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A irresistível força da concorrência de mercado

O caráter sistemático do processo de mercado é derivado, na visão austríaca, da interação entre pessoas empreendedoras. Empreendedores agem com imaginação e criatividade, procurando identificar e agarrar oportunidades de lucro no mercado (oportunidades essas geradas por limitações da visão de empreendedores anteriores). Como resultado da interação desses atos de visão empreendedorial, os preços e a quantidade de produtos ofertada para venda tendem a ser levados sistematicamente na direção de uma configuração em que preços e quantidades ofertadas se equilibram.

No presente ensaio, concentraremos a atenção no caráter essencialmente concorrencial desse processo de empreendimento, e deduziremos algumas implicações críticas para a avaliação das políticas antitruste dos governos.  Devemos começar apontando algumas ambiguidades cruciais que há muito tempo afligem o uso do adjetivo "concorrencial" pelos economistas.  O problema foi identificado há mais de meio século por F. A. Hayek; apesar dos valorosos esforços de Hayek e de outros, o problema continua a confundir tanto economistas quanto o público.

O significado de concorrência

Para a teoria econômica convencional, a noção de concorrência veio a ser associada com a ausência de poder de mercado (o poder de efetuar alterações no preço ou na qualidade do produto).  Há uma certa sensatez nesse uso do termo.  A concorrência é vista como a antítese do monopólio.  O monopólio é identificado com o poder de determinar um preço sem ter de se preocupar com se isso vai encorajar os potenciais consumidores a procurar um negócio mais favorável.

A concorrência é, portanto, sensatamente entendida como uma situação nos mercados na qual tal poder de monopólio está ausente.  A concorrência "perfeita", por sua vez, veio a significar uma situação de mercado na qual nenhum participante possui qualquer poder de influenciar o preço ou a qualidade do produto.  As condições necessárias para definir tal situação perfeita são, como seria de se esperar, completamente irreais, incluindo informações perfeitas e universais sobre todos os atuais, bem como os potenciais, eventos do mercado.

Mas isso não é necessariamente uma deficiência fatal; a noção de que é possível haver uma situação de concorrência perfeita é, afinal, vista na economia convencional não como uma descrição da realidade, mas como modelo capaz de servir (a) como arcabouço teórico útil para entender os mercados reais, e (b) uma métrica de perfeição contra a qual avaliar a extensão em que as situações reais (de concorrência "menos que perfeita") está distante — em termos do padrão resultante de alocação de recursos — do ideal de eficiência perfeitamente concorrencial.

É esse modelo de concorrência perfeita que é, na economia convencional, visto como o núcleo da lei de oferta e demanda, e que levou, na história moderna das políticas antitruste, a esforços governamentais para "manter a concorrência" — isto é, assegurar uma estrutura empreendedorial (especialmente em termos industriais) razoavelmente próxima ao ideal perfeitamente concorrencial.

Para os austríacos, porém, o termo concorrência tem um significado completamente diferente, tanto para entender como funcionam os mercados como para formular políticas públicas com relação à estrutura da indústria.  Os austríacos consideram o entendimento convencional de "concorrência" não apenas inútil, mas também enormemente enganador em termos de compreensão econômica.  Para os austríacos, está claro que procurar emular um estado "ideal" em que nenhum empreendedor pode ter impacto no preço de mercado ou na qualidade dos produtos é na prática tentar paralisar o processo de mercado concorrencial.

Seguindo uma longa tradição em economia que data pelo menos desde Adam Smith, os austríacos definem o mercado concorrencial não como uma situação em que nenhum participante ou potencial participante tem o poder de fazer qualquer diferença, mas como um mercado em que nenhum participante em potencial se depara com barreiras à entrada externas ao mercado.  (O termo "externas ao mercado" se refere, primordialmente, a barreiras à entrada impostas pelo governo; tal termo é utilizado para diferenciar tais barreiras de, por exemplo, altos custos de produção que possam desencorajar a entrada.  Estes últimos não constituem elementos anticoncorrenciais em um mercado; poder entrar em um mercado significa poder entrar se essa entrada for julgada economicamente promissora — não significa poder entrar sem ter que arcar com os custos de produção relevantes.)  Ou seja, uma situação é concorrencial se nenhum participante usufrui privilégios que o protegem contra a possível entrada de novos concorrentes.

As façanhas que um livre mercado consegue alcançar dependem, na visão austríaca, da liberdade de entrada, isto é, da ausência de privilégios.  É justamente porque a lei da oferta e demanda (na interpretação austríaca) é crucialmente dependente da liberdade de entrada, que essa acepção do termo "concorrência" é tão importante.

Como veremos, é por causa dessa importância que boa parte da política antitruste implantada no século XX pode ser vista como verdadeiramente maléfica, como algo que obstruiu seriamente o processo de mercado concorrencial-empreendedorial.

Semântica e substância

Certamente a discussão sobre o significado de "concorrência" é uma discussão semântica.  Porém, em simultâneo a essa picuinha semântica (a qual, é verdade, não deve nos preocupar enquanto economistas; afinal, novos termos, que não estejam sujeitos a mal-entendidos, podem ser cunhados), há uma profunda e substantiva discordância a respeito de como funcionam os mercados.  

A economia convencional vê a concorrência como sendo um estado de coisas; para essa corrente de pensamento, a noção de concorrência não tem nada a ver com o processo por meio do qual o mercado chega a seus resultados.  Para os austríacos, por outro lado, é o processo de mercado que é importante.  E esse processo de mercado não pode sequer ser imaginado sem necessariamente se distanciar desse estado de total impotência que a economia convencional vê como sendo perfeitamente concorrencial.  Para os austríacos, o adjetivo "concorrencial" captura um atributo essencial do processo de mercado.

Em outras palavras, as ações empreendedoriais que são, no sentido austríaco do termo[1], vistas como essencialmente e enfaticamente concorrenciais, como etapas cruciais no processo de mercado, são, na visão convencional, vistas como anticoncorrenciais e monopolísticas, aberrações a serem eliminadas em prol do ideal de mercado eficiente.  Por causa desse pensamento confuso incorrido pelos economistas do século XX, os governos ostensivamente decididos a manter a concorrência nos mercados se viram na obrigação de tornar ilícitas — e até mesmo de abolir por completo — as ações por meio das quais estratégias concorrenciais normais são levadas a cabo.

Algumas ferramentas antitruste

Obstruir fusões 

As políticas antitruste tradicionalmente reprovam (e com frequência proíbem) fusões entre duas empresas que até então eram concorrentes.  Na perspectiva convencional, o raciocínio por trás disso é óbvio e plausível: substituir duas empresas que concorrem entre si por uma maior não pode representar outra coisa que não uma redução no grau de concorrência do mercado (na definição convencional do termo).  Duas empresas menos poderosas foram substituídas por uma mais poderosa.

Mas a visão austríaca ensina que tal fusão, contanto que a potencial entrada de outros no mercado não tenha sido e não venha a ser bloqueada artificialmente, é um ato concorrencialimpedi-lo significa obstruir a maneira pela qual a concorrência de mercado descobre o tamanho ótimo das empresas e com isso um menor custo de produção. (Mesmo que haja uma única empresa atendendo todo um setor da economia, enquanto essa empresa estiver restringida pela potencial ameaça de novas entradas no seu setor ou pela concorrência — ou ameaça de concorrência — de empresas que produzam mercadorias alternativas, tal setor ainda estará operando concorrencialmente).

Tornar ilegal a formação de cartel de preços 

Um grupo de empresas poderosas pode conspirar para manter os preços altos; seus motivos podem ser cartelizar a indústria, eliminar a concorrência entre empresas, e forçar o consumidor a pagar mais.  Por essa razão, as políticas antitruste foram, é claro, sempre dirigidas a impedir tais conluios.

Mas a perspectiva austríaca vê a questão de forma completamente diferente.  Mesmo quando o motivo é de fato acabar com a concorrência entre empresas, tal conluio é uma medida concorrencial em si mesma — já que, não havendo nenhum bloqueio artificial à entrada, tal conluio estará sendo feito como forma de se proteger da ameaça de concorrência de novos entrantes (que podem de fato lucrar ao oferecer o produto a preços menores).

Ninguém sabe quando um preço está "alto demais"; somente a existência de um processo concorrencial de livre entrada pode revelar o preço mais baixo possível de ser sustentado.  Se a entrada no mercado for livre, as empresas em conluio podem, ao procurar manter seus altos preços, estar involuntariamente atraindo novos concorrentes, os quais revelarão a verdade: que preços mais baixos são sustentáveis.  Da mesma maneira, caso não ocorra a entrada de nenhum concorrente, tais empresas em conluio podem estar demonstrando que a estrutura de custos realmente justifica os atuais preços altos como sendo os mais baixos possíveis em um mundo concorrencial.

Impedir a "precificação predatória" 

Eis uma situação que, do ponto de vista da economia convencional, parece ser uma clara estratégia de eliminação da concorrência: uma grande empresa temporariamente reduz seus preços e os mantém muito baixos com o intuito de forçar os concorrentes menores a sair do mercado.  Ato contínuo, ela volta a elevar os preços, mas agora de maneira drástica e impune.

Cuidadosas análises teóricas e históricas lançaram sérias dúvidas sobre até mesmo a possibilidade de que tal estratégia pudesse ser bem-sucedida, bem como sobre a validade das clássicas alegações de que tal estratégia era de fato empregada na virada do século XX na indústria americana.  Mas a objeção austríaca às tentativas governamentais de limitar esta chamada "precificação predatória" não depende desta análise.  A objeção austríaca é que, desde que a entrada da concorrência não seja artificialmente bloqueada pelo governo, mesmo naqueles setores em que as posições de "monopólio" foram realmente adquiridas por meio de precificação predatória, essas posições foram adquiridas como parte do processo concorrencial, e só poderão ser mantidas caso ignorem a potencial entrada de novos concorrentes.

Ninguém pode saber ao certo se um corte de preços que leva à eliminação de um concorrente visava a estabelecer um "monopólio"; mais objetivamente, mesmo uma tentativa de estabelecer um "monopólio", feita em um ambiente em que há liberdade de entrada, é em si uma medida concorrencial.  Ninguém nega que o poderio econômico pode ser utilizado para impor aos consumidores preços mais altos.  Mas se a concorrência pode de fato servir os consumidores mais eficientemente, então esses preços altos são eles próprios uma forma — concorrencial — de fazer com que seja mais lucrativo para os novos entrantes descobrir uma maneira melhor de servir os consumidores deste mercado.

[Para uma explicação alternativa sobre a impossibilidade de uma empresa praticar precificação predatória, veja este artigo].

A inexorável concorrência de mercado

Este inevitavelmente breve vislumbre das atitudes antitruste é o bastante para confirmar a tese austríaca central: se o objetivo é realmente estimular o poderoso processo empreendedorial-concorrencial do qual depende o livre mercado, tudo o que é necessário é garantir que haja liberdade de entrada — isto é, que o governo não imponha nenhum obstáculo burocrático e tributário — para qualquer empreendedor que tenha uma ideia de como lucrar servindo os consumidores de maneira mais eficaz do que as empresas que estão atualmente fazendo esse serviço.

É importante lembrar que não se está afirmando que a liberdade de entrada irá automaticamente impedir que os concorrentes se incorram em tentativas de monopolizar os mercados.  Eles podem tentar, e certamente seus esforços podem vir a deixar o consumidor em uma situação pior (do que aquela que ocuparia em um sistema que refletisse conhecimento perfeito).  A afirmação austríaca é que, como não pode existir tal conhecimento perfeito, temos de confiar no processo concorrencial-empreendedorial para revelar como o consumidor pode melhor ser servido.  Obstruir esse processo em nome da concorrência (!) significa solapar a única maneira pela qual a tendência rumo a uma maior eficiência social é possível.

Ao obstruir ou impedir medidas empreendedoriais que não se encaixam naquele modelo "perfeitamente concorrencial" de total e universal impotência — mesmo que tal obstrução ou impedimento seja feito com a melhor das intenções em prol dos consumidores —, o governo está necessariamente tentando, em menor ou maior grau, paralisar aquele que é o verdadeiro processo concorrencial.

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Artigo originalmente publicado no site do Ordem Livre.  Esta é uma versão revisada e mais clara.



[1] Esta também é a acepção universalmente adotada por empreendedores, e a qual os economistas antigamente universalmente seguiam.

 


autor

Israel M. Kirzner
é professor emérito de economia da New York University, um líder da geração de austríacos após Mises e Hayek, e um scholar adjunto do Mises Institute.  Ele escreveu sua tese de doutoramento sob a orientação de Mises, mais tarde publicada como o livro The Economic Point of View (1960).  Depois, abriu novos caminhos teóricos com seu livro Competição e Atividade Empresarial (1973).  Kirzner também é o autor de mais sete livros e dúzias artigos, incluindo vários na Austrian Economics Newsletter e também na The Review of Austrian Economics.  Ele atualmente é um dos mais notáveis acadêmicos a se dedicar ao contínuo desenvolvimento da teoria econômica da Escola Austríaca.

  • Getulio Malveira  12/04/2013 14:47
    Não concordo muito com o Kirzner quando ele afirma que a definição de "concorrência" é uma picuinha semântica que não deve preocupar os economistas. Pelo contrário, acho que a definição conceitual é o cerne do problema e os austríacos só derivam aprioristicamente conclusões corretas acerca do problema porque justamente partem de proposições nas quais o termo está, implicitamente, bem definido.

    Um exemplo diferente para ilustrar: os livros-texto de economia normalmente partem do mecanismo da oferta e da demanda e não definem justamente o que é ofertado e demandado. A ausência dessa definição permite que posteriormente se introduza as teorias sobre "bens meritórios", "bens públicos", etc, que não seriam possíveis se, como Menger, se tivesse partido da definição de bem; ou se, melhor ainda, se tivesse partido do fenômeno que torna alguma coisa um bem, o ato valorativo, tal como mostrou Mises.

    O exemplo de outras ciências também mostraria que problemas na semântica das teorias é responsável por resultados equivocados ou, ao menos, por compreensões equivocadas dos resultados empíricos - ta aí a física moderna para não me deixar mentir.
  • Capitalista  12/04/2013 18:50
    Infelizmente, em nosso mercado atual, dominado pelos burocratas "iluminados", nós temos políticas extremamente severas quanto à concorrência e a economia.

    O único monopólio em toda a história que se mostrou realmente eficaz e exploratório é o próprio governo, capaz de exercer poder praticamente ilimitado sobre tudo e todos, além de controlar a economia e a sociedade como se fossem seus. Esse é o único que deve ser combatido, já que também é o único capaz de prejudicar a sociedade por meio de suas extorsões (tributos), e atentados ao capitalismo (regulação do mercado).

    Em nossa realidade, onde cartéis e monopólios são ilegais, os sindicatos também deveriam ser proibidos, pois não são nada mais que a cartelização do mercado de trabalho, controlando a oferta de mão de obra e o preço por esta. E aí? Cadê o governo para proibir esses cartéis? Populistas hipócritas!

    Viva o [i]laissez-faire[i/]!!!

  • Dam Herzog  14/04/2013 03:50
    Concordo inteiramente com Capitalista. O governo usa a força para obter seus objetivos. Ele é contra os monopólios, mas ele possui o monopolio da força, da justiça, das empresas. A Petrobrás é um monopólio que ao invés de ajudar o Brasil, o Brasil é que ajuda a petrobrás pois as ações da mesma perderam 1/3 do valor no ano passado. A Vale era ótima mas o Chavez brasileiro o Lula demitiu o Agneli e politizaram a empresa. Monopólio é sempre ruim, ineficiente,desperdiçador em um pais de população pobre. Só o processo de mercado é concorrencial, eficiente, o mais motivador e de melhor resultados que a mais pura fraternidade: o interesse proprio é a mola do progresso. Por isto que a D. Dilma fica indignada pórque o Brasil não cresce, ele não entende a logica do PIBINHO. Mesmo os novatos adeptos da liberdade sabem que: Sem liberdade, o interesse próprio não atinge seu maxímo potencial.Os capitalistas individualmente são comerciantes pacíficos que dão o sangue para satisfazer os desejos de seus clientes; seus objetivos só são maximizados em ambiente de mercado livre e desimpedido, monopólios não só atrapalham como produzem sofrimento para a populaçao: ineficiencia desincentivo a inovação .A regulamentação asfixia os negócios e todas as proibições são a origem das extorções praticada pela burogracia estatal contras os empresarios, e só ler os jornais. Altos impostos fazem a população preferir artigos chineses pois a "tramontina" tem uma pesada carga de tributos para competir com produtos indianos e chineses, suas ferramentas chegam a custar 10x mais caras. Os sindicatos que deveriam nem existir pois alem de de monopólio, usa a força para roubar um dia de salario de todo trabalhador por ano. Fazem piquetes desrespeitando o direito ao trabalho, impedem o trabalho a força. A corrupção faz até condenados pelo mensalão serem empossados. Eu nem conheço o taldeputado Feliciano mas ele tem direito de ter suas opiniões, sobre raças, religiões, filosofias,e discordancias, como eu tambem tenho, desde que não parta para ação agressiva, ou uso da força.Feliciano num ambiente que todos dizem sim, seu mérito é dizer não. A unanimidade é burra. Este é o ambiente,de mercado controlado e não livre, regulamentado com aumento dos custos, politica economica sem principios, cada hora a regra muda.Presença estatal super excessiva. É preciso PRIVATIZAR O BRASIL inteiro.Privatização é a melhor coisa que poderia acontecer no Brasil.Precisamos de um politico que diga eu vou privatizar tudo, je acabar com todos os privilegios. Quem gostaria de ter uma firma que tivesse prejuizo todo o mes. O incrivel é que o governador Tarso Genro (PT), (Batisti) quer estatizar os meios de transportes do Rio Grande do Sul. A filosofia do PT, é roubar de uns para dar aos outros,assim fazendo a compra de votos e perpetuando no poder. O medico do Tarso deveria solicitar um exame de fezes colhido no cerebro dele, e se positivo tratar a verminose. Todo partido que tem a palavra socialista para mim é palavrão pois socialista significa servidão,sofrimento, medo, constrangimento,falta de produção então fome,injustiça, arbitrio. Veja o ditador Chavez que mandou prender uma juiza pois não agiu como ele queria, pois você pode ser preso ou até morto pelo criterio do estado acusado de contra-revolucionário. Hoje depois de tudas as injustiças e arbitrios que ela proticou tenho certeza está no local celestial cercado de anjos,em companhia do camarada Lenin, Mao, Pot Nol, e a a Austria produziu grandes homens como o Adolf. Eu teria a maior vergonha de ser chamado de socialista ou pertencer a um partido socialista. Ou seja aqui a saude é racionada, educação publica de péssima qualidade dai a muleta que o estado dá a qualquer cotista. Eu teria medo de entregar meu filho para ser operado ou tratado por um medico cotista.Transportes, portos uma vergonha apodrecendo a produção por não ter que exportar a safra. E ainda cercada pela fina flor dos economistas keynesianos, que são verdadeiro lixo intelectual a produzir o sofrimento do povo brasileiro: Vejam a inflação esta de volta, os preços nos assustam a cada dia, mas isto não tem importancia, D. Dilma não vai a feira nem ao super mercado. A expansão do credito as custas dos banqueiros que são "low profile" e produzem dinheiro do nada,a gastança sem fim mais o aumento da quantidade de moeda e todos estes concordam com tudo que vem do nosso patrão o governo provocam os ciclos economicos. Copiam o Obama (o grande keynesiano) que agora é conhecido lá como President Ultra Spender. No Brasil até o Presidente da Federação das Industrias,onde o mercado é controlado, só tece louvas e elogios ao governo,ele que deveria ser contra regulamentação economica, nem a Liberdade ele defende. Conluiu governo + maus enpresarios. Sugiro ao IMB que pesquise o indice de liberdade economica internacional e o mapa mundi e destaque o mapa da riqueza no mundo baseado no indice de liberdade economica. Quando a gente é incompetente para executar ações que estão dando errado deixe de orgulho mude de ideologia sem escutar o seu tutor D Dilma e reconheça que oç seu metodo está errado. Concordo inteiramente com o Capitalista. O governo usa a força para obter seus objetivos. Ele é contra os monopólios, mas ele possui o monopolio da força, da justiça, das empresas. A Petrobrás é um monopólio que ao invés de ajudar o Brasil, o Brasil é que ajuda a petrobrás pois as ações da mesma perderam 1/3 do valor no ano passado. A Vale era ótima mas a dupla Lula demitiram o Agneli e politizaram a empresa. Monopólio é ruim, ineficiente,desperdiçador em um pais de população pobre. Só o processo de mercado é concorrencial, eficiente, o mais motivador e de melhor resultados que a mais pura fraternidade: o interesse proprio é a mola do progresso. Por isto que a D. Dilma fica indignada pórque o Brasil não cresce, ele não entende a logica do PIBINHO. Mesmo os novatos adeptos da liberdade sabem que: Sem liberdade, o interesse próprio não atinge seu maxímo potencial.Os capitalistas individualmente são comerciantes pacíficos que dão o sangue para satisfazer os desejos de seus clientes; seus objetivos só são maximizados em ambiente de mercado livre e desimpedido, monopólios não só atrapalham como produzem sofrimento para a populaçao: ineficiencia desincentivo a inovação . Regulação asfixia os negócios e todas as proibições são a origem das extorções praticada pela burogracia estatal contras os empresarios, e só ler os jornais. Altos impostos fazem a população preferir artigos chineses pois a "tramontina" tem uma pesada carga de tributos para competir com produtos indianos e chineses, suas ferramentas chegam a custar 10x mais caras. Os sindicatos que deveriam nem existir pois alem de de monopólio, usa a força para roubar um dia de salario de todo trabalhador. Fazem piquetes desrespeitando o direito ao trabalho, impedem o trabalho a força. A corrupção fazem até condenados pelo mensalão serem empossados e nem conheço o tal Feliciano mas ele tem direito de ter suas opiniões, sobre raças, religiões, filosofias,e discordancias, como eu tambem tenho, desde que não parta para ação desrespeitosas, ou uso da força.Feliciano num ambiente que todos dizem sim, seu mérito é dizer não. A unanimidade é burra. Este é o ambiente,de mercado controlado e não livre, regulamentado com aumento dos custos, politica economica sem principios, cada hora a regra muda.Presença estatal super excessiva. É preciso PRIVATIZAR O BRASIL inteiro.Privatização é a melhor coisa que poderia acontecer no Brasil. O incrivel é que o governador Tarso Genro (PT), (Batisti) quer estatizar os meios de transportes do Rio Grande do Sul. A filosofia do PT, é roubar de uns para dar aos outros,assim fazendo a compra de votos e perpetuando no poder. O medico do Tarso deveria solicitar um exame de fezes colhido no cerebro dele, e se positivo tratar a verminose. Todo partido que tem a palavra socialista para mim é palavrão pois socialista significa servidão,sofrimento, medo, constrangimento,falta de produção então fome,injustiça, arbitrio. Veja o ditador Chavez que mandou prender uma juiza pois não agiu como ele queria, pois você pode ser preso ou até morto pelo criterio do estado acusado de contra-revolucionário. Eu teria a maior vergonha de ser chamado de socialista ou pertencer a um partido socialista. Ou seja saude racionada, educação publica de péssima qualidade dai a muleta que o estado dá a qualquer cotista. Eu teria medo de entregar meu filho para ser operado ou tratado por um medico cotista.Transportese portos uma vergonha apodrecendo a produção. E ainda cercada pela fina flor dos economistas keynesianos, que são verdadeiro lixo intelectual a produzir o sofrimento do povo brasileiro: Vejam a inflação esta de volta, os preços nos assustam a cada dia, mas isto não tem importancia, D. Dilma não vai a feira nem ao super mercado. A expansão do credito as custas dos banqueiros que são "low profile" mais o aumento da quantidade de moeda e que concordam com tudo que vem do nosso patrão o governo provocam os ciclos economicos. No Brasil até o Presidente da Federação das Industrias, mercado cotrolado, só tece louvas e elogios ao governo,ele que deveria ser contra regulamentação Liberdade,a favor da abertura economica, barreira alfandegaria. Sugiro ao IMB que pesquise o indice de liberdade economica internacional e o mapa mundi e destaque o mapa da riqueza no mundo baseado no indice de liberdade economica. Quando a gente é incompetente para executar ações que estão dando errado deixe de orgulho mude de ideologia sem escutar o seu tutor D Dilma. Brasil ocupa o 100º lugar em ranking de liberdade. econômica. Quero desejar exito a D. Dilma e os 40 ministros. Em segredo: existe PIB negativo!!!
  • edison  12/04/2013 21:47
    "Ninguém sabe quando um preço está alto demais". Discordo dessa afirmativa,pois é sabido que as montadoras de automóveis no Brasil praticam lucros absurdos, e só aqui. Há estudos que mostram os disparates de lucros excessivos quando comparados às demais nações. A outra ponta (consumidor) em vezde aceitar passivamente a alcunha de otário, poderia contribuir com a queda dos preços simplesmente boicotando a compra de carros novos (de passeio). Compradores de caminhões,tratores,etc, não tem como escapar e são reféns. Não bastasse a imaturidade do consumidor brasileiro, ainda o Estado oferece subsídios às multinacionais. O estudo acima do sr. Kirzner aborda o tema em variáveis conhecidas em economia, porém desconhece as variáveis sociológicas. Com ou sem ferramentas antitruste o preço não cairá em determinados segmentos de mercado.
  • Thames  12/04/2013 22:22
    Acho que você deveria reler o texto com mais atenção, Edison.

    Em praticamente todos os parágrafos o autor deixa claro: tal raciocínio é válido apenas para [u]mercados em que há liberdade de entrada[/i]. O mercado automotivo brasileiro é totalmente restrito e cartelizado. A tarifa de importação é de 70%, o que, combinado com outras taxas, faz com que um importado encareça incríveis 340%. É claro que os preços são altos. E é o governo quem carteliza o setor.

    Atentai para este detalhe, e conte-nos mais sobre as suas "variáveis sociológicas".
  • Rudson  12/04/2013 22:50
    Por sinal, as empresas de transporte somente são reféns dos preços praticados pelas montadoras graças ao governo também. Primeiro porque, como o Thames falou, a ação do Estado torna inviável a importação de caminhões com os impostos e regulamentações. Assim, as montadoras podem elevar o preço interno consideravelmente e não precisam se importar com a entrada de competidores ou de produtos concorrentes.

    Segundo, porque o Estado praticamente não investe em meios alternativos de transporte, como ferrovias, navegação de cabotagem e aeroportos - o que é de se esperar já que o Estado é bem amigo das montadoras e vai ao máximo limitar as possibilidades de transporte. Mas isso não é o problema. O problema é que o estado proíbe que qualquer outra pessoa o faça. Somente pode se abrir aeroportos, ferrovias ou terminais hidroviários onde, como e quando o Estado quer. Ou seja, o estado não faz e não permite que outras pessoas façam.

    Vale dizer que essa segunda não atrapalha apenas as transportadoras: ela atrapalha toda a indústria e, por conseguinte, todos os consumidores, em especial aqueles que, graças a essa situação, não possuem condições de arcar com o preço dos bens e se vêem excluídos do consumo.

  • Renato Souza  13/04/2013 10:59
    Creio que o estado inveistiria em modelos alternativos de transporte, como aeroportos, navegação e ferrovias, se tivesse competencia para tal. Para o estado, tudo o que é gasto nesses setores é despesa e não investimento. Isto é, pela sua incompetência gerencial, o estado não serÁ capaz de auferir lucros nesses setores.

    A solução seria o estado não atrapalhar outros agentes econômicos que queiram investir nesses setores.
  • Arthur M M  12/04/2013 22:30
    Deixa o estado permitir a importação de veículos usados e acompanhe os preços.
  • Luci  15/04/2013 02:13
    Boa noite, gostaria de esclarecer uma dúvida.
    Considerando que existem outras barreiras de entrada como: marca, tecnologia, conhecimento de mercado,vultosos investimentos para competição, pode-se considerar que a politica antitruste é positiva para o nosso país?
    obrigada
  • Juvenal  15/04/2013 03:11
    A "teoria da liberdade", esta, a mais moderna de todas, anti-totalitária, só vai começar a mudar os rumos da História na medida em que os seus adeptos dominarem o "poder político" - o maior de todos os poderes. Mesmo com todas as crises possíveis e imágináveis, mesmo provocando malefífios incontáveis, as pessoas vão querer dominar este poder. Em todos os países. A qualquer tempo. Infelizmente não haverá como combater este poder apenas com a voz da razão, por maior que ela seja. Os adeptos da teoria da liberdade terão que se aproximar do poder político, lamentavelmente, a fim de impor as mudanças. Fora este jeito, só com um cataclisma ou uma guerra mundial, quando, ao final, tudo pode acontecer. O alcance de uma mítica sociedade libertária, que não passe por mudanças constitucionais na base do poder, soa completamente irreal.
  • Lucas Lueneberg Teixeira  15/04/2013 19:17
    Olá pessoal,
    Conheci esse site ontem, e estou achando as teorias apresentadas muito interessantes. Realmente não conhecia essa corrente de pensamento austríaca demonstrada no site (não sou acadêmico de economia). Uma coisa que eu fiquei na dúvida nesse artigo, não sei se alguém pode me esclarecer é a questão de barreira de entrada. No artigo afirma que esse termo é primordialmente associado a barreiras impostas pelo governo, mas seria apenas isso? Porque estava pensando: e no caso de alguém (ou algum cartel) ter o domínio total de algum dado recurso? Porque, nesse caso, a barreira de custo seria infinita: como todas as fontes de um dado recurso já estão nas mãos de alguém, como um novo entrante poderia entrar no mercado?

    Pensei por exemplo no caso da exploração dos diamantes naturais, que segue algo mais ou menos como eu falei, embora não tão "perfeita". Também não sei se seria possível, em termos práticos, isso, de alguém ou algum grupo ter o domínio total sobre algum dado recurso. Mesmo porque, para a exploração de recursos naturais, quem libera e regula a exploração acaba sendo o governo.
  • Danielbg  15/04/2013 20:27
    Artigos que podem ajudar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=273

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=976

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057

    Mas seu raciocínio está indo pelo caminho correto... quem favorece o surgimento de cartéis é o próprio governo. Agora, como alguém vai deter totalmente um recurso?! Não seria uma suposição muito exagerada?
  • Andre Cavalcante  15/04/2013 20:55
    Bem-vindo Lucas,

    É o seguinte: mesmo que você fosse um estudante ou mesmo graduado em economia, muito provavelmente nunca teria ouvido ou lido algo sobre a escola austríaca de economia.

    Sobre a sua questão e o seu exemplo. Digamos que qualquer um pudesse extrair diamantes da crosta da terra. Ora, sabemos que o diamante, para se formar requer pressões e calor muito grandes, ou seja, maior a probabilidade de encontrar bem no fundo da crosta que na superfície. Entretanto, o custo para desenvolver tecnologia, perfurar e trazer o diamante para superfície é grande (talvez maior que o valor que as pessoas pagariam por ele).

    Do seu exemplo, um grupo (o cartel) resolve "fechar" todas as reservas economicamente viáveis, apropriando-se de todas.

    Até aí nenhum problema. Veja bem, se não aumentarem os preços, o mercado permanece estável. Se resolverem aumentar muito o preço, simplesmente as pessoas deixam de comprar. Mais ainda, dependendo do preço que eles cobram, de repente torna-se economicamente viável cavar mais fundo e trazer diamantes de outros lugares que não os originalmente apropriados pelo cartel, de forma que um novo entrante surge e, simplesmente, começa a tomar mercado do cartel, o que arruinaria qualquer um que lá permanecesse. Lembre-se que alguns do cartel podem cobrar mais barato, pois são donos de algumas jazidas melhor localizadas. Então, a entrada deste novo entrante é o suficiente para mexer com o cartel e potencializa o fato de que se torna lucrativo sair do cartel, cobrar mais barato e tomar os clientes do entrante e, com certeza, dos outros elementos do cartel.

    Se o cartel não cobrar mais caro é porque o preço está "certo", ou seja, é o suficiente para cobrir os custos mais lucros.

    Agora, isso tudo só pode acontecer se, e somente se, o governo não colocar nenhum entrave a entrada deste novo elemento, certo? Imagine que o governo exija um laudo de que não irá poluir, ou terá todos os trabalhadores regularizados etc. etc. etc. Isso só vai servir para aumentar os custos, tornando o cartel, então, imune à concorrência e podendo cobrar o que quer.

    Se parar pra pensar isso ocorre com todo o resto da economia que é, literalmente, cartelizada pelo governo.
  • Renato Souza  15/04/2013 22:40
    Essa questão de se formar um cartel entre os produtores é bastante interessante. Não parece viável, pelo monos na imensa maioria dos casos, que um cartel detenha o oligopólio de um recurso natural.

    Veja o que acontecu com o petróleo. Eram principalmente os chamados países árabes que detinham as jazidas. Quando eles subiram os preços, incentivaram outros a buscarem alternativas:

    1. Utilização mais eficiente do petróleo;
    2. Combustíveis alternativos;
    3. Pesquisas de novas jazidas.

    Hoje em dia os chamados países árabes estão muito longe de detenrem quase toda a produção. A política de aumento de preços do cartel quebrou o poder do cartel de aumentar os preços.

    E veja que esse é um produto muito mais vital que diamantes.
  • Marcio L  05/08/2013 15:23
    Sobres os carteis e similares, gostaria de narrar uma dificuldade prática que estou tendo no momento, e esta dificuldade não deriva de nenhuma legislação, mas de "acordos" entre laboratórios e médicos veterinários.

    Já liguei para 10 laboratórios em SP para tentar obter exames. Todos eles dizem que para solicitar o exame não é suficiente pagar o valor dos mesmos, mas é obrigatório uma guia de encaminhamento. Perguntei a todos eles se é devido a uma legislação, mas todos dizem que não, que o motivo são políticas da empresa. Mas que política é essa que não me permite comprar um exame. Interessante notar que os Laboratórios Lavousier (para humanos) além de praticar preços muito baixos, permitem a compra direta de exames sem guia quando desobrigados legalmente.

    Pelo visto terei que passar por um veterinário parar obter o exame.

    Alguém sabe o que deve estar operando para dificultar uma simples compra direta do exame?
  • Marcio L  05/08/2013 15:37
    Já esclareci o problema, graças ao maravilhoso atendimento de um atendente profissional do ultimo laboratório para o qual eu liguei, por sinal bem longe de minha residência. Resumidamente ele me explicou os motivos para o exame específico, trata-se na verdade de uma prática/padrão que emergiu do próprio mercado veterinário em relação ao próprio exame em questão. Os atendentes muitas vezes não estão preparados para explicar as motivações políticas das práticas das empresas.


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