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O tamanho não importa: a quebra de gigantes mostra que, no capitalismo, quem manda é o consumidor
Kodak, Nokia, Blockbuster e Toys ‘R’ Us não conseguiram continuar satisfazendo os consumidores

Ela é uma gigante e é considerada uma das varejistas de brinquedos mais famosas do mundo, se não a mais famosa. Agora, no entanto, vai fechar todas as suas 735 lojas nos EUA.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, dia 15 de março, o presidente da Toys 'R' Us, David Brandon, afirmou: "Estou muito decepcionado com o resultado, mas não temos mais apoio financeiro para continuar com as operações da companhia nos Estados Unidos". A rede opera no país há 70 anos e emprega mais de 30 mil pessoas.

Em setembro de 2017, a varejista já havia entrado com um pedido de recuperação judicial nos EUA, com o objetivo de tentar reestruturar suas dívidas (o que, na prática, equivale a uma proposta para tornar seus credores acionistas). No entanto, de nada adiantou: sem encontrar um comprador ou chegar a um acordo com os credores, a empresa anunciou semana passada a liquidação das unidades norte-americanas, ainda sem detalhes divulgados.

A rede tem também operações em diversos outros países. No Reino Unido, as operações também serão liquidadas, mesmo procedimento que ela prevê para a Ásia, Canadá, Áustria, Suíça e Alemanha. Para as operações em outros países, ela afirma estar com opções em aberto. "O grupo e seus conselheiros vão se esforçar para minimizar o impacto da liquidação nos mercados canadenses e no exterior", disse David Brandon no comunicado.

Ainda em setembro, quando entrou com o pedido de recuperação judicial, a dívida da Toys 'R' Us era de US$ 5 bilhões. Anualmente, a empresa estava gastando mais de US$ 400 milhões para pagá-la, ao mesmo tempo em que não lucrava o suficiente.

Breve histórico

A empresa foi criada em 1948 por Charles Lazarus, aproveitando-se do grande "baby boom" (explosão demográfica) que ocorreu nos EUA após a Segunda Guerra Mundial. Lazarus abriu seu primeiro estabelecimento em Washington sob o nome de Children's Bargain Town.

Em 1957, foi adotado o nome Toys 'R' Us, e foi com ele que a empresa abriu seu capital na bolsa em 1978. Em março de 2005, um consórcio integrado pelos fundos de investimento Kohlberg Kravis Roberts, Bain Capital e Vornado Realty Trust chegou a um acordo para retirar a empresa da bolsa, comprando todas as suas ações por US$ 6,6 bilhões. Em 2013, a empresa abandou seus planos de voltar à bolsa.

Desde então, a empresa veio mantendo um elevado endividamento, o que limitou sua capacidade de investir em planos para crescimento, entre eles o desenvolvimento de seu portal de vendas pela internet.

E isso foi fatal.

Quem manda é o consumidor

Kodak, Nokia, Blockbuster, Toys 'R' Us. Durante décadas, todas essas empresas pareciam imbatíveis e absolutamente dominantes em seus respectivos mercados.

Hoje, no entanto, ou elas já foram absorvidas por outras empresas ou simplesmente declararam falência. A bancarrota da Toys 'R' Us, que por décadas concentrou as demandas de pais e filhos ao redor do mundo, é apenas o mais recente episódio desta história sem fim.

Ao contrário do que muitos afirmam, o capitalismo não é um sistema econômico que privilegia as grandes empresas: o capitalismo é um sistema econômico que expõe todas as empresas — grandes, médias e pequenas — a um contínuo processo de concorrência, o qual é orientado pela satisfação das necessidades dos consumidores. Em uma economia capitalista, quem está no comando são os consumidores. São eles que decidem o que comprar, quando comprar, de quem comprar e em qual quantidade. São suas decisões de comprar ou de se abster de comprar que determinam a viabilidade dos empreendimentos.

E, como consequência, somente aquelas empresas capazes de satisfazer, a todo e qualquer momento, as necessidades dos consumidores da melhor maneira possível conseguirão sobreviver neste processo competitivo, não importa qual seja seu tamanho.

Por isso, é um total equívoco imaginar que o capitalismo funciona primordialmente para beneficiar os produtores. Ao contrário: quem está no comando são os consumidores. Consumidores sempre estão interessados apenas em conseguir as melhores barganhas para si próprios. Eles não estão interessados em facilitar a vida dos empreendedores (e nem dos empregados destes empreendimentos).

Consequentemente, quem determina a sobrevivência de empresas, lucros, empregos e salários são os consumidores, e não os capitalistas. Os críticos do capitalismo jamais entenderam isso.

A Kodak, que por décadas reinou absoluta no mercado fotográfico, sucumbiu perante o surgimento das câmeras fotográficas digitais. Ela não soube adaptar seu modelo de negócios aos novos produtos que seus concorrentes haviam começado a oferecer de forma mais eficiente e com melhor custo-benefício do que a própria Kodak. A popularização dos smartphones e suas câmeras fotográficas cada vez melhores enterrou por vez a empresa, que pediu recuperação judicial em 2012.

A Nokia, que era onipresente no mercado de aparelhos celulares no início da década de 2000, sucumbiu ante a chegada dos smartphones. A multinacional finlandesa, que simplesmente dominou o comércio mundial de telefones celulares de primeira geração durante 13 anos, não foi capaz de bater os padrões de qualidade e funcionalidade dos novos aparelhos ofertados por outros fabricantes, como Apple e Samsung. Em 2007, a empresa ainda era a líder mundial na fabricação de celulares e detinha aproximadamente 40% do mercado mundial de telecomunicações. Em 2013, ela era apenas a 274.ª maior empresa mundial.

A Blockbuster, que já foi simplesmente a maior rede de locadoras de filmes e videogames do mundo, sucumbiu perante a chegada dos vídeos por streaming. O surgimento destes serviços tornou totalmente absurda e impensável a ideia de ter de sair de casa e ir a uma videolocadora para poder assistir a um filme. Os serviços de streaming concentraram a demanda doméstica por lazer em provedores como Netflix e Amazon Prime. E os próprios canais de TV a Cabo também adotaram esta tecnologia, como HBO Go, Fox Premium e Telecine Play, mostrando que querem saciar a demanda dos consumidores.

(E, para aumentar ainda mais a ironia da situação, a própria Blockbuster teve a oportunidade de comprar, anos atrás, a Netflix pelo módico preço de 50 milhões de dólares. Declinou. Foi à falência em 2010 e fechou todas as lojas que tinha. Eis aí um grande exemplo de incapacidade de antecipar a demanda dos consumidores.)

Hoje, a Toys 'R' Us sucumbiu perante o varejo online, ou seja, perante o surgimento de novas fórmulas de comercialização de bens e serviços. O crescimento da Amazon tornou obsoleta a fórmula de grandes estabelecimentos físicos ultra-especializados, que sempre foi a fórmula adotada pela outrora gigante norte-americana.

Conclusão

Há vários outros exemplos de grandes sendo impactadas de maneira inclemente. A internet reduziu a demanda dos consumidores pelos grandes jornais tradicionais, que hoje operam no vermelho. A Google alterou completamente a indústria de marketing. Uber, Lyft e Cabify afetaram severamente a demanda pela indústria de táxis.

Para onde quer que você olhe, não importa qual seja o setor da economia (excetuando-se aqueles que são monopólios estatais), você sempre notará os mesmos padrões:

1) Quem, em última instância, determina se uma indústria específica se tornou obsoleta são os consumidores;

2) São os consumidores que, ao mudarem suas preferências de consumo e suas exigências de qualidade, determinam que uma indústria específica que não mais os satisfaz tem de ser ou fechada ou inteiramente remodelada e reestruturada.

Em definitivo, se você é um empreendedor, ou você se adapta aos volúveis e inconstantes gostos dos consumidores e às novas tecnologias disponíveis para satisfazer esses gostos, ou os próprios consumidores farão este serviço por você, expulsando-lhe do mercado e impondo sua falência.

A única garantia de sobrevivência no capitalismo não é o tamanho, mas sim sua superior eficiência em servir os consumidores. Quem não satisfaz os consumidores quebra.

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Leia também:

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O livre comércio não destrói empregos; quem destrói empregos são os consumidores



autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Mr Citan  19/03/2018 15:54
    Confesso que fiquei espantado com a quebra da Toys "R" Us.
    Ainda mais de visitar a loja deles na Times Square.

    Com o advento da internet, muitas outras redes dos EUA foram para o limbo, e vários malls hoje são só ruínas.

    Com certeza este comportamento também se repetiria aqui no Brasil, mas eu creio que a insegurança é um grande fator que faz com que este tipo de situação não aconteça com a mesma intensidade aqui na república bananense.
  • André Contardo  19/03/2018 18:12
    O capitalismo não perdoa incompetência. Empresa deficitária e/ou ineficiente só sobrevive com protecionismo, subsídios estatais e reserva de mercado garantida por agências reguladoras. Vide o Brasil e suas grandes empresas: Petrobras, Correios, montadoras, JBS, Oi, Odebrecht, OGX, Marfrig etc.

    Quanto mais as grandes empresas ineficientes perduram numa economia, menos capitalista ela é. Por isso o Brasil é cheio de dinossauros que não quebram e nunca irão quebrar (o governo não vai deixar).
  • Libertario  23/03/2018 01:24
    Porque a insegurança ?
  • Alex Amorim  23/03/2018 12:02
    A insegurança é a razão pela qual estabelecimentos físicos ainda se mantém, e se manterão no Brasil por muito tempo.

    Simples:
    Nos EUA, Europa e Japão, vc simplesmente consegue sair com seus amigos e ficar numa praça, num parque, nas ruas ou onde for sem ter medo.

    No Brasil, o risco de ser roubado, asssaltado, estuprado é grande. Nesse caso, todos preferem ir a Shoppings Centers, ambientes fechados, com cameras e seguranças vigiando.

    No Brasil, shoppings estão sendo mais visitados por sua segurança do que por compras. Basta olhar que as lojas de roupas estão perdendo espaço nos Shoppings enquanto bares dentro de Shoppings so tendem a aumentar.
  • Brasileiro  19/03/2018 15:55
    País capitalista é outro papo.
  • Skeptic  19/03/2018 22:03
    Qual? EUA são capitalistas? hahahaha, só se for capitalismo de estado.
  • Sulamericano  20/03/2018 01:28
    Mais capitalista que 95% do mundo.

    portugues.doingbusiness.org/rankings

    Se o EUA não é capitalista, não quero nem imaginar a situação do Brasil.
  • Marcelo  19/03/2018 16:06
    Quando houve a notícia de que a Toys 'R' Us ia fechar 730 lojas e demitir milhares de empregados, a esquerda até ejaculou: "Tá vendo! Isso é a prova que o capitalismo não funciona!"

    Ora, é exatamente ao contrário: empresa grande quebrando por causa de uma mudança de preferência dos consumidores é exatamente a prova de que o capitalismo continua funcionando exatamente como deveria.

    Aliás, a esquerda é engraçada: quando uma empresa grande aufere lucros, ela diz que o capitalismo causa monopólios e que essa empresa tem de ser atacada e destruída pelo governo. Aí quando uma empresa grande quebra, a esquerda diz que o capitalismo causa falências (mas não era monopólios?) e que essa empresa tem de ser socorrida e protegida pelo governo para manter empregos.

    Ora, se uma empresa fecha (seja ela uma grande multinacional ou uma simples sala de cinema que exibe filmes alternativos), a esquerda deveria apontar o dedo para os reais culpados: os consumidores. Mas ela nunca fará isso.
  • Alexandre  19/03/2018 16:20
    Por isso que a Petrobrás jamais pode ser privatizada, ela não pode ficar ao sabor do mercado selvagem, ameaçando nossa soberania, tampouco na mão de chineses. Mas os liberteens insistem em fazer birrinha com o único candidato honesto.
  • Guedes  19/03/2018 17:03
    Já pensou que tragédia?! Os brasileiros iriam deixar de comprar gasolina da Petrobras e passariam a comprar gasolina de qualidade das petrolífera americanas que viessem para cá! Isso não pode, porca miséria! E o nosso orgulho nacional? Temos de ser espoliados por quadrilhas locais.

    Aliás, é realmente uma delícia ver a ignorância econômica dos bolsominions: eles acham que se a Petrobras quebrar, os ativos irão simplesmente desaparecer no éter! Puf!, sumiu tudo.

    Meu querido, falência é simplesmente um fenômeno contábil: uma empresa ir à falência significa que sua gerência não soube satisfazer os desejos dos consumidores, e que, portanto, seus ativos devem ser repassados para as mãos de administradores mais competentes. No caso de uma petrolífera, a chance de ela sumir do mercado é nula, pois ela comercializa um produto extremamente demandado. E, ainda que isso acontecesse, qual o problema de outras empresas virem para cá, ocuparem esse mercado e, finalmente, começarem a concorrer entre si para nos fornecer gasolina? Isso seria uma benção: ter as melhores empresas do mundo se engalfinhando por aqui para nos fornecer gasolina. Não posso nem pensar nisso pois me emociono. E fico deprimido ao voltar para a realidade.

    Quem dera a Petrobras quebrasse, desocupasse suas jazidas (adquiridas durante seu monopólio legal) e finalmente o mercado fosse liberado para a entrada de concorrentes estrangeiros.
  • Paulo  19/03/2018 17:05
    Privatizar a Petrobras? Muito mais crucial é desestatizar.

    E qual a maneira efetiva de se desestatizar o setor petrolífero do Brasil? Legalizando a concorrência. Para isso, bastaria o estado se retirar do setor petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios funcionários, que agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e nenhuma subvenção. O estado não precisaria vender nada para ninguém. Apenas sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência estrangeira.

    A Petrobras é do povo? Então, nada mais coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do governo do setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que estava em posse do governo. E só. Ato contínuo, cada brasileiro decidirá o que fazer com esta ação. Se quiser vendê-la, que fique à vontade. Se quiser mantê-la, boa sorte. Se quiser comprar ações das outras empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem os onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça. Se a maioria dos acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros, quem irá questionar a divina voz do povo? Se o povo é sábio o bastante para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações da Petrobras.

    O objetivo supremo é fazer com que o dinheiro do petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos e burocratas.

    O mesmo vale para a Eletrobras. O estado não precisa vender nada a ninguém. Assim como no caso da Petrobras, ele deve apenas sair de cena, abolindo a ANEEL, o Ministério das Minas e Energia e deixando a empresa, bem como suas subsidiárias — CEPEL, CGTEE, CHESF, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas —, nas mãos de seus respectivos empregados. Estes, que teoricamente conhecem bem as empresas, poderão escolher entre vender as ações ordinárias que o estado lhes entregou ou mantê-las. O que será feito é o de menos. O que importa é que, com a saída do estado, haverá pela primeira vez um mercado livre e desimpedido no setor, sem regulamentações cartoriais.
  • Kira  19/03/2018 23:04
    As dívivas das estatais são do povo!
  • Gustavo Arthuzo  19/03/2018 19:26
    Alexandre, quer dizer que você prefere pagar gasolina (muito) cara, sustentar esquemas de corrupção e pagar pelo déficit da má gestão?
  • Carlos Lima  19/03/2018 20:22
    Você é burro mesmo, ou está só se fazendo? Ah, já sei... saquei... vc é um baita de um gozador... valeu cara... adorei a piada... kkkkkkkkkkkkkkkkk...
  • Felipe Lange  19/03/2018 16:23
    Leandro, o que você poderia esperar caso Alckmin fosse eleito e colocasse esse rapaz na equipe econômica? Seria como você disse, que os tucanos afinam na hora de fazer reformas, como só fazer algumas reforminhas para manter o Brasil em pé, mesmo que de maneira medíocre? O que teria de ser feito para desestatizar os Correios? O Temer teria esse interesse ou faria apenas uma privatização ao modo FHC com concessões e/ou controles estatais por agências reguladoras?

    Sobre o artigo, curto mas muito preciso sobre como funciona o capitalismo, de fato.

    Eu me lembro agora de, quando, na década de 70 para frente, houve a crise do petróleo e as fabricantes japonesas detonaram as nacionais com carros pequenos (pois a Chevrolet, Ford e Chrysler só sabiam fazer barcas com motores V8 ou seis-cilindros, enquanto os asiáticos já estavam habituados a esse nicho)... e tentaram enfiar protecionismo, aquele período ficou conhecido como Era Mal-Estar. Enquanto na década de 70 chegavam os bons importados nos EUA, aqui no Brasil permaneciam as jabiracas de protecionismo e o povão, ou andava de Fusca, ou de ônibus. Melhorou um pouco na década de 90, mas aí aumentaram as restrições de novo e hoje permanecemos na mediocridade e com carros aumentando de preço todo mês. Você poderia analisar o Rota 2030, Leandro?
  • Leandro  19/03/2018 16:52
    "o que você poderia esperar caso Alckmin fosse eleito e colocasse esse rapaz na equipe econômica?"

    Pérsio Arida melhorou bastante ao longo do tempo. Era heterodoxo roxo e um dos principais defensores da esdrúxula tese da "inflação inercial". Também foi a mente por trás do Plano Cruzado. Melhorou bastante de lá para cá, mas ainda não perdeu alguns vícios marxistas e embromações keynesianas.

    Se for para escolher alguém, que seja então Gustavo Franco, que afina muito menos que o Arida. Aliás, arrisco-me a dizer que Henrique Meirelles também seria melhor do que o Arida.

    "Seria como você disse, que os tucanos afinam na hora de fazer reformas, como só fazer algumas reforminhas para manter o Brasil em pé, mesmo que de maneira medíocre?"

    Exato.

    "O que teria de ser feito para desestatizar os Correios?"

    Falei em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=818

    "O Temer teria esse interesse ou faria apenas uma privatização ao modo FHC com concessões e/ou controles estatais por agências reguladoras?"

    Nem uma coisa nem outra, pois nem terá tempo para isso.

    Agora, entre privatizar criando agências reguladoras ou manter estatal mas abrindo totalmente o mercado para a entrada de empresas privadas concorrentes, sem dúvida fico com o segundo cenário.

    "Você poderia analisar o Rota 2030?"

    É impossível comentar porque não há detalhes sobre nada. Tudo está sendo a portas fechadas. O que se sabe é que as fabricantes querem isenções. Até aí, tudo bem; sempre sou a favor de isenções (desde que não se suba impostos em outras áreas como medida compensativa), pois isenções são o oposto de subsídios. Mas e as tarifas de importação? Serão reduzidas?

    Fala-se também em deixar de cobrar impostos por cilindrada ou potência (o que é bom), mas sim de acordo com o dispêndio de energia por quilômetro (mensurado em MJ/km). Isso é uma medida feita a rigor para agradar o lobby dos usineiros, que sonham em ver todo o mercado nacional utilizando apenas etanol.

    Mais: e a questão do índice de nacionalização? Nem sinal de que isso será abolido.

    No final, e por incrível que pareça, que fez o melhor diagnóstico foi o Banco Mundial. A instituição afirmou que barreiras à importação, isenções fiscais, requisitos de conteúdo local e outras medidas não incentivaram a inovação nem a produtividade —foram apenas subsídios que desencorajaram a entrada de novas empresas no mercado, levaram a um desperdício de recursos públicos e podem inclusive ter estimulado a corrupção.

    No final, o Rota 2030 pode até ser melhor que o Inovar Auto (pois não tem como ser pior), mas o erro permanece: essa obsessão de acreditar que um país precisa de política industrial. Ainda não entenderam que a melhor política industrial é simplesmente deixar o consumidor decidir.
  • Emerson  19/03/2018 17:48
    "quem determina a sobrevivência de empresas, lucros, empregos e salários são os consumidores, e não os capitalistas. Os críticos do capitalismo jamais entenderam isso. [...]

    Por isso, é um total equívoco imaginar que o capitalismo funciona primordialmente para beneficiar os produtores. Ao contrário: quem está no comando são os consumidores. Consumidores sempre estão interessados apenas em conseguir as melhores barganhas para si próprios. Eles não estão interessados em facilitar a vida dos empreendedores (e nem dos empregados destes empreendimentos)."



    No final, o objetivo do capitalismo é melhorar a vida do consumidor, e não a do empregado ou a do empregador. E, quanto aos empregados, vale ressaltar que eles também são consumidores. Consequentemente, na condição de consumidores, empregados também são beneficiados.

    Empregado, empregador e consumidor não são pessoas diferentes, mas papéis diferentes que podem ser exercidos pelas mesmas pessoas. Não existe "conflito de classes sociais" porque não existem "classes sociais", apenas indivíduos interagindo em busca de seus próprios interesses e em geral beneficiando-se mutuamente.

    No dia em que as pessoas cegados pela ilusão doutrinária esquerdista conseguirem compreender essas nobres verdades elas atingirão o estado da iluminação existencial. :)
  • Escolástico  19/03/2018 17:58
    Correto, mas dá pra ir bem mais além.

    O capitalismo não é um sistema voltado nem para "garantir direitos" aos trabalhadores e nem para beneficiar empresários. É um sistema voltado exclusivamente para beneficiar os consumidores.

    Logo, só irá prosperar quem consegue fornecer bens e serviços que os consumidores voluntariamente querem adquirir.

    Dado que empresários e empregados são também consumidores, então, óbvio, eles também acabam se beneficiando do capitalismo. No entanto, o capitalismo não é um sistema feito para privilegiar nem trabalhadores e nem empreendedores. Esta não é sua função.

    E isso tem de ficar claro.

    Se há trabalhadores mal pagos é porque os consumidores de seus produtos assim determinaram. Se há trabalhadores que trabalham muito e ganham pouco é porque não são produtivos e, consequentemente, não conseguem ofertar a um grande número de consumidores algo que eles considerem valioso e pelo qual estejam dispostos a pagar muito.

    Se há assalariados mal pagos e com baixo padrão de vida é simplesmente porque eles não conseguem criar valor para seu público consumidor.

    Essas são realidades econômicas que não podem ser revertidas com coitadismo e vitimismo, mas sim com maior preparo e capacidade de saber satisfazer os consumidores.
  • Fabrício  19/03/2018 18:24
    Dúvida: como pode o pequeno entrar num mercado dominado pelas grandes? Vocês explicam que o que impede o pequeno é a regulamentação estatal, mas num mercado onde o volume é a diferença, o pequeno não está "de fora" também? Ele pode concorrer apenas com diferenciação? Porque o grande pode ter muita qualidade e já tem o preço. Como funciona nesse caso?
  • Economista  19/03/2018 18:35
    Pra começar, o próprio fato de grandes terem quebrado e perdido sua fatia de mercado para pequenos mostra que não é isso o que acontece. Vide a Blockbuster, que se recusou a comprar a Netflix pela pechincha de R$ 50 milhões e acabou sendo derrubado por ela.

    Ou as gigantes Nokia e Motorola versus uma até então desconhecida Samsung (só entrou no setor de eletrônicos em 1969).

    Ou a própria Kodak, que foi destronada por várias pequenas que começaram, individualmente, a fazer câmeras digitais.

    Em todo caso, nesse seu cenário não há nada de errado. Se há uma empresa já estabelecida no mercado, se não há nenhuma barreira artificial à entrada de novos concorrentes, e se essa empresa se mantém no mercado porque sabe fornece ótimos serviços a preços baixos, então não há nada a ser corrigido. O mercado está funcionando corretamente e o consumidor está voluntariamente premiando a empresa que lhe fornece bons serviços a preços baixos.

    O fato de você não conseguir entrar neste mercado livre -- talvez por falta de capital ou por falta de know-how -- não denota nenhuma falha de mercado. A realidade é que você simplesmente não descobriu uma forma de vender ainda mais barato e melhor do que a empresa já estabelecida.
  • George  19/03/2018 18:40
    Liberdade de entrada não significa capacidade de entrar em um dado setor. Se as pessoas não possuem a capacidade de entrar em uma determinada área da economia (porque, por exemplo, elas não possuem o capital para isso), isso não significa que a liberdade de entrada no mercado foi violada.

    Por exemplo, se for necessário um investimento mínimo de, digamos, $1 bilhão, para se ter uma mínima esperança de poder competir no setor de aparelhos eletrônicos e informática, isso não significa de modo algum que tal setor não possui liberdade de entrada, ou que a minha liberdade, como indivíduo, de entrar em tal setor foi violada de alguma forma só porque eu pessoalmente não tenho a capacidade de levantar o bilhão necessário.

    O fato de eu não possuir ou não poder levantar o capital necessário não implica uma violação da minha liberdade de entrada, assim como o fato de eu não possuir um canal de televisão ou um jornal, e não gozar do apoio de nenhum deles, não implica uma violação da minha liberdade de expressão ou de imprensa.

    Sob quais circunstâncias a liberdade de entrada estaria sendo violada? Ela estaria sendo violada se eu realmente possuísse ou pudesse obter o capital necessário — e, obviamente, fosse também capaz de satisfazer vários outros requerimentos necessários para poder concorrer, como ter montado uma equipe com administradores capacitados e mão-de-obra qualificada, dominar conceitos tecnológicos etc. — e fosse coercivamente impedido de entrar neste setor pelo governo.

    Isto seria o equivalente à censura. Tal arranjo também poderia muito adequadamente ser descrito como monopólio, pois eu estaria agora lidando com um mercado, ou com parte de um mercado, que estaria fechado para mim em decorrência do elemento essencial da iniciação de força física pelo governo — um mercado do qual fui forçosamente excluído e que, como consequência, foi transformado em monopólio de outros.
  • Escolástico  19/03/2018 18:44
    Os críticos do capitalismo dizem se tratar de um sistema que beneficia apenas empresários e só. Segundo tais pessoas, no capitalismo, qualquer outro que não seja um empresário só se estrepa.

    Só que a realidade é oposta. É o cidadão comum consumidor que se dá bem, e não necessariamente o empresário. Este pode se estrepar completamente.

    O cara se endivida para abrir um restaurante, serve vários consumidores, mas acaba indo à falência e tendo seus bens penhorados perante seus credores. Quem se deu melhor: os consumidores que se aproveitaram deste restaurante ou o empresário falido?

    Se o capitalismo realmente beneficiasse o empresário, hoje estava todo mundo louco para empreender. No entanto, a maioria dos microempresários (eu mesmo conheço três) diz que, se pudesse, fechava tudo e virava empregado de carteira assinada. Empregado tem vários direitos e quase nenhuma preocupação. Não só poucos querem empreender, como a maioria só quer a segurança de um emprego público.

    Por que ninguém quer ser empresário se a mamata realmente é tão grande como dizem os críticos do capitalismo?

    E, mesmo que ele não se estrepe, o empreendedor não necessariamente irá se beneficiar. Dando um exemplo extremado, mas válido, se o cara empreende e trabalha que nem um louco, acumula muito dinheiro, mas não faz nada com isso e morre sem ter usufruído nada e sem nem ter melhorado seu padrão de vida, então ele não se beneficiou do capitalismo.

    Já fora do capitalismo a coisa é ainda mais clara. Um empreendedor de grande sucesso na URSS não tinha um padrão de vida nada invejável, pois ele não tinha nada o que consumir. Ele era rico e poderoso, mas nada podia fazer para elevar seu padrão de vida. De nada adianta ser um empreendedor bem sucedido em um regime não-capitalista; você não poderá se tornar um consumidor.

    De resto, mesmo o mais exitoso dos empreendedores e o mais bem-sucedido dos assalariados só é realmente beneficiado pelo capitalismo porque pode utilizar os frutos do seu trabalho para consumir; para adquirir bens e serviços que irão melhorar seu padrão de vida. Só que, ao fazerem isso, eles estão no mesmo nível dos demais consumidores normais.

    No capitalismo, é o cidadão comum consumidor que se dá bem, e não necessariamente o empresário. Este pode se estrepar completamente. Enquanto o indivíduo está puramente na condição de trabalhador e empreendedor, o capitalismo é exigente e nem sempre recompensador. Se o empreendedor e o trabalhador estão no ramo errado, então o capitalismo será inclemente.

    Um artigo sobre isso, com exemplos históricos:

    O grande beneficiado pelo capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e poderosos
  • Kira  19/03/2018 23:06
    Quem é anti mercado é a favor do desemprego!
  • marcela  19/03/2018 21:32
    Uma das coisas que nunca entrou na minha cabeça é o fato do Brasil precisar ter reservas internacionais de 380 bilhões de dólares.O país é um grande exportador de comodities e a quantidade de dólares que entra no país é suficiente para pagar as importações e dar divisas para as multinacionais enviarem lucros para suas matrizes no exterior.Se a intenção é dar confiança para os investidores estrangeiros de que não faltará divisas, creio que bastaria ter reservas no mesmo valor que o agregado monetario M1.Assim sendo,se convertêssemos todo o dinheiro disponível na nossa economia em dólares,haveria dólares suficientes.
  • Gabriel  20/03/2018 04:53
    Na vdd, a intenção é atender o lobbie do setor exportador, evitando a apreciação cambial.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  19/03/2018 22:43
    Claro, nunca esquecendo de que não há muito ânimo em ser proprietário de coisa alguma; e que aquilo que dá muita satisfação é criar, colocar a ideia no mercado - startup. Sem contar com sindicatos, regulações, etc.
    Difícil ratificar que foi a não-satisfação do mercado que as fez desaparecer do mercado, pensar que seus respectivos dirigentes eram estúpidos a ponto de perder um bom negócio, seria bobagem, além do mais, quem pode o mais, pode o menos.
  • Master of Chaos  20/03/2018 11:02
    Outro dia fui indagado por meu irmão: "E se a Amazon realmente conseguir se consolidar no Brasil, de uma forma que arrase a concorrência. Ela não terá o monopólio? Como evitar que ela monopolize todo o varejo?"
    O argumento foi pautado na ideia de que com a gigante chegando com tudo no Brasil, grandes empresas do ramo não conseguiriam acompanhá-la e eventualmente viriam a bancarrota, gerando desemprego e fazendo com que a Amazon fosse a única do setor.
    Claro, se formos pensar bem, principalmente quando você vive no interior, percebe que existem inúmeros varejistas pequenos, talvez até em locais de difícil acesso onde mesmo uma grande empresa não teria interesse, uma vez que, embora exista demanda, esta não seria suficiente para suprir todo o custo para se instalar na região. Talvez, se estabelecer ali dê mais prejuízo do que lucro. Então, é viável a ideia de que uma Amazon da vida tenha porte para simplesmente destruir seus concorrentes, monopolizar o mercado e tornar-se a "empresa CAPETALISTA" que prejudicaria os consumidores?

    PS: Ótimo argumento para a galera que defende a proteção da indústria nacional.
  • Mário  20/03/2018 12:39
    "E se a Amazon realmente conseguir se consolidar no Brasil, de uma forma que arrase a concorrência. Ela não terá o monopólio? Como evitar que ela monopolize todo o varejo?"

    A Amazon só pode se "consolidar" aqui (ou em qualquer lugar do mundo) se os consumidores quiserem. Parece que as pessoas simplesmente não entendem essa obviedade.

    Empresa só se consolida se estiver atendendo bem aos consumidores. São os consumidores, por meio de suas decisões de comprar e se abster de comprar, que definem se uma empresa irá se consolidar a não.

    Logo, a eventual consolidação da Amazon será uma mera conseqüência da ação voluntária dos consumidores, que espontaneamente decidiram premiar a empresa gastando seu dinheiro nela.

    Gostaria de ver um argumento explicando exatamente como essa acao voluntária dos consumidores é ruim para eles próprios, sendo que o "bom" seria aquilo imposto por burocratas.

    "O argumento foi pautado na ideia de que com a gigante chegando com tudo no Brasil, grandes empresas do ramo não conseguiriam acompanhá-la e eventualmente viriam a bancarrota, gerando desemprego e fazendo com que a Amazon fosse a única do setor."

    Caso isso acontecesse (uma impossibilidade prática, mas vamos entretê-la pelo bem do debate), seria simplesmente uma decisão dos consumidores, que não querem as empresas nacionais ruins e preferem a comodidade, a facilidade e os baixos preços da Amazon.

    De novo: o que há de errado nisso?

    "Então, é viável a ideia de que uma Amazon da vida tenha porte para simplesmente destruir seus concorrentes, monopolizar o mercado e tornar-se a "empresa CAPETALISTA" que prejudicaria os consumidores?"

    Não. Pura questão de escala. Quanto mais uma empresa cresce, mais ineficiente e burocrática ela se torna, o que atrai a entrada de concorrentes menores e mais eficientes.

    Aliás, apenas diga um setor da economia que não seja regulado pelo governo (que não tenha agências reguladoras) e que seja dominado por uma única empresa de grande porte. Só um. Aponte isso, e você ganha o argumento.


    P.S.: já nos setores regulados pelo governo, cuja entrada da concorrência é obstruída, o monopólio de uma grande empresa é exatamente a regra.
  • Renato  20/03/2018 12:42
    Não sei se é o caso, mas seu argumento parece ser uma requentada daquela velha fantasia na qual, segundo os delirantes, seria possível uma empresa jogar os preços para baixo, destruir toda a concorrência e então voltar a subir os preços para valores estratosféricos (o que simplesmente acabaria com toda a possibilidade de os consumidores continuarem comprando seus produtos).

    Essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

    Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    O professor Thomas DiLorenzo — especialista no assunto —, quando dava aulas de MBA para executivos da Black & Decker, propôs a eles a seguinte estratégia para conquistar mercado: "O que vocês acham de sugerir ao seu empregador que pegue uma furadeira que custa US$10 para ser produzida e comece a vendê-la por US$1 durante um período indeterminado de tempo — pode ser tanto 5 anos quanto 50 anos —, até que todos os demais fabricantes de furadeira do mundo vão à falência, e então, após isso, ele possa cobrar US$500 por essa furadeira?"

    Os executivos, em gargalhadas, disseram que, se eles propusessem isso, certamente seriam demitidos no ato.
  • Patriota Libertário  21/03/2018 00:08
    Dumping só dá certo se estiver sendo bancado com dinheiro público,do contrário é pré-falimentar igual você explicou,subsídios com nosso dinheiro,enfim mais uma vez só o estado malvadão para salvar seus amigos com nosso dinheiro e chamar isto de política industrial.
  • FL  20/03/2018 12:49
    O caso da Toys 'R' Us é bem interessante.

    Passaram muito tempo fazendo gordas doações para a Planned Parenthood (a maior fábrica de abortos do mundo), e agora estão falindo. É no mínimo curioso uma empresa ter patrocinado a morte de seus futuros clientes e agora estar em processo de falência.
  • Desconhecido  20/03/2018 14:11
    Apesar de aparentar uma lógica, é óbvio que não foram os abortos que faliram a toy 'R' us.

    A empresa faliu basicamente por não ser capaz de competir com as grandes do mercado: Amazon, Walmart e etc..

    Além do mais, a queda na natalidade é um acontecimento em qualquer país desenvolvido e até em alguns mais atrasados como o Brasil, e tem pouca relação com os abortos.( A natalidade nos EUA ainda é maior do que no Brasil, onde o aborto é proibido.)
  • FL  20/03/2018 18:16
    Claro que essa não é a explicação, mas não deixa de ser irônico.
    Eles abriram um outro segmento chamado Babies 'R' Us em 1996. Desde então, a PP já fez mais de 5 milhões de abortos e nasceram cerca de 70milhões de bebês por lá... "perder" 7% dos seus potenciais clientes não me parece uma boa tática para manter seu negócio.
  • anônimo  24/03/2018 04:19
    A Rede Globo só está de pé por causa do BNDES dinheiro dos impostos para manter uma empresa com péssima qualidade de telecomunicação portanto se o Brasil fosse um país capitalista (somos um país socialista a quase 100 anos) essa empresa teria falido a tempos!
  • Ulysses  24/03/2018 06:00
    Sorry, mas a sua constatação está errada. A Rede Globo, queira você ou não, tem muita audiência. E a prova disso é que tá cheio de anunciante pagando caro pra fazer propaganda de seus produtos na emissora.

    Se ela não tivesse audiência, ninguém seria otário de pagar para anunciar.

    O consumidor, goste você ou não, já deixou claro que quer continuar consumindo os produtos da Rede Globo. E, enquanto for assim, a empresa de mantém.
  • anônimo  24/03/2018 10:17
    Quando há poucas emissoras para assistir, por causa do governo, esse fato é inevitável. Não é porque as pessoas assistem que elas realmente gostem, é por falta de opção mesmo.
    Graças a reserva de mercado garantida pelo governo, todas as emissoras são riquíssimas.
  • Emerson Luis  16/04/2018 16:00

    Será que é por isso que os megaempresários:

    Defendem regulamentações que inviabilizam pequenos novos concorrentes internos?

    Defendem medidas protecionistas que impedem a entrada de concorrentes externos?

    Financiam políticos e movimentos de esquerda?

    * * *
  • Paulo Pantoja  16/09/2019 18:15
    E a GM, porquê não faliu depois de tantos anos?
    E Posto Ipiranga e o Ultragaz?
  • Amâncio  16/09/2019 18:24
    Porque a GM foi socorrida pelo governo, doçura. Os consumidores já haviam deixado claro – por meio de sua atitude voluntária de parar de comprar carros da GM – que não mais queriam que a empresa existisse. No entanto, o governo não só entrou na jogada e desrespeitou essa soberania dos consumidores, como ainda tomou o dinheiro das pessoas via impostos e repassou para a GM (seus poderosos sindicatos e CEOs).

    E a esquerda toda aplaudiu essa explícita mamata para os grandes empresários.

    Quanto ao Posto Ipiranga e à Ultragaz, não entendi, pois nunca estiveram perto da falência (o que significa que seus serviços continuam sendo demandados pelos consumidores).


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