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Criptomoedas privadas versus criptomoedas estatais - eis a batalha que nos aguarda
Por que os governos querem emitir sua própria criptomoeda

Recentemente, o governo da Rússia anunciou que vai lançar o CryptoRublo, isto é, o rublo em forma de criptomoeda. Isso ocorreu apenas uma semana apos Vladimir Putin ter criticado duramente o Bitcoin e outras criptomoedas privadas.

Ao anunciar a medida, o ministro das comunicações Nikolay Nikiforov reconheceu que seu objetivo, ao menos em parte, é sair na frente de outros governos:

Com convicção afirmo que temos de emitir o CryptoRublo por um motivo muito simples: se não fizermos isso agora, daqui a uns dois meses nossos vizinhos da União Econômica Eurasiática o farão.

Ao agir assim, a Rússia repete uma medida já anunciada por outro país que também se tornou hostil às criptomoedas privadas: a China. Em julho passado, o Banco Popular da China tornou-se o primeiro Banco Central do mundo a anunciar que desenvolveu um protótipo criptomonetário por meio do qual planeja oferecer moedas digitais em paralelo ao tradicional renminbi.

Com efeito, não é nada surpreendente que as primeiras incursões no campo das criptomoedas estatais provenham de dois países que possuem um amplo histórico de restrição a uma internet livre e aberta. Ao passo que o Bitcoin se originou como uma maneira de driblar tanto o controle estatal da oferta monetária quanto o sistema bancário convencional (regulado pelo governo), a realidade atual é que cada vez mais os governos estão vendo essa tecnologia como uma forma de aumentar seu controle sobre a economia.

Em outras ocasiões, o Banco Central da Inglaterra, o Banco Central do Canadá e alguns outros bancos centrais também já expressaram a intenção de emitir suas próprias moedas digitais.

Para não ficar para trás, o FMI — o qual, segundo analistas como Jim Rickards, está se preparando para, com sua moeda, substituir o dólar americano como a próxima moeda internacional de reserva e de transações — recentemente insinuou que já planeja emitir sua própria criptomoeda no futuro. Enquanto alguns defensores de criptomoedas ingenuamente celebraram os recentes comentários elogiosos da diretora-gerente do FMI Christine Lagarde sobre o Bitcoin e o grande futuro das moedas digitais, tais elogios simplesmente refletem a crescente conscientização dos tecnocratas de que o sistema financeiro está mudando e que eles devem estar preparados para isso.

Considerando que os Bancos Centrais de todo o mundo continuam intensificando sua "guerra ao dinheiro em espécie", não é surpreendente ver Lagarde e outros se adaptarem ao conceito tão rapidamente.

Com efeito, são dois os principais motivos dessa incursão estatal nas criptomoedas.

1. Abolir o dinheiro em espécie

Governos odeiam o dinheiro em espécie. Embora seja a forma original de dinheiro, o fato é que o dinheiro em espécie simplesmente não tem como ser rastreado pelo governo. O governo não tem como saber a localização de cada cédula, quem está em posse dela, ou mesmo se ela ainda existe. Isso faz com que o dinheiro em espécie seja o meio de pagamento preferível para tráfico de drogas, contrabando, evasão de impostos, lavagem de dinheiro e financiamento de atividades terroristas.

O mundialmente famoso economista Kenneth Rogoff, professor de Harvard e ex-membro do FMI, publicou recentemente um livro pavorosamente intitulado The Curse of Cash (A maldição do dinheiro vivo). O livro vem colhendo elogios efusivos de gente como Ben Bernanke, Alan Blinder e Michael Woodford. Em seu livro, Rogoff simplesmente defende a abolição de todo e qualquer dinheiro em espécie, e não apenas de cédulas de alto valor nominal. Embora admita que usar dinheiro vivo tenha algumas vantagens, Rogoff alega exatamente o que foi dito acima: segundo ele, o grosso do dinheiro vivo é utilizado para facilitar a evasão de impostos e para financiar atividades ilegais, como tráfico de drogas e de seres humanos, bem como o terrorismo.

Rogoff também argumenta que uma economia sem dinheiro em espécie deixaria a política monetária mais eficiente, impedindo que as pessoas retirassem dinheiro dos bancos sempre que os banqueiros centrais — aconselhados por economistas sagazes como Rogoff — decidissem que a taxa de juros ótima para uma economia tem de ser negativa.

(Essa, aliás, é a razão de o Banco Central Europeu ter parado de emitir as cédulas de 500 euros. Nos EUA, o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers está agitando pela abolição de cédula de 100 dólares).

Em uma sociedade em que uma moeda digital (criptomoeda) emitida por um Banco Central seja plenamente adotada, o dinheiro físico estará efetivamente abolido e o governo poderá monitorar toda e qualquer transação financeira de cada um dos cidadãos, podendo inclusive invalidar aquelas que ele considerar ilegais.

2. Fazer um ajuste mais fino da política monetária

Bancos Centrais têm toda a confiança de que podem regular e controlar a economia por meio de suas políticas monetárias. Só que nem sempre elas funcionam como inicialmente planejado.

Por exemplo, eles aumentam a base monetária (isto é, injetam dinheiro no sistema bancário) para estimular a economia; no entanto, nem sempre os bancos emprestam esse dinheiro. E, quando emprestam, nem sempre é para quem os burocratas queriam. Aquele dinheiro que deveria ir para a economia real (comércio, serviços e investimentos físicos) normalmente é direcionado para o mercado financeiro para fins especulativos.

Já as moedas digitais permitem um total controle sobre o que poderá ser feito com este dinheiro. Como elas são programáveis, o governo poderá até mesmo controlar exatamente como e com quem este dinheiro será gasto.

Exemplo: suponha que o governo planeja subsidiar alguns agricultores que cultivam milho. Para apoiar este setor da agricultura, o governo pode adicionar diretamente uma quantia específica de dinheiro digital nas carteiras desses agricultores — por exemplo, $ 100 milhões — e programar esse dinheiro para ser enviado a determinados vendedores de fertilizantes em um determinado momento, permitindo que cada agricultor só possa gastar no máximo $ 10 milhões por ano. Assim, o governo consegue garantir que os agricultores não gastem o subsídio em outras coisas e que o dinheiro não flua para outros setores, como o mercado de ações ou o mercado imobiliário.

Ainda que este tipo de política monetária esteja fadado ao fracasso, o fato é que, da perspectiva do governo, a moeda digital emitida por seu Banco Central é uma ferramenta mais eficaz. Para o governo, um Banco Central atuando com sua própria criptomoeda permitirá um planejamento e um gerenciamento mais eficazes da economia.

As exchanges (casas de câmbio) já estão começando a ser reguladas

Essa grande utilidade, para o governo, das criptomoedas estatais é a razão por que devemos esperar mais escrutínio e regulação sobre as casas de câmbio, hoje usadas exclusivamente pelas criptomoedas privadas.

Há relatos de que o governo chinês, que fechou algumas casas de câmbio privadas em setembro, está pretendendo reabri-las sob uma maior regulação. A Rússia também está fazendo o mesmo: em vez de apenas proibir as casas de câmbio privadas, o governo está aumentando a regulação sobre elas.

Essa aparente mudança de postura pode também ser explicada pelo fato de que a proibição das casas de câmbio imposta pelo governo chinês não só não funcionou, como também resultou em um acentuado aumento na utilização da plataformas peer-to-peer em resposta a essa repressão do governo.

Assim como o governo prefere contas bancárias estritamente reguladas em vez de dinheiro em espécie, burocratas estatais também reconhecem o benefício de ter casas de câmbio reguladas em vez de proibidas. Com efeito, várias casas de câmbio já se mostraram dispostas a coletar e entregar ao governo informações confidenciais de seus clientes em troca de licenças operacionais emitidas pelo estado. Assim como bancos, essas casas de câmbio estão sendo aliciadas como futuras coletoras de impostos para o governo.

Calmaria antes da tempestade?

Embora esta perda de privacidade possa indignar os entusiastas mais antigos do Bitcoin, é compreensível que muitos usuários atuais estejam satisfeitos com esses acontecimentos.

Afinal, ao passo que grande parte do apelo inicial do Bitcoin era exatamente o fato de ser uma moeda digital não rastreada pelo estado, uma das principais razões para o seu astronômico aumento de valor é o seu crescente apelo entre pessoas comuns, as quais procuram a moeda não para fugir do estado, mas sim como um investimento. Para essas pessoas, a regulação estatal é bem-vinda, pois elas acreditam que trará maior segurança.

Com efeito, não só ajudou a aumentar seu atrativo como um investimento, como também ampliou seu uso diário. O Japão, por exemplo, viu um grande aumento da aceitação do Bitcoin por varejistas tão logo um firme quadro regulatório foi implantado pelo governo

É de imaginar se essa harmonia entre governo e consumidores continuará assim que as criptomoedas controladas pelo estado realmente se estabelecerem.

Afinal, já vimos o governo se valer dos "suspeitos de sempre" — terroristas, traficantes, sequestradores e outros criminosos — como justificativa para aumentar seu controle. O uso crescente de Bitcoin por hackers e extorsionários fornece uma desculpa mais moderna. Com efeito, não é tão difícil prever um cenário no qual os governos resolvem confiscar e estatizar todas as casas de câmbio reguladas por ele após algum ataque terrorista ou coisa parecida. Ou, indo mais além, um cenário em que os governos ordenam legalmente a substituição de um ativo privado (Bitcoin) para a criptomoeda emitida pelo governo.

O exemplo da China demonstra que a natureza inerentemente descentralizada do Bitcoin provavelmente sempre assegurará um certo grau de funcionalidade fora do alcance do governo. Ao mesmo tempo, no entanto, o aumento do apelo popular da criptomoeda também significa um aumento da dependência de serviços de terceiros, o que pode levar a menos pessoas deixando sua moeda em carteiras privadas. E, dado que as casas de câmbio mais populares — portanto, mais lucrativas — têm um incentivo para manter um bom relacionamento com as autoridades legais, é fácil ver como isso pode cair como uma luva para os reguladores estatais.

Atualmente, entre os usuários das criptomoedas privadas, está havendo um intenso e furioso debate: de um lado, aqueles que priorizam a "eficiência" e que querem tornar o Bitcoin uma moeda mais convencional e acessível às pessoas; de outro, aqueles que querem manter a natureza do Bitcoin como uma moeda descentralizada e fora de qualquer alcance dos governos.

Com alguma sorte, a essência austro-libertária original do Bitcoin prevalecerá, e seus usuários mais antigos terão mais influência e não aceitarão que a moeda se submeta a esta tentativa de controle estatal.


autor

Tho Bishop
é consultor político da Bishop & Associates, em Panama City Beach, Flórida, e diretor das mídias sociais do Mises Institute americano.



  • Jonatas de Almeida  31/10/2017 14:02
    Não se pode ter nem um pouco de liberdade enquanto o Estado existe !! oloco.
  • Marcos Almeida  31/10/2017 17:14
    oloco
  • Marcos Almeida  31/10/2017 17:31
    Já estou imaginando as regulações pesadas que irão acontecer nas criptomoedas nos proximos anos com entrada de novas criptomoedas estatais, chega a me dar medo
  • Victor Magno  31/10/2017 23:03
    Impossível! não tem como regulamentar criptomoedas, são totalmente decentralizadas. No máximo poderiam proibir ou tentar fazer desaparecer da busca os sites que fazem transações. Mas isto seria totalmente fascista!

    O medo deles é que as criptomoedas podem acabar com os planos das grandes corporações de esquerda, uma vez que torna impossível o crescimento da social-democracia, que só pode existir se as pessoas não souberem que os impostos estão sendo cobrados delas.

    Uma moeda decentralizada torna impossível cobra impostos indiretos e suas carteiras são totalmente virtuais, impedindo o poder de captação dos bancos. O estado fica sujeito apenas a imposto sobre a renda, e se os impostos sobre a renda tornarem muito altos, a população percebe que esta sendo explorada.

    CRIPTOMOEDAS SÃO O FUTURO.
  • Oliveira  01/11/2017 12:35
    Victor Magno
    Você disse que o IR ainda permanecerá mesmo com o uso do bitcoin e se sim por qual razão? E por qual razão fica impossível a cobrança de impostos indiretos? O imposto sobre consumo também entram nessa impossibilidade?

    Sou um analfabeto em se tratando de criptomoedas, me dê uma luz.
  • Lucas  05/12/2017 00:42
    Pensando pelo lado negativo.
    Basta o governo controlar a emissão dos "endereços" que ele terá total acesso nos gastos de cada cidadão.
    Se o governo vincular cada "endereço" ao CPF por exemplo ele conseguiria traçar toda a movimentação de cada pessoa.
    O BitCoin/Blockchain são grandes invenções que podem proporcionar inúmeros ganhos para o livre comércio. Ou podem ser usados pelo lado burocrata da força e.............
  • Régis  31/10/2017 14:07
    Quando a Lagarde teceu elogios ao Bitcoin pensei "É uma cilada, Bino!"

    Até o grande Jeffrey Tucker caiu na emboscada.

    https://fee.org/articles/imf-head-predicts-the-end-of-banking-and-the-triumph-of-cryptocurrency/

    Aguardemos.
  • cmr  31/10/2017 14:11
    Isso tudo já era esperado, e vou fazer uma previsão: ambos os tipos de moedas, privadas e estatais, irão coexistir.

    E tem mais, todas as moedas serão perfeitamente conversíveis, e o governo taxará duramente essas operações.
    A única forma de escapar dessa taxação é usar somente moedas privadas, pois converter uma moeda privada numa estatal, ou o contrário, custará caro... pode esperar uma CPMF moderna daquelas indecentes.

    Tudo isso é só o começo de uma "guerra", o grande Leviatã tentará outros meios de nos assaltar.
    Ninguém mora em cripto casas, come cripto comidas, veste cripto roupas, anda em cripto carros, etc...
    Tudo isso está e ainda estará ao alcance da taxação...
  • Rodrigo  31/10/2017 14:52
    Meu medo é começarem as perseguições ao bitcoin. Atacando quem recebe a moeda e dificultando a vida do cidadão.
  • anônimo  31/10/2017 15:03
    Assim que os governos criarem a ilusão de segurança e suas moedas digitais ganharem aceitação pública, eles irão proibir as moedas digitais privadas. E tudo para nos "proteger" de fraudes e atividades ilegais.
  • Ninguem Apenas  31/10/2017 15:26
    O problema é a Lei de Gresham, o governo pode fixar o cambio entre as moedas e forçar a sua moeda podre tirar a bitcoin de circulação...
  • Magno  31/10/2017 14:11
    Para quem usa bitcoin como investimento especulativo (como eu), isso é bom. Se os otários recém-chegados ao bitcoin acreditarem que a regulação vai aumentar a confiança, então a demanda por BTC vai bombar ainda mais. E o preço vai aos cornos da lua (como, aliás, já está).

    Aí, quem já está lá e souber o momento certo de sair vai ficar com a vida ganha. (Só este ano, aliás, o preço já subiu quase 7x).
  • Capitalista Keynes  31/10/2017 15:38
    Pois é....meu amigo disse que está quase 6mil reais 1 Bitcoin ....é isso mesmo? Eu não acreditei...impossivel....achei que era tipo dólar 1 :3 ou no máximo 1:5.
  • Lima  31/10/2017 16:16
    Não. Isso é em dólar. Neste exato momento, 1 BTC está valendo R$ 21.820 (vinte e um mil reais).

    Imagina quem comprou quando custava centavos?
  • Me too  31/10/2017 19:28
    Não adianta nada esse raciocínio de comprar BitCoin para vender no futuro. A ideia central não é essa. Muita gente tem uma fortuna em BTC e não consegue converter em Real pq a RFB vai chegar dando tiro na cara do maluco.
    BTC é uma proteção contra o Estado, e não um "investimento". Não vejo vantagem em sair do Real que é vigiado, controlado e inflacionado pelo Estado, entrar no BTC que é livre, desregulado, e deflacionário, e depois voltar pro Real... não faz sentido. É como sair da caverna (fria, escura e úmida), entrar na praia (quente e ensolarada), e depois voltar pra caverna. Coisa de maluco.
  • Irvine Velsh  31/10/2017 23:40
    Qual é o valor do Bitcoin se vc não puder trocá-lo por Real/Dólar ???
  • Demolidor  01/11/2017 02:06
    No ritmo em que andam as coisas, daqui a 2 ou 3 anos as pessoas vão inverter a pergunta. E acredite, fará muito mais sentido invertida.
  • Emerson  01/11/2017 13:28
    Se quiser comprar cogumelos Shimeji eu aceito BTC
  • Nordestino Arretado  01/11/2017 09:31
    Como eu faço para ter bitcoins? Quero investir em algo que me dê um bom retorno.
  • Daniel  01/11/2017 17:57
    Esse é a exchange que eu considero menos burocrática, eles só pedem foto do RG e comprovante de residência.

    https://walltime.info
  • Nordestino Arretado  02/11/2017 02:41
    Obrigado Daniel!
  • Mattheus Guttenberg  31/10/2017 15:00
    O que irá acontecer com as exchanges de Bitcoin já deixou de ser relevantes para a estratégia libertária oucripto-anarquista. O Bitcoin, infelizmente, já se tornou visível demais, rastreável demais, "limpinho" demais para ser usado como uma ferramenta séria para promover o agorismo e solapar os governos. Já era. Se duvidar, deve ter vários políticos usando bitcoin já.

    Por isso, novas moedas construídos com protocolos específicos e anônimos, como Zcash, dash, Monero etc. serão as novas moedas do mercado negro. E qualquer pessoa minimamente interessada em resguardar sua privacidade e sua segurança financeira migrará para elas.

    É triste que tenhamos perdido o bitcoin para bancos/reguladores/governos, mas era quase que inevitável. A privacidade financeira nunca foi o real objetivo do(s) criador(es) original(is). O objetivo era apenas provar que um sistema monetário descentralizado era possível.
  • Demolidor  31/10/2017 18:20
    Eu concordo. A maravilha do Bitcoin é a inovação que trouxe, com o protocolo decentralizado, à prova de bloqueios e controles, e o blockchain.

    Mas tecnologicamente falhando, sofre de vícios típicos de uma tecnologia pioneira:

    - o período de geração de blocos para validação de transações (10 minutos) foi adequado para os primórdios, quando não havia mineradores suficientes para dar segurança à rede. Hoje é um problema para ser adotado em larga escala como meio de pagamento, mesmo com Segwit (e, futuramente, Lightning);

    - a maneira como os dados são salvos no blockchain, sem criptografia à la Monero para esconder o valor de cada transação, é uma ameaça à privacidade. E não digo só de governos espionando mas, efetivamente, qualquer um interessado em bisbilhotar sua vida;

    - a própria existência de apenas 21 milhões de unidades, que acaba gerando um valor de face extremamente alto e servindo como ferramenta de marketing, gera números cheios de zeros depois da vírgula que são um incômodo para usuários iniciantes (embora classificações como milibitcoin e microbitcoin sejam uma boa solução para isso).


    Além disso, o próprio processo de mineração é algo que não é realmente mais tão eficiente, pois expõe o bitcoin a controles externos, inclusive de governos (que já estão investindo em mineração) e deixar que gente que não tem realmente toda a pele no jogo influencie a rede. Basta ver o tamanho das empresas de mineração e seu baixo número. É tudo pessoal que pode, no limite, vender suas posições long de bitcoin, pré-vender seu hardware e fazer um short na moeda, levando, praticamente, somente lucro na operação. Sem contar as críticas, justas até, de que gasta energia demais.


    No entanto, tecnologia para resolver esses problemas já existem:

    - como você mencionou, o trio Dash, Zcash e Monero é realmente privado e praticamente irrastreável. Essas são realmente moedas privadas.

    - e há a alternativa de realizar a forja (ao contrário da mineração) através de Proof-of-Stake (PoS), onde valida mais transação e gera mais blocos aqueles usuários que efetivamente detiverem um maior número de moedas em mãos (algo que já funciona bem em Waves e NEO, e para onde o Ethereum caminha). PoS possibilita que recursos que estão sendo usados para construir e comprar máquinas poderosas sejam efetivamente gastos em moedas, sem riscos de ataques de 51%, controles externos e com segurança garantida por consenso, e com a vantagem de remunerar, como se fosse uma aplicação de CDB, a posse de moedas de quem deixa seu computador ligado fazendo a forja.


    Menciono também o IOTA, uma criptomoeda que permite transações grátis, através de tangles, em que cada usuário precisa validar as transações de outros para poder realizar as suas próprias. Também me parece uma boa alternativa ao PoS.
  • Demolidor  31/10/2017 20:05
    Cliquei na palavra errada do corretor ortográfico hehe.

    Quis dizer "tecnologicamente falando", não "falhando".
  • Daniel  01/11/2017 00:31
    Nem tudo está perdido, meu rapaz. Compre DIVI, a melhor criptomoeda já concebida:

    https://www.diviproject.org/

    Eu já me garanti. Comprei 1852 unidades.
  • Daniel  01/11/2017 00:32
    Nessas horas a gente tem que agradecer por ter estadistas ignaros, que nunca ouviram falar em Bitcoin.
  • Irvine Velsh  31/10/2017 15:39
    Se o Bitcoin valesse zero dólares, as pessoas continuariam comprando Bitcoins ?


    De alguma forma as pessoas estão aceitando transacionar bitcoins mas sempre atrelado ao valor de dinheiro criado pelos governos. Qual é o valor real do Bitcoin ?
    Esse lance de criptomoeda não ta acabando com o real valor do dinheiro ?

    O dinheiro de cada país(dólar,rublo,iene) reflete as características daquele país, inclusive diz muito sobre a economia do mesmo. Como que isso funciona com o Bitcoin se ele não puder ser atrelado a uma moeda do governo ? Como que uma moeda "universal" se comportaria se não houvesse como referência a moeda local ?



    Obs: Esse cenário que o artigo descreveu é terrível, os governos vão ter mais controle do que antes.
  • anonimus  06/11/2017 12:09
    Se o Bitcoin valesse zero dólares, as pessoas continuariam comprando Bitcoins?
    O BTC já valeu 0 dólares e virou o que é hoje.


    Qual é o valor real do Bitcoin?
    Qualquer pesquisa sobre a cotação do BTC tem a resposta.

    Esse lance de criptomoeda não ta acabando com o real valor do dinheiro?
    Só está transferindo o valor do dinheiro para as criptomoedas (que são um tipo de dinheiro virtual).

    O dinheiro de cada país(dólar,rublo,iene) reflete as características daquele país, inclusive diz muito sobre a economia do mesmo. Como que isso funciona com o Bitcoin se ele não puder ser atrelado a uma moeda do governo ? Como que uma moeda "universal" se comportaria se não houvesse como referência a moeda local ?
    Se comporta de forma descentralizada, sem intervenções de governos.


    Obs: Esse cenário que o artigo descreveu é terrível, os governos vão ter mais controle do que antes.
    Se for no sentido de manipular a população, eu concordo.
  • Xenon  31/10/2017 15:49
    Governo poderoso+burocratas +líder insano = colapso.
  • Paulo Henrique  31/10/2017 16:02
    Se você pensar bem, uma tecnologia como a do bitcoin, usado por um governo, é PIOR que o papel-moeda. Ela tem um registro de TODAS as transações no blockchain, ou seja, você pode literalmente saber a quantidade exata de transações econômicas no país e seus respectivos valores.

    É uma ferramenta para impedir sonegação caso você compulsoriamente faça o comércio usa-la.

    A guerra da nossa época é das tecnologias que afetam o poder do estado vs as que aumentam. E o resultado final não é o meio termo ao que parece
  • Ricardo  31/10/2017 16:07
    No final, a sacada do Satoshi servirá pra aumentar o controle do governo. É irônico. Vai acabar o último resquício de liberdade monetária. Agora seremos rastreados. Não comprem presentes pras amantes.
  • andré  10/03/2018 04:51
    o estado já tava buscando por isso há muito tempo, o bitcoin só fez a iniciativa privada ficar à frente do estado
  • JuriPeixoto  31/10/2017 16:26
    É só eu, ou mais alguém viu uma possibilidade imensa de um Estado com criptomoedas se tornar um Totalitarismo facilmente?

    Nesses trechos:

    "Em uma sociedade em que uma moeda digital (criptomoeda) emitida por um Banco Central seja plenamente adotada, o dinheiro físico estará efetivamente abolido E O GOVERNO PODERÁ MONITORAR TODA E QUALQUER TRANSAÇÃO FINANCEIRA DE CADA UM DOS CIDADÃOES, podendo inclusive invalidar aquelas que ele considerar ilegais. "

    Pra pegar malfeitores (e depende do que o Estado considera mal feitores) pode ser bom, mas para cidadãos pacíficos que trabalham honestamente, poderão sofrer um "Plano Collor" a todo o instante. Ou inclusive facilitaria pra um Socialismo dar certo, corrigindo aquele problema técnico da impossibilidade do tal "cálculo econômico"?

    Sei não gente. Fiquei com muito medo disso daí se concretizar. Medo de verdade. Consigo ver a escravidão voltando...
  • Gabriel Batista  31/10/2017 17:46
    Mas porque as pessoas usariam as criptos estatais ao invés das decentralizadas, bitcoin nao precisa de intermediário para existir e estar em circulação, a única forma de acabar com a bitcoin seria desligar a internet inteira.
  • Felipe  31/10/2017 18:04
    1) Primeiro o governo lança sua própria cripto.

    2) Aí as pessoas comuns passam a usar a cripto estatal, pois "é mais segura" porque conta com "a proteção do governo".

    3) Por causa desta "maior segurança" trazida pela cripto estatal, o governo passa a regular as exchanges privadas (e os novos usuários não só defenderão esta medida, como ainda implorarão por ela; vide os otários que hoje defendem a regulação do Uber e do Cabify. O governo sempre surfa na ignorância alheia).

    4) Com as exchanges todas reguladas pelo governo, não será mais nenhum problema qual moeda você usa. As exchanges já estarão coletando impostos para o governo, que é exatamente o que ele quer. Pouco importa se você usa bitcoin ou a cripto estatal.

    5) No final, apenas alguns poucos indivíduos, aqueles anarcos que vivem realmente na franja do sistema, migrarão para moedas realmente obscuras e não reguladas. Mas esses não incomodam o governo, pois a receitas tributárias que geram são quase nulas.
  • Gabriel Batista  31/10/2017 18:19
    Felipe concordo em partes na questão das pessoas comuns, mas hoje o mercado de bitcoin esta avaliada em 100 Bilhões de dólares, todas essas pessoas não trocariam suas moedas para uma Criptomoeda estatal, hoje percebemos que mais pessoas se educam pela internet, vou dar um exemplo, minha mãe não sabe nada de economia ou politica, e ela sabe que tudo que está relacionado ai governo não trás nada de bom, defende as privatizações para combater a corrupção, exemplo do uber grande maioria da população é contra a regulamentação, claro q as pessoas ainda não conhecem bitcoin, mas isso vai mudar, eu realmente acredito que o bitcoin possa ser a revolução contra o estado.
  • Schneider  31/10/2017 17:14
    Um pouco off-topic mas, na opinião dos amigos, ainda vale a pena investir em bitcoins? E qual são as melhores apostas dentre as novas criptomoedas?
  • brunoalex4  31/10/2017 17:17
    É a marca da Besta do Apocalipse...
  • anônimo  31/10/2017 18:59
    Concordo.
  • Orwell  31/10/2017 18:17
  • Edvaldo  01/11/2017 16:19
    hahahhahaha

    e quem não freia como eu?
    Só passar na contra-mão (pelo menos por enquanto).

    uhauahua
  • Pobre Paulista  31/10/2017 19:05
    Como o estado fiscalizaria o uso de criptomoedas privadas? Não tem muito o que o estado possa fazer aqui, o mais simples é apenas proibir as criptos privadas.

    Mas hoje ainda estamos baseados em blockchain, mas e quando surgirem as criptomoedas efetivamente P2P? Seria o verdadeiro dinheiro digital. Isso seria virtualmente impossível de ser fiscalizado e/ou rastreado.
  • Emerson  31/10/2017 19:13
    Fiscalizar as cripto privadas? Não tem como. Exatamente por isso os governos irão tentar substituí-las pelas cripto estatais.

    Agora, o estado pode sim regular e fazer um crackdown nas exchanges. Aí ferra. Ao regular, ele coleta impostos. Ao abolir, ele impede transações entre moeda fiduciária e moedas cripto.
  • Pobre Paulista  31/10/2017 20:48
    Claro que tem, meu caro. É relativamente simples rastrear os IP's de origem das transações, e daí é só pedir educadamente aos provedores para identificarem os usuários.
  • Demolidor  31/10/2017 22:31
    Só para adicionar aqui à conversa: o bitcoin já é um sistema P2P. O ponto fraco são as exchanges centralizadas, que podem associar sua conta, com informações pessoais, a seus endereços bitcoin.

    Quanto a rastrear transações por IP, não é tão simples, mas é possível:

    https://bitcoin.stackexchange.com/questions/193/how-do-i-see-the-ip-address-of-a-bitcoin-transaction

    Minha opinião pessoal: assim como a internet, vai ser muito difícil o governo coibir o uso de criptomoedas. Tendem a criar dificuldades, mas sempre há alguma maneira técnica de superar restrições de uso/tráfego. Ambos, internet e criptomoedas, foram criados para não sofrer bloqueios nem parar de funcionar, mesmo em ataques nucleares, invasão por país inimigo, etc.

    Para parar efetivamente as criptomoedas, só desplugando a internet mesmo. Aqui no Brasil, nem bloqueio de Whatsapp, algo muito mais simples, funcionou.

    Quanto às criptos estatais, concordo que essas são sim uma ameaça e um modo possível de controlar toda a sociedade. Mas a vinda delas era previsível e, imagino, até boa para as criptos já existentes, por tornar o conceito conhecido do grande público e permitir comparações entre elas.
  • SRV  01/11/2017 19:38
    Não acho que será tão difícil para governos criarem problemas no uso de criptomoedas, ao contrário do que muitos pensam.

    Primeiro, como já mencionado, a existência de exchanges ("câmaras de câmbio") centralizadas já cria um elo altamente frágil de controle, onde o governo pode agir para regular.

    Segundo, restringir o uso de criptomoedas como meio de recebimento nas grandes empresas, obrigando-as a identificar cada cliente que fizer uma transação com criptomoeda, inclusive indicando a carteira de origem do pagamento.

    Terceiro, criando a própria criptomoeda controlada (já existe um projeto chamado "criptorublo" , na Rússia, para concorrer com o BTC. Se essa criptomoeda realmente surgir, pela lei de Gresham, pode ganhar espaço no uso cotidiano naquele país).

    Em qualquer ponto da economia onde existe a troca da criptomoeda por dinheiro ou mercadoria, existirá uma fragilidade que pode ser usada para identificar o dono das carteiras/criptomoedas.
  • Daniel  01/11/2017 00:27
    (não recebi nada para fazer propaganda)

    Pessoal, é óbvio que devemos usar apenas criptomoedas privadas. Por isso, minha dica para escapar das garras do estado é: COMPREM DIVI!

    Tem tudo para ser a melhor criptomoeda já lançada. Falo sério. Os projetistas cuidaram de tudo para que essa seja a moeda mais fácil de usar do mundo. Contrataram um especialista em webdesign para fazer uma plataforma agradável e intuitiva. Em relação às transações, em vez daqueles códigos alfanuméricos imemorizáveis, elas serão afeitas pelos simples nomes de usuários.

    E eles também desestimulam o trading. As pessoas que tiverem moedas acumuladas serão as primeiras a receber as novas moedas emitidas.

    Eu, pessoalmente, achei o projeto muito foda. Era o que precisávamos para nos livrarmos das garras do estado:

    https://www.diviproject.org/
  • Schneider  01/11/2017 18:21
    Daniel, eu nunca comprei cryptomoedas e não tenho a menor idéia de como funciona, mas diante do rendimento do bitcoin estou interessado em comprar para investimento.
    Você acha que esse divi vai se comportar da mesma forma que foi o bitcoin? Será que vale mesmo a pena?
    Gostaria de ouvir mais sobre a moeda.
  • B. Dutra  01/11/2017 12:12
    São argumentos bem coerentes a respeito do dinheiro em espécie, até agora sob a tutela do Estado e dos detentores de grandes fortunas. O Dinheiro em espécie pode ser emitido em larga escala ou mesmo sofrer o despejo de notas falsas no mercado. A primeira impressão sobre o dinheiro digital é que poderia gerar uma grande bagunça no mercado sujeito a hackers e ainda não totalmente seguro. Quem vai controlar a disponibilidade de dinheiro? Haverá conversões entre moedas, em que parâmetros? O atual mercado de cambio está mais para especulação do que para estabilidade econômica.
  • Ricardo  01/11/2017 12:30
    "Exemplo: suponha que o governo planeja subsidiar alguns agricultores que cultivam milho. Para apoiar este setor da agricultura, o governo pode adicionar diretamente uma quantia específica de dinheiro digital nas carteiras desses agricultores — por exemplo, $ 100 milhões — e programar esse dinheiro para ser enviado a determinados vendedores de fertilizantes em um determinado momento, permitindo que cada agricultor só possa gastar no máximo $ 10 milhões por ano. Assim, o governo consegue garantir que os agricultores não gastem o subsídio em outras coisas e que o dinheiro não flua para outros setores, como o mercado de ações ou o mercado imobiliário."

    Perfeito, a política desenvolvimentista alcançará um novo patamar de plano de governo, com essa maior regulação pelas criptomoedas estatais a política de desenvolvimento se dará em um controle maior e portanto, se tornará mais eficiente. Eu não esperava menos de Putin, o sujeito que salvou a Rússia e tornou os índices sociais-econômicos melhor do que o Brasil e ainda o grande líder que combate o imperialismo dos EUA.
    E para não falar das reservas de ouro que estão aumentando, que mais tarde pode ser a volta de um padrão-ouro, não é algo que os neoliberais apoiam?

    Um grande estatista! #Putin2018
  • Andre Cavalcante  02/11/2017 17:37
    Vamos lá...

    Bitcoin é privado e continuará privado. Não há como o governo "encampar" o bitcoin.

    O máximo que pode fazer é lançar uma moeda virtual e chamar isso de criptomoeda. Mas olha só, se ele usar os mesmos algoritmos de uma verdadeira criptomoeda vai perder o controle sobre a própria moeda, então vai ter que usar de emissão ou de mineração prévia. Só isso já vai dizer muito da qualidade da moeda estatal.

    Não há como uma moeda estatal, seja ela física ou virtual, ser "melhor" que uma moeda privada. Só há uma maneira de o governo emitir sua moeda e fazer as pessoas usarem: forçando-as.

    Sim, o bitcoin (ou qualquer outra moeda digital) é passível de impostos. Impostos sobre as pessoas físicas e jurídicas não dependem de qual moeda se usa na transação. Só pense bem:

    O que mudaria para o governo se vc recebesse seu salário de seu empregador em BTCs ou em BRLs? Só o valor de face: as taxas e encargos continuariam a ser extorquidas pelo governo que forçaria as empresas recolherem o IR na fonte.

    Também, o que mudaria no ICMS que vc paga no supermercado se ele continua emitindo a nota fiscal (e ainda coloca lá o seu CPF - o que poderia ser obrigatório), mesmo se vc pagasse em BTC? Nada, o governo continuaria recolhendo os impostos.

    Sonegar impostos é uma questão de posicionar-se assim. Ambas as partes de uma transação teriam que concordar em usar dinheiro vivo ou BTCs (não rastreável) e ambas teriam de concordar em não registrar tal transação em algum meio que o governo pudesse exigir os impostos devidos.

    E não adianta falar de outras criptomoedas, o valor de face do bitcoin e o seu apelo de marketing já é tanto que dificilmente alguma outra cripto venha a substituir, ao menos se não encontrarem algo realmente ruim no bitcoin (coisa que até hoje não encontraram). Quanto a questão do escalonamento da rede, isso é tecnicamente resolvível, assim como o uso de critptografia quântica quando a tecnologia estiver ao acance. E outra, a principal era do bitcoin não é agora enquanto se está minerando novas moedas, mas quando tivermos uns noventa e tantos porcento da mineração já efetuada e a moeda tender para uma estabilidade. Imagina o quanto ainda pode crescer se bitcoin efetivamente substituir a moeda de troca internacional...
  • LOURENCO INACIO BORGES  06/11/2017 18:54
    Bravo! Ótimo comentário.
  • piruru  04/11/2017 02:18
    Alguns dos programadores envolvidos no bitcoin (cypherpunks) já previam que a internet seria usada para controle em massa antes de nós entendermos o que era um email.
    Ainda acredito na chance do bitcoin no seu estado atual ser um cavalo de tróia que irá surpreenderá os burocratas. Ou veremos a riqueza gerada pelo btc financiando uma moeda mais fungível, ou veremos um fork aonde um novo software com privacidade aumentada iniciará tendo um valor menor mas depois de alguns anos poderia se consolidar como o bitcoin original e mais caro.
    No estado atual o bitcoin é um desastre em termos de privacidade. Com o início da rede lightning ,em 2 ou 3 meses ,já melhorará um pouco.
  • Marcio  04/11/2017 22:12
    Alguém pode me dizer se a página "www.bitcoin.org" e a página Bitcoin Wiki são as paginas oficiais dos programadores do protocolo BTC?
  • Joáo Felipe  08/11/2017 00:49
    Fala, Flavio. Seguinte: estava pensando em investir em bitcoins, acha que é uma boa? Se sim, tem algum site para me indicar sobre em qual dela investir, ou ate mesmo se você sabe?


    Abracos
  • Fabrício  04/12/2017 11:14
    Receita Federal americana determina que a Coinbase, uma das principais exchanges de Bitcoin, repasse informações sobre seus usuários.

    techcrunch.com/2017/11/29/coinbase-internal-revenue-service-taxation/
  • Emerson Luis  26/12/2017 22:53

    "Bitcoin é ruim! Não compre Bitcoin! Compre a imitação estatal do Bitcoin que criamos!"

    (comentário irônico)

    * * *
  • luka  12/02/2018 15:40
    Quando os países e empresas fizerem suas criptomoedas oficiais que terão que prestar conta de todos os usuários e valores movimentados para os governos,as moedas descentralizadas e "sem dono" como o Bitcoin SERÃO TODAS CONSIDERADAS ILEGAIS E PERSEGUIDAS,podendo existir apenas na clandestinidade similarmente ao que acontece com a Deep Web.Vão acusa-las de facilitar o crime etc...Anota isso ai num papelzinho meu amigo e lê daqui a 20 anos. O governo sempre tenta controlar tudo e todos.
  • Eleitores não pensam  07/05/2018 14:44
    off-topic ou nem tanto...

    Maior favela de SP terá banco e moedas próprios - mas como isso pode mudar a vida de moradores?

    www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/maior-favela-de-sp-ter%C3%A1-banco-e-moedas-pr%C3%B3prios-mas-como-isso-pode-mudar-a-vida-de-moradores/ar-AAwSGXh
  • Rogerio D Maestri  17/07/2019 01:26
    Eu só não entendo uma coisa, se não houver impostos, não pode haver propriedade pública, ou seja, as ruas, as estradas e demais equipamentos que permitem o deslocamento de um ponto a outro como não haveria o estado para conservá-los como uma pessoa sem dinheiro que queira se deslocar a pé de um local a outro como ele faria?


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