar todo tipo de produto ou serviço, mas jamais aventam a hipótese de propor uma alternativa ao poder do estado, mesmo com toda a tecnologia hoje disponível, por exemplo, para sistemas de votação e administração via blockchain. Martelam sempre a tecla de que agentes do estado devam reduzir seu poder voluntariamente, remetendo a contradição do as parágrafo anterior.

    Vivem bradando suas pautas liberais de forma pontual (alinhadíssimos com a esquerda neste quesito, diga-se de passagem), provando serem incapazes de prever as consequências inversas a suas aspirações juvenis.
    Defendem por exemplo a liberação de drogas, mesmo com monopólio do uso da força nas mãos do estado, bem como saúde "grátis" para todos e ainda frequência escolar compulsória a partir dos 4 anos.

    Dizem que seria uma vitória da liberdade do indivíduo perante o poder do estado....expectativa....

    Realidade: Aumento da violência e maior demanda por "segurança".... Mais dinheiro e poder ao estado.
    Realidade: Viciados tratados em hospitais públicos pois são uma "questão de saúde pública"..... Mais dinheiro e poder ao estado.
    Realidade: Seus filhos obrigados a frequentar ambientes infestados de drogas agora consideradas"legais," a partir dos 4 anos de idade ....... Maior vitória da liberdade do indivíduo perante o poder do estado?????






  • Marcelo  08/04/2018 16:02
    "Liberais são mesmo uma espécie estranha."

    Perante os néscios, todos são estranhos.

    "Pregam aos quatro ventos a teoria da ação humana de Mises, onde cada um age de modo a beneficiar a si próprio, mas esperneiam quando os agentes do Estado fazem exatamente isso."

    Foi de propósito ou você é burro assim mesmo?

    Aulinha básica.

    Para começa, descrever o funcionamento de algo não implica concordar com esse algo. Fazer um descrição normativa de algo não implica sua defesa positiva.

    Eu dizer que o céu é azul, que dois mais dois são quatro ou que o ser humano reage a incentivos não implica eu concordar ou discordar disso. É meramente uma descrição.

    Quando Mises diz que o indivíduo age com o intuito de se beneficiar a si próprio, ele está apenas fazendo uma descrição normativa da realidade do mundo. Não vai aí qualquer juízo de valor sobre o tema.

    Aprofundando, quando libertários dizem que o estado deve ser reduzido ao máximo, eles querem — além de reduzir todo o seu poder coercitivo — evitar que os interesses próprios de burocratas (que vivem de dinheiro de impostos) e de empresários ligados ao regime (que também sugam dinheiro de impostos) deixem de ter um efeito nefasto sobre terceiros (os pagadores de impostos).

    Quando há governo, a busca pelo interesse próprio via governo é nefasta, pois o dinheiro de impostos faz o serviço imoral (como descrito no artigo). Quando não há governo, a busca pelo interesse próprio via livre mercado é benéfica a todos, pois não há dinheiro de impostos envolvidos, e o empresário do irá se dar bem se souber genuinamente atender aos desejos dos consumidores.

    Não sei desenhar melhor do que isso. Muito menos sei relinchar.

    "Percebem claramente o poder da concorrência para aperfeiçoar todo tipo de produto ou serviço, mas jamais aventam a hipótese de propor uma alternativa ao poder do estado"

    O quê?! O que mais tem neste site é proposta desse tipo, é pra todos os gostos (desde as mais moderadas até as mais radicais).

    Ou você está caluniando abertamente ou está totalmente desinformado.

    "Martelam sempre a tecla de que agentes do estado devam reduzir seu poder voluntariamente"

    Isso nunca foi falado, tampouco martelado. Libertários sabem que é impossível burocratas voluntariamente abrirem mão de seu poder. Isso só irá ocorrer quando o consentimento dos governados acabar, e é aí que entra o poder das ideias.

    "Vivem bradando suas pautas liberais de forma pontual (alinhadíssimos com a esquerda neste quesito, diga-se de passagem)"

    Hein?! Por quê? Substancie seus argumentos, cidadãos. Apenas jogar frases soltas não é algo que o levará muito longe aqui.

    "provando serem incapazes de prever as consequências inversas a suas aspirações juvenis."

    Jesus! O cidadão é uma fábrica de chavões e clichês. Nada nem sequer faz o mínimo sentido. É tudo desconexo e ininteligível.

    Nem perdi meu tempo (bem precioso e escasso) lendo o resto, pois se o sujeito já parte de premissas erradas falando besteira a rodo, dificilmente sairá algo presta deste seu raciocínio equivocado.

    No final, só mais um coitado que desabou por aqui. Uma pena a moderação deixar o site ser emporcalhado por comentários deste nível.
  • ANDRE LUIS  09/04/2018 23:26
    Não fiz juizo de valor no caso da ação humana aplicada a políticos, foi uma constatação. Se os liberais acreditam que políticos jamais irão reduzir seu poder voluntariamente ok, entendo. Apenas observo que não há alternativas concretas ao poder do estado proposta por liberais. Por enquanto o que vejo de concreto são liberais tentando ocupar espaços na estrutura atual, fora isso nada, a não ser que esteja rolando alguma revolução secreta ou uma colonização extraterrestre que eu não esteja sabendo.

    Hoje há meios para se organizar um "mecanismo" liberal, só que ninguém faz. Essa é a minha questão. Seria uma forma de propor uma espécie de concorrência ao "mecanismo" atual. Não vejo muita saída se não tiver uma alternativa liberal concreta para organizar a sociedade. Isso é acreditar no poder da concorrência, é colocar sua teoria em prática. Seria assim como um clímax para os simpatizantes das idéias liberais, que já se dedicam a divulgar seus princípios e teorias, porém estão todos esperando que algo aconteça no dia em que todos pensarem da mesma forma (ou metade mais um, ou não sei quantos). Não precisa ter poder decisório a princípio, SÓ PRECISA EXISTIR. O poder decisório virá com a adesão popular, eu creio.

    Com relação à liberação das drogas, se não quiser ler tudo bem, só não pede censura pro moderador cara, isso pega mal.

  • Ulysses  08/04/2018 16:05
    Pô, eu achei que ele ia apresentar pelo menos uma refutaçãozinha qualquer do artigo. Nada. Nem sequer uma tentativa. Só chilique e, como dizia Olavo, uma "súbita ardência anal".

    Mas o nível dos detratores é esse mesmo.
  • Luiz Moran  08/04/2018 13:40
    É mais do que óbvio que existe um brutal e inegável componente ideológico no caso brasileiro, e que foi este o principal causador do nosso fracasso como Nação, e, em especial, desde a promulgação da CF mais comunista do planeta: ideologia esquerdista (marxista-socialista).

    Quem não aceita isto como um fato despreza as diferenças mais marcantes e manifestas que existem entre os pensamentos ideológicos da direita (conservador) e da esquerda (socialista).

    Vejamos algumas das principais pautas e o posicionamento de cada um dos lados - Direita(D) Esquerda(E) Favor(F) Contra(C):
    Descriminalização do Aborto: D/C - E/F
    Liberalização das Drogas: D/C - E/F
    Ideologia de Gênero: D/C - E/F
    Estatuto do Desarmanento: D/C - E/F
    Cotas Raciais: D/C - E/F
    Estado como tutor da sociedade: D/C - E/F
    Livre Mercado, redução do tamanho do Estado e dos impostos: D/F - E/C
    Extinção do Imposto Sindical: D/F - E/C
    Redução da maioridade penal: D/F - E/C
    Escola sem partido: D/F - E/C
    Prisão em segunda instância: D/F - E/C
    Criminalização do MST e MTST por atos de terrorismo: D/F - E/C




  • keila lopez  09/04/2018 03:25
    podem prender. Eu voto em quem o LuLa indicar!!!
  • KARL MARX  09/04/2018 17:56
    Olá camarada keila lopez !

    Fico feliz quando encontro ativistas vermelhas como você, estou te escrevendo daqui do inferno, diretamente do último e mais profundo pavimento.

    É bem quente aqui, mas você vai acabar se acostumando quando vier para cá... 100% da população infernal é composta por comunistas, socialistas, esquerdistas e por seus penduricalhos: os idiotas úteis, os militantes e os advogados.

    Talvez você não saiba mas o Satanás é o nosso guia espiritual, ele é o grande líder da esquerda mundial e dos comunistas em especial: ele é bem vermelho, tem um chifre e um rabo enormes, uma estrela no peito e cospe labaredas o tempo todo.

    O Satã diz que eu sou o seu braço esquerdo, o que muito me orgulha, pois foi com a minha ideologia tacanha que mais 120 milhões de pessoas foram assassinadas em nome da "causa". hahahahaha...

    Continue assim querida camarada militante, motive outras pessoas a abraçar a causa, contamos com vocês para continarmos nossa luta incansável em tornar o mundo um lugar horroroso, cheio de ódio, divisões e finalmente na tão almejada ERA DAS TREVAS!

    Abração do MARX da galera!

  • Agro  09/04/2018 05:43
    Em relação ao Agronegócio no Brasil, tem como cortar todo o subsídio estatal no setor sem que ele quebre?

    Segundo o Ciro Gomes, o Brasil depende do agronegócio e um corte em seus subsídios, isenções e barreiras protecionistas significaria o fim do agronegócio no Brasil

    Outra questão, é verdade que graças ao estado que o Brasil se industrializou? Segundo o Ciro, o Brasil no passado não havia poupança e empresários para que o desenvolvimento do país viesse por meio privado, por isso o estado foi essencial para o desenvolvimento do país. Se não fosse o estado, o Brasil estaria em uma posição ainda pior atualmente.


    Eu acho de uma tremenda utitilidade publica, esse instituto convocar um debate com o ciro. Alem disso criar artigos refutando seus jargões e mentiras deslavadas, com um discurso populista com os disfarce das estatísticas e porcentagens.

    Gostaria de ver comentários ou até artigos que desmonte as falacias proferidas pelo Ciro.


    Um Abraço fraternal a todos do IMB
  • Tasso  09/04/2018 13:04
    "Em relação ao Agronegócio no Brasil, tem como cortar todo o subsídio estatal no setor sem que ele quebre?"

    Os setores que recebem subsídios são os produtores de algodão, trigo e arroz. Exatamente os setores mais ineficientes do agronegócio. Eles também pegam empréstimos baratos juntos a bancos estatais. Exatamente por contarem com esta muleta do estado são ineficientes.

    Além de receberem repasses, eles também se beneficiam de programas de preços mínimos (compras de estoques pelo governo, o que garante que os preços não caiam).

    A lógica é direta, e impressiona que ainda haja quem se espante com ela: é impossível subsídios aumentarem a produtividade.

    Se o sujeito sabe que a renda dele está garantida pelo estado (via repasses e via programas de preços mínimos) sem que ele tenha de fazer esforço, menor será a produtividade e a eficiência dele. (Vide os funcionários públicos).

    Se eu sou um produtor rural e sei que o governo irá me repassar dinheiro independentemente de meu esforço, minha produtividade será ínfima. Minha renda está garantida de todo jeito.

    Por outro lado, se eu não recebo subsídio nenhum e toda a minha renda vem de minha satisfação aos consumidores, aí sim é que terei de ser produtivo. Caso contrário, morrerei de fome.

    A Nova Zelândia subsidiava fortemente sua agropecuária. E ela era totalmente ineficiente. Aí, na década de 1980, o governo simplesmente aboliu todos os subsídios. Consequentemente, sua agropecuária se tornou uma das mais fortes do mundo. Óbvio: tendo agora de agradar os consumidores, e sem ter a muleta do estado, os empreendedores do ramo tiveram de se aprumar. Ou eles se tornavam eficientes ou seriam riscados do mapa. Optaram pela primeira.

    Nenhum setor que é protegido ou que recebe subsídios é eficiente. Em nenhum país do mundo (vida a agropecuária européia: protegida, subsidiada e ineficiente). Se fosse, isso atentaria contra a mais básica lógica econômica.

    "Segundo o Ciro Gomes, o Brasil depende do agronegócio e um corte em seus subsídios, isenções e barreiras protecionistas significaria o fim do agronegócio no Brasil"

    É porque é Ciro Gomes. Não se pode esperar lógica dele. Troque "agronegócio" por "indústria automobilística" e o raciocínio será o mesmo.

    P.S.: o grande agronegócio não recebe subsídios (embora pegue empréstimos baratos nos bancos estatais, algo também totalmente condenável).

    "é verdade que graças ao estado que o Brasil se industrializou? Segundo o Ciro, o Brasil no passado não havia poupança e empresários para que o desenvolvimento do país viesse por meio privado, por isso o estado foi essencial para o desenvolvimento do país. Se não fosse o estado, o Brasil estaria em uma posição ainda pior atualmente"

    Eis a "lógica" brilhante do sujeito: a iniciativa privada não tinha dinheiro para investir. Logo, o estado tinha de tributá-la (confiscando-lhe seu parco dinheiro) para poder investir. Isso significa que o estado tomava uma fatia de um dinheiro que já era pequeno e então se tornava magicamente capaz de investir! Que mágica!

    Faz sentido?

    Vou tentar dar um exemplo simples, porém completo. Você tem $100, e com isso não consegue investir. Aí venho eu (o estado), e tomo $40 seus. E com esses $40 torno-me capaz de fazer vultosos investimentos e modernizar todo o país.

    Sério mesmo, faz sentido?

    Essa ideia de que "o país" não tem recursos para investir é típica de nacionalistas ignorantes não conseguem enxergar a economia para além das fronteiras do país.

    O principal erro teórico daqueles que se põem a imaginar formas de crescimento econômico é ignorar o fato de que seu país, seu estado e sua cidade não são uma ilha isolada, mas sim uma simples delimitação geográfica em meio a todo o globo terrestre.

    Quando você imagina a economia de um país como sendo uma entidade completamente isolada do mundo, seu crescimento econômico e sua capacidade de investimento realmente se tornam algo difícil, pois dependerá apenas do capital interno que existe ali dentro.

    Por outro lado, quando você entende perfeitamente que seu país é um mero pedaço de terra envolto por vários outros no globo terrestre, e qualquer pessoa de qualquer ponto do mundo pode investir em sua área, a perspectiva muda completamente.

    Pense, por exemplo, em uma determinada região do país que seja extremamente pobre. Muito provavelmente, os habitantes locais não terão capital físico nem recursos financeiros para fazer grandes investimentos. Consequentemente, será impossível que essa região enriqueça. Entretanto, se você considerar que tal região está inserida em um grande contexto global, o cenário muda totalmente. Os habitantes locais podem não ter capital nem recursos próprios para investir, mas certamente há outros habitantes do resto do globo que possuem esse capital e que, com os devidos incentivos, terão sim interesse de investir ali.

    E isso muda tudo.

    Quando você passa a pensar em termos globais em vez de meramente nacionais, estaduais ou locais, vários desafios econômicos desaparecem.

    Se você pensa um país em termos exclusivamente nacionalistas, partindo da premissa de que apenas pessoas que nasceram dentro destes limites geográficos podem investir nestes setores, aí realmente o desenvolvimento de vários destes setores será um grande desafio. Se você proíbe o capital externo de investir nestes setores, a melhoria deles se torna bem mais difícil.

    Por outro lado, se você pensa nestes mercados em termos globais, de modo que qualquer pessoa ou empresa do mundo tenha a liberdade de investir nele e de auferir lucros, a realidade muda.

    Como bem disse Lee Kwan Yew, o homem responsável por implantar as reformas econômicas que fizeram com que Cingapura deixasse de ser um país de terceiro mundo — praticamente uma favela a céu aberto — e se transformasse em um país de primeiro mundo,

    "Enquanto a maioria dos países do Terceiro Mundo denunciava a exploração das multinacionais ocidentais, nós as convidamos todas para ir a Cingapura. Desse modo conseguimos crescimento, tecnologia e conhecimento científico, os quais dispararam nossa produtividade de uma maneira mais intensa e acelerada do que qualquer outra política econômica alternativa poderia ter feito."

    Quando se entende que o mercado é global, e não meramente local, vários obstáculos deixam de existir. Problemas como falta de recursos físicos ou de capital financeiro são imediatamente mitigados. Se os empreendedores de uma determinada região não possuem recursos para fazer um investimento vultoso e altamente demandado pelos habitantes locais, certamente há empreendedores no resto do mundo que possuem. E, se estes tiverem a garantia de que poderão manter seus lucros, eles virão.

    Se um determinado país está sem recursos para construir portos, aeroportos, estradas, sistemas de saneamento etc., certamente há investidores e empreendedores em algum ponto do globo interessados em ganhar dinheiro com este mercado. Basta apenas deixá-los livres para tal.

    Se um país cria um ambiente de respeito à propriedade privada, permite a liberdade de comércio, incentiva o investimento estrangeiro, fornece plena liberdade às transações comerciais, e permite a acumulação de capital, metade da estrada para o progresso já foi percorrida.

    No Brasil, isso chegou a ocorrer no setor de energia elétrica. Ele se desenvolveu enormemente por meio do capital estrangeiro. Mas aí veio o estado, interveio e atrapalhou tudo.

    Disso Ciro, convenientemente, não fala, pois refuta a ideologia dele.
  • Agro  09/04/2018 21:25
    Obrigado, ainda acrescento alguns pontos:

    O estado antigamente(e até hoje porem menos) inviabilizava o investimento privado e ai tomava pra si a responsabilidade da infraestrutura.

    Energia Elétrica quem fez no Brasil foi a iniciativa privada
    Portos foi a iniciativa privada
    Sistema de telefonia foi a iniciativa privada
    Siderurgia foi a iniciativa privada
    Ferrovia foi iniciativa privada

    Consegue estender mais a lista?


    Porque o Brasil não seguiu esse caminho nesse tempo, onde tinha a faca e o queijo na mão.
    Como chegamos a esse ponto de estatismo quando lá atrás o setor privado tinha toda essa liberdade?

    Qual seria a explicação meu caro?



    Forte Abraço!!!
  • Yuri  09/04/2018 21:46
    Nacionalismo (que proibiu o investimento estrangeiro direto) e mentalidade estatista (que dizia que determinadas atividades não podem buscar o lucro).

    As causas do nosso atraso são bem conhecidas.
  • Marcos  11/04/2018 14:18
    bem.......... a industria automobilística (bastião dos sindicatos) nada mais é que investimento estrangeiro gerando riqueza.......................... riqueza que os socialistas fazem questão de se apossar e proteger, tornando-a altamente improdutiva e pouco competitiva. Dá quase pra dizer que pagamos caro pelo carro porque é um serviço público...................

    Qual o problema, então, de uma empresa estrangeira investir na exploração de petroleo? Qual a diferença?

    O combustível é mais estratégico que o carro?


  • Paulo Poli  09/04/2018 14:36
    * Faltou mencionar o protecionismo Bancário privado (câncer), manipulação da taxa de juros (selic) via Copon, prática do maior spread do Mundo, e ciclo bancário que ordena com mestria o topo do mecanismo.

    Paulo Poli
  • João Roberto  09/04/2018 15:55
    Paulo, seu comentário está quase certo, mas ao mesmo tempo está bastante errado. Não faz sentido nenhum você excluir os bancos estatais, dado que seus empréstimos subsidiados representaram praticamente toda a base do Mecanismo, além de terem sido eles também os principais causadores do desarranjo da economia brasileira.
  • Fabio Almeida  10/04/2018 13:08
    E como quebrar esse mecanismo? Seria possivel com a demencia que atinge boa parte dos brasileiros fazendo protesto por mais estado? Uma intervencao militar dificilmente iria clamar por menos estado tambem. Acham possivel?
  • Skeptic  12/04/2018 01:43
    Achei que o Padilha acertou até no que foi considerado erro pelos "diversos autores".

    Ou vão dizer que não havia o tal mecanismo durante o Regime Militar, a Era Vargas, ou até na época do Império?
    O mecanismo é a lógica do estado, não vejo erro algum em falar que isso está acima de ideologias, exceto algumas muito desconhecidas e revolucionárias demais para o mainstream liberalzinho atual.

    Evidente que a democracia e o populismo fazem o estado aumentar e tornam o mecanismo mais eficiente e/ou mais ambicioso, mas isso não é algo que só a esquerda seja capaz de fazer. A história comprava isso.
  • Ulysses  12/04/2018 03:07
    "Ou vão dizer que não havia o tal mecanismo durante o Regime Militar, a Era Vargas, ou até na época do Império?
    O mecanismo é a lógica do estado, não vejo erro algum em falar que isso está acima de ideologias"


    Acho que você não entendeu o ponto. É claro que o mecanismo sempre existiu. E por que ele sempre existiu? Porque a ideologia que o sustenta sempre existiu. E que ideologia é essa? A ideologia do estado inchado, legiferante, ultra-regulador e onipresente em todas as áreas.

    Esse ideologia não só já existia na Era Vargas e no regime militar, como foi elevada ao paroxismo exatamente nestes regimes (as grandes empreiteiras brasileiras cresceram intensamente no regime militar).

    O mecanismo não está acima de ideologias. Ele depende desta ideologia para funcionar. E tampouco essa ideologia é exclusiva da esquerda.

    "Evidente que a democracia e o populismo fazem o estado aumentar e tornam o mecanismo mais eficiente e/ou mais ambicioso, mas isso não é algo que só a esquerda seja capaz de fazer. A história comprava isso."

    Concordo, exatamente como expus acima. E observe que os autores em momento algum utilizam o termo "esquerda", de modo que não entendi seu ponto.
  • Emerson Luis  24/04/2018 20:55

    Extremamente astuto fazerem uma série reconhecendo o que já se sabe, mas invertendo certos pontos-chave (entre outras manipulações) para embaralhar a compreensão das pessoas.

    Só faltou combinar com os russos.

    Ou melhor, com os austríacos.

    * * *
  • Money  12/05/2018 20:49
    Esquerdistas ainda não perceberam a contradição de apoiar ou ter simpatias pelo socialismo e defender o Mecanismo Fascista que existe no Brasil e foi levado ao auge do funcionamento no governo do PT.

    Eu consegui viver para presenciar socialistas defenderem um modelo econômico fascista de aliança do governo a grandes empresas e o povo ser tratado igual gado pelo protecionismo brasileiro.


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