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Atacar os ricos é atacar nosso próprio padrão de vida
Você ficará em pior situação se os ricos forem mais tributados

Pergunta direta: quanto vale um caminhoneiro sem seu caminhão?

Enquanto você pensa intuitivamente na resposta, façamos outras perguntas semelhantes.

Quanto vale um garçom sem um restaurante?

Quanto vale um operário sem as instalações e as máquinas da fábrica em que trabalha?

O que seria do funcionário de uma loja sem a loja, sem um computador, e sem um scanner de preços?

Ou ainda: de que vale um eletricista sem a energia elétrica? Quanto vale um jogador de futebol sem a TV? Vou até perguntar sobre mim mesmo: quanto valho sem um computador e a internet?

Sem capital não há criação de riqueza

Voltemos ao caminhoneiro. Sem um caminhão, seu valor econômico para os outros diminui para quase zero. Já com um caminhão, ele se torna extremamente produtivo e útil para terceiros.

Suponha um brutamontes capaz de carregar toda a carga do caminhoneiro nas costas. Quem vale mais: um caminhoneiro com seu caminhão ou o brutamontes? Ainda que o brutamontes seja extremamente inteligente e culto, e ainda que o caminhoneiro não seja tão esperto, tão educado e tão forte, o fato é que o caminhoneiro vale milhares de vezes mais que o brutamontes. Por quê? Exato, por causa do caminhão.

Com isso, você começa a entender que o que realmente permite salários maiores e um padrão de vida mais alto é o capital.

Capital é tudo aquilo que aumenta a produtividade e, em última instância, o padrão de vida de uma sociedade. Capital são todos os fatores de produção — como ferramentas, maquinários, edificações, meios de transporte etc. — que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo. Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação e do uso do capital.

Agora, uma pergunta simples: quem pagou por aquele caminhão da transportadora dirigido pelo caminhoneiro: um rico ou um pobre? Quem empregou o caminhoneiro, e o mantém empregado: um rico ou um pobre?

Muito provavelmente um rico. Poucos caminhoneiros permaneceriam empregados por pessoas pobres. Pelo menos, não por muito tempo.

Igualmente, quem pagou pela fábrica que construiu o caminhão? Certamente algum rico. Ou então vários indivíduos ricos. O mesmo pode ser dito sobre a fábrica que produz chips de computador em volume suficiente para fazer seus preços caírem para centavos por gigabyte, o que requer fábricas de custo bilionário.

Os pobres não as construíram; foram os ricos que o fizeram. O mesmo vale para a iluminação e os estúdios de televisão onde o eletricista trabalha; para as fábricas de televisores e de cabos que colocam o jogador (bem como os atores e âncoras de notícias) na televisão; para o restaurante e as indústrias que criam os bens que cada trabalhador usa diariamente em seu trabalho; para a loja em que o funcionário trabalha, bem como o caixa e os scanners que ele usa.

E vale para mim, também. Eu valho muito menos sem um computador, o qual tornou as coisas incomensuravelmente mais eficientes. Por isso, não tenho por que ter raiva daqueles que utilizaram sua poupança para construir as fábricas e fabricar os chips e os computadores que tornam meu trabalho muito mais eficiente e produtivo do que seria sem estes chips e monitores.

Com efeito, eu gostaria de facilitar as coisas para eles — pois isso me tornaria ainda mais valioso para os consumidores dos meus serviços, aumentando meus rendimentos. Eu gostaria que o governo diminuísse sua tributação, de modo que estes ricos pudessem ficar com uma fatia muito maior de seus ganhos. Aliás, eu gostaria que eles ficassem com 100% dos seus ganhos.

Três maneiras de criar riqueza

Há apenas três maneiras de se criar riqueza real. E nenhuma delas envolve a coerção e as transferências involuntárias — ou seja, o roubo.

A maneira mais óbvia é por meio da produção de bens e serviços que são vendidos a compradores voluntários. Se as pessoas não comprarem voluntariamente estes bens e serviços, então é porque elas não lhes atribuem os valores cobrados. Neste caso, riqueza não foi criada, mas sim destruída. Capital e recursos escassos foram imobilizados em coisas que não geraram valor para ninguém.

Uma maneira menos óbvia de criar riqueza é investindo em instalações, equipamentos, educação e treinamento que aumentam a qualidade e a quantidade da produção de bens e serviços que podem ser comercializados.

E uma maneira ainda menos óbvia é por meio da proteção de tudo aquilo que foi produzido. Isso cria riqueza indiretamente: as pessoas são mais propensas a produzir aquilo que podem manter para si e transacionar por outros tipos de riqueza. Isso significa que os direitos de propriedade e a garantia e cumprimento de contratos são fundamentais para a criação de riqueza.

A maioria das pessoas consegue ver que educação ou treinamento criam riqueza, direta ou indiretamente. No entanto, por si sós, pouca ou nenhuma riqueza é criada apenas por meio disso. Qual é o valor de um programador de computador sem um computador? Quanto valem jornalistas, atores ou atletas profissionais sem a TV e os bilhões em infraestrutura (privada) que lhes permitam exibir seus talentos? Qual a função de um vendedor sem uma loja e de um operário sem uma fábrica? Quanta riqueza é criada por um soldador habilidoso sem o equipamento de soldagem, ou sem máquinas e ferramentas para soldar? Alguma riqueza é criada ao treinar um astronauta quando não há uma cápsula espacial (construída por empreiteiros privados)? Que tal um geólogo sem equipamento de perfuração ou sem os equipamentos necessários para escavar, os quais custam milhões?

E um caminhoneiro sem um caminhão?

O problema em tributar os ricos, sejam eles empreendedores ou meros "rentistas"

Os efeitos da tributação sobre um rico empreendedor são diretos. Com uma fatia maior de seus ganhos confiscada pelo governo, ele terá menos capacidade para investir e ampliar sua capacidade produtiva. Seu processo de formação de capital será diretamente afetado.

Com sua capacidade futura de investimento das empresas reduzida, isso significa menor produção, menos contratação de mão-de-obra e, consequentemente, menor oferta de bens e serviços no futuro. Significa também menos compras de ferramentas, equipamentos e, principalmente, do treinamento contínuo necessário para aumentar a produtividade — diminuindo assim a oferta de bens e serviços que de outra forma seriam disponibilizados a terceiros.

Quando o governo tributa a renda e os lucros, ele apenas faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  

Quanto aos ricos "rentistas", sempre é bom repetir: ao contrário do que muitos imaginam, o dinheiro dos ricos não fica parado dentro de uma gaveta. Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente em algum depósito bancário. Não importa se o rico comprou ações, debêntures, títulos, CDBs, LCIs, LCAs ou LCs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado pelos bancos para financiar investimentos. 

Se o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes era direcionado para determinados setores (garantindo emprego e renda) ou investido diretamente em coisas produtivas seja direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas e bancando toda a máquina estatal. Isso seria uma simples e direta destruição de capital.  

Por tudo isso, impostos sobre os mais ricos são um grande obstáculo aos investimentos produtivos, à formação de capital e ao simples bem-estar de terceiros. É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.

Se, em vez disso, os empreendedores e investidores pudessem manter seus ganhos e investir, todos nós estaríamos mais ricos — incluindo aqueles de nós que ganhamos a vida usando caminhões e computadores.

Por fim, vale ressaltar algo óbvio: toda e qualquer pessoa em posse de muito dinheiro investe. Tais pessoas, por definição, vezes vivem muito abaixo das suas condições (afinal, elas não gastaram todo o seu dinheiro), o que significa que elas investem "as sobras". Sendo assim, e como dito acima, será que são realmente elas que se beneficiam de seu capital? Não. São as pessoas comuns que se beneficiam com os bilhões que acabam sendo investidos em fábricas de microchip, em fábricas que produzem carros, em meios de transporte, em instalações hoteleiras, em parques temáticos, em hospitais, em siderúrgicas, em companhias aéreas, em pecuaristas e no agronegócio, em fabricantes de alimentos, em empacotadoras de alimentos, em cervejarias, em todas as fábricas e indústrias, em todo o setor atacadista, varejista e provedor de serviços.

Os benefícios do capital — de propriedade tanto de super-ricos como da classe média-alta que faz investimentos — são fornecidos para nós, desde smartphones e notebooks, passando por viagens à Disney e cruzeiros oceânicos, até coisas elementares como alimentação, roupas e hospitais. Todos nós usufruímos tudo isto por uma pequena fração do custo total desse capital.

Querer confiscar o dinheiro de quem financia tudo isso significa simplesmente odiar os alicerces de sua própria existência.

Reduzam ou (melhor ainda) acabem com os impostos

Baixas alíquotas de impostos sobre aqueles de rendimento elevado são desejáveis não porque eles precisam do dinheiro, mas sim porque nós precisamos — sob a forma de capital, que inclui fundos investidos. É isso o que cria as instalações e equipamentos que permitem nossa existência e também nosso bem-estar, como nossos smartphones e aviões e navios de cruzeiro que tornam possíveis nossas férias em lugares distantes — com os quais, apenas um século atrás, nossos ancestrais não podiam sequer sonhar.

Este capital também é a fonte da igualdade de renda: quando você considera todas as "coisas" que temos hoje e que não existiam há cinquenta anos — ou que até existiam mas cujos custos desabaram —, percebe que o capital iguala o poder de renda para os não-qualificados, fracos e enfermos.

Considere: quase qualquer um pode operar máquinas que fazem a grande maioria do trabalho — a produção — e ganhar uma renda decente. Uma pessoa com um QI de 120 não tem qualquer vantagem sobre outra com um QI de 80 ao operar um grande equipamento; nem uma pessoa de 110 quilos tem uma vantagem sobre outra que pesa 55 quilos. Um homem não tem vantagem sobre uma mulher programando ou operando um computador. Os saudáveis têm pouca ou nenhuma vantagem sobre os deficientes físicos na criação de imagens de computador.

Pessoas de renda média a alta que não consomem todos os seus ganhos investem suas economias e criam o capital necessário para a indústria, bem como os equipamentos — as fábricas de microprocessadores e caminhões — que criam um padrão de vida mais alto para todos, incluindo os pobres, enfermos e deficientes.

Se tais pessoas puderem reter uma maior fatia da sua renda para investir, todos nós seremos mais ricos — inclusive aqueles de nós que ganham a vida com computadores e caminhões.

E ninguém melhor que a própria Suécia — aquele paradigma da social-democracia — para mostrar isso: lá, a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica é de apenas 22% (nos EUA é de 35%; no Brasil chega a 34%). Mais: os ricos da Suécia usufruem várias vantagens econômicas não oferecidas a seus compatriotas das classes mais baixas. A Suécia sempre concedeu deduções fiscais bastante generosas para custos de capital. As empresas suecas podem deduzir 50% de seus lucros para reinvesti-los no futuro, o que os torna uma reserva isenta de impostos. Quem realmente banca o estado de bem-estar sueco são os pobres e a classe média, por meio dos cada vez maiores impostos indiretos.

Ao mesmo tempo em que o imposto sobre a renda decresceu, o imposto sobre o consumo aumentou na Suécia.

Conclusão

Por último, mas não menos importante, algumas perguntas retóricas: o seu patrão é mais rico ou mais pobre que você? Se o governo aumentar o confisco do dinheiro dele, seu emprego ficará mais garantido ou menos garantido? Suas chances de aumentos salariais serão maiores ou menores? 

Enfim, você estará melhor em uma economia com vários ou com poucos ricos?

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Leia também:

Como a desigualdade de riqueza acaba reduzindo a pobreza

Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos

A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta por nosso bem-estar


autor

Doug Thorburn
é planejador financeiro, engenheiro eletricista, e autor de vários livros, dentre eles "Alcoolismo - Mitos e Realidades".


  • Capital Imoral  18/09/2017 15:36
    Como surgiu o Capitalismo. Por Capital Imoral.

    Neste artigo iremos aprender como surgiu o Capitalismo. Este artigo é uma refutação formal de Capital Imoral para o artigo: Primeira Lição - O Capitalismo de Ludwig von Mises.

    Uma revolução verde
    Durante milhões de anos, nossos ancestrais viveram da caça, da pesca e da coleta de frutas e folhas. A agricultura significou para o ser humano uma verdadeira revolução, modificando seus hábitos, como por exemplo, fixar-se à terra e permitindo que se tornasse sedentário. Foi com ela que surgiram as primeiras cidades e civilizações, poucos filósofos sabem, mas também foi através da revolução verde que nasceu o verdadeiro capitalismo. Segundo a teoria do grande filósofo, Capital imoral.

    Para entendermos todo esse processo. Precisamos entender que houve uma grande migração, movida, principalmente, porque o planeta vivia na época uma Era Glacial, durante a qual as águas do mar baixaram drasticamente. Os primeiros seres humanos estavam movendo-se para o continente americano. Por volta de 12000 a.C. a temperatura da Terra voltou a elevar-se. As placas glaciais que cobriam parte dos continentes derreteram, restando apenas o gelo das calotas polares. Com o fim da Era Glacial, o clima tornou-se mais ameno e o solo, mais fértil. Os primeiros grupos que construíram suas cabanas próximos a rios e lagos, começaram a perceber, que certos grãos de cereais quando caiam acidentalmente no solo, estavam germinando. E assim começou o domínio da agricultura.

    O domínio da agricultura provocou uma grande transformação na vida dessas pessoas. Porque pela primeira vez as pessoas podiam sair da posição de caçadores e coletores e passarem a assumir um controle da produção alimentar. Esse controle permitiu a sedentarização do homem, ao qual poderia, agora, se dedicar a outros afazeres. Podemos pensar que foi neste momento que surgiu o socialismo. Todo mundo era feliz, todos dividiam alimentos, não existia fome, não existia hierarquias; existia, apenas, companheirismo e amor ao próximo. A vida era tão bela. Tão doce.

    Como surgiu o verdadeiro Capitalismo?
    Como essas pessoas tinham bastante alimento estocado; surgiu a necessidade de uma melhor divisão das tarefas: enquanto algumas pessoas se responsabilizavam pelas obras públicas, outras cuidavam da agricultura e da fabricação de instrumentos. Nessa época o socialismo funcionava perfeitamente, porém, começou a ser corrompido. O resultado desse esforço foi um gradual avanço tecnológico. À medida que algumas atividades e profissões foram assumindo maior importância, começaram a surgir os primeiros graus hierárquicos e de domínio humano, portanto, neste momento o capitalismo começa a corromper o socialismo vigente, pois foi neste momento que havia pessoas que mandavam e pessoas que obedeciam. Antes disso, era apenas companheirismo e amor.

    Começou a haver um processo de estratificação social.
    Estratificação social é, portanto, a divisão da sociedade em camadas superpostas. Essa divisão é estabelecida pelas diferenças existentes entre grupos sociais, em termos de prestígio, riqueza ou poder. Concluímos que o capitalismo tem bases neste termo. Essas pessoas estavam em busca do lucro social para poder comandar outras pessoas. Veja que no princípio não existia comandantes e tudo dava certo; o socialismo funcionava perfeitamente nas primeiras civilizações. Mas infelizmente, o homem foi querer escravizar outros homens e acabou se deixando corromper pelo diabo na Terra. Embora não houvesse, na época, dinheiro ou bancos; podemos, sem dúvida, afirmar que havia sim concorrência pela moeda vigente: fama e prestígio. Vemos que a Fama e o Prestígio é um vício humano. Que acabou abrindo as portas do inferno.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises. .
  • Leonardo Ribeiro Rose  18/09/2017 16:01
    Excelente artigo.
  • Alexandre Nascentes Schmitt  18/09/2017 16:02
    Uma pergunta que não tem a ver com o artigo. Porém não foi respondido na artigo que eu perguntei. Eu estava lendo sobre a importancia de poupar capital em uma sociedade. Mas se uma sociedade passa a poupar mais para enriquecer futuramente, a conta poupança aumenta e a corrente contrai. A tal contração não geraria um desastre na economia? Pois seria menos capital correndo por ela.
  • Economista  18/09/2017 16:24
    Certamente ela não foi respondida porque não faz o mais mínimo sentido lógico, racional e conceitual.
  • Pobre Paulista  18/09/2017 16:43
    Não confunda capital com dinheiro.


    A base do seu raciocínio está correta: Se as pessoas estão direcionando seu dinheiro mais para o futuro e menos para o presente, então de fato deve haver menos dinheiro circulando, sem que haja uma redução do estoque de bens. Isso causa uma queda de preços, o que é bom.

    Mas o dinheiro efetivamente poupado não fica numa gaveta, como inclusive é citado nesse mesmo artigo. Ele vai para o sistema bancário, de uma maneira ou de outra, e inevitavelmente terminará na conta corrente de alguém que tomou um empréstimo para realizar investimentos.

    Então as consequências mais óbvias da poupança são queda de preços dos produtos atuais e aumento nos investimentos.
  • Renegado  20/09/2017 17:12
    Você consegue viver sem comer? Sem roupas? Sem conforto algum? Sem energia? Sem celular? Sem internet? Sem meios de transporte? Meu ponto: Por mais muquirana de alguém possa ser (visando acumulo de capital), esta pessoa em algum momento terá de gastar com um número mínimo de coisas no presente. É bem verdade que alguns luxos e supérfluos ficarão para trás, mas itens essenciais terão ainda assim uma demanda. Por outro lado, uma sociedade não gira em torno de um único indivíduo. Por essa razão, alguém neste exato momento acredita que tem que levar uma vida sem luxo afim de guardar dinheiro para o futuro e há outros que acabaram de concluir que já tem o bastante e que talvez este seja o momento de levar a vida mais desregrada em termos financeiros (no Brasil é mais difícil é verdade, pois o governo inchado rouba o indivíduo a vida inteira). Como podemos ver, o mundo e as pessoas são dinâmicas. Portanto cada um com as suas necessidades e cada coisa a seu tempo.
  • Anônimo   18/09/2017 16:05
    https://m.youtube.com/watch?v=RX5e-rvEUz4
  • Lord Keynes  18/09/2017 16:25
    Isso é balela.

    Sabemos que os rentistas aplicam em investimentos improdutivos, no caso títulos públicos. Pensava que os austríacos abominassem esse ciclo de investimento onde se empresta para o governo e ele o gasta em coisas desnecessárias, mas vejo que a política que vocês defendem é a imoralidade dos rentistas para com a população, ou seja, a população é quem banca os rentistas.
    E mais, se vocês defendem esse arranjo, como acabar com a dívida pública que é tão criticada por vossos senhorios? Não me parece contraditório?
  • Luis  18/09/2017 17:09
    "Sabemos que os rentistas aplicam em investimentos improdutivos, no caso títulos públicos."

    Ué, e quem é que coloca títulos públicos à venda?!

    Só existem títulos públicos porque o governo, que segue políticas keynesianas, gasta mais do que arrecada. Se o governo não incorresse em déficits orçamentários (como os austríacos dizem que deve ser) nem sequer haveria títulos públicos nos quais as pessoas (inclusive os pobres) pudessem aplicar.

    Essa, aliás, é a deliciosa contradição dos keynesianos: eles defendem mais gastos e mais déficits, e depois acham ruim das consequências disso tudo!

    Querem que o governo gaste os tubos, e depois ficam bravos com aqueles que estão ali para financiá-los!

    É ou não é um caso de esquizofrenia?

    Aliás, esquizofrenia não. É pura ignorância econômica, mesmo.

    "Pensava que os austríacos abominassem esse ciclo de investimento onde se empresta para o governo e ele o gasta em coisas desnecessárias"

    Mas, filhote, os austríacos são os únicos que defendem um profundo corte de gastos e de impostos como forma de equilibrar o orçamento e assim acabar com o déficit e, consequentemente, com o endividamento do governo (que gera o seu odiado "rentismo").

    Já vocês keynesianos têm um tesão inexplicável por mais gastos e mais déficits (os quais, segundo vocês próprios, gera aumento na "demanda agregada" e, consequentemente, "crescimento econômico"). São vocês que geram essa situação.

    A única coisa que posso dizer para você sobre rentistas que aplicam na dívida pública é: "toma que o filho é teu!"

    Ademais, o artigo não fala de pessoas que investem em títulos do governo (algo que qualquer pobre com R$ 30 também pode fazer), mas sim naqueles que investem em coisas produtivas (algo que, por definição, pobres são incapazes de fazer).

    "mas vejo que a política que vocês defendem é a imoralidade dos rentistas para com a população, ou seja, a população é quem banca os rentistas."

    E quais políticas fiscais criaram os rentistas? Vejamos até onde vai a sua hombridade.

    "E mais, se vocês defendem esse arranjo, como acabar com a dívida pública que é tão criticada por vossos senhorios? Não me parece contraditório?"

    Que arranjo, cidadão?! Quem defende gastos crescentes e déficits do governo -- que geram os rentistas -- são exatamente vocês keynesianos, que não entendem p... nenhuma de economia e, por isso mesmo, são incapazes de entender as consequências de suas próprias políticas. Por isso mesmo vocês levaram o Brasil à breca.

    Quer acabar com os rentistas? Fácil. Defenda estado mínimo (ou, melhor ainda, a extinção do governo) e um corte de 99% no orçamento do governo. Pronto. Nunca mais você vai ouvir falar em rentistas. Ao contrário: vai ver um surto nos investimentos produtivos.

    Hoje, o estado -- via déficits e impostos -- chupa o dinheiro disponível para investimentos. Sem déficits e com gastos e impostos menores, todo o dinheiro iria necessariamente para a produção.

    Você defende isso? Aguardo sua coragem.
  • Clovis Sergio Karnal  18/09/2017 16:41
    Karnal foi na veia ao comparar a possessão demoníaca e a possessão pelo capital. Esse site foi possuído pelo capital.

    cultura.estadao.com.br/noticias/geral,a-possessao-demoniaca-e-a-do-capital,70002001452
  • Marcos  18/09/2017 17:10
    Haha, Karnal Espiritual cada vez mais patético. Quando li esta postagem de blog do presidente do IMB Helio Beltrão sobre o "filósofo", achei até que ele tinha exagerado um pouco. Mas, pelo visto, parece que ele pegou foi é leve.
  • Emerson  18/09/2017 17:14
    Karnal, entre outras coisas, disse que empreendedorismo é uma religião (no sentido pejorativo), batizou o estudo do empreendedorismo de "teologia" e afirmou que a busca pelo êxito empreendedorial é uma maneira frustrante de se buscar a felicidade.

    No entanto, não fossem empreendedores (e ricos) pagando impostos, ele não teria seu magnânimo salário na Unicamp. Karnal, aparentemente, gosta apenas de usufruir os luxos do capitalismo; não está muito interessado em saber como eles foram criados.
  • Pobre Paulista  18/09/2017 17:21
    Quem?
  • brunoalex4  18/09/2017 19:03
    Karnal não passa de um esquerdista enrustido...
  • Alliguierg Silva  18/09/2017 22:13
    O estação da possuído então. Quer que pague pra ler essa baboseira.
  • F.  18/09/2017 18:16
    Eu tenho uma dúvida. Em que período da história o capitalismo passou a existir e o mercantilismo começou a ser abandonado?
  • Alfredo  18/09/2017 18:22
    O mercantilismo nunca acabou. Aliás, está cada vez mais forte. Vide o governo Dilma, por exemplo. Raramente se viu um governo tão mercantilista quanto.

    Em todo caso, aqui vai:

    Mercantilismo versus livre comércio - os primórdios

    Como os mercantilistas institucionalizaram a inflação

    A ascensão do capitalismo
  • Igor   18/09/2017 18:39
    Creio que compartilho da opnião da maioria deste site sobre o fato de qualquer imposto ser um roubo.

    Gostaria que os mais estudados quanto a filosofia das idéias libertárias comentassem sobre esse fragmento do livro "O Capital no século XXI" de Thomas Piketty em que ele defende o imposto progressivo.

    "(...) No fim das contas, trata-se de acabar com esse tipo de renda ou de patrimônio, julgados pelo legislador como socialmente excessivos e estéreis para a economia, ou no mínimo de tornar muito custoso mantê-lo em tal nível a fim de desencorajar fortemente sua perpetuação. O imposto progressivo constitui sempre um método mais ou menos liberal para se reduzir as desigualdades, pois respeita a livre concorrência e a propriedade privada enquanto modifica os incentivos privados, às vezes radicalmente, mas sempre de modo previsível e contínuo, segundo regras fixadas com antecedência e debatidas de maneira democrática, no contexto de um Estado de direito"

    Desde já agradeço a participação de todos!
  • Luis  18/09/2017 18:43
    Ué, comentar o que dessa aberração? O camarada está dizendo que quanto mais a pessoa é bem sucedida e acumula de riqueza, mais ela deve ser punida e ter seus ganhos confiscados e repassados a políticos e burocratas do estado.

    Pior: ele diz que tal esbulho em prol de políticos é uma medida de "justiça social", e totalmente condizente com "a livre concorrência e a propriedade privada".

    Mais cômico ainda: ele diz que tal espoliação em prol de políticos irá estimular as pessoas a produzir ainda mais!

    É ou não é a piada pronta?

    Mas isso aí nem é nada em relação a outras frases contidas no livro desse demente.

    Algumas frases aterradoras contidas no livro de Thomas Piketty

    Outras leituras recomendadas:

    O que houve com os ricaços da década de 1980?

    As "descobertas" de Piketty estão invertidas

    Thomas Piketty e seus dados improváveis

    Os três principais erros de Piketty

    Piketty está errado: mercados não concentram riqueza

    Como a desigualdade de riqueza acaba reduzindo a pobreza
  • Anônimo  18/09/2017 19:14
    Qualbo melhor presidente que os EUA já teve?
  • Historiador Honesto  18/09/2017 19:25
    William Harrison. Morreu com menos de um mês de governo. Não conseguiu fazer nenhum estrago.

    E Warren G. Harding, que também morreu no cargo, mas governou por dois anos.

    O melhor presidente do século XX

    Um conto de duas grandes depressões

    1920 - a última depressão na qual um governo não se intrometeu foi também a mais rápida

    Sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão - esclarecendo causa e consequência
  • Aline Christine  18/09/2017 20:22
    E o Brasil?
  • Aline Christine  18/09/2017 20:31
    Gente?? Estou ficando de saco cheio dos professores tentarem dountrinar seus alunos. Um professor de história de um cursinho preparatório disse que Obama era fantástico só pelo simples fato de ter algumas ideias de esquerda. E um dia ele dando aula sobre a Segunda Guerra Mundial disse que Rooselvet era tão fantástico quanto Obama.
  • Helio  19/09/2017 04:31
    kkkk
    Pior acho que estou eu, ouvindo cada baboseira dos professores abordado nos livros da faculdade.
  • Aline Christine  19/09/2017 14:47
    Ops, Roosevelt*
  • Humberto  18/09/2017 19:16
    "Baixas alíquotas de impostos sobre aqueles de rendimento elevado são desejáveis não porque eles precisam do dinheiro, mas sim porque nós precisamos — sob a forma de capital".

    Brilhantemente colocado. Uma ótima maneira de se resumir o assunto. E ótimo artigo, como de praxe.
  • Liberalismo economico refutado  18/09/2017 19:24
    A carga tributária do Brasil é de 34,4%

    O que isso quer dizer?
    Nada.
    A do Chade é 4,2%, de Angola 5,7% e Bangladesh 8,5%.
    A do Reino Unido é 39%, da Áustria 43,4% e da Suécia 47,9%.
    Alguém pode vir com alguns poucos exemplos de países que pagam menos do que nós e estão melhor, mas isso também não quer dizer NADA.
    O problema real tem muito mais a ver com a forma como é cobrado. Como já escrevi em vários textos, o Brasil cobra
    – muito no consumo e
    – pouco na renda.
    Isso na média. Porque mesmo na renda se cobra
    – pouco de quem está em cima
    – muito de quem está embaixo.
    Resultado:
    – A galera de baixo é a que mais sente
    – A galera do meio é a que mais paga,
    – A galera de cima não sente e (quase) não paga.
    Como assim?
    Como assim?
    Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
    Sobra nada.
    E ainda usa um serviço público ruim.
    Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
    Sobra pouco.
    E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.
    Bom mesmo é quem ganha muito.
    Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
    Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
    Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
    Sobra nada.
    E ainda usa um serviço público ruim.
    Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
    Sobra pouco.
    E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.
    Bom mesmo é quem ganha muito.
    Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
    Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
    Sabe quantos países isentam lucros e dividendos?
    Dois.
    Brasil e Estônia.
    Quando muito, essa galera de cima paga aquela média de 3% sobre o patrimônio, enquanto a média mundial está entre 8% e 12%.
    E aí ficamos discutindo se a CPMF é boa ou ruim.
    E por quê?

    E por quê?
    Porque a galera do meio compra facinho o discurso de que a carga tributária é alta.
    Só que a Suécia tem 7 vezes mais dinheiro por habitante para gastar no serviço público.
    Mas a galera de cima não usa serviço público.
    Ela quer mesmo é pagar ainda menos imposto.
    Então, vende esse discurso para a galera do meio, que passa a querer
    – imposto baixo angolano e
    – serviço público sueco.
    É isso.
    Reflita.
  • Social-Democracia refutada  18/09/2017 19:53
    Essa foi gozada. Você acabou de mostrar como é que o estado ferra os pobres e a classe média em troca de "serviços públicos muito ruins" (os quais os ricos não usam), e em seguida concluiu que é necessário haver ainda mais impostos para bancar este estado ruim!

    Pra quê? Pra ferrar ainda mais os pobres e a classe média?

    Melhor ainda: você deu um exemplo prático de estado ferrando pobres e classe média, e disse que isso é o "liberalismo econômico refutado"!

    Gênio.

    Aliás, alguns adendos.

    Pra começar, o que determina tamanho de governo não é carga tributária, mas sim seus gastos. De nada adianta um governo arrecadar "apenas" 10% do PIB, mas gastar 40%. Ele terá de se endividar (ou imprimir dinheiro, como o brasil da década de 1980) para fechar a conta.

    Mas isso ainda é o de menos. Peguemos o caso alemão.

    1) Há uma porrada de itens que podem ser usados como dedução no imposto de renda, o que joga a alíquota efetiva lá para baixo.

    www.cfe-eutax.org/taxation/personal-income-tax/germany

    2) O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica é menor na Alemanha (29,72%) do que no Brasil (38%). Aguardo seu comentário.

    3) Quem é mais rico e produtivo, e pode se dar ao luxo de bancar seus respectivos governos: o alemão ou o brasileiro?

    4) Atenção agora para este detalhe: os gastos totais do governo federal brasileiro — atenção: apenas do governo federal e excluindo todos os encargos da dívida — em relação ao PIB foram de 20%.

    Esse nosso gasto de 20 do PIB é maior que o de países como Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%).

    Dados do Banco Mundial. Pode conferir aqui.

    6) Como este site nunca se cansou de explicar, social-democracia é arranjo que só pode durar em país rico. País pobre não pode se dar ao luxo de ser social-democrata simplesmente porque é economicamente impossível.

    Quando uma população pobre (em termos per capita) e pouco produtiva (um brasileiro produz apenas 20% do que produz um americano) tem de sustentar um estado que quer gastar muito e cuidar de tudo, a conta não vai fechar.

    Para gastar muito, o governo inicialmente terá de tributar. Mas como a população é pouco produtiva e de baixa renda, o tamanho desta tributação terá um limite natural. Sendo a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados, continuamente, centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos esses bilhões se pagar caro por isso.

    Ou seja, além de tudo o que toma em impostos, o governo terá também de se endividar continuamente para poder efetuar todos os gastos demandados pelo povo.
    E quem se endivida continuamente -- com a dívida crescendo a um ritmo de 10% da sua renda anual --, terá de pagar juros altos.

    Na prática, é como se o governo vivesse no rotativo do cartão de crédito, se endividando para pagar dívidas geradas por gastos altos.

    É claro que o arranjo é insustentável.

    Por isso, social-democracia é um arranjo que só consegue ter longa duração em países ricos, cuja população é extremamente produtiva e possui alta renda per capita, de modo que ela consegue suportar a alta carga tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

    A social-democracia é esse paradoxo: apenas populações ricas e produtivas — que em tese não necessitam dela — podem se dar ao luxo de ter uma.

    Em países de população pobre e pouco produtiva, tal arranjo é inexequível no longo prazo. Um povo pobre querendo viver como uma social-democracia escandinava pagará um preço alto. A conta será insuportável no longo prazo, tanto em termos de carga tributária quanto em termos de juros.

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

    Pronto. Social-democracia brasileira refutada. Não há nenhuma chance de funcionar aqui.


    P.S.: na próxima vez que vier aqui colar algo que copiou de outro lugar, certifique-se de que sua cópia está minimamente legível. Você repetiu dois trechos na postagem. É isso o que acontece quando a pessoa não consegue pensar por conta própria.
  • Tobias  18/09/2017 19:54
    A minha dúvida é: por que este país é assim tão dominado por seres abjetos? Ou seriam eles apenas burros? O cara vê o que os políticos fazem com o dinheiro, vê toda a corrupção, todo o desperdício, todo o desvio e todas as mordomias de políticos e membros do judiciário, legislativo e Ministério Público, e ainda quer dar mais dinheiro (dos outros) para essa gente?!

    Se não é burrice, é inveja e ódio da riqueza alheia. Qualquer que seja a justificativa, não há dúvidas de que estamos perante uma grave patologia.
  • Marco Passarinho  08/12/2017 00:29
    Sobre a desigualdade e tributação da renda do trabalho e do capital no Brasil, tem um trabalho acadêmico interessante, com base nos dados da RFB: https://revistas.fee.tche.br/index.php/indicadores/article/download/3908/3806

    Duas notas explicativas dos gráficos apresentados merecem ser compartilhadas com vocês. Mas vale ver o gráfico, no estudo citado, para melhor entendimento.

    "Cabe destacar também que a isenção de R$ 256,16 bilhões em dividendos distribuídos beneficiou 2,2 milhões de pessoas. Considerando os dados da Receita Federal do Brasil sem o ajuste citado, observa-se que os rendimentos isentos dos recebedores de dividendos chegaram a R$ 441,77 bilhões. Somente esse segmento deteve 59,93% dos R$ 737,17 bilhões dos rendimentos isentos totais. Dentre os 2,2 milhões de recebedores de dividendos, estão as 21,6 mil pessoas mais ricas do Brasil, ou 0,01% da população total brasileira que recebeu mais de 320 salários mínimos. Estas últimas obtiveram R$167,07 bilhões de rendimentos isentos."

    E:

    "Os titulares de cartório tiveram os maiores rendimentos médios totais dentre as ocupações principais dos declarantes do imposto sobre a renda de pessoa física no ano de 2014. Apesar de não ser considerada uma ocupação pública, existe uma relação público-privada na ocupação dos titulares de cartório, pois, somente a partir da década de 90, essa ocupação passou a exigir concurso público. Apesar dessa exigência, ainda existe cerca de um terço de titulares de cartório não concursados (Freitas, 2015). A média de rendimento recebido dentre os 9.409 titulares de cartório somaram R$ 1,14 milhão anual. Na sequência, em segundo e terceiro, bem como em sexto, sétimo e oitavo, estão algumas ocupações de servidores públicos do Estado brasileiro. A média de rendimento anual entre 13.966 procuradores e promotores do Ministério Público foi de R$ 527,7 mil. Já a média entre os 20.633 membros do Poder Judiciário e de Tribunal de Contas foi de R$ 511,8 mil. Os 27.538 advogados do setor público, os procuradores da Fazenda e os consultores jurídicos receberam uma média de R$ 284,00 mil. A média entre os 5.478 servidores de carreira do Banco do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários e da Superintendência de Seguros Privados foi de R$ 270,2 mil. E, por fim, entre os maiores rendimentos médios das ocupações estatais estão os 68.496 servidores de carreira de auditoria fiscal e de fiscalização, que receberam uma média de R$ 265,0 mil. Outras quatro ocupações também estão entre os 10 maiores rendimentos totais médios no imposto sobre a renda da pessoa física: 2.675 diplomatas e afins, com uma média R$ 332,7 mil (quarto lugar), 331.988 médicos, com uma média de R$ 304,6 mil (quinto lugar), 12.349 pilotos de aeronave, comandantes de embarcação e oficiais de máquinas, com uma média de R$ 252,7 mil (novo lugar) e 6.030 atletas, desportista e afins, com uma média de R$ 218,9 mil (décimo lugar)."
  • Gustavo  18/09/2017 19:55
    Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média. Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. E é ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

    Exatamente por isso, a social-democracia é uma tese auto-refutável.
  • Bartolo  18/09/2017 20:01
    O déficit nominal está em 9,35% do PIB, R$600bi, taxar os ricos que ainda produzem algo só vai entregar ainda mais dinheiro para rentistas.
  • Daniel  18/09/2017 20:14
    Exato.

    E tem outro ponto: rico não aplica o grosso de sua grana em títulos do Tesouro. Ali ele aplica apenas as "sobras". Rico aplica em fundos de investimento de alta performance (aquele que exigem um alto valor mínimo de entrada), em debêntures, em CDBs, LCIs e LCAs de longo prazo.

    Quem aplica em Tesouro Direto é classe média.

    Logo, o cara quer que o governo tribute ainda mais o rico que produz para repassar esse dinheiro para os rentistas da classe média.
  • Alessandro  18/09/2017 20:19
    Meu sogro é um empreendedor rico, mas humilde e simples (quem o vê não dá nada por ele). Ele nunca ouviu falar em Tesouro Direto. Tampouco faz aplicações financeiras (quero dizer, ele tem uns "trocados" aplicado em LCI que seu gerente de banco recomendou). De resto, tudo o que ele tem ele reinveste em sua empresa (ele é da agropecuária). Ele sabe que, se não fizer isso, perde mercado para a concorrência.
  • Kersey  18/09/2017 20:40
    O mais legal é que esse povo nunca olha o contrafactual. Se no Brasil os ricos são tão "pouco tributados" e a situação é esta (poucos empregos que pagam bem, e todos eles justamente em grandes empresas criadas por ricos), imagina então se os ricos fossem mais espoliados? Imagine só como quão menor estaria hoje a participação da massa salarial na economia?

    Os gênios acham que, se tributarem mais os ricos, o país vira a Alemanha. A tendência é que vire a Venezuela (país cujo governo despreza os ricos).
  • Demolidor  19/09/2017 01:27
    Sabe quantos países isentam lucros e dividendos?
    Dois.
    Brasil e Estônia.


    Eu não sei se você é mentiroso ou não sabe pesquisar direito. Deveria ter mais cuidado para não passar vergonha.

    De cabeça, já consigo me lembrar de Hong Kong, Bahamas, Emirados Árabes e Paraguai como países onde dividendos não são taxados.

    E Estônia, meu caro, tem um imposto de 21% sobre o dividendo bruto, com algumas possibilidades de deduções. Vá pesquisar antes de falar besteira.
  • Engenheiro Falido  19/09/2017 10:29
    Tributar os dividendos vai melhorar em que??

    Suponhamos que devamos rebater essas idéias incabíveis, tais quais. algumas leis,

    - lei seca diminuiu os acidentes?;
    - desarmamento reduziu homicídios?;
    - taxar dividendos vai enriquecer a população?;
    - proibir importações reduziu a fome?;
    - estabelecer salário mínimo aumentou empregos?;
    - exigir 1000 laudos para empreender criou as melhores empresas mundiais?;
    - obrigar a se defender com alguém da guilda chamada OAB evitou condenações erradas?;
    - obrigar a fazer contabilidade com alguém da guilda CRC ocasionou aumento de produtividade nas empresas?;
    - proibir importações de remédios não liberados pela ANVISA salvou mais vidas?;
    - e aumentar o estado, nos deu mais liberdade???
  • Aline Christine  19/09/2017 14:57
    KKKKKK que cara cafajeste, só no copia e cola. Burro. Peguem o uma parte e colem no google, tem alguns sites que essa baboseira. Muito provavelmente pegou daqui:

    https://m.facebook.com/porque.economia/posts/583306925166431
  • anonimo  18/09/2017 20:43
    Pessoal me expliquem uma coisa: qual a diferença entte classe média alta e classe média? São a mesma coisa?
  • Giuseppe  18/09/2017 23:39
    Legal......

    Quanto vale o caminhão sem o caminhoneiro?
  • Petri  18/09/2017 23:59
    O mesmo tanto. Sem o caminhoneiro Genésio, haveria milhões de outros caminhoneiros para substituí-lo.

    E, no extremo, ainda que não houvesse absolutamente nenhum caminhoneiro (num cenário de apocalipse), o próprio dono do caminhão poderia dirigi-lo (aprende-se tranquilamente após um dia de prática).

    O rico contrata o caminhoneiro apenas pela comodidade de não ter ele próprio de dirigir o caminhão. Ao fazer isso -- ou seja, ao seguir a divisão do trabalho e a lei das vantagens comparativas -- ele intensifica a especialização da economia e melhora a produtividade de todos.
  • George  19/09/2017 00:07
    Ainda sobre isso, vale ressaltar aquela confusão entre causa e consequência que muitas pessoas fazem.

    Não é o funcionário que gera o lucro de empreendedor; é o lucro do empreendedor que gera o funcionário. Não houvesse lucro, não haveria funcionário.

    Quem fornece os bens de capital, com os quais trabalhador assalariado trabalha, é o capitalista. Sem o capitalista, não haveria sequer salário para o trabalhador. Logo, dizer que o capitalista utiliza o trabalhador para obter lucro (sendo este o cerne da "mais-valia") não apenas é incorreto, como também é uma afirmação que não sobrevive à mais elementar ordem cronológica dos fatos.

    O salário do funcionário é deduzido do lucro do capitalista; não houvesse o funcionário, o lucro ficaria integralmente para o capitalista.

    E isso é fácil de ser percebido quando você pensa, por exemplo, na relação entre o restaurante e o garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" -- no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam -- para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos capitalistas. Não houvesse os capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.

    Portanto, quanto vale o restaurante sem o garçom? No mínimo, o mesmo tanto. Talvez até mais.
  • Pobre Paulista  19/09/2017 13:41
    O caminhão só perderá seu valor quando surgirem melhores soluções de transporte. Não depende nem do caminhoneiro nem do dono do caminhão.
  • HELDUARD MARKUS DE SOUSA  18/09/2017 23:52
    Dinheiro que seria retroalimentado na economia, ocasionado pelo seu efeito multiplicador, propiciando mais empregos e renda, gerando assim, benefícios tanto econômicos quantos sociais para todas as classes. Contudo para sustentar a nefasta máquina pública, com gastos cada vez mais ineficientes as custas de um verdadeiro heroi neste país, o empresário.
  • Leigo  19/09/2017 13:47
    Esse artigo me lembrou deste trecho "Ainda que não sejam públicas, dado que as montadoras não são nacionais e portanto seus balanços são publicados apenas no exterior, sem fazer distinção entre vendas aqui e nos Estados Unidos por exemplo, estima-se que a média de lucro das companhias aqui instaladas chegue a 10%, contra 2% nos Estados Unidos e 5% na média mundial." Fonte aqui

    Ou seja, o lucro de um país mais livre é de 2%, enquanto um país protecionista como o Brasil é de 10%, o que será que atrapalha os mais pobres? Um capitalismo de livre mercado e livre concorrência ou um capitalismo protecionista? Para muita gente, é mais fácil atacar todo o capitalismo.
  • Sergio Sienkiewicz  19/09/2017 15:10
    Uma ideia muito propagada pelas esquerdas é que se o sujeito é rico , se tornou assim porque roubou dos pobres .
    Será ?
    Vamos pegar um dos homens mais ricos da atualidade . O Bill Gates .
    Será que ele fez a sua fortuna recolhendo moedinhas dentro das canecas dos pedintes ?
    Quando o computador engatinhava , eles eram montados em oficinas improvisadas na garagem do papai . O Bill Gates ao invés de se preocupar com o teclado , o monitor ou a caixa do computador , cuidava do sistema operacional , coisa que ninguem vê , mas sem ele nem adianta ligar que não acontece nada . E melhor , o sistema operacional serve para todas as maquinas , diferente de um teclado , uma tela ou uma caixa de plastico que são personalizadas conforme a marca .
    Ao vender disquetes com seu sistema operacional pediu um preço absurdamente caro , mas o mercado podia e queria pagar . O sistema operacional foi ficando melhor e valendo mais. E o mercado reconhecia isto e continuava a pagar .
    Então igual ao caminhão do artigo , muita gente que trabalha em escritorios tem um computador para ajudá-lo , uma evolução incrivel diante das velhas maquinas de escrever e tornou cada um de nós mais produtivo e eficiente , precisando de menos gente para executar o trabalho dentro do escritório , criando a chance de pagar mais pelos empregados mais capacitados . O Bill Gates fez voce ter um salario melhor .
  • Ítalo  19/09/2017 18:30
    Há uma coisa comum em nações de terceiro mundo: todas elas enxergam o empresário, o empreendedor e o tomador de risco como um sujeito mau. Focam mais no quanto ele ganha do que no quanto ele devolve à comunidade, através da geração de riqueza e empregos.

    Precisamos mudar de vez essa mentalidade. Os empreendedores, dos pequenos comerciantes aos grandes empresários, são aquelas pessoas que arriscam o próprio tempo, saúde, família e capital atrás de um sonho que, muitas vezes, só eles enxergam
  • Felipe Lange S. B. S.  19/09/2017 20:13
    Leandro, você poderia me explicar como funcionam as lemon laws nos EUA? Seriam uma espécie de gambiarra legislativa como o Código de Defesa do Consumidor aqui no Brasil que só prejudica as fabricantes e consumidores ou, de fato, garantem o direito à propriedade?
  • Intruso  19/09/2017 20:23
    O nome se refere ao mercado de carros usados, que lá são chamados de "limões". Seria ao equivalente aos nossos "abacaxis". São leis que regem equipamentos usados que foram vendidos e não funcionam corretamente.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1150
  • Felipe Lange S. B. S.  21/09/2017 13:47
    Obrigado, irei ler.
  • Juliana  20/09/2017 16:05
    Artigo muito bom, cujo raciocínio e a experiência não têm como serem contestados. Será ótimo o dia em que pudermos defender a redução da tributação sobre os ricos, mesmo que muitas vezes em detrimento de uma defesa da redução da tributação sobre o consumo. Mas a julgar pela atual proposta de reforma tributária, que vai na contramão dessa ideia, esse é claramente um luxo que deve ser deixado para sonhar somente depois.

    Em primeiro lugar, exatamente por não podermos comparar o Brasil com uma Suécia da vida, pode ser que o mix da atual proposta não seja tão deletério. Veja que por exemplo, ela exclui nove impostos, e substitui-os por um Imposto Seletivo e um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). O que pode levar a uma leve simplificação tributária.

    Além disso, o discurso é de que não se quer aumentar nem diminuir impostos, mas sim redirecionar a arrecadação para que ela incida mais sobre os que ganham mais e incida menos sobre a população mais pobre, que é mais consumidora e ganha menos. É ruim, mas o histórico dos países escandinavos mostra que foi o justamente o imposto sobre valor agregado (que incide sobre o consumo) o que mais aumentou ao longo do tempo.

    A proposta pretende também acabar com a guerra fiscal entre os estados e municípios. Como é um tema que divide opiniões até entre os liberais, então esse ponto pode agradar a alguns.

    Mas melhor concluindo, liberal no Brasil tem mesmo é que ser indiferente com relação a esse assunto de impostos, e se concentrar na campanha de corte de gastos do governo e na desmistificação da social-democracia. Defender redução de impostos para o "andar de cima" é coisa para liberal — ou quem sabe, social-democrata — de país rico.
  • Emerson Luis  17/12/2017 19:00

    E há outros fatores ainda.

    Os super-ricos são capazes de proteger suas fortunas de várias maneiras contra os aumentos de impostos, que acabam atingindo principalmente a "classe" média.

    Os super-ricos podem cortar seus supérfluos que dão empregos a inúmeras pessoas.

    Os aumentos de impostos sobre os super-ricos servem apenas para que pessoas de "classe" média não sejam capazes de crescer e ameaçar suas posições.

    Os aumentos de impostos sobre os super-ricos pouco ajudam os mais pobres com o assistencialismo que financiam, pois a maior parte dessas verbas vai para financiar a estrutura estatal e nem vou falar do abastecimento da corrupção.

    Etc.

    * * *


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