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Como os funcionários públicos se tornaram uma casta privilegiada e quase intocável
Tudo começa por seus sindicatos

Ao final de novembro, o Banco Mundial divulgou um abrangente e detalhado relatório sobre o setor público brasileiro.

Embora as descobertas não tenham trazido grandes novidades para quem já conhece o assunto, os números, ainda assim, impressionam.

Para começar, entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais.

Esta é a média da diferença entre os salários do setor público e do setor privado no Brasil. Para se ter uma ideia, no resto do mundo, o setor público paga em média "apenas" 16% a mais que o setor privado.

Ou seja, a situação brasileira simplesmente não tem par.

E piora: o gasto do país com funcionários públicos (agora de todas as esferas de governo) é de 13,1% do PIB. Trata-se também do maior percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.

Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.

Ou seja, em relação à renda, o Brasil gasta 45% a mais que os países mais ricos com seus funcionários públicos. Em relação ao Chile, gastamos incríveis 104% a mais.

E um detalhe curioso: ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles.

Mais: considerando todo o funcionalismo público federal, nada menos que 83% dos funcionários estão no topo da pirâmide da renda, compondo assim a parcela mais rica da população. E sete em cada dez estão no grupo dos 10% mais ricos do país.

Assim, o governo é simplesmente o maior concentrador de renda e maior causador das desigualdades sociais no Brasil.

Segundo o relatório:

Com base em dados de 2016, os militares brasileiros recebem, em média, mais do que o dobro pago pelo setor privado (R$ 55.000 por ano), e os servidores federais civis ganham cinco vezes mais que trabalhadores do setor privado (R$130.000 por ano). A remuneração média por funcionário é excepcionalmente alta no Ministério Público Federal (R$ 205.000 por ano), no Poder Legislativo R$ 216.000 por ano) e no Poder Judiciário (R$ 236.000 por ano).

Além desses salários magnânimos, há também vários benefícios (penduricalhos) atrelados ao cargo, como auxílio-moradia, auxílio-transporte, auxílio-creche, auxílio-educação, auxílio-funeral, auxílio plano de saúde, reembolso por despesas médicas e odontológicas não cobertas pelo plano de saúde, retribuição por acúmulo de funções, bônus de eficiência etc.

Só o auxílio-moradia dos juízes custa R$ 1 bilhão por ano aos pagadores de impostos.

A coisa é tão surreal que um juiz morando em uma mansão, se locomovendo em carro chique com motorista particular, e com filho em escola privada caríssima recebe auxílio-moradia, auxílio-transporte e auxílio-educação.

E o descalabro se manifesta desde o início: ao passo que um advogado recém-formado é contratado por cerca de R$ 3.100 no setor privado, se ele fizer concurso para o Poder Executivo começará já com um salário de R$ 18.283. Nos poderes Legislativo e Judiciário, os salários de advogados que estão começando são ainda mais altos: cerca de R$ 30 mil por mês.

Para completar, além dos salários astronômicos e dos penduricalhos, os funcionários públicos também gozam estabilidade de emprego.

E tudo isso bancado pelos impostos pagos por quem trabalha e produz riqueza — e, consequentemente, ganha bem menos.

O trabalhador do setor privado, que é quem produz e é tributado para sustentar toda essa farra — não houvesse trabalhador do setor privado, não haveria salário para funcionalismo público —, tem uma renda média de R$ 2.100 por mês.

A injustiça causada pelo estado não poderia ser mais fragorosa: todos os privilégios do setor público são bancados por impostos e endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa privada, a qual também é asfixiada pelo governo com burocracias e regulamentações.

Logo, é exatamente o setor privado quem sustenta essa farra do setor público. Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada. Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe exatamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco exatamente porque têm de bancar os membros do setor público.

As causas

Tentar estabelecer as causas deste descalabro exigiria um trabalho minucioso e profundo, algo muito além do escopo deste artigo. A Constituição de 1988, que concedeu vários "direitos" e nenhum dever ao funcionalismo público — na versão originalmente aprovada, funcionários públicos se aposentariam com salário integral e eram isentos de pagar qualquer contribuição previdenciária —, certamente está raiz.

Mas ela, por si só, não explica tudo.

Porém, utilizando a lógica dedutiva, é possível chegar a uma constatação básica: os sindicatos do funcionalismo público desempenharam um papel fundamental no aprofundamento deste estado de coisas.

Os funcionários públicos sempre foram uma categoria extremamente organizada e combativa na exigência de seus "direitos" (isto é, na pilhagem dos impostos pagos pela população). Já, eles sempre formaram uma base eleitoral extremamente influente e poderosa.

Os funcionários públicos sempre estiveram na base eleitoral do PT, o qual, por sua vez, nunca sequer escondeu que faz políticas voltadas a agradar exatamente esta classe.

Adicionalmente, qualquer político (do PT ou não) que ousar contrariar as exigências dos sindicatos do funcionalismo público será massacrado pelos sindicatos e não conseguirá ser reeleito.

A consequência é que este enorme poder exercido pelos sindicatos dos funcionários públicos significa que são eles que efetivamente exercem o poder de tributar. Dado que os sindicatos dos funcionários públicos podem facilmente forçar os políticos a elevar gastos e impostos para que a receita atenda às suas exigências de privilégios, são eles, e não os eleitores, que controlam o crescimento dos gastos do governo e da carga tributária dentro da jurisdição política. 

Assim, funcionários públicos e seus sindicatos se tornaram a perfeita ilustração daquilo que se convencionou chamar de "tributação sem representação" (não que a tributação com representação seja muito melhor): o povo trabalhador paga impostos escandinavos para bancar esta classe e, em troca, recebe serviços moçambicanos.

Os sindicatos atuam de várias maneiras para garantir seus privilégios. Por exemplo, dado que eles estão primordialmente interessados em maximizar suas receitas, eles utilizam as regulamentações do setor público como ferramenta para proteger o emprego de absolutamente qualquer burocrata estatal, não importa o quão incompetente ou irresponsável ele seja. Afinal, quanto menos burocratas estiverem empregados, menor será o volume das contribuições pagas aos sindicatos pelos seus membros. 

Assim, é praticamente certo que os sindicatos irão à justiça (também comandada por funcionários públicos sindicalizados) para recorrer de qualquer tentativa de dispensa de qualquer funcionário público. Isso significa que demitir um funcionário incompetente ou mesmo corrupto, por exemplo, pode levar meses, ou anos, de disputas jurídicas.

Adicionalmente, os sindicatos dos funcionários públicos também são os paladinos da "sinecura" — a prática sindical de obrigar o governo a contratar mais do que o número de pessoas necessárias para fazer algum serviço. 

Como no setor público não há preocupações com lucros e prejuízos, e a maioria das agências é monopolista, a conta é simplesmente repassada aos pagadores de impostos. Sinecuras no setor público são vistas como um benefício tanto para os políticos quanto para os sindicatos — mas certamente não para os pagadores de impostos. Os sindicatos auferem mais receitas quando há um maior número de burocratas empregados, e os políticos ganham a simpatia dos sindicatos por terem nomeado ou permitido a contratação de mais funcionários públicos. 

Cada emprego criado desta forma geralmente significa dois ou mais votos, dado que o burocrata sempre poderá arrumar para o político o voto de pelo menos um membro da família ou de um amigo próximo. 

Por tudo isso, cada sindicato de funcionários públicos é uma máquina política de fazer uma implacável e inflexível pressão por maiores impostos, maiores gastos governamentais, mais sinecuras e mais promessas de generosas pensões.

E a fatura vai integralmente para a população.

Conclusão

Já era passada a hora de esta trágica questão se tornar mainstream e ser abordada abertamente pelos meios de comunicação. Felizmente, está havendo uma maior disseminação da informação e, pela primeira vez, há alguma chance de algo ser efetivamente feito contra esse descalabro.

No entanto, a grande massa dos pagadores de impostos parece ainda não ter se dado conta de que eles, na realidade, são os escravos — e não os mestres — do governo em seus três níveis. A questão é saber até quando permanecerão neste estado de ignorância. As pesquisas eleitorais — a estarem corretas — mostram que eles estão dispostos a aceitar mais desse arranjo.


31 votos

autor

Guilherme Moreira
é trabalhador da iniciativa privada, pai de três filhos, e autodidata em economia.


  • Eduardo Castro  07/12/2017 14:38
    "o gasto do país com funcionários públicos (agora de todas as esferas de governo) é de 13,1% do PIB. Trata-se também do maior percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.

    Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015."

    Rapaz!!! Isso é que é concentração e redistribuição de renda às avessas.

    Grande artigo com excelentes informações!
  • Prando  07/12/2017 18:08
    Alguém aí sabe o tamanho dos benefícios e auxílios? Dá pra saber o tamanho do salário total do servidor vs. o salário com VA/VR, etc. do setor privado?

    Lembro do juíz que sacou R$ 500 mil em um mês de verbas extra, não precisaria entrar nesse tipo de absurdo.
  • airton  08/12/2017 03:44
    Esse cidadão que escreveu essa matéria esqueceu de citar eu por exemplo que sou do quadro da segurança publica e meus amigos professores que ganhamos uma merreca.
  • Fabrício  08/12/2017 12:13
    Quem afirma que ganha uma merreca está, na prática, dizendo ser uma pessoa muito mais produtiva do que mostra seu salário. Está dizendo, na prática, que cria muito mais riqueza do que é reconhecido por quem paga seu salário.

    Muito bem: qual é a riqueza que você cria? Qual é a sua produtividade? Por que você acha que deveria ganhar mais do que ganha?

    Perceba que isso vale tanto para funcionário público quanto para trabalhador da iniciativa privada. A lógica é a mesma. Quem reclama de salário está, na prática, dizendo que é muito melhor do que aquilo, que é muito mais produtivo e que cria muito mais valor do que mostra seu salário.

    Sendo assim, já que você é tão bom e está sendo tão pouco reconhecido, então apenas saia deste emprego e vá para outro. Será fácil. Já que você é tão bom, tão produtivo e tão exímio criador de riqueza, não vai faltar empregador saindo no tapa para lhe contratar. Afinal, se você é tão bom, você irá gerar muita riqueza para seu novo empregador, e ele, em troca disso, alegremente lhe pagará o valor que você julgar merecer.

    Se você não fizer isso, ou seja, se você não sair do seu emprego atual em busca de outro, então você, na prática, está reconhecendo que você não é tão produtivo quanto diz, não cria tanta riqueza quanto imagina, e consequentemente não terá outro emprego tão facilmente (pois sabe que não é tão bom e produtivo quanto diz ser).

    Ou seja, se você não for procurar outro emprego você estará reconhecendo que nada do que falou é verdade.

    E aí, vai procurar outro emprego? Se não fizer isso, então você é ou incoerente ou mentiroso. Não há terceira hipótese.
  • Henrique  12/12/2017 20:27
    Seu grande erro, meu caro Fabrício, é enxergar apenas o setor que produz bens de consumo como força motriz da economia. Grande parte dos profissionais brasileiros não produzem tais bens mas sim, serviços.
    Oras...o que um médico, encanador, policial, professor e etc produzem de bens de consumo para a sociedade?
    Dizer para uma pessoa trocar de emprego, como se fosse algo simples, é o mesmo que dizer "termine seu casamento, já que tu brigou com sua esposa" ou "mude-se de país se o Brasil é tão ruim assim".
    Não existem empregos em abundância e sabemos que um funcionário público que está a décadas no setor enfrentará problemas caso ele tome tal decisão.
    O autor do texto ataca o funcionalismo público mostrando exemplos de juízes federais. É a mesma coisa de escrever um texto falando que é excelente trabalhar na UNILEVER, apenas porque leu um artigo dizendo que seus executivos usam helicópteros para chegar ao trabalho.
    Grande parte dos funcionários públicos, são municipais e ocupam cargos baixos tais como merenderas, varredores de rua, auxiliar de serviços gerais, vigias, motoristas e etc. Eles também pagam IPI quando consomem qualquer coisa, pagam ICMS em suas contas de luz e procuraram aprovar em um concurso porque sabem que eles poderiam dormir um pouco mais tranquilos caso aprovassem.
    Essas pessoas ganham pouco, pagam aluguel em casas populares, não têm motoristas particulares, auxilio moradia, auxilio educação e etc. O máximo que elas possuem é um plano de saúde baratinho e, em alguns casos, ganham uma cesta básica.
    O problema do funcionalismo público é o gasto que se têm com os servidores federais. Os municipais e estaduais, via de regra, não possuem essas regalias e esses salários astronômicos.
  • Jos%C3%83%C2%A9 Miguel de souza  10/12/2017 22:30
    Mas ninguém fala que o funcionário público tem estabilidade no emprego. Já o cidadão-contribuinte, que paga o salário dos servidores (ou estou enganado?) nem sabe o que é trabalhar com estabilidade. Ademais,, a tal "merreca" não impede os insatisfeitos de pedirem demissão de seus cargos e partirem para outra iniciativa. Afinal, quem é competente não tem medo de novos desafios!
  • otanael  11/12/2017 12:19
    O tempo inteiro o artigo e os comentários falam em média. Isso é injusto e desinteligente.
    O correto seria comparar salários de profissionais com as mesmas atribuições, uma da iniciativa privada e outro funcionário publico.

    *Se pegarmos a média de entre o salário de um Juiz que ganha 11x e um outro servidor que ganha 1x, a média vai ser de 6x. Será que o problema não esta nos super salários ????

    Um policial é um funcionário publico. Vocês acham que eles possuem um grande salário ? Os professores possuem um grande salário ?

    Em relação ao comentário do Fabrício sobre o equilíbrio entre o quanto um funcionário ganha e o quanto gera de lucro, essa não é a função da maioria dos funcionários públicos das esferas federal, estadual e municipal. é função do professor ou de um médico ????? Me explica como seria isso e como isso pode ser relacionado ao salário ?

    Vou devolver sua cutucada. Se é tão melhor ser um funcionário publico em comparação com uma função de iguais atribuições na iniciativa privada, por que quem reclama não faz concurso e vira um funcionário publico para viver feliz para sempre?
  • Guilherme  11/12/2017 12:33
    "O correto seria comparar salários de profissionais com as mesmas atribuições, uma da iniciativa privada e outro funcionário publico."

    Mas, meu Deus, foi exatamente isso o que foi feito pelo estudo! Será que nem ao menos ler você sabe?

    Tá escrito lá, de todo tamanho, com fontes e tudo:

    "Entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

    Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais."

    "*Se pegarmos a média de entre o salário de um Juiz que ganha 11x e um outro servidor que ganha 1x, a média vai ser de 6x. Será que o problema não esta nos super salários ????"

    Também abordado explicitamente no artigo. Está escrito lá, de todo tamanho:

    "Ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

    A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles."

    Recorrer ao infantil aceno ortográfico de quatro interrogações seguidas é típico de quem é intelectualmente despreparado. Aliás, este é o seu caso, pois todos os seus questionamentos foram explicitamente abordados no texto.

    "Se é tão melhor ser um funcionário publico em comparação com uma função de iguais atribuições na iniciativa privada, por que quem reclama não faz concurso e vira um funcionário publico para viver feliz para sempre?"

    Questão de ética e moral. Eu, por exemplo, jamais conseguiria dormir bem à noite sabendo que minha boa vida e meu conforto são bancados pelo dinheiro extraído à força dos desdentados desse país. Eu jamais viveria bem sabendo que meu luxo depende da miséria alheia. Quem tá de boa com isso é alguém cujo pós-vida já está definido
  • Mephis  14/12/2017 07:06
    Pelo mesmo motivo que eu não quero ser um traficante e faturar alto e viver feliz pro resto da vida. Pelo mesmo motivo que eu não quero ser um verme politico, nunca me candidatei nem nunca vou me candidatar, e poderia viver feliz pro resto da vida e trabalhando ainda menos que um funça.
  • Marcos Santos  11/12/2017 03:09
    Amigo. Não se resolvem nem mais de 4% dos homicidios no brasil.
    Não se consegue nessa merda nem alfabetizar crianças.
    Pela qualidade do serviço prestado por professores e por você da segurança, seja lá qual for o valor da merreca, eu só posso dizer que já é dinheiro demais.
  • André  08/12/2017 16:09
    É muito pior se levarmos em conta o funcionalismo estadual e municipal, esses felizmente não tem os mesmos salários absurdos como os federais mas pesam na nossa conta tanto quanto já que a quantidade de vagabundos encostados é muito maior que a de federais, agora se levarmos em conta os aposentados com aposentadoria integral nas três esferas os valores são ainda mais assustadores!
  • Julio César de Oliveira Braga  18/12/2017 12:00
    Sou militar do exército, subtenente, e não me vejo como uma casta privilegiada. Tanto é que me aposentei e estou completando minha renda dando aulas. Meu salário Bruto em janeiro será de 9000 reais e com os descontos, pois sigo pagando a previdência será em torno de 7000 reais com os descontos do imposto de renda também, tudo isso após 35 anos de efetivo serviço prestado ao país.
  • PeX  22/07/2018 23:02
    Não pô, num é casta privilegiada não. Aham (y)
    Quem pagamos seu salário para tu ficar brincando de dar tiro nas fronteiras ou acabando com a saúde e sanidade de recrutas?
  • Julio César de Oliveira Braga  19/12/2017 12:50
    Sou militar do exército, subtenente, e não me vejo como uma casta privilegiada. Tanto é que me aposentei e estou completando minha renda dando aulas. Meu salário Bruto em janeiro será de 9000 reais e com os descontos, pois sigo pagando a previdência será em torno de 7000 reais com os descontos do imposto de renda também, tudo isso após 35 anos de efetivo serviço prestado ao país.
  • Nordestino  07/12/2017 14:45
    "No entanto, a grande massa dos pagadores de impostos parece ainda não ter se dado conta de que eles, na realidade, são os escravos — e não os mestres — do governo em seus três níveis. A questão é saber até quando permanecerão neste estado de ignorância. As pesquisas eleitorais — a estarem corretas — mostram que eles estão dispostos a aceitar mais desse arranjo."

    Tirando o cara que paga a conta e sabe disso (alguns poucos), ninguém mais dá muita bola para essa realidade escabrosa. Esse é o detalhe e o motivo de o PT ter ficado 13 anos no poder e com chances reais de voltar ano que vem.

    O candidato que tentar mudar o sistema (Collor e FHC mudaram um pouco, já foi pior; Temer começou e imediatamente o MPF passou a querer derrubá-lo) terá sua carreira destruída por essa cambada e também pelo povão em geral, que se deixa levar pela propaganda dos sindicatos. De resto, pergunte para a cambada se eles querem largar o osso.
  • Anonimo  07/12/2017 14:45
    Artigo perfeito.
  • Felippe  07/12/2017 14:48
    Isso que foi retirado do site do PT é um escárnio com o povo sofrido e trabalhador. E o pior é que é exatamente esse povo que vota em Lula e Dilma. Fazer o quê, deixe que arquem com tudo.

    www.pt.org.br/lula-e-dilma-admitem-355-mais-servidores-do-que-fhc/
  • Vin Dias Omax  07/12/2017 21:55
    Cacete !!!!!! O PT Ainda faz propaganda disso?????? Puta merda !!!!
  • Capital Imoral  07/12/2017 14:49
    O problema do mundo nunca foi o funcionalismo público. O problema do mundo sempre foi o grande capital e a cultura pequeno burguesa que afeta diretamente nossa vida; o funcionário público é alguém que ajuda a remediar os malefícios do capitalismo de livre mercado. Para exemplificar, à cultura pequeno burguesa que mata o amor pelos pobres, eu escrevi um artigo co-relacionando com a produção de carros em massa. Vejamos como o capital nos destroi.

    Carros e a desumanização dos homens

    Este é um tema antigo que gostaria de abordar, mas devido à falta de tempo, eu não pude escrever. Vamos entender como à posse um carro significa muito mais que simples matéria; a posse de um carro abrange até mesmo o mundo ideológico.

    O homem que tem um carro vive numa bolha
    Comecei a perceber que existe uma opressão social contra os pedestres quando larguei o meu carro e comecei a utilizar apenas ônibus para ir à USP. Sim, ônibus é algo muito mais humano e social; você pode conhecer pessoas; fazer novas amizades e até arranjar um bofe pra você. Mas realmente só percebi na pele à crueldade do Capitalismo quando me tornei um pedestre que se desloca de um ponto a outro a pé.

    Essa raça imunda chamada motorista vive numa verdadeira bolha que foi criada pelo carro. Ele ignora totalmente os percalços da pessoa que está do lado de fora; se tivermos uma percepção social desta questão, podemos perceber que por esse mesmo motivo, o motorista não tem uma visão social aberta para pessoas que estão do lado de fora, quero dizer com isso, que essa pessoa não irá notar com profundidade que existe mendigos na ruas, viciados em drogas, prostitutas, ladrões, trabalhadores, crianças, mães e pais.

    O dito motorista vive em uma bolha que foi criada em torno dele. Note como essa pessoa agem dentro daqueles supermercados de acesso rápido e com amplo estacionamento; a pessoa pensa que vive em Hollywood e que é um grande ator vivendo como um "bom vivant". O Brasil dos 60 mil homicídios por ano desaparece quando ele entra no luxuoso carro com ar condicionado e aquelas músicas cool. Nada mais importa, só resta fingir-se de outro mundo, como bom vira latas que somos.

    Desumanização
    O resultado disso tudo é a mais profunda desumanização que você pode imaginar. Para o motorista, o ser humano do lado de fora, que está sim mais frágil, é nada mais de um bonequinho, um personagem da paisagem, do mundo perfeito no qual ele vive. Só que o outro lado, o lado de fora; sofre, chora, toma chuva e morre. O lado de fora está sendo destruída por essa bolha burguesa.

    O que mata pedestre não é necessariamente o carro; o que mata pedestre é a bolha ideológica que o carro criou. Ou você acha que o mundo perfeito acaba quando se sai do carro? os mesmos preconceitos que foram criados em quando a pessoa estava dentro do carro, agora, saem para fora e refletem nas ações humanas. Por isso o Brasil é um país nojento, de gente nojenta. Todos carregam em maior ou menor grau essa bolha ideológica do homem bom vivant. Todos pensam que estão em Hollywood.

    Outra percepção interessante é que a cidade não é feita para o pedestre, mas para os carros. Tudo gira em torno das ruas e estradas, mas esquecem das calçadas por onde se desloca a população.

    Conclusão
    O motorista Brasileiro tem que se ferrar legal. Tem que criar sim! mais impostos à ponto de deixar impossível que o Brasileiro médio tenha um carro. Veja que não é apenas uma questão de transporte; pois se levarmos isso em consideração, poderíamos ver que seria possível que todos 200 milhões de Brasileiros andassem de ônibus e bicicleta. ora, na própria Europa isso é uma realidade. Mas essa questão é muito mais abrangente e está relacionada à própria cultura do Brasileiro, como deixei comprovado no artigo acima; enquanto não acabarmos com a posse de carros no Brasil, essa bolha ideológica continuará a existir.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Prando  07/12/2017 18:05
    Olha ele aí!

    Já foi melhor tbm... nem engraçado esse texto foi
  • Eita poha  07/12/2017 19:36
    Verdade. Antes eu rolava de rir com as asneiras dele, agora foi até chato ler.
  • airton  08/12/2017 03:41
    Caramba depois desse comentário eu que tenho um carrinho popular usado estou me sentindo um lixo.
  • Gustavo  07/12/2017 20:28
    você com certeza escreveu muito mais sobre esse assunto do que leu sobre ele
  • Paulo   08/12/2017 13:45
    O artigo não mencionou que o servidor público é o "problema do mundo", mas apenas um deles. E com toda a razão.

    E se você é contra as pessoas utilizarem seus carros, ofereça opções melhores. A começar, ônibus e metrô MELHORES e MAIS BARATOS para induzir as pessoas a deixarem o carro em casa. Ou você acha que todos têm que gostar de andar em pé e espremido, como se estivesse numa lata de sardinhas? Ou que todo mundo é obrigado a chegar ao trabalho empapado de suor após uma longa pedalada?

  • Maril  10/12/2017 05:55
    Caramba! Você acredita mesmo nisso que escreveu?
  • Marcos Santos  11/12/2017 03:11
    Velho. Normal você ceder a cauda. Ninguem esquenta a cabeça com isso. Mas para de tomar ácido, de boa. Vai te deixar mais burro ainda do que você já é. Se é que isso é possível! :-D
  • Vanesca Franco  26/02/2018 16:45
    Hahahahahah!!!!
  • Jailma Viana  14/06/2018 12:01
    "Capital Imoral", adorei seu comentário. Maravilhoso. Duzentos milhões de brasileiros de bicicletas seria ótimo. Ainda mais sendo a terra plana e não esférica, né? Pois acredito que você, inteligente que é, sabe que a terra é plana. Só tenho pena e dói no meu coração pela minha finada mãezinha. Ela, coitadinha, aos noventa e três anos de idade ainda lamentava-se que quando jovem não conseguira se equilibrar em uma bicicleta. Ela chegou a cunhar um termo para a sua deficiência. Se auto-denominava "disbiciclética".
  • Breno Alves  07/12/2017 14:51
    Um dos piores problemas de Pindorama é o concurseiro profissional. Gente que poderia estar trabalhando, produzindo e gerando riqueza desperdiça a energia de olho em esbulhar o povo. Não produzem nada e, no final, só subtraem e aumentam a pobreza.

    Alguém sabe se há algo semelhante em outros países?
  • Ricardo  07/12/2017 16:15
    E que jovem hoje vai querer ser "escravo" na iniciativa privada ganhando salários de fome? Ou se matar de trabalhar como empreendedor, correndo o risco de falir e se endividar brutalmente?

    Sem contar que nem todo mundo é apto para fazer uma brilhante carreira em empresas privadas ou tem talento e tino para os negócios.

    Eu concordo que penduricalhos, burocracia e várias outras coisas precisam ser cortadas. Mas não acho totalmente justo o modo como as críticas são feitas. Será que se um dos filhos do autor optar pelo serviço público ele vai tratá-los como parasitas, dizer que não produzem nada e etc.? Todos conhecemos alguém que trabalhe no setor público e sabemos que nem todos eles vivem um mar de rosas ou que são à toas canalhas.
  • Ulysses  07/12/2017 16:32
    E cadê seu contra-argumento aos fatos e dados apresentados? Dar chilique e afetar indignação perante o que foi dito está longe de ser argumentação. E muito menos resposta. Recorrer ao ridículo de dizer que há funças bacanas e legais (e que por isso não merecem ser criticados) é o ápice do desespero e da falta de argumentos.
  • Mansueto  07/12/2017 16:49
    Ué, e por que você acha que os salários no setor privado são baixos?!

    Tendo de arcar com uma carga tributária que chega a 40% da renda, como é que seria possível pagar salários altos?

    O empreendedor trabalha até o dia 2 de junho de cada ano apenas para pagar os 93 tributos(impostos, taxas e contribuições) que existem no Brasil. E pagar esses impostos requer 2.600 horas apenas para preencher os formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Quem não pagar é punido com cadeia e confisco de bens.

    Se você contratar um empregado com um salário de mil reais por mês, esse empregado pode chegar a lhe custar, aproximadamente, dois mil e oitocentos e trinta reais por mês — ou seja, mais do que o dobro do salário. (O corriqueiro é que ele custe, no mínimo, dois mil reais).

    Isso acontece porque existem os chamados encargos sociais e trabalhistas. Considerando o salário mínimo de 2017, de R$ 937, o empregador terá de pagar R$ 2.651 por empregado. Isso significa que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.

    Para completar seu pesadelo empreendedorial, ainda falta mencionar os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.

    Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    E tudo isso pra bancar o setor público e o salário dos funças.
    Como, por favor me diga, seria possível pagar salários altos na iniciativa privada?
    E o curioso é que quanto mais gente for para o setor público, mais o setor privado será esmagado. Menores serão os salários e também a arrecadação do governo. Consequentemente menores serão os salários dos funças.

    Se isso continuar, poderá chegar o dia em que irão inviabilizar as empresas, que são quem mantém toda essa estrutura. Ironicamente, sem o setor produtivo, o número de funcionários públicos bem pagos cairá a zero.
  • Nem a Pau  07/12/2017 18:19
    "Isso acontece porque existem os chamados encargos sociais e trabalhistas. Considerando o salário mínimo de 2017, de R$ 937, o empregador terá de pagar R$ 2.651 por empregado. Isso significa que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente. "

    Cara, demite quem te apresentou essa conta, o bicho está te passando a perna, isso não chega nem perto de ser verdade. Bom, mas a verdade por aqui não é nenhuma estrela, né?

    Esse texto traz alguns dados verdadeiros, mas com premissas verdadeiras é possível chegar a uma conclusão falsa, por certo que sim, desde que a relação lógica não esteja correta, o que é o caso. Confesso que não tenho tempo e paciência para ficar desconstruindo o texto para vocês que querem acreditar no que foi escrito e também não quero afirmar que tudo no serviço público está certo, porque isso estaria tao longe da verdade quanto falar que tudo no serviço público está errado, mas tomar o juiz como exemplo de funcionário público e o legislativo e o judiciário como os grandes contratadores demonstra claramente que os argumentos contra o serviço público não são tão fortes assim.

    Mudanças têm que ser realizadas, claro, e uma delas inclusive já foi proposta pelo governo Temer, a diminuição, aliás muito justa, do salário inicial.

    Mansueto alega que o Brasil é um local horrível de se empreender e talvez esteja correto, mas ainda me pergunto por que se empreende tanto, apesar disto?

    Acho que porque é pior ainda para se trabalhar como empregado, tentar ignorar o fato de que nenhum empregador pagaria mais se não tivesse que recolher impostos é uma hipocrisia sem nome e fingir que tudo seria melhor se o Estado fosse mínimo é algo bem divertido de se pensar, mas isso significa que não deveria haver menos Estado em algumas áreas? Não significa. Significa que a legislação não deveria ser mais simples?De jeito nenhum, precisamos de leis mais simples, fáceis de aplicar e entender.

    Entre discordâncias e concordâncias creio que toda a sociedade deve ser ouvida, da forma mais direta possível e que todos devem ter possibilidades de defender seus interesses e ideais.
  • Sou o Juvenal  07/12/2017 19:06
    "Cara, demite quem te apresentou essa conta, o bicho está te passando a perna, isso não chega nem perto de ser verdade. Bom, mas a verdade por aqui não é nenhuma estrela, né?"

    É mesmo? Conversa com a FGV, a autora do cálculo.

    Trabalhador custa quase 3 vezes o salário

    O custo do trabalhador, em média, pode chegar a 2,83 vezes – ou 183% – o salário que ele recebe da empresa, no caso de vínculo de 12 meses de duração de um contrato de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A informação é do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    www.estadao.com.br/blogs/jt-seu-bolso/2012/05/24/trabalhador-custa-quase-3-vezes-o-salario/

    Seu desespero e sua arrogância só não são maiores que seu orgulho de sua própria ignorância. Mas, também, esperar o que de um parasita que suga dinheiro público e que nunca empreendeu na vida?

    "Confesso que não tenho tempo e paciência para ficar desconstruindo o texto para vocês que querem acreditar no que foi escrito"

    A julgar pela qualidade da sua primeira "refutação", de fato, é uma sábia escolha de sua parte não gastar tempo tentando "refutar" o que foi escrito (aliás, seria a primeira vez que alguém refuta fatos). No máximo, você iria, de novo, se auto-humilhar e mostrar ao mundo toda a sua ignorância.

    Mais um que vem aqui e desaba.
  • Demolidor  07/12/2017 20:31
    Mansueto alega que o Brasil é um local horrível de se empreender e talvez esteja correto, mas ainda me pergunto por que se empreende tanto, apesar disto?

    Pois é, as pessoas deveriam se resignar e morrer de fome esperando por um emprego, não é? Você já ouviu falar de MEI, por acaso?
  • Eita poha  07/12/2017 19:47
    Sabe que eu vivia em um grande dilema: abandonar ou não o serviço público. Então cheguei às seguintes conclusões:
    1 - Se eu ficar, vou ser uma pessoa que recebe salário de pessoas que não optaram por me pagar (e isso é ruim).
    2 - Se eu sair, outras pessoa entra no lugar, e nada muda (e isso também é ruim). Pode ser que a outra pessoa que entre no meu lugar seja um corrupto, ladrão, etc (e isso é péssimo).
    3 - Se eu ficar, usar uma parte do meu salário para caridade, trabalhar como se fosse da iniciativa privada, cumprir os horários, prestar um bom serviço, e não ser corrupto, roubar, etc, isso pode ainda ser ruim, mas é a opção menos pior de todas. Aliás, posso tentar destruir o sistema por dentro.

    Então, acho que essa 3ª opção é a menos ruim de todas, e assim faço o que posso para proteger os verdadeiros trabalhadores de algum servidor corrupto que possa ocupar meu lugar. Claro que ainda é imoral e nada pode justificar isso, mas assim eu consigo dormir um pouco a noite. Desculpem, mas acabei ficando no cargo.
  • Gustavo  07/12/2017 20:29
    qualquer jovem com a cabeça no lugar prefere ganhar pouco a ser ladrão
  • Autônomo  11/12/2017 14:03
    Alguém sabe me dizer se resolve alguma coisa ficar revoltado com a existência de funcionário público? Como acabar com a existência deles na prática? Qual funcionário público vai deixar de ser parasita simplesmente por "amor à ética"? Quem vai querer deixar de ganhar 60% mais que a iniciativa privada? Vejo no Brasil um monte de gente revoltada com tudo, mas ninguém fazendo nada prático para mudar a situação. Alguém sugere alguma atitude?

    Vocês, por exemplo, comentaristas do Mises, fazem o que para acabar com o Estado e com os servidores públicos?
  • Roberto  11/12/2017 15:15
    Sonego o máximo que posso e incentivo todos a fazerem o mesmo. Se todos agirem assim, a besta morrerá esfaimada.

    Aliás, vale ressaltar que todo este ataque aos privilégios dos funças só está acontecendo agora porque as arrecadações do governo caíram. Se continuarem caindo, o processo será ainda mais rápido.
  • Autonomo  11/12/2017 15:42
    Como sonegar o imposto retido na fonte, ou embutido no valor dos produtos? Como evitar um serviço de cartório? Saúde, educação e segurança é fácil, mas como evitar o roubo descarado?
    Será que somente sonegando o bicho morre? Acho que com a queda da arrecadação, mais e mais impostos virão...
    Ajuda eu aí, por favor.
  • Roberto  11/12/2017 16:06
    "Como sonegar o imposto retido na fonte"

    Um sujeito que se diz "autônomo" perguntando isso?! Eu sou freelancer e nunca paguei IR na vida. Simplesmente pego o dinheiro que recebo por meus serviços e os invisto como quero, sem qualquer desconto.

    "ou embutido no valor dos produtos?"

    Esse não tem como. Mas jamais peça nota fiscal e sempre estimule o comerciante a sonegar ao máximo.

    "Como evitar um serviço de cartório?"

    Morando de aluguel (e negociando diretamente com o proprietário) e sem ter propriedades. Até hoje só mexi com cartório para registrar carro. E olhando em restrospecto foi uma grande bobagem. Deveria ter ficado só na Uber.

    "Será que somente sonegando o bicho morre?"

    Sim.

    "Acho que com a queda da arrecadação, mais e mais impostos virão..."

    Pode vir. Continua sonegando.

    "Ajuda eu aí, por favor"

    Jeito tem pra tudo. A preguiça é o que pode atrapalhar.
  • Autonomo  11/12/2017 18:09
    Roberto, quem disse que a pergunta "como sonegar imposto retido na fonte?" se refere a mim? Você não acha que todo mundo é autônomo né? Por que você acha que eu perguntei isso?

    Arranco meu braço se o Estado deixar de existir somente pela sonegação. Isso foi uma afirmação muito leviana e cheia de achismo. Mas arrancaria o braço com prazer se isso acontecesse de verdade.
  • Adrimar  05/02/2018 19:21
    Acredito que está acontecendo por causa da Lava Jato. Veja, os juízes estão prendendo os políticos e esses por sua vez tendem a atacar o judiciário. O melhor ataque é o que fere o bolso, por isso, querem mexer nesse vespeiro.
  • Mephis  14/12/2017 08:50
    Sonegar, criptomoedas, ouro, espalhar a mensagem, escrever textos, ja é um otimo começo.
  • João Paulo Lima  08/12/2017 15:07
    A questão é que todos nós fomos doutrinados desde o começo de nossas vidas a achar que a atual situação é normal. Porém, a partir do momento em que você tem consciência que vive do roubo institucionalizado, você passa a ser cúmplice do roubo. Roubo é roubo e ponto. Caso você tenha um filho ladrão, vai dar apoio a esse tipo de atitude?
  • Mais Mises...  07/12/2017 18:46
    Há 1 mês atrás eu comecei a fazer atividade física em academia, chamada de Funcional. Gostei pra caramba. E parte do sucesso da aula pra mim foi o professor de educação física que sabe motivar os alunos, tornar a aula interessante e animada. Ao saber que uma colega era concursada em um órgão do judiciário (que normalmente tem bons salários), ele mudou o semblante e passou a perguntá-la sobre 'qual o segredo'. Ela, sem entender, perguntou 'segredo de quê?'. E ele respondeu: Pra passar no concurso... pois ele havia feito cursinho por 10 anos e no máximo que conseguia era ficar em excedente classificado... Disse que já fez concurso disso... daquilo, que chegou a ficar depressivo após tantos anos sem passar... E nessa hora, olhou pra moça e pra mim perguntando se havia algo que poderíamos falar pra ajudá-lo. Cheguei a ficar com pena, mas logo emendei: "Olha, Deus está há 10 anos lhe dizendo que a sua 'praia' é essa aqui. Sua aula é muito boa. Você é uma pessoa agregadora, alegre, sempre animada... Seu lugar é aqui, trazendo valor para seus alunos. Mas você insiste em ficar numa sala, uma mesa e um computador, fazendo burocracia, vivendo dos impostos que as pessoas pagas (inclusive eu) e, muito provavelmente, engordando... tudo pra ter estabilidade ou pra dizer que é funcionário público."
    Nessa hora veio aquele sorriso mais amarelo que um ser pode emitir e não mais tocou no assunto de lá cá. kkkkkkkkkkkkkkk
  • gabriel batista  07/12/2017 19:16
    Parabens, isso anima qualquer um.
  • Unfrozen Caveman Lawyer  07/12/2017 14:53
    Off Topic:
    Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta quarta-feira (6) um projeto que OBRIGA bares e restaurantes a vender preservativos.

    É lamentável. A que nível chegamos no que tange interferência estatal na vida privada dos indivíduos. Se podem fazer isso, onde é o fim da linha?

    Sou empresário do setor, já não basta todas as dificuldades que nós são impostas, agora ainda mais essa. É isso que empreendedor no Brasil tem que enfrentar. Burocratas clarividentes, que possuem a sede autoritária pelo poder e controle, dentro dos escritórios com suas canetadas fazendo o que bem entendem e você que se exploda.

    Somos escravos mesmo?
  • Marcelo  08/12/2017 01:02
    Como ensinado aqui, se você investigar direito, provavelmente vai descobrir que isso foi resultado de algum lobby da empresa fabricante de camisinha.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2809

    Aliás, sabia que existe uma estatal que fabrica camisinhas? Se duvidar, é coisa dela.

    revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI255104-15223,00-O+PRESERVATIVO+E+NOSSO.html
  • Alexandre  07/12/2017 14:53
    Ser funcionário público é uma mamata, concordo, mas existe coisa pior: o sistema de aposentadoria dos militares. Pasmem, tem gente aposentada aos 42 anos de idade. Além disso, segundo dados divulgados pelo Ministério do Planejamento, o déficit da previdência dos militares sozinho é superior a todo resto do serviço público federal somado.

  • cmr  07/12/2017 22:10
    Milico, principalmente aqui no Brasil, é uma casta totalmente inútil.
    Lá fora eles ainda fazem guerra, aqui nem isso; vivem dentro dos quartéis só mamando o dinheiro do povo.
    Não vigiam nem um metro de fronteira, não se metem em nada, não fazem nada...
    O pior é que eles passam aposentadorias integrais para suas filhas, que nunca se casam para não perder o benefício.

    Eu sou inteiramente a favor da privatização dessas "força zarmada" lixo que o Brasil tem.
  • Catador  08/12/2017 10:12
    Como disse um comediante: "São um bando de adultos, brincando de acampamento."
  • Renegado  08/12/2017 11:25
    Alguém consegue me convencer da necessidade existencial das seguintes "corporações" no Brasil: Policia militar? Policia Civil? Polícia federal? Polícia rodoviária federal? Exército? Aeronáutica? Marinha?

    Experimentem ligar para a policia militar quando membros fortemente armados estão assaltando um banco. 4 horas depois da ligação a PM aparece. O seguinte link corrobora com isso: g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/04/maioria-dos-crimes-no-brasil-nao-chega-ser-solucionada-pela-policia.html . Isso comprova a total falta de utilidade da polícia (militar, civil) tem neste país.

    Esperem, neste meio tempo, consegui pensar em algo que a polícia militar realmente é implacável e extremamente eficiente, pois afinal, tento ser imparcial na minha avaliação. Este algo é o ato de fazerem blitz para averiguar se o cidadão comum foi rouba... cof.. cof.. digo.. fez a contribuição anual dos impostos sobre o seu veículo. Caso contrário, os mesmos levam o seu veículo, de um modo democrático embora. O mesmo é válido para situações em que a justiça determina a penhora de bens, gerado pelo não pagamento de impostos, onde nestes casos, a polícia demonstra ser muito eficiente.

    Em relação a polícia federal e rodoviária federal? Será que estas são eficientes em impedir armas e drogas de adentrarem o país? Será que se eu quiser comprar armas e drogas eu não consigo? Marinha, o que fez nos últimos 10 anos de útil para os pagadores de impostos? O mesmo é válido para aeronáutica e exército? Alguém me explica?

    Por fim: Existe alguma moral em um determinado grupo de pessoas, que vivem de dinheiro roubado, perseguirem outro determinado grupo de pessoas que acabaram de roubar um banco? Isso parece razoável?


  • PM Minarquista  15/12/2017 05:53
    Vc devia ter ido a Vitória-ES, quando a PM fez greve, talvez você descobrisse pra que a mesma serve.
  • Cidadão Capixaba  15/12/2017 11:31
    Ah, eu sei muito bem para o que ela serve: para desarmar o cidadão e com isso garantir o monopólio das armas para os bandidos.

    Vou falar bem claramente: o braço do estado que impinge o desarmamento do cidadão de bem é justamente a polícia.

    Sim, políticos fazem as leis do desarmamento, mas quem impinge a lei é o braço armado do estado. Se eu quiser comprar uma arma no mercado negro, a minha maior preocupação será a polícia me flagrar e me jogar em cana. Ou seja, paradoxalmente, é a polícia quem garante o sossego da bandidagem; é a polícia quem garante à bandidagem que o cidadão comum está desarmado. É a polícia a maior responsável pelo desarmamento.

    No caso do ES, a PM desarmou os cidadãos, impediu que eles próprios pudessem se autodefender, e aí entrou de greve e cruzou os braços, deixando o terreno livre para a bandidagem.

    Esse foi um ato completamente criminoso da PM.

    Aliás, digo mais: a polícia não é amiga, mas sim inimiga. E pode até ser pior que bandido.

    Tenho uma fazenda que fica bem no meio do mato. Recentemente, a polícia invadiu a casa de uma vizinha minha -- uma senhora de idade -- e tomou a garrucha antiga que ela sempre teve, que pertenceu ao pai dela. Suplicando ao policial, ela perguntou quem iria defendê-la do ataque de bandidos (roubos são frequentes na região). O policial respondeu: "Lamento, minha senhora, estou apenas cumprindo meu dever".

    E a velha ficou desarmada. (Mas logo em seguida comprou outra arma, mais moderna, no mercado negro. E com o meu apoio).

    Se um ladrão invadir a minha casa e eu der cabo do vagabundo, a ÚLTIMA coisa que eu vou pensar em fazer é chamar a polícia.

    Se eu fizer isso, não só a minha arma será confiscada -- deixando a minha família totalmente vulnerável --, como irei em cana.

    O que fazer? Terei de levar o corpo para um lugar deserto (eu tenho de conhecer a cidade), desovar, e voltar pra casa. Dá trabalho? Dá. É perigoso? É. Mas ainda assim é muito melhor do que perder minha arma, ser preso e deixar minha família desprotegida.

    cgn.uol.com.br/noticia/36092/morador-e-preso-apos-matar-bandido-que-pulava-o-portao

    Portanto, não, meu caro. A polícia não só não me protege, como é exatamente ela quem me desarma e me deixa à mercê dos vagabundos. Em uma sociedade livre, se alguém atentar contra mim ou minha família, eu o despacho com minha arma livremente adquirida. Policial nem entra na equação. O meliante que vá se entender com Deus. Eu apenas marco o encontro.
  • Felipe Lange  09/12/2017 01:05
    Menos mau que eles não façam nada, imagina se eles invadissem também outros países e matassem pessoas inocentes como faz outros milicos de outros países...

  • Nordestino arretado  11/12/2017 01:20
    Vai dizer isso para eles. Vão te tachar de comunista. Fiz isso uma vez num blog para assuntos militares (onde muitos leitores são militares ativos e da reserva) e quase fui achincalhado lá.
  • Douglas  07/12/2017 14:55
    A realidade do Brasil está cada vez mais próxima ao sistema de castas da Índia.

    Quem viveu a década de 80 sabe que viver numa realidade assim só não deve ser pior que morar num país africano ou socialista.
  • ronaldo  07/12/2017 15:10
    Eu sou funcionário público, professor do estado, realmente essa classe tem privilégios demais, e cerca de 90% apóia mais privilégios e politicas de esquerda.
    Eu tento fazer o melhor que posso, dando aula no interior onde as pessoas tem casas de barro com telhado de palha, mas a maioria dos colegas não consegue enxergar o problema de uma forma global, e dai eu percebo que eles foram ensinados assim e agora estão ensinando outros também, mantendo o ciclo.
    Eu gostaria muito que tirassem a estabilidade e premiassem o desempenho.
    Em questão de salário eu ganho ao redor de 5 mil bruto por ser concursado efetivo, o que é bem elevado para o interior que moro, mas parece compatível com o custo de vida atual e responsabilidade da função. O executivo em geral paga salários razoáveis para o custo de vida atual, as maiores distorções estão no judiciário a meu ver, onde os salários iniciais e auxílios estão fora da realidade.
  • Érika  13/12/2017 17:36
    É isso mesmo, quando falam servidores tacam tudo na mesma panela. Mas não é assim não! Separem o executivo do legislativo e judiciário pra vocês verem.
  • Meirelles  13/12/2017 18:50
    Outra que ainda não entendeu absolutamente nada. Minha digníssima, permita-me o desenho: pouco importa se o funça recebe um salário mínimo ou um milhão de reais. Em ambos os casos ele vive do roubo e do esbulho dos desdentados deste país.

    Se a quantidade roubada é pequenininha ou enorme, isso é o de menos. O fato consumado é o roubo, e qualquer roubo -- independentemente da quantia roubada -- é imoral e antiético.

    A crítica ao funcionalismo público é, acima de tudo, uma crítica a quem vive da espoliação e do roubo dos desdentados. É simplesmente uma questão de defender a ética e a moral.

    Funça vive do dinheiro esbulhado dos pobres. Seu sustento vem do dinheiro roubado dos desdentados deste país. Seu salário é pago pelos impostos extorquidos dos pobres deste país. Funça subtrai a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que o funça tenha uma vida boa.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover. Ou simplesmente vai para compor o salário do mau professor da rede estadual (se ele fosse bom, estaria em outra área).

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Se você acha isso normal e nada antiético, e diz que quem critica isso está incorrendo em incoerência, então realmente o problema está em outro lugar.
  • Giuseppe  07/12/2017 15:16
    Eu concordo com quase tudo que foi dito, só sou avesso à análise que generaliza a classificação de "trabalho qualificado". Já comentei sobre isso em outro artigo. Não dá pra por em pé de igualdade um engenheiro da Poli e um que se formou em uma particular fast-food e entende menos de cálculo diferencial que um "economista" da Unicamp (Talvez haja viés de seleção na amostra, mas maior parte dos funcionários públicos de alto escalão que conheço são de faculdades consideradas "top de linha").

    Bom artigo. Boa ideia. Parabéns.
  • Petri  07/12/2017 15:44
    Giuseppe, só não entendi exatamente qual é o seu ponto. O que exatamente você está comparando?

    Sempre lembrando que não importa a faculdade em que o sujeito se formou. Ao ser aprovado em um concurso, ele receberá exatamente o mesmo salário, independentemente da origem do seu diploma. Aliás, eis aí mais uma prova da irracionalidade do sistema público: ele não remunera de acordo com a qualificação e competência, mas sim de acordo estritamente com as determinações sindicais e políticas.
  • Giuseppe  07/12/2017 16:19
    Se essa minha amostra for representativa, o alto-escalão do funcionalismo público é ocupado por pessoas de altíssima qualificação que certamente ganhariam muito mais do que o salário "médio" de entrada para cada profissão do setor privado (onde a qualificação da mão de obra é, via de regra, baixíssima), por isso acho a comparação entre funções iguais nas esferas pública e privada meio vazia.

    (Na verdade, acho que são pessoas que ganhariam ainda mais no "end game" do setor privado do que ganham como funcionários públicos, e é exatamente essa a minha birra com elas: falta de ambição. São pessoas intelectualmente fenomenais que encostam num emprego confortável ao invés de gerar riqueza.)

    A abordagem trazida antes, que compara o setor público brasileiro com o de outros países em termos percentuais é, pra mim, muito acertada. Por isso gostei do artigo.
  • 4lex5andro  07/12/2017 17:47
    No segundo parágrafo desse post, explicita o por que de um artigo do Mises, sobre como o livre mercado incentiva os empregados a serem melhores. Não só em competência mas em carater também.
  • Zézão Cianureto  07/12/2017 19:25
    Duvido!
    Na iniciativa privada esses concurseiros não durariam um mês!
    Se é que passaram mesmo nesses concursos será que não tem algum padrinho lá dentro.
  • AGB  08/12/2017 13:49
    Basta ver o caso de Deltan Dallagnol, o procurador justiceiro social. Disputou o cargo através de liminar, contra a lei que ordenava os concursos. Essa liminar só foi analisada depois de 10 anos. Não se sabe se houve interferências externas para retardar o julgamento. Nesse ínterim, Dallagnol foi nomeado para o cargo. O desembargador que apreciou o assunto considerou que não era possível reverter a situação, tratava-se de um "fato consumado" já que o mocinho estava em exercício há muito tempo. Experimente alegar "fato consumado" num julgamento para ver o que vai lhe acontecer.
  • Giuseppe  11/12/2017 14:14
    Incrível, não sabia dessa.

    Acho que o corporativismo do Poder judiciário ganha até do CRM.

    Muita gente fala do Executivo e do Legislativo, mas são praticamente crianças brincando de mocinho e bandido perto da maçonaria Judiciária.

    Os caras são inabaláveis.
  • Érika  13/12/2017 17:41
    Maiores sanguessugas do Brasil, isso ninguém fala! Vamos esculhambar todos os servidores que dá menos trabalho né?
  • Demolidor  07/12/2017 15:16
    Se esses sindicatos de funcionários públicos fossem realmente espertos, eles promoveriam um livre mercado amplo e irrestrito, pelo menos de estilo escandinavo (de onde admiram justamente as coisas erradas). Na sanha de querer regular tudo, acabam estragando sua própria fonte de renda. Além disso, estão atraindo muita rejeição por parte da sociedade, que já exibe enorme resistência a suas demandas corporativistas.

    Olha que resultado ridículo conseguiram: recebem em moeda fraca (real), seus salários, embora muito acima da média nacional, não são muito altos em níveis internacionais e, com a atual situação das contas públicas, há uma grande possibilidade de parcelamentos, atrasos e queda real do poder de compra por desvalorização cambial.

    Bela porcaria que eles conseguiram.
  • JOSE F F OLIVEIRA  07/12/2017 15:25
    "Cada vez que um funcionário público é contratado, morre um empreendedor"
    [Sergio Seloti Jr]
  • Dam Herzog  07/12/2017 15:34
    É revoltante saber que a classe politica promove este arranjo onde há destruição de riqueza pela Nova Classe de funcionarios públicos. Isto concorre para o uso do dinheiro dos tributos nesse inchamento dos orgãos estatais diminuindo os salarios do setor privado da economia, com aumento dos deficits publicos e do individamento do governo. O governo é o grande responsavel pela desigualdade entre salarios do setor público e privado sendo este ultimo obrigado a pagar por isto, ou seja o setor privado é um verdadeiro burro de carga. Isto pode levar a inadimplencia do governo endividamento e inflação e deficits públicos. Isto sem levar em conta a corrupção e o custo da burocracia que sufoca mais o pouco de capitalismo que existe aqui. Na Dinamarca um deputado está sendo acusado de corrupção por estar usando o bilhete unico para andar de metrô sem pagar do proprio bolso. Se alguem estiver sofrendo com este arranjo social estatista injusto, covarde, discriminatório que mostre a sua indignação nas redes sociais e se precisar de informação vamos engrossar a fila dos leitores do Mises.org.Br onde podemos ter meios de raciocinio de a partir de principios universais de justiça, boas políticas economicas, privilegios. Indignar e mortrar sua indignação, pingo d'agua em pedra dura tanto bate até que fura. Odiamos a Nova Classe opressora dos funcionarios públicos que abocanha em excesso a riqueza nacional. Vamos votar no proximo ano e aconselho a trocar de deputado e senador, nem o Tiririca aguentou o ambiente de corrupção, mudar é preciso. Mais Mises menos Keynes.
  • Marcos   07/12/2017 15:39
    Como diria o escritor Upton Sinclair: "É difícil fazer com que um sujeito compreenda determinada coisa quando seu emprego depende de que ele não a compreenda."

    Na minha família a maioria é funcionário público, a vida da minha família por parte de mãe(que já chegou a passar fome) mudou depois que os filhos passaram em concurso público. É complicado explicar isso para os meus pais, tias...eu sou tipo a ovelha negra da família rsrs

    Eu tenho um primo que ta nesse mesmo caminho, estudando pra passar em concurso. Ele não quer saber se isso é bom ou ruim pro país, quer resolver o dele, quer a estabilidade e o mega salário...ele e milhões de outros jovens estão na mesma situação.

    É complicado...



  • anônimo  07/12/2017 18:16
    Por isso a solução precisa "vir de cima". Indivíduos sempre irão querer resolverem os seus próprios problemas.

    Enquanto houver vagas criadas pelo governo de mega-salários, irá ter gente querendo esses salários.
  • esquerdismo é doemça  10/12/2017 17:29
    complicado, infelizmente nao existe livre mercado do br, nao é facil estudar e fazer carreira na iniciativa privada ou empreender, muitos ficam sem opção e acabam indo estudar para concurso. Não da pra simplismente condenar um cara que escolhe esse caminho, muitas vezes falta opção.
  • Andre  10/12/2017 18:27
    Sem essa de falta de opção, os centros de grandes cidades estão repletos de pessoas que a despeito da falta de opção de desenvolver carreira em uma empresa privada se viram na forma de empreendedores, vendem comidas rápidas que economizam nosso tempo, badulaques que facilitam nosso vida e serviços de reparos que economizam nosso dinheiro, funças estão longe de serem pessoas de baixa capacidade intelectual, é mal caratismo mesmo, vivem da renda dos desdentados.
    Até traficantes perigosos já tem o discurso na ponta da língua quanto um menino empregado no tráfico morre numa ação policial: "se era honesto porque não foi vender mandioca na frente do mercado que cobramos arrego?"
  • Henrique  07/12/2017 17:36
    O estudo dolosamente deixou de registrar que nos outros países a diferença salarial é menor porque o setor privado paga melhor. No Brasil temos a cultura de se sugar até a última gota de suor do funcionário.

    Interessante como vocês passam a ser defensores da igualdade quando se trata de funcionários públicos ao invés de lutar para melhorar as condições do setor privado. Um bilionário é apenas uma pobre vítima do populacho preguiço e incapaz, enquanto um funcionário público, que conquistou níveis de renda e ambiente de trabalho dignas, deve ter seu salário diminuído?


    Abraços.
  • Meirelles  07/12/2017 19:21
    "nos outros países a diferença salarial é menor porque o setor privado paga melhor."

    Outro sem a mais mínima capacidade de entender causa e consequência. Impressionante.

    Deixa eu tentar desenhar pra você: por que o setor privado paga melhor nos outros países? Porque os gastos do governo com funcionalismo são muito menores. Consequentemente, a carga tributária sobre empresas e empreendedores é menor. Aqui no Brasil, o governo gasta 13% do PIB com funças. Lá fora, até mesmo países como França gastam apenas 9%.

    Começou a entender?

    Tendo de arcar com uma carga tributária que chega a 40% da renda, como é que seria possível pagar salários altos? O empreendedor trabalha até o dia 2 de junho de cada ano apenas para pagar os 93 tributos (impostos, taxas e contribuições) que existem no Brasil. E pagar esses impostos requer 2.600 horas apenas para preencher os formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia).

    No Brasil, a alíquota efetiva do IRPJ chega a 34%. Além disso, tem CSLL (cuja alíquota pode chegar a 32%) tem PIS (cuja alíquota chega a 1,65%) e tem COFINS (cuja alíquota chega a 7,6%). PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal.

    Fora isso, ainda tem todos os encargos sociais e trabalhistas criados pelo governo, os quais, na mais branda das hipóteses, simplesmente duplicam o custo do trabalhar. O empreendedor paga $2.000, o trabalhador recebe $ 1.000 e a diferença vai pro governo.

    De fato, a galera aqui só não paga salário alto porque não quer...

    "Interessante como vocês passam a ser defensores da igualdade quando se trata de funcionários públicos"

    Criticar quem vive da espoliação e do roubo dos desdentados está longe de ser uma questão de "defender igualdade". É simplesmente defender a ética e a moral.

    Funça vive do dinheiro esbulhado dos pobres. Seu sustento vem do dinheiro roubado dos desdentados deste país. Seu salário é pago pelos impostos extorquidos dos pobres deste país. Funça subtrai a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que o funça tenha uma vida boa.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover.

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Se você acha isso normal e nada antiético, e diz que quem critica isso está incorrendo em incoerência, então realmente o problema está em outro lugar.

    "ao invés de lutar para melhorar as condições do setor privado."

    E este site faz outra coisa a não ser exatamente isso?!

    Mais um coitado que, no desespero, se contradiz inteiramente.

    "Um bilionário é apenas uma pobre vítima do populacho preguiço e incapaz, enquanto um funcionário público, que conquistou níveis de renda e ambiente de trabalho dignas, deve ter seu salário diminuído?"

    Funça conquistou?! A única coisa que ele conquistou foi o privilégio de viver luxuosamente com o dinheiro que o governo esbulha dos desdentados.

    Sinceramente, não sei como você consegue sair da cama.
  • Ricardo Rocha  07/12/2017 19:38
    Vendo alguns esperneios aqui, eu não entendo por que tamanha falta de hombridade dos funcionários públicos em assumir a realidade. Eu sou servidor federal e embolso, líquido, R$ 18 mil por mês (e olha que esse salário é considerado até baixo). Ganho auxílios transporte, moradia, saúde e família. Tenho gratificação de férias e natalina.

    E não tenho problema nenhum em reconhecer que quem paga tudo isso são os desdentados. Pouco importa se "dou meu sangue" ou apenas vagabundeio no trabalho. No final, o salário vem de qualquer jeito. No final, eu subtraio a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que eu tenha uma vida boa.

    Qual o problema em admitir isso? Não fomos nós que criamos esse arranjo. Apenas nos beneficiamos dele. Até o dia em que tudo se esfacelar.
  • Mauricio Tadeu do Nascimento  11/12/2017 16:35
    Você fala de um jeito como o servidor público não pagasse nenhum imposto. O que é completamente irreal.
  • Marcos Rocha  11/12/2017 16:49
    E não paga mesmo. Funça não paga imposto e isso é fácil de demonstrar.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.
  • Mephis  14/12/2017 09:04
    AHAHHAAHAHA. Quem diz que funcionario publico paga imposto tb deve acreditar em decimo terceiro e em papai noel.
  • BISPO  10/08/2018 19:32
    Eu acordo bem todo dia. Para mim o Estado é um bom empregador. Estudei, passei no concurso. faço a minha parte. esses seus argumentos beiram a loucura. Sei lá. para mim o grande problema e a corrupção que existe em nosso país em todos os níveis. E eu tenho certeza os desdentados estão dessa forma e não é por minha responsabilidade, disto eu tenho certeza.
  • Alfredo Nascimento  07/12/2017 19:26
    Esse Henrique não é um que vivia aqui dizendo ser um defensor do povo, dos pobres e dos oprimidos? (Reconheci porque ele sempre fala no mesmo tom e sempre termina com um "Abraços").

    Gostei de ver que o "povo" que ele realmente defende são os funças do alto escalão. O povo, de verdade, nunca esteve na cabeça dele.

    Aliás, sejamos sinceros, funças sempre foram a verdadeira e única classe defendida pela esquerda no Brasil. (Depois, em um distante segundo lugar, os empreiteiros).

    Roberto Campos já cantava essa bola há muito. Dizia ele:

    "Nossas esquerdas não gostam dos pobres. Gostam mesmo é dos funcionários públicos. São estes que, gozando de estabilidade, fazem greves, votam no Lula, pagam contribuição para a CUT. Os pobres não fazem nada disso. São uns chatos..."

    Eu achava que era exagero, mas hoje vejo que é a mais pura verdade.
  • Concurseiro de escola privada  07/12/2017 17:55
    Isso tudo é inveja do autor por não ter passado no concurso publico e não ter entrado para à nata da sociedade.
    Nunca terá o prazer de entrar no banco e todo mundo parar pra olhar e falar "Lá vem fulano, ele é funcionário publico, oferece alguns consignados", comprar uma Hilux com juros subsidiados ou se aposentar com 50 anos contribuindo 11% do seu salário de 5.000 e todo ano a aposentadoria ser reajustada ou então no barzinho todo mundo reclamando e você dá aquela risada gostosa "Eu sou funcionário publico, o meu esta garantido". Funcionário publico quem de se unir contra a inveja, força pros sindicatos. Deveríamos estar criticando o Bolsa Família por dar dinheiro pra ficarem comprando tênis de 60 reais falsificado no Mercado Livre.
  • vinicius  07/12/2017 18:35
    se esta ruim, no futuro vai ser pior ainda porque eles pretendem tirar a estabilidade do funcionário publico não pra diminuir o rombo nas contas publicas, mas sim para colocar seus companheiros sem concurso publico e claro para roubar melhor porque o caso da lava jato foi um absurdo para eles e como o Sergio Moro é tem estabilidade e é juiz de carreira, não se intimidou nem um pouco pelas ameaças de Lula e companhia.
  • Enfermeiro  07/12/2017 19:10
    Concordo totalmente com o texto, porém temos que tomar cuidado para não generalizar. Dentro do próprio serviço público acontecem injustiças e não é todo servidor público que é "ladrão de pagador de impostos". Vou explicar minha situação em particular: sou enfermeiro, profissão não bem remunerada no mercado. Pois bem, tenho um vínculo empregatício municipal de 30 horas, meu salário bruto não chega a 1900 reais. Trabalho 20 horas no setor privado para ganhar 2200 reais. Faço isso porque a situação da profissão está complicada e como passei no concurso do municipio não vou largar esse emprego até conseguir outro vínculo. Detalhe importante é que ser enfermeiro do setor público me causa muito mais dor de cabeça e problemas (SUS sucateado). Assim que conseguir outro vínculo eu peço exoneração, mas por enquanto não dá. Existem várias outras categorias profissionais nessa mesma situação no serviço público. Trouxe essa experiência pra mostrar também o outro lado da moeda, para que não haja generalização. No mais concordo com o texto e afirmo que se o mercado não tivesse interferência governamental eu teria mais oportunidades de empregos.
  • Renegado  08/12/2017 11:35
    Prezado. O serviço de enfermagem é extremamente útil para a sociedade. Acredito que isso é um consenso geral. Até por que, como você mesmo comentou existe uma demanda na iniciativa privada.
    A questão não é a utilidade do emprego em sí, mas de onde vem o dinheiro que é pago para vc desempenhar sua função? Por mais nobre que seja, o fato é, alguém foi roubado para que vc possa ganhar esse dinheiro. Mas não se preocupe, seu emprego, enfermeiro, por ser realmente útil, vc não terá problemas na iniciativa privada. Certo?
  • Zézão Cianureto  07/12/2017 19:19
    É duro trabalhar uma vida inteira e ver que não passou de um burro de carga.
    A iniciativa privada não faz greve, não briga por direitos nem mais benefícios ela simplesmente desiste, fecha, quebra.
    Já cheguei a ter 12 funcionários, em media, por 15 anos. Jurei nunca mais assinar uma carteira de trabalho.
    Hoje trabalhamos minha esposa e eu em nossa pequena confecção. Temos apenas um filho e o estamos educando para sair do Brasil. Desistimos daqui.
    Mesmo tendo uma empresa enxuta temos o desgosto de sustentarmos essa maquina publica ineficiente.
    E na própria família vemos funcionários públicos se achando os inteligentes, pois ganham bem mais que nos dois juntos. Se achando ainda no direito de dar palpites em nosso negócio, sem nunca terem empregado ninguém ou montado nada no Brasil.
    Minha esposa e eu mesmo só não vamos embora daqui por alguns motivos, pais idosos, nós mesmos já nos consideramos velhos e cansados para essa empreitada, mas o principal é a covardia mesmo.
    Meu conselho aos jovens. Vazem, vão embora!
    Mesmo que tenhamos um governo liberal no Brasil ele não durará muito.
    É só observamos o histórico da América Latina.
    Cultuamos governos socialista.
  • Raskolnikov   07/12/2017 19:34
    Sou funcionário público federal, "funça federal", como chamado por muitos por aqui.

    Meu contracheque é mais enfeitado do que uma árvore de natal, tenho incorporações até o último fio de cabelo. Apesar de exercer uma função de nível médio, com atribuições e responsabilidades equivalentes a de um estagiário, meus vencimentos são limitados pelo teto constitucional.

    Como sempre fui mais inclinado à vadiagem do que à estupidez, desde os primórdios da minha brilhante carreira diversifiquei boa parte do que me cabia do "roubo legalizado" em ações, fundos imobiliários, títulos públicos, etc. Nunca produzi riqueza, mas hoje tenho uma renda passiva capaz de fazer inveja a um suíço.

    Pergunto: devo me sentir mal por isso??
  • Pipoqueiro  07/12/2017 19:50
    Opaaaaa, pipoca já está aqui pronta para acompanhar a discussão ao seu post. Boa sorte amigo! kkkkkkkkkkkkkk
  • Demolidor  07/12/2017 20:55
    Pergunto: devo me sentir mal por isso??

    Sim. Você ganha em moeda fraca que perde valor constantemente, com um salário baixo quando comparado a níveis internacionais, vive num país onde quase tudo que é vendido é ruim e caro, tem que bater ponto num lugar todo dia num lugar do qual provavelmente não gosta, tudo que faz é obrigatório por lei, com frequentes ameaças de sanções administrativas ou penais, e só colocou seu dinheiro em investimento do tipo junk (não sou eu quem está dizendo isso, são as agências de classificação de risco).

    Você não tem opção. Além dos salários da iniciativa privada serem mais baixos, pouquíssimos empresários contratam ex-funcionários públicos. E muitos dos que o fazem querem alguma vantagem burocrática, não raras vezes ilegal, para seus negócios.

    Como se não bastasse, sua organização está absolutamente quebrada e numa encruzilhada. Ou reduz de tamanho, limitando seus privilégios e vencimentos, ou o país descamba para uma Venezuela, o que provavelmente será muito ruim para você. E o povão que não tem emprego público, grande maioria em situação muito pior, tendo de se virar no mercado informal para pagar suas contas, já demonstra que está de saco cheio. Algo bem perigoso num lugar onde são assassinadas 60 mil pessoas por ano, ocorre um número absurdo de crimes contra o patrimônio e funcionários públicos são vistos como ricos.

    Eu, se fosse você, ficaria deprimido, deixaria de apoiar os sindicatos e tentaria abrir o olho dos seus colegas. Espero ter respondido à sua pergunta.
  • Raskolnikov  08/12/2017 11:28
    Skywalker,

    Eu ganho em moeda fraca que perde valor, de fato, mas eu seria um imbecil se não enxergasse isso e não fizesse nada...

    Depois de 15 anos de investimentos constantes, acredite, mesmo batendo no teto do STF (R$ 33.763,00), meu salário é irrelevante frente aos retornos em renda passiva (JCP, dividendos, etc, etc)...

    Não tenho dinheiro em junk, as agências de classificação de risco podem dizer o que quiser, o LL e o FCL das empresas que possuo falam mais alto.

    Minhas aplicações, creio eu, estão suficientemente diversificadas.

    Algo em torno de 55% pulverizada em boas empresas, com lucros absurdos e geração de caixa surreais...
    Fora os imóveis/fundos imobiliários (quase a totalidade de tijolo) quem basicamente ja garantem a preservação do valor do $$... Esses representam 34%

    No exterior tenho uma carteira de reits e ações de empresas globais (5%)
    5% em RF (basicamente tudo em NTBN 2050) - A cada 6 meses eu pego o valor dos juros pagos e invisto em imóveis.

    Tenho reserva de valor em ouro, basicamente Bullions, que tem uma melhor portabilidade.
    E recentemente comecei a comprar algumas criptos (tenho bem pouca coisa em BTC, tenho comprado mais LTC e IOTA). 1% - apenas em caso de uma catástrofe.

    Perceba, ainda que tudo possa dar errado, minha diversificação me da uma boa margem de segurança...

    Embora ainda não tenha tempo pra me aposentar - coisa que vou fazer com a integralidade do salário da ativa, carregando o teto do STF para o resto da minha vida, que possivelmente vai passar em forma de pensão por morte para minha esposa e depois para meus filhos por mais uns 50, 60 anos- já poderia ter parado há muito tempo.

    Vou no trabalho bater ponto todo dia justamente pelo motivo contrário do que você falou, gosto de confraternizar com a galera...O café é bom.

    No mais, concordo com tudo que ta escrito no artigo.
    Tem que cortar privilégios realmente, diminuir o salário dos que vão entrar agora na carreira.
    É um absurdo essa minha situação!!!!

    A vida não é justa né?
    Sei que sou um privilegiado e pertenço a uma casta de marajás, mas não sinto como se tivesse feito algo de errado...Fiz?

    Eu tenho culpa de ter passado em um concurso e ganhar bem?
    Tenho culpa de ter tantos benefícios e trabalhar tão pouco?
    Tenho culpa de me pagarem tão bem sem que eu produza nada de relevante para a sociedade?
    Que mudem as leis. Sou totalmente a favor!!!!

    Quanto a situação do país.... é triste, ver o povo sofrendo na miséria, mas, o que eu posso fazer?

    No dia que ficar insuportável eu carrego meus panos e vou lamentar pelo Brasil la de Cascais, Viena, Adelaide, Perth (são tantas opções)...
  • Demolidor  08/12/2017 12:36
    Sei que minha avaliação vai contra o senso comum, mas o que você tem de melhor hedge são ouro e criptomoedas. Ativos no exterior, com tudo acima das máximas históricas, NTNB-2050 com uma dívida pública gigantesca, imóveis sobrevalorizados, isso, ao contrário do que pensam, é que é muito arriscado.

    De várias formas, você está exposto aos riscos dos mercados inundados de Quantitative Easing e ao risco Brasil.

    No mais, só posso te dar os parabéns por ter tornado seu salário irrelevante. Na sua posição, faria lobby para um enxugamento da máquina a fim de preservar e aumentar a rentabilidade do patrimônio que conquistou (inclusive preservar o governo para que seu salário, pensão, dividendos e alugueis não sejam pagos via inflação, como ocorre na Venezuela). Algo ao estilo do que foi feito na Nova Zelândia. Por seu interesse próprio.

    Por mais que eu te veja como privilegiado e seus vencimentos como algo imoral, não te culpo mesmo. Não é algo pessoal. Você jogou as regras do jogo, como várias pessoas que conheço. Pelo menos você não parece ter abraçado a ideologia esquerdista do funcionalismo público.
  • Demolidor  08/12/2017 18:55
    Me ocorreu um exemplo bem claro para ilustrar o quanto seus investimentos são arriscados.

    Quase quaisquer investimentos que você tenha em ações sofreram desvalorização absurda entre 2011 e 2015. Agora é que a bolsa está no mesmo número de pontos de 2008. Isso com dólar acima de R$ 3,00. Por mais que você se gabe, mesmo com os dividendos que você afirma ter recebido, dificilmente se pagaram neste período. Inclusive porque grandes pagadoras de dividendos, como OIBR4, derreteram e pararam de pagar a seus acionistas. Só consigo te ver lucrando com posições long se você comprou de 2015, 2016, em diante.

    Quanto a seus conservadores imóveis. Vamos ser otimistas. Digamos que estejam valendo 50% a mais que em 2011, e que os alugueis estão 50% acima (o que provavelmente não ocorre). Como o dólar estava na casa de R$ 1,50 e hoje está em R$ 3,20, mesmo nesta hipótese, você teve uma queda nominal, em dólar, de perto de 30%.

    Supondo uma aplicação bem conservadora e com juros altos, como um CDB com perto de 100% do CDI: se você teve uns 90% de rendimento desde 2011, você ainda está perdendo em dólar. Pelo menos uns 20%.

    Não só isso. Entre 2014 e 2015, todos os que tinham investimento em real (o que me inclui) viram, em alguns meses, uma queda superior a 60% em dólar, quando este foi de menos de R$ 2,00 para mais de R$ 4,00.

    Nem falo nada de NTNB-2050. Você realmente acha que um governo devendo mais de 80% do PIB a juros altos conseguirá, até 2050, pagar isso sem inflacionar a moeda? Você topa esperar mais 33 anos para isso ainda?

    São investimentos com esse tipo de perda que você considera conservador? Me desculpe, mas eu qualificaria isso como gostar de viver perigosamente. Até IOTA e LTC me parecem menos arriscados.
  • Demolidor  14/12/2017 02:55
    Deixa só eu adicionar ao meu comentário. Talvez o Leandro pudesse clarificar melhor. NTN-B dá a inflação medida pelo IPCA mais um rendimento, o chamado juro real.

    Ocorre que, na minha opinião, os pagamentos semestrais tendem a ser ultrapassados pela inflação posterior, tornando os ganhos reais em mera ilusão. Se formos ver o histórico de rendimentos, o NTN-B mal compensou a desvalorização cambial dos últimos anos. Quando comparado ao euro, fica ainda pior: sisweb.tesouro.gov.br/apex/f?p=2031:2:0::::

    Corrijam-me se eu estiver errado.
  • anônimo  08/12/2017 15:27
    Você está em festa estranha com gente esquisita. Você poderia ser um Bill Gates ou um doutor em economia que ninguém aí iria te escutar, só estão aí para meter o pau nos outros.
    E você foi desabafar no lugar errado, na boca do lixo.
    Sou um cara da direita e empreendedor e sei muito bem que nem todos os funcionários públicos ganham muito bem. Depende da carreira, a do judiciário, legislativo e altas patentes das forças armadas ganham melhor. Muitos aí são frustrados e hipócritas e tentaram pelo menos uma vez na vida um concurso público. Como diz a frase escrita na sede Botafogo: " Se tua estrela não brilha, não tente apagar a minha." E podem xingar à vontade gentalha, pois vocês são mais vagabundos do que aqueles que vocês estão julgando.
    Não se sinta culpado não, apenas trabalhe bem e procure se qualificar e um dia você pode até um negócio e trabalhar no que gosta.
  • anônimo  08/12/2017 15:38
    Se sinta culpado por fazer coisas erradas e ser mau funcionário, seja no público ou privado. Mas de ter carreira pública não. Nunca é tarde para mudar.
  • Luiz  07/12/2017 19:54
    Qual é a sua renda mensal, Leandro Roque? Não teve capacidade de passar num concurso público MERITOCRÁTICO e nos critica. Inveja?
  • Gabriel  08/12/2017 14:48
    kkkkkkkkk
  • Luiz Moran  07/12/2017 20:41

    Há uma elite de marajás no funcionalismo público com privilégios de realeza e ganhos exorbitantes. Trata-se de uma minoria que abocanha uma enorme fatia do bolo.

    A grande maioria ganha salário de fome.

    Essa "desigualdade" a esquerda faz questão de não mencionar.
  • anônimo  08/12/2017 14:05
    Roberto Campos já cantava essa bola há muito. Dizia ele:

    "Nossas esquerdas não gostam dos pobres. Gostam mesmo é dos funcionários públicos. São estes que, gozando de estabilidade, fazem greves, votam no Lula, pagam contribuição para a CUT. Os pobres não fazem nada disso. São uns chatos..."

    Eu achava que era exagero, mas hoje vejo que é a mais pura verdade.
  • Pedro Mendes  08/12/2017 00:19
    Me dá uma dor no coração quando vejo relatos de jovens que ficam 3 anos estudando para concurso de judiciário (o mais pomposo de todos). Só tristeza. E o pior que meu pai fez o último concurso do TRF....

    Como fazer uma abordagem?
  • André  12/12/2017 16:19
    Estou muito Satisfeito na advocacia...mas não resisti e me increvi no Concurso pra Juiz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul...fiz pela remuneração, claro, mas também pelas loirinhas gaúchas...
  • Skywalker  08/12/2017 00:31
    Este ano o TCU divulgou que os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) tem uma folha salarial mensal de 10,6 bilhões de reais mês e deste valor 3,5 bilhões é gasto com cargos em confiança e comissionados.
    Ainda segundo o TCU, no Executivo Federal para cada cinco servidores há um cargo de confiança/comissionado, no Judiciário Federal, pasmem, para cada dez servidores há oito cargos de confiança/comissionado.
    Como o caos administrativo de Estados e Municípios é maior, significa dizer que neles esse abuso é ainda maior, mas apenas para estimar, por alto, extrapolando o que o TCU denuncia na esfera federal, significa dizer que o Brasil gasta com cargos de confiança/comissionados 4,58% do PIB.
    Por que isso é tão ruim? Por que a lógica do serviço público, quase geral, é que políticos indicam os comissionados e estes, conforme os interesses de seus padrinhos partidários, indicam os servidores ocuparão os cargos de confiança.
    É o modelo que afundou a Petrobrás, então não precisa maior explicação de como é usado.
    Claro, os abusos se concentram principalmente nas capitais e em Brasília, longo das "cortes" encontramos, não raro, um cargo em confiança para cada 30 servidores se essa proporção fosse aplicada como regra geral poderíamos cortar, quase que instantaneamente, despesas da ordem de 3,7% do PIB, mas claro isso nunca ocorrerá, pois vai 'decepar' os braços do fisiologismo dentro da máquina estatal.
    Em tempo, qual a moeda de negociação do Congresso com o Presidente, claro: cargos comissionados (se entenderam a mecânica do modelo de destruição da Petrobrás, não precisam de mais detalhes).
  • Igor  08/12/2017 00:43
    Esperando o Paulo Bat e sua larga experiência na Petrossauro se pronunciarem...
  • Fernando Luiz Dolci  08/12/2017 08:43
    Toda a realidade do Brasil, só será alterada com investimento maciço em educação. Educação sem ideologias de qualquer seita. Só ideologia da matemática, da física, das ciências sociais, da filosofia.; e não me venham dizer que a iniciativa privada irá investir nisto pois, assim como o poder político quer manter a ignorância, as "empresas" brasileiras só querem mão de obra de qualidade, não mão de obra pensante.
  • Striker  08/12/2017 12:41
    Acho que o problema da educação não é só a doutrinação e culpa do Paulo Freire.

    A educação é um fim, e não o meio. Você pode melhorar um pouco com educação, mas não vai resolver o problema.

    Se a cultura do povo é samba, futebol e cachaça, não há escola que resolva o problema da pobreza.

    Boas escolas são formadas por bons alunos. Uma escola com bons alunos será melhor do que uma escola com bons professores.

    Faça a seguinte experiência: Troque os professores de uma escola ruim com os professores de uma escola boa. Ou então, troque os alunos de escola. Com certeza, a escola boa ficará ruim, e a escola ruim ficará boa.

    Outro detalhe importante, é que nada substitui o suor, o esforço e a dedicação.
  • Demolidor  08/12/2017 18:20
    Se a cultura do povo é samba, futebol e cachaça, não há escola que resolva o problema da pobreza.

    Claro, sempre sobra para o povo. Querem controlar até o que as pessoas fazem no seu horário de folga.

    Vá para a Disney assistir um desfile de carros alegóricos (algo que ocorre o ano todo, não só no Carnaval, como aqui), beber num pub inglês ou assistir a uma partida de futebol na China para ver se você consegue perceber um pouco de realidade. Até lá tem mais público em estádios de futebol que no Brasil:

    www.chinadaily.com.cn/world/2016-01/21/content_23179108.htm

    Quanto à educação americana, faz muito, mas muito tempo, que eles ficam na rabeira dos testes da OCDE. Muito atrás que países bem mais pobres. Como disse outro comentarista, moeda forte traz muito mais resultados que investimento em educação:

    www.npr.org/sections/thetwo-way/2013/12/03/248329823/u-s-high-school-students-slide-in-math-reading-science

    Não tem nada de errado com o povo brasileiro. São vocês, intervencionistas, que têm ideias tortas e que brigam com fatos.
  • Striker  08/12/2017 12:58
    Outra experiência que poderíamos fazer, é trocar todos os professores brasileiros pelos professores americanos.

    Com certeza, o Brasil continuaria ruim e os Estados Unidos iriam melhorar os professores.

    Por isso, o problema é cultural. Ninguém vai estudar se não acreditar na meritocracia, na liberdade, no reconhecimento do esforço e principalmente no respeito a propriedade.


  • anônimo  08/12/2017 14:01
    Esse país JÁ gasta demais com Educação. É um país de terceiro mundo gastando o mesmo que países desenvolvidos com Educação. E a situação apenas piora.

    Educação por si só não resolve nada. Ajuda, sem dúvidas, mas não é o motor de prosperidade.

    Os EUA se transformaram na nação mais desenvolvida do planeta com metade da população analfabeta. Ultrapassaram a Inglaterra em 1850 que tinha uma porcentagem maior de formados e com uma taxa de alfabetização bem maior.

  • Richard Stallman  08/12/2017 14:43
    Basicamente isso. Ultimamente todo mundo acha que educação é uma poção mágica, propondo coisas absurdas como ensino integral (FIESP) pra ir desde pequeno se acostumando com o chão de fabrica, onde cada um quer emburrar sua própria visão de mundo. Eu considero o currículo de ensino no Brasil bom, o problema e fazer a molecada entender as coisas e as vezes nem dá pois não é do interesse dele. Uma moeda forte seria muito mais efetivo pro Brasil que ficar das 8h às 18h na escola.
  • Fernando Luiz Dolci  08/12/2017 19:20
    [...] Mas e pelas prescricoes relativas a educacao publica que, desde o principio, vemos revelar-se com toda a sua clareza o carater original da civilizacao americana.
    Diz a lei: "Considerando que Satanas, o inimigo do gênero humano, encontra na ignorancia dos homens suas mais poderosas armas e que e importante que as luzes que nossos pais trouxeram nao fiquem sepultadas em seu tumulo; considerando que a educacao das criancas e um dos primeiros interesses do Estado, com a assistencia do Senhor..."39 Seguem- as disposicoes que criam escolas em todas as comunas e obrigam os habitantes, sob pena de fortes multas, a tributar-se para sustenta-las. Escolas superiores sao fundadas da mesma maneira nos distritos mais populosos. Os magistrados municipais devem zelar para que os pais mandem seus filhos a escola; eles tem o direito de pronunciar multas contra os que se recusarem; e se a resistencia continuar, a sociedade, pondo-se entao no lugar da familia, se apossa da crianca e tira dos pais os direitos que a natureza lhes dera, mas que eles sabiam utilizar tao mal. [...]
    Trecho da obra: "A Democracia na América" de Alexis de Tocquevile, pág 49. 1835, que analisa a realidade da colônia inglesa da Nova Inglaterra, berço das mentes que criaram os EUA.
    Desprezem as acentuações, pois foi Ctrl C ctrl V.
  • Demolidor  08/12/2017 20:08
    Nenhum lugar é perfeito. Os EUA se tornaram uma potência apesar da educação compulsória (que, na verdade, só se tornou amplamente adotada pelos estados na segunda metade do século XIX).

    Isso só revela o quanto o livre mercado é poderoso. Mesmo tendo que arcar com um sistema ruim, que historicamente gera estudantes fracos em testes internacionais, e caro, consumindo hoje mais de 1 trilhão de dólares por ano, o país se tornou líder em ciência e tecnologia.

    Mas intervencionista gosta de ver virtude onde há vício.
  • anônimo  09/12/2017 00:32
    O ANIMAL (Fernando Luiz Dolci) ACORDA !!!

    "Toda a realidade do Brasil, só será alterada com investimento maciço em educação"

    - Brasil é um dos países que mais investem em educação
    - Brasil é o 3º país que mais investe em educação, diz OCDE

    Você quer que uma gangue faça um "investimento maciço em educação" e ainda espera uma "educação sem ideologias de qualquer seita" ?

    O problema do Brasil são pessoas que pensam igual você !

    Esse é o resultado do "investimento maciço em educação" feita pela gangue: www.youtube.com/watch?v=yz6j_ca43hg

    Você é só mais uma vítima do próprio sistema que você defende.

    - Não se deixe educar pelo estado
    - E se as escolas públicas fossem abolidas?
    - Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio
  • Felipe Lange  09/12/2017 01:00
    Fernando, veja essa seção de artigos, saia desse pensamento típico de estatistas de que o estado torrar dinheiro com o que eles chamam de educação vai enriquecer o país.
  • News  08/12/2017 16:07
    radioagencianacional.ebc.com.br/economia/audio/2017-12/inflacao-medida-pelo-ipca-fecha-novembro-em-028-e-25-no-acumulado-do-ano

    g1.globo.com/economia/noticia/copom-baixa-juro-basico-para-7-ao-ano-no-10-corte-seguido-menor-desde-1986.ghtml

    www.valor.com.br/financas/5218895/decisao-do-copom-deve-igualar-selic-e-tjlp-pela-1-vez
  • Economista  08/12/2017 16:28
    Para entender por que isso está ocorrendo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2694
  • News  09/12/2017 21:31
    www.seuguara.com.br/2017/12/brasil-e-o-pais-com-pior-nocao-da.html
  • Leo-poldo  08/12/2017 16:34
    Por que o resto do Brasil não pode ser como a Zona Franca de Manaus ?
  • Felipe Lange  08/12/2017 16:48
    "Já era passada a hora de esta trágica questão se tornar mainstream e ser abordada abertamente pelos meios de comunicação. Felizmente, está havendo uma maior disseminação da informação e, pela primeira vez, há alguma chance de algo ser efetivamente feito contra esse descalabro.

    No entanto, a grande massa dos pagadores de impostos parece ainda não ter se dado conta de que eles, na realidade, são os escravos — e não os mestres — do governo em seus três níveis. A questão é saber até quando permanecerão neste estado de ignorância. As pesquisas eleitorais — a estarem corretas — mostram que eles estão dispostos a aceitar mais desse arranjo."


    Muito difícil mudar alguma coisa enquanto muita gente ainda continuar acreditando e confiando na bíblia estatal que eles chamam de "constituição", que garante o inchaço da máquina estatal.

    A melhor coisa é cada federação se separar de Brasília.

    Não é um Bolsonaro ou um Rey que irá mudar isso, se é que eles tenham algum tipo de disposição para fazer isso...
  • marcos  08/12/2017 17:08
    Em termos. Servidor público não tem direito a FGTS. Os da iniciativo privada têm.
  • Regis   08/12/2017 17:42
    Isso é piada sua, né? Por favor, diga que sim. Impossível a ignorância chegar a tanto.

    O FGTS foi criado, em tese, para proteger o trabalhador de uma eventual demissão! Funça tem estabilidade no emprego e não pode ser demitido. Logo, por que caraios ele deveria ter FGTS?!

    Outra coisa: FGTS é uma piada. Rende 3% ao ano. Durante o desgoverno
    Dilma, com a inflação a 11%, quem estava com dinheiro preso no FGTS se lascou todo.

    Isso é dinheiro do trabalhador que o governo sequestra e impede que ele, o trabalhador, use como quiser. O governo considera o trabalhador imbecil demais para gerir o próprio dinheiro.

    Quem inveja FGTS é otário. Eu sou autônomo freelancer e nunca tive FGTS na vida. Graças a isso já posso me aposentar quando quiser, pois tive a liberdade de investir todo o dinheiro que recebi. Se eu tivesse sido escravizado pelo FGTS estaria mendigando trabalho até hoje.
  • Rodrigo  10/12/2017 20:48
    Isso só pode ser piada, sério que vc está em uma página de economia liberal e escreveu isso?

    Quer ter FGTS bebê, então abre mão da estabilidade de emprego e de parte do seu salário, que ficará na mão do governo rendendo menos do que a inflação e que vc só poderá pegar se for demitido. Que tal? Topa?

    E sim, parte do seu salário, pois uma empresa quando contrata alguém já desconta como custo do funcionário a contribuição do FGTS diminuindo assim os vencimentos do trabalhador.
  • salvador Benevides  08/12/2017 18:01
    Sou funcionário público, municipal, e a despeito de contestar vários argumentos aqui apresentados, reconheço a necessidade de fazermos uma ampla e profunda reforma do Estado nesta parte do funcionalismo, talvez assim a sociedade que hoje reclama tanto veja finalmente onde está o erro dos argumentos, e seus acertos. Seria ótimo para o país, em termos didáticos, igualar o funcionalismo ao serviço privado, tratar a missão do serviço publico como um serviço privado qualquer. É preciso mesmo arrebentar com os mitos e os medos, mas, temo que politico nenhum irá querer mexer nisso, infelizmente; talvez, quando a divida publica chegar a 100% do PIB a gente resolva agir.
  • Demolidor  08/12/2017 21:12
    Que bom que vai ser rápido. 2019 está aí já.
  • Geraldo  08/12/2017 19:44
    [OFF] O que acham dessa notícia aqui?

    www.tecmundo.com.br/internet/125074-youtuber-condenado-justica-ensinar-piratear-tv-por-assinatura.htm

    O sujeito realmente fez algo de errado, além de fazer com que as empresas de TV por assinatura deixem de ganhar dinheiro com algumas pessoas?
  • Felipe Lange  09/12/2017 00:58
    O que eles geralmente chamam de "pirataria" é crime sem vítima (como baixar um filme por Torrent na Internet). Mas a notícia deveria esclarecer mais sobre.
  • Demolidor  09/12/2017 13:59
    Tem vítima sim. Se desenvolvo um software, para uma empresa ou no varejo, e o pessoal sai distribuindo por aí à vontade, eu não como e não recupero meu investimento. Não reclamem, depois, se investimentos minguarem e a qualidade, até do que é de graça, piorar.

    A questão é obedecer ou não ao contrato. Não quer pagar, assiste TV aberta ou usa open source. Quer reutilizar uma foto? Confira a licença e veja se tem que pagar ou só citar o autor. Quer modificar o Linux? Siga a licença GPL e não tire os créditos dos autores anteriores. Questão de honestidade intelectual e respeito pelo trabalho alheio.

    Se você arrenda um carro, ele estará sob sua custódia, mas você tem que seguir as regras do contrato quanto à manutenção, quilometragem etc. Mesma coisa com propriedade intelectual.
  • Anauara  09/12/2017 15:57
    Demolidor, se você desenvolve um software para uma empresa, você só é trapaceado se ela não pagar / cumprir com o contrato.

    Veja bem: você assinará um contrato de prestação de serviços no momento em que você e a empresa ficarem acordados.

    Você poderá inserir uma cláusula sobre distribuição se quiser. Se o software acabar vazando, a empresa poderá ser civilmente responsabilizada por quebra de contrato.
  • Demolidor  09/12/2017 18:03
    Exato.

    E o mesmo se aplica a um software distribuído no varejo. Se você aceitou o contrato exibido na instalação, você está de acordo com os termos definidos pelo autor/fabricante/distribuidor. O EULA é um contrato.

    Quem fabrica ou comercializa algo, ou realiza algum serviço, tem plena liberdade de definir o preço e a maneira como sua propriedade será utilizada. E o consumidor tem todo o direito de não aceitar a oferta ou negociar melhores termos. No final, por concorrência e trocas voluntárias, não há abuso.

    Não vejo conflito algum com o ideário libertário.
  • Andre  09/12/2017 20:46
    O software pode ser infinitamente copiado por usuário que teve acesso à ele e não é parte integrante do contrato, fazendo sua escassez e consequente valor tenderem a zero, se sua operacionalidade exigir treinamento especializado aí sim sua abundância resultará em enorme escassez em profissionais habilitados para o treinamento, fazendo de seu criado o melhor exemplo de vítima beneficiada.
    Quanto aos outros produtos, imagens, música e vídeos que sua produção são um fim em si mesmo, seu trabalho divulgado por meios digitais e mesmo analógicos têm um nome, caridade, quem os torna escassos é a máxima entidade amoral, o estado.

  • Demolidor  10/12/2017 02:17
    O software pode ser infinitamente copiado por usuário que teve acesso à ele e não é parte integrante do contrato

    Errado. O contrato chamado EULA é especificamente sobre o software em questão. É ele o objeto. É claro que "pode" ser infinitamente copiado. Você também "pode" financiar um carro e revendê-lo como Pokemon, algo relativamente fácil no Brasil de hoje. Ou alugar um outro e tirar suas peças em sua casa. Também muito fácil.

    Leia aqui campeão: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1306

    Se há um pessoal com quem não compactuo de modo algum, neste site, são os tais "ancaps que dizem que é preciso um estado para proteger propriedade intelectual, portanto ela não deve existir". Não vejo conceito mais errado.

    Olhe para o conteúdo do seu computador. Você é dono do hardware, do HD. Mas você provavelmente não é dono de 99% do que existe dentro dele, seja conteúdo, seja software. Apenas o que você mesmo produziu ou adquiriu os direitos. Todo o resto você pode usar de acordo com licenças de uso (arrendamento) que, graças ao livre mercado, são bem fáceis de serem seguidas e obedecidas. Na grande maioria dos casos, esses produtos são oferecidos gratuitamente a você.

    A facilidade de cópia é irrelevante. Houve custos em tempo e dinheiro e um empreendedor que correu riscos para que o mesmo chegasse até você. O contrato é que ordena o que você pode ou não fazer.

    Voltando ao exemplo do carro. Não é porque o mesmo se encontra na garagem de sua casa que você é dono dele. Não é lícito você revendê-lo a terceiros dando calote na entidade que o financiou. Não é lícito você tirar as peças e devolvê-lo desmontado. Você estará violando um contrato se o fizer.
  • Andre  10/12/2017 15:16
    "A facilidade de cópia é irrelevante."

    Para ignorar tal realidade é necessário criar "o novo homem" coisa que já sabemos como termina;

    " Houve custos em tempo e dinheiro e um empreendedor que correu riscos para que o mesmo chegasse até você."

    Sim, houve recursos escassos dispendidos na operação, o nome disso é caridade. Agradecemos profundamente por tal ato, alguns endinheirados podem fazer contribuições voluntárias.

    "O contrato é que ordena o que você pode ou não fazer."

    Água descendo a serra, fogo subindo o morro, mulher querendo dar e softwares sendo copiados são impossíveis de serem parados.
  • Demolidor  10/12/2017 19:58
    Não, meu caro. Questão de princípios. De obediência aos contratos. Não é preciso inventar nenhum novo homem para isso.

    Você pegar uma obra minha, tirar meu nome, colocar teu nome nela e sair revendendo (ou sair colocando no mercado na cara dura), é violação de propriedade em qualquer lugar do mundo. Engraçado que você diz que seria preciso inventar um novo homem, mas toda a indústria que produz ou comercializa propriedade intelectual no mundo segue essas leis e contratos e estamos inundados de opções gratuitas ou baratas. E tudo isso sem caridade alguma na maior parte dos casos, apenas gente seguindo seu interesse próprio.

    Até John McAfee, notório libertário, vive de propriedade intelectual.

    Água descendo a serra, fogo subindo o morro, mulher querendo dar e softwares sendo copiados são impossíveis de serem parados.

    Sim. E gente desobedecendo a contratos, mecânicos tirando peças novas e colocando velhas em carros, empregados trapaceando patrões, patrões trapaceando empregados, gente arrombando cadeados, governos cobrando impostos arbitrariamente, tudo isso existe também. Não é porque existe que é lícito.

    Cadê o princípio de não-agressão no seu argumento? Quando desenvolvo um software, eu não coloco uma arma na sua cabeça te obrigando a usá-lo ou revendê-lo. Mas se você fize-lo, terá de ser de acordo com os termos que eu defini ou que foram negociados ou é você quem estará agredindo minha propriedade. Você é completamente livre para escolher outras opções se não estiver de acordo.

    Me desculpe, mas esse discurso de pirataria não cola com libertarianismo não. Você não vai encontrar a defesa disso nas obras de Mises ou Rothbard. Para mim, quem defende isso, está em pé de igualdade com socialistas. Apenas gente que quer desobedecer a contratos e viver do esbulho da propriedade alheia.
  • Andre  10/12/2017 23:31
    "gente desobedecendo a contratos, mecânicos tirando peças novas e colocando velhas em carros, empregados trapaceando patrões, patrões trapaceando empregados, gente arrombando cadeados, governos cobrando impostos arbitrariamente, tudo isso existe também. Não é porque existe que é lícito."

    Sim, é ilícito e todos os que descreveu podem perfeitamente serem parados à bala, já os que descrevi não, efeitos da natureza, copiar software é tanta agressão quanto pegar uma manga madura numa árvore qualquer na rua.

    "Cadê o princípio de não-agressão no seu argumento? Quando desenvolvo um software, eu não coloco uma arma na sua cabeça te obrigando a usá-lo ou revendê-lo. Mas se você fize-lo, terá de ser de acordo com os termos que eu defini ou que foram negociados ou é você quem estará agredindo minha propriedade. Você é completamente livre para escolher outras opções se não estiver de acordo. "

    Copiar não é agressão alguma, nenhum bem foi subtraído de seu montante de propriedade ao ter o software de sua criação copiado, não ficou mais pobre por isso.

    Apenas gente que quer desobedecer a contratos e viver do esbulho da propriedade alheia.

    Bytes não são propriedade, para ser propriedade se necessita escassez, Mises descreveu sobre escassez em seu livro mais básico, as 6 lições.
  • Demolidor  11/12/2017 02:00
    Copiar não é agressão alguma, nenhum bem foi subtraído de seu montante de propriedade ao ter o software de sua criação copiado, não ficou mais pobre por isso.

    Claro. E tempo não é dinheiro agora. Se você contrata uma diarista para limpar sua casa, ela não ficou mais pobre. Só perdeu seu tempo. E o tempo dela não é propriedade da mesma, em seu raciocínio, não é mesmo?

    Eu que não ia querer firmar um contrato com você. Segundo sua lógica, teremos que resolver tudo na bala. Deus me livre.

    Bytes não são propriedade, para ser propriedade se necessita escassez

    Imagino que teu celular tenha memória infinita, então. É cada uma...

    E sim, você tem razão, a maior parte dos bytes que se encontram no teu celular ou notebook, da forma como estão organizados, são licenciados. Não são sua propriedade.

    Além disso, propriedade intelectual não é só cópia, parceiro. Inclui proteção aos créditos, à alteração conforme solicitação, entre outras coisas.
  • Andre  11/12/2017 12:15
    "Claro. E tempo não é dinheiro agora. Se você contrata uma diarista para limpar sua casa, ela não ficou mais pobre. Só perdeu seu tempo."

    Seu relógio de pulso por acaso está te agredindo?

    "Imagino que teu celular tenha memória infinita, então. É cada uma... "

    Tem sim, basta subir os dados na nuvem;

    E sim, você tem razão, a maior parte dos bytes que se encontram no teu celular ou notebook, da forma como estão organizados, são licenciados. Não são sua propriedade.

    Não são minha propriedade e nem de ninguém estão livres para serem amplamente copiados, como dito antes, seus criadores praticaram altruísmo organizando os bytes;

    "Além disso, propriedade intelectual não é só cópia, parceiro. Inclui proteção aos créditos, à alteração conforme solicitação, entre outras coisas."

    Não são minha propriedade e nem de ninguém estão livres para serem amplamente copiados, como dito antes, seus criadores praticaram altruísmo organizando os bytes, e se algum dos destinatários destas cópias possuir tecnologia e conhecimentos para alterá-los, é decisão que cabe unicamente ao seu modificador, afinal o tempo dispendido será o dele e não o seu.
  • Demolidor  11/12/2017 13:18
    Tem sim, basta subir os dados na nuvem;

    Você não entende o básico de TI. Provavelmente nem de Economia. Não confunda abundância com ausência de escassez. Os bytes numa nuvem também são escassos. Precisam de HDs ou SSDs físicos, com espaço limitado, para serem armazenados. O Google mesmo tem um enorme datacenter em Oklahoma, com robô para substituir discos rígidos que estragam todo dia. Não são um recurso infinito, como você diz. Custa bem caro construir essa infraestrutura.

    Até mesmo o Bitcoin sofre de escassez de bytes. Veja as questões discutidas a respeito do tamanho do bloco, com Segwit 2x e criação do Bitcoin Cash.

    Mas tudo bem. Já li artigos neste site que também fazem essa confusão. Dizendo que precisa dum estado para fazer cumprir algo que nada mais é que um simples contrato de prestação de serviço. E obrigado por confirmar que a diarista que você deu o calote não teve sua propriedade subtraída e, portanto, não ficou mais pobre. Isso revela bem a sua consideração pelo tempo das outras pessoas.
  • anônimo  09/12/2017 01:25
    "O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública." ? Marco Túlio Cícero, filósofo Romano
  • Conservador  09/12/2017 12:02
    A culpa do estado inchado é dos liberais e anarquistas.

    Como a esquerda não teve oposição, eles fizeram uma farra no governo.

    Nós precisamos dominar a política, para demitir a maioria dos funcionários públicos.

    Privatiza tudo !



  • Karna  09/12/2017 21:54
    (Off)

    Como funcionaria no ancapistão a punição para fraudes? Sei que no caso de roubo, o meliante trabalharia até restituir sua vítima; Mas e esse caso?
  • gilson  10/12/2017 18:43
    Fazer considerações é muito fácil. Jogar alguém aos leões; serve para vermos como estamos atrasados, reclamamos não fazemos nada e culpamos uns aos outros. Quanto a ser servidor público acho que deveríamos ter mais controle, mas nenhum e o próprio escritor do artigo não fala dos empresários que lucram absurdos e pagam uma merreca aos seus funcionários com a desculpa da crise, sito os cartéis de postos de gasolinas , quando alguém disse que políticos servem a esses empresários. quero dizer que falta no Brasil é seriedade do mendigo ao ministro do supremo.
  • Moura  10/12/2017 23:13
    Você veio à página certa se o intuito é criticar empresários protegidos pelo estado. Bem-vindo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2769

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2809

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2652

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2619
  • Fernando Alves  12/12/2017 13:31
    Evidentemente, não consegui ler a íntegra dos comentários. Porém alguns tópicos costumam ser "esquecidos" de serem levados em conta nessa comparação entre servidor público e privado.
    1- Há funções que não existem na iniciativa privada. Poder judiciário, por exemplo, fiscalização de tributos, diplomacia, segurança pública, dentre tantas outras. Geralmente são funções por onde flui a autoridade do Estado e requerem seleção, treinamento e instrução sem paralelo na iniciativa privada. Por este motivo, esses funcionários não conseguem fluir para a iniciativa privada. Terão que dedicar, literalmente, suas vidas ao setor público e isso requer, digamos, certa compensação.
    2- Comparar a média do funcionalismo público com a média do funcionalismo privado chega a ser sintoma de má fé. Como se pode comparar um setor onde os trabalhadores só são admitidos por concurso há quase trinta anos (desde a constituição de 1988) com outro setor que emprega, por exemplo, operadores de caixa que não dominam as quatro operações?
    O servidor público contribui sobre a totalidade de seus proventos para a seguridade social e não sobre um limite como ocorre no setor privado, além de o fazer por um período mínimo superior ao do servidor privado.
    O servidor público não tem direito a FGTS, pois tem estabilidade. A mesma estabilidade que o algema a sua função, dificultando que ele procure outra oportunidade melhor de colocação profissional.
    Toda a sociedade espera ser atendida com excelência pelo servidor público, porém o que parece é que esta mesma sociedade parece não reconhecer que deve remunerar excelência com a excelência proporcional ao serviço exigido.
    Há diversos outros aspectos a serem analisados, mas o espaço não permite e nem é o adequado para uma análise mais aprofundada.
    Espero ter contribuído para a reflexão sobre o assunto.
  • Marcos Rocha  12/12/2017 17:33
    "Comparar a média do funcionalismo público com a média do funcionalismo privado chega a ser sintoma de má fé. Como se pode comparar um setor onde os trabalhadores só são admitidos por concurso há quase trinta anos com outro setor que emprega, por exemplo, operadores de caixa que não dominam as quatro operações?"

    Pelo visto, não é que você não leu os comentários. Você sequer leu o artigo. Se leu, então seu analfabetismo funcional é alto, provavelmente maior que o de "operadores de caixa que não dominam as quatro operações".

    Deixa eu tentar desenhar para você: o estudo do Banco Mundial comparou salários de profissionais com as mesmas atribuições, uma da iniciativa privada e outro funcionário público.

    Tá escrito lá no artigo, de todo tamanho, com fontes e tudo:

    "Entre 53 países pesquisados, o Brasil é o que a apresenta a maior diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e a mesma experiência profissional.

    Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67% a mais."

    E o texto ainda completa:

    "Ainda segundo o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser considerado "enxuto" em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil, 5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este percentual é de quase 10%.

    A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de funcionários público, mas sim do elevado custo (altos salários) deles."

    "O servidor público contribui sobre a totalidade de seus proventos para a seguridade social e não sobre um limite como ocorre no setor privado"

    Imaterial. Ainda que ele "contribuísse" com 100%, a imoralidade do arranjo permaneceria intacta. E por um motivo muito simples: funcionário público não paga imposto. E isso é fácil de ser demonstrado.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    Assim, pouco importa o valor da sua "contribuição" previdenciária. O dinheiro veio do roubo, e você não está fazendo contribuição nenhuma.

    "O servidor público não tem direito a FGTS, pois tem estabilidade"

    E você troca sua estabilidade pelo "direito" ao FGTS?!

    FGTS é uma piada. Rende 3% ao ano. Durante o desgoverno Dilma, com a inflação a 11%, quem estava com dinheiro preso no FGTS se lascou todo.

    Isso é dinheiro do trabalhador que o governo sequestra e impede que ele, o trabalhador, use como quiser. O governo considera o trabalhador imbecil demais para gerir o próprio dinheiro.

    Só inveja FGTS quem nunca teve.

    "A mesma estabilidade que o algema a sua função, dificultando que ele procure outra oportunidade melhor de colocação profissional."

    Ui, tadinho! Escorreu uma lágrima aqui...

    Vire homem, cidadão. Crie coragem, peça demissão (pare de viver à custa dos desdentados do país) e vá empreender, dando vazão a essa sua grande capacitação que você jura ter (sendo que interpretação de texto não é uma delas.

    "Toda a sociedade espera ser atendida com excelência pelo servidor público, porém o que parece é que esta mesma sociedade parece não reconhecer que deve remunerar excelência com a excelência proporcional ao serviço exigido."

    Mas é MUITA cara-de-pau sua para com os pobres deste país. Vocês recebem os mais altos salários do mundo (como mostra o estudo do Banco Mundial), são sustentantados pelos desdentados do país, dão em troca um serviço de bosta (cite uma única pessoa satisfeita com os serviços públicos deste país), e ainda dizem que o povo reclama de barriga cheia!

    Desafio você a falar isso dentro de uma favela.

    "Há diversos outros aspectos a serem analisados, mas o espaço não permite e nem é o adequado para uma análise mais aprofundada."

    A julgar pela "qualidade" da sua análise acima, você fez um favor à humanidade ao não apresentar algo "mais aprofundado".

    "Espero ter contribuído para a reflexão sobre o assunto."

    Ah, isso sim. Com sua arrogância e falta de noção, contribuiu ainda mais para mostrar a verdadeira corja que é o funcionalismo público deste país.
  • Fernando Marcio Aguirrez  14/08/2018 06:57
    E cada carcada que os parasitas levam aqui. Deve até zumbir a orelha na hora de dormir, depois de uma dessas...
  • Emerson Luis  31/12/2017 21:31

    O incrível é que o salário mínimo é R$965,00 e a primeira faixa de imposto de renda é R$1.903,98 - ou seja, quem recebe mísero 1,98 salário mínimo (nem chega a 2) já pode ter que pagar IR, além de todos os "direitos" trabalhistas que já achatam o salário.

    E a média salarial do brasileiro é de R$2480,00 - com "direito" a IR!

    Por isso há tanto americano querendo trabalhar no Brasil, mesmo que ilegalmente.

    Funcionário de empresa ganha em média R$ 2.480 no País; Setor público é quem melhor remunera os profissionais; companhias oferecem piores salários

    Trabalhador brasileiro já ganha menos do que um chinês, aponta estudo

    * * *
  • Mário Farias  02/01/2018 12:13
    O problema do funcionalismo não esta apenas no salário. É claro que esta casta que tem seu estatuto como parte da constituição federal " deita e rola". O simples fato de q um policial q não gosta de vc poder multa-lo por qq motivo no transito sem q tenha q provar absolutamente nada da ação por ele executada, é um exemplo disso. E porque ele pode fazer isso? Porque entre outras coisas funcionário público tem " fé pública". Note bem: não sou absolutamente contra a existência de policiais. Contra a existência de policia civil e militar sim. Elas deveriam ser uma só, mas isso é outra história.
    Então continuamos assim: O Brasil é um pais com três castas principais: a dos políticos, a dos funcionários públicos e a do resto da população que paga os dois primeiros.
    Qual a maneira de mudar isso?
    Para começar, tendo uma constituição republicana q valerá igualmente para toda nação.
    Qualquer tipo de cargo público devera ser escrito em leis ordinárias e não na constituição q devera ser uma carta de garantia dos direitos individuais de todos.
  • Melory  11/01/2018 15:19
    A real carga tributária brasileira é 34% ou 46%?
  • Wilson  11/01/2018 15:33
    Em termos de tudo o que é efetivamente arrecadado, 34% do PIB.

    No entanto, se tudo o que é sonegado também fosse arrecadado, daria 46% do PIB.

    Ou seja, na prática, nossa carga tributária é de 46% do PIB. Mas graças aos heróis que se recusam a entregar sua renda para a máfia, o valor arrecadado cai para 34% do PIB.

    Vale ressaltar que, com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150
  • Laura Marques  17/01/2018 22:42
    Um dos melhores artigos que já li sobre funcionários públicos.

    A real é que o funcionalismo existe majoritariamente somente para distribuir privilégios.
  • Vá estudar  31/01/2018 13:26
    O autor do texto pegou carona em uma ideologia barata e tornou-se totalmente parcial. Sou Encarregado de Pessoal de um Órgão Federal em que a média salarial anual gira em torno de R$ 52.000,00 (isso incluindo o Décimo Terceiro e ainda tomando por base o salário de quem está em fim de carreira). E isso é espelho de uma pequena parte, pois é daí para baixo, sendo óbvio que há salários maiores que representam uma parcela muito baixa.

    O autor faltou citar que o Servidor Público não faz jus ao FGTS, horas extras, PIS, PL, ETC; e que ainda ao contrário do que dizem, o servidor público NÃO É ESTÁVEL, pois somos regidos por legislação especifica e não seguindo os ditames da Lei É RUA SEM CHORORÔ.

    Ainda não possuímos dados de 2017, porém em 2016 a aplicação de punições expulsivas resultou na demissão 550 agentes públicos por envolvimento em atividades contrárias à Lei nº 8.112/1990 (Estatuto do Servidor Público Federal). Esse número refere-se apenas aos Servidores Federais, não se levando em consideração os servidores Estaduais e Municipais. Então não falem mais em estabilidade.

    Já que estão fazendo comparativos, deveriam comparar por exemplo o salário de um Oficial General que leva quase 30 anos de carreira para chegar ao seu posto, e que para dirigir uma Organização Militar recebe em torno de R$ 15.000,00 com o de um Executivo de uma grande empresa, que recebe várias vezes mais do que isso???

    E antes que eu me esqueça, os concursos estão aí... É só estudar para passar.
  • O que tem a ver o toba com as calças?  09/03/2018 23:01
    Além de parasita é analfabeto funcional.

    Decoreba de conteúdo inútil que 90% não vai ser usado no cargo não produz o que é demandado genuinamente pela população.

    Se mate, amigo. Os brasileiros estarão numa situação melhor sem tererem que pagar seu salário.
  • MAV-PT  02/02/2018 13:20
    Sabem o que é muito engraçado?

    A Folha e os demais jornais da esquerda isentona SEMPRE foram a favor de altos salários para parasitas públicos. Mas na véspera da condenação do Lula, misteriosamente, começaram a fazer matérias mostrando as mordomias absurdas dos parasitas do Estado.

    www1.folha.uol.com.br/poder/2018/02/moro-tem-imovel-em-curitiba-mas-recebe-auxilio-moradia.shtml

    A esquerda está repetindo a mesma indignação que a direita sempre mostrou, mas com um atraso de 40 anos.

    E lembrando, isso é tudo por conta da condenação do Lula. Só estão atacando o Judiciário por raiva da condenação do Lula. Tiveram 10 anos para fazer isso e nunca fizeram, ao contrário, sempre foram a favor dessas regalias de marajás para os parasitas públicos.
  • anônimo  19/06/2018 03:36
    Eu nunca vou esquecer quando, em meados de 2010, a Folha e a Isto É estavam COMEMORANDO o fato dos melhores cérebros estarem indo pros empregos públicos.
    E não precisa nem explicar o porque, certo? Estabilidade, emprego quase vitalício, aposentadoria especial, salários bem maiores que a média da iniciativa privada, etc. Quem poderia resistir a isso?
    É nessa hora que esse tipo de reportagem deveria ser ressuscitada e mostrar como é fácil ser contra uma consequência que todos estão vendo, mas o difícil é fazer previsões certas com o conhecimento raso que nossos especialistas e formadores de opiniões possuem.
  • Eduardo R., Rio  21/03/2018 04:25
    Estabilidade ou blindagem?, por Ana Carla Abrão.
  • Edson  04/06/2018 20:25
    Olha que maravilha:

    A legislação eleitoral assegura aos servidores públicos um benefício atrativo para quem pretende ser candidato: o direito a quase dois meses de licença remunerada para fazer campanha sem trabalhar.

    A reportagem diz que "em vez de usar o direito ao afastamento para disputar um mandato, muitos aproveitam a garantia para tirar a chamada 'licença branca'".

    Ou seja, se candidatam sem fazer campanha, apenas para garantir 55 dias de folga.

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/06/04/interna_cidadesdf,685872/servidores-publicos-licenca-remunerada-campanha.shtml
  • anônimo  05/06/2018 03:35
    E os caras não estão nem aí:

    Judiciário aumenta auxílios alimentação e escola

    A cúpula do Judiciário reajustou em 3% os auxílios alimentação e pré-escola de seus servidores, que a partir de agora receberão os valores de R$ 910,08 e R$ 712,62.

    Você já sabe quem paga a conta.

    www.oantagonista.com/brasil/judiciario-aumenta-auxilios-alimentacao-e-escola/
  • Flav  19/06/2018 00:39
    A estabilidade garante ao servidor o direito a uma opinião nesse país de cultura patrimonialista. Se vocês acham que a Petrobras ou os Correios são cabides de emprego, então não conhecem o serviço de uma prefeitura. É simplesmente assombroso como até analfabetos são nomeados a cargos de confiança, pelo menos os efetivos passam por exames físicos, concurso e demonstram estarem quites com obrigações legais e eleitorais. Terceirizados e contratados idem, não tem um que não seja eleitor. Fico imaginando se houvesse justiça municipal com cargo de juiz comissionado tal qual os EUA, como o Brasil não estaria hoje.
  • Andre  19/06/2018 11:44
    Os funças voltaram.
  • assim falou Golbery  21/07/2018 07:05
    de fato, todo cargo público teria que apenas ser ocupado por quem fosse indicado por quem tinha sido eleito. Nada mais justo do que quem trabalhasse para eleger o cara depois pudesse ser nomear para o cargo que fosse, quem ajudou elegesse esse. Desse jeito, pro exemplo, não faltaria médico em posto algum, pois não faltaria cabo eleitoral que não quisesse tal cargo.


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