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Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

Quando se trata da Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas tende a pensar apenas em dois lados: o Eixo e os Aliados.  Em termos modernos, foi um conflito de civilizações, por assim dizer, em que os defensores do bem e do mal lutarem até a morte.  É claro que a realidade nunca é tão simples, como diria qualquer individualista.

A “grande história” é conhecida de todos.  Porém, poucos sabem do papel da Suíça durante o conflito.  Aquele pequeno país teve êxito em preservar sua tradicional liberdade até mesmo quando Hitler estava prestes a ganhar a guerra e estabelecer uma Nova Ordem Mundial.  Os cidadãos suíços sempre estiveram unidos em oposição à ditadura nazista.  Da mesma forma, eles jamais assinaram qualquer tipo de pacto ou aliança com a Grã-Bretanha, os EUA e a União Soviética.  Eles mantiveram a política de ‘neutralidade armada’, e a dissuasão era sua mais poderosa arma — para não mencionar as armas que todo cidadão possuía privadamente, as quais eram uma grande ameaça para qualquer exército invasor, fosse ele alemão, soviético ou qualquer outro.

Recentemente, conversei sobre o comportamento da Suíça durante a Segunda Guerra Mundial — e tentei aprender algo útil para o nosso futuro — com Stephen P. Halbrook, autor do livro Target Switzerland — Swiss Armed Neutrality in World War II (Alvo: Suíça — A Neutralidade Armada Suíça na Segunda Guerra Mundial). 

O senhor Halbrook é também autor de vários livros e artigos sobre o direito de ter e portar armas: dentre eles, o famoso That Every Man Be Armed — The Evolution of a Constitutional Right.

STAGNARO: Muitas pessoas acreditam que a Suíça foi bastante “colaboracionista” com a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.  Seu livro, entretanto, mostra que as coisas na verdade foram bem diferentes.  Como poderiam os suíços defender sua independência sem fazer concessões ao regime de Hitler?

HALBROOK: Cada homem na Suíça possuía um rifle em sua casa.  Participar de caçadas e praticar tiro ao alvo era o esporte nacional.  Dê uma olhada no mapa e você verá a pequena e democrática Suíça cercada por forças do Eixo que se estendiam por toda a Europa, indo do Norte da África até a Rússia.  Essa nação de pessoas armadas, situada nos Alpes, conseguiu se manter neutra e dissuadir uma invasão nazista.

Winston Churchill, o líder inglês desse período de guerra, escreveu que os Aliados estavam empenhados em conquistar a Alemanha em 1944: “De todos os países neutros, a Suíça possui o direito à maior das honrarias… O país tem sido um estado democrático, sempre em prol da liberdade e praticando sua autodefesa entre suas montanhas.  E em pensamento, não obstante sua raça, predominantemente ao nosso lado.”

Em contraste, no ano anterior, Adolf Hitler havia declarado que “todo o entulho representado pelas pequenas nações que ainda existem na Europa deve ser liquidado o mais rápido possível”, e que, se necessário, ele passaria a ser conhecido como o “Açougueiro da Suíça”.

Porém Hitler sabia que os suíços eram cidadãos amplamente portadores de armas, e que por isso muitos nazistas seriam massacrados no processo.  Residindo em Berna, o espião americano Allen Dulles, chefe do Office of Strategic Services (OSS, agência de inteligência do governo dos EUA, predecessora da CIA, estabelecida durante a Segunda Guerra Mundial), explicou que “No auge de sua mobilização, a Suíça possuía 850.000 homens fortemente armados prontos para a guerra ou apenas esperando em reserva, um quinto da população total….. Que a Suíça não tenha tido de lutar foi graças à sua disposição a resistir e ao seu amplo investimento em homens e equipamentos para sua própria defesa.  O custo para a Alemanha de uma invasão à Suíça certamente teria sido extremamente alto.”

Incidentalmente, alguns italianos sectários, partidários dos Aliados, frequentemente cruzavam a fronteira norte da Itália até Ticino, o cantão suíço onde se fala italiano, para combinar com a OSS entregas aéreas de suprimentos e de equipamentos de ajuda para suas tropas localizadas nas montanhas.

STAGNARO: Os generais alemães estudaram vários planos de invasão à Suíça.  Todos eles se mostravam extremamente preocupados com a força do exército suíço, bem como com a capacidade dos suíços em fazê-los pagar um preço muito alto por essa invasão.  Vamos exercitar um pouco a imaginação: caso os alemães realmente tivessem tentado invadir a Suíça, qual seria o provável destino deles?

HALBROOK: Quando Hitler chegou ao poder em 1933, a propaganda nazista retratava a Suíça como um dos vários países a serem anexados como parte da “Grande Alemanha”.  Ao contrário dos outros países neutros da Europa, que haviam gastado muito dinheiro com seu estado assistencialista, os suíços imediatamente começaram a se preparar militarmente para repelir um eventual ataque alemão.  Em 1940, a Suíça era uma potencial rota de invasão para o sul da França, ao passo que a Bélgica e a Holanda eram as rotas de invasão para o norte da França.  Os alemães evitaram a Suíça, onde todos os homens estavam armados e o espírito de resistência era predominante.  

Logo após a queda da França, as forças alemãs arquitetaram vários novos planos de invasão à Suíça — os nazistas ocupariam as áreas suíças que falavam alemão e francês, e a Itália fascista ocuparia a área que falava italiano.  Esses planos reconheciam que os suíços eram atiradores exímios e, exatamente por isso, recomendavam a utilização de forças consideráveis e numerosas para o ataque.  Embora Hitler odiasse a Suíça — que ele dizia ser uma “pústula” na face da Europa — por ela ter se recusado a aderir à Nova Ordem, ele teve sua atenção desviada para a Batalha da Grã-Bretanha (batalha aérea entre a força aérea britânica e a alemã nos céus da Inglaterra) e depois para a Operação Barbarossa, a batalha com a União Soviética em 1941.

Entretanto, apenas alguns dias antes do ataque à Rússia, Hitler e Mussolini se encontraram no Passo do Brennero.  De acordo com os registros, “O Führer caracterizou a Suíça como a entidade nacional mais desprezível da Europa, formada por pessoas ignóbeis.  Os suíços eram os inimigos mortais da nova Alemanha”.  Já o Duce disse que a Suíça era “um anacronismo”.  Planos de ataque contra a Suíça continuaram a ser concebidos.

Quando o governo fascista entrou em colapso e a parte sul da Itália começou a ser libertada, a Alemanha prontamente ocupou o norte da Itália — o que aumentou enormemente o risco para a Suíça.  A Alemanha queria utilizar as rotas que passavam pelos Alpes suíços para poder enviar soldados e armas, e os suíços se recusaram a cooperar.  Porém, a Suíça forneceu abrigo e proteção para dissidentes e refugiados italianos.

Uma invasão nazista à Suíça durante qualquer um dos períodos acima acarretaria no seguinte: as forças suíças situadas na fronteira teriam lutado até a morte, mas seriam eliminadas.  Entretanto, as pontes e estradas da região estavam carregadas de explosivos e seriam destruídas, o mesmo acontecendo com os túneis Gotthard e Simplon, situados nas rotas alpinas para a Itália.

As forças suíças estavam concentradas em um Réduit localizado nos Alpes.  Os Panzers e toda a Luftwaffe não podiam operar nessas montanhas íngremes, o que significa que a invasão teria de ser por terra.  Nesse caso, toda a infantaria da Wehrmacht teria sido submetida a um impiedoso fogo cerrado disparado por artilharias suíças escondidas nas montanhas.  Seria suicídio.  As forças suíças poderiam resistir interminavelmente nos Alpes.

Qualquer ocupação alemã de partes da Suíça custaria muito sangue.  Ao contrário dos outros países que a Alemanha já havia ocupado (mais notavelmente a França), cada cidadão suíço possuía um rifle em sua casa.  O governo e o exército suíço decretaram que nenhuma rendição deveria ocorrer, e que qualquer relato de rendição deveria ser considerado propaganda do inimigo.  Os suíços seriam capazes de fazer uma guerra de autodefesa sem precedentes na história europeia.  Embora muitos suíços fossem morrer, os invasores teriam de enfrentar um franco-atirador suíço escondido atrás de cada árvore e de cada rocha.

STAGNARO: O senhor faz uma defesa forte e convincente da organização militar suíça: a Suíça conseguiu resistir a todo o exército da Alemanha graças aos seus cidadãos armados.  O senhor acredita que esse sistema ainda é bom, não obstante todas as dramáticas mudanças que temos vivenciado nas últimas décadas, tanto no tipo do inimigo (por exemplo, agora é o terrorismo) quanto na maneira como se iniciam guerras atualmente?

HALBROOK: Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, o Kaiser alemão estava na Suíça a convite do governo suíço para observar algumas manobras militares.  Impressionado com o que viu, o Kaiser perguntou a um membro das milícias suíças: “Vocês são 500.000 homens e atiram muito bem.  Porém, e se a Alemanha resolver atacá-los com um milhão de soldados? O que vocês vão fazer?”  E o suíço respondeu: “Vamos atirar duas vezes e voltar pra casa.”

swiss girl.jpgAinda hoje, todo homem suíço, ao completar 20 anos de idade, é obrigado a fazer um treinamento militar e, após a conclusão, ganha um Fuzil de Assalto 90 (modelo 1990, 5.6 mm, com funcionamento automático e semi-automático) para manter em casa.  Muitas mulheres também participam de práticas de tiro esportivo, bem como adolescentes e idosos.  As pessoas rotineiramente carregam armas consigo em transportes públicos, nas cidades e em hotéis — especialmente quando algum torneio de tiro está para ocorrer.  Essa prática de andar armado é tão comum, que estrangeiros desavisados podem pensar que está ocorrendo alguma revolução no país.  Para ver um relato de um corriqueiro torneio de tiro que ocorreu no cantão suíço de Ticino, veja aqui.

As milícias armadas suíças consistem primordialmente de uma infantaria formada pela própria população armada, mas também inclui artilharia moderna — parte da qual está escondida em fortificações localizadas nos Alpes — e caças.  Quanto ao terrorismo, dependendo das circunstâncias, uma população armada e vigilante pode ser essencial para impedir um massacre.  Se atos terroristas ocorrerem em solo suíço, os cidadãos irão resistir o tanto quanto possível.

STAGNARO: A maioria dos defensores do direito irrestrito de ter e portar armas garante que o desarmamento e o controle de armas são o caminho mais curto para a tirania.  De fato, Hitler desarmou seus inimigos (começando pelos judeus alemães) antes que eles pudessem organizar alguma resistência.  O senhor acredita que haja um elo entre a tradição suíça de ser um povo armado e a tradição de liberdade daquele país?

HALBROOK: Maquiavel foi quem resumiu melhor: os suíços são “armatissimi e liberissimi”.  Desde 1291, quando a Confederação Suíça foi criada, camponeses e vaqueiros suíços se armaram para resistir à agressão de alguns dos grandes exércitos da Europa.  Cada homem tinha a obrigação de arranjar sua própria arma para se defender contra qualquer invasão.

Quando Hitler chegou ao poder, seus capangas incendiaram o Reichstag e colocaram a culpa nos comunistas — foi a desculpa perfeita para suspender todos os direitos constitucionais e desarmar toda a oposição política.  Utilizando as rígidas leis de controle de armas aprovadas pela progressista República de Weimar, os nazistas começaram a desarmar os judeus.  E então veio a Reichskristallnacht (A Noite dos Cristais) em 1938, na qual os nazistas saíram destruindo lojas e casas sob a justificativa de que os judeus eram perigosos e tinham de ser desarmados.  O chefe de Gestapo, Heinrich Himmler, ameaçou mandar para o campo de concentração por 20 anos qualquer judeu que fosse flagrado com alguma arma.

Quando os nazistas ocuparam a França e outros países, eles acharam, nas delegacias de polícia, as listas de registros contendo os nomes de todas as pessoas que possuíam armas de fogo.  Os proprietários que não entregassem suas armas de fogo em 24 horas seriam mortos, o mesmo acontecendo àqueles que não delatassem seus amigos e parentes.  Por algum motivo obscuro, os historiadores não demonstram interesse algum em ressaltar o cruel destino de judeus e demais cidadãos nos países ocupados que eram proprietários de armas de fogo.

Ainda mais importante: algumas dessas pessoas que possuíam armas de fogo conseguiram enganar os nazistas e utilizaram suas armas para salvar suas famílias, refugiados e demais pessoas, chegando até a montar uma resistência armada.  O Levante do Gueto de Varsóvia, em 1943, foi iniciado com apenas meia dúzia de revólveres e pistolas ilegais.

Na Suíça, existe apenas uma lei de “controle de armas”: todo homem deve saber atirar perfeitamente a 300 metros de distância.  Caso invadissem a Suíça, os nazistas não precisariam se preocupar em sair procurando registros com os nomes dos proprietários de armas — eles poderiam simplesmente presumir que cada homem possuía uma arma.  Quando a guerra já parecia inevitável, em 1938, no Campeonato Mundial de Tiro realizado em Lucerna, na Suíça, o Presidente da Confederação suíça, Philipp Etter, declarou:

Provavelmente não há outro país que, como a Suíça, dá ao soldado sua arma, para que ele a leve para sua casa. . . . Com esse rifle, ele torna-se capaz de, a qualquer momento que seu país o chamar, defender seu lar, sua família, seu lugar de origem.  A arma é para ele uma garantia e um símbolo de honra e liberdade.  O suíço não se desfaz de seu rifle.

Os nazistas ouviram essa mensagem em vários foros e meios de comunicação.  Eles sabiam que não poderiam executar cada suíço que possuísse uma arma — ao contrário, eles sabiam que inúmeros soldados alemães seriam mortos pelos atiradores suíços.  O poderoso exército alemão poderia transformar a Suíça em uma terra devastada, mas o sangue alemão que seria derramado nesse processo seria inaceitavelmente alto, e o país se tornaria ingovernável.

STAGNARO: Os pais fundadores dos EUA sempre alertavam que um exército permanente e profissional poderia ser uma ameaça às liberdades, pois tal formação induz a uma forte tentação imperialista.  Na sua visão, há alguma correlação entre essa peculiar organização militar da Suíça e sua neutralidade?

swiss_4.jpgHALBROOK: Os pais fundadores americanos reconheceram que exércitos efetivos eram perigosos para a liberdade porque tais exércitos oprimiam a população domesticamente e se aventuravam em agressivas guerras imperialistas.  É por isso que os Estados Unidos originalmente seguiram o modelo suíço de republicanismo, de ter uma milícia armada e da neutralidade.  Os fundadores da América queriam evitar “alianças complexas” na Europa, e os EUA entraram nas duas guerras mundiais relutantemente.

Um exército miliciano é formado virtualmente por todos os homens saudáveis e fisicamente capazes de um país, o que desafia qualquer invasor a incorrer em uma tática de guerrilha que pode nunca ter fim.  Já um exército efetivo consiste de soldados profissionais formados por uma pequena fatia da população do país.  Vários exércitos efetivos da Europa se esfacelaram antes do violento ataque da blitzkrieg de Hitler — as elites governamentais se renderam e ordenaram a seus soldados que baixassem as armas.  Um ataque à Suíça não contaria com nenhuma rendição de sua elite; ao contrário, haveria uma resistência armada contra-atacando cada passo do invasor.

A organização do exército suíço como uma milícia significa que, embora ela possa proteger o país, ela não pode invadir outro país.  Essa tem sido a experiência desde tempos medievais.  Cidadãos comuns da suíça, obviamente armados, derrotaram os poderosos exércitos de cavaleiros invasores em inúmeras batalhas — eles deixaram Carlos, o Audaz em uma vala com sua cabeça esmagada por uma alabarda em Nancy, em 1477 — porém, foram derrotados quando se aventuraram em terras estrangeiras, como na Batalha de Marignano, em 1515.

 

O que foi dito acima é o segredo da neutralidade suíça.  Milícias armadas são boas para defender seus próprios países, mas não são propícias a atacar outros países — e isso previne guerras imperialistas.  Tanto a autodefesa na forma de milícias quanto a neutralidade que uma milícia estimula promovem os ideais da paz.

Por fim, uma última consideração.  A Segunda Emenda da Constituição americana declara que “Com uma milícia bem regulada, sendo necessária para a segurança de um país livre, o direito das pessoas de ter e portar armas não deve ser infringido.”  Além de terem sido influenciados pelo exemplo suíço, os fundadores dos EUA também se inspiraram em Dei delitti e delle pene (1764), de Cesare Beccaria, que caracterizou como sendo uma “false idee di utilità” as leis que proíbem cidadãos pacíficos de portarem armas, proibição essa que estimula ataques de criminosos armados contra vítimas desarmadas.

Ou aprendemos com as lições da história, ou repetiremos todos os seus erros perniciosos.

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Leia também: Palmas para os suíços

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138 comentários em “Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços”

  1. Getulio Malveira

    Perfeito ao texto quanto aos principais argumentos lógicos em favor do porte de armas. Quando aos argumentos históricos, pessoalmente destesto o argumento “reductio ad hitlerum”, provavelmente por vê-lo constantemente utilizado para justificar todas as absurdas demandas progressistas.

  2. leandro fruhauf

    Quando se pesquisa e procuramos dár consistências aos fatos, e principalmente: termos a competência para diferirmos… chegamos rapido ao entendimento q o DESARMAMENTO é uma farça. Parabens ao belissimo artigo

  3. Marcelo Werlang de Assis

    Muito interessante esse artigo. Gostei MESMO.\r
    \r
    Realmente, só um povo com indivíduos armados pode ser livre e dono do seu próprio destino, em face dos criminosos comuns (assaltantes, estupradores, etc.) e em face dos criminosos estatais (políticos, burocratas, juízes, militares…).\r
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    O jogo de Counter-Strike deveria ser disciplina obrigatória nas escolas, como introdução a outra disciplina, a de tiro ao alvo e de manuseio de armas. \r
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    Não sem razão, um juiz estatal tentou banir esse jogo do Brasil (ainda bem que sua decisão foi revogada!).\r
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    Meus parabéns à Suíça!!!\r
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    Abraços libertários!\r
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  4. Legal ele citar Beccaria no fim do texto. A maioria dos estudantes ignora veementemente a contribuição do marquês, como se aquilo que ele disse há séculos atrás já não tivesse importância.

  5. Impressionante. Os Suíços podiam esperar algo próximo de uma guerra de extermínio total se fossem de fato invadidos pelos nazistas. Foram mais espertos que o resto da Europa, que acreditou no “pacifismo”.

    É o melhor esquema. Paz armada e vigilante e retribuição das agressões com energia.

  6. Excelente artigo.
    Refuta com registros históricos aquela versão fácil de que a Suíça vendeu sua neutralidade em troca dos saques nazistas. Como se séculos de cultura de liberdade pudessem ser trocados por algumas sobras; como se aos alemães não houvesse alternativa bancária em toda uma Europa ocupada.
    A Suíça é exemplo vivo da expressão “si vis pacem para bellum” e deveria nos inspirar nestes dias em que a liberdade de possuir armas encontra-se assediada pela maquinação do politicamente correto encarnada na falácia do desarmamento.

  7. Desarmamento da população é mais uma artimanha dos lobos em pele de cordeiro, e pior que sempre aparece alguem pra defender os tais, assim meio quem não quer nada, vestido de muita cultura, dizendo; vá estudar, eles são bons, se n fossem eles, etc. são termos para chegar e entrar na cabeça dos desavisados. Com ou sem armas a violencia acontece, ainda vai levar um tempo para que se abrandem todos os corações, mas venhamos e convenhamos, um povo desarmado é bem conveniente para esses lobos, é ou não é?

  8. O governo trata dos cidadãos de bem armados como se fosse eles os tráficantes de armas do país. Isso éum absurdo, recentemente a presidente Dilma decretou pelo ministerio da defesa ser príbido policiais militares e civil andarem aramados. Por ser um decreto não existe poder de lei e os políciais não são obrigados a cumprir. Mas a presidente resalvou no decreto que os entes federados que não aderir ao decreto não receberão repasses da União. Que maravilha!!! Que governo irracional, tão iracional quanto as massas que os sustentam no poder.

    Para completar, o pagamento de 300 reais por armas só está arrecadando revolves velho de a maioria de calibre 22, ou seja, armas calibre 22 são as mais usadas normalmente por batedores de carteira, isso quer dizer que os batedores de carteira estão recebendo subicidio do governo para trocarem suas armas por armas mais novas. A irrracionalidade política tomou conta do Brasil.

    Acessem folhareflexiva.blogspot.com

  9. Artigo interessante, sobretudo quando aborda a questão da milícia popular X exército permanente (nacional) e a liberdade de posse de armas.
    Eu vi dois problemas no artigo: ele não cita fontes confiáveis para provar os seus argumentos (os planos de ataque a Suíça pelos alemães); Roosevelt entrou na 2ª Guerra Mundial com razões pragmáticas (de certo modo parte do New Deal).
    Mas em suma, a ideia chave do artigo é boa (mencionada acima).

  10. Entendo, não me atentei a esse fato(mal de historiador).
    Agora questão dos Eua e a 2ª Guerra Mundial o autor se baseia em um discurso puramente oficial, mas ainda sim a entrevista não perde o valor que já mencionei anteriormente.
    Obrigado.
    Grande abraço!

  11. “Ainda hoje, todo homem suíço, ao completar 20 anos de idade, é OBRIGADO a fazer um treinamento militar e, após a conclusão, GANHA um Fuzil de Assalto 90 (modelo 1990, 5.6 mm, com funcionamento automático e semi-automático) para manter em casa.”

    OBRIGADO por quem?
    GANHA de quem?

    Não gostei dessa parte…

  12. Muito bom o artigo. Infelizmente nosso governo aproveitou de uma comoção nacional para empurrar pela goela mais uma campanha do desarmamento. Desarmar quem cara-pálida? Quer dizer que agora o bandido vai entregar seu armamento para receber “trezentos reáu”? Se contar, ninguém acredita…

  13. Arma é para matar, não para se defender. Se ninguém tiver acesso a armas, não haverá necessidade de armas para se defender. O porte de armas cria os crimes fatais.

  14. A arma é para matar aquele que quer te matar, roubar, estuprar, sequestrar… ou seja: legítima defesa. Num mundo sem armas de fogo, os assassinatos continuarão ocorrendo!Será com facas, pedras e paus. Não é o intrumento que tem que ser evitado, e sim a perversidade humanda. O inimigo não é a arma, mas quem puxa o gatilho para cometer crimes.

  15. Sempre quis entender como a Suiça, um País localizado nas fronteiras com a Alemanha e a Itália, além da França, ficara imune e à margem das invasões de Hitler. Este artigo trás a lógica dos acontecimentos e o conhecimento realista da história.

    Há uma grande diferença entre lutar contra um exército reconhecido, organizado e preparado para conflitos “programados”, e uma multidão oculta, entrincheirada em qualquer lugar, em qualquer casa, beco ou ruela. A Suiça propôs, já há muitos anos, a guerra de guerrilha, de resistência aparentemente desorganizada, porém, extremamente eficaz, como temos visto nas revoluções contemporâneas.

    A guerra de exércitos se ganha na batalha. Na guerra de guerrilhas, o inimigo parece se avolumar a cada batalha perdida. A perda do invasor, apesar de mais preparado, é muito mais desgastante e aterrozizante.

    Agora entendo porque Hitler e Mussoline, apesar de toda vontade de invadir a Suiça, nunca o fizeram.

  16. Cara, gostei pra caramba do texto! Eu tava procurando justamente sobre isso, o por que da Suiça não ter sido atacada, sendo que todos os países que estavam em volta dela tinham sido dominados pelo Eixo.

  17. Muito bom esse texto. Principalmente a abordagem de mílicia armada x exército permanente. É uma pena os EUA não ter seguido o conselho dos pais fundadores.

  18. Achei o texto e a ideia do entrevistado meio forçados. Até parece que a Suíça aguentaria uma invasão de alemãos pelo norte, italianos pelo sul e austríacos pelo leste. Poderiam resistir…. por uns dois ou três dias. Tática de ir para a montanha e alvejar os invasores marchando para o seu encontro…. façam-me o favor, para isso basta sitiar a região e cortar as redes de suprimentos (comida, basicamente)que cede ou tarde a resistência cede. A França também era cheia de montanhas, caçadores e muitos ex-combatentes e reservistas, e com uma população 10 vezes maior que a Suíça. Assim mesmo tomou cacete dos invasores.

    Os alemães invadiram a França pelos Países Baixos e Bélgica porque assim dominavam a Europa Central ao mesmo tempo que, por serem regiões planas, os tanques passavam com maior facilidade, além de já poder montar as bases e trincheiras contra os ingleses do outro lado do canal.

    A Suíça tinha um sistema financeiro seguro, e por sua neutralidade, era e é o paraíso bancário de todos: aliados, nazistas, judeus, magnatas, etc. Não havia razão lógica para invadir naquela altura. Para os nazis, uma vez ganha a guerra contra os ingleses, a Suíça seria anexada num piscar de olhos. Os suíços não são bobos, não entrariam numa guerra sabendo que seriam derrotados, mortos e ter suas estradas e pontes destruídas. Eles assinariam uma rendição “digna”. Tanto que na guerra, a população poderia ter simpatia pelos aliados, mas a Suíça seguia comerciando com os dois lados.

    Só para lembrar, no século XIX, Napoleão também ocupou a Suíça e não teve tantas dificuldades assim. Que o povo tenha treinamento militar, que saiba manipular armas de forma responsável e seja exímio atirador, tudo bem, mas daí achar que a minúscula Suíça iria encarar a parada, é piada. Sou a favor do legítimo direito de possuir armas para defesa própria, mas não vou forçar nem falsear os argumentos.

    Por último, já viajei pela Suíça, e me pareceu a maior balela isso de que é comum pessoas carregarem armas nas ruas, nos ônibus e nos trens. Não vi nada disso. Nem segurança ou policial fica desfilando revólver na cintura. Eventualmente você vê rapazes fardados indo prestar seu serviço militar no fim de semana. Mas ninguém fica andando armado por aí. Quando a pessoa conclui seu serviço militar (são várias etapas breves) lá pelos 40 anos, tem o direito de levar para a casa sua arma. Muitos o fazem e guardam no armário; muitos abrem mão desse direito.

  19. Eu não só sou a favor de armar a população, como também sou a favor de treinamento militar aos cidadãos de bem. Não adianta ter arma se não souber usar, tem que ter treinamento.

  20. Prezados leitores,

    seria interessante a análise desse artigo por uma pessoa com pleno conhecimento da ciência militar.

    Alguém consegue persuadir algum amigo dotado de conhecimento militar a publicar um comentário aqui?

    No meu entender milícias armadas podem ser um grande incomodo para invasores, entretanto um analista militar poderia responder com muito mais propriedade.

  21. Eu só acho que o caso da neutralidade Suiça na guerra, tem mais fatores além do armamento por parte dos cidadãos suiços.

    Um dos fatores é em relação ao largo uso do sistema bancário suíço por parte dos nazistas antes, durante e após a segunda guerra mundial.

    na minha opinião, a não agressão por parte da Alemanha nazista não se deve ao fato de que os nazistas “temiam” uma invasão na Suiça (visto que a Alemanha dominou praticamente toda a Europa naquele período) e sim porque era de interesse da cúpula nazista manter boas relações (eu diria até uma aliança não declarada) com eles. Da mesma forma que o fez com a Espanha, Portugal e Argentina (que se declaravam “neutros”, mas que só acredita quem acredita em Papai Noel).

  22. “Eu falei exatamente o contrário disso. A Suíça tinha muito ouro em seu sistema bancário, e ouro oriundo do mundo inteiro. Logo, seria do total interesse dos nazistas invadir a Suíça, se apossar do seu sistema bancário e ficar com todo esse ouro. Por que não fizeram isso?”

    – Não, acredito que quem não entendeu o que eu falei foi você.
    Eu disse “sim” (na minha opinião) a Alemanha não tinha interesse em invadir a Suiça, mesmo a Suiça sendo uma “detentora” de boa quantidade de dinheiro, ouro e vários outros tipos de riquezas do mundo inteiro em seus bancos.

    Porque?
    Os fatores para basear meus argumentos são:
    1°- (E talvez o mais relevante) A necessidade de mobilizar uma força militar considerável para não só tomar, como também ocupar e manter uma nação.
    Praticamente todos os países que foram dominados eplo exército alemão, exerceram durante toda a guerra um enorme prejuízo material e pessoal do exército (que poderiam ser usados em suas frentes de batalha) para mantê-los sob seu domínio.

    2° – (e que é fato) Em uma guerra a matéria prima como (metal, petróleo, etc) são infinitamente mais importantes que dinheiro em função da necessidade da industria bélica demandada por uma guerra mundial. Essa (por exemplo) foi a razão da decisão de Hitler quebrar o pacto de não agressão e declarar guerra ao seu “pseudo-aliado” a Russia. Riquezas estas que a Suiça geograficamente é deveras deficiente.

    3° – (e que é um tanto lógico) Em uma guerra onde um continente está sendo dominado por uma nação armada, é pouco inteligente por parte de qualquer um manter suas economias e riquezas em qualquer banco que seja de um país pertencente a este continente. O mais provável que tenha acontecido logo após o início das hostilidades na Europa, foi a transferência de todo e qualquer valor que se tinha para qualquer banco do continente Americano. Assim como aconteceu com a população em geral que fugiu de seus países para escapar da guerra. É muito provável que o mesmo tenha acontecido que seus pertences.

    4° – (é que também é fato) A Alemanha possuía também muitas riquezas nos cofres do sistema bancário suiço. E acredito piamente que essas riquezas aumentaram vertiginosamente no momento em que a “balança da guerra” começou a pender para o lado Aliado e os nazistas começaram a transferir suas riquezas para um local “seguro”, pois a Alemanha já não garantia mais a segurança nem de suas próprias riquezas, nem de suas propriedades e muito menos de sua população que era assolada por bombardeios diários em seu território.

    5° – (que é bem provável) A Suiça não só era neutra como também (como a Russia no início da guerra) uma pseudo-aliada da Alemanha.

    6° – (que é lógico) Se a tomada da Suiça e as riquezas mundiais que ela detinha em seus sistema bancário fossem mesmo tão importante para ganhar a guerra e como você mesmo argumentou, até possibilitar uma nova frente de batalha contra os Estados Unidos, porque diabos ela não o fez? Você acredita realmente que foi em razão de uma população muito menor que a da França (da qual Hitler invadiu e dominou facilmente) estar armada? Você acha mesmo que não existiam mais pessoas armadas na França ou na Russia do que na Suiça?

    “Entender, eu entendo. Mas gostaria de saber por que você acredita que as pobres nações de Portugal e Espanha tinham o mesmo valor do que a rica Suíça e seu sistema bancário recheado de ouro. Isso você não explicou.”

    – Você acredita que mesmo que Espanha e Portugal eram nações pobres? Duas nações que colonizaram praticamente metade do mundo durante séculos? Nações estas que pilharam (assim como a Alemanha tinha o intuito de fazer) as nações das quais elas colonizaram.

    “Tudo isso é puro achismo seu. Se você realmente quer esposar esta opinião, então forneça uma bibliografia que sustente essa sua opinião. O artigo em questão faz isso, e você ignorou.”

    – Olha… Eu tenho que concordar que muito do que eu falei é de certa forma “achismo”, mas não um achismo por nada, são especulações minhas baseadas em fatos de matérias, artigos e livros que já li a respeito durante minha vida e que estou tendo oportunidade de eXpô-los neste debate. Não sou nenhum professor de história ou historiador, nem mesmo quero dizer que o que estou argumentando é fato. Sou apenas um curioso e fã de história e pelo que já li e compreendo, estou aqui colocando meu ponto de vista para que todos possam refletir a respeito.

    – Mas me diga, e você quem é? O que faz? Como prova suas argumentações? Só estou lhe vendo contestar minhas colocações sem de fato dar qualquer respaldo sobre suas contestações, da mesma forma como você diz que estou fazendo.

  23. acho que depois de 3 ou 4 semanas de bombardeios com de 3.000 a 4.000 aviões a suiça cairia de joelhos. acredito sim que haveria bolsões de resistencia ,mas ninguém seguraria hitler. se os estados unidos não fossem atacados pelos japoneses e hitler não invadisse a URSS hoje a europa seria nazista. inglaterra, frança, estados unidos e rússia 4 potencias militares levaram 4 anos palmo a palmo para chegar em berlin….

  24. Alguém acredita que uma nação só porque tem o porte de armas liberado é capaz de conter uma força armada?

    Qualquer um que já passou por algum tipo de treinamento de combate sabe que há diversos fatores além das armas para vencer um combate: clima, progressão no terreno, elemento surpresa, manobra de combate, etc.

    “Ainda hoje, todo homem suíço, ao completar 20 anos de idade, é obrigado a fazer um treinamento militar e, após a conclusão, ganha um Fuzil de Assalto 90 (modelo 1990, 5.6 mm, com funcionamento automático e semi-automático) para manter em casa. Muitas mulheres também participam de práticas de tiro esportivo, bem como adolescentes e idosos.”

    Alguém me explica como conter uma bateria de artilharia de longa distância (5km +) com esses fuzis de assalto? Ou mesmo como conseque conter um ataque aéreo com esses fuzis? Como combater uma infantaria blindada com fuzis?

    O calibre 5.6 não tem poder de fogo para atravessar uma chapa de aço (ou ferro) de mais de 3cm.

    Isso significa que até blindagem nível 2 já segura esse tipo de calibre que sofre de um defeito grave de defornação quando toca no aço.

    Esse calibre não seria suficiente nem para atravessar os blindados antigos que tem no Exército Brasileiro.

    Lembrando que nos teatros de operações de guerra modernos mandam-se a artilharia aérea para “amaciar” o terreno e só então entra a cavalaria, infantaria, etc…

  25. (…)Lembrando que nos teatros de operações de guerra modernos mandam-se a artilharia aérea para “amaciar” o terreno e só então entra a cavalaria, infantaria, etc…(…)

    Tipo o Afeganistão, onde um bando de moradores do deserto mal-armados e mal-equipados conseguiu resistir às duas maiores potências do planeta? Realmente, tática de guerrilha não é nem um pouco eficiente contra uma potência invasora…

  26. Não existe um único registro de que tenha havido no generalato nazista qualquer tipo de temor quanto a isso. Hitler simplesmente não invadiu porque não quis (se quisese o teria feito sem diciculdade, como Napoleão no final do século XVIII).

    Passo enumerar alguns motivos que mostram que não valeria à pena invadir a Suíça:

    1) A Suíça não possui recursos naturais em quantidade relevante.
    2) O terreno suíço é muito acidentado
    3) Tomar a Suíça não era requisito para ter acesso a outro pais mais vantajoso, como ocorreu com os países do leste para dar acesso à Rússia.
    4) Não havia um parque industrial relevante a ser tomado.
    5) Bancos suíços eram (e ainda são) importantes para estados corruptos. A Alemanha Nazista era repleta de negociatas entre indústrias e governo. Uma Suíça livre e neutra era muito mais interessante. E foi.
    6) O pais era neutro e não teria potencial para incomodar. E não incomodou.

    Essa era a realidade. Custo-benefício ruim.

    Se houvesse petróleo, indústria ou outra vantagem, Hitler teria esmagado essa milícia (como Napoleão esmagou nas Guerras Napoleônicas).

  27. Realmente esclarecedor esse esforço suíço em treinamento, e sobretudo, a facilidade de mobilização. Napoleão invadiu a Suíça, mas Hitler, mais preparado, não quis se arriscar.

  28. Realmente os suíços quase nunca nos decepcionam. Como eu faço para me mudar para lá? Eu viveria muito feliz lá como garçom, lavador de pratos, faxineiro, pedreiro,… Talvez com muito mais dignidade do que trabalhando num escritório aqui no Brasil…

  29. Eu sou um grande defensor do porte de armas.

    Entretanto acho que isso é superestimado em relação à Suiça. Sim, Hitler talvez tivesse dificuldade em invadir a Suiça. Mas a Suiça estava cercada por alemães por todos os lados. Se as fronteiras fossem fechadas eles resistiriam por quanto tempo ?

    Me parece que a tese do livro “A Suiça lava mais branco” faz mais sentido: muita gente tinha a ganhar com a “neutralidade” Suiça. Os judeus perseguidos depositavam dinheiro nas contas secretas, os nazistas faziam compras usando a moeda suiça e lá lavaram muito ouro roubado.

  30. Emerson Luis, um Psicologo

    Muito interessante! A versão que em geral se divulga é que os suíços teriam colaborado tacitamente com os nazistas armazenando o ouro roubado por estes em seus bancos.

    * * *

  31. Olha, o Getúlio e o Mcmoraes protagonizaram a discussão mais instrutiva para mim. Mcmoraes foi primoroso e o Getúlio suscitou uma discussão interessante e foi de uma humildade e correção … que me calou. Muito grato a ambos.

  32. Fabio Barreiros

    O tirano, enquanto guarda alguma razão – ou seja, quando ainda está por cima – é um fiel à matemática. Se invadir a Suiça significa a perda de 10 homens para 1, invade-se o vizinho. Assim, a Alemanha Socialista foi adiando a invasão, até que após o avanço aliado, já não tinha mais condições de sequer manter suas posições. Tempo é o artigo mais valioso que existe, seja em tempos de paz ou de guerra. Cada família suiça armada conferiu este tempo aos suiços.

  33. Jose Romildo Nachbar

    Acho muito interessante os comentários, cada um expondo seu ponto de vista em relação ao texto.
    Eu como não tenho nenhuma opinião a respeito quero só confirmar que adoraria poder ter o direito de andar armado uma vez que servi o exercito Brasileiro por um ano e até hoje diferente dos Suíços ainda não ganhei o meu “FAL” fuzil automático leve que o exercito utiliza até nos dias de hoje.

  34. Criminosos são e serão uma pequena minoria em qualquer época, lugar ou países. E o dano que eles causaram à humanidade é infinitesimal quando comparado com os horrores, o derramamento de sangue, as guerras, as perseguições políticas, os fanáticos religiosos, as fomes, as escravizações e as destruições em grande escala perpetrada pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo é a mais perigosa ameaça aos direitos do homem: ele mantém o monopólio do uso de força física contra as vítimas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo é o mais mortal inimigo do homem.
    A necessária conseqüência do direito do homem à vida é seu direito à legítima defesa. Numa sociedade civilizada, força é usada somente em retaliação e somente contra aqueles que iniciaram seu uso. Lembramos os que desencadearam o movimento de 64 foram os que hoje querem nos desarmar. Por quê ? Por outro lado se toda sociedade pacifista renunciasse o uso da força retaliatória, estaria deixada abandonada a mercê do primeiro matador que se decidisse ser imoral. Tal sociedade alcançaria o oposto da sua intenção. Invés de abolir a maldade, ela o encorajará e premiará o crescimento do mal. Mais uma vez vamos dizer um não bem grande ao desarmamento. Todos os cidadãos com menos de sessenta anos lembrem-se que os governos militares jamais mandaram desarmar um cidadão, salvo algum mal entendido; mesmo o país vivendo um clima de tensão seguido de atentados.

  35. … Coitado do nossso pobre, trabalhador, e honesto povo brasileiro… Será que um dia vamos conseguir assegurar nossos direitos ? Torço e faço votos que sim !

  36. Jorge Ernesto Macedo Geisel

    Quem conhece a Suíca e seu povo, não precisa pautar conclusões de seu poder militar dissuasório pela história da Segunda Guerra Mundial. A capacidade de resistência e de rápida mobilização supera qualquer potência européia ocidental, pelo treinamento periódico de suas reservas e o sistema orográfico vantajoso, aliados à produção de alimentos em escala de autosustentabilidade. Viajando por ela, em 2005, jamais vi tantos soldados em marcha pelas estradas como naquele valoroso país alpino.

  37. Eso es un gran artículo. La versión que por lo general se da a conocer es que los suizos han cooperado con los nazis tácitamente que almacenan oro robado por ellos en sus asientos.

  38. Como não amar a Suíça?

    g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

  39. Alexandre Aleixo Nunes

    Isso é uma grande falácia. A Alemanha não atacou a Suíça pelas questões comerciais e de dinheiro externo. Era melhor para Hitler mantê-la. Parem para pensar, o que poderiamos fazer contra tanques? Aviões? Mesmo que desse armas seríamos obliterados. Armas são para crimes civis e não ataques militares.

  40. Paulo Henrique Netto de Alcântara

    A SUIÇA apresenta um modelo de Exército Federal localmente baseado e estruturado… NÃO são apenas ‘milicianos’ armados… cada cidadão suíço é um membro permanente da reserva do exército e pronto para defender o seu país de qualquer invasão. No entanto, NÃO se observam quaisquer problemas associados à violência com o porte de armas – tão associado pelo lobby pelo desarmamento… O problema é mais de raiz na própria sociedade suíça… melhor que outras…

  41. O elogio a este ótimo texto foi publicado por mim, sim. Ao dizer que não tinha publicado nada ainda, referia-me a um trecho que recortei de um dos comentários a este texto, e que estava na caixa para publicação de comentários neste site, pois pretendia responder a este comentarista (até momento não publiquei nenhuma reposta ao tal sujeito, porque deixei isso para mais tarde). Tendo apertado um botão errado, surgiu a mensagem do site de que o texto seria publicado.

    Enviei a mensagem na esperança de “Não publiquei nenhum comentário ainda. Apenas estava na aqui na caixa um trecho recortado!” na esperança de que aquele recorte incompleto não fosse publicado. Por alguma razão, não foi mesmo (que bom!). No entanto, publicou-se a mensagem que acabei de citar.

    Portanto, está parecendo que eu não queria publicar o elogio ao texto “Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços”. Não é o caso. O elogio permanece válido e foi intencionalmente publicado por mim.

  42. os comunistas e socialistas e os governos de esquerda comunista da união soviética,Coréia do Norte,China,Cuba,Venezuela,,Bolívia e os governos esquerdistas socialistas e comunistas doPT,PC do B,PSOL ,REDE,PCO,PCB,PSB,PPS,PSTU,PDT,PTB sempre defenderam e defendem o desarmamento da população civil defendem o desarmamento de homens de bem e defendem o desarmamento de mulheres de bem defendem o desarmamento dos cidadãos de bem mas não defendem o desarmamento dos bandidos e não defendem o desarmamento de criminosos assaltantes e traficantes na maioria dessses governos comunistas sempre imporam o maldito estatuto do desarmamento os comunistas nunca deram liberdade acabaram com a liberdade

  43. Com o devido respeito, o artigo trata de um mito que procura impressionar incautos.

    Assistam ao vídeo do canal Hoje na Segunda Guerra Mundial (https://www.youtube.com/watch?v=Au-8n01bFM4) e vejam porque a Suíça não foi invadida.

    Faço aqui uma transcrição do trecho que começa no tempo de 8min50seg e que desmistifica esse mito da população armada.

    "Outro mito que circula por aí, é que a Suíça não foi invadida só porque todos os seus cidadãos tinham pistolas e espingardas de caça em casa. Essa é uma alegação ainda mais incorreta. Mesmo que toda a população tivesse um par de pistolas e algumas espingardas em casa, como elas seriam úteis para os bombardeiros de mergulho Stuka, os pesados bombardeios de artilharia ou contra blindados e formações militares disciplinadas, experientes, treinadas e motivadas?

    Portanto, a não ser que cada cidadão tivesse um canhão antitanque ou uma peça pesada de artilharia estacionada em sua garagem, qualquer tipo de resistência civil armada teria um efeito apenas marginal contra uma força de invasão profissional.

    Resumindo, a Suíça não foi invadida porque do ponto de vista econômico, comercial e até mesmo diplomático, ela era mais útil neutra e independente."

    De fato, basta raciocinar criticamente para ver o absurdo da tese de que fuzis, rifles e pistolas, mesmo com a plena atuação do exército suíço, amedrontaria o exército alemão.

  44. Gostei muito da relação armamento para defesa pessoal e a paz. O Governo do Brasil também concorda com ela, afinal:

    – O Brasil mantém um suas próprias defesas de outros possíveis agressores (Por que manter um exército se acredita que a paz se alcança por não ser forte?);

    – Suas famílias possuem guarda-costas e residem em edificações protegidas com segurança e vigilância 24h;

    – O senado, o planalto, a câmara e todo o resto estão cercados pela guarda nacional;

    Se proteger deve ser privilégio apenas deles?

  45. Meu comentário acima foi sobre os hipócritas que nos governam.

    Agora será sobre a aplicação prática no Brasil:

    Resido no Estado do Rio de Janeiro e ir à capital do estado é um terror psicológico só. Um estudo apresentado em dezembro de 2017 mostrou que a cada 2h um ônibus é assaltado aqui no estado. Pensem um pouco comigo: Um carro com quatro assaltantes armados iria parar e abordar um ônibus com trinta passageiros armados? Valeria a pena o risco? Mesmo que no ônibus não estivessem os trinta passageiros armados, mas a simples expectativa de encontrarem vinte, quinze ou dez armados e igualmente bem treinados já iria dissuadi-los de parar um ônibus cheio ou assaltar em praça pública ou fazer arrastão nas praias. Mesmo numa briga o agressor (geralmente único armado) não se sentirá “o mais forte” porque entenderá que outros também “fortes” o estariam observando e podem julgar sua causa não tão justa como ele crê e impedi-lo ou mesmo puni-lo por sua agressão e violência.

  46. Pesquisadores suíços possivelmente conhecem as razões ocultas pelas quais Hitler não executou a invasão à Suíça.:

    “A derrota da Alemanha nazista encerrou um período de seis anos de horror para a Europa e foi um imenso alívio para a Suíça neutra que viveu com medo de ser invadida.

    Nos anos 90, reapareceram denúncias incômodas acerca do papel dos bancos suíços que administraram haveres confiscados pelos nazistas e recusaram-se a comunicar dados das contas inativas das vítimas do holocausto.

    O escândalo obrigou o governo a criar uma comissão independente de especialistas – dirigida pelo historiador Jean-François Bergier – para estudar a atitude da Suíça durante a guerra.

    Publicado em 2002, o relatório final destruiu certos mitos da história do país durante esse período. A comissão Bergier concluiu que o governo suíço e uma parte da indústria cooperaram com os nazistas e que a Suíça recusou milhares de refugiados judeus em suas fronteiras.”

    Vale a leitura: http://www.swissinfo.ch/por/a-su%C3%AD%C3%A7a-relembra-um-passado-sombrio/893400

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