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Como a desigualdade de riqueza acaba reduzindo a pobreza
Em economias livres, a desigualdade é uma consequência do progresso

A desigualdade de riqueza sempre existiu no mundo. Mas ela nunca foi tão explícita e deletéria quanto na era feudal.

Naquele mundo, quando alguém via uma plantação, ou um celeiro, ou um arado, ou animais de carga, e perguntava a quem tais meios de produção serviam, a resposta é "ao agricultor e sua família, e a ninguém mais". À exceção de algum ocasional gesto de caridade dos proprietários, aqueles que não possuíam meios de produção não podiam se beneficiar dos meios de produção existentes, a menos que eles próprios de alguma maneira também se tornassem proprietários de meios de produção. Eles não podiam se beneficiar dos meios de produção de terceiros, a menos que os herdassem ou os confiscassem.

Com a Revolução Industrial e a ascensão do capitalismo, a realidade mudou. Os meios de produção dos mais ricos passaram a servir diretamente aos mais pobres. A desigualdade continuou existindo, mas a pobreza absoluta passou a desabar.

No entanto, e curiosamente, a obsessão das pessoas com a desigualdade de renda nunca foi tão premente como é agora, exatamente quando a miséria absoluta está nas mínimas históricas.

Economistas como Thomas Piketty e entidades como a Oxfam pedem mais impostos sobre os ricos e mais controles e regulamentações para "combater o capitalismo" e "acabar com as desigualdades geradas por ele". Utilizando-se de uma metodologia altamente questionável, a Oxfam quer "uma economia para os 99% da população mundial", que "desconcentre" a riqueza do 1% mais rico da sociedade.

A contínua revolta contra "os ricos" e os seguidos clamores para se confiscar uma substantiva fatia de sua riqueza baseiam-se no velho princípio marxista de que há uma pequena minoria de abastados vivendo à custa da exploração da esmagadora maioria da população.

Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo, como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que obstruem a livre concorrência.

No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o alvo comum tem sido "os ricos" de forma geral.

Eis o problema fundamental com esta postura: ela desconhece por completo o papel que esse 1% desempenhou na melhora dos padrões de vida e das condições de trabalho da humanidade.

O grupo do 1%

Dos oito homens que encabeçam a lista dos mais ricos do mundo, quatro estão ligados às novas tecnologias. Na lista dos 500 mais ricos do mundo publicada pela revista Forbes, Bill Gates, da Microsoft, é seguido por Jeff Bezos, da Amazon, por Mark Zuckerberg, do Facebook, e por Larry Ellison, da Oracle. (E Steve Jobs, da Apple, só não está ali porque já morreu).

Isso os coloca no exclusivo grupo dos inovadores tecnológicos, que diariamente nos assombram e surpreendem com suas criações. É claro que suas inovações os deixaram incrivelmente ricos em relação a nós, mas será que isso significa que eles nos deixaram mais pobres? Mais ainda: será que isso significa que sua riqueza deveria ser confiscada?

Um estudo publicado em 2004 pelo economista William Nordhaus, da Universidade de Yale, já mostrava que "apenas uma pequena fração dos retornos derivados dos avanços tecnológicos entre 1948 e 2001 foi capturada pelos produtores, o que indica que a maior parte desses benefícios foi transferida aos consumidores".

Nordhaus estimou que os empreendedores inovadores capturaram somente 2,2% do valor total que suas invenções criaram para a sociedade. E isso muito antes da invenção do smartphone e dos tablets.

Ou seja, não há dúvidas de que Bill Gates, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e o falecido Steve Jobs se tornaram multimilionários com suas criações. Porém, como já mostrava Nordhaus, o valor que eles criaram para a sociedade com suas invenções é quase 40 vezes maior do que eles próprios embolsaram.

E isso é algo que podemos ver e sentir diariamente. A tecnologia da informação avança a passos mais do que agigantados, facilitando e barateando incrivelmente a comunicação e as transações comerciais das empresas e pessoas comuns. Esta redução nos custos da comunicação e do processamento de informação possui um notável impacto não apenas na vida diária das pessoas como também na produtividade das empresas.

Quando um computador custava US$ 10.000 (R$ 31.500) e a comunicação era cara e lenta, quantas pequenas empresas podiam surgir e prosperar? Hoje, em que um computador custa US$ 400 (R$ 1.260) e a comunicação é instantânea e de baixíssimo custo, quantas pessoas podem empreender e crescer?

Tudo isso foi gerado pelo avanço tecnológico possibilitado por esses bilionários. Mais empresas, mais produção, mais emprego e menos pobreza.

Como diz Edward Conrad, autor do livro "O lado bom da desigualdade":

Dado que os benefícios da inovação auferidos pelo público são muito maiores que os lucros capturados pelos inovadores bem-sucedidos, surpreende a ânsia dos defensores da redistribuição em maximizar os impostos cobrados dos inovadores. Essas pessoas deveriam, isso sim, querer maximizar o ritmo destas inovações.

Quando a desigualdade aumenta, a diferença de padrão de vida entre ricos e pobres diminui

Apenas pense em Henry Ford, no falecido Steve Jobs, no criador da Amazon Jeff Bezos e no empreendedor da informática Michael Dell. Cada um destes se tornou extraordinariamente rico não por prejudicar os pobres e a classe média, mas sim por saber transformar luxos que até então eram usufruídos apenas pelos ricos — o automóvel, um smartphone (que, na prática, é um supercomputador), um Shopping Center mundial que vende produtos baratos a um clique, e o computador portátil — em bens corriqueiros acessíveis a todos.

E, graças à globalização, os inventos desses empreendedores não ficaram restringidos às suas fronteiras, mas se espalharam por todo o mundo. Ao popularizarem seus inventos, esses três empreendedores se tornaram extremamente ricos. Bem mais ricos que o resto de nós, meros mortais. Houve um aumento da desigualdade

Mas esse aumento da desigualdade não apenas não foi maléfico, como, na verdade, representou uma redução na diferença de estilo de vida entre pobres e ricos. Quando essa desigualdade aumentou, a diferença de padrão de vida entre ricos e pobres diminuiu. Por definição.

E é assim porque, como a história sobre a riqueza no mundo deixa bastante claro, em economias de mercado, indivíduos se tornam ricos majoritariamente à medida que suas inovações melhoram o padrão de vida de todas as classes sociais. Eles só podem enriquecer — aumentando a desigualdade de renda — se conseguirem satisfazer as necessidades daquela maioria que não é rica.

Pense, por exemplo, no extraordinário valor de mercado da Amazon, que catapultou Jeff Bezos para o posto de segundo homem mais rico do mundo. O valor da Amazon é uma função de Bezos ser capaz de servir, de forma barata, aos desejos de todos os consumidores do planeta desde sua base em Seattle, sem que a Amazon tenha uma presença física na maior parte do globo. Por isso, a importância da história da Amazon não pode ser minimizada.

O progresso sempre foi historicamente definido pelo encolhimento do mundo por meio da tecnologia. À medida que a tecnologia aproxima as pessoas (encolhendo o mundo), um número cada vez maior de indivíduos se torna capaz de atender aos nossos infinitos desejos. É extremamente emocionante lembrar que os melhores cérebros da humanidade trabalharam fervorosamente para possibilitar e facilitar o comércio entre indivíduos que não moram na mesma cidade e nem no mesmo país. Jaz aí a fonte de nossa imensa riqueza atual.

Assim, será que realmente há algo de surpreendente no fato de que a desigualdade aumentou nas últimas décadas? Eis um fenômeno que realmente não deveria causar surpresa alguma. O que é realmente importante é que esse aumento da desigualdade foi um efeito feliz e lógico de um aumento no comércio global. Graças aos avanços nas comunicações e nos meios de transporte, o empreendedor de hoje pode servir praticamente a todo o planeta (quando os governos não atrapalham com escorchantes tarifas de importação).

Cem anos atrás, a genialidade de Bezos estaria confinada ao noroeste dos Estados Unidos. Hoje, grande parte do planeta pode usufruir seu talento e se beneficiar dele. O mesmo raciocínio vale para Apple, Microsoft, Dell e todas as empresas de tecnologia.

Com a proliferação desta tecnologia que, figurativamente, encolheu o mundo, as chances de mentes empreendedoras geniais servirem aos desejos do mundo aumentaram exponencialmente. E, consequentemente, também aumentaram as chances destas mentes geniais se tornarem impressionantemente ricas. E, ao enriquecerem, tais pessoas também melhoram nosso padrão de vida e nos enriqueceram.

Sim, elas nos enriqueceram. A riqueza, como disse o economista Matt Ridley, é "a vida tornada mais fácil e confortável em decorrência dos mercados, das máquinas, da tecnologia, e das outras pessoas". Hoje, mesmo as pessoas mais pobres dos países ricos (e daqueles países cujos governos não atrapalham severamente o livre comércio e a criação de riqueza) têm acesso a confortos e amenidades que teriam assombrado os bilionários de não muito tempo atrás: smartphones — que nada mais são do que computadores de alta tecnologia que dão acesso a literalmente todo o conhecimento existente no mundo — em seus bolsos; transporte barato com motorista particular ao toque de um aplicativo; filmes e televisão em seus tablets. Cito apenas esses três para não me alongar.

E, à medida que as pessoas vão enriquecendo, elas valorizam mais a inovação. E, à medida que avança a globalização, e a tecnologia da informação melhora nossa capacidade de nos comunicarmos, também aumenta a capacidade das empresas e dos indivíduos de alcançar uma maior quantidade de consumidores.

Assim, os inovadores que alcançam o êxito, como Steve Jobs, Bill Gates e Jeff Bezos, enriquecem muito mais que os inovadores que os antecederam no passado. E também se enriquecem muito mais que os doutores, professores e motoristas de ônibus, pois os ganhos destes estão limitados ao número de pessoas que podem servir.

O mesmo ocorre com os CEOs das empresas multinacionais bem-sucedidas. Eles gerenciam negócios que mudam a vida de bilhões de pessoas, e isso lhes traz uma remuneração de acordo.

Por isso, o aumento da desigualdade de renda é um subproduto de um arranjo econômico que premia aqueles que direcionam seu talento e sua riqueza de maneira mais efetiva. Quando um indivíduo tem êxito em uma economia globalizada, seu enriquecimento pode até parecer desproporcionado, mas o fato é que quem estipulou o valor de mercado deste indivíduo foram os próprios consumidores de seus produtos.

Duas histórias pouco difundidas

Jamais foi explicado por que seria deletério para a economia indivíduos buscarem carreiras que, caso bem-sucedidos, os tornarão muito mais desiguais em relação a seus pares. Levando ao extremo, se um grupo de cientistas descobrir a cura definitiva para o câncer, e enriquecer enormemente por causa dessa descoberta, os críticos da desigualdade terão de exigir que essa descoberta seja revogada, pois levou a um aumento da desigualdade.

Nessa mesma linha, Henry Ford morreu muito rico, Steve Jobs morreu valendo bilhões, e Michael Dell vale dezenas de bilhões. Como exatamente o fato de eles serem muito ricos prejudicou você? Alguém realmente diria que o mundo estaria melhor caso estes três fossem meros preguiçosos sem ambição? A desigualdade, sem dúvida, seria menor.

Quando John D. Rockefeller começou a vender querosene em 1870, ele detinha aproximadamente 4% do mercado. Já em 1890, ele tinha 85% do mercado. Como ele conseguiu esse aumento estrondoso de sua fatia de mercado? Foi espoliando os consumidores? Muito pelo contrário. Os preços do galão de querosene desabaram: eram de 30 centavos em 1869 e despencaram para 6 centavos em 1897. Rockefeller reduziu seus preços exatamente para aumentar sua fatia de mercado. Ao agir assim, ele afastou a concorrência e aumentou estrondosamente sua riqueza. Mas, simultaneamente, melhorou a qualidade de vida das pessoas. A Standard Oil de Rockefeller tornou a gasolina tão barata, que possibilitou à Ford criar um mercado de massa para o seu modelo T.

Já Henry Ford, por sua vez, duplicou o salário básico de seus empregados em 1914. A lenda é que ele fez isso para possibilitar a seus funcionários comprarem Fords. Falso. A verdade é que ele aumentou o salário de seus empregados para diminuir a rotatividade deles. Em 1913, a rotatividade de empregados na economia americana era de incríveis 370%. Ford, ao aumentar os salários e diminuir a rotatividade, reduziu seus custos trabalhistas, pois não mais tinha de treinar novos empregados. E, ao fazer isso, sua riqueza aumentou exponencialmente. Mas a qualidade de vida de seus consumidores também.

De novo: quando a disparidade de riqueza aumenta, a diferença de padrão de vida diminui.

Conclusão

Embora sempre haverá pobres e ricos, a definição moderna de "pobreza" é algo que certamente seria classificado como classe média em 2005, e bilionário em 1905.

À medida que a desigualdade aumenta, a diferença de padrão de vida entre pobres e ricos diminui. Óbvio: inovadores enriquecem em virtude da comercialização daquilo que era um luxo no passado, e os inovadores de hoje servem às necessidades de um número muito maior de pessoas.

Todos nós deveríamos querer viver em um mundo repleto de empreendedores visionários e inovadores, que enriqueçam bastante em decorrências de seus inventos que aumentam substantivamente nosso padrão de vida. Quanto mais eles enriquecerem e mais financeiramente desiguais forem em relação a nós, maior será o nosso padrão de vida e menor será a diferença de estilo de vida entre eles e nós.

Por isso, para estimular a inovação e o crescimento, é necessário permitir que os inovadores e empreendedores bem-sucedidos mantenham a totalidade de sua renda, a qual a sociedade, voluntariamente, lhes outorgou.

Punir o êxito com mais impostos logrará o objetivo contrário. Haverá menos inovações, menos crescimento econômico e, logo, salários mais baixos e mais pobreza.

É urgente passar a ver o lado positivo da desigualdade. Por isso, a genuína preocupação não tem de ser com a pobreza relativa, mas sim com a pobreza absoluta. E esta está sendo devidamente aniquilada pelo capitalismo e pela globalização.

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Leia também:

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Como o capitalismo e a globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos

Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas

O grande beneficiado pelo capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e poderosos

Seu padrão de vida hoje é muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos

39 votos


  • Garcia  15/09/2017 15:45
    Nunca é demais repetir o que sempre é dito por aqui:

    "Sempre que vejo uma pessoa parolando sobre desigualdade, faço a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?

    Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclama sobre a desigualdade de renda, pergunto a ela se ela aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres.

    Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante."
  • Murdoch  15/09/2017 15:50
    Eu já cheguei à seguinte conclusão: como você disse, as pessoas se sentem importunadas apenas com o que os ricos têm, e não com que os pobres não têm.

    E sabe o motivo?

    Porque eles queriam ser os ricos, e como não tem capacidade par atingir tal objetivo, a melhor forma de punir os que venceram profissionalmente é propagando a tal da "desigualdade" para taxar os que adquiriram riquezas.

    A hipocrisia da esquerda é uma característica natural impregnada na ideologia deles.

    Como você pode observar hilariamente aqui:


  • Silvio  15/09/2017 16:08
    Excelente vídeo! Hahaha...

    E é bem isso mesmo que o Murdoc disse: tudo está enraizado na inveja, a qual creio firmemente ser a maior fonte de desagrado para com a desigualdade, principalmente no Brasil.

    Não conheço a realidade de outros países, mas me choca ao ver diariamente como a inveja é um sentimento profundamente disseminado neste país. Não costuma ofender um brasileiro saber que uns têm muito e outros têm muito pouco. O que causa revolta ao brasileiro é saber que há pessoas que têm muito mais do que ele.

    E digo mais. Muita gente neste país não tem nada contra o dinheiro fácil, muito pelo contrário (vide que todo mundo quer ser funcionário público). No Brasil, ética de trabalho é uma excentricidade tão grande quanto terremotos e nevascas. E, fora dos centros de intelectualidade (vulgo ninhos de esquerdistas), a idéia de que a riqueza vem da exploração do proletariado não é levada muito a sério.
  • Alexandre Cunha  26/01/2018 17:13
    "No Brasil, ética de trabalho é uma excentricidade tão grande quanto terremotos e nevascas." Perfeito!
  • John Maynard Keynes  15/09/2017 16:31
    Como disse Nelson Rodrigues: "No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando." São os típicos idiotas úteis, igual estes do vídeo. Eles nem conhecem a ideologia que dizem defender. É uma visão do mundo "anestesiada", o progressismo e o socialismo. Provém paz de espírito e uma sensação de liberdade, por não ter que tomarem decisões difíceis, dolorosas ou polêmicas, então eles até preferem delegar as decisões ao mais vil e cruel dos monstros. Isto tira a responsabilidade deles, tira o peso das costas, enquanto ficam romantizando e idealizando um mundo perfeito. Esquerdismo é um transtorno de personalidade. Tinha que estar no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM.
  • Gabriel  15/09/2017 16:37
    Haha, esse primeiro entrevistado arrancou uma risada de mim. O cara picou a mula muito rápido!
  • Fernando Carvalho de Castro   15/09/2017 15:48
    Artigo excelente e com informações cruciais. Muito obrigado pelo trabalho!
  • INTJ  15/09/2017 16:08
    A concentração de riqueza é elemento crucial para o desenvolvimento de uma sociedade e para a distribuição de riqueza, uma vez que o dinheiro poderá ser destinado a: 1. uma conta bancária, no qual boa parte dos recursos serão emprestados pelo banco a pessoas comuns;2. investimentos em bens de produção ou capital cognitivo, cuja capacidade de geração de riqueza é imensurável;3. doações, as quais considero a pior aplicação de recursos possível, mas que é capaz, ao menos momentaneamente, de reduzir desigualdades.
    E tais aplicações só serão possíveis por meio de acúmulo massivo de capital, e a riqueza gerada deverá ser distribuída proporcionalmente a contribuição de cada um, i. e., de acordo com as aptidões destes. Contemporaneamente, vivenciamos a era do capitalismo cognitivo, no qual a criação de informações é o maior gerador de riqueza, e os meios de produção, embora imprescindíveis, serão secundários à medida que a sociedade se desenvolve.
  • Anti-Estado  15/09/2017 16:46
    Vocês devem se lembrar que há alguns anos houve aquela guerra civil em Ruanda entre Tútsis e Hutus.

    Os Hutus nutriam raiva (AKA inveja) pelos Tútsis, pois esses últimos tendem a ser mais altos, e durante a guerra era comum que Hutus cortassem as pernas de Tútsis para que estes ficassem "iguais" aos Hutus. Pois bem, eis aí a definição de socialismo: igualdade no facão!
  • Pobre Paulista  15/09/2017 19:48
    Pois é. Leia atentamente, até o fim, a letra dessa música do Rush, narrando uma história bastante parecida com essa:

  • Fernando Calazans  15/09/2017 18:05
    Por algum motivo que me foge à compreensão, quem mais critica o capitalismo são aqueles que mais usufruem de suas benesses. Se alguém conseguir me explicar esse paradoxo agradeço.
  • INTJ  15/09/2017 18:18
    Dissonância cognitiva.
  • marcela  15/09/2017 18:08
    A família Chaves tem bilhões. A família Castro tem bilhões. A família Jong-Un tem bilhões. Por que será que só ditadores comunistas tem direito de ser ricos? Por que empreendedores sérios que melhoram a vida do povo não tem direito de ter seus bilhões também? Alguém de vocês já viu algum socialista criticando a riqueza do Maduro? E o detalhe é que o Bill Gates acumulou sua riqueza com seu talento e trabalho, já a riqueza desses vagabundos comunistas foi construída vocês imaginam bem como.
  • Douglas  29/01/2018 12:47
    Por mim pode continuar a taxar pouco para crescerem, mas quando morrerem aí sim taxar como os países ricos fazem.
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-um-dos-que-menos-tributam-heranca-no-mundo-imp-,1170532

    Desta forma os ricos serão obrigados a investir em Fundações e tantas outras coisas.
    Chega de coroneis mandando no Brasil ad eternus.
  • José Roberto Pinheiro Costa   29/01/2018 13:24
    Mas que lindeza moral sem fim! Tributar herança é uma babaquice inominável.

    Eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor, Eduardo Cunha, Temer, Moreira Franco, Rodrigo Maia e canalhas afins. Segundo a esquerda, isso é "justiça social". Segundo outros, isso "incentiva a investir em fundações"(!!!).

    Durante todo o meu processo de acúmulo de riqueza por meio de trabalho duro e honesto já pago vários impostos. E aí eu morro e vem um burocrata estipular que devo pagar ainda mais além de tudo o que já paguei?

    Eu já pago impostos diretamente e indiretamente durante toda a minha vida e realizo um planejamento no qual beneficiarei meus herdeiros. E então vem o governo e dá mais uma mordida. Meus filhos pagarão impostos durante toda a vida até que passem o patrimônio aos seus netos, e mais uma vez, a herança é tributada.

    Siga este ciclo por algumas gerações e seus descendentes precisarão de bolsa-família.

    Nós acumulamos riqueza com o objetivo de não corrermos atrás delas. Quando poupamos e investimos, temos o objetivo de algum dia (talvez apenas na velhice) vivermos dos lucros desse dinheiro. Essa é a meta. A outra opção seria não economizar nada e confiar no INSS para sustentá-lo na velhice (e isto não seria nada prudente).

    Aí, após uma vida inteira juntando patrimônio, você é "recompensado" com mais um imposto sobre sua fortuna, pois você foi muito egoísta ao tentar se precaver na velhice.

    Negar o direito de herdar o seu patrimônio é o mesmo que proibir a caridade. As pessoas são livres para presentear e doar o que quiserem de seus bens (o governo já faz o contrário, toma tudo por meio de achaque).

    Alguém defender isto, sendo pobre ou rico, é uma estupidez incalculável. Por coerência, tal pessoa tem de estar desde já fazendo um testamento legando tudo para Michel Temer e Lula.
  • Sérgio  29/01/2018 13:25
    Herança é legado. Se você tributar a herança, que incentivo o indivíduo vai ter para ter uma visão de futuro, acumular capital e deixar legado? A herança é um incentivo para o indivíduo ter uma visão futuro e deixar bons legados. Aliás, a jogada do marxismo cultural é esta: é extinguir a propriedade e o capital a partir da destruição família. Destruindo-se a família, acaba-se a herança, e assim, acaba-se a propriedade privada.
  • Alexandre  15/09/2017 19:13
    O velho e superado princípio marxista afirma que há uma minoria de ricos vivendo à custa da exploração da esmagadora maioria da população.
    Este princípio desconsidera que quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra. Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos.
  • Gabriel  15/09/2017 19:27
    Dúvida: ser rico depende apenas do mérito? Se sim, pq não somos todos ricos? A maioria dos pobres que conheço trabalha mais horas e vivem para o trabalho. Ainda que se discuta a capacidade, será que somos todos incapazes, já que não somos todos milionários?
  • Economista  15/09/2017 19:31
    Imagino que você tenha chegado a este site agora, pois este é um dos temas mais debatidos nos artigos daqui. Aliás, esta é uma das falácias mais rotineiramente refutadas aqui.

    A riqueza nada tem a ver com esforço, com as horas trabalhadas, com o trabalho duro, com nada disso. Por exemplo, um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

    O que determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação.

    O que realmente determina a remuneração no mercado é apenas e simplesmente a criação de valor. Se você consegue criar algo de valor para terceiros, você será bem remunerado. Ninguém está nem aí para as suas horas trabalhadas ou para o seu esforço. As pessoas só querem saber de serviço bem feito. E pagarão bem por isso.

    De novo: o que interessa é a criação de valor; o valor que você consegue adicionar à vida dos demais. Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível você for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servir você.

    O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês e provavelmente não será doméstica quando crescer.

    É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

    Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990; e mesmo assim…

    Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.

    Achou injusto? Então aqui vai um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

    O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor. É feio dizê-lo? Pode ser, mas ele tem um lado bom: é o sistema que permite que a vida de todos melhore ao mesmo tempo. Que todo mundo que quer subir tenha que ajudar os outros a subir também. Ele não iguala o patamar de todo mundo, mas garante que a direção de mudança seja para cima.

    Leia mais em:

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria

    A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos

    Por que lixeiros e professores ganham menos que artistas e jogadores de futebol
  • Mario  18/09/2017 14:45
    Excelente explicação. Parabéns!!
  • Edson Magalhães  16/11/2017 22:45
    Genial e extremamente esclarecedor.
  • Diego Gomes   23/01/2018 12:02
    Texto espatular. Muito esclarecedor.
  • Leitor  15/09/2017 19:40
    Vale também lembrar que o ranking dos milionários está constantemente mudando. A maioria das pessoas que estavam na primeira lista da Forbes em 1987 não mais estavam já em 2013. Mark Zuckerberg, do Facebook, nem sequer tinha nascido.

    De novo: se você olhar hoje aquela lista de 1987, provavelmente irá se surpreender: você não conhecerá praticamente ninguém. E não, a razão disso não é que a maioria daqueles bilionários morreu; a razão é que praticamente todos eles viram seu patrimônio definhar de maneira considerável.

    O que houve com os ricaços da década de 1980?

    E Mises já havia explicado isso ainda em 1940. Disse ele:

    "Em uma economia de mercado, naquela em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e protecionismos estatais, a riqueza de um indivíduo representa a recompensa concedida pela sociedade pelos serviços prestados aos consumidores no passado. E esta riqueza só pode ser preservada se ela continuar a ser utilizada — isto é, investida — no interesse dos consumidores.

    Atribuir a cada um o seu lugar próprio na sociedade é tarefa dos consumidores, os quais, ao comprarem ou absterem-se de comprar, estão determinando a posição social de cada indivíduo. Os consumidores determinam, em última instância, não apenas os preços dos bens de consumo, mas também os preços de todos os fatores de produção. Determinam a renda de cada membro da economia de mercado.

    Se um empreendedor não obedecer estritamente às ordens do público tal como lhe são transmitidas pela estrutura de preços do mercado, ele sofrerá prejuízos e irá à falência. Outros homens que melhor souberam satisfazer os desejos dos consumidores o substituirão.

    Os consumidores prestigiam as lojas nas quais podem comprar o que querem pelo menor preço. Ao comprarem e ao se absterem de comprar, os consumidores decidem sobre quem permanece no mercado e quem deve sair; quem deve dirigir as fábricas, as fornecedoras e as distribuidoras. Enriquecem um homem pobre e empobrecem um homem rico. Determinam precisamente a quantidade e a qualidade do que deve ser produzido. São patrões impiedosos, cheios de caprichos e fantasias, instáveis e imprevisíveis. Para eles, a única coisa que conta é sua própria satisfação. Não se sensibilizam nem um pouco com méritos passados ou com interesses estabelecidos."
  • Miguel  15/09/2017 23:52
    Não seria negligência argumentar que a desigualdade aumenta, enquanto a diferença de padrão de vida entre pobres e ricos diminui. Falo isso porque eu não vejo o livre comércio em muitos países, inclusive nos EUA. Eu imagino que se a maior parte dos países tivessem logrado o livre mercado, essa desigualdade propagada por interesses obscuros seria imensamente menor, o que ocorre ao contrário no mundo atual. Países em que se obtém maior liberdade de investimento, como Singapura por exemplo, 11% da população detém US$1 milhão ou mais, em Hong Kong, na ex-colônia britânica, o crescimento do número de milionários em 5 anos é uma porcentagem de mais de 15%. Agora coloque em um país interventor como o Brasil, o país têm 172 mil milionários, isso representa 0.09% sobre a população total, isso é inacreditável. Se formos colocar a mesma porcentagem de Singapura(11%), o país era pra ter incríveis 23 milhões de milionários, ou seja, a desigualdade iria diminuir radicalmente conforme os níveis de liberdade econômica forem aumentando, se ainda colocássemos no cenário em que aumentaria em 15% o número de milionários no período de 5 anos, haveria 3,5 milhões de novos milionários, isso sem levar em conta o crescimento da população. Eu nem quero pensar em um ancap, porque as possibilidades de enriquecimento e investimentos seriam estrondosamente maiores, simplesmente pela razão de que haveria oportunidades em todos os setores, até mesmo empresas de distribuição de água, de recolhimento de lixo, de reaproveitamento de lixo, de energia como hidrelétricas até painéis solares, de estradas e ruas... enfim, com essa gama de possibilidades, não há porque não acreditar que a desigualdade reduziria radicalmente.

    veja.abril.com.br/economia/com-1-milionario-para-cada-35-habitantes-singapura-vive-boom-de-endinheirados/#
    g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/brasil-ganhou-10-mil-novos-milionarios-em-2016-aponta-estudo.html
  • Breno  16/09/2017 00:15
    Acho que você se confundiu aí. Você quis dizer que a desigualdade seria menor em países economicamente mais livres, mas utilizou como dados apenas o número de milionários. Ora, mas isso não quer dizer nada. Você mostrou que em países economicamente mais livres há mais milionários que em países menos livres (uma obviedade, por definição), mas isso não significa que a desigualdade será menor.

    E nem há por que ser. Os dados empíricos comprovam isso: uma maior igualdade de renda em uma economia não tem nenhuma relação com mais riqueza. O indicador de medição da desigualdade mais utilizado no mundo é o Coeficiente de Gini. Quando mais próximo de 1, mais desigual é um país. Quanto mais próximo de zero, mais justa e igualitária é uma sociedade. Segundo dados do Banco Mundial, pode-se concluir que:
    O Afeganistão (27,8) é mais igualitário que a Bulgária (28,2), Alemanha (28,3) e a Áustria (29,2);

    A Etiópia (29,6) e o Paquistão (30) são mais justos e igualitários que a maioria dos países desenvolvidos, como Austrália (35,2), Coréia do Sul (31,6) e Luxemburgo (30,8) e Canadá (32,6);

    Tadjiquistão (30,8), Iraque (30,9), Timor Leste (31,9), Bangladesh (32,1) e Nepal (32,8) são mais igualitários que Bélgica (33), Suíça (33,7), Polônia (34), França (35,2), Reino Unido (36) e Portugal (38,5);

    Burundi (33,3), Indonésia (34), Togo (34,4), Níger (34,6), Índia (33,4) são mais igualitários que Irlanda (34,3) Espanha (34,7), Itália (36), Israel (39,2);

    E todos os citados anteriormente mais Quirguistão (36,2), Mongólia (36,5), Tanzânia (37,6), Cambodja (37,9), Libéria (38,2), Senegal (39,2), Djibouti (40) são mais justos e igualitários que Estados Unidos (40,8), Cingapura (42,5) e Hong Kong (43,4).

    Para simplificar, podemos dizer que os EUA são mais desiguais que o Senegal; o Canadá é mais desigual que Bangladesh; a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste; a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão; o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia. Já o Afeganistão é uma das nações mais igualitárias do mundo.
  • Miguel  16/09/2017 01:24
    Acho que você é que não entendeu meu comentário. Quando se têm uma porcentagem alta de milionários - 8% até 20% - em uma economia livre, a classe social abaixo dos milionários tendem a ser a maioria em um país, pois bem, um país em que se obtém uma população milionária de 15%, a classe social abaixo dos milionários tendem a ser mais próximos dos valores milionários em níveis de riqueza e não de renda. Logo houve sim redução da desigualdade, porque da forma que o número de milionários crescem como porcentagem da população do país, toda a estrutura hierárquica da sociedade é puxada para cima, o extremo-pobre vira pobre, o pobre vira classe média baixa, o classe média baixa vira classe média, o classe média vira classe média alta e assim hierarquicamente sempre para cima por conta da criação de riquezas. A mobilidade de uma classe para outra é notória mesmo em um mundo onde o pró-intervencionismo parece ser a regra do jogo, incluindo países como os EUA. Claramente que um país com 50% de milionários é totalmente irracional, só que quanto mais a economia for livre, menor será a desigualdade por conta desta mobilidade de classes.

    E mais, os estudos sobre riqueza também são escassos, porém valores mobiliários, ações, títulos públicos são contabilizados no conceito de riqueza, essa pesquisa ainda é recente. Portanto, se conhecêssemos os reais níveis de riqueza das camadas mais pobres, com a mais absoluta certeza a desigualdade seria ainda menor.

    E sobre o coeficiente de gini e as nações igualitárias, isso não se pode levar a sério. Estou usando uma abordagem totalmente diferente desse charlatanismo.
  • Luiz Moran  16/09/2017 11:06
    JUSTIÇA SOCIAL - Walter Williams - economista americano:
    "No infindável debate sobre "justiça social", a definição de "justo" tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho.
    Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê?"
  • Anonimo  16/09/2017 15:58
    Qual país vocês queriam ter nascido?
  • Pobre Paulista  16/09/2017 17:25
    Sealand
  • Países desenvolvidos  16/09/2017 17:34
    Suíça ou Nova Zelândia
  • INTJ  16/09/2017 17:34
    Singapura, embora seja uma cidade-Estado.
  • André Marques  16/09/2017 19:25
    Eu ficaria no Brasil mesmo. E o motivo é simples: eu sou e sempre fui um cara poupador. Sempre fui munheca. Sendo assim, quero ser bem remunerado por este meu sacrifício. Poupança é um sacrifício e quero ser recompensado por isso.

    E nenhum país é melhor que o Brasil para recompensar poupadores. Aliás, acho interessante como os valores mudaram. Antigamente, um sujeito poupador e frugal era bem visto e até elogiado. Hoje ele é chamado de rentista e é vituperado como sendo causador de recessões. E elogiado é aquele sujeito consumista que vive entrando no rotativo do cartão de crédito.

    Atualmente, nenhum país de primeiro mundo recompensa bem o poupador. Com efeito, em alguns países europeus, o poupador é punido com juros negativos. Tô fora.

    Nova Zelândia até vai. Mas é só. Nenhum país da zona do euro me pega. Suíça também não. E EUA, por enquanto, também não.

    No Brasil, moro em cidade pequena, tranquila e faço home office (o que significa que estou fora de IRPF e encargos sociais e trabalhistas). É o jeito ideal para se criar uma família. Cidade grande e emprego de carteira assinada não me pegam mais de jeito nenhum.

    E não vejo hoje nenhum outro país que me forneça condições semelhantes.
  • Acionista25  17/09/2017 13:18
    Comungo um pouco das ideias do André. Esse país é ruim para pobre. Para alguém que consegue poupar e ser frugal é menos ruim.

    Uma coisa que ñ entendo e tem até tópico que crescimento não gera inflação. Mas,se para crescer precisa-se de investimento ,e normalmente este investimento vem do crédito que é inflacionário? Como equacionar oferta monetária, crédito e crescimento sustentável? Pelos relatos do IMB este sao os motivos dos nossos vôos de galinha. Salvo engano o Milton Friedman defendia uma expansão homeopática da oferta monetária...

    Parabéns ao IMB e colegas que enriquecem o debate com suas colocações.

    Abraços!!!
  • Leandro  17/09/2017 13:35
    Sim, o crescimento econômico per se não é inflacionário. Ao contrário, ele é deflacionário.

    Se a economia cresce, ela produz mais, aumentando a oferta de bens e serviços disponíveis para o consumo em uma comunidade. A economia se torna mais produtiva. Com uma maior quantidade de bens e serviços no mercado, e o estoque de moeda relativamente estável, os preços tendem a cair. A moeda ganha poder de compra. Daí a natureza deflacionária do crescimento econômico.

    Quando os EUA ainda estavam no padrão-ouro clássico, a economia crescia e os preços caíam. Foi assim de 1865 a 1913, ano em que foi criado o Fed.

    Por outro lado, se há expansão do crédito -- ou seja, se há criação de moeda por meio do sistema bancário em conjunto com o Banco Central --, aí tudo se torna inflacionário. Mas a inflação de preços não advém do crescimento econômico que eventualmente ocorre; ela vem da expansão da oferta monetária. O crescimento econômico que eventualmente ocorre terá, isso sim, um efeito deflacionário. Se ele não ocorresse, o aumento dos preços seria ainda maior.

    O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos
  • Gustavo S  04/10/2017 01:32
    Caro Leandro, o aumento da atividade econômica não causa automaticamente um aumento na demanda por moeda? Se isso não for acompanhado por um aumento na oferta monetária, como serão feitos novos empréstimos e transações financeiras?

    Uma coisa que sempre me vem a cabeça, é que em um ambiente onde a moeda naturalmente se valoriza, perderia parte do sentido em se manter dinheiro no banco, já que ele renderia sozinho por de baixo do colchão, o que pode vir a causar um excesso de entesouramento.

    Aliás, uma das teorias keynesianas mais comuns é de que a demanda por moeda causa aumento nas taxas de juros, assim sendo, seria necessário expandir a oferta monetária afim de prover "liquidez" à economia. Qual seria a sua visão sobre isso?
  • Marcelo  04/10/2017 02:32
    Aumento na demanda por moeda para efetuar transações econômicas é o exato oposto de entesouramento.

    Logo, aumento na demanda de moeda em decorrência de crescimento econômico gera o exato oposto de entesouramento.

    Quanto a entesourar moeda por motivo de deflação de preços, eis um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2642
  • Muller  16/09/2017 19:26
    Catar.
  • Karl Marx  16/09/2017 22:44
    Cuba
  • Anonimo  16/09/2017 22:20
    Pessoal eu gostaria que voces me explicassem uma coisa: por que o servico público é tão ruim? Principalmente hospitais e escolas? Tem como o Estado melhorá-lo ou por que a gestão é ruim mesmo? Pergunto isso pq tem gente que usa como desculpa. Enfim, pode melhorar ou é algo impossível? Apenas privatizando é a saída?
  • anônimo  17/09/2017 02:28
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2761
  • Realista  17/09/2017 17:36
    Porque não há estímulo econômico e moral para oferecer bons serviços, porque são serviços de alta demanda servidos por completos incompetentes, sim mas ainda ficará longe do aceitável, privatizar ajuda mas não resolve tudo, tem que desregulamentar e desestatizar.
  • Gustavo Arthuzo  20/09/2017 18:56
    Além disso, o Brasil joga no esgoto MUITO dinheiro financiando certas coisas que de modo algum deveriam ser financiadas pelo estado, cultura e esporte, por exemplo.

    Outro problema são regulamentações e burocracia que encarecem todos os serviços (inclusive os privados).

    Ademais, privatizar resolve sim, esse Estado-Mãe gigantesco criou uma cultura de irresponsabilidade enorme no Brasil, todo mundo quer uma teta pra mamar...
  • Bruno Feliciano  17/09/2017 16:32
    Meu filho é minha propriedade?

    Sinto que Rothbard falou asneira sobre vender bebes...

    Mas ao mesmo tempo, se eu levantar uma casa ou uma fazenda em uma área sem dono(terra de ninguém), logo aquela área se torna minha propriedade pois misturei meu trabalho nela e etc...

    Portanto, sabemos que propriedade é a extensão que meu corpo(minha propriedade) produz/produziu.

    Se for pensar assim, uma criança é minha propriedade, já que o ato sexual é uma ''produção'' de um bebe. Ao invés de ter um único dono, o bebe tem dois donos(pai e mãe).

    O pai ficou encarregado do ato sexual e do esperma enquanto a mãe ficou encarregada da gestação onde fornece todo nutriente e demais necessidades para o desenvolvimento do bebe.

    Portanto, seguindo a nossa lógica, juridicamente podemos dizer que um bebe é propriedade dos pais já que este é uma extensão do que o corpo dos pais produziram.
    Porque em um caso, a extensão do que meu corpo produziu é minha propriedade e no caso do bebe não?

    Alguém faz um contra-ponto porfavor?!

    Abraços
  • Leigo  18/09/2017 12:10
    Que loucura cara.
  • Pobre Paulista  04/10/2017 13:38
    Uma criança é o mesmo que um pedaço de terra? Vc tá de zoeira né?
  • Anônimo  17/09/2017 17:06
    Pessoal, minha mãe é bastante leiga sobre política, mas um dia ela disse uma coisa que me deixou surpreso: "eu sou contra ter democracia por que o povo fica colocando esses politicos que ficam roubando a gente".
    Ela pode estar certa nesse ponto?

    Lembro que o meu professor de filosofia dizia também que a democracia não era a melhor forma de governo, mas não prestava muito atenção.
  • Leigo  18/09/2017 12:14
    Existem democracias melhores que a do Brasil, a Suiça é um exemplo, não é o sistema perfeito, mas por que não adotar melhorias?
  • Ninguem Apenas  17/09/2017 17:23
    Leandro,

    já pensou em escrever um artigo sobre o encilhamento ou sobre as tentativas do Brasil em adotar o padrão-ouro?

    Todos textos que encontrei sobre o período ou são escritos por monetaristas, ou ficam falando em burguesia opressora kk

    No mais, o que acha desse texto:

    www.abphe.org.br/revista/index.php?journal=rabphe&page=article&op=view&path%5B%5D=88&path%5B%5D=168

    Acredita ser uma fonte confiável pra estudos?
  • Ninguem Apenas  17/09/2017 23:06
    Esse artigo trata dos currency boards, seria bom um artigo retratando melhor o Brasil no século XIX e início do século XX.
  • Renato  17/09/2017 23:16
    Há um longo trecho do artigo falando exatamente sobre este período. Confira.
  • Ninguem Apenas  18/09/2017 15:19
    Eu vi que ele retrata, mas eu falo de um artigo semelhante aquele último do Leandro (que foi excelente por sinal) que tratou de como o governo brasileiro transformou uma recessão em uma depressão, só que dessa vez aplicado na época do encilhamento.

    Daí teria a narrativa do processo que gerou a crise, como veio a recuperação, tratar das políticas de Campos Salles, Rodrigo Alves e etc.

    Fala se não seria interessante?


    Eu até tenho algumas fontes confiáveis sobre a desvalorização cambial da época, mas não seria nem de longe capaz de escrever um artigo na mesma qualidade que ele.
  • Cético  17/09/2017 18:51
    O artigo não comprova o que diz. Tomar casos particulares não justifica a "bondade" do 1% mais rico e, muito menos, o benefício que eles fazem a população global.
  • Realista   19/09/2017 11:34
    Não sei de onde você tirou que a intenção do artigo é "mostrar a bondade do 1%". O tema é outro e completamente diferente. No entanto, sem problemas, pois a sua demanda específica foi atendida no artigo seguinte:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2766
  • anônimo  18/09/2017 03:43
    A cultura, o jornalismo e a educação viraram um bang-bang revolucionário, onde as pessoas não entendem quais são os problemas, ou quais são as carências para se elevar a média econômica e social das pessoas.

    Essa guerra cultural parece cego em tiroteio. Tem gente defendendo coisas que irão piorar a situação e destruindo coisas importantes.

    As pessoas estão virando trolls, zumbis e militontos, aplaudindo até milionário falando de igualdade.
  • KIKO  18/09/2017 06:55
    NESTE MUNDO EXISTEM DUAS COISAS QUE LEVAM A DESTRUIÇÃO DA HUMANINDADE: SOCIALISMO/COMUNISMO E ANARQUISMO/ANARCOCAPITALISMO-NO FIM APESAR DE AMBAS PREGAREM O OPOSTO AMBAS CHEGAM AO MESMO LUGAR: FIM DO PLANETA TERRA, OUTRO DETALHE É QUE AMBAS FELIZMENTE NÃO PODEM SER IMPREMENTADAS POIS É IMPOSSIVEL EXISTIR UM MUNDO SEM ESTADO E UM MUNDO COM O ESTADO CONTROLANDO TUDO E TODOS
  • Aluno do Carvalho  18/09/2017 14:08
    Gostei de um episódio da série Black Mirror do Netflix, que mostra como será o futuro.

    Os aplicativos de celular irão organizar a vida em sociedade.

    As pessoas, empresas, políticos e instituições serão rankeadas com "curtidas / likes / seguidores".

    Acho isso meio paranóico, mas com certeza vai contra a igualdade, criando uma competição por "Curtidas / Likes".

    Até uma eleição para presidente poderá ser realizada por celular.

    O maior obstáculo ainda é a garantia da identidade e a liberdade, mas que serão resolvidas com impressão digital, identificação facial, senhas, padrões, QR codes, detectores de mentiras, etc.
  • Pobre Paulista  19/09/2017 12:19
    Você pode enxergar o "like" como sendo uma moeda fiduciária privada de curso não forçado. Se, nessa sociedade hipotética as pessoas atribuem valor à essa moeda, então é natural que episódios como esse que vc citou sejam de fato corriqueiros.

    Mas é mais provável que as pessoas logo percebam que as moedas com lastro são melhores e simplesmente passem a ignorar essa bobagem de "likes" em algum tempo.
  • Edvaldo  18/09/2017 20:09
    Tenho lido muitos livros e artigos sobre tecnologia, liberdade economica, politica, etc. A verdade é que a tecnologia não para, não existe essa possibilidade. Ela prospera, progride, e aqueles que souberem se aproveitar desses avanços, certamente terão grandes chances de se tornarem um desses "melhoradores" de vida da massa em geral.
    Eu era um desses que defendia a ideia de tributação sobre renda, patrimonio, fortunas e etc, mas com o tempo fui estudando, e vi que isso de nada adianta. Além de aumentar a corrupção, provavelmente a vida de quem é mais pobre não iria melhorar. Logicamente o dinheiro não seria revertido para isso, e no final das contas o cara das fortunas iria continuar lá, pois, ele saberia como gerar valor ao seu negócio. A liberdade economica que venho estudando atraves de livros, artigos e o site que aqui estamos, tem me ajudado muito em abrir a mente sobre esses assuntos. Agradeço de coração aos colegas que aqui se fazem presentes diariamente enriquecendo ainda mais o conteúdo do site.

    Abraço a todos!
  • Andre Cavalcante  18/09/2017 20:49
    Olá

    Só aproveitando... (tô tirando do contexo, então não é um comentário específico sobre aquele comentário)

    "A verdade é que a tecnologia não para, não existe essa possibilidade"

    Não é verdade. A tecnologia pode sim parar de evoluir. E, por um bom tempo. Já aconteceu. O Império Romano era, tecnicamente, uma sociedade pré-industrial. Ou seja, mais um pouco e a revolução industrial teria acontecido junto com o Cristianismo. Mesmo assim, degringolou e tornou-se no modo servil de produção, com todo o atraso tecnológico da época. Ex.: mecanismos para prever os eclipses (Mecanismo de Anticítera p.ex.) já eram possíveis nas primeiras décadas da era Cristã e foram perdidos por centenas de anos até que a ciência se libertou das amarras religiosas na Renascença e começasse seu progresso (aí sim, por enquanto sem interrupções) que dura até hoje.

    Apesar de haver um efeito de retroalimentação clara entre tecnologia e sociedade, a verdade é que quem manda no processo é a sociedade (mais especificamente valores morais dos indivíduos que formam a sociedade). Deixe que um grupo suficientemente grande de invejosos tomem as rédes sociais e tudo colapsa em pouco tempo e leva bastante tempo para ser reconstruído.

    Abraços

  • Diego  19/09/2017 04:21
    Seu comentário é um pouco confuso.
  • Alexandre  20/09/2017 13:34
    A exposição deixou algumas lacunas como:
    Quanto que os indivíduos citados não sabotaram seus concorrentes para manter a hegemonia e monopólio?
    Foram citados apenas ricos recentes e de tecnologia, sem os males que poderão vir a longo prazo.
    A concentração de riquezas de 1% da população 70 milhões dos quais se todos fossem inovadores como os citados nós estaríamos 500 anos mais avançados.
    O tipo proposto de riqueza é predatório, o planeta não resiste, as inovações em grande parte só gera consumismo.
    O pensamento tem lógica até o ponto do avanço tecnológico promovido pela motivação econômica, e o limite?
  • André  20/09/2017 16:09
    "Quanto que os indivíduos citados não sabotaram seus concorrentes para manter a hegemonia e monopólio?"

    Não sei. Quanto? Coloca aí as fontes. E, acima de tudo, defina "sabotagem".

    "Foram citados apenas ricos recentes e de tecnologia, sem os males que poderão vir a longo prazo."

    Quais males?

    "A concentração de riquezas de 1% da população 70 milhões dos quais se todos fossem inovadores como os citados nós estaríamos 500 anos mais avançados."

    Alem de ser ininteligível, há um salto de lógica. Como é que você sabe que se a riqueza dos empreendedores fosse confiscada e redistribuída para os pobres estaríamos "500 anos mais avançados"? Que lógica é essa que diz que o roubo gera prosperidade de "500 anos"?

    Mais ainda: como é que você pode afirmar que se os pobres da África recebessem o dinheiro confiscado de empreendedores eles (os pobres) seriam ainda mais criativos ao ponto de nos fazer avançar "500 anos"?

    Impressionante como é que as pessoas falam com zero razão e 100% de emoção.

    "O tipo proposto de riqueza é predatório, o planeta não resiste, as inovações em grande parte só gera consumismo."

    Isso simplesmente contradiz tudo o que você acabou de dizer.

    Primeiro você reclamou que a riqueza concentrada impossibilitava os mais pobres de ascender e "avançar 500 anos". Ora, pobres avançarem 500 anos no seu padrão de vida implicaria um consumismo absolutamente sem precedentes, o que não seria nada bom para o meio-ambiente.

    Agora, está dizendo que essa riqueza não distribuída (e que impediu um maior consumismo dos pobres) aumentou o consumismo generalizado, mesmo não tendo ido para os pobres.

    Faz sentido?

    Ou seja, primeiro você diz que riqueza concentrada atrasou o avanço em 500 anos (o que certamente impediu muito desmatamento). Depois disse que se ele fossa mais bem distribuída estaríamos "500 anos avançados" (o que inevitavelmente implica muito mais desmatamento). E, no final, diz que esse avanço de 500 anos só gerarão consumismo e, consequentemente, desmatamento.

    "O pensamento tem lógica até o ponto do avanço tecnológico promovido pela motivação econômica, e o limite?"

    E aqui, para finalizar, você simplesmente renega tudo o que disse, e concorda que todo o pensamento do artigo tem lógica.

    Sua participação foi confusa.
  • Emerson Luis  17/12/2017 18:19

    Como disse não lembro quem:

    "Prefiro a desigualdade na fartura do capitalismo

    do que a igualdade na miséria do socialismo"

    * * *
  • Capital Imoral  22/01/2018 13:55
    Funcionalismo público e a vida pequeno burguesa

    Quem diz que o Brasil é um país socialista, não sabe nada sobre socialismo e seus princípios. Recentemente fiquei interessado em uma manchete de jornal que fez a seguinte afirmação: "Fico pensando em leis enquanto limpo privadas': a advogada que virou faxineira em São Paulo"{1}. Mas o que me deixou impressionado foi a sessão de comentários; eles tentavam correlacionar a falta de condições materiais desta senhora com a falta de esforço para entrar no funcionalismo público. Na visão dessas pessoas, alguém só seria alguém de verdade, se esta pessoa fosse aprovada em um concurso e pudesse levar à vida pequeno burguesa tão sonhada por praticamente todos Brasileiros.

    Sim! Deturparam o socialismo.
    Mas a verdade é que esse tipo de visão nunca foi o sonho dos socialistas. Nós nunca prometemos que você teria uma mansão, carros, e pudesse fazer comprar no shopping center. Isso não é socialismo. Sempre afirmamos que TODOS seres humanos, deveriam, obrigatoriamente, levar uma vida minimalista onde haveria respeito pela natureza, onde o Estado seria o chefe de todo mundo, mas ninguém estaria acima ou abaixo, todos seriam iguais.

    Infelizmente, o socialismo já nasceu deturpado culturalmente no Brasil. Como afirmei acima, o povo ainda têm uma mentalidade onde estado seria um pai bondoso que vai te dar dinheiro na sua conta bancária - que nem deveria existir - e você vai no shopping consumir Mcdonalds. Sim, o Estado é um pai bondoso, mas assim como Jesus Cristo, Ele exige que você não se envolva com os pecados do consumismo. Leve uma vida com jejuns, sobriedade, e sacrifício individual pelo bem comum. Ele não é seu amiguinho, embora seja infinitamente bom e santo. O Estado é algo tão maravilhoso que ele eleva nossa vida a um novo patamar de consciência social, onde temos tudo, possuindo quase nada. Não precisamos mais de Jesus, já temos nosso Deus. Lamentavelmente, muitos funcionários públicos e companheiros de guerra têm me deixado decepcionado diante desta visão materialista e consumista. Onde está o sacrifício pela causa? Queremos um estado máximo mas vamos viver como pequeno burgueses acumulando coisas? Não, isso está errado. O Estado sempre exigiu de nós uma existencia, impecavel, tanto física quanto mental. Era comum na União Soviética, TODOS cidadãos serem um exemplo no atletismo e nos saberes. O homem era uma máquina perfeita.

    Sobre a vida de Capital Imoral
    Eu adoro relatar o quão maravilhoso é minha vida seguindo os princípios de uma sociedade socialista. Eu me alimento apenas uma vez por dia; gosto de ingerir pequenas verduras pela manhã; coloco agua nas minhas plantinhas, e vou fazer caminhada pelo parque do condomínio, lembrando sempre de tomar muita água mineral. Geralmente, às nove horas, eu pratico yoga e faço minhas orações para Buda, Nova Era, e alguns deuses da índia. No horário da tarde, após a faculdade, eu gosto de ler poemas e desenhar. Às vezes, bate uma fome, nesse momento eu preparo meu café expresso, Nescafé Dolce Gusto, ou, tomo água com gás.- Um cigarrinho britânico, de vez em quando, também me faz bem. No horário da noite, eu gosto de comer algo mais sólido, gosto muito de frutos do mar, grãos da Europa, frutas e verduras. - todas orgânicas, obviamente. Em um dia, eu me alimentei o equivalente a uma prato de refeição, minha pele está linda, e sou fisicamente saudável. #Beijinhonoombro.

    Agora imaginemos uma pessoa consumista que mora na Venezuela. Esse tipo de pessoa adora ficar reclamando porque não encheu a pança durante as três refeições do dia, mas, ainda sim, leva uma vida sedentária em frente a televisão. A pessoa come igual um porco e depois vem fazer passeata porque: "No hay comida". Lógico que não há comida meu amigo, você come igual um cavalo e depois vem reclamar do Estado? O Estado é um pai maravilhoso, mas todo mundo têm que fazer sua parte e aderir a grande liturgia do bem comum. A União Soviética sentiria vergonha desses cidadãos Venezuelanos. Fracos!

    Conclusão
    O principal problema do socialismo nunca foi uma questão de cálculo econômico sob um arranjo de produção centralizado, pois a premissa correta é que nem deveria existir um sistema de produção tão complexo, porque as pessoas não deveriam consumir o tanto que consomem. Imaginemos que todo mundo, na Venezuela, deixasse de consumir tantos alimentos e bens de consumo; o problema da escassez seria resolvido em uma questão de meses. O gordão que se alimenta três vezes, iria se alimentar apenas uma vez, logo, sobraria dois alimentos para pessoas que estavam fora da equação.

    Para o socialismo dar certo, as pessoa precisam ter uma fé real no Estado. Elas precisam se sacrificar de corpo e alma pelo Estado. Mas o que está acontecendo é uma deturpação das premissas sociais que o socialismo promove: Todo mundo quer um Estado grande, mas ninguém quer abandonar a vida pequeno burguesa. Eis o principal problema.

    {1} 'Fico pensando em leis enquanto limpo privadas': a advogada que virou faxineira em São Paulo: www.bbc.com/portuguese/brasil-42574032

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Guardiano  22/01/2018 19:40
    "Lógico que não há comida meu amigo, você come igual um cavalo e depois vem reclamar do Estado? "

    Há, há, há, ...
  • kira  26/01/2018 02:11
    Certamente esse capital imoral é algum talendo liberal escondido para a comédia. eu recomendo seriamente que a pessoa pro traz desse perfil tente ser algum tipo de stardard comedy, é até uma forma interessante de implementar o liberaismo na cultura atravez do humor. mas observe seriamente se as consequêncas lógicas do discurso "sério" da esquerda não levam exatamente a tudo isso que ele argumenta e defende. A lógica é: 'impessa as pessoas de consumirem para compensar a escassez natural da cadeia de produção', ao invez de 'aumente a produtividade e os investimentos para que surjam mais produtos e haja mais abundância'.
  • kira  26/01/2018 02:13
    Stand-up comedy*
  • anônimo  22/01/2018 14:38
    Me diz o nome de um socialista honesto, sincero e que tenha ética, antes de começarmos qualquer discussão.

    Socialismo é um sistema de mentiras, fraudes, enganação, hipocrisia, etc.

    Esse sistema de igauldade nunca foi pra frente e nunca irá, porque os líderes sempre foram pessoas criminosas, mentirosas, esquisofrenicas, assassinas, etc.

    Enfim, que acredita em socialismo só pode ter doença mental.
  • Minarquista  22/01/2018 17:23
    Sempre que vejo artigos sobre desigualdade, me lembro do Piketty.
    Ele alega que a desigualdade é causada porque as taxas remuneração do capital são maiores do que as taxas do crescimento econômico. Isso faria com que as pessoas que detêm mais capital, ficassem cada vez mais ricas, aumentando a desigualdade econômica.
    Mesmo que não houvesse nenhum erro no trabalho do Piketty, aliás erros esses já por demais abordados em artigos do Mises, é óbvio por demais que a ação dos governos é a causadora dos desequilíbrios que ele menciona. Vamos lá:

    Porque será que o capital é remunerado a altas taxas? Há dois fatores básicos:
    1) Os governos atuais tiram à força da população - via impostos - algo em torno de 40% do fruto de seu trabalho. Cento e poucos anos atrás, essa taxa era em torno de 10%.
    Então:
    Os mais pobres não conseguem poupar nada.
    A classe média poupa pouco.
    Os ricos ainda poupam bastante.
    Como poupança = investimento, conclui-se que o governo reduz a quantidade total de capital disponível. E concentra o pouco capital restante nos mais ricos.

    2) Os governos atuais se endividam, aumentando artificialmente a demanda por capital.

    Com essas duas intervenções, o governo faz com que o capital fique muito escasso, e a taxa de juros aumenta.
    Os poucos que conseguem poupar (os mais ricos), recebem juros maiores, e acabam sofrendo menos que os demais. Todos afundam, mas os mais pobres afundam mais.

    Notem que, mesmo os ricos, poupam menos do que poupariam se os governos não fizessem essa barbeiragem dupla!

    E então? Será que Piketty não percebe o óbvio? Ou será que finge que não sabe, só para vender livros?

    []s
  • Gusta  22/01/2018 17:34
    Não generalize. Existem os Caetanos e Gregórios que beiram a desonestidade; porém, pense no país em que você vive (estou presumindo que é o Brasil): uma Constituição socialista, que prevê não só almoço grátis, prevê café da manhã, janta, café da tarde (embora entregue uma migalha).

    Enquanto criança no Brasil, a pessoa se acostuma com essa ideia, os pais muitas vezes são leigos e não educam politicamente os filhos, existe a doutrinação da escola, na tv, teatro e filmes; essa criança, quando chega na faculdade, vai receber mais materiais de esquerda e vai fechando sua cabeça nisso e vendo todas as situações como seus doutrinadores falaram... Aí fica complicado, a cabeça da pessoa está feita, aperta 13 e confirma.
  • Oxfam pfffffffff  22/01/2018 18:03
    Todo ano sai essa maravilha de "relatório da Oxfam", e chovem reportagens sobre a desigualdade.

    A bola da vez é esta:
    g1.globo.com/economia/noticia/5-bilionarios-brasileiros-concentram-mesma-riqueza-que-metade-mais-pobre-no-pais-diz-estudo.ghtml

    Já li coisas como "Que absurdo, o que estes 5 bilionários vão fazer com todo esse dinheiro?"

    Vamos fingir que eles tomaram à força essa quantia toda dos pobres. Agora, vamos pegar a fortuna de cada um (somadas, dão USD 88,1 bi, ou BRL 293,3 bi) e dividir igualmente entre os 207 milhões de brasileiros.


    Cada brasileiro recebe cerca de 1500 reais.


    Ficamos sem o Facebook, o banco Safra, lojas Americanas, Submarino, Ambev, Kraft Foods, Heinz, Burger King e os apoios à fundações feitos por eles. Contem quantas pessoas possivelmente perderiam seus empregos sem estas empresas, que são sustentadas voluntariamente pelos seus consumidores.

    Tudo isso para dar 1500 reais para cada brasileiro.

    A falta de lógica é uma coisa impressionante.


    Minha impressão é que as pessoas pensam que estes bilionários possuem estes valores em suas contas correntes. É um pensamento tão ignaro que chega a ser assustador. A maior parte da fortuna deles está no valor das suas empresas. Para manterem essa fortuna toda, eles têm que manter suas empresas funcionando e atendendo seus clientes. Empresa que não faz isso, quebra, leva junto seu valor de mercado e a fortuna desses caras. Inclusive, caso eles queiram vender suas participações, o valor das empresas (e das suas fortunas) automaticamente cai, pela simples vontade deles de vender.
  • Pareto  22/01/2018 19:01
    Quem faz alarde de que 1% detém 50% de algo desconhece por completo a lei de Pareto, a qual explica que tal arranjo não só não tem nada de atípico, como, ao contrário, é a própria norma do universo.

    Ainda no século XIX, Vilfredo Pareto estudou a distribuição de riqueza em várias nações europeias. Ele descobriu que aproximadamente 20% da população detinha 80% do valor do capital de uma nação. Ato contínuo, ele aplicou esse raciocínio até o topo da pirâmide.

    Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20% de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital. Isso de fato se mostrou verdadeiro.

    E prosseguiu.

    Se 4% detém 64%, então aproximadamente 1% (20% de 4%) deverá deter aproximadamente 50% (80% de 64%). E isso também se comprovou verdadeiro.

    Sendo assim, é perfeitamente natural e normal que aproximadamente 1% da população detenha um pouco mais da metade da riqueza.

    Aliás, continuando: 0,16% deve deter 41% da riqueza. E 0,032% deve deter 33% da riqueza.

    E tudo isso se comprovou verdadeiro.

    Um grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se aplica para todas as sociedades estudadas. Não importa se os países eram nações pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou quão socialistas eles são. A mesma distribuição existe.

    Aliás, o que é realmente perturbador é que a regra 20-80 de Pareto se aplica a todos os tipos de estatística institucional que pouco têm a ver com distribuição de riqueza.

    Aproximadamente 20% do efetivo de uma força policial faz 80% das prisões. Aproximadamente 20% de uma determinada classe social consome 80% dos produtos destinados àquela classe. Aproximadamente 20% de um grupo faz 80% do trabalho. Aproximadamente 20% da população é responsável por 80% de toda a produção econômica. Aproximadamente 20% dos que recebem uma e-letter gratuita de fato a lêem. E por aí vai.

    Ou seja, na prática, as pessoas estão protestando contra algo que, longe de ser uma novidade, é uma proporção há muito já estabelecida pela natureza. Pessoas assim fariam melhor se concentrassem seus esforços em tentar entender por que é assim em vez de ficar pedindo para os governos injustificadamente usarem de violência para tentar alterar esse equilíbrio natural.
  • Tannhauser  26/01/2018 16:08
    "Poucos percebem que estamos caminhando para uma distribuição muito mais irregular de 99/1 em muitas coisas que costumavam ser 80/20: 99% do tráfego da internet é atribuível a menos de 1% dos sites, 99% das vendas de livros vêm de menos de 1% dos escritores... "

    - Nassim Nicholas Taleb (Antifrágil)
  • Vitor  26/01/2018 17:18
    Belo constatamento. Concordo, também, que seja um problema. Eis minha nobre sugestão de como solucioná-lo:

    1. Forçamos as pessoas a acessar sites que elas não queiram. Ao tentar entrar em um site, as pessoas serão automaticamente redirecionada para um outro site, com um menor acesso.

    2. Melhor, como igualidade é um ideal a se seguir, todos os sites terão acesso idêntico. Haverá a ARTD (Agência Reguladora de Tráfego Digital) que será responsável por distribuir todos acessos igualmente. Caso hajam 5000 sites, e 3250 pessoas tentando acessar algum site, estes entraram em uma fila de espera, até o momento em que haverá 5000 pessoas tentando acessar para 5000 sites, dando o justo direito de igualdade de acesso para todos, um acesso para cada.

    3. Quando um leitor for a uma livraria, este não escolherá um livro de sua escolha. Sua leitura será designada pela CDCI (Central de Desenvolvimento Cultural e Intelectual), cuja função será atribuir livros a diferentes leitores, mantendo o grandioso ideal de igualdade, no qual todos livros serão lidos pelo mesmo tanto de leitores.
  • Alcione Domingues  22/01/2018 19:56
    Artigo extremamente esclarecedor.
  • anônimo  23/01/2018 13:02
    Se houvesse tributação das grandes fortunas, provavelmente nós estaríamos usando um Windows 95 ou 98.

    O Bill ganharia dinheiro, e fecharia a fábrica logo em seguida.. Ou então, teria migrado para Cingapura, Twan ou Hong Kong.

  • Gordo Capitalista  23/01/2018 13:53
    A cabeça da esquerda é de 1917 .

    Os socialistas brasileiros acham que revolução bolchevique funciona.

    A esquerda brasileira preferiu entrar no mundo do crime, revolução e igualdade, ao invés de partir para um caminho como Cingapura, Suécia, Dinamarca, Hong Kong, etc. Um caminho de livre mercado com ajuda aos pobres.

    Essa é a única explicação. O discurso da igualdade sempre aparece, mas nunca ouvimos críticas sobre a qualidade dos serviços entregues, pagamentos a jornalistas e emissoras de TV, dominação de sindicatos, doutrinação em sala de aula, etc.

    Isso está na cara que é uma revolução bolchevique do século 21.

    Esse déficit do governo poderia resolver todo o problema de habitação, saneamento e infraestrutura. O povo prefere viver no meio da merda do que ter que trabalhar. Seria mais fácil ter um país bom, tendo que pagar apenas por saúde, universidade e previdência particular.

    A esquerda brasileira só quer saber de revolução chinesa, russa e cubana, ao invés de reconhecerem a grande evolução que houve em Cingapura, Dinamarca, Hong Kong, USA, etc.
  • Kira  25/01/2018 23:41
    Esquerda é podre e mentalmente doente. O principal fundamento da alienação socialista está na negação da escassez do mundo material. Os produtos e serviços levam tempo e custo a serem alocados, não há produtos e serviços disponíveis a todos nos estoques das industrias e lojas simultaneamente em todos os lugares, por isso o acúmulo de capital e poupança que Marx condena é essência para compensar esta escassez e permitir que em um prazo menor de tempo, pessoas possam ter acesso aos produtos, quando o tempo de reposição desses estoques ocorrer e toda o ciclo de logistica se concluir recomeçando a cada inovação, a cada aumento de produção, etc...


    A solução para reduzir a escassez qual é? Sim! Reduzir, pois não é possível a existência de uma sociedade de pós- escassez no mundo físico, logo a solução para a redução está no aumento da produção, que só pode ocorrer com acúmulo constante de capital da parte dos empreendedores, que podem ser qualquer um que busque conhecimento e soluções para um mercado, para que possa investir. No final das contas observando as leis básicas da física Newtoniana (SIM, NEM PRECISA APELAR PARA LEIS ECONÔMICAS)

    Sr. Isaac Newton provou que o socialismo não pode funcionar, no momento em que observou que na natureza dois corpos de massa não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, assim pois objetos e produtos não surgem do nada, levam tempo, precisam ser transportados no ESPAÇO-TEMPO (que como comprovado por Einstein é bem relativo), ao passo que como é fácil concluir, tais produtos corpos materiais ou serviços oferecidos por seres materiais e que contém massa e energia potencial, não podem se multiplicar como mágica e necessitam de tempo para realocação! Socialismo é negação da realidade, no século 21 a esquerda ignora outra lei matemática fundamental: a lei da soma/subtração e divisão.

    São estes que pregam que é possivel uma sociedade ser progressivamente confiscada com impostos, tendo sua renda cada vez menor e conseguir magicamente ser próspera, dos que afirmam que o estado distribui renda quando grande parte do capital é perdido em corrupção e simples salários de políticos e funcionários públicos (negação da lógica de divisão básica), e dos que acham que liberdade para poupar e acumular capital é ruim (não entendem o sentido da soma). A desordem mental do pensamento de esquerta é tamanha, que só um tipo de pessoa crucialmente prejudicada nas suas faculdades mentais de aprendizado pelo ensino público mentecapto que temos, pode absorver tamanha inbecilidade.
  • Kira  25/01/2018 23:46
    Com o perdão dos erros grosseiros de gramática e pontuação, postei o texto anterior de um celular!
  • Vitor Rocha  15/02/2018 15:57
    Excelente texto! O autor só se esquece de mencionar que, para essa maravilha toda neoliberal acontecer, é necessário que existam escravos nos países de terceiro mundo produzindo todo esse aparato de bem estar que os ricos usufruem!
  • Chang  15/02/2018 19:32
    Escravos? Hum, interessante. Conte-me mais como é que escravos irão produzir produtos de qualidade. Estou bastante interessado em aprender essa mágica.

    Ah, sim, apenas lembrando que:
    Salário médio da indústria da China supera o do Brasil e do México

    É cada coitado sem a mais mínima noção de lógica básica que desaba por aqui...


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