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Por que o socialismo sempre se transforma na doença que pretende curar
Revolucionários radicais sempre se transformam em burocratas privilegiados

Como um radicalismo revolucionário se transforma em um esclerosado e estagnado sistema baseado no poder, no privilégio e no esbulho, gerenciado por burocratas socialistas dotados de interesse próprio?

O grande sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) apresentou uma compreensão da evolução dos regimes socialistas no século XX. Em seu monumental tratado, publicado postumamente, intitulado Economia e Sociedade (1925), ele define um líder carismático como sendo aquele que se destaca em meio à massa comum por causa de um elemento específico de sua personalidade: ele possui uma rara qualidade intelectual que lhe permite ver aquilo que outros homens comuns não enxergam e entender aquilo que seus semelhantes não conseguiram.

Este indivíduo, em suma, é visto como alguém dotado de poderes e qualidades excepcionais.

Porém, sua autoridade, explica Weber, não advém do fato de terceiros reconhecerem seus poderes intrínsecos. Seu senso de autoridade e objetivo vem de dentro: ele sabe ser o detentor de uma verdade, a qual ele tem a missão de revelar a todos, pois ele sabe que a revelação desta verdade irá libertar seus conterrâneos. E quando a massa percebe toda a certeza, sabedoria e segurança deste homem, torna-se óbvio e inevitável que ela deve seguir sua liderança.

Vladimir Lenin (1870-1924) certamente se encaixava nesta descrição. Embora muitos que o conheceram ressaltaram sua indefinível e até mesmo nada atraente aparência física, a maioria fez questão de enfatizar sua determinação e sua crença inflexível de estar em uma "missão", em relação à qual ele tinha a mais absoluta confiança e inabalável determinação. Devido a essa sua postura decidida e nunca vacilante, todos os outros se sentiam magnetizados por ele e prontamente aceitavam sua liderança e autoridade.

Em torno de Lenin, o carismático, havia todo um séquito de discípulos e camaradas que igualmente se consideravam adeptos de um chamamento. Eram os 'escolhidos'. E se viam como servindo à mesma missão: a promoção da revolução socialista. Como disse Weber:

O grupo que se sujeita à autoridade do carismático se baseia em uma forma emocional de relação comunal. [...] O grupo é escolhido em termos das qualidades carismáticas de seus membros. O profeta tem seus discípulos. [...] Há um "chamado" feito pelo líder, o qual se baseia nas qualificações carismáticas daqueles que ele convoca.

O grupo "escolhido" renuncia (ao menos em princípio) às tentações materiais das circunstâncias mundanas, pois o objetivo de sua "missão" é exatamente derrubar e destruir essas tentações materiais. Com efeito, isso também marcava o estilo de vida conspirador, secreto e algumas vezes espartano dos revolucionários marxistas. Max Weber explicou:

No início da revolução, não há coisas como salários e benefícios. Os discípulos e seguidores tendem a viver basicamente em uma relação comunista com seu líder. [...] Puro carisma. […] O grupo desdenha e repudia a exploração econômica da renda assalariada, embora tal postura seja muito mais um ideal do que um fato. [...] Por outro lado, a 'pilhagem', seja ela obtida pela violência ou por outros meios coercitivos, é a outra forma típica de como o grupo se financia.

Porém, tão logo o carismático e seus seguidores chegam ao poder, ocorre uma transformação em seu comportamento e em seu relacionamento com o resto da sociedade. Agora, passa a ser impossível para esse grupo se manter isolado das questões mundanas da vida diária. Com efeito, se eles não lidarem com estas questões, seu poder sobre a sociedade estará ameaçado de desintegração. Assim, lentamente, aquele fervor que caracterizava a missão ideológica e a camaradagem revolucionária começa a morrer. Disse Max Weber:

Somente os membros de um pequeno grupo de fervorosos e entusiasmados discípulos e seguidores estarão preparados para dedicar suas vidas à sua vocação ideológica da maneira mais pura e idealizada. Já a grande maioria dos discípulos e seguidores irá, no longo prazo, voltar a 'ganhar a vida' de uma maneira mais material. Consequentemente, eles irão se preocupar apenas em se apropriar totalmente do poder e dos controles e vantagens econômicas que ele oferece. E a entrada de novos seguidores no grupo passará a ser estritamente regulada. Assim, forma-se uma casta privilegiada. […]

Consequentemente, no corpo político já concretizado, os membros, funcionários e detentores de benefícios passam a ser diferenciados dos 'pagadores de impostos'. Os primeiros, em vez de serem 'seguidores' do líder, se tornam funcionários do estado e são nomeados membros do partido. [...] Com o tempo, o grupo carismático tende a se metamorfosear em uma forma típica de autoridade, mais especificamente, a autoridade burocrática.

Nesta análise de Max Weber é possível ver o esboço daquele processo histórico por meio do qual um bando de marxistas revolucionários, convencidos de que viram os rumos da história de uma maneira que outros mortais não viram, passam se enxergar a si próprios como os parteiros daquela história que só eles viram. E o fazem por meio de uma violenta revolução.

Porém, à medida que as brasas da vitória socialista vão arrefecendo — como na Rússia após a Revolução de 1917 e a sangrenta guerra civil de três anos que se seguiu —, os revolucionários têm de se voltar para as questões mundanas de como "construir o socialismo". E construir o socialismo significa a transformação total da sociedade. E a transformação da sociedade significa controlar, supervisionar e ordenar absolutamente tudo.

O interesse próprio e a nova "sociedade de classes" do socialismo

E foi assim que nasceu, na nova União Soviética, aquilo que viria a ser chamado de Nomenklatura.

Começando em 1919, o Partido Comunista implantou o procedimento de criar listas de cargos e posições burocráticas a serem preenchidos por meio de nomeações oficiais, bem como listas de pessoas que poderiam se qualificar para serem promovidas a estas posições mais elevadas de autoridade.

Assim surgiu a nova classe dominante sob o socialismo.

Ministérios tinham de ser criados e ocupados. Cargos partidários tinham de ser preenchidos. Indústrias estatizadas e fazendas coletivas precisavam de gerentes para supervisionar a produção e garantir que as metas estabelecidas pelo planejamento central seriam cumpridas. Redes de distribuição estatal tinham de ser implantadas. Sindicatos precisavam ser controlados por membros fieis ao Partido. E a mídia precisava de editores e repórteres que publicassem estórias e propagandas sobre os grandes progressos e vitórias obtidos pelo socialismo nessa nova e gloriosa sociedade coletivista, na qual o novo Homem Soviético estava sendo criado.

Porém, contrariamente às promessas de se criar um "novo homem" a partir dos escombros da velha ordem, o exato oposto ocorreu. À medida que a economia socialista ia sendo construída, toda a imutável natureza humana inevitavelmente passou a se manifestar: o interesse próprio, a busca por oportunidades de ganhos, a procura por maneiras de melhorar a própria vida e a de seus familiares e amigos. Tudo isso gerou tentativas generalizadas de se conseguir o controle das mercadorias e recursos escassos "socializados" com o intuito de obter ganhos pessoais dentro dos labirintos e redes da burocracia soviética.

E dado que o estado havia declarado ser o único proprietário de todos os meios de produção, não foi nenhuma surpresa que, à medida que os anos e então as décadas iam se passando, cada vez mais pessoas foram se tornando membros da Nomenklatura e também de suas posições diretamente subordinadas: esse era o único caminho para uma vida mais próspera e agradável. Ao final, o estado socialista não transformou a natureza humana; a natureza humana encontrou maneiras de usar o estado socialista para seus próprios fins.

O sistema de privilégios e corrupção que o socialismo soviético criou foi claramente explicado por Boris Yeltsin (1931-2007), o membro do Partido Comunista da Rússia que, mais do que vários outros, ajudou no fim da União Soviética e na criação de uma Rússia independente em 1991. Em seu livro Against the Grain (1990), Yeltsin explicou:

A ração fornecida pelo Kremlim, uma distribuição especial de produtos inalcançáveis para a população geral, é conseguida pelo alto escalão pela metade do seu preço normal, e consiste de alimentos da mais alta qualidade. Em Moscou, um total de 40.000 pessoas usufruem o privilégio destas rações especiais, em várias categorias de quantidade e qualidade. Há seções inteiras da GUM — a enorme loja de departamentos localizada na Praça Vermelha de fronte ao Kremlim — fechadas ao público e reservadas especialmente para o alto escalão da elite. Já para os funcionários do segundo e do terceiro escalão, há outras lojas exclusivas. Todas elas são rotuladas de "especiais": armazéns especiais, lavanderias especiais, policlínicas especiais, hospitais especiais, casas especiais, e serviços especiais. Que uso mais cínico da palavra!

A tão prometida "sociedade sem classes", em que haveria igualdade material e social, foi, com efeito, o mais granulado sistema de poder e privilégio hierárquicos já criado. Suborno, corrupção, conexões e favorecimentos permeavam todo o tecido da sociedade socialista soviética. Dado que o estado detinha, produzia e distribuía absolutamente tudo, as pessoas tinham de ter "amigos", ou amigos que conheciam as pessoas certas, ou que sabiam a pessoa certa a quem você deveria se apresentar e mostrar o quão agradecido ficaria em troca de um suborno ou de favores recíprocos. Tudo isso era necessário para obter acesso a algo que era impossível de ser obtido por meio dos canais normais da rede de distribuição centralmente planejada para "as massas".

E por cima de todo este sistema socialista de poder, privilégio e esbulho liderado pelo Partido Comunista estava a polícia secreta soviética, o famoso o KGB (Komitet gosudarstvennoy bezopasnosti, ou Comitê de Segurança do Estado), espionando, vigiando, ameaçando e denunciando toda e qualquer pessoa que ameaçasse ou questionasse a propagando ou o funcionamento do "paraíso dos trabalhadores".

Contradições e o fim do socialismo soviético

Não é nenhum exagero dizer que tudo aquilo que os marxistas diziam ser a natureza do sistema capitalista — a exploração de muitos pelos poucos privilegiados; uma brutal desigualdade de riqueza e de oportunidade devido simplesmente a um arranjo artificial de controle dos meios de produção; a manipulação da realidade para fazer com que a escravidão parecesse liberdade — era, na verdade, a natureza e a essência do socialismo soviético. Que maneira mais deturpada e pervertida de deformar a realidade através de uma lente ideologicamente distorcida.

Tudo isso finalmente acabou em 1991, quando os privilégios, as pilhagens e a brutal pobreza do "socialismo verdadeiro" tornaram o sistema soviético insustentável. Com efeito, à época, já era praticamente impossível encontrar alguém em qualquer canto da sociedade soviética que ainda acreditasse na "falsa consciência" da propaganda socialista. A União Soviética havia chegado ao beco sem saída da falência ideológica e da ilegitimidade social. A "super-estrutura" do poder soviética havia colapsado. (Veja meu artigo "Há exatos 25 anos presenciei o fim do regime soviético").

Em 1899, o psicólogo social francês Gustave Le Bom (1841-1931) analisou o então crescente movimento socialista do final do século XIX e escreveu o seguinte lamento em seu livro A Psicologia do Socialismo:

Ao menos uma nação terá de sofrer para servir de instrução ao mundo. Será uma daquelas lições práticas que, sozinhas, poderão iluminar as outras nações que alegremente acreditam nos sonhos de felicidade prometidos pelos sacerdotes da nova fé [socialista].

Não somente a Rússia, mas também vários outros países no Leste Europeu, na Ásia, na África e, até hoje, na América Latina foram e estão sendo obrigados a fornecer ao mundo esta "lição prática" de tirania política e de desastre econômico que só uma sociedade socialista, especialmente em sua versão marxista, pode criar.

Atualmente, a Venezuela fornece este exemplo diariamente, em tempo real. E, contrariamente ao sistema soviético, que pôde durar muito tempo porque tinha vários países-satélites cujos recursos podiam ser explorados, o socialismo venezuelano não tem essa "facilidade", de modo que o sofrimento e empobrecimento de seus cidadãos é muito mais rápido e bem mais intenso.

Conclusão

O socialismo serve como uma apavorante demonstração prática das desastrosas consequências que surgem quando uma sociedade abandona completamente a filosofia política do liberalismo clássico, o sistema econômico de livre mercado, e um arranjo institucional em que a natureza humana (inatamente egoísta) atua dentro de um arcabouço social baseado em associações voluntárias e transações comerciais pacíficas.

Neste centésimo aniversário da Revolução Russa, que a esperança seja a de que a humanidade já tenha aprendido com este erro trágico, e perceba e aceite que somente as liberdades individual e econômica podem criar a justa, boa e próspera sociedade que a humanidade pode e deve ter.

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Leia também:

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A defesa do socialismo é, inescapavelmente, uma apologia da violência

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30 votos

autor

Richard Ebeling

leciona economia na Northwood University de Midland, Michigan, é um scholar adjunto do Mises Institute e trabalha no departamento de pesquisa do American Institute for Economic Research.


  • Olavo de Carvalho  21/09/2017 15:04
    O ideal socialista é, em essência, a atenuação ou eliminação das diferenças de poder econômico por meio do poder político.

    Mas ninguém pode arbitrar eficazmente diferenças entre o mais poderoso e o menos poderoso sem ser mais poderoso que ambos: o socialismo tem de concentrar um poder capaz não apenas de se impor aos pobres, mas de enfrentar vitoriosamente o conjunto dos ricos.

    Não lhe é possível, portanto, nivelar as diferenças de poder econômico sem criar desníveis ainda maiores de poder político. E como a estrutura de poder político não se sustenta no ar mas custa dinheiro, não se vê como o poder político poderia subjugar o poder econômico sem absorvê-lo em si, tomando as riquezas dos ricos e administrando-as diretamente.

    Daí que no socialismo, exatamente ao contrário do que se passa no capitalismo, não haja diferença entre o poder político e o domínio sobre as riquezas: quanto mais alta a posição de um indivíduo e de um grupo na hierarquia política, mais riqueza estará à sua inteira e direta mercê: não haverá classe mais rica do que os governantes.

    Logo, os desníveis econômicos não apenas terão aumentado necessariamente, mas, consolidados pela unidade de poder político e econômico, terão se tornado impossíveis de eliminar exceto pela destruição completa do sistema socialista.

    E mesmo esta destruição já não resolverá o problema, porque, não havendo classe rica fora da nomenklatura, esta última conservará o poder econômico em suas mãos, simplesmente trocando de legitimação jurídica e autodenominando-se, agora, classe burguesa. A experiência socialista, quando não se congela na oligarquia burocrática, dissolve-se em capitalismo selvagem. Tertium non datur .

    O socialismo consiste na promessa de obter um resultado pelos meios que produzem necessariamente o resultado inverso.
  • Eduardo  21/09/2017 15:23
    Excelente texto e excelente esse seu comentário-resumo dos malefícios do socialismo.
  • Caio  21/09/2017 18:55
    Sim, excelente resumo. E é bom lembrar que o tal "ideal de igualdade" é, no mínimo, um contra-senso, já que é absolutamente contrário à Natureza cujo funcionamento só é possível por causa das diferenças, dos gradientes, e da variabilidade que resulta na diversidade em equilíbrio dinâmico.
  • Eduardo R., Rio  22/09/2017 02:26
    Que é ser socialista?, por Olavo de Carvalho.
  • NEY ALMEIDA  29/10/2018 22:57
    Vejo socialismo - na atualidade - como um codinome para uma grave doença mental para o portador, além de um perigoso risco social. Ser socialista é desenvolver e sobreviver a uma psicopatia incapacitante para a auto-subsistência comum em seu meio social, quase sempre gerada por "facilidades excessivas" e/ou "carências/abusos extremos" vividos na fase inicial da vida, estimulados ou produzidos por "facilitadores" ou "abusadores". Como a obesidade mórbida em crianças, por exemplo.
    Com o passar do tempo, após vivenciar o aquele tipo de exercício de sobrevivência e incorporar "aprendizados distorcidos", todo socialista SOBREVIVENTE adota a postura de "sobrevivente/vencedor", superestima aquelas suas capacidades primárias naturais de sobrevivência, passa a ver-se com uma dimensão muito maior do que a real. Um mero mecanismo compensatório defensivo que o ajuda na suportação de sua miséria interior. Tornam-se esquizofrênicos revanchistas, muitas vezes deprimidos. Quando não se suicidam ou são mortos por vítimas de suas "ofensas", "abusos " e "manipulações", aprimoram "talentos doentios" sempre capazes de garantir-lhe poder (sobre coisas ou pessoas) e se tornam sociopatas incuráveis e progressivos. A meta deles é atingir o caos e o colapso interior. Mas, quase sempre, valendo-se de pessoas como ferramenta e meio. Para quem não pensa ser possível essa teoria e a vê como delírio, recomendo aprofundar-se nas biografias de todos os famosos socialistas, consideradas todas as formas já imaginadas de socialismo, a partir de uma visão bem angulada e flexível, sem rigores teóricos de classificações sociológicas exageradas ou "masturbatoriamente" semânticas. Desde Alexandre Magno, acrescentando tipos com Antonio Gramsci, Máo-Tsé-Tung, até os mais idiotas totalitários da África e das Américas.
  • Joaquina Lopes  23/09/2017 21:58
    Excelente dissertação!
  • Sempre Mais do MESMO  25/09/2017 14:44
    .
    "O socialismo consiste na promessa de obter um resultado pelos meios que produzem necessariamente o resultado inverso. "

    Essa frase, certíssima, nada é se não a própria SÍNTESE da dialética marxista.

    O Socialismo é exatamente aquilo que Marx INVENTOU em sua DESCRIÇÃO do tal Capitalismo.

    A descriçaõ fantasiosa que Marx fez do que seria o sistema de MÍSTICA ACUMULAÇÃO de CAPITAL (valendo-se da condenação católica a "acumulação de tesouros na terra) É EXATAMENTE o sistema Socialista em funcionamento.

    Na URSS, leste europeu e em Cuba, entre muitos outros, o que vigorou e ainda vigora em alguns é exatamente o que Marx descreveu como sendo o sistema econômico vigente na época, alegadamente o tal capitalismo.

    Quando Marx elaborou a sua dialética mutante a idéia era explicar exatamente à classe dominante a forma que ela poderia manter-se no poder eterno através de uma empulhação ardilosa. Vai daí que desde SEMPRE os grandes financiadores da propaganda marxista SEMPRE foram milionários intelectualizados.

    A classe dominante não era a burguesia oriunda dos burgos, mas ainda a ARISTOCRACIA tradicional que dominava o Estado ou a hierarquia estatal e que se via ameaçada, em sua hegemonia, pelos EMERGENTES BURGUESES.

    É imbecil algué afirmar que o protecionismo ou MERCANTILISMO fosse favorável ao emergente. O sistema vigente era um clube fechado osnde o Estado controlava a concorrência para proteger os aliados. Exatamente como ainda persiste com tarifas de importação e concessões tributárias, crédito subsidiado e etc..

    Esse MERCANTILISMO SOCIALISTA é exatamente o que fez a JBS-FRIBOI conseguir dominar o mercado da alimentação. Legislação que sufocou os pequenos frigorificos, que não tinham acesso fácil aos emprestimos do BNDES, bem como a liberação de crédito SUBSIDIADO e FACILITADO do BNDES aos irmãos Batista.

    O Estado SOCIAL-MERCANTILISTA é exatamente o que vigorava na época de Marx e que era do INTERESSE dos GRANDES EMPRESÁRIOS proibirem a CONCORRÊNCIA dos EMERGENTES.

    As idéias LIBERAIS surgiram criticando esse sistema de "cartas marcadas" e não havia como defende-lo.
    Logo a idéia era DEFENDE-LO SOB UM ARDILOSO PSEUDO ATAQUE.

    Eis aí onde teses e antiteses se confunde numa dinâmica circular entre aparência e essência.

    Ao se ostentar "oposto a isso que está aí" o ARDIL marxista conseguiu, VIA PROPAGANDA MASSIFICANTE dos sindicatos e pregadores populares (AGITPOP), induzir a CRENÇA de que as IDÉIA LIBERAIS defendiam exatamente AQUILO que ELAS ATACAVAM.

    Ou seja, a miscelânia desconexa de Marx-Engels associaou as idéia Liberais àquilo que estas idéias atacavam e a sua DITADURA do PROLETARIADO, que defendia a hegemonia de uma CLASSE DOMINANTE ORGANIZADA e HIERARQUIZADA, foi propagandeada como a "VERDADEIRA OPOSIÇÃO" exatamente ÀQUILO que ELA PRETENDIA PERPETUAR através de uma SOCIEDADE ESTÁTICA como foi o FEUDALISMO. Onde o transito de classe não era livre pois o dominio da terra (FEUDOS) e a correspondente COBRANÇA de IMPOSTOS era o ÚNICO MEIO de pertencer à NOBREZA.

    O comercio e a revolução industrial TIROU do dominio de extensões de terra (FEUDOS) o protagonismo na posição social. FOI ISSO que FEZ a ARISTOCRACIA se AGARRAR ao ESTADO e DEFENDE-lo ATRAVÉS do BESTEIROL MARXISTA movido a PROPAGANDA MASSIFICANTE REGADA com FARTURA de RECURSOS MATERIAS.

    Religiosos profissionais, agitpops e sindicatos, autoridades, artistas e etc. eram as vozes que ecoavam as "verdades" revolucionárias que prometiam o PARAÍSO na TERRA num FUTURO SEM DATA e INCERTO.

    Não por acaso Marx se valeu da LEI da USURA (da Igreja católica) para condenar o GANHO de CAPITAL, também usou a "ACUMULAÇÃO CAPITALISTA" valendo-se da condenação religiosa à "ACUMULAÇÂO de TESOUROS na TERRA".

    Na verdade Marx promoveu um SINCRETISMO e DIALÉTICAMENTE seu besteirol quanto mais bem entendido pela aristocracia e grande burguesia, mais destes obtinha recursos.

    Essa foi a DIALÉTICA MARXISTA:

    INVENTAR um SISTEMA CAPITALISTA e IMPLANTA-LO ATRAVÉS do alegado combate a tal sistema. ESSA É A SÍNTESE DA DIALÉTICA MARXISTA!!!
  • William  21/09/2017 15:25
    Ser socialista é fácil. Difícil é ser proletário depois da Revolução. Quem não estiver no governo estará ou faminto ou fuzilado.
  • Eduardo  21/09/2017 15:26
    Neste sistema autoritário, o que acontece é que o Estado passa a ser o "laranja" dos burocratas poderosos. Fica tudo em nome do Estado mas quem controla e recebe todos os benefícios, fruição (ou gozo), são os burocratas no poder, que estão lá com a promessa de promover a "justiça social" mas apenas saqueiam ou tomam para si o patrimônio da sociedade.
  • MB  21/09/2017 15:38
    100 anos atrás o mundo presenciou a vitória da desgraça e da falsa esperança que é o estado socialista e seu sonho romântico de implantar a sociedade comunista sem classes e sem a propriedade privada. Mises explicou magistralmente a falácia deste sistema de planejamento central que abole o sistema de preços do mercado.

    O sistema de preços do mercado equilibra oferta e demanda por bens e serviços por ser este um mecanismo simples, intuitivo e tão eficaz que não precisa ser teorizado até mesmo por exemplo por um peão de obra e um lavrador analfabeto. E isso por uma simples razão: por serem os recursos naturais e seu subproduto, os recursos artificiais, escassos. Eu seja quando ele sobra ninguém dá valor, ninguém negocia e sem negociação não há preços estabelecidos e quando há é a baixo preço, e quando o recurso está em falta ele vira ouro e seu preço e valor fica descontrolado em níveis estratosféricos.

    Enfim é igual quando um pobre desprezado por todos ganha na loteria, ele passa a ser cortejado e paparicado por todos, até mesmo invejado por outros ricos (inveja é um pecado e uma desvirtude do ser humano independente de riquezas; por exemplo, desejar a mulher do próximo). Enfim por este motivo o socialismo\comunismo é um fracasso, pois sua alocação de recursos e planejamento é primária, violenta (daí por que tantas mortes), opressora, um verdadeiro caos.

    Me envergonho de um dia ter dado crédito a estas bobagens escritas pelo bufão do Marx, aquele vagabundo asqueroso, invejoso, enfim um pilantra que poderia ter usado sua inteligência e sabedoria para fazer o bem, mas preferiu o caminho do mal e da enganação.
  • Humberto  21/09/2017 16:28
    Aproveitando a deixa, engana-se quem pensa que o Brasil está livre desse risco. Eis uma recente entrevista como o ideólogo do PT, Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo, em que ele defende o confisco de tudo.

    O senhor defende uma pauta radical para a esquerda: democracia direta, confisco de aparelhos produtivos, restrição do direito à propriedade privada. Tal plataforma teria chance de vitória nas eleições?

    A esquerda cresceu onde radicalizou suas posições. Isso ocorreu recentemente no Reino Unido, na França (onde a esquerda mais radical quase passou ao segundo turno das eleições) e na Espanha. A política foi para os extremos -e mesmo em um país como o Brasil isto está claro. O problema é que apenas um dos extremos parece não ter medo de dizer seu nome.

    Mas eu lembraria que, depois de abandonar a noção de revolução como orientação para as ações políticas, a esquerda renunciou até mesmo ao horizonte de reformas.

    Por exemplo, nos governo petistas nunca houve uma discussão honesta a respeito de tributação de grandes fortunas, de lucros e dividendos, de limitação do tempo de trabalho (de 44 para 40 horas), de auditoria da dívida pública, ou seja, tópicos classicamente reformistas.

    Sugiro que a esquerda pare de tentar impedir a autodestruição do capitalismo e lute por uma sociedade na qual a atividade humana não esteja submetida à condição de trabalho produtor de valor, na qual a propriedade não seja mais a representação única da liberdade e na qual "austeridade" é algo que se cobra das elites, não do povo.
  • Régis  21/09/2017 18:16
    Imagine que você tenha uma casa, onde você mora com sua esposa/marido e filhos. É a casa onde você passou bons e maus momentos, deixou seu suor, riu, chorou.

    Aí aparece uma tal de "revolução socialista" e eles determinam, sem te consultar nem nada, que você e sua família DEVEM deixar esta casa e passar a viver em uma fazenda coletivizada, trabalhando de sol a sol com um monte de gente que você nunca viu na vida.

    Vai reagir passivamente? Claro que não! A casa é sua, é sua propriedade, terá derramamento de sangue e lutará com a última de suas forças para proteger você, sua casa e sua família. Mas age dessa maneira porque é reacionário, capitalista, egoísta? Agimos dessa maneira, protegendo nossa propriedade, da mesma maneira que o cão dá a vida pelo dono, da mesma maneira que o leão, o lobo ou qualquer animal age quando percebe que seu território foi invadido.

    Agora, troque "casa" na narrativa acima por qualquer outra propriedade, inclusive, e principalmente, sua riqueza financeira. Muda algo? Absolutamente nada.

    E é isso que esse demente do Safatle está prometendo em caso de vitória do PT.
  • Companheiro Camarada  22/09/2017 01:00
    Bom, mesmo sem ter passado por uma revolução, nossos pretensos revolucionários já estão no estágio em que não passam de burocratas privilegiados que chegaram ao poder. Ponto.

    Por isso eu acho que uma esse socialismo mais intenso, com confisco de propriedade mais acintoso, é improvável de acontecer. Aí vale se questionar sobre os pontos que Safatle citou: por que o PT não fez isso na primeira vez que chegou ao poder?
  • Igor  22/09/2017 14:44
    A verdade é que quem defende essa via, sob a mentalidade da guerra de manobra, é minoria na esquerda. A esquerda brasileira é muito influenciada pela guerra de posição, mais até por conveniência do que por luta pelo socialismo, pois é o que os ajuda a ter posições privilegiadas na sociedade. É bem mais cômodo ser socialista em cargo em comissão, sendo servidor público, ou recebendo dinheiro do trabalhador como sindicalista, do que pegar em armas e ir tentar sair confiscando a propriedade privada alheia — onde vão ter reação forte e vai morrer muita gente. O interesse da maioria dos líderes socialistas é lotear o estado é viver as custas destes, e não realmente implementar uma revolução. São fisiológicos antes de tudo! É o famoso "socialismo para vocês, capitalismo para mim", só que financiado com o erário público.
  • Kevin  21/09/2017 18:24
    "Neste centésimo aniversário da Revolução Russa, que a esperança seja a de que a humanidade já tenha aprendido com este erro trágico, e perceba e aceite que somente as liberdades individual e econômica podem criar a justa, boa e próspera sociedade que a humanidade pode e deve ter."

    E vai ficar só na esperança mesmo, pois as escolas ensinam exatamente o contrário.
  • Socialista Convicto  21/09/2017 18:48
    Essa maldita natureza humana e esses indivíduos interesseiros sempre atrapalharão nossos gloriosos sonhos utópicos. Mas eu juro que o socialismo funciona muito bem para formigas e abelhas. Basta a gente ficar igual a elas.
  • cmr  21/09/2017 19:00
    O socialismo funciona sim, mas o socialismo é para os fortes, para aqueles que aguentam passar fome.

    Nós não aguentamos passar fome, por isso não funciona, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Flavio   21/09/2017 18:57
    Eu já li O Manifesto Comunista inteiro e garanto que não há outra alternativa para implantação desse sistema do que a força. Ditaduras são perfeitas para esse regime.
  • Igor  22/09/2017 14:57
    Se você ler a Crítica ao Programa de Gotha, verá Marx defendendo abertamente a ditadura do proletariado e o desprezo nítido dele pelas democracias. Qualquer leitura que se faça hoje sobre o marxismo ser democrático é simples distorção do conteúdo doutrinário. E tem mentecapto que até hoje acha que ditadura do proletariado quer dizer "verdadeira democracia" (sendo que são oxímoros).
  • Neto  21/09/2017 18:59
    Em 1913, Lênin escreveu o "Decálogo" que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.

    1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

    2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

    3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

    4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;

    5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

    6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

    7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

    8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

    9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

    10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...
  • Companheiro Camarada  22/09/2017 01:05
    Nota: Há controvérsias sobre a autenticidade e a origem desse "Decálogo".
  • Lucio  21/09/2017 19:01
    Na mais benevolente das hipóteses, o socialismo defende igualdade; mas como as pessoas jamais são iguais em talentos e capacidades, a única forma de "iguala-las" é pela força. Por isso nunca houve, nem haverá, um socialismo com liberdade (e PSOL é um absurdo contraditório no próprio nome). Para ficar mais claro: a única forma de igualar o talento do Neymar ao meu é obrigando a que ele jogue tão mal quanto eu (já que é impossível eu jogar como ele); e o mesmo vale para todo o resto, empresários, inovadores, intelectuais, etc.
  • Luis Eduardo  21/09/2017 19:02
    Sempre vi o socialismo como uma das formas de manipulação de massas mais eficientes já desenvolvidas pela humanidade. Os cidadãos são doutrinados a acreditarem cegamente em qualquer afirmação que os "seres mais desenvolvidos" façam. E se discordarem a ideologia exige que sejam punidos com violência. E o curioso é que as mesmas pessoas que falam em direitos humanos apoiam isso.
  • Sidney   21/09/2017 19:04
    Uma dúvida: o que aconteceria no socialismo pleno se uma pessoa, mesmo podendo, não quisesse trabalhar ou discordasse da orientação dominante dada pelos burocratas ou pela maioria? Por exemplo, Marx mesmo não trabalhava.
  • Gilberto  21/09/2017 19:11
    Ela faria exatamente o que fazem os idealizadores deste regime, como mostrou o artigo: iriam para as fileiras da burocracia estatal viver no luxo e às custas da fome da população. No socialismo, quem está na burocracia estatal não trabalha e põe todo o resto da população para trabalhar para ela.

    Para o resto do povaréu, campos de concentração e fuzilamento. Caso se comporte bem, apenas passará fome.

    Pode observar: todo defensor do socialismo é alguém que acredita que, após a revolução, estará dentro da máquina estatal e não fora dela. Desconheço um único socialista que defenda a revolução, mas queira ficar de fora do aparato estatal após a revolução. Essa gente toda quer apenas vivenciar a "glória de mandar". E de matar.

    Todo defensor da repartição do bolo quer acima de tudo o controle da faca.
  • Igor  22/09/2017 15:36
    Como o trabalho é obrigatório no socialismo (v. O Manifesto do Partido Comunista), se ele não fosse membro da liderança, da elite do único partido e nem loteado em algum cargo em comissão, certamente essa pessoa iria ter sua caderneta de racionamento tomada, e então, ou morreria de fome, ou seria presa no Gulag, ou seria executada (talvez sumariamente). Isto aconteceu na URSS, por exemplo.

    Sobre Marx nunca ter trabalhado, ironicamente, para definição de trabalho dele, realmente ele nunca trabalhou. Ele precisaria empregar sua força para produzir os meios de seu sustento, algo que ele nunca fez. Agora, se usar o conceito geral de trabalho, ele trabalhou sim, pois foi redator em alguns jornais, embora essa não fosse nem de perto a principal fonte de sustento (quem lhe sustentava na verdade foi a Jenny e, mais para o fim da vida, Engels).
  • Mauro  21/09/2017 19:07
    É um sistema utopico na filosofia até parece interessante por isso ele cresceu em sua época mas não se sustenta a não ser pela ditadura e pela ignorância é uma doença crônica difícil de curar
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  21/09/2017 21:55
    O socialismo já nasceu morto e deve ser eliminado das mentes humanas.
  • Troll neoclassico  21/09/2017 22:52
    Socialistas gostam da liberdade tanto quanto austríacos de uma prova de econometria.
  • John Maynard Keynes  22/09/2017 12:12
    Não sou economista, minha formação é engenharia, mas pelo que eu li, me parece que econometria é que nem entender sistemas de energia elétrica usando Lei de Ohm. Ou realizar experimentos de laboratório de química em Vênus e esperar os mesmos resultados.
  • Dalton C. Rocha  21/09/2017 22:57
    Há quase 100 anos atrás, o escritor português Fernando Pessoa (1888 – 1935) escreveu: "O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós." > conservadores.com.br/o-anticomunismo-de-fernando-pessoa/

    "Eu me pergunto sempre: "Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos." > minutoprodutivo.com/internacional/entrevista-medico-romeno-conta-como-era-viver-num-pais-socialista

    "Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi? Qual não viver como um nababo enquanto seu povo comia ratos? Qual partido comunista subiu ao poder sem propinas, sem desvio de dinheiro público, sem negócios escusos, sem roubo e chantagem?" > www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor

  • Marcos  21/09/2017 23:19
    A "super-estrutura" do poder soviética havia colapsado.

    Creio que esteja se referindo ao poder militar soviético, a maior estrutura militar de todos os tempos foi o soviético, isso não podemos negar. Era uma economia essencialmente voltada para a guerra, embora a economia restante estava fadada ao fracasso, a economia militar estava seguindo a todo vapor até a queda, várias entrevistas demonstram que o ritmo de obras era muito maior na URSS do que na Rússia ou em outros países-satélites. A estrutura naval soviética era a mais impressionante, eram 1000 navios de superfície, de 280 a 360 submarinos e tantos outros aspectos militares que rivalizava abertamente contra os EUA.
  • Rogério   21/09/2017 23:35
    Não. Superestrutura se refere a um conceito marxista. Marx argumentou que o modo de produção é a subestrutura de uma sociedade, e que a cultura geral é a superestrutura. Segundo ele, as pessoas se apegam a uma visão específica das leis, da ética e da política de uma sociedade somente por causa de seu comprometimento a um modo específico de produção. Se esse modo de produção for alterado, o apego das pessoas às leis, à ética e à política será alterado.

    Quanto à produção militar, não há segredo nenhum. Numa economia dirigida, o governo direciona todos os recursos escassos para um único setor, no qual ocorre então uma superprodução, gerando por conseguinte escassez em todos os outros setores (que ficam sem esses recursos escassos).

    Havia fartura de equipamentos militares, mas havia escassez de automóveis, geladeiras, máquinas de lavar e, claro, de alimentos.

    Quem louva o poderio militar soviético, mas ignora que ele se deu inteiramente às custas do bem-estar da população (exatamente porque a economia era dirigida e não havia sistema de preços livres) revela grande desconhecimento de conceitos básicos de economia.
  • Silvio Aurélio   22/09/2017 00:10
    Boa noite.
    Me peguei viciado em ler o Mises. Todo dia um aprendizado. Não sábia até então, o quanto estava aprisionado aos axiomas semânticos.
    Quero agradecer a vocês por me despertar e sair da matrix.
    Valeu mesmo!
    Abraço

    Silvio
  • Ultra-Conservador  22/09/2017 12:21
    A grande maioria das pessoas querem uma vida melhor com ou sem estado.

    A ideologia não faz sentido, se não trouxer melhoria na vida das pessoas.

    Alguns conflitos são necessários, para tirar as pessoas da zona de conforto. Porém, o conservadoriasmo sempre deve preservar e manter as boas relações, sem criar conflitos desnecessários.

    A competição do capitalismo sempre acaba trazendo mais benefícios do que prejuízos. Muita gente não consegue ver que a soma total da competição é positiva. A esquerda sempre vê o lado perdedor, e nunca reconhece o esforço e o trabalho de quem ganhou.

    Ninguém vira campeão sem ter perdido uma vez na vida. O campeões são os perdedores que não desistiram.

    Um bom exemplo é o Rubinho Barrichelo. Muita gente tira sarro dele, mas o sonho de muitas pessoas é ser um Rubinho. O cara ganhou milhões de reais perdendo corridas. Quem não queria ganhar milhões de reais perdendo corridas de carro ?


    Se a vida fosse perfeita, o resultado é que não haveria felicidade, porque nenhuma vitória, nem derrota aconteceria.
    Essa perfeição do mundo transformaria o ser humano em "robôs" ou em amebas.

  • Hola  22/09/2017 12:31
    Preciso de ajuda:

    Peço que expliquem e/ou linkem artigos para ajudar na discussão:

    "O BNDES não deve ser abolido, ele apenas deve deixar de ser um bolsa empresários-grandes e voltar a ser um auxílio a pequenas empresas competirem com grandes empresas."

    Apenas encontrei artigos que comentam sobre o BNDES ser um "bolsa-empresários grandes", e não o PORQUE a ideia de um subsidio a pequenos empresários é errado por si só. Ademais, gostaria de uma forma de entrar em contato com os especialistas do Instituto sempre que tiver uma dúvida neste sentido, qual é o e-mail?

    Outra:
    "O monopólio natural do governo não pode objetivar o lucro porque a única maneira de ter lucro é quando este monopólio é ineficiente, ou seja, com o preço e a quantidade de oferta acima do preço de equilíbrio".
  • Gilberto  22/09/2017 13:03
    "e não o PORQUE a ideia de um subsidio a pequenos empresários é errado por si só."

    Pois aqui vão dois artigos que explicam em detalhes por que os empréstimos subsidiados -- não importa para qual tamanho da empresa -- distorcem todo o mercado de crédito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2407

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2751


    "O monopólio natural do governo não pode objetivar o lucro porque a única maneira de ter lucro é quando este monopólio é ineficiente, ou seja, com o preço e a quantidade de oferta acima do preço de equilíbrio".

    Ininteligível e totalmente sem sentido.

    Sobre monopólios naturais:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=637

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646
  • SRV  22/09/2017 15:02
    Eu entendi a frase pq fiz faculdade de economia (infelizmente, pois deveria ter feito engenharia. Se arrependimento matasse...):

    "O monopólio natural do governo não pode objetivar o lucro porque a única maneira de ter lucro é quando este monopólio é ineficiente, ou seja, com o preço e a quantidade de oferta acima do preço de equilíbrio".

    Segundo a teoria keynesiana, os monopólios geram um equilíbrio de mercado onde preços são mais altos e quantidades produzidas são mais baixas do que em situações de "concorrência perfeita". Sendo assim, são ineficientes quando comparados com a "concorrência perfeita".

    Além disso, ainda seguindo o raciocínio, o governo teria função social, de produzir sem pensar no lucro para prover a sociedade com serviços que vão beneficiar a todos pelas externalidades não capturáveis pelo mercado privado (ou seja, os investimentos do governo em infraestrutura, serviços de justiça, blá blá blá são para corrigir as "falhas de mercado").

    Partindo das constatações acima, seguindo a linha de raciocínio keynesiana, e sabendo que o governo é um monopólio, a frase está dizendo que se o governo agir como um "monopólio empresarial", visando o lucro, vai levar o mercado para um equilíbrio de preço mais alto e quantidade mais baixa do serviço oferecido, qualquer que seja. Sendo assim, não faria sentido para o governo agir pensando no lucro pois "socialmente" ele iria criar uma situação pior. O governo deveria, portanto, agir sem se preocupar com lucro, pois a externalidade dos bens e serviços produzidos pelo governo irão exceder os custos de produção, quando vistos no "agregado social" (seja lá o que for esse "agregado")

    Por gentileza, alguém poderia seguir com as críticas agora para esclarecer ao amigo Hola o motivo desse racional acima ser algo totalmente sem nexo? Infelizmente não posso me alongar mais. Agradeço antecipadamente.
  • Hola  22/09/2017 15:43
    A questão foi trazida justamente por um professor de economia. É de suma importância que, se possa ser refutado, que seja. Aguardo.
  • Pedro  22/09/2017 15:59
    Ué, se a questão é essa ("o governo deve agir sem se preocupar com o lucro"), então ela já foi inteiramente respondida em um artigo próprio:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2761
  • Emerson  22/09/2017 19:31
    Acho que o problema está na parte "O monopólio natural do governo", não tem como existir um monopólio natural do governo, apenas um monopólio coercitivo. Sem corrigir esta parte não vejo como construir uma discussão em cima dessa frase.
  • Matheus  25/09/2017 14:41
    São conceitos econômicos, Emerson...
    Aguardo uma resposta também.
  • Marcio Barros  25/09/2017 01:59
    Este artigo, embora tenha sido construído em função da ideologia marxista-comunista-socialista, mudados os cenários, circunstâncias, grupos, povos e motivações ideológicas, se aplica perfeitamente (em seus métodos e organização "revolucionária" de dominação, controle e necessidade de padronização de mentes e moldagem de indivíduos ao padrão ideológico do grupo que assume o poder) às ditaduras nazifascistas e religiosas de todas as colorações. Neste século XXI precisamos estar alertas para todos os radicalismos que estão pipocando em todo o mundo, com especial atenção para o nosso Brasil onde todos os espaços políticos estão abertos e desocupados para serem disputados por "líderes" populistas iluminados e bons de mobilização de uma população desiludida e desesperançada pela corrupção, violência, ineficiência e (des)governo generalizado.
    Até agora não surgiu ninguém que possa nos retirar da mesmice de políticos de esquerda, de centro-esquerda e pseudos "direitistas" populistas e religiosos de sempre. Tomara que não estejamos caminhando novamente para mais anos e décadas perdidas.
  • Tio Patinhas  25/09/2017 14:14
    Recomendo a leitura dos livros "Escolhi a liberdade" de Victor Kravchenko e "A Nomenklatura" de Michael Voslensky, como complemento mais denso e profundo a esse texto.
  • anônimo  26/09/2017 01:04
    Antes de 2014, esquerdistas ocidentais viviam elogiando o sistema da Venezuela. Não contentes, alguns ainda chamavam a Venezuela como "a experiência socialista mais bem sucedida". Mas de uma hora pra outra, não é mais socialismo.

    www.washingtonexaminer.com/bernie-sanders-jeremy-corbyn-and-the-starving-children-of-venezuela/article/2626078

    reason.com/archives/2017/05/31/noam-chomskys-venezuela-lesson

    www.salon.com/2013/03/06/hugo_chavezs_economic_miracle/

    www.breitbart.com/national-security/2017/05/04/ten-influential-public-figures-praised-venezuelas-descent-socialist-hell/
  • Marcos  02/12/2017 01:24
    Ótimo artigo em pensar que estávamos nesse caminha aqui no Brasil
  • Emerson Luis  17/12/2017 19:50

    É impressionante o quanto os esquerdistas são vidrados em pregar a "igualdade" e ao mesmo tempo são viciados em idealizar, reverenciar e seguir cegamente personalidades carismáticas, ao passo que demonizam quem discorda deles.

    E é impressionante como os "igualitários" e "defensores dos pobres", após chegarem ao poder, criam hierarquias rígidas de uma minúscula minoria de privilegiados "mais iguais do que os outros" que vivem no luxo às custas da maioria escravizada e explorada, materializando tudo aquilo que eles acusam o capitalismo de ser e fazer.

    * * *
  • Liliane  21/05/2018 18:46
    "contrariamente às promessas de se criar um "novo homem" a partir dos escombros da velha ordem, o exato oposto ocorreu." Na verdade, o novo homem começa a ser criado a partir deste Estado opressor que se forma. As pessoas não têm alternativa além de se venderem ao Partidão, roubar, corromper, mentir, e até se prostituir para obterem uma vida material básica. A religiosidade é proibida. Então transformam-se em pessoas que vivem do pecado, são cheias de ressentimento e raiva, e se afastam de Deus. Eis o "novo homem". Veja sobre a revolução socialista no Brasil em carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados/magia-no-brasil


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