Algumas
correntes de internet estão divulgando um comparativo entre os preços dos
carros no Brasil e os preços desses mesmos carros em outros países. Como era de se esperar, as diferenças de
preços são gritantes e até mesmo revoltantes, com alguns modelos chegando a
custar o triplo do preço aqui no Brasil.
Particularmente
chamativo foi o caso do Honda City.
Segue um trecho de uma reportagem:
As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil
do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan
Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são
responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes […] O analista
Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de
lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros
países.O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do
carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido
no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$
3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto
R$ 20,3 mil.Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$
20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de
margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando
que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de
lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço
vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.Será possível que a montadora tenha um lucro adicional
de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada.
Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.
O
jornalista faz um salseiro com os números, deixando tudo bastante confuso. Vou tentar clarear um pouco o que ele
escreveu.
O
Honda City sai da montadora em Sumaré a R$ 20.300. A concessionária mexicana o revende por R$
25.800. A diferença de R$ 5.500 é
explicada pelo preço do frete pago pela concessionária mexicana e pela margem
de lucro dela.
Até
aí, tudo certo. No entanto, a coisa fica
mais animada quando se descobre que esse mesmo carro que sai da montadora a R$
20.300 é revendido pelas concessionárias ao consumidor brasileiro por R$
56.210. O que explica esse
encarecimento?
Para
entender esse processo, muito antes de xingar as montadoras de “gananciosas”
por quererem altos lucros (todo mundo sabe que gananciosos são só os outros;
nós nunca somos), é preciso olhar como funciona a carga tributária no Brasil.
O
assunto é extremamente aborrecido e não é minha intenção entrar em detalhes
aqui. Basta dizer apenas que, por
exemplo, o IPI recai sobre o preço do veículo que a montadora venderá para a
concessionária brasileira, mas não para a concessionária mexicana, pois o IPI
não se aplica a produtos exportados. O
mesmo ocorre com o ICMS, que não incide sobre produtos industrializados
destinados à exportação. Já a COFINS
recai sobre a receita bruta da montadora, o mesmo ocorrendo com o PIS.
Ou
seja: suponha que você inicialmente queira vender um produto a $100 aqui no
Brasil. Imediatamente você terá de
acrescer uns $13 só de IPI (a alíquota é de 13% para automóveis com motor de
até 2,0 litros). Além do IPI, tem o ICMS (de 18% para São Paulo, estado onde o
Honda City é fabricado), cuja base de cálculo é $100. Ou seja, você vendeu por
$113, deu $13 para o governo federal e mais $18 para o governo estadual. Sobre a sua receita bruta, ainda vão incidir
7,6% de COFINS e 1,65% de PIS. E depois,
sobre o lucro, ainda vai ter o imposto de renda de pessoa jurídica, que pode
chegar a 25%.
Se
quiser fazer os cálculos, vá em
frente. Eu tenho até
medo…
Assim,
utilizando-se os próprios dados contidos na reportagem, temos a seguinte
sequência:
Preços
Preço
de fábrica: R$ 20.300
Preço
vendido para a concessionária: R$ 52.231,22
Preço da concessionária para o consumidor
final: R$ 56.210
Lucros
Lucro
da montadora: R$ 15.518,00
Lucro
da concessionária: R$ 3.979,66
Carga tributária: R$ 16.413,22
Observe
que a carga tributária é maior que o lucro da montadora e mais de 4 vezes maior
que o lucro da concessionária. É curioso
notar que os brasileiros condenam o lucro da montadora, que ao menos está lhes
oferecendo um bem, e dão passe livre para o esbulho do governo, que em troca
lhes dá dois tipos de estradas: as pedagiadas e as esburacadas.
Não
estou dizendo que as montadoras são inocentes.
Seria grande ingenuidade dizer isso.
Por exemplo, sobre a importação de carros, algo que traria grande
concorrência para o setor, incide um imposto que está na faixa dos 35%. Trata-se de um imposto criado justamente para
atender aos interesses das montadoras nacionais. Sem esse imposto, o preço dos importados
ficaria muito menor, a concorrência seria maior, os preços dos carros nacionais
teriam de ser diminuídos e, consequentemente, o lucro das montadoras (já que é
com isso que o brasileiro se revolta) seria sensivelmente reduzido.
No
extremo, se não houvesse essa enxurrada impostos (IPI, ICMS, PIS e COFINS) e
não houvesse também o imposto sobre importação, tanto aqueles R$ 16.413,22 de
carga tributária quanto o lucro de R$ 15.518 da montadora certamente seriam
acentuadamente menores, o que traria o preço final para perto do preço
mexicano. Quando há concorrência,
especialmente de importados, não dá pra colocar os preços nas alturas.
Poucos
se lembram, mas logo no início do Plano Real, uma das medidas para conter o
aumento de preços foi a brusca redução do imposto de importação. Para os automóveis, as alíquotas caíram de
50% para 20% em setembro de 1994. Essa
redução vigorou até março de 1995, quando o governo voltou a elevá-las, desta
vez dando uma pancada para 70%. Aquele
curto período de redução foi suficiente não apenas para atemorizar as
montadoras nacionais, que repentinamente viram seus confortáveis lucros evaporaram,
como também para trazer um impressionante revigoramento à frota nacional. Os importados tornaram-se comuns principalmente
nas ruas de São Paulo, onde desfilavam Rolls-Royces, Corvettes, BMWs,
Mitsubishi Lancers, Audis, Alfa Romeos 164, Subarus e Mercedes-Benz C 180, coisa
rara no Brasil da época. No Rio de
Janeiro, na Avenida das Américas, surgiram nada menos que 20 importadoras de
carros se acotovelando para disputar clientes, algo até então inédito. Mas toda essa farra foi interrompida pelo
governo em março de 1995, para júbilo das montadoras nacionais, que voltaram a
operar sossegadas em seu oligopólio protegido pelo estado.
Mas
além dos impostos e do protecionismo, há também um terceiro fator que explica
os altos preços dos automóveis no Brasil: a subjetividade dos
consumidores. O preço de um carro no
Brasil não depende apenas de custos de produção, impostos, investimentos e
margens de lucro; depende também, e isso é algo bem acentuado no Brasil, de
quanto o consumidor está disposto a pagar pelo produto.
Por
algum motivo — talvez histórico, talvez cultural –, o brasileiro sempre
considerou carro um sinal de status.
Quanto mais chique e caro, melhor ele acha que será avaliado o seu
posicionamento social. Isso não é uma
crítica, mas apenas uma constatação de um traço peculiar do brasileiro. Aqui, quando um indivíduo ascende
socialmente, uma de suas primeiras providências é trocar de carro (isso vale
tanto para porteiros quanto para jogadores de futebol). Ele está muito preocupado com o julgamento das
outras pessoas. Quanto mais caro o
carro, melhor ele pensa que será visto pelos outros. É aquele fenômeno conhecido como “novos
ricos”, que faz a alegria não só do mercado de automóveis, mas também do
mercado de restaurantes chiques e do mercado imobiliário.
Sendo
assim, a aquisição de um carro passa a ser guiada mais pelo seu preço do que
pela real conveniência que o carro trará ao novo-rico — o que dá margem para
as montadoras colocarem os preços muito acima dos preços que vigoram em outros
países; e, como se vê, mesmo assim não faltam consumidores, haja vista os
seguidos recordes de vendas.
(Com
efeito, se a preocupação fosse unicamente uma locomoção confortável, qualquer
Mille ou Gol com ar condicionado daria conta do recado para uma família de 4
pessoas.)
Na
há necessariamente nada de errado nesse comportamento novo-rico, mas é fato que
ele ajuda a deixar os preços dos carros em níveis mais altos do que estariam
caso o brasileiro fosse mais frugal (e ele não é). É uma simples questão de oferta e demanda.
Portanto,
três fatores explicam os preços dos carros no Brasil: carga tributária,
protecionismo e o fenômeno brasileiro dos emergentes, um pessoal que não sabe
bem o que comprar mas acha que está comprando bem porque está pagando caro.
__________________________________________________
ATUALIZAÇÃO
EM 01/07
Algumas
pessoas ficaram revoltadas e outras demonstraram discórdia em relação a este
terceiro item (comportamento dos consumidores).
Curiosamente, este é exatamente o item mais óbvio de todos — ou o menos
controverso –, e pode ser compreendido por qualquer pessoa que não possua nenhum
conhecimento econômico. A lógica é
simples:
Qualquer
empresa — seja uma montadora de automóveis ou uma padaria — vai cobrar para os seus
produtos o maior preço que puder, que seja consistente com o maior lucro possível. Duas coisas colocarão um teto nesse preço máximo:
a concorrência e a disposição dos consumidores em aceitar os preços praticados (fenômeno esse
chamado de ‘valoração subjetiva dos consumidores’).
Para
todo e qualquer empreendimento que lide com a venda de produtos não essenciais,
são os consumidores que irão decidir o preço máximo que estão dispostos a pagar
por estes produtos.
No
caso brasileiro, as montadoras aparentemente ainda não chegaram a esse preço máximo
para seus carros, pois os preços continuam subindo e os carros continuam sendo
(muito) comprados, e os lucros continuam altos — o que significa que os consumidores de uma determinada
faixa de renda continuam deixando claro que estão dispostos a continuar pagando
os preços vigentes.
Sendo assim, que incentivo haveria para se reduzir preços?
Não
há absolutamente nenhum motivo para afirmar que tal raciocínio seja controverso
— a menos, é claro, que se parta do princípio de que um Honda City seja um bem
absolutamente essencial para vida humana, e que sua compra é uma questão de sobrevivência.
Essa reportagem publicada no lixo estatista UOL foi a coisa mais economicamente retardada das últimas semanas na grande mídia brasileira.
Além dos fatores que você citou vale lembrar a explícita proibição da importação de carros usados. A demanda por carros novos iria baixar bastante, principalmente populares.
Sem contar a expansão da moeda e do crédito automotivo, realizada pelo sistema financeiro regulamentado. Os imbecis marxistas que fizeram a matéria, claro, não sabem o que são preços, juros e lucro. Eles acham que as montadoras são capazes de colocar os preços que querem nos carros… Ué, se existe toda a sorte de empecilhos para aumentar a oferta e o BACEN e os bancos comerciais abrem as torneiras da demanda, é lógico que os preços vão subir…
Excelente artigo Leandro! Em relação à proibição de carros usados que o Rafael mencionou, só como exemplo de como isso distorce o mercado de automóveis no Brasil, cito o quão baratos são os carrões americanos usados e em excelente estado de conservação. Um exemplo é um Lexus 2003 sendo vendido no ebay a 12.900 dólares cgi.ebay.com/ebaymotors/Lexus-300-2003-LEXUS-IS300-5-SPD-WARRANTY-ONLY-59K-MILES-_W0QQcmdZViewItemQQhashZitem3f0b44cb3cQQitemZ270771997500QQptZUSQ5fCarsQ5fTrucks
. Para quem mora nos EUA, ou outro país que não se chame Brasil, é possível comprar um carrão usado, mas em excelentes condições, a preços ainda menores no ebay.
Outro exemplo: um BMW 3-Series 325Ci 2006 sendo ofertado a pouco mais de 22.000 dólares
cgi.ebay.com/ebaymotors/BMW-3-Series-325Ci-Certified-Warranty-Sport-Prem-pkg-Xenon-Htd-Seats-/180683263969?pt=US_Cars_Trucks&hash=item2a118fcfe1
Não estou fazendo propaganda do ebay. Apenas citei esses exemplos como ilustração. Realmente, o Brasil é o paraíso das montadoras: mercado fechado à competição externa, crédito farto do sistema bancário e consumidores perdulários que se dispõem a passar todo tipo de aperto financeiro, comendo e morando mal, desde que tenham um carro novo para impressionar a vizinhança, amigos e parentes, ainda que o brinquedinho tenha sido adquirido em 72 “suaves” prestações.
Uma questão que um amigo meu levantou e que me pareceu fazer todo o sentido é que o custo de oportunidade para se investir em carros é muito alto no Brasil, pois haveria uma série de investimentos que trariam grande retorno, como a compra de títulos do governo. No caso brasileiro, só valeria a pena para um investidor produzir carros se a taxa de lucro superar a taxa de retorno de outros investimentos mais seguros, e por isso o preço do carro vai lá pra cima.
O que acha, Leandro?
Abraço.
Brilhante análise!
também lí esta matéria e fiquei indignado,
atacar o lado errado do problema como sempre,
se acha que o lucro tá alto, monte uma!
e serve pra tudo:
posto de gasolina; montadora; loja de automóveis etc…
Pare de reclamar e monte a sua loja de altos lucros e nade de braçada já que é tão fácil assim…
Os lucros maiores no Brasil também servem para cobrir o “risco Brasil” pois sempre um ex-funcionário entra com processo na justiça, o governo cria uma medida aqui e outra alí dificultando o negócio, de repente impostos aumentam, ou surgem, crises de confiança, burocracia, morosidade, e por aí vai… então a empresa tem que criar um colchão para estes imprevistos que talvez não tivesse num cenário mais estável, algo semelhante à uma TAXA LIVRE DE RISCO + TAXA RISCO BRASIL = TAXA REQUERIDA.
Apenas na parte dos “novos ricos”, concordo com a análise mas ainda acho muito subjetivo e pessoal tal afirmação como importante e talvez precisasse de um suporte mais embasado por algum antropólogo ou psicólogo, mas empiricamente analisando acho que está correto…
Ótima análise sobre as taxações. Os impostos sobre fabricação, venda e importação inflam os custos e diminuem a qualidade – a fim de tornar o preço mais acessível – não só de automóveis, mas de todos os bens de consumo.
Achei, entretanto, um pouco impensada a análise de que especificamente o brasileiro vê o automóvel como símbolo de status. Ora, isto é global. O status faz parte do produto carro em todo e qualquer lugar do mundo!
Talvez isto seja mais explorado em países em desenvolvimento, como na América Latina. Mas neste caso, tal argumento não poderia ser utilizado porque nossos vizinhos pagam muito mais barato por seus veículos.
E ainda, se isso fosse verdade, os populares não representariam a maioria esmagadora de vendas no Brasil (sim, o Mille e o Gol que você citou são os líderes absolutos de vendas!).
quatrorodas.abril.com.br/QR2/autoservico/top50/2010.shtml
O lucro do carro novo é alto no Brasil devido a oferta artificial de crédito feita pelo estado.
O preço é baixo no México pode ser explicado pela importação de carros usados dos EUA, a maior parte da importação é feita de forma ilegal.
O post mostra que o jornalismo do UOL é burro ou desonesto.Talvez o erro desse post e do artigo do UOL é ignorar o efeito que a importação de carros usados no México tem no preço dos carros novos e o efeito do crédito no Brasil.
Boa tarde Leandro!
O credito facil e longo, como já citado, favorece o aumento dos lucros. Os donos das concessionarias estão praticamente em uma area sem risco. Voce sabe dizer qual o percentual das vendas de veiculos está atrelado ao credito e deste montante qual a inadimplencia? Pela divulgação recente na nova classe media, a partir de R$1600,00 mensais familiar, eu não sei como conseguem pagar as prestações. abs
A análise começou muito boa mas acabou pecando pela emoção na parte final. Dizer que qualquer Mille ou Gol… foi demais. Sinto muito, mas não basta ter quatro rodas para todos os veículos serem substitutos perfeitos.
Leandro, li essa mesma matéria e a sequência. No meio desse salseiro, na reportagem de hoje o autor reconheceu que o carro vendido pro méxico se aproveita de drawback, uma modalidade de importação onde vc não paga determinados impostos se o produto manufaturado for exportado. Então o custo de 20 mil e pouco é maior para o carro vendido no brasil.
Agora o ponto que ele não propôe é que se extingua o Imposto de Importação; se ele acha que o lucro é muito grande, que deixe os importados achatarem os lucros dos nacionais!! E vc falou de forma primorosa em como o autor esqueceu de citar o imposto de renda e os investimentos que uma montadora tem que fazer para não ficar obsoleta!!
Atenção para o erro: “motor de até 2,0 litros”.
Motor de 2 litros????
Oferta e demanda… Baixa oferta em relação a demanda que temos, dá nisso. O Brasileiro gosta e quer carros, e vai comprar. Se o preço fosse mais baixo não teria carro pra todo mundo(desabastecimento). Simples.
Na diferença de $5500,00 devem estar embutidos impostos pagos ao governo do México pelo consumidor?
Gostaria de observar o seguinte:
1) O custo Brasil não é falado abertamente pelas montadoras e outras indústrias locais. Mas sabemos que a burocracia brasileira tem um custo presente em todo o produto industrial gerado internamente. Reflete-se na quantidade de empregados a disposição do governo, isto é, das injunções legais sempre em mudança. Lembre que não por acaso advogados tributários fazem fortuna rápida no país. O mesmo vale para as propinas que indústrias tem que pagar desde para prefeituras até juízes.
2) A segurança econômica também tem um custo. O grau de incerteza da economia influencia na determinação dos preços, embora eu não saiba avaliar quantitativamente.
3) O status do produto pouco influencia. Se um honda civic custasse a metade, as pessoas iriam buscar status com um accord. Portanto, o status também é relativo. Mas é um fator importante, mas não sei também se influencia os custos. Acho que é tanto mais importante quanto mais atrasado é o país e seu povo.
Parece que o Leandro foi certeiro na análise. Palavra do presidente da PSA Peugeot Citroën:
Para o presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. “As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado”, disse.
Fazendo uma comparação grosseira, ele citou o mercado da moda, talvez o que mais dita preço e o que mais distorce a relação custo e preço:
“Me diga, por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços das suas bolsas?”, questionou.
Ele se refere ao “valor percebido” pelo cliente. É isso que vale.
“O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.
“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.
omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0
Eu comentei para uma pessoa sobre como os impostos encareciam carros. Ele disse: “Mas imagina como seria se não tivessem esses impostos, o trânsito já é um caos com eles, todo mundo teria um carro e seria pior ainda”.
Do fundo da minha alma, eu não sei como agir polidamente em situações como essas.
rapaz, interessante sua idéia de proteger as montadores no país…me desculpa mas sua falta de conhecimento na área me assuta, parei de ler sua coluna na parte*** O jornalista faz um salseiro com os números, deixando tudo bastante confuso. Vou tentar clarear um pouco o que ele escreveu.***
Seu artigo é ótimo, bem racional. Mas a matéria publicada no UOL, ora criticada, tem o seu valor, pois levantou a discussão e um importante questionamento sobre o assunto. \r
Ainda que a análise do jornalista fundamente-se em falsos paradigmas, ela leva a uma situação que deve ser refutada por marxistas, liberais, xiitas, filisteus, judeus ou qualquer rótulo que queiram dar para as pessoas: uma estranha união de um oligopólio, governo e consumidores anciosos. \r
Nesse caso, o questionamento pela mídia, ainda que de forma equivocada, já é o primeiro passo para (re)pensar essa estranha união.\r
\r
A questão levantada pelo Leandro (que não é nova), do papo de que “brasileiro quer demonstrar status” e essa baboseira de ascensão social são responsáveis pelo alto preço que pagamos, faz parte do bom e velho complexo de vira-lata do brasileiro. Esse tipo de análise passa a impressão aos desavisados que essa é uma característica apenas do nosso país. Já visitou um país chamado Estados Unidos da América? Se não, vá e verá uma população extremamente capitalista, preocupada em ter o último iphone, o melhor nike e também o melhor carro.
Se os impostos fossem totalmente retirados dos carros hoje, amanhã não seria possível os preços caírem, pelo menos não proporcionalmente aos impostos retirados.
A produção de carros é muito inferior a demanda, os preços NÃO PODEM cair pelo simples fato de que se isso acontecesse como as coisas estão, por burrice das montadoras ou por coerção estatal, o resultado seria o total desabastecimento de veículos novos.
Para os preços cair tem que:
1 – Serem retirados ou pelo menos diminuídos severamente os impostos sobre produção e comercialização de veículos.
2 – Desburocratizar e abrir o mercado, permitindo que novas montadores se instalem com muito mais facilidade no Brasil.
3 – Igualar impostos de carros nacionais e importados
4 – Permitir importação de todo tipo de veículos, novos ou usados.
5 – Desregulamentar todos os serviços de transporte público, como ônibus, vans, táxis, trens e metrôs. Para que esses serviços melhorem em qualidade e preços e concorram com o setor automobilístico.(Hoje todo mundo quer carro para fugir dos perigosos e nojentos transportes públicos, e andar de táxi não é nada barato).
Bem, seu pensamento tá correto, não se tem dúvida que os altos impostos + Lucros Altos + Consumidores anciosos (onde o valor percebido é totalmente equivocado, inclusive a qualidade percebida tb), fazem com que os preços os automóveis sejam elevados. Mas ainda acho plausível que a população tenha conhecimento de todos os fatos necessário para que criem pelo menos uma senso critíco. Acho louvável que surja movimentos contra os preços altos, não só dos automóveis, mas de todos os produtos fornecidos a preços abusivos. Vamos parar de marcha para gay, marcha para maconha etc… vamso fazer passeatas para saúde, educação, transporte público de qualidade, para que o dinheiro pago em imposto volte para população em beneficios e não para pagamento de juros para banqueiro com seu capital improdutivo. As montadoras geram empregos, gastam com pesquisa etc… Devem ter lucro com certeza. Acho que a população necessita de mais respeito, maior qualidade dos produtos pelo menos equiparado ao resto do mundo… Acho interessante a revolta do povo por A ou B, o brasileiro é muito passívo e totalmente desprotegido.
O governo protege as montadoras… as reduções de IPI na crise não foram totalmente repassados aos consumidores… palhaçada… E a falta de concorrência é terrível para os consumidores, mas a curto prazo a redução da proteção é ruim para os empregos locais. O brasil é uma caixinha de surpresa, já viram quando a divída interna aumentou? O próximo boomm pode acontecer com o mercado de imóveis, ou a galera nao percebe que tá financiando casa que num vale 50 mil por 150 e achando barato! É acho que somos ricos, ou trouxas, ou passivos… ou a lei de mercado é feroz com nossa sociedade… tou para descobrir ainda!
Concordo totalmente com os prejuízos da carga tributária e do protecionismo, mas tenho uma certa dificuldade para aceitar a argumentação de que uma maior demanda da parte dos brasileiros mantenha o preço sempre maior do que em outros lugares.
Um aumento repentino na demanda sim, certamente aumentaria o preço. Mas existindo um livre mercado, isso faria com que no médio-longo prazo investidores aumentassem a capacidade produtiva do item mais demandado. (Assumindo, claro, que se trata de algo cuja oferta possa ser aumentada com investimentos em capital, como é o caso da produção de carros)
Esse aumento da oferta para acompanhar a demanda teria que empurrar o preço para baixo, até atingir um preço competitivo onde já não é mais interessante investir em produção, já que o lucro já não é mais aquelas coisas.
Logo, se é verdade a hipótese de que brasileiros têm maior demanda por carros de status (o que eu já duvido um pouco, esse tipo de coisa é mundial, não creio que seja particularmente mais forte no Brasil), isso deveria fazer com que a oferta de tais carros seja mais abundante no Brasil que em outros países, mantendo os preços equiparados.
Se tal oferta não aumenta, eu não culparia a subjetividade do brasileiro por isso…
Bom dia a todos! Engraçado, esses dias via uma matéria no G1 de um camarada que comprou ingressos para o rock in rio, resolveu vender um a preços exorbitantes e foi chamado para prestar esclarecimentos (ou mais que isso, não sei), com aquele blá blá blá de concorrência desleal e tudo mais.
Parece que algumas pessoas confundem lucro com enriquecimento ilícito, ou sem causa. A reportagem do Joel cita uma parte a respeito do Kia Sportage, que deveria ser vendido inicialmente na casa dos R$ 75000, mas por falta de concorrência acabou tendo seu preço jogando para os R$ 90000, praticamente. Antes que os economistas ou pseudoeconomistas dos comentários demonstrem as causas justificadoras, lei da oferta e da procura, não há diferença entre isso e um cidadão maldito que tenta vender um ingresso sobressalente, com pessoas fazendo fila pra comprar. Não há diferença. Beneficiar-se da torpeza da população ou auferir ganhos que exorbitam aquilo que deveria ser considerado lucro, pra mim não é razoável.
E mais: É incrível como essa reportagem acabou criando uma tensão totalmente desnecessária. Já tem alguns aí dizendo que é papo de marxista, os riquinhos de plantão dizem que é coisa de pobre e o escambau.
Particularmente aqui cada um vem com uma tese econômica pra justificar os altos preços, uns culpam as montadoras, outros culpam o governo, outros culpam a população.
Meu amigo: Eu só quero comprar um carro a preço justo. Não sei se pra isso terá que ser feito uma revolução, um quebra-quebra, um abaixo-assinado, uma passeata, se isso vai ocorrer devido a uma crise, por uma reforma tributária, sei lá. Também não sei de quem é a culpa, se é das montadoras, se é do governo, se é da população. Eu só quero uma droga de carro a preço justo. E acredito que esse é um desejo tanto de quem é de esquerda, quanto de direita, rico, pobre, branco, preto etc.
O fato é que somos explorados pela venda de carros (e dos outros milhares de impostos que pagamos).
Ao invés de ficarem aqui discordando um dos outros, lutemos para que sejam postas as cartas à mesa e que resolvam a questão por meio da solução mais adequada, qualquer que seja. Carro a preço justo já!
Olá,
Vi esse artigo e me bateu uma dúvida.
O que eu devo estudar caso queira entender a economia na visão do empresário? Por exemplo, preço, quantidade a ser produzida, quanto direcionar a investimento, quanto direcionar a produtos de consumo, etc.
Que livro estudar para entender isso? O que eu devo pesquisar na internet?
Muito Obrigado!!!
A análise está correta, mas por que focar a artilharia apenas nos impostos? E daí que os impostos são altos. Eles são mesmo. Mas isso é outro problema a ser atacado. Não vamos esconder atrás da gordura dos impostos altos, a gordura dos lucros altos das montadoras. Esta é a verdade. \r
E voces todos esqueceram ainda do seguinte. Eu em 2001 comprei um Astra zerado e obtive desconto de 10 por cento por pagar a vista. Experimente hoje em dia voce pedir algum desconto por pagar a vista. Nenhuma concessionária te dá desconto, sempre com o mesmo papinho de que esse é o preço final, etc. Só que daí eles vão avaliar o seu carro e tiram 10 mil reais do valor do automóvel. Recentemente uma concessionaria falou que ma pagaria 30 mil no meu Corolla 2008, sendo que na tabela Fipe ele vale pelo menos 39 mil. \r
Essa história de que o mercado faz os preços é bonita em um país onde as coisas realmente funcionem, não em um país onde o dinheiro público vai parar nos cofres de dono milionário de supermercado, para que este fique mais rico, desempregue as pessoas e domine o mercado, praticando os preços que quiser. \r
Em suma, capitalismo sim, mas com concorrência, orgãos anti truste fortes e atuantes, Ministério Público em cima com abusos do poder econômico e montadoras com margem de lucro igual ao dos outros países. \r
Todos aki trabalham em concessionárias ou montadoras??? Até parece uma reunião de condomínio!!! KKKK
Para com isso o brasileiro é que é trouxa mesmo. Paga por uma carroça o preço de um sedã. Como disse um amigo meu a saída do Brasil sempre foi a mesma: O AEROPORTO.
Abraços do bilionário!!!!!
Voce não entendeu minha crítica. Eu não disse que sou favorável ao governo dar dinheiro público para empresário que já é rico ficar mais rico. Justamente critiquei essas pessoas bem relacionadas que conseguem dar uma mamadinha lá no Estado. Eu só acho que esse caso é emblemático, para mostrar como funciona a mentalidade dos empresários no Brasil. Empresário aqui tem aversão a risco e concorrência e usa de todos os seus contatos e pressões para fazer o governo funcionar em sintonia fina com esses anseios, em prejuízo é claro do cidadão e dos consumidores. \r
Não é a toa que as montadoras extraíram do governo um muy amigo imposto de importação de 35 por cento em 1995. Tiveram 16 anos para se organizarem, mas preferiram ficar engordando os lucros de maneira fácil, vendendo carros de modelo ultrapassado e sem equipamentos a oferecer algo de qualidade e com bons preços.\r
Quanto à questão do desconto no carro, não acho certo praticar o mesmo preço à vista do que é cobrado a prazo. E quis apenas mostrar que a prática das concessionárias mudou nos últimos anos, não oferecendo nunca mais descontos e desvalorizando muito os usados de quem vai lá negociar. É incrível existir tanta sintonia e nenhuma concorrência entre elas. Não existe um concessionário sequer capaz de adotar prática diferente. \r
Quanto a mim, naturalmente, achei uma solução pra isso que é vender por fora, como já fiz com 3 carros meus, ao longo dos últimos anos.
Thiago,\r
\r
O que você acha dos preços não interessa a ninguem. Enquanto tiver gente comprando vai ter gente vendendo. Se você acha injusto o preço simplesmente não compre, se um número grande de pessoas fizer o mesmo o preço munda ou o produto deixa de ser vendido. \r
\r
Você tem síndrome de Nazista, você quer controlar os preços, preço não se controla.
Não acho que a carga tributária seja o problema.
De fato as montadoras estão lucrando muito. A GM lucrou no primeiro trimestre US$ 3,2 bi e uma fábrica da Volkswagen pagou aos seus metalúrgicos mais de R$ 10 mil de PLR. Isso com toda essa carga tributária. E mesmo com carros cada vez com qualidade mais baixa e preços mais altos que o aceitável ainda falta carro.
Eu sendo dono aumentaria os preços…
Não devemos nos esquecer tambem que o custo brasil influencia no preço final dos carros(custos de transporte elevados,encargos trabalhistas altos,juros altos,dolar em queda que eleva o preço do nosso carro em relação a outros paises,burocracia infernal,etc.
Fim do QE2 americano hoje…
Alguma previsão austríaca dos próximos passos?
vai vir um QE3?
os bancos americanos vão começar a soltar os mais de um trilhão que estão segurando?
inflação lá virá galopando?
será que o governo vai conseguir enxugar o excesso de liquidez? ou vai aumentá-la?
Será que isto dá um artigo?
Caro amigo, obrigado pelos textos recomendados. Por hora, em assunto de economia, limito-me a ler a The Ecomist. Quanto tiver um tempinho e quiser me aventurar na sua área, eu lerei o que voce recomendou. A voce, que não sabe tudo na vida (ou será que sabe?? Melhor perguntar né, vai que estou enganado) recomendo que leia também uns textos jurídicos. Comece pelo Código de Defesa do Consumidor e pela lei antitruste. Leia a lei seca mesmo, porque, como leigo no assunto, melhor voce não se aventurar em textos jurídicos mais profundos, ainda mais por que voce não é uma pessoa aberta ao debate ou a opiniões diferentes.\r
Quanto ao outro colega, realmente não sou formado em economia, mas sim em direito. Mas quem foi que disse que economia é o único saber que existe na face da Terra? Saia da sua bolha de arrogância e esteja aberto para outras visões de mundo. O primeiro sinal de inteligência é reconhecer que o conhecimento humano é infinito e não se limita a uma área apenas. Só sei que nada sei, como dizia um grande escritor. Será que voce o conhece??\r
O cara aí diz que quem estudou economia é quem tem o conhecimento. Meu filho, acorda pra vida. Voces estão tomando só porrada e quase puseram de quatro o mundo e a maior nação do mundo que foi os EUA um dia. Voces capturaram o Banco Central americano, fizeram uma farra com derivativos e depois ainda puseram a conta para aposentados e funcionários públicos da Europa e EUA pagarem. Quer maior exemplo de desonestidade. Aliás, voce que acha que sua ciencia economica é o que tem de melhor no mundo, vai ler alguma coisinha na área de psicologia, para voce descobrir que, na verdade, isso que voce acha que são decisões super racionais não passa de pensamentos super primitivos, instintivos. Não é tôa que voces mesmo chamam o movimento de manada. Manada segundo defiinição do Aurélio significa: “Magote de éguas ou burras que acompanham um garanhão”. Dorme com essa o sabichão. Com isto encerro minha participação pois não vou ficar batendo boca com gente refratária.\r
A quem interessar possa, coloquei um adendo ao final do texto, para esclarecer melhor um ponto que gerou discórdia.
O Lucro da montadora, na verdade, não é de R$ 15.518,00.
Este seria um lucro “adicional”, pois dentro dos R$ 20.300,00 do preço de fábrica já está incluído uma parcela de lucro…
Parece que o pessoal está com dificuldades em descobrir o porque de os carros serem mais caros no Brasil. Tem gente falando que a culpa é dos altos lucros das montadoras! Como se os lucros não fossem as metas das empresas, em sua maioria.
O assunto em questão envolve uma discussão mais microeconomica e subjetiva. Basicamente, os carros são bens de luxo no Brasil, não importa de quais carros estamos falando e nem de quem compra. Mesmo os que compram carros populares e/ou usados, compram sem tentar quantificar sua utilidade com o produto. Em São Paulo, o uso do carro é o passaporte para a cidadania tipo “A”, para vc poder fazer barulho à noite, ter preferencia no transito e ainda tentar auferir outros itens de status.
Dado esse total descompasso entre utilidade e preço a ser pago, os carros podem atingir status de bens de Giffen, cujos preços podem ser aumentados e sua demanda ainda aumentar. Para o governo, o imposto cobrado se assemelha aos de bens de vício, como o cigarro. Mesmo com o reaumento do IPI, as vendas aumentaram, como um bem de vício.
Outros argumentam com o custo Brasil, mas o custo Brasil não incide apenas sobre as montadoras. Você já calculou o custo de possuir um carro aqui? Há um custo Brasil enorme para quem compra um carro: seguro, transito, insegurança, buracos, excesso de roubos(pra quem não tem seguro) etc.
Dado esse custo Brasil para o consumidor, deveríamos pensar ainda mais se vale a pena pagar caro por um carro. Mas o resultado é o contrário, o que só pode ser explicado pela total prevalencia dos fatores subjetivos na função utilidade do consumidor. É nessa hora que percebemos a importância dos estudos sociológicos e da investigação empírica microeconomica na fundamentação das leis econômicas.
Outros dirão que apenas querem um carro para se locomover, mas não conseguem achar carros baratos. Bem, a curva de demanda é um agregado e se vc, sem opção, acaba pagando o preço pelo carro, vc apenas estará se comportando como todos os outros. É o teorema da Utilidade Revelada. É impossível ficar medindo a utilidade na cabeça das pessoas, ela simplesmente é revelada pelo seu comportamento no consumo.
Então aqui o status do carro é maior? provavelmente sim, é o que a utilidade revelada demonstra. O carro em si, possui muito mais utilidade do que sua simples locomoção e conforto. Em seu preço está: simbolo de independencia, superioridade, segurança, sexualidade, méritos, capacidade financeira etc.
Mas eu não acho isso e só quero o carro pra me locomover, o que eu faço? Bem, todo tipo de bem tem seu substituto. Considere não comprar um carro e aplicar o dinheiro no Tesouro Direto.
Ah, alguém aí falou sobre o custo de produção em relação às altas taxas de juros brasileiras. A mesma taxa de juros é o custo de oportunidade de se comprar um carro.
E se o mercado fosse aberto? Acredito que seria a melhor opção para todos os brasileiros. Pois compraríamos carros (novos ou usados) a preços bem abaixo do quando estaríamos dispostos a pagar, aumentando em muito o excedente do consumidor para a maioria dos brasileiros. Em certa medida, elevaríamos os preços mundiais tambem, mas não em escala impactante. A consequencia seria o fechamento de algumas fabricas no Brasil, o que afetaria uma parcela pequena de trabalhadores. No entanto, o sindicato desses trabalhadores possui forte influencia política no Brasil.
Em suma, o mercado de automoveis é determinado pela “paixao de todo brasileiro por carro”, e pelo conflito consumidores X Montadoras Nacionais/Sindicado. Um conflito subjacente é o dos bens substitutos, que passa basicamente pela incapacidade dos governos e da sociedade em organizar um transporte público rápido e confortável.
Na atual situação, o preço só abaixará com alguns fatores. Abertura externa(fechamento de algumas fábricas). Melhoria do Transporte Público e das cidades em si. Mudança de comportamento social.
O comportamento social só mudará de forma vagarosa. Com maior educação e cultura. Quando as pessoas passarem a atribuir status a outros simbolos sociais, quando o comportamento feminino for mais independente e menos interessado, quando os homens tiverem outros valores e outras formas de se destacarem e competirem.
Aos criticos gerais: façam uma pesquisa de campo. Encontrarão pessoas que moram em casas de 1 cômodo(pequeno) que compram carro novo de R$60.000,00 e ainda alugam a uma garagem para poderem guardar o carro.
Faltou comentar que ele erra feio no mais simples dos cálculos.
O LL/ROL típico das revendas no Brasil varia de 0 a 3%, o que daria no máximo R$1700 de lucro por City vendido (já que ele falou LUCRO sem especificar, fica implícito ser o Lucro Líquido). Ou seja, ele erra por 240%, cálculo que ele poderia ter corrigido em 5 minutos buscando dados de revendas no SERASA, nas “500 maiores e melhores” da Exame ou até mesmo conversando com algum proprietário. Se o item mais simples do cálculo teve um erro tão grande, não quero nem analisar o resto…
Outro detalhe: o blog do tal jornalista vive às moscas, com 0 comentários em quase todas as notícias. Não é coincidência surgir uma notícia sensacionalista com cálculo de padeiro para atrair audiência (milhares de visitas e centenas de comentários).
Mas que o brasileiro tem um comportamento consideravelmente abobado diante da compra de um automóvel, ah isso tem! É uma submissão de dar dó às condições do sistema fabricante/vendedor. Se é que existe um fator inflacionário psicológico, o brasileiro consumidor de automóveis o possui em um grau talvez mais alto do que quando consome outros produtos. Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
Vocês foram mencionados (de leve) pelo autor da reportagem em que esse artigo se baseia. Vejam o que ele disse:
A repercussão da reportagem especial Lucro Brasil foi avassaladora. Foram 700 mil visitas no blog, 2000 comentários, 300 emails, quase a totalidade dos comentários concordando que o carro no Brasil é muito caro e que não há explicação para isso.
As raras vozes discordantes vieram de um instituto que “defende a liberdade de propriedade”, e de um colunista, que classificou a reportagem como “crítica fácil”.
Fácil – e confortável – é reproduzir o discurso da indústria, que culpa o imposto por todas as mazelas do setor.
Difícil é explicar, como tentamos, de onde vem essa grande margem que faz o carro brasileiro ser o mais carro do mundo.
Joel Leite
omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-07-01_2011-07-31.html#2011_07-06_18_31_32-142809534-0
O comportamento fiscal do Brasil, arrecadando excessivamente impostos em tudo o quanto se venda, não geraria uma baixa oferta permanente de produtos, uma falsa “nobreza” a coisas comuns? Vejo o comportamento do consumidor como infantil, mas não explica tudo. O governo também se aproveita para faturar em cima. Onde tudo é caro, nada mais normal que o lucro seja proporcionalmente mais alto. Governo e produtores culpam-se mutuamente, mas não fazem nada para a mudança porque assim está bom. Dá a impressão que as empresas fazem aqui o que têm vergonha de fazer em seus países de origem, porém esta não é uma explicação razoável, pois vergonha não faz parte da visão de uma empresa. Mas daí nós seríamos cúmplices desta falta de vergonha, talvez sejamos.
Um Hyundai Elantra custa, nos EUA, menos de trinta mil reais; aqui é vendido por mais do que o dobro. E não pode ser vermelho, só prata ou preto. As empresas escolhidas para representarem uma marca aqui são coisas estranhas. Empresários que ninguém conhece de repente viram donos da representação de uma marca no Brasil. Até as cores permitidas para os carros decidem. Quem é que ensina isso a eles?
Olá Leandro!
Gostaria parabenizá-lo por esse excelente artigo! Assim como o trabalho de todos envolvidos no IMB. É um tremendo desafio semear as idéias libertárias num país tão manipulado, fraudado, sofrido como o Brasil.
Gostaria de sugerir um artigo, assim como já sugeriram, fazer um tipo “os 10 países mais livres do mundo”… pois infelizmente, a melhor solução de curto prazo para a melhora da minha vida seja pelo aeroporto mesmo….
Um grande abraço!
Boicote aos carros zeros e defasados já…\r
\r
É hora de dar um basta na exploração econômica que as grandes montadoras nacionais praticam com os brasileiros. O mesmo pode ser dito em relação ao Poder Público que faz o brasileiro trabalhar quase metade de um ano somente para pagar impostos.
Sem querer colocar a culpa apenas no governo eu tenho a impressão de que boa parte do problema vem do nosso precário transporte público. Outro dia tivemos uma saudável discussão sobre esse assunto. E a conclusão foi apenas uma: Todos usaríamos o transporte público SE esse fosse de qualidade. Ora, se o transporte público fosse decente quem perderia horas no trânsito dentro um carro? Se você estivesse num ônibus ou metrô poderia pelo menos aproveitar esse tempo fazendo uma leitura… Assim evitaria de sair por aí regurgitando besteiras que decorou na faculdade.
Eu sei que é uma conclusão um pouco infantil. Mas pense nos custos que poderiam ser cortados também? Manutenção, gasolina, seguros, estacionamentos, flanelinhas e por aí vai… fora a comodidade…
Mas a realidade é outra.
E mais uma vez não temos para onde correr… o caos no transporte público não pode ter outro culpado que não o governo e suas regulamentações. Essas, obviamente, para garantir a nossa segurança. Afinal, quem além do Estado poderia fornecer uma licença para que eu possa exercer essa atividade? Quem mais estaria tão preocupado comigo? Chega a ser patético.
Mais patético que é isso é ver, pelos comentários, como as pessoas são levadas a acreditar nessa verdade. Alguns chegam a ataca-la e depois defende-la sobre uma outra máscara ou rótulo. Incapazes de perceber que se tratam da mesma coisa… Incapazes de perceber uma verdade simples: A regulamentação nunca será benéfica aos consumidores finais. Mesmo quando essa vem mascarada como uma regulamentação de controle de preços finais que, em tese, nos fará comprar algo a um “preço justo”.
Enfim, eu acho que essa mentalidade está tão enraizada na mentalidade do brasileiro que hoje é impossível combate-la.
Outro dia linkei para meus colegas o download do livro “A Lei” fornecido gratuitamente por vocês. Eu acho que as reações não poderiam ser piores. Muita gente realmente me atacou. Hoje respondo pela alcunha de sangue azul e acho que não preciso explicar pq neh? Sou injusto, cruel e desumano… O pior é que eu não consigo encontrar algo mais justo que aquilo abordado nas páginas do livro.
Enfim, infelizmente, acho que estamos lutamos uma batalha perdida…
Perdão pelo desabafo, mas não tenho outro lugar para faze-lo a não ser aqui.
Abraços
André Mello
Acho que se as montadoras não tevessem lucros fora do normal seriam as primeiras a se defender sobre as reportagens e as opiniões dos consumidores se estão caladas é por que tem culpa sim, e que a carga tributária no brasil é grande tambem é verdade concordo com a idéia que o brasileiro ve no carro um sinal de status pois conheço várias pessoas que depois que consequiram um emprego com carteira assinada a primeira coisa que penssaram e fizeram foi comprar um carro 0km em prestações a perder de vista sem pensar em moradia ou futuro dos filhos.Montadoras estão tendo lucros enormes sim, o governo esta tendo lucros com os impostos enormes sim, e consumidores estão dispostos a pagar o preço sim, mas de repente o consumidor foi surpreendido com as noticias dos lucros das montadoras e outros da cadeia automotiva vamos ver como ele reage a isso.
Vix
Apenas para atualizar a discussão copio abaixo aquilo que chamo de volta da política das carroças…
clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/4/governo-zera-ipi-de-carro-que-privilegiar-peca-nacional
Disputa pelo melhor preço: Nissan x Ford
http://www.youtube.com/watch?v=GppqfQ7U_B0
Hoje minha fé no Brasil morreu definitivamente.
Até hoje o cenário era:
Altos impostos nos carros tanto nacionais como importados, porém grande margem para redução de preços já que o lucro das montadoras é enorme, só seria necessário mais concorrência. E era exatamente isso que vinha acontecendo. A enxurrada de carros chines que chegou forçou as montadoras nacionais a reduzirem preços, o mercado cresceu e muita gente começou a comprar carros. Era questão de tempo para os preços caírem ainda mais, mesmo com tanta inflação.
Porém. Quando o mercado contorna os problemas que o governo cria. Lá vem os burocratas para estuprar o povo.
Hoje foi anunciado um enorme aumento no IPI dos carros importados. O que significa que esses carros podem ficar até 30% mais caros.
A desculpa? “Proteger a industria nacional” e “evitar exportação de empregos”.
Porque essas desculpas não colam?
Simples: Nesses últimos meses de intensa concorrência com os importados, a industria nacional se viu obrigada a se mexer, os carros nacionais mais baratos começaram a sair com cada vez mais itens de série sem aumentar o preço final. O próximo Palio, por exemplo, já contará até com cambio automático em um dos modelos mais caros, algo incomum em carros populares até então. Isso tudo não aumentou o desemprego, nem fez com que a industria automobilística nacional corresse o risco de desintrualização, nós não estamos correndo o risco de perder NENHUMA fábrica de carros, PELO CONTRÁRIO, marcas que antes só apostavam na exportação para o Brasil, como a JAC E A Hyundai, anunciaram NOVAS FABRICAS NO BRASIL. ISSO É INDUSTRIALIZAÇÃO, É CRESCIMENTO! Se a busca é por novos empregos, aí estava um chance enorme, quanto mais marcas exportarem para o Brasil, mais fábricas virão, mais baratos e melhores os carros ficarão. Quanto mais fechado for o mercado, menos interesse as montadoras terão em vir ao Brasil, afinal o mercado já tem “donos”.
Conclusão: Para garantir o Lobby das montadoras nacionais, o governo(através de um dos seres mais ignorantes que já nasceram nesse país, Guido Mantega) anunciou uma medida que pode causar um enorme aumento nos preços do carros para todos os Brasileiros. Medida essa que só ajudará as próprias montadoras e o governo, enquanto os consumidores seguirão se atolando em dívidas para conseguir comprar um carro extremamente caro de baixíssima qualidade. Muito Obrigado por tudo, governo federal!
É parece que a “consultoria” do Palocci está a pleno vapor de novo! \r
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Também fiquei revoltado ao ler. Concordo com o que você colocou e ainda acrescento que mesmo que tal medida defendesse empregos, seria absurda, pois protegeria alguns milhares de empregos às custas de milhões de consumidores!\r
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Na verdade, a indústria montadora “nacional” só nos trouxe desgraça, além das carroças a preço de ouro, ela também foi o berço para o Lula e o PT!\r
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Sei que de nada adiantará, mas de minha parte vou só comprar carros coreanos.
Vcs achavam que não podia ficar pior???\r
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http://www.fmdc.org.br/noticias/detalhes.php?notId=372984\r
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É, meu amigo. Agora é a juizada que vai decidir se tá caro ou nao.
Essa pilhagem de carros usados importados merece uma página no Blog:
g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/operacao-desarticula-quadrilha-que-contrabandeava-carros-de-alto-luxo.html
A Honda fatura a preço de fabrica e sugere às concessionárias um determiknado preço final ao veículo.\r
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Então, não é Tributo, é preço do comércio, o comércio está adicionando uma margem sobre o preço de fábrica.\r
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Um Carro fabricado no Brasil sai por mais ou menos 240 mil reais, este mesmo carro fabricado nos Estadois Unidos sai por 60 mil. O salário de um Americano é três vezes maior que o do Brasileiro. O que explica? R: Tributos.\r
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A Argentina perdeu a Guerra, e mesmo assim, tem um salário mínimo três vezes maior que o brasileiro, o que explica isto?\r
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O preço do imóvel (casa para morar) no Brasil está fora das pretensões ou condições de um trabalhador comum, ficaria 25 anos para adquirir um imóvel, se poupasse 10 mil reais por ano, com o metro quadrado supervalorizado em 3 ou 5 mil, quando na verdade sai por mil reais. São detalhes que os políticos ou militares não perceberam ainda, mas um dia se Deus quiser, eles irão despertar…
a pergunta é? o que podemos fazer para mudar isto? paga o valor justo pelo carro? tem alguma solução? ou aceitamos o que esta acontecendo?
O que se está discutindo, não é o fato de se ter lucro mas o lucro abusivo das montadoras. Ninguem aqui está desprezando o Custo Brasil que é alto tambem. Na série de reportagens de Joel Leite foi citado que uma das desculpas era justamente este Custo Brasil que fazia com que as empresas arcassem com despesas que seriam do Estado como saúde, educação, etc… Mas os produtos exportados obviamente carregam este custo, mas mesmo assim custam muito mais baratos lá fora.
Poderíamos discutir à exaustão sobre o Custo Brasil, não adianta fazer outra sopa de números com ICMS, IR, PIS, etc… pra não chegar a lugar algum.
Observemos que os impostos são cobrados em cima do valor de venda do carro, em vez do lucro do mesmo pois a planilha de custos é convenientemente protegida por lei, deste modo pagamos imposto sobre imposto.
Um outro ponto a ser observado: De acordo com o mesmo cálculo que você apresentou, você acha que a Honda lucra R$15000,00 num Civic ou CRV vendido nos EUA?
Entenda, que não existe somente um vilão que é o governo, as montadoras tambem fazem a sua parte.
Nós não podemos botar a culpa em tudo que existe no governo, é simplista demais, assim como culpar somente as montadoras pelo Lucro Brasil tambem o é.
No mais, um excelente site!
O problema é que “as montadoras fazem sua parte de vilã” lucrando alto porque a concorrência é pífia, e isso acontece, oras, por causa do governo dificultando a vida dos importados.
Se um Hyundai i30 importado chegasse custando 30k reais que deveria, ninguém compraria um Palio nacional de plástico por 30k reais, e as montadoras seriam obrigadas a diminuir a margem de lucro.
Não tem como existir um “lucro abusivo” se a concorrência ofertar coisa melhor e mais barata, a menos que o governo ponha uma barreira nessa concorrência.
Se o custo de produzir aqui é muito alto, ora, abaixem os malditos custos. Se nem assim o Brasil é eficiente em fazer carros, que saia do setor e mande essa mão-de-obra e capital pra um setor que seja eficiente.
O próprio aumento de IPI alegaram que era pras montadoras nacionais poderem “competir justamente”, pff. Como que montadoras brasileiras que têm enormes margens de lucro, precisam aumentar o preço do concorrente pra competir? Ora, diminuam a margem de lucro pra competir justamente.
Como elas fariam o tal papel de vilão se não fosse uma ajudinha legal pra distorcer o mercado em favor deles?
Num mercado sem todo esse protecionismo injusto esses vilões simplesmente faliriam se tentassem manter a margem de lucro abusiva, e tal vilanismo das empresas não é uma ameaça at all.
Uma montadora não pode te ameaçar a comprar os carros dela por mais caro, mas o Estado pode te ameaçar a roubar 2x o valor do carro importado que você comprou, ou ele leva o carro junto.
“É curioso notar que os brasileiros condenam o lucro da montadora, que ao menos está lhes oferecendo um bem, e dão passe livre para o esbulho do governo, que em troca lhes dá dois tipos de estradas: as pedagiadas e as esburacadas.”
Na verdade as pessoas não estão revoltadas com o lucro das montadoras somente, o que ocorre é que nos acostumamos por 60 anos à desculpa da carga tributária. O lucro das montadoras sempre foi assunto proibido, leio publicações sobre automóveis há 30 anos e raríssimas vezes se manifestaram sobre o assunto (pra não desagradar os anunciantes, acredito).
Agora com a internet, escancarou isso e as pessoas estão malhando o “novo” Judas e esquecendo um pouco do antigo.
Por fim concordo plenamente com o TRES culpados: Poder público, Montadoras, e consumidores.
Excelente artigo, vou linkar no meu site.
Abs
Sou publicitário, formado em Administração, Marketing e Vendas (se bem que ser formado em alguma coisa, não necessariamente significa algo), não entendo tanto quanto vocês de economia, psicologia ou direito.
Mas vou dizer uma coisa: diante de tanta ganância de cada um mostrar que sabe mais que o outro, que tem mais razão que o outro, a página ficou chata, com menos valor do que poderia.
Os textos de vocês nos deixam tristes… desanimados para a vida.
Vocês são pessoas cultas, ao que me parecem, mas deviam procurar ser mais humildes, mais sensatos, mais colaborativos, mais proativos e mais educados.
De repente, eu me vi numa sala virtual (no mundo virtual as pessoas são mais selvagens) de jovens de 20 a 30 anos discutindo quem prefere Apple e quem prefere Windows!…
O Sr. Leandro começou um texto com a melhor das intenções e, cordialmente, procurou fornecer bom senso a movimentos radicais e unilaterais que estão se espalhando a respeito do Lucro Brasil. Mas vocês quase conseguiram transformá-lo em mais uma pessoa desprezível.
Custava cada um ter colaborado com educação, cordialidade, sempre no sentido de contribuir, ao invés de meramente rebater, criticar, de querer impor suas convicções – muitas vezes generalistas?
Parabéns Sr. Leandro pela iniciativa.
E parabéns aos demais, por quê não? – pois sei que são pessoas inteligentes e estão preocupados com o bem estar da coletividade. Só falta saberem usar melhor a bênção que Deus lhes deu: o privilégio de ter um pouco mais de conhecimento que a maioria.
Obs.: a causa da discórdia é sempre a falta de uma visão abrangente, que considere “o outro lado da questão”. Isso é para poucos, por isso o caos.
ótimo texto!
Concordo com tudo escrito!
Sim, a carga tributária é alta no Brasil, mas as concessionárias se dão o direito de cobrar praticamente o mesmo valor (do imposto), para o seu lucro próprio, pois sabe que as pessoas vão pagar!
Quantos de nós aqui já não escutamos uma amigo nosso comprando um carro qualquer com alguns itens bacanas e um motor 2.0, com a seguinte frase:
Paguei SÓ $45 mil! Foi uma promoção!
Oferta e demanda!
Tu cobra até onde vai ter metade da população comprando este item, e outra metade querendo compra-lo.
leo
O terceiro exemplo errou feio. Você esqueceu de um detalhe, sem lucro aceitável as fábricas fecham.
Se as pessoas pararem de comprar os carros, as fábicas simplesmente fecharão. Foi o que aconteceu com a fábrica brasileira da Audi, que fazia o A3, se a Audi baixasse ainda mais o preço, teria prejuízo. O que fez? Fechou as portas.
O texto estava indo bem, mas acabou com um erro grotesco. Entenda, ninguém está disposto a produzir carros e ter prejuízos, já que os impostos não baixarão juntamente com a venda de carros. As fábricas precisam se manter.
Claro que se existir uma montadora benevolente que aceite ter prejuízos para sempre ou que possa baixar seus preços sonegando impostos, o que você mencionou poderá ocorrer: a diminuição da demanda acarretar redução de preços.
Temos que ter em mente que os preços dos carros no Brasil já estão com a mínima margem possível. O lucro já é menor do que se paga em impostos, como vc bem analisou.
E gente mais “de esquerda” gosta de dizer que as montadoras têm algo contra o Brasil. É, todas as montadoras do mundo praticam preços normais no mundo todo, mas possuem uma certa raiva do Brasil por sermos pentacampeões do mundo, deve ser por isso que os preços são altos por aqui. O fato da energia elétrica ser a mais cara do mundo, o aço ser 40% mais caro por aqui, os impostos seres absurdos e as leis laborais serem ridículas não devem pesar em absolutamente nada mesmo.
Mais uma reportagem da série “Preço dos carros no Brasil”.
http://www.noticiasautomotivas.com.br/indice-big-mac-ajuda-na-explicacao-do-alto-preco-cobrado-nos-carros-no-brasil/
Leandro, o que você acha disso? Contra o Lucro Brasil: http://www.facebook.com/lucrobrasil?sk=info Abraço.
Oficialização da arbitrariedade:
Terra: Governo anuncia lista de montadoras livres de IPI maior
www1.folha.uol.com.br/mercado/1041839-governo-libera-18-montadoras-de-aumento-no-ipi.shtml
UOL: Governo libera 18 montadoras de aumento no IPI
invertia.terra.com.br/carros-motos/noticias/0,,OI5586885-EI19500,00-Governo+anuncia+lista+de+montadoras+livres+de+IPI+maior.html
E a saga protecionista continua.
México: déficit de US$1,7 bilhão faz a presidente Dilma romper acordo automotivo.
http://www.noticiasautomotivas.com.br/mexico-deficit-de-us17-bilhao-faz-a-presidente-dilma-romper-acordo-automotivo/
Somos tão exibicionistas!
Mas vamos imaginar um mundo onde os carros são todos de qualidade.
Nesse mundo sempre haverá espaço para o exibicionismo.
A verdade:
Em todas as realidades mundiais existem os carros populares (que são os carros caros queridos pelos brasileiros) e os carros realmente caros (que pelas políticas protecionistas são quase impossíveis mesmo)
Brasil:
Os carros populares do Brasil são carroças. São de papel. Não tem segurança. Não tem forma. Não tem beleza. Não tem conforto.
Os carros aceitos como de luxo são os carros populares dos americanos.
Isso não invalida que na Inglaterra ou na Itália ninguém possa se impressionar ao ver uma Lotus de vez em quando. Pq isso sim é carro de rico.
Nos acostumamos a comprar Celtas, Gols, Unos, Prismas, Fox… E não sabemos imaginar um mundo onde esses carros citados fossem abolidos e os porteiros pudessem comprar um corola usado. Temos, ao mesmo tempo, dificuldade de nos imaginar num Volvo. Ou mesmo nos exibindo numa lamborghini, por que não?
Como disse: sempre há espaço para se mostrar na sociedade, mas temos medo de merecer coisas boas. Será que vamos sempre achar que nosso povo não merece aquele bom tapete vermelho?
Sugiro compormos um abaixo assinado para pressionar o governo contra o protecionismo exagerado… Não é pecado!
Vocês querem saber o porque dos carros serem tão caros no Brasil? Querem a verdade?
Tá bom:
– “É porquê nós aceitamos pagar o preço, entendem? Não só aceitamos como ainda rimos disso!”
1) Aceitamos o preço de assinar aquele carnê de 80 prestações, sendo que cada prestação aniquila as vezes 40% do salário mensal do indivíduo. Grande parte desse dinheiro que o indivíduo paga (que não é dinheiro de verdade, mas dinheiro “virtual” chamado pomposamente de “financiamento”) vai para pagar o bandido do ponto 2, abaixo, dono do banco que libera o financiamento.
2) Aceitamos o preço em votar em bandidos que ganham propinas das montadoras para manter a legislação protecionista as próprias montadoras.
3) Aceitamos o preço de uma legislação que onera a capacidade produtiva em mais de 100% em muitos casos(ICMS, IPI, PIS, COFINS, IR, etc, etc, etc), enriquecendo até a bisavó morta do bandido em que votamos no ponto 2, acima.
4) E por último, aceitamos o preço que as montadoras quiserem colocar, sem reclamar. Aliás, não só reclamamos, como agradecemos! Agradecemos continuando a votar no bandido do ponto 2, acima, e a pedir dinheiro emprestado pra ele para comprar um “carro novo”.
Desculpem a ironia, mas Brasil é isso!
Inté+
Mais um episódio dessa novela…
“Pontuação vai definir IPI por montadora”
“O critério principal para ganhar pontos será o conteúdo nacional, pois o objetivo central do regime é estimular investimentos das montadoras, em especial as da Ásia. Desde dezembro, carros importados pagam 30 pontos percentuais a mais de IPI.
O desconto pode chegar a 100% dependendo da pontuação, mas, para não pagar nenhum IPI, a montadora terá de acumular muitos pontos, uma hipótese remota.”
www1.folha.uol.com.br/mercado/1068674-pontuacao-vai-definir-ipi-por-montadora.shtml
Maravilha ein!
Agora não posso mais contratar um serviço de acupuntura…
noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2012/03/28/acupuntura-somente-podera-ser-exercida-por-medicos.jhtm
Não vou entrar nessa disputa entre quem sabe e quem não sabe sobre economia (como se economia fosse uma ciência lógica, não é: quem adivinharia o 11 de setembro que parou o Porto de Santos por meses).
Somente quero dizer que o Estado precisa de impostos para sobreviver. O tamanho do Estado, se mínimo (cf. Adam Smith), ou intervencionista (cf. Lord Keynes) é outra discussão.
O que quero dizer é que se todos os produtos que consumimos fossem importados, sem impostos (o tal livre-mercado) não teríamos nem um policial na rua, muito menos um semáforo funcionando.
Só para terminar: o que digo é que a economia é política sim! Digam-me um país que pratica o livre-mercado, na forma como os discípulos do Smith, Friedman, Mises, Hayek propugnam. O liberalismo puro é tão dogmático quando o comunismo soviético. O resto, como diria um engenheiro-economista-fujão: é tro-lo-ló.
Forbes dando uma zoada nos brasileiros. Acertou na mosca.
Brazil’s Ridiculous $80,000 Jeep Grand Cherokee
http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2012/08/11/brazils-ridiculous-80000-jeep-grand-cherokee/
“There is no reason other than massive taxation of more than 50 percent and consumer naivete that thinks paying the sticker price of a BMW X5 is the same value as buying a Cherokee. Sorry, Brazukas…there is no status in a Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand or Dodge Durango. Don't be fooled by the sticker price. You're definitely getting ripped off.”
Eu acredito que todos esses 3 fatores são verdade, porem eu daria mais peso ao protecionismo, porque ele de fato impossibilita alguem de comprar um carro importadado, mesmo aquelas pessoas que não ligam para o status que o carro traz não podem comprar a um preço acessível, se os carros chineses pudessem chegar aqui a um preço decente, as montadoras nacionais teriam que diminuir os preços ou ao menos, as pessoas que não compram carros por status, poderiam pagar menos.
Bem tem coisas que não tem explicação.
Se a montadora vende um carro por 20.300(honda city)este é o valor fabricado com lucro, suponhamos que o lucro seja de 2.000, logo o custo de fabricação é de 18.300. então a carga tributaria é de 200%,só assim chegaremos nos 56.000.
tem coisas que não tem explicação, quanto mais você explica mais você se perde.
No brasil montadora é caso de policia, de quadrilha, tambem tem os trouxas pra dar dinheiro. Basta ficarmos 1 ano sem comprar carro para os preços se ajustarem, os impostos são a desculpa.
O lucro no brasil é uma coisa monstruosa assim como os impostos.
olhem os bancos juros e taxas absurdas,no mundo inteiro taxa de lucro dos bancos é X, no brasil é 10X+Y,mas a desculpa dos bancos são os impostos e tenho dito.
PS: Se o governo retirasse todos os impostos a honda iria vender o carro por 20.300?
“Preço de fábrica: R$ 20.300”
Será que o autor não calculou que esses 20.300 JÁ possui margem da montadora?
E depois de todos os impostos foi colocado MAIS margem ainda?
Sim, o governo tem culpa (lógico que tem), e sim, as montadoras são gananciosas.
Porém, concordo totalmente com o fato de que carro no Brasil é caro porque há compradores. Simples.
Excelente artigo Leonardo, parabéns!
Os espaços entre palavras sumiram em vários lugares ao longo de todo o texto.
Pode ser devido à manutenção, então fica o aviso aos administradores, e também aos leitores que vierem para este artigo.
os esquerdistas de plantão estão fogueteando que a BMW,Land Rover e industrias chinesas e asiáticas vem ao Brasil.E para enfiar uma cereja no bolo,o governo quer obrigar os carros nacionais de terem de serie air bag e abs de fabrica e esta inventando incentivos e etc para a fabrica instalada no Brasil investir em tecnologia.
Mais vamos observar os fatos:
Audi: Como comentado aqui,fechou as portas por ter demanda insuficiente para manter a fabrica.
Porem temos que nos atentar que esses carros vem com motor 2.0/abs/airbag e td que um carro de qualidade precisa ter,e mesmo com a fabrica no Brasil,não teve demanda.
Chrysler: Também do Parana,fabricava caminhonetes super modernas e atuais para a época,até hoje ela tem um desenho moderno,bem mais que as nacionais no mercado.
Resultado: Fechou a fabrica e todas as autorizadas por causa da baixa demanda,e logicamente,pagou uma fortuna em multas e direitos para sair do Brasil.
Mercedes Bens automóveis: Fabricante do Classe A,um carro super moderno para a época,famoso no mundo inteiro no teste do alce.
Mesmo assim,sua demanda foi tão fraca que a Mercedes parou a fabricação do Classe A e hoje a Mercedes automóveis do Brasil para não fechar e desagradar o governo,que a ajuda em sua fabrica de caminhões,mantem uma pequena linha de montagem apenas para os Mercedes Classe C somente para exportação.
Com isso concluímos que,pagamos caro demais em nossos carros por causa de nossa economia fechada e excesso de impostos.
Não adianta nada o governo baixar os impostos somente dos carros,se o mesmo governo não fizer nada com as peças,pois as peças oneram e muito no custo do carro,se o governo começar a fazer muitas exigências a industria nacional,o preço ira subir mais e muita industria ira sair do Brasil,,o que eu acredito que não seja impossível nos dias de hoje.
Leandro
Que tal fazer um artigo sobre essa lei de incentivos da industria e da obrigatoriedade do airbag e abs de serie.
Um grande abraço..
Leandro, o argumento do hábito dos brasileiros não me parece muito lógico. Porque mesmo querendo comprar mais há sempre uma concorrencia entre as montadoras, de forma que se uma for relaxar nas vendas pra lucrar muito, a outra irá vender mais barato e pegar os consumidores da que relaxou. Podia comentar sobre isso?
abraço
Leandro, como está a situação do protecionismo em relação ao Mercosul e o México?
Digo isso pois li uma matéria a respeito da quantidade de veículos importados em proporção à quantia total de veículos: 1 a cada 4. Segundo a reportagem, dos 10 mais vendidos, apenas o nono colocado Hyundai i30 não se beneficia de uma isenção do Imposto de Importação e do IPI adicional. Com esse corte de imposto para um importado, isso seria uma suposta abertura de mercado, correto? Se sim, como os preços se manteriam em patamar ainda alto?
Para te facilitar, aqui vai o link: http://www.autoinforme.com.br/m5.asp?cod_noticia=849&cod_pagina=381#
Para acrescentar o fato de que é praticamente impossível demitir funcionários das montadoras, hoje mesmo os funcionários da GM fecharam a dutra pra reinvidicar a possível demissão de 1500 funcionários que estavam a 6 meses em casa coçando os bicho de pé, comendo e bebendo com o salário que a montadora pagava sem eles trabalharem. Como é possível ter um carro barato num país assim??? Funcionário públicos privados.. hahahah… só no Brasil mesmo…
Leandro, a “paixão” brasileira por carros é mais facilmente explicada pelo péssimo sistema de transporte público. Quem pode, prefere passar 3h sentado num carro com ar condicionado do que ir 1h em pé e espremido num ônibus. Qualquer povo ama carro, mas o Brasil reúne os elementos renda + grandes deslocamentos + transporte coletivo péssimo + clima desagradável (muito quente) que torna os carros muito mais preferíveis do que um ônibus ou metrô.
23.02.2014 – 18:18
Senado quer veículos mais baratos
Debate desta terça-feira prevê encontrar medidas para diminuir os altos valores cobrados no Brasil
http://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/mercado,senado-quer-veiculos-mais-baratos,17466,0.htm
Não li todos os comentários, peço desculpas se esse questionamento já foi respondido.
Dado o trânsito já caótico que vigora em todas as cidades de grande e médio porte do país, não seria ainda pior que o preço dos automóveis baixasse? Os congestionamentos já quilométricos não seriam ainda maiores? Isso não acarretaria em mais custos logísticos para todas as demais mercadorias?
Grato.
Concordo, Tiago.
Mas eu ainda vejo um problema cultural no país: “andar de ônibus é feio”.
Mesmo que se desregule ambos os setores, as pessoas ainda iriam preferir carros, justamente porque os carros ficariam mais baratos e o transporte público mais caro (sim, o brasileiro comum REALMENTE acha que paga só R$ 3 [como aqui em Campinas] pela passagem de ônibus).
Seria um caos.
Concordo, Tiago.
Mas eu ainda vejo um problema cultural no país: “andar de ônibus é feio”.
Mesmo que se desregule ambos os setores, as pessoas ainda iriam preferir carros, justamente porque os carros ficariam mais baratos e o transporte público mais caro (sim, o brasileiro comum REALMENTE acha que paga só R$ 3 [como aqui em Campinas] pela passagem de ônibus).
Seria um caos.
E vc acha errado as pessoas preferirem carro ao ônibus?
Em minha opinião,só pessoas inseguras(para não falar o portugues bem claro) preferem o onibus por puro medinho de dirigir,e em caso de um livre mercado de verdade,com certeza aparecera alguem para fornecer serviço de transporte para esse tipo de pessoa a um preço acessivel. Não precisa de uma regulamentação para existir transporte.
Saudações cordiais. Sou iniciante no mundo libertário. Tenho 39 anos. Infelizmente só agora, me deparei com a escola austríaca. Estou tomando consciência aos poucos, para tentar sair da Matrix. Mas ainda não estou convencido da ausência total do estado ou mesmo de um estado mínimo e ausente de regulamentações.
Tenho uma dúvida que envolve o caso da Gurgel. Se alguém puder me esclarecer estarei agradecido.
Sempre me falaram que a Gurgel quebrou por conta das multinacionais automobilísticas. Segundo fui informado, estes literalmente impediram que fornecedores continuassem a vender para a Gurgel, ameaçando não realizarem mais compras deles. Dado que a quantidade de fornecedores era pequena, a Gurgel ficou em xeque.
Para o meu modo de encarar a vida isto foi totalmente criminoso e anti-ético. Além disso estas montadoras receberam benefícios vultuosos do Estado Brasileiro, enquanto este virou as costas para a Gurgel.
Daí vem meu questionamento:
Quem neste caso defenderia e usaria de justiça para com os donos da Gurgel?
No jogo de hoje muito dinheiro significa muito poder. Enfrentar grupos poderosos é praticamente impossível para quem é pequeno.
Não seria o liberalismo/libertarianismo um capitalismo sem moral?
Em uma visão libertária, estes prejuízos causados não deveriam ser reparados?
Para quem quiser entender o porquê de o Brasil vender tantos carros 1.0: autoentusiastas.com.br/2012/04/10-uma-aberracao-tributaria/1,0, UMA ABERRAÇÃO TRIBUTÁRIA[/link]
A questão é puramente cultural, o brasileiro acha chique ter carro, mas é só fazer umas continhas que descobrimos que para a grande maioria das pessoas ter carro é burro, vejamos:
Carro R$ 50.000,00
Seguro + IPVA 10% (média) R$ 5.000,00
Desvalorização 1º ano 17% (média) R$ 8.500,00
Só aqui temos R$ 13.500,00 faltam ainda: combustível, manutenção, estacionamento, multas, pedágios, etc.
Com esse dinheiro você anda de TAXI o ano inteiro, e se for MUITO necessário alugue um carro.
leandro,
Quanto ao alto lucro me deixa uma certa dúvida, pois Mises argumentar que na dinâmica do mercado não poderia haver altos lucros por muito tempo caso não haja nenhuma barreira protegendo as atuais indústrias.
Eu sei que você argumenta do protecionismo, mas internamente, se o lucro é tão certo por que não mais empresas atuando aqui?
Não deveria se levar em conta o custo brasil: altos encargos trabalhistas, alta burocracia, altos custo para levantar capital, e etc. Todo isso tornando mais díficil criar uma indústria de automovel
Leandro,
gostaria de saber quando do veiculo e vendido para o mexico,
qual o lucro da montadora sobre o preço de 20300,00
joao
No finall quem banca eh o contribuinte…
Governo é o maior financiador das multinacionais do carro no Brasil228
PEDRO KUTNEY
Especial para UOL Carros 05/12/201118h51 > Atualizada 06/12/201111h44
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Folhapress
Linha de montagem do EcoSport em Camaçari (BA): um grande negócio para a Ford
Linha de montagem do EcoSport em Camaçari (BA): um grande negócio para a Ford
No momento em que a indústria automotiva (fabricantes de veículos e componentes) se prepara para fazer investimentos que podem passar de R$ 65 bilhões nos próximos cinco anos, seria o caso de se perguntar de onde virá todo esse capital. As empresas dizem que parte virá do próprio caixa e de bancos internacionais — provavelmente, a menor das partes, dado o cenário internacional adverso.
O que as corporações envolvidas não gostam de comentar é que o maior volume, com raríssimas exceções, virá de fontes públicas, seja por meio de financiamentos de bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ou pela oferta de generosos incentivos orçamentários e tributários, dos governos estaduais e federal.
Basicamente, isso quer dizer que o Brasil está pagando para que essa indústria cresça aqui. Portanto, a discussão passa, ou deveria passar, sobre quanto incentivo deve ser concedido para que essas empresas façam investimentos no país. É nesse ponto que surge o problema da falta de transparência com o uso de dinheiro público (ou seja, de todos nós) para financiar empreendimentos privados.
As empresas são verdadeiras caixas-pretas protegidas em boa medida pelo próprio governo, que faz grande alarde sobre instalação de fábricas, com direito a recepções de executivos por presidentes e governadores em seus palácios para anúncios de investimentos, que tempos depois dão lugar a palanques montados para inaugurações, transformadas em eventos de captação de bônus políticos. Contudo, não se faz publicidade alguma quando se trata de revelar quais e quantos incentivos com dinheiro público são concedidos a esses empreendimentos, que muitas vezes superam o total a ser investido.
Ficam sem respostas algumas perguntas importantes. Quanto dinheiro público é dado a essas empresas? Por quê? Elas de fato precisam disso ou iriam fazer mais fábricas mesmo sem incentivos? O mercado brasileiro não é grande o suficiente para que as corporações possam viver sem tantos incentivos? Por que ninguém presta contas desse dinheiro? E se não há nada de errado com isso, por que os benefícios são negociados em gabinetes fechados?
Mais ainda: essa falta de transparência não vai diretamente contra os princípios de ética e responsabilidade social corporativa que todas essas companhias dizem seguir estritamente?
EXEMPLOS DO PASSADO
Como não existe transparência pública nem privada sobre os incentivos recebidos pelas montadoras, é impossível calcular exatamente o quanto elas recebem, mas é possível fazer aproximações por meio de algumas contas, baseadas nas leis que criaram esses benefícios (quase sempre incompreensíveis para a patuleia pagadora de impostos), e lançando mão da ajuda de pesquisadores que levantaram dados.
Em sua dissertação de mestrado na Unicamp, a economista Maria Abadia Silva Alves fez um interessante levantamento sobre a guerra fiscal entre Estados para atrair montadoras nos anos 1990. O trabalho foi apresentado há exatos dez anos, em novembro de 2001. A economista levantou que os incentivos estaduais fiscais (descontos em tributos) e orçamentários (infra-estrutura, terrenos, capital de giro etc.) oferecidos naquela época para instalação de fábricas da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG), da Renault em São José dos Pinhais (PR) e General Motors em Gravataí (RS) somaram R$ 1,8 bilhão, enquanto os investimentos das três foram de R$ 1,65 bilhão.
Segundo os cálculos da economista, a Renault investiu R$ 1 bilhão na fábrica paranaense e recebeu incentivos de R$ 353 milhões, mais o investimento do governo do Paraná, que teria comprado US$ 300 milhões em ações da empresa — o que não pode ser contabilizado como benefício. A GM colocou R$ 600 milhões em Gravataí, mas recebeu R$ 759 milhões.
AS MONTADORAS DE VEÍCULOS E OS INCENTIVOS
Empresa Local da fábrica Investimento Incentivos
RENAULT S.J. dos Pinhais (PR) R$ 1 bilhão R$ 353 milhões*
GM Gravataí (RS) R$ 600 milhões R$ 759 milhões
MERCEDES Juiz de Fora (MG) R$ 695 milhões R$ 690 milhões
FIAT Goiana (PE) R$ 4 bilhões (estimado) R$ 5,8 bilhões**
E a Mercedes-Benz aportou R$ 695 milhões em sua malsucedida linha de produção de automóveis mineira, mas obteve R$ 690 milhões de volta — o que explica a opção de ter mantido a unidade aberta mesmo com prejuízo na operação. E nisso tudo não estão incluídos os benefícios fiscais federais do regime automotivo, que engordam bastante a conta.
O CASO FORD
A Ford exigiu um preço alto para ser a primeira montadora a se instalar no Nordeste brasileiro, uma região sem tradição industrial e sem infraestrutura formada para isso no fim da década de 1990. Depois de desistir, em 1999, de fazer sua fábrica em Guaíba (RS) — justamente por falta de acordo com o governo Olívio Dutra (PT), que não quis honrar os incentivos oferecidos pelo governo anterior –, a Ford começou a negociar com a Bahia generosos benefícios para aportar o investimento de US$ 1,2 bilhão no Estado.
Primeiro, com apoio do então senador Antonio Carlos Magalhães (PFL/DEM), ex-governador da Bahia, conseguiu reabrir o regime automotivo por meio da aprovação da Lei 9.826, de 23 de agosto de 1999, que deu à empresa prazo de três anos e meio para começar a produzir e usufruir dos benefícios tributários. A lei garantiu desconto de 35% no IPI para os carros montados na região até o fim de 2010. Além disso a Ford ganhou abatimento de 65% do ICMS até 2013 e o BNDES concedeu financiamento de R$ 1,3 bilhão.
Divulgação/Governo de PE
Linha da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, em 1999, quando fabricava o Classe A nacional; depois do fracassado cupê CLC, unidade deixou de produzir automóveis de passeio
Inicialmente, os incentivos negociados somavam R$ 700 milhões por ano — mas o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), considerou a cifra exagerada e baixou para R$ 180 milhões/ano, segundo noticiou a imprensa na época.
Mas a Ford não desistiu de abocanhar mais incentivos e, durante 2006, articulou outro plano para ampliar os ganhos. Em 2 de janeiro de 2007 a empresa anunciou a compra da pequena fábrica cearense da Troller, mas não sem que, poucos dias antes, em 28 de dezembro de 2006, o governo tivesse aprovado a Lei 11.434, que no seu Artigo 8º prevê a transferência de incentivos fiscais a compradores das empresas adquiridas.
Assim a Ford herdou da Troller os benefícios da Lei 9.440, de 1997, com corte ainda maior no IPI para toda sua produção no Nordeste, equivalente a duas vezes o valor das contribuições devidas de PIS e Cofins.
No fim de 2009, em outra manobra política, com a promessa de investir R$ 4,5 bilhões em suas operações brasileiras, a Ford conseguiu prorrogar por mais cinco anos os incentivos fiscais que recebe na Bahia, depois de intensas articulações do governador baiano Jaques Wagner (PT) junto ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aprovou a extensão em escala decrescente.
Considerando somente o EcoSport mais barato fabricado em Camaçari, vendido no Brasil por cerca de R$ 54 mil, a Ford paga perto de R$ 16 mil em impostos, mas acumula R$ 15,6 mil em créditos tributários de IPI e ICMS — ou seja, na prática quase não paga impostos pelos carros que produz na Bahia, mas cobra como se não tivesse benefícios, o que aumenta significativamente sua rentabilidade.
Como só neste ano a Ford já vendeu perto de 35 mil EcoSport, teria acumulado R$ 548 milhões em créditos tributários se tivesse vendido só a versão mais barata do modelo.
Divulgação/Governo de PE
Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cumprimenta 1ª funcionária da Fiat em Goiana; presidente da Fiat e da Anfavea, Cledorvino Belini observa e sorri: fábrica faz bem para a imagem
Em dez anos de operação em Camaçari, completados este ano, a montadora produziu cerca de 2 milhões de veículos na unidade baiana. Com isso, certamente acumulou muito mais créditos tributários do que fez investimentos lá. Isso pode explicar como a empresa vem conseguindo financiar seus investimentos no país com recursos próprios, sem precisar da matriz.
A Ford alega que necessita desse diferencial para compensar as desvantagens competitivas que tem no Nordeste, mas ninguém sabe ao certo qual seria o tamanho exato dessas desvantagens, nem se Camaçari continuaria a ser a unidade mais produtiva do mundo da empresa se não recebesse tantos incentivos. É fato que houve progresso econômico na região, com a geração de 8.000 empregos diretos e 80 mil indiretos, segundo informa a Ford — mas não se sabe quanto isso custou.
O mesmo modelo foi utilizado para atrair a Fiat para Pernambuco. No apagar das luzes do governo Lula, o regime automotivo foi reaberto em dezembro de 2010, em uma janela só para beneficiar o acolhimento do projeto da montadora, que receberá os mesmos incentivos fiscais federais da Ford, mais os estaduais não revelados. De novo, tudo foi negociado às escuras. Com esse precedente, Jaques Wagner já disse que também quer reabrir o regime automotivo para receber novas indústrias em seu Estado.
Em julho passado a Fiat começou a levantar R$ 5,8 bilhões em fontes públicas para o financiamento do seu complexo industrial no Nordeste. Segundo informações extraoficiais do jornal Folha de Pernambuco, R$ 1,2 bilhão viria do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene; R$ 800 milhões do Banco do Nordeste (BNB); e R$ 3,8 bilhões do BNDES. Além de financiar a própria fábrica em Goiana (PE), a Fiat também estaria reservando recursos para fornecedores e outras empresas do grupo, sem precisar buscar dinheiro no exterior.
ENTRA E SAI
Além dos generosos incentivos governamentais que recebem, as montadoras estão se financiando em larga medida com recursos do BNDES e entidades locais de fomento, como no caso de FDNE e BNB no Nordeste, que oferecem taxas e prazos para lá de camaradas no contexto nacional, em que prevalece há décadas a prática do maior juro do mundo.
Portanto, em última instância, é o governo o maior financiador do maior ciclo de investimento do setor automotivo já visto no Brasil, com vastos recursos no grosso destinados a grandes empresas multinacionais que, somente de janeiro a outubro deste ano, enviaram US$ 4,5 bilhões em remessas de lucro às matrizes no exterior — atualmente, é o setor que mais remete dividendos a partir do Brasil.
Levando isso em consideração, para que este ciclo de investimento possa ser chamado de virtuoso, é preciso aumentar a transparência para que todos possam enxergar os reais benefícios ao Brasil. Que tal abrir esse debate?
—————————————————
*Mais US$ 300 milhões pela venda de ações ao governo do PR; **Valores estimados, ainda não confirmados, e citados pelo autor com base na Folha de Pernambuco
Pedro Kutney é jornalista e escreve no Automotive Business, onde este artigo foi publicado originalmente.
Infelizmente essa conta TODA ESTÁ ERRADA… certos produtos tipo exportação são isentos de inúmeros impostos… então, em razão de aumentar empregos diretos e indiretos, o governo concede esse “benefício”, e provavelmente, o carro sai custando uns 18 mil no Brasil!
Vcs falam, falam, falam, e nao chegam no centro do problema! O CUSTO DO TRABALHADOR BRASILEIRO É ALTÍSSIMO EM RAZÃO DA SUA BAIXO PRODUTIVIDADE… e isso ocorre justamente por uma mentalidade enraizada em estatismo… muitos leis vitimistas, que não promovem a concorrência nem em ambiente escolar e nem ni mercado de trabalho… ECA, CLT… são um dos maiores males do Brasil… e isso tudo encarece demaisssssssssssssssssssssssssssssssss os produtos no Brasil!
Que a carga tributária Brasileira é escorchante todo mundo já sabe, mas o lucro das montadoras no Brasil não é muito menos escorchante, no exemplo dado pelo autor, no veículo vendido por volta de R$ 56.00, quase 30% são impostos e quase 28% é margem de lucro da montadora, uma diferença mínima. O autor teria a honestidade de esclarecer aos leitores qual é a margem de lucro média dessas mesmas montadoras em seus países de origem ?!
Leandro, muuuuuuitp booommm e esclarecedor. Pena que e o tipo de artigo que passa longe das redes sociais. Aliás queria fazer um comentário sobre uma delas(Face).
Li varios comentários(60%) e percebe-se um nível intelectual elevado, mesmo que incorreto.
Enfim, são pessoas fora da curva(acreditem) e por esse simples motivo a grande maioria dos que dai opinioes poderiam ser como em alguns comentários (Liberais, Anarco) ou seja esse público muuuuuuito pequeno poderia conviver em qq modelo de governo/ou nao governo.Mas a GRANDE MASSA ai meus amigos o buraco e laaa embaixo. Exemplificando: tenho um negocio na minha cidade Belo Horizonte e parte dele e incluir os meus clientes no Face(terceirizado), porem resolvi ver como isso funciona por dentro e AMIGOS apos algumas horas vendo paginas e mais paginas dos meus clientes no FACE entendi que a MASSA não esta nem de longe preparada para esses modelos mais “radicais” de ideologias.
Abraços
Quem foram os retardados que discordaram do aspecto subjetividade dos consumidores? Porra, só podem ser um monte de asnos mesmo viu. É óbvio que aqui no brasil grande parte das pessoas dão para um carro uma consideração que ele não merece!
Destes 20.300 quanto é o lucro da fábrica?
Se 20.300 é o preço de fabricação, então a Honda “dá” o carro para outros países?
Sabemos que os impostos no Brasil são insanos, mas acredito que o lucro das montadoras são exorbitantes aqui, onde a cultura de ter um carro custe o que custar é adotada por nós…devemos mudar esse comportamento…parar de comprar a porcaria de um Gol por 50 mil… NÓS SOMOS OS CULPADOS!!!
Depois que eu vim morar em Luxemburgo fiquei ainda mais deprimido com os preços de carros no Brasil.
Não apenas são absurdamente caros, mas são verdadeiros PEDAÇOS DE LIXO – aqui na Europa nem mendigo usaria essas tranqueiras que são os carros populares brasileiros.
Quando você sai do Brasil percebe o quando essa terra é um hospício a céu aberto.
Leandro, eu dei uma rápida olhada nesse trabalho acadêmico. Eu então fui até a página 8.
Note que em abril de 1995 eles aumentaram as tarifas para 70%, mas tempos depois eles foram reduzindo as tarifas, até chegar a 22,5% em 2001. Acho que isso explica o motivo de o mercado brasileiro ainda ter ficado diverso em carros, apesar da forte desvalorização cambial em 1999. De 2002 em diante, eu não sei como ficaram as tarifas.
Se quiser ler este meu artigo, sinta-se à vontade. Não fosse você, jamais teria escrito ele.
PS: Apenas veja como agora no Brasil estamos ficando cada vez com menos opções. O Passat, importado para cá desde 1994, saiu de linha. Alegaram desvalorização cambial. Daqui algum tempo teremos só esses pseudo-utilitários.
Leandro e demais leitores, possuem alguma recomendação de carro usado para os seguintes critérios?
. Baixo gasto com manutenção;
. Facilidade de encontrar peças de reposição;
. Ano piso 2011; e
. Preço até R$ 20 mil.
Ficaria gratíssimo. Abraços!
Deputados e entidades discutem legalização da importação de carros usados no Brasil
“Pelo texto do projeto, qualquer pessoa física ou jurídica estaria habilitada a importar um carro usado com menos de 30 anos de uso ou zero km”.
Finalmente!
Mas (e sempre tem um “mas”):
“A única restrição seria o nível emissão de poluentes do veículo, que não poderia ultrapassar o permitido pela legislação vigente no Brasil”.
Marcel Van Hatten, deputado do Novo, se colocou a favor do projeto:
“"A minha intenção é que o consumidor tenha o direito de escolha concedido, inclusive para compra de automóveis. É o cliente que deve decidir se prefere comprar um modelo importado ou nacional", afirma o deputado”.
E nenhuma surpresa quanto aos que se colocaram contra:
“Henry Joseph, diretor de assuntos técnicos da Anfavea (Associação dos Fabricantes de Automóveis), apresentou os números da indústria automotiva brasileira destacando a capacidade instalada de fabricação de 55 milhões de unidades/ano e um faturamento equivalente a 18% do PIB do país.
(…)
"Todos os modelos produzidos aqui devem atender uma série de regulamentações internas em relação a segurança, emissões de poluentes e eficiência. E no caso de modelos importados não seria possível ter esse mesmo controle e abriria margem para a circulação de modelos incompatíveis com os padrões estabelecidos no país", afirmou Joseph.
O diretor do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), George Rugitsky, afirmou que a legislação pode parecer favorável ao consumidor, mas na prática não é, pois o cliente não poderá usufruir de toda garantia e pós-venda que a cadeia automotiva nacional oferece atualmente.
Daniel Mariz Tavares, Coordenador-Geral de Segurança no Trânsito do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) também demonstrou preocupação quanto ao nível de segurança desses carros importados nas ruas brasileiras. "Há novos requisitos de segurança sendo regulamentados na nossa legislação e, portanto, a liberação para modelos de fora poderia comprometer toda a estrutura de homologação de modelos no Brasil", afirmou Tavares.
Matéria completa no link: quatrorodas.abril.com.br/noticias/deputados-e-entidades-discutem-legalizacao-da-importacao-de-carros-usados/
“Ministério da Justiça investiga escapamento do Toyota Corolla Cross”
“O objetivo da Senacon é entender a "suposta diferenciação entre a qualidade, a performance e a estética dos itens dos veículos comercializados no Brasil, em comparação àqueles da mesma marca e modelo comercializados em países da Europa e América do Norte". Nos territórios citados, o SUV da Toyota é vendido em configuração semelhante, com o escapamento pintado em preto fosco.”
De qualquer forma, para que serve a Senacon?