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“Estamos destruindo a terra e o governo tem de fazer algo!” - ou será o contrário?

Foi Milton Friedman quem certa vez disse que "se você colocar o governo no controle do Deserto do Saara, em cinco anos haverá escassez de areia".  O grande economista não estava apenas querendo ser engraçado; ele estava alertando para a seriedade desse grande problema que é o gerenciamento estatal dos recursos.  Esse será um dos tópicos deste artigo. 

Mas antes, vale um comentário: as pessoas frequentemente reclamam que a humanidade está "destruindo" a terra, que o consumismo insaciável e a produção desenfreada (como na agropecuária) estão exaurindo grandes pedaços de terra do nosso planeta, e que essas atividades têm de ser interrompidas, caso contrário tudo irá sumir.

Isso, por si só, já nos leva à primeira pergunta: o que significa "destruir" algo?

Quando você queima um pedaço de madeira, a madeira é destruída, mas há a criação de calor, luz, fumaça e cinzas.  É neste sentido que a física nos ensina que nada se cria e nada se destrói, tudo é transformado.  Similarmente, cortar árvores de uma floresta destrói a floresta, mas em compensação criam-se casas, mobílias e bairros inteiros.

Portanto, por uma questão de honestidade intelectual, a verdadeira pergunta tem de ser: vale a pena?

O que as pessoas realmente querem dizer quando reclamam que a humanidade está "destruindo a terra" é que a ação humana praticada está criando uma transformação que elas subjetivamente não aprovam.  No exemplo das árvores, algumas pessoas podem dizer que preferiam um cenário repleto de árvores a um cenário repleto de casas.  Trata-se de uma mera preferência individual.

Se eu lhe disser que o seu ato de comer um pão no café da manhã irá "destruir" o pão, você certamente achará que sou esquisito; mas se eu tivesse uma inexplicável afeição por aquele pedaço de pão e o quisesse só para mim, eu poderia muito bem considerar a sua ação como destrutiva.  Trata-se da mesma ação, mas a interpretação depende do propósito e do contexto.

Quando um míssil destrói um prédio e mata todas as pessoas que estavam dentro dele, a carnificina pode servir a um propósito político, ainda que os amigos e familiares dos mortos tenham sido afetados.  Nesse caso, a perda de uns (as vítimas) representa o ganho de outros (o perpetrador da ação).  No âmbito político, o ganho de uma pessoa é necessariamente a perda de outra pessoa.  Você rouba de Pedro para beneficiar Paulo; você mata João para satisfazer Júlia.  Trata-se de um "jogo de soma zero".

Já no âmbito econômico, a destruição só ocorre quando algo perde sua utilidade para uma determinada pessoa, a qual não mais poderá utilizá-la com um propósito específico.  Por exemplo, uma pessoa pode querer destruir meu carro apenas por diversão.  Se ela me oferecer uma quantia de dinheiro que eu considere atraente, certamente irei deixá-la fazer isso, e ainda ficarei feliz.  Um bem foi destruído, mas as duas pessoas envolvidas ganharam com esse arranjo (eu ganhei dinheiro, e o destruidor ganhou satisfação), e nenhum terceiro foi prejudicado.

Quando não há coerção, uma troca só ocorre quando ambos os lados imaginam que sairão ganhando após a troca.  Cada pessoa estará em uma situação melhor do que antes.  A troca criou algo: valor.  Se ambos estiverem errados, então a troca destruiu valor, e ambos sofrerão perdas, o que fornecerá um incentivo para que não mais cometam erros.

Em um livre mercado, os ganhos se manifestam na forma de lucros, sejam eles monetários ou meramente psicológicos (você pode ter um prejuízo monetário se considerar válido o aspecto não-monetário gerado pela sua ação, como no exemplo acima do destruidor de carros). 

No entanto, o livre mercado não é um arranjo perfeito, que está livre de erros de julgamento.  As pessoas não possuem um conhecimento perfeito e completo sobre tudo, de modo que elas também irão cometer erros.  Algumas pessoas irão incorrer em trocas econômicas quando não deveriam, ou não irão incorrer em trocas quando deveriam.  Felizmente, o mecanismo de lucros e prejuízos serve justamente para minimizar estes erros e para conduzir a decisões mais acertadas.

Mas há uma imperfeição que pode afetar todo o livre mercado: a inexistência de direitos de propriedade bem definidos.  As pessoas podem ser capazes de tomar boas decisões, mas se os direitos de propriedade não forem bem definidos, o resultado será desastroso.  Nesse caso, as ações criam custos que não serão arcados pelas pessoas envolvidas na transação, mas sim por terceiros.  Como resultado, suas decisões acabam destruindo valor.

Por exemplo, se eu tenho livre acesso a um rio, e se eu não tiver de pagar nada para jogar lixo nesse rio, então o rio certamente ficará mais poluído do que ficaria caso fosse propriedade de alguém.  Da mesma maneira, se houver uma fonte de energia mais limpa e mais eficiente do que os combustíveis fosseis, mas se ninguém puder explorá-la lucrativamente porque o estado impede (seja por meio da proibição direta ou por causa de regulamentações restritivas ou de tributação excessiva), então o valor que teria sido criado jamais aparecerá.

Nosso senso estético é uma das coisas que nos torna humanos.  Se quisermos proteger um lago ou um vale porque os consideramos bonitos, e quisermos impedir que eles sejam utilizados para fins de desenvolvimento, o que devemos fazer?

Até certo ponto, é possível fazer aquilo que algumas organizações privadas já fazem: elas compram a terra que querem proteger, e os resultados têm sido espetaculares.  Porém, nem sempre isso é possível, especialmente quando a terra não é controlada por pessoas físicas, mas sim pelo governo, que adora fazer acordos com seus empresários favoritos naquele arranjo mercantilista que é eufemisticamente chamado de parcerias público-privadas.  Nesse caso, a eventual alteração do cenário natural deve ser atribuída ao governo.

A questão é que, havendo direitos de propriedade, os mecanismos de mercado fazem com que as pessoas sempre encontrem um equilíbrio entre consumo e conservação, o qual pode ser chamado de "sustentável".  Mas é necessário que haja um mecanismo de mercado plenamente operante.  E é isso que muitas pessoas não aceitam.

Exemplos práticos

Somente quando algo é propriedade privada é que haverá custos inerentes ao seu uso, de modo que sua exploração será racional.  Por exemplo, pense na diferença entre o que acontece quando uma madeireira é dona de sua própria terra vis-à-vis quando ela faz uma locação de curto prazo para explorar uma terra cujo dono é o estado.

Quando uma empresa é dona de sua própria terra, ela possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra.  Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo.  Assim, ela vai ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.  E ela terá esse incentivo para conservar a natureza justamente porque está pensando no lucro.

Observe que, quanto maior for o preço da madeira — isto é, quanto mais escassas forem as árvores —, maior será o incentivo para a preservação e o replantio.

Já quando a madeireira possui um arrendamento de curto prazo, seu incentivo é ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que o período de locação expire.

Mercados saudáveis só existem quando determinadas regras são impingidas e respeitadas.  E as três principais regras para a existência de mercados saudáveis são: propriedade privada, preços livres, e lucros.  Essas são as condições básicas para que ocorram transações comerciais.  Nesse equilíbrio criado pelos preços livres, pela propriedade privada e pelo lucro, os mercados equilibram uso e conservação.  Sem esses três fatores, não é possível existir um mercado saudável.  Sem eles, não haverá conservação da natureza.

No século XIX, a gordura de baleia era um recurso energético altamente demandado.  Só que as baleias não eram propriedade de ninguém, o que significava que qualquer um podia caçá-las livremente.  Resultado: elas quase entraram em extinção.  Como ninguém era dono delas, havia um perverso incentivo para que elas fossem caçadas o mais rápido possível.  Como consequência, elas se tornaram escassas.  Criou-se então um círculo vicioso: à medida que o número de baleias caía, o preço da gordura da baleia subia, e os incentivos para a caça só aumentavam.  Isso não teria ocorrido caso as baleias fossem propriedade privada.  Se as baleias fossem propriedade privada, não apenas não haveria incentivos para destruí-las insustentavelmente, como na prática haveria incentivos para criá-las.  (Ironicamente, foi a descoberta dos combustíveis fosseis o que salvou as baleias de extinção).

No Quênia, grupos de conservação e as Nações Unidas pressionaram o governo para proibir o comércio de marfim.  Após a proibição, entretanto, o número de elefantes continuou diminuindo devido às caças ilegais (que são difíceis e caras de se controlar).  Se as pessoas pudessem criar elefantes e vender suas presas — como o próprio governo do Zimbábue fez no final de década de 1970, o que gerou um aumento estrondoso do número de elefantes —, a quantia de presas de elefante que haveria seria igual à demanda por elas.  Não haveria preocupações quanto a uma possível escassez desse item, assim como não há escassez de carne de boi, frango ou porco. 

No Zimbábue e em Botswana, sendo em ambos permitida a caça de elefantes, o número de elefantes tem crescido a 5% ao ano. Durante os anos 1980, a população de elefantes quenianos caiu de 65 para 19 mil, ao passo que no Zimbábue a população cresceu de 30 para 40 mil.

O mesmo princípio é válido para todos os outros recursos.  Se não houver propriedade sobre um bem, certamente haverá abusos e malversações.  Porém, se colocado sob propriedade privada, haverá exatamente a quantia necessária: a oferta suprirá a demanda.

Um exemplo de conservação via mercado foi o da empresa Cayman Turtle Farm (um viveiro comercial de tartarugas) nas Ilhas Britânicas do Caribe.  A tartaruga-verde foi considerada em risco de extinção graças à propriedade comunal, que estimulou um excesso de capturas que não levava em conta suas capacidades reprodutoras.  O viveiro privado foi capaz de incubar os ovos e fazer com que os filhotes crescessem e virassem adultos a uma taxa bem maior do que a que ocorria na natureza.  O estoque de tartarugas-verdes, até então em risco de extinção, cresceu para 80.000.

Porém, os ambientalistas odiavam a Cayman Turtle Farm, já que, na visão deles, é algo moralmente condenável obter lucros com animais selvagens.  A empresa foi forçada a fechar as portas, e a tartaruga-verde voltou a ser uma espécie ameaçada — mas sendo muito amada pelos ambientalistas.

Quando não há propriedade privada, políticos tentam solucionar o problema do desmatamento ou da exploração excessiva por meio da aplicação do gerenciamento governamental: ou seja, eles simplesmente proíbem as pessoas de utilizar determinados recursos.

A consequência?  Mercados negros se formam e há uma corrida para explorar ainda mais rapidamente estes recursos.  Há um aumento do número de caçadores e exploradores, e o problema da escassez só aumenta.  Por exemplo, os rinocerontes negros estão ameaçados de extinção na África, não obstante a proibição de sua caça.  Dado que os lucros ficam artificialmente maiores quando um mercado é proibido pelo governo, esse mercado é imediatamente tomado por pessoas mais violentas e mais ávidas. 

Conclusão

O fato é que, mesmo havendo plenos direitos de propriedade e mesmo que eles sejam totalmente respeitados, o desenvolvimento econômico e material significa que algumas belas paisagens e alguns recursos insubstituíveis serão alterados de uma maneira que nem todos aprovarão.  Isso é uma inevitabilidade.

Lembre-se, no entanto, que a ciência econômica nos ensina que uma ação é sempre efetuada por alguém em busca de algo.  Não há custos, benefícios ou valores isolados.  Em um mundo de escassez, João acredita que salvar uma floresta é mais importante do que criar casas e móveis. Já Maria acredita que salvar baleias é mais importante do que salvar as florestas.  E José acredita que o mundo deve ser povoado apenas por florestas e baleias. 

Se quisermos superar desavenças sobre estética — que são essencialmente diferenças de opinião —, as quais podem se degenerar em conflitos violentos, temos de encontrar alguma maneira de resolver nossas diferenças pacificamente, alguma maneira de transformá-las em interações que criam valores.  Por mais imperfeito que seja, o livre mercado — e o seu respeito à propriedade privada, à livre precificação dos recursos, e aos lucros — é o único arranjo que se comprovou eficaz para fazer isso.

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Participaram deste artigo:

Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State

Sanford Ikeda, professor associado de economia no Purchase College, da State University of New York, e autor do livro The Dynamics of the Mixed Economy: Toward a Theory of Interventionism.

Max Borders, editor da revista The Freeman

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Leia também:

O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente? 

A divisão do trabalho e a exploração dos recursos naturais geram riqueza e bem-estar 

As externalidades e as mudanças climáticas - a importância da subjetividade na economia



autor

Diversos Autores

  • Alexandre M. R. Filho  04/08/2014 15:28
    Pq q tem tão pouco texto do ikeda aqui no IMB?
  • Cristiano  04/08/2014 15:31
    O artigo de hj é irretocável, está correto mas... há um fator no qual poucos se atentam que o discurso dos ecoloucos geralmente encontra eco no common sense das pessoas. Elas tem a percepção que se consome demais e se avança sobre recursos naturais demais.
    Essa percepção é correta mas se perdem completamente nas causas.
    O consumismo exacerbado e a exploração de recursos descontrolada é fruto da alteração na preferência temporal causada pelo banco central e o arranjo democrático.
    Não havendo essas duas máquinas de destruição, o acumulo de capital propiciaria uma exploração muito mais racional e teríamos uma sociedade equilibrada entre poupadores e consumidores.
    Portanto, se os ecoloucos tivessem o mínimo conhecimento disso, atacariam o banco central e a massificação democrática ao invés de correr atrás de navio pesqueiro no meio do oceano.
  • César Almeida  04/08/2014 15:52
    Me lembrou do filme "O Grande Milagre" onde 3 baleias ficam presas pelo gelo e ganham destaque mundial pela mídia, e os nativos queriam matá-las para se alimentar e manter as tradições daquele povo, e teve uma discussão entre eles onde alguns falaram que precisamos matá-las pois o mundo precisa entender que é assim que nós vivemos aqui no Ártico, até que um nativo mais velho destacou: Eles não vão entender, eles só verão o sangue..." É um tema muito complicado pois interfere muito nas emoções das pessoas, inclusive na minha às vezes hehehe mas adorei o artigo e me fez pensar bastante.
  • Tannhauser  04/08/2014 16:38
    Gostei do artigo.

    Minha dúvida é a dificuldade de regulamentação. Os rios até que seria mais fácil de regular. Porém, em relação a poluição do ar fica mais difícil.

    Por exemplo, uma indústria poluidora que se instale próximo a uma cidade irá afetar toda a população da região, diminuindo a qualidade de vida dos habitantes. Como monetizar este impacto?

    Se a indústria está lançando gases nocivos que atingem a residência dos habitantes da cidade ela teria que pagar por isso, correto?

    Tentaram alguma coisa com o crédito de carbono, mas acredito que seja somente mais um esquema que privilegia grandes indústrias.
  • Mr. M  05/08/2014 11:11
    Olá Tannhauser,

    Esta e outras questões relativas a externalidades se encontram em artigos aqui no IMB, como neste.

    De qualquer forma, te faço um rápido resumo aplicado à sua pergunta:
    vamos supor que uma indústria se instale numa cidade onde tudo é privatizado e respeitam-se os direitos da propriedade privada. Caso uma indústria se instale nesta cidade e passe a poluir o ar da propriedade privada dos vizinhos, ela estaria violando a propriedade privada dos vizinhos e estes poderiam processar esta indústria, se o desejassem. Os custos judiciais com os quais a indústria teria que arcar seriam altos o suficientes para que esta repensasse seu lançamento de gases poluentes de maneira muito mais eficaz do que via carimbada de burocrata. Isto também garantiria que, provavelmente, os cidadãos processassem todas as indústria similares de maneira muito mais isonômica (e não como hoje em que o governo decide quais de seus amiguinhos podem poluir e quais de seus inimigos não podem).

    Um abraço.
  • Tannhauser  05/08/2014 13:11
    Obrigado.
  • Ricardo  29/06/2016 20:36
    Essa é uma questão realmente interessante. Pra dizer a verdade, sempre tive a impressão de que a única coisa que não poderia ser reparada ou prevenida pelo livre mercado era o dano ambiental.
    No entanto, coloco em pauta os seguintes contra-exemplos:
    - Suponhamos que essa empresa que começou a emitir poluentes no ar, afetando a população da cidade, decida, também, comprar esse ar que.
    Nesse sentido, seria esperado que ela se preocupasse com essa sua nova propriedade, evitando, assim, a sua degradação.
    Por outro lado, qual seria o resultado se o entendimento da empresa fosse que era mais lucrativo manter a poluição desse ar do que criar procedimentos para evitar que sua atividade gere menos poluição.

    - Suponhamos que, em uma sociedade onde o livre mercado e o lucro é a única coisa que move a racionalidade da pessoa, a empresa, ao ser processada pelos moradores dessa cidade, ofereça uma quantia em dinheiro para o juíz que está julgando o caso.
    Dessa maneira, esse juíz daria ganho de caso para a empresa, devido a determinada brecha na lei, que obviamente continuará existindo em qualquer tipo de sociedade, prejudicando assim os milhares moradores da cidade.
    Como ficaria, então essa questão?
  • Magno  29/06/2016 20:58
    "Qual seria o resultado se o entendimento da empresa fosse que era mais lucrativo manter a poluição desse ar do que criar procedimentos para evitar que sua atividade gere menos poluição"

    Nesse caso, a empresa estaria destruindo a propriedade privada alheia (o pulmão, as narinas e a integridade física de terceiros inocentes), e seria devidamente punida por isso.

    Vale lembrar que, no atual arranjo estatal em que vivemos, as fábricas poluem livremente (ou seja, agridem a propriedade de terceiros) e se mantêm impunes, exatamente porque são protegidas pelo governo. E a esquerda, incompreensivelmente, segue defendendo esse arranjo.

    "Suponhamos que, em uma sociedade onde o livre mercado e o lucro é a única coisa que move a racionalidade da pessoa, a empresa, ao ser processada pelos moradores dessa cidade, ofereça uma quantia em dinheiro para o juíz que está julgando o caso."

    Aí você caiu em contradição.

    Se o juiz está realmente preocupado em ganhar dinheiro, e se ele realmente é movido por essa racionalidade, então a última coisa que ele vai pensar em fazer é queimar sua reputação em troca de um dinheirinho de curto prazo, algo que o retirará para sempre do mercado, sem ter mais nenhuma fonte de renda. Afinal, ele sabe que, se ele for honesto, ele será frequentemente demandado para arbitrar novos casos, ganhando assim muito mais dinheiro no longo prazo.

    Qualquer pessoa que goste de dinheiro e seja racional tem uma mentalidade voltada para o longo prazo. Só pessoas burras, como nossos políticos, têm mentalidade imediatista, querendo dinheiro para o agora.
  • Felipe Soares de Souza  04/08/2014 19:40
    Eu sou leigo nesses assuntos e busco me informar em referências como o IMB, recentemente tive que assistir á um documentário sobre Milton Santos e seu livro O mundo Globalizado do lado de cá, conteúdo obrigatório da minha faculdade com socialismo escarrado do MEC, no vídeo falava do movimento que teve anos atras sobre a privatização da água no mundo, confesso que não consigo ver como isso beneficiaria os países em situação paupérrima,o vídeo mostrava também uma tentativa mal sucedida de privatização da água em uma pais da América do Sul.
    Esses assuntos fogem da minha faculdade, mas preciso entender essas coisas ou vou ficar louco em meio á loucura socialista! Por favor me ajudem!
  • Leandro  04/08/2014 19:57
    Você deve estar se referindo ao ocorrido na Bolívia, em que o governo local entrou em conluio com seus empresários favoritos e concedeu a eles o monopólio da exploração da água.

    A empresa adquiriu o monopólio da água porque o governo concedeu tal monopólio e ainda disponibilizou a força policial para impingir este monopólio em prol da empresa, proibindo os cidadãos de utilizar a água da chuva.

    Aí faço a pergunta: por que o documentário atacou (corretamente) a empresa e isentou os políticos, que foram justamente as pessoas que inventaram este arranjo?

    Este arranjo em que há um conluio entre governo e grandes empresas é semanalmente atacado por este instituto, e se chama corporativismo ou fascismo.

    Sempre que uma grande empresa adquire poderes nefastos, é batata: ela está em conluio com o governo. Não há exceção a esta regra.

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  • Torrano  04/08/2014 19:46
    Lew Rockwell elogiando Friedman...
  • anônimo  04/08/2014 22:10
    Não é só pq o cara é um positivista que vc tem que descartar absolutamente tudo que ele fala.

    Por exemplo, em termos de retórica pró-mercado, os vídeos dele daquela série "Free to choose" são bem interessantes pra quem tá começando a entender os problemas do governo na economia.
  • Gafanhoto  04/08/2014 19:58
    O texto aponta como principal causa do problema "a inexistência de direitos de propriedade bem definidos".

    Este é provavelmente a principal dúvida que tenho em relação ao libertarianismo.

    A questão é, como garantir "direitos de propriedade bem definidos"? Para objetos, como um carro, ou um computador é tranquilo. Já li alguns textos que abordam o direito de proprietade sobre um terreno, e apesar desse item ser relativamente simples, fiquei com a sensação que os libertários ainda não possuem uma solução consolidada para esse caso (terreno), dada a divergência de opiniões.

    E quando extrapolamos para questões mais complexas, ai é que a coisa degringola. Tomemos como exemplo a atmosfera. Se ela não possui um proprietário, dado a lógica apresentada, as pessoas não são incentivadas a explorá-la de maneita sustentável.
    Assim, a princípio, as pessoas não se importariam de lançar poluentes na atmosfera. "Nesse caso, as ações criam custos que não serão arcados pelas pessoas envolvidas na transação, mas sim por terceiros." Logo, a conclusão é que a atmosfera deveria ter um proprietário.

    Mas como definir o direito de propriedade sobre a atmosfera? E ainda que se consiga definir o proprietário da atmosfera (ou uma parte dela), de que forma ele seria capaz de mensurar a utilização de sua propriedade por outras pessoas (seja apenas porque estão consumindo oxigênio e fornecendo gás carbônico, ou porque estão emitindo gases tóxicos, ou estão emitindo calor, etc)? E quanto aos eventos da natureza que impactam na atmosfera? O proprietário da atmosfera poderia requerer uma idenização do proprietário de um vulcão em função de gases e cinzas lançados por este na atmosfera?

    Outras questões de difícil definição de propriedade são os oceanos, subsolo, lençol freático, faixas de frequencia de telecomunicação...
  • Cigarra  04/08/2014 20:08
    Sim, há certas coisas cuja definição de propriedade é muito difícil. Por isso mesmo, o manejo delas será eternamente conflituoso. No entanto, o que já está mais do que comprovado é que manter o governo como proprietário delas nunca dá certo. Esse é o arranjo em que garantidamente haverá poluição e privilégios para poderosos.

    Se você se interessa pelo assunto, eis o artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1177
  • Leandro  04/08/2014 20:15
    O mesmo problema ocorre com a água.

    O fluxo de água em um rio é constante, certo? Logo, segundo esse raciocínio, o rio que passa em frente a uma propriedade não seria do dono da casa. Portanto, uma indústria estaria livre para poluí-lo.

    Correto? Sabemos que não.

    O que fazer no caso do ar? Primeiro, qualquer um teria todo o direito de modificar o ar sobre sua propriedade como quisesse, desde que essa poluição não se espalhasse para o ar alheio. Bom, mas isso seria uma impossibilidade por causa do fluxo de ar. Logo, teria de haver uma maneira de impedir que essas emissões chegassem ao ar alheio.

    Isso é problema para engenheiros.

    É lógico que o mercado criaria o aparato específico: pode-se, por exemplo, coletar as emissões em grandes recipientes ou simplesmente criar maneiras de converter as emissões em vapor d'água, o que aliviaria o problema. Haveria sem dúvida alguma maneira de impedir o agravamento da poluição. E sabemos que, se houver demanda e incentivo, haverá solução.

    E o fato é que as emissões seriam significativamente reduzidas em um livre mercado, onde os indivíduos que emitem poluentes estariam sujeitos a uma ação judicial. A solução de livre mercado é baseada no cálculo racional; a solução estatal é baseada na permissão da poluição para aqueles com boas conexões políticas.

    Qual é a que queremos?
  • Igor  04/08/2014 21:11
    A passagem em destaque ficou totalmente desconexa: "Similarmente, cortar árvores de uma floresta destrói a floresta, mas em compensação criam-se casas, mobílias e bairros inteiros." Desde quando a construção de casas compensa perdas ambientais, principalmente hoje em dia, com o avanço das tecnologias na construção civil.

    Supor que um madeireiro irá conservar uma área porque ele terá sua posse é ingênuo. Para isso, os autores esqueceram de frisar, contanto que eles fossem racionais. No Brasil, e principalmente na Amazônia, essa máxima não se comprova.

    Que realidade se pretende criar com a precificação de todos os recursos naturais? As floresta, os parques públicos, de uso comum são inviáveis? Pelo visto, os autores nunca estiveram na Europa, onde há vários parques florestais públicos bem geridos. Pelo visto, foi a educação da população que permitiu o uso ordenado do espaço público.

    Para se sustentar teoricamente o liberalismo tem a necessidade de produzir completos absurdos, procurando tornar-se uma verdade absoluta. Pode haver casos em que a gestão privada pode ser o melhor caminho, como no caso das tartarugas do Caribe. Mas isso não pode ser uma regra. Por exemplo, o projeto Tamar no Brasil produz excelentes resultados. Aconselharia os autores pesquisarem sobre Agroecologia.
  • Cavalera  04/08/2014 21:41
    "Desde quando a construção de casas compensa perdas ambientais, principalmente hoje em dia, com o avanço das tecnologias na construção civil."

    Isso mostra que você não leu o texto, pois o próprio já antecipou essa sua reação. Trecho em questão:

    "O que as pessoas realmente querem dizer quando reclamam [...] é que a ação humana praticada está criando uma transformação que elas subjetivamente não aprovam. No exemplo das árvores, algumas pessoas podem dizer que preferiam um cenário repleto de árvores a um cenário repleto de casas. Trata-se de uma mera preferência individual."

    Ou seja, sua reação foi antecipada pelo texto e você nem sequer percebeu, o que deve dar um gostinho especial aos autores.

    "Supor que um madeireiro irá conservar uma área porque ele terá sua posse é ingênuo. Para isso, os autores esqueceram de frisar, contanto que eles fossem racionais. No Brasil, e principalmente na Amazônia, essa máxima não se comprova."

    A Amazônia foi privatizada?! Eu não sabia disso! Quando isso ocorreu?! Como foi o leilão?! Por gentileza, poste aqui a notícia. Melhor ainda, poste o decreto da presidência da república autorizando a venda da Amazônia. Eu jurava que a Amazônia era território controlado e protegido pelo governo federal...

    "Pelo visto, os autores nunca estiveram na Europa, onde há vários parques florestais públicos bem geridos."

    Não se está falando de coisas triviais, como parques. Mas sim de florestas. Pelo visto você nunca esteve na Suíça, país em que todas as casas são de madeira e construídas com a derrubada das árvores, as quais parecem ser infinitas no país. (Tarefa de casa: por que será que há tantas árvores na Suíça?)

    "Para se sustentar teoricamente o liberalismo tem a necessidade de produzir completos absurdos, procurando tornar-se uma verdade absoluta."

    Bem faz você, que, para "comprovar" a importância de se entregar os recursos naturais para políticos, recorreu ao absurdo de dizer que a Amazônia é propriedade privada e que isso está sendo ruim. Mui honesto.
  • Igor  05/08/2014 01:29
    Senti um gostinho especial com sua resposta também. Obrigado pelas suas considerações. Será que podemos tratar a existência de uma floresta, como uma preferência individual? No meu ponto de vista, trata-se de uma questão deveria ser uma questão de sustentabilidade.

    Assim, como toda ortodoxia a melhor defesa é o ataque pessoal. Para sua informação, há fazendeiros na Amazônia que são madeireiros, que adquirem terras justamente para desmata-la. Inclui-se nesse grupo os agropecuaristas. Com relação as florestas públicas da União que você citou, aconselharia a conhecer a Lei da Utilização das Florestas Públicas de 2006 e o processo de Concessão a empresas privadas.

    Definitivamente, defender que a hipótese do uso indiscriminado pela iniciativa privada dos recursos naturais, é a melhor política ambiental ou econômica para um país como o Brasil, me parece ilógico.

    Morei na França e conheço a Suíça. Um país menor que o Estado do Rio Grande do Norte, comparar com as florestas que existem no Brasil, é até uma piada. Então não é verdade que tem muita floresta por lá. Além disso, os dados apontam que 70% das florestas que ainda existem são públicas. Outro dado é que 36% é não trafegável (declividades acima de 60%) e 34% possui trafego restrito(declividades entre 30 e 60%). Talvez responda sua indagação.

    Para Europa e USA, a teoria defendida no artigo pode ser uma saída, pois é um outro contexto. Minha crítica é destinada ao fato da aceitação de teorias desenvolvidas para outras realidades, defendendo-as sem as devidas ponderações.
  • Cavalera  05/08/2014 11:38
    "Para sua informação, há fazendeiros na Amazônia que são madeireiros, que adquirem terras justamente para desmata-la."

    E como é que eles "adquiriram" a terra? Eles compraram para eles, foi invasão, ou foi concessão estatal? Não precisa responder, pois você próprio já o fez logo abaixo.

    "Inclui-se nesse grupo os agropecuaristas. Com relação as florestas públicas da União que você citou, aconselharia a conhecer a Lei da Utilização das Florestas Públicas de 2006 e o processo de Concessão a empresas privadas."

    Exatamente o arranjo criticado pelo artigo. E em dois trechos!

    1º trecho:

    Porém, nem sempre isso é possível, especialmente quando a terra não é controlada por pessoas físicas, mas sim pelo governo, que adora fazer acordos com seus empresários favoritos naquele arranjo mercantilista que é eufemisticamente chamado de parcerias público-privadas. Nesse caso, a eventual alteração do cenário natural deve ser atribuída ao governo.

    2º trecho:

    Por exemplo, pense na diferença entre o que acontece quando uma madeireira é dona de sua própria terra vis-à-vis quando ela faz uma locação de curto prazo para explorar uma terra cujo dono é o estado. [...] quando a madeireira possui um arrendamento de curto prazo, seu incentivo é ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que o período de locação expire.


    Ou seja, você está criticando algo que o próprio texto já fez. E duas vezes!

    É impressionante a quantidade de pára-quedista despreparado que cai aqui. O nêgo lê um parágrafo do artigo e já sai regurgitando xingamentos sem nem se dar ao trabalho de conferir o restante. Ele faz esse ataque gratuito e ainda tem a santidade de dizer que "a melhor defesa é o ataque pessoal".

    E ainda tem gente até bem intencionada que reclama de uma suposta "agressividade" contra algumas pessoas aqui.
  • Lucas  04/08/2014 22:30
    Essa questão de privatizar florestas etc. penso eu que acabaria sim com a fauna e flora, tenho 19 anos, meu pai tem propriedade rural, em nossa cidade aqui no RS tem uma grande empresa de celulose, que trabalha com reflorestamento, essa palavra parece a salvação das florestas mas isso é um discurso burro pois o reflorestamento nada mais é do que a produção de uma mono cultura que é o eucalipto. Usa-se o argumento que o dono da terra vai preservar a floresta porque ela é finita etc etc. Vamos pensar assim o Governo privatiza uma floresta, o novo dono vai derruba-la o mais rápido possível, para que a terra fique limpa para produzir a cultura desejada, gado, soja, e o tao salvador reflorestamento que ajuda em bosta alguma. Em nossa propriedade se desmatássemos totalmente aumentaríamos em 20% a área para produção de gado, talvez o que evitou isso foi a intervenção do estado, creio que a única forma saudável de privatizar uma area proibindo a depredação natural e investindo em eco turismo coisas assim.
  • IABW  05/08/2014 00:38
    Um dos melhores textos que já li aqui no Mises.

    Tento explicar para tanta gente isso, mas parece que as pessoas não conseguem ou não querem entender. O exemplo da Cayman Turtle Farm é excelente. O mercado resolve o problema e daí vem os ambientalistas junto com os criadores de leis e arrebentam com o valor criado.
  • Emerson Luis, um Psicologo  05/08/2014 02:04

    O capitalismo/livre mercado é baseado na poupança.

    Quem estimula o consumismo é o governo para "aquecer" a economia e arrecadar mais.

    * * *
  • Mr. Magoo  05/08/2014 02:21
    @ Igor: "... Supor que madereiro irá conservar uma área porque ele terá sua posse é ingênuo..."

    Pega-se uma área de floresta, divide-se em 25 áreas menores. Se começa na 1a "área menor"; seleciona-se as árvores a ser cortadas (não se faz tabula rasa!!!) e se trabalha nessa área durante um ano, para depois passar na prossima área menor. Se usa o mesmo esquema da primeira "área menor" e se passa para a seguinte, e se continua até termina na última área menor (à 25). Quando voltar na primeira área de novo, já se terão passado 25 anos; a floresta já se regenerou e pode-se recomeçar o novo ciclo de corte seletivo.
    Esse, em grandes lineas, é um esquema de manejo sustentável e lucrativo de florestas; e já está sendo aplicado aqui no Brasil.
    Sacou o negócio?
    P.s.: te aconselho a estudar Agroecologia.
  • Lucas  05/08/2014 14:07
    Você tem razão e faz todo sentido esse arranjo. Não conheço praticamente nada dessa área então não me sinto seguro para afirmar, porém vejo que na região de Minas onde minha família mora, por exemplo, os madeireiros plantam apenas eucaliptos, por ser uma árvore com crescimento bem mais rápido. Então, de que forma poderiam ser preservadas espécies nativas, cujo ciclo de crescimento lento faz com que não sejam interessantes para serem exploradas comercialmente? Um abraço
  • Ricardo  05/08/2014 14:53
    Você pode plantá-las na sua região, sem ter de obrigar ninguém a fazer isso. Mãos à obra.
  • Leandro  06/08/2014 01:26
    Juro que não entendo esse clamor lacrimoso de "como protegeremos nossas árvores queridas e nossa mata nativa?". Perdoe-me a sinceridade, mas isso é pura hipocrisia.

    Parece até que você não sabe que o local onde você mora hoje já foi uma densa floresta alguns séculos atrás. E foi só a completa destruição dessa floresta (junto com milhares de minhocas) o que permitiu que seu prédio (ou sua casa) fosse aí construído e que você desfrutasse todo o conforto que desfruta hoje -- destruição essa muito mais avassaladora do que qualquer eventual destruição que ocorra hoje em dia. E nem por isso o sol caiu na terra.

    Além de todo o material utilizado na construção do seu imóvel, o seu computador é também formado inteiramente de partes que foram retiradas da natureza. Suas roupas, sua comida, sua cama, seu lençol, seu perfume, seu veículo, sua bebida etc., tudo, absolutamente tudo, só existe neste formato aí, prontinho para você usar e desfrutar, unicamente porque o homem aprendeu a domesticar a natureza e a extrair dela recursos que ele aprendeu a retrabalhar para o seu próprio conforto.

    Por uma questão de coerência, se você está realmente preocupado com o uso das árvores, então você deve abrir mão de todos os luxos e ir morar no mato.

    É fácil ser ambientalista estando rodeado de luxos e confortos que não existem na floresta. Agora, ir morar na floresta e renunciar à utilização desses bens que foram criados justamente pela exploração da natureza, isso ninguém quer.
  • Daniel C.  05/08/2014 14:24
    Em uma sociedade libertária ou anarcocapitalista, se uma pessoa viver em sua casinha, na mata, e não pagar seguro algum, quem garantirá seu direito de não ser agredido fisicamente? Se sobreviver a um ataque e reconhecer seus agressores, quem os punirá, já que não paga seguro algum?
  • Bronson  05/08/2014 14:54
    Sua arma e sua valentia de homem (que é o que você é, certo?).

    Hoje, por outro lado, você é proibido pelo governo de ter armas e, se a sua propriedade for atacada, o máximo que você pode fazer estando desarmado é tentar proteger o seu conduto retal. Todo resto será violado, e o estado não fará absolutamente nada contra os agressores.
  • Alexandre M. R. Filho  05/08/2014 16:50
    Se numa sociedade com estado, se o estado fizer tudo isso, como a pessoa vai se defender?
  • Anarcofóbico  05/08/2014 20:01
    Libertários, a verdade é que numa sociedade sem Estado as grandes corporações estariam livres para devastar a propriedade alheia na busca pelo lucro desenfreado! Certamente, essas corporações comprariam seus tribunais privados (fato que não ocorre com tribunais estatais) e devastariam a propriedade daqueles que não possuem condições de autodefesa! Imaginem, por exemplo, uma grande corporação andando por aí com tanques de guerra, tomando posse de grandes áreas?! Não consigo vislumbrar nada além de caos. Voltaríamos, sem dúvida, à era tribal comandada por gigantes industriários! A única forma de impedir a destruição da propriedade é impedir a propriedade privada!
  • Bernardo F  06/08/2014 13:02
    Excelente artigo. Um dos melhores que eu já li por aqui.
  • Anônimo  11/08/2014 19:17
    O mundo está ruim hoje por causa da ação do homem. A natureza sozinha se auto-regula.
    Os humanos não deviam se apropriar nunca do que a terra produz. Os animais matam apenas para se alimentar, são inocentes, o homem tem prazer em fazer maldades e fazer estragos. Na minha opinião a o ser humano deve sumir do mundo.
  • Malthus  11/08/2014 19:31
    Concordo. E devemos começar por você.

    E então, quando é que você começará a ser coerente e aplicar a você aquilo que você próprio defende?
  • mauricio barbosa  13/08/2014 17:49
    Engraçado ambientalistas são contraditórios pois eles defendem com unhas e dentes a fauna e a flora,mas e o ser humano onde fica nessa equação bizarra,exemplo, em Israel existem usinas de dessalinização de água marinha e os ecochatos já dizem que ela é contraproducente ao afirmarem que a fauna e a flora marinha são prejudicadas por resíduos de sal das usinas que alteram o ph da agua do mar local...Quer dizer então que israelenses devem passar por privações e sede por causa da fauna e flora local por que isso estar faz os ecochatos chiarem esse bando de hipócritas não fazem nada para melhorar a atividade econômica só sabem criticar e não sabem fazer análises de custo\benefício,enfim só sabem berrar cambada de melancias...
  • Marcos Vinicius  26/12/2014 00:17
    Mas tem a questão do agronegócio. Qualquer um poderia vender áreas biologicamente ricas pra um Blairo Maggi da vida.
  • anônimo  26/12/2014 10:12
    Por que é que vc não deixa de frescura e fala logo o que é que vc tem contra o agronegócio?
    Vamos ver se não é mais uma mentira esquerdista que já foi refutada um milhão de vezes.
  • Marcos Vinicius  30/12/2014 12:41
    Nada contra mesmo, cara exaltado. Fi, é o seguinte. Se tu não garantir uma área mínima de preservação pra população (ae eu ignoro mesmo aquele papo anarquista de externalidades), ela e a ciência vão levar ferro, já que o agronegócio provou que a única planta que ele liga é soja (e é o papel dele mesmo como produtor, não tem nada de errado), tem que deixar bem claro onde que é área de quem, reduzir ou anular as exigências de "reservas legais" nas propriedades e fiscalizar áreas com fim específico de preservação, podendo ser privadas sem problema. Não dá pra confiar que quem comprar vai usar o parquinho pra trazer gringo pra tirar foto. Mas tem que ter uma mudança longe do que tá hoje e longe do que os ecoloucos sugerem, lógico. Se liga
  • Caio  30/12/2014 13:54
    "já que o agronegócio provou que a única planta que ele liga é soja"

    Deus do céu! O cidadão faz uma generalização completamente estúpida como essa, e depois que os outros é que são "exaltados". E ainda os manda "se ligar"!

    Quer dizer então que todas as áreas cultiváveis no Brasil iriam para a soja? Você, pelo visto, não tem a mais mínima informação sobre como está o preço na suinocultura e no setor de bovinos em geral. Aliás, pela sua lógica brilhante, nem sequer haveria mais plantação de café, milho, arroz, banana e laranja. Haveria apenas soja. Aí o mercado seria inundado de soja, seu preço despencaria e o "agronegócio", que você aparentemente julga ser burro, teria prejuízos insanos.

    Juro que não entendo por que pessoas urbanas insistem em palpitar sobre aquilo que desconhecem por completo. Isso tudo por acaso é ânsia de passar vergonha? Que masoquismo é esse?
  • Marcos Vinicius  30/12/2014 22:12
    Caio: Tá, troquei as bolas, já que moro no Mato Grosso, e aqui agronegócio é quase "sinônimo" de soja, principalmente entre o que você chamou de "pessoas urbanas", por mais que a agropecuária em geral esteja a todo vapor aqui. Mas a ênfase do que disse tu deixou completamente de lado, que é a falta de garantia de preservação. Pra que fazer tanto rodeio só por causa da palavra "soja"?
    Silvio: Me poupe, tu entendeu o que falei. Condições naturais afetam todo mundo, coisa que os anarcocapitalistas negam, tentando justificar que tudo se ajeita com cada um cuidando de sua propriedade. Se preocupe em provar o contrário primeiro
    Pros dois: agronegócio é uma questão atual, que passa com o tempo, já que Malthus tava errado. Mas com o tempo qualquer indústria pode ir ocupando espaço numa boa, e é essa a objeção.
  • Silvio  30/12/2014 14:35
    "ae eu ignoro mesmo aquele papo anarquista de externalidades"

    Por favor, não mais o ignore: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1148

    Já adiantando o assunto (pois presumo que você não vai ler porra nenhuma, preferindo a manutenção de sua ignorância), saiba que os "anarquistas" são críticos à essa idéia de externalidade, então não tem como existir esse "papo anarquista de externalidade".
  • Ricardo  31/12/2014 12:35
    "Pros dois: agronegócio é uma questão atual, que passa com o tempo, já que Malthus tava errado. Mas com o tempo qualquer indústria pode ir ocupando espaço numa boa, e é essa a objeção."

    Ih, já mudou de assunto de novo. Antes, a malvadeza da vez era o tal "agronegócio". Agora, depois de comprovado que o Marcos Vinicius não faz a mais mínima idéia do que realmente seja o agronegócio e nem de como ele reage ao sistema de preços, ele mudou de idéia e passou a temer as malvadas "indústrias", justamente o setor que mais desapareceu no governo Dilma.

    Mais um pouquinho e ele vai começar a temer que plantações de café sejam transformadas em campos de pouso para espaçonaves alienígenas.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  21/03/2015 15:22
    A natureza está aí para servir ao homem. A conservação dela depende se irá servir aos interesses COMERCIAIS humanos. Os esquerdistas não entendem(ou fingem não entender) porque dramatizam e burocratizam qualquer infeliz coisa ou ideia que caia em suas sinistras mãos e mentes sujas.
  • Joao Ernesto  29/06/2016 22:21
    A afirmação de que a propriedade privada salva a natureza é uma das mais esdrúxulas que eu já vi em toda a minha vida. Certamente surgiu na mente daqueles que não fazem a menor idéia do que é um ecossistema. Não existe convívio sustentavel entre o homem e a natureza em escala global. As reservas são necessárias e a proteção a animais também, haja vista que, a guisa de exemplo, proteger araras azuis em seu habitat natural não gera uma arruela de lucro.
  • Paglia  29/06/2016 22:37

    "A afirmação de que a propriedade privada salva a natureza é uma das mais esdrúxulas que eu já vi em toda a minha vida."

    Pois então vejamos os seus argumentos contrários, os quais certamente devem ser profícuos e percucientes.

    "Certamente surgiu na mente daqueles que não fazem a menor idéia do que é um ecossistema."

    Nenhum argumento contrário?

    "Não existe convívio sustentavel entre o homem e a natureza em escala global."

    Ainda sem argumento contrário?

    "As reservas são necessárias e a proteção a animais também, haja vista que, a guisa de exemplo, proteger araras azuis em seu habitat natural não gera uma arruela de lucro."

    Você é tão ignorante, mas tão ignorante, que desconhece que todas as espécies que estavam em extinção e que hoje estão protegidas foram salvas pela propriedade privada.

    Exemplos práticos ao redor do mundo para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685

    Você é a prova viva de que, quanto mais ignorante é o sujeito, mais histérico e verborrágico ele é.
  • Joao Ernesto  01/07/2016 03:32
    A violência do argumento denuncia a intolerância, fruto da ignorância. Os ecossistemas são altamente complexos. Existem exemplos numerosos de desequilíbrio ecológico quando uma espécie se torna ameaçada, rompendo elos de uma cadeia alimentar. Me lembro bem quando estudei ecologia no ginásio o exemplo dos danos ambientais que o uso de detergentes causa em rios e nos insetos que utilizam a tensão superficial da água para flutuar. É um equilíbrio muito delicado. Os peixes do mar estão contaminados com mercúrio jogado nos rios pelas indústrias irresponsáveis, garimpeiros gananciosos et caterva, ameaçando a saúde em todos os mares de quem os utiliza como alimento. A natureza deve permanecer intacta para que os ecossistemas e a biodiversidade sejam preservados. É fundamental que existam reservas naturais intocadas, pois nenhuma lei de mercado substitui os fenômenos naturais e suas forças evolutivas. O estado deve proteger o meio ambiente das externalidades negativas, muitas delas difíceis de detectar sem gastos enormes a fundo perdido para controle de poluentes. O livre mercado pode garantir prosperidade material, mas a proteção ao meio ambiente necessita de leis duras que o preservem da ganância desmedida ou da loucura. Mercado perfeito só existe na mente das alices deslumbradas, como você, triste figura.
  • ninguém  12/09/2017 18:20
    Interessante, mas o artigo não levou em conta a questão da renovação dos recursos naturais, pois muitos não são renováveis a um prazo curto da vida humana. Uma floresta pode levar seculos para se recuperar, e uma madeireira não vai esperar esse tempo né?E as reservas minerais? O petróleo demora centenas de milhões de anos para se acumular.
  • Jorge  12/09/2017 18:49
    Séculos? Se você tratorar toda a floresta amazônica hoje, daqui a 20 anos todas as árvores já estariam lá de novo.

    youtu.be/9smASDNzju0

    Quanto ao petróleo, desde a década de 1970 há gente jurando que "daqui a 10 anos já acabou tudo!". No entanto, de lá pra cá, o preço do barril só caiu, o que indica oferta abundante. Se os ambientalistas permitirem novas prospecções (como no Alasca), seu fim não virá nem mesmo neste milênio.

    Quanto a todos os outros recursos minerais, estes abundam:

    Uma cartilha sobre recursos naturais e o meio ambiente


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