clube   |   doar   |   idiomas
Vamos erradicar a pobreza, e não destruir a riqueza
O enfoque na desigualdade serve apenas para enriquecer os redistributivistas

Quando você terminar de ler este artigo, aproximadamente 600 pessoas ao redor do mundo terão saído da pobreza.

Em 1990, 35% da população mundial viviam na pobreza extrema. Hoje, essa cifra caiu para 10,7%, segundo o Banco Mundial.

Em 1987, havia 660 milhões de pobres na China. Após o país abrir sua economia, essa cifra caiu para apenas 25 milhões. No mesmo período, na Índia, o número de cidadãos pobres foi reduzido em mais de 100 milhões de pessoas.

Adicionalmente, 140 milhões de pessoas se juntam à classe média a cada ano.

Apesar destas conquistas, estamos vivendo em uma época em que estas excelentes notícias são ignoradas em prol de discursos raivosos e intervencionistas sobre a riqueza. Diariamente, você lê nos jornais coisas como "1% do mundo controla 87% da riqueza", e se depara com afirmações incrivelmente asininas do tipo "se os 10% mais ricos do mundo abrissem mão de toda a sua riqueza, não haveria mais pobreza". (Uma falácia econômica tão auto-evidente, que é incrível que ela ainda seja vocalizada por um indivíduo dotado da razão.)

Os 635 milhões de chineses que saíram da pobreza nos últimos 30 anos discordam. Eles certamente se alegram com o fato de a China ser o país onde surge o maior número de milionários por ano, e onde a classe média mais cresce. E, graças à prosperidade, há uma "crescente desigualdade" que nada tem de negativo, mas sim de positivo. (Afinal, como mostra a história, é a desigualdade de riqueza o que acaba reduzindo a pobreza).

A desigualdade na China era de 0,30 quando o país estava passando fome. Hoje, ela é de 0,50, e a vasta maioria dos cidadãos chineses está mais rica e com um padrão de vida muito maior. Ao longo dos últimos 30 anos, a renda per capita urbana disponível cresceu a uma impressionante taxa de 13,2% ao ano, ao passo que a fatia da população que vive em áreas urbanas aumentou de 22 para 53%.

Graças a uma maior liberalização econômica, à abertura da economia, e a um maior grau de capitalismo, milhões de pessoas pobres saíram da pobreza, outros milhões se juntaram à classe média, e alguns poucos, graças ao progresso, se tornaram milionários. O que exatamente há de ruim nisso?

No entanto, os intervencionistas não se concentram nos modelos bem-sucedidos que geraram essa queda sem precedentes na pobreza. Não, eles se concentram apenas na "desigualdade" (a qual, de novo, é tanto a causa quanto a consequência do progresso). Mas é até compreensível essa mudança de foco: afinal, se o mundo erradicar a pobreza, acabou o trabalho do burocrata.

Capitalismo e mercados mais livres não apenas são o melhor e mais eficaz arranjo para reduzir a pobreza, como também as sociedades capitalistas prosperam exatamente ao reduzir a pobreza e aumentar a classe média. Menos pobreza e mais classe média significam mais e melhores consumidores, mais e melhores produtos ofertados, e mais desenvolvimento. E, com tudo isso, mais lucros e melhores serviços públicos.

Os únicos prejudicados por essa efetiva redução da pobreza que vem ocorrendo ao redor do mundo são os burocratas cujas carreiras dependem exatamente da existência de pobres, pois só assim eles podem defender suas políticas intervencionistas (quase sempre em benefício próprio). Esses são os "pobristas", os reais defensores da pobreza, os "redistributivistas do nada".

Ao contrário do que os defensores da repressão fiscal dizem, o capitalismo não se beneficia da pobreza. São a burocracia e o intervencionismo que se "beneficiam" da existência de pobres, os quais se tornam reféns de uma involuntária relação em que os burocratas controlam a faca que irá "repartir o bolo" ao mesmo tempo em que enriquecem e se regozijam desta "solidariedade" com o dinheiro alheio. (Para se ter uma ideia, os burocratas da Oxfam são mais ricos que 99,7% da população mundial).

Problema de lógica básica

Acreditar que confiscar a riqueza dos ricos irá acabar com a pobreza é um pensamento ignaro. Parece incrível que, em pleno 2018, seja necessário relembrar as pessoas de todos os desastres e do exponencial aumento da pobreza que se seguiram a todos os episódios de expropriação dos ricos, desde os assignats após a Revolução Francesa, passando por todas as experiências socialistas da China, da URSS, de Cuba e da Coreia do Norte, até os recentes exemplos da Grécia, da Argentina, do Zimbábue, da Venezuela etc. A lista não acaba.

A expropriação de riqueza consegue apenas gerar pobres e piores condições para todos. Ademais, trata-se de uma grande mentira. Tão logo você expropria a riqueza dos cidadãos mais ricos de uma economia, além de destruir o emprego de milhares de pessoas, você não irá retirar os pobres da pobreza. Afinal, o que irá acontecer já no ano seguinte? Não haverá mais ricos a serem espoliados.

Assim, após esta renda espoliada ter sido distribuída e consumida, não haverá como ocorrer novas redistribuições. Afinal, de onde viria a nova renda a ser redistribuída? Vale lembrar que não há mais ricos e pobres. Todos estão em igual situação. Consequentemente, não haverá mais de quem tirar.

Logo, e por definição, uma redistribuição de renda é algo que só pode ser feito uma única vez. E, após a redistribuição, os contemplados estarão em melhor situação apenas enquanto estiverem gastando o dinheiro recebido. Tão logo tudo seja consumido, tais pessoas voltarão ao estado de pobreza anterior. E pior: com os empreendedores mais pobres, será muito mais difícil para tais pessoas melhorarem de vida.

O número de pobres irá aumentar e a miséria irá se multiplicar, evidenciando que, se você penalizar o sucesso, você redistribuirá o fracasso.

E as consequências de uma política redistributivista, mesmo que em menor escala, podem ser surpreendentes. Recentemente, foi divulgado que as políticas redistributivas da Califórnia resultaram em uma desigualdade de renda pior que a do México, e a maior taxa de pobreza dos EUA. No final, exatamente por não haver como espoliar os ricos continuamente, foi a classe média quem acabou bancando o assistencialismo estatal por meio de maiores impostos.

Conclusão

Desigualdade não é o mesmo que injustiça, como salientou o Prêmio Nobel Angus Deaton, e não é nada surpreendente que os intervencionistas insistam em ressaltar a desigualdade como o maior problema de todos, em vez de abordarem a pobreza absoluta e maneiras de permitir um maior crescimento de classe média.

O debate sobre pobreza e desigualdade se tornou uma desculpa para novas intervenções, e não um meio para debater como continuar o processo de enriquecimento das pessoas. Intervencionistas não querem que os pobres sejam menos pobres; querem apenas que os ricos sejam menos ricos. Para o burocrata, o objetivo é manter o aparato estatal plenamente operante, e não torná-lo desnecessário.

O intervencionismo assume que a desigualdade é um efeito negativo, e não uma consequência natural da prosperidade. E, com efeito, alguma desigualdade sempre será positiva. Se meus colegas de trabalho são mais bem-sucedidos do que eu, isso será um incentivo para eu me aprimorar. Somente quando há uma desigualdade gerada pelo sucesso é que as sociedades progridem, e o bem-estar de todos aumenta.

Não há maior desigualdade e injustiça do que o igualitarismo, o qual elimina os incentivos para o aprimoramento próprio. O igualitarismo, longe de reduzir a pobreza, acaba por intensificá-la.

Há oito anos, a Oxfam elogiou a Venezuela, dizendo que a "desigualdade foi reduzida". E realmente foi. Só que a redução se deu tornando todos os venezuelanos mais pobres, exceto os redistribuidores. Esses ficaram milionários.

No final, a redução da pobreza é uma consequência da prosperidade, do crescimento e do emprego, e não de políticas. O capitalismo e o livre comércio fizeram muito mais para reduzir a pobreza do que todos os comitês governamentais combinados.



autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.


  • Eusébio  08/02/2018 15:43
    Pobreza é um conceito totalmente relativo. Pobreza em Bangladesh, Sudão ou Etiópia é totalmente diferente de pobreza nos EUA. E até mesmo no Brasil. Aliás, dentro da mesma cultura o conceito de pobreza muda.

    No EUA, um "pobre" tem TV de tela plana, saneamento básico, acesso pleno à rede esgoto, recebe food stamps e subsídios pra moradia, e tem pelo menos um iPhone 5.

    Nos países africanos, uma pessoa realmente pobre não sabe se estará viva amanhã.

    E, curiosamente, é com o primeiro tipo de pobre (o americano) que os progressistas se preocupam, dizendo que os ricos devem ser tributados mais pra ajudá-lo. Já como enriquecer o africano, ah, isso é totalmente secundário. Afinal, o pobre urbano é eleitor; o africano não.
  • Sempre Mais do MESMO  09/02/2018 11:14
    .
    Essa desigualdade de pobreza se dá não em quantitativo monetário (governo podem fabricar dinheiro), mas não em quantitativo de bens consumiveis. Nos USA há mais quantitativos de bens disponíveis enquanto na Etiopia pode até existir mais dinheiro, porém este não poderá adquirir mais do que o que existe disponível.

    Somente seria possível igualar monetariamente e os "distributivistas" que LUCRAM com o distributivismo sabem bem disso. Portanto, DIVIDIR a RENDA MONETÁRIA não mudaria em nada a situação no macro. Na verdade, em pouco tempo, se teria menos bens e serviços disponíveis porque a renda montetária acabaria sendo usada em disputas por bens de maior necessidade por grandes contingentes de carentes destes. Assim, outros bens encalhariam e seus produtores perderiam a renda monetária.

    Se na década de 50 distribuissem igualmente a renda monetária, não haveria como todos possuirem, POR EXEMPLO, GELADEIRAS ao mesmo tempo. Para atender a demanda rapidamente se teria que multiplicar fábricas que logo que atendessem a demanda, teriam capacidade ociosa em franco desperdício de capital.

    NÃO É POSSIVEL DISTRIBUIR aquilo que não existe para atender a todos.

    Não se trata de mera vontade ou PODER de expropriar e distribuir parte, mas simplesmente inexiste capacidade de atender toda a demanda ao mesmo tempo.

    Esse apelo patético à igualdade (via renda monetária) É UM DELIBERADO EMBUSTE.
    O problema é que o RACIOSSIMIO (não raciocinio) não se faz em termos de TROCAS ENTRE BENS E SERVIÇOS ATRAVÉS do DINHEIRO, mas em trocas por dinheiro e isso destrói a realidade: dinheiro NÃO é riqueza e tão pouco é renda. Dinheiro é apenas um INTERMEDIÁRIO nas TROCAS e não um VALOR para TROCA.

    Contudo o LUCRATIVO MERCADO do DISTRIBUTIVISMO por via violenta consegue ainda manter-se paupável devido ao FATO de até seus adversários DESPREZAREM a IDÉIA de ÉTICA ao enfatizarem apenas a incapacidade técnica da violência lucrativa atender demandas pelo distributivismo. COMO SE a IDÉIA de ÉTICA e JUSTIÇA fossem UTILITARISTAS. Ou seja atér adversários dos socialistas apoiam a ideia UTILITARISTA como a "MORAL CERTA". Como se esta, caso oferecesse os resultados prometidos, fosse algo aceitavel moralmente.

    o problema é MORAL, essa moral piegas que atrubui aos pobres, vagabundos ou não, incapazes ou não, o "DIREITO IDEOLÓGICO" de valerem-se da viol?ncia contra os que os possam atender suas necessidades. Como se NECESSIDADE fosse o mesmo que Direito.

    Se João plantou um coqueiro e ainda sobe neste para colher os cocos, SOMENTE JOÃO tem JUSTO DIREITO NATURAL aos FRUTOS do SEU TRABALHO.
    É João que teve a idéia de plantar o coqueiro, ele que investiu trabalho ou seu capital para plantar o coqueiro e ele é quem investe trabalho ou seu capital para colher os cocos. LOGO SOMENTE JOÃO TEM LEGITIMO DIREITO SOBRE os CÔCOS que SOMENTE EXISTEM DEVIDO ao TRABALHO INTELECTUAL (a idéia) de João e SEU INVESTIMENTO (seja com o próprio trabalho braçal ou remunerando o trabalho braçal alheio com o seu capital acumulado honestamente).

    Se um marcineiro fabrica vários móveis e acumula (estoca) boa parte para trocas futuras, ESSE É SEU CAPITAL ACUMULADO, em forma de bens somente criados pelo trabalho intelectual e braçal.

    Assim este marceneiro poderá trocar seu TRABALHO ACUMULADO por trabalho alheio acumulado ou em realização.

    NÃO É JUSTO USAR A VIOLÊNCIA PARA OBTER PARTES DO QUE OUTROS CRIARAM COM SEU TRABALHO JUSTO.
    Ou seja, É ABSURDO que a CAPACIDADE DESTRUTIVA (violência) de UNS, SEJA UMA FORMA DE OBTER os FRUTOS DA CAPACIDADE CONSTRUTUTIVA de OUTROS.

    HÁ QUE SE FOCAR NA IDÉIA DE JUSTIÇA e NÃO em UTILITARISMO PIEGAS e SAFADO.


    Esse MORALISMO PIEGAS, POBRISTA, COITADISTA de pretenso UTILITARISMO desde sempre foi SAFADO e SEMPRE visou o PODER de UNS sobre os demais.

    NECESSIDADE NÃO É DIREITO e POBREZA NÃO É MÉRITO.
  • investidor marombeiro opressor  10/02/2018 18:27
    o mais triste de tudo e que fui lendo o texto e me recordando da minha mentalidade de alguns anos atras,ja cheguei ao ponto de defender redistribuição de renda em uma redação para o enem,felizmente encontrei essa universidade.
  • Wilson  08/02/2018 15:48
    As oito pessoas mais ricas do mundo (que são tão vilipendiadas) possuem sua só riqueza quase que exclusivamente na forma de ativos, principalmente ações e instalações industriais. Agora me digam: como é que vão "redistribuir" isso? Vão roubar 20% das ações por ano? Vão confiscar os maquinários e os bens de capital? As ações e os maquinários serão redistribuídos para os pobres? Como os pobres irão usá-las?

    A obsessão da esquerda com a riqueza alheia não é nem questão de inveja, mas sim de patologia. No entanto, há uma boa notícia para eles: tão logo a atual bolha acionária desinflar, a riqueza dos ricos irá encolher.
  • ANTONIO  08/02/2018 16:40
    É o que eu penso, ações são papeis em que confiança é fundamental, mas tipo comprar uma casa (concreto, espaço material) mesmo que não vale nada, ainda sera um local para morar.
    Estou torcendo para que cada vez mais se tenha riqueza, e para se ficar mais rico precisa vender, e eu espero comprar.
  • Sidney  08/02/2018 16:47
    Uma coisa que eu nunca vi ninguém comentar é que é simplesmente enorme a probabilidade de que a esmagadora maioria das pessoas ao redor do mundo não declare toda a sua renda para seus governos corruptos e predadores. Logo, todos os números e argumentos utilizados por Oxfam e congêneres não passam de besteirol.

    A riqueza real, principalmente dos mais pobres, é muito maior do que a declarada, e a dos bilionários (majoritariamente em forma de ações voláteis e capital industrial que se deprecia com o tempo), bem menor.
  • Kira  09/02/2018 02:55
    Isso porque, dinheiro não é riqueza, riqueza são bens produzidos e adiquiridos, as pessoas mais ricas do mundo tem bens de altissimo valor, ativos e empresas. Se todo o dinheiro de suas contas bancárias sumissem, não estariam pobres, venderiam suas ações e empresas a quem tem dinheiro para pagar e recuperariam o capital novamente, reinvestiriam em outros bens de valor e produção e manteriam sua margem de capital.
  • Kira  09/02/2018 03:03
    Aí você atingiu o argumento chave de um marxista. Eles acreditam que estes bens devem ser expropriados e coletivizados, em uma sociedade onde ninguém ganha mais que ninguém e todos decidem de forma coletiva por democracias diretas como usar os bens e produzir produtos. O problema é que os marxistas não entendem que este mundo fantasioso falha por dois motivos básicos:

    1) a especialização de conhecimento necessária para operar industrias e empresas, inevitavelmente criará hierarquias (coisa que marxistas abominam) por isso são coletivistas e igualitários;

    2) os produtos continuarão esbarrando em problemas técnicos e temporais a serem produzidos, por tanto, escassos e nisto nuca haverá tudo para todos ao mesmo tempo, assim terão que tomar decisões sobre como alocar e a quem deve receber quanto e quando, daí o escambo da sociedade deles vai ao fracasso, é impossível, alocar corretamente ignorando a lei de oferta e demanda e o sistema de preços, sem poupança da parte dos compradores para que após um certo tempo sejam capazes de adiquirir o bem, daí, como cada um vai tomar decisões próprias, por critérios próprios, uns vão poupar mais, outros menos, outros vão perder dinheiro, assim inevitavelmente ninguém será igual.

  • Roberto  08/02/2018 16:36
    Se não houvesse hipocrisia, socialistas não teriam políticas.
  • Tulio  08/02/2018 16:42
    Se não fosse pela capacidade dos seres humanos se tornarem sociopatas ou psicopatas, em qualquer grau, todas as formas de estatismo (socialismo, comunismo, fascismo, redistributivismo) não teriam apoiadores.
  • Capital Imoral  08/02/2018 16:39
    O que Lula deve fazer?

    Muitos filósofos, escritores, intelectuais - como Marcia Tiburi - têm entrado em contato comigo pedindo conselhos sobre o que lula deve fazer neste ano. Eu realmente fico lisonjeado pelo fato de pedirem meu conselho justamente em um momento tão delicado para democracia no mundo. Portanto, vamos a resposta.

    A democracia acabou no Brasil
    É necessário antes conhecer o momento político e social em que vivemos para que haja uma visão real do Brasil. Vamos diretamente ao ponto central da questão: No dia 31 de agosto de 2016, a democracia acabou no Brasil. Foi neste dia que a mãe do Brasil sofreu um golpe praticado por um bando corruptos, moleques leite com pera neoliberais, e uma direita retrógrada que ainda pensa que as pessoas vão à missa aos domingos. Como pode a parte mais suja da sociedade se levantar e simplesmente dar um golpe na democracia? É o que eu me pergunto até hoje. Foi tudo muito rápido, e a resposta também deverá ser rápida.

    Existe ainda uma questão muito importante: A mentalidade do Brasileiro médio mudou. Não adianta mais ficar fugindo deste tema, temos que encarar a realidade como ela é; e o que ocorreu no Brasil de fato, foi que as redes sociais criaram uma influência maléfica com base na doutrina neoliberal e conservadora. Infelizmente, não adianta mais ficar boicotando socialmente esta pessoas na academia e na mídia; elas encontraram outros meios de passar a informação suja para massa burra. Portanto, estamos diante de um vírus intelectual.

    O Dia da luz.
    Diante deste cenário, o que lula deve fazer? Muitas pessoas ainda pensam que o principal problema de nosso pai, Lula, se encontra no juiz Sérgio Moro ou no TSJ. Grande engano. O principal problema de lula se encontra no pensamento da maioria das pessoas, se por algum motivo, a maioria das pessoas decidirem que o Estado deve ser mínimo, isso irá acontecer; mas também pode ocorrer o contrário, elas podem decidir que o Estado atual deveria acabar e deveríamos começar um novo Estado, com nosso pai lula com poder absoluto. É o que eu chamo de super-democracia, e o começo deste ato histórico irá ocorrer no dia da luz.

    O que é o dia da luz? O dia da luz é o dia que vamos pagar por todos nossos pecados. Será a nossa revolução francesa. É como se Jesus Cristo viesse novamente a terra e lutasse contra o demônio para que o bem supremo exista para sempre. Voltaríamos a ser como adão e eva no paraíso[1]. Neste dia devemos fazer uma grande sacrifício humano, devemos matar todos neoliberais, conservadores, pessoas que sonhem em ter um pensamento que desvie o mínimo possível do bem-estar social. Devemos queimar todos livros e institutos que defendem o retrocesso dos conservadores, e nesta grande fogueira, devemos jogar os intelectuais, juízes, religiosos, e todo tipo de pessoa que aparente ser conservador. Esta fogueira deve brilhar como uma grande luz. Neste dia à democracia irá nascer de novo, tendo como grande líder nosso pai lula.

    Lula precisa ser a faísca desta fogueira, ele precisa aproveitar o momento político atual, enquanto a maioria das pessoas ainda não foram infectadas pelo vírus do neoliberalismo e conservadorismo. Somente ele tem poder para fazer tal coisa. Eu prevejo a morte de pelo menos metade dos Brasileiros, mas devemos ter em mente que somente depois das dores do parto que nasce o bebê maravilhoso chamado super-democracia. Não tenha dó deles, eles não são seres humanos, a partir do dia que decidiram apoiar o capitalismo eles deixaram de ser seres humanos, são inimigos, são um vírus bastante perigoso. Quem disse que idéias não têm consequências? Você escolheu por suas idéias e você irá pagar por elas. Portanto, esta é minha recomendação para lula: Seja a faísca.

    [1] Marcia Tiburi apresenta um futuro onde o socialismo será tão perfeito que o ser humanx estará no paraiso: goo.gl/mPLqVP ;eu tambem escrevi um artigo relatando um mundo socialista semelhante: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2828

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Nordestino Arretado  09/02/2018 14:24
    Huahauauahua melhor troll que eu conheço.
  • Samuel   13/02/2018 08:14
    Esse é o maior troll de todos. Leva muito a sério a trolagem.
  • Tannhauser  08/02/2018 16:48
    Como erradicar a desigualdade no Brasil com uma canetada:

    1. Crie regiões do tamanho de bairros
    2. Calcule o indice Gini para cada região
    3. Calcule a média das regiões
  • Rodrigo  08/02/2018 19:15
    Simples e fácil.
  • Jiraya  08/02/2018 16:54
    Sabem qual o mercado mais desregulamentado de quase qualquer lugar do mundo? O de eletrônicos e o de alimentos.

    E sabem qual o mercado que mais produziu e cresceu nos últimos 50 anos? O de eletrônicos e o de alimentos.

    A esquerda se apavora com o rumo que o mundo tomou depois da segunda guerra mundial. Mais e mais países escolheram o lados dos EUA e deixaram a URSS e os Fascismo para trás. Não é a toa que o mundo está cada vez mais rico.
  • anônimo  08/02/2018 16:56
    Cara, quem se importa com a lógica? Com os fatos? O que vale é a emoção. Explore o ressentimento, explore a desigualdade de pouca gente ficando muito rica e muita gente ficando rica, mas não na mesma proporção. Dane-se a pobreza. É poder. É cultura. Os liberais vão perder sempre.
  • Sempre Mais do MESMO  09/02/2018 12:43
    PQP!!!

    ...e não é que você tem razão!

    De fato o que manda é a EMOÇÃO, os sentimentos.
    Assim, MANIPULAR os sentimentos é a fórmula do PODER.

    Nem mesmo as palavras, que fizeram o tal ser humano diferenciar-se dos demais animais, têm sido respeitadas já desde há muito tempo.

    As palavras têm valido pela ENTONAÇÃO com que são pronunciadas e com isso a ditadura cubana é menos apreendida como tirânia do que a DITA dura chilena de Pinochet.
    Sim, porque qdo falam de Cuba é com expressões de candura e afetação de bons sentimentos, já contra Pinochet é com expressão de raiva e repulsa. Mesmo que Pinochet permitisso livre expressão nos joranis e TVs, combnatendo apenas terroristas e guerrilheiros para ENTREGAR VOLUNTARIAMENTE o MELHOR PAÍS da América Latina aos esquerdinhas que o vem estragando. Já o DOCE FIDEL, simplesmente proibe TUDo e lançou o país na mais abjeta miséria, porém é aceito porque sempre se referem a ele com CANDURA e afetação de boas intenções.

    A palavra EGOCENTRISMO já nem mesmo é usada e se confunde tal com EGOÍSMO.

    No futuro os humanos se comunicarão por GRUNHIDOS, ROSNADOS e expressões que exibam as emoções sentidas sobre os assuntos.
    Ou seja:

    SE TRANSMITIRÁ EMOÇÕES sobre os assuntos "debatidos" e não mais argumentos, descrições e definições. Sobretudo porque as palavras já terão perdido completamete o significado.

    Exemplo:

    A palavra PRECONCEITO já não tem significado original e define qualquer aversão ou antipatia por algo, basta alguém não gostar de algo que já é um preconceituoso.
    ...e mais, com esse sentido somente é possível preconceito contra, pois um PRÉ CONCEITO a favor não encaixa no idioma dos gritos, cvaretas de horror, gemidos, rosnados e expressões de histeria.

    Exemplo: Maria do Rosário bem demonstrou com sua histeria "mas o que que é isso?"
    ...não se tratava de pergunta, e cinicamente apenas queria transmitir afetada indignação hipócrita para assim contagiar a platéia com sentimentos contrários ao seu oponente.

    Ou seja, já não se tem interesse em "CONTAGIAR" com RAZÕES, PODERAÇÕES e RACIOCÍNIO LÓGICO. O objetivo é CONTAGIAR a PLATÈIA COM EMOÇÕES. Sejam a FAVOU ou CONTRA algo.

    A isso chamo de RACIOSSÍMIO...

    ...Pois a platéia tende a macaquear, repetir ou imitar o expoente que transmite suas emoções de forma a OSTENTAR repulsa CONSAGRADORA ou a anuência CONSAGRADORA. A platéia então imita na busca dos aparentes sentimentos do autor da patacoada.

    O Planeta do Macacos é uma realidade cada vez mais próxima, vai faltar apenas o excesso de pêlos. ...rsrs
  • Reisman  08/02/2018 16:57
    Em um ambiente de liberdade econômica, um indivíduo que produz duas vezes mais, ao mesmo tempo em que todos os outros continuam produzindo o mesmo, será capaz de usufruir duas vezes mais o fruto de seu trabalho, pois terá um rendimento duas vezes maior.

    Mas se essa duplicação da sua produção tiver de ser dividida com os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta, esse indivíduo, em vez de receber duas vezes mais como resultado da duplicação de sua produção, irá receber apenas a sétima bilionésima parte do dobro de sua produção (0,0000000001428) — ou seja, em termos práticos, absolutamente nada.

    Sob a liberdade que permite a desigualdade econômica, um indivíduo é capaz de aprimorar o bem-estar econômico seu e de sua família dramaticamente. Porém, quando uma política estipula que, para ele aprimorar o seu próprio bem-estar, ele tem de ser obrigado a aprimorar o bem-estar de toda a população na mesma intensidade, então ele nada pode alcançar.

    É como ver um indivíduo com pernas fortes o bastante para caminhar, e então estipular que, se ele quiser caminhar, ele tem de ser obrigado a carregar o peso de toda a população do globo sobre suas pernas.
  • Luciano viana  09/02/2018 14:27
    E no Brasil, a minoria trabalha pra pagar os que não trabalham. Só tem 36 milhões de carteiras assinadas, 200 milhões populacional. Somando os desempregados, 27 milhões, mais os que não querem trabalhar, mais a economia informal, que não entra no sistema, temos que os que não colaboram com a sociedade é maior que os que colaboram. Então o trabalhador empobrece pra ajudar os que não produzem, e estes recebem sem colaborar com quem lhes sustenta. E ainda vem com discursos que a sociedade lhes deve.
  • Fernando  08/02/2018 17:00
    [OFF-TOPIC]

    Pessoal, me perdoem por me desviar tanto do assunto mas gostaria de saber a opinião de vocês e do Instituto sobre a atual situação econômica global.

    Já há algum tempo, e ganhando mais coro recentemente, escuto relatos sobre uma imensa bolha de ativos nos EUA, a maior já vista até então. Peter Schiff, mais especificamente, vem batendo nesta tecla há algum tempo, apontando duas possíveis causas para o estouro da bolha: o acúmulo incessante de dívidas dos EUA, proporcionado por seu déficit de décadas na balança comercial, e o "quantitative easing" do FED que permitiu com que o preço dos imóveis continuasse subindo (não obstante sua retração em 2008-2009) e que estudantes acumulassem um número cada vez maior de dívidas.

    Um dos primeiros sinais dos freios no atual boom seria a atual postura do FED em elevar a taxa básica de juros, assim como boatos(pelo menos até onde eu li) de que o BCE poderia fazer o mesmo.

    Outro grande candidato para fazer a coisa toda degringolar seria a China, que(como apontado em vários artigos neste site) inflou fortemente seu mercado imobiliário nos últimos anos e acumulou muita dívida desde 2009. Se o governo chinês resolver apertar os cintos de seu banco central é muito provável que o choque se espalhe pelo mundo todo.

    Neste cenário confuso eu lhes pergunto: Como fica o Brasil nessa história? Dadas as reformas econômicas do governo Temer, ainda que muito suaves, creio que o país teria alguma chance de se reerguer com dificuldade mais moderada(é claro que contando que equipe econômica do presidente de 2018 não esculhambe tudo). Mas tem uma coisa que me preocupa e devido a minha ignorância no assunto não consigo chegar a uma conclusão: A atual queda da SELIC é uma boa coisa para nós? Sei que o posicionamento da EA é totalmente contrário a qualquer manipulação da Taxa Básica de Juros, mas, dado que é assim que a banda toca, é possível estimar(a partir de algum modelo econométrico razoável) se a SELIC está num valor que de fato reflete o preço real da nossa moeda? Pois minha preocupação é estarmos entrando na onda do "quantitative easing" e injetando uma quantidade de dinheiro no mercado que não condiz com o acúmulo real de capital.

    Agradeço muito a atenção!
  • Leandro  08/02/2018 17:24
    "Já há algum tempo, e ganhando mais coro recentemente, escuto relatos sobre uma imensa bolha de ativos nos EUA, a maior já vista até então"

    Sim, e envolve de tudo. Desde ações até os títulos do governo.

    "Peter Schiff, mais especificamente, vem batendo nesta tecla há algum tempo, apontando duas possíveis causas para o estouro da bolha: o acúmulo incessante de dívidas dos EUA, proporcionado por seu déficit de décadas na balança comercial, e o "quantitative easing" do FED que permitiu com que o preço dos imóveis continuasse subindo (não obstante sua retração em 2008-2009) e que estudantes acumulassem um número cada vez maior de dívidas."

    A parte sobre o déficit comercial -- em relação ao qual o Schiff sempre foi inexplicavelmente neurótico -- não faz sentido, como já sabem os leitores deste site.

    Já o que foi dito sobre o QE procede.

    "Um dos primeiros sinais dos freios no atual boom seria a atual postura do FED em elevar a taxa básica de juros, assim como boatos(pelo menos até onde eu li) de que o BCE poderia fazer o mesmo".

    Isso irá ajudar a conter um pouco a bolha dos ativos. Mas os juros de longo prazo estão subindo não porque o Fed está "ameaçando" elevar a taxa básica de juros; estão subindo porque os investidores estão temendo uma maior inflação de preços no futuro. Consequentemente, eles exigem juros maiores para financiar o governo americano (caso contrário, a inflação de preços reduziria seus ganhos reais).

    "Outro grande candidato para fazer a coisa toda degringolar seria a China, que(como apontado em vários artigos neste site) inflou fortemente seu mercado imobiliário nos últimos anos e acumulou muita dívida desde 2009. Se o governo chinês resolver apertar os cintos de seu banco central é muito provável que o choque se espalhe pelo mundo todo."

    Isso realmente afetaria o comércio mundial, mas o principal prejudicado seria a própria China. Em recessão, eles teriam menos capacidade para importar coisas; já nós continuaríamos comprando deles normalmente, e eles implorariam por isso, pois terão de produzir muito para manter seus empregos. Neste cenário, o que realmente pode nos prejudicar é um protecionista assumir a presidência e resolver acabar com o comércio com a China. Este sim é o verdadeiro perigo que nos ronda, pois afetaria diretamente nossa qualidade de vida.

    Fora isso, eu não me arrisco a fazer previsões sobre a China. Além de o país não ser minha especialidade, é difícil confiar nas estatísticas macroeconômicas divulgadas pelo governo, tanto as boas quanto as ruins.

    "Como fica o Brasil nessa história? Dadas as reformas econômicas do governo Temer, ainda que muito suaves, creio que o país teria alguma chance de se reerguer com dificuldade mais moderada (é claro que contando que equipe econômica do presidente de 2018 não esculhambe tudo)."

    Disse tudo. Mas, infelizmente, o melhor período para as reformas -- 2012-2017, que foi quando o cenário externo era realmente benéfico, com juros mundiais baixos e investidores estrangeiros à procura de lugar para aportar capital de longo prazo -- já passou.

    "A atual queda da SELIC é uma boa coisa para nós? Sei que o posicionamento da EA é totalmente contrário a qualquer manipulação da Taxa Básica de Juros, mas, dado que é assim que a banda toca, é possível estimar(a partir de algum modelo econométrico razoável) se a SELIC está num valor que de fato reflete o preço real da nossa moeda?"

    Particularmente, não vejo nada de errado nessa queda. E já falei bastante sobre isso. A oferta monetária desabou e os bancos estatais -- um dos grandes causadores da necessidade de uma SELIC alta -- estão hoje totalmente sob controle (ao menos por enquanto).

    Em um cenário assim, as taxas de juros de curto prazo (que é a SELIC) cairiam naturalmente, mesmo se não houvesse Banco Central.

    "Pois minha preocupação é estarmos entrando na onda do "quantitative easing" e injetando uma quantidade de dinheiro no mercado que não condiz com o acúmulo real de capital."

    Por enquanto, a julgar pela evolução dos agregados monetários e do crédito bancário, estamos completamente longe dessa hipótese.

    Se essa é a sua preocupação, então, por enquanto, você pode dormir tranquilo -- o que não significa, é claro, que a partir de 2019, com algum maluco no Planalto, a coisa não irá mudar radicalmente.
  • anônimo  08/02/2018 22:33
    Beleza, Leandro, muito obrigado mesmo pela, como sempre, minuciosa e elucidativa resposta! Só mais uma coisinha: Quais a taxas percentuais de crescimento dos agregados monetários e dos saldos das carteiras de crédito você considera razoáveis para descartar o QE?

    Muito obrigado mais uma vez e abraços!
  • Alberto  08/02/2018 17:00
    Sempre vale repetir um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, compilado por Allan Kardec em 1864.

    Desigualdade das riquezas

    A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual.

    A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.

    É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis.

    Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.
  • Hélio Schwartsman  08/02/2018 17:04
    O historiador Walter Scheidel (Stanford) decidiu olhar para o passado em busca daquilo que realmente faz com que a renda seja mais bem distribuída e concluiu que só grandes catástrofes sociais dão conta da missão –e mesmo assim apenas por tempo limitado.

    O resultado de suas pesquisas está em "The Great Leveler" (a grande niveladora). Ao longo de mais de 500 páginas, ele mostra com muita erudição histórica que a tendência geral das sociedades, desde a Idade da Pedra até hoje, é concentrar riqueza e que essa orientação só é revertida de forma um pouco mais perceptível em situações extremas das quais queremos manter total distância. Não é uma coincidência que o autor chame as forças niveladoras que identificou de quatro cavaleiros do apocalipse.

    Continua.

    www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2017/06/1891959-igualdade-ou-morte.shtml
  • Kira  09/02/2018 02:51

    1) estamos em era pós revolução industrial

    Isto significa que a humanidade já descobriu que produzir produtos em massa com mão de obra especializada e comercializar para ter lucro, é mais útil do que guerras e mercantilismo;

    2) quando você recebe salário está sempre livre para poupar e somar capital;

    3) Porque satanazes estes historiadores e sociólogos insistem na ideia de que acúmulo de riqueza é algo prejudicial? á única forma da humanidade produzir o que produziu foi atravéz do acúmulo. isso é benéfico até para um mendingo, por mizerável que seja, a situação é tão irônica que um mendingo que vive pelas ruas hoje, tem menos chance de ser tragado pela natureza e entempéries do que o mesmo largado nuama selva a milênios atráz.

    4) Se o mendingo quiser deixar de ser mendingo vai ter que trabalhar; não conheco outra fórmula, eu não sou Hobbin Wood, para tomar o que é dos outros e dar a quem deveria tomar vergonha na cara.

    5) Muita gente que está nas ruas tem problemas mentais e familiares mesmo;

    6) Não tenho nada haver com isso, e não me comovo nenhum pouco;

    7) Se eu ajudasse algum morador de rua eu faria uma única coisa: compraria um carrinho de cachorro quente e materiais para ele vender, e diria, está é sua vara, ou você busca fazer como todos fizeram um dia para sair da miséria, ou morra na pobreza, eu não vou dar o peixe; Se eu fosse rico mesmo, eu poderia criar até uma ong de pessoas que fariam este tipo de proposta a moradores de rua e pessoas em estado de miséria financeira.


    Não tenho mais nada a dizer; só bandidos gostam de roubar o que é dos outros.


  • eugenio  12/02/2018 09:02
    Concordo com Kira em todos aspectos enunciados,e acrescento
    que deveria haver oportunidade de" emergencia" para quem quisesse trabalhar,fazer alguma coisa para viver em momentos de necessidade sem ter de pedir favor.

    A ótica minha é de que a idéia de terminar com a miséria é um aleijão mental,UMA ENORME IGNORÂNCIA! PORQUÊ:

    A MISÉRIA E A POBREZA NÃO EXISTEM!

    EXISTE A RIQUEZA

    A MISERIA seria AUSÊNCIA DE RIQUEZA. A PROVIDÊNCIA É GERAR RIQUEZA

    A POBREZA seria AUSENCIA DE RIQUEZA. A PROVIDÊNCIA É GERAR RIQUEZA

    AUTOMATICAMENTE GERANDO RIQUEZA A MISÉRIA E A POBREZA DEIXAM DE EXISTIR

    LUTAR CONTRA A POBREZA É UMA ASNEIRA, contra o inexistente

    LUTAR CONTRA A MISÉRIA É UMA IDIOTICE, contra o inexistente

    PORQUE NÃO SE LUTA CONTRA ALGO INEXISTENTE, É QUIXOTESCO E ÓBVIO

    NÃO É JOGO DE PALAVRA, KIRA PENSOU CERTÍSSIMO, UMA CARROCINHA, UMA

    SUGESTÃO, POIS VENDER CACHORRO QUENTE GERARIA LUCRO, GERARIA RIQUEZA,

    O POBRE COMEÇARIA AUTOMATICAMENTE A FICAR MENOS POBRE, SEM LUTAR

    CONTRA FANTASMA, MAS PRATICANDO AÇÕES QUE GERARIAM RIQUEZA, FAZENDO

    ALGO PALPÁVEL, OBJETIVO.

    ASSIM COMO NÃO EXISTE O FRIO (QUE É FALTA DE ENERGIA EM FORMA DE CALOR)
    Lute contra o frio e morra congelado ou PRATIQUE UMA AÇão acenda um fogo gere energia em forma de calor, continue vivo.

    O ESCURO NÂO EXISTE (escuro é ausencia de LUZ) ACENDA UMA VELA E GERE ENERGIA EM FORMA DE LUZ!

    SE PENSAR ERRADO A PROVIDÊNCIA CORRETA NÃO EXISTIRÁ NÃO ACONTECERÁ.

    LUTAR CONTRA A POBREZA E MISÉRIA É COISA DE DEMAGOGO POIS FICA NO VAZIO,É COISA PARA QUIXOTE.


  • Andre  12/02/2018 19:00
    Concordo com o autor que o foco deve ser em combate à pobreza. Mas a afirmação que desigualdade é uma consequência natural da prosperidade me parece exagerada.

    Um artigo publicado pelo WEFORUM aborda o problema do aumento da desigualdade nos EUA. Entre os diversos argumentos, afirma que riqueza (ou pobreza) e desigualdade tem um vínculo estreito. Famílias mais ricas colocam seus filhos nas melhores escolas. Melhor educação se traduz em melhores oportunidades e, consequentemente, riqueza futura. Já com os mais pobres ocorre o efeito inverso. O processo se retroalimenta resultando em aumento crescente da desigualdade e redução da mobilidade social.

    Eu me pergunto: qual é a relação entre pobreza e desigualdade? Estudo da LSE aponta para uma correlação positiva entre pobreza e desigualdade para a maiotia dos países europeus e os EUA. As causalidades serão objeto de artigo a ser publicado. Para os EUA o estudo confirma um aumento da desigualdade dos últimos anos, com aumento significativo da renda dos mais ricos e uma estagnação da classe média e dos mais pobres.

    Enquanto isso, pela primeira vez na história moderna dos EUA a nova geração será mais pobre que a dos seus pais.
  • João   12/02/2018 19:17
    Você se contradisse. Afirmou que desigualdade causa pobreza, mas em momento algum comprovou isso. Apenas recorreu a coitadismos.

    O fato de a família rica colocar seus filhos nas melhores escolas não torna o pobre mais pobre. Esse é o discurso mais estúpido que já vi — o qual, aliás, só comprova o ponto do autor: ninguém está interessado em enriquecer o pobre, mas sim em empobrecer o rico.

    Quanto à afirmação de que a desigualdade é consequência da prosperidade, e que é a desigualdade quem reduz a pobreza, eis um artigo inteiro sobre isso, o qual você está convidado a refutar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2764
  • Jackson  13/02/2018 18:16
    dale João! kkkkk
  • Andre  15/02/2018 00:45
    João

    Você se contradisse. Afirmou que desigualdade causa pobreza, mas em momento algum comprovou isso. Apenas recorreu a coitadismos.

    Em nenhum momento afirmei que desigualdade causa pobreza ou recorri a "coitadismos."

    O fato de a família rica colocar seus filhos nas melhores escolas não torna o pobre mais pobre. Esse é o discurso mais estúpido que já vi — o qual, aliás, só comprova o ponto do autor: ninguém está interessado em enriquecer o pobre, mas sim em empobrecer o rico.

    Não foi o que o artigo afirmou. O que o artigo afirma é que descendentes dos mais ricos tem mais chance de terem uma renda mais alta por terem acesso a melhores escolas: "Richer parents can afford to send their children to better schools: nearly half of the variation in wages of sons in the United States can be explained by looking at the wages of their fathers a generation before. … Better education means better opportunities and more wealth later in life: the cycle reinforces itself from generation to generation."

    Quanto à afirmação de que a desigualdade é consequência da prosperidade, e que é a desigualdade quem reduz a pobreza, eis um artigo inteiro sobre isso, o qual você está convidado a refutar:

    Obrigado pelo artigo mas não estava me referindo a ele. O que eu disse: ."Mas a afirmação que desigualdade é uma consequência natural da prosperidade me parece exagerada.". Ou seja, que a desigualdade pode não ser exclusivamente consequência natural da prosperidade e, portanto, que a desigualdade pode ser consequência também de outros fatores. Dica: que tal qualidade da escola?

    Depois mencionei artigo que encontrou correlação positiva entre pobreza e desigualdade para a maioria dos países europeus e os EUA. Não fiz nenhuma afirmação de que desigualdade causa pobreza. Pelo contrário, fiz menção explicita que as causalidades serão objeto de artigo a ser publicado.

  • Bruno  15/02/2018 14:56
    "descendentes dos mais ricos tem mais chance de terem uma renda mais alta por terem acesso a melhores escolas"

    E daí? Sério mesmo, e daí?

    Por que vocês têm essa tara insana com a riqueza alheia? Por que vocês não batalham para enriquecer o pobre? Por que estão mais preocupados em tomar a riqueza dos ricos do que em enriquecer os mais pobres? Em suma: por que você acha que empobrecer o rico irá aumentar a qualidade de vida do mais pobre?
  • Andre  15/02/2018 16:57
    Bruno

    "Em suma: por que você acha que empobrecer o rico irá aumentar a qualidade de vida do mais pobre?"

    Você pode, por gentileza, apontar onde eu afirmei que acho que empobrecer o rico irá aumentar a qualidade de vida do mais pobre?

    Grato



  • Bruno  15/02/2018 19:35
    Ora, toda a sua retórica de condenação da desigualdade parte do princípio de que desigualdade é várias vezes pior que a pobreza. Não? Então ótimo. Se você não está preocupado com pobreza (que é o que realmente interessa), então faz muito menos sentido se preocupar com a desigualdade.

    Logo, sua participação aqui, além de confusa, foi totalmente sem sentido.

  • Andre  16/02/2018 00:29
    Que retórica, Bruno? Minha primeira frase foi: "Concordo com o autor que o foco deve ser em combate à pobreza."

    Minha segunda frase: "Mas a afirmação que desigualdade é uma consequência natural da prosperidade me parece exagerada." Deixei claro que não concordo com a afirmação.

    Depois trouxe um artigo do WEFORM. Destaquei um trecho do artigo que afirma que riqueza (ou pobreza) e desigualdade tem um vínculo estreito.

    Você leu o artigo e as fontes que ele cita?

    Caso você não tenha lido, segue uma reprodução: "The reality is that both wealth and income inequality are closely linked. Richer parents can afford to send their children to better schools: nearly half of the variation in wages of sons in the United States can be explained by looking at the wages of their fathers a generation before. That compares to less than 20% in relatively egalitarian and tuition-free countries like Finland, Norway and Denmark. The story is similar in the UK, where over half of judges, MPs and CEOs of UK companies attended expensive private schools, while around one third of children live below the poverty line – 67% of those from working families. Better education means better opportunities and more wealth later in life: the cycle reinforces itself from generation to generation."

    Um relatório do Parlamento citado pelo artigo traz informações detalhas para concluir que no Reino Unido, as escolas independentes, que atendem a apenas 7% da população formam a maior parte das lideranças políticas, governamentais, empresariais e culturais do pais. Conclui que se trata de uma sociedade extremamente elitista, de reduzida mobilidade social.

    A conclusão deste trecho do meu post é de que o acesso a melhor educação implica em maior riqueza e maior acesso à funções de liderança, e contribui para o aumento da desigualdade. Em outras palavras desigualdade é consequência, em parte, de uma educação elitista, que confirma a minha discordância com a afirmação de que desigualdade é consequência natural de prosperidade.

    Na sequencia, apresentei um estudo da London School of Economics sobre o assunto. O estudo encontrou correlação entre desigualdade e pobreza em países da Europa e que nos EUA a renda da classe média e dos mais pobres está estagnada.

    Repare que em momento algum fiz uso de retorica contra ricos.
  • Leonardo Ferreira   15/02/2018 14:58
    Diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse fetiche.

    Por exemplo, a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

    O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

    Sempre que você vir ou ouvir uma pessoa parolando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?

    Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclamar sobre a desigualdade de renda, pergunte a ela se aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres. Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.

    Em outras palavras, a preocupação deveria ser com a pobreza absoluta, e não com a pobreza relativa.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1859
  • Edésio Agostinho Reichert  14/02/2018 12:02
    Se tudo der certo, em 90 dias, será lançado o livro que representa a melhor alternativa para diminuir a miséria: EQUIBASISMO Cria Riqueza e Elimina Miséria.
    Uma frase que bem expressa o que está no livro. "Limitar a pobreza de todos, sem limitar a fortuna de ninguém. Que seja permitido ser muito rico, mas que não seja permitido ser muito pobre".
  • Emerson Luis  01/03/2018 10:30

    Os esquerdopatas preferem todo mundo mal, mas igualmente mal, a todo mundo bem, mas alguns melhor do que outros.

    Errata: Os esquerdopatas preferem todo mundo mal, exceto eles, a elite dos "mais iguais do que os outros", os "redistribuidores" que ficam com a maior parte do que foi roubado.

    ???


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.