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Como o governo gera mão-de-obra para o tráfico de drogas

Sempre que você encarece artificialmente o custo de um bem, a tendência é que a demanda legal por esse bem diminua acentuadamente.  Como consequência, esse bem será empregado em outras atividades até então pouco atrativas.

Em termos práticos, se o governo encarece artificialmente o custo da mão-de-obra menos produtiva — por meio de encargos sociais e trabalhistas elevados, salário mínimo oneroso e tributação pesada sobre as receitas e os lucros das empresas —, a tendência é que esta mão-de-obra pouco produtiva seja menos demandada por empreendimentos legais e, consequentemente, seja canalizada para mercados mais desregulados — e quase sempre ilegais.

O mesmo ocorre quando o estado dificulta o empreendedorismo dos mais pobres, que não têm como arcar com a burocracia, com as licenças, com as regulamentações e com as inúmeras outras exigências impostas pelo estado que obstaculizam qualquer ato empreendedorial.  Tais pessoas são atraídas para aqueles mercados em que as imposições estatais são menores — para não dizer nulas — e a possibilidade de lucros, mais altas.

Dado que o governo bloqueou todos os métodos legais para o indivíduo sair da pobreza, recorrer a uma atividade ilícita torna-se uma opção viável para aqueles que não sofrem de restrições morais.

Um setor que atrai a imensa fatia desta mão-de-obra pouco produtiva e destas pessoas de espírito empreendedorial, mas que não têm dinheiro, é o mercado das drogas.  Se você mora nos subúrbios e não há opções legais para ascender socialmente — porque o governo criou várias imposições —, uma das maneiras mais fáceis e rápidas de enriquecer é se tornando um traficante.

Por quê?

Porque as regulamentações, as burocracias e os impostos do governo não se aplicam ao mercado das drogas.  Não há leis de salário mínimo, não há exigências burocráticas, não há taxas de licenciamento, não há um Ministério do Trabalho dando batidas e impondo requerimentos.  Principalmente, não há imposto de renda. 

Por se tratar de um mercado criminalizado pelo governo, as margens de lucro são enormes, pois elas embutem todo o risco empreendedorial — o risco de ter sua carga confiscada pelo governo e ter sua mão-de-obra encarcerada.  Essas altas margens de lucro, que possibilitam altos salários, são um atrativo irresistível para aquelas pessoas desiludidas que não conseguiram trabalhar nem empreender legalmente por causa das restrições estatais.  Nos subúrbios, é difícil resistir a essa tentação do enriquecimento fácil.  Jovens sem perspectivas e que não conseguem empregos legais são facilmente contratados pelos barões do tráfico, pois a burocracia exigida para se contratar esse tipo de mão-de-obra é nula.  Adicionalmente, o fato de o salário neste mercado ser integral, sem deduções previdenciárias e sem imposto retido na fonte, garante uma oferta contínua e crescente de mão-de-obra para o setor.

Da mesma maneira, pessoas de espírito empreendedorial também se aventurarão no mercado das drogas porque poderão reter para si todos os lucros auferidos, que não estão sujeitos a imposto de renda.  Além disso, um chefão do tráfico não tem de se preocupar com greves e outras exigências trabalhistas.  Também não há o risco de ele ser levado à Justiça do Trabalho por ter pedido hora extra.

Este é o tipo de empreendedorismo que floresce naqueles subúrbios em que não há perspectivas econômicas e não há possibilidades de ascender na vida por meios legais, pois o governo bloqueou todas as avenidas legítimas que retiram as pessoas da pobreza.  O empreendimento criminal voltado para o mercado de drogas é atraente porque opera como se estivesse em um paraíso fiscal.

Sim, trata-se de um mercado violento.  Como não há leis e os tribunais estatais não reconhecem os contratos verbais feitos no submundo, os indivíduos deste mercado sempre recorrem à justiça com as próprias mãos.  Não há outra maneira de impor o cumprimento de contratos.  Os gastos com segurança pessoal também são altos.  Os custos marginais de se eliminar fisicamente um concorrente são baixos e os benefícios, extremamente altos.  Você assume o mercado do seu concorrente eliminado e, como consequência, seus lucros se tornam ainda mais elevados.

Mas tudo isso também é consequência direta da proibição das drogas.  O governo, ao tornar ilegal tal mercado, faz com que seus integrantes não possam recorrer aos meios legais para fazer cumprir seus contratos.  E como empresas de arbitramento também estão proibidas de fazer tal serviço, a única opção que resta é recorrer à violência.  Todas essas proibições servem apenas para elevar os lucros de quem opera neste mercado e, consequentemente, a atratividade deste mercado para a mão-de-obra mais despreparada e menos produtiva.

Se não houvesse uma guerra às drogas, se as drogas não fossem criminalizadas, se elas fossem legais, não haveria todas essas oportunidades irresistíveis.  E sem essas oportunidades artificialmente criadas pela proibição estatal, e, principalmente, sem os impedimentos burocráticos, trabalhistas e tributários criados pelo governo no mercado legal, estes empreendedores dos subúrbios canalizariam sua criatividade, seu trabalho duro, sua iniciativa e seu empreendedorismo para outras atividades mais benéficas para a sociedade; vidas e recursos não seriam direcionados para esta atividade contraproducente que é o mercado de drogas.

Foi o governo quem criou este mercado paralelo, foi o governo quem dificultou ao máximo que as pessoas dos subúrbios ascendessem por meios legais, e é o governo a fonte desta criminalidade específica do mercado das drogas; e mais governo não será a solução.  Mais intervenção governamental poderá apenas perpetuar a pobreza e a fonte de mão-de-obra para o tráfico de drogas.

Por fim, para agravar a situação, o governo atua em outra ponta que faz com que a mão-de-obra para o mercado das drogas se torne crescentemente especializada: o sistema penitenciário. 

indefensável.jpgComo consequência de toda esta criminalidade criada pelo governo, vários integrantes do tráfico de drogas — mais especificamente, os "peixes pequenos" — são capturados e enviados para penitenciárias.  Deixando de lado toda a questão dos custos de se gerir estas enormes excrescências burocráticas que são as penitenciárias federais e estaduais, vamos nos concentrar nos resultados.  O que são as prisões atuais se não genuínas universidades do crime? 

Um garoto pobre que vendia drogas e que foi capturado pela polícia e enviado a uma penitenciária, o que acontecerá a ele?  Entrará em contato com todos os tipos de criminosos, todos eles mais experientes.  Esse convívio prolongado fará com que o garoto adquira malícia, aperfeiçoe suas habilidades criminais e ganha mais intimidade com o mundo do crime. 

Ao sair da cadeia, após anos de imersão com os especialistas, ele será um pós-graduado em criminalidade.  Ele agora estará a par de todos os truques das ruas; conhecerá todas as "manhas" da criminalidade.

Traficantes jovens que cumprem pena não são reabilitados.  Também não são necessariamente punidos.  Ao saírem da cadeia, eles são vistos como heróis por seus pares; eles se tornam um modelo para seus amigos.  Eles cumpriram pena, saíram ilesos e, por isso, adquirem mais respeito.  Estarão prontos e ainda mais preparados para ascender na carreira criminosa.  Graças ao governo e a todas as suas proibições.

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Leitura complementar:

O problema com o sistema penitenciário 

Criminalidade, drogas e proibição 



autor

Peter Schiff

é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets, Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse e How an Economy Grows and Why It Crashes.  Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana -- com legendas em português.



  • charles hertz da silva  05/04/2013 14:13
    essa vai para os amantes do capitão nascimento que diz que a culpa dos mortos pela policia na favela é culpa de quem fuma maconha (só porque o estado resolveu proibir a maconha)... já pensou se o governo proibisse o mate? iriam dizer que você, gaúcho (ou de qualquer lugar do brasil) que toma chimarrão está matando as pessoas indiretamente, quando na verdade quem está matando e diretamente é o governo...
  • Leonardo Faccioni  05/04/2013 15:43
    "essa vai para os amantes do capitão nascimento que diz que a culpa dos mortos pela policia na favela é culpa de quem fuma maconha (só porque o estado resolveu proibir a maconha).."

    1. Não se tratam apenas de "mortos pela polícia na favela", mas de toda a miséria humana que cerca a produção, o comércio e o consumo de entorpecentes, consubstanciada nos feudos do tráfico e no violentíssimo talião do crime;

    2. Sim, é a lei do Estado que veda a livre produção e comércio (de fato, não mais o consumo) de entorpecentes. Tal reconhecimento não implica qualquer alteração no seguinte silogismo: a) os atuais fornecedores de entorpecentes representam uma cadeia de criminosos violentos; b) os consumidores de entorpecentes livremente escolhem entregar a uma rede de criminosos violentos os meios financeiros para a manutenção de sua cadeia produtiva. Logo, os consumidores de entorpecentes são, por conduta livremente assumida, colaboradores objetivos da rede de violência do tráfico.

    A vedação estatal à produção ou ao comércio de uma substância qualquer não elimina a responsabilidade individual ao escolher integrar ou não a cadeia produtiva de dita substância, sobretudo quando se sabe a destinação óbvia de quaisquer recursos que venham a alimentar o sistema. O consumidor financia a violência das quadrilhas de forma consciente e por livre vontade sua.
  • anônimo  05/04/2013 16:07
    Nesse caso a fala do Cap Nascimento é um velho discurso esquerdista, a história de que se tem um favelado pelo meio, não importa o que ele faça, ele sempre é a vítima.Logo, a culpa só pode ser do playboy filhinho de papai leite com pera que fuma maconha, como sempre
  • Rafael Franca  05/04/2013 18:53
    Não foi isso que o Leonardo disse. Ele simplesmente falou que quem compra droga nas bocas de morro está comprando seu entorpecente para que os traficantes comprem mais produtos e mais armas para combaterem a polícia; querer colar a pecha de esquerdista nele é falácia pura. O fato é que existem opções à bocas de fumo, mais caras, mas não envolvem aumentar o faturamento de bandos armados que coagem o lugar onde dominam de uma forma digna da União Soviética.
  • charles  06/04/2013 06:45
    a culpa de os vendedores de maconha terem entrado para a vida de armas e crime é do próprio governo que proibiu a maconha... senão as pessoas que vendem cerveja seriam criminosas também caso a cerveja fosse proibida...
  • Paulo  08/04/2013 14:01
    Se houvesse liberdade para empreender haveria todo tipo de comerciante, como há hoje em todas as áreas seja bebidas alcoólicas ou refrigerante. Alguns se especializariam em comercio medicinal(clinicas para portadores de câncer)outros em recreativo(bocas) sobrevivendo quem agrada mais os consumidores. Consumidores livres vão evitar lugares violentos como hoje evitam certos bares, exceto os que buscam brigas.
  • João Marcos T. Theodoro  06/04/2013 03:31
    Por minha parte, eu não culpo os consumidores pelo tráfico e as mazelas deste. Ora, sempre haverá consumidores para as drogas, independentemente das leis, seja qual for o mundo. As condições criadas pelo Estado é que tornam o comércio de drogas violento. Poderia não ser.

    A Nike usa mão de obra infantil, pagando salários baixíssimos por um trabalho altamente danoso. Creio que todos se comovam diante disso, mas dificilmente comprarão um produto de pior qualidade só por terem pena das criancinhas e quererem, de certa forma, punir a empresa.

    Minha analogia, eu sei, não foi precisa. Espero que me perdoem o descuido (estou exausto) e não levem a discussão ao campo dos detalhes inutilmente.
  • Paulo  09/04/2013 13:36
    As pessoas se comoveram, o mundo pediu "ações legais" contra a nike mas poucos param de usá-la. Essas crianças param de ter renda, assim suas também famílias.
  • Rodrigo  06/04/2013 13:08
    Genial esse comentário de Leonardo. Concordo plenamente contigo... você foi muito exato na colocação das palavras!
  • João Marcos T. Theodoro  06/04/2013 17:04
    Coloquemos de outra forma a questão discutida.

    Qualquer indústria, ilícita ou não, é sustentada pelos consumidores. Se ela é capaz de satisfazer os desejos dos clientes, estes a premiam enriquecendo-a. Assim, tal indústria existirá sempre, a menos que deixe de ser lucrativa. Pode-se dizer que o desejo por drogas é uma constante, isto é, sempre haverá quem esteja disposto a pagar pelo seu uso. Isso implica uma também constante oferta dessas substâncias, uma vez que ofertá-la traz altos lucros. Vê-se, por conseguinte, que as ações dos usuários de droga e de seus vendedores serão constantes, ou seja, uns sempre comprarão e outros sempre comercializarão o produto. Ao contrário deles, as ações do Governo podem alterar-se ou deixar de existir nesse comércio. A violência do comércio de drogas existe graças à sua proibição, ato do Governo. Como este é o único, nesse contexto, que pode, sem prejuízos, teoricamente, deixar de agir, e o deixar de agir dele acabaria com a violência do tráfico, conclui-se que ele é o culpado por esta realidade.

    Se considerarmos, porém, que o Governo, ao contrário do que eu disse acima, na verdade se prejudicaria ao permitir o comércio de drogas, perdendo votos, então a situação torna-se inflexível e imutável.
  • oneide teixeira  07/04/2013 19:50
    "o desejo por drogas é uma constante" isso não e bem verdade depende antes de tudo da cultura, ser humano não necessita de "drogas", é uma imposição cultural.

    Tornar a população dependente de drogas e a uma das formas de domina la.
  • João Marcos T. Theodoro  07/04/2013 21:26
    Oneide, de que forma ocorre a imposição para o uso de drogas?
  • Neto  08/04/2013 17:33
    Cara, imposição não ocorre, mas a influência causa um mal sim.Quantos jovens não devem ter experimentado algo nocivo pra eles por causa da música do imbecil do chorão, ou do kurt cobain, achando que isso que é o legal, o rebelde...
    Não é o caso de proibir nada mas de criar uma 'contra' cultura, algo contra esses valores que no fundo são auto destrutivos
  • João Marcos Theodoro  09/04/2013 03:27
    Creio que seja muito mais fácil convencer todos a se tornarem liberais, e assim o Estado pararia de intervir danosamente no comércio de drogas, do que transformar a consciência das pessoas no sentido de as fazer renegar das drogas. Comparadas as duas empresas, a segunda nem parece verossímil.
  • lidsay  18/04/2013 00:05
    na decada 70,qnd a Holanda descriminalizou a maconha e se tormou uma especie de disney libertária, fumava se em praca pública. desde entao, o trafico so aumentou. A experiencia Holandesa e o recuo das autoridades, derruba o argumento de que a legalizacao tornaria os traficantes inuteis, levando consigo o imenso colar de roubos, assassinatos e corrupcao policial q a repressao provoca.
  • Conservador Reacionário  18/04/2013 00:53
    Você está totalmente desinformado. Saiu recentemente uma notícia dizendo que as prisões na Holanda estão vazias, justamente porque não há criminosos -- exceto os muçulmanos imigrantes que vão pra lá e transformam determinados bairros em zonas proibidas.

    O que houve na Holanda, nesta questão das drogas, foi um problema inerente a todas as propriedades estatais. Os drogados -- aquele lixo humano -- foram para os parques e praças públicas, e transformaram aquilo ali em uma terra de zumbis. Não haveria problema algum se tais localidades fossem propriedade privada. Como não são, houve o inevitável conflito de interesses -- algo inerente a propriedades públicas.

    Caso os governos legalizassem o uso de propriedades privadas para que este lixo humano se drogasse até a morte, não haveria nenhum problema de conflito de interesses. É assim que tem de ser.

    O problema, portanto, não está na descriminalização das drogas, mas sim no uso de propriedades públicas, as quais devem ser plenamente privatizadas. Feito isso, este lixo humano terá de se virar para encontrar alguma propriedade privada na qual se drogar -- ressaltando que, atualmente, as drogas são proibidas mas o lixo humano ocupa impunemente a propriedade pública para fazer suas nojentices. Conhece a Cracolândia?
  • Andre Luis  18/04/2013 04:31
    Morei lá, a trabalho, ate recentemente.

    Curioso que suas ideias não correspondem aos fatos.

    Tens fontes para analisarmos?
  • João Marcos Theodoro  18/04/2013 21:19
    Andre Luis, como teu comentário é ambíguo, não deixando claro a quem tu pedes fontes, venho em defesa do Conservador Reacionário, trazendo esta notícia recente de confiável fonte:

    https://plus.google.com/+JornalOGlobo/posts/YL9hDoebahr

    Complemento:

    www.paraiba.com.br/2013/03/20/55989-realidade-diferente-holanda-fecha-presidios-por-falta-de-prisioneiros
  • lidsay  19/04/2013 01:09
    meu professor de redacao me passou esse site veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/maconha-faz-mal-sim-quem-afirma-e-a-medicina/ muito obrigada pela informacao veridica.
  • Fernando  05/04/2013 14:46
    É certo que o governo dificulta o empreendedorismo, mas traficantes não são pessoas com espírito empreendedorial.

    Eles são meramente pessoas sem escrúpulos em busca de enriquecimento fácil e poder.

    Mesmo que o mercado fosse livre, sempre haveriam pessoas sem escrúpulos prejudicando os outros.

    Antes eu pensava que era bom que as pessoas pensassem mais como os libertários como o Peter Schiff.

    Mas quando leio ele dizendo que traficantes trabalham duro e têm criatividade, eu vejo que é melhor que libertários assim jamais sejam mainstream porque esse tipo de pensamento é vergonhoso. É como um esquerdismo às avessas.
  • Márcio  05/04/2013 14:55
    Além do espantalho da atribuição de frases que não foram ditas (até quando esse tipo de artifício intelectualmente desonesto vai durar?), você não apresenta nenhum argumento racional. Recorre apenas a frases de efeito e a afetações sentimentais. Nenhuma razão e muito apelo à emoção. Contribuição nula para um debate. Sequer sugeriu o que deve ser feito (o que implica que acha perfeito o atual arranjo).

    Tem de melhorar muito.
  • mauricio barbosa  05/04/2013 15:44
    Márcio e Fernando acho eu que vocês dois é que estão sendo emotivos pois a realidade mostra o quanto Peter Shiff está certo,as estatísticas policiais demonstram que essa argumentação é realista e o pior cego é aquele que não quer enxergar,estude com mais profundidade esse assunto e então concluirão que peter shiff tem razão de sobra.
  • Andre Cavalcante  05/04/2013 15:13
    "quando leio ele dizendo que traficantes trabalham duro e têm criatividade, eu vejo que é melhor que libertários assim jamais sejam mainstream porque esse tipo de pensamento é vergonhoso"

    Interessante... Então você não acha criativo o cara criar uma maleta com fundo falso, colocar maconha junto com café para disfarçar o cheiro, traficar coca no salto do sapato... Nada disso é criativo? Interessante o seu sentido de criatividade...

    E trabalho duro... Bem, eu acho que deve ser duro sim matar um concorrente... Também ter que desconfiar de todo mundo que quer ver a tua caveira em ambiente nada amigável... Talvez você ache isso fácil, talvez até já tenha portado uma arma e ameaçado alguém, por isso seja fácil pra você, quem sabe...
  • Rodrigo D.  05/04/2013 18:45
    Nossa, não exige criatividade e nem empreendedorismo?

    Vejamos, o cara tem de selecionar fornecedores, lidar com mão de obra, transportar as mercadorias, não só fugindo da receita mas fugindo de toda a policia e dos concorrentes.

    Tem de lidar com a concorrência imediata (outros traficantes estabelecidos) e a potencial (todo criminoso das redondezas e seus subordinados).

    Tem de lidar com adulteração do produto, marketing boca a boca, garantir a segurança dos pontos de venda. Enfim se essas não são habilidades empreendedoras não sei o que é.

    Fora isso tem de trabalhar 24 horas por dia, 07 dias por semana, sem férias nem nada.

    Sem comentários.
  • Anarcofóbico  05/04/2013 14:58
    Em que pese as boas intenções do autor, é um absurdo sem fim e utópico o cenário imaginado! E devemos ignorar os efeitos extremamente prejudiciais das drogas? Se ela for liberada, estaremos abrindo as portas para uma destruição em massa. Vejam, até mesmo a Holanda se arrependeu de liberar drogas... O que aconteceria com os nossos jovens? O pior, estaríamos obrigando as famílias a darem mais atenção, amor e afeto dentro de casa, para que o jovem não vá usar drogas!

    Agora, ressalte-se que há uma afinidade intrínseca entre o imperialismo e as drogas! Sob o capitalismo a droga é uma mercadoria, o tráfico se organiza como uma empresa que objetiva o lucro. Diga-se de passagem, uma empresa com milhões de trabalhadores precarizados, sem nenhum direito trabalhista e vivendo sob um regime do medo, podendo ser torturados ou mortos em qualquer momento.

    No tráfico de drogas não existe um "livre-mercado". A distribuição e a venda são comandadas por um número reduzido de grupos hierarquizados que controlam a fase mais rentável: a transformação da pasta-base em cocaína. Enfim o narcotráfico é o sonho de produção de todos os grandes capitalistas Em regiões como Califórnia, a maior produtora do mundo, e no Nordeste brasileiro a produção da maconha é comandada pelos latifundiários da droga.

    A luta contra o narcotráfico exige a luta contra a lavagem de dinheiro com um ataque a todo o sistema de circulação de capitais. Com punição exemplar ao grandes traficantes. Fazendo a reforma agrária nas terras em que se produz droga ilegalmente; confiscando o dinheiro e propriedades advindas do tráfico e da lavagem; acabando com o sigilo bancário e centralizando o crédito nas mãos do Estado através da nacionalização dos bancos.
  • Leonardo Faccioni  05/04/2013 15:24
    A despeito da [boa] paródia, a relação entre drogas e imperialismo de fato existiu. Não propriamente com o "imperialismo ianque" (1), mas com o bem mais consistente imperialismo soviético. É essa, ao menos, a tese de Christopher Story e outros em "Red Cocaine: The Drugging of America and the West" (www.amazon.com/Red-Cocaine-Drugging-America-West/dp/1899798048).

    (1) A esquerda americana de fato lançou suas garras sobre o mercado internacional de entorpecentes, verbi gratia, ao monopolizar a cadeia de produção e distribuição da cocaína em mãos das Farc por meio do Plano Colômbia durante os anos Clinton, afirma Olavo de Carvalho (v. www.olavodecarvalho.org/semana/040125zh.htm).
  • Julio dos Santos  05/04/2013 14:59
    Grande artigo!! Como sempre a Escola Austríaca explicando as interações sociais de forma tão lógica.
  • Marcelo  05/04/2013 15:08
    Dadas as condições atuais, o usuário financia, sim, o tráfico de drogas. E temos que lidar com a realidade. Não adianta culpar só o governo pelo dinheiro que tu dá para os traficantes e te isentar atrás de um discurso sobre uma realidade que não está aqui. A questão é hoje, este momento; como está organizada a sociedade e como tua atitude a impacta.

    Só para ficar claro, isso não é um argumento contra a liberação das drogas. Nem entrei nesse ponto.
  • Marcelo  05/04/2013 15:25
    Uma pergunta:

    Vocês seriam a favor da propaganda incentivando o consumo de drogas? E do marketing de amostras grátis, disponível a qualquer um? Já imaginou seu filho, 13 anos, no embalo dos colegas, experimentando gratuitamente a primeira pedra ou cheirando a primeira carreira de graça? E eu ainda colocaria uma guria bonita e descolada, oferecendo "o livre comércio" com um sorriso de criança. Pensem a respeito.
  • Ricardo  05/04/2013 15:39
    Pensei. E concluí que isso não ocorre com o cigarro, que é liberado. Aliás, não ocorre com nenhuma bebida alcoólica, com a exceção da cerveja. Se é essa é sua preocupação, então ela é um baita de um espantalho.

    No que mais, você está é querendo controlar a vida das pessoas, dizendo que elas são imbecis incapazes de saber o que querem ou não. Essa ideologia está bastante em voga hoje em dia. Mas suas raízes estão na Europa da década de 1930.
  • anônimo  05/04/2013 15:45
    Madre mia! É cada espantalho aqui nos comentários. Começo a desconfiar se essa gente é realmente a favor da liberdade. Nêgo dizendo que tudo tem de continuar como está porque, caso contrário, haverá "marketing com amostra grátis, com gurias bonitas e descoladas e um sorriso de criança"!

    Que fase....
  • anônimo  05/04/2013 16:12
    'Pensei. E concluí que isso não ocorre com o cigarro, que é liberado.'

    Porque o governo proíbe.Antes disso eles apelavam mesmo pro público infantil, vide aquele camelo todo personagem de desenho animado da camel
  • Thales  05/04/2013 16:20
    Durante a minha infância, era comum propaganda de cigarro na TV. Nunca fumei e nunca me senti tentado. No final, toda essa tara proibicionista se resume àquela velha propensão de querer mandar na vida dos outros.

    P.S.: entendi perfeitamente o ponto do Ricardo. Nem 8 e nem 80. A descriminalização não tem necessariamente de vir acompanhada de comercial em horário nobre. É a esse tipo de apelação irreal que os argumentos contrários recorrem.
  • anônimo  12/05/2013 00:42
    Aposto como que durante a sua infância o número de fumantes era muito maior do que atualmente!
  • Gustavo  05/04/2013 15:30
    Respeito, mas é a única parte da EC que não concordo (minha opinião): a questão da moralidade... nem precisam responder, eu sei o que dirão à respeito!
  • Thales  05/04/2013 15:39
    Acho que não sabe, não. A EA é uma ciência sem juízo de valor, e totalmente voltada para as ciências econômicas. Ela nada tem a dizer sobre moralidade. Quem tem algo a dizer sobre moralidade é a filosofia libertária, que nada tem a ver com a EA.
  • anônimo  07/04/2013 10:02
    Se não tem nada a ver como é que a única corrente econômica que os libertários defendem é a EA?
  • Thales  07/04/2013 14:51
    Tá por fora, anônimo. Há libertários seguidores do mutualismo, da Escola de Chicago, da Escolha Pública. Há ricardianos e há gente com teoria própria. Os libertários da GMU, por exemplo, se dizem economistas seguidores do "problema da coordenação". E há libertários que rejeitam totalmente Mises e ficam apenas com Menger.

    Há de tudo. A EA é a opção de apenas uma fatia dos libertários. E dos conservadores.
  • João Marcos T. Theodoro  07/04/2013 21:39
    Pelo que estou vendo, eu também estava muito por fora. Pensei que todos os libertários fossem adeptos da Escola Austríaca, isto é, defendessem a liberdade em pleno, e não em parte.
  • Anônimo  07/04/2013 22:54
    Libertarianismo significava originalmente ser contra a iniciação da força em todas as circunstâncias, sem nenhum tipo de exceção. Sim, é um radicalismo e a descrição que utilizo para mim.

    Por sorte, tal defesa radical da ética é possível e traz excelentes resultados no âmbito prático, tornando não apenas a justiça por direito natural um conceito justo como também atraente aos consequencialistas.

    Há mutualistas e libertários de esquerda. Os primeiros são contra qualquer tipo de dívida por uma série de motivos que francamente sou incapaz de entender. Libertários de esquerda são, basicamente, socialistas com um nome mais bonito; eles clamam igualdade socio-econômica mas não por igualdade de autoridade e quando todos estiverem juntinhos e iguais, eles acabam com o estado. Ah, isso não me lembra uma certa filosofia do passado, qual era mesmo? R: omsixraM

    Infelizmente, graças às essas má apropriações do nome, chama-se o libertário original de Voluntarista muitas vezes. Recuso-me a fazer referência a mim mesmo como tal, pois não considero os dois movimentos supra-citados como libertários.

  • João Marcos Theodoro  09/04/2013 03:36
    Anônimo, creio tê-lo entendido, e, se realmente o entendi, devo dizer que em pleno assinto.

    Se libertário é quem defende a liberdade individual de não-agressores sem restrições, então não podem sê-lo esses a quem você se referiu.
  • Fernanda  07/04/2013 00:47
    Concordo com Gustavo...
    Acredito que um local onde há essa experiência de drogas liberadas é a cracolândia, a polícia não se intromete, apenas observa. Aliás, observava, porque agora parece que acabou.
    Discussões acadêmicas distantes de um lado moral e ético não são boas...Isso acontece muito num âmbito jurídico, muitas vezes exacerbadas por uma vaidade intelectual... E conduz a injustiças e tragédias sociais, muitas vezes.

    Vocês já leram o livro "Red Cocaine - The drugging of America"? Recomendo demais, acredito que seria interessante discutir a questão sob os fatos narrados no livro, não há invenção aqui, são fatos documentados.
    anatollipovistliet.blogspot.com.br/2011/10/cocaina-vermelha-narcotizacao-da.html

    Um filósofo uma vez falou que discussões acadêmicas sem a análise do lado político são vazias e até perigosas.

    Na minha opinião, não se faz acordo com coisas abjetas que levam ao prejuízo do ser humano. Simplesmente não se deve cogita-las, quando se começa a relativizar o que é mal, estamos correndo perigo.

    E por fim: certas idéias são tão estapafúrdias, que só um intelectual pra acreditar nelas...Hahahah..Tb adoro essa frase. Galera, bom senso!

  • Bastiat e o conhecimento  07/04/2013 11:12
    Fernanda, acredito que o que você está dizendo é o seguinte: "A esquerda usa as drogas para destruir os jovens e assim obter apoiadores de sua causa comunista. Portanto as drogas devem ser proibidas."

    Por partes:
    "A esquerda usa as drogas para"
    Os partidos de esquerda só conseguem acesso fácil ao mercado de drogas, justamente por ela ser proibida! Não é de desejo da esquerda ou de qualquer outro atual produtor de drogas que a droga seja liberada!! No máximo o que eles desejam é uma regulação da área nas mãos deles, no estilo FHC.

    "destruir os jovens"
    Se a esquerda quer destruir os jovens deliberadamente e se ela controla a proibição para que ela tenha o monopólio como poderia ser compatível com a proibição das drogas??? Não seria mais inteligente liberar as drogas para que produtores mais interessados na saúde dos seus clientes pudessem entrar também??

    "assim obter apoiadores de sua causa comunista"
    Se toda ação do homem com o fim de obter apoio para causa comunista fosse proibida, certamente não poderíamos dar um passo a mais.

    "Portanto as drogas devem ser proibidas"
    Muito Pelo contrário, as drogas assim como qualquer outra coisa devem ser liberadas
    afim de que possa estar competindo no mercado como um produto cada vez mais sadio.
  • Vinicius Costa  05/04/2013 15:30
    O que falta para as pessoas entenderem é que a violência não é intrinsecamente ligada as drogas, mas sim a proibição.

    Hoje só existe violência nesse mercado porque ele é proibido. É só olhar o resultado de proibições de alcool ao longo do tempo. Assim que foi proibido, as gangues apareceram.

    Se o governo amanhã decretasse a proibição da venda e consumo de leite, uma máfia Parmalat surgiria ali também
  • anônimo  05/04/2013 16:15
    'a violência não é intrinsecamente ligada as drogas, mas sim a proibição.
    Hoje só existe violência nesse mercado porque ele é proibido. '


    Ah é? Traficante também ganha dinheiro com um monte de produtos que não são proibidos como as drogas, tipo gás de cozinha, etc.
    Vocês tem uma visão romântica das coisas que não dá pra engolir...violência faz parte da natureza humana.
  • Mario do Esgoto  06/04/2013 03:54
    Você quer dizer que eles recebem gás de cozinha como pagamento pelas drogas ou que além delas também contrabandeiam esse produto?

    Se for o primeiro caso, nada de inesperado. Se for o segundo, isso é resultado da sensação de paraíso fiscal, que eles antes experienciaram com as drogas, aplicada agora em outros tipos de negócios, o que é compreensível.

    Complementando o que o Vinicius disse, a violência - via alternativa - não está apenas relacionada com onde há proibição, mas com onde há sobretudo restrição.

    No mais, dizer que a violência está na natureza humana é como dizer que a cegueira, a paraplegia, a síndrome de down ou o suicídio também estão. Se ela está presente em níveis preocupantes na maioria das pessoas, posso então me considerar um anormal.
  • Vinicius Costa  06/04/2013 12:54
    O traficante tem esse poder graças ao dinheiro vindo das drogas, porque sem elas não teriam como manter uma organização criminosa. É comum que máfias após assumirem o comando de certas áreas passem a cobrar por outros serviços, simplesmente porque elas podem.

    Você está ignorando a causa pra mostrar uma consequência.

    A violência é consequência do poder. Quanto maior o poder, maior é a tendência de abusos. Agora, quem dá o poder para o traficantes são as drogas e não outros serviços.
  • Sérgio  05/04/2013 15:59
    O problema é que as drogas não prejudicam apenas o usuário, mas também todos em volta dele: família, amigos, colegas e quem quer que passe por perto dele. As Drogas transformam as pessoas em animais. Legalizar não vai acabar com esse problema e o único beneficiado será o governo que passará a cobrar impostos exorbitantes e se desobrigará da missão de combater um dos tipos de crime organizado que mais o desafia.
  • Conservador Reacionário  05/04/2013 16:10
    E daí? Sempre haverá derrotados que recorrerão às drogas. Esses fracassados irão usar drogas de um jeito ou de outro. E irão morrer de qualquer jeito. Facilitar o acesso desses perdedores às drogas irá apenas tornar o processo mais expediente.

    Ademais, nunca entendi a tara de alguns conservadores com a proibição. Quando as drogas eram legais, ainda no início do século, as famílias eram mais fortes e mais unidas, e a religião era mais presente. A proibição é uma prática totalmente recente na história humana -- ou seja, é uma prática progressista. A proibição fez com que as famílias relaxassem e entregassem a segurança de seus filhos para o estado. Deu no que deu: uma geração de zumbis imbecis. E tem conservador aplaudindo.

    A única posição conservadora e reacionária coerente é a total liberação das drogas. Não apenas porque sua proibição foi uma política progressista, como também pelo fato de que a liberação irá despachar mais rapidamente todos os derrotados da sociedade. Isso irá liberar recursos escassos e tornará a economia mais próspera.
  • Joao  05/04/2013 17:16
    Excelente resposta. Devo, entretanto, ressaltar alguns pontos de conflito aqui dos comentários:

    1) Existem diferenças entre as drogas, e agrupá-las sob este único rótulo é simplista demais. Maconha, cigarro (e em certa medida, o álcool) são bem menos prejudiciais do que cocaína, crack, heroína e daí pra frente. Prejudiciais no sentido de, além de f**** com a vida do usuário, prejudica quem está à sua volta. Alguém aqui já viu fumante vendendo as coisas de casa para comprar um maço?
    2) Como lidar com esse dano social, na fase de transição para um mercado legalizado, é uma questão interessante. Alguma ideia?
    3) Mercado legalizado = mercado regulamentado. O governo vai lucrar em cima e as tais pessoas dos subúrbios continuarão por fora do mercado de trabalho. Pra elas, não vai mudar muita coisa.
  • Carlos Pommer  05/04/2013 23:07
    Ooops: álcool é uma das drogas mais prejudiciais existentes. Milhões de famílias sofrem por causa dele. Some as mortes causadas por todas a drogas e não vai chegar nem a 10 por cento das causadas pelo álcool, principalmente no trânsito.
  • Sérgio  05/04/2013 18:07
    Pra quem se auto-intitula como conservador...

    Um cara que consome drogas não está apenas prejudicando a si mesmo, mas todos os que estão à sua volta. O caso do cara que virou canibal após consumir a droga é exemplo extremo sobre o que acontece com pessoas que usam drogas. Dependnedo da droga que o cara usa, ele fica agressivo, enfim, é como eu disse, se transformar em um animal.
  • Martius  05/04/2013 19:21
    Sim, Sergio, concondo plenamente; deve ser terrível conviver com usuários de drogas, especialmente as mais pesadas, como o crack; o problema é que a proibição a estas substâncias esta sendo completamente inútil, uma vez que os "entorpecentes" se alastraram como uma metástase. Infelizmente, ainda mais com as características geográficas do Brasil, não há como acabar a entrada de drogas - as penas para o crime de tráfico de drogas aumentaram com a mudança da lei, em 2006, no entanto isto de nada adiantou: pessoas sem perspectivas e aquelas que desejam enriquecimento fácil continuam seguindo esta senda.

    Conforme disse muito bem o colega "Conservador Reacionário", sempre haverá derrotados que usarão todo tipo de drogas, sejam estas legais ou não.
  • Joao  06/04/2013 19:22
    Ok, mas como lidar com as consequências sociais extremamente danosas do vício em certos tipos de drogas (como o crack, cocaína, álcool)?

    Pensando rapidamente, talvez numa sociedade ancap, o sujeito que consome essas drogas poderia ficar sem a cobertura dos seguros (ou com seu preço extremamente aumentado), e assim, desprotegido.

    Já no ambiente mais provável, de sociedade estatizada, é que eu não consigo imaginar um ambiente onde todas as drogas são permitidas (e regulamentadas). O dano social existiria em mesma quantidade. A violência policial deixaria de ser contra os traficantes e comunidades-vendedoras, mas teríamos que empregar a força contra os usuários problemáticos, que roubam/matam pra manter seu vício. E aí, qual o ganho? E qual a alternativa, nesse contexto?
  • Andre  08/04/2013 16:16
    Temos o exemplo da heroína medicinal na Suíça e nas casa de uso seguro na Holanda.
    O fornecimento da droga pelo estado nestes países, tornou o adicto funcional, não se preocupando mais em conseguir a próxima dose.
    Entramos no campo da psicologia, quando o adicto é tratado humanamente e adquire uma certa confiança, sua reabilitação é mais eficiente e rápida.
    Temos o exemplo da Suíça com adictos em álcool. Com o fornecimento de moradias dignas e comunitárias para moradores de rua alcoólatras, ouve uma maior taxa de reabilitação, alguns largaram o vício por livre e espontânea vontade.
  • charles  06/04/2013 06:53
    não sou conservador mas tirei o chapéu para o seu ponto de vista!
  • Joao  06/04/2013 19:26
    E realmente, uma coisa é a violência causada pelo atual estado do comércio de drogas. Mas e a violência causada por usuários?
  • Cesar Massimo  07/04/2013 00:23
    Se um usuário (ou não usuário) de drogas atentar contra direitos básicos de uma pessoas, sua integridade física ou seu patrimônio, será responsabilizado por isso. Entendo que ser usuário de drogas não muda as consequências sobre seus atos.
    Mas no Brasil.....
    Se consumiu álcool e dirigiu, será detido.
    Se consumiu cocaína ou crack, dirigiu,,atropelou 5 pessoas e matou, será hospedado em uma clínica para desintoxicação às expensas do cidadão pagador de tributos.
  • anônimo  07/04/2013 10:08
    O que é difícil de entender, é que o importante NÃO é que o bebo que pega o carro e mata teu filho seja punido.O importante é que isso nem aconteça,que tenha a menor chance possível.
    Agora já to até vendo, vão falar de precogs e o diabo a quatro...
  • Gilda  05/04/2013 16:00
    É certo que, quem vive no Brasil, seja na integral legalidade ou na

    ilegalidade, tem que ser criativo.

    O título do artigo é "Como o governo gera mão-de-obra para o tráfico de

    drogas", tema sob o qual o autor, Peter Schiff, desenvolveu seu artigo.

    tendopor ponto de partida o governo; sim, o Peter foi realista. Tendo por

    vontade tratar da colaboração da corrupção ao mercado de drogas ou do

    fomento que os drogados promovem, o título do artigo teria sido diferente.

    Sem querer defender nenhuma das partes, penso que seria mais instrutivo

    se o foco fosse mantido. Para ilustrar o que foi citado no 2º parágrafo, pego o

    exemplo da minha tia. Havia uma empregada que trabalhava a 9 anos com

    minha tia. Por vários pormenores, não é errôneo dizer que titia a empregava

    mais com o intuito de ajudá-la do que por necessidade de ter uma

    empregada. Com a Lei da Doméstica, a empregada foi dispensada. Ela ainda

    argumentou com titia tentando manter o trabalho mas, assim como muitos

    outros empregadores, titia ficou com receio de sindicatos, advogados, de

    alguém fazer a cabeça da empregada porque 'agora é lei' e acabar sofrendo

    processo do Ministério do Trabalho que, obviamente, terminariam em

    pesadas multas para titia. A empregada chorou muito porque não sabe fazer

    mais nada na vida, tem 5 filhos para alimentar e está caracterizada no grupo

    dos que não tem perspectiva de arrumar outro emprego. A empregada

    mora numa comunidade e contou várias vezes dos convites de trabalho dos

    traficantes aos filhos dela que, por serem menores, ganham mais (estatuto

    da criança proteje menores infratores e gera menos perda de mão de obra

    ao tráfico - é um uso reverso da lei, infelizmente). Na hora que bater a fome,

    qual vocês acham que será a solução à mão encontrada pela empregada?

    Ela vai deixar os 5 filhos ficarem com fome? Creio que não, uma das

    prioridades de uma mãe é a sobrevivência dos filhos (em qualquer cultura,

    em qualquer país, em qualquer planeta). Sob esta visão e tendo por ponto de partida o governo, torna-se clara a geração de mão-de-obra para o tráfico de drogas.

    O governo errou lá atrás, por não ter dado condições da empregada alçar caminhos lícitos que a deixassem em posição financeira mais confortável; errou em pensar numa lei sem analisar profundamente as consequências sociais da questão de forma mais ampla e errou por não trazer junto com a lei a solução para dar o apoio às muitas empregadas que foram dispensadas no mês passado e as que serão dispensadas este mês.

    A lei tem seu mérito, na medida em que empregadas domésticas também devem ter seus direitos como qualquer outro trabalhador mas querer protegê-las apenas à força da pena sem as ações sociais para absorver essa mão de obra é trocar o vento pelo vácuo.

    Assemelha-se muito à abolição dos escravos, que não foi acompanhada de medidas para ocupar ou dar uma vida digna aos negros libertos. Aboliu-se os escravos, todos ficaram em festa, ó que maravilha mas e depois? Vieram as favelas, aumentou a marginalidade e foi dada a partida para tantos dos problemas sociais de hoje que tiveram sua origem numa resolução que não veio completa. Teria sido completa se os negros não fossem soltos à sua mercê, sem ter o como se virar para se alimentar, vestir, calçar, etc.
  • Eduardo Bellani  05/04/2013 17:20
    A lei tem seu mérito, na medida em que empregadas domésticas também devem ter seus direitos como qualquer outro trabalhador mas querer protegê-las apenas à força da pena sem as ações sociais para absorver essa mão de obra é trocar o vento pelo vácuo.

    A lei não tem mérito algum, direitos não são criados na caneta do legislador e a maravilhosa carta del lavoro (CLT) é um dos principais garantidores da miséria no Brasil.

    O site anda atraindo bastante paraquedistas.
    Parabéns ao mises brasil novamente.
  • Renato Souza  06/04/2013 12:45
    Gilda

    Creio que você quis dizer abolição da escravidão.
    Mas não há semelhança nenhuma entre as duas coisas. Escravos eram pessoas que eram OBRIGADAS A FORÇA a trabalhar sem remuneração, lhes sendo fornecida apenas sua manutenção. Empregadas domésticas são pessoas que voluntariamente oferecem seu trabalho, pelo melhor salário que conseguem com a qualificação que têm.

    Você dirá que o salário que elas conseguem é baixo, em vista da riqueza total acumulada da sociedade. Eu responderei duas coisas:

    1. A riqueza total acumulada brasileira não é tão grande assim. A nossa renda per capita é relativamente baixa, e isso em virtude de não sermos muito hábeis em produzir riquezas. Essa nossa dificuldade em produzir riquesas pode ser analisada por três vertentes principais: Temos elementos de nossa cultura avessos à produção. Não temos suficiente capital acumulado (na forma de máquinas, indústrias, infraestrutura). Temos um arcabouço institucional hostil à produção.

    2. As intervenções do governo na economia muito mais atrapalham do que ajudam as pessoas a terem maior ganho. O governo é um destruidor líquido de riquezas, e ainda prejudica a produção de riquezas dos outros agentes econômicos, prejudicando a percepção do mercado sobre os melhores investimentos, seja na indústria, comércio, serviços, agropecuária, mineração, transportes, etc.

    3. A inflação monetária, produzida pelo governo em conluio com os bancos, além de distorcer o cálculo econômico, induzindo a investimentos desastrosos, provoca um transferência de renda dos pobres para o governo e para os ricos, dos poupadores para os grandes tomadores de empréstimos, dos últimos a receber o dinheiro (trabalhadores) para os primeiros (banqueiros e grandes investidores financeiros). A inflação estimula o consumismo, e a hipertrofia do mercado financeiro, desviando preciosos recursos dos investimentos produtivos. A inflação causa instabilidade e crises, que levam trabalhadores a perderem seus empregos.

    Então você tem razão em achar que as empregadas domésticas ganham pouco. Deveriam ganhar muito mais, assim como todos os brasileiros, e isso aconteceria se o irresponsável governo brasileiro não fizesse tanta cagada.
  • Gilda  06/04/2013 13:55
    Oi, Renato.

    Eu estava me referindo apenas à Lei em si. Algumas deveriam vir acompanhadas de Ações Sociais, como as duas que citei de exemplo. Os escravos foram largados à própria sorte, assim como as empregadas domésticas. Muitas são analfabetas ou semi-analfabetas, como conseguirão se sustentarem e aos seus filhos?

    Concordo com tudo que você disse, em relação ao meu comentário e aos comentários de terceiros. Nota-se que é um leitor assíduo, assim como eu.

    Prazer em conhecê-lo!
  • anônimo  06/04/2013 16:45
    'Algumas deveriam vir acompanhadas de Ações Sociais'

    Tradução: quem não tem nada a ver com a história ser obrigado a pagar (sustentando cotas, ação afirmativa, etc)pela escravidão feita pelos outros.
  • Victoria  23/09/2014 23:45
    Não necessariamente; ações sociais não implicam mais gasto de recursos. Se o governo cortasse a carga tributária sobre a cesta básica para diminuir o preço dos produtos básicos em contraponto aos baixos salários e desemprego causados por suas políticas trabalhistas intervencionistas, por exemplo, isso seria uma ação social. E seria uma, imagino, bem melhor do que qualquer política intervencionista que criasse.
  • Leonardo Faccioni  05/04/2013 16:08
    Em um mundo não-libertário que, não obstante, repentinamente se visse livre da "war on drugs", onde qualquer substância fosse de livre e irrestrito acesso a quem quer que a demandasse, por mais violenta que fosse a alteração comportamental, os danos físicos e psicológicos e a alienação radical por si provocada sobre o consumidor e seu meio circundante, o usuário assíduo de entorpecentes certamente seria convertido em passivo do do estado de bem-estar social (e ativo político dos governantes de turno, que assumiriam alegremente a tarefa de, com dinheiro alheio, fornecer os alucinógenos às massas alienadas).

    Liberação das drogas sem prévio esvaziamento das funções do Estado atual, temo, levaria a resultados de médio e longo prazo bastante avessos às aspirações finais libertárias - é dizer, um ainda mais célere agigantamento do Leviatã.
  • Rhyan  06/04/2013 20:09
    Até lá vamos enjaular usuários e vendedores?
  • Joao  07/04/2013 00:37
    Até lá vamos nos concentrar em acabar com as coisas que dão mais poder ao Estado, como o SBRF e o BC.
  • anônimo  07/04/2013 10:05
    Não tem como saber quais são essas coisas, ou como destruir uma de cada vez.Até lá na real vamos ficar atirando em tudo, dividindo a energia, e sabe o que vai mudar? Nada.
  • Fernando Chiocca  05/04/2013 17:19
    Totalmente ridículo Peter Schiff chamar o mercado de drogas de "atividade contraproducente".

    É um mercado que atende uma demanda dos consumidores, como qualquer outro mercado. Pessoas querem drogas pois gostam de drogas. É um mercado como o de vodka, de cigarro e de sorvete.

    Sem noção o cara dizer um negócio desses.
  • Wagner  05/04/2013 19:17
    Cigarros e bebidas alcoólicas são contraproducentes, eles reduzem a produtividade do indivíduo que consume tais produtos. O fato de existir demanda não altera o fato das drogas serem contraproducentes.
  • Julio dos Santos  05/04/2013 20:22
    Wagner, dizer que maconha é contraproducente para um esportista eu concordo, mas daí o cara tá sendo burro fazendo isso, é como um atleta usar um colete a prova de balas para aumentar seu desempenho numa corrida. A droga, como qualquer outro produto, contribui para algo que o demandante deseja. Para mim, por exemplo, a bebida alcoólica serve como meio producente de interação social, o café para aumentar minha produtividade no trabalho e a aspirina para amenizar os efeitos de um resfriado. Imagino que alguém possa necessitar de maconha para criar uma obra de arte, cocaína para ir trabalhar, cigarro para amenizar o estresse, etc.
  • Hueber  05/04/2013 21:07
    Agora tu vai ter que provar o que vc disse. Muitos escritores dão crédito ao álcool e a nicotina como meios de inspiração. Vários intelectuais e cientistas foram amantes da birita e do cigarro e nem por isso foram menos "produtivos". Alias esse conceito de contraproducente é totalmente subjetivo. Então por favor, me poupe.
  • Fernando Chiocca  05/04/2013 21:24
    Poizé.. Tenho um amigo, arquiteto premiado internacionalmente, que só trabalha chapado de maconha.

    O Wagner é uma pobre criatura que tem a opinião moldada pela propaganda estatal da falida guerra contra as drogas.. Vai repetir o que a tv disse pra ele..
  • anônimo  06/04/2013 09:49
    'Tenho um amigo, arquiteto premiado internacionalmente, que só trabalha chapado de maconha.'

    Isso porque nessas áreas 'artísticas' qualquer porcaria que o cara faz ta valendo.Antigamente ainda existia algum critério, hoje não, tudo é arte.Esse é um feito da cultura moderna.E não é por acaso que é bastante comum ver ator, cantor, artista defendendo o welfare state,essa é uma área muito fácil de qualquer idiota entrar.
  • Thales  05/04/2013 21:10
    O 'contraproducente' do artigo claramente se referiu às drogas ilegais, como cocaína, heroína e crack. Nada a ver com álcool e tabaco.
  • Fernando Chiocca  05/04/2013 21:28
    Nossa Thales, é sério que o artigo sobre mercado de drogas ilegais estava se referindo as drogas ilegais e não a álcoll e tabaco?

    Genial!!

    Eu apenas apontei como o autor foi obtuso em chamar este mercado de contraproducente, quando ele não tem diferença nenhuma de outros mercados que servem apenas para satisfazer vontades humanas.

    Sorvete é algo completamente inútil, "só" serve para satisfazer um desejo humano... assim como as drogas hoje ilegais, o álcool, o tabacco, o frisbee, o livro e as corridas de fórmula 1.

  • Thales  05/04/2013 22:01
    Prezado Fernando, meu comentário não se dirigiu a você, mas sim ao Wagner, que aparentemente não entendeu isso.
  • Leandro  05/04/2013 22:05
    Opa, corrida da Fórmula 1 não está nessa categoria de supérfluos, não!

    Todos os grandes avanços automotivos, tanto na área de tecnologia quanto na área de segurança, passaram antes pelas pistas de F1. A F1 é o esporte mais útil que existe; é o que mais gera benefícios diretos para o cidadão comum. Aliás, é o único. Todos os outros esportes que não sejam a motor não passam de meros formatos modernos de tortura medieval.
  • Fernando Chiocca  05/04/2013 21:59
    Falou bobagem, Wagner.

    Cigarros podem desestressar e aumentar o rendimento do trabalho.. e tem outros trabalhos que as pessoas só conseguem fazer depois de beber.. ou fazem melhor.. E não estou falando de trabalhos "da vida" ou perigosos.. Conheci um cara do ramo da moda, superprodutivo, que trabalha de manhã até a madrugada, com uma garrafa de whiskey sendo secada.

    E cocaína é tão "producente" que é considerada até dopping.
  • Renato Souza  05/04/2013 22:20
    Fernando

    Se você quis dizer que drogas não fazem mal à saúde e à mente das pessoas, você está totalmente errado. Há milhares de pessoas só em São Paulo demandando o serviço de libertação do vício das drogas. Sofrem um bocado, no início do processo, o que indica que estão dispostos a pagar um alto preço em sofrimento para se livrarem das drogas. Muitos expressam o desejo de se livrar das drogas, mas temem o processo,ou não conseguem passar por ele. Porque demandam algo (libertação das drogas) que, para ser obtido requer um sofrimento grande, insuportável para muitos? É claro que para essas pessoas, droga é um problema grave. E é um problema para milhões de familiares.

    Quanto à maconha, você está muito mal-informado. Considerada uma droga até relativamente leve para adultos, é uma destruidora de cérebros para adolescentes.
  • Wagner  08/04/2013 11:49
    Chiocca:
    1. Em momento algum te ofendi, claramente você não passa de uma criança mimada. Qualquer pessoa com um ponto de vista diferente do seu é um "socialista, apoiador do estado que sofreu lavagem cerebral", já vi você atacar dessa forma várias pessoas nesse blog e isso apenas prova como você é ignorante.
    2. Funcionários que fumam maconha na noite anterior ao trabalho chegam atrasados, ficam distraídos e não produzem de forma eficiente; Cigarro pode reduzir o stress mas ele diminui seu tempo de vida e causa doenças, até onde eu sei morte e doenças são contraproducentes;
    3. Eu imagino que você nunca teve ou gerenciou uma empresa, mas em grandes fábricas são desprendidos recursos para tentar controlar o consumo de drogas pelos funcionários.

    Vamos à exemplos agora:
    Uso de drogas na indústria causa 500 mil acidentes por ano. Disponível em bit.ly/10H83QN

    "No Brasil, o consumo de álcool e outras drogas afeta parte considerável dos 82 milhões de trabalhadores. O País perde por ano US$ 19 bilhões em absenteísmo, acidentes e enfermidades causados pelo uso das substâncias, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID."

    124 mil pessoas foram afastadas do mercado de trabalho devido ao consumo de drogas. Disponível em: bit.ly/10H8OcH

    "De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, são em média 500 mil acidentes por ano e quatro mil deles resultam em morte. Dados estatísticos demonstram que 35% dos acidentes de trabalho têm como causa o uso álcool e/ou drogas. Os usuários têm cinco vezes mais risco de sofrer acidentes."


    Chiocca, seja menos emocional e mais racional e pare de agredir os outros gratuitamente, você é muito velho para ficar se comportando feito criança.
  • Fernando Chiocca  11/04/2013 02:12
    Racional é achar que só existe um tipo de trabalho, que é o trabalho autômato em fábricas?.. Super racional esse rapaz!
  • anônimo  11/04/2013 16:07
    Se for pro lado do trabalho racional é pior ainda. Nunca vi um campeão de xadrez falando dos benefícios de ficar com a cabeça lerda cheia de maconha.É sempre o povo das 'artes', arquiteto, estilista, cantor etc que fazem apologia disso.Isso porque nas 'artes' qualquer porcaria ta valendo. Hoje em dia TUDO é arte. Até um lixo como o funk é arte. E pra variar essa mudança foi obra de quem? Dos intelectuais esquerdistas.
  • Sérgio  05/04/2013 23:44
    Libertário defendem a descriminalização das drogas alegam que é apenas um "problema individual". Se fosse só um vício individual não seria problema. Mas o problema é que as drogas transformam as pessoas em monstros. E muitos usuários cometem crimes contra a via e a propriedade para financiar o vício. Entao não é só um problema individual.
  • anônimo  06/04/2013 01:29
    Sérgio, já percebi que você adora usar hiperboles pra tentar deixar seu texto mais dramático. Isso não engana.

    Sabe o que também faz as pessoas se transformarem em monstros? Ciúme. Ele é a causa de milhares de mortes todo ano, algumas muito cruéis por sinal. Agora, qual a solução pra resolver esse problema, proibir o ciúme ou punir os crimes motivados por ele?


  • anônimo  06/04/2013 09:58
    É óbvio que ele disse contraproducente no sentido de que o vício em algumas das drogas ilegais é praticamente um suicídio.Já quem passa a vida assistindo fórmula 1 só perde algumas horas do fim de semana.

  • Leonardo Couto  06/04/2013 12:15

    Se fosse por isso, Sérgio, teríamos que eliminar as pessoas mais levianas e que têm mais dificuldade em raciocinar - como em perceber que sua posição é imoral e contraproducente -, pois sua chatice prejudica muitos em sua volta, ou em volta do site que elas (pelo jeito inutilmente) leem.

    Quando se advoga pela não proibição das drogas não se está discutindo a danosidade da prática para o usuário; o ser humano não deve satisfações de seus atos inviolantes a ninguém. E esses atos inviolantes, ou seja, voluntários, não-coercitivos, livres, não devem ser violados por ninguém. Não bastasse a imoralidade em se destituir uma pessoa de seu livre-arbítrio, perigosas conseqüências podem repercutir a partir do ponto em que se considera a liberdade inata dos indivíduos sujeita à análise; ou como você pensa , mais soberbamente, à SUA análise.

    Acho infeliz a alegação de benefícios às drogas como contra-argumento, muito infeliz. Além do mais, contra-argumentos assim pressupõe que há a necessidade de se prestar contas a um indivíduo para ter suas ações justificadas e legitimadas. O pensamente de liberdade passa longe dessa consideração, nossas ações são legítimas, passíveis de serem feitas, na medida em que não violam o livre-arbítrio de ninguém. Podem até ser imorais, mas nem por isso deixam de ser legítimas; e nem por isso sua coibição violenta deixa de ser injusta, ou deixa de ser imoral.

    As mostras de descompaixão e frieza também não são pré-requisitos para a defesa do que é livre, do que é justo, e, por isso, do que vale a pena lutar: livre-arbítrio. Um grande erro que não podemos cometer é incorporar os espantalhos, temos que manter nossa posição porque ela é justa, moral, e livre; não porque os admiradores de grilhões a condenam.
  • Bastiat e o Conhecimento.  06/04/2013 19:01
    Por ser proibido, a chance de ter cientistas trabalhando no sobre drogas recreativas é menor, e por esse motivo a chance do produto droga causar mal é maior.
    Caso fosse liberado a probalidade de drogas fazerem mal portanto seria obviamente menor a um ponto que as drogas seriam vistas como outro produto.

    Caso a pessoa que tivesse inventado o paraquedas tivesse morrido, e o estado proibisse o paraquedas, o ato da proibição estagnaria a evolução do paraquedas.

    Libertar a economia é muito mais do que libertar o que existe, mas também acima de tudo libertar o que não existe e que poderia ser muito superior ao estado atual.
  • O Observador  06/04/2013 22:20
    Não sei o motivo, mas me veio à mente o "Soma".
  • Drogas transformam as pessoas em monstros  06/04/2013 22:38
    Vocês vêm falar em livre arbítrio? Leiam isso:


    08/06/2012 10h48 - Atualizado em 08/06/2012 11h06
    Canibalismo pode ser novo efeito de droga sintética disseminada nos EUA
    País registrou alguns casos de canibalismo recentemente.
    Em um deles, homem nu foi visto comendo rosto de indigente.

    Da France Presse

    A droga "Cloud Nine" e outras substâncias sintéticas conhecidas como "sais de banho" podem provocar uma sensação de relaxamento extremo, ataque de pânico, apoplexia ou, inclusive, converter o usuário num canibal da noite para o dia.

    Segundo agentes da ordem em Miami (sudeste dos Estados Unidos), esta teoria pode explicar por que um homem nu comeu há algumas semanas, em plena luz do dia, os olhos, o nariz, as bochechas e a boca de um indigente.

    "Devemos esperar os informes toxicológicos para poder afirmar esta possibilidade", declarou à AFP a porta-voz da administração antidrogas americana (DEA), Barbara Carreno.

    Mas, segundo ela, certamente percebe-se um comportamento estranho na atitude do homem, identificado como Rudy Eugene. "Estas substâncias químicas são muito perigosas. Existem pessoas que as utilizam e depois dizem 'Não vou prová-las mais. Dão medo'", acrescentou Carreno.

    A "Cloud Nine" é uma das muitas substâncias sintéticas com nomes sugestivos - como "Ivory Wave", "Vanilla Sky" ou "White Lightning" - conhecidas como "sais de banho", que contêm derivados de um estimulante cerebral.

    Proibida em vários estados do país e na lista de drogas controladas pela DEA desde outubro de 2011, a "Cloud Nine pode ser comprada legalmente em lojas ou postos de gasolina, além da internet.


    g1.globo.com/mundo/noticia/2012/06/canibalismo-pode-ser-novo-efeito-de-droga-sintetica-disseminada-pelos-eua.html



    29 de Junho de 2012•15h13 •atualizado em 22 de Janeiro de 2013 às 16h03
    Médico: droga que fez homem comer cão torna pessoa um monstro
    Os "sais de banho" são um tipo de novas drogas criadas em laboratório que geram comportamento violento Foto: APOs \"sais de banho\" são um tipo de novas drogas criadas em laboratório que geram comportamento violento Foto: AP

    Mariana Bittencourt

    Um crime cometido no início deste mês chocou os moradores da cidade de Waco, no Estado americano do Texas: um homem que havia fumado maconha sintética matou e comeu um cachorro. Michael Daniel, 22 anos, agrediu e estrangulou o animal após consumir a droga. Em seguida, ele mordeu o cão, arrancando pedaços de carne, segundo a polícia. Este e outros crimes violentos alertaram as autoridades dos EUA para o consumo de novas drogas sintéticas.

    Criadas em laboratório, essas substâncias são capazes de transformar usuários em "monstros", segundo o médico diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital de Clínicas de São Paulo, Antony Wong. Relatos da polícia americana à imprensa local confirmam: cresceu o número de prisões de indivíduos muito alterados. Em Waco, Daniel disse que havia consumido maconha sintética, também chamada de K-2. Mas existe outra droga desse tipo considerada nova e perigosa - os "sais de banho".

    De acordo com o médico Antony Wong, essas drogas são como "um crack piorado". "O efeito dessas drogas é muito grave porque torna a pessoa literalmente um monstro. Não é nem um animal, é um monstro, porque ela não tem como controlar suas emoções nem sua força", afirmou o médico. "É como se o cérebro delas se desconectasse do resto do corpo", disse. "As pessoas que usam ficam gratuitamente violentas, agressivas, a tal ponto de matar sem ter nenhuma noção de por que fizeram isso", afirmou ele.

    noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/medico-droga-que-fez-homem-comer-cao-torna-pessoa-um-monstro,270c77519f7da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html


    Como vocês podem ver nas notícias acima, nós não estamos tratando apenas de um "vício individual". Como disse o médico, essas drogas não transformam as pessoas em um animal, mas em um MONSTRO. Os usuários ficam agressivos, violentos, descontrolados e podem se tornar até canibais. Sério que estamos tratando apenas de "livre arbítrio"... Cadê a PNA, porra?
  • Rodrigo D.  07/04/2013 05:18
    Se tudo isso daí for verdade, o mercado vai acabar com ela. Nenhum usuário quer virar canibal, morrer ou ser preso com uma dose. Pode ficar tranquilo que essa vai sumir rapidinho do mercado.

    Usando o mesmo raciocínio, podemos dizer que o futebol causa algo parecido, já que em todo jogo alguém morre ou sai ferido. Em outras palavras, tem de proibir tb.

    No mais, pegar casos extremos para justificar uma posição não é uma boa estratégia.
  • anônimo  07/04/2013 14:55
    'Nenhum usuário quer virar canibal'

    Nenhum usuário quer virar um zumbi, e mesmo assim eles viram
    www.crystalmethaddiction.org/templates/crystalmethaddiction-org/images/Crystal_Meth_Effects_on_users.jpg
  • edison  05/04/2013 18:02
    Êstá faltando a abordagem completa sôbre o problema das drogas. Por exemplo: A ligação PT/Farcs colombianas concretizada desde 2000/2001 através do Fôro de São Paulo e a ligação do tráfico com políticos esquerdistas e a troca de favôres entre os mesmos. O govêrno diz estar preocupado com internações compulsórias de dependentes de cracolândias, e ao mesmo tempo estuda a liberação da maconha, desde a "genial" intervenção de FHC e outros iluminados. O Brasil,coincidentemente, durante a gestão esquerdista,deixou de ser rota do tráfico para se transformar no segundo maior mercado consumidor da cocaína (do planêta). George Sorus,mega investidor, é proprietário de extensas áreas de terra na Bolívia. Para plantar café? Boa parte dos govêrnos "bolivarianos" esquerdistas são simpáticos e apoiadores de um território independente dentro da Colômbia a fim de que o tráfico tenha status de legalidade. As brandas leis brasileiras incentivam a ilegalidade, a contravenção e o crime. Parafraseando o filósofo Olavo de Carvalho: "O Brasil é um hímen complacente que aceita até piroca de rinoceronte."
  • Fernanda  07/04/2013 01:56
    Parabéns Edilson!!!

    Está faltando isso mesmo!! Faltam as implicações políticas dessa engrenagem! Seu ponto de vista é o de um verdadeiro cidadão.
  • Martius  05/04/2013 19:05
    O uso de drogas está quase liberado; não acredito que altere muito o número de usuários; veja a brandura do art. 28 da Lei 11.343; mesmo quando era o antigo 16 da Lei 6368, onde o "noiado" era preso, o número deles aumentou demais, especialmente com o advento do crack, que é uma droga realmente muito poderosa.

    A sociedade tem, na realidade, uma escolha terrível a fazer: continuar com esta guerra, que somente vem dando prejuízos, ou tentar algo diferente, uma legalização, e aturar viciados em todos os locais (não o fazemos com os bêbados?). Quem deseja conviver com amigos, vizinhos, p.ex, que vivem "doidões" após uso de todo tipo de droga? Mas este cenário já não vem ocorrendo?

    Sobre atuações duras da Justiça, Polícia, Ministério Público, estes podem fazer excelentes trabalhos, inclusive descapitalizando traficantes milionários, confiscando carrões, casas... mas não podem sopitar o desejo dos usuários por drogas, tampouco podem fazer com que qualquer pessoa, a qualquer momento, se decida a arriscar a vida neste mundo; grandes traficantes possuem contatos com fornecedores no exterior e na fronteira, mesmo completamente quebrados, como já são conhecidos, têm facilidade maior em comprar drogas fiado e pagar após vendê-las, ou colocar seus soldados para cometer roubos, e outros crimes para conseguir dinheiro e fazer a roda do tráfico girar novamente; para finalizar, lembremos que já é lugar comum que quando um traficante morre ou é preso, em pouco tempo surge outro e assume seu lugar.

    Enquanto desmedidos esforços estão voltados ao combate ao tráfico de drogas, trabalho de Sísifo, incontáveis ladrões, estupradores, estelionatários estão sem receber punição.

    Texto muito longo, não tocarei no tema liberdade de cada um fazer o que deseja com sua vida.
  • mauricio barbosa  05/04/2013 20:17
    PESSOAL as drogas sendo liberada seus preços irão cair,é a lei da oferta e da procura em ação,pois ela hoje atrai a bandidagem pelo seu alto preço,isso é parafraseando Leandro Roque lógica econômica,como disse antes estudem mais economia para entender que a proibição é que eleva o preço destas drogas e não os traficantes,ou seja em sendo elas liberada a concorrência derruba o preço dessa demanda reprimida que existe neste mercado imoral para alguns e normal para outros igual o gigantesco mercado de bebidas.
  • Típico Filósofo  05/04/2013 22:38
    Vejo-me na necessidade de elogiar o senhor Schiff. Em primeiro lugar, simpatizei de forma inimaginável com sua compreensão para com a dor dos jovens vindos de famílias carentes, sendo ele pertencente à uma classe de judeus extremamente rica, é admirável sua rara sensibilidade para com os problemas de outros.
    Senhor Schiff, se tivesses tido aulas em uma de minhas classes, com certeza teria sido um homem novo e de fato comprometido com a justiça social, com a reivindicação dos direitos dos pobres sobre tudo que pertence a outros e com a criação de uma educação pública de qualidade.

    Perdoem-me por humanizar ainda mais o artigo com o pensamento de Rousseau, Paulo Freire e Antônio Cândido(O melhor professor que já tive), porém criminosos, sequestradores, assassinos em série e estuprados não nascem de tal forma; sofreram abusos na infância e isso os induziu ao crime. Nenhum homem nasce mau, é a sociedade que o corrompe ao oferecê-lo uma educação melhor que a de outros. São crianças nascidas em famílias desestruturadas pelo capitalismo e que nunca tiveram opção senão o crime. Quando assisto a um caso de crime pela TV, não fico estupefato ao ver o rosto do criminoso e desejar um castigo divino sobre ele, como faz a classe média alienada; imagino os horrores que tal pobre jovem sofreu e que por tais traumas, cometeu o crime.

    A família PRECISA ser substituída pelo estado quando não for capaz de atender a seus compromissos para com as crianças. Impedir que o estado proíba drogas, proíba a propaganda infantil, impeça o consumismo de seus pais e proíba o brinquedo no Mc'lanche feliz é um exemplo de pouca inteligência. Apesar de admirá-lo por sua sensibilidade emocional inédita entre austríacos, sua arrogância como um homem de meia idade já agarrado às idéias reacionárias de seus mestres burgueses rompe o texto ao meio.

    Ele deseja menos impostos e legislação trabalhista. O grande problema da questão é que é apenas com impostos que criaremos uma educação e uma saúde públicas de qualidade, como um burguês, será contra a tributação; esquecerá seus benefícios aos mais necessitados(Perdem 75% de sua renda real, porém tal gasto é dado em prol deles próprios e do bem comum).

    É imprescindível que apareça mais estado e menos mercado para solucionar os problemas atuais. Apenas com o fim do conservadorismo individualista irracional no Brasil que ofereceremos uma educação pública de qualidade e salvaremos os pobres jovens do crime, da ignorância, do desemprego, da fome, da falta de roupas, da incapacidade esportiva, da alienação, do consumismo, de qualquer tipo de problema de matemática e solucionaremos todos os problemas do país.
  • Thales Bicalho  06/04/2013 07:04
    "A família PRECISA ser substituída pelo estado quando não for capaz de atender a seus compromissos para com as crianças. Impedir que o estado proíba drogas, proíba a propaganda infantil, impeça o consumismo de seus pais e proíba o brinquedo no Mc'lanche feliz é um exemplo de pouca inteligência."

    Só queria saber de que forma poderia o Estado "substituir a família", e qual a definição de "não ser capaz de atender seus compromissos para com as crianças", é uma arrogância tipica de progressistas que pensam saber o que é melhor para outras pessoas.

    outro ponto que queria abordar: "Ele deseja menos impostos e legislação trabalhista. O grande problema da questão é que é apenas com impostos que criaremos uma educação e uma saúde públicas de qualidade, como um burguês, será contra a tributação; esquecerá seus benefícios aos mais necessitados(Perdem 75% de sua renda real, porém tal gasto é dado em prol deles próprios e do bem comum)."

    Por que necessariamente a educação e saúde têm que ser públicas? por acaso sem os tais impostos as pessoas não poderiam sozinhas bancar e decidir qual serviço melhor atende suas necessidades? de novo querendo tomar decisões pelos outros. E conforme o grande Peter Schiff disse no texto, os tais impostos e encargos que você deseja pra implementar seu projeto de "educação e saúde universais", são justamente o que expulsa essas pessoas do mercado de trabalho formal e as impede de poder com seus próprios esforços lutar por uma condição de vida melhor. É essa retórica progressista de pretender saber o que é melhor para as outras pessoas que eterniza a situação de miséria desses indivíduos. Estude um pouco mais de economia e talvez você entenda melhor a dinâmica da pobreza.
  • Geovane  05/04/2013 23:14
    No Marrocos, o álcool não é proibido por lei, mas são raros os que bebem (obvio que a cultura funciona muito mais que leis). Já a maconha é largamente utilizada e cresce como mato nas beiras das ruas. Quando a pressão européia forçou o governo de Marrocos a proibir a comercialização da maconha, que era uma das poucas atividades que geravam riqueza para o povo, o preço foi as alturas e a produção marginal se especializou em haxixe mais forte, já que é mais fácil de esconder e transportar. Assim os recém traficantes fizeram fortuna e a violência aumentou drasticamente, enquanto o povo empobreceu e muitos dos que cultivavam, que nem sequer sabiam da proibição, foram presos e humilhados de forma violenta.

  • charles  06/04/2013 07:01
    acho que muitos aqui estão fazendo uma grande confusão com a palavra DROGA!

    pra começar, o café que voce toma é uma droga... o remédio que você toma é uma droga... o vinho é droga, o cigarro é droga...

    quando as pessoas falam mal das drogas eu fico pensando se elas nunca tomaram café ou remédios... eu fumo maconha toda semana, e me cosidero bem menos drogado que um cara que sai pra beber e passa horas no boteco...

    me considero tão drogado quanto varias pessoas viciadas em café... estou vendo que existem pouquíssimos libertários por aqui... vejo mais pessoas que ainda se usam de conceitos de direita e esquerda.
  • anônimo  06/04/2013 12:02
    E daí? Se for assim o chorão morrendo de overdose de cocaina ainda se considera menos drogado que um bebedor de cachaça
  • Charles  06/04/2013 18:04
    o chorão nem morreu por causa da cocaína... tanto é que o cara cheirava direto.

    ele morreu porque fez um cocktel de drogas incluindo nesse cocktel alguns remédios de tarja preta comprados legalmente na farmácia...
  • outro anonimo  06/04/2013 18:29
    E agora ser libertário é defender o uso de drogas? Faça-me o favor...
  • charles  08/04/2013 11:51
    eu nao disso isso... eu só quis dizer que quem é libertário não tem esse preconceito todo com drogas...
  • Neto  08/04/2013 17:27
    Nada a ver, eu sou e tenho sim. Eu não gosto nem de álcool, mas por mim quem quiser se matar que se mate.
  • anônimo  07/04/2013 11:13
    'eu fumo maconha e me considero tão viciado quanto quem bebe café'
    = 'eu cheiro cocaína e me considero tão viciado quanto quem bebe café'
    = 'eu uso um cocktel de drogas e me considero tão viciado quanto quem bebe cachaça'

    Você trocou seis por meia dúzia.
    Viu como é ruim matar neurônios?
  • Leonardo Couto  07/04/2013 19:51

    Na verdade, Charles, você é que está fazendo confusão.

    Droga não foi utilizada no contexto dessa discussão como sinônimo de Substância Psicotrópica. Ela foi utilizada para denotar as substâncias que, por seu elevado grau de prejuízo à saúde, são proibidas pelo estado. A proibição é incorreta, mas fazer vista grossa a toda repercussão biológica que o uso da maconha produz é mentir. Essas drogas não são enquadradas na categoria do cigarro e do álcool por algum motivo, se seus danos fossem tão insignificantes quanto alguns usuários advogam, seriam tratadas como estes dois.

    Você não precisa tentar justificar para ninguém a sua opção de entrar para a categoria dos drogados. É moralmente incorreto, mas é um ato soberano seu. Não se pode usar da força para lhe impedir de arruinar sua saúde, é uma liberdade sua. Ademais, você iludindo-se ou não será alcançado pelas consequências de suas escolhas.

    Sei que deve ser difícil para um usuário ouvir posicionamentos contrários e fatos negativos sobre sua "erva mágica", até mesmo devido à dependência causada por ela - ainda que esse risco seja menor se comparado a outras drogas, é claro que a base de comparação é infeliz -, mas ao menos tente não alardear mentiras. Isso é feio.

    Segundo os princípios da liberdade, não se precisa concordar com uma prática soberana imoral para condenar sua proibição. Tanto que se pode falar pela liberdade das drogas. Assim como você abrandou o ser drogado, posso louvar o ser livre desse quadro.

    Abraços e melhoras!
    Orarei por você.
  • charles  08/04/2013 11:54
    não precisa orar por mim não cara!

    e só pra te informar, a maconha só é proibida por questões comerciais... leia essa matéria: super.abril.com.br/maconha/

    a maconha faz menos mal que o alcool...

    não seja hipócrita de me tratar como um superdrogado, quando na verdade, se você beber uma cerveja vai estar fazendo mais mal para sua saúde do que eu quando acendo um cigarro de maconha...
  • Cat Nip  08/04/2013 17:09
    Leonardo Couto, o teu posicionamento foi muito respeitoso, mas no caso da maconha - pra ser mais específico, acho que você está sendo muito inocente achando que a proibição da maconha, encabeçada pelos EUA uns 50 anos atrás, tem a ver com saúde pública.

    Se fosse assim, porque o cânhamo também é proibido, sendo que é uma planta que não contém nenhuma substancia psicoativa, mas poderia ser uma alternativa muito mais sustentável ao algodão ou outras fibras que necessitam de vários agrotóxicos e produtos químicos? Não acha que há interesse$ por detrás da proibição?

    Isso sem mencionar o uso medicinal da maconha, ou será que esses pesquisadores que defendem o uso medicinal estão todos errados?

    Nunca achei nenhum dado no Brasil dizendo quantas pessoas morrem por ano por causa da maconha, ou são internadas em hospitais por causa dela. Acho que qualquer argumentação teria que levar isso em consideração. Existe, no entanto, dados referentes ao álcool, e mesmo assim as pessoas podem usá-lo como quiserem.

    "A proibição é incorreta, mas fazer vista grossa a toda repercussão biológica que o uso da maconha produz é mentir."
    Muita coisa que você ingere tem uma repercussão biológica, inclusive frituras, refrigerantes, etc.. deveríamos proibí-los também?

  • Leonardo Couto  11/04/2013 20:30

    Na verdade, Cat Nip, não sou contra o uso da força para impedir que alguém use essas substâncias destrutivas, como deixei claro no meu comentário tanto na parte que você destacou quanto na seguinte:
    "É moralmente incorreto, mas é um ato soberano seu. Não se pode usar da força para lhe impedir de arruinar sua saúde, é uma liberdade sua."

    Eu estava tentando dizer que não é imoral proibir a maconha por ela supostamente não fazer "muito mal", alegação que contestei, mas sim porque é um ato soberano de um indivíduo, ele não viola o livre-arbítrio de outrem no uso desta droga.

    Nada disso quer dizer que esse uso é certo, moral, ou que é pouco danoso; a imoralidade da proibição não está vinculada ao grau do malefício que a droga exerce, mas sim ao fato de que seu uso per si não viola o livre-arbítrio de ninguém. Contudo, é claro, sendo qualquer agressão a terceiros, a qual é menos provável nas drogas mais comuns, passível de todas as punições; porém impedir o consumo das drogas mais comuns alegando agressão iminente não faria sentido ao menos que também se proibisse a própria convivência humana.

    Porém vale dizer que, se uma droga indubitavelmente exercer alterações severas no comportamento do usuário, a ponto de seu uso caracterizar um explícito risco ao quem está próximo, a incapacitação do usuário, por exemplo, tão logo ele fizesse seu uso seria um legítimo ato de defesa. Acredito que um usuário teimoso só poderia utilizá-la se aceitasse ser encarcerado durante o transe. Pra essas drogas, o raciocínio é o mesmo de quando um assaltante aponta uma arma para você: Não precisa esperar a explicitamente óbvia agressão ocorrer para que seja legítimo agir com uso de força.
  • Someone  07/04/2013 05:48
    Sou libertário e embora nunca tenha consumido drogas e nem pretenda consumir, sou a favor da liberação geral e irrestrita das drogas, pelas razões que todos sabem: já li o capítulo do Walter Block sobre as drogas e sou fã dos discursos do Ron Paul a respeito.

    Mesmo assim, acho que o genial Peter Schiff errou a mão nesse artigo.

    Pela seguinte razão: fora dos livros, isto é, na vida real, o traficante de drogas "não é" o sujeito empreendedor e com capacidade empresarial, que faz um país crescer.

    Moralidade a parte, o comércio de drogas é tão absurdamente perigoso, que só mesmo uma personalidade completamente irresponsável e psicopática entraria no ramo.

    Então, os atuais traficantes são a escória da sociedade, e a experiência mostra que são os mesmos que cometem furtos qualificados, roubos, assassinatos e até estupros.

    Vem tudo num pacote típico de pessoas narcisistas e irresponsáveis, que só pensam no presente e descontam o futuro.

    O perfil típico do traficante é bem diferente do perfil do "sacoleiro" (este sim um sujeito que na maior parte das vezes é honesto, empreendedor, criativo e apenas foge da opressão estatal).

    Não se mistura. O sacoleiro médio jamais aceitaria uma proposta de tráfico internacional, ainda que este seja bem mais lucrativo, justamente porque avalia os riscos e não é irresponsável.
    Então, não misturem.

    Se botarem uma pena de 30 anos pra quem comercializar chocolate, o tráfico de chocolate vai atrair a pior espécie de ser humano. Acho até que o próprio Walter Block já falou algo nesse sentido.
  • Leonardo Couto  07/04/2013 19:20

    "Sério que estamos tratando apenas de 'livre arbítrio'...?"

    Sim, estamos. O princípio do livre-arbítrio se aplica ao se usar da foça para com o usuário, pois na medida em que ele viola o livre-arbítrio de terceiros, ele é destituído do seu. Na medida em que o usuário usa da força para cometer essas barbáries, passa a ser lícito e moralmente correto usar da força para detê-lo e para puni-lo.

    Mais, acho que nesse caso, a presença do usuário junto a terceiros, nesse estado, representa um explícito risco de agressão. Sua proximidade a outros indivíduos, assim, representa uma óbvia iminência de uso de força agressora. Por isso, impedir forçadamente que haja essa situação de proximidade seria um legítimo uso de força e teria caráter defensivo. Esse raciocínio se aplica também a outras drogas e situações onde o uso da força é indiscutivelmente iminente; se um assaltante apontasse uma arma para você,
    não seria preciso esperar o tiro para agir.

    Se esse indivíduo, mesmo ciente dos efeitos dessa droga monstruosa, quisesse usá-la, só seria injusto usar da força para controlá-lo se ele não apresentasse clara ameaça aos outros quando sob o efeito da droga. Acho que um usuário teimoso só poderia usá-la em um jaula; se não, qualquer um que segundos após o uso o incapacitasse não estaria em desarmonia com os princípios da liberdade, com os princípios do livre-arbítrio.

    O livre-arbítrio humano só é inviolável na medida em que é inviolante.
  • anônimo  07/04/2013 21:39
    O texto além de tudo é politicmanete correto. Desde quando estes vida loka são trabalhadores, tem espírito empreendedorial? Daonde tiraram que Beira-mar, Nem e outros tem espírito empreendedorial?
  • Samuel  08/04/2013 04:40
    Brilhante!

    Eu tinha uma breve ciência que o Estado ajudava indiretamente o tráfico, mas não tinha feito ainda uma análise como essa.

    Será que o Governo esquerdista atual não o faz deliberadamente, para sustentar o cartel das FARCs?
  • funkeiro anarcocapitalista  08/04/2013 08:58
    Vocês não precisam se preocupar com o Estado fazendo propaganda contra o empreendimento dos jovens seduzidos pela vida de traficante (cujo retorno é rápido, ver link abaixo) pois os próprios moradores das favelas já o fazem:

    www.youtube.com/watch?v=GNoES_tfdrM


    "Ao sair da cadeia, após anos de imersão com os especialistas, ele será um pós-graduado em criminalidade."

    E eles são muitos. Geralmente a evolução natural, tal qual um graduado torna-se mestrando, é tornar-se um assaltante. Esses são verdadeiros especialistas:

    www.youtube.com/watch?v=gAWIrUt1m5E


    O que resta fora isso? Vestibulares semi-impossíveis para estudantes que passaram a vida nas cretinas e vergonhosas escolas públicas ou... os famosos concursos públicos, válidos somente para uma pequeníssima porcentagem de tais logradouros que tem potência intelectual e capacidade para o estudo (também, depois de 10 anos em escolas que desestimulam o estudo caseiro) que assim inflam mais ainda a máquina estatal. Quando nada disso é seguido, também há outro caminho, muito mais escabroso que o desperdício do funcionalismo público: o assistencialismo.




  • andre  08/04/2013 22:17
    Senhores, o que sei e que ao analisar esse artigo e esses cometários me deu uma terrível dor de cabeça. Viva a cafeina! Liberem logo as outras!
  • Anarco-Individualista  16/04/2013 01:45
    Isso aí! Quem proíbe financia o tráfico!
  • João  10/04/2018 21:29
    A análise começou boa, bem estruturada e bem argumentada... Mas no final pecou ao "pedir" a legalização das drogas. A Holanda sofre as mazelas de ter liberado de forma indiscriminada as drogas, hoje colhe os frutos. Fico imaginando essas pessoas que defendem a legalização de drogas, o que eles pensam... O governo libera as drogas os traficantes e todos seus comandados irão imediatamente matricular em cursos do SENAI e vão virar pessoas do bem.
    Armas teoricamente são legalizadas, mas o tráfico de armas rende bilhões todos os anos! Cigarros de tabaco são legalizados, mas há tráfico de cigarro, bebidas alcoólicas são legalizadas, mas há tráfico de bebidas falsificadas.
    Na hipotética situação de que o governo resolva liberar as drogas, o tráfico não acabará, pois a maconha que for adquirida em estabelecimentos legais estará carregada de taxas , tanto as do governo, quanto as dos empresários. Contudo, os traficantes terão o mesmo produto, com a mesma qualidade, mas sem taxa do governo , sem taxa de aluguel, sem tributos trabalhistas.... Ou seja, o produto nas ruas continuará sendo mais barato.
  • Capixaba Capitalista  11/04/2018 13:46
    Criança, a questão toda é moral: que direito você ou qualquer outra pessoa tem de proibir outrem de ingerir alguma substância?

    Mas já que você está preocupado com o que os traficantes farão se as drogas forem legalizadas, tenho alguns pontos para você pensar antes de dormir:

    1 - Qualquer outra atividade exercida por esses traficantes não será tão lucrativa quanto o tráfico de drogas é atualmente. Isso significa que não terão como manter um exército/milícia/facção com centenas de comandados. Afinal, manter essa estrutura custa muito dinheiro, e não será com contrabando, sequestro ou roubo que irão conseguí-lo.

    2 - Se o contingente policial não tiver que lutar mais a guerra contra as drogas, seu efetivo ficará livre para combater crimes de verdade (assassinato, estupro, roubo). Podendo, até mesmo ganhar a corrida armamentista com os criminosos que não terão mais a fartura de recursos vinda do comércio ilegal de drogas.

    Essa questão dos recursos explica porque a guerra às drogas é impossível de ser vencida. O estado não tem a abundância de recursos per capita que os traficantes tem. Os EUA são o maior exemplo disso, já que continuam perdendo essa guerra mesmo sendo a nação mais rica do planeta.
  • Bruno  22/10/2018 19:36
    Ainda que haja a liberação, no atual cenário devido a impostos e taxas, a droga legalizada custará muito mais que a ilegal. Haverá uma guerra ao contrabando, assim como ocorre com os cigarros de tabaco que entram pelo Paraguai. Sem falar no possível aumento de consumo e maior sobrecarga do falido SUS com internações por overdose etc.


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