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A Previdência Social foi uma criação genial - para os políticos
Poucas medidas foram tão eficazes em enfraquecer os laços familiares e criar dependência do governo

A instituição da família possui implicações econômicas. Ao longo da história, em todas as sociedades até o advento do Ocidente moderno, os filhos sempre sustentaram seus pais quando os pais se tornavam enfermos.

Isso sempre fez parte do processo da herança. Os pais criam os filhos, mas sabem que poderão se tornar dependentes deles quando envelhecerem. Os pais sempre tiveram um incentivo econômico para fornecer aos filhos um preparo e uma capacidade suficientes o bastante para permitir que eles lhes sustentem na velhice.

Este cálculo sempre foi básico para a civilização, desde os seus primórdios. Filhos supostamente devem ajudar seus pais na velhice. Entre a fase produtiva e a morte, há ameaças. As pessoas envelhecem e ficam menos produtivas. Ocasionalmente, também ficam enfermas. Elas podem se tornar um ônus financeiro para os filhos. E os filhos devem se sacrificar pelos pais quando estiverem nos anos mais produtivos de suas vidas. Eles têm de arcar com o fardo de ter pais que não mais são produtivos. Ao mesmo tempo, eles também têm de treinar os próprios filhos a serem produtivos. Trata-se de uma dupla responsabilidade.

O mundo moderno, começando por volta de 1800, foi continuamente reduzindo este fardo econômico. Primeiro, entre 1780 e 1820, a riqueza per capita começou a crescer. Foi a primeira vez na história que isso ocorreu. E não mais parou de crescer. Segundo, a expectativa de vida também começou a crescer. Consequentemente, à medida que os pais envelheciam, eles não se tornavam enfermos quando seus filhos estavam tendo filhos. Eles poderiam se tornar enfermos aos 70 ou 80 anos de idade; porém, a esta altura, seus filhos já estavam bem avançados no processo de criar a própria família.

Ao redor do mundo, os pais normalmente morriam muito cedo. E eles se tornavam um fardo ainda muito cedo. À medida que a expectativa de vida foi aumentando, ao redor do mundo, homens e mulheres foram se mantendo produtivos por mais tempo. Consequentemente, eles tiveram mais anos para acumular capital com o qual se sustentar na velhice. Deixar uma herança para seus filhos passou a ser algo cada vez mais comum. Já nos anos 1880, as famílias no Ocidente já haviam reduzido, a níveis inauditos, o fardo de ter de sustentar os pais na velhice.

Surge Bismarck

Na década de 1880, Otto von Bismarck era o ministro-presidente da Prússia e chanceler da Império Alemão. Ele era a liderança do movimento político conservador. Os socialistas já começavam a ganhar espaço politicamente. Eles clamavam por pensões bancadas pelo estado (ou seja, pelos pagadores de impostos). Para solapar os socialistas e reduzir seu apelo, Bismarck também passou a defender o mesmo.

Em 1889, ele estabeleceu o primeiro sistema previdenciário estatal do mundo. Os pagamentos começavam aos 70 anos de idade, o qual representava o famoso limite estabelecido por Moisés (Salmos 90:10). Bismarck rotulou esse seu programa previdenciário de "cristianismo prático". E é fato que esse programa estatal de bem-estar social minou as chances políticas dos socialistas.

O princípio era claro: o estado, e não mais a família, passava a ser o responsável legal por cuidar dos idosos, caso estes houvessem exercido trabalho assalariado. Mesmo se os filhos não honrassem suas obrigações para com seus pais, o estado seria fiel. Todo e qualquer trabalhador aposentado poderia, dali em diante, confiar no estado para sustentá-lo.

Esta transferência de responsabilidade para o estado substituiu o personalismo da família pelo impersonalismo do estado. Não mais seriam os laços familiares que garantiriam os cuidados aos pais idosos. Dali em diante, burocratas do estado seriam os responsáveis por gerir e aplicar a lei previdenciária — desde que a papelada e os documentos estivessem em ordem.

O sistema previdenciário surgiu, assim, baseado inteiramente nas leis civis, e não no amor familiar, nos sentimentos, nos costumes ou na culpa. Havia agora um acordo jurídico, e este acordo era público. O estado cuidaria dos idosos. E tal acordo era totalmente passível de ser exigido nos tribunais.

Este programa foi copiado em todo o Ocidente. Ele se tornou praticamente universal.

Impraticável no longo prazo

Trabalhadores pagam impostos ao longo da vida. Ao se aposentarem, recebem uma pensão do governo.

Mas há um grande problema nesta contabilidade: os impostos pagos são legalmente distintos das pensões coletadas. O dinheiro não é o mesmo. Não há um 'contrato de anuidade' que seja legalmente executável. O dinheiro que o trabalhador paga para o sistema previdenciário é imediatamente gasto pelo governo.

O dinheiro não é investido pelo governo em um fundo no qual ele fica rendendo juros. Esse dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que já está aposentada. É também utilizado para bancar vários outras despesas correntes do governo.

Trata-se de um sistema de repartição direta: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria. Não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Vale a pena repetir: todo o dinheiro que o trabalhador hoje direciona para o sistema previdenciário — a título de garantir sua aposentadoria futura — é imediatamente gasto pelo governo. Não há nenhuma poupança.

Consequentemente, todos os governos nacionais prometeram enormes benesses futuras aos aposentados. Mas o dinheiro para isso não existe hoje. Ele terá de ser totalmente coletado no futuro.

Mas isso só será possível se: 1) o número de trabalhadores pagando impostos for muito maior que o número de aposentados; 2) as pessoas que estiverem trabalhando se aposentarem cada vez mais tarde, de modo que elas paguem impostos por mais tempo; e 3) os aposentados não terem uma expectativa de vida muito alta.

Ou seja, na prática, todo o esquema será inteiramente dependente da demografia. Por isso, diz-se que a previdência social é programa cujos passivos não têm como ser financiados. São passivos sem fundo. São passivos a descoberto. Simplesmente não há como o governo cumprir todas essas obrigações no futuro. (Para detalhes específicos sobre o Brasil, veja este artigo).

Por isso, a previdência social será o programa que levará os governos à falência. Isso ocorrerá para todos antes do fim do século XXI. A maioria já estará falida antes de 2050.

O estado é um falso herdeiro. Ele assumiu a responsabilidade legal associada ao legado familiar. Ao longo da história, os filhos e seus cônjuges sempre estiveram prontos para arcar com a responsabilidade de bancar seus pais idosos. Os pais sabiam que seu sustento era retirado do orçamento de seus filhos. Eles também sabiam que seus filhos herdariam os imóveis e as terras da família. Ou seja, era uma relação que envolvia uma troca de favores, um compensação, um retorno.

Porém, à medida que o estado foi continuamente assumindo a função econômica dos herdeiros biológicos, os pais passaram a utilizar a política como forma de conseguir um maior suporte financeiro em sua aposentadoria. E este suporte financeiro passou a ser extraído do bolso comum de toda a nação.

Consequentemente, virtudes como a poupança, a frugalidade e a visão de longo prazo perderam a importância. Não mais fazia sentido levar uma vida financeiramente comedida visando à aposentadoria futura. Dado que a sua aposentadoria já estava garantida pelo estado, e seria bancada por terceiros desconhecidos, não mais fazia sentido acumular capital para, no futuro, viver à base deste capital acumulado. A sua aposentadoria passou a ser um passivo para terceiros desconhecidos, os pagadores de impostos. Não é mais responsabilidade sua nem de seus familiares.

E por que os pagadores de impostos — os terceiros desconhecidos — aceitam este arranjo? Simples: porque eles, no futuro, também esperam estar no lado recebedor do esquema. A maioria imagina que aos 62 anos de idade já poderá começar a receber suas pensões mensais. A maioria espera poder viver duas décadas com esta fonte de renda. Tais pessoas esperam não ter de ir morar com seus filhos, genros e noras. Os filhos e os genros e noras também esperam que isso não ocorra.

No Ocidente, a obrigação moral de honrar pai e mãe foi rompida pelos programas de previdência compulsória. O laço pessoal da aliança familiar foi rompido. Os mais velhos trocaram a segurança dos laços familiares pelas promessas dos políticos. Só que nenhum destes políticos estará na vida pública quando a crise fiscal se abater.

Os filhos dos aposentados ainda imaginam que, ao se aposentarem, terão a mesma vida financeira de seus pais, que recebem subsídios do governo. Só que os impostos necessários para sustentar os pais aposentados estão consumindo o capital do país. Isso irá reduzir o crescimento econômico futuro. Consequentemente, irá reduzir o fluxo de renda no futuro, inclusive os impostos necessários para bancar a própria previdência. O capital da nação está sendo consumido. Este será o maior legado de todos.

Politicamente, as pessoas que estão recebendo as pensões irão resistir a toda e qualquer redução nas pensões. "Nós pagamos a previdência social! Temos o direito de receber o dinheiro de volta! Por lei!". Tal pressão política garante a continuidade — e a expansão — do programa. Essas pessoas votam. Políticos temem sua fúria na próxima eleição. Simultaneamente, os trabalhadores que hojem pagam impostos também resistem a qualquer mudança. Eles querem passar a ser recebedores de dinheiro no futuro. Igualmente, eles não querem se tornar responsáveis por bancar seus pais caso o governo saia de cena.

Ninguém olha para a realidade fiscal e suas consequências inevitáveis: a falência futura. Os passivos sem fundo não serão honrados.

E por que todos ignoram isso? Porque as pessoas são inerentemente imediatistas. Elas não olham para o futuro distante. Pensam apenas no curto prazo. Há uma tendência a ignorar notícias ruins sobre o futuro mais distante. Elas também são otimistas em relação ao estado. Elas gostam de ouvir notícias boas sobre o futuro próximo, como a de que a previdência é sustentável. Elas querem que o programa previdenciário estatal continue.

Conclusão

Em vários países, o programa se chama Seguridade Social. Mas o programa não é social; é político. E o programa não é seguro; ele depende da política.

A criação da previdência social estatal solapou a estrutura familiar do Ocidente. Os pais esperam menos de seus filhos. Os filhos esperam gastar menos com a velhice de seus pais. A ampla aceitação da moralidade das pensões distribuídas pelo governo com o dinheiro dos outros aboliu todo o sentimento de obrigação e culpa dos filhos para com os pais.

Mais: os filhos alegremente defendem — e votam por — mais programas assistenciais para os mais velhos. Eles também querem receber o seu no futuro. Mas eles não contabilizam o custo destas operações futuras para seus respectivos governos. Eles não entendem que os passivos a descoberto do programa levarão a um calote geral em todas as promessas assistenciais.

O programa estatal de previdência compulsória criado por Bismarck em 1889 criou um precedente para o Ocidente. Outros países copiaram. Isso levou a uma séria fiscalmente insustentável de programas previdenciários estatais no Ocidente. As promessas dos políticos, em algum momento, irão se revelar desconectadas da realidade fiscal. Haverá calotes universais em vários programas assistenciais. Isso irá solapar a confiança nos governos. Irá também acabar com a legitimidade deles perante os eleitores.

"Mas vocês prometeram!", dirão os desesperados sem aposentadoria. "Desculpe, calculamos mal", dirão os políticos em resposta.

No final, os filhos voltarão a ter de sustentar os pais. Só que eles não estão preparando seu orçamento para isso.

___________________

Nota do Editor

Se você tem menos de 35 anos, não conte com o INSS para a sua aposentadoria. E isso nada tem a ver com a "competência da gestão" do programa. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, e não houvesse um único centavo desviado ou malversado, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo.

E por causa da demografia.

No Brasil, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. (Veja o gráfico aqui).

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Para a previdência continuar solvente, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro). 

Conclusão: comece imediatamente a poupar e a investir. Não conte com nenhuma solução mágica criada por políticos.

Eis um artigo inteiramente sobre isso:

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

E outro:

A Previdência Social brasileira - um esquema fraudulento de pirâmide

62 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • anônimo  27/07/2017 15:42
    Não aguento mais esse tal de Estado.
    "Joguem o Estado do trem"
  • Marcus Aurelio  27/07/2017 16:11
    Sobre a Previdência, nenhuma reforma, de qualquer tipo que seja, e por mais bem pensada que seja, irá funcionar a contento.

    Sabem por quê?

    Porque não existem soluções coletivas. Há apenas soluções individuais.

    Eu, por exemplo, tenho a solução para a minha previdência. (Não contribuo para INSS e faço exatamente o que sugere o artigo; e estou feliz). Mas eu não tenho a solução para a Previdência de todos. Por mais que eu queira genuinamente ajudar, sei que tem gente que não quer.

    E o pior problema é que a esmagadora maioria dos brasileiros desconhece até mesmo coisas básicas, como juros compostos (ensinado no primeiro grau da escola). Eles perdem a oportunidade de se aposentar cedo tirando proveito dos maiores juros reais do mundo, e ainda imploram para políticos cuidarem deles.

    Não serei eu quem irá esquentar cabeça para ajudar essa gente.

    O que é meu tá resolvido. Tenho a solução para mim e para meus filhos. (E talvez netos). Mas não tenho a solução para meus vizinhos e nem para meus parentes. Nada posso fazer por eles.
  • Sergio Christofoli  27/07/2017 20:04
    Agora estou curioso para saber qual é esse seu plano de aposentadoria, poderia explica-lo para mim?
  • Marcus Aurelio  27/07/2017 20:17
    Sou autônomo, muito competente em minha aérea (o que sempre me garantiu bons proventos), nunca trabalhei por CLT (o que me permitia reter 100% dos meus ganhos), sempre fui muito poupador e sempre fui estudioso de investimentos.

    Faço apenas aplicações conservadoras. Aplico em Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos (que têm ótimas rentabilidades garantidas pelo FGC), Debêntures e Letras de Câmbio. Ou seja, só renda fixa. (Investimentos esses gratuitos e acessíveis a qualquer pessoa com internet).

    Exceto contas, pago tudo no cartão de crédito (o que faz com que eu tenha de dar baixa em meus investimentos apenas uma vez por mês).

    Faço isso desde 2005. O que já tenho acumulado me permite parar de trabalhar completamente hoje, viver sossegadamente de renda, e ainda garantir uma boa vida para meus dois filhos (5 e 8 anos de idade) por um bom período de tempo.

    O Brasil tem os juros reais mais altos do mundo, e beira o inacreditável o quão pouco as pessoas se aproveitam disso. Aqui, se o cara for poupador e bom investidor -- além de competente naquilo que faz (o que lhe garantirá bons salários) -- já dá pra ele se aposentar bem após 15 anos de trabalho. Se tanto.

    Desconheço outro país no mundo em que recompense tanto ser poupador quanto o Brasil. E, incrivelmente, pouquíssimos se aproveitam disso.
  • anônimo  27/07/2017 20:31
    Ótimas colocações, Marcus Aurelio. Sou do seu time. A primeira coisa que faço com meu salário é aplicá-lo integralmente. Uma fatia (a menor possível) vai pra liquidez diária, a qual será usada para pagar contas futuras e a fatura do cartão de crédito. O restante (a grande parte) vai para investimentos de menor liquidez, que pagam juros maiores.

    De minha parte, apenas surfo na ignorância do povo: o país tem as maiores taxas de juros do mundo, ninguém se aproveita delas, e aí sobra muito ativo para mim.

    Por mim, que continue tudo exatamente como está. Que a reforma da Previdência seja barrada, que esse arranjo fraudulento continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir (pois os idiotas acreditam em esquema de pirâmide). Aí sobram mais títulos a juros altos para mim. Como o governo terá de gastar e se endividar cada vez mais, eu estarei ali para financiá-lo a juros altos. E os próprios idiotas crentes na Previdência terão de pagar impostos cada vez mais altos para bancar os juros dos meus títulos.

    De novo: acho ótimo que o povão continue ignorante e que a demanda por ativos financeiros continue baixa (e, logo, seus juros continuem altos). Meus rendimentos continuarão sensacionais (na NTN-B Principal, "apenas" 60% em um ano).
  • anônimo  25/04/2018 21:55
    E o governo vai te pagar como ? Com bitcoin ?
  • Adrimar  30/07/2018 13:20
    Você está olhando rendimento de marcação a mercado. Mas, se não vendeu seu título, essa valorização vai se diluir ao longo do tempo e o retorno será exatamente aquele contratado na sua compra. Quanto aos juros, são elevados, explica-se, em sua grande parte, por causa do déficit do governo, que consome grande parte do crédito do país. Sem contar com os empréstimos subsidiados do BNDES.
    Muito cuidado com renda fixa, pois o que vale são os juros reais e a inflação sempre está na espreita aqui no Brasil, até porque governos adoram um pouco de inflação.
  • Jorge Luiz Guedes  28/07/2017 09:49
    Exatamente isso Marcus Aurélio. Se os brasileiros fossem educados financeiramente certamente não necessitaríamos das benesses do estado e, ainda, contribuiríamos para o crescimento econômico, já que pouparíamos mais e consequentemente investiríamos mais. Aqueles que souberem surfar a onda de juros altos dos títulos públicos ou os gordos dividendos de empresas sólidas não têm que lamentar o peso da demografia.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/07/2017 10:50
    Marcus, eu sou o único da família que tem esse hábito de se abster (meus avós tinham, mas hoje são falecidos), eu faço pequenos investimentos em bitcoin (infelizmente hoje sou informal em uma pequena feira da cidade). Que conselho você daria para investir nesses títulos de bancos (quero à longo prazo)? É algo que um leigo conseguiria fazer?
  • Marcus Aurelio  29/07/2017 14:49
    Abra conta em corretoras (Easynvest, XP etc.) e faça seus aportes mensais, inclusive em Tesouro Direto. Abra conta também em bancos pequenos, como Intermedium e Sofisa.

    Você faz absolutamente tudo de graça e sem sair de casa. Só com um smartphone.

    Se você está mirando o longo prazo, sem necessidade de resgate antecipado, mais fácil ainda. Compre títulos atrelados à inflação e aqueles que pagam acima de 118% do CDI (tudo é garantido pelo FGC).
  • Maicon Morais  26/07/2018 15:27
    Fundos não são garantidos pelo FGC.
  • Felipe  26/07/2018 15:40
    Quem falou em fundos?
  • Elder  29/07/2017 14:46
    Quais bancos são esses?
    Como é que investe? Pelo App do próprio banco eu acho?
    Tem alguns anos que pesquiso, mas nunca fui adiante nesses investimentos. Tem dois anos que contribuo com o INSS, mas quero parar logo e alocar o valor em investimentos.
  • Marcus Aurelio  29/07/2017 14:59
    Saia do INSS o mais rápido possível. E considere que todo esse dinheiro que você deu foi uma mera doação. Você não o terá de volta.
  • Davi Pereira Gomes  28/07/2018 15:45
    Vou levar essas dicas de voces para resto da vida,hoje já começarei a pesquisar sobre investimentos.
    Eu tenho 18 anos,entao sou jovem ainda,e como o Brasil esta cada vez mais se afundando ( essas eleiçoes de 2018 me assustam mais ainda),interessante pesquisar novas possibilidades de investimento.Afinal na escola nós só apendemos o seguinte - Estude,passe no vestibular,e entre na faculdade- maioria dos alunos saem da escola sem noçao alguma de como o mercado funciona.
    Enfim,se tiverem mais algumas dicas ou materiais para ajudar um leigo em investimentos,ficarei ainda mais agradecido.
  • Demolidor  28/07/2018 16:31
    Mais para frente, quando tiver algum dinheiro, seria interessante considerar conta no exterior. Não é recomendação de investimento, apenas opinião minha.

    Até um BB Americas (Banco do Brasil) já serviria. Se não for problema o escrutínio da Receita (note que é crime não declarar que tem patrimônio no exterior e paraísos fiscais costumam ser mais vigiados), um Standard Bank da Ilha de Man poderia ser uma boa. Enfim, há um monte de opções.

    Só não pense que você vai ficar escondendo dinheiro ou que dá para ir não declarado. Faça tudo direitinho. Encare como proteção contra certos impostos e inflação, além de possibilidade de investimento fora do país. Bancos, mesmo de paraísos fiscais, costumam seguir normas rígidas de ML/TF. Normal você ter que preencher um Fatca, um documento para o governo americano, por exemplo.

    Também considere que as taxas bancárias no exterior podem ser bem elevadas e só justificadas com um valor significativo de recursos. Muitas vezes só compensa tendo uma empresa no exterior e recebendo dinheiro através da mesma.

    Enfim, um bom tópico para você estudar aí.
  • Adrimar  30/07/2018 13:13
    Se você está fazendo suas contas em deixar um dinheiro aplicado por 15 anos e depois viver da renda disso (renda fixa, claro) por mais 50 anos, talvez tenha algum erro nas suas contas. A não ser claro, que tenha juntado nesses 15 anos um patrimônio tão grande e volumoso que garanta isso. Mas no Brasil, quase ninguém tem essa capacidade de aporte.
  • Guilherme  30/07/2018 13:28
    Em 22 de janeiro de 2016, o papel Tesouro IPCA+ estava pagando IPCA mais 7,82% de juros.

    Se você tomar um IPCA médio de 4% ao ano (estou sendo bem conservador) e tiver aplicado 500.000, na data de vencimento do título (maio de 2035), você terá R$ 3,8 milhões líquidos. Acho que tá bom, não?

    www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-calculadora


    Aí você pega esses R$ 3,8 milhões e aplica em um investimento totalmente tosco, como poupança, e terá R$ 15.200 por mês. Se isso não for o suficiente para viver de renda, então eu acho que seu padrão de vida tá muito luxuoso.
  • Davi Pereira Gomes  06/08/2018 18:16
    Eu sou totalmente leigo em investimentos,apenas possuo um conhecimento de modo geral na economia e politica pois estudo sobre isso.Voce disse que sempre estudou sobre investimentos,existe algum livro ou algo do tipo que voce recomendaria ?
  • Carlos  10/05/2019 12:08
    Fique muito doente e depois conversaremos.
  • Eugenio  17/05/2019 15:31
    O sujeito aplica em dívida pública, que é justamente um dos pontos que mais se combate em relação ao Estado. Se os juros fossem negativos ou zero, teria de migrar sua rica poupança para investimentos, os quais, pela cartilha Miseana, rendem muito mais, já que a iniciativa privada sempre é superior em gestão e portanto, resultados. Capitalistas de araque e preguiçosos é quem entregam seu dinheiro ao Estado. E o sujeito se pensa livre do Estado, quando na verdade quer apenas uma teta para mamar
  • Guilherme  17/05/2019 15:43
    [i]"Se os juros fossem negativos ou zero, teria de migrar sua rica poupança para investimentos, os quais, pela cartilha Miseana, rendem muito mais, já que a iniciativa privada sempre é superior em gestão e portanto, resultados."

    A parte final da sua frase tem uma lógica totalmente errada.

    O fato de a iniciativa privada ser superior em gestão em nada garante que ela terá rendimento maior que um título público do governo. Aliás, é o contrário: quanto mais avacalhado for o governo (como é no Brasil e na América Latina em geral), maior será a rentabilidade deste título público, e muito mais difícil será batê-lo.

    E não precisa acreditar em mim, não. Confira com seus próprios olhos: em um período de 12 meses, teve título público que rendeu quase 40%.

    www.tesouro.gov.br/pt/-/rentabilidade-acumulada

    Qual empresa tem uma margem de lucro de 40% em um ano?

    Igualmente, você acha que há alguma empresa argentina capaz de trazer mais rentabilidade aos seus acionistas do que os juros da dívida argentina? Naquela economia?

    Você, em suma, cometeu um erro crasso.
  • Gustavo Mello  27/07/2017 16:17
    Perfeita a abordagem da rebentação dos laços familiares. É isso mesmo. Hoje, ninguém quer mais saber de prover para si próprio para o futuro. O imediatismo e o consumismo são a base de tudo.

    Poupar para o futuro e viver abaixo de suas posses passou a ser vista como comportamento de otário (os keynesianos e sua defesa dos gastos e sua crítica à poupança são um dos grandes culpados).

    Aliás, os próprios pais, que deveriam dar o exemplo, são os primeiros a incentivar os filhos a incorrer em gastos (comprar carro e apartamento), a "contribuir" para o INSS, a viajar, e a começar a trabalhar tarde.

    Os pais que hoje conseguiram se aposentar -- e bem -- juram que seus filhos terão o mesmo destino. E os filhos juram que se aposentarão daqui a 30 anos e viverão como seus pais hoje.

    Todos estão in for a big surprise.
  • libertario anonimo  30/07/2018 16:12
    E verdade,eu ja cai nessa,ainda bem que acordei. Porem conheco contador que ainda acredita no inss.
  • Entreguista  10/05/2019 14:53
    O pior que eu tambem conheco. E é mais de um ainda.
  • Dermeval Franco   27/07/2017 16:21
    Tenho 32 anos, contribuo há 10 anos para previdência, pago previdência privada há 6 anos, faço alguns investimentos e mesmo assim não me sinto seguro quanto a minha aposentadoria futura. O Brasil é um país muito incerto. Já houve calote, confisco de poupança, hiperinflação, congelamento de preços, quebra de contratos, há leniência com grupos terroristas que invadem propriedades, etc.

    O brasileiro tem uma mentalidade estatista e vota em quem promete gastar mais. Falar em reduzir os gastos públicos é como se estivesse xingando a mãe. Se a economia não voltar a crescer até 2018 não duvido cairmos novamente nas mãos de outro populista, que vai aumentar os gastos, intervir ainda mais e ser leniente com a inflação/destruição da moeda.

    O ideal é, quem pode, fazer uma poupança no exterior, investir num país estável, com longo histórico de respeito pelas instituições e estabilidade da moeda: EUA, Inglaterra, Suíça, etc. Ainda não confio no bitcoin como um investimento seguro a longo prazo e nem acho que o ouro seja investimento para formar patrimônio, é bom para proteção, mas não rende juros.

    Confiar no real e na mentalidade de repartição do brasileiro não é viável a longo prazo.
  • anônimo  29/07/2018 04:38
    Pra isso existem as Cryptomoedas hoje
  • Dermeval Franco  27/07/2017 16:24
    Fora que tem trabalhador rural que nunca viu uma foice, pois mora na cidade. Ele consegue um contrato de comodato de um lote rural qualquer, algumas testemunhas e temos um segurado que nunca vai contribuir com um puto para a previdência. Tudo isso respaldado por sindicatos rurais picaretas. Vai trabalhar na informalidade eternamente. Se esse salafrário se acidentar, geralmente de motocicleta, vai receber auxílio-doença. Quando velho vai poder se aposentar e acumular com a pensão da esposa. Isso é insustentável.

    O pior é que não existe a opção do cidadão trabalhador formal não contribuir, ou optar por gerir sua própria poupança para aposentadoria, pois é obrigatório o recolhimento. Quando falam em reforma, aparecem sindicalistas gordos, com abdomes protusos de batráquio, um Paulo Paim da vida. O tipo de gente que não gosta de trabalhar, mas tem lobby forte para impedir qualquer reforma que acabe com sua boa vida.
  • Italiano  27/07/2017 16:29
    A melhor reforma da previdência foi a "não reforma" da italia. O sistema quebrou de fato, não foi reformado, todo mundo sabe que ninguém receberá a aposentadoria e aí todos já sabem que devem poupar.

    Foi privatizada de fato!
  • Joao  27/07/2017 19:19
    Não conheço esta história e me interessei pelo assunto. Fiz uma rápida busca no google e não encontrei informações
    Pode me indicar algum texto ou artigo sobre isso (Se possível, em português ou inglês. Na falta, pode ser em italiano mesmo que tento me virar com um tradutor)?
    Grato
  • Jones  27/07/2017 19:32
    Posta algum link sobre a previdência italiana, estou curioso. Mas vamos supor que faliu, os aposentados voltaram a trabalhar? Os trabalhadores ainda continuam pagando a previdência?
  • Matheus Penha  27/07/2017 19:41
    Também li sobre isso numa recente edição da The Economist (e não, não serei eu quem sairá procurando e colando links).
  • Humberto  27/07/2017 19:52
    blogs.lse.ac.uk/europpblog/2012/11/02/italy-pension-system/

    https://www.wsj.com/articles/its-matteo-renzis-turn-to-tinker-with-italys-pensions-1466105487

    https://www.ssa.gov/policy/docs/progdesc/ssptw/2012-2013/europe/italy.html
  • Felipe Lange  03/08/2018 20:54
    Faz sentido. Meu padrasto que é romano consegue ser mais frugal que o meu vô materno, que já era frugal.
  • Dianari  27/07/2017 16:36
    São necessários mais artigos mostrando justamente que a Previdência é uma das maiores imoralidades já criadas pelo governo.

    Hoje, eu sou obrigado a sustentar um aposentado que eu nunca vi na vida (ao mesmo tempo em que a família dele esta desincumbida disso) apenas para que, no futuro, eu tenha o mesmo direito de igualmente escravizar outra pessoa para que ela me sustente.

    E o fato de todo mundo achar isso lindo, moral e inegociável é o que é realmente pavoroso.
  • Leigo  28/07/2017 14:35
    Já tem muito artigo nesse sentido. Só falta a gente sair imprimindo esses artigos e distribuir por ai haha
  • Rennan Alves  27/07/2017 16:36
    Já saiu até "relatório" da CPI da previdência.

    portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-733587212.pdf
  • Capital Imoral  27/07/2017 16:37
    Sobre a necessidade de abolir o sexo físico entre Heterossexuais

    Uma questão muito importante para o futuro do Socialismo e para o futuro da humanidade, se encontra na necessidade, obrigatória, de abolir o sexo heterossexual no futuro. Este pequeno texto pretende fazer uma introdução sobre está questão.

    O mundo atual encontra-se à beira da extinção, temos pesquisas que indicam que se o homem continuar a produzir esta quantidade altíssima de CO2, em menos de uma geração, já não haverá possibilidades de viver na terra. Cientistas renomados como Pirula, já confirmaram que o Aquecimento Global realmente existe e que ele é causado pelo ser Humano. Torna-se necessário fazer algo.

    Muito se tem discutido sobre ações políticas para evitar um futuro catastrófico; Houve diversas tentativas de trazer conscientização social para sociedade, na tentativa de levar o ser humano a ter ações minimalistas, dou exemplos: Não comer Carne, Não fazer churrasco, não usar o carro ou meios de transportes poluentes, como caminhões por exemplo. Mas esta sociedade hipócrita não quer colaborar.

    Até que Caiu do céu uma reportagem que traz a solução para este problema gravíssimo. A reportagem traz o seguinte título: "Ter menos filhos é ação mais eficaz contra aquecimento global, diz estudo", Eles ainda afirmam: "Wynes e Nicholas concluem, por exemplo, que ter um filho a menos contribuiria para uma redução média de 58,6 toneladas de CO2 na atmosfera por ano, uma quantidade muito maior que as outras três principais alternativas recomendadas: viver sem carro (2,4 toneladas), evitar viagens de avião (1,6) e adotar uma dieta vegetariana (0,8)."

    Com base nesta reportagem, Eu gostaria de sugerir ações políticas que visam proibir o sexo entre Heterosexuais. Primeiro que sexo entre homem e mulher é algo que me incomoda, pois remonta a um tempo passado onde os homens eram banais e grosseiros - Como Adão e Eva; Segundo que os tempos atuais, exigem, obrigatoriamente, um novo estilo de vida focado no minimalismo e no sexo intelectual; Terceiro que é para o bem da humanidade, logo torna-se necessária criar um Banco Mundial de bebes, pois a reprodução do futuro será via inseminação artificial. Existirá um Grande Banco Mundial que vai decidir a taxa de bebês que devem nascer no mundo. O Socialismo triunfará e o Mundo será belo e organizado.

    Você sabia?
    O que é sexo intelectual?
    Sexo intelectual será o futuro do sexo entre seres humanos. Neste futuro o homem irá ler um trecho de poema ou livro para mulher, ao qual será o bastante para se satisfazer sexualmente. È importante lembrar que não deve haver toque, no máximo olhares. Nenhum dos dois devem tirar as roupas; a satisfação do libido sexual deve ser feita exclusivamente por palavras.
    Fonte: BBC www.bbc.com/portuguese/geral-40595729

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Pobre Paulista  27/07/2017 17:20
    Sei que não devia, mas entrei no link e me surpreendi que exista quem realmente pense assim.
  • Realista  27/07/2017 17:26
    Me pergunto como os moderadores dessa página permitem esse tipo de comentário. Não tem nada haver com o tema proposto, nada agrega. Comentário estúpido apenas para tumultuar.

    Se é ou não um troll, não interessa, eu jamais permitiria isso (é apenas um pitaco pessoal). Tente comentar em "páginas esquerdistas", qualquer contradição ao pensamento deles, é sumariamente censurado, então porque dá espaço a esses canalhas aqui?
  • Tarabay  27/07/2017 20:31
    "Me pergunto como os moderadores dessa página permitem esse tipo de comentário. Não tem nada haver com o tema proposto, nada agrega. Comentário estúpido apenas para tumultuar."

    R: Porque os moderadores são libertários e, por óbvio, defendem a liberdade de expressão do indivíduo, mesmo que seja usada para defecar pelos dedos.

    Se é ou não um troll, não interessa, eu jamais permitiria isso (é apenas um pitaco pessoal). Tente comentar em "páginas esquerdistas", qualquer contradição ao pensamento deles, é sumariamente censurado, então porque dá espaço a esses canalhas aqui?

    R: Primeiramente, não somos iguais a eles e a partir disso, ao tratar socialistas com censura estaríamos fazendo o mesmo que eles, descendo o nível intelectual ao agir feito criança. Segundo, não se vence um debate deletando um comentário inoportuno, vence-se utilizando a lógica e a dialética.

    Espero ter ajudado.

  • vanderlei  17/08/2017 01:51
    Colocar numa mesma variável, militar, civil, rural, urbano, favelado, desempregado.
    Não dá certo, para quem paga não dá prejuízo, mas não fornecem o extrato.
    Piramide é coisa de comunista.
    Agora, você depende de seu vizinho, se ele estiver desempregado, você não recebe a sua aposentadoria.
  • anônimo  27/07/2017 17:29
    Capital, é só o homem se casar com a mulher que acaba o sexo hoje as pessoas tem tido muitos filhos pq não se casam, têm filhos antes do casamento.
    Depois que me casei q tive a primeira filha minha frequência de sexo caiu pela metade, depois de ter o segundo filho a frequência caiu para zero.

  • Burocrata  27/07/2017 17:51
    Tá. E a previdência?
  • Arnaldo  27/07/2017 19:57
    Assim que é socialista, quer meter o estado até onde você enfia o pinto.
  • Esron  27/07/2017 21:09
    Acho que a troça que o Capital Imoral faz é bem válida pois mostra exatamente como os intelectuais socialistas pensam. O texto deixa a gente perplexo com tais possibilidades mas, é importante sabermos o que essa gente pensa. Muito embora concorde com o colega que o comentário nada tem a ver com o artigo; desse modo convém certa moderação por parte do Imoral capitalista. Que já refutou mises.
  • Luiz Moran  28/07/2017 14:08
    Capital Imoral, estou curioso em saber uma coisa sobre você: Como você conseguiu nascer ? Precisa ter cérebro para isso.
  • Viking  28/07/2017 16:55
    lembrei do filme do Stallone, aquele das tres conchinhas
  • Caio  25/07/2018 20:24
    Capital Imoral hahahaahahahahaah


    depois do link ser "sério" é de dar raiva mano.....

  • Coxinha opressor  26/07/2018 10:56
    Vc é uma figuraça... as vezes eu nem leio o texto, mas seus comentários são leitura obrigatória. kkkkkkk
  • FL  27/07/2017 17:02
    Conheci o IMB há alguns anos lendo este artigo sobre o esquema de pirâmide na previdência brasileira do Bernardo Santoro. Posso tranquilamente dizer que foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Aquilo literalmente abriu meus olhos para diversas coisas que eu simplesmente não entendia, por pura falta de interesse de ir atrás e por nunca ter achado um conteúdo tão claro. A partir dali, começar a ler outros artigos sobre diversos temas foi um processo natutal (e sem retorno).

    Esse artigo do Leandro Roque (sempre ele) com uma proposta para a previdência é absurdo. Já mostrei para várias pessoas - para aqueles que eu sei que jamais leriam o artigo todo, eu simplesmente simulo a conta com o salário de R$1.000, inclusive instalei uma calculadora financeira simples no celular para fazer o cálculo do FV. É absolutamente impagável ver a reação das pessoas (imagino que essa foi a minha cara quando li tudo pela primeira vez).
  • Leigo  28/07/2017 14:40
    Partilho do mesmo sentimento.
  • Amilcar  27/07/2017 17:50
    Proibimos então a previdência privada no Brasil, visto que bancos privados tb vão a falência, aposto como o raciocínio muda...
  • Martins  27/07/2017 18:20
    1) Na previdência privada, nenhum terceiro é espoliado para bancar o aposentado. O dinheiro não advém do confisco de terceiros.

    2) Se o banco quebra, quem se estrepa é o investidor. E só ele. O resto da sociedade permanece numa boa.

    3) Achar que os dois arranjos são iguais, inclusive em termos morais e econômicos, demonstra suprema ignorância.

    4) Nenhum libertário defende ou advoga previdência privada. Isso é do foro íntimo de cada um. O que o libertário realmente defende é o fim do confisco estatal: o fim da obrigatoriedade imposta pelo estado de o sujeito ter de dar dinheiro para o INSS. Cada um deve ter a liberdade de reter todo o seu salário e investi-lo como bem entender, seja em previdência privada, seja em ações, em debêntures, em CDBs, LCIs, LCAs, Letras de Câmbio etc.

    Após ter entendido todo esse básico, palpite novamente.
  • Arnaldo  27/07/2017 18:56
    Previdência privada não é compulsória.
  • Sérgio Moraes  27/07/2017 18:23
    Esse Capital Imoral é sensacional...kkkkkkkkkkkkkk....
  • Guilherme  27/07/2017 19:26
    Talvez eles imprimam a diferença inicialmente, pra postergar o calote.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  27/07/2017 20:26
    No Brasil, a Previdência Social deve ser a prioridade.
  • Arnaldo  28/07/2017 14:09
    Sim, a primeira coisa a abolir quando arrumar o país
  • Bruno Feliciano  27/07/2017 22:52
    Vcs não acham um absurdo a o codigo civil sobre união estavel?

    Sem contrato, tu morou 5 anos com uma pessoa, ai uma pessoa prova que era uniao estavel, ai pronto ela tem direito a metade dos bens construidos durante esses 5 anos.

    Por isso tem um monte de vagabunda dando golpe da barriga, isso ai virou um grande negocio.


    Se tem um contrato, tudo bem não há o que se falar.

    Agora vem ca, sem contrato nenhum, prova-se através de testemunhas que havia união estável, ai a pessoa já tem direito..


    Vocês nunca fizeram um artigos sobre esse absurdo? Isso é um desrespeito aos contratos e os direitos de propriedade.
  • Luiz Moran  28/07/2017 14:13
    É por isso que cada vez mais aumenta o número de putas e puteiros no Brasil.
  • Ex-microempresario  28/07/2017 17:32
    Não fale isso muito alto, senão algum deputado ouve e cria a ANP (Agência Nacional de Putaria) para regulamentar o setor e proteger os cidadãos dos perigos do livre mercado.
  • lorivaldo  29/07/2017 23:16
    Isso mesmo, senão a burocracia encarecerá mais o "produto" e o próprio governo vai ter que criar o "Bolsa Put@" ou "MPMV"!
  • Richard Gladstone de Jouvenel  27/07/2018 15:05
    Se no MPMV o subsídio for bom eu tou dentro !! (literalmente...)
  • Sálvio Silveira  27/07/2017 23:38
    Esse artigo me provocou uma profunda reflexão.

    Eu estou cuidando do meu pai que está beirando os 70 anos, o levo para o hospital fazer os exames etc. E o que sempre noto é que a maioria dos idosos estão desacompanhados dos filhos. Conversando com uma médica que atendeu meu pai, ela falou que tinham filhos que largavam os pais no hospital e até esqueciam de buscar. Já aconteceu de eu ver uma senhora chorando de dor em uma fila e sem ninguém acompanhando-a.

    É aquila história: Centraliza-se o poder nas mãos do Estado e se separam as pessoas, pois o "Deus Estado" resolverá tudo, desde previdência até até o "tamanho ideal" do pastel de feira (como ocorre na cidade de São Paulo).
  • Vinícius Garcia  28/07/2017 01:02
    É isso aí, Sálvio. Você acabou de ver a teoria acontecendo na prática. Perfeitas sua descrição e conclusão.
  • Nordestino Arretado  28/07/2017 00:23
    Tenho uma dúvida: Na ausência da previdência social, quem irá prover sustento para aquelas pessoas que possuem deficiências físicas que impeçam a atividade laboral, uma vez que os pais irão falecer um dia, e a quantidade de filhos está diminuindo consideravelmente, o que resulta em menos irmãos para prover sustento para às pessoas deficientes?
  • Igor  28/07/2017 01:05
    Para começar, este seu exemplo envolve seguridade social e não previdência (que é o tema do artigo).

    Em segundo lugar, toda pessoa é livre para contratar seguros a esse respeito. Aliás, seguros existem exatamente para isso: para eventos inesperados. Sofrer um acidente é tão inesperado quanto sua casa pegar fogo. Por que o governo tem de cuidar do primeiro mas não do segundo?

    Esse problema que você levantou, portanto, poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não se pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.

    Por fim, caso nada acima baste, sabe quem vai ajudar essas pessoas? Você.

    Você irá fazer doações, você irá agitar nas redes sociais para angariar doações para essas pessoas. Hoje, com a penetração das redes sociais, é impossível uma boa causa passar despercebida e não ter aderentes.

    O problema é que ninguém quer realmente fazer isso. Você, por exemplo, não quer doar e nem quer se dar ao trabalho de fazer a agitação. O que você quer é que outros tenham o dinheiro confiscado.

    É papo de sempre: quero fazer redistribuição de renda, mas quero que apenas a renda dos outros seja distribuída.

    Aqueles que querem distribuir o bolo querem acima de tudo o controle da faca.

  • Rodolfo Andrello  01/08/2018 18:18
    "Aqueles que querem distribuir o bolo querem acima de tudo o controle da faca". Gostaria de saber a quem eu devo dar os créditos por esta brilhante descrição. Estou fazendo o esqueleto de um artigo pra ser publicado num periódico jurídico e nesse tipo de espaço pra trazer conceitos de terceiros você praticamente precisa citar rg cpf e cnpj dos autores das ideias.
  • Bob Fields  01/08/2018 18:37
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  28/07/2017 00:25
    A Previdência Social é um direito e não terá fim.
  • Ex-microempresario  28/07/2017 17:41
    Um turista tomou um táxi em Roma. Embora já soubesse da fama do tráfego caótico da Itália, não deixou de se espantar enquanto o motorista "costurava", recebia fechadas e ignorava todas as regras de trânsito possíveis. Até que em um momento, o motorista parou bruscamente em um cruzamento. O motorista perguntou "Mas não temos a preferência neste cruzamento ?" O motorista respondeu:

    "Signore, a preferência não é algo que se tem. É algo que lhe dão. Se não lhe dão, você não tem."

    Substitua "preferência" por "direito" na frase acima caso a metáfora não tenha ficado clara o bastante.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  04/11/2017 00:35
    Ignore as "substituições" se a afirmação acima não tenha ficado clara o bastante.
  • News  28/07/2017 02:49
    OFF:
    exame.abril.com.br/mundo/o-comeco-turbulento-de-macron/
  • Adão  28/07/2017 12:55
    É assustador.
  • Wasabi  28/07/2017 13:18
    Sendo realista a previdência só acabará quando a mesma falir.
    Já que os segurados são pagos com o dinheiro de quem paga.

    O melhor a fazer é sempre pagar primeiro a si mesmo.
    Retirar uns 10% a 20% do salário e ir guardando. Quando tiver o suficiente investir em tesouro direto, negócio, ações etc.

    Quanto menor o valor melhor, pois a medida que se quebra a cara mais inteligente ficamos para investirmos corretamente.
  • Heinrich  01/08/2017 02:50
    foda é que assalariado não consegue não doar pra porcaria do INSS
  • Wasabi  03/08/2017 17:40
    Por outro lado duvido que o empregador caso não fosse obrigado por lei pagasse o FGTS e muitos não pagam.
    Duvido muito que isso se reverteria em aumento real de salário.
  • Eustáqui  03/08/2017 17:47
    O valor que o patrão paga de FGTS já representa um custo do empregado para ele. Quando você contrata alguém, você já tem de levar em conta esse custo. Portanto, seria muito melhor que o FGTS pudesse ser entregue separadamente para o trabalhador, para que este então pudesse fazer o que quiser com ele.

    Mas sim, de fato nada garante que com o fim do FGTS haveria aumentos salariais.

    Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos salariais. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • Ex-microempresario  03/08/2017 19:27
    Porque então o empregador oferece plano de saúde e vale-refeição, já que não é obrigado por lei ?
    E porque paga mais que o salário mínimo, já que não é obrigado por lei ?
    Porque existem aumentos de salário, já que não é obrigado por lei ?

    Enquanto persistir este coitadismo de achar que o "patrão malvado" paga o salário que lhe dá na telha, não há esperança para este país.
  • Luiz Moran  28/07/2017 14:06
    Previdência Social = Pirâmide oficial
  • Filósofo  28/07/2017 14:35
    O artigo não foi uma supresa para mim. Eu já tinha pensado nisso.

    E vou além...Os socialistas querem que o estado seja Deus. A fé no estado é a melhor explicação sobre a crença no estado, mesmo com os políticos fazendo todas essas sacanagens.

    O nosso problema é muito mais profundo. Enquanto igrejas americanas levantam obras gigantescas de hospitais e escolas, os pastores brasileiros ficam pedindo dinheiro apenas para criar mais igrejas, para comprar mansões, carros, etc.

    A fé dos brasileiros não movimentou montanhas. Os brasileiros creem mais no estado do que em Deus.

    A igreja possui um legado libertário. O problema é que os padres e pastores não entenderam, que o estado não é o caminho para manter o poder da igreja. O poder da igreja depende fundamentalmente ações e ajuda motivadas pela fé, e não pela força do estado. A força do estado vai totalmente contra o legado da igreja.

    Eu sou ateu, mas não me vejo vivendo em uma sociedade que não seja judaíco-cristã. É bom viver em uma sociedade que possui a fé Cristã.



  • Joaquim Saad  02/08/2017 00:41
    Eu era ateu até refletir mais profundamente sobre o socialismo e concluir que só pode ser coisa do demônio !
  • Otton di Tibutini  28/07/2017 18:02
    Um País como o Brasil por Ser Trilionário em Riquezas Naturais e mais essa complexa riqueza de geração de recursos comerciais e industriais, deveria seguir um estilo e forma de governo tipo, Gerenciadores Púbicos mas, sem serem votados principalmente por essa população medíocre e indiferente ao que se diz; Patriotismo ou coisas similares.
    Um povo que se habituou a votar em troca de algo pessoal não pode mesmo definir ou mesmo escolher e ainda por cima exigir acompanhando a responsabilidade que é manter uma qualidade de política onde o que nunca se viu nesse País aquilo que se chama de plano de meta. Seja qual for o partido no poder, venha a ter respeito pela continuação nos seguimentos organizadores do futuro.
    Essa enganação de se utilizar da palavras Democracia nos últimos tempos, apesar de que nunca houve, virou caminho para essa de socialistas montarem a desgraça que já estar montada e só dando uma pausa nessa colheita de votos para manterem-se vivos e afundando com o País como vemos e presenciamos.
    Não há nenhum seguimento sendo democrático, hoje, no Brasil.
    Sobre Estado, Igreja e a própria nação, o desfacelamento e o desencontro nutrido de mentiras é o resultado do descaso generalizado.
  • GUILHERME AUGUSTO GONDIM DE ALMEIDA  28/07/2017 22:43
    Eu tenho curiosidade em saber como seria nos países ditos comunistas, onde não há propriedade privada nem sistema financeiro. Alguém teria algo a dizer?
  • José  29/07/2017 12:58
    Mi mi mi a previdência vai quebrar.
    Mi mi mi o Brasil vai quebrar.
    Blá blá blá você precisa ser competente em sua área, ganhar um salario vultuoso, e ai aplicar em CDBs, RDBs, PQPs. Ou seja alem de ser um ótimo profissional em sua área, ser bem remunerado, você ainda tem que ser um economista e torcer para esses papeis em que esta "apostando" o seu dinheiro não venham virar merda no futuro.
    A verdade é que se a previdência social falhar você que investiu em imoveis vai estar fodido, quem tiver dinheiro na poupança também vai sofrer e quem tiver investimentos em ações e outros papeis também vai se ferrar, porque a economia vai entrar em colapso.
    Não é possível perdermos o estado de bem estar social que já conquistamos.
    NÃO SOU SOCIALISTA. Só acho que é necessário uma segurança social minima para que as pessoas não fiquem dependentes de seus familiares ou de instituições financeiras passiveis de fracasso.
  • Marcus Aurelio   29/07/2017 14:43
    Ou seja, você é daqueles que acham que contabilidade e demografia são coisas que podem ser perfeitamente moldadas às suas emoções e desejos. Você acha que economia aceita mágicas, truques e voluntarismos.

    Você, em suma, acha que coitadismo, vitimemos e afetações de indignação resolvem um problema inerentemente contábil, demográfico e econômico.

    Nada posso fazer por você. Como já disse acima, o meu já está garantido. Qualquer eventual alteração na Previdência não me fará a mais mínima diferença. Já para você será caso de vida ou morte. Só lamento você ter sido tão imprevidente e acreditado nas promessas de políticos. Nenhuma burrice passa impune.
  • Bitcoiner  29/07/2017 14:44
    Problema seu escravo do estado. Eu to fora deste teu esquema fraudulento. Vai ter bastante mi mi mi seu e dos seus filhos.
  • Hiperinflação  29/07/2017 17:26
    Não se preocupe caro José, eu voltarei em breve para consertar do meu jeito as contas públicas e salvar a previdência sua é de sua família.
  • José Inacio   31/07/2017 01:19
    Somente um aspecto terminologico: "imposto" é uma espécie do gênero "tributo". Assim como o são "taxas" e "contribuições".

    Quando nos referimos aos pagamentos patronais e do empregado ao INSS, ou ao seu correspondente no caso dos servidores públicos, devemos utilizar os termos "contribuição" ou "tributo".
  • Arruda  31/07/2017 01:42
    Contribuição?!

    Até onde eu sei, "contribuição" enseja algo voluntário. E caridoso.

    Agora, se eu aponto uma arma para sua cabeça e digo "passe a grana ou vá pra cadeia", esse seu dinheiro seria uma contribuição?!

    Só otário cai nessa esparrela de chamar imposto de contribuição. Aliás, é impressionante a eficácia da lavagem cerebral feita pelo estado. Os políticos conseguiram até mesmo transformar coerção em caridade.
  • José Inacio  31/07/2017 09:42
    Antes de dar piti
    Porque você não vai estudar um pouco?
  • Andre  31/07/2017 13:00
    Segundo a novilíngua contribuição é:

    Ato ou efeito de contribuir.
    Parte que toca a cada pessoa numa despesa comum.
    Pagamento devido por cada cidadão ao Estado ou à municipalidade; tributo.
    Subsídio de caráter moral ou social.

    Pare de dar piti e vá sonegar impostos, contribuição, taxas seja lá o que for, não pague esta merda.
  • Rossano Rubens  31/07/2017 19:50
    Vejo que algumas pessoas optam por renda fixa, tesouro etc... Mas com uma quebra como relatada no artigos, estes títulos serão os primeiros a não ser honrados, basta saber que como o é a esquerda brasileira o argumento será "tirar dos que tem muito para dar aos menos favorecidos dependentes da previdência". É bom ficar esperto...
  • Regis   31/07/2017 20:02
    Errado. Títulos da dívida do governo jamais serão caloteados. E por um motivo muito simples.

    O governo precisa de dinheiro emprestado apenas para continuar existindo. Logo, ele jamais dará o calote em seus credores. Isso seria de uma burrice inominável.

    Apenas pense: hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.

    Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

    Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • José Inacio  01/08/2017 02:30
    Meu caro, nunca diga "jamais"
    Os bonds de um país representam, em tese, o investimento livre de risco
    Mas se nem os bonds americanos são risk FREE
    Imagina os brasileiros, argentinos, gregos, turcos, etc
    Pergunta pros mais velhos se eles confiam nisso
    Nós somos a geração do plano real, damos muita confiança a um mero ativo fiduciário, lastreado e "garantido" pelo governo, que sabemos ser indigno de confiança.
    O engraçado é a negada falando mal do Estado mas tuchando 100% de suas economias nele
  • Matheus  31/07/2017 20:56
    É uma pena que muito terão uma péssima surpresa no futuro ao aprenderem isso da pior maneira o possível, mas (creio que sou um tolo por isso), ainda há um raio de esperança, meu colegas e conhecidos quase que imediatamente começam a poupar, ou defender a previdência privada, mesmo que pouco, quando digo a seguinte frase:

    "Se a pessoa não guardou dinheiro a vida toda, por que raios você tem de bancar ela? Cada um com sua grana!"
  • Pedro Mendes  02/08/2017 13:18
    Pessoal do IMB, já estou na época que meus pais estão me falando para abrir uma conta em um banco. Qual a melhor opção de poupança e de rendimento? Não confio em bancos estatais e corporativistas (temo que a poupança seja confiscada novamente).
  • Luciano viana  25/07/2018 22:18
    Ltc sao seguras e boas de rendimento, se wuiser ir alem e gostar de arriscar , estude analise de invrstimentos, e podera ir em acoes fe empresas, com maior rendimento, mesmo wue com maior risco.
  • Ricardo Pereira  04/08/2017 16:17
    Investir o seu dinheiro em diversos tipos de aplicação é uma jogada inteligente de se fazer mas nem todos estão educados para o fazer e só é lucrativa mesmo por esse motivo, porque se todos fizessem o mesmo, o retorno acabava por diminuir com em tudo.

    É para essas pessoas que não são tão informadas e que não querem também ter esse peso e responsabilidade que a providência social ou INSS acaba sendo importante, nem que seja a contribuir o mínimo.
  • Emerson Luis  08/08/2017 11:53

    O Estado usurpou os papéis da família, da religião e da sociedade em geral.

    * * *
  • Marcos Marras  24/04/2018 18:17
    Eu gostei do texto, mas vamos levar em conta a mecanização e automação dos processos produtivos, é bem capaz que em 2060 uma boa parte da população não tenha emprego, além dos aposentados, o que veremos é o estado implantando idéias como "renda mínima", "renda cidadã", enquanto Robôs farão o que a Demografia não permitir.

    Veremos um futuro onde 10% das pessoas trabalharão, as outras 90% viverão sustentadas por robôs e um estado gigante, totalmente alinhado às grandes corporações.

    Fazer o quê. É o futuro que está sendo traçado.

  • Guilherme  24/04/2018 18:45
    Raciocínio típico de quem passou as últimas décadas hibernando. Como ignorar todos os novos empregos que a tecnologia gerou?

    Hoje existem empregos que nem sequer eram imaginados há apenas 10 anos. Que arrogância é essa de já sair determinando quais são os empregos que existirão e que não existirão em 2060? Você não sabe nem os empregos que surgirão ano que vem, quanto mais em 2060.

    Empregos destruídos pela tecnologia é algo que vem ocorrendo desde o surgimento da humanidade. Assim como empregos criados pela tecnologia.

    Como mostra a história, a inovação é, em si mesma, a criadora de novas formas de trabalho. Se você duvida disso, apenas pense na internet. Vinte anos atrás, a maioria de nós praticamente desconsiderava essa invenção; hoje, milhões de pessoas ao redor do globo têm um emprego que está diretamente relacionado a isso que era irrelevante em 1995. E milhões mais têm um emprego relacionado ao crescimento da internet.

    Adicionalmente, a automação nos possibilitou empregos com os quais jamais havíamos sonhado. A industrialização e suas máquinas fizeram mais do que apenas aumentar nossa expectativa de vida. Ao libertar a humanidade da necessidade de efetuar trabalhos pesados, maçantes, brutos e monótonos, ela levou uma grande fatia da população a decidir que humanos foram feitos para ser músicos, filósofos, bailarinos, matemáticos, atletas, artistas, designers de moda, professores de ioga, escritores de romances e, hoje, pessoas com profissões mais "exóticas", como YouTuber, Instagramer, jogador profissional de videogame etc.

    A automação e a robotização criarão vários tipos de empregos direitos e indiretos, e a produção em abundância possibilitada pelo trabalho mecanizado permitirá que os recursos poupados sejam direcionados e investidos na medicina, nos sistemas de transporte e em novos conceitos empresariais, gerando cruciais inovações. A tecnologia de hoje, que já é impressionante, parecerá arcaica em comparação.

    E quanto aos empregos eliminados?

    Ora, as impressoras eliminaram a necessidades de escribas (pessoas que literalmente tinham de escrever a mesma coisa várias vezes para assim difundir uma obra). E, mais recentemente, a mídia online reduziu a necessidade de impressoras (hoje, você mesmo pode publicar seu livro online, sem ter de recorrer a editoras).

    As máquinas de venda automática — tanto para tickets quanto para cervejas, refrigerantes e guloseimas — já substituíram os vendedores humanos há muito tempo. E não se esqueça de que ascensoristas eram extremamente comuns no passado, pois apenas eles sabiam como operar um elevador.

    Voltando ainda mais no tempo: no passado, a maioria das pessoas trabalhava no campo. A automação acabou com 99% desses empregos. Literalmente, 99%. Eles não existem mais. O trator substituiu o arado e a enxada.

    A criação do automóvel e do caminhão tornou obsoleto todo o setor de transporte manual, em que cargas eram carregadas nas costas por vários trabalhadores. Já o computador provavelmente destruiu mais empregos do que qualquer outra inovação tecnológica na história da humanidade, com a possível exceção do automóvel. Por sua vez, a eletricidade destruiu um sem-número de empregos na indústria de velas e na indústria de carvão.

    Ao mesmo tempo, todas essas invenções destruidoras de empregos acabaram criando outros novos empregos que até então ninguém jamais havia imaginado serem possíveis.

    Hoje, ninguém se queixa de nenhuma dessas invenções. Ninguém se queixa da falta de empregos para escribas, para ascensoristas, e para operários em fábricas de carroça e de máquinas de escrever. Sabemos que esses empregos desapareceram porque tais tarefas podem hoje ser efetuadas muito mais econômica e rapidamente por outros meios.

    O mesmo continua ocorrendo hoje, só com que outros empregos.

    No futuro, olharemos para o passado (hoje) e teremos vergonha do fato de que seres humanos eram utilizados para fazer determinados tipos de trabalho braçal, monótono e intelectualmente desestimulante.

    A automação e a robótica, ao contrário do imaginado, serão os grandes geradores dos empregos futuros

    A automação irá nos empobrecer? Muito pelo contrário
  • Leigo  26/07/2018 14:55
    "Hoje, ninguém se queixa de nenhuma dessas invenções. Ninguém se queixa da falta de empregos para escribas, para ascensoristas, e para operários em fábricas de carroça e de máquinas de escrever. Sabemos que esses empregos desapareceram porque tais tarefas podem hoje ser efetuadas muito mais econômica e rapidamente por outros meios."

    Produção rápida e maior, preços menores. Mesmo com a população maior.
  • Bertholdo Ullmann  26/04/2018 17:43
    ...o cara fala assim: "Que fome, não recebi a minha aposentadoria!"

    O Estadista fala: Isso é injusto, você tem o DIREITO, o governo tem que pagar!

    ...a cara responde: "que bom, passou a fome.

  • Hiperinflação  25/07/2018 17:08
    Não se preocupem caros cidadãos, eu voltarei em breve para consertar do meu jeito as contas públicas e salvar a previdência sua e de sua família.
  • Pobre Paulista  25/07/2018 18:00
    Defina o que é "consertar" antes ;-)
  • Hiperinflação  25/07/2018 19:44
    Juro real negativo para corroer a dívida pública, como nos saudosos anos 80.
  • Corte de Gastos Públicos  26/07/2018 11:07
    Só por cima do meu cadáver!
  • Hiperinflação  26/07/2018 14:16
    Caro Corte de Gastos Públicos, o povo brasileiro escolherá democraticamente em outubro nas urnas qual de nós executará o ajuste fiscal necessário.
  • Hipócrates  25/07/2018 19:25
    Não contem com a previdência, invistam em títulos públicos. Faz sentido? Liberais...
  • Eduardo  25/07/2018 22:14
    Moralmente concordo que está errado. Mas em termos puramente contábeis, não há nenhuma chance de o governo parar de pagar os títulos da dívida, e pelo simples motivo de que ele só continua funcionando até hoje porque há gente disposta a emprestar para ele.

    Se ele der o calote, as pessoas param de emprestar, e aí ele fecha as portas amanhã.

    Hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa emitir títulos simplesmente para continuar funcionando.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.

    Você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

    Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais, os quais continuarão sendo investimentos seguros. O calote ocorrerá exatamente sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.
  • Paulo Henrique  25/07/2018 21:34
    Da para piorar.
    Algo que vai afetar fortemente com o envelhecimento populacional é os seguros de saúde e hospitais públicos. Principalmente se esses seguros funcionarem de uma forma semelhante a previdência pública.
    O SUS já sofre de sobrecarga hoje. Leitos de hospitais com filas.

    Lembrando, idosos são a maior parte do custo de saúde, hoje, em internações.
    Se não estão se preparando nem para a previdência, temo uma tragédia também nos sistemas de saúde

  • keila lopez  26/07/2018 00:02
    "Para a previdência continuar solvente, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro). "

    esqueceu uma 3° possibilidade: o avanço da tecnologia poderá tornar o trabalhador do futuro muito mais produtivo do que é hoje, um futuro aonde um numero menor de trabalhadores será suficiente para produzir riqueza para se sustentar e sustentar mais idosos.
  • Humberto  26/07/2018 00:40
    Aí você vai ter de combinar com a esquerda progressista e com a direita retrógrada (ambas pensam identicamente em termos econômicos): elas são contra o aumento da automação e o progresso da tecnologia, pois acham que isso gera desemprego (uma falácia refutada pela prática).

    Logo, sem aumento da automação (proibido pela esquerda e pela direita), impossível haver esse aumento da produtividade.
  • Gustavo A.  26/07/2018 14:16
    Então o trabalhador do futuro terá que produzir mais para poder contribuir mais e evitar a falência da previdência pública?
  • keila lopez  27/07/2018 22:45
    nao é essa a questao que eu levantei. Não importa de onde virá o dinheiro, se da previdencia publica, previdencia privada ou do bolso dos filhos. O fato é que haverá um monte de idosos consumindo recursos, bens e serviços, e esses bens e serviços precisarão ser produzidos por alguém.
    menos gente produzindo e mais gente consumindo é uma conta que nao vai fechar, haverá inflação de preços, a menos que tenhamos ganho de produtividade através da tecnologia.
  • Luciano  26/07/2018 13:32
    A melhor forma de se livrar do regime de previdência é conseguir um trabalho que lhe pague em Bitcoin.

    Eu fiz isso há quase um ano. Trabalho cerca de 4hs por dia, recebo com base em dólar, mas o pagamento é feito através da minha carteira de bitcoins. Totalmente impossível do governo saber de que ou quanto recebi. Do que eu recebo, converto para reais apenas o suficiente para pagar o meu custo de vida e investir em outros ativos (atualmente tenho investimentos em renda fixa e variável, além de Bitcoin). Com um detalhe: sempre procuro converter um valor mensal que me deixe abaixo do limite da tabela de IR. Assim não pago imposto de renda no ano seguinte.

    A desvantagem é que ainda faço pouco dinheiro. Preciso me manter na casa de familiares enquanto não aumento minha renda. No entanto, o que recebo é totalmente livre de INSS (paguei apenas quando tinha MEI, mas dei baixa). Hoje não conto com um centavo sequer vindo do estado.

    Meu objetivo é fazer mais dinheiro para poder auxiliar os meus pais, especialmente minha madrasta, que arca praticamente sozinha com as contas da casa e sobrevive com uma pensão miserável do INSS (ela nunca conseguiu investir dinheiro quando trabalhava). Mesmo assim, consigo fazer dinheiro suficiente para me manter bem e ainda investir em 3 frentes diferentes.

    Posso estar indo contra a lei? Sim. Mas, sinceramente, não me importo. Me mantenho com limites baixos e sempre declaro meu imposto, mas nunca fui pego em malha fina ou coisa do tipo.

    Sei que nem todos podem optar pela mesma estratégia que eu. Mas quem puder optar, faça isso. Receba mais dinheiro e cuide mais da sua família. Tenha um ativo (Bitcoin) através do qual você possa fugir e levar sua riqueza para qualquer lugar do mundo, caso esse país dê errado. E deixe que os imprudentes continuem louvando o INSS antes de chorarem quando o calote finalmente chegar.
  • canudo  18/09/2018 12:18
    olá Luciano desculpe a curiosidade mas qual a atividade q vc realiza? tenho interesse em seguir esse caminho tb. obrigado
  • Pobre de Direita  26/07/2018 14:07
    Complicado é explicar o que significa facismo para os nacionalistas.

    Esse lema "Brasil acima de tudo" é facista.

    Os caras não sabem o que significa nação. O povo forte é que faz um país forte. Não é o governo que faz o país ficar forte.

    Falta muito conservadorismo clássico nos Bolsonaristas.
  • Emerson Luis  09/08/2018 11:27

    "Esse lema "Brasil acima de tudo" é facista.

    Os caras não sabem o que significa nação. O povo forte é que faz um país forte. Não é o governo que faz o país ficar forte. "


    Você fez a mesmíssima confusão que o jornaleiro do Roda Viva. A diferença é que você parece ter cometido uma falácia, enquanto ele provavelmente cometeu um sofisma.

    * * *
  • Gustavo A.  26/07/2018 14:22
    Li que existe um projeto de privatização do SUS. Obviamente não é a melhor opção (que seria acabar com SUS e desregulamentar os planos de saúde). Porém, se isso não acontecer, ocorrerá uma tragédia humanitária nos hospitais públicos, a previdência continuará tirando dinheiro do setor e dificilmente ocorrerá uma reforma eficaz.

    Ah, quem tem plano de saúde é bom se preparar também, as agências regulatórias provavelmente farão ataques modernização de hospitais e medicamentos, evitando assim maior gasto do SUS...

    Brasil não é para amadores.
  • Andre  26/07/2018 14:51
    O bônus demográfico acabou, Brasil condenado a ficar pobre e velho:

    www.valor.com.br/brasil/5688415/bonus-demografico-termina-com-menor-alta-da-populacao-ativa
  • AGB  26/07/2018 15:53
    Esse caso dos idosos é um exemplo perfeito das consequências inesperadas de uma ação. A longevidade no Brasil (e no mundo) aumentou devido ao acesso à água potável e saneamento, comida saudável, vacinação e uso de antibióticos. Um grande número de indivíduos conseguiu chegar à maturidade e à senescência porque não morriam na infância por doenças infecciosas. Contudo, isso significou que as doenças degenerativas próprias dos idosos (circulatórias, respiratórias, neurológicas etc) agora predominam, com seus custos muito mais elevados. Além disso, muitos indivíduos de constituição física deficiente, predisposta a tais moléstias, integram a população pois não foram eliminados mais cedo. Pior ainda, eles estão procriando e aumentando o número de futuros doentes (diabete, por exemplo). A malévola "natureza" não os queria aqui mas nós interferimos em seus profundos desígnios. Darwinismo social? Fascismo? Qui sciebant?
  • lucas boaventura da silva medeiros  26/07/2018 17:32
    vcs poderiam fazer um artigo sobre o lixo do detran ?
  • Henrique Althoff   26/07/2018 21:13
    Boa tarde;

    extinguindo-se a Previdência Social, como resolver o problema da aposentadoria por invalidez?

    Afinal, serão pessoas: sem filhos, sem pais e sem Estado.

    Att.
  • Régis  26/07/2018 22:40
    A pessoa é livre para contratar seguros a esse respeito. Aliás, seguros existem exatamente para isso: para eventos inesperados. A pessoa sofrer um acidente é tão inesperado quanto sua casa pegar fogo. Por que o governo tem de cuidar do primeiro mas não do segundo?

    Esse problema, portanto, poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não se pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos (o que liberaria renda para a compra de seguros), ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.
  • Henrique Althoff  30/07/2018 20:04
    Boa tarde;

    /Por que o governo tem de cuidar do primeiro mas não do segundo?/

    É uma questão filosófica. Depende do conceito que se dá a propriedade. Eu enxergo o Direito Fundamental (quiça natural) à Propriedade assim como os clássicos: a propriedade "material" (a casa, o carro, a roupa) seria uma espécie de propriedade, mas nunca terão a relevância que a propriedade "imaterial" tem - como propriedade "imaterial" eu me refiro aos Direitos Fundamentais de Personalidade (quiça naturais) que permitem a pessoa criar propriedade "material" (vida, integridade física e psíquica, identidade - como cultura e conhecimento que permitem criar propriedade -, privacidade, etc.)
    Nesse sentido, quando a pessoa se torna incapaz para exercer aquilo que a identidade dela permitia, não se trata de perder um bem material (casa), mas perder a possibilidade de, pelo resto da eternidade, não conseguir mais ter casas. Perder a propriedade "imaterial" (trabalho) é, na minha opinião (e não há que se usar aqui salvo melhor juízo), mais moralmente (mesmo constitucionalmente e legalmente) relevante do que a propriedade material.

    /A pessoa é livre para contratar seguros a esse respeito/

    Correto. Mas eu não consigo olhar para uma pessoa que não tenha feito tal contrato e simplesmente dizer "Morra!". Se pode acusar o Estado de várias coisas, mas não de ignorar que a educação que presta não sana a ignorância: se o Estado dá um salário mínimo para 1 milhão de pessoas que nunca sequer contribuíram com a previdência, é porque entende que estes nem entendem o que é seguro.
    E se pode falar, "a pessoa não saber o que é seguro é culpa do Estado", então não se deve legitimar o Estado através de uma falha dele próprio. Mas parece que a falha não foi do Estado piorando a consciência de mundo que existia antes, é a falência em corrigir este problema imemorial.

    Att.
  • Pobre Paulista  30/07/2018 23:33
    Chegamos ao ponto de inventar a \propriedade imaterial\ para se justificar o estado, incrível.
  • LEONARDO ROCHA ANDRZEJSKI  26/07/2018 23:42
    É preciso ter conta corrente em algum banco para poder investir no tesouro direto?
  • Breno  27/07/2018 04:08
    Sim, pois você terá de transferir o dinheiro para uma corretora (XP, Easynvest, Rico, Spinelli). Ou também há bancos que fazem a aplicação diretamente para você, como o Intermedium (Banco Inter).

    Sim, é preciso ter conta em banco. Mas hoje, com a proliferação dos bancos digitais, você abre conta em qualquer um sem sair de casa e sem pagar nada. Recomendo o Intermedium.
  • Leigo  27/07/2018 11:55
    Tem uns grupos de renda fixa no facebook para se informar melhor.
  • keila lopez  28/07/2018 12:01
    abra conta no banco Inter e peça a portabilidade do seu salario para esse banco. Abra também conta em uma corretora de valores (sugiro a Modalmais). É tudo gratis e seguro, nao se preocupe. Pesquise também sobre investimento em Fundos Imobiliários. Quando vc entender bem esse investimento tenho certeza que vai gostar muito.
  • keila lopez  28/07/2018 12:19
    MAS ATENÇÃO! NUNCA FAÇA QUALQUER INVESTIMENTO SEM ANTES ENTENDER COMO FUNCIONA. ATÉ MESMO NO TESOURO DIRETO VC PODE SAIR NO PREJUIZO SE RESGATAR O INVESTIMENTO ANTES DO VENCIMENTO DOS TITULOS. ESTUDE! A INTERNET ESTÁ AÍ PRA ISSO. ATÉ NO YOUTUBE TEM CANAIS EDUCATIVOS COMO O "ME POUPE" POR EXEMPLO.
  • Eduardo Ferreira  30/07/2018 15:22
    Na verdade a coisa é mais embaixo (nível). O Estado cria o assistencialismo para justificar a cobrança de impostos e taxas. Promove a miséria para ter a dependência do povo, que quanto mais dependente mais assistência ruins são oferecidas, justificando uma carga tributária (em cadeia), sobre os custos salariais, que chegou ao absurdo de 65%.
  • PAULO C. V. PINTO  21/02/2019 05:10
    Sobre:

    "Vale a pena repetir: todo o dinheiro que o trabalhador hoje direciona para o sistema previdenciário — a título de garantir sua aposentadoria futura — é imediatamente gasto pelo governo. Não há nenhuma poupança."

    O que acontece com o dinheiro quando logo o sistema previdenciário é instituído? Pois não é verdade que não há aposentados no princípio (havendo uns 30 ou 40 anos sem aposentados -- se se excluir aposentadorias por invalidez, por exemplo)
  • Atuarial  21/02/2019 13:02
    Todo o sistema previdenciário foi criado para atender a aposentados. Nunca houve sistema previdenciário sem que houvesse aposentados. Mesmo porque nem faria sentido. O sistema foi criado exatamente para atender essas pessoas.
  • Mauri  26/02/2019 14:24
    Como acabou a preocupação com o futuro é comum ver famílias inteiras embarcarem em viagens sem fim pelo mundo afora.

    Os filhos estão torrando a pequena herança que receberam.

    Se tem aposentadoria garantida então não precisa poupar.


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