Depois que escrevi o artigo Ciência Sombria?
Ciência Feliz!, fui questionado sobre o que um estudante interessado em
economia deve fazer. Se ele deve
ingressar em uma faculdade de economia ou não, se ele deve seguir carreira
acadêmica ou não, se deve estudar por conta própria ou seguir conselhos alheios,
entre vários outros questionamentos.
Tempos atrás, escrevi sobre a missão do Instituto Mises
Brasil e tratei de um esboço que apelidei de UMB (Universidade Mises Brasil),
e resumi ali algumas ideias sobre alunos serem autodidatas em economia com o
ferramental (livros, cursos, artigos) disponível no site do IMB e do Mises
Institute.
Anteriormente já havia sido publicada no site uma
perspectiva mais completa no artigo do Walter Block,
no qual ele estimula os alunos a se tornarem economistas e adquirirem seu Ph.D.
para seguir a carreira acadêmica.
O artigo de Block já é completo, mas eu seria mais radical:
minha recomendação se limita a uma graduação apenas em matemática ou
estatística (Block sugere ambas, economia e matemática). Entretanto, uma vez que sabemos que a boa
ciência econômica não carece de modelos matemáticos, e que Ação Humana,
o monumental livro de Mises, não tem uma só equação em suas mil e tantas
páginas, o leitor pode estranhar por que sugiro uma graduação em matemática. Mas justifico o porquê
disso.
A primeira razão para sugerir a graduação em matemática é
para o aluno que pretende seguir carreira acadêmica, mesmo que seja em economia. Pois para um mestrado ou
doutorado, tanto no Brasil quanto no exterior, a carga em matemática é
pesadíssima e um graduado em matemática pode tirar de letra o conhecimento numérico
exigido nos cursos de pós-graduação em economia. Como é muito difícil
conseguir uma vaga no mestrado sem apresentar uma tese que carregue toneladas
de equações e cálculos, aquele que quiser seguir carreira acadêmica terá de
suportar o período de tortura ao qual será submetido no mestrado, além de defender
uma tese “não austríaca”. Durante esse período,
ele terá engolir muitos sapos caso queira seguir em frente. É o grande sacrifício exigido para ser um
acadêmico.
Por outro lado, esse sacrifício pode render bons frutos: o
economista austríaco que se graduar em matemática nunca será vitima daqueles
que apelam para esse recurso para se valer de algum argumento. Poderá desmoronar empulhações daqueles que
utilizam esse ferramental para iludir os demais com mais facilidade.
A segunda razão é como ferramenta de trabalho para uma área
que muitos dos que escolhem o curso de economia pensam em trilhar: cargos no
mercado financeiro, nas finanças empresariais. O leitor mais atento dirá que Peter Schiff e
Jim Rogers utilizam economia austríaca e isso é o que faz a diferença para
eles. Certo, aceito o argumento. Porém, habilidade
com números nunca atrapalhou ninguém no mercado financeiro, e um graduado em
matemática vê a matemática financeira como brincadeira de criança. Se um estudante de economia imagina que
bancos, corretoras e empresas do setor financeiro divulgam suas ofertas de
emprego apenas no mural de estágios de suas faculdades, sugiro a eles irem até
o mural da faculdade de matemática ou de engenharia (de produção
principalmente). A oferta ali é
igualmente grande, senão maior.
Em uma mesa de operações do mercado financeiro, o iniciante
irá se deparar com centenas de planilhas e cálculos financeiros que podem
intimidar. Mais ainda: que irão exigir
mais preparo justamente de quem não tem habilidades matemáticas.
Resolvida a questão matemática, vem outra pergunta: como
aprender sobre Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, epistemologia, reservas fracionárias,
utilidade marginal, teoria do empreendedor, história do pensamento econômico, economia
do setor público etc? A resposta é direta e reta: www.mises.org.br. Não há nenhum lugar comparável para se tornar
um economista de fato como o Instituto Mises Brasil. O estudante sério e dedicado encontra no site
livros gratuitos, artigos e vídeos, participa de debates e tira suas dúvidas
nos comentários.
O importante é que, concomitante à graduação sugerida de
matemática, o estudante se dedique de forma intensiva ao estudo da Escola
Austríaca, crie uma disciplina sistemática para a leitura dos livros e principalmente
dos artigos, faça resumos e anotações. É
o conhecimento da Escola Austríaca que tornará o estudante um economista. A graduação em matemática irá apenas habilitá-lo
a um posto acadêmico ou profissional, simplesmente porque vivemos na era do
diploma, em que o conhecimento é menos importante que um certificado.
O
aluno dedicado que iniciar agora verá que nem todos os livros da escola
austríaca estão disponíveis em português; porém, assim como o IMB, o Mises Intitute disponibiliza todos online. Não há livro que você queira ler que não o encontre
na íntegra no site do instituto americano. Isso fará também com que o aluno se dedique a aprender
outro idioma, o que é muito importante culturalmente e profissionalmente. Eventualmente esse aluno fará cursos extras
disponíveis na Mises University, que
são imersões de uma ou duas semanas.
Caso
tenha disponibilidade e quiser fugir de um “mestrado em economia mainstream“, o aluno ainda tem a opção
de ir à Espanha fazer o mestrado com Jesús
de Huerta de Soto, ou à Guatemala, na Universidad Francisco Marroquin, que
tem currículos puramente voltados à escola austríaca, ou à França, em Angers, e
estudar sob a orientação de Jörg
Guido Hülsmann. São as únicas opções
que conheço.
Quer
ser acadêmico? Mãos à obra.
Para quem fala ingles, uma boa pedida eh o curso organizado pelo prof. Murphy: mises.org/store/Mises-Institute-Home-Study-Course-in-Austrian-Economics-P211.aspx
Parabéns pelo excelente artigo.
Queria saber de uma vez por todas da galera que cursou ou esta cursando economia: Vale apena ou não cursar esta ciência? ou é melhor ser auto-didata?
Muito bom este seu artigo, eu quero estudar economia mas já estou me preparando para as aulas de estatismo que terei aqui no Brasil, e realmente estou aprendendo a gostar de matemática agora, estudando sozinha, mas neste caso fazer um curso de matemática primeiro seria bem mais viável né, assim já saberíamos qual os conceitos matemáticos antes deles serem revestidos de uma linguagem financeira e muitas vezes mais dificultado pelos próprios esquerdistas.
Caro Cristiano,tendo-se formação em matemática e estatística, como seria a posição no mercado, de alguém d quem se interessa por macroeconomia,mercado de capitais,etc.?Ela deveria fazer algum curso de extensáo,mestrado,etc.?Minha posição atual é:Estou fazendo economia em instituição brasileira(daquelas de base keynesiano-marxista mesmo),pretendo concomitantemente ao curso, fazer inglês e enfim seguir seu conselho, encontrar uma ilha de pensamento austríaco em algum canto do mundo…Não vou perder meu tempo?
Aos auto-didátas matemáticos, recomendo o seguinte livro: The Princeton Companion to Mathematics
Estou contando com a UMB para estudar, já que a faculdade onde estudo se esforça para ter “conceito” máximo com o MEC, além de ser fundada pelo Belluzzo e o João Manuel (que é primo do FHC).
Trazem palestrantes para falar das “maravílhas sociais” do governo, como o Suplicy que foi falar do renda mínima, além de outros idiotas.
E além de tudo ainda tem um filho da puta que fica todos os dias na cantina vendendo uma infinidade de livros esquerdistas pra playboyzada imbecilóide.
Oh, nunca fiquei tão feliz por ter escolhido engenharia ao invés de economia! Esse artigo tirou um fardo das minhas costas! Adeus, oh dúvida cruel! Hhaohehoeoe
-Toda vez que alguém sobe de classe social, alguém desce.
-Professor, acho que não é bem assim que funciona.
-Marx disse que era assim.
-Então acho que Marx estava errado. Se você parar pra pensar, pela lógica…
-Parou tudo! Isso aqui não é lógica, isso aqui é economia.
Vocês acreditam nessa história?
Muito bom o texto, bem transparente!
Parabéns, Cristiano!
Sou formado em Economia e licenciado em Matemática. Fiz o mestrado em História Econômica. Realmente, o Cristiano (autor do artigo) tem razão ao afirmar que, por aqui (no Brasil), nada se ensina sobre a Escola Austríaca. Se depender do que aprendi na matéria de HPE, nada mais eram que liberais mais radicais. Ação humana, utilidade marginal, teoria monetária austríaca? Não senti nem cheiro…
No mestrado, apesar de ser na área de História Econômica, tive de cumprir o mínimo de Micro e Econometria, e certamente a bagagem anterior de Matemática me ajudou muito. Na realidade, quando você lê os artigos de hoje em dia, do mainstream, a Matemática acaba sendo obrigação!
E valeu a pena ter estudado Economia? Vou dar minha opinião, baseada exclusivamente na minha experiência: se hoje sou adepto da Escola Austríaca e dos ideais libertários, é uma escolha consciente. Passei por anos estudando os clássicos, neoclássicos, keynesianos (o que predomina hoje, ainda que com roupagem algébrica), até marxismo. Meu orientador no mestrado era marxista (deve ser até hoje, não morreu). Mas digo que sempre vi que não dava certo. Adotei postura neoclássica desde o princípio porque era o que achava mais correto (e, para quem não conhece a EAE e tem algum cérebro, o neoclassicismo econômico é o que faz mais sentido).
Gostei muito quando tive chance de aprender realmente sobre o pensamento austríaco pelo IMB e pelo LvMI. Puxa, parecia que encontrara um oásis de verdadeira Ciência Econômica no deserto árido do keynesianismo vs. neoliberalismo de hoje em dia. Leio todos os dias. Baixo os livros que posso para ler quando dá. Tenho até uns impressos, escolhidos dentre aqueles que todo economista sério deve ter!
O caminho indicado no artigo me teria poupado de muita bobagem, realmente. Mas não me arrependo, pois posso dizer, hoje, que minha escolha foi, garantidamente, feita com bases sólidas e conhecimento claro do que há do outro lado.
Espero que tenha ajudado! Abraços!
Por “ser acadêmico” você quer dizer “ser um funcionário do Estado cujos serviços à sociedade são enormemente superestimados”?
Fiz várias disciplinas no mestrado de História Econômica, aliás, tinha créditos sobrando mas a mentalidade esquerdista do curso me dixou desanimado. Cansei de estudar e ver tanta babaquice e desonestidade além de muita ignorância econômica. Rothbard, fala que o ideal é fazer a graduação em matemática ou economia e a pós-graduação também . Mas el deu uma dica: se o estudante fazer graduação em matemática o ideal é fazer uma pós-gradução em economia e vice-versa.
Olha, hoje trabalho em uma grande consultoria e as equipes são, por cima, 50% engenheiros, 25% economistas e 25% administradores.
Do ponto de vista técnico, os engenheiros obviamente tem maior facilidade na realização de análises numéricas em geral, cruciais neste ramo. Os administradores patinam mais, e os economistas estão em um meio termo. Talvez por isso costumam alocar formados em ADM em projetos que envolvem mais melhoria de processos (“soft”) e engenheiros nos projetos com foco financeiro (“hard”).
Sou formado em engenharia, mas talvez pudesse ter feito economia, o que me permitiria ter me formado e começado a trabalhar 1 ano antes. Em uma carreira de crescimento rápido como consultoria isso seria o equivalente a estar em um cargo mais sênior e 34% a mais de salário. Porém precisaria de muito “estômago” para isso, pela maneira como os colegas economistas descrevem as aulas e idéias de alguns professores…
Resumo da ópera: hoje, no brasil, o melhor curso em termos de versatilidade e aplicabilidade no mercado é o de engenharia (provavelmente a de produção, onde tu aprende desde o dia 1 a maximizar resultados…). Perde-se muito tempo em blablabla inútil (geralmente anti-capitalista) em cursos de administração e economia. Isso, claro, considerando o nível geral dos cursos, mas já ouvi falar de escolas de negócios por aqui que seguem o modelo americano, com mais business cases e etc… Não adianta aprender ferramentas de maneira fragmentada sem exercícios de diagnóstico e aplicação conjunta destas ferramentas de maneira a melhorar o lucro líquido das empresas. A maior parte dos egressos de ADM, por exemplo, mal lembra como ler uma DRE pois não aplicaram tal conhecimento de maneira estruturada.
Cara, tô terminando Sociologia na UnB (ainda hoje não sei como consegui aguentar anos de baboseira “marxisto-fucôtiana-pós-frankfurtista”), estudo economia em casa, com o IMB e o ILvM, mas, como “vivemos na era do diploma”, penso muito em fazer um mestrado em economia. Mas não aguentaria nem meia aula a mais de estatismo marxista “anti-neoliberalismo” ou mesmo de keynesianismo tolo.
Restaram algumas dúvidas: mesmo um mestrado com Huerta de Soto, Hülsmann exige uma formação matemática? E se exige, é viável o autodidatismo em matemática? Digo, a “Academia” aceita o autodidatismo ou pede o papelzinho (diploma)?
Valeu pelo livro, mcmoraes! É facinho, facinho de baixar! Pode recomendar outros? rsrs
Sou estudante de Engenharia e gostaria de saber quais são as perspectivas de carreira para uma pessoa que seguisse os conselhos do texto? Em que area ela poderia atuar? seria o meio acadêmico?
Muito bom o artigo. Na engenharia a gente acaba tendo uma base bem forte em equações diferenciais, probabilidade, estatística e outros. Inclusive uma equação muito famosa na Engenharia Mecânica se chama Von Mises. É uma equação usada para critérios de falha e foi deduzida por Richard Von Mises, irmão caçula do nosso grande Ludwig Von Mises.(curiosidade)
Uma curiosidade: O nosso querido Roberto Campos era graduado em Teologia pelo seminário de Guaxupé-MG. Foi para os EUA fazer o doutorado em economia mas não concluiu.
Matemática pura não recomendaria a economistas, exceto para quem quiser fazer teoria de equilibrio geral, algo com pouca conexão com o mundo real, e nicho de meia dúzia na epge e impa, que se acham os bons porque publicam na econometrica e afins.
Conheço pessoalmente gente que publicou nas principais revistas do mundo de economia matemática mas que não sabe economia ! Diria que 95% destes não entende economia.
Agora, recomendo sim uma sólida formação na graduação em estatística e filosofia da ciência. E de preferência que se aprenda bem uma linguagem de programação.
Com esta bagagem, um mestrado em economia ou finanças, ou mesmo o estudo autodidata completam a lacuna de conhecimento tranquilamente.
E também o acompanhamento das discussões em blogs e sites pode ser útil.
Economia não é ciência exata, exige intuição, reflexão e confronto com a experiência humana. A estatística é a cola entre o conhecimento abstrato e a experiência humana.
Caro Leninmarquisson da Silva,
compartilho um pouco da sua experiência, pois até o semestre passado eu estudava na FACAMP. Fazia o curso de Relações Internacionais, com uma pretensa segunda diplomação em Ciências Econômicas. Nesse caso, pior do que fazer um curso de economia “puro” em qualquer universidade brasileira, os alunos de Relações Internacionais da Facamp têm uma carga altíssima das maiores leituras ideológicas que você possa imaginar. Qualquer opinião contrária ao Deus Keynes, nesse território é pecado capital. Não aguentei e “pedi as contas.” Saí da facamp. Assim como eu, um amigo, também concentrado em estudos da economia austríaca,que fazia economia na mesma faculdade, abandonou. Uma faculdade de economia nos moldes do pensamento austríaco não é nenhuma ilusão ou alta pretensão, partido do pressuposto que na facamp os alunos pagam R$2.320 reais mensais pra ouvir os maiores absurdos econômicos das 8 da manhã as 17 da tarde.
Saudações, Leandro
Prezado Cristiano,\r
\r
Obrigado pelo artigo. Eu estava em dúvida entre cursar Economia ou Matemática na Universidade de São Paulo. Tenho alguns questionamentos: você também não acha que um curso puro de matemática iria muito além do necessário para um economista? Além disso, apesar de haver uma concentração nos neoclássicos, Keynes e keynesianos, não seria interessante cursar uma excelente faculdade como a FEA-USP, mesmo que seja para conhecer os argumentos do outro lado de forma mais aprofundada? E, como escreveu o Jorge Matos, a Economia, por ser uma ciência que exige intuição, reflexão, etc, não faz com que também uma graduação em Matemática acarrete num conhecimento bastante insuficiente para a profissão?\r
\r
Grato, cordialmente;\r
Renato
Cristiano,\r
\r
Gostaria de saber se você recomendaria o curso de Matemática Aplicada e Computacional da USP. Eis a grade curricular: http://www.ime.usp.br/map/graduacao\r
\r
Grato, cordialmente;\r
Renato
Outras opções de pós-graduação em economia austríaca são a George Mason University (provavelmente a melhor) e a NYU. Abraços
O Cristiano recomendou exatamente a carreira do Rothbard, rs…
Eu acho que o principal não é o papel a ser pego para entrar formalmente no mercado, e sim o conhecimento que você obtém antes de entrar na faculdade. São anos preciosos, tanto profissional como financeiramente.
Há um potencial de mercado fenomenal para os corajosos que quiserem enfrentar o MEC e investirem sério e pesado em educação.
Imaginem pegar um sujeito com 11-12 anos e fazer um curso de, digamos, 7-8 anos com uma grade voltada em matemática, lógica, línguas, computação, economia austríaca, princípios de administração, contabilidade, finanças e sociologia. Cobre por isso, digamos, R$ 1.500-2000 mensais. Deve ser um pouco mais do que a classe B e A gasta com educação por cabeça, contando as aulinhas de inglês, intercâmbios, e qualquer outro por fora.
O sujeito simplesmente não tem porque cursar faculdade. Pode entrar sossegado no mercado de trabalho com 19-20 anos e cursar algo equivalente a uma pós. E repagar qualquer empréstimos educacionais.
Enfrentar o MEC, eis a questão. A formação de um curso universitário nos moldes austríacos já seria enfrentar o MEC. Mas é possível criar uma universidade totalmente virtual usando plataformas como o moodle.
Olá,\r
Sou engenheiro civil, tenho 40 anos e há muito tempo estudo economia por conta própria, mas de forma irregular. Comecei um mestrado em gestão empresarial (mezzo economia e mezzo administração), mas com professores economistas marxistas e keynesianos. Um marxista me disse (quando eu perguntei sobre Von Mises e Hayek, logo no início do curso): “ah não, você não vai entender isso”. Depois acabei indo atrás sozinho, achei livros, este site e desisti do curso.\r
Continuo intercalando a economia com meus outros interesses de leitura e estudo (filosofia, história, psicologia). Onde posso encontrar um roteiro para levar a sério o estudo da economia, um plano de estudos, algo assim?\r
Parabéns pelo artigo e pelo site.\r
Rodrigo.
Um leitor do IMB me perguntou via email qual a era minha opiniao a respeito deste tema. Imaginando que fosse de interesse comum achei melhor responder no proprio artigo.
Em primeiro lugar acho que quem esta neste momento de escolher entre diversos cursos, deve se perguntar antes se quer seguir a vida academica ou nao.
Se o entusiasta em economia quer escolher a vida academica penso da seguinte forma: uma graduacao em madematica pode sim desenvolver bem o raciocinio e qualificar para um mestrado em economia no pais (mas nao conheco as regras da Anpec). No entanto como nao cursei economia no pais nao posso dizer se eh melhor graduacao de economia ou matematica para depois seguir o mestrado. Acho que mestrado em economia no Brasil eh muito ruim pois praticamente nao ha possibilidade de aprender EA. Talvez seja possivel desenvolver uma tese em EA. Mas materias em EA com certeza nao. A nao ser em alguma aula do prof Iorio.
Se o aluno deseja muito seguir a vida academica no BR tera que engolir muitos sapos e ter que despender muito tempo estudando coisas inuteis. Acho que nao preciso discorrer sobre o conceito de custo de oportunidade.
Minha sugestao talvez seja graduacao em qualquer curso no BR e mestrado e doutorado com o Huerta de Soto na URJC de Madri. Depois disso tratar de validar os diplomas no BR e lecionar. Pelo menos nao tera que aturar uma anpec da vida. E podera desenvolver uma tese 100% austriaca (sem contar as aulas do mestrado com conteudo puramente austriaco tambem).
Agora se o entusiasta em economia nao pensa em ser academico (como foi o meu caso), sugiriria fazer um curso que possibilitasse ao estudante colocacao em diversas areas. Por ex. O curso de Administracao. Com este curso pode-se trabalhar em diversos setores. E quem for realmente interessado no estudo de economia tambem pode fazer o mestrado mencionado acima.
Ou ate mesmo um mba em financas que sera muito util.
A parte de todo o explicado, eh mandatorio que cada um estude como autodidata e compreenda melhor o que eh economia. Assim como considero adm um curso importante para qualquer profissao (pois um medico talentoso que nao sabe gerir o negocio vai a bancarrota antes de um mediano que sabe tocar o negocio), acho que a economia (EA) eh um conhecimento muito importante e benefico para qualquer profissional tambem. Entender como funciona a sociedade, o mundo, somente com EA mesmo.
Por fim, se o unico objetivo eh o conhecimento em economia, nao faca nenhuma faculdade. Estude por si so. Mises br. Mises alabama. E se vc nao sabe ingles, divida o estudo em economia pela metade e estude ingles neste tempo. Depois de ser fluente volte por completo aos estudos em economia.
E apenas para relembrar, nao se esquecam do custo de oportunidade. Enquanto uns leem o manual de economia do paul samuelson, outros leem Acao Humana. O que vc prefere? O tempo eh o recurso mais escasso. Nao ha como poupa-lo para consumir no futuro. Eh bom pensar bem em como investir seu tempo.
Concordo Plenamente com o texto, mas acho que os motivos de se fazer matematica como graduação vão além.
A Matemática é a ciência do raciocínio, da lógica, da abstração. Consegue, como linguagem, chegar a conclusões, teoremas e postulados inimagináveis.
A Matematica não se resume a cálculo, finanças ou ferramentas para engenharia. A Matemática abarca abstração, epistemologia, Lógica, ciência. Enfim, é fascinante e enriquecedora.
Na pior das hipoteses, alguem com excelente nivel em matemática tem, por tabela, um execelente nível cognitivo. Para tudo o mais, o conhecimento em Matemática sempre será positivo.
A Economia e a Matemática se aproximam justamente para facilitar as análises. O problema não está na junção entre economia e matemática, mas sim nos pressupostos teóricos utilizados, que normalmente são baseados em falácias econômicas.
Economia e Matemática devem estar unidas, mas antes é necessário separar o trigo do joio.
Para fazer um estudo em Economia Austríaca, qual seria a cronologia indicada a ler de pensadores e economistas?
Confesso que após a descoberta da EA, os estudos na faculdade da economia mainstream se tornaram relativamente fáceis. Não é dificil para percebermos alguns erros de alguns professores, fica a impressão: ‘esse cara nunca leu Hayek e Mises’. Entretanto o próprio estudo da EA mostra como funciona a economia mainstream, na faculdade, parece que sei de antemão o que irão dizer.
legal o artigo, sou economista e concordo que seria muito melhor se estivesse cursado matemática ou engenharia…
Olá, Cristiano!!
Estudo direito e, após ler alguns textos de economia na faculdade, fiquei fascinado por esta área do conhecimento. Desde então,venho pesquisando na net sites, livros, resumos, manuais, documentários(inside job) tudo sobre economia. Observei a importância dada a matemática para o estudo da economia. Nunca fui um exímio aluno de matemática na escola, mas por outro lado nunca tive dificuldade de aprender e enfrentar desafios.
Gostaria da sua indicação para um roteiro de estudo, elencando as disciplinas fundamentais da matemática que servirão de base para o estudo da economia, não só para revisão mas também para aprofundamento da matéria.
Grato,
Estou fazendo uma licenciatura em Matemática(4 anos).
Gostaria de opiniões para fazer um curso em economia.
Obrigado
Olá,
Cristiano,
Muito obrigado pelas indicaçoes, já baixei os livros(download). Vou encaderná-los e já vou começar a ler os livros. A respeito dos artigos, eu leio todos os dias.
Bom será que o site colocasse um guia de estudo.
A partir dos livros, a leitura dos artigos.
Um Guia completo de estudo, para os autodidatas.
Muito obrigado.
Olá, Cristiano.
Pretendia fazer economia (na verdade, estou mais propenso a Comunicação Social em Jornalismo ou Editoração)
Mas com este Artigo Já desistir da ideia.
Logo quando desistir, lá no meio do artigo, a primeira coisa que pensei foi sobre a possibilidade se fazer Ciências Contábeis.
Você saberia me informar se seria uma boa área? Ou estatística matemática é realmente o melhor caminho?
Sempre gostei de matemática, mas ela não gosta muito de mim (se é que entende).
E como adoro ciências humanas
(não que Contábeis seja, aliás, a pergunta é só curiosidade sobre se o curso tem algo de Austríaco ou ajuda academicamente um),
fico sempre frustrado quando nessa área os estudos se limitam ao Marxismo… algo que sempre achei estranho desde a minha 8º serie, quando tive o primeiro contado. Meus pais eram (e são) micro-empresários… ver meu livro de história xingar eles daquela forma foi absurdo! Minha racionalização psicológica em tentar defender eles, por sorte, se mostrou correto quando li (coisa rasa) as coisas que Adam Smith e John Locke “falaram”. Isso ainda na 8º serie, quando reli as coisas sobre a formação do EUA e sobre a Revolução Francesa.
Logo, por isso, sempre achei que economia era um dos poucos cursos que fugia do Marxismo…. não podia estar mais enganado! HAHA’ Sempre vi, por questões morais (sou ateu cético), o libertinismo como a minha ideologia politica, mas nunca conheci os detalhes econômicos… até essa semana descobrir o Mises.org.br, pelo Facebook de fanpages libertárias. Estou lendo aqui vorazmente uma penca de artigo e fascinado pelo teoria austríaca. Coisas que via na Tv, na Revista exame, fizeram mais sentido… mesmo quando defendiam coisas de livre mercado, eram só retalhos, tipo o monetarismo tão frequente quando se fala em neoliberalismo.
Enfim, estou em êxtase por ter conhecido o site, e queria deixar esse depoimento registrado aqui. (quando comecei a escrever nem era a intenção, quis só tirar uma curiosidade.)
Por fim, obrigado pelo trabalho que vocês estão fazendo. É muito valioso. E espero que continuem sempre, e até evoluam.
Pretendo ficar profissionalmente mais na área de comunicação ou psicologia social. Ainda mais agora que economia ta fora de questão.
Olá Cristiano! Sou estudante de matemática e, agora, mais pro fim do curso, comecei a ter interesse em economia e um amigo meu me recomendou este artigo. Como o tema da minha monografia final de curso será na área de economia, esse artigo foi ótimo pra mim! Depois do artigo, comecei a viajar mais nos artigos do Instituto Mises e, se você puder, gostaria de algumas dicas sobre que área seria melhor que eu focasse. Já pensei em escrever sobre Escola Austríaca (dentro disso, algo do tipo: Mises X Keynes), ou então algo do tipo: A matemática na Economia (o seu artigo seria uma boa inspiração) de qualquer jeito, gostaria que as pesquisas e estudos que farei visando a monografia fossem um grande auxílio para meu conhecimento econômico. O que você sugere?
Olá Matos,
Como eu disse no artigo, acho que o conhecimento em matemática não é necessário para se tornar um economista. Dito isso, um bom caminho é ler os artigos aqui do Instituto que falam sobre econometriae seu trabalho podia ser no sentido de mostrar o porque, de modelos econométricos e matemáticos não servem para a economia. Ao navegar por essa refutação vc estará adquirindo um ótimo conhecimento sobre a essência da ciência economica e solidificará o argumento da economia ser uma ciência aprioristica.
Uma pergunta…
Vocês querem ser economistas pra quê?
Pra dar aula?
Mas já notaram que num mundo livre dar aula não seria um bom negócio?
Primeiro porque ninguém vai precisar de diploma, depois porque um autodidata pode perfeitamente aprender bem mais do que o aluno que vai pra sala de aula
E hoje em dia com a internet é mais fácil ainda
Um cara como o Salman Khan deve ser odiado por 99% de todos os professores de cálculo do mundo.Eu aprendi mil vezes mais com ele sem ter que pagar nenhum centavo.
Opinião pessoal minha:universidades são uma bolha.São um troço obsoleto do tempo que ter acesso ao conhecimento era uma coisa muito difícil. Lew Rockwell, Peter Schiff, tb falam que universidade é um scam, você sai com uma dívida imensa e você não precisa disso pra se dar bem no mundo real.
A minha pergunta é a seguinte: eu estudo ciências contábeis e pretendo abrir uma consultoria empresarial para micro e pequenos empresários (serviço tradicional de escrituração contábil-fiscal e consultoria econômico-financeira ). Eu vejo um nicho de mercado nesse segmento(micro e pequenos empresários)e a única alternativa deles é o SEBRAE, porque as consultorias só se interessam por grandes empresas . A maioria esmagadora dos escritórios contábeis tem no nome consultoria, mas não prestam nenhum serviço de consultoria. Eu mesmo trabalho em um escritório contábil que só faz a escrituração contábil,fiscal e DP, não faz nenhum tipo de consultoria sobre como melhorar o fluxo de caixa ou plano de negócios para novos empreendedores por exemplo. Para o meu futuro empreendimento seria uma boa fazer uma pos em economia, ou uma outra pos seria mais interessante?
Tenho uma pergunta. Sou formado em engenharia eletrônica, com mestrado na área. Gostaria de aprender sobre economia, principalmente sobre a Escola Austríaca, porque desgosto muito da ignorância que possuo neste assunto. Mas já que me dedicarei aos estudos, gostaria de aumentar minha utilidade conseguindo algum diploma na área (é só isso que a sociedade dá valor…). O que seria mais recomendado: um curso de graduação de economia, ou uma pós? E caso seja pós, que tipo de pós (strictu ou lato)? Alguém saberia apontar as melhores (ou menos piores) instituições de ensino do Rio de Janeiro?
Abraços!
Para ser um bom economista, é melhor cursar estatística ou eng.de produção? Já comecei a estudar pelo IMB. OBS: Estatística só em SP, e eu moro na Bahia, será que vale o investimento?
O que acham dessa graduação para o mercado de trabalho? https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/listarGradeCurricular?codcg=45&codcur=45070&codhab=404&tipo=N
Opa, Cristiano. Faço engenharia civil, mas adoro economia austríaca. Quero trabalhar com finanças, algum livro ou site com o basicão desde o começo sobre finanças?
Abraços
Desculpe minha ignorância, mas a forma como tratam as diversas correntes de pensamentos é um pouco pejorativa. Acho interessante buscarmos novas fontes de sabedoria, entender a lógica ou não das outras correntes de pensamentos antes de discriminarmos. Tenho certeza que os educadores e as pessoas que comentaram no post nunca leram integralmente a obra de Marx, Adam Smith e keynes, por conseguinte, apenas replicam a opinião alheia.
Devemos ter uma visão pluralista. O IMB não é dono da verdade ( não estou criticando o instituto, respeito suas visões).
Não sou marxista, neoclássico, keynesiano ou austriaco. Enfatizo para não haver julgamentos precipitados.
Nossos pensamentos decorrem de nossas ideologias, que inevitavelmente nos leva ao erro.
Ampliem sua visão, tenham um senso crítico sobre as leituras propostas pelo IMB, os marxistas, neoclássicos e keynesianos. Não aceitem tudo o que dizem, questione e formulem suas próprias conclusões.
Parabéns ao IMB, sempre leio seus artigos. Desculpe caso tenho os ofendido, não sou contra sua escola, apenas os “exaltados” que pouco sabem mas tudo criticam.
Obrigado
Curso Engenharia e Economia. Tenho futuro?
rsrs..
Engraçado que eu , de acordo com o recomendado pelo artigo comecei pelo ponto errado.
Para se tornar um economista austriaco e academico , a base seria a matematica e não a de ciencias economicas , que eu faço ,rsrs..
Faço economia e também tenho a intenção de me tornar um austriaco, mas ainda estou longe disso,muito longe!
..Mas, quem sabe um dia nao consigo um mestrado ?rs
O ensino universitário na atualidade pouco tem a agregar ao pensamento acadêmico, a graduação é hoje nada mais que um curso profissionalizante. Muito diferente daquilo que pretendiam universidades como Bolonha, Oxford, Paris e Salamanca na primeira metade do segundo milênio. Essa antiga proposta universitária agora está restrita a pós-graduação, e murchando conforme o avanço no ensino das técnico ciências. Não creio que estudar ciências econômicas seja uma má escolha para estudar economia nos moldes da EA, porém sem dúvida será um estudo angustiante, e muitas vezes desanimador. Porém é fato que aquele que pretende fazer do estudo das relações econômicas o seu meio de vida, jamais retrocederá frente a estes obstáculos.
Cito o meu itinerário:
Graduação em Administração e Mestrado em Filosofia, iniciando agora o doutorado em Filosofia.
Faça a graduação que mais lhe agradar, mas na pós-graduação procure alguém disposto a investir no seu projeto de pesquisa, aquilo que de fato lhe fascina dentro dos assuntos econômicos.
Você pode perguntar onde um currículo como este pode lhe levar? Pois bem, as incertezas são grandes de fato, porém a sua dedicação traçará seu percurso – promissor ou não.
Graduado em Administração e Mestre em Filosofia (Segunda Escolástica), sou professor de Economia, Microeconomia e Macroeconomia. Como?
1º Em uma seleção faça com que te recebam como candidato.
2º Quando lhe concederem a palavra prove a eles não somente que você sabe do que está falando, mas que você sabe muito mais do que aqueles que possuem um título na área.
Difícil? Cá entre nós, se você está neste site você já sabe muito mais que muitos deles.
Abraço
Olá Cristiano! Eu comecei a estudar Direito mas não acredito que vou terminar o curso. Sinto que minha vocação é a carreira acadêmica, ser professor, mas a realidade universitária atual está a anos-luz de distância da Escola Austríaca. Tenho algumas dificuldades em matemática, mas costumava ficar ora acima, ora na média, com meus colegas, e não tenho nenhum plano de cursar matemática. Eu adoraria dar aulas de qualquer conteúdo relacionado ao libertarianismo, seja em universidades ”tradicionais” ou centros libertários independentes. Eu não me vejo em outra carreira senão a de professor.
Como eu posso conciliar essa carreira com a triste realidade atual?
Já estou me imaginando em 2019, saindo de Natal para SP, depois de ter juntado uma grana pra investir no mba do mises br. Só não sei se trabalharia como um agente autônomo de investimentos em SP mesmo. A minha pergunta é: Tem algum ranking de MBAs em economia baseada na EA, tanto no br quanto no mundo? Queria só ter uma noção de como está sendo o ritmo dos resultados desta academia em relação aos outros.
Vale a pena fazer ciências econômicas?
Estou fazendo ciências contábeis e estou pensando migrar para economia.
Alguém poderia me esclarecer isso.
Obrigado pelo texto, sou aluno de matemática e estava considerando mudar para economia, após esta leitura me convenci de que estou no lugar certo. Pretendo fazer minha pós em economia.
As justificativas dadas para fazer a graduação em matemática são: carreira na área de finanças ou para se fazer o mestrado caso queira seguir a carreira acadêmica.
Quero seguir a carreira acadêmica, então a primeira justificativa é descartada, mas com relação a fazer o mestrado, sendo ele por exemplo na Espanha com o Huerta de Soto, não seria necessário uma quantidade absurda de cálculos nesse caso.
Sendo assim, a graduação em matemática não seria descartável?
Olá, Cristiano. Gostei muito do artigo.
Tenho 17 anos, conclui o ensino médio ano passado e quero muito ser economista para mudar o mundo. Leio todos os dias algum artigo do IMB. Antes eu queria cursar economia, mas esse artigo mudou completamente o que eu achava que alcançaria a carreira de economista. Aprender outras correntes de pensamento no curso de economia é ótimo, sim, mas passar 4 anos só estudando outras correntes? Não, né. Tenho um colega que cursa economia numa federal daqui de SP e ele gostaria muito de aprender a Escola Austríaca na faculdade, mas não, ele diz que está estudando o livro O Capital…
Quero cursar matemática, mas eu gostaria que indicasse pelo menos uma faculdade. No momento quero estudar na UERJ, pois já conheci autores do IMB que dão aula lá, como o Ubiratan e o Bernardo Santoro. Por mais que a UERJ vem passando por greves, eu sou otimista e acho que a situação melhorará.
Vou tentar na FGV-RJ também para matemática aplicada, mas vou concorrer para bolsa de estudo pois não tenho condições para pagar o curso. No momento apenas trabalho de free-lancer de garçom aos finais de semana e meus pais estão desempregados, além de estarem se divorciando…
Eu não vejo problema em viajar para outra cidade para fazer o meu curso. Eu me adapto a situação e arrumo o que fazer na cidade para suprir minhas necessidades.
Cristiano, essa é minha dúvida: Qual universidade indica para quem quer cursar matemática e ao mesmo tempo estar perto de ótimos professores para aprender economia (Austríaca, para ser mais exato)?
Seja qual for sua profissão (nível superior ou não), estude por conta própria a Escola Austríaca e outros pensadores liberais e conservadores, será benéfico para você. Mises, Hayek & CIA são como chocolate ou catupiry: vão bem com quase tudo!
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Só não entendi uma coisa: um matemático, mestre em economia, é considerado economista pelo COFECON?
Obrigado.
quando se fala trabalhar no mercado financeiro, o que querem dizer ? Ser corretor? Analista ? Consultor? E o local de trabalho seria em empresas tipo Xp, empíricos, suno, Itaú, Bradesco, etc. E como autônomo é possível fazer dinheiro estudando matemática e EA? quais as opções?
Eu acho um pouco errôneo esse artigo ao recomendar o curso de matemática. Eu possuo um certo conhecimento nesse ponto por ter transitado em cursos de exatas, uma coisa que observei é que a faculdade de matemática em si é merda. Tudo bem que adoro matemática, acho o curso muito legal, mas a formação é bem básica, típica escolar. A matemática que todos querem, no caso pra mercado financeiro e outros setores, como o de meteorologia e tal, é matemática aplicada, se fosse o curso de matemática aplicada aí sim compensaria. O sujeito fazer matemática achando que vai ter vantagem no mercado financeiro é uma ingenuidade. É só ver o currículo dos cursos de matemática. No Brasil, pelo menos no RJ dois cursos de matemática tem alta concorrência: matemática aplicada na UFRJ e na FGV, somente! Esses preparam o sujeito pra finanças, mercado financeiro, estatística. Caso contrário, melhor se dedicar a Estatística, faculdade no caso. Todas essas dicas é para quem gosta de matemática, evidentemente. Agora fazer o curso de matemática por achar que vai ter isso que o autor fala, é muita burrice, não dá formação nenhuma e vai ser foda pra ser forma, caso a pessoa não tenha domínio. Assim como também não recomendo economia, e olha que sou estudante da área. Eu acho que valeria mais a pena fazer Gestão Financeira (2 anos), Marketing (tem muita coisa relacionada a administração, microeconomia, comportamento do consumidor), ADM (pra quem quer mercado é a melhor na minha visão, assim como gestão financeira), uma outra seria RI. No caso de Gestão Financeira eu acho que compensa por ser uma ADM voltada para o mercado de trabalho, pega coisas de finanças e prepara melhor pra mercado, sou formado nessa área e achei melhor que Economia nesse ponto. RI acho um curso legal por dois motivos: muito conhecimento em história, geopolítica, sociologia, e pega bem de leve algumas coisas de economia, mas o legal é que sai desse viés ideológico da economia nas universidade, lida com áreas de negociação, comercialização, direito internacional, acho RI legal por isso. Mas no final das contas, nenhuma dessas áreas dá reserva de mercado, ou seja, qualquer um formado com isso vai ser formado, profissional da área é outra história. Matemática Aplica para quem é muito bom (o curso é difícil) na matemática tem mais valor que qualquer um desses outros, me refiro a procura de profissionais, já que carece na área.
Realmente mestrado em economia no Brasil é uma merda, o menos pior seria o da Escola de Chicago (Que não é no Brasil), o resto é uma merda gigante. Na UFRJ tem em Economia Política e Internacional, é mais direcionado a relações internacionais isso, embora seja da escola de economia. Pode até ser melhor. Tirando esses, só recomendaria em finanças mesmo, fazer mestrado em economia pra pegar Keynes e Microeconomia neoclássica, tem que ter saco pra caralho!
Obs: O mestrado na espanha que é dado na Universidad Rey Juan Carlos, do Hueta de Soto, parece bom, mas tenho quase certeza que chegando no Brasil não seria validado, infelizmente. Andei vendo e parece que o Máster deles é de 1 ano só, o que vai prejudicar mais ainda o aceite aqui, pois mestrado no Brasil tem duração de 2 anos (acadêmicos). Agora se o sujeito quiser ficar na Europa e em qualquer país descente do globo, esse mestrado tá de boa! No brasil é que tem essas palhaçadas.
O curso de Engenharia de Produção vale a pena ? Para quem quer trabalhar com economia, finanças e etc…
Boa tarde.
Me formo em economia em dezembro e estou no segundo ano de matemática. Gostaria de algumas sugestões sobre programas de mestrado, pois estou com uma puta dúvida se devo fazer mestrado em economia ou matemática.
Qual seria o mais adquado para o mercado de trabalho ?
PS: apesar da maioria dos centros de pós graduação ter um viés keynesiano, ainda sim PUC Rio e Fgv tem bons professores liberais, porém não são austríacos.
Um dos melhores artigos que li no mises brasil. Meta ler todos os artigos e fazer a pós graduação em escola austríaca de economia.