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O livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos
Ao contrário do protecionismo e das retaliações, que só geram empobrecimento

"Livre comércio só é bom quando é para ambos [os países envolvidos numa relação bilateral de comércio]".

Esta afirmação, que tem repercutido nas mídias sociais e sido objeto de fervorosas polêmicas, seria verdadeira?

Frequentemente, as pessoas no Brasil optam por comprar componentes eletrônicos, automóveis, eletrodomésticos, telefones e outras mercadorias de pessoas que produziram essas coisas na Coreia do Sul. Em 2016, o valor das vendas dos coreanos para os brasileiros superou os US$ 5 bilhões.

É tão forte a preferência nacional por esses produtos sul-coreanos, seja pela sua qualidade, preço, ou uma combinação de ambos, que, para comprá-los, os brasileiros concordam em submeter-se a tarifas, cotas, barreiras e exigências kafkianas impostas por políticos e burocratas brazucas.

E fazem isso repetidamente, de livre e espontânea vontade, ano após ano, mesmo havendo uma infinidade de alternativas de mercadorias similares, produzidas no Brasil mesmo e também ao redor do mundo. Só pode ser porque muitos brasileiros têm confirmado, por experiência própria, repetidas vezes, que saem ganhando quando escolhem comprar dos coreanos.

Não fosse essa preferência claramente demonstrada pelos brasileiros, não haveria tantos produtos sul-coreanos em nosso mercado. Questão de lógica.

As pessoas na Coreia do Sul, da mesma forma, ao continuarem se dando ao trabalho, por anos a fio, de fabricar, vender, transportar para o outro lado do mundo e aturar as idiossincrasias tupiniquins também demonstram que vender para os brasileiros lhes é vantajoso.

Os indivíduos envolvidos, tanto os que vivem no hemisfério oriental quanto os que habitam o hemisfério ocidental, demonstram reiteradamente sua satisfação com esse arranjo.

E se fosse unilateral?

Imagine agora um mundo hipotético, no qual o comércio exterior fosse totalmente aberto no Brasil, mas fechado na Coreia do Sul para os produtos brasileiros. Suponha que políticos e burocratas brasileiros, iluminados pelas ideias liberais (sonho...), tenham suspendido unilateralmente todas as tarifas e barreiras à importação de produtos.

No entanto, nesse mundo imaginário, os coreanos não compram nenhum produto feito em território brasileiro. Nada. Zero. Os políticos e burocratas da Coreia do Sul, por qualquer razão que seja, resolveram privar totalmente os cidadãos sob seu jugo do acesso às nossas commodities.

Esqueça os quase 3 bilhões de dólares em minério de ferro, farelo de soja, milho, etanol e outras mercadorias que os empreendedores e trabalhadores brasileiros vendem para o mercado coreano. Faça de conta que esses 51 milhões de sul-coreanos não compram por aqui 80% do frango que importam.

Sendo assim, as pessoas no Brasil, para conseguir os dólares com os quais comprar os cobiçados produtos de marcas como Samsung, Kia, LG e Hyundai, terão de se contentar em vender os frutos de seu trabalho somente para o restinho da população mundial, aquelas cerca de 7,5 bilhões de pessoas que vivem fora da península coreana.

Será que, nesse mundo de faz de conta, em que o mercado é totalmente aberto aqui e totalmente fechado na Coreia do Sul para nós, seria menor a satisfação dos consumidores brasileiros ao abrir a embalagem de um reluzente smartphone Galaxy S8, ao sentir o cheirinho de novo do seu SUV Sportage, ao ver a Copa do Mundo na LG Smart TV 4K? Óbvio que não.

Será que, por sua vez, os coreanos que produziram e venderam seus produtos aos brasileiros considerarão essa venda mais vantajosa só porque estão privados pelos seus governantes de comprar a nossa soja e minério? É óbvio que também não.

Note: mesmo nesse mundo hipotético de livre comércio perneta, de um só e não de "para ambos", muita gente sai ganhando. Lá e aqui. Livre comércio só é bom quando é para ambos? Não.

"Ah, mas nesse mundo hipotético a Coreia faria com que mais empregos fossem gerados em seu território, pois estaria se aproveitando do mercado brasileiro sem perder seu próprio mercado para a concorrência brasileira", alguns argumentam.

Em primeiro lugar, é necessário dar nome aos bois: a "Coreia" não "faria" nada. Quem "faria" alguma coisa seriam seus políticos e burocratas: restringir pela força o acesso dos cidadãos sob seu domínio às commodities que estes desejam comprar dos brasileiros.

Mas isso ainda é o de menos.

Digamos que a restrição em questão seja sobre a carne bovina. Se os brasileiros são mais produtivos na pecuária, ao restringir o acesso da população sul-coreana à carne produzida no Brasil, os políticos e burocratas orientais de fato criarão empregos adicionais entre os pecuaristas sob a sua proteção. Isso será relativamente fácil de ver, de mensurar. Será possível mostrar na TV os sorridentes rostos dos trabalhadores rurais orientais, protegidos pelos governantes da concorrência brasileira, com seus novos empregos nos abatedouros.

Frédéric Bastiat, no entanto, nos ensinou que é preciso ater-se também ao que não se vê: a carne bovina ficará mais cara nos mercados sul-coreanos. As pessoas por lá, ao gastarem mais com carne, terão menos renda disponível para consumir outras mercadorias e serviços. Consequentemente, a demanda por outros bens e serviços será fatalmente reduzida, causando diminuição de investimentos e empregos em todos estes outros setores.

E no Brasil? Qual a consequência da restrição coreana à carne brasileira? Provavelmente, redução de empregos na pecuária local, rostos chorosos de desempregados na TV, vítimas da discricionariedade violenta dos políticos e burocratas coreanos.

E o que não se veria? Os brasileiros, ao agora poderem comprar telefones, TVs e carros mais baratos (pois as tarifas de importação foram zeradas), teriam mais dinheiro sobrando para consumir mais de outros tipos de mercadorias e serviços. Com maior poder de compra há mais demanda, o que exige investimentos para saciar esta demanda. Investimentos geram mais empregos e produção em vários outros setores da economia.

Ou seja: mesmo nesse livre comércio perneta, os brasileiros teriam acesso a produtos mais baratos, o que aumentaria a renda disponível e, consequentemente, a demanda. Haveria mais investimentos e também mais empregos. A oferta de bens em nosso mercado seria maior. Nosso padrão de vida seria maior. Por outro lado, os sul-coreanos teriam carne mais cara e menos empregos.

E isso não é apenas uma questão de teoria, não. A própria empiria confirma isso. O quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino Iván Carrino, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um deles para o ano de 2015.

tabela.png

À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável ou de economia livre —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego nada tem a ver com a abertura econômica. Como mostram os quatro primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego.

Conclusão

Há duas pessoas em uma canoa, uma de cada lado. Uma delas comete o insano ato de dar um tiro na sua própria extremidade da canoa, abrindo um buraco no chão da embarcação, a qual começa a afundar. Quão inteligente seria se a outra pessoa retaliasse dando um tiro na sua própria extremidade da canoa?

É exatamente isso o que defendem os proponentes da retaliação comercial.

Qual seria então a reação apropriada à injustiça cometida com aqueles que perderam seus empregos na pecuária brasileira em razão da intervenção violenta dos políticos e burocratas coreanos? Se você disser "restringir a entrada de produtos da Coreia do Sul no Brasil, em retaliação", estará defendendo dois buracos na canoa.

Encarecer artificialmente os componentes eletrônicos, as máquinas, as TVs, os smartphones e os carros para todos os brasileiros em nada irá ajudar os desempregados da pecuária. Ao contrário: tende só a aumentar seu contingente. Pior: diminuirá substantivamente o padrão de vida de toda a população (especialmente a dos desempregados).

Por outro lado, se você reagir denunciando a injustiça dos governantes da Coreia do Sul cometida lá e aqui contra indivíduos inocentes, e pressionar pela a abertura do mercado coreano, estará de fato combatendo o bom combate.

Livre comércio não é bom só quando é para ambos — mas, sem dúvida nenhuma, é ainda melhor.

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Leia também:

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37 votos

autor

Alexandre Garcia de Carvalho
é administrador, pós-graduado em Economia Austríaca pelo IMB e Master of Business Administration pela University of Michigan


  • Luis  05/03/2018 15:11
    Eduardo Bolsonaro soltou esta pérola objeto do artigo, já cansei de responder aos meus amigos e colegas Bolsominions "Porque não fazemos carne assim como os coreanos fazem eletrônicos" Até a carne paraguaia está com padrões mais altos de qualidade e não param de abrir mercados. E nós aqui enrolados com a carne fraca.
  • Marcelo  05/03/2018 15:27
    Uma vez um dos Bolsonaros (não me lembro qual dos quatro filhos) disse que era irracional exportamos minérios e importarmos laptops, e que isso tinha de ser revisto.

    Aparentemente, o cidadão não se deu conta de que tal relação, na verdade, é um baita negócio para nós: vendemos algo sem qualquer valor agregado (minério é simplesmente um detrito que fica embaixo da terra) e em troca importamos algo de altíssimo valor agregado e que aumenta enormemente nossa produtividade (computador).

    Impossível relação mais vantajosa do que essa. Ela tem que ser intensificada, isso sim, e jamais alterada.

    Isso de exportar minério e importar computador equivale a exportar uva e algodão e importar carros, exatamente como fazem Chile e Nova Zelândia.

    Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade
  • Ademir  05/03/2018 15:32
    Foi o próprio Eduardo Bolsonaro:

    twitter.com/bolsonarosp/status/930567100594315265
  • Fernando Andrade  05/03/2018 15:41
    O mais impressionante foi o altíssimo nível da resposta que ele deu àqueles que o questionaram: "Enquanto o bumbum guloso de vcs n fechar n dá p conversar."

    Até seus adoradores ficaram perplexos.

    E o pior é que eu tenho simpatias pelo Jair e já cogitei em votar nele. Mas com essa mentalidade aí (filho e pai pensam igual) não vai dar não. Serei obrigado, extremamente a contra-gosto, a fechar o nariz e votar no Alckmin.

    Já que é pra cagar, então que um social-democrata faça isso, e não alguém de direita, o que só irá fortalecer a esquerda.
  • Geraldo  05/03/2018 16:34
    Por que não votar no Amoêdo, do Partido Novo? Ele já fez várias propostas para diminuir o tamanho do estado.
  • anônimo  06/03/2018 13:57
    Mas esse Eduardo Bolsonaro não fez o curso de escola austríaca pelo Mises?
  • Ze da Moita  05/03/2018 15:35
    o analfabetismo econômico do clã Bolsonaro é hereditário...
  • Engenheiro Falido  05/03/2018 15:37
    Tudo é fraco aqui.
  • Brasileiro  05/03/2018 17:06
    Amigos, desculpem minha ignorância econômica. Mas não é uma impertinência um país como o nosso partir para a competição livre com nações ricas? Os caras têm vantagem em todos os sentidos! Na minha cabeça, essa competição só aceleraria ainda mais a desindustrialização do Brasil.
  • Sem desistir  05/03/2018 17:26
    Seja bem-vindo. Comece por aqui:

    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas

    Depois leia todos os artigos linkados ao final do artigo.
  • Andre  05/03/2018 17:33
    "Os caras têm vantagem em todos os sentidos! Na minha cabeça, essa competição só aceleraria ainda mais a desindustrialização do Brasil."

    Não prezado, o Brasil não tem competitividade frente ao Paraguay:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,em-busca-de-custos-menores-empresas-brasileiras-abrem-fabricas-no-paraguai,10000097591



  • Eduardo  05/03/2018 17:34
    Se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, então bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

    E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

    E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

    Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

    Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

    Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

    Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

    Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

    Se custa $50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas $25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de $25.000 a nossa economia tem um carro e $25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de $50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter $25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

    Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

    A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
  • Amorim  05/03/2018 17:39
    Se realmente não há uma mísera indústria nacional capaz de fornecer produtos bons e baratos, então isso é uma inquestionável evidência de que tal setor é uma porcaria e merece ir à falência. Quem não sabe produzir absolutamente nada que preste tem mais é que fechar as portas, parar de queimar capital e liberar recursos escassos a serem aproveitados em outros setores.

    De resto, como mostram teoria e empiria, quanto mais livre comércio, mais empregos e mais renda. Quando as importações "baratas" expulsam do mercado aqueles produtos nacionais mais caros ou de menor qualidade, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra mais dinheiro ao fim do mês. Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços.

    Com mais investimento e com mais demanda em outros setores, emprego e produção crescem. Consequentemente, a população se torna agora mais rica e com maior oferta de bens e serviços. Trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam mercado para os produtos importados têm agora novas oportunidades em outros setores.

    Uma análise mais extensa indica que os países mais abertos ao comércio internacional não apenas não têm problemas de emprego, como também são, em média, 5 vezes mais ricos do que aqueles que decidem impor travas e barreiras à liberdade de seus cidadãos de importarem bens do exterior.
  • Mídia Insana  05/03/2018 17:55
    Olá, Brasileiro. Tudo bem?

    Entendo que é um lugar comum. Mas se serve de consolo, a indústria brasileira já é protegida há décadas e nós continuamos a ouvir o mesmo argumento. Pelo visto proteger a indústria da competição realmente não cria uma indústria competitiva. Quem imaginaria?

    E há a questão antiga já prevista no Modelo Ricardiano: será que precisa ter indústria aqui? É realmente o melhor uso para os recursos escassos da região? Não sei. Somente o livre-mercado dirá. Cabe aos empreendedores a descoberta de como utilizar os recursos escassos que existem, não ao fetiche de algum político por gigantes de metal. Se a desindustrialização ocorre porque o mercado está simplesmente re-alocando seus recursos, que mal há? É mais benéfico à natureza (economias industriais geram um fardo colossal de lixo, requerem muita infraestrutura e geram mudanças ao meio-ambiente) e ao próprio indivíduo (quem fará a escolha pelo produto mais acessível e assim terá um dinheirinho extra para consumir outra coisa).

    Um país não precisa ter fábricas para ser rico:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2617
  • Amorim  05/03/2018 17:59
    E um detalhe: é exatamente com o protecionismo que ocorre desindustrialização:

    1) O protecionismo, ao encarecer as coisas e reduzir a renda disponível, diminui artificialmente a capacidade de consumo e de investimento da população.

    2) Com menos capacidade de investimento e de consumo, haverá menos lucros e menos empregos por toda a economia.

    3) Consequentemente, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas.

    4) Logo, toda a economia se torna mais ineficiente, a produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

    5) Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e, com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos. Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade.

    6) Isso reduz sua produtividade e aumenta seus custos. Sendo menos produtivos e operando com custos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas internacionalmente.

    7) Consequentemente — e essa é uma das consequências não previstas do protecionismo —, as exportações também tendem a declinar. E estimular exportações era exatamente uma das intenções do protecionismo.
  • anônimo  05/03/2018 20:25
    É lógico que não man, olha os exemplos de Chile e Nova Zelândia, olha o que eles exportam, mas mesmo assim tem um mercado livre e continuam crescendo (a previsão é que o Chile venha ser o primeiro país de primeiro mundo da América latina), o que faz um país rico não é suas indústrias, mas sim sua liberdade econômica, isso permite que empresas estrangeiras cogitam a ideia de vir investir no país, livre comércio não faz uma nação quebrar, faz ela prosperar, pois quem ganha é o consumidor, pois vê seu suado dinheiro ganhar valor.
  • POLÍTICO EM CONSERVA  05/03/2018 17:11
    Lei da atração – polos opostos se atraem:
    Os comunistas adoram os libertários, são os aliados mais dóceis que eles possuem. O motivo é simples: libertários adoram idealizar um novo mundo onde todos são honestos, respeitosos, produtivos, conscientes blá blá blá sem um Estado para lhes dizer o que pode e o que não pode fazer, sem aquele "ranço" do conservadorismo, onde tudo pode e deve se resumir a uma única coisa: Economia.
    Já os comunistas por sua vez são os defensores das minorias, da paz mundial, da democracia, da justiça blá blá blá onde este mundo ideal sem Estado, que os libertários tanto sonham, teria que um dia, necessariamente, ter um governo, e, claro, nada mais justo que seja um deles.
  • junior  06/03/2018 11:38
    A verdade que o bolsonaro não entende de economia. Ele mesmo já falou isso.
  • Dalton C. Rocha  05/03/2018 15:32
    Causas reais do sucesso econômico e educacional da Coréia do Sul:
    1- Ditaduras militares completamente de direita, controlando todo o país, por cerca de trinta anos. Nos anos 1950, os generais sul-coreanos usavam de governos-fantoches e de 1961 até 1988, existiram dois generais-ditadores com mão de ferro governando a Coréia do Sul. Não houve espaço político para possíveis clones coreanos de Jango, Sarney, FHC, Lula, Dilma, etc.
    2- Um modelo econômico completamente de direita, sem espaços para getulhismos do tipo monopólio estatal do petróleo ou reservas de mercado.
    3- Dos anos 1950 ao final dos anos 1980, havia punição brutal a professores que ousassem pregar marxismo e esquerdismos em geral, nas aulas.
    4- Dos anos 1950 até o final dos anos 1980, haviam castigos físicos para alunos que faltavam às aulas, conversavam nas salas de aula, tiravam notas baixas. Estes castigos físicos existiam desde a pré-escola, até o final do segundo grau.
    5- O governo obrigava e tinha na educação, o objetivo maior do país, ao lado dos gastos militares. No Brasil, de Sarney para cá, apenas os gastos com a ciranda financeira superam mais do dobro de todos os gastos restantes, em conjunto, sendo o espaço de defesa + educação sempre inferior a 10% do gasto público de Sarney(em 1985) para cá.
    6- Ao contrário da lenda, os professores da Coréia do Sul ganhavam pouco, nos anos 1960 e 1970, mas eram altamente cobrados, pelo seu desempenho.
    7- Por ter poucos recursos, as escolas da Coréia do Sul, não tinham lugar para atividades esportivas.
    8- O ensino superior foi reduzido, mas moldado ao modelo americano, sendo os professores trazidos das melhores universidades americanas. Sul-coreanos que foram estudar lá e, voltaram.
    9- Os pais que deixavam seus filhos foram da escola eram presos. E aqueles que mandavam seus filhos pedirem esmola na rua além de presos, perdiam a guarda das crianças. A mendicância era e é um crime, na Coreia do Sul. Em suma. Na Coréia do Sul, se criminalizou a ignorância e a mendicância, enquanto aqui se chama de "vítima do capitalismo", aqueles que mandam seus filhos pedirem esmolas, lá na Coréia do Sul, eles foram tratados como criminosos, já na década de 1950.
    10- A Coréia do Sul se fez uma firme aliada dos Estados Unidos.
    11- A Coréia do Sul não tem riquezas naturais. Sem espaço para slogans vazios do tipo "O petróleo é nosso!".
    12- Se impôs o ensino de inglês, que é a língua franca de todos os ramos do conhecimento humano, em todos os colégios. Aqui, o Lula impôs o ensino do inútil espanhol e dos nocivos sociologia e filosofia, que são cadeiras cativas de fracassados marxistas, em todos os colégios. Tornando assim nossos colégios em fábricas de comunistas, incompetentes e imbecís.
  • Caio  05/03/2018 15:42
    Ah, sim, a solução econômica e educacional para o Brasil é uma ditadura militar de direita, não só aquela que mais estatizou a economia, como também a que mais centralizou a educação no Brasil e que, ao entregar todo esse modelo centralizado de bandeja para a esquerda progressista, ajudou enormemente na cagada que hoje vivemos.

    Aliás, taí um dos grandes cânceres do Brasil: essa disputa ideológica, típica de adolescente, entre esquerda e direita. A esquerda caga com a qualidade do ensino, e aí vem a direita e diz que a solução é mais militarização, mais autoritarismo (a parte da defesa dos "castigos físicos para alunos que faltavam às aulas, conversavam nas salas de aula, tiravam notas baixas" é desprezível), e mais centralização. Essa ala da direita lambedora de bota de milico quer simplesmente cagar em cima do estrume já deixado pela esquerda.

    Impressionante nosso atraso. Inclusive ideológico.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  06/03/2018 19:58
    É uma generalização indecente essa sua...

    Vai parecer que estou usando dois pesos e duas medidas, mas não estou: o que você disse sobre a esquerda é fato, até porque essa gente não pensa;vive de dogmas e modelos explicativos reducionistas,e realmente não liga pra qualidade do ensino.

    Mas dizer que a direita no Brasil é toda militarista é falta de conhecimento, ou uma vontade irresistível de mostrar isenção. Existe sim uma vertente que pensa, mas por manter a postura olímpica e não sair pro debate, fica refém da retórica de esquerda, da histeria bolsonarista e do pessoal que se acha moralmente isento.
  • Historiador Honesto  05/03/2018 15:45
    A única coisa positiva, louvável e defensável que o general Park Chung-hee fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas, e não inventadas por uma ditadura), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.
  • cmr  06/03/2018 14:44
    "12- Se impôs o ensino de inglês,..."

    Mas não surtiu muito efeito, pelo visto...
    Já conheci vários coreanos, na faixa de 20 a 30 anos, já tive uma namorada coreana. O nível de inglês deles era PÉSSIMO !!!.
    É mais fácil encontrar um jovem coreano fluente em japonês ou mandarim, do que com um inglês nível intermediário.
    Minha ex coreana era fluente em alemão, idioma que nós usávamos.
  • marcela  05/03/2018 15:37
    Atualmente o Mercosul negocia acordo de livre comércio com praticamente toda a Europa.Tem o acordo com a UE,outro acordo com o EFTA, e por fim um acordo em separado com o Reino Unido.Todos sabemos que não se trata de livre comércio genuíno,mas é melhor do que como está.Tomara que as divergencias sejam superadas e esses acordos saiam do papel,afim de que os europeus possam vender livremente seus produtos industrializados por aqui.As commodities brasileiras são produtos escassos e imprescindíveis para o mundo,assim sendo sempre haverá quem queira comprar nossa soja, petróleo e ferro.Não há nenhum risco de faltar divisas para importarmos os produtos europeus se esses puderem entrar livremente no país.
  • Alexandre  05/03/2018 15:43
    Depende. Se for da China comunista chinesa, não vale a pena. Se você for fazer livre mercado assim, vai entrar pelo cano. A soberania nacional corre perigo. Por isso, medida acertada do Trump e, espero que com a direitona surgindo no Brasil, Jair Messias Bolsonaro seguirá o mesmo caminho. Esses liberais vivem num mundo cor de rosa, enfeitado de purpurina.
  • Paul Kersey  05/03/2018 15:58
    "Depende. Se for da China comunista chinesa, não vale a pena."

    Por quê? Consegue ser mais específico?

    "Se você for fazer livre mercado assim, vai entrar pelo cano."

    Por quê? Consegue ser mais específico?

    "A soberania nacional corre perigo".

    Por quê? Explique, por favor, como é que "a soberania nacional corre perigo" ao importarmos panos, sapatos, lâmpadas e bugigangas eletrônicas dos chineses. Sou todo ouvidos.

    "Por isso, medida acertada do Trump"

    Sim, acertadíssima. Com uma só canetada, o Agente Laranja elevou os preços de todos os carros nacionais americanos (que utilizam aço importado) e de todo e qualquer produto que usa alumínio em sua composição.

    Aliás, outro ignaro, George W. Bush, fez a mesmíssima coisa em março de 2002: elevou as tarifas de importação sobre o aço. Mas as consequências foram catastróficas: o desemprego imediatamente disparou em 2003, pois passou a haver demissão em massa nas fábricas, uma vez que a matéria-prima encareceu enormemente. E só voltou a cair quando ele ao menos teve a decência de voltar atrás e revogar as tarifas em dezembro de 2003.

    Pode conferir aqui:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-unemployment-rate.png?s=usurtot&v=201802021631v&d1=20020101&d2=20051205&type=column

    "e, espero que com a direitona surgindo no Brasil, Jair Messias Bolsonaro seguirá o mesmo caminho."

    Será o caminho mais rápido para voltarmos à invejável economia da década de 1980, em que importações eram proibidas. E que pujança era aquela, não?

    "Esses liberais vivem num mundo cor de rosa, enfeitado de purpurina."

    Ainda preciso entender essa tara da atual direita com o mundo homossexual. Só falam de cu, veado, "bumbum guloso", cor-de-rosa e purpurina. Freud diria que são desejos reprimidos.
  • Alexandre  05/03/2018 16:30
    Posso ser mais específico. As terras agricultáveis que os chineses estão comprando ameaçam a nossa soberania, nossa segurança alimentar. Eles podem modificar os alimentos. Quando você for intoxicado, não adianta reclamar depois. Outro exemplo é a questão de bananas do Equador, no qual o Brasil financia uma ditadura latino americana de esquerda. Você é a favor disso? Não conseguimos plantar bananas no nosso rico solo?

    Vocês, liberais, são patéticos. São idiotas úteis da esquerda. Olavo já mandou a real. Querem abrir qualquer mercado, drogas e até coisas mais graves. Viraremos todos zumbis selvagens nesse seu mundinho utópico encantado.
  • Tulio  05/03/2018 17:01
    "As terras agricultáveis que os chineses estão comprando ameaçam a nossa soberania, nossa segurança alimentar."

    Explique como. Cite teorias, fatos e exemplos práticos.

    "Eles podem modificar os alimentos. Quando você for intoxicado, não adianta reclamar depois."

    Ah, entendi. Segundo você, os chineses estão gastando dinheiro para comprar terras no Brasil (só falta apontar onde, mas isso é o de menos) apenas para em seguida matar todos os seus consumidores!

    A lógica, de fato, é coisa de gênio: vou gastar dinheiro abrindo um restaurante para então envenenar a comida e assim exterminar todos os meus clientes. Certamente irei ganhar muito dinheiro seguindo essa política.

    A direita nacionalista brasileira consegue ser tão burra e imbecil quanto a esquerda. Não é à toa que defendem a mesma coisa na economia.

    "Outro exemplo é a questão de bananas do Equador, no qual o Brasil financia uma ditadura latino americana de esquerda. Você é a favor disso? Não conseguimos plantar bananas no nosso rico solo?"

    Não sabia que todas as nossas bananas vinham do Equador. Rapaz, aquele país deve ser uma máquina, hein? Do tamanho de Sergipe e consegue alimentar toda a nossa população com bananas. E ainda coloca nossa segurança nacional em risco! Um portento...

    "Vocês, liberais, são patéticos. São idiotas úteis da esquerda. Olavo já mandou a real. Querem abrir qualquer mercado, drogas e até coisas mais graves. Viraremos todos zumbis selvagens nesse seu mundinho utópico encantado."

    Sua profundidade intelectual, sua superior capacidade argumentativa e seu incontestável encadeamento de idéias realmente conseguem transformar qualquer um em "idiota útil da esquerda". Afinal, perante tamanha intelectualidade, até mesmo um Lula pode parecer mais palatável. Parabéns. Tamanha façanha não é para poucos. Aproveite a alfafa enquanto ainda está barata. Com o protecionismo, irá encarecer e você passará fome.
  • Kira  06/03/2018 20:01
    Troll ou não os Bolsonetes pensam exatamente assim. A esquerta tem o mesmo discurso, "a proteção contra o capital imperialista exterior" Esse povinho é doente e idiota, vivem da ilusão de que os políticos vão pintar o mundo exatamente como eles idealizam, e ainda se apoiam em ideias esdrúxulas. "se os chineses comprarem a petrobrás vamos perder a soberania nacional" então na lógica deles os chineses vão comprar a empresa e depois vão levar embora pra china? não terão que contratar mão de obra brasileira, até a pocaria do imposto terão que pagar ao estado brasileiro, vão vender para brasileiros, teriam que concorrer com outras dezenas de empresas americanas, japonesas, etc.. O que isso tem haver com soberania nacional? (Pergunta retórica, não responda se você for um idiota).
  • Pobre Paulista  05/03/2018 16:33
    30 anos de internet no Brasil e nego não sabe identificar um Troll ainda :-)

    Pelo menos as respostas foram boas.
  • Skeptic  13/03/2018 13:32
    Troll? Os bolsonaristas pensam exatamente assim. Aquele tipo tosco que adora militar e fala "Brasil acima de tudo".
  • Patriota Libertário  05/03/2018 15:49
    "Livre comércio não é bom só quando é para ambos — mas, sem dúvida nenhuma, é ainda melhor."

    Desculpe-me o autor,mas esta conclusão ficou confusa,pois na introdução você defende que o livre-comércio é bom,mesmo sendo unilateral e no final diz que bilateral é melhor ainda,enfim ficou estranha esta conclusão para um libertário minarquista(Só defendo o poder de polícia,penitenciarias e poder judiciário estatal,visto sua amplitude e credibilidade coletiva e demais áreas hoje monopólio do estado,privatizadas,apesar de apreciar com bons olhos o sistema descentralizado de chefias na Islândia medieval e os juízes israelitas na antiguidade) igual a mim imagina para um leigo.

    No mais excelente texto e um abraço.
  • anônimo  05/03/2018 18:27
    O moleque (Patriota Libertário), não exite libertário minarquista!

    "Só defendo o poder de polícia,penitenciarias e poder judiciário estatal..."

    Não, o que você defende é o crime organizado!

    Quer ser libertário!? Então estude!

    - O governo não pode gerenciar empresas eficientemente
    - A sociedade não precisa de dirigentes
    - Serviços de defesa no livre mercado
    - Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo?
    - A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica
    - Como funcionaria uma sociedade sem estado
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  05/03/2018 21:42
    O sujeito não se identifica e vem me chamar de moleque e me apresenta uma lista de links que eu estou careca de conhecer,pois sou assíduo neste sítio desde 2010,depois os esquerdistas é que são autoritários,vc não parece libertário com essa agressividade toda,está parecendo adolescente birrento e mimado(gugu dádá para vc).
  • anônimo  05/03/2018 23:53
    "O sujeito não se identifica..."

    Bem-vindo à Internet.

    "sou assíduo neste sítio desde 2010"

    E não sabe o que é libertário.

    "vc não parece libertário com essa agressividade toda"

    Não sou eu que estou sendo agressivo, são vocês (estadistas/minarquistas) que me impedem de ter verdadeiros serviços de segurança/justiça, que são economicamente mais eficientes do que um monopólio estatal.
  • Leigo  06/03/2018 14:56
    Esses ancaps são loucos, viva o liberalismo clássico.Essa proporção que pregam de liberdade, não dá. Partilho do argumento sobre ser inevitável que um Estado mínimo caminha para um Estado forte. Mas não é por isso que um sistema ancap seria um mar de rosas.
  • anônimo  06/03/2018 17:07
    "Esses ancaps são loucos"

    Ad hominem.

    É, os economistas da Escola Austríaca Murray Rothbard e Hans-Hermann Hoppe são loucos. (sarcasmo)

    "Essa proporção que pregam de liberdade, não dá"

    Pare de fazer opiniões e ARGUMENTE !

    "ancap seria um mar de rosas"

    Meu Deus! Quem disse isso !?
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  06/03/2018 15:46
    Meu querido o poder de Polícia,as penitenciárias e o Poder Judiciário estatal nos moldes atuais é uma lástima,mas defendo a privatização total de todos os outros serviços públicos.

    Para ficar bem claro o meu ponto de vista,o cidadão no Anarquistão(Nome fictício e utópico)teria todos os atuais serviços públicos prestados com eficiência pelo setor privado e o setor de Justiça,Polícia e punição monopólicamente exercido nos moldes do monopólio bom,onde o campo ficaria aberto para a concorrência,ou seja nós consumidores ficaríamos livres para escolher o melhor serviço, mas a privatização destes serviços seria feito de forma gradual,sem traumas e perda de credibilidade,afinal os outros setores do serviço público como por exemplo um hospital podem ser privatizados rapidamente sem perda de credibilidade,agora serviços de Justiça,Polícia e punição são mais melindrosos,mas com certeza são passíveis de privatização,só que gradualmente na medida em que ganhassem credibilidade da população do Anarquistão(Nome fictício e utópico).

    Nós libertários temos que ter bom-senso,racionalidade e menos emoção juvenil em nossas opiniões e atitudes,pois a filosofia libertária não é religião fundamentalista,é só mais uma forma de enxergar o mundo fora da visão estatista,coletivista empobrecedora e manipuladora.

    Sem mais um abraço sem gugu dadá,relaxa,pois bom humor também faz bem para a saúde.
  • anônimo  06/03/2018 18:30
    Bom, pela sua resposta percebo o seguinte:
    1) Ignorância econômica
    2) Falta de conhecimento sobre ética (libertarianismo)
    3) Muita opinião

    "Para ficar bem claro o meu ponto de vistao cidadão no Anarquistão(Nome fictício e utópico)..."

    O meu amigo ... Eu não quero seu ponto de vista.
    Eu quero argumentos econômicos e éticos sobre:
    1) Como um monopólio pode ser eficiente economicamente?
    2) Como uma instituição coercitiva que agride sistematicamente os seus consumidores poder ser ética?

    No mínimo você poderia ser honesto o suficiente para admitir que não leu/entendeu os artigos que eu elenquei.

    "Nós libertários..."

    Por favor, não me ofenda. (eu sou libertário, e você não, então, não tem "Nós", tem eu apenas)
    E mais uma vez nesse parágrafo, você demonstra que não sabe o que é libertário.
  • Pensador Consciente  06/03/2018 19:19
    Gugu dadá para você querido e eu continuo Libertário sem ser fundamentalista.
  • anônimo  06/03/2018 20:36
    Resposta no mesmo nível:

    Gugu dadá pra você também, e eu continuo sendo uma borboleta sem ter fundamento.(risos)
  • Pensador Consciente  07/03/2018 16:43
    OK,mas eu concordo com o patriota libertário,somos um grupo de pensadores e não somos um grupo de revolucionários.O futuro pertence a Deus.
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  07/03/2018 21:41
    Caríssimo anônimo gente boa,eis a resposta e reflita nela.

    1) Como um monopólio pode ser eficiente economicamente?

    Procure o artigo do IMB sobre "monopólio bom e monopólio ruim"
    Este artigo mostra como a Coca-Cola consegue ser uma potência apesar de não ter patenteado a fórmula de sucesso de seu refrigerante,ela é um exemplo de monopólio bom,o estado é o monopólio ruim,agora seus serviços de Justiça,Punição e polícia gozam de credibilidade e credibilidade é essencial nesta atividade de distribuir Justiça,policiar e punir infratores de maneira que concorrência nesta área no presente é uma temeridade,mas estando o mercado aberto,soluções apareceram,novamente usando o exemplo do Uber que até aparecer ninguém imaginava o monopólio dos taxistas ser contestável da forma que está sendo,mas até aparecer um concorrente com esta capacidade gerencial e de credibilidade,acredito que estes serviços poderiam continuar sendo estatal,mas sem parlamento,sem presidente,enfim sem eleições,estes serviços seriam prestados e suas vagas seriam preenchidas por concursos e financiados por taxas por serviço prestado,ou seja só pagaria quem usasse,os presos pagariam seus gastos na prisão em dinheiro ou trabalho,enfim com o tempo a concorrência entraria neste mercado naturalmente ao conseguir conquistar a clientela destes serviços.


    2) Como uma instituição coercitiva que agride sistematicamente os seus consumidores poder ser ética?

    O estado não existiria mais e somente estes serviços continuariam a ser prestados monopólicamente pelos funcionalismo público do Judiciário,policia e sistema prisional até aparecer concorrentes com credibilidade suficiente para tomarem sua clientela cativa.
  • anônimo  08/03/2018 19:30
    Eu não sei que malabarismo é esse que você esta tentando fazer, mas eu quero deixar bem claro:

    1) Serviço Publico é aquele que é fornecido pelo Estado. Se há Serviço Publico, então há Estado.
    2) Monopólio é ausência de concorrência. Sem concorrência, não há competição.
    3) O Estado é o monopólio do crime sob um território. Somente ele pode agredir inocentes "legalmente".

    Coca-Cola um ótimo exemplo de corporativismo, assim como Apple, Google e etc, NÃO são monopólios.

    "monopólio bom"

    O artigo "monopólio bom e monopólio ruim" basicamente diz: que a possibilidade de uma
    "concorrência potencial", faz preços competitivos.

    O que é falho, pois não há competição real sem concorrência real.

    Um monopólio é ineficiente por definição. Não há incentivos econômicos para reduzir o preço e/ou aumentar a qualidade, e nem mecanismos de mercado pra tal.

    Em relação ao último parágrafo, eu só tenho uma coisa: facepalm.

    Olha, pra mim, deu, tchau.
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  08/03/2018 21:59
    Anônimo só rindo de um troll igual a tu,leu o artigo de monopólio bom e monopólio ruim e diz não entender meu comentário,continuo afirmando...quem vai decidir se a Justiça, Policia e o sistema prisional é necessário com concorrência ou sem concorrência num Anarquistão(Utopia)será o consumidor e não eu ou você ou seja lá quem for se um dia este território for criado,então gente boa sossega o facho,pois continuo pensando do meu jeito sem te chamar de moleque,agora se você continuar com estes xingamentos fique a vontade,pois serei o libertário que eu quiser ser e você seja o libertário do jeito você que quiser ser e viva a Liberdade de expressão sem ofender ninguém,por mim este debate já está encerrado e GUGU DADÁ para você meu querido.
  • anônimo  10/03/2018 23:19
    O garotinho ... o "debate" acabou quando você entrou em contradição no seu PRIMEIRO comentário, dizendo: que é um "libertário minarquista".

    Se você quer continuar dizendo que você é uma borboleta (libertário minarquista), o problema é seu, eu só estou mostrando a incoerência disso.

    O meu papel aqui, não é mostrar que você é um idiota, isso você já faz sozinho (se mostrando um idiota).

    "quem vai decidir ..."

    Eu não quero decidir nada, eu simplesmente mostrei que:
    1) Não existe libertário minarquista, pois é uma contradição em termos.
    2) Monopólio é ineficiente economicamente por definição.
    3) O Estado não é compatível com a ética libertária.

    Enquanto você continuar ignorando a lógica fazendo birra (eu sou uma borboleta, eu sou uma borboleta ...), eu só tenho uma coisa a dizer:

    facepalm ... Sem comentários ... Tchau.
  • Douglas Batista  13/03/2018 06:44
    Patriota o que eu entendi é que o autor é a favor do livre comércio para ambos.

    O que possivelmente ele tinha em mente ao discorrer sobre esse tema era uma análise sobre o ganho real para as pessoas de ambos os lados (Brasil e Coreia do Sul) quando comparando um contexto de liberdade de mercado de um lado e fechado do outro e fechado nos dois lados.

    Por isso, no começo ele diz que "Livre comércio não é bom só quando é para ambos — mas, sem dúvida nenhuma, é ainda melhor." E no fim, conclui, dizendo que melhor ainda (para as pessoas de ambos os lados) é se houver livre comércio bilateral.

    Eu vi a o texto dele por este prisma, mas pode ainda ter outra forma de analisar. É um pequeno texto.

    Também sou um leigo procurando entender.

    Abraço.
  • Mídia Insana  05/03/2018 15:54
    Falando em Bolsonaro, os camaradas acham que ele se tornou um candidato mais atraente recentemente? Dada sua aproximação com o Paulo Guedes, o fato de ter feito concessões ao Livres; e suas breves epifanias de liberal (quando ele subiu a tribuna e reclamou de aumento de impostos, ou quando ele reclama da burocracia em entrevistas) para ficar bem na foto.

    Meu temor é que tenhamos um 2003 mais uma vez, e que dessa vez o presidente não faça a coisa sensata.
  • Rennan Alves  05/03/2018 16:19
    Não foi ele e seu filho que faltaram na votação da câmara dos aplicativos de transporte na semana passada?

    E ainda há o caso do nióbio.
  • Mídia Insana  05/03/2018 17:39
    Sério isso? Será que é pedir demais que o camarada pense em princípios? Se ele reclama de burocracia e regulamentações, por que quer engessar o Uber?

    Assim só Sísifo para se importar com a situação do Brasil.
  • Felipe Lange  05/03/2018 21:34
    Faltaram mesmo, estão viajando pela Ásia sabe-se o motivo.
  • FILIPE OLEGÁRIO DE CARVALHO  05/03/2018 16:27
    Isso do ponto de vista econômico é claro. Creio que ninguém aqui se posiciona contra o embargo à Korea do Norte, que é uma questão geopolítica e militar ( assim como a relação com a China, embora de maneira um pouco mais tênue )
  • Flavio Zen  05/03/2018 16:28
    Putz!!! Liberais como sempre desconectados do mundo real!
    Será que contemplar na análise o papel da China na geopolitica conduzida através do comercio, como foi sua entrada na OMC e seu peso na economia mundial não devem ser incluidos na análise já que analisam um caso especifico?
    Para reflexão: www.epochtimes.com.br/eua-denunciam-dumping.../
  • Antônio Gonçalves  05/03/2018 16:46
    Ah, todo o seu argumento contrário se resume ao dumping?

    O que realmente impressiona é que ainda haja idiotas que levem a sério tal "argumento".

    Em primeiro lugar, mesmo no caso extremo de algum país estar sendo tolo o suficiente para nos ofertar produtos a preços realmente abaixo de custo, o certo seria que corrêssemos para aproveitar tal oportunidade, antes que os bobos de lá caíssem em si.

    Se, por exemplo, a China, por pura extravagância, resolver inundar o mercado brasileiro com calçados bons e gratuitos, deveríamos, como consumidores, agradecer a barganha e aproveitá-la enquanto possível. Enquanto não chegar o dia -- inevitável -- em que as empresas chinesas irão falir e consequentemente cancelar essa política maluca, os 'compradores' e consumidores brasileiros só terão a ganhar com essa oferta generosa.

    O dumping só prejudica aquele que o pratica; ele sempre beneficia aquele a quem se destina.

    Ah, e um detalhe crucial: a prática mostra que o dumping simplesmente detona a produtividade dos países que o praticam. Subsídios, exatamente por serem uma renda garantida ao produtor subsidiado, diminuem a produção. Por que produzir mais -- correndo o risco de ver os preços caírem em decorrência da maior oferta -- se a sua renda já é garantida pelo governo?

    Na França, por exemplo, a maior fatia da renda dos agricultores provém dos subsídios e não da venda dos produtos. A França também subsidia pesadamente seus pecuaristas. Por acaso a carne subsidiada dos franceses representa algum risco para os produtores brasileiros?
  • Rodolfo  05/03/2018 16:46
    Uma reflexão sobre a preocupação do Bolsonaro em relação a segurança alimentar caso chineses comprem terras brasileiras:
    Se um brasileiro vende sua fazenda para um chinês, o chinês irá:
    A) Tornar a fazenda improdutiva por puro prazer de fazer faltar alimentos não se importando em tomar um baita prejuízo pois para ele o que importa é a satisfação de faltar comida na mesa do brasileiro?
    B) Produzir na sua nova fazenda e consumir sozinho a produção jogando fora o que sobrar para evitar que os brasileiros também comam sua produção?
    C) Produzir na sua nova fazenda e vender a produção para o mercado chinês (exatamente a mesma coisa que os produtores brasileiros já fazem sem prejudicar a segurança alimentar)?
    O que faria o chinês malvadão?
  • Pensador Consciente  05/03/2018 17:14
    Políticos quando abrem a boca só sai merda eu se fosse político,só falaria as coisas com lógica ou então ficaria calado e com certeza seria engolido pelos concorrentes,pois neste mercado de ideias que é a Política vence aquele que fala mais merda e convence o gado a engolir suas merdas,portanto é por isso que gosta de me informar aqui no IMB(Que não é perfeito),mas nos mostra a realidade como ela é.

    Livre-comércio unilateral é bom,mas como o dólar precisa ser captado,tal medida não seria uma insensatez na atual conjuntura?

    Fico no aguardo,esperando uma resposta sensata.
  • Vladimir  05/03/2018 17:49
    Dólar não é captado só com exportação, mas também -- e principalmente -- por meio de investimentos estrangeiros diretos. Sendo a economia livre e a moeda forte, estrangeiros virão para cá aos borbotões, ávidos para produzir e vender (tanto para o próprio mercado interno quanto para fora).

    Ao fazer isso, o país consegue os dólares (que é a moeda internacional de troca usada por todos os países no comércio exterior) de que precisa para importar.

    Fora isso, estamos falando de um acordo unilateral entre dois países; já você está fantasiando uma situação irreal na qual um país não exporta para ninguém. Nem Cuba é assim.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2477
  • Flavio  07/03/2018 13:30
    Quando se diz que a China compra algo não é um empresário chinês, e sim o Partido Comunista Chinês dono de um país. E o dono vai fazer o que for melhor para ele. Se o PCC comprar a metade das terras agricultáveis fará o que quiser, sem se preocupar com dinheiro pois não é um empresário, empreendedor, não está atrás de lucro.
  • Flavio  08/03/2018 10:38
    Quando se diz que a China compra algo não é um empresário chinês, e sim o Partido Comunista Chinês dono de um país. E o dono vai fazer o que for melhor para ele. Se o PCC comprar a metade das terras agricultáveis fará o que quiser, sem se preocupar com dinheiro pois não é um empresário, empreendedor, não está atrás de lucro.
  • Pobre Paulista  05/03/2018 17:16
    D) Levar a fazenda pra China :-D
  • Defensor da Liberdade  05/03/2018 16:48
    Ninguém é obrigado a fazer negócio com ninguém !!!

    Se o país não quer fazer negócio, se ele quer taxar os produtos do concorrente...então deixa ele.

    Protecionismo e retaliação são ações normais na livre interação entre os países.

    Ninguém é obrigado a fazer negócio com ninguém !!!
  • Defensor da Lógica  05/03/2018 17:12
    "Ninguém é obrigado a fazer negócio com ninguém !!!"

    Até aqui tudo certo.

    "Se o país não quer fazer negócio, se ele quer taxar os produtos do concorrente...então deixa ele."

    Agora cagou tudo. Não existe "país". Existem 'indivíduos'.

    Não existe "país taxar produtos do concorrente". O que há é "burocratas querendo proibir indivíduos de comprar de quem quiserem" .

    Começou a perceber a sua falácia?

    Nenhum país faz ou deixa de fazer negócios. Indivíduos é que decidem se fazem ou não negócios com outros indivíduos. E burocrata filha da puta nenhum tem o direito de me proibir de comprar panos da China.

    "Protecionismo e retaliação são ações normais na livre interação entre os países."

    Cagou de novo. Protecionismo e retaliações são medidas violentas impostas por burocratas que se acham no direito de proibir indivíduos de transacionarem com quem quiserem.

    De novo: burocrata filha da puta nenhum tem o direito de me proibir de comprar panos da China.

    "Ninguém é obrigado a fazer negócio com ninguém !!!"

    Nenhum indivíduo é obrigado a fazer negócio com outro indivíduo. Concordo plenamente.

    Da mesma maneira, nenhum indivíduo pode proibir dois indivíduos de transacionarem mutuamente quando essa transação é voluntária, pacífica e não envolve agressão a terceiros.
  • Rodrigo  05/03/2018 17:37
    É super difícil entender esse conceito. Um país não negocia com outro país. Pessoas negociam com outras pessoas.

    Da mesma forma não é a China que está comprando fazendas. São chineses.... Nem os EUA e nem o Japão que investiram na Coreia do Sul. Mas americanos e Japoneses.

    Quando se entende isso, percebe-se que nenhum individuo trocaria, 10 por 9. Logo não existe um plano maléfico, são apenas pessoas buscando lucro. E que ao consegui-lo, produzindo num livre mercado enriquecem todos, mesmo o mais inútil dos homens.
  • Defensor da Liberdade  05/03/2018 17:43
    Novamente... se vc quer comprar panos na China.

    Vá até a China e compre. Vc é livre pra fazer isso.


    O país não é obrigado a fazer negócio com a China pq vc quer.

    Se vc não está satisfeito com o país que vive, vc é livre pra sair delem inclusive.



  • Edson  05/03/2018 17:53
    Esse aí, coitado, nem Mobral. Aliás, produto típico da educação brasileira, controlada integralmente pelo MEC.
  • Conservador genuíno  05/03/2018 17:55
    Doçura, e se eu quiser, da minha casa, comprar um pano de um chinês em Pequim, e este chinês quiser enviar até minha casa? Quem é você para impedir esta transação pacífica e voluntária entre mim e um chinês? Por que um filha da puta tem o direito de me proibir de fazer isso? Não estou agredindo ninguém, não estou roubando ninguém, não estou atentando contra ninguém. Por que não posso?

    Aliás, por que eu posso comprar um pano de um cara em Teresina, mas não posso comprar de um cara na China?

    Não sei o que é pior: o analfabetismo econômico ou a propensão autoritária do brasileiro, à esquerda e à direita.
  • Mídia Insana  05/03/2018 17:59
    "Livre interação entre países"? O que é isso?

    Abstrações não interagem, amigo. Só pessoas interagem ou são impedidas POR OUTRAS de interagir.

    Quando o "Brasil" decide proibir que algo seja importado, são políticos e seus subalternos (outras pessoas) manipulando outras pessoas no aparato policial para restringir minha rele liberdade de comprar algo que outra pessoa produziu, assim bloqueando minha livre interação com ela.
  • Defensor da Liberdade  05/03/2018 18:29
    Sim, amigo. Abstrações interagem.

    Uma empresa, uma marca, tudo isso são abstrações. As vezes um dos executivos quer determinada coisa mas os acionistas não querem. São VÁRIOS indivíduos, são várias relações de poder.

    O mundo não é feito com as regras que você quer. Além do indivíduo, existe o coletivo, existe as instituições, existem leis.
    Se você está insatisfeito, você é livre pra se tornar um burocrata e mudar ou é livre pra cair fora também.

    Simples...




  • Daniel  05/03/2018 19:00
    "Além do indivíduo, existe o coletivo, existe as instituições, existem leis. Se você está insatisfeito, você é livre pra se tornar um burocrata e mudar ou é livre pra cair fora também."

    Esse discurso foi bastante popular na época da escravidão. E também teve amplo apelo na Alemanha da década de 1930. E foi o grande lema dos regimes comunistas.

    O coletivo, incorporado por burocratas com poder, anula o indivíduo. A vontade do burocrata miraculosamente passa a ser a vontade do coletivo, e o indivíduo é abolido.

    As regras que os burocratas impõem (sejam elas escravidão, extermínio em massas ou proibição do consumo) não devem ser questionadas. Devem apenas ser obedecidas (afinal, burocratas se transubstanciaram na tal "vontade coletiva", ainda que essa coletividade não seja identificada).

    Ou você obedece ou você se manda.

    Perceba: você tem total liberdade. Você é livre para nos obedecer. Ou então para se mandar. No século XIX, você tinha a liberdade de ser escravo ou de arriscar a fugir. No século XX, você tinha a liberdade de ser mandado para campos de concentração ou de se arriscar a fugir. No século XXI, você tem a liberdade de se submeter sem questionar às ordens de burocratas ou de mudar de país. Estamos melhorando.
  • Andre  05/03/2018 19:18
    Defensor da Liberdade, então é de se supor que você deseja continuar delegando as suas decisões de com quem você é permitido comercializar com ilustres senhores como Michel Temer, Moreira Franco, José Serra, Renan Calheiros, Rodrigo Maia e cia? Pode discorrer mais sobre como confia no trabalho destes senhores? Abraço.

  • Liberal  05/03/2018 21:52
    Há uma diferença ética e de funcionamento entre uma sociedade privada e um estado.

    Um acionista integra uma sociedade privada voluntariamente, tem direito de saída (mesmo que passível de alguma sanção previamente acordada) e pode ser responsabilizado civil e criminalmente pelas ações da sua empresa.

    Posso processar os eleitores do PT?

  • gean ( bad maluco )  05/03/2018 18:14
    *Solução da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA para tudo: Taxe os mais eficientes.*

    *Solução de Mercado: Desonere a concorrência.*
  • Jorge  05/03/2018 18:17
    Mais um ótimo artigo.
    Interessante que a OMC, organização internacional supostamente criada para estimular o livre comércio, volta e meia autoriza seus membros a retaliarem uns aos outros em virtude de sobretaxas adotadas unilateralmente.
  • Alexandre Garcia de Carvalho  05/03/2018 20:12
    Pois é, acho que o mais preciso seria dizer que o mecanismo de "retaliação" da OMC, em realidade, autoriza os políticos e burocratas de um país membro a fazer de reféns os cidadãos sob seu domínio. A OMC os "autoriza" a cometer violência, impiedosamente, contra esses reféns que governam (e que supostamente deveriam servir). E os políticos e burocratas fazem isso, violentam sua própria população, porque sabem que os parceiros comerciais dos seus reféns, indivíduos da mesma forma inocentes do outro lado da fronteira, serão também prejudicados e farão pressão nos políticos e burocratas do outro país membro. O esquema de "solução de conflitos" da OMC não passa, assim, de legitimação do uso de populações inteiras, num país e no outro, como massa de manobra para agressões entre políticos e burocratas de jurisdições distintas. A um custo elevadíssimo. É lamentável...
  • Eduardo Bolsonaro  05/03/2018 19:30
    Obter no exterior produtos de consumo é muito vantajoso para a população e seu bem estar, mas não haverá nenhum progresso econômico nacional efetivo trazendo tais bens de consumo, sobretudo de nações ditatoriais.
    O atual saldo positivo da balança comercial junto com a recuperação econômica prova que exportar mais e importar menos nos ajudará a sair da crise.
    Não visualizo nenhum dos pobres necessitados pedindo abertura comercial, querem moralidade na política e acesso aos serviços públicos que lhe são de direito. Os desejos consumistas da classe média terão que esperar, ajudem o país com seus privilegiados recursos intelectuais ou que vão pra Miami.

    Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.
  • Paulo Guedes  05/03/2018 20:55
    "Não visualizo nenhum dos pobres necessitados pedindo abertura comercial, querem moralidade na política e acesso aos serviços públicos que lhe são de direito."

    Aproveitando que o fake levantou a bola:

    O Brasil vive um arranjo bizarro, resultante de uma política econômica híbrida e intervencionista. Em larga medida, foi criado um capitalismo para os ricos e um socialismo para os pobres.

    A burguesia brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami. Quem mais sofre com as restrições à importação não é o casal do Leblon que faz enxoval na Macy's. É a família pobre que tem de parcelar suas compras em 24 vezes nas Casas Bahia.

    Se não houvesse tarifa de importação, preços baixos diminuiriam o status social do boné da Gap e da pólo Ralph Lauren.

    Os ricos do nosso Brasil gostam de falar de programas de inclusão social. Que tal falarem de inclusão comercial? Inclusão social dá a gente rica a oportunidade de visitar a favela. Inclusão comercial dá a gente pobre a oportunidade de visitar o shopping.

    Rico faz compras em Miami. Pobre fica entre comprar produtos chineses altamente tarifados ou o substituto nacional altamente tributado. Rico trabalha como Pessoa Jurídica; os encargos trabalhistas não abocanhem seu salário. Pobre trabalha amarrado pela CLT; todo empregado pobre é um trabalhador e mais suas circunstâncias fiscais.

    Rico consegue empréstimos subsidiados pelo BNDES. Pobre tem que pagar juros exorbitantes incluindo os subsídios governamentais. Rico consegue licitação de obras com garantia lucros. Os pobres pagam a conta caso o projeto do rico dê errado.

    O que existe no Brasil não é uma divisão entre a classe empresarial e a classe trabalhadora. Há empreendedor que não cresce por causa do capitalismo de privilégios. Há sindicalista que lucra bem com o socialismo de massa. O Brasil continuará o país dos contrastes enquanto deixarmos que apenas os ricos tenham acesso a um pouco de capitalismo enquanto os pobres ficam de chapéu estendido para o socialismo.

    Está na hora de libertarmos os pobres do Brasil da condenação do socialismo. Capitalismo não pode ser apenas um privilégio dos ricos. Está na hora de levar o capitalismo para os pobres.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1770

    "Obter no exterior produtos de consumo é muito vantajoso para a população e seu bem estar"

    Corretíssimo, e não precisa de mais nenhum acréscimo. Afinal, aumentar o bem-estar de uma população é exatamente o objetivo de uma economia capitalista, e deveria ser também o objetivo de qualquer político minimamente sensato.

    Livre comércio significa abundância de bens. Protecionismo significa escassez artificialmente imposta.

    O protecionista, quando não está a soldo de grandes interesses empresariais, é só um ignorante que tem medo de que o livre comércio irá gerar uma abundância tão plena, que ninguém mais terá de trabalhar para produzir. O ignaro jura que, com o livre comércio, todos os desejos da humanidade seriam tão completamente satisfeitos, que chegaremos ao ponto em que não mais seremos úteis em fornecer bens e serviços uns aos outros.

    O temor do protecionista se baseia em um entendimento completamente equivocado em relação à realidade do mundo. É um temor de que nós humanos (ou pelo menos os humanos de um determinado país) estamos no limiar de abolir a escassez e, consequentemente, de transformar o mundo (ou ao menos o nosso país) em um ambiente de superabundância.

    Esse temor é completamente irracional.

    "mas não haverá nenhum progresso econômico nacional efetivo trazendo tais bens de consumo, sobretudo de nações ditatoriais."

    Para começar, dizer que o livre comércio não gera progresso é um atentado à lógica. Além de tudo o que foi explicado no artigo, basta apenas você ao seu redor: os países mais ricos e prósperos são exatamente aqueles que adotam o livre comércio. Aliás, a maior potência industrial do mundo é a Suíça. E sabe qual é a tarifa de importação sobre bens de consumo naquele país? Exato, zero.

    Mas isso ainda é o de menos. O que realmente quero apontar é a incoerência do cidadão. Primeiro, ele abertamente confessa que "o livre comércio é vantajoso para a população e para seu bem-estar". Mas aí, logo em seguida, ele diz que esse mesmo livre comércio "não gera progresso nenhum".

    Ora, se algo é vantajoso e traz bem-estar, então, por definição, gera progresso. O objetivo de uma economia é gerar bem-estar e padrão de vida alto para uma população, e não criar um setor industrial forte por meio de políticas econômicas arbitrárias.

    O que você realmente quis dizer, mas não teve coragem de assumir, é que o livre comércio acaba com a boa vida de empresários ineficientes e encostados, pois gente desse tipo não gosta de concorrência, mas sim de reserva de mercado. Aí sim você está totalmente correto.
  • Economista  05/03/2018 20:58
    Pra começar, chinês vendendo pano barato para nós dificilmente irá "destruir a indústria nacional" e muito menos impedir o "progresso econômico nacional". E, ainda que destruísse a indústria nacional, isso apenas seria a mais explícita demonstração de incompetência de nosso empresariado.

    Em segundo lugar, de onde tiraram esse ideia de que é necessário haver uma "indústria nacional"? Quem disse isso? Indústria é algo que só deve surgir espontaneamente se houver demanda do consumidor para tal. Se não houver tal demanda, então não deve haver "indústria nacional".

    Ter uma indústria nacional produzindo bens caros e ruins -- e os quais os consumidores não comprariam caso tivessem a liberdade de importar produtos melhores -- é o mais perfeito exemplo de imobilização e destruição de recursos escassos.

    Em terceiro lugar, tanto a teoria quanto a empiria comprovam que a indústria é forte e pujante exatamente em países com tarifa de importação zero, como Hong Kong e Suíça. Óbvio: com tarifa de importação zero não há nenhuma reserva de mercado, o que significa que aquelas indústrias irão produzir exatamente o que consumidor quer, e não aquilo que políticos e burocratas adeptos de "política industrial" acham que ela deve produzir.

    Por último, há vários países ricos e desenvolvidos que não têm nenhuma indústria pujante. A Nova Zelândia, por exemplo, nem sequer tem montadoras de automóveis. E, exatamente por isso, os carros lá são baratos. E a consequência é que há mais carros na Nova Zelândia do que no Brasil (em termos per capita), que tem umas 15 montadoras. Quem está em melhor situação? Em qual lugar os pobres têm um padrão de vida maior?
  • Eduardo Bolsonaro  05/03/2018 21:15
    Hong Kong, Suíça, Chile, Eslovênia, Panamá, Costa Rica e até Austrália, já ouvi todos estes exemplos de países que se desenvolveram, todos são países menores e no caso da Austrália pouco maior que a Grande SP, os exemplos de desenvolvimento para o Brasil são: EUA, Alemanha e Japão, países de população grande.
    E quem vai liderar esse processo é o estado, muito fácil falar da péssima situação do país depois de 30 anos de diferentes níveis de políticos socialistas que destruíram as contas públicas e transformaram as ruas em campos de batalha e escolas em criadouros de prostitutas e bandidos, onde está o presidenciável ou mesmo sequer deputável liberal para oferecer ao povo tão sofrido o que ele precisa para melhorar sua condição? Restauração moral.
    O povo vai votar democraticamente pela restauração do estado forte e moral, que conduzirá os rumos econômicos guiados pela honestidade de seus líderes e pela mão de Deus.

    Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.
  • Kira  06/03/2018 20:20
    Como dito, a sobrevivência de indústrias dependem da preferência do consumidor, esse papo de "proteger indústrias nacionais" é conversa para proteger "amigos" do governo, afinal, retira toda a soberania individual do povo de escolher o que realmente quer consumir, mantém monopólios e enfraquece a economia como um todo, se os idiotas parassem pra notar todo o percurso industrial necessário para se comprar um smartphone aqui no Brasil, certamenete teriam alguma chance de desidiotização. O resultado é inevitável, proteger indústrias é proteger interesses de alguns grupos, inclusive seguir o mesmo modelo ditatoral da china e países similares que são as ditaduras que são exatamente porque "defendem suas indústrias." Se um país se torna um paraízo fiscal de livre mercado, o sentido natural é atrair mais industrias de todos esses países protecionistas, isto enfraquece a economia deles e torna-os dependentes de ou abertura de mercado ou enfraquecimento constante e rebaixamento cada vez maior de investimentos. Agora se liberais vivem num mundinho da lua? O que os direitistas tem a dizer sobre seu amado monopólio oligarconacional? Onde deu certo e porque daria certo agora? porque o bolsonaro vai mostrar um fuzil pra intimidá-los?
  • Leigo  07/03/2018 11:51
    "onde está o presidenciável ou mesmo sequer deputável liberal para oferecer ao povo tão sofrido o que ele precisa para melhorar sua condição? "

    No partido novo temos uma luz no fim do túnel.
  • Eduardo Bolsonaro  07/03/2018 13:09
    Os direitistas tem o pé no chão e sabem que há um aparato estatal indestrutível de 11 milhões de funcionários públicos vivendo do Estado, uma burocracia soviética para protegê-los e um povo doutrinado durante 30 anos para fazer parte desta estrutura, abrir o mercado nacional sem antes desmontar essa estrutura que suga a produtividade nacional vai devastar o que resta de indústria por aqui.

    E para desmontar essa estrutura os liberais no mundo da Lua acham que será como? Passando leis? Acha que essa corja vai ler umas linhas no diário oficial, ler que está dispensado e pegar suas coisas e ir pra casa produzir? olha este judiciário brasileiro, conheço universidades menos ideologizadas. A restauração nacional se dará pela força conservadora, força esta que liberais não possuem nem para emplacar politicamente seus ideais. Se quiserem ajudar bem, se não quiserem serão taxados e regulados até que voem para Miami.

    Quanto ao partido Novo veremos o que conseguem em 2018, torço para que logrem bons resultados, mas enquanto o centro de discussão liberal brasileiro for Miami não será fácil espalhar idéias liberais.
  • Luiz Moran  05/03/2018 21:25
    O problema do Brasil não está na economia !

    Antes de qualquer"política econômica" que venha a ser sugerida como a "solução para todos os nossos problemas" temos que eliminar estas patologias:
    I) 70 mil homicídios
    II) socioconstrutuvismo e erotização infantil nas escolas de ensino básico
    III) marxismo nas escolas de ensino médio
    IV) esquerdopatia nas universidades públicas
    V) estatudo comunista do desarmamento
  • Libertariozinho  27/11/2018 17:08
    I) Homicídios acontecem quando os custos do crime são menores que as vantagens. Custos só surgem com eficientes serviços de segurança e justiça, coisa que o Estado não pode fazer, portanto é sim um problema econômico, pois trata-se da má alocação de bens e serviços.

    II) Se você não possui a guarda da criança em questão, não tem o direito nenhum de falar nada, cada um faz o que bem entender contanto que não agrida ninguém.

    III) Mesma coisa que o caso I, apenas substitua "homicídios" por "doutrinação" e "segurança e justiça" por "educação".

    IV) Universidade pública nem deveria existir, mas se não acredita nisso, é o mesmo problema do caso III.

    V) De fato, esse não é um problema meramente econômico. Mas, também não é "moral", é um problema ÉTICO; um político que não sabe de nada dizendo que você não pode andar com um objeto mesmo que não agrida ninguém com ele ou use para se defender.
  • Trompete  05/03/2018 22:00
    Tudo muito bonito na teoria mas vou dar um exemplo:
    Meu primo, trabalhou em uma fábrica de componentes para sapatos durante 13 anos, o dono da fábrica pagava salário, impostos, conforme a lei... mas teve que demitir vários, pq perdeu muitos clientes para fábricas chinesas. Meu primo, não conseguindo emprego na cidade do interior em que morava, teve que se mudar para SP e trabalhar como motoboy, sofreu um grave acidente ficando meses parado e com uma sequela grave no joelho que prejudica seus movimentos, mas continuou trabalhando como motoboy, sente falta do seu antigo trabalho e padrão de vida. Só um tolo para acreditar que em 2010/2011 o dono da fábrica chinesa pagava os mesmo salários, impostos e estava sujeito a mesma fiscalização do que o fabricante brasileiro de componentes para sapato, pergunto: a concorrência foi justa ?
    - Dezenas de fábricas em Franca de sapatos e componentes foram fechadas pelo mesmo motivo, muitos vão falar:a culpa é do governo brasileiro e seus burocratas que acabam com o setor produtivo, com seus impostos e regulamentos, concordo.. só não entendo como apoiar a politica comercial de uma tirania como a China, que subsidia suas importações, e não submete a maioria do seu setor produtivo a nada próximo a CLT, vai ajudar.
    - A maioria da população vai comprar sapatos, celulares, tvs, carros, mais baratos... até quando?
    A China, pode comprar bilhões em frutas, carnes e minérios mas 80% da população não trabalha nesses setores mas sim em serviços e industria, e quando a China começar a fazer o que já faz na África.. comprar terras/industrias e trazer trabalhadores chineses para trabalhar nelas e toda a produção dessas empresas forem exportadas para China!
    Sou a favor da diminuição do estado e seus regulamentos e de um comercio livre com nações que respeitem, mesmo de uma maneira imperfeita as liberdades individuais e que não obtenham produtos e componentes de países autoritários como a China, até que eles mudem a sua política social e comercial.

  • Saxofone  05/03/2018 22:22
    Ai ai, e eu achando que fanfics, coitadismos e vitimismos eram exclusividade da esquerda.

    Quer dizer agora que para que um incapaz (qualquer pessoa que só sabe fazer uma atividade mecânica na vida e que não tem capacidade de aprender nenhuma outra é, por definição, um incapaz) mantenha seu emprego improdutivo, 200 milhões de habitantes devem ser privados de um padrão de vida maior.

    Joinha.

    Se o sujeito é um inútil incapaz de produzir valor para alguém -- será mesmo que ele não consegue nem mesmo recolher o lixo ou trocar uma lâmpada? Duvido --, então não há nada que possa ser feito por ele.

    A única solução será ele se encostar em alguém que esteja disposto a lhe bancar sem cobrar nenhum serviço em troca.

    Aliás, esse mesmíssimo argumento vitimista já foi seguidas vezes repetidos para todo e qualquer setor que estava se tornando obsoleto.

    "Se permitirmos o automóvel (mão-de-obra especializada), o que vamos fazer com a mão-de-obra da indústria de charretes (mão-de-obra pouco qualificada)?"

    "Se permitirmos o computador(mão-de-obra especializada), o que vamos fazer com a mão-de-obra da indústria de máquinas de escrever(mão-de-obra pouco qualificada)?"

    "Se permitirmos o trator (mão-de-obra especializada), o que vamos fazer com a mão-de-obra da agricultura (mão-de-obra pouco qualificada)?"

    E por aí vai.

    Na prática, você seria contra a abolição da figura do ascensorista, né? "Se deixarmos as próprias pessoas apertarem os botões nos elevadores, como vamos fazer com o desemprego dos ascensoristas?! Será uma catástrofe social!"

    Entenda, meu caro, que essa é a dinâmica da economia. Setores obsoletos são substituídos por setores mais eficientes (não importa em qual país estejam). E sua mão-de-obra vai junto. Com efeito, é exatamente por isso (ineficiência) que esses setores e essa mão-de-obra obsoletos são substituídos.

    Dizer que toda a economia deve ser fechada simplesmente porque algumas pessoas perderão seus empregos é um recurso meramente emocional, sem qualquer base na lógica. Na prática, você está dizendo que tais pessoas são jumentos incapazes de qualquer adaptação na vida. Isso é até preconceituoso de sua parte.

    O mesmo argumento, aliás, é usado na questão dos frentistas que perderão seus empregos caso os próprios clientes abasteçam seus carros (como já é na Europa e nos EUA). Na prática, se está dizendo que frentistas são jumentos que nada mais sabem fazer na vida a não ser enfiar uma mangueira no buraco de um carro. Frentistas facilmente podem virar mecânicos ou até mesmo consultores da indústria automotiva. Poucas pessoas entendem tanto de óleos lubrificantes (na prática) quanto eles.

    A história do mundo é a história da evolução dos empregos. Há vários empregos que existem hoje e que nem sequer eram imaginados há 10 anos. E vários empregos que existiam há 10 anos não mais existem hoje. E a maioria dos empregos que existirão no futuro ainda não existem hoje.

    No livro Now You See It, a educadora Cathy Davidson diz que 65% das crianças que estão entrando hoje na escola irão trabalhar em empregos no futuro que ainda nem foram inventados. Querer frear esse progresso em nome da proteção de alguns empregos é uma atitude que, caso tivesse sido seguida lá atrás, ainda hoje estaríamos vivendo no campo e com uma enxada na mão.

    Pare de resmungar, vire adulto e se adapte ao mundo moderno.

    Ah, e entenda o básico:

    O objetivo de uma economia não é nem "criar empregos" e nem "proteger empregos"


    P.S.: "tudo muito bonito na teoria". Na teoria e na prática. Ou você ignorou essa parte do artigo?
  • Trompete  05/03/2018 23:22
    Mas meu ponto principal não é a destruição de empregos mas a concorrência desleal, a fábrica chinesa de componentes para sapatos, não tinha uma tecnológica produtiva superior e nem o trabalhador chinês era mais produtivo do que meu primo em 2010, a vantagem do fabricante chinês eram os baixos salários, regulamentos e um cambio artificialmente desvalorizado pelo governo. O fabricante brasileiro, além de enfrentar altos impostos, regulamentos, sindicatos ainda vai ter que competir com uma nação tirânica e desleal como a China!
    Um grupo de amigos, gênios da Química, formam uma empresa no Brasil e levantam bilhões para desenvolver órgãos artificiais, depois de mais de 15 anos de pesquisas conseguem lançar um coração tão funcional como o biológico, e começam a vender... Uma empresa chinesa faz engenharia reversa e começa a oferecer um coração concorrente 50% mais barato, pq além de não ter investido bilhões ainda é subsidiado pelo governo chinês... nada de errado, os químicos brasileiros eram incompetentes?
    Quem não é a favor de uma concorrência justa pq milhões vão se beneficiar do coração artificial chinês pq ele é 50% mais barato, não está olhando todo o cenário.
  • Felipe  05/03/2018 22:26
    Pessoas minimamente racionais pensariam em formas de ajudar pessoas que perderam seus empregos, e não em "proteger empregos".

    "Proteger pessoas" é uma coisa, já "proteger empregos" é algo completamente irracional e anti-prosperidade.

    Deixem os empregos ruins sumirem. Se quiserem ajudar, criem ONGs para ajudar estes desempregados.
  • Luiz Moran  06/03/2018 10:56
    A China já é quase dona de toda a AL.
  • Consumidor  05/03/2018 22:25
    "Se abrirmos o país para o comércio exterior, nossas indústrias irão sumir!", grita o protecionista inveterado.

    O mesmo protecionista, ao ver que determinadas indústrias estão demitindo, grita: "Os chineses são os culpados!"

    O que é realmente interessante é que nenhum protecionista tem a coragem de falar as coisas como elas realmente são: quem determina que uma indústria específica se tornou obsoleta não são os estrangeiros; são os consumidores.

    São os consumidores que, ao mudarem suas preferências de consumo e suas exigências de qualidade, determinaram que aquela indústria que não mais os satisfaz tem de ser ou fechada ou inteiramente remodelada e reestruturada.

    Quando empresários reclamam da concorrência dos produtos estrangeiros, eles na verdade estão reclamando de um fenômeno bastante específico: a mudança nas preferências dos consumidores. Os consumidores não mais estão comprando seus produtos, e isso os incomoda.

    Mas como eles não podem dizer isso abertamente — eles sabem que seria um tanto ridículo virem a público reclamar que os consumidores voluntariamente pararam de comprar seus produtos —, eles simplesmente recorrem a um bode expiatório de fácil apelo: os estrangeiros.

    A guerra contra o livre comércio é, na realidade, apenas uma distração para ocultar a verdadeira guerra: a guerra contra a soberania do consumidor.

    O livre comércio e "os estrangeiros" são apenas um bode expiatório escolhido para que os verdadeiros "culpados" — os consumidores — não tenham de ser apontados. Isso não seria politicamente aceitável.

    Quando você visita uma determinada região da sua cidade que outrora era repleta de indústrias e que hoje está deserta, você tem de entender o que realmente aconteceu: os consumidores alteraram suas preferências, de modo que eles simplesmente deixaram de querer consumir os produtos fabricados por aquelas indústrias.

    Sim, é verdade que, em vários casos, as indústrias foram sufocadas por regulações governamentais, por sindicatos poderosos e por uma alta carga tributária, o que tornou suas operações extremamente caras, ineficientes e incapazes de concorrer com os produtos estrangeiros. Mas, ainda assim, a realidade não se altera: ao se tornarem ineficientes — ainda que por fatores exógenos e fora de seu controle —, essas indústrias perderam seu apelo perante os consumidores, os quais prontamente alteraram suas preferências e passaram a consumir de outras indústrias (estrangeiras ou não).

    Em última "instância", os culpados por toda e qualquer dificuldade vivenciada por um setor industrial ou por qualquer área da economia sempre são os mesmos: os consumidores e suas preferências.

    Por isso, quando economistas ou empresários defendem tarifas de importação ou qualquer tipo de restrição às importações, eles não estão protegendo as indústrias nacionais contra a "invasão" dos produtos estrangeiros. Eles estão protegendo as indústrias nacionais contra as preferências dos consumidores.

    Produtos estrangeiros não "invadem" um país do nada e ficam ali à espera de serem consumidos; produtos estrangeiros chegam a um país porque foram voluntariamente adquiridos por consumidores nacionais, que voluntariamente demonstraram sua preferência por esses produtos.

    O protecionismo, quando despido de todas as suas justificativas teóricas, é apenas isso: uma guerra violenta contra as preferências dos consumidores, e uma tentativa de suprimir essa preferência voluntariamente demonstrada.

    Difícil haver totalitarismo maior do que esse. E é por isso que o protecionismo — ou seja, o governo regular e restringir as preferências dos consumidores — nada mais é do que uma forma de planejamento central.


    O livre comércio não destrói empregos; quem destrói empregos são os consumidores
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  06/03/2018 00:38
    Os esquerdistas precisam aprender que a Educação que o governo fornece,ensina o sujeito a ser:
    -Dependente
    -Passivo
    -Impotente
    -Votar e esperar cegamente pelo redentor
    -Esperar milagres de cunho religioso(Mostrado de forma equivocada)
    -Coitadismo
    -E outras baboseiras

    A Educação que a filosofia Libertária ensina é:
    -Não dependa de ninguém(Só de Deus para quem é religioso)
    -Ser ativo
    -Buscar sua independência financeira
    -Esperar milagres só quando todas as portas se fecharam e neste caso só Deus para abrir novas portas.
    -Não sentir autocomiseração
    -Poupar na vacas gordas
    -Dentre outras virtudes.

    A pessoa que seguir estes princípios poderá ficar desempregada por um longo período(Vacas magras)isto significa se planejar para os maus tempos,pois com dinheiro no bolso e se for precisa migrar fará esta mudança sem traumas e sem ser pesado para ninguém,de maneira que tudo que é aqui ensinado só será teoria para quem quiser continuar vivendo como se não tivesse amanhã e que tem mania de culpar os outros por seus fracassos,enfim esse papo de que tudo que é aqui ensinado só é bonito na teoria é a mania de enxergar o mundo,a vida pelo olhar coletivo,quando na realidade podemos ajudar o próximo fazendo caridade com nossos recursos e parar de acreditar nesta ideia idiota dos políticos em geral e dos comunistas(Políticos ou idiotas úteis tanto faz)em particular que gostam de fazer caridade com o chapéu alheio e de perseguirem quem pensa e age diferente.

    Enfim caros leitores,o IMB veio para ajudar as pessoas a se libertarem dos dogmas estatais e mostrar um caminho de paz,prosperidade e fartura sem precisar ficar esperando por salvadores da Pátria,políticas públicas,programas sociais,cotas,lei rouanet,crédito do BNDES para comprar jatinho particular e outras benesses deletérias e que no final pagamos um preço salgado(Crise econômica,Inflação,Desemprego involuntário)que enriquece a minoria encastelada no Poder,pensem nisto críticos de plantão.
  • Alessandro Gusmão  06/03/2018 09:47
    Se formos olhar pela ótica do livre mercado, essa atitude não só estaria condenada como seria destrutiva.
    Entretendo, existe muito mais que simples livres negociações em jogo. Este artigo aborda de forma introdutória, alguns aspectos do que o mundo está enfrentando :


    renovamidia.com.br/opiniao-nao-e-mero-protecionismo/
  • Felipe  06/03/2018 12:27
    É? Por quê? Argumente. Aqui o nível é mais alto. Não é só vir e regurgitar frases de efeito, não. O cara tem de sustentar o ponto dele.

    Por que é condenável e destrutivo eu poder comprar algo de quem eu quiser? E por que seria louvável e produtivo eu só poder comprar algo de quem burocratas permitem e aos preços que eles (burocratas) determinam?

    Argumente em cima desses pontos, pois são exatamente eles que estão em jogo.
  • Rennan Alves  06/03/2018 15:29
    Comecei a ler o artigo supracitado por você e em todo o seu corpo segue a mesma linha de raciocínio: países comercializando.

    Esse é o erro: países não comercializam, eles ou proíbem ou liberam o comércio, quem efetivamente realiza as transações são os comerciantes/indivíduos.

    Porque um indivíduo americano não pode comprar pano de um chinês? Só porque o governo não quer?

    Aliás, esse seu artigo linkado é tão grotesco que o autor se esquece de um pequeno detalhe. Ele diz:

    "Trump observou as sinais dados pela ditadura chinesa e anunciou as tarifas sobre o Aço e o Alumínio, produtos que fazem parte do leque chinês de exportação para o mercado dos EUA. O que provavelmente dará inicio a uma guerra comercial entre os dois países. Guerra, esta, que Trump disse ser boas e facilmente ganhas."

    Beleza, elevou as tarifas do Aço e do Alumínio visando encurralar a China. Mas e os americanos que precisam desse Aço/Alumínio? Vão conseguir como? Os preços aumentaram, logo os custos de produção também aumentaram. E aí? Como ficam as fábricas americanas sem importar aço barato?

    No final sempre será assim: governos brigando por uma suposta hegemonia desnecessária, impedindo inocentes de transacionarem livremente.

  • Alessandro Gusmão  06/03/2018 20:21
    A questão do texto está em mostrar que não estão apenas numa disputa comercial, onde surge o intervencionismo, controle estatal e o consumidor sempre sai perdendo.

    O texto mostra a existência de uma guerra geopolítica propriamente dita. Semelhante a qualquer outra guerra que traz destruição e morte. E sim, essas ações tem consequências econômicas negativas.

    É claro que essas medidas podem levar a um sobre preço na cadeia produtiva. É claro que o consumidor pode ser prejudicado.

    O que está se discutindo é um crescimento assustador do comunismo chinês, agora assumindo de vez a ditadura, seus planos de domínio político do mundo, onde o comércio se tornou apenas uma arma dessa guerra e a triangulação com outras nações como Rússia e Coreia do Norte para atingir seus objetivos.

    Falar em livre comércio numa situação dessas é o mesmo que querer resolver a violência do Rio de Janeiro soltando pombinhas brancas na lagoa Rodrigo de Freitas.
  • Vladimir  06/03/2018 20:52
    "O que está se discutindo é um crescimento assustador do comunismo chinês, agora assumindo de vez a ditadura, seus planos de domínio político do mundo"

    Cristo Rei! Esse daí saiu diretamente de um filme da guerra fria da década de 1950. O nível não é nem 007, mas sim Austin Powers...

    Eu queria saber quem é que treina essa gente pra ficar repetindo esse enxame de asneiras. Tem de haver um cérebro por trás de tudo (normalmente é alguém ou com muita grana ou a soldo de grandes interesses empresariais tupiniquins).

    Enquanto os malucos estão preocupados com o "comunismo neoliberal chinês", o socialismo venezuelano (esse sim um perigo real e imediato) está logo ali em cima, matando gente e enviando seus esfomeados para cá. Enquanto o socialismo venezuelano nos envia famintos, o "comunismo" chinês envia produtos baratos. Mas, segundo esses malucos, esse é o grande inimigo.
  • Leigo  07/03/2018 11:58
    Vai entender
  • Cesar  06/03/2018 13:45
    Ótimo artigo,traz argumentos relevantes.

    Há apenas um deslize, no campo da lógica, no seguinte trecho:

    "À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável ou de economia livre —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego nada tem a ver com a abertura econômica. Como mostram os quatro primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego."

    Ora, se as duas grandezas (desemprego x abertura econômica) não se relacionam, então como os quatro primeiros países demonstram uma relação inversamente proporcional entre elas? Não faz sentido. Provavelmente o articulista quis dizer uma coisa e acabou dizendo outra, contradizendo-se.

    Mas esse é um detalhe que apenas gente chata como eu notará rs.


  • Vladimir  06/03/2018 16:10
    Eu não interpretei assim, não. Para mim, o que foi dito é claro: dos dez países mais abertos do mundo, nove têm taxas de desemprego baixas. Apenas um, a Bulgária, tem uma taxa relativamente alta, e isso se deve muito mais ao fato de o país nunca ter "sido historicamente estável ou de economia livre" do que, obviamente, à abertura comercial.

    Em todo caso, esse adendo realmente é desnecessário, pois a taxa de desemprego da Bulgária está hoje em 7,2%, e o país segue igualmente aberto. (Clique em "Trade Freedom" abaixo do gráfico).
  • Pensador Consciente  06/03/2018 14:11
    Alessandro Gusmão,esta guerra retratada no artigo por ti enviado está falando não é de guerra comercial em si,mas sim de guerra de burocracias e poder.
    Cada estado querendo ferrar um ao outro, os capitalistas norte-americanos tem interesses na China,por sua vez os capitalistas chineses tem interesses na América,ou seja para o capitalista esta guerra só é nociva quando diminui seus lucros,pois do contrário é só mais uma batalha entre forças políticas que representam grupos privilegiados em seus territórios,enfim em um livre-mercado esta guerra nunca aconteceria,relembrando que enquanto existir estado estas guerras e retóricas continuaram existindo e os capitalistas(Grandes Bancos internacionais por exemplo) espertos irão tirar dividendos dos dois lados e os grupos privilegiados é que irão espernear pedindo guerra comercial,retaliações,vinganças e até mesmo um conflito armado(Possibilidade remota devido os dois lados terem arsenal atômico),recapitulando:O capitalismo de livre-mercado não tem nada a ver com esta guerra suja(Guerra de grupos privilegiados entre-si)e se o temor é o livre-mercado não funcionar por nunca ter sido implantado,não se preocupe,pois são exatamente estes grupos encastelados no Poder em Washingtom e Pequim é que são contra o livre-mercado ou seja já estamos vivendo esse temor de que ele não funcionaria na prática.
    Com a mobilização política das massas e seu despertar para a realidade é que poderemos ver estes monopólios encastelados em Washingtom e Pequim serem execrados e substituídos pela livre-concorrência,visto ser a cegueira das massas o sustentáculo destes grupos de interesse.

    Saia da Matrix e pense na realidade como ela é e o IMB é um farol nesta escuridão do obscurantismo estatal que nos assola a séculos e procure se emancipar enquanto indivíduo,pare de pensar que sua felicidade depende de decisões político-burocráticas,é certo que elas mais infernizam nossas vidas do que nos trazem felicidade,mas pensar fora da caixa nos livra desta condição de escravo do sistema...Pense nisto!!!
  • Alessandro Gusmão  06/03/2018 21:05
    Ao contrário. Falar de livre mercado numa guerra geopolítica aí sim, é viver na Matrix.

    Mas é óbvio que isso é guerra de burocratas e de poder. A China está cheia deles e da pior espécie.

    A ascensão do comunismo através desses burocratas chineses é clara. Acabaram de institucionalizar a ditadura, e está em pleno ataque ao ocidente com planos de dominação mundial, onde o comércio é uma mera arma entre muitas outras, como as nucleares. Eles nem escondem mais suas intenções.
    A menos que seja do interesse de alguém que o comunismo passe a ditar os rumos do planeta, acho bom começar a pensar seriamente em sair da bolha intelectual, em elucubrações sem fim na defesa do óbvio (livre mercado), e pensar que o mundo de unicórnios e fadas não existe.Estamos diante de uma ditadura comunista com planos explícitos de domínio sócio, político, econômico e cultural do mundo.
    Vir discutir livre mercado nesse contexto é o mesmo tentar resolver essa guerra cantando Imagine de John Lennon
  • Giovana Garcia  06/03/2018 14:25
    Sem querer dar uma de economista da Unicamp (rsrs) mas eu acredito que o ideal seria ter algo próximo do câmbio fixo, ou até mesmo a adoção do dólar na economia brasileira, assim os setores não ficariam brigando, por exemplo, o aumento das exportações de commodities faz o câmbio valorizar, o câmbio valoriza e o poder de compra da população aumenta sem que tenha ocorrido um aumento da produtividade em todos os setores, logo os salários ficam artificialmente altos, as pessoas importam mais bens industrializados (bens de consumo), esse arranjo dura pouco tempo. Assim que o preço das commodities cair no mercado externo o poder de compra da população também cai já que menos dólares estão entrando no país e a moeda se desvalorizará. E assim a indústria se prejudica com a volatilidade do câmbio. Se eu não me engano a China pratica o câmbio fixo. Me corrijam por favor, adoro aprender mais com os comentários!
  • William  06/03/2018 16:13
    Embora você tenha cometido alguns erros em sua exposição teórica (a taxa de câmbio não está relacionada às exportações, mas sim ao poder de compra da moeda), sua ideia central está correta e nada tem de Unicamp.

    Recomendo:

    Os três tipos de regimes cambiais existentes - e qual seria o mais adequado para o Brasil
  • João Girardi  06/03/2018 15:56
    A adoção do livre comércio unilateral ainda seria benéfica a um país quando o governo de outro país se beneficia do comércio que você faz com ele arrecadando impostos pra financiar a construção de uma máquina militar capaz de destruir o seu país, que nem a China pretende fazer com os EUA?
  • Vinicius Costa  06/03/2018 16:21
    A China detém hoje US$ 1,1 trilhão de dólares em suas reservas internacionais na forma de títulos do Tesouro americano. Se ela quiser destruir os EUA, a única coisa que ela tem de fazer é colocar esses títulos a venda a preços baixos. Isso faria a taxa de juros nos EUA disparar e a economia colapsar. Sem precisar fazer guerra nem nada.

    Por que a China não faz isso? Resposta: porque os chineses são um pouquinho mais inteligentes do que você.

    Aliás, vou além: por que um país gastaria dinheiro comprando US$ 1,1 trilhão de títulos de outro país apenas para depois destruí-lo? Você realmente parou um segundo sequer para pensar na besteira que acabou de dizer?

    Isso é o equivalente a você comprar toda uma frota de Ferraris, Maseratis, Lamborghinis, Bentleys, Rolls-Royce apenas para, em seguida, tacar fogo em tudo.

    Faz muito sentido...
  • Andre  06/03/2018 17:32
    Uma pesquisa rápida sobre a história econômica e política dos países que se industrializaram com sucesso nos últimos 50 anos, como Japão, Coréia, Taiwan e Cingapura, adotaram políticas restritivas ao comércio até se tornarem competitivos. Mais ainda, houve forte participação do estado no processo.

    Na prática não existe livre comercio. Todo país que se preza tem uma visão estratégica e alinha seus interesses comerciais a esta estratégia.

    Defender o livre comercio pelo livre comercio é ingenuidade ou desconhecimento de história econômica.

    Acordos de livre comercio mais recentes colocam interesses de grandes corporações acima dos cidadãos. Apenas para citar um exemplo, a Philip Morris processou o governo australiano por conta das mensagens de alerta para os perigos a saúde dos fumantes, alegando impacto nos lucros.

    O fato do Brasil não ter alcançado o mesmo sucesso dos países citados acima deve-se a inúmeros fatores que pouco tem a ver com livre comércio. Problemas como instabilidade econômica, jurídica e política, corrupção, burocracia, impostos, segurança pública, baixa qualidade da educação tornam o ambiente brasileiro hostil à atividade empreendedora e, portanto, são os principais inibidores do crescimento.


  • Historiador Honesto  06/03/2018 17:48
    Mais um falando bobagem (como você próprio disse, foi "uma pesquisa rápida"). Para começar, não houve tarifas protecionistas em Cingapura. E nem em Hong Kong. Portanto, você já começou mentindo logo em sua primeira frase (coisa, aliás, típica dos desesperados que chegam aqui).

    Quanto à Coreia do Sul, o argumento típico dos protecinistas é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura: ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Os protecionistas se limitam a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX e afirmam que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas eles não analisam todas as políticas adotadas. E em momento algum eles analisam os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    mercadopopular.org/2017/08/coreia-do-sul/


    De resto, apenas pelo bem do debate, vamos esquecer toda a teoria e vamos supor que de fato seja necessário um país se fechar e se proteger da concorrência para se desenvolver (algo que, por si só, já denota extrema contradição, mas vamos lá).

    No Brasil, as empresas já não tiveram protecionismo o bastante?

    O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século — atualmente, o Brasil continua sendo uma das economias mais fechadas do mundo — e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    No aguardo.
  • Mídia Insana  07/03/2018 04:27
    Por que tão conservador, Historiador? Vamos proteger um estado do outro, não só países. Por que o princípio de que o protecionismo é benéfico só funciona em linhas nacionais?
  • Andre  12/03/2018 04:22
    Em nenhum momento afirmei que haviam tarifas protecionistas em Cingapura embora estas tenham existido durante os anos 60.

    Falei que os países adotaram políticas restritivas ao comércio até se tornarem competitivos. E que houve forte participação do estado. Não especifiquei quais politicas justamente por variarem bastante conforme o país e o período. E sequer me referi a Hong-Kong.

    O desenvolvimento de Cingapura após a independência passou por várias fases. Em todas estas fases houve sempre forte intervenção e presença do governo tanto em planejamento como execução.

    Os primeiros anos de independência se caracterizaram pela união com a Malasia, que durou pouco.

    Após a separação, Cingapura, com pouco território e recursos naturais, percebeu que poderia aproveitar sua localização geográfica e condição de cidade-nação para se posicionar como centro industrial exportador para empresas multinacionais que buscavam redução de custos e expansãp da sua presença no mercado asiático. A maior parte do qie era produzido sequer estava disponivel para o comércio local.

    O governo interviu fortemente no mercado de trabalho reduzindo o salário médio de forma a tornar-se atraente para multinacionais. Fechou as portas à imigração. Investiu em infraestrutura criando portos, aeroportos e parques industriais. Com isto atraiu considerável investimento estrangeiro direto.

    Num segundo momento buscou aumentar a poupança interna pública e privada de forma agressiva. Para tal criou uma serie de empresas estatais em setores estratégicos e em áreas onde não havia interesse de multinacionais. Também estimulou poupança através do Central Provident Fund, o fundo nacional de previdência por capitalização. Por último desestimulou o consumo interno.

    Numa terceira fase, tornou-se um poderoso centro de serviços financeiros.

    Mais recentemente privatizou as estatais, mas manteve presença através do seu braço de participações Temasek. E procura se estabelecer como centro de inovação na região.

    Cingapura quando se tornou independente em 1959 já era bastante organizado institucionalmente e contava com uma classe média considerável. Na década de 70 em nada se assemelhava a uma grande favela a céu aberto. Basta procurar no Google fotos da época.

    Sugiro ler este bom resumo sobre Cingapura. Conforme W.G. Huff em The developmental state, government, and Singapore's economic development since 1960: "A seminal article by L. Lim (1983) which exploded the myth of Singapore as a laissez-faire economy opened the way to an increasing recognition that a "heavily interventionist" state guided Singapore. Most observers now recognize that Singapore's government was on the whole "very intrusive in both the economy and the society" (Krause, 1988, p. S62), and that "The state has played a central role in the development of Singapore" (Findlay and Wellisz, 1993, p. 7)."

    Outra sugestão de leitura é The role of the state in Singapore: Pragmatism in pursuit of growth .

    Sugiro também a leitura do livro Governing the Market: Economic Theory and the Role of Government in East Asian Industrialization, do Robert Wade. É considerado um dos melhores textos sobre desenvolvimento dos tigres asiáticos. Tem um foco em Taiwan mas faz constantes comparações com os demais.

    Não sou protecionista. Apenas acho que dependendo das circunstâncias o protecionismo pode ser necessário, dentro de uma estratégia de desenvolvimento de um país. Sou sim da opinião que um pais que ambiciona se desenvolver deveria ter um governo capaz de articular junto com a sociedade e a iniciativa privada uma estratégia e deveria ser capaz de planejar e executar as ações de curto, médio e longo prazo necessárias para tornar esta estratégia uma realidade. Pode ser necessário fazer uso de práticas comerciais restritivas, incluindo o protecionismo. E os países que eu mencionei são excelentes exemplos. Outro exemplo é a China, numa escala bem maior.

    Frequentemente vejo citados aqui estes países como exemplos de laissez-faire, ´onde o livre mercado foi o único fator responsável pelo sucesso. Isto simplesmente não é verdade. Pelo contrário, são exemplos de como governar o mercado para criar riqueza.
  • Igor  16/06/2018 16:47
    Andre, tudo isso é guerra de narrativas. O artigo que você passou só pode ser acessado se for comprado. Você, possivelmente, leu isso em um blog desenvolvimentista e colou aqui. Por gentileza nos mostre a tabela de impostos que o governo de Cingapura cobrava dos produtos de fora. Se você não disponibilizar essa informação, não é possível levar nada dessas afirmações a sério.

    Cingapura e Hong Kong nunca foram protecionistas e nunca tiveram salários mínimos até 2011 quando HK criou uma lei pra isso (a propósito, como seria possível o governo "abaixar o salário médio"? Ele destruiria a própria economia pra atrair empresas de fora?).
    E isso é facilmente percebido pelo fato de que ambos o países atraíram empresas estrangeiras para seu país desde o início. Países protecionistas (como Coreia do Sul e Brasil) tentam criar empresas nacionais em vários setores, a última coisa que pensam em fazer é abrir o mercado para empresas de fora.

    Aliás, como Cingapura e Hong Kong (colônias recém-livres) não eram favelas a céu aberto, mas a Coreia e Taiwan (mais ricas e livres há mais tempo) eram? Nenhum país asiático era nem perto de ser desenvolvido na década de 60. Tudo ocorreu depois de aderirem ao mercado global, do Japão à China.
  • anônimo  06/03/2018 18:13
    "Na prática não existe livre comercio. Todo país que se preza tem uma visão estratégica e alinha seus interesses....blá blá blá"


    Existe livre comércio entre São Paulo e Fortaleza, mas segundo você, Fortaleza estaria melhor se isolando em relação ao resto do Brasil.
  • Leigo  07/03/2018 12:07
    "Uma pesquisa rápida sobre a história econômica e política dos países que se industrializaram com sucesso nos últimos 50 anos, como Japão, Coréia, Taiwan e Cingapura, adotaram políticas restritivas ao comércio até se tornarem competitivos. Mais ainda, houve forte participação do estado no processo. "

    Se um dia o Brasil abrir as portas para o comércio internacional, esse cara vai dizer: o crescimento decorrente disso só foi possível porque houveram políticas restritivas ao comércio até se tornarem competitivos.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  06/03/2018 17:53
    Aqui no IMB a área de comentários é tão boa quanto os artigos.

    A minha pipoca até acabou...
  • Wanderson Pereira  07/03/2018 20:45
    ESSE POVO TEM PROBLEMA. Ninguém em são consciência irá modernizar a PDVSA para comprar da Venezuela, pois em regimes de economia fascista é o mesmo que financiar o crime. Isso vale para "investimentos" em Cuba ou na máquina ditatorial da China. Se eu não compro sequer de quem ainda usa insumos banidos para produzir suas mercadorias, que dirá comprar da China ou da Venezuela. Claro que este tipo de restrição, por sua abrangência, deve partir do governo. O problema dos libertários é que eles usam a economia como Teoria Geral do Universo, usam-na até para explicar antropologia, psicologia, direito, geopolítica, estatística e o escambau. ECONOMIA É APENAS UMA ESPECIALIDADE ACADÊMICA DENTRE VÁRIAS, ponto final.
  • CLEBER  09/03/2018 12:05
    Discutem tanto que parecem todos de esquerda!
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  09/03/2018 22:00
    Concordo.
  • anônimo  11/03/2018 01:25
    Pra quem não sabe o que é libertário, como o nosso garotinho (Patriota Libertário).

    Recomendo estes artigos:
    - Os libertários são anarquistas?
    - Eu sou um genuíno libertário
  • Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio  12/03/2018 14:41
    Está me perseguindo hein Libertário de araque,que eu saiba defendemos nossa causa(A limitação do estado e\ou sua eliminação por vias pacificas,"pacificas",não somos revolucionários) sem ataques pessoais,enfim existe libertário minarquista e existe libertário anarcocapitalista quer vossa santidade queira ou não e outra,pare de me perseguir feito um esquerdista autoritário e argumente ao invés de relinchar impropérios.

    E recapitulando:GUGU DADÁ para nosso menininho de estimação.KKK
  • Skeptic  13/03/2018 13:41
    É impressionante o quanto a direita brasileira está parecida com a esquerda, até nas propostas econômicas.
    Se o Jair Parasita Bolsonaro for eleito e for pego num caso de corrupção, já não vai mais existir diferenças alguma entre ambos.
    Bom, provavelmente a direita sempre foi esse lixo estatista, só que agora há mais liberais para perceber essas bobagens.
  • Emerson Luis  04/04/2018 10:36

    Só espero que o próximo presidente não seja bandido nem defender de bandidos.

    Quanto ao JB, desde que ele (1) continue reconhecendo que não domina economia, (2) mantenha um liberal como Paulo Guedes no comando econômico e (3) realmente o deixe comandar a economia, tudo bem.

    * * *
  • Adriano  15/06/2018 23:55
    Bolsonaro é deputado há quase trinta anos, e o que ele fez de útil nesse período? Que leis ele propôs ou conseguiu aprovar para melhorar a situação do país?
    Bolsonaro é um ignaro, e ainda mais ignaros são os bolsominions que acham que ele é um salvador da pátria.
    Brasileiro tem uma tara por políticos, não aprende nunca. Vive sonhando com um redentor que o sodomize, que o escravize e lhe dê sua dose diária de alfafa.
  • Pobre Paulista  16/06/2018 02:23
    Isso não é argumento, nenhum deputado faz absolutamente nada de útil em qualquer período. Nenhuma lei proposta ou aprovada pode, por definição melhor o país: Leis servem, por definição, para restringir liberdades individuais. Então você acabou inadvertidamente apontando uma qualidade dele: Ele apenas recebeu nosso dinheiro roubado, assim como seus pares, mas pouco fez para reduzir nossa liberdade.

    Pode ter certeza: indiferente do que eu ou você achamos sobre isso, dia 1/1/2019 alguém estará assumindo a presidência da república. Independente de quem seja, espero que seja alguém que ao menos tente reduzir o estado. Mas sabemos que a chance disso é quase nula, pois o estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país .
  • Hugo  16/06/2018 03:08
    Exato. E essa, aliás, é a melhor qualidade de Bolsonaro: nunca criou uma lei que restringisse minha liberdade. Isso, e apenas isso, já o torna disparado o melhor candidato.

    O fato de usarem esse argumento ("ai, ele nunca criou lei nenhuma!") contra ele mostra bem como o brasileiro foi infectado por uma mentalidade estatista. Se o sujeito nunca pôs o estado pra mandar em nós, ele não presta.

    Aliás, por essa lógica, Jean Wyllys deve ser um baita de um candidato, pois taí um sujeito que só faz inventar leis -- sendo que todas, se implantadas, reduziram enormemente as liberdades individuais.


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