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Não deixe a política destruir seus ideais
E jamais sonhe com qualquer mudança positiva gerada pelo estado

A pergunta é constante nos círculos libertários: para tentar girar o fiel da balança em direção a uma sociedade mais livre, o indivíduo deve se engajar na política ou deveria ele se concentrar na educação, na cultura e em outras formas de mudança?

A resposta, obviamente, varia de pessoa para pessoa. Eis a minha: engajar-se politicamente é aceitável. Votar também é aceitável e compreensível. Idem para torcer por um determinado resultado eleitoral. Mas há uma constante tentação de se ir longe demais no quesito da agitação partidária. Colocar todas as suas esperanças em partidos políticos e no poder é frustração garantida: trata-se de um deus que inevitavelmente irá falhar.

A política, da maneira como é convencionalmente entendida, não é uma maneira efetiva de mudar o mundo. Suas eventuais vitórias serão pírricas caso não sejam precedidas de uma profunda mudança ideológica na população.

Na melhor das hipóteses, de pouco adiantará a ascensão ao poder de um governo genuinamente comprometido com o liberalismo se a população não estiver ideologicamente preparada para isso. Na primeira tentativa de reforma ou mudança, a pressão contrária será enorme. E, sem apoio popular, nada dura.

Já na mais realista das hipóteses, a política é extenuante. Ela pode esgotar todos os seus ideais, acabar com suas esperanças e até mesmo lhe corromper moralmente. Para as pessoas mais jovens genuinamente interessadas em reduzir as injustiças, construir um arcabouço mais favorável para a liberdade e mudar o cenário para melhor, há maneiras mais efetivas.

Os cinco principais problemas com a política

1. A política não é verdadeira

A maioria dos livros de história, bem como a maioria das aulas de ciência política, exagera acentuadamente o papel que as lideranças políticas e as instituições tiveram em moldar a história do mundo.

É fácil e conveniente demais contar histórias de uma maneira que atribuua crédito ou culpa a forças pessoais poderosas — como se a liderança política fosse capaz de desenhar e ditar resultados sociais. Muito mais difícil é contar a história de maneira verdadeira, isto é, analisando a evolução de idéias, da cultura e da tecnologia.

Sociedades podem ser bem-sucedidas sem líderes brilhantes em seu governo. Com efeito, elas frequentemente prosperam exatamente por causa da ausência dessas pessoas (você já ouviu falar de algum político suíço de qualquer período da história?).

Mesmo na história americana, o maior período de inovação e criação de riqueza ocorreu sob presidentes cujos nomes hoje já estão praticamente esquecidos.

2. A política é ineficaz

As pessoas querem recorrer à política e ao processo político para "resolver" todos os tipos de coisas: criar empregos, aumentar a renda, melhorar a infraestrutura, aumentar o acesso à cultura, e melhorar a educação, a segurança e a saúde. Esta é a pior solução possível.

Todas essas coisas ocorrem apesar do estado, e não por causa dele. Nenhum político ou partido político jamais criou algo comparável à Amazon, ao YouTube, à Apple, à Uber, a todos os aparelhos, máquinas e aplicativos que nos trazem bem-estar, ou mesmo a milhões de pequenas e médias empresas que nos servem diariamente, efetivamente melhorando nosso padrão de vida.

A melhor maneira de um governo promover o bem da sociedade é simplesmente se recusando a interferir na vida, na liberdade e na propriedade das pessoas. A única coisa realmente boa que pode advir do ativismo político é limitar o poder do estado ao máximo possível. O problema é que tudo na política conspira exatamente para quebrar esse limite

Por isso, e de novo, é necessário haver antes uma grande mudança ideológica para dar sustentação a este movimento.

3. A política destrói ideais

O idealista bem intencionado inicia seu ativismo político pensando que esta é a maneira com que ele irá fazer a diferença. Mas ele rapidamente irá descobrir que tudo é uma enganação: suas idéias e visões não importam e seu voto não muda nada. Ele está tentando controlar uma máquina que está totalmente fora do controle dele.

Ato contínuo, ele tem de fazer uma escolha: ou ele continua jogando o jogo, mesmo sabendo que jamais alcançará seus ideais; ou ele abandona toda aquela futilidade e vai se dedicar a um setor no qual ele realmente pode manter seus princípios e efetuar mudanças genuínas; setores como educação, cultura, tecnologia, fé ou empreendedorismo.

A principal (e talvez única) coisa que você realmente é capaz de controlar é você próprio. Logo, eis as suas principais obrigações: capacitar-se continuamente, adquirir cada vez mais habilidades, conhecimento, erudição e força de caráter para que, no final, você tenha um grande domínio sobre sua área escolhida.

4. A política pode lhe tornar um imoral

O setor estatal não produz nada por conta própria. Ele simplesmente parasita o resto da sociedade, confiscando sua riqueza e vivendo dela. Quem está no setor estatal vive exclusivamente daquilo que retira coercivamente das pessoas produtivas. O setor estatal prospera pelo roubo e pela fraude.

Não há um único estado grande que não seja culpado de fazer coisas terríveis a seu povo — coisas que, se fizéssemos uns com os outros, seríamos tachados de criminosos. Com efeito, todos os que já estiveram lá dentro podem atestar que não é possível existir algo como "burocracia eficiente",  jogo político "limpo", e programas criados por ativistas de "grande espírito público".

A realidade lá dentro é várias vezes pior e mais fétida do que qualquer um de nós aqui de fora pode sequer fantasiar.

Uma vez lá dentro, ao descobrir tudo isso, o que você fará? Algumas pessoas irão se sentir ainda mais atraídas pelo arranjo exatamente por causa deste niilismo moral que o estado desencadeia: no mínimo, toda aquela máquina pode ser usada para esmagar meus inimigos.

Tamanho rebaixamento da moral e do caráter é repulsivo. Por isso, há quem diga que o estado atrai sociopatas.

5. A política é imune a alterações

A única função do estado é ser um aparato de coerção e compulsão. Esta é a sua marca distintiva. É isso que torna o estado o que ele realmente é. Da mesma maneira que o estado responde bem a argumentos de que ele deveria ser maior e mais poderoso, ele é institucionalmente hostil a qualquer um que diga que ele deveria ser menos poderoso e menos coercivo. 

Isso não quer dizer que algum trabalho feito "de dentro" não possa gerar algo de bom, em algum momento.  Porém, é muito mais provável o estado converter o libertário do que o libertário converter o estado.

Todos nós já vimos isso milhares de vezes. Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo "amadureça" e se dê conta de que seus ideais eram 'muito pueris' e 'insuficientemente realistas'. Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia. Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites. 

Aquele indivíduo genuinamente bem-intencionado, e que entrou para a máquina estatal tentando mudá-la para melhor, acabou sendo mudado por ela para pior.

Há um caminho melhor, mais ético e moral

Com efeito, há milhões de maneiras melhores. Você pode perfeitamente continuar sendo um libertário (ou qualquer outra denominação que você prefira) e fazer coisas efetivas que não envolvam agitação política. Governos vêm e vão, mas a tecnologia e as idéias duram. E elas também são mais poderosas que tanques, exércitos e bombas: idéias são à prova de balas.

Você pode se dedicar às artes, escrever prosas, compor música, criar empreendimentos produtivos, salvar vidas por meio da medicina ou da terapia, ou ser um ótimo cônjuge, pai ou amigo. Qualquer uma destas opções será um uso muito mais eficaz e humano do seu tempo na terra do que a política. Entender a maneira como a liberdade humana funciona ajudará você a ver isso. E essas buscas não irão sacrificar seus ideais.

Em definitivo, filiar-se a um partido e buscar um cargo público não é, nem de longe, a melhor maneira de agir de acordo com o que você acredita.

Mas por que então as pessoas são tão atraídas por soluções políticas? F. A. Hayek deu uma dica. Tudo está ligado àquela ânsia por soluções decisivas, duradouras e universais para os problemas da vida. Elas estão à procura de um caminho imediato e certeiro para fazer do mundo um lugar melhor, e vêem no aparato estatal a melhor e mais efetiva maneira de fazer isso.

No fundo, é a impaciência das pessoas com relação à evolução gradual do conhecimento — o que só ocorre por meio de experimentos iterativos — o que as leva a exigir soluções governamentais.

Mas uma vida extremamente politizada, baseada naquela esperança de que o presidente, o Congresso e o judiciário irão construir um futuro para nós, é uma vida sombria e, na melhor das hipóteses, sem nenhum sentido. Esperar que soluções boas venham do estado sempre será algo, no mínimo, ingênuo. E querer entrar para o estado para acelerar estas soluções pode ser algo ainda mais danoso para seu caráter.

Libertários sempre devem ter isso em mente. A questão da estratégia não é simples. E o poder sempre será tentador. A esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

Sempre foi e sempre será assim. O estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe aquelas que entraram ali com o nobre intuito de promover a liberdade. 

Esta é a lição.  Em vez de tentar se infiltrar no estado, os defensores da liberdade devem perseguir seus ideais por meio do comércio, da educação, do empreendimento, das artes, da divulgação de ideias, do debate etc. Liderem e exerçam influência por meio do respeito alcançado por suas realizações. Estas são áreas que oferecem genuínas promessas e altos retornos.

Quando um libertário diz que está fazendo coisas boas em algum ministério ou em alguma agência reguladora, não tenho motivos para duvidar de suas palavras. Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia? Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão.

Muito mais importante do que legisladores expressando ideias libertárias é a existência de educadores, empreendedores, pais e mães, líderes religiosos e empresariais divulgando as ideias da liberdade. Defensores da genuína liberdade amam o comércio, a tecnologia e a cultura, e não o estado. Comércio, tecnologia e cultura são o nosso lar e nossa plataforma de lançamento para as reformas em prol da liberdade. Apenas a divulgação de ideias sólidas pode nos libertar em definitivo do jugo opressor do estado.

Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele.


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autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Eduardo  16/08/2017 15:55
    É biblico: "comerás o pão com o suor do teu rosto". A pessoa que entra no serviço publico rompe essa condição existencial do homem, esse fundamento ético primordial.

    Isso vai minando o caráter e mesmo a alma. Seja produtivo e isso é recompensador.
  • Wendel  17/08/2017 12:39
    Cara, tem muito trecho da bíblia que é bem libertário. Onde haja coerção e uso da força, existem diferentes graus de aspirações de liberdade. Alguns salmos também são exemplo disso. Vamos nos instruir e trabalhar, que tem muito mais pra vir. O Bitcoin, o Uber e outras inovações vem vindo. Quando ninguém mais precisar (ver utilidade) do estado, a coisa muda. Tenhamos fé e perseverança.
  • Daniel  18/08/2017 13:13
    Bom dia, Eduardo.

    Sou funcionário público, e concordo que meu serviço não é de valia nenhuma para ninguém além de mim. Procuro ser produtivo no resto do tempo, traduzindo livros e fazendo cursos.

    Porém, discordo da hostilidade com que alguns libertários se dirigem a funcionários públicos. Veja bem, assumir um vaga estatal não necessariamente viola o PNA, por alguns motivos:

    1) Assumir uma vaga estatal que já existia antes de você assumir não aumenta o poder e a riqueza do estado, e se recusar a assumi-la tampouco os diminuiria. É diferente de ser um apadrinhado de um político que cria um cargo só para alocar alguém.

    2) Um liberal no estado está, de certo modo, reduzindo o dano. Se ele não participar de greves, não se engajar em sindicatos, não exigir mais privilégios, pelo menos não estará atrapalhando.

    3) Com mais renda, uma pessoa tem mais condições de se defender do estado, mesmo trabalhando para ele. É melhor ser funcionário público concursado do que ser beneficiário do Bolsa Família, pois este último é refém do cenário político, enquanto o primeiro está relativamente mais seguro quanto a isso.

    4) Na situação atual, na qual o empreendedorismo é massacrado, não podemos condenar uma pessoa que escolhe fazer um concurso para obter algum sustento. Com mais dinheiro e tempo disponível, ela pode fazer cursos, estudar e agregar valor a si mesma. Se decidir voltar ao mercado, pode fazer um bem maior às pessoas com mais capacitação.

    5) Nem todo funcionário público é um inútil como eu. Médicos, bombeiros, (alguns) professores efetivamente fazem algum bem à população pelo seu trabalho, mesmo que sua remuneração não dependa de sua produtividade.

    Desejo tudo de bom para você. Abraço!
  • Carlos André  18/08/2017 15:54

    Ser coerente com os princípios que norteiam nossas vidas não é ser hostil. Dito isso, vamos às críticas:

    1) Assumir uma vaga estatal que já existia antes de você assumir não aumenta o poder e a riqueza do estado, e se recusar a assumi-la tampouco os diminuiria. É diferente de ser um apadrinhado de um político que cria um cargo só para alocar alguém.

    A perpetuação da violência é, sim, uma agressão ao PNA. Você, individualmente, pode ser (e é), irrelevante para contê-la. Mas no momento que assume um posto na guilda de ladrões (e, quiçá, assassinos) que é o Estado, você implicitamente contribui para a perpetuação da escravização do resto da sociedade em prol de pessoas como você. Não venha com essa conversa de que diante da sua irrelevância para efetuar qualquer mudança você não é responsável pelas consequências nefastas que a sua escolha pessoal inflige para todo o resto da sociedade.

    2) Um liberal no estado está, de certo modo, reduzindo o dano. Se ele não participar de greves, não se engajar em sindicatos, não exigir mais privilégios, pelo menos não estará atrapalhando.

    É quase que o mesmo discurso que ouvimos no metrô todo santo dia: "eu podia estar roubando, matando, mas estou aqui pedindo a sua ajuda". O pobre coitado do metrô, pelo menos, não está, de fato, roubando ninguém. Você, ao contrário, rouba todo o resto da sociedade cada minuto da sua vida, porque escolheu isso. Decerto, se você não faz nada do que disse, o mal para o resto da sociedade se resume ao roubo diuturno que, ao final de mês, se materializa no seu contracheque. Mas, de novo, isso não o exime da imoralidade da sua conduta.

    3) Com mais renda, uma pessoa tem mais condições de se defender do estado, mesmo trabalhando para ele. É melhor ser funcionário público concursado do que ser beneficiário do Bolsa Família, pois este último é refém do cenário político, enquanto o primeiro está relativamente mais seguro quanto a isso.

    Ora, quanto maior o butim, maiores serão os meios à disposição do ladrão para fazer qualquer coisa. Mas ele deixa de ser ladrão? Não. Outra: não presuma que alguém que se beneficie da redistribuição de renda coercitivamente imposta pelo Estado é "vítima" de qualquer natureza. A empregada que trabalhava aqui em casa (que hoje não posso mais ter) não queria ter a carteira assinada por mais que eu insistisse. E por quê não queria? Porque, se assinasse a carteira, perdia o "benefício" do Bolsa Família. Então, sinto muito, mas duvido que a maioria que mama nas tetas de qualquer programa estatal é "vítima" de qualquer sorte.

    4) Na situação atual, na qual o empreendedorismo é massacrado, não podemos condenar uma pessoa que escolhe fazer um concurso para obter algum sustento. Com mais dinheiro e tempo disponível, ela pode fazer cursos, estudar e agregar valor a si mesma. Se decidir voltar ao mercado, pode fazer um bem maior às pessoas com mais capacitação.

    Falso. O que é imoral é imoral aqui, na China, e no raio que o parta. Existe um sem número de ações possíveis a qualquer ser humano para buscar seu sustento que não a via estatal. Um deles é bater perna e cair fora dessa ditadura. Claro, nem todos terão recursos para isso. Mas é absurdamente pequeno o montante de recursos que você precisa para cair fora do Brasil. Nada que com um pouco de trabalho duro e economia pesada não surta efeito. Então é perfeitamente possível condenar qualquer um que soçobre diante do cenário econômico estúpido que estamos vivendo desde muitos anos atrás. Outra: com o empreendedorismo massacrado, se todo mundo escolher essa via para obtenção de seu sustento, de onde virão os recursos para o Estado? Do éter? Mais provável é o endividamento, que nada mais significa que tributação pesada no futuro. Ou seja, procurar a via estatal para sustentar-se agrava ainda mais o problema.

    5) Nem todo funcionário público é um inútil como eu. Médicos, bombeiros, (alguns) professores efetivamente fazem algum bem à população pelo seu trabalho, mesmo que sua remuneração não dependa de sua produtividade.

    De fato, uma minoria ínfima é útil ao resto da população. Não houvesse tamanho incentivo para as pessoas transformarem-se em consumidoras de impostos, todos estaríamos mais bem servidos, não só em qualidade dos bens e serviços oferecidos ao mercado, mas na abundância dos mesmos. O consumidor voltaria ao papel de soberano e o mercado teria que se curvar, finalmente, à vontade dele. Mas isso é sonho, não vai acontecer aqui NUNCA.

    Desejo tudo de bom para você. Abraço!
  • Carlos André  18/08/2017 19:24

    Ser coerente com os princípios que norteiam nossas vidas não é ser hostil. Dito isso, vamos às críticas:

    1) Assumir uma vaga estatal que já existia antes de você assumir não aumenta o poder e a riqueza do estado, e se recusar a assumi-la tampouco os diminuiria. É diferente de ser um apadrinhado de um político que cria um cargo só para alocar alguém.

    A perpetuação da violência é, sim, uma agressão ao PNA. Você, individualmente, pode ser (e é), irrelevante para contê-la. Mas no momento que assume um posto na guilda de ladrões (e, quiçá, assassinos) que é o Estado, você implicitamente contribui para a perpetuação da escravização do resto da sociedade em prol de pessoas como você. Não venha com essa conversa de que diante da sua irrelevância para efetuar qualquer mudança você não é responsável pelas consequências nefastas que a sua escolha pessoal inflige para todo o resto da sociedade.

    2) Um liberal no estado está, de certo modo, reduzindo o dano. Se ele não participar de greves, não se engajar em sindicatos, não exigir mais privilégios, pelo menos não estará atrapalhando.

    É quase que o mesmo discurso que ouvimos no metrô todo santo dia: "eu podia estar roubando, matando, mas estou aqui pedindo a sua ajuda". O pobre coitado do metrô, pelo menos, não está, de fato, roubando ninguém. Você, ao contrário, rouba todo o resto da sociedade cada minuto da sua vida, porque escolheu isso. Decerto, se você não faz nada do que disse, o mal para o resto da sociedade se resume ao roubo diuturno que, ao final de mês, se materializa no seu contracheque. Mas, de novo, isso não o exime da imoralidade da sua conduta.

    3) Com mais renda, uma pessoa tem mais condições de se defender do estado, mesmo trabalhando para ele. É melhor ser funcionário público concursado do que ser beneficiário do Bolsa Família, pois este último é refém do cenário político, enquanto o primeiro está relativamente mais seguro quanto a isso.

    Ora, quanto maior o butim, maiores serão os meios à disposição do ladrão para fazer qualquer coisa. Mas ele deixa de ser ladrão? Não. Outra: não presuma que alguém que se beneficie da redistribuição de renda coercitivamente imposta pelo Estado é "vítima" de qualquer natureza. A empregada que trabalhava aqui em casa (que hoje não posso mais ter) não queria ter a carteira assinada por mais que eu insistisse. E por quê não queria? Porque, se assinasse a carteira, perdia o "benefício" do Bolsa Família. Então, sinto muito, mas duvido que a maioria que mama nas tetas de qualquer programa estatal é "vítima" de qualquer sorte.

    4) Na situação atual, na qual o empreendedorismo é massacrado, não podemos condenar uma pessoa que escolhe fazer um concurso para obter algum sustento. Com mais dinheiro e tempo disponível, ela pode fazer cursos, estudar e agregar valor a si mesma. Se decidir voltar ao mercado, pode fazer um bem maior às pessoas com mais capacitação.

    Falso. O que é imoral é imoral aqui, na China, e no raio que o parta. Existe um sem número de ações possíveis a qualquer ser humano para buscar seu sustento que não a via estatal. Um deles é bater perna e cair fora dessa ditadura. Claro, nem todos terão recursos para isso. Mas é absurdamente pequeno o montante de recursos que você precisa para cair fora do Brasil. Nada que com um pouco de trabalho duro e economia pesada não surta efeito. Então é perfeitamente possível condenar qualquer um que soçobre diante do cenário econômico estúpido que estamos vivendo desde muitos anos atrás. Outra: com o empreendedorismo massacrado, se todo mundo escolher essa via para obtenção de seu sustento, de onde virão os recursos para o Estado? Do éter? Mais provável é o endividamento, que nada mais significa que tributação pesada no futuro. Ou seja, procurar a via estatal para sustentar-se agrava ainda mais o problema.

    5) Nem todo funcionário público é um inútil como eu. Médicos, bombeiros, (alguns) professores efetivamente fazem algum bem à população pelo seu trabalho, mesmo que sua remuneração não dependa de sua produtividade.

    De fato, uma minoria ínfima é útil ao resto da população. Não houvesse tamanho incentivo para as pessoas transformarem-se em consumidoras de impostos, todos estaríamos mais bem servidos, não só em qualidade dos bens e serviços oferecidos ao mercado, mas na abundância dos mesmos. O consumidor voltaria ao papel de soberano e o mercado teria que se curvar, finalmente, à vontade dele. Mas isso é sonho, não vai acontecer aqui NUNCA.

    Desejo tudo de bom para você. Abraço!
  • Gustavo  18/08/2017 15:00
    Ora, Labora et Invienes
  • Ademir Castro  16/08/2017 15:56
    Tenho uma dúvida: Por eu ser um amante da liberdade, estarei traindo minhas convicções se eu me tornar um funcionário publico?

    Quero trabalhar na área de TI, mas cada vez mais as empresas aumentam o cerco, dificultando a entrada no mercado de trabalho (muito provável por culpa do Estado).

    Então, o que fazer?
  • Matheus  16/08/2017 16:14
    Todo funcionário público tem seu salário pago com o roubo - praticado pelo estado através de impostos ou inflação. Se você é um amante da liberdade, não pode concordar com essa imoralidade.

    Sobre a área de TI eu também faço parte e posso te dizer que o governo ainda está longe e somos ligeiramente livres, mas sindicatos existem e muitos colegas concordam com intervenções e obrigatoriedade de certificações (claro, somente para reservar o mercado). O que podemos fazer é iniciar o debate com bons argumentos. Já obtive ótimos resultados na minha empresa mostrando a superioridade da liberdade.

    Não temas.
  • Anderson Eller  17/09/2017 22:20
    Olá. Como vai? Apenas um breve comentário. Você disse que todo salário de servidor público é pago com dinheiro roubado? Não seria melhor reconsiderar esta declaração? Senão, veja: "todo" servidor público também é PAGADOR de impostos, logo, está apenas recebendo de volta o que ele mesmo entrega para o estado. Isso faz sentido para você? Fica com Deus e vamos em frente.
  • Renato  17/09/2017 23:14
    Errado. Funcionário público não paga imposto. E isso é fácil de comprovar.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    Logo, sim, o salário do funça é oriundo do roubo. E ele não paga imposto. CQD.
  • Anderson Eller  19/09/2017 23:15
    Boa noite. Tudo bem com você? Em se tratando do quesito "salário", concordo com você, pois como alguém pode entregar aquilo que nunca foi dele, certo? Mas há um porém e talvez eu não me expliquei direito. Imposto de RENDA não é o único imposto que se paga neste país. Há uma montanha de outros. Funcionário público também paga TODOS como qualquer outra pessoa. Logo, se o estado paga o salário de seu funcionário, está sim devolvendo parte do dinheiro que ele (o estado) confiscou do próprio funcionário ao longo do ano. O que você diz? Fica com Deus.
  • Renato  20/09/2017 12:31
    "Funcionário público também paga TODOS [os impostos] como qualquer outra pessoa".

    Com a diferença que o dinheiro que ele usa para pagar seus impostos adveio do roubo de terceiros, ao contrário das outras pessoas.

    Ou seja, seu argumento é circular e não saiu do lugar.

    O governo rouba Pedro para repassar a Paulo, que é funça. Mas o governo retém um pouco do que esbulhou de Pedro para si próprio (e chama isso de imposto retido na fonte).

    E aí Paulo, o funça, vai a uma churrascaria e usa o dinheiro roubado de Pedro para pagar a conta. Ao pagar a conta, o governo retém mais um pouco desse dinheiro.

    Ora, de onde veio o dinheiro de Paulo, o funça, senão do próprio governo que lhe repassou e reteve um pouco?

    Você não saiu do lugar.

    "Logo, se o estado paga o salário de seu funcionário, está sim devolvendo parte do dinheiro que ele (o estado) confiscou do próprio funcionário ao longo do ano."

    Devolvendo parta do que confiscou do funça?! Que lindeza moral!

    Cidadão, para começar, de onde veio o dinheiro do funça que o estado está pegando agora via impostos indiretos?

    O governo roubou a sociedade, repassou o dinheiro para você, depois cobrou uma parte via impostos indiretos, e você diz que o salário seu (fruto do roubo) é uma mera reparação desses impostos indiretos?!

    Aliás, sendo assim, e o funcionário da iniciativa privada, que é esbulhado na fonte e nos impostos indiretos? Cadê a reparação dele?

    "O que você diz?"

    Tudo acima.
  • Hans  20/09/2017 19:13
    Funcionários públicos e dependentes do estado não pagam imposto algum. Ao contrário, toda a renda líquida dessas pessoas (mesmo após elas terem pagado impostos indiretos) advém do pagamento dos impostos feito por outras pessoas, de modo que funcionários públicos e dependentes do estado são meros consumidores de impostos, cuja renda advém da riqueza roubada de terceiros: os produtores de impostos.
  • John Maynard Keynes  16/08/2017 16:51
    Para a área de TI, concursos públicos estão cada vez mais raros, e o salário não é lá essas coisas. P. ex. muitos órgãos públicos estão contratando profissionais outsourced (recebi oferta de emprego para trabalhar em um tribunal de contas do estado por uma empresa), e o salário era até melhor do que se fosse feito concurso. Você consegue na iniciativa privada um salário semelhante relativamente fácil. Felizmente para nós, estamos sentindo menos o apocalipse econômico social-keynesiano. Acho que na TI não vingaria conselhos regionais, federais, obrigação de diploma, etc. é um tipo de ofício diferente. É uma área onde o setor privado está muito a frente do setor público. E sugestão para você, eu vejo cada nó cego arrumando emprego de programador, analista, gente que não entende nem lógica de programação. Dica, normalmente os entrevistadores não entendem nada de tecnologia.
  • FL  16/08/2017 17:49
    Caro Ademir, eu vejo exatamente o contrário.

    Trabalho numa multinacional americana, o departamento de sistemas de informação é um dos maiores (no Brasil e no mundo) em número de funcionários e em salários. Se existe uma área de emprego em pleno crescimento, é a área de TI. Aqui eu vejo claramente o movimento de automatizar o maior número de atividades possível, o que só é possível com sistemas confiáveis.

    Se vale um conselho: especialize-se em sistemas (SAP, Oracle), e não em montar computador e instalar programas. Um bom analista de sistemas, com alguma experiência, consegue um salário mensal de 5 dígitos sem grandes dificuldades.
  • Gustavo  18/08/2017 15:03
    trabalho na mesma área que vc, nunca conclui um curso superior, ganho o mesmo ou mais que meus colegas que se formaram, exceto aqueles que viraram funcionários publicos..

    acho que o que rola é que vc não é bom o suficiente pra conseguir o tanto de dinheiro que queres.. só vais conseguir isso sendo funcionário publico, mesmo
  • Gustavo  18/08/2017 15:04
    o que importa em TI é o que deve importar: se vc sabe conseguir resultados ou se não sabe.. se vc consegue, arrisco dizer que nem o ensino médio seria necessário
  • anônimo  16/08/2017 16:31
    Concordo com o texto, mas não vejo como fugir disso. Como acabar com esse mau se o tumor só cresce?

    "Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele."
    Na Coréia do Norte pode evitar que você seja morto.
  • Ulysses  16/08/2017 16:43
    Não é verdade. Mesmo que a passos de cágado, as coisas vão melhorando. O próprio impeachment de Dilma e a crescente repulsa às idéias da esquerda foram conquistas daqueles pessoas que divulgaram os ideais da liberdades. Os políticos que impicharam Dilma apenas seguiram essa mudança de mentalidade; eles não lideram nada. Apenas obedeceram a esta mudança nas idéias.

    Daí a importância de jamais arrefecer na luta; jamais se dar por satisfeito.

    Quanto à Coreia do Norte, o fato de você não ser morto por ter se aliado ao estado não representaria uma vitória total do estado, exatamente como diz o autor? Não entendi seu ponto.
  • anônimo  16/08/2017 17:07
    Não concordo que o impeachment da Dilma represente uma repulsa dos próprios políticos às ideias da esquerda, todos eles continuam com a mesma cabeça. Os de extrema esquerda continuam com as mesmas ideias, e inclusive foram contra o impeachment. Os sociais democratas continuam sendo social democratas. Eu acredito que a Dilma era tão burra que colocou em perigo os esquemas deles, essa que foi a verdade e também teve pressão popular.
    Mas o Lula é o primeiro lugar nas pesquisas. Esse molusco do mau pode ganhar de novo e ele mesmo já falou que não vai sair mais do poder, ou seja, vai fazer de tudo pra se tornar um ditador. Eu acredito que ele não consiga, mas que a luta vai ser dura, isso vai.

    A questão da Coréia do Norte é a verdade hehehe quem vai contra o pensamento do governo morre. Mas é verdade que representa uma vitória do Estado. O problema ali, eu acho, que só pode ser resolvido com interferência externa.
  • John Maynard Keynes  16/08/2017 17:08
    Hehe muita calma nessa hora amigo. Você acha que foi uma mudança de ideias liberal que baseou o impichamento da Anta? O impítima foi acordão, nem os partidos de esquerda queriam que a Dilma continuasse lá... Eu fui contra o impítima da Dilma, por acreditar que ela lá iria continuar contribuindo para a desmoralização do estado e do governo, mais a lava-jato no cangote dos caras, iria ser lindo de ver. Cansei de ver "liberal" elogiando o governo do Temer. Aí não dá né!
  • anônimo  16/08/2017 19:53
    "Você acha que foi uma mudança de ideias liberal "
    Não, no meu comentário anterior não disse nada que poderia dar esta interpretação e eu não penso assim, eu disse justamente o contrário, que o impeachment não foi motivado por idéias liberais, mas porque a burrice da Dilma ameaçou o esquema deles, daí resultou no acordão dos partidos. Mas teve um pouco de pressão popular.
  • Edson  16/08/2017 20:14
    Não se apoquente. Temer está conseguindo ser ainda menos popular que a Dilma. E o povão vendo executivo (com minúscula mesmo) de mãos dadas com legislativo, e judiciário fazendo vistas grossas e defendendo privilégios, faz com que o estado (também com minúscula) ganhe ainda mais repulsa e desconfiança da população.

    Eu sinceramente me pergunto se é o isolamento de Brasília que faz com que esse pessoal continue agindo da mesma forma e, ao brigar publicamente, exponham o quão nefasto o estado brasileiro tem sido para seu povo. Nem mesmo a União Soviética resistiu à desconfiança e repulsa popular. Embora o resultado, por lá, não tenha sido dos melhores, é fato que as coisas melhoraram muito para os povos antes subjugados.
  • Leigo  17/08/2017 13:27
    g1.globo.com/economia/noticia/crise-empurrou-41-milhoes-de-brasileiros-para-a-faixa-de-pobreza-em-2015-diz-ipea.ghtml
    Imaginaram a Dilma até 2018?
  • Luis  16/08/2017 17:30
    Excelente artigo. Eu tenho pensado, como o Hans Herman Hope escreve " O que deve ser feito", para guiar a sociedade para o anarco-capitalismo, o IMB poderia fazer a versao brasileira, com economista, sociologos, jurista e outros pensadores, para dizer "O que pode se feito". Este artigo da uma dica.
  • Ramiro  16/08/2017 19:38
    Há um ímpeto desesperado da população por soluções governamentais simplesmente porque o povo assim foi ensinado a pensar.

    Em vez de termos um povo que aprende desde cedo os princípios do trabalho e do empreendedorismo -- e da acumulação de dinheiro gerada pelo trabalho e pelo empreendedorismo, o que liberta da dependência do governo --, temos uma população desesperada que aprendeu apenas a usar o poder do governo para tomar coisas dos outros. Um populacho formado por "justiceiros sociais" que odeiam, por mero princípio, o empreendedorismo e o lucro. Esse ódio encobre sua ignorância, que é alimentada pela inveja.

    Não é difícil fazer as pessoas entenderem a essência dessa mensagem. A questão é que apenas os sinceros e de bom caráter conseguirão.
  • Igor  16/08/2017 20:48
    Jeffrey Tucker sempre brilhante nas suas exposições.
  • Matheus  16/08/2017 21:44
    Já se deram conta de que o termo Estado sequer figura no vocabulário da maioria das pessoas? Eu mesmo só me familiarizei com o termo no curso de Direto. As pessoas sempre falam em governo, nunca em Estado. Essa diferença é crucial. Se o problema é o governo, não o Estado, então o problema é administrativo, não estrutural. As pessoas repudiam o governo, a administração, então não precisam se levantar e se revoltar contra as estruturas, porque há eleição de 4 em 4 anos. Isso fez da Democracia o sistema de governo que mais prosperou em se difundir pelo mundo e durar. Nela as pessoas estão unidas pela ideologia e pela ilusão do sistema eleitoral, não pela força da bala. São acalmadas pela perspectiva de mudança pelo voto.

    A política é um grande embuste. O Estado não pode ser destruído de dentro. Os indivíduos é que podem promover a mudança, com pequenas ações, matando o Estando de fome, de certa forma, ao repudiar o sistema educacional, a moeda nacional, as regulamentações, os tributos etc. A Internet contribuiu muito mais pra isso que qualquer revolução ou guerra civil. Uber e Bitcoin são só o começo. Quando tivermos meios de dar a volta no Estado em todas as instâncias, terá sido consumada a revolução que realmente importa.
  • Ato contínuo  16/08/2017 22:35
    Belo texto. Divulgar as ideias e transformar a mentalidade são a bala de prata.
  • Aquiles F G  17/08/2017 02:03
    Boa Noite. Trago uma dúvida, aos economistas, ou outros que, assim como eu são leitores de economia.
    O Brasil tem um reserva exterior, uma "poupança" de mais de 1 trilhão no exterior, aplicado em títulos e debentures americanos, por exemplo. Enquanto que nossa dívida interna chega a 3 trilhões.
    Há quem sugere usar a reserva (nem que seja um pouco) para ajudar as contas públicas.
    Quais as explicações para a dívida interna crescente e a grande poupança externa? Quais as consequências de usar essa poupança para aliviar as contas públicas?
    Obrigado, e que esse Instituto continue com o trabalho de divulgação das ideias liberais.
  • Leandro  17/08/2017 02:13
    "Quais as explicações para a dívida interna crescente"

    O governo gasta mais do que arrecada. Ano após ano ele incorre em déficits nominais. Eis um artigo inteiro sobre isso, com um gráfico da evolução desta dívida:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    "e a grande poupança externa?"

    Grande saldo na balança comercial e de serviços, bem como investimentos estrangeiros diretos e aplicações de estrangeiros em títulos, ações, debêntures etc.

    Boa parte dos dólares destes estrangeiros foi comprada pelo Banco Central.

    "Quais as consequências de usar essa poupança para aliviar as contas públicas?"

    É impossível. Isso é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Explico.

    As reservas são propriedade do Banco Central. O BC teria de vender esses dólares em troca de reais, e então repassar esses reais para o Tesouro. Só que é proibido o Banco Central financiar diretamente o Tesouro. Isso foi completamente vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Logo, qualquer político que diga que pode usar as reservas do BC para "estimular" a economia está confessando que pretende cometer um crime.

    Muito obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Marco Aurélio  17/08/2017 02:18
    Aos poucos, a liberdade vai vencendo e se estabelecendo. Uber e Cabify estão definitivamente liberados em Minas Gerais.

    www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/08/16/interna_gerais,892470/uber-esta-liberado-em-minas-gerais.shtml
  • Aluno Austríaco  17/08/2017 12:35
    A desregulamentação também faz parte da política.

    A melhor estratégia é atacar a esquerda considerada ética. Ficar batendo em corruptos não vai resolver o problema.

    O melhor argumento contra os desenvolvimentistas é que eles não priorizam os mais pobres.

    No Brasil, os mais pobres não querem cultura, copa do mundo, olimpíada, parques, sindicatos, shows, piscinas, saúde, educação, etc.

    Os mais pobres querem apenas uma casa digna para sair das favelas e trabalhar para ter 3 refeições por dia. Isso é o mínimo para recomeçar uma vida. Ninguém vai estudar morando no meio do lixo. Ninguém vai ter saúde tomando água suja ou morando com ratos nas favelas.
  • John Maynard Keynes  17/08/2017 19:24
    Concordo. É necessário esclarecer, demonstrar para as pessoas, que não importa o quão altruísta e bondosa a pessoa é, o que importa são os resultados concretos das propostas que ela defende. Tenho muito amigos socialistas (a maioria), eles são pessoas simpáticas, honestas, educadas, mas eles genuinamente acreditam que leis, regulações, obrigações e "direitos" é o que protege o trabalhador das garras do capitalismo selvagem opressor. Aí eu tento explicar que este tal de capitalismo selvagem é justamente este modelo fascistóide que temos. Que o estado não tem competência nem capacidade de garantir estes "direitos". Mas em vão. É crença mesmo, é religião. Os caras acham que a Suíça é socialista for god's sake, e por isso os trabalhadores de lá tem um monte de direitos, e bons salários, e etc. Assisti aquele filme do Michael Moore O invasor americano. Quanta baboseira. E minha habilidade argumentativa não ajuda muito também.
  • André  17/08/2017 12:39
    De fato, o texto é ótimo. Mas como buscar realizar esses ideais se vivemos dentro de um sistema capitalista? Sonhar é bom, exaltar nossas convicções também são, mas para fazer isso, precisamos admitir que necessitamos de dinheiro. E cabe a mim dizer, por experiência própria, o único retorno que isso nos dá num mundo de hoje, são exclusivamente para enriquecer nossa dignidade enquanto pessoa, não nosso bolso.
  • Souza  17/08/2017 12:58
    Oi? Acho que você não pegou o ponto.

    Para começar, não vivemos exatamente em um sistema capitalista, mas sim em um sistema corporativista/mercantilista, no qual, para a pessoa se dar bem, ela tem de fazer conluio com o estado. E este é exatamente o cerne da questão.

    O libertário bem intencionado, que defende o verdadeiro capitalismo, quer se infiltrar no estado exatamente para reduzir o poder deste e com isso acabar com o mercantilismo e libertar as forças do verdadeiro capitalismo. Porém, do ponto de vista do autor, tal esforço não apenas será inútil e contraproducente, como também será perigoso, pois este libertário será capturado pelo estado e passará a fazer parte dele.

    Se vivêssemos em um verdadeiro capitalismo de livre mercado, o estado seria inócuo. Ninguém ligaria para ele. Ninguém tentaria fazer conluio com ele.

    Este site fala sobre isso diariamente.
  • Andr%C3%83%C2%A9  17/08/2017 13:39
    Grato!
  • Leigo  17/08/2017 13:36
    É impossível não vivermos em um sistema capitalista, a evolução do escambo é o capitalismo, o capitalismo deveria ser natural e não haver toda essa intervenção estatal, como o Souza explicou.

    Se quiserem abolir o capitalismo, vão existir mercados negros, logo vai continuar existindo capitalismo. Só não percebe que o sistema capitalista é o melhor, quem não foi a fundo sobre.
  • Gustavo  18/08/2017 15:09
    seu problema é que vc não é bom suficiente em ganhar o que PENSA que merece, quem sabe disso de verdade são teus clientes.. vc só vai satisfazer essa vontade de ganhar mais do que consegue, no funcionalismo público.. então não é sem alternativa, é vc limitou as opções... se eu enfiar na minha cabeça que preciso e mereço ganhar 1 milhão de reais, apesar do valor que meus clientes e meus chefes atribuem ao meu trabalho, acaberei dizendo que não tenho alternativas exceto roubar bancos ou entrar pra política
  • Pedro Mendes  17/08/2017 13:44
    Mas qual é a melhor maneira de se implantar o libertarianismo? Sinceramente ainda não me intitulo libertário ainda por falta de leitura (mas me considero cético a qualquer aparato estatal). Eu ainda quero viver em uma sociedade genuinamente livre, mas o gradualismo é lento demais. Acredito que o liberalismo vem ganhando força, mas de forma bem moderada. Precisamos de um brutalismo libertário assim como maravilhoso artigo propondo um plano de governo para o próximo presidente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285



  • fernando  17/08/2017 16:24
    Gostaria de saber a opinião de vocês... Eu sou libertário, porém sou policial federal (funcionário público). Consegui me tornar especialista em desvios de recursos públicos e corrupção de políticos em geral. Não participo de operações policiais em outras esferas que atentam contra a liberdade (drogas, contrabando e descaminho, sonegação fiscal, etc ). Enxergo minha especialidade como parte de um "controle"estatal, pois punimos políticos corruptos e ainda recuperamos dinheiro roubado. Por mais que esse controle seja singelo, serve para pelo menos para limitar um pouco as atitudes dos entes dos estados. Vcs acham que mesmo assim estou traindo as concepções libertárias? Pois se não existisse a pf com essa especialidade, creio que o estado estaria ainda maior e com rombos ainda mais bilionários.
  • GD  17/08/2017 16:56
    O dinheiro roubado que é recuperado é devolvido ao próprio Estado, para que possa ser roubado novamente.
  • Andre  17/08/2017 17:08
    Relevando o fato que trabalha em uma organização totalmente anti liberdade que mantém considerável parte de seus qualificados e bem remunerados quadros revistando, humilhando e confiscando pobres senhoras sacoleiras vindas do Paraguay tentando ganhar R$400 por viagem e achar que não fazer diretamente tal atrocidade o faz santo... Está apenas enxugando gelo, um iceberg na verdade.
    Quase todas aos processos acabarão na justiça pró bandido, que lá terão a pena abrandada ou mesmo inocentados por algum detalhe processual, ainda mais políticos com foro privilegiado. E mesmo que tal bandidagem consiga ser condenada a penas severas, só abrirá vácuos de poder que serão ocupados por políticos mais jovens igualmente psicopatas que estavam há anos esperando sua oportunidade de participar do butim.
    Você participa de uma organização anti liberdade, obtém sua remuneração do roubo de pobres desdentados, vendedores de semáforo e velhinhas vendendo cafézinho a R$0,75 nos terminais de ônibus da periferias às 4:00 da madrugada, faz um serviço que apesar de aparente retidão, é só desperdício de tempo e recursos escassos da sociedade produtiva, exceto pela roupa legal, você é só mais um parasita como qualquer outro funça.


  • anônimo  17/08/2017 17:23
    Esse país não tem a menor chance de dar certo, por aqui puta se apaixona, cafetão sente ciúme, crente é de esquerda e o libertário é funça.
  • servidor federal  17/08/2017 19:58
    Esqueça colega, aqui há severas restrições contra os servidores que se esforçam pra oferecer o melhor serviço possível ao público.
  • fernando  17/08/2017 21:11
    concordo servidor federal, eu até esperava algum debate consciente, atentando para a parte em que me especializei, mas aí logo chegaram os comentários generalistas, vitimistas, carregados de cunho emocional, atitudes nível esquerda. Esse tipo de coisa acaba afastando as pessoas de um debate saudável. Pelo jeito o "funça" aqui é parasita e ponto final não importa o que faça. Falam que esquerda é utópico mas vivem tbm de utopias. Mas se possível gostaria de algum comentário mais lúcido sobre minha pergunta, sem essa mesma estratégia anti debate da esquerda. E reitero ainda mais a pergunta, o estado está aí mega inchado e o fato é esse, se a polícia federal não exercesse esse mínimo controle, não acham que estaria ainda pior?? No mundo real que eu vivo os políticos existem e precisam ser punidos, e aí? O estado não vai acabar do nada. Por mais que a pena não seja tão pesada, mas serve pra pelo menos coibir um pouco as atitudes ilícitas deles.
  • servidor federal  18/08/2017 01:20
    Apesar de discordar dos termos "funça" e "parasita" você abusou de inocência e de hipocrisia colega, se acredita no estado, trabalha para ele e vive no mundo real é no mínimo perdição ideológica se auto classificar como libertário. Agora coloque-se no seu devido lugar e faça como eu, frequente o site pelos artigos econômicos de excelente qualidade.
  • fernando  18/08/2017 14:05
    "Apesar de discordar dos termos "funça" e "parasita" você abusou de inocência e de hipocrisia colega, se acredita no estado, trabalha para ele e vive no mundo real é no mínimo perdição ideológica se auto classificar como libertário."

    servidor federal se o senhor não percebeu eu fui irônico nos comentários, criticando exatamente a postura GENERALISTA de funça e parasita que adotaram aqui. Concordo com sua taxação de que eu fui inocente em expor essas ideias em um antro religioso como esse, mas onde está a hipocrisia? e outra coisa, é muito simplista da sua parte falar que minha atitude é perdição ideológica, não são todas as vertentes do libertarianismo que são extremas e tem esse rol taxativo de estado 0, praxeologia e demais afincos da escola austríaca.
  • FL  18/08/2017 11:45
    Caro fernando, o nível das respostas que te deram mostra o principal motivo do movimento libertário não atrair mais pessoas. Para a maioria dos que aqui frequentam e comentam, qualquer coisa diferente de "governo zero" simplesmente não serve. A irracionalidade é tanta que, dada a oportunidade, o cara prefere ter um governo desviando recursos do que ter um governo minimamente vigiado, simplesmente pq os "vigias" (você) também são funcionários públicos.

    É mais ou menos assim: o mundo ideal é 100%. Hoje, o cara tem 10% do que considera ideal. Oferecem melhorar gradativamente para 20%, o cara acha um absurdo.

    Sim, todo funça é sustendado com dinheiro roubado da população. Sim, a enorme maioria dos funças não faz porra nenhuma. Sim, a enorme maioria dos funças ganha muito mais do que deveria, às custas do dinheiro roubado. Partir disso para ofender todo e qualquer funcionário público que está realmente questionando sua posição (como você está fazendo) é uma burrice tremenda, vai apenas afastar as pessoas do movimento. Lamentável.

    Minha opinião: sim, o seu trabalho é necessário para o cenário atual. O dinheiro recuperado vai voltar pra ser roubado novamente? Talvez, mas a omissão é um erro maior ainda. Esse artigo é uma excelente reflexão para você, Fernando. Ele fala de pessoas exatamente na sua posição. Quais as chances de uma pessoa sozinha fazer realmente a diferença numa máquina tão grande como o estado?


    Esta é a lição. Em vez de tentar se infiltrar no estado, os defensores da liberdade devem perseguir seus ideais por meio do comércio, da educação, do empreendimento, das artes, da divulgação de ideias, do debate etc. Liderem e exerçam influência por meio do respeito alcançado por suas realizações. Estas são áreas que oferecem genuínas promessas e altos retornos.

    Quando um libertário diz que está fazendo coisas boas em algum ministério ou em alguma agência reguladora, não tenho motivos para duvidar de suas palavras. Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia? Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão.



    Se você é especialista numa área de análise de fraude e desvio de recursos, acredite, o mercado tem muito espaço para você. Existem diversas consultorias especializadas em auditoria forense de empresas.
  • Daniel  18/08/2017 13:34
    Bom dia, sr. FL.

    Seu comentário foi excelente, exceto pelo uso do termo "funça". Se quisermos ser amistosos com libertários em potencial, temos que nos abster de sermos vulgares.

    Abraço.
  • fernando  18/08/2017 13:35
    FL muito obrigado pela resposta, eram respostas desse nível que eu estava esperando. Concordo com o que vc diz, mas dada a atual circunstância, vc não acha "menos pior" que a mentalidade libertária possa tomar conta do funcionalismo público? Eu por exemplo fui contra o nosso recente aumento salarial justamente por conhecer como funciona a economia e ter noção de que ganhamos muito acima do mercado, portanto não era necessário aumento salarial. Imagine se essa mesma mentalidade fosse majoritária no serviço público, a eficiência que isso acarretaria. Se o estado não tiver defensores da liberdade dentro, então ele nunca reduzirá e sempre irá buscando cada vez mais e mais espaço até o colapso. PS- sou sim libertário, flerto sim com a utopia de estado 0 e futuramente penso em escrever um livro realmente, porém a realidade não funciona dessa forma com esses extremismos. Imagine a situação hipotética de todos os libertários agirem iguais e se retirarem do estado, vc acha que isso por si só vai mudar a estrutura e o estado ocupado por nenhum libertário e provavelmente mais forte não vai querer frear esse empreendedorismo livre??
  • Pobre Paulista  18/08/2017 14:06
    Bom dia Sr Fernando,

    Em 2004 eu passei num concurso para perito criminal da PF. Eu era recém-formado, jovem, achando que precisava amadurecer e esquecer essas ideais de "anarquia", "imposto é roubo" e etc.

    Em 2006 saiu a convocação. Não fui, desisti. Não consegui me imaginar recebendo dinheiro roubado, por mais que se alegue que meu trabalho seria "honesto" (E a boa parte dele realmente seria). Preferi ir para o mercado de trabalho, para ganhar exatamente 1/3 do salário que teria na PF.

    Então pare de mimimi: se você está buscando alguma legitimidade no seu trabalho, você não irá encontrar isso por aqui. Mas se você está realmente preocupado com isso, basta pedir exoneração e pronto. Vá encarar o mercado.

  • FL  18/08/2017 17:43
    Caro Fernando,

    A "mentalidade libertária" não pode tomar conta do funcionalismo público, pq uma das bases da mentalidade libertária é não haver funcionalismo público. O artigo fala exatamente sobre isso.

    A mudança vir de fora do sistema é exatamente isso: aqui, ninguém acredita que um messias irá infiltrar as entranhas sujas do governo e promover uma limpeza total. A mudança é na mentalidade pessoal de cada um, e como podemos influenciar outras pessoas. Um exemplo simples é mostrar que as pessoas não podem esperar que as soluções para qualquer problema venham do governo. Na maioria dos casos, o problema é o próprio governo. (a discussão sobre a previdência é um bom exemplo disso; qualquer libertário minimamente informado "não liga" para o INSS, pois sabe que ali não está a solução para a sua aposentadoria, e provavelmente toma outras atitudes - trabalhar como PJ, sonegar, poupar e investir - para garantir sua aposentadoria, independente do governo.)

    Minha "defesa" ao seu comentário foi pela abordagem das respostas, sempre agressivas. Como eu disse, eu concordo com tudo que foi dito sobre os funças (inclusive chamá-los de funças, me perdoe Daniel), mas tenho que no mínimo reconhecer que você está questionando a sua posição atual, o que já é um avanço.
  • John Maynard Keynes  18/08/2017 16:04
    Ou seja, enxugar gelo. Entre ir para a conta do Cunha na Suíça, investir em "saúde" e "educação", ou simplesmente dar o dinheiro para o Joesley Batista, dá tudo na mesma. Na verdade, acho que dar esse dinheiro para o Cunha é o menos pior.
  • Imposto análogo à escravidão  17/08/2017 21:52
    Vocês recuperam esse dinheiro roubado também?

    g1.globo.com/economia/noticia/brasileiro-trabalhara-153-dias-em-2017-ate-esta-sexta-so-para-pagar-impostos-diz-pesquisa.ghtml

    Eu e muitos brasileiros estamos ansiosos em recuperar esses dias de trabalho roubados pelo estado.
  • Daniel  18/08/2017 13:22
    Bom dia, sr. Imposto análogo à escravidão.

    Prazer, eu sou um VERME, um PARASITA e um INÚTIL. Não precisa me xingar, eu mesmo faço isso. Não escrevo este comentário defendendo causa própria.

    Apenas peço para rever sua hostilidade em relação a funcionários públicos, pois o sr. pode estar desperdiçando aliados. De fato, é impossível devolver o dinheiro confiscado a todas as pessoas que foram roubadas, mas eu conheço alguns funcionários públicos que doam dinheiro para causas libertárias. Isso é devolver o dinheiro, de certa forma.


    Abraço.
  • Andre  18/08/2017 14:09
    "...pois o sr. pode estar desperdiçando aliados."

    Me intrometendo, pois não pude deixar de notar a importância desta frase, vocês funças já estão prestando excelente serviço que muito é interessante para a causa libertária, o descalabro das contas públicas causado em boa parte por seus vencimentos muito acima da média brasileira levarão a dívida pública ao fim de 2017 a marca de 80% do PIB e subindo, em breve momento o sr. Mercado vai pedir mais juros e o governo irá pagar. A máquina estatal Br vai parar e ficar igual RJ.

    Vocês funças libertários realmente estão sabotando o estado de dentro de maneira eficaz, são aliados muito eficientes como os melhores espiões nos maiores conflitos da história, mas tal qual estes, só terão suas condecorações após sua morte.
  • rcm  18/08/2017 15:49
    Você está falando da mesma PF que combate a sonegação?
    g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/pf-faz-operacao-em-campinas-para-combater-sonegacao-avaliada-em-r-3-bi.ghtml

    Sinto muito, mas respondendo a sua pergunta, eu acho que qualquer servidor federal age contra o ideal libertário.
    Afinal, grande parte da sua existência é dedicada ao combate a propriedade privada.
  • fernando  18/08/2017 16:12
    rcm o senhor viu quando falei que não concordo com tudo o que a pf faz e que sou especialista em área de combate a corrupção e não participo dessas operações anti liberdade da polícia?? Para com essa generalização burra. Porra tou sentindo que estou debatendo com marxistas, comportamentos iguaiszinhos.
  • Vinicius  18/08/2017 16:24
    Fernando, então você membro da PF é a favor da sonegação? Seu superior sabe disso?
  • fernando  18/08/2017 19:56
    Caro senhor vinícius espero que esse comentário não tenha sido feito com intuito de me intimidar, e sim, converso esses tipos de coisas com o meu chefe, inclusive que sou a favor da liberação das drogas, apesar de eu não sonegar imposto e nem utilizar drogas.

    Pobre paulista, só uma dica, quando nos engajamos demais em uma causa é aí que temos mais capacidade de estar sendo irracionais, procure estudar um pouco sobre irracionalidade racional e analise o teor da maioria das respostas que estou tendo e compare com a galera marxista pra ver se não é a mesma coisa. Vc tenta argumentar de boa com marxistas aí vem a galera: "saaai daí porco capitalista pró empresário que não liga para os pobres", aí vem argumentar aqui: "saaai dai funça parasita expropriador de velhinha no semáforo vc é uma vergonha". Aqui vcs estão convictos que estão certos mas o outro lado tbm está, e aí, não existem semelhanças nas atitudes?

    FL, te entendo perfeitamente e respeito seu posicionamento, vc foi o único que consegui ter uma conversa razoável, tenho até vontade de expor mais opiniões com o senhor, a conversa seria produtiva.
  • Servidor federal  18/08/2017 22:12
    Pois é exatamente este seu posicionamento de irracionalidade racional que está demonstrando ao não reconhecer a incompatibilidade do serviço público e da causa libertária, o Estado se necessário, executa funções em uso de aparato coercitivo.
    Sua função e orgulho de investigar e punir políticos corruptos contribuindo para um estado mais eficiente e menor é posicionamento liberal. Quem vive de fato sua ideologia não fica tomando essas bordoadas todas e entrando em parafuso com ela e o modo que leva a vida.
    E respondendo sua pergunta inicial, punir os políticos corruptos com este código penal amigável ao corrupto e com este Estado inchado é inútil, estão espantando moscas de um presunto podre, outras aparecerão, tem é que jogar o presunto podre no lixo.
  • Júlio  19/08/2017 04:52
    Então estou vendo que o cidadão funcionário público está tendo a sua liberdade de buscar uma razoabilidade no pensamento libertário dada as atuais circunstâncias sendo proibida por deuses do supra sumo da inteligência e do gabarito da vida, as verdadeiras entidades das boas ações, detentores das virtudes, príncipes da moral e bons costumes. Só uma dica, desse jeito o modo perfeito incriticável que a maioria desse grupo pensa dificilmente encontrará uma massa de simpatizantes. Eu mesmo já fui escrachado várias vezes por tentar buscar algo mais palpável sem essa utopia de "vamos todos dar as mãos e o anarcocapitalismo chegará lindo leve e solto, basta encarar o mercado".
    Fernando só uma dica, não perca mais seu tempo discutindo nesse antro de fanáticos, existem diversos outros grupos de liberais que estão abertos a discussões saudáveis. Falar aqui não serve de nada. Eu mesmo parei de comentar há um tempo, mas não pude ficar inerte ao ver um possível liberal em potencial ser escrachado dessa forma.
  • Alfredo Gontijo  19/08/2017 13:39
    Prezado Julio, entendo sua posição e até mesmo concordo com ela. E também não sou a favor de certos tratamentos que foram dispensados acima.

    Dito isso, vou tentar deixar algo mais claro: toda a discussão não se trata do que X pensa do funcionário público Y. Isso é o de menos. A real discussão é como o funcionário público Y ganha sua vida.

    E como ele ganha? Espoliando -- mesmo que sem saber -- o indivíduo X.

    Isso não é uma questão de opinião. É uma questão de fato. Y vive por meio do dinheiro que o governo rouba de X e repassa a Y.

    Você pode tentar camuflar essa realidade, dar a ela uma roupagem mais palatável, e até mesmo dizer que "não é bem assim". Só que, infelizmente, é bem assim, sim.

    Quando funcionários públicos são chamados de parasitas, isso não é uma mera "agressão gratuita". É simplesmente uma descrição da realidade. Por isso, vou ser direto: 100% dos funcionários públicos são parasitas, e não importa o quão "duro" eles trabalham. Sabe por que são parasitas? Porque vivem do dinheiro de impostos esbulhados da população (majoritariamente pobre).

    Quem vive do dinheiro esbulhado dos pobres é parasita. Essa é a definição precípua de parasita. Parasita não é aquele que "trabalha pouco". Esse é o menor dos problemas, e nem sequer está em discussão. Parasita é quem se sustenta por meio do dinheiro roubado de terceiros.

    Entendeu agora?

    A partir do momento em que se vive do roubo dos desdentados, todo o resto se torna secundário. Nada se compara a esta imoralidade.

    E a coisa piora quando você realmente começa a pensar nas consequências disso tudo.

    O desdentado do interior do Piauí, ao comprar um pão ou um café, paga impostos municipais, estaduais e federais, os quais são prontamente redirecionados para o bolso de desembargadores, procuradores e juízes, que moram em mansão e recebem auxílio-moradia de R$ 5 mil. Vai também para o bolso de funcionários das assembléias legislativas, que recebem R$ 26 mil e mais auxílio transporte de R$ 500 enquanto andam de Range Rover.

    O desdentado que nem sequer tem acesso a hospitais públicos banca, por meio do dinheiro que lhe é confiscado, os planos de saúde dos nababos do executivo, legislativo e judiciário.

    Espero que agora as críticas sejam mais lógicas para você.
  • Ricardo Rocha  19/08/2017 13:41
    Eu não entendo por que tamanha falta de hombridade dos funcionários públicos em assumir a realidade. Eu sou servidor federal e embolso, líquido, R$ 18 mil por mês (e olha que esse salário é considerado até baixo). Ganho auxílios transporte, moradia, saúde e família. Tenho gratificação de férias e natalina.

    E não tenho problema nenhum em reconhecer que quem paga tudo isso são os desdentados. Pouco importa se "dou meu sangue" ou apenas vagabundeio no trabalho. No final, o salário vem de qualquer jeito. No final, eu subtraio a comida da mesa do desdentado, que deixa de alimentar seus filhos famintos para que eu tenha uma vida boa.

    Qual o problema em admitir isso? Não fomos nós que criamos esse arranjo. Apenas nos beneficiamos dele. Até o dia em que tudo se esfacelar.
  • Pobre Paulista  19/08/2017 19:39
    Se um serial killer te contratasse para limpar cenas de crime e sumir com os corpos que ele matou, e te pagasse o dobro disso aí, você aceitaria?
  • John Maynard Keynes  19/08/2017 23:46
    @Julio

    Eu partilho da sua opinião também. Segundo a maioria dos posters deste site, somente uma sociedade de indivíduos super-inteligentes seria viável, QI acima de 150, de suprema retidão moral, sábios da ação humana, que conseguem prever as ações de todas as pessoas do mundo inteiro, com base na lógica. Deterministas da humanidade. Vamos transformar toda a sociedade em um exército de libertários, infiltrando e subvertendo a sociedade socialista, tipo Gramsci, com o sinal trocado. Aí depois que são chamados de nazistas, ficam revoltados, e vem pro site xingar funça. Se eu tratasse meus amigos funças do jeito que as pessoas aqui do site tratam, provavelmente eu ficaria sem amigos. Acho que a causa libertária precisa de mais realpolitik.
  • John Maynard Keynes  20/08/2017 00:31
    @Julio

    Ninguém aqui defende a implantação do anarcocapitalismo, ninguém defende uma revolução anarcocapitalista, estamos discutindo ideias. Eu faço um pouco de agitprop no foicebook, mas nada muito exagerado. Mas que o movimento libertário é anti-democrático isto é fato. A esquerda mesmo abandonou os ideais anarquistas. Acho que não devemos ser militantes anarquistas, imposto é roubo, funça parasita, estado é roubo, governo é corrupção. Você pode acreditar em tudo isso (e eu acredito, dadas as circunstâncias de temperatura e pressão atuais). Ah mas o minarquismo não funciona porque inevitavelmente o estado vai tomar conta de tudo e blá blá blá. Vamos acabar com todas as agências regulatórias amanhã? Não. Ah, basta incutir o pensamento libertário na sociedade e encher a máquina estatal de funças libertários, e aí beleza, estaremos livres do Leviatã. Não é bem assim.
  • RCM  19/08/2017 23:26
    E olha que não entramos no mérito do que a PF considera corrupção.
    Do portal do Ministério Público, encontramos os tipos de corrupção segundo eles: combateacorrupcao.mpf.mp.br/tipos-de-corrupcao

    Entre esses tipos, temos:
    1 Facilitação de contrabando ou descaminho: é o caso da velhinha do Paraguai, citado por um comentarista.
    2 Corrupção ativa em transação comercial internacional: ou seja, impedir que uma transação comercial internacional ocorra livremente sem seguir a burocracia estatal.
    3 Corrupção Ativa: dá margem para muita discussão.

    A PF segue essas definições?
  • RCM  19/08/2017 23:12
    caro fernando, compreendo sua irritação.

    Mas, veja bem, você nos questiona se você está traindo o "ideal libertário"; claramente esperando que disséssemos que não, apenas porque trabalha em um dos setores da PF que VOCÊ julga "honrado".

    Parece que falta a compreensão do seu lado em entender que o que você julga honrado não faz a mínima diferença para a questão, pelos seguintes motivos:

    1 - Como já mencionado por outros, para cumprir com o seu trabalho de recuperar "dinheiro roubado", você é pago com dinheiro roubado.

    2 - Honrado ou não, você não tem a mínima idéia de quanto o seu trabalho realmente vale. Tenho certeza que muitos aqui não pagariam nem um centavo de forma voluntária para você continuar em sua cruzada. Eu, particularmente, acho que o seu trabalho é inócuo ao tamanho do estado, e escolheria ficar com o meu dinheiro no bolso em vez de pagá-lo. Aliás, eu nem sei se você é bom no que faz para merecer algum pagamento pelo seu serviço. Na PF, ser bom ou não no que faz é irrelevante.

    No final das contas, você só teria uma resposta concreta ao seu dilema se o seu trabalho estivesse sujeito à avaliação do mercado. Como não está, a existência de sua função é imposta a todos nós, como um fetiche de alguém iluminado, contrariando as "concepções libertárias".

    Sinto muito.
  • Leandro C  04/09/2018 01:47

    fernando,
    Em uma sociedade completamente impregnada como a nossa, sofremos o pior de dois mundos, tanto dos males expostos por Hobbes quanto os expostos por Rousseau, no sentido de que o homem já nasce mal e consegue ficar ainda pior em decorrência da sociedade. Nossa educação foi muito comprometida em todas as suas bases e este Instituto auxilia imensamente em reverter esse quadro terrível, praticamente invencível, de modo que, para alguns o conhecimento, o amadurecimento, chegou antes, entretanto, para outros, infelizmente, apenas depois, e, assim, entendo que para alguns praticamente já não há muitas soluções em suas vidas que não resultem em uma extrema abnegação própria e familiar (como pedir exoneração) e que não resultará em qualquer benefício prático social (já que outro assumiria seu lugar no momento seguinte).
    Tenho por certo que adotar alguns ideais contrário ao seu extrato social e convívio já é algo que possa ser tomado como uma aparente bravura e valor, contudo, isoladamente ainda é muito pouco, muito pouco em razão de todos os seus inúmeros atos da vida civil, assim como todos os demais viventes; pois, não adianta sermos libertários no ideal e, em nosso dia a dia, clamarmos frequentemente por mais Estado, como muitos ainda "temos", mesmo inconscientemente, o hábito de fazer, pois assim o fomos educados por toda a vida e este vício sempre vêm à tona; para combater isto apenas mais educação, reflexão, conscientização etc; ainda que tenha citado o seu emprego (na Polícia Federal), perceba que vieses libertários ou escravizadores não ocorrem apenas nos ambientes formais, digo isto apenas para enriquecer o debate.
    Mas, já que citou o seu emprego, perceba que tua postura em teu trabalho (fazer o melhor possível, ter iniciativa e não ser um funça sindical com suas eternas firulas e propostas de reestruturações de cargos e quejandos - e ainda que uma suposta eficiência do serviço público talvez seja ainda pior ao todo, como um câncer que se torna eficiente em matar todo o organismo) o isentaria muito melhor do que propriamente o setor em que está lotado, este o qual, também tenho por certo, quando usado como justificativa, alinhava mais uma aparente covardia do que uma propriamente bravura de sua parte (fica difícil elogiá-lo por estar lotado nesse e não em outro setor, mesmo porque, tenho por certo também, e você o deve saber melhor que eu, que é virtualmente impossível você não participar de trabalhos sob o argumento de incompatibilidade ideológica, mesmo porque, em razão do sigilo dos trabalhos, certamente participará de trabalhos que sequer saberá de antemão, portanto, não é propriamente uma verdade que nunca tenha trabalhado ou venha a trabalhar em áreas nas quais não concorda, pois você já vendeu sua mão de obra e está, por força legal, obrigado a cumprir ordens, sob as penas da lei que jurou lealdade).
    Não sou tão radical a respeito dos funças, muito menos com os policiais, na medida em que, tendo-me por conservador, vislumbro os ideais de vida-liberdade-propriedade e tenho que o Estado deve existir justamente para proteger tais bens jurídicos/morais inatos e, certamente, a polícia atua na proteção de tais bens e assim seria o último ente do Estado a ter que desaparecer.
    Neste sentido, perceba que nossa sociedade, retomando a ideia inicial, é tão viciada que mesmo a iniciativa privada (única iniciativa) também funciona parcialmente, senão integralmente, como funças do Estado, seja se utilizando de mamatas e negociatas (que alega investigar), seja se utilizando de sonegação para vencer os concorrentes (que alega não investigar, mas que tem no Estado o agente diferenciador), seja também se utilizando de expedientes completamente legais, tais como subsídios estatais (BNDS etc), seja se utilizando de subvenções e concessões estatais (pedágios, TVs etc), seja se utilizando de parcerias (PPP), seja se utilizando de contratos (obras, fornecimento de alimentos e outros materiais), seja se utilizando de inúmeras profissões que tem o Estado como clientela preferencial (advogados, despachantes, contadores etc), seja sendo destinatário de algum programa beneficente ou mesmo aposentadoria.... e por aí vai... num exército infindável em que praticamente TODOS podemos ser, em maior ou menor grau, funças deste Estado totalitário; se os funças fossem apenas os formais (por si só, em número já elevadíssimo) até que não estava tão mal, pois viveríamos em um Estado capitalista, mas não, nossa realidade hoje é mesmo o patrimonialismo.
  • Pobre Paulista  18/08/2017 16:58
    "Ainnnnn seus Marxistas"

    Parabéns, encerrou o assunto
  • Pobre Paulista  19/08/2017 19:38
    @fernando, sobre

    "Pobre paulista, só uma dica, quando nos engajamos demais em uma causa..."

    Só pra não perder o costume, você errou feio de novo: Eu só fui conhecer a tal "causa" em 2012, portanto 6 anos depois do ocorrido. A única decisão racional que me guiou foi a de não trabalhar para uma instituição que não julguei honrosa o suficiente de merecer meu valioso tempo.

    Hoje tenho um emprego e uma empresa, portanto eu produzo para a sociedade. Você faz o quê, exatamente, para a sociedade? É, nada. Quando você faz tudo direitinho, quem ganha é o estado, apenas.

    O único com uma "causa" aqui é você, e a causa é tentar achar um suporte moral para teu salário exorbitante a fim de te prover algum conforto psicológico. Já te disse antes: NÃO TEM, desista. Se você estivesse realmente preocupado com isso, já teria se exonerado há tempos e não estaria de mimimi por aqui. Só citei meu caso como um exemplo prático de que isso é possível.
  • John Maynard Keynes  20/08/2017 01:07
    Please, não fiquem copiando e colando comentários de outros posts. Reflita e produza seus próprios argumentos.
  • JB  20/08/2017 23:51
    Caros, tenho acompanhado essas discussões depois que comecei a ler e ficar encantado com o livro "As seis lições". No entanto, o desencanto veio rápido ao ler as discussões que apenas tentam defender pontos de vista e não "a Causa". Se é que ela existe.

    Logo aqui em cima, antes que o sujeito possa comentar, já está escrito um pedido solene do blog: "Envie-nos seu comentário inteligente e educado". Talvez haja nessas discussões uns 10 a 20% de comentários legítimos, construtivos e que dão sentido e continuidade ao propósito do instituto e dessa maravilhosa causa que seria eliminar o estado, da forma que é hoje. Entendo que uma sociedade organizada, precisa de alguns controles ou, ao menos acordos entre os participantes e vejo (em princípio) no libertarianismo uma solução possível; mas há um caminho a ser trilhado.. e certamente não será o da crítica maldosa e do fundamentalismo.

    É como aquela estória de planejamento estratégico na empresas (Missão-Visão-Valores) - os valores não podem mudar. Quais são os valores dessa causa? Porque não exploram mais isso? Quando se consegue adesão aos valores (que costumam ser eternos), dá-se mais consistência à Missão (ou causa..). A maior parte das discussões acima assemelha-se às do congresso - apenas defesas de pontos de vista, e não do objetivo final.

    Se vocês querem construir algo, sugiro aos veteranos que respondam com bom nível aos curiosos, possíveis aliados, estejam onde estiverem. Talvez uma boa imagem de liderança seria a de Gandhi, Luter King Roosevelt e vários outros que não perderam suas causas de vista apenas para manterem sua opinião invicta. Eles faziam amigos e influenciavam até mesmo os inimigos e dissidentes com sua persistência e absoluta crença na CAUSA, não em sua opinião.

    Não fui, não serei nesta vida, um servidor de uma causa que não acredite, seja do estado ou de um instituto que ainda não se decidiu pelos próprios rumos, mas vou continuar acompanhando e eventualmente servindo a quaisquer iniciativas originariamente libertárias, tendo em mente a imagem de um sistema de liberdade sem anarquia e com respeito; que tenha como principal proposta a construção muito sólida de uma sociedade sem política, mas cujos idealizadores estejam dispostos a pagar o preço da persistência e cordialidade nas relações, tão necessários para construir qualquer instituição sólida.

    O plano do Leandro, por exemplo ( www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=285 ) é algo prático, e com o devido arranjo didático, de forma menos inflamada, poderá atrair milhares de simpatizantes e até colaboradores. Pelo menos, mostra uma ideia pratica de como fazer certo, da maneira errada (difícil explicar aqui..), o fato é que será necessária muita AÇÃO e menos falácia, menos debates, mais união prática, que dá resultados.

    Seria preciso colaboradores de alto nível (grandes empresários, grandes mestres das artes, grandes filósofos), mas esses, não se sujeitariam a "participar de um blog, do jeito que está". As grandes causas exigem paciência, organização e sabedoria.

    De qualquer forma, parabenizo o Instituto Mises por ter começado algo - talvez seja necessário corrigir o rumo, mas isso é normal em qualquer navegação. Fica minha sugestão de criar "valores" também para as discussões nos blogs, obviamente sem ofender à liberdade de expressão, mas tão somente para que se produzam resultados práticos das ideias e principalmente mais adesões, e menos dissidências. Já chega a política.

    Abraços a todos.
  • Emerson Luis  21/08/2017 00:13

    Os brasileiros em geral sofreram muito por causa desses governos socialistas e ainda sofrerão por um bom tempo, mesmo que parem de agir de modo a piorar a situação.

    A questão é: será que a maioria aprendeu a lição e passou a valorizar a liberdade e a responsabilidade individuais? Ou a maioria continua suscetível a demagogos?

    Não vejo muita base para otimismo quanto ao curto prazo. Espero estar errado.

    * * *
  • Nathan Hugo  04/12/2018 17:06
    Faz pouco tempo que comecei a ler sobre libertarianismo então não me levem muito a mal mas tem uma coisinha que vem me incomodando muito e´que aparenta ser muito mais fácil acabar com o Estado de dentro para fora,pois o Estado tem a segurança do lado deles e convenhamos que convencer a segurança pública a vim para o lado privado e muito complicado.O que penso e que Libertários deveriam sim(mesmo que a democracia seja ridícula)entra no Estado,não para faze-lo ser minimo e sim ganha mais publicidade para o próprio povo troca de lado.Usar o poder estatal para acabar com o Estado.
    1-1=0


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