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Uma declaração com o dedo na tomada!

Em matéria do jornal Valor Economico do dia 17/05/2011, sob o titulo “Rombo na Eletrobras”, encontrei uma declaração que é como se fosse uma confissão de culpa. Na verdade, é uma confissão de incompetência.

A matéria analisava o resultado da Eletrobras (holding estatal do sistema elétrico), com destaque para os gigantescos prejuizos das distribuidoras de energia mesmo diante de todos os subsidios e facilidades concedidas. Deparei-me com o seguinte trecho (negrito meu):

A Eletrobras não só está ciente das dificuldades como o presidente das distribuidoras, Pedro Hosken — que está deixando o cargo para assessorar diretamente o presidente da holding –, diz que é difícil resolver a situação no curto prazo. A distribuidora tem que ter rapidez, produtividade e padrão.  “Isso não faz parte de uma empresa pública. Os prazos no ambiente público são mais lentos do que no privado “, disse.  “Esse tipo de concessão não é para ser pública, a não ser que se crie uma cultura, que toma um longo prazo. Todos do setor sabem disso, o presidente da Eletrobras sabe, o governo sabe e os políticos estão começando a perceber.”

A reportagem inteira é (mais) um exemplo da impossibilidade da eficiência em empresas estatais, porém essa declaração é um xeque-mate.

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8 comentários em “Uma declaração com o dedo na tomada!”

  1. Não sou exatamente um fã incondicional de Milton Friedman, mas em uma de suas famosas entrevistas ele desenvolveu o seguinte raciocínio, o qual eu concordo:

    O fato de o estado ser ineficiente na prestação de qualquer serviço é uma salva-guarda que a população tem contra o ímpeto do próprio estado em querer ocupar mais e mais espaço. Se o estado fosse “eficiente” naquilo que ele se propõe a fazer, estaríamos lascados. Em pouco tempo o governo assumiria o comando de praticamente toda a economia e seríamos escravizados por completo. Em suma, ao contrário do senso comum, a notória ineficiência estatal conspira a favor da liberdade individual.

    sds.

    Daniel

  2. Fernando Ulrich

    Hehehe. Confesso que li esta matéria hoje e este trecho não me saltou aos olhos. Mas vendo agora publicado aqui devo admiti que é sensacional.\r
    \r
    Se até os Castro já se deram conta que o modelo deles não funciona, é de se esperar que nosso governo também suspeitará que a mão do estado não é nada invisível e só atrapalha…\r
    \r
    Hehehe brilhante notícia…

  3. “Esse tipo de concessão não é para ser pública, a não ser que se crie uma cultura, que toma um longo prazo.”

    Longo prazo? Devo esperá-la ainda em vida?

  4. Confesso que nao entendi o que o entrevistado quis dizer, mas eu acho que basicamente ele disse, “o setor eletrico deveria estar inteiramente em maos do governo, abandonando-se o sistema de concessoes.”

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