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Um vídeo que ilustra o melhor artigo já escrito sobre o livre mercado

O homem é capaz de manejar ferramentas.  Com muito treino e dedicação, ele pode ser capaz de manejá-las com total exímio.  Ele pode se tornar produtivo e atingir limites que parecem impossíveis para terceiros. 

Mas um homem sozinho não pode fazer muita coisa.  Sua qualidade de vida será extremamente baixa caso não haja uma divisão do trabalho, isto é, caso outros indivíduos também dediquem suas habilidades àquilo que sabem fazer melhor. 

Segundo Ludwig von Mises,

Tão logo o trabalho é dividido, a própria divisão passa a exercer uma influência diferenciadora.  O fato de o trabalho ser dividido possibilita um maior aperfeiçoamento do talento individual, o que por si só já faz com que a cooperação seja ainda mais produtiva. 

Por meio da cooperação, os homens são capazes de alcançar aquilo que estaria além de suas capacidades enquanto indivíduos; e até mesmo o trabalho que um indivíduo é capaz de realizar sozinho se torna mais produtivo. 

Porém, tudo isto só pode ser entendido em toda a sua complexidade quando as condições que governam o aumento da produtividade sob a cooperação são especificadas com precisão analítica.

E foi justamente visando a analisar toda essa complexidade permitida pela divisão do trabalho, que Leonard E. Read, fundador do instituto Foundation for Economic Education — o primeiro moderno think tank libertário dos EUA —, escreveu em 1958 aquele que é considerado até hoje o melhor e mais sucinto artigo sobre o funcionamento do livre mercado e sobre os milagres operados pela divisão do trabalho: Eu, o lápis.

O artigo mostra por que ninguém é capaz de construir sozinho um objeto tão aparentemente simples quanto um lápis.  Um simples lápis é um instrumento tão complexo, que todo o processo de coordenação e cooperação necessário para fabricá-lo está muito além da capacidade de imaginação de um ser humano comum.

Esta constatação foi capaz de persuadir inúmeras pessoas acerca do poder e da criatividade do livre mercado. 

Desde que foi escrito, há mais de meio século, este artigo permanece a pedra no sapato coletivista de keynesianos e marxistas: os primeiros consideram o livre mercado um arranjo ineficiente em termos de produção, um arranjo no qual o governo tem de interferir e regular de modo a direcionar a produção para aqueles setores que os burocratas do governo consideram mais importantes; já os últimos defendem que a produção só será eficiente se o governo for o proprietário de dos meios de produção e dos recursos naturais.  O artigo de Read, ao apresentar tanto a teoria quanto a realidade, mostra o quão parvas são as afirmações destas duas ideologias.

Adam Smith tornou-se famoso por apresentar o conceito da mão invisível do mercado, a qual possibilitava a cooperação sem coerção.  Já Friedrich Hayek deu ênfase tanto à importância do conhecimento disperso pela sociedade quanto à função do sistema de preços em emitir informações que farão com que os indivíduos façam as coisas desejáveis sem que nenhum comitê central tenha de ditar ordens.  Nenhum outro artigo consegue, de maneira tão sucinta, tão persuasiva e tão eficaz, ilustrar o funcionamento prático de todos estes conceitos.

O livre mercado, ao ampliar a divisão do trabalho, ao estimular a destreza, a aptidão e a maestria suprema das pessoas, e ao permitir e estimular a criatividade em larga escala, faz com que todas as civilizações se beneficiem dos esforços de indivíduos.  Vemos diariamente os resultados produzidos por estes incentivos.  Sentimos diariamente os resultados trazidos pela divisão do trabalho e pela criatividade.  Tudo isto está multiplicado por bilhões de participantes.  São poucas as pessoas que realmente entendem como este sistema funciona. 

A melhor maneira de entender esta mágica é vendo o vídeo abaixo, que é uma animação do artigo de Read. 







autor

Equipe IMB

  • Gustavo Sauer  15/03/2013 11:38
    Durante todo o curso de economia, numa um professor levou esse artigo para a sala. Tive que descobri-lo sozinho navegando pela internet.
  • Mohamed Attcka Todomundo  17/03/2013 04:45
    cooperaÇAO espontanea no mercado e anarquia da produçao: 2 topicos subestimados nas ciencias sociais
  • Vitor Sousa  15/03/2013 12:15
    Esse vídeo deveria ser passado para crianças no primário.

    Vocês poderiam linkar a versão "oldschool" desse video, com o tiozinho de chicago.
  • Pensador de esquerda  15/03/2013 12:59
    E na ponta do lápis, o lucro vai só pro capitalista. O trabalhador fica só chupando dedo.
  • Ricardo  15/03/2013 13:36
    Ei, pensador de esquerda, maneire nas ironias...
  • Iluminado  15/03/2013 13:42
    Pensei que ele recebesse um salário. Lucro é remuneração do capital. Trabalhador que quer lucro em vez de salário deve se tornar capitalista. Mas numa economia de mercado é possível que um trabalhador competente receba um salário maior que o lucro de algum capitalista medíocre.
  • TPC  15/03/2013 13:50
    O artigo e o vídeo são sobre divisão de trabalho e planejamento central.
    Sua frase nonsense ficou até poética, mas muito vaga.
    Por que você não aproveita este espaço para contrapor o artigo nesses assuntos específicos, racionalmente.
    Duvido que você seja capaz.
  • Adalberto  15/03/2013 14:13
    Lucro não é pecado, salário não é castigo.
  • Bruno Chevi  28/03/2013 17:16
    E na ponta do lápis o PREJUíZO também vai para o capitalista. O trabalhador, arruma outro emprego sem maiores danos!
  • Bruno D  15/03/2013 14:55
    Aqui no rio de janeiro, essa semana já é a terceira morte de crianças e jovens (uma de 9 meses, uma de 15 e uma de 16, essa deixou uma filha) em postos de atendimento e atendimento particular conveniado.
    São tipos de notícias que acabam com o meu dia ao ler uma atrocidade dessas.

    E o povo ainda clama por mais governo, mais estado e um melhor hospital público e sistema de saúde adequados.


    Se um lápis possui um número infinito de variáveis você imagina um simples atendimento médico com toda a tecnologia e conhecimento agregados? As pessoas não conseguem ver quão imponente estará uma politica de governo ou um plano de saúde ao tentar resolver todas essas variáveis.
  • Samuel  16/03/2013 17:28
    "Se um lápis possui um número infinito de variáveis você imagina um simples atendimento médico com toda a tecnologia e conhecimento agregados? As pessoas não conseguem ver quão imponente estará uma politica de governo ou um plano de saúde ao tentar resolver todas essas variáveis."

    Imponente ou Impotente?
  • Carlos Gil  15/03/2013 15:45
    Obrigado ao instituto Mises!
  • Marcelo  15/03/2013 16:01
    A idéia original desse vídeo é de Milton Friedman, na série "Liberdade de Escolher".
  • Thales  15/03/2013 16:09
    Não, senhor. O vídeo se baseia em um artigo escrito em 1958 por Leonard Read. O vídeo do Friedman, no qual ele bolina um lápis, foi justamente comentando este artigo.
  • Marcio  15/03/2013 20:54
    O livre mercado é um dos espetáculos da vida.

    Definitivamente.

    Quando você começa a perceber como se dá o processo(e você nunca saberá de forma definitiva), sua visão de mundo muda completamente.
  • Ivan Lima  15/03/2013 21:19



    Quando há muitos anos tive conhecimento do artigo do Leonard Read, fundador do FEE, Foundacion for Economic Educacion, Eu, o Lápis, senti que na medida que via a beleza criativa e sentia a energia inesgotável da verdade contida nele, estava diante de uma obra prima escrita sobre o livre mercado.

    Ao longo do tempo, tenho tentado difundir como posso o civilizatório trabalho do Leonard Read sobre o livre mercado e a divisão do trabalho imortalizado em seu artigo, Eu, O Lápis. Já o datilografei com cópias, - o carbono, lembram? - o fiz xerografar, copiar versão em vídeo. E as divulguei. Hoje, me sinto muito feliz porque a minha percepção inicial estava corretíssima quanto a genialidade e perenidade do escrito do Leonard Read em favor da liberdade. Ainda há pouco tempo o nosso Mises Brasil o publicou com elogiosas palavras. E, agora, também faz publicar um vídeo animação que, segundo suas justíssimas palavras "ilustra o melhor artigo já escrito sobre o livre mercado". Parabéns ao Mises Brasil.


    Grande abraço.


    Ivan Lima.
  • Paulo Kogos  15/03/2013 23:12
    Este video nunca foi exibido no curso de ciencias economicas da minha faculdade, eles estão mto ocupados lendo paul krugman hahaha
  • Victor Cezar  16/03/2013 01:10
    Simplesmente emocionante. É exatamente isso que nos faz defender o que defendemos.
  • Giovani  16/03/2013 02:34
    Também acredito num estado mínimo,na liberdade e num capitalismo meritocrático, porém tem uma situação real que não consigo entender: como a China chegou onde chegou ? Como ainda se mantém ? Até quando ?
    Este tópico, devido sua importância, seria muito bom ser debatido e quem sabe até um artigo ser publicado. Aguardo respostas. Abraços
  • Cesar Massimo  16/03/2013 03:32
    Giovani
    Em visita à China, Até onde consegui informação, eles têm menos exigências trabalhistas, menos tributos do que no Brasil. Observei bastante liberdade para empreender. Algo que não acontece no campo político ou no direito de manifestar-se publicamente.
    Mas não sou um especialista em China, então também gostaria de ler outros comentários de pessoas que conheçam melhor o Oriente.
  • Paulo   16/03/2013 19:44
    Ou melhor, aonde esta utopia de mão invisível funcionou na história humana?
  • Eleno  16/03/2013 20:20
    Como assim onde? Todas as coisas que existem e que funcionam foram criadas por meio de um processo idêntico ao explicado no vídeo, sem um comitê central ditando regras e dando ordens sobre quem deveria fazer o quê. Automóveis, ar condicionado, viagens aéreas, antibióticos, geladeiras, congeladores, filmes, televisão, videocassetes, aparelhos de DVD, Blu-ray, rádios, toca-discos, CD players, computadores, notebooks, celulares, moradias confortáveis, comidas e roupas abundantes e de qualidade, medicina e odontologia modernas, máquina de lavar e secar, forno de microondas etc. -- tudo foi criado pelo mercado.

    A pergunta a ser feita é: onde foi que essa utopia de planejamento central e economia estatizada já funcionou?
  • Paulo  16/03/2013 21:37


    Não funcionou e eu não afirmei isso!

    Minha questão não foi respondida, pois em nenhum dos exemplos de produtos colocados como evidências, pode-se categoricamente afirmar que a utopia da mão invisível, na "realidade" imaginada por Adam Smith, estava sendo funcional, já que todos eles surgiram e continuam surgido nos seios de estados-nação, cada qual com maior ou menor grau de liberalismo. Em suma, o capital não pergunta de onde vem o produto ou a ideia, somente questiona o custo e se há lucro na negociação.

    Veja que para apoiar o vídeo, segundo Ludwig von Mises:

    Tão logo o trabalho é dividido, a própria divisão passa a exercer uma influência diferenciadora. O fato de o trabalho ser dividido possibilita um maior aperfeiçoamento do talento individual, o que por si só já faz com que a cooperação seja ainda mais produtiva.

    Mas, conforme Charlie Chaplin, sobre o fordismo:

    A divisão de trabalho, sem limites ao "mercado", pode ser subdividida, subdividida, e de novo subdividida, ad nauseam, até que o talento individual não seja mais necessário e nem mesmo se valorize a cooperação entre os homens como fator de produtividade.

  • Eleno  17/03/2013 15:02
    "em nenhum dos exemplos de produtos colocados como evidências, pode-se categoricamente afirmar que a utopia da mão invisível, na "realidade" imaginada por Adam Smith, estava sendo funcional, já que todos eles surgiram e continuam surgido nos seios de estados-nação, cada qual com maior ou menor grau de liberalismo. Em suma, o capital não pergunta de onde vem o produto ou a ideia, somente questiona o custo e se há lucro na negociação."

    Duh! Mas é exatamente isso.

    A "utopia" da mão invisível de Smith dizia respeito ao processo de coordenação do mercado por meio do sistema de preços. O sistema de preços, se deixado livre, guiaria a alocação dos recursos, fazendo com que empreendedores, em sua busca por lucros, satisfizessem os anseios mais prementes da sociedade.

    A teoria da mão invisível em momento nenhum diz que ela só funciona em um ambiente sem estado, ou em um ambiente de "liberalismo puro". Pela teoria, é possível descrever que ela seria ainda mais eficiente neste arranjo, mas isso não significa que ela não funcionaria de modo algum sob outros arranjos.

    Artigo para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1374

    "Mas, conforme Charlie Chaplin, sobre o fordismo:


    A divisão de trabalho, sem limites ao "mercado", pode ser subdividida, subdividida, e de novo subdividida, ad nauseam, até que o talento individual não seja mais necessário e nem mesmo se valorize a cooperação entre os homens como fator de produtividade."


    Essa frase do Chaplin, que era fã de Stálin, não faz o mais mínimo sentido. Se o talento individual não fosse necessário, simplesmente não haveria máquinas que aumentassem a produtividade dos trabalhadores. E sem esse aumento de produtividade, não seria possível ter aumentos salariais. Ou seja, Chaplin disse não existir algo que ocorria explicitamente aos olhos de todos.

    P.S.: segundo Marlon Brando, Chaplin foi o sujeito mais desprezível e ignorante que ele já conheceu em sua vida, um sujeito sem escrúpulos que tinha prazer em humilhar seu filho na frente de estranhos.
  • Marcus Benites  17/03/2013 00:43
    No computador que você acabou de usar para digitar esse texto.
  • Filosofo Chato  16/03/2013 04:56
    Será que acreditar no livre mercado não é igual a acreditar em Deus? Tipo acreditar numa inteligência invisível que esta preparando um lugar no Céu secular?

    Abracadabra agora a economia tem um movimento teleológico próprio. Mas sei lá penso que esse deus ai é meio como o deus de Epicuro, avesso ao bem estar da humanidade. Sabe aquele negócio se é onisciente não é bonzinho!
  • anônimo  16/03/2013 20:30
    Não, deus é uma inteligência central que coordena tudo. É mais fácil relacioná-lo à crença no estado. Apoiar o potencial do mercado é acreditar no próprio potencial criativo, dentro de um contexto de limitações práticas - afinal, homens livres não são oniscientes, mas sempre vão buscar formas de contornar seus problemas da melhor maneira possível.

    Enfia essa naquele espaço oco e escuro que você tem: sua cabeça.
  • Filosofo Chato  17/03/2013 23:59
    Aquele negócio escuro e oco que tem dentro da minha cabeça, é unica propriedade privada que quero proteger. As outras que se explodam. Acreditar em Deus pra mim tudo bem é uma idiotice menor, Agora acreditar no Homem ai tu pegou pesado.
  • Zara  16/03/2013 20:35
    Muito pelo contrário. A mão invisível se refere ao caráter emergente das ações humanas num livre mercado. O mesmo tipo de pensamento pode ser estendido a própria natureza, na qual quase tudo que se vê é um processo bottom-up e não top-down, ou seja, as infinitas "ações" produzidas por serem "vivos" geram o que enchergamos como "realidade".
  • Eduardo  16/03/2013 10:41
    Fantástico! Parabéns pelo belo trabalho!
  • anônimo  17/03/2013 08:50
    Só tem uma coisa que eu tenho que discordar. O mercado não é nem um grupo de porcos capitalistas malvados tomando whyskey e fumando charuto planejando dominar o mundo e fazer mal pra todo o mundo como os esquerdistas imaginam, e também não é nem um superman como o pessoal descreve aqui. O mercado é apenas um ambiente de trocas. E só. Neste ambiente de trocas ocorrem coisas boas e coisas ruins. Vai depender dos indivíduos que estiverem trocando e do tipo de troca que está ocorrendo. Existem comerciantes honestos e existem comerciantes safados. Existem empreendimentos bons para a sociedade e empreendimentos ruins para a sociedade. Não é só porque duas pessoas trocam algo voluntariamente algo que quer dizer que isso é bom. A coisa não é assim. Não podemos nem idolatrar e nem vilanizar o mercado. É só uma relação de trocas.
  • Leandro  17/03/2013 15:07
    "O mercado é apenas um ambiente de trocas. E só. Neste ambiente de trocas ocorrem coisas boas e coisas ruins. Vai depender dos indivíduos que estiverem trocando e do tipo de troca que está ocorrendo. Existem comerciantes honestos e existem comerciantes safados. Existem empreendimentos bons para a sociedade e empreendimentos ruins para a sociedade."

    Até aí, ok. Faltou apenas você dizer que este ambiente de trocas pune automaticamente os safados, e que apenas o governo pode proteger os vigaristas contra punições.

    Nenhum livre-mercadista nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos -- e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica -- que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

    Por outro lado, quanto maior for a regulamentação estatal sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas
  • anônimo  17/03/2013 23:20
    Leandro, e o q vc tem a dizer sobre esquemas Ponzi como este:
    www.e-farsas.com/telexfree-e-farsa.html

    Taí um golpe financeiro e econômico conhecido como "esquema Ponzi". Tá vendo o que o livre mercado gera?
  • Leandro  17/03/2013 23:49
    Ui!

    No início da década de 1970, vários vigaristas se aproximavam de transeuntes e vendiam lotes na lua. E vários otários compravam. E, ainda hoje, há quem caia no golpe do bilhete premiado.

    Dois óbvios exemplos de que o estado tem de inchar sua burocracia e colocar um burocrata ao lado de cada cidadão que esteja andando na rua, só para protegê-lo de malvados. Qualquer medida menos intrusiva do que essa configurará intolerável desregulamentação e liberalismo.

    De resto, pelo que se sabe até o momento, quem descobriu essa "fraude" (entre aspas porque ainda não foi nada confirmado) do Telexfree não foi o governo e nem seus burocratas -- não obstante eles sejam muito bem pagos para isso --, mas sim o próprio mercado -- ou seja, as pessoas.

    Esse fato confirma absolutamente tudo o que foi dito neste artigo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1200

    Bom mesmo é o estado, que toma o dinheiro na marra do povo e, se você tentar se defender, cana. Entre um burocrata vindo "gentilmente" me oferecer serviços e esse tal Telexfree -- algo do qual eu nunca tinha ouvido falar até semana passada, e cuja premissa de dinheiro fácil é tão ingênua que qualquer cidadão capaz de andar sobre duas pernas já desconfiaria logo de cara --, fico com o último. As chances de tal esquema me afetar são nulas. Já em relação ao burocrata armado querendo meu dinheiro, eu simplesmente não tenho como escapar.

    Acorde para o mundo.
  • Lopes  18/03/2013 00:03
    Interessantemente, a previdência social é o mais bem sucedido esquema Ponzi da história e repetido de forma contínua em quase todos os países do globo, além de defendido de forma ferrenha por intelectuais e seus militantes. Ainda mais: É compulsório, deixando o próprio mafioso autor da estratégia aos pés de seus brilhantes mantenedores. Nenhum esquema fraudulento recebera apoio público na história, o que torna a farsa previdenciária uma obra prima do crime.

    Porém, doravante, discutamos o conflito.

    Senhor anônimo, receio que é você quem nos deve explicações. Estranhamente, não fora o estado(Que emitira o atestado de autenticidade ao esquema!) que identificou a fraude, porém um bom samaritano usuário da anárquica rede virtual. E, além disso, chances são que tal roubo não será nem mesmo punido devido à complexidade da execução de uma perícia por parte da polícia e do pouco interesse financeiro por fazê-lo(Para mais sobre orgãos públicos, leia a área de "Socialismo" do IMB).

    Ou seja, não apenas o estado monopolizador dos serviços de justiça concedeu um alvará de autenticidade à farsa como também foi incapaz de desmascará-la.

    Receio que utilizarei seu discurso na próxima aparição do "Um Filósofo". Entregá-lo-ei o crédito pelo não tão brilhantíssimo questionamento.
  • Andre  21/03/2013 11:49
    Somente idiotas caem nesse tal de TelexFree.

    E o que você me diz desse esquema de pirâmide que está operando há décadas chamado de Previdência Social?
    Nesse esquema não aparece um espertalhão no seu caminho te oferendo o produto e deixando você livre pra escolher se vai entrar no esquema ou não.

    Nesse esquema de pirâmide as pessoas são obrigadas à entrar sob ameaça:

    A Previdência Social brasileira - um esquema fraudulento de pirâmide
  • Caio-SP  17/03/2013 17:27
    3 palavrinhas pra voce. Ação, Tempo e INCERTEZA.
  • Um Sociólogo  17/03/2013 16:56
    Livre, livre mercado? E desde quando a Dona Rosinalva do sertãozinho que tem 17 filhos e recebe bolsa familia tem livre mercado?
  • anônimo  17/03/2013 17:33
    Uma das maneiras de refutar isso é mostrar para o idiota que aponta este caso, mostrar como o mercado ajudou a Dona Rosinalva e como o Estado pilhou ela. Porque o idiota vê este caso e diz: "ai, olha como o Estado ajudou a Dona Rosinalva e outras pessoas do sertão, dá bolsa família e tal. Sem a ajuda estatal, ela e os filhos morreriam de fome".
  • anônimo  17/03/2013 18:46
    Pois é, infelizmente os estatistas/socialistas a privam disso.
  • Marcus Benites  18/03/2013 00:44
    O mercado resolveu o problema dela: camisinha barata e eficaz. Pílula idem. A mão oferece, mesmo invisível. Só não tem como obrigar a pegar.
  • anônimo  18/03/2013 01:02
    Cuidado que os esquerdistas vão achar que é a tal da Dona Rosinalva tem "direito" a uma pílula e a uma camisinha feminina grátis, então seria "dever do Estado" distribuir pílulas e camisinhas. Afinal, segundo eles, no sertão do Nordeste não tem nenhuma lojinha e nenhuma distribuidora destas coisas. Esquerdistas são fodas. Acham que temos pagar até o "bolsa-meretriz", se eles achar que é "direito".
  • mauricio barbosa  18/03/2013 03:20
    AnÔnimo o PSF ( Programa de saúde da família) distribui camisinha de graça para os menos favorecidos ou seja o bolsa-meretriz já existe,só falta a pílula.
  • saoPaulo  18/03/2013 13:26
    Pera lá, entao quer dizer que mulher que usa camisinha é meretriz?!?!?! Tsc, que imbecil esse comentário... Seria mais um ultraconservador travestido de libertário, que nao está satisfeito com o modelo atual somente porque nao é a sua ditadura predileta que está no poder?
  • anônimo  18/03/2013 17:53
    Imbecil é tu que não sabe que ser libertário não tem nada de incompatível com os valores morais antigos.
  • saoPaulo  18/03/2013 20:14
    1. Nunca disse que ser libertário é incompatível com valores morais antigos.
    2. Disse que seu comentário foi imbecil ao usar o termo bolsa-meretriz. Não disse que você é imbecil, embora pareça ser analfabeto funcional...
    Sou contra impostos e interferência governamental, mas dizer que planejamento familiar e prevenção contra DSTs é bolsa-meretriz beira o absurdo. E 90% das vezes que ouvi isso, não se tratava de alguém querendo menos interferência estatal, mas sim querendo a interferência "certa". Se não é o seu caso, tudo bem, apenas quero deixar bem claro para quem ler os comentários que tem libertário que acha este termo imbecil.
  • anônimo  21/03/2013 14:59
    'mas dizer que planejamento familiar e prevenção contra DSTs é bolsa-meretriz beira o absurdo. E 90% das vezes que ouvi isso, não se tratava de alguém querendo menos interferência estatal, mas sim querendo a interferência "certa".'

    Não existe isso.Se ela não quer ter um milhão de filhos o problema é dela, não sou eu que tenho que comprar camisinha pra ela.
    Bolsa puta com toda certeza.
  • saoPaulo  21/03/2013 19:05
    Ao anônimo 21/03/2013 14:59:12

    Vamos lá novamente. Vou desenhar desta vez pois você parece possuir sérios problemas com interpretação de texto...

    1. Já concordei que não é problema seu.

    2. Se você acha que uma mulher que usa camisinha ou anticoncepcional é puta, é um direito seu ter uma ideia estúpida. Seja coerente e lide com todas as mulheres que fazem isso como se elas fossem putas. Vamos ver até onde você vai, campeão!

    Eu, que já vivo no século XXI, onde métodos anticoncepcionais já foram inventados, vou continuar exigindo que minha namorada tome anticoncepcionais. Ainda tenho muito a fazer antes de ser papai. E ai de quem tratar ela como uma puta na minha frente!
  • anônimo  22/03/2013 10:39
    saoPaulo, quem está dando provas de analfabetismo funcional é você.
    Caso não tenha cojones pra admitir, você disse: 'dizer que planejamento familiar e prevenção contra DSTs é bolsa-meretriz beira o absurdo.'
    Ou seja, é VOCÊ que é a favor do roubo justificado pelo 'planejamento familiar' ou 'prevenção contra DSTs', você só se incomoda de chamar as parasitas desse sistema de putas.Eu chamo essas aí e qualquer um que se beneficie do roubo de puta, de filho da puta, de neto da puta e do que eu quiser.Pelo menos isso ainda não é crime.
  • anônimo  22/03/2013 21:10
    Deixe de ser politicamente correto, sãoPaulo. Agora não se pode chamar uma mulher que tem comportamento promíscuo de "puta"? Qual é o problema? Mais um doutrinado pelo politicamente correto? Engoliu o jargão da marcha das vadias de "nem puta e nem santa"?
    No mais, ela pode ser puta o quanto quiser, desde que o meu dinheiro não pague pelas suas putarias. Tenha o mínimo de dignidade. Quer pílula? Como diria o Kiko: "Compra". Agora, não me obrigue a pagar por isso. Era só o que faltava, o governo distribuir pílula e camisinha com a dinheiro dos pagadores de impostos. Qualquer dia vao querer que o governo (ou seja, os pagadores impostos) pague motel grátis...
  • saoPaulo  23/03/2013 09:49
    Ao anônimo. Ou você é analfabeto funcional, ou está fingindo que não entendeu o que escrevi somente pra trollar.

    Peço que me aponte onde escrevi que sou a "favor do roubo justificado pelo 'planejamento familiar' ou 'prevenção contra DSTs'". Onde, caro anônimo, isso está de acordo com minha afirmação que "sou contra impostos e interferência governamental"? Tá lá escrito, e em português!!!!! Portanto, é uma MENTIRA que eu defenda que você deva pagar por isso. Pare de repetir isso.

    Isso esclarecido, caro analf..., quer dizer, anônimo, reafirmo que dizer que planejamento familiar e prevenção contra DSTs é bolsa-MERETRIZ beira o absurdo. Se não condorda, fique à vontade em usar a tabelinha ou manter celibato. Mas não venha dizer, na minha frente, que
    [A] minha namorada é uma puta por usar anticoncepcionais (que ela compra com o dinheiro dela); ou
    [B] minha namorada tem um comportamento promíscuo por termos usado camisinha (que comprei com o meu dinheiro) no começo da relação, quando ela ainda não usava anticoncepcionais.
    Se disser, vai tomar uma porrada no meio da fuça. Tem cojones? Claro que isso não vai acontecer pois nós dois sabemos que somente idiotas pensam assim.

    Então, se eu achar que prevenção contra DSTs e planejamento familiar são algo desejável, e resolver doar camisinhas e anticoncepcionais (comprados com o meu dinheiro) para mulheres de baixa renda, aquelas que aceitarem serão meretrizes? Pare de se esconder atrás da cortina do libertarianismo para defender ideias estúpidas.

    Agora, se entendi errado, e você não pensar assim, tendo usado o termo bolsa-meretriz meramente para depreciar o roubo estatal, confesso que entendi errado seu comentário e nem deveira ter discutido o termo.

    No mais, mantenho tudo o que disse anteriormente. Te aconselho, ainda, a revisitar a tia Cotinha pra pedir aulas de interpretação de texto. E preste atenção desta vez! Da minha parte, já chega desta discussão inútil. A área de comentários já foi poluída demais.
  • Andre  23/03/2013 21:50
    Então o principio da não agressão do libertarismo só vale enquanto não falem algo que te irrite?
    Após essa agressão você seria preso.
  • saoPaulo  24/03/2013 22:43
    Andre, achei sua provocação pertinente.

    Em primeiro lugar, de forma alguma acho que "o principio da não agressão do libertarismo só vale enquanto não falem algo que me irrite". Tal princípio diz que não se deve iniciar agressão contra alguém, desde que esse alguém não tenha iniciado agressão contra outra pessoa antes. Obviamente, eu estaria errado ao iniciar a agressão e, sabendo disso, teria de aceitar a consequente agressão contra mim, na forma da pena correspondente definida pela lei adotada.

    Em segundo lugar, existe algo chamado proporcionalidade da pena. Dificilmente alguém seria preso por um soco em alguém que chamou sua namorada de puta na sua cara.

    E por último, nunca vi nenhum libertário afirmando que a adoção do princípio de não iniciação de agressão seria a resolução de todos os conflitos da humanidade. Até porque, ter sangue de barata não é uma característica comum a todos os homens.
  • Andre  25/03/2013 22:58
    saoPaulo, entendo seu ponto.

    Realmente mesmo pessoas muito pacificas às vezes perdem o controle, e ofensas pessoais são um dos motivos pra isso acontecer.

    Só acho que seria melhor se as pessoas pelo menos pensassem primeiro em uma solução pacifica para tais situações, claro que na hora H a pessoa pode ainda assim perder o controle, mas aí paciência. Errar é humano.
  • Professor  18/03/2013 18:11
    Não vi em lugar algum o mercado não precisando do Estado. Até o leite que a Dona Rosinalva compra depende do Estado. A dona Moria só compra leite barato devido aos subsídios estatais aos produtores de leite.
  • Leandro  18/03/2013 18:50
    Embora o Professor esteja fazendo troça, vale a pena aproveitar a deixa: ao contrário do que os leigos acreditam, subsídios encarecem os produtos. Óbvio: se você é fornecedor de uma indústria que recebe dinheiro do governo, você logicamente irá se aproveitar disso e cobrar mais caro para vender seus insumos para esta indústria. Afinal, a receita dela é garantida pelo governo.

    Na Nova Zelândia, país que aboliu completamente todos os seus subsídios agrícolas, os produtores rurais de lá não querem nem ouvir falar de subsídios.

    In New Zealand, Farmers Don't Want Subsidies

    Farming without subsidies? Some lessons from New Zealand

    Surviving Without Subsidies

    Save the Farms -- End the Subsidies

    Subsidy withdrawal: Efficiency rules in New Zealand

    en.wikipedia.org/wiki/Agricultural_subsidy#New_Zealand
  • anônimo  19/03/2013 03:30
    Se eu não me engano a Austrália também cortou subsidios agrícolas e o resultado é que a produção agrícola aumentou...
  • Rodrigo Lopes Lourenco  19/03/2013 04:01
    Por sinal, a história da Austrália demole o discurso daqueles que, desejando justificar os erros e falhas brasileiros, afirmam que o Brasil é muito grande e foi colonizado por degredados.
    A Austrália é quase do tamanho do Brasil e, a partir do final do século XVIII, foi destino, por mais de oitenta anos, dos criminosos que a Grã-bretanha queria se ver livre.
    Hoje, a Austrália figura em qualquer lista de países com mais liberdade e alto padrão de vida.
  • anônimo  20/03/2013 06:18
    Se bem que não dá pra dizer que a Austrália é um caso "bem sucedido". Leia isso:

    Seca na Austrália ameaça o abastecimento de um milhão de pessoas

    Publicado em julho 22, 2008 por HC

    Tags: escassez de água, Henrique Cortez

    Um milhão de australianos sob ameaça de falta de água para beber se a seca continuar, de acordo com relatório do governo, que avaliou o sistema Murray-Darling, principal bacia hidrográfica da Austrália, com uma área quase duas vezes maior do que a França. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

    De acordo com o Ministro para Mudanças Climáticas, Penny Wong, a prolongada seca está levando o sistema Murray-Darling ao esgotamento, um grave risco ao abastecimento. "As chuvas foram insuficientes, o mês de junho foi excepcionalmente seco e, agora, o foco deve ser o atendimento das necessidades humanas mais críticas". Disse, ainda, que a situação apenas reafirma como a Austrália é vulnerável às mudanças climáticas.

    Em seis anos de secas severas a produção de arroz, na Austrália, já sofreu uma redução de 98%. O sistema Murray-Darling responde por 40% da área agrícola do país e 85% de toda a área irrigada . A bacia, com 1.061.469 quilômetros quadrados, do Queensland no norte, através de Nova Gales do Sul até Vitória no sul, responsável por 75% dos cultivos de grão, é a área de crescimento chave do alimento do país.

    Iniciado em 2002, este é o maior ciclo de secas em um século, com prejuízos sem precedentes.

    O relatório afirma que o sistema de abastecimento humano e para irrigação possui segurança hídrica até 2009, mas, que poderá entrar em crise se a seca continuar, exigindo procedimentos especiais, até mesmo racionamento e restrição à irrigação, para garantir o consumo humano.

    Se não ocorrerem chuvas significativas nos próximos dois meses, um plano emergencial prevê a suspensão do fornecimento para a irrigação de arroz e algodão. Uma proibição de irrigação, que permaneceria em vigor até maio do próximo ano, poderia ser a ruína de milhares de agricultores, já endividados e em desespero, após seis anos de seca ininterrupta. O primeiro-ministro, em declaração ao jornal The Independent em abril deste ano, reconheceu que uma proibição de irrigação teria um impacto "potencialmente devastador" na economia australiana.

    O relatório afirma, ainda, que, nos últimos 22 anos, as secas ocorreram, em média, a cada dois anos. Com as crescentes ondas de calor, com anos excepcionalmente quentes e mudanças no regime de chuvas, há a possibilidade de que as secas se incorporem à "paisagem" permanente da Austrália.

    [EcoDebate, 22/07/2008]


    www.ecodebate.com.br/2008/07/22/seca-na-australia-ameaca-o-abastecimento-de-um-milhao-de-pessoas/

    Se bem que neste caso, nem o livre mercado e nem o Estado podem resolver o problema. Ainda ninguém inventou uma maneira de "produzir água". Qual é a solução estatista? RACIONAMENTO. Se bem que eu acho que nestes períodos de seca, tem que economizar água. Mas isso deveria ser uma medida que deveria partir da sociedade, da população, não o governo obrigando a "racionar". E o que aconteceria no livre mercado é que o preço da água subiria. Afinal, a demanda segue inalterada, mas a oferta diminui, então os preços subiriam. E este aumento de preços que estimularia a economia de água.
  • Neto  28/03/2013 17:26
    'Se bem que neste caso, nem o livre mercado e nem o Estado podem resolver o problema. Ainda ninguém inventou uma maneira de "produzir água".'

    O livre mercado resolveu sim
    www.treehugger.com/wind-technology/wind-turbine-makes-clean-water-desert.html
  • Um Sociólogo  20/03/2013 08:24
    O leite que a Dona Rosinalva compra pode ter soda cáustica.... Se não fosse as investigações da Polícia Federal e deixasse tudo por conta do mercado, muita gente consumiria produtos com soda caustica, só saberia depois da tragédia acontecer.
  • Leiteiro  23/03/2013 23:15
    A Dona Rosinalva pode ficar tranquila, por que no que depender de mim, seu leite terá a melhor qualidade possível. Este é o meu propósito: fornecer leite orgânico da melhor qualidade.
  • Rodrigo  18/03/2013 06:15
    Olá, venho lido ultimamente muitos artigos deste site, acabei por acaso me encontrando aqui procurando coisas sobre o funcionamento do mercado e economia, e os textos muito bem escritos acabaram por tornar um habito diário a visita e leitura de pelo menos um novo artigo por dia. Me interessei muito por esta forma de pensar do mercado e vejo muitas ideias interessantes por aqui.
    Mas existem alguns pontos que desconheço e me interessariam saber como aborda a escola austríaca. Não tem exatamente a ver com este artigo, e por isto, gostaria se possível que me indiquem algum artigo que trate destes temas, ou apenas me informem alguns pontos de mudanças que certamente teríamos com a adoção de um livre mercado e abolição de estado tomando decisões protecionistas.

    - Entendo que a intromissão do estado nos causa mais males do que bens, e diversos artigos aqui me esclarecem muito destas más praticas. Mas uma grande dúvida que tenho destas ideias de livre mercado, é de como funcionariam as leis? Hoje em dia o 'cumprimento da lei' por mais corrupto e incorreto que muitas vezes acorre, é controlado pelo estado, que até mesmo cria diversas leis inúteis, mas como funcionaria sem o mesmo?

    - No mais, e as religiões (não apenas religiões, mas grupos que possam a vir se formarem sem fins religiosos, mas que defendam idéias contra liberdades de indivíduos)? Entendo que todos deveriam ser livres para tais escolhas, muito embora muitas religiões (ou estes grupos que venham a se formar) impõe 'regras' que vão contra idéias de liberdade. Não vejo exatamente como um problema deixar que as pessoas escolham por si próprias se querem ou não algumas de suas liberdades talhadas, apenas como são tratadas instituições que vão contra idéias libertarias num sistema de liberdades.

    - Educação, como se vê a educação das pessoas neste tipo de sistema? Muito do que temos sendo 'ensinado' as pessoas hoje são apenas informações e conhecimentos necessários para perpetuação do sistema atual (tanto que não faço economia, mas diversos leitores falam de que as idéias aqui apresentadas dificilmente são divulgadas quem dirá discutidas em suas instituições). Vejo também que a falta de pensamento crítico é sim um grande problema que nunca é tratado. Acredito que todos aqui tenham um conhecimento e pensamento o suficiente para ler, raciocinar e tirar conclusões sem de fato serem manipulados. Ao ler alguns comentários aqui um que me chamou a atenção foi referente a um esquema ponzi, sim pode parecer ridículo que pessoas caiam em golpes, muitos dificilmente acreditáveis. Ocorre que muito disto ocorre exatamente porque existe um grande número de pessoas sem pensamento crítico, e muito disto não ocorreria se as pessoas o tivessem. Muito da 'exploração' nestes casos vêm exatamente desta condição. Existe alguma colocação quanto a este ponto? Afinal as pessoas são a parte mais importante do mercado, e muito mais fácil vender gato por lebre quando as mesmas são facilmente enganadas.

    Obrigado.
  • Wagner  18/03/2013 20:57
    "- Entendo que a intromissão do estado nos causa mais males do que bens, e diversos artigos aqui me esclarecem muito destas más praticas. Mas uma grande dúvida que tenho destas ideias de livre mercado, é de como funcionariam as leis? Hoje em dia o 'cumprimento da lei' por mais corrupto e incorreto que muitas vezes acorre, é controlado pelo estado, que até mesmo cria diversas leis inúteis, mas como funcionaria sem o mesmo?"

    Esta questão da justiça é levantada por quase todas as pessoas que começam a pensar na vida sem o estado e muitas vezes simplesmente ganham como resposta:
    - "Os tribunais privados de arbitragem resolvem"

    Depois disso a pessoa fica pensando "E se houverem 2 pessoas com 2 tribunais de arbitragem diferentes?";

    Imagino que uma forma mais simples de explicar a questão da justiça é olhar pro cenário internacional:
    •Cada país seria o equivalente a uma região regulada por um tribunal de arbitragem, este tribunal seria escolhido pela comunidade que mora naquela região e iria refletir os seus valores;
    •Se você não gosta das regras de uma região você pode ir morar em outro lugar, da mesma forma que se você não gosta das leis do Brasil você pode ir para a Argentina;
    •Se uma pessoa entra em um território ela precisa estar ciente das regras daquele local e estar consciente que caso ela descumpra alguma regra ela pode ser punida de acordo com as regras daquele local;
    •Casos extremos seriam resolvidos com discussões entre as regiões, como ocorre entre os países hoje em dia. Se um Brasileiro vai para um país com regras rígidas contra drogas e é pego traficando heroína o Brasil tem que interceder pelo seu cidadão. O que vai acontecer com o meliante depende da negociação entre os países.

    Veja que não mudaria muito do arranjo que temos hoje em dia, a diferença é que não existiria um "Brasil" com leis federais ditadas por um burocrata. As leis seriam estabelecidas regionalmente, dependendo da cultura de cada local. Locais próximos provavelmente teriam leis similares pois são culturalmente parecidos enquanto locais distantes poderiam ter leis completamente diferentes.
    Uma pessoa poderia criar uma "cidade" e toda vez que alguém tivesse interesse em morar la teria que assinar um contrato onde ela afirma estar ciente das leis daquele local, se você não gosta daquelas leis você pode livremente morar fora daquela "cidade".

    Neste arranjo quem gosta de assistencialismo poderia viver em um local onde todo mundo paga "impostos", quem gosta de anarquia pode viver em um local sem hierarquias e quem gosta de socialismo pode procurar um território onde todo mundo é obrigado a dar o seu salário para um poder central que vai fazer a divisão. A questão principal é que cada um é livre pra escolher como quer viver.

  • Rodrigo  19/03/2013 02:40
    Interessante, acho que estou chegando ao entendimento. Mas ainda me fica uma dúvida quanto a estas questões, quem faz as leis ou as normas de determinada região? Imagino que a ideia seja pessoas com propriedades próximas se reúnam para este fim. Mas como sabemos que pessoas são divergentes de ideias, conceitos e questões morais, não é tão simples entrar em consenso.

    Moro em um condomínio por exemplo, e são muitas as discussões que praticamente nunca chegam a agradar a todos. No caso de um consenso de uma maioria, funcionaria como uma democracia? Neste caso não vejo muita diferença de hoje em dia, 'estados' podem simplesmente surgir novamente destas 'reuniões de maioria' podendo ocorrer um retorno aos governos como hoje existem dentro de algum tempo...

    Seguindo esta linha, vejo dificuldade em uma mudança que não seja antes na mentalidade das pessoas que venham a aderir este 'novo mundo'.

    No mais, agradeço a você Wagner pelo seu tempo para me esclarecer algo a mais acerca destas questões. Não sei se existe algum artigo no IMB referente a estes pontos, e não querendo abusar, mas se souber de algum e puder me linkar por aqui ficaria ainda mais grato.
  • Wagner  19/03/2013 11:38
    "Moro em um condomínio por exemplo, e são muitas as discussões que praticamente nunca chegam a agradar a todos. No caso de um consenso de uma maioria, funcionaria como uma democracia? Neste caso não vejo muita diferença de hoje em dia, 'estados' podem simplesmente surgir novamente destas 'reuniões de maioria' podendo ocorrer um retorno aos governos como hoje existem dentro de algum tempo..."

    Um grupo de pessoas poderia viver em uma democracia, exatamente como se vive hoje em dia... a grande diferença é que os moradores daquela região escolheriam morar la e aceitariam, sem coerção, as regras do local. Da mesma forma como você ao morar no seu condomínio aceitou voluntariamente as regras que lhe foram impostas, podem haver divergências de ideias, isso é normal, mas todo mundo estava ciente de como as coisas iriam funcionar no momento em que firmaram o contrato.

    O problema com o estado nos moldes atuais é que você é forçado a pagar os impostos e a viver sobre as leis dos burocratas de Brasília, ao contrário do condomínio onde você pode, caso não goste da administração por exemplo, simplesmente sair e ir procurar outro lugar pra morar. Desta forma em um arranjo libertário existiria concorrência entre as 'cidades', as pessoas iriam sempre procurar o lugar com as melhores regras e administração mais eficiente e as administradoras iriam oferecer os melhores serviços possíveis para atrair mais moradores.


  • Rodrigo  19/03/2013 21:09
    Acredito que acabo por estar evoluindo minhas ideias com esta conversa. Ou seja grupo um tem a liberdade e é possível a existência de diversas estruturas sociais próprias pelo que entendi.

    Afinal hoje o grande problema é que em todo o mundo existe o governo (tendo poder sobre as leis e normas de uma determinada região) que talha liberdades e é coercitivo, em diferentes níveis todos o são. Podemos nos mudar para outros locais, contanto que as leis migratórias nos aceitem, bem como pelo que entendi os grupos de determinadas localidades que acabem por se organizar terá esta mesma autonomia, seria isto?

    Mas ainda me fica a dúvida principal, como isto se auto-regula? Digo, o que impediria por exemplo que uma região acabe por adotar regras próprias que impossibilitem por exemplo a saída ou entrada de novos cidadãos, talhando novamente a liberdade (esta de ir e vir)? Isto não iria contra os princípios originais, ou pode ser tratado como uma ocorrência possível? Se é desta maneira, a mudança ocorre nesta corrente (fatalmente ocorrerá visto que o estado não se sustentará para sempre desta forma) quando houver uma conscientização de grande parte das pessoas com relação a uma consciência nesse molde.

  • Paulo Ganns  18/03/2013 19:30
    Caro,

    Se quer manter uma discussão num nível saudável, deve evitar artifícios tipo:

    1) Duh! (Por óbvio, embora esteja implícito, você tenta me ofender como se eu fosse um débil mental!)
    2) Erros de lógica. (Se a minha colocação negava a sua argumentação, não há como ela ser "exatamente isso.") Você pode não ter entendido o meu argumento, eu posso ter me expressado mau ou ambos! Não custa nada perguntar, não é?
    3) Não se utilize do "ad hominem", pois isto demonstra a falta de argumentos válidos contra uma ideia. Se for assim, poderíamos, considerando que várias biografias apontam que Einstein não era um pai "exemplar", muito pelo contrário, advogar que a teoria da relatividade não é válida?
    4) Não indique leituras, a não ser que seu argumento se complete com a indicação ou se a pessoa com quem você dialoga, solicite. No meu caso, afirmo que não estou aqui de paraquedas.

    Para pular etapas, embora eu tenha simpatia pelo libertário do liberalismo, no campo das ideias, não me é revoltante compreender que Adam Smith, assim como Karl Marx e outros, foram pensadores de seus tempos. Mas a roda girou, as ciências e tecnologias transformaram nossas realidades, datando muito de seus pressupostos fundamentais.
    Um destes, inclusive abordado no livro "Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo" de Hans-Hermann Hoppe, seria uma tendência de configurações de monopólios em ambientes livres de estado, nas interações do mercado, advindas de políticas de eficiência. Você até pode divergir desta tendência monopolizante, observada também dentro de estados-nação, advogando que tal distorção ocorre porque não estamos praticando o verdadeiro capitalismo. Mas, para mim, a proposta teria a mesma falta de valor de comunistas que defendem o mesmo purismo hegemônico.

    No mais, o vídeo é legal, esteticamente e poeticamente, mas é só isso!

    []s

    Paulo
  • Eleno  18/03/2013 19:45
    Sacou pra cima do cara errado, prezado Paulo. É impossível Hoppe ter falado "de monopólios em ambientes livres de estado" porque isso vai contra o real conceito de monopólio -- conceito esse abraçado pelo Hoppe. Monopólio só ocorre em um ambiente regulado pelo estado. Monopólio, por definição, é o estado conceder determinado mercado para uma empresa (ou para algumas poucas empresas), proibindo outras de concorrer neste setor. Monopólio é o uso da violência estatal para impedir a livre concorrência.

    Uma empresa que adquire uma grande fatia de mercado em um setor genuinamente livre, cuja entrada é aberta a todos, não é de modo algum monopolista. Ela simplesmente conseguiu, por meio da sua eficiência, cativar um maior número de consumidores, de modo a tornar inviável -- por causa dos baixos custos -- o surgimento de concorrentes.

    Se o Hoppe realmente dissesse que haveria monopólios em um ambiente sem estado, ele estaria sendo um baita de um incoerente. Melhor sorte na próxima.


    P.S.: e deixe de frescura. Meu linguajar foi dura, mas de modo algum desrespeitoso. Quem faltou com o respeito foi você, que subestimou a minha inteligência mentindo descaradamente para mim.
  • Julio Heitor  25/03/2013 13:30
    Mais uma reseva de mercado. Agora na área de TI:

    www.focoliberal.com.br/blog/14-motivos-contra-regulamentacao-profissionais-ti

  • Laura  30/04/2017 01:09
    Fantástico Parabéns pelo trabalho!


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