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Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana, pelos feriados e pela redução da jornada de trabalho
Sindicatos e leis governamentais não têm como criar empregos, descansos e segurança no trabalho

Recorrentemente, vemos políticos e pessoas clamando por novas leis que reduzam a jornada de trabalho. E, com efeito, quanto mais rico o país, menores as horas semanais que as pessoas querem trabalhar (nos EUA, já há pedidos para uma jornada máxima de 30 horas por semana).

Abordemos, então, esse assunto de maneira franca e direta: leis impondo uma redução na jornada semanal de trabalho irão prejudicar exatamente aqueles trabalhadores que elas supostamente deveriam proteger.

Leis não criam abundância

A idéia de que são necessárias leis que limitem a jornada para proteger os trabalhadores é um mito: o capitalismo, por meio de seus próprios mecanismos de incentivos, reduziu a jornada de trabalho ainda na época em que não havia nenhuma lei regulamentando as jornadas. O economista Robert Whaples observa que a jornada semanal média vem caindo progressivamente desde os anos 1830.

Em 1938, quando o então presidente americano Franklin Roosevelt assinou a Fair Labor Standards Act (FLSA), uma lei que estipulava a jornada semanal máxima em 40 horas, tal lei já era praticamente desnecessária. Ao longo do século anterior, as forças de mercado já haviam derrubado a jornada semanal média nas indústrias, de quase 70 horas para apenas 50 horas. Em outras indústrias, a jornada era ainda menor. 

Em 1930, por exemplo, operários das ferrovias trabalhavam uma media de 42,9 horas por semana. Já os carvoeiros trabalhavam uma média de apenas 27 horas. (Confira os números aqui).

Henry Ford implantou uma jornada semanal de 40 horas em 1926 porque ele acreditava que consumidores com mais tempo livre iriam comprar mais produtos. Outras grandes empresas fizeram o mesmo. Apenas um ano depois, 262 grandes empresas já haviam adotado uma semana de trabalho de 5 dias. Pela primeira vez na história, as pessoas estavam usufruindo fins de semana livres.

Essa mudança em nada se deveu às legislações trabalhistas da época, pois as poucas e esporádicas leis salariais existentes nos EUA antes da FSLA podiam, na prática, ser nulificadas pela Suprema Corte da época, a qual reconhecia a legalidade de qualquer contrato firmado voluntariamente entre empregador e empregado, independentemente das horas de trabalho que esse contrato estipulasse.

De acordo com esse trabalho acadêmico do economista Robert Whaples:

Mais de 80% dos historiadores econômicos já aceitam a idéia de que "a redução na jornada de trabalho semanal nas indústrias americanas antes da Grande Depressão deveu-se majoritariamente ao crescimento econômico e aos aumentos salariais gerados por esse crescimento econômico. Outras forças tiveram um papel apenas secundário. Por exemplo, dois terços dos historiadores econômicos rejeitam a proposta de que os esforços dos sindicatos foram a principal causa da queda na jornada de trabalho antes da Grande Depressão.

A explicação

A semana de trabalho mais curta é uma invenção inteiramente capitalista. À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações mais modernas — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção. À medida que a concorrência por mão-de-obra foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados. E esta competição se deu de duas maneiras: oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores. 

Aqueles que não oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas forças da concorrência a compensar esta desvantagem oferecendo salários maiores — caso contrário, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem mão-de-obra qualificada.

Trabalhadores não são impotentes. Em um mercado competitivo, eles têm grande poder de barganha perante seus patrões, e sabem que, se não gostarem da proposta oferecida pelo patrão, podem simplesmente oferecer sua mão-de-obra para a empresa concorrente.

O trabalho infantil, as longas jornadas e os sindicatos

A concorrência capitalista, não obstante as alegações contrárias dos sindicalistas, também explica por que o "trabalho infantil" desapareceu nos países ricos. 

Antigamente, os jovens deixavam o campo e iam para a cidade trabalhar sob condições severas nas fábricas porque isso era uma questão de sobrevivência para eles e para suas famílias. Porém, à medida que os trabalhadores foram se tornando mais bem pagos — graças aos investimentos em capital e aos subsequentes aumentos na produtividade —, um número cada vez maior de pessoas passou a poder se dar ao luxo de manter seus filhos em casa e na escola. 

As legislações, apoiadas pelos sindicatos, proibindo o trabalho infantil só surgiram depois que o trabalho infantil já havia declinado. Mais ainda: tais leis sempre foram de cunho protecionista e sempre tiveram o objetivo de privar os mais jovens da oportunidade de trabalhar. Dado que o trabalho infantil, em várias ocasiões, concorria com a mão-de-obra sindicalizada, os sindicatos se esforçaram ao máximo para usar o poder do estado com o intuito de privar os mais jovens do direito de trabalhar. 

Atualmente, nos países mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas às crianças fez com que a alternativa ao "trabalho infantil" passasse a ser a mendicância, a prostituição, o crime e a inanição. Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem políticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequências.

Os sindicatos também se vangloriam de ter defendido todas as legislações sobre segurança do trabalho impostas pelo Ministério do Trabalho e similares agências governamentais. É fato que os ambientes de trabalho são hoje muito mais seguros do que eram há mais de um século, mas isso foi também uma consequência das forças da concorrência capitalista, e não das regulamentações defendidas pelos sindicatos. 

O que fez com que as jornadas de trabalho no século XIX fossem longas foi o mesmo fenômeno que obrigou agricultores a colocar seus filhos para trabalhar: a produtividade era baixa, e as pessoas simplesmente tinham de trabalhar 70-80 horas por semana se quisessem produzir o suficiente para comer. Isso, obviamente, não pode ser atribuído a "patrões exploradores", a menos que consideremos que pais são exploradores. Tal fenômeno se devia ao fato de a economia ainda ser subdesenvolvida.

Ainda hoje, há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje. É inacreditável. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é impostura intelectual. Ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

À medida que a produtividade e, consequentemente, os salários foram crescendo, os trabalhadores foram se tornando aptos a viver à custa de menos horas de trabalho, o que deu a eles um incentivo para barganhar — de maneira bem-sucedida, como podemos testemunhar — jornadas semanais menores.

E por que a queda não continuou?

Mas, então, se a "exploração" não está conseguindo manter a jornada de trabalho longa, por que ela não continuou diminuindo desde 1938?

Um fator é que os salários estão subindo (contrariamente à alegação dos progressistas), o que aumenta o custo de oportunidade de não trabalhar. Os trabalhadores estão optando por trabalhar mais e comprar mais bens do que ter mais tempo livre. Salários crescentes fazem com que a hipótese de se trabalhar mais horas seja mais atrativa.

Outro fator é que, no mundo desenvolvido, a jornada semanal já está de fato diminuindo, só que por decisão voluntária dos patrões. Empresas como a Treehouse, do setor tecnológico, estão experimentando uma jornada semanal de 32 horas.

Abaixo, um gráfico que mostra a evolução do PIB per capita dos EUA (linha pontilhada, eixo da direita) e a evolução das horas de trabalho anual por trabalhador.

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Ou seja, leis que impõem uma jornada máxima aparentemente tendem a ser inócuas para os trabalhadores. Só que pode ser muito pior do que isso: esse tipo de regulação, na realidade, prejudica a capacidade dos trabalhadores de ganhar um salário decente.

Trabalhadores são pagos de acordo com o que produzem, de modo que, se não estão trabalhando e produzindo o suficiente, não há como eles ganharem o suficiente. Empresas não são instituições de caridade; se um empregado produz 100, não há como ele ganhar mais do que 100. Leis que impõem uma jornada máxima reduzem a capacidade dos trabalhadores de aumentar seus salários, o que poderia ocorrer caso eles trabalhassem mais e produzissem mais.

Isso é algo que os próprios sindicatos já haviam reconhecido. Terence Powderly, líder do sindicato americano Knights of Labor (o maior e mais importante do país na década de 1880), afirmou que os trabalhadores não queriam jornadas menores se isso implicasse uma redução salarial. Mas foi exatamente isso o que as greves e as leis trabalhistas criaram.

Populações ricas trabalham menos

Nos países ricos, em que os trabalhadores possuem uma grande quantidade de maquinários e bens de capital tecnológicos à sua disposição, tais trabalhadores tendem a ser mais produtivos. Sendo assim, eles podem se dar ao luxo de trabalhar menos horas. Já nos países ainda em desenvolvimento, que não usufruem de bens de capital abundante e de qualidade para seus trabalhadores — o que faz com que eles sejam menos produtivos —, não há alternativa senão trabalhar mais para produzir o mesmo tanto que um trabalhador de um país desenvolvido. (Mais detalhes sobre isso neste artigo).

Essa tabela (fonte), que mostra a quantidade anual de horas trabalhadas por país, diz tudo:

workinghourstable.jpg

Menos trabalho não gera mais emprego

Um argumento sempre usado em prol da redução da jornada de trabalho é do que ela criará mais empregos. O argumento é o de que, se cada empregado tiver de trabalhar menos, os patrões serão obrigados a contratar mais apenas para manter toda a produção.

Ou seja, se o patrão puder obrigar João a trabalhar 60 horas, ele fará isso; mas se ele for proibido disso, e João tiver de trabalhar apenas 40 horas semanais, então o patrão será obrigado a contratar mais uma pessoa para ajudar João.

Só que tal raciocínio está errado por dois motivos. 

Em primeiro lugar, o trabalhador contratado para ajudar João não será tão eficiente quanto João (afinal, se ele fosse, então, por uma questão de lógica, o patrão já o teria contratado de qualquer maneira). Sendo assim, transferir parte do trabalho de João para esse recém-contratado fará com que a empresa seja menos eficiente. Isso pode significar preços mais altos, menor produção, menos capacidade de investimento e expansão, ou todos os três.

Em segundo lugar, essa medida serve apenas para ajudar os desempregados à custa dos empregados. Se João quisesse ou necessitasse de trabalhar mais horas, azar o dele. Ele acabou de sofrer um corte salarial de 33% para que o outro pudesse ser contratado.

Desnecessário dizer que, se o governo impuser uma redução da jornada e, ao mesmo tempo, proibir reduções salariais, o resultado será o desemprego (vide a França) e a estagnação. Com menos produção e mais custos, não haverá muito dinheiro para as empresas fazerem novos investimentos e se expandirem.

Conclusão

Se o objetivo é criar empregos, há melhores alternativas do que jogos de soma negativa que punem tanto trabalhadores quanto empresários.

Apenas para ficar claro: uma jornada semanal de 30 horas em países ricos e de 35 horas em países em desenvolvimento não é impossível e nem mesmo é indesejável.  Mas se o objetivo é ajudar os trabalhadores, a melhor alternativa é deixar que cada um decida o melhor para si, e não políticos.



autor

Julian Adorney
é diretor de marketing da Peacekeeper, um aplicativo de smartphone que oferece uma alternativa para serviços de emergência.  É também historiador econômico, tendo como base a economia austríaca.  Já publicou nos sites do Ludwig von Mises Institute do EUA, Townhall, e The Hill.


  • Bruno  01/09/2015 15:39
    Mais um ótimo artigo,é isso que eu sempre falO e as pessoas me rotulam de ''ser a favor da escravidão e opressor''.

    Ai eu pergunto para essas pessoas,você prefere as pessoas sem emprego ou empregadas mas ganhando menos?Tem gente que diz desempregada..Se fosse possível diminuir o salario dos empregados de um empresa,ao invés de demitir vários empregados,diminui o salario dos mesmos e eles continuam empregados...Foi oque aconteceu agora pouco,se não me falha a memoria acho que a empresa era a GM aqui do Brasil,queriam demitir entorno de 1500-2500 empregados,ai o sindicato(vulgo clube de vagabundo),foi negociar com eles e advinha oque aconteceu? Menores salarios e jornada de trabalho menor para poder evitar tais demissões...Se as pessoas tivessem a liberdade de fazer isso,sindicatos deixariam de existir no mesmo dia....

    Pessoal,aproveitando aqui,poderiam me passar algum artigo ou site explicando oque a Constituição Americana garante em termos de leis trabalhistas,propriedade privada,livre iniciativa e direito do consumidor?Preciso para um trabalho que irei apresentar na faculdade cujo professor é democrata,aproveitarei a oportunidade parar mostrar aos colegas e ao professor que o estado não resolve nada,só atrapalha,portanto se eu puder contar com ajudas de fontes para acrescentar na apresentação e no trabalho ficarei grato vocês.A e se possível,os estados mais liberais nesses termos e as consequências,tipo comparando os estados mais liberais nesses sentidos e os menos...

    Obrigado e grande abraço!

  • jane pinheiro  01/05/2018 15:47
    Minha nossa! Me da uma imensa vergonha alheia saber de pessoas do tipo que respondem que preferem estar desempregadas. Repulsa mesmo..
  • Leigo  02/05/2018 13:40
    "Pessoal,aproveitando aqui,poderiam me passar algum artigo ou site explicando oque a Constituição Americana garante em termos de leis trabalhistas,propriedade privada,livre iniciativa e direito do consumidor?"

    Têm algumas fontes e artigos pelo site... Acho que em um artigo sobre todo aquele rolo da carne no Brasil e também sobre regulações estatais, citaram que nos EUA existem empresas privadas certificadoras (outros países devem ter o mesmo), nas quais demonstram que certos produtos são bons com seus selos e se sustentam com o medo de falir para não certificar empresas ruins.
  • Libertariozinho  02/05/2018 17:58
    O Leigo está certo, existem empresas certificadoras que são privadas, mas como o Estado tomou para si a responsabilidade de certificar as coisas, o mercado de certificações está meio que morto, por isso não se vê muito disso hoje em dia, mesma coisa na área da educação.
  • John Brescia  02/05/2019 03:56
    Não me parece que a redução salarial impediria a demissão de funcionários. Se o salário mínimo for reduzido, a empresa simplesmente reduzirá o salário dos funcionários necessários até o limite que o mercado permitir, demitindo o mesmo número de desnecessários.
  • John Brescia  02/05/2019 23:21
    Desculpe, mas poderia esclarecer no que esses artigos respondem ao meu argumento?

    Se eliminassem o salário mínimo, a empresa iria reduzir o salário do empregado até o permitido pelo mercado. E não iria manter funcionários desnecessários só por causa da possibilidade de redução salarial. (Excluindo, claro, as empresas chefiadas por humanistas ou caridosos).

  • Anti-lacre  02/05/2019 23:41
    Então diga-me: por que e como os salários sobem?

    Pela sua própria lógica, não era para absolutamente ninguém ganhar mais do que o salário mínimo. Já que empregadores são malvados e só pensam em "reter os lucros", por que então todos eles não pagam apenas o salário mínimo? Seria absolutamente legal eles fazerem isso. Não seria crime nenhum. Por que então eles não o fazem?

    Mais ainda: como é possível várias profissões vivenciarem aumentos salariais ano após ano, sem que o governo imponha esta ordem?

    No final, você só quer lacrar. Aliás, é impressionante como vocês, lacradores, não possuem a mais mínima capacidade de seguirem a lógica do seu próprio raciocínio. Vocês sustentam teses que não durariam nem 15 segundos caso fossem submetidas ao exame de uma criança de 4 anos de idade.
  • John Brescia  03/05/2019 00:45
    Eu só fiz um contraponto ao amigo. Não tive intenção de ofender ninguém, nem de criar alvoroço.

    Acredito que as pessoas ganhem mais do que o salário mínimo por que o mercado o permite. Se um profissional é disputado no mercado, provavelmente o salário dele será mais alto do que um funcionário que pode ser substituído por outro. Se há pouca oferta de determinado profissional, ele tenderá a ganhar mais, mesmo sem nenhuma regulamentação.

    Mas o teu comentário foge do ponto que levantei. O amigo disse que se a empresa pudesse diminuir os salários, manteria o mesmo número de funcionários. Na minha visão isso não ocorreria: a empresa eliminaria o mesmo número de funcionários desnecessários e reduziria o salário dos necessários (que antes ganhavam o salário mínimo) até o ponto que o mercado permitisse.
  • Empreendedor  03/05/2019 13:52
    E a sua opinião é típica de quem nunca empreendeu e nunca gerou empregos. Aliás, no Brasil, é assim mesmo: quanto menos o sujeito produz e gera empregos, mais ele se sente qualificado para dar lições naqueles que o fazem.

    Vá pesquisar o básico sobre mercado de trabalho: o empreendedor que trata mal e não valoriza seus bons empregados irá perdê-los para a concorrência, a qual, agora de posse destes empregados, irá expandir e tomar fatia de mercado deste primeiro.

    Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto. Já funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão, da terceirização, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.

    Tem muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.

    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.

    Eu passei boa parte de minha vida procurando aqueles que valem mais do que recebem. Quando acho, pago com gosto. Meus empregados que têm os maiores salários sempre representaram as maiores barganhas de minha folha de pagamento. São os que me dão mais retorno.

    Já aqueles que vivem reclamando sobre baixos salários são exatamente aqueles que não valem nem o pouco que recebem. Empregado bom que está subremunerado rapidinho encontra outro empregador que paga o que ele vale.

    Na prática, o que você quer é que empregado ruim e improdutivo receba o mesmo que empregado bom e produtivo. Isso é o caminho para o desastre.
  • John Brescia  03/05/2019 16:36
    Desculpe, mas não fiz nenhum juízo de valor sobre o salário mínimo. Não afirmei que ele é bom, correto ou útil; tampouco o oposto.

    Sobre o funcionário "bom", concordo. Se a empresa considera o funcionário "bom", pagará o preço que o mercado exige para mantê-lo em seus quadros. Não me parece que eu tenha afirmado o contrário.


    No entanto, esses apontamentos desviam do argumento que contrapus ao primeiro comentarista. A eliminação do salário mínimo não irá acarretar a manutenção da mesma quantidade de funcionários. Pelo contrário: os funcionários desnecessários serão demitidos da mesma maneira e os funcionários necessários que ganham o salário mínimo terão seus salários reduzidos até o ponto permitido pelo mercado (excetuando a hipótese em que o empregador creia ter alguma obrigação moral na manutenção dos funcionários).


    Se há alguma discordância nesse ponto, estou aberto a correções ou outros pontos de vista, seja de um empresário de longo prazo, seja de um operário de chão de fábrica.
  • Humberto  04/05/2019 02:06
    Mas era só o que faltava mesmo. Agora, empreendedor é obrigado manter funcionário ruim e improdutivo...

    Aliás, tal política seria completamente antoi-social: ao manter funcionários improdutivos em sua folha de pagamento, os custos da empresa aumentariam mais rapidamente que as receitas. Consequentemente, lucros virariam prejuízos, e aí, no extremo, a empresa quebraria e todos os funcionários acabariam sendo demitidos, inclusive os genuinamente trabalhadores e produtivos.

    E tudo porque o bacana acima determinou que não pode demitir ou reduzir salário de empregado ruim.

    É impressionante como brasileiro que nunca empreendeu na vida não tem absolutamente nenhuma ideia de como funciona a economia do mundo real. E o pior é saber que gente assim vota.
  • John Brescia  05/05/2019 02:12
    Caro Humberto:

    1- Em que lugar afirmei que "empreendedor é obrigado manter funcionário ruim e improdutivo... "?

    2- Em que lugar afirmei que "não pode demitir ou reduzir salário de empregado ruim"?


    Fiz um pequeno contraponto ao primeiro comentarista, qual seja, a "eliminação do salário mínimo não irá acarretar a manutenção da mesma quantidade de funcionários. Pelo contrário: os funcionários desnecessários serão demitidos da mesma maneira e os funcionários necessários que ganham o salário mínimo terão seus salários reduzidos até o ponto permitido pelo mercado (excetuando a hipótese em que o empregador creia ter alguma obrigação moral na manutenção dos funcionários). "

    Para mim pouco importa se o senhor é um empresário ou um operário; o que importa é se tem argumentos bons ou ruins. O empreendedor vê a situação a partir de um ponto de vista, o operário, de outro. Mas acredito que ambos podem aprender Economia, não por sua condição, mas através do estudo, do diálogo e da crítica.

    Finalmente, não acho que possuir uma empresa torna um homem superior a outro. O operário é homem tanto quanto o empreendedor.
  • Carlos  17/05/2019 17:18
    Debate ideológico é triste mesmo. É sempre um radical de um lado atirando no espantalho do outro. Argumentos pró mercado não invalidam argumentos trabalhistas e vice versa. Empresário que não valorizam empregados podem ter sucesso e a cultura da não ambição ajuda a ter empregados subservientes. Por outro lado, maus empregados podem explorar bons patrões e inclusive ter mais lucro que o patrão, um pequeno comerciante por exemplo. A gama de possibilidades nas relações humanas, inclusive nas de mercado não comporta narrativas únicas que fazem de um arcabouço teórico, uma seita religiosa. Ególatras retroalimentando idólatras.
  • Vladimir  17/05/2019 17:44
    "Empresário que não valorizam empregados podem ter sucesso e a cultura da não ambição ajuda a ter empregados subservientes."

    Não, não tem como.

    1) Se você não trata bem seus empregados, eles não são produtivos. Não sendo produtivos, não tem como o empresário vender um produto bom. Sem vender produto bom, não há como ter sucesso.

    2) Se você não trata bem seus empregados, eles vão para o concorrente. Você quebra.

    "Por outro lado, maus empregados podem explorar bons patrões e inclusive ter mais lucro que o patrão, um pequeno comerciante por exemplo."

    Mesmo raciocínio acima, só que invertido. Empregado que explora o patrão leva este à falência. Aí ele próprio fica desempregado.

    Perceba que você tentou dar uma de "isento e moderado", mas acabou cometendo erros lógicos. E o motivo é simples: a economia não funciona à base de sentimentos, mas sim de realidade.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2903
  • Alexandre T. Sztyber   01/09/2015 16:06
    De alguns benefícios do capitalismo bem empregado lembro-me de estórias que diretores de multinacionais que vinham ao Brasil, acompanhar a produção, davam aumentos salariais como incentivo. Bem lá no início da nossa era industrial. Sem sindicatos... Parece ficção de tão bom.
  • Carlos  17/05/2019 17:30
    Exceção é exceção. Não regra. Esse é o problema de não haver leis. Impossível levar uma iniciativa a todos. Deve-se buscar outras alternativas que não seja a canetada, mas uma pressão seja dos representantes do povo dentro do estado ou por uma representação sindical, as vezes é necessária.
  • Guilherme Oliveira   01/09/2015 16:08
    É fácil fazer o paralelo com pessoas que vivem na roça. Vá ver se eles trabalham 8 ou 6 horas e largam tudo do jeito que está para ir pra casa aproveitar o tempo de descanso. Não! Eles acordam as 5 da manhã, saem pro trabalho externo, terminam quando o sol se poe, e aí dentro de casa tem mais trabalho. Se não produzirem o suficiente, não tem comida. Não tem dessa de 40h semanais. As pessoas comparam os trabalhadores das fábricas explorados, como se antes das fábricas a vida fosse moleza.
  • Guilherme  01/09/2015 16:20
    Por isso a importância de se ter maquinários e bens de capital avançados, que são as únicas ferramentas que geram um aumento da produtividade.

    Sem produtividade, impossível trabalhar pouco e produzir muito. Impossível enriquecer.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457
  • Pedro  01/09/2015 18:09
    Guilherme OLIVEIRA, tem certeza que tu leu o artigo? Me parece que não. Leia novamente e vai entender o motivo de um trabalhador rural ter de trabalhar tantas horas: produtividade.
  • Anderson  01/09/2015 17:14
    Mais um dos que leem e não entendem nada. Se o sujeito tivesse se dado ao trabalho de tirar dúvidas, logo, não teria feito uma ressalva dessa.

    Esse assunto já foi tratado diversas vezes pelo IMB. Aqui, artigo sobre essa sua indagação (espero que leia o artigo).
  • Leigo  02/05/2018 13:46
    Vocês não entenderam o comentário do Guilherme Oliveira, cadê a interpretação?
  • Sidney Machado   01/09/2015 16:10
    Eu não sei como o Brasileiro não consegue entender isso.
  • Rogério Celso Hansen   01/09/2015 16:16
    O fato de que o brasileiro não consegue entender, se deve por alguns motivos.

    Primeiro: o brasileiro não lê, não estuda.

    Segundo: quando lê muito provavelmente não entende e não compreende o que leu e também não se esforça em tentar entender e compreender.

    Terceiro: em não estudando e não compreendendo fica incapaz de tecer uma linha de raciocínio lógica e aí parte para o imediatismo de forma simplista, incorrendo em toda a ordem de erros e que na maioria das vezes se traduz em um auto-engano.

    Não se apercebe disso e segue no erro pois se ancora em discursos demagógicos e populistas que cantam mais alto na sua pobre capacidade de livre pensar e discernir, com pouca ou nenhuma noção do que está acontecendo. Vítimas da própria ignorância.
  • Insurgente  02/05/2018 12:45
    "O POVO NÃO LÊ NADA. O POVO TRABALHA SEIS DIAS POR SEMANA E NO SÉTIMO VAI AO PROSTIBULO." Voltaire.
  • Típico Universitário  01/09/2015 17:08
    No Brasil, quem vocês DEVEM agradecer é ao Lula, Mantega e ao PT. Apenas procurem férias coletivas no Google News para ver a recente conquista legada pelo maior sindicalista da história deste país ao bem-estar e tempo livre do trabalhador brasileiro: nunca antes férias foram tão emitidas aos operários quanto hoje.

    Se vocês têm tempo para ficar batendo panelinha, reclamando de câmbio desvalorizado na internet e sabotando a governabilidade no país inventando uma crise estapafúrdia, o mérito é do Partido dos Trabalhadores.

    Pelo fim da desinformação pelo grande capital: Secretaria de Comunicação Social JÁ!
  • Anomalous  02/09/2015 01:23
    Típico universitário, realmente...

    "No Brasil, quem vocês DEVEM agradecer é ao Lula, Mantega e ao PT."
    Que eu saiba quem sancionou a CLT foi Getúlio Vargas em 1943.

    "nunca antes férias foram tão emitidas aos operários quanto hoje."
    Bom, aí temos que concordar, mas por motivos diferentes. As empresas têm dado férias coletivas para não ficar com mão de obra ociosa devido aos problemas na economia causados pelos governantes que você tanto exalta.
    Está cheio de artigos escritos por bons economistas neste site que explicam este fenômeno. Não se limite aos capítulos empoeirados de Marx que seus professores da universidade escolhem para você. Diversifique. Há uma biblioteca com vários livros de grandes autores, com destaque para Ludwig von Mises e Friedrich Hayek, todos gratuitos.

  • Bruno Pacheco Heringer  03/09/2015 19:29
    Puta que Pariu ri pakas kkkkkk Ele tava sendo irônico Anomalous
  • anônimo  01/09/2015 17:25
    Sei que é meio fora do assunto, mas alguém poderia me explicar o que foi a doença holandesa? Virou uma mania aqui na faculdade falar mal do liberalismo por causa dessa porra.
    Alguém poderia me ajudar, por favor?
  • Leandro  01/09/2015 17:44
    "Doença holandesa" é a tese de que existiria uma tendência fatal à sobrevalorização das taxas de câmbio nos países exportadores de commodities em decorrência da entrada de capitais externos, o que acarretaria a "desindustrialização".

    O nome ocorre em homenagem ao fato de que, na Holanda da década de 1960, uma descoberta seguida de volumosa exportação de gás natural apreciou a taxa de câmbio e, supostamente, teria derrubado as receitas dos outros exportadores.

    O argumento é o mesmo mercantilismo de sempre.

    A primeira pergunta é: e aí? Destruiu o país? A Holanda empobreceu? Virou uma África? Pois é. Essa teoria não se sustenta, e o motivo está explicado em detalhes aqui.

    Essa teoria da "doença holandesa" faz sucesso apenas em países subdesenvolvidos, principalmente no Brasil, cuja economia são controladas protecionistas e mercantilistas a serviço da FIESP (tanto é que seu centro de difusão está nas universidades paulistas).

    Não obstante, vale dizer que "doença holandesa" ocorre justamente em um cenário de câmbio flutuante. Com câmbio fixo por um Currency Board, que é o arranjo mais propício para países em desenvolvimento, não há doença holandesa.

    Todos os países ricos do Oriente Médio que são exportadores de petróleo trabalham com câmbio fixo em relação ao dólar. Na prática, é como se estivessem em um padrão-ouro, só que com o dólar no lugar do ouro. O princípio é o mesmo.
  • Paulo  01/09/2015 20:49
    Os paises ricos do oriente médio adotam o câmbio fixo? Então eles adotam o Currency Board? Então o Riyal saudita, o Riyal do Qatar, o Rial omanense, o Dirham dos Emirados Árabes Unidos, operam sob Currency Board, com cambio fixo ao dólar americano?
  • Leandro  01/09/2015 23:34
    "Os paises ricos do oriente médio adotam o câmbio fixo?"

    Sim.

    "Então eles adotam o Currency Board?"

    Teoricamente, não. Eles possuem um Banco Cenntral, mas lotados de reservas internacionais, em volume muito maior do que a base monetária nacional.

    "Então o Riyal saudita, o Riyal do Qatar, o Rial omanense, o Dirham dos Emirados Árabes Unidos, operam sob Currency Board, com cambio fixo ao dólar americano?"

    Com um Banco Central repleto de reservas internacionais que se compromete a trocar a moeda local por dólares a uma taxa de câmbio fixa.
  • Thiago Teixeira  02/09/2015 01:36
    Anteontem andei pesquisando sobre isso.

    Numa googada rápida, vi que um especialista no assunto era Bresser-Pereira... Daí vi que nao era coisa séria...

    Lendo um pouquinho mais, eles associam o fenomeno ao excesso de monetização devido a um boom de uma commoditie mineral; por exemplo, o gás holandês, que valorizou o cambio; e o ouro americano no Império Espanhol da era moderna.

    É um assunto interessante.

    Inclusive, queria aproveitar o Leandro na discussão pra saber a opinião dele sobre os desdobramentos.

    Na Wikipedia em ingles, eles dizem que a Noruega se protegeu disso por fazer um Fundo Soberano, e outros países por liberar na economia o dinheiro resultante do petróleo aos poucos. Acho uma medida demasiadamente estatista, dirigista. A gestão dos direitos sobre o petróleo no Alaska vai também nessa linha.

    Sou da opinião de que os royalties deveriam ser passados a todos osncidadãos com CPF ativo diretamente e pronto.

    E aí?
  • renan merlin  01/09/2015 17:57
    Doença holandesa é um fenomeno em que paises com muitos recursos naturais não conseguem desenvolver suas economias. Esse fenomeno ocorre na america latina e africa
  • Morgana  01/09/2015 18:29
    E, curiosamente, não ocorre nem na Noruega, nem no Oriente Médio e, ironia das ironias, nem na Holanda. Esquisito, né?
  • Fata  02/09/2015 11:53
    Na Noruega, não chega a impedir o desenvolvimento, mas a posse do petróleo causa seus inconvenientes, afinal, mesmo possuindo petróleo para dar e vender, eles conseguem a façanha de ter a gasolina mais cara do mundo.
  • Heliara  01/05/2019 15:28
    Kkkkk..."e não acontece na Holanda" Boa observação.
  • IRCR  02/09/2015 03:49
    Curioso que essa "doença" só pega em lugares onde há pouca liberdade econômica.
    Com exceção do Chile em relação ao latinos americanos e africanos, que é um grande exportador de cobre (possui ampla liberdade econômica) e não pegou essa "gripe bovina". Será pq né ?
  • Mr. Capitalism  01/09/2015 17:48
    O cúmulo são os funcionários públicos querendo reduzir a própria jornada de trabalho para 30 horas, e o mais legal eles querem ganhar a mesma coisa. Não basta ter salários completamente distorcidos em relação às funções exercidas, eles querem deixar o trabalho deles ainda mais caro. E os inocentes ainda tem emprego vitalício, essa gente está vivendo em uma realidade paralela.
  • Realista  01/09/2015 18:18
    Sou completamente a favor. Quanto menos um funça trabalha, mais o país progride. Um funça trabalhando é sinal de que sua vida está sendo ainda mais obstaculizada. Funça trabalhando é sinal de mais burocracia sendo criada, de mais empecilho sendo inventado.

    Um funça "trabalhando" zero hora e com um salário dobrado seria muito melhor para o país do que um funça trabalhando 44 horas semanais e recebendo salário mínimo.

    Sou a favor da jornada de trabalho mínima para os funças.
  • Vinicius Zucareli  01/09/2015 21:05
    Infelizmente acredito que você está certo.

    Principalmente se o funcionário público em questão trabalhar com arrecadação de impostos, fiscalização de qualquer tipo, emissão de qualquer licença, etc. Em suma, trabalhar com qualquer coisa que diminua as liberdades ou crie burocracias. Ou quase 100% deles, com exceção dos que prestam serviço direto à população - Policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros e professores. (que são os que tem os menores salários também).

  • Insurgente  02/05/2018 12:56
    Há uma distorção pois em que pese a porcaria de sua necessidade no que tange a realização de certas atividades, emissões de guias, alvarás, licenças e outros essas pragas (funças) precisam trabalhar as horas referentes. Já vi funcionários de cartórios (antes da privatização), trabalhar das 10 às 12h e não darem baixa nos protestos ocasionando um efeito horrendo. Esse povo não produz nada minha gente!

  • Thiago Teixeira  02/09/2015 01:41
    Kkkkkk...

    Diz que a Receita Federal contratou uma penca de engenheiros do ITA pra dar eficiencia à arrecadação tributária...
    Foi um desastre pra nós!!
  • Edujatahy  02/09/2015 13:04
    Não tem como dar certo um país em que os melhores engenheiros se tornam fiscais da receita.
  • Gunnar  03/09/2015 17:39
    Realista, estou contigo e não abro. Por mim o governo pode até aumentar a carga tributária, dobrá-la, com a única condição de que pare de trabalhar.
  • Gabriel  01/05/2018 16:13
    Realista, eu até concordaria com sua posição, se acreditasse que isso realmente geraria menos burocracia. Porém, sabemos muito bem que se os funças atuais passarem a trabalhar menos, teremos mais concursos públicos para contratar mais funças para cobrir o buraco.
  • renan merlin  01/09/2015 18:07
    Paises ricos em recursos naturais tem tendencia a serem pobres
  • Mais um  01/09/2015 19:38
    Não, vide os países do Oriente Médio exportadores de petróleo.
  • Ivanildo Terceiro  01/09/2015 21:54
    Ele não está de todo errado, dado que falou em "tendência" a serem pobres, e não em uma lei. De um ponto de vista praxeológico é algo que faz total sentido. Um governante de um lugar pobre não pode se dar ao luxo de restringir a liberdade sob pena de ter para governar apenas rochas. Entretanto, o governante de uma área rica em recursos minerais, pode apropriar-se dela e esquecer a população, a sufocando cada vez mais para não ter sua posse sob os recursos ameaçada.
  • Henrique Zucatelli  01/09/2015 21:03
    Você acha os EUA um país pobre (soja e milho)? E a China (muita coisa)? O Canadá por acaso (inclusive diamantes)...

    Países com máquinas estatais ricas é que não desenvolvem suas economias.

    Não confunda as coisas.
  • Shrek Terceiro  02/09/2015 12:29
    O Ivanildo está coberto de razão, não há motivo para a implicância. Países pequenos e/ou com poucos recursos naturais disponíveis têm a tendência de serem mais livres sim, justamente pelos argumentos trazidos pelo rapaz.
  • Paulo Porciúncula  02/09/2015 00:02
    O livre-mercado premia a responsabilidade, a eficiência e a produtividade. Se você é um especialista, domina os meios de produção, possui conhecimentos teóricos e práticos você irá receber um bom salário. Mas se você for um parasita inconsequente, mal treinado e irresponsável você não irá ganhar bem, uma vez que empresa não faz caridade.
    O estado tenta regular o trabalhador e tentar ao máximo fazer com que ele não se desenvolva. Quanto mais improdutivos existem, maior é o curral eleitoral.
  • Júnior  02/09/2015 18:45
    Como adquirir a experiência profissional que os empregadores tanto exigem? Até para estágio já estão exigindo experiência profissional elevada. Então, como adquirir experiência profissional se nunca dão a oportunidade de adquirir?
  • Sandy  02/09/2015 19:11
    Quem "nunca dão"? Quem impede que empreendedores nunca dêem?

    O estado e suas legislações trabalhistas? Pois é. Eu também não sei o que fazer. Só mesmo com a abolição do estado.
  • Reflexao  22/09/2015 04:09
    Você já ouviu falar no PRONATEC.
  • Leigo  02/05/2018 14:02
    "Como adquirir a experiência profissional que os empregadores tanto exigem? Até para estágio já estão exigindo experiência profissional elevada. Então, como adquirir experiência profissional se nunca dão a oportunidade de adquirir?"

    É justamente a legislação trabalhista, dos estagiários, de salário mínimo que acarretam esse problema. Se não fossem tais legislações, seria mais fácil contratar um estágiário desqualificado por um salário menor. Porém, só será produtivo para os empresários contratarem quem possui vasta experiência. Não vale a pena contratar um estagiário sem experiência para pagar um valor mínimo absurdo, além do mais, tem um projeto tramitando para pagar previdência para estagiários, isso diminuirá a contratação deles, ficará mais caro para contratá-los. Sua intenção é boa, mas não se sustenta economicamente, não é porque existe salário mínimo e todas essas leis que todos serão bem contratados, isso apenas criará uma reserva de mercado (como já criou).
  • RH realista  02/05/2018 15:02
    Minta no currículo desavergonhadamente, o mercado de trabalho já está sem vergonha há muito tempo,mas tenha certeza que consegue desempenhar as funções descritas na vaga, onde os jovens mais entregam sua falta de experiência são:

    -Falta de domínio da língua portuguesa, não precisa ser o Pasquale, mas um e-mail escrito com erros ortográficos e de concordância entregam qualquer principiante;

    -Falta de pró atividade, nas primeiras semanas é normal ficar esperando o chefe passar 100% das atividades, mas depois de umas 6 semanas já se espera que um trabalhador experiente tenha desenvolvido uma rotina de trabalho e até criar pequenos trabalhos úteis por iniciativa própria, seja puxar um telefonema de uma mesa sem seu ocupante ou colocar papel na impressora;

    -Incapacidade de atender um telefonema e anotar o recado de forma completa e objetiva, essa entrega qualquer iniciante;

    -Pacote office, em tempos de smartphone os jovens negligenciam a necessidade de fazer cursos de informática, agora temos estagiários formados de 23 anos incapazes de fazer uma simples planilha de excel ou formatar decentemente um texto no word, aprenda direito estas ferramentas;

    -Comunicação, um profissional sabe como entender e se fazer entender em poucas palavras sem titubear;

    -Vestimenta adequada, postura de trabalho séria e usar pouco o celular no ambiente de trabalho só vão ajudar.
  • Pobre Paulista  02/05/2018 17:57
    Abra sua própria empresa
  • Victor Oliveira  02/09/2015 19:08
    Parabéns pelo artigo, é uma lógica pouco óbvia do ponto de vista de quem vive hoje mas que faz muito sentido.

    Mas tenho receio pela ideologia da busca pelo maior lucro possível. Claro que o empresário quer lucro, ele investiu seu tempo e capital numa empresa para isso. Mas ele entende que quanto melhor a vida dos seus funcionários melhor será sua produtividade? Entende que com salários maiores, todos poderão comprar mais e mover mais a economia?

    Pode falar o que for, mas minha prática tanto na vida profissional quanto acadêmica me mostra o contrário. Se quiser dados é só comparar o nosso coeficiente Gini com o de qualquer país liberal, na verdade nem precisa ser um país liberal, para notar que somos um dos piores no mundo em distribuição de renda.

    Não estou falando que imposição de leis que limitem carga horária de trabalho dos Recursos Humanos sejam a melhor solução, mas sei que atualmente se depender somente do mercado a distribuição tende a piorar.
  • Renato  02/09/2015 19:25
    "Mas ele entende que quanto melhor a vida dos seus funcionários melhor será sua produtividade?"

    A "vida do funcionário" é algo que está totalmente fora da alçada de qualquer empreendedor. Eu, por exemplo, não tenho nenhum controle sobre a vida da minha faxineira. Se há problemas na casa dela, ou se há desavenças dela com o marido, nada posso fazer.

    Não entendi sua colocação, portanto.

    "Entende que com salários maiores, todos poderão comprar mais e mover mais a economia?"

    Colocação totalmente sem sentido. Você por acaso dá aumentos à sua faxineira pensando que, com esse salário, ela poderá comprar mais lingüiça no açougue da esquina?

    Ninguém pode pagar mais do que a produtividade de um empregado.

    "Pode falar o que for, mas minha prática tanto na vida profissional quanto acadêmica me mostra o contrário. Se quiser dados é só comparar o nosso coeficiente Gini com o de qualquer país liberal, na verdade nem precisa ser um país liberal, para notar que somos um dos piores no mundo em distribuição de renda."

    Pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo (o Canadá é mais desigual que o Afeganistão). O Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.

    O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo (outra ilustração da ineficiência de nosso estado em fazer aquilo a que ele se propõe), mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.

    O que você propõe como solução? Eu proponho menos impostos e mais liberdade econômica.
  • Victor Oliveira  02/09/2015 19:59
    Renato,

    Bom, eu sei bem o quanto da para comprar com R$788 por mês, isso é um começo de saber o que passa na vida de uma pessoa. Não preciso saber se ela esta bem com o seu marido ou filho, mas sei que com esse salário não sobra muito além do básico, se é que sobra.

    Com certeza um empregado não pode ganhar mais do que ele produz (mesmo uma empregada que não produz nada mas ganha para limpar a sua sujeira dentro da sua casa), mas como Engenheiro eu sei o quanto o meu trabalho rende e sei o quanto eu recebi por ele e isso mesmo me fez sair de certa áreas.

    Concordo com você quando diz que o Brasil "segue sendo um dos países mais desiguais do mundo", mas garanto que isso não é culpa do Estado pois é uma realidade desde sua proclamação da república iniciada por um grupo elitista dono de grandes terras contrário a questões do império (não estou apoiando o império, mas constatando o fato de como ocorreu o processo).

    Sua solução também é ótima, um Estado menor e menos intervencionista, concordo plenamente. Mas, como comentei anteriormente, ainda me questiono quanto a ideologia da busca pelo maior lucro possível. É uma questão ideológica que eu não sei como muda.
    Não que exista somente aqui, é muito notável no estilo de vida americano mas é completamente diferente numa Noruega.
  • Renato  02/09/2015 22:18
    "Concordo com você quando diz que o Brasil "segue sendo um dos países mais desiguais do mundo", mas garanto que isso não é culpa do Estado pois é uma realidade desde sua proclamação da república iniciada por um grupo elitista dono de grandes terras contrário a questões do império (não estou apoiando o império, mas constatando o fato de como ocorreu o processo)."

    Bocejos.

    Cinco medidas do governo que aumentam a concentração de renda
  • Mais um Brasileiro  01/05/2019 20:11
    Todos tem medo da transição?Ou seja sair de uma tradição intervencionista e migrar para uma economia livre é que são elas,ou seja a transição pode degringolar em derramada de sangue,não por parte dos libertários,mas sim por parte dos intervencionistas que não vão querer abrir mão dos seus privilégios de maneira nenhuma,a reforma da Previdência está encontrando resistência por parte do funcionalismo público a título de exemplo,enfim este estado de coisas é terrível e a mudança nunca será pacifica,o estado é mesmo uma entidade a serviço das classes dominantes(A classe política,Banqueiros oligopolistas,Fornecedores do estado,empreiteiras,Industria farmacêutica,Lobistas,Servidores públicos,etc)este conluio da tirania,essa elite extrativista,parasitária,somos servos desta quadrilha maldita e corrupta,até quando meu Deus!!!Mas uma coisa é certa a Liberdade e o livre-comércio,o armamento civil amplo e irrestrito é muito melhor e mais barato e sustentável do que este leviatã caro e pesado em nossas costas...

    Transição é amarga,mas é melhor passar por ela do que viver escravizado por esta elite imunda e corrupta,viva a Liberdade e o livre-comércio.
  • FelipeSantos  04/09/2015 13:06
    Desculpem-me a ignorância, mas tenho algumas dúvidas:
    Tem aquela frase (que para mim, é uma máxima da economia) que é:
    "A economia não é conta de soma zero". Ou seja, para uma lado ganhar não necessariamente o outro precisa perder.
    O PIB mundial, sempre é passível de se expandir? Admitindo que a riqueza de um não causa a pobreza de outro, é possível todos serem ricos?

    Muito obrigado.
  • Anderson  04/09/2015 14:11
    Consumimos bens e serviços, e esses, para que cheguem até os indivíduos, precisam ser produzidos/processados. Logo, não é algo dado, não são produtos que aparecem magicamente em nossas prateleiras/armários, é necessário que alguém faça o trabalho de tirar do solo, converter em algum bem ou que alguém faça alguma coisa para outro alguém (no caso de serviço).

    Sim, o "PIB" (que não é a melhor maneira de mensurar a riqueza de uma região) é possível que aumente, só o fato de você produzir uma coisa a mais, o PIB aumenta. Se você vende 10 laranjas e, no momento posterior, vende 11 laranjas, o PIB aumentou. Ou até mesmo o caso de você continuar vendendo 10 laranjas por certo período faz com que o PIB aumente, já que ao vender 10 laranjas você está produzindo riqueza, e se continuar vendendo é porque continua produzindo riqueza.

    Sobre a questão da riqueza, o negócio de todos serem ricos é relativo, depende da comparação. Se você comparar os EUA de hoje com os EUA de 1980, vai perceber que a sociedade, em geral, é mais rica atualmente do que antes, pois os anos de produção de riquezas fez com que a população acumulasse capital, e com bem mais produtos disponíveis no mercado. Ou seja, com o passar dos anos os americanos ficam mais ricos, assim, claro, como outros países do mundo, que continuam a produzir.

    Mas, se você está falando de todos serem milionários ao mesmo tempo, não, não tem como, pois os indivíduos recebem de acordo com seu trabalho/função/influência, e nem todos tem o mesmo valor (em termos de trabalho) que um Bill Gates.
  • Pedro Alencastro  06/09/2015 01:28
    E o que os "benevolentes" capitalistas fizeram pelo fim da escravidão no século XIX? A escravidão só foi abolida porque se criaram leis para proibir e fiscalizar empresários que explorassem o trabalho escravo. E isso aconteceu por pressão da sociedade civil, que depois de tentar, percebeu que o boicote aos produtos do escravismo não estava funcionando. Se dependesse apenas do livre mercado, o escravismo teria durado muito mais. Aliás, se ainda existe trabalho escravo hoje, é justamente por falta de fiscalização dos governos (e porque capitalistas "benevolentes" aproveitam essa brecha para explorar mão de obra barata e aumentar seus lucros).
  • Luiz Felipe  06/09/2015 04:21
    "E o que os "benevolentes" capitalistas fizeram pelo fim da escravidão no século XIX?"

    Acabaram com ela.

    "A escravidão só foi abolida porque se criaram leis para proibir e fiscalizar empresários que explorassem o trabalho escravo."

    Você chegou ao Planeta Terra agora? A escravidão sempre foi uma política impingida pelo estado. Era o estado quem dizia que a escravidão era legal.

    "E isso aconteceu por pressão da sociedade civil,"

    Não. Foi o cristianismo. Antes do advento do cristianismo, não se encontra uma única cultura antiga que proibia a prática da escravidão; a escravidão era vista como algo absolutamente normal.

    "Se dependesse apenas do livre mercado, o escravismo teria durado muito mais."

    Claro, pois escravos produzem bens de "excelente" qualidade, né? Para um mercado livre e concorrencial, é um ótimo produzir bens de péssima qualidade, certo? É ótimo ter uma mão-de-obra mal paga, improdutiva e desestimulada. É assim que se ganha muito dinheiro.

    Mais ainda: é ótimo ter uma mão-de-obra sem nenhum poder de compra. Aí todos fazem produtos para ninguém comprar.

    "Aliás, se ainda existe trabalho escravo hoje, é justamente por falta de fiscalização dos governos (e porque capitalistas "benevolentes" aproveitam essa brecha para explorar mão de obra barata e aumentar seus lucros)."

    Existe trabalho escravo atualmente? Existe gente trabalhando sem receber nada e sendo proibida de pedir demissão?

    Não sabia.

    Trabalho escravo significa pessoas trabalhando obrigadas, contra a própria vontade, sem a opção de poder sair dali e sem receber absolutamente nada em troca.

    Tal cenário existe hoje?

    A mão-de-obra hoje é totalmente livre. Se ela não estiver satisfeita com as condições de trabalho livremente acordadas, ela pode perfeitamente pedir demissão. Não?

    A questão é: quem está trabalhando em um determinado setor, o faz porque, por definição, quer melhorar de vida. Se a intenção não fosse melhorar de vida, então não estariam trabalhando. Não?
  • Insurgente  02/05/2018 13:38
    Ontem estava comentando algo referente ao liberalismo no facebook, tema inicial como o estado não produzir e sua ineficiência e os bajuladores do estado sinalizaram que tudo o que eu havia comentado sobre uma possível redução que era algo utópico e impossível. estou falando de pessoas classe média que estudou e é graduado, alegando que era totalmente ilógico o que eu havia comentado.

    Eu fico aqui pensando se será mais fácil migrar para um país mais livre ou se é possível ficar e lutar por mudanças...



  • Lopes  06/09/2015 14:42
    Pedro, temo que seu conhecimento histórico sobre a escravidão está defasado.

    Cá está uma colagem de um comentário meu do artigo Ou temos capitalismo, ou temos escravidão - não há terceira via cuja leitura eu também recomendo:

    O problema sempre foi, porém, o subsídio que os estados fizeram à escravidão e a tornaram competitiva até o fim do século XIX (a Companhia Britânica das Índias Orientais, os capitães do mato, os Slave Catchers do Sul dos EUA e as fugitive slave laws os sultões do Maghreb, as guerras da Dar Al Islam na África, na Europa - no cerco otomano de Viena, os turcos levaram consigo 67 mil europeus em uma só expedição - e na Ásia, vide as guerras entre sunitas e xiitas que justificavam a escravidão dos capturados como as intermináveis guerras persa-otomanas; etc). Entretanto, no que concerne o pioneirismo britânico, em uma época que antecedeu avanços significativos no meio rural e urbano, temo que o mérito moral deles não pode cair em indiferença.

    Lembrá-lo-ei também que os ingleses não detinham escravo algum em sua terra natal e não se envolveram na escravidão até a época colonial, diferentemente dos ibéricos, dos italianos e dos outros povos europeus mais ao mediterrâneo que usavam de escravos do Maghreb para operar suas galeiras.

    Outro exemplo da manutenção estatal da escravidão está na população de escravos dos EUA (1790~1860). Ela estava caindo no período de 1790 até 1800, até que as slave catcher laws foram estabelecidas. Lembrá-lo-ei que menos de 4% da população dos EUA fora dona de escravos. As slave catcher laws simplesmente recrutavam gente para impedir a fuga dos cativos e reduzir os custos dos donos de escravos.
  • Pedro Alencastro  06/09/2015 21:53
    "Você chegou ao Planeta Terra agora? A escravidão sempre foi uma política impingida pelo estado. Era o estado quem dizia que a escravidão era legal."

    O estado dizia que era legal. E depois o estado definiu que era ilegal. Não foi o livre mercado. As pessoas que fizeram pressão para que a escravidão acabasse não o fizeram por questões comerciais. Fizeram-no por questões morais e religiosas.

    "Não. Foi o cristianismo. Antes do advento do cristianismo, não se encontra uma única cultura antiga que proibia a prática da escravidão; a escravidão era vista como algo absolutamente normal".

    E porque séculos depois do advento do cristianismo a escravidão continuou, para ser abolida apenas quando o estado passou a proibir, fiscalizar e punir quem vivia da escravidão? Repito: alguns homens religiosos de fato fizeram pressão para que isso acontecesse. Mas tiveram que recorrer ao estado. Quando tentaram terminar com a escravidão através do mercado (boicote aos produtos com apoio de quem simpatizava com a causa) não funcionou. Por um motivo muito simples. O fim da escravidão não era do interesse do mercado naquela época.

    "Claro, pois escravos produzem bens de "excelente" qualidade, né?"

    As pirâmides do Egito, que foram as maiores construções erguidas pela humanidade durante milhares de anos e até pouco tempo, foram obra de escravos. E estão de pé até hoje. Muito daquilo que os escravos produzirem eram, sim, produtos de qualidade, muitas vezes caros e com uma enorme demanda. Se não fossem, simplesmente não haveria tanta gente interessada nestes produtos e o mercado escravagista não teria se sustentado durante tanto tempo.

    "Mais ainda: é ótimo ter uma mão-de-obra sem nenhum poder de compra. Aí todos fazem produtos para ninguém comprar".

    Os escravagistas não estavam nem aí para o poder de compra dos escravos. O que interessava para eles era o poder de compra dos não escravos. E eles ganharam dinheiro suficiente para abrir mão do potencial poder de compra dos escravos.

    "Existe trabalho escravo atualmente? Existe gente trabalhando sem receber nada e sendo proibida de pedir demissão? Não sabia."

    Então sugiro se informar melhor.

    Sobre meus conhecimentos defasados, sou bem versado na história da escravidão. Posso até sugerir alguns livros para vocês. Mas veja bem: livros sem nenhuma contaminação ideológica, como essa baboseira de que o capitalismo acabou com a escravidão.
  • Imhotep  22/09/2015 12:28
    As pirâmides do Egito, que foram as maiores construções erguidas pela humanidade durante milhares de anos e até pouco tempo, foram obra de escravos.

    Na verdade, os arqueólogos dizem o contrário:

    Trabalhadores das pirâmides 'não eram escravos', dizem arqueólogos

    As 'desculpas' dos egípcios quando faltavam no trabalho nas pirâmides

    O seu desconhecimento sobre isso me leva a crer que você não está assim tão bem versado sobre a história da escravidão quanto diz. E não é baboseira alguma dizer que o capitalismo acabou sim com a escravidão.
  • felipe  22/09/2015 13:15
    "como essa baboseira de que o capitalismo acabou com a escravidão."

    Para começo de conversa não existe liberdade sem capitalismo. Qualquer alternativa ao capitalismo implica necessariamente em escravidão (seja ela disfarçada ou não), como acontece no socialismo e o comunismo.

    Segundo, o capitalismo permitiu acabar com a escravidão. Empiricamente é evidenciado que a escravidão só acabou após o desenvolvimento do capitalismo. Isso porque foi o capitalismo que tornou desnecessário a mão-de-obra escrava.

    Uma coisa é fazer lobby contra a escravidão na Inglaterra do século XIX, onde a maior parte dos setores econômicos já não dependiam da escravidão para funcionar. Agora outra coisa era fazer lobby lá na Grécia antiga, onde a boa vida de qualquer grego dependia dos escravos
  • Assurbanipal  22/09/2015 14:55
    Logo, se acabasse, por exemplo, com o recrutamento aos 18 anos no Brasil, seria também uma medida estatal (ou lei), pois o estado estaria retirando um direito que ele mesmo deu às Forças Armadas (?).

    E quando os capitães do mato (eles eram pagos pelo estado para isso) se recusaram a pegar os escravos fugidos nos últimos dias da escravidão no Brasil, também foi uma medida estatal.

    eh.net/encyclopedia/slavery-in-the-united-states/
    https://en.wikipedia.org/wiki/Fugitive_slave_laws
    (consertando os links de cima)

    Quando os sunitas decidiram parar de guerrear com os persas e capturar xiitas para escravizar também foi uma medida estatal, eu acho.

  • Emerson Luis  15/12/2015 15:03

    Uma professora disse que o capitalismo obriga as pessoas a trabalhar 8h/dia, mesmo que não queiram.

    Perguntei a ela se, caso um empregado quisesse trabalhar 4h/dia com o correspondente ajuste salarial e seu empregador aceitasse, as leis trabalhistas permitiram.

    A resposta é "NÃO".

    * * *
  • Ciro  01/05/2018 23:59
    Eis o problema de se apoiar pequenas reformas de mercado: propaganda.

    Esquerdistas estão usando os dados do desemprego como prova de que as reformas trabalhistas extremamente tímidas do Temer (que não mudaram praticamente nada) foram apenas para "retirar direitos dos trabalhadores".
    Mas o problema não é esquerdista falar borracha, afinal isso é normal, o problema é a mentalidade extremamente estatista do brasileiro médio ouvir esse tipo de coisa.

    g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/desemprego-fica-em-131-em-marco-e-atinge-137-milhoes-de-pessoas.ghtml

    Quando o país está mergulhado na maior crise da história e com desemprego em níveis recordes, o que o governo faz? Abre mais 15 mil vagas para concursos até agora nesse ano. Estão fechando empregos da iniciativa privada, mas o governo acha que é uma boa ideia abrir empregos na burocracia.
    Do que adianta reduzir 1 papelzinho que você precisa para abrir seu negócio, se mantém a absurda lei marxista de indenização por tempo de trabalho? Do que adianta permitir terceirização mais facilmente, mas aumentar os impostos?
    Quando toda a economia é estatizada e apenas uma pequena parte é livre, não há milagre que crie empregos produtivos e aumente a renda da população.

    Não será possível mudar a realidade do país como foi feito na década de 90, se não for feito de forma radical, privatizando tudo, abolindo 100% a CLT (não ficar fazendo reforminhas nessa joça), destruindo agências reguladoras e reduzindo a carga tributária bruscamente principalmente de pessoas jurídicas.

    Ficar apoiando pequenas reforminhas de mercado não vai nem aumentar nossa liberdade e nem melhorar a economia. Além, claro, de ser uma anti-propaganda do capitalismo.
  • Carlos  02/05/2018 00:10
    Mas ainda assim o desemprego está caindo. No mesmo período do ano passado estava em 13,7%. Hoje está em 13,1%.

    É normal o desemprego aumentar no primeiro trimestre de um ano em relação ao quarto trimestre do ano anterior. Sempre foi assim. São fatores sazonais. Os contratos temporários para o Natal são demitidos no início do ano.

    A comparação sempre deve ser com o mesmo período do ano anterior.

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20994-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-13-1-no-trimestre-encerrado-em-marco.html
  • Gustavo A.  02/05/2018 13:47
    Concordo. Mas você sabe quando a CLT vai ser extinguida no Brasil? Nunca.

    Para aprovar essa reforminha foi um CAOS, houve até greve geral. Pior, juristas renomados escrevendo artigos em sites jurídicos todos os dias para criticar; juízes trabalhistas ameaçando não cumprir; palestras nas faculdades pra falar mal da reforma... Fora a desinformação e as mentiras contadas.

    E isso tudo só foi feito porque o governo Temer é um governo que não é popular e não briga por reeleição, a chance de fazer algo bem mais produtivo foi perdida, vai demorar muito tempo até outro político tocar no assunto, ainda mais com pautas mais urgentes (e igualmente polêmicas), como a reforma da previdência.

    Esse é o Brasil, a Constituição que temos é esta porcaria que permite todas essas coisas, não tem solução.
  • Ciro  02/05/2018 15:15
    Temer deveria ter ativado o modo kamikaze como Cunha fez. Desde o começo ele era odiado pela esquerda, pelos formadores de opinião, e agora pela maioria da população. Então não faz diferença ele se preocupar com sua popularidade se ninguém estava de seu lado desde o início.

    Se o cara estava preocupado em salvar o país do colapso, como deu pra perceber, devia ter aproveitado e ter proposto reformas de mercado mais radicais. Quem sabe no futuro ficaria conhecido como um homem que melhorou de verdade a situação do país. Só essa reforminha não vai adiantar nada, mesma coisa a reforma da previdência que é capaz de nem passar.
  • Leigo  03/05/2018 13:00
    Nem em modo kamikaze seria possível, todos nesse país são contra o livre mercado. No geral, só dá pra fazer reforma tímida mesmo, sendo aprovadas parcialmente pra variar. No máximo, seria possível tirar imposto de alimentação e medicamentos. Vi algo interessante no twitter do João Amoedo sobre o imposto de renda, no início era cobrado X e com a inflação era pra cobrar algo entorno de X+X, porém continuam cobrando X (e o pobre perdendo mais ainda pro Estado).
  • Gabriel Nascimento  02/05/2018 12:48
    Excelente artigo!
  • Luiz Moran  02/05/2018 18:35
    O braziu comunofascista é um enorme gulag.
  • BS  03/05/2018 01:01
    Muito bom!.
  • Sempre Mais do MESMO  03/05/2018 13:37
    Muito se fala do FASCISMO como um adversáro do Socialismo (comunismo é promessa de Paraíso no futuro impossível, já que só depois da abundância absoluta que o Socialismo produzirá).

    Ora, o que sempre faltou dizer é que o Socialismo é apenas uma reivindicação de PODER ABSOLUTO para a HIERARQUIA ESTATAL e que tanto o NAZISMO como o FASCISMO eram perfeitos exemplos de Sociaismo.

    Dizer que Fascismo e o Nazismo combatiam o Partido Comunista e por tal ideologias antagônicas é FRAUDE INTELECTUAL:
    - A Igreja Católica combatia os protestantes e AMBOS ERAM/SÃO CRISTÃOS
    - O COMANDO VERMELHO e o TERCEIRO COMANDO (no RJ) se combatem, mas AMBOS SÃO TRAFICANTES.

    A briga entre católicos e protestantes não faz de um dos lados os ateus e tão pouco a briga entre duas FACÇÕES de traficantes faz de uma dela a polícia. Porém é nesse sofisma ou "FALÁCIA do BINÁRIO" (título que criei) que a esquerda se baseia para apontar o dedo acusador e xingar seus adversarios acusando-os daquilo que ela, esquerda, defende.
    Tivessem os esclarecimentos sido feitos e Fascismo e Nazismo tanto quanto bolchevismo e trotskismo e toda sorte de socialismo marxista seria conhecido como ideologia dos facínoras de esquerda.
    .
    1) O Fascismo foi criado pelo membro militante do Partido Socialista Italiano: o jornalista Benito Mussolini.

    2) A idéia de Mussolini se fundamentava no SINDICALISMO para arrebanhar toda a população SOB o PASTOREIO de sindicalistas a quem o Estado controlaria e estes controlariam o rebanho humano em beneficio do Estado totalitário. Claro que fluiu dinheiro para organizações sindicais e cargos.
    .
    Ou seja,

    . a população trabalharia e produziria para pagar impostos para o Estado.
    . todos deveriam estar filiados a sindicatos, patrões e empregados, para fazerem pedidos de vantagens uns sobre os outros ao Estado através destes sindicatos.

    Evidentemente que o Estado alternaria vantagens a uns com desvantagens a outros e assim apenas os sindicalistas mais obedientes ao Estado obteriam vantagens provisórias para controlar o rebanho sindicalizado.
    .
    Foi desta forma que o Estado, através de seu líder, o DUCE, poderia controlar QUEM seriam os sindicalistas que controlariam os rebanhos dos sindicatos. O DUCE controlaria os sindicalistas.

    Ao Estado também caberia os empreendimentos "ESTRATÉGICOS" que não poderiam ficar nas mãos de emresários ganaciosos que se preocupam com lucro.

    Exatamente daí a famosa frase de Mussolini:

    "TUDO PELO ESTADO, TUDO PARA O ESTADO e NADA FORA DO ESTADO"

    Os sindicalistas controlariam TODA a atividade econômica ao controlar os empresários e empregados forçados a sindicalizarem-se. Toda e qualquer reivindicação deveria ser passada aos sindicalistas e então administradas pelo Estado.

    Não é dificil perceber que o Estado controlaria os sindicalistas e mesmo seria fundamental para que assim permanecessem como sindicalistas.

    Fora isso o FASCISMO notabilizou-se pelos "CAMISAS PRETAS" e as agressões a ADVERSÁRIOS IDEOLÓGICOS.

    OS FASCIS de COMBATIMENTO atacavam os adversarios para IMPEDIR que viessem a tona qualquer CRÍTICA ao Estado ou SISTEMA FASCISTA.
    .
    Semelhanças dos tais FASCES de COBATIMENTO com as MILICIAS CHAVISTAS (os coletivos) ou com MST, MTST, BLACK BLOCKs ou ETC., NÃO É MERA COINCIDÊNCIA.
    .
    O MST, por exemplo, começou anunciando-se invasor de terras improdutivas APENAS. Com isso amaciou os corações e, Claro, rapidamente se formalizou o fornecimento de VERBAS MILIONÁRIAS para tal "movimento social" sob FHC.

    Com muito dinheiro já garantido, tal MILICIA não mais atuou invadindo terras improdutivas, mas qualquer propriedade até para VINGANÇA contra inimigos políticos e CHANTAGEM no campo.

    Na sequencia veio para as cidades e ATUA ESCANCARADAMENTE como UMA MILICIA de esquerda, com "SOLDADOS" para ataques em pequenos grupos de aparentes militantes raivosos (OS BLOCKs).

    A estratégia deu certo e novas MILICIAS como MTST, Black Blocks e etc. surgiram como blocos de pequenas GUERRILHAS.

    Essa é uma comparação que faço segundo minha percepção. Será que estou errado?

    Nada é por acaso.

    No mais, Mussolini ainda tentou fundar uma REPUBLICA SOCIALISTA ao norte da Italia, mas foi capturado e trucidado. Porém sua estratégia de dominação da sociedade tem sido bastante utilizada. Seja no brasil ou venezuela, entre outros de menor sucesso atual.
    FAZ BEM LEMBRAR dos "COLETIVOS" venezuelanos...

    Não por acaso os CAMISAS PRETAS de Mussolini firmaram a cor em dua designação (PRETA), poderia ser camisas vermelhas ou Blocos Vermelhos em alusão a blocos como pequenos grupos de guerrilha.

    A CLT defendida por TODOS os socialistas, sobretudo por sindicalistas que são braços da esquerda militante, foi uma cópia da CARTA del LAVORO de MUSSOLINI. Porém, aberrantemente, isso não é divulgado.
  • Jonas  06/05/2018 18:04
    Me parece muito difícil engolir essa ideia de "concorrência por mão-de-obra". O que se vê são filas e mais filas de desempregados fazendo concorrência por emprego, não o contrário. Tem algum artigo tratando disso ?
  • Bloch  06/05/2018 21:24
    Nos países em que o mercado de trabalho é livre, sem ser obstaculizado por enormes encargos sociais e trabalhistas, a disputa por mão de obra é intensa. O empregado larga um serviço e rapidamente sai à procura de outro que pague mais.

    Já em mercados extremamente regulados pelo governo, em que a mão de obra se torna artificialmente cara por obra e graça do governo (com seus encargos sociais e trabalhistas, sua Justiça do Trabalho, e sua alta carga tributária), empregos realmente se tornam escassos.

    Óbvio. Se um trabalhador produz o equivalente a R$ 1.500 por mês, mas seu custo total é de R$ 2.000 (salário, FGTS, INSS, férias e demais encargos sociais e trabalhistas), ele simplesmente não será contratado. Só se for por uma instituição de caridade.

    Em mercados livres, trabalhador bom é disputado a tapa por empregadores. Em mercados regulados, trabalhador fica na fila do desemprego com o boné na mão.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2808

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1241

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2789
  • Gibson BH  08/05/2018 15:11
    Falta a este artigo não confundir sindicato e ação sindical com a luta dos trabalhadores por condições dignas de trabalho que marcou todo o século 19. Não foi o capitalismo "bonzinho" que reduziu a jornada de trabalho, por decisão própria. Claro que não!! Essas foram conquistas alcançadas a duríssimas penas, a partir das incontáveis e anônimas batalhas (literalmente) travadas pelos trabalhadores. por sua dignidade.

    Estudar economia é bom, mas é melhor ainda lembrar que ela não é uma ciência exata - assim como a história também não é e serve para não cometermos os mesmos erros do passado e evoluirmos, de fato, enquanto sociedade. Retornar ao tempo em que não haviam garantias aos trabalhadores é literalmente retroceder, voltar no tempo.

    Além disso, ao contrário do que essa "propaganda" quer nos fazer acreditar, aqui no Brasil, na Inglaterra, está na moda defender a propriedade pública de empresas consideradas estratégicas para o país.

    Transformar os ativos da Grã-Bretanha em propriedade privada, com ações das empresas nacionais negociadas em bolsas de valores, e confiar apenas em uma regulamentação mínima pelo Estado, a fim de tentar garantir que esses ativos sejam administrados de modo a conduzir os negócios visando a um interesse público mais abrangente, sempre fora uma aposta arriscada. E essa aposta não valeu a pena, na opinião do povo britânico.

    Recentes pesquisas mostram que 83% da população é a favor da nacionalização da água; 77% é favorável à reestatização do setor de eletricidade e gás; e 76% dos britânicos querem que o transporte público ferroviário volte a ser gerenciado por empresas estatais.

    Isso não representa, exatamente, uma queda na confiança das pessoas na iniciativa privada. Significa, no entanto, que vem ganhando espaço entre a população uma percepção de que as concessionárias privadas atuam em um mercado um pouco diferente: são serviços públicos. Há, portanto, uma visão generalizada de que essas empresas, ao serem privatizadas, deixaram de lado as suas obrigações como prestadoras de serviços públicos e acabam por priorizar metas que visam ao lucro.

    E, segundo a reportagem do "The Guardian", a seguir, o público britânico está correto!
    Vejam mais no link: www.theguardian.com/commentisfree/2018/jan/09/nationalise-rail-gas-water-privately-owned
  • Destruidor - Parte 1  08/05/2018 15:39
    "Não foi o capitalismo "bonzinho" que reduziu a jornada de trabalho, por decisão própria. Claro que não!! Essas foram conquistas alcançadas a duríssimas penas, a partir das incontáveis e anônimas batalhas (literalmente) travadas pelos trabalhadores. por sua dignidade."

    Ah, entendi.

    Quer dizer então que todos aqueles países do Terceiro Mundo, cuja população ainda tem de trabalhar mais horas por semana, poderiam imediatamente ascender da pobreza e usufruir mais horas de lazer e melhores condições de trabalho caso simplesmente criassem mais sindicatos?

    Tudo o que é necessário para escapar da pobreza e ter mais horas de lazer é ter mais sindicatos?

    (Aliás, se é assim, por que essas mesmas pessoas defendem mais ajudas internacionais?)

    Entenda este fato econômico inegável: enquanto uma sociedade ainda não houver enriquecido, nem mesmo todos os sindicatos do mundo conseguirão fazer com que absolutamente todas as pessoas possam se dar ao luxo de tirar uma folga de dois dias por semana ou trabalhar com conforto. Tampouco poderiam os sindicatos criar feriados.

    Apenas pense nas economias primitivas de 300 anos atrás. Você consegue imaginar, em meio a toda aquela pobreza, sindicatos agitando para reduzir a jornada de trabalho semanal? Sindicatos pedindo mais feriados e dois dias de folga por semana?

    Qualquer um que fizesse isso seria imediatamente visto como um lunático desconectado da realidade.

    E o motivo é simples: sociedades pobres possuem poucos bens de capital. Ou seja, não há uma abundância de ferramentas tecnológicas, de maquinários de alta produção, e de meios de transporte rápidos e eficientes. Com poucos bens de capital, a maioria dos bens e serviços tem de ser produzida e distribuída manualmente.

    Sendo todo o trabalho necessariamente manual, será necessário que toda a mão-de-obra disponível trabalhe o máximo de horas humanamente possível para fazer com que a subsistência da população seja minimamente viável.

    Uma simples folga de um dia poderia fazer com que não houvesse alimentos disponíveis para todos.

    É por isso que, no passado, as pessoas tinham de trabalhar em longas jornadas e sob condições terríveis. E é por isso que, em vários países pobres, a situação ainda é esta.

    Embora seja mais fácil e popular culpar homens engravatados e pançudos, que fumam charutos e utilizam monóculos, e que têm prazer em oprimir a classe trabalhadora, o fato é que o problema está na escassez de bens de capital, que impede o aumento da produtividade dos trabalhadores.

    O que emancipou as pessoas dessas condições desumanas foi a acumulação de capital. Com os trabalhadores se tornando substantivamente mais produtivos do que antes, graças à assistência de máquinas, ferramentas e meios de transporte, a produção física foi rapidamente multiplicada em quantidade e em qualidade.

    Essa maior abundância de bens e serviços gerou uma pressão baixista nos preços em relação aos salários, permitindo que estes crescessem mais do que aqueles. Consequentemente, o padrão de vida das pessoas aumentou.

    Foi então, e só então, que as pessoas finalmente puderam se dar ao luxo de optar por mais lazer e por trabalhar sob condições mais agradáveis e humanas. Foi só então que as pessoas puderam optar por tudo isso em detrimento de trabalhar exaustivamente apenas para sobreviver.
  • Destruidor - Final  08/05/2018 15:41
    "Além disso, ao contrário do que essa "propaganda" quer nos fazer acreditar, aqui no Brasil, na Inglaterra, está na moda defender a propriedade pública de empresas consideradas estratégicas para o país. Transformar os ativos [...] em propriedade privada, com ações das empresas nacionais negociadas em bolsas de valores, e confiar apenas em uma regulamentação mínima pelo Estado [...] sempre fora uma aposta arriscada"

    Ou você é muito ignorante ou você é um baita de um desonesto.

    Regulação mínima?! Ora, todos esses arranjos são concessões e parcerias público-privadas. A regulação intensa está no cerne deste arranjo.

    Por exemplo, nunca houve privatização de água, nem de ferrovias, nem de eletricidade, nem de gás em nenhum país do mundo. O que sempre houve é político concedendo o monopólio da exploração de um serviço para seus empresários favoritos.

    O político entrega um setor ao empresário amigo, o qual está completamente protegido da concorrência, e em troca esse empresário amigo paga propinas para o política.

    Não há absolutamente nenhum arranjo que não seja este. E você vem dizer que isso é "regulação mínima"?!

    Trata-se do perfeito exemplo de rent-seeking e mercantilismo, que são o oposto de um livre mercado. Aliás, trata-se do mais perfeito exemplo do Mecanismo, tão voga no Brasil.

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários


    Ademais, todos os casos que você citou são de parcerias público-privadas e concessões monopolísticas, as quais são a antítese da livre concorrência.

    Não obstante, houve casos em que os serviços estatais eram tão ruins, que até mesmo a porcaria da PPP conseguiu melhorar, e muito, a situação.

    Casos clássicos são os da Colômbia, das Filipinas e da França.

    Vale também mencionar o caso do próprio Reino Unido, em que o padrão de qualidade aumentou substancialmente, não obstante as onerosas regulamentações impostas pelo governo.

    Na Argentina, houve avanços, mas aí o governo resolveu congelar as tarifas logo após ter desvalorizado acentuadamente a moeda, o que destruiu as empresas, levando ao fim das concessões logo no início do governo dos Kirchner.

    E houve também a desastrosa concessão boliviana, na qual o governo concedeu o monopólio à empresa Bechtel e, adicionalmente, proibiu inclusive que os habitantes coletassem e utilizassem água da chuva. Não há exemplo mais clássico dos malefícios das concessões monopolísticas do que o caso boliviano.

    Mas, segundo você, ali deve ter ocorrido uma "regulação mínima"...

    Sugiro estudar mais e ao menos entenda o básico sobre o que fala.
  • Carlos  08/05/2018 17:01
    Ouch! Fez jus ao nome.
  • Sempre Mais do MESMO  08/05/2018 20:04
    Showzaço de bola!!!

    Grande Destruidor! ...efetivamente honrou o nome com brilhantismo.

    VLW
  • Professor de Sociologia da USP  01/05/2019 19:29
    Como sabemos muito bem, em 1840 a sociedade era altamente sindicalizada nos EUA e as horas trabalhadas caiam continuamente. Hoje, onde ela não é mais sindicalizada, devido ao desmonte do Trump em concluio com o governo fascista nazista homofobico eurofobico e fobico fobico bolsonarista. As horas pararam de cair

    Como você pode notar nesse gráfico
  • Irônico  10/05/2018 06:15
    >sindicatos no Brasil: 17.000+
    >sindicatos nos EUA: 190
    >sindicatos no Reino Unido: 168
    >sindicatos na Dinamarca: 164
    >sindicatos na Argentina: 91

    Através destes números podemos perceber com clareza que evidentemente sindicatos são altamente necessários, e também que um país que possibilita seus empresários manterem vínculos empregatícios diretamente com o contratado está fadado ao fracasso absoluto e as pessoas a mais triste miséria.
  • Heliara  01/05/2019 15:34
    Irônico, gostei dos seus dados. Posso compartilhar? Preciso!!!
  • João Neves  13/05/2018 13:28
    130 anos depois da abolição da escravidão, nossos juristas e formadores de opinião ainda não aprenderam o que significa trabalho escravo.
  • trabalhador  01/05/2019 15:33
    Pra quem acha que leis trabalhistas é bobagem, que escravidão é só a base de chicote, vejam essas reportagens em pleno país desenvolvido. Não é na China, não é na África Subsaariana, não é no Brasil... É nos Estados Unidos da América. UNITED STATES:

    Trabalhadores de avicultura impedidos pelos seus patrões de ir ao banheiro e obrigados a usar fralda

    Em Chicago: empresa limita banheiro a 6 minutos:



    A questão que fica é: por que patrões fazem isso? Para manter os trabalhadores produzindo 10 minutos no banheiro, é 10 minutos sem produzir. Para que? Para aumentar o lucro dos patrões.

    Melhor comentário do Youtube:

    "Companies are solely focused on productivity, working people like slaves. Focus on keeping people happy, and they will work hard for you. These people are in the bathroom contemplating whether to quit or not. ?"

    O pior de tudo são os "libertarios" americanos apoiando este tipo de coisa nos comentários do Youtube. Vejam este comentário:

    "They are on their phone. My coworker does the same thing - for 30 minutes a day. Drives us nuts. Why should I work more like a slave because my coworker wants 30 minutes of free-time??"

    E este:

    "And some people are just plain lazy, if the company took this extreme mesuare, it probably had ocurred significant abuse.....I feel very little sympathy towards lazy workers?"

    E mais este outro:

    "How about just make them keep their phones in lockers so they cannot use them while on work time? That would cut down on their bathroom break time since they cannot sit and use their phone.? "

    Ou seja, pros "libertários" americanos, o trabalhador vai pro banheiro pra mexer no celular. Logo, é justificável que uma empresa limite o tempo no banheiro a 6 minutos ou até proíba de ir ao banheiros, como no caso dos avicultores.

    Se não houvesse leis trabalhistas, este tipo de coisa seria mais corriqueiro do que se imagina, e com aceitação de muitas pessoas. Voltaríamos pro século XIX.
  • Fernando  02/05/2019 18:56
    Caro amigo, por acaso você não estaria pegando uma exceção e transformando em regra?
  • Pensador Puritano  02/05/2019 19:23
    Sem falar que só trabalha por lá quem quer ou quem está em situação precária,enfim responsabilidade individual.

    Pois quem tem responsabilidade e poupa na juventude escolhe o emprego,mas quem gastador e não é precavido é humilhado,a Justiça comum pode cuidar disto também,um processo cível cabe neste caso,ou seja não precisa de Justiça(Cara)especializada para mediar este conflito trabalhista.
  • Flash  22/05/2019 13:52
    Espero que as leis funcionem justamente para exceção. Porque se for para a regra, cancela o mundo logo.
  • Doutrina Social da Igreja  01/05/2019 15:46
    "não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital." (Papa Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum

    É, por conseguinte, inteiramente falso atribuir ou só ao capital ou só ao trabalho o produto do concurso de ambos, e é injustíssimo que um deles, negando a eficácia do outro, se arrogue a si todos os frutos, como fez o capital, por muito tempo.

    Nem podem os operários exigir para si todos os lucros e rendimentos, descontado apenas o que baste a amortizar e reconstituir o capital.

    - ARLINDO VEIGA DOS SANTOS (Para a Ordem Nova, São Paulo, Ed. Pátria-Nova, 1933, p. 29).
  • Doutrina Social da Igreja  01/05/2019 18:54
    O que é capitalismo? Muito frequentemente esta palavra não é muito bem definida, e cada pessoa lhe dá um significado, bom ou mau, conforme as suas próprias convicções, mas nunca a definindo claramente. Então, o que é o capitalismo?

    O capitalismo não é a posse privada de propriedade, mesmo que se trate de propriedade produtiva, pois tal tipo de propriedade existe na maior parte do mundo desde tempos muito remotos, enquanto que o aparecimento do capitalismo é normalmente situado na Europa do final da Idade Média.

    Talvez a melhor maneira de proceder seja escolher a definição de uma autoridade, e depois analisaremos como é que se enquadra com os fatos históricos. Voltemos à encíclica Quadragesimo Anno (1931), do Papa Pio XI, em que o capitalismo é definido, ou caracterizado, como "o sistema econômico em que o trabalho e o capital necessários para a produção são fornecidos por pessoas diferentes." Por outras palavras, no sistema capitalista normalmente trabalha-se para outra pessoa. Alguém, o capitalista, paga a outros, os trabalhadores, para que trabalhem para si, e recebe os lucros do seu empreendimento, isto é, o que sobra depois de pagar o trabalho, as matérias-primas, amortizações, débitos, etc.

    Há algo de errado com o capitalismo, com a separação da posse e do trabalho? Não há nada de errado em ter uma fábrica ou uma quinta e pagar a outros para as trabalharem, desde que lhes pague um salário justo.

    No entanto, o sistema capitalista é perigoso e insensato. Os seus frutos foram nocivos para a humanidade, e o Sumo Pontífice fez o apelo por mudanças que iriam eliminar, ou pelo menos diminuir, o cerne e o poder do capitalismo.

    Deixem-me explicar as afirmações que acabei de fazer. E para o fazer tenho de fazer primeiro um breve desvio para discutir o propósito da atividade econômica.

    Por que é que Deus deu ao homem a necessidade e a possibilidade de criar e utilizar-se de bens econômicos? A resposta é óbvia: necessitamos desses bens e serviços para levarmos uma vida humana. A atividade econômica produz bens e serviços para servir toda a humanidade, e qualquer ordenamento econômico deve ser avaliado pela capacidade de preencher este objetivo.

    Quando a posse e o trabalho estão separados, tem necessariamente de existir uma classe de homens, os capitalistas, que estão afastados do processo de produção. Os acionistas, por exemplo, não querem saber o que é que a empresa, da qual eles são formalmente os donos, faz ou produz, mas só lhes interessa saber se as ações estão a subir ou quais os dividendos que daí vão tirar. De fato, na bolsa, as ações mudam de mãos milhares de vezes por dia, ou seja, diferentes indivíduos ou entidades, como fundos de pensões, são em parte donos de uma empresa durante alguns minutos ou horas ou dias, e depois vendem-na tornando-se donos de outra entidade qualquer. Naturalmente esta classe de capitalistas passa a encarar o sistema econômico como um mecanismo pelo qual dinheiro, ações, títulos e outros equivalentes podem ser manipulados para enriquecimento pessoal, ao invés de servir a sociedade produzindo bens e serviços. Em resultado disto, têm-se feito fortunas através de takeovers hostis, fusões, encerramento de fábricas, etc., por outras palavras, aproveitam o direito de propriedade privada, não para se envolverem na atividade econômica produtiva, mas para se enriquecerem independentemente dos efeitos nos consumidores e trabalhadores.

    Os Papas justificaram a propriedade privada, mas se analisarmos os motivos e os argumentos por que o fizeram constataremos que a sua lógica está muito longe da capitalista. Examinemos, por exemplo, a famosa passagem da encíclica Rerum Novarum (1891), do Papa Leão XIII.

    "estimule-se a industriosa actividade do povo com a perspectiva da sua participação na prosperidade do solo, e ver-se-á nivelar pouco a pouco o abismo que separa a opulência da miséria, o operar-se a aproximação das duas classes. Demais, a terra produzirá tudo em maior abundância, pois o homem é assim feito: o pensamento de que trabalha em terreno que é seu redobra o seu ardor e a sua aplicação."

    A justificação que os Papas sempre fizeram da propriedade privada está ligada, pelo menos idealmente, à unidade entre a propriedade e o trabalho. Acrescenta Leão XIII:

    "Importa, pois, que as leis favoreçam o espírito de propriedade, o reanimem e desenvolvam, tanto quanto possível, entre as massas populares."

    E este ensinamento é repetido por Pio XI na Quadragesimo Anno:

    "É pois necessário envidar energicamente todos os esforços, para que ao menos de futuro as riquezas grangeadas se acumulem em justa proporção nas mãos dos ricos, e com suficiente largueza se distribuam pelos operários; não para que estes se dêem ao ócio, — já que o homem nasceu para trabalhar como a ave para voar, — mas para que, vivendo com parcimônia, aumentem os seus haveres, aumentados e bem administrados provejam aos encargos da família; e livres assim de uma condição precária e incerta qual é a dos proletários, não só possam fazer frente a todas as eventualidades durante a vida, mas deixem ainda por morte alguma coisa, aos que lhes sobrevivem."

    Mas, o que ocorre sob o capitalismo? Os homens aprendem a amar os certificados das ações que lhes renderão dinheiro, em resultado do trabalho de outra pessoa?

    A Doutrina Social da Igreja visa aumentar o número de proprietários, estimulando os indivíduos e as famílias a adquirir ou criar seus próprios meios de produção, em vez de depender de salários. Isso, na prática, pode significar muito bem os "três alqueires e uma vaca" de Chesterton, assim como, na economia moderna, "três computadores e um escritório em casa".
    O sistema econômico defendido pela Doutrina Social da Igreja consiste em empresas familiares de qualquer espécie (não só chácaras – como insinuam ser nossa opinião alguns críticos zombeteiros), ou firmas cuja propriedade pertence aos empregados (chamadas cooperativas), ou ainda pequenas empresas e empresas de médio porte que atuam local ou regionalmente. Também pequenos negócios e trabalhos independentes, em geral, correspondem ao distributismo na prática.

    Qualquer pessoa que pense que "livre iniciativa" quer dizer Wal-Mart, com suas legiões de chineses pagos com salários escravos a labutar em benefício de acionistas americanos, sob a canga de um governo comunista que sequer lhes permite ter filhos, precisa consultar depressa a Doutrina Social Católica. Algo muito errado se passa na ordem moral, quando os fundadores do Wal-Mart repousam sobre uma carteira de ações de 84 bilhões de dólares, construída em grande parte com trabalho quase escravo, enquanto os "assistentes de venda" da rede varejista não conseguem sustentar as próprias famílias ou dar conta de seus gastos médicos, embora uma pequena fração dos bilhões da família Walton fosse suficiente para pagar, por uma vida inteira, um plano de saúde para todos os funcionários do Wal-Mart. Não estou sugerindo que o governo confisque a riqueza da família Walton. Claramente a questão é que os Walton deveriam fazer justiça aos seus esforçados funcionários sem a necessidade de uma ordem governamental, isto é, eles deveriam aplicar a lei do Evangelho na condução dos seus negócios. A família Walton é muito rica e pode pagar um salário justo aos seus empregados.

    O fundador e diretor executivo da Costco, um católico imerso na Doutrina Social da Igreja, paga a seus empregados o salário-família e 92% dos seus gastos médicos.
  • Pensador Puritano  02/05/2019 13:56
    Fazer caridade é uma coisa,agora viabilizar e tornar um empreendimento lucrativo são outras,ou seja falar é fácil e fazer é que são elas,trabalhar em ambiente concorrido e consumidores ávidos por preços baixos é virtude de pessoas batalhadoras e esperar por caridade de barriga cheia é coisa de parasita safado,você querer que o patrão aumente salário sem a contrapartida de mais produtividade do trabalhador meu caro é querer demais,enfim abra um negócio próprio e tu irás ver que na teoria a prática é outra,as ideias que o IMB defende são apriorísticas pelo simples fato de que elas são testáveis na prática e só um exemplo para você meditar,a CLT é melhor do que livre-negociação e livre-associação(Sindicatos livres) na sua opinião?Se for assim então por que mais da metade de nossos trabalhadores estão na informalidade? Sendo que temos Ministério do Trabalho fiscalizando,mais de 10.000 de sindicatos trabalhistas,Justiça(Podre)do Trabalho,a maioria da população favorável a legislação trabalhista,enfim somos condicionados pela educação estatal a abraçar estas ideias e você vem falar em solidariedade como se os patrões fossem carrascos e todas estas instituições pró-trabalhador não existissem,meu caro as pessoas estão na informalidade devido a livre-negociação que este setor permite e vai muito bem obrigado,pare de postar doutrina da igreja,pois como é sabido a Igreja procura harmonizar e apaziguar as pessoas,agora o cotidiano é uma luta constante devido os recursos serem escassos e a demanda infinita e só o mercado consegue harmonizar esta luta entre ofertantes e demandantes de recursos e faz isto pelo sistema de preços e pelo processo de lucros e prejuízos,quem quer melhorias tem de se aprimorar cada vez mais,pare com essa choradeira de paternalismo e caridade com o chapéu alheio,saiba você que o chinês agradece todo dia a Deus por ter um emprego do Wall-Mart,pois ele sabe que o governo comunista chinês não tem e não quer mais sustentar com assistencialismos ninguém a não ser a elite corrupta do partido,abra sua cabeça e pare de sonhar Alice.
  • Geraldo  01/05/2019 19:46
    "nos EUA, já há pedidos para uma jornada máxima de 30 horas por semana"

    Sério? Os caras querem trabalhar como estagiários e ganhar salário de funcionário? Pois 30h/semana era o que eu trabalhava no meu tempo de estagiário!
  • Lourenço   02/05/2019 10:53
    Baita "bullshit" esse argumento(dados) que os países ricos trabalham menos horas. Pergunta pra um escandinavo quantas horas ele trabalha. Ele rirá da sua cara se você acha mesmo que ele trabalha 6h por dia.
  • Marcos  02/05/2019 13:53
    Bela refutação.

    P.S.: perguntei para um escandinavo e ele não riu. E agora? A bullshit está com você.
  • Erick  02/05/2019 13:26
    Não é por nada, mas todas essas criações são mais devidas a Igreja Católica do que ao Capitalismo. Antes da lógica produtiva do Capitalismo já existiam as leis religiosas que em sua sabedoria obrigava as pessoas a descansarem sem se dar o trabalho de ter uma explicação científica sobre isso.
  • Humberto  02/05/2019 14:06
    De nada adianta ter uma "ideia social" se você não possui o capital que permite tornar essa ideia viável.

    A Igreja pode até ter tido a ideia, mas não havia a acumulação de capital necessária para tornar está ideia viável. Quem viabilizou a ideia foi o capitalismo.
  • Juliano  02/05/2019 15:04
    É como disse o Tom Woods:

    Meu pai era motorista de empilhadeira. E foi membro de um sindicato por 15 anos. Cresci em uma família de proletários.

    E posso dizer: não dá para acreditar na propaganda sindical nem mesmo por um segundo.

    "O fim de semana: criado para você pelos sindicatos", diz o adesivo de pára-choque.

    Entendo. Quer dizer então que todos aqueles países do Terceiro Mundo, cuja população ainda tem de trabalhar mais horas por semana, poderiam imediatamente ascender da pobreza e usufruir mais horas de lazer caso simplesmente criassem mais sindicatos?

    Tudo o que é necessário para escapar da pobreza e ter mais horas de lazer é ter mais sindicatos?

    (Aliás, se é assim, por que essas mesmas pessoas defendem mais ajudas internacionais?)

    Eis um fato econômico inegável: enquanto uma sociedade ainda não houver enriquecido, nem mesmo todos os sindicatos do mundo conseguirão fazer com que absolutamente todas as pessoas possam se dar ao luxo de tirar uma folga de dois dias por semana. Tampouco poderiam os sindicatos criar feriados.

    Apenas pense nas economias primitivas de 300 anos atrás. Você consegue imaginar, em meio a toda aquela pobreza, sindicatos agitando para reduzir a jornada de trabalho semanal? Sindicatos pedindo mais feriados e dois dias de folga por semana?

    Qualquer um que fizesse isso seria imediatamente visto como um lunático desconectado da realidade.

    E o motivo é simples: sociedades pobres possuem poucos bens de capital. Ou seja, não há uma abundância de ferramentas tecnológicas, de maquinários de alta produção, e de meios de transporte rápidos e eficientes. Com poucos bens de capital, a maioria dos bens e serviços tem de ser produzida e distribuída manualmente.

    Sendo todo o trabalho necessariamente manual, será necessário que toda a mão-de-obra disponível trabalhe o máximo de horas humanamente possível para fazer com que a subsistência da população seja minimamente viável.

    Uma simples folga de um dia poderia fazer com que não houvesse alimentos disponíveis para todos.

    Continua.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2506
  • Iniciante em Escola Austríaca  03/05/2019 04:39
    "À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações mais modernas — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção. À medida que a concorrência por mão-de-obra foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados. "

    Pessoal, uma puderem me tirar uma dúvida:
    A introdução de máquinas e equipamentos não iria gerar uma redução na necessidade de mão obra humana? Como isso poderia gerar mais concorrência por mão de obra humana, visto que agora haveria menos necessidade mão de obra humana no processo produtivo?
  • Guilherme  03/05/2019 14:05
    O que é melhor: um trabalhador usando um machado para cortar tronco de árvores ou usando uma serra elétrica?

    Qual a produtividade de cada um?

    A serra elétrica torna o seu trabalho muito mais produtivo do que um machado. Ela permite que, com as mesmas horas de trabalho, você consiga muito mais madeira que conseguiria com um machado e várias horas a mais de trabalho.

    Com mais madeira e menos horas de trabalho, suas receitas são maiores e os custos unitários são menores. Logo, seu lucro é maior.

    Consequentemente, é muito mais lucrativo empregar dois trabalhadores utilizando serras elétricas do que um trabalhador utilizando um machado.

    Se você conseguiu visualizar esta lógica básica, então você já alcançou a resposta para a sua pergunta.
  • Mila Soares  03/05/2019 16:48
    Se não houver demanda para a produção de dois trabalhadores com serras elétricas, ele irá demitir os dois de machado e contratar um com serra. A demanda é limitada, mas o lucro deve ser sempre o maior possível.
  • Guilherme  04/05/2019 01:51
    A demanda é limitada?! Só se for no Jardim do Éden. No mundo real, a demanda é infinita. Para todos os bens e serviços. E é exatamente por isso que existem preços: para racionalizar a oferta (limitada) e a demanda
    (Ilimitada). Se não houvesse preços haveria escassez generalizada, exatamente porque a demanda é infinita.

    Por definição, nunca há um "problema de demanda". Demandar é algo que ocorre naturalmente; demandar é intrínseco ao ser humano. A partir do momento em que você sai da cama até o momento em que você vai dormir você está demandando coisas. Demandar coisas é o impulso mais natural do ser humano. É impossível viver sem demandar.

    Aliás, é por isso que a ideia de que é necessário "estimular a demanda" é completamente ilógica. A demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.

    O problema não é e nem nunca foi "estimular a demanda". O grande problema sempre foi criar a oferta. Mais ainda: criar a oferta que sacie a demanda dos consumidores.

    Ou seja: o problema nunca foi a demanda por mão de obra de pessoas para cortar madeira (esta demanda é infinita). O problema sempre foi, isto sim, encontrar a oferta desta mão de obra a um preço economicamente viável.

    Portanto, você simplesmente inverteu a relação de causa e efeito.
  • Iniciante em Escola Austríaca  04/05/2019 00:42
    Guilherme, obrigado pela atenção.

    Eu entendo que a serra elétrica aumenta a produtividade do trabalho e o lucro. E isso é saudável.

    Sem a serra elétrica, seria necessário vários homens com machado p/ se produzir a mesma quantidade. Com a serra elétrica seria necessário menos homens.

    Por isso que para mim ainda não ficou claro como a mecanização aumenta a concorrência pela mão de obra. (Por exemplo, se vc me disser que a redução dos encargos trabalhistas estimularia a contratação e aumentaria a concorrência pela mão de obra, aí eu entendo claramente).

    O que eu consegui ir compreendendo dos artigos que venho lendo, é que aumento do lucro (advindo da produtividade maior) além de possibilitar melhores salários ao empregado, iria gerar reinvestimentos no setor (expandindo-o) e também investimentos em outros setores da economia, e aí sim a geração desses novos empregos aumentaria a concorrência pela mão de obra.

    Meu raciocínio está correto?
  • Guilherme  04/05/2019 02:05
    "Sem a serra elétrica, seria necessário vários homens com machado p/ se produzir a mesma quantidade. Com a serra elétrica seria necessário menos homens."

    Errado. Seria fisicamente impossível esses homens manterem está rotina de trabalho. Dificilmente eles conseguirão manter essa rotina exaustiva por muito tempo e durante vários meses. Com efeito, tentar manter essa rotina não será muito inteligente. Haverá um momento em que suas condições físicas estarão debilitadas e sua produtividade inevitavelmente cairá. No extremo, eles poderão morrer de exaustão. E aí sua produção será zero.

    Portanto, no mundo real, não se trata de uma simples escolha entre machados e serras elétricas, mas sim entre realizar muita produção com serra elétrica e realizar pouquíssima e temporária produção com um machado.

    Sem entender está realidade do mundo, nada feito.
  • Estado o Defensor do Povo  04/05/2019 02:09
    Sim, o que você falou está correto, mas o que você falou é UMA das consequências da mecanização, que é gerar novos empregos mais especializados, mas não é necessariamente isso que irá ocorrer, por exemplo, um proprietário de terra que tem 100 homens com machado na sua terra não precisa demiti-los todos, ele pode simplesmente dar uma serra elétrica pra cada um deles, e se cada um se tornar 10 vezes mais produtivo, então ele irá produzir 10 vezes mais madeira, ficando bem mais rico, sem precisar ter demitido ninguém, e com isso poderá oferecer maiores salários para seus empregados, ou até contratar ainda mais cortadores de árvore, por que não faria? Ele não precisa demitir 10 caras de machado pra colocar um de serra elétrica no lugar, pode simplesmente dar uma serra elétrica pra todo mundo sem ter que mandar ninguém embora, isso também aumenta a concorrência de mão de obra, mas óbvio que isso tem um limite, quando chegar um ponto em que a quantidade de árvores sendo derrubadas for maior que a de árvores sendo plantadas aí já não valerá mais a pena contratar mais pessoas, porque a terra que ele tem não vai mais dar conta, ou ele vai ter que comprar mais terra, ou vai investir em pesquisas pra melhorar o reflorestamento, ou seilá, vai dar o jeito dele.
  • Matrix Made in China  03/05/2019 22:43
    Mensagem (des)criptografada...

    Problema - O que que acontece se as máquinas com elevado nível inteligência artificial se rebelarem ou se um grupos de hackers a mando do governo tomarem conta de todo sistema de informação e a vida do próprio povo?

    Solução?
  • Tulio  04/05/2019 01:58
    A solução seria você parar de delirar e voltar para o mundo real.
  • Felipe Lange  04/05/2019 22:56
    Leandro, eu li essa notícia dias atrás e me chamou atenção.

    "Com uma base parlamentar modesta e instável, o Palácio do Planalto corre o risco de ficar sem recursos para pagar subsídios e benefícios a idosos carentes e pessoas com deficiência (BPC).

    Para contornar esse grave problema de caixa, a equipe econômica do ministro Paulo Guedes passou a articular a aprovação do projeto de lei que autoriza o governo a gastar R$ 248 bilhões com recursos a serem obtidos com títulos do Tesouro Nacional.

    É a primeira vez que o Poder Executivo precisará desse tipo de aval do Congresso Nacional para realizar despesas como as transferências assistenciais aos mais pobres.

    A chamada "regra de ouro" impede o governo federal de se endividar para pagar despesas correntes, como salários, Previdência Social e benefícios assistenciais.

    Guedes pediu ao Congresso para que, em 2019, haja uma exceção a essa limitação.Por ser um caso incomum, o governo federal terá de obter 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado depois que o projeto sair da CMO (Comissão Mista de Orçamento), onde está parado. "



    Eu sabia que em algum momento o governo começaria a quebrar, agora a minha surpresa é que essa simulação parcial de Grécia fosse começar nisso, eu achei que ele pudesse se endividar e custear essas despesas. Como chegou a esse ponto? Eu sei que parece uma pergunta estúpida por ter farto material sobre, mas é que eu só queria os artigos certos para poder ter uma noção. Seria o principal responsável o descontrole dos gastos previdenciários? Quando te perguntei sobre a reforma, sua opinião sobre, você disse que seria só um remendo e não resolveria o problema mas, agora, nesse artigo, você defende que ela seja feita. Você mudou de ideia ou eu interpretei errado a sua resposta? Essa ideia de que o rico vai pagar mais seria qual rico? O funcionário estatal eu sei que vai pagar mais, mas e o funcionário do setor privado, teria que pagar mais também?
  • rivellino Batista  05/05/2019 13:06


    "Muito engana-me, que eu compro"

    Vive o PT© de clichês publicitários bem elaborados por marqueteiros.
    Nada espontâneo.
    Mas apenas um frio slogan (tal qual "Danoninho© Vale por Um Bifinho"/Ou: "Fiat® Touro: Brutalmente Lindo"). Não tem nada a ver com um projeto de Nação.
    Eis aqui a superficialidade do PETISMO:

    0."Coração Valente©"
    1."Pátria Educadora©" [Buá; Buá; Buá].
    2."Haddad agora é verde-amarelo ®" [rsrsrs].
    3."A Copa das Copas®"
    4."Fica Querida©"
    5."Impeachment Sem Crime é Golpe©" [lol lol lol]
    6."Foi Golpe®"
    7."Fora Temer©"
    8."Ocupa Tudo®"
    9."Lula Livre®"
    10."®eleição sem Lula é fraude" [kuá!, kuá!, kuá!].
    11."O Brasil Feliz de Novo®"
    12."Lula é Haddad Haddad é Lula®" [kkkk]
    13."Ele não®".
    14."Controle social da mídia" (hi! hi! hi!): desejo do petismo.
    15."LUZ PARA TODOS©" (KKKKK).
    16. (…e agora…):
    "Ninguém Solta a Mão de Ninguém ©"

    17.
    "SKOL®: a Cerveja que desce RedondO".

    PT© é vigarista e
    é Ersatz.

    PT Vive de ótimos e CALCULADOS mitos publicitários.
    É o tal de: "me engana que eu compro".

    Produtos disfarçados, embalagens mascaradas e rótulos mentirosos. PT!
  • Católico  06/05/2019 14:40
    Estes direitos são graças às leis trabalahistas criadas pelos governos (como a CLT) que foram baseadas nas Encíclicas Papais, como Rerum Novarum e Quadragesimo Anno.

    Nós não somos contra o capitalismo. O que as encílicas papais exigem é que os patrões paguem um salário justo aos trabalhadores, um salário que seja suficiente para um pai de família sustentar a mulher e os filhos. Uma grande empresa como a Wall Mart, Mcdonalds, possuindo a fortuna que possuem, apresentando os lucros que apresentam, podem pagar um salário digno aos seus trabalhadores. E que não é possível sustentar uma família numerosa ganhando US$ 300,00 por mês (o salário mínimo no Brasil é menos do que isso).
  • Realista   06/05/2019 15:42
    Meu querido, se você ganha $ 300 por mês, você não tem condição de formar uma família. Se você ganha pouco, você não deve formar uma família. Isso é o básico do básico. Responsabilidade individual acima de tudo. É isso o que as religiões realmente ensinam, e não esta sua versão deturpada.

    Primeiro você se qualifique e passe a ganhar salários maiores; depois, só depois, comece a pensar em formar família.

    Aliás, é engraçado como você coloca as coisas: dá a impressão que o sujeito foi dormir solteiro e despreocupado, e acordou repentinamente com mulher e 4 filhos para sustentar, como num passe de mágica. Não, cidadão, casar e ter filhos são opções inteiramente voluntárias. Quem casa e tem filhos sabe exatamente o que está fazendo. O casamento e a procriação não são coisas impostas a ninguém; tampouco são coisas que "simplesmente acontecem". Quem casa e procria está no completo controle de suas decisões. Logo, deve arcar com as consequências.

    Com efeito, isso de "o salário mínimo tem de dar para sustentar uma família numerosa" é típico papo de progressista: gente que quer abolir a responsabilidade individual e coletivizar para todos o sustento de alguns. Política coitadista e anti-indivíduo.

    Exigir que todo e qualquer salário seja o suficiente para sustentar uma "família numerosa" é uma política que, se fosse realmente colocada em prática, o desemprego chegaria a, no mínimo, 60%. Isso, sim, seria totalmente anti-família.
  • Católico  06/05/2019 17:23
    Prezado, Realista, o problema não é fazer filhos mas os salários indignos que pagam aos trabalhadores. Uma empresa como o Wall Mart poderia sim pagar salários maiores aos trabalhadores. Eles não fazem isso porque são avarentos (e avareza é pecado).

    O problema da cultura moderna é exatamente esta sua mentalidade: considerar a criança um encargo, um pêso. Diferente de sua visão de mundo, a Igreja considera que um filho é um dom de Deus, uma bênção. Então já estamos partindo de duas visões de mundo opostas.

    Agora, vamos para a prática: segundo a mentalidade moderna, não pode ter filhjos no Brasil, não pode ter filhos na Alemanha, não pode ter filhos no Japão. Os europeus e os japoneses pensam exatamente como você e estão colocando seu raciocínio em prática. E o resultado disso é uma crise demográfica resultando no colapso dos sistemas previdenciários, com uma população envelhecida. No Brasil, o governo já tem que reformar a previdência, imagine se o Brasil fica na situação da Alemanha ou do Japão, países onde 1/5 da população é idosa. Não é à toa que governos de países como Espanha, Dinamarca, estão criando políticas para estimular a procriação (claro que não concordo com isso, não sou favor de criar bolsa mais filhos, que é o que estes países estão fazendo literalmente).

    Além disso, se o seu povo não propaga seus genes, outro povo ocupa seu país e propaga, e ocorrerá a substituição da cultura local/nacional por uma outra cultura estrangeira. E é o que ocorre na Europa hoje. Na Europa quem está propagando seus genes hoje são os muçulmanos, pois os europeus além de não fazer filhos, ainda dizem welcome refugees. E os muçulmanos entram na Europa e fazem filhos. Fazem 5, 8, 9, 10 filhos, enquanto o europeu (que pensa como você) não procria, ou têm no máximo 1 ou 2 filhos. Se este ritmo continuar, quem você acha que será maioria na Europa daqui 2 ou 3 gerações? Não é à toa que há quem diga que em 2100, a Europa será Eurábia, com vários califados muçulmanos. É isso que você quer? Então você não pode estimular uma cultura antinatalista. Se você zela pela conservação do seu povo e de sua cultura, você não pode estimular planejamento familiar ou controle de natalidade.
  • Marcos  06/05/2019 18:55
    Quer ver a taxa de natalidade voltar a subir como antes? É simples:

    1) Reduza a carga tributária de 40% (como é hoje) para 15% (como era até a década de 1960). Tendo 40% de sua renda confiscada -- uma invenção da atual era progressista --, é óbvio ululante que nenhum casal vai querer ter filhos. Simplesmente não há como bancar famílias grandes se o governo confisca 40% da sua renda. Matemática básica.

    2) Acabe com o estado de bem-estar social e com a previdência pública. Sem o estado assumindo o papel que até sempre havia sido dos filhos, estes voltarão a ter mais importância e voltarão a ser desejados.

    3) Por fim, proíba as mulheres de trabalhar. Com essa drástica redução na oferta de mão de obra, os salários dos homens que permanecerem no mercado de trabalho (agora sem a concorrência feminina) irão disparar.

    E aí, topa?
  • Católico  06/05/2019 21:18
    Marcos, os itens 1 e 3 até sou a favor. Tem mais esta merda que o liberalismo fez: o ingresso das mulheres no mercado de trabalho complicou tudo. Este é o resultado da ideologia liberal. A Revolução Industrial afastou o pai dos filhos. O capitalismo moderno está afastando a mãe dos filhos. O resultado da ideologia da Ayn Rand é isso: mulheres egoístas, carreiristas, que só pensam na ascensão profissional e social e não querem ter filhos; ou mulheres que tem filhos mas delegam a responsabilidade às babás, às escolas; ou as que escolhem ser mãe aos 40 anos .

    O item 2 tem que ser bem planejado...até sou a favor de abolir a previdência, mas teria de ser feito com cautela, de forma responsável, de forma a devolver aos contribuintes da previdência tudo o que eles pagaram à previdência....e tomar cuidado para não deixar os idosos pobres desamparados. Pois com a cultura moderna, há muitos europeus que não tem filho.
  • Marcos  06/05/2019 21:30
    Sugiro a você entrar em acordo com a esquerda feminista. Segundo ela, a entrada da mulher no mercado de trabalho foi uma vitória do progressismo e uma derrota do capitalismo, pois, ao se emanciparem e passarem a ter o "direito de trabalhar", as mulheres afetaram a própria essência do capitalismo (que sempre foi considerado patriarcal e machista).

    Ou seja, você diz que a mulher ter ganhado o direito de trabalhar foi uma coisa nefasta criada pelo capitalismo. Já as feministas dizem que este mesmo fenômeno foi uma derrota implacável imposta pelas mulheres ao capitalismo.

    Gentileza entrarem num consenso mínimo.

    P.S.: já os genuínos estudiosos sabem que a entrada da mulher no mercado de trabalho nada mais foi do que uma conseqüência inevitável da explosão da carga tributária criada para bancar o estado de bem-estar social. Com o confisco da renda do pai de família sendo elevado de 15% para 40%, a única alternativa viável era a mulher também passar a trabalhar fora. E tá cheio de "conservador" defendendo social-democracia e assistencialismo...
  • Pancritius  06/05/2019 19:51
    Católico, algo que não falta a um jovem casal de classe média e media alta nipônica, alemã e em minha suíça, justamente as sociedades mais envelhecidas é renda para sustentar rebentos, por qual motivo um casal desses haveria de sustentar filhos quando se pode acessar uma vida muito mais interessante com viagens, hobbies radicais e viver em diversas localidades com as mais variadas experiências a troca de uma vida a trocar fraldas, acordar no meio do sono e suportar lamúrias de adolescentes? Fazemos um único rebento para passar o nome e herança adiante e já está.
  • Mais realista ainda  06/05/2019 16:24
    "não é possível sustentar uma família numerosa ganhando US$ 300,00 por mês (o salário mínimo no Brasil é menos do que isso"

    Não é possível sustentar uma família de 4 pessoas no Brasil nem mesmo com o salário médio local, uns R$2.100,00/ mês. Tem que ser muito louco ou desinformado pra fazer filhos num país destes.
  • Estado o Defensor do Povo  07/05/2019 12:14
    Amigo, não existe isso de "salário digno", isso é ideologia esquerdista travestida de justiça social, o salário é um preço como qualquer outro e está sujeito às leis econômicas, o Neymar não recebe milhões porque o PSG acha que ele merece isso, é porque o mercado assim decidiu, por ser um dos jogadores mais lucrativos do mundo, muitos clubes querem ter ele, portanto o salário dele naturalmente aumenta por ser muito demandado.
  • erik ultrecht  13/06/2019 21:09
    Aos os católicos,religiosos e marxistas de plantão,diferente do que estes afirmam não ha nenhuma influência das encíclicas papais e menos ainda da carta de lavoro,na criação das leis trabalhistas no Brasil,pois a igreja católica não só apoiou,como explorou a mão de obra escrava no Brasil e outras partes do mundo e buscou na bíblia passagens para justificar a escravidão; e as encíclicas não possuem lei alguma é só discurso,meá culpa da igreja,já a carta de lavoro(só discurso também), surgiu muito depois que leis já haviam sido criadas de forma esparsas no Brasil(estados) e outros lugares do mundo,sendo que no Brasil e França muitas dessas leis tinham inspiração positivista,sendo que na Inglaterra já haviam algumas normas trabalhistas décadas antes de qualquer projeto católico-fascista(encíclicas/Carta de lavoro);foi no positivismo que se inspirou a maior partes das leis trabalhistas que existiam nos estados e no Brasil e estas leis foram apenas agrupadas na C.L.T e impostas a todo o país,apenas a organizações sindicais foram pensadas e implantadas seguindo princípios socialistas/marxistas,dando no que temos hoje sindicatos parasitas,onde os diretores se adonam do sindicato,com altos salários e o trabalhador tento que custear a boa vida deles,esperamos que com o fim da contribuição sindical obrigatória isso mude e muitos desses sindicatos sumam.


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