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Antes de Trump, Bush e Obama também elevaram algumas tarifas de importação. Eis as consequências
Para quem entende de economia, nenhuma surpresa

Um fabricante nacional de roupas quer vender um terno por $200. Mas ele não consegue vender por esse preço porque os consumidores podem comprar um terno praticamente idêntico produzido por uma manufatura estrangeira por $160.

Sendo assim, ele tem duas opções: ou ele aprimora seu processo de produção, cortando custos e aumentando sua eficiência, ou ele recorre ao governo e faz lobby para encarecer artificialmente o preço do terno estrangeiro.

A segunda opção é sempre a mais fácil e, logo, a preferida.

Ato contínuo, o governo, muito comovido com a situação deste fabricante nacional, impõe uma tarifa de 35% sobre os ternos estrangeiros, o que eleva seu preço para $216.

O que acontecerá com suas chances de agora conseguir vender seu terno por $ 200? Exato, aumentarão enormemente.

Mais: quem realmente arcará com o fardo da tarifa? Correto de novo: o consumidor, que agora pagará $40 a mais por um terno. (Encarecimento de 25%).

Pior ainda: gastando mais com ternos, estes consumidores terão menos dinheiro para gastar em outras áreas da economia. O que acontecerá com as receitas destes setores? E com os empregos? Isso mesmo, acertou de novo.

O aço de Trump

Na quinta-feira, 1º de março, o governo Trump anunciou planos de impor uma tarifa de importação de 25% sobre o aço e outra de 10% sobre o alumínio.

Obviamente, o efeito mais imediato destas tarifas — aliás, esta é exatamente a intenção — é encarecer artificialmente o preço do aço e do alumínio importados, tornando assim o produto nacional mais competitivo.

Isso, em tese, seria bom para as indústrias americanas produtoras de aço e alumínio, que agora voltariam a ter uma fatia de mercado. Igualmente, os trabalhadores deste setor, agora protegidos da concorrência externa, também poderão manter seus empregos.

Mas aí surge o primeiro problema: há aproximadamente 200.000 de trabalhadores nas indústrias de aço, alumínio e ferro. E há nada menos que 6,5 milhões de trabalhadores empregados em indústrias que utilizam aço e alumínio como matéria-prima para seus produtos — empresas que fabricam de tudo, desde caminhões, automóveis e maquinários pesados até latas de cerveja e aramados para galinheiro.

Essas empresas terão de arcar com preços maiores para suas matérias-primas, o que obviamente afetará sua lucratividade e, consequentemente, o próprio emprego de seus trabalhadores.

Acima de tudo, os 154 milhões de americanos que trabalham e consomem serão os grandes atingidos, pois agora todos os produtos que utilizam aço e alumínio em sua composição terão sua produção encarecida, o que significa que ao menos uma parte deste encarecimento será repassada aos preços.

Portanto, logo de partida, já se vê que a ideia de aumentar tarifas para proteger empregos em um setor específico irá, inevitavelmente, afetar empregos em vários outros setores, além do próprio bem-estar de toda a população. Serão 200.000 beneficiados contra 154 milhões prejudicados. O público verá as pessoas empregadas nas siderúrgicas graças às tarifas de importação, mas não verá as pessoas demitidas (ou que não mais conseguirão empregos) em todas as outras indústrias que utilizam aço e alumínio como matéria-prima.

No final, uma tarifa de importação nada mais é do que uma política intervencionista cujo objetivo supremo é criar escassez artificial com o objetivo de beneficiar exclusivamente uma ínfima minoria de empresários e empregados de um setor específico em detrimento de todo o resto da população empreendedora e consumidora.

Nada de novo - Bush e Obama já estiveram lá

Em março de 2002, o então presidente George W. Bush impôs uma tarifa de 30% sobre o aço chinês. O objetivo, obviamente, era proteger empregos no setor siderúrgico.

Só que havia um problema: o número de trabalhadores que utilizam aço como matéria-prima é muito maior do que aqueles que produzem aço.

Os resultados dessa tarifa foram caóticos, embora totalmente previsíveis pela teoria econômica.

Segundo uma extensa pesquisa realizada por um conglomerado de indústrias de bens de consumo, as tarifas contra a China aumentaram os preços do aço (óbvio) e, como consequência, eliminaram 200.000 empregos naqueles setores que compram aço para usar em seus processos de produção.

À época, esses 200.000 empregos eliminados da economia eram mais do que o número total de pessoas que trabalhavam nas siderúrgicas, e representaram US$ 4 bilhões em salários perdidos.

Eis as conclusões do estudo:

  •  200.000 americanos perderam seus empregos em decorrência do aumento dos preços do aço em 2002. Esses empregos perdidos representaram aproximadamente US$ 4 bilhões (US$ 5,5 bilhões em valores atualizados) em salários perdidos de fevereiro a novembro de 2002.
  •  Um em cada quatro (50.000) destes empregos perdidos foi nos setores de produção de metais, de maquinários, de equipamentos e de transportes, bem como no de peças de reposição.
  •  O número de empregos eliminados cresceu continuamente ao longo de 2002, chegando a um pico de 202.000 empregos em novembro.
  •  O número de americanos que perderam seus empregos em 2002 em decorrência do encarecimento do aço foi maior que o número total de empregos nas próprias siderúrgicas (187.500 americanos estavam empregados nas siderurgias americanas em dezembro de 2002).
  • Clientes que consumiam produtos fabricados com aço americano trocaram de produtos e passaram a consumir mais estrangeiros, uma vez que o aço americano, protegido da concorrência, tornou esses produtos menos confiáveis e mais caros. Algumas empresas, incapazes de aumentar seus preços em decorrência do maior custo do aço, tiveram elas próprias de absorver todo o aumento de custos de produção, o que as deixou em situação financeira precária.

Felizmente, em dezembro de 2003, Bush teve um lampejo de bom senso e aboliu essa tarifa, a qual só causou estragos à economia. Não coincidentemente, a recuperação econômica veio em 2004.

Entra em cena Obama, que aparentemente não aprendeu nada com seu antecessor.

Em 2009, ele impôs uma tarifa de 35% sobre pneus chineses. O motivo foi o mesmo de sempre: as fabricantes americanas estavam reclamando de "concorrência desleal" dos chineses.

Em janeiro de 2012, o próprio Obama se gabou dizendo que "mais de 1.000 americanos têm um emprego hoje porque interrompemos esse surto de pneus chineses". Estima-se que 1.200 empregos na indústria americana de pneus foram protegidos por essa tarifa.

Mas, como sempre na economia, há o que se vê e o que não se vê.

De acordo com este completo e aprofundado estudo do Peterson Institute for International Economics (reconhecido até mesmo por fontes de esquerda), essas tarifas obrigaram os americanos a pagar US$ 1,1 bilhão a mais por pneus americanos.

Ou seja: embora 1.200 empregos tenham sido protegidos na indústria americana de pneus, o custo por emprego mantido foi de impressionantes US$ 900.000 naquele ano.

Mais ainda: segundo o Bureau of Labor Statistics [o IBGE americano], o salário médio anual de pessoas que trabalhavam na indústria de pneus era de US$ 40.070. 

E piora: como os consumidores americanos tiveram de pagar US$ 1,1 bilhão a mais em pneus, eles não puderam usar esse dinheiro para comprar bens e serviços de outros setores. Consequência? Aproximadamente 4.000 americanos (3.731, para ser mais exato) perderam seus empregos nestes setores.

Ou seja: 1.200 empregos salvos a um astronômico custo de US$ 900.000 por emprego versus 3.731 empregos destruídos pela tarifa.

E um adendo: a maior parte do US$ 1,1 bilhão a mais que os americanos pagaram em decorrência dos pneus mais caros não se traduziu em aumentos salariais para os trabalhadores da indústria de pneus. Segundo o estudo do Peterson Institute, apenas 5% deste valor foi para o bolso dos empregados. Os 95% restantes viraram bônus corporativos.

Tarifas servem para isso mesmo.

Assim com Bush, Obama também acabou tendo um lampejo de bom senso, e seu governo aboliu a tarifa em 2012.

Conclusão

Tentar salvar empregos impondo tarifas e limitando as escolhas dos consumidores acaba simplesmente destruindo ainda mais empregos. O resto da população paga preços maiores por tudo, e empregos são perdidos em outros setores.

E se você levar em consideração que outros países podem, em retaliação, impor tarifas sobre todos os seus produtos, o desemprego tenderá a ser várias vezes maior.

Encarecer artificialmente os bens importados de outro país nada mais é do que um presente para lobistas poderosos, à custa de toda a população. 

No final, tarifas de importação fazem exatamente o que prometem: protegem os produtores domésticos (uma ínfima minoria), blindando-os da concorrência e permitindo que eles elevem preços e sejam mais ineficientes sem serem punidos pelos consumidores, que agora não mais podem recorrer à concorrência estrangeira.

Como diz o ditado: sim, tarifas protecionistas protegem as empresas nacionais. Protegem de quem? Dos consumidores.


32 votos

autor

Mark Perry
é pesquisador do American Enterprise Institute e professor de economia e finanças na Universidade de Michigan.

  • Murilo Maturana  06/03/2018 15:54
    Extremamente informativo e elucidativo artigo. Do jeito que eu gosto: teoria e prática. Muito obrigado ao IMB pelas informações!
  • Felipe  06/03/2018 16:13
    De novo isso? Como esses liberais são ingênuos. Não se trata de economia, mas sim de geopolítica. O tabuleiro do xadrez é complexo. De onde vem o aço e o alumínio produzidos? Isso mesmo, de minérios estratégicos à soberania do país. Vamos deixar a China comunista tomar conta desse mercado? Vocês tão de brincadeira. Espero que o Bolsonaro faça o mesmo aqui.
  • Bernardo  06/03/2018 16:35
    "Não se trata de economia, mas sim de geopolítica. O tabuleiro do xadrez é complexo."

    Ah, deve ser complexo mesmo. Aliás, é tão complexo que os próprios polemistas que falam essas bobagens anti-China vivem mudando radicalmente de posição.

    Os mesmos polemistas que eram delirantemente anti-Rússia e anti-Putin quando o presidente era Obama, hoje são pornograficamente pró-Rússia e pró-Putin, sem sequer terem se dado ao mais mínimo trabalho de explicar tamanha conversão. São os Paulo Henrique Amorim da direita.

    É nisso que dá ficar dando ouvidos a polemistas que pensam saber de geopolítica, mas que não sabem pirocas de lógica básica, como demonstrarei abaixo.

    "De onde vem o aço e o alumínio produzidos?"

    De todos os países do mundo que tenham minério de ferro, o que inclui, além de EUA, Canadá, Austrália, Alemanha, Brasil, Índia, Suécia, México e África do Sul.

    Apenas Brasil, Austrália e Índia, em conjunto, já produzem mais que a China.

    pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_produ%C3%A7%C3%A3o_de_ferro

    Ou seja, se o problema é "minério de ferro em nações inimigas", os EUA simplesmente não têm com o que se preocupar.

    "Isso mesmo, de minérios estratégicos à soberania do país. Vamos deixar a China comunista tomar conta desse mercado?"

    Falei que tem problemas de lógica básica.

    Se o minério é "estratégico à soberania do país" (os suíços, aliás, devem estar embaixo da cama tremendo de medo, pois não possuem minério em seu território), então nada mais racional do que deixar a China esgotar rapidamente sua própria reserva de minério. Quando ela estiver sem nada, todos os outros países estarão ainda plenos de minério, e os chineses passarão o chapéu.

    "Vocês tão de brincadeira."

    O que realmente é uma brincadeira é o seu QI. De quantas pessoas precisa para conseguir sair da cama?

    "Espero que o Bolsonaro faça o mesmo aqui."

    E olha que eu cogitei seriamente em votar nele. Mas por causa de seus seguidores completamente lobotomizados e sem cérebro, hoje faço campanha contra (e como já tenho arma em casa, e Lula não irá disputar, não preciso de Bolsonaro para mais nada). Parabéns para vocês.
  • Rennan Alves  06/03/2018 18:17
    Aparentemente foi uma ironia, creio eu.
  • danir  07/03/2018 00:48
    Ola Bernardo. Seu comentário é um pouco faccioso e até ofensivo. Eu sou totalmente contra as posições da Russia, e não acredito em nada que venha daquela latitude. Os Russos têm um projeto de poder, e são aqueles que desenvolveram direta ou indiretamente as estratégias desestabilizadoras do Ocidente. Tambem deve-se entender que embora com diferenças e até conflitos, antes de qualquer coisa Russia e China dariam as mãos caso aconteçam crises que possam levar ao confronto com o Ocidente. A Russia ainda é governada por oficiais da KGB, que ocupam os espaços do poder, a industria e até a máfia local. Portanto um indivíduo cristão, de direita (em suas diversas manifestações) que acredite que a russia não é uma ameaça, esta cometendo suicídio. Ocorre que no momento o assunto é China, que tem uma força comercial muito maior do que a Russia e que tambem é uma ameaça à América. Este seu comentário ofende a inteligência pela suposição que todos são influenciados pela propaganda e não têm idéias próprias. Eu não viraria as costas nem para um dirigente russo nem para um dirigente chines. São jogadores de um mesmo time, que querem nos derrotar por 7X1.
  • danir  07/03/2018 01:01
    Você está falando de aço ou de ferro? Até onde eu entendi, as barreiras são relativas ao aço e alumínio, não ao ferro. Faça uma leitura mais atenta do link que colocou no comentário.
  • Ulysses  06/03/2018 17:26
    "Não se trata de economia, mas sim de geopolítica. O tabuleiro do xadrez é complexo."

    Vamos supor, pelo bem do debate, que isso seja verdade e que o objetivo maior é combater e enfraquecer a China.

    Sendo assim, a pergunta é: como exatamente você vai batalhar contra a China enfraquecendo sua própria economia? Como é que aumentar o desemprego e reduzir a renda da sua própria população vai melhorar suas chances contra a China? Vai enviar o exército de desempregado para missões suicidas na China? Vai enviar os sem-renda para matar chineses na base da baioneta?

    É cada coitado que passa vergonha na internet...
  • Luiz Moran  06/03/2018 18:43
    Ulisses Guimarães, é vc ?

    Não ?

    Não existe só economia no mundo, tem outras coisas que as pessoas consideram para a tomada de decisão, sabia disso ?

    Jair Bolsonaro 2108
    Jair Bolsonaro 2022
    Eduardo Bolsonaro 2026
    Eduardo Bolsonaro 2030
    Flávio Bolsonaro 2034
    Flávio Bolsonaro 2038

    ufa!

    Retorno da Monarquia com a dinastia Bolsonaro...hahahahahaha
  • cmr  06/03/2018 19:35
    Com a dinastia BOSTOnaro, voltaremos sim a economia fechada da década de 1980.
    Tudo em nome da "soberania nacional", seja lá o que isso signifique. (Pra mim não significa nada)
  • Gabriel  06/03/2018 20:05
    "Não existe só economia no mundo, tem outras coisas que as pessoas consideram para a tomada de decisão, sabia disso ?"

    Tirando que aqui ninguém está falando de pessoas considerando nada, e sim de governos impedindo que as pessoas tenham a possibilidade de realizar essas escolhas. Sua jumentice é estupefaciente.
  • danir  07/03/2018 13:47
    Não se trata de enfraquecer a própria economia. Trata-se de "buy american". A idéia é fazer com que ao invez de comprar aço da China, seja ele predominantemente comprado da indústria local. Se vai dar certo desta maneira são outros quinhentos. O que ele quer é comprar o aço produzido pelas suas próprias usinas e de quebra fazer com que sua indústria se modernize, até que não precise de suporte do governo para andar com as próprias pernas. Aproveitando para enfraquecer comercialmente a China. Não se está falando do minério, se está falando do produto da usina. se o governo brasileiro não agir ideológicamente, pode até tirar algum proveito deste imbroglio.
  • Vladimir  07/03/2018 16:32
    "Não se trata de enfraquecer a própria economia. Trata-se de "buy american". A idéia é fazer com que ao invez de comprar aço da China, seja ele predominantemente comprado da indústria local. Se vai dar certo desta maneira são outros quinhentos."

    Ah, entendi. A ideia é simplesmente retroceder séculos de avanço e adotar a estúpida ideia da autarquia. Em vez de deixar que outras pessoas fabriquem suas roupas, você próprio irá fabricá-la. Em vez de deixar que outras pessoas arquem com o trabalho árduo de fabricar seus bens de consumo, você próprio irá mourejar loucamente para fabricá-los.

    No fundo, trata-se daquela medieval ideia de que todos estarão em melhor situação caso cultivem sua própria comida.

    Tem tudo pra dar certo.

    Aliás, tem três países que seguem estritamente essa ideia de só "comprar local": Cuba, Coreia do Norte e Haiti. São potências invejáveis.

    "O que ele quer é comprar o aço produzido pelas suas próprias usinas e de quebra fazer com que sua indústria se modernize, até que não precise de suporte do governo para andar com as próprias pernas."

    Gênio! Vamos proteger as indústrias, criar uma reserva de mercado, e blindá-la de toda e qualquer concorrência. Aí, operando protegidas e sem concorrência, elas irão se modernizar!

    Gente, é inacreditável. Você não viveu no Brasil da década de 1980?
  • Zigurate  08/03/2018 00:19
    Vladimir, Brasil e Estados Unidos são completamente diferentes. Não dá para comparar a liberdade econômica dos EUA com aqui.

    Lá a concorrência interna é gigantesca em quase qualquer setor, aqui em qualquer setor existe oligopólios graças à economia burocratizada e ao BNDES.

    O resultado das políticas protecionistas aqui e lá terão resultados bem diferentes. E não, não estou apoiando que o Trump vai fazer, só estou dizendo que citar um país proto-socialista como o nosso não ajuda a mostrar que fechar a economia é ruim.
  • danir  08/03/2018 14:47
    Você não intendeu nada. A escola austríaca deixa claro o raciocínio de que o liberalismo econômico é a melhor solução, talvez a única; eu acredito nisto. Porem, esta questão do aço e tambem do alumínio, não é uma questão de protecionismo nem significa uma retroação na política econômica. O assunto é político e os jogadores não seguem as mesmas regras. A China não dá a mínima para o fair play, e faria tudo para derrubar os americanos, puro Gramschi adaptado á pratica chinesa. Portanto, como eu disse em um de meus comentários, se o Trump recuar lá na frente, não será por indecisão. Ele fez o que devia fazer, e neste momento não tem aliados nem entre os próprios aliados para dar-lhe suporte. Estão todos absortos em politicas socialistas que só aumentam a responsabilidade dos americanos. Se todo o mundo entrar nesta de que algumas regras não podem ser contestadas para não contrariar canones que são usados pelos adversários de maneira digamos particular, não adianta nem jogar o jogo. Eu repito, o Brasil pode se beneficiar desta situação, se existirem pessoas inteligentes, pragmaticas e não atreladas à ideologia de esquerda. O futuro dirá. Não sou tolo nem maniqueista nem impressionável por opiniões contrárias às minhas. Saudações. Um adendo. Não acredito que o Trump tenha tomado esta decisão num arroubo infantil provocado pelo excesso de hormónios. Como empresário de sucesso que é, ele conhece rudimentos de economia e tem com certeza um exército de acessores, que devem ter exposto pelo menos um par de opiniões divergentes.
  • Alfredo  08/03/2018 15:33
    Eu juro que não sei o que é pior (no sentido de vergonha alheia):

    1) ver nêgo dizendo que a China está dominando o mundo por meio da venda de aço (!!!); ou

    2) ver esse mesmo nêgo descrevendo Trump como o supra-sumo da sabedoria, o guardião da moralidade ocidental (logo ele, um abortista, progressista, casado 17 vezes, eleitor dos Democratas e sem religião) e o anti-Gramsci por excelência.

    E o homem faz tudo isso tributando os próprios empreendedores americanos na compra de insumos!

    Realmente, deve ser uma estratégia tão superior, mas tão superior, que não sou só eu que não a vejo: o próprio Trump em seu Twitter, longe de citar Gramsci (que ele nem sabe quem é), fala apenas em "equilibrar a balança comercial" e "salvar empregos nas siderúrgicas".

    Ou seja: estamos diante de um mero simplório, ignorante em que economia básica, que passou a ser visto como um estrategista genial do anti-gramscismo por um bando de celerados ainda mais ignorantes do que ele.
  • Paulo  06/03/2018 20:41
    Você está redondamente enganado. A china esta relativamente longe de ser a maior exportadora de aço para os EUA

    s2.glbimg.com/ZZdFxB5L37AV-JIDK0Rmy5llrAo=/0x0:650x1177/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/v/j/XkVObATBSKxy3ZOa0gBg/maiores-exportadores-de-aco-para-os-eua-v3.png

    Os maiores afetados? Canadá e Brasil. A desculpa chinesa simplesmente não vale para esse caso
  • Carlos  06/03/2018 20:54
    Xii, agora vai dar tilt no cérebro do Moran...

    Mas não adianta: é perda de tempo argumentar com fanáticos ideólogos que genuinamente acreditam na salvação da humanidade por meio de políticos. Esses daí são um caso perdido. Lulistas e Trumpistas (e, futuramente, Bolsonaristas) se dão as mãos neste aspecto.
  • Rafael Nascimento  06/03/2018 23:43
    Bolsonaro não vai fazer isso porque seu ministro da fazenda será o Paulo Guedes, ele é 100% Mises
  • Lee Bertharian  07/03/2018 01:07
    Isso, isso!
    Igual à Dilma-Chucky.
  • Prando  07/03/2018 21:00
    Perfeito!
    Importante separar o Bolsomito de qualquer sanidade econômica.
    Grande fanfarrão e show man, mas incapaz de incutir qualquer nível de pensamento econômico a favor do país.
  • danir  06/03/2018 16:24
    Eu não penso que a idéia de Trump seja a mesma de Obama ou Bush. Concordo que pode ser um péssimo lance, mas o que está sendo posto é um recado à China, que como todos sabemos ou deveríamos saber, não joga limpo. Eu considero que o grande engano dos capitalistas foi abrir um leque enorme de tecnologias e a exportação de indústrias inteiras, permitindo que criassem as condições de expansão de sua base produtiva na China, baseada na exportação e aumentando as condições de projeção de poder da China pelas armas, pelo aliciamento político e pelo poder de pressão. Depois de oferecer o gosto do sangue, não se pode querer que a fera se alimente de folhas. Para termos uma idéia dos resultados desta política do Trump, precisamos ver os próximos lances e as reações. Pelo que li até hoje, deu para perceber que o Trump aceita negociar, com os países que estiverem dispostos, mas não em bases desiguais. Comércio livre e aberto não significa que se deva dar muito espaço ou liberdade para países como a China entrarem em nosso quintal e fazerem uma bagunça. Eu fico pensando se no caso do Brasil. isto não poderia ser um gatilho para repensarmos nossa maneira de vender nosso minério e com isto melhorarmos nossa posição; inclusive com algum tipo de acordo com os americanos. Talvez tenhamos que mudar de governo primeiro. Entretanto, seja qual for o ponto de vista, eu pessoalmente considero a China muito mais predadora do que a America. Eu penderia para o lado do Trump e tambem faria alguma coisa para deixar de financiar aqueles que recebessem minha ajuda ou apoio e que por trás tentassem me dar uma rasteira. Como os americanos estão no topo, eles têm muito mais a perder. Protecionismo é uma forma perigosa de dar o recado, mas com certeza ninguem vai ficar indiferente à mensagem. Não se pode jogar com regras muito ortodóxas e baseadas no estrito cumprimento de preceitos morais, quando o seu adversário tem Gramsci em sua cabeceira e não segue nenhuma regra moral. Ou seja; embora seja recomendável cumprir as regras básicas da economia, às vezes é necessário sair um pouco delas para equilibrar o jogo contra quem subverte estas mesmas regras para derrubá-lo.
  • Bernardo  06/03/2018 16:41
    Rapaz, é impressionante como é que essa gente é tarada com a China (repito: era com a Rússia até 2008, mas aí mudaram de posição porque o guru deles mandou). Algum chinês deve ter passado a piroca no rabo dessa gente, não é possível.

    Eu tô muito mais preocupado com Venezuela e Bolívia do que com a China.

    Aliás, você diz que "Eu não penso que a idéia de Trump seja a mesma de Obama ou Bush. [...]o que está sendo posto é um recado à China, que como todos sabemos ou deveríamos saber, não joga limpo".

    Cidadão, Obama e Bush fizeram a mesmíssima coisa e com a mesmíssima desculpa. O alvo de ambos também era a China (o aço no caso de Bush e os pneus no caso de Obama) e a medida aplicada foram tarifas protecionistas.

    Diga-me, por favor, no que isso se difere de Trump?

    Aliás, vocês gostam de fantasiar que Trump é durão, pica grossa e tudo, mas quando ele foi à China falou fino e ficou de quatro.

    g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/11/trump-esquece-criticas-e-fecha-negocios-bilionarios-com-china.html
  • danir  07/03/2018 00:27
    Olá Antunes. existe uma diferença brutal entre a posição de Trump e a dos outros presidentes citados. Um está se colocando contra uma tendência de longa data de aceder às jogadas chinesas que de ponto em ponto minam o poder americano e se armam para impor sua vontade, os outros estavam fazendo um jogo mais comercial do que político. Eu continuo pensando que não podemos usar regras suaves e cheias de não me toques para "negociar" com quem usa outros parâmetros e quer nos derrubar. O objetivo da China não é comercial. A ação comercial é uma forma de dissimular os verdadeiros objetivos e de quebra conseguir recursos para se fortalecer militarmente e ocupar espaços. Se você analisar os fatos históricos e políticos, poderá notar que os agressores e assassinos de seus cidadãos são as potencias hegemonistas sob a bandeira socialista ( Um camaleão onde cabem várias denominações) e não a América. Alguem aí em baixo citou que criticar a China é uma mania, e que o protecionismo vai bagunçar o "prêço dos ternos", mas este jogo não é jogado por parceiros que acreditam nos mesmos valores, e enquanto os americanos dentro de certos parãmetros usam de "fair play" os chineses, assim como os russos não usam destes mesmos valores para entrar no jogo. Outro comentário que tambem chamou a minha atenção foi alguem citar que não temos que nos preocupar com a China e sim com nossos vizinhos como a desenvolvida Bolívia, a democratica Venezuela, a pácifica Cuba e outros patrocinadores sul americanos do Foro de São Paulo. Estes países são satélites, desta turma que é Global, e não têm força ou influência sozinhos para provocar o estrago que a China ou a Russia podem fazer, com bases militares, subversão, desinformação e propagação de ideologias planejadas para desestabilizar comunidades. Não estamos falando de uma simples e irresponsável ação protecionista contra os pobres trabalhadores chineses ou contra os compradores de ternos. O buraco é mais embaixo, e mesmo que aconteçam sequelas, as ações devem ser tomadas, o mais cedo possível. Para usar um assunto que está em voga, eu diria que você pode assumir uma postura de um Churcill ou levantar as nádegas para o alto como um Chamberlain. Toda ação de defesa implica um risco e um custo. Tente imaginar o abrandamento de posição da Koreia do Norte se não houvesse alguma ação do Trump ao visitar a China (único patrocinador real da Koreia, por razões geopolíticas) e fixando posição clara a respeito de qual seria a atitude da América. Se alguem acreditar que um possível recuo da América nesta questão é uma fraqueza do Trump, esta pessoa é ingênua. E se alguem pensar que a América deveria ir por outro caminho para não prejudicar os aliados ocidentais, tambem está sendo ingênua, uma vez que em sua maioria praticam políticas de esquerda, sabotam os americanos quando podem e e reclamam por patrocinio e financiamento. É o que eu penso a respeito.
  • Guilherme  07/03/2018 02:30
    "- Querem combater a China comunista e restabelecer os valores cristãos ocidentais?"

    "- Queremos!"

    "- Como?"

    "- Aumentando impostos sobre nós mesmos!"
  • Luiz Moran  07/03/2018 11:37
    A burrice é crônica mesmo, quem aumenta impostos é a esquerda, talvez vc não saiba mas Trump está DIMINUINDO impostos.
  • Antunes  07/03/2018 12:37
    Ele de fato estava. Agora, no entanto, reverteu posição e irá aumentar uma alíquota para 25% sobre todos os americanos. E outra para 10%. Não há contorcionismo verbal que diga que isso é redução de impostos. Isso é aumento de impostos puro e duro sobre empreendedores e consumidores.

    No entanto, oremos: ele ainda pode voltar atrás. Ontem, seu principal assessor econômico, Gary Cohn, percebeu a cagada pediu demissão.
  • danir  07/03/2018 13:51
    Quem acredita que o problema é o aumento de impostos, ainda não pegou o espírito da coisa.
  • Rennan Alves  07/03/2018 21:24
    Poderia explicar o "espírito da coisa"? Ainda não entendi.

    Como prejudicar os próprios americanos seria benéfico?

    Até o momento ninguém explicou isso.
  • Dynamo  06/03/2018 16:39
    "Um fabricante nacional de roupas quer vender um terno por $200. Mas ele não consegue vender por esse preço porque os consumidores podem comprar um terno praticamente idêntico produzido por uma manufatura estrangeira por $160."

    Se as pessoas não soubessem da existência do terno de $160, elas continuariam comprando o de $200 e satisfeitas. E o que isso afetaria a economia ? Resposta: NADA


    O tempo inteiro isso acontece.
    Lá no interior do Camboja o cara vende terno por $30. E poucas pessoas sabem disso aqui. E o que isso vai interferir na economia daqui ? NADA.

    O tempo inteiro existe essa assimetria de informação. Você ta perdendo coisas mas também está ganhando outras.

    Porque sabendo vai interferir na economia e não sabendo não vai interferir ?
    O tempo inteiro você tem esse trade off, é isso que eu quero dizer.

    Não estou dizendo que taxar o produto é bom, mas o governo pode não taxar, as pessoas podem não saber que ternos nos Camboja são mais baratos e a economia daqui segue do mesmo jeito. Ela tem uma conformidade que vai além de ternos e taxas. O tempo inteiro isso acontece, COM QUALQUER PRODUTO.


  • Economista  06/03/2018 16:51
    "Se as pessoas não soubessem da existência do terno de $160, elas continuariam comprando o de $200 e satisfeitas."

    Sim, isso ocorreria lá por volta do século III, quando ainda não havia nem globalização e nem meios de transporte.

    "E o que isso afetaria a economia ? Resposta: NADA"

    Nada?! As pessoas gastariam muito mais para comprar um produto básico, sobrando menos dinheiro para investir e consumir em outras áreas. Como conseqüência, toda a economia seria menos produtiva e menos rica, e o padrão de vida das pessoas seria muito menor.

    Sua ignorância econômica é estrondosa.

    "O tempo inteiro isso acontece. Lá no interior do Camboja o cara vende terno por $30. E poucas pessoas sabem disso aqui. E o que isso vai interferir na economia daqui ? NADA."

    Nada?! Quão melhor estaríamos se os preços de tudo baixassem?! Quais seriam as consequências se houvesse mais dinheiro sobrando para consumir, investir, expandir capacidade produtiva, contratar mão-de-obra?

    Pela sua lógica, aliás, o Brasil da década de 1980, em que os preços só subiam e o comércio era fechado, em nada difere do de hoje.

    Sua ignorância econômica é avassaladora, o que significa que você está plenamente capacitado para ser assessor de Guido Mantega.

    "O tempo inteiro existe essa assimetria de informação. Você ta perdendo coisas mas também está ganhando outras."

    E o tempo inteiro os empreendedores atuando em mercados livres e globalizados estão atuando para corrigir essas assimetrias.

    Mas sua ignorância não lhe permite saber isso.

    "Porque sabendo vai interferir na economia e não sabendo não vai interferir?"

    Só em sua mente ignara funciona assim.

    "O tempo inteiro você tem esse trade off, é isso que eu quero dizer."

    Dizer, não. Regurgitar.
  • Humberto  06/03/2018 16:58
    Pela lógica desse tal Dynamo, preços e renda real das pessoas não fazem absolutamente nenhuma diferença no padrão de vida das pessoas. Pouco importa a economia ter os preços da Venezuela ou da Suíça. Afinal, preços menores, renda real maior, e maior oferta de bens a serem consumidos "não afetam a economia em NADA".
  • Gabriel  06/03/2018 16:58
    "Se as pessoas não soubessem da existência do terno de $160, elas continuariam comprando o de $200 e satisfeitas. E o que isso afetaria a economia ? Resposta: NADA"

    Porque nada? Os indivíduos que compraram ternos ainda assim têm $40 a menos, só não sabem disso.

    "Lá no interior do Camboja o cara vende terno por $30. E poucas pessoas sabem disso aqui. E o que isso vai interferir na economia daqui ? NADA. "

    Porque nada? Os indivíduos que compraram ternos ainda assim têm $170 a menos, só não sabem disso.


    É claro que se você considerar somente essa situação hipotética dos ternos citada pelo texto o efeito será mínimo. Aí cabe a você, leitor, utilizar sua inteligência para estrapolar o que aconteceria em outros setores - como, por exemplo, aço e minério de ferro.
  • Humberto  06/03/2018 17:22
    "É claro que se você considerar somente essa situação hipotética dos ternos citada pelo texto o efeito será mínimo."

    Não, não será mínimo. E é isso o que distingue um genuíno economista de um simples palpiteiro qualquer. O palpiteiro analisa apenas aquilo que ele vê, já o genuíno economista consegue ir muito além daquilo que se vê, e analisa também aquilo que não se vê. A lição de Bastiat, pelo visto, ainda não foi incorporada nem mesmo por alguns leitores deste site.

    Por isso, repito, a resposta do Economista foi completa e perfeita.

  • Gabriel  06/03/2018 18:16
    "E é isso o que distingue um genuíno economista de um simples palpiteiro qualquer. O palpiteiro analisa apenas aquilo que ele vê, já o genuíno economista consegue ir muito além daquilo que se vê, e analisa também aquilo que não se vê."

    Claro. Exatamente por isso eu disse, muito especificamente, "se você considerar SOMENTE essa situação hipotética".
  • João  06/03/2018 17:04
    Se o cara que vende a 200 chegou a ponto de pedir ao governo para ajudar ele é porque ele precisa, o seu ponto não é falho, mas nesse exemplo é obvio que os ternos a 160 podem ser comprados facilmente.
  • Humberto  06/03/2018 17:12
    Meu caro, por essa lógica, todo mundo "precisa" de um empurrãozinho. Pergunta para o dono da padaria ou do restaurante a quilo ou mesmo para um cabelereiro se ele não "precisa" de um aumento em suas receitas, e veja qual será a resposta deles.

    Todo mundo quer mamata e vida fácil. Só que apenas alguns (aqueles que conseguem fechar o mercado) são capazes de prejudicar todos os outros.

    E sim, o ponto do Dynamo é totalmente falho, pois o cenário descrito por ele está longe de ser inócuo. Como sempre, as pessoas só conseguem analisar aquilo que elas vêem na economia, e quase nunca aquilo que elas não vêem. A resposta do Economista foi completa e perfeita.
  • Felipe Lange  06/03/2018 16:41
    "Em janeiro de 2012, o próprio Obama se gabou dizendo que "mais de 1.000 americanos têm um emprego hoje porque interrompemos esse surto de pneus chineses"."

    Interessante que esse discurso protecionista contra chineses contamina também aqui no Brasil, e independe se é de "direita" ou "esquerda". Vou sempre me lembrar de quando o Michel Temer, quando era vice ainda, disse para os chineses exportarem menos...
  • Jorge  06/03/2018 17:10
    Mais um ótimo texto.

    A introdução é extremamente lógica e simples e, por isso mesmo, sensacional.

    A partir destes poucos parágrafos, até mesmo quem não entende nada de comércio internacional ou tarifas aduaneiras consegue compreender as consequências do protecionismo.

    Chega a ser engraçado, para não dizer patético, ver entidades empresariais tentando defender o contrário com argumentos totalmente inconsistentes. Um exemplo publicado ontem na imprensa:
    www.valor.com.br/empresas/5364107/abiquim-apoia-protecionismo-de-trump
  • Edson  06/03/2018 17:21
    Eu já falei antes e vou repetir: essas associações e entidades empresariais são muito piores que o funcionalismo público. Funça quer tomar seu dinheiro e ter uma vida boa, mas não quer proibir você de comprar barato e nem desvalorizar sua moeda (e, se você for esperto, você consegue evadir impostos). Já esses filhas da puta protecionistas não só querem proibir você de comprar barato, como ainda querem desvalorizar sua moeda, acabando com seu poder de compra.

    Entre o protecionismo da FIESP e o auxílio-moradia de Sérgio Moro, fico com o segundo sem piscar.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  06/03/2018 18:05
    Caramba, mais um debate daqueles.

    Vou ter de reforçar a pipoca !
  • Luiz Moran  06/03/2018 18:35
    Miopia crônica e aguda.

    No conceito dos liberais ou libertários, como queiram, só deveria existir um único e soberano motivo a balizar todas as decisões, seja o decisor um ente público ou privado: a tal da economia.

    Essa decisão do governo Trump, apesar de parecer, nada tem a ver com economia, e o próprio governo chinês sabe disso.

    Não se esqueçam do legado dos 08 anos de Hussein Obama, que entregou os EUA de bandeja para os globalistas e comunistas, enfraquecendo a posição e a soberania dos EUA no cenário mundial, e arreganhando o país para seus inimigos.

    O governo Trump está agindo politicamente, conseguem entender isso ?
  • Carlos  06/03/2018 19:00
    Qual diferença das tietes do Trump para as tietes do Lula? Exato, nenhuma. Ambas glorificam seus respectivos deuses, que são seres imaculados, sem falhas e que só pensam no genuíno bem-estar do povo.

    Aliás, pergunta: dado que Trump, ao impor tarifas, está combatendo a malvada China, então Obama, ao impor tarifas, também estava combatendo a malvada China, certo? Por definição.

    Sendo assim, por que dois pesos e duas medidas? Por que você prática felação em Trump e sodomiza Obama? Ambos fizeram a mesmíssima coisa.

    Por que essa preferência descarada pelo loiro? Olha que as pessoas vão achar que é racismo, hein?
  • Bernardo  06/03/2018 19:10
    Haha bom ponto! O Moran lambeu o Trump e xingou o Obama, sendo que ambos tiveram exatamente a mesma postura em relação à China.

    Mas jamais espere lógica de um ideólogo adorador de políticos.

    Aliás, ninguém ainda respondeu à pergunta sincera: por que os olavistas/bolsonaristas mudaram radicalmente de opinião em relação à Rússia e ao Putin? Antes eram o anti-Cristo; agora são a salvação do Ocidente cristão.

    Vocês não têm vergonha?
  • Luiz Moran  06/03/2018 20:01
    Carlos e Bernardo, vocês estão no mesmo condomínio ?

    O argumento de vcs, somados a tentativa de me ridicularizar, é de uma mediocridade sem tamanho.

    Economia, economia, economia...tudo é economia, mais nada existe.

    Dizer que o Trump tomou a mesma atitude que o Hussein e que isso já é suficiente para igualá-los, e pior, desprezando os diferentes cenários apresentados em cada época, é de uma cegueira libertária quase doentia.

    Entendam de uma vez por todas: Trump luta contra os globalistas, enquanto Hussein e seus antecessores Bush e Clinton são eles mesmos os globalistas, ou criptocomunistas, como preferirem.

    Se eu fosse vcs "torceria" pelo Trump nessa empreitada: a civilização ocidental só é o que é graças ao apego ao conservadorismo, as tradições e costumes locais, a valorização da família e a moral judaico-cristã, sem isso, sem essa base, em que tipo de mundo viveríamos ?

    A economia de livre mercado que vcs tanto defendem, e eu também, só funciona se existir uma civilização na qual ela possa ser naturalmente exercida.
  • Conservador genuíno  06/03/2018 20:14
    Rapaz, e eu até cheguei a pensar que o Moran estava falando sério, mas só agora que vi que é um fake querendo ridicularizar o discurso (por si só ridículo) dos adoradores de políticos.

    E ele faz isso direitinho.

    De fato, os trumpistas são ainda mais hagiógrafos que os lulistas, o que é uma façanha e tanto.

    "Trump luta contra os globalistas"

    Só se for sozinho no quarto na frente de um espelho.

    "Bush e Clinton são eles mesmos [...] criptocomunistas"

    Até tentei, mas não consegui. Seria criptocomunista um comunista que usa bitcoin?

    Aliás, se Bill Clinton (que fez dos EUA a terceira nação mais livre do mundo; hoje, após Bush e Obama, o país está em 18º lugar) é um criptocomunista, então eu quero um desses pro Brasil.

    "[Trump luta] pela valorização da família e a moral judaico-cristã"

    Ah, sim, um belo lutador. O sujeito é abortista, já está em seu décimo-quinto casamento, não tem nenhuma religião, e não é lá exatamente muito cavalheiro com as mulheres (condição precípua do conservadorismo). Ah, e até anteontem era democrata de carteirinha, votando em Hillary para o Senado.

    Mas, claro, é esse cidadão, um político progressista, quem irá salvar a civilização ocidental e as tradições. E como ele fará isso? Ora, aumentando impostos sobre o aço, é claro!

    É cada gênio...
  • Roberto  08/03/2018 20:57
    Justiça seja feita, Trump nem sequer mencionou a China em seus tweets. Ele atacou muito mais o NAFTA. Essa coisa de que as tarifas do aço são uma jogada de mestre contra o "comunismo chinês" e uma "defesa da sociedade ocidental" foi só um delírio exclusivo de alguns neoconservadores brasileiros que nem sabem encontrar a China num mapa. Sinal claro de que essa gente precisa urgentemente de trocar de guru.

    Aliás, a China nem sequer está entre os 10 países mais afetados por essa tarifa!

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam, mas o "jênios" juram que a jogada de Trump é um ataque ao gramscismo chinês...


    P.S.: não mostrem isso para o Luiz Novi. A vida dele perderá o sentido.
  • Dam Herzog  06/03/2018 18:41
    A globalização é boa porque propicia os habitantes de um país ter acesso ao mercado internacional possibilitando a maximização dos ganhos para o país que participa dela. Assim um habitante deste pais pode obter bens e serviços com preços mais baratos e com melhor qualidade que a concorrencia internacional oferece. Assim paises com economia aberta seus habitantes obtem através das vantagens comparativas mais ganhos de capital propiciando que o capital economizado seja usado para compra de outros bens e serviços e ai melhora a qualidade de vida dos cidadãos. O texto diz que quando uma tarifa é introduzida para proteger os produtores locais, ela salva os empregos das industrias interessadas num determinado produto e destroi muitos empregos em industrias na cadeia a frente, isto é subsidiarias que usa seus insumos a partir de produtos derivados das tarifas altas. Por isso economias que tem baixa tarifas de importação e são chamadas de economias abertas são paises que usam as vantagens comparativas para obtenção de ganhos excepcionais melhorando a produtividade internacional. Isto obriga os produtores locais melhorarem seus custos aumentando a produtividade para concorrer com os produtos estrangeiros. Isto acaba com os carteis locais e provoca uma maior satisfação dos consumidores. Ai o país pode se dedicar ao que ele produz de melhor, fixar na sua inclinação geografica para aquilo que ele sabe e pode produzir melhor e mais barato. Vejam a Nova Zelandia e Australia que não produzem carros e caminhões preferindo se fixar em itens que ela tem maior vantagem comparativas e assim estão entre os paises que em relação a liberdade economia estão entres os primeiros. Paises assim podem dizer que produzem com os melhores custos do mundo e serem os preferidos na area dos negocios de todos os outros paises pelos baixos preços com que podem concorrer.
  • cmr  06/03/2018 19:33
    Eu já estou farto de ouvir: "Alguém tem que parar o capitalismo predatório da China comunista !!"
  • Luiz Moran  06/03/2018 20:13
    hahahaha

    Aprenda mandarim, os democráticos e respeitosos chinenes já são quase donos da américa latina...

    Espero sinceramente, que, quem não consegue enxergar o perigo que representaria uma China hegemônica, mundialmente falando, seja um escravinho bem educadinho, plantando e colhendo alimentos (na inchada) para esses comunas sanguinários.

    Vou morrer de rir.
  • Without Rules  07/03/2018 11:56
    Luiz Moran,

    Eu não consigo enxergar o perigo de uma china que comercializa produtos mais baratos que os outros.

    Você poderia explicar melhor qual é esse perigo. E estou sendo bem sincero, não sei mesmo, mas talvez seja ignorância minha.

    E aliás, poderia explicar também como taxar as exportações deles seria solucão...
    Como disse, estou sendo humilde. Não sei mesmo.
  • Luiz Moran  07/03/2018 14:29
    Sem Regras,

    É o seguinte:

    Os libertários são meninos mimados vivendo em condomínios de apto, sem experiência de vida, teorizando tudo e explicanto tudo sob um único ponto de vista: econômico.

    Além disso são arrogantes, metidos a sabichões e são críticos extremistas de quem não tem a mesma visão deles, mas, na verdade são mípoes que, sem perceberem, fazem o papel do idiota útil que os globalistas e comunistas tanto gostam.

    A China já é dona de quase metade da América Latina, e para atingir o seu objetivo (e a Rússia idem) "conquistam território" através do livre comércio que realiza com os países ocidentais democráticos. No entanto, a meta final desses comunas é a conquista da hegemonia geopolítica (bélica, territorial e econômica) para posterior implantação do totalitarismo mediante força militar e econômica.

    A China e a Rússia não são democracias, são as duas nações com a história mais sanguinária dos últimos 100 anos.

    Fazer negócio com esse tipo de Nação é alimentar o monstro que amanhã irá te devorar.

    Simples assim.
  • Sem Terra  08/03/2018 12:25
    "A China já é dona de quase metade da América Latina"

    O que isso significa? Que a China (seu governo ou alguém que nasceu lá) comprou metade dos ativos da América Latina, ou você está falando de terra mesmo?

    Pode oferecer alguma fonte para essa informação?
  • anônimo  07/03/2018 16:29
    Não entendi.

    Você acredita que a China vai implantar o comunismo no mundo inteiro?
    Acha que a China irá usar seu poderio militar contra os EUA?
    A China é uma ameaça aos valores judaico-cristãos?

    E a melhor maneira de combater isso é com protecionismo econômico, taxando o alumínio e aço?

  • Emerson  06/03/2018 20:13
    Temos de proteger nossa economia de mercado contra o capitalismo selvagem da China comunista neoliberal!
  • Dalton C. Rocha  06/03/2018 20:10
    Comparado ao massivo protecionismo existente no Brasil, o protecionismo americano é café pequeno.
  • Felipe Lange  06/03/2018 21:00
    Pois é, e lá é temporário, aqui o protecionismo dura pra sempre.
  • Felipe Lange  06/03/2018 21:17
    - Meio "OFF TOPIC" -

    Sabe-se que a Escola Austríaca que é uma ciência econômica (ou ciência social?) é amoral, ou seja, não depende de juízo de valor, desse modo, ela não explica, por exemplo, se o banco central é moralmente aceitável ou não, e sim as consequências que o banco central causa na economia, correto? Isso ocorre também nas ciências naturais? Ela deixaria de ser amoral só pelo fato de ter sido elaborada por seres dotados de moral? E quanto à ética?

    Bom, eu ouvi um aluno (estava numa aula) dizendo que guerras propiciaram avanços científicos, mas isso eu não acho relevante abordar aqui.
  • Dario  07/03/2018 02:47
    Ciência econômica não faz juízo de valor. Ela apenas explica como a economia funciona. Quem faz juízo de valor é a filosofia libertária.

    Se o governo quer estipular o salário mínimo em 100 mil reais, a função da ciência econômica é explicar quais serão as consequências dessa medida. Ela nada tem a dizer sobre a moralidade ou a desejabilidade desse arranjo. Isso é área exclusiva da filosofia libertária.
  • Mídia Insana  07/03/2018 02:50
    Quem decide o que é certo e errado é a filosofia política, não o método austríaco. O método se limitar a listar causas e consequências. Daí o filósofo político analisa as consequências (do gasto governamental, por exemplo) e a ética, fazendo um julgamento de valor sobre como as pessoas deveriam alocar seus recursos escassos para uma sociedade moral e produtiva.

    Agora sobre guerra gerar progresso científico, não sei. O que ela definitivamente faz é sequestrar o cérebro de pessoas que poderiam estar tornando o mundo um lugar melhor, colocando-as para imaginar formas de matar, destruir, roubar e esconder informações. É absurdo acreditar que se não fosse a guerra, elas ficariam em casa penduradas em uma rede.

    E além disso, a guerra costuma ser lutada por jovens. Se seu amigo for um liberal, conte-o que o próprio Mises poderia ter levado um tiro de um russo e toda inovação científica que ele trouxe jamais aconteceria. Quantos futuros economistas, filósofos e engenheiros não devem ter morrido? A qualidade dos poemas e da arte dos falecidos mostra, por exemplo, que o que não faltava era potencial.
  • Henrique  06/03/2018 20:20
    Isso demonstra toda a hipocrisia estadunidense. Enquanto pregam "livre comércio" para os países do terceiro mundo, são muito protecionistas com suas indústrias, tanto por meio de tarifas como por subsídios - tente vender etanol ou suco de laranja para eles!

    Querem mesmo é empurrar seus produtos.

    Abraços.
  • Antunes  06/03/2018 21:02
    Errado. Trump é um protecionista que, felizmente, ainda não conseguiu impor suas almejadas tarifas. Mas você não pode chamar de protecionista um país que ainda não adotou tais tarifas (e que aboliu as outras que adotou). Até o presente momento, as tarifas de importação nos EUA são de, em média, 1,6%.

    Comparadas às nossas, isso não é nada.

    Sim, o governo americano dá condenáveis subsídios ao milho. E, exatamente por isso, os americanos são totalmente ineficientes neste setor (ao mesmo tempo em que os privilegiados deste setor enchem o rabo de dinheiro público).

    Muito me espanta a esquerda elogiar esse arranjo injusto, pautado em privilégios, e dizer que ele deve ser imitado.


    P.S.: por mim, acho ótimo que os brasileiros tenham dificuldades para vender etanol e suco para os americanos. Ao não exportarem, sobra mais no mercado interno, o que aumenta meu padrão de vida.

    Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza
  • Mídia Insana  07/03/2018 00:19
    Não creio que ninguém que tenha apoiado a candidatura do Trump por aqui o fez por causa do protecionismo, mas apesar dele. Não é necessário defendê-lo. Nem o candidato libertário de 2016 agradou aos libertários (e com motivo).

    A candidatura dele foi alavancada por muitos libertários por causa do debate demográfico.
  • Reagan  07/03/2018 02:58
    Ei, trumpistas, aprendam aqui com um genuíno conservador que entendia de livre comércio:

  • Mídia Insana  07/03/2018 03:06
    Nossa. Imagina se ele não entendesse:
    mises.org/library/sad-legacy-ronald-reagan-0
  • Magno  07/03/2018 03:09
    Caramba, eu nunca fui um grande fã do Reagan, mas esse discurso dele está estupendo (exceto aquela parte de cinco segundos sobre "fair trade" mas aí já seria pedir demais). Esse vídeo deveria ser legendado e divulgado.

    Aliás, compare ele a Trump. Que diferença abismal. Um tem postura e sabe do que fala; o outro só tem latidos e um Twitter.
  • Demolidor  07/03/2018 07:58
    Não quero dizer que há relação causal direta, mas olha que interessante. Durante os anos em que o aço foi taxado durante o governo Bush, o preço do ouro foi de 276 em dezembro de 2001, para 435 dólares no fim de 2004:

    onlygold.com/m/Prices/Prices200Years.asp

    Está certo que houve a reprise da Guerra do Golfo em 2003...
  • anônimo  07/03/2018 13:11
    Será que não tem uma bolsa imposto ?

    Aí o dinheiro fica indo e voltando em looping...
  • MK  08/03/2018 01:57
    O artigo, critica os lobistas que buscam vantagens mas quando é um governo que artificialmente mantém sua moeda desvalorizada como a China ou outro que taxa de forma criminosas a importação de outros países como o Brasil, não se deve fazer nada?
    - O aço, mais caro vai prejudicar muitas industrias nos EUA mas e se Trump conseguir derrubar taxas criminosas como a do Brasil essas mesmas empresas não vão conseguir exportar nada para o Brasil e outros países que foram forçados a derrubar suas taxas?
    - Se um país como a China que não tem uma vantagem competitiva real apenas desvaloriza sua moeda diluindo os custos nas costas de bilhões de chineses, é moral aceitar essa política criminosa só pq os produtos ficam mais baratos?
    Muitos pensaram a trinta anos atrás quando a China começou a adotar uma maior liberdade econômica para a população ela tb adotaria liberdades individuais, estavam errados... no passado a China era uma ditadura pobre, hoje ela é uma ditadura rica que quer ser a maior potência do mundo.
  • Ultra  08/03/2018 03:09
    Sugiro informar-se melhor. A moeda da China não é desvalorizada. Muito pelo contrário: é bem forte.

    A afirmação de que os chineses desvalorizam a moeda não só é falsa, como também é exatamente oposta à realidade.

    A moeda da China, ao contrário do que afirma a imprensa e Donald Trump, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    E essa política monetária de valorização da moeda foi um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    A economia chinesa se manteve forte enquanto sua moeda se valorizava. E começou a desandar exatamente a partir do momento em que sua moeda começou a se desvalorizar (final de 2014).

    No entanto, dizer que a China está continuamente desvalorizando sua moeda é atestado de desinformação econômica. Pior ainda é dizer que ela faz "desvalorização ridícula".
  • João Luis  18/03/2018 04:56
    O instituto Mises trabalha, não sei se pago ou não, para os chineses e russos, podem ter uma certa erudição econômica, mas parece que não compram nada, afinal tudo é "made in CHINA.

  • Eduardo R., Rio  08/03/2018 05:04
  • Fernando  08/03/2018 05:42
    Eu fico espantado com as respostas dos libertários daqui a outros grupos. Fica a sensação de que eles não tem medo de nada. Esquerdistas e neo-conservadores quando vem aqui com argumentos senso comum levam um pau tão grande que chega a dar vergonha alheia.
    A sessão de comentários do IMB é um show a parte, e me trás a convicção de ter escolhido o caminho certo. O caminho da liberdade.
  • Vladimir  08/03/2018 12:47
    É a diferença entre, de um lado, preparo intelectual e paixão pelo conhecimento e, de outro, fanatismo e tietagem por políticos.
  • FILIPE OLEGÁRIO DE CARVALHO  08/03/2018 17:12
    É uma questão geopolítica. O bloco sino-soviético ajuda a Korea do Norte a construir bombas atômicas. Isto está mais que comprovado (e mesmo que não esteja, ao esperar por comprovação você corre o risco de levar uma bomba atômica na cabeça).

    O comércio é benéfico para ambas as partes, mas quando um país começa a te ameaçar com bombas atômicas, já não se trata mais de comércio, trata-se de guerra. E na guerra, as vezes você se prejudica um pouco para prejudicar muito o seu inimigo (aumentando assim as vantagens comparativas no conflito). Isso é bem óbvio, é um erro analisar estas questões apenas pelo aspecto econômico.
  • Pedro  08/03/2018 17:22
    Para quem acha que a China é tranquila e que devemos nos preocupar com os índios da Bolívia, e que acha que 'privatizar' tudo para os chineses é livre comércio

    www.breitbart.com/radio/2018/03/07/zmirak-china-arming-faster-hitler-arming-thirties/

    China está se "armando mais rápido do que Hitler estava armando nos anos trinta"

    www.youtube.com/watch?v=o2qRTCZLrE0

    www.youtube.com/watch?v=mv7TKirqS0w
  • Complexo Industrial Militar  09/03/2018 16:36
    Para a China se aproximar aos EUA em gastos militares, eles terão que triplicar o seu orçamento (tomando como base os números de 2016): www.statista.com/chart/9100/the-top-15-countries-for-military-expenditure-in-2016/

    Segundo esse artigo da CNN (americana), a China pretende aumentar em 8% seus gastos com forças armadas em 2018. Os EUA querem aumentar em cerca de 80 bilhões o gasto deles. Veja em edition.cnn.com/2018/03/04/asia/chinese-military-budget-intl/index.html

    Pelo visto, o grande beneficiado dessa histeria é o complexo industrial militar americano, que consegue justificar mais gastos inúteis.

  • Roberto  08/03/2018 20:38
    Além de economicamente ignorantes, os neoconservadores que invadiram a seção de comentários deste site nem sequer sabem dados. Os idiotas estão falando que as tarifas de Trump são uma jogada de gênio para atacar a China, só que a China nem sequer está entre os 10 países mais afetados por essa tarifa!

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam, mas o "jênios" juram que a jogada de Trump é um ataque ao gramscismo chinês...
  • danir  08/03/2018 21:43
    Vou parar meus comentários por aqui, colocando o seguinte raciocínio: A escola austríaca defende uma postura que é lógica e tem tudo para dar certo quando os parceiros jogarem o mesmo jogo. Apesar disto, em algumas situações é necessário surpreender, pela aplicação de estratégias que não estão nos manuais. Não sou bolsonete, mas votarei no Bolsonaro, como a única opção do momento. Não acredito em voto nulo ou branco, só dá vantagem para o adversário. Mesmo achando o Aécio uma droga, eu votei nele pois a opção era a Dilma, um desastre anunciado ou votar nulo ou branco o que beneficiaria o adversário. Eu sempre comentei em todos os espaços onde estive que se formos participantes, e cobrarmos intensivamente as atuações políticas, e colocarmos sempre o menos pior, quando não houver outra opção, isto é o que deve ser feito. Russos e Chineses não dão a mínima para nós que temos uma religião, defendemos idéias de direita, liberdade de opinião, e a base moral cristã. Só mesmo um trouxa pode acreditar que ser a favor de Putin, russos, chineses etc pode trazer algum benefício para o Ocidente. Não faço parte deste grupo, penso que são perigosos e destrutivos. Quando eu falo de Gramsci, eu não quero dizer que os chineses são adeptos do italiano maléfico, mas que eles usam de artimanhas que têm muito a ver com a ideia do dito italiano. Usar a democracia para miná-la por dentro, adotar o capitalismo e usar uma mão de obra quase escrava, para atrair negociantes gulosos que neste movimento entregam tecnologias e permitam que o licenciado produza cóipias e novos produtos e invada o mercado sob a proteção do capitalismo que eles pretendem destruir. Ou alguem acredita que a China é capitalista nos moldes ocidentais e que tem algo a ver com as idéias da escola austríaca? Ou alguem acredita que a China ou a Russia não usariam de violência se estivessem seguros da vitória? A impressão que tive neste curto debate de idéias é que apesar de frequentarem um espaço de livre expressão e que tem uma base contrária à ideologia de esquerda (Marxista, bolivarianista, socialista fabiana, gramscista, o que for), as pessoas agem e pensam mais com o fígado do que com o cérebro e, da mesma maneira que um membro do PSOL ou do MST, atacam quem colocar alguma idéia que saia fora daquilo que eles decoraram como se fosse a verdade absoluta. A grandeza está em assimilarmos o que os outros que não pensam como nós têm a dizer, digerir, ver se tem alguma coisa de útil e depois, de forma civilizada argumentar pára chegar a algum lugar. Depois de fazerem a alusão velada que sou um "jênio", que sou contra o produtor americano, que devo ser um bolsonete, que era contra o Putin e a Russia e hoje os defendo, tomando a China para ocupar o seu lugar, o que sobra para ser discutido que não seja a opção "ad Hominem"? Onde as idéias não valem muito o que sobra é um conflito dialético ideológico bem ao estilo de qualquer petista de boa cepa. Tirando os conceitos expostos no artigo, quanto ao protecionismo etc, etc, e algum julgamento deficiente quanto a minha inteligência ou preferência politica, eu não vi nada que valesse muito a pena trocar ideias sobre. Boa Tarde a todos.
  • Roberto  09/03/2018 01:33
    Não precisa fazer textão de despedida. Muito mais digno de sua parte seria simplesmente admitir que cometeu um erro.

    Você chegou aqui dizendo que as tarifas do Trump sobre o aço eram uma excelente jogada estratégica para deter a China. Segundo você, eram uma medida necessária para "salvar a civilização ocidental contra a estratégia gramcista chinesa".

    Só que aí ficou demonstrado que a sobretaxa do aço atingia vários países, exceto a China (responsável por menos de 1% do aço consumido pelos EUA). Ou seja, a tarifa tinha vários objetivos, exceto afetar a China.

    E o próprio Trump nunca escondeu isso. Em seu Twitter, ele assumiu que seu objetivo com as tarifas é "proteger a indústria do aço" e "rever o NAFTA". Ou seja, nunca teve nada a ver com a China.

    Aí, em vez de você simplesmente assumir que fez um juízo errado, que se deixou levar pelo charme do Trump, e se desculpar, você simplesmente enrolou, tergiversou e mudo o discurso, mas jamais assumiu o erro (perceba que seu colega Luiz Novi, mais esperto, percebeu a mancada e rapidamente deu no pé; já foi até comentar outras coisas em outros artigos).

    Creia-me: assumir um erro e se desculpar por ele não tem absolutamente nada de vergonhoso. Muito pelo contrário: a pessoa ganha muito mais respeito.
  • danir  10/03/2018 03:32
    Eu não tenho nada para me desculpar. Não penso que estou errado. Tenho opinião propria. Você ainda não percebeu que não se trata de uma questão sobre protecionismo em um ambiênte saudável e de acordo com os cânones da boa pratica econômica. Esta guerra é desigual e não pode ser travada dando espaço para o inimigo, o problema é político, de projeção de poder e dominação. Com ou sem aceitação das regras de bom censo na economia, o Ocidente nos dias de hoje está financiando os Chineses e seus aliados, que não estão propriamente interessados em nossa boa saúde. Não estamos em ambiente de torcida de futebol ou programa de calouros. Protecionismo não é bom, mas abrir a porteira para os lobos tambem não. Pronto! Escrevi de novo.
  • Paulo  08/03/2018 23:53
    Pergunta, na época do Bush teve retaliação?
    Pois parece que a união européia não vai deixar passar essa
    noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2018/03/08/uniao-europeia-impoe-lei-de-taliao-contra-trump-e-se-prepara-para-guerra-comercial.htm?cmpid=copiaecola

    É mais grave que aquela vez, ou é apenas antipatia ao trump?
  • Marcos  09/03/2018 13:06
    Acho que não vou mais ler as boas matérias do mises até terminar a eleição pq, pelo visto, vai ser gente com grito de guerra de seus candidatos nos comentários aos montes.... a não ser que os administradores saibam coibir esse tipo de comentário!!!!!!!!!! fica a dica!!!!
  • Edson   09/03/2018 19:20
    Pq a grande diminuição da carga tributária sobre as indústrias americanas não está sendo considerada no artigo em questão? Quando Obama e Bush elevaram as taxas de importação do aço, eles também reduziram a carga tributária das indústrias americanas? Se não, temos situações distintas que talvez requeiram uma abordagem diferenciada.

    Segundo meu ententrubudimento (precário, reconheço), a queda das cargas tributárias pode contribuir para a elevação da competitividade interna e o surgimento (ou deslocamento) de novas industrias nos (para os) Estados Unidos, pois as condições menos reguladas e tarifadas poderiam servir como um convite para que outras indústrias se estabeleçam por lá.

    Com o tempo, em função da elevação da concorrência interna, não seria possível haver uma progressiva melhora na qualidade e preços dos produtos? Um aumento na oferta de empregos? Uma maior arrecadação do Estado? E, uma vez atingido esse objetivo, não seria possível reduzir o grau de protecionismo?

    Alguém poderia me dar uma luz aos meus questionamentos?
  • Thomas  09/03/2018 19:43
    "Pq a grande diminuição da carga tributária sobre as indústrias americanas não está sendo considerada no artigo em questão?"

    Porque já foi abordada especificamente aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2841

    Ademais, reduzir a alíquota do imposto de renda de pessoa jurídica em nada altera o fato de que está sendo criada uma reserva de mercado. E também em nada altera o fato de que uma tarifa de importação é um imposto sobre o consumo.

    "Quando Obama e Bush elevaram as taxas de importação do aço, eles também reduziram a carga tributária das indústrias americanas?"

    Bush reduziu o imposto de renda de pessoa física.

    "Se não, temos situações distintas que talvez requeiram uma abordagem diferenciada."

    Não existe "abordagem diferenciada" para um fenômeno claro: criação de uma reserva de mercado via encarecimento artificial de um bem.

    Pode tentar fazer malabarismos contornar essa realidade como quiser. Não há escapatória. Até então, Trump vinha muito bem na área econômica. Agora fez uma cagada monstra. Guinada total à esquerda. Baixou o Guido Mantega nele.

    "Segundo meu ententrubudimento (precário, reconheço), a queda das cargas tributárias pode contribuir para a elevação da competitividade interna"

    Como você eleva a competitividade criando reserva de mercado e blindado empresas da concorrência estrangeira? Nunca vi uma teoria sobre isso. Se você a criou, compartilhe.

    "e o surgimento (ou deslocamento) de novas industrias nos (para os) Estados Unidos"

    Ora, essa era exatamente a ideia de Guido Mantega quando elevou para 35% os impostos sobre carros importados: fazer com que as indústrias viessem para cá e "fossem competitivas".

    O que houve com os preços dos carros nacionais? Pois é...

    Aliás, cazzo, você não mora no Brasil? Todas as montadoras que estão aqui vieram para cá em uma época de mercado fechado. Qual foi a competitividade delas? Quais foram os preços praticados?

    Mais impressionante que o analfabetismo econômico é a total incapacidade das pessoas de fazerem uma simples associação de causa e consequência.

    "Com o tempo, em função da elevação da concorrência interna"

    Qual concorrência, se o objetivo da tarifa é justamente blindar da concorrência? To falando, dissonância cognitiva.

    "não seria possível haver uma progressiva melhora na qualidade e preços dos produtos?"

    Como é que vai haver melhora na qualidade e nos preços se está sendo criada uma reserva de mercado?! Por Deus, você não mora no Brasil? Olha os preços e a qualidade dos carros à sua volta, cidadão! Trump está indo pelo mesmo caminho. Acorda pro mundo!

    "Um aumento na oferta de empregos?"

    Abordado inteiramente no artigo. Nas outras vezes em que o mesmo foi feito, houve aumento no desemprego. Você, pelo visto, não leu. Se leu, não aprendeu nada. Ou até aprendeu, mas tem tanta paixão por Trump que acha até mesmo que ele consegue revogar leis básicas da economia.

    "Uma maior arrecadação do Estado? E, uma vez atingido esse objetivo, não seria possível reduzir o grau de protecionismo?"

    Ah, entendi. Primeiro fecha-se a economia e cria-se uma reserva de mercado. Depois aumenta-se a arrecadação do governo (o que, por definição, significa menos dinheiro nas mãos de empreendedores e mais dinheiro nas mãos de burocratas). Aí, por meio de alguma espécie de transubstanciação, esse arranjo se transforma em algo virtuoso que irá permitir o aumento da eficiência das empresas protegidas e a redução do protecionismo.

    Sério, você realmente nunca deve ter morado no Brasil...

    "Alguém poderia me dar uma luz aos meus questionamentos?"

    Eu tentei. Mas se você se deixar cegar pelo endeusamento de um político, você jamais entenderá.
  • Vaderli Júnior  10/03/2018 03:44
    Reconheço que a Escola Austríaca de economia é realmente fantástica e o Instituto Mises também é muito prestigiado, mas tenho que concordar com o Trump, não é mero protecionismo, aliás a retórica do livre mercado é fomentar a livre iniciativa privada e a livre concorrência e foi isso que o Trump fez quando resolveu diminuir os impostos, o resto é com os americanos, devo concordar que a medida de aumentar as tarifas de importação restringirá mais a concorrência entre estrangeiras e nacionais o que ocasionará no aumento do preço do aço e do alumínio, porém, não por muito tempo, se caso a concorrência interna aumentar através da simples criação de novas empresas do setor haverá o efeito contrário, já que o Trump ao cortar os impostos abriu caminho para o empreendedorismo crescer e assim fomentar a livre iniciativa e a livre concorrência. Pois bem, isso é só um resumo do que entendi a respeito do livre mercado, mas ainda sou leigo a respeito disto, porém leio muito e acho que esta opinião a respeito de geopolítica deixa claro as intenções do Trump ao realizar estas medidas.
    "No caso da China, sua admissão ao sistema de comércio internacional pelos Estados Unidos e pelo Ocidente, através da entrada chinesa na OMC, em 2001, apenas permitiu que o regime chinês se tornasse mais bem financiado e dotado de recursos, enquanto ao mesmo tempo exporta o autoritarismo e expande sua agressão militar."
    renovamidia.com.br/opiniao-nao-e-mero-protecionismo/
  • Roberto  10/03/2018 06:14
    Sorry, mas você é só mais um que não entendeu nada. Vou repetir pela enésima vez: a tarifa de Trump sobre o aço não afeta em nada a China!

    Vamos de novo: a tarifa de Trump sobre o aço não afeta em nada a China!

    Todo mundo junto agora: tarifa de Trump sobre o aço não afeta em nada a China!

    A China nem sequer está entre os 10 países mais afetados pela tarifa.

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam. Mais: de tudo o que a China exporta, apenas 1,4% é aço para os EUA.

    Logo, dizer que Trump está correto em impôr tarifas sobre o aço porque isso representa um ataque à China é postura típica de tiete que se informa por meio de blogs adoradores de Trump.

    O próprio Trump, aliás, nunca falou que o objetivo dele era atacar a China, mas sim "combater" o déficit comercial dos EUA (outra medida asinina) e proteger empregos ineficientes (asinino).

    Quem delirou que a tarifa era uma genial jogada estratégica de Trump contra a China foram só meia dúzia de neoconservadores brasileiros. Não se deixa desinformar por essa gente.


    De resto, sobre a bobagem que você disse (lamento, mas realmente não há outro termo aplicável) sobre reservas de mercado criarem empresas eficientes e fomentar a livre iniciativa, tenha a bondade de ler o comentário do leitor Thomas (09/03/2018 19:43). Ele destrinchou em detalhes o quão asinino é este raciocínio.
  • Alberto  11/03/2018 11:43
    Caro Roberto, longe de mim desdenhar do seu raciocínio, mas a realidade mostra como a estratégia de Trump parece resultar: um dos principais fornecedores, a Europa (UE), viu-se obrigada (sem as habituais e estratégicas burocracias) a vir a "terreiro" discutir as taxas e outros "empecilhos" que coloca aos produtos e serviços americanos.
  • Roberto  11/03/2018 14:13
    Nem faz sentido. O único país europeu afetado por essa tarifa foi a Alemanha, e mesmo assim pouco. Apenas 3% das importações de aço americanas vêm da Alemanha.

    www.marketwatch.com/story/trump-steel-tariffs-to-hit-these-8-countries-the-hardest-china-is-not-one-of-them-2018-03-01

    Outra coisa, as tarifas de importação que a Europa aplica sobre produtos americanos não são diferentes das que os EUA aplicam sobre a Europa.

    Por fim, o próprio Trump nunca falou que estaria retaliando a Europa. E, no caso do aço, nem mesmo a China é afetada (responsável por menos de 2% do aço importado pelos EUA).

    Neste quesito, a tara do sujeito é puramente em criar reserva de mercado e, em segundo lugar, rediscutir o NAFTA.

    Se a Europa está protestando, então palmas para eles. Mas não são afetados por essas tarifas (exceto a Alemanha, e mesmo assim infimamente).
  • Alberto  11/03/2018 17:14
    A Alemanha exporta perto de 5% de aço e não 2%.
    Mas a importância da Europa está no que ceder aos USA. Isso servirá de bitola para os outros.

    À ideia que também os USA taxam os produtos europeus, deve acrescentar as regulações europeias em constante "evolução", limitando a exportação às grandes empresas com capacidade de estarem presentes em Bruxelas.
    Pelos vários comentários que tenho lido, concluo que há a ideia que os USA (com Trump) são proteccinistas e a UE um mundo de liberais.
    Na Comissão Europeia os elementos mais à direita são fabianos e os mais à esquerda estão ao nível do PSOL.

    Ignorar o que se passa no Mundo e ter essa fixação nos USA, mostra um preconceito que pouco tem a ver com teses económicas.

    Aproveito para um exemplo que nada tendo a ver com os assuntos em discussão, contraria a ideia pré-concebida que a América de Trump é xenófoba pelo exagero de segurança e o Canadá é um paraíso aberto ao mundo.
    Tendo que estar em NY e por não ter lugar nos voos directos a partir de Lisboa, opto por voo com trânsito em Montreal... aí sou surpreendido pela necessidade de ter visto de entrada. A alegação de não pretender entrar no país de nada serviu.
  • Alberto  11/03/2018 19:27
    A Europa é a maior exportadora (principalmente em aços "especiais" ou de alta qualidade) de ferro e aço do Mundo (41%) - Ásia 31%, continente Americano 22,5%.

    Com as obras nas infraestruturas abre-se um negócio da "china"...

    Fugindo da discussão económica do "mais ou menos liberal", coloco algumas particularidades: o aço e principalmente o alumínio pode considerar-se venda de energia. O Canadá, resultado de políticas extremistas do politicamente correto, com regulações ambientais que estão a entravar quer a produção quer a distribuição, está a perder a posição concorrencial.
    O México, ainda no tempo de Obama (2014), foi taxada em mais de 60% no aço destinado à construção civil por constatação das práticas de "dumping", além de práticas de reexportação para obtenção de benefício dos acordos.

  • Alberto  11/03/2018 19:43
    Donald J. Trump
    ?
    @realDonaldTrump

    The European Union, wonderful countries who treat the U.S. very badly on trade, are complaining about the tariffs on Steel & Aluminum. If they drop their horrific barriers & tariffs on U.S. products going in, we will likewise drop ours. Big Deficit. If not, we Tax Cars etc. FAIR!
    21:29 - 10 de mar de 2018



  • Alberto  10/03/2018 13:15
    Sendo a minha primeira vez o andar por estas bandas, noto com estranheza característicos sinais "revolucionários" de esquerda, não nos conteúdos, mas nos métodos do contraditar.

    Correndo o risco de sofrer o tratamento dedicado a alguns, cá vai:

    Os que criticam a posição de Trump já se perguntaram quais a dificuldades que são colocadas às mais variadas exportações americanas?
    Assim como os Tratados que têm na capa "Livre Comércio...", conterem milhares de páginas cheias de condicionantes e regulamentos?
    A UE, por exemplo, sempre cheia de "liberdades", é a ditadura mais "tecnoburocrática" que se podia inventar.

    Fazendo piada: aos frangos que que o Brasil vende pode conceder as maiores facilidades, mas não se admirem se um dia exigirem determinado limite para as unhas dos pés; garantia que se passearam 2 vezes por dia ao ar livre em companhia de galos para um bom relacionamento afectivo. Não esquecendo o direito à greve de postura ovos e acompanhamento da filharada para evitar traumas de infância...

    E quando os brasileiros garantirem tais condições, outras surgirão... e não colocando qualquer taxa, permitem o paraíso para os produtores europeus.

    Outra pergunta (de gente burra como sou, pelo que escusam de incomodar-se a afirmá-lo): os produtos americanos entram no Brasil com isenções de taxas? Ou será interessante para Trump que se vejam obrigados a negociar as mesmas, para que haja isenção para os materiais agora taxados?
    Ou imaginam que é fácil entrar nos mercados da UE? Assim como no mercado Chinês?
    Tal como os brasileiros, e por razão das altas taxas à importação, os chineses fazem viagens turísticas para fazer compras.

    Nota: não sendo americano sou um apoiante e admirador de Trump, pelas muitas alterações no País que nunca imaginei tivesse a coragem de fazer; não sendo brasileiro desejo que Bolsonaro ganhe, pois entendo que num país sem segurança não há Escola Austríaca que o salve.
    Cump. (a todos)
  • Mídia Insana  10/03/2018 19:42
    Olá, Alberto. Tudo bem?

    Você está querendo encher uma piscina enquanto adiciona buracos. Se o governo estabelece normas e impostos que encarecem artificialmente a hipotética galinha brasileira, assim tornando a hipotética galinha chinesa mais vantajosa, é realmente justo ao consumidor brasileiro se ele for forçado a comprar a galinha mais cara? Vale lembrar: os ricos não sentirão falta porque podem ir até o exterior e comprar a galinha chinesa sem as tarifas. São justamente os pobres com renda menor que empobrecerão pois ou não poderão mais comer a galinha brasileira, ou terão menos dinheiro para gastar com outros bens e serviços que queiram caso tenham de comprar a galinha mais cara, assim afetando vários outros setores da economia além da agropecuária, como aconteceu com o aço americano no artigo.

    Certo, não é justo com o consumidor. Mas não será melhor para as produtores de galinha e seus funcionários?

    No curto prazo, certamente será. Mas como dito anteriormente, a economia não é um arquipélago.

    a) As regulações não serão encerradas. Se a indústria prosperar com as regulações do governo graças a tarifas, não haverá motivo para re-pensar a burocracia - o que levaria à liberdade econômica e a tornaria verdadeiramente competitiva. A produtora de galinhas ficará dependente da nova tarifa. Só uma canetada bastou para criar a tarifa, mas você precisará de 20 para acabar com ela. E ainda criaria um antecedente perigoso que justificaria dispositivos similares em outros setores.

    b) Promove o rent-seeking. Lembra quando a prosperidade de uma produtora de galinhas dependia somente de produzir uma galinha acessível, e não de subornar burocratas em troca de leis e regulações? Pois é.

    c) Terá troco. Chama-se guerra comercial por um motivo. A China hipotética dará seu próprio jeito de retaliar os produtos brasileiros com suas próprias tarifas, assim punindo também os consumidores chineses e internacionalizando a miséria.

    O que você propõe, então?

    Se não existe mesmo a possibilidade de acabar com as regulações e burocracia engessando a produção brasileira de galinhas, não é justo ou economicamente produtivo punir todos os consumidores brasileiros para manter um setor inviável funcionando. Seria equivalente a querer produzir melancia no deserto, para isso descapitalizando os produtores que estão produzindo bens e serviços economicamente viáveis. "Mau dinheiro é bom dinheiro perdido."

    Infelizmente, terá de acabar a indústria de galinhas que não for capaz de se tornar competitiva do cenário pós-burocracia. O fim dela liberará bens de capital, território e funcionários para suprir alguma atividade que o estado ainda não tenha impossibilitado. Podemos apenas esperar que o estado se torne sensato, veja o problema que criou e libere o mercado.



    Só por curiosidade, você é de Portugal? Angola?
  • Alberto  11/03/2018 16:30
    Mídia Insana, agradeço o esforço apesar de entender que pouco tem a ver com o que escrevi. Pois limitei-me a colocar sobre a mesa os meus pontos de vista da realidade, e não qualquer pretensa tese económica.
    Entendo que a decisão de Trump - que os factos me estão a dar razão - teve a intenção (talvez mesmo uma chantagem) de apressar uma discussão que pelas vias diplomáticas "não arranca nunca".
    No caso, entendo que teve a ver com a Europa - tanto que Trump já declarou estar disposto a eliminar a taxa se a UE fizesse o mesmo relativamente a produtos e serviços originários de US.

    Trump utiliza como "ferramenta" política os principios básicos das técnicas de negociação. A partir de agora o "lobby" do aço e alumínio vai pressionar a Comissão Europeia para entrar em negociação com os US, sabendo que à partida já têm que levar propostas com a baixa e/ou eliminação de taxas numa série de produtos e serviços.
    Entendo que o momento para a escolha do aço e alumínio tem a ver com a grande procura dos mesmos com as próximas reformas nas infraestruturas (em que algumas estão num estado que nem nas regiões mais pobres da Europa).

    É necessário entender que os US nas negociações com a UE tem de se haver com uma comissão cujos membros mais à direita são fabianos (não esquecer que a italiana, Comissária para a Defesa, faz parte de um partido equivalente ao PSOL). Para esta gente, liberalismo é fingimento e estratégia para título de capa.
    As regulações e impedimentos ambientais fazem com que só os conglomerados e grandes empresas tenham possibilidade de exportar para a UE.

    Criticar o proteccionismo de Trump e ignorar que o mesmo é uma resposta ao proteccionismo da China, da UE, do Japão, etc, é equivalente ao carioca criticar a América porque lá se mata muito...

    cpts
  • Edson   10/03/2018 21:01
    Thomas. São dois artigos que levantam questões isoladas. O que você me indicou se trata da diminuição da carga tributária e sua possível ineficiência caso não se corte os gastos com o Estado. O segundo artigo (que é o dessa página) aponta os efeitos nocivos do protecionismo. A questão que levanto, no entanto, é: Por qual razão não tratar dos dois temas em conjunto?

    Como você eleva a competitividade criando reserva de mercado e blindado empresas da concorrência estrangeira?

    A competitividade talvez se dê a nível interno, pois com poucas regulações e baixos impostos imagino ser possível um aumento de indústrias migrando para os Estados Unidos (ou surgindo dentro do país) e concorrendo entre elas, de maneira que os produtos ganhem em qualidade e tenham seus preços reduzidos de forma gradual. Seria, neste caso, um efeito de médio-longo prazo.
  • Luis  11/03/2018 14:24
    "A competitividade talvez se dê a nível interno, pois com poucas regulações e baixos impostos imagino ser possível um aumento de indústrias migrando para os Estados Unidos (ou surgindo dentro do país) e concorrendo entre elas, de maneira que os produtos ganhem em qualidade e tenham seus preços reduzidos de forma gradual."

    Continua ignorando o óbvio. Essas empresas, por maior que seja a quantidade delas concorrendo entre si, ainda terão de importar a matéria-prima sobretaxada (ou terão de comprar o produto nacional mais caro). Isso é custo de produção.

    Se os custos de produção são mantidos artificialmente altos pelo governo, não há concorrência interna que contorne isso.

    Parece que você ainda não se deu conta deste aspecto. Não é algo trivial.

    Em todo caso, a minha opinião é que, por enquanto, essa sobretaxa do aço será inócua, e por um motivo simples: Canadá e México continuam isentos. Sendo assim, um exportador brasileiro (ou sul coreano) que queira vender para os EUA pode perfeitamente enviar para o Canadá (ou México), e de lá para o EUA. Eu faria isso.
  • Edson   10/03/2018 21:13
    Thomas:

    Ora, essa era exatamente a ideia de Guido Mantega quando elevou para 35% os impostos sobre carros importados: fazer com que as indústrias viessem para cá e "fossem competitivas".

    Acredito, nesse aspecto, Haver uma substancial diferença entre o Brasil e os Estados Unidos, pois reduziu drasticamente a carga tributária e as regulamentações dos setores industriais, o que não ocorreu no Brasil.
  • Edson  11/03/2018 16:14
    Continua ignorando o óbvio. Essas empresas, por maior que seja a quantidade delas concorrendo entre si, ainda terão de importar a matéria-prima sobretaxada (ou terão de comprar o produto nacional mais caro). Isso é custo de produção.

    Luis, acredito que esse seja o ponto. Os EUA possuem potencial para explorar sua matéria prima internamente, produzindo seu próprio aço e alumínio?

    Se sim, não seria possível, com uma alta concorrência interna, uma elevação na produção do aço e alumínio locais e uma consequente diminuição dos preços ao longo do tempo?


    Se não, devo concordar inteiramente com você.
  • +55  11/03/2018 16:37
    Trump deveria ter esperado mais tempo para aplicar essas tarifas.

    No futuro, os desenvolvimentistas irão falar que a queda do desemprego e aumento da renda americana foram por causa do protecionismo e não por causa da redução da carga tributária e do corte de regulamentações.
  • Emerson Luis  04/04/2018 12:02

    Bastiat: o que se vê x o que não se vê.

    Protecionismo é um erro.

    Mas equiparar Trump e Obama também, como se não fizesse diferença se Hillary Clinton tivesse sido eleita em vez dele.

    Dizer que "todos são iguais" beneficia os piores.

    * * *

  • Leigo  22/08/2018 13:00
    g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/08/21/temer-critica-protecionismo-externo-contra-industria-do-aco-brasileira.ghtml

    "vcs não podem taxar meu aço, mas eu posso taxar tudo de vocês"

    A lógica do protecionismo é bizarra.
  • Smith  18/09/2018 14:43
    Qual é o valor do imposto sobre importação do aço no Brasil? Nessa resolução de 2014 da Camex, diz que em 180 dias, foi apenas 2%. Qual é a alíquota atualmente?

    www.camex.gov.br/noticias-da-camex/196-camex-reduz-imposto-de-importacao-de-chapas-grossas-de-aco-carbono
  • Adam  18/09/2018 15:00
    Voltou para 12% após os 180 dias. E, em 2016, quiseram elevar de 12 para 24%.

    canalrural.uol.com.br/noticias/aumento-aliquota-importacao-aco-preocupa-industria-maquinas-agricolas-60507/


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