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Por que você é um libertário e provavelmente não sabe

Você
abomina a iniciação de violência gratuita contra inocentes?

Se
um vizinho seu não está disposto a contribuir tanto quanto você gostaria para
um projeto social, você pensaria em:

1)
Utilizar uma arma para obrigá-lo a contribuir?

2)
Contratar uma quadrilha armada que irá ameaçar sequestrá-lo ou confiscar seu
dinheiro caso ele não contribua?

3)
Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada caso ele não contribua?  (Afinal, todos os programas governamentais, em
última instância, envolvem o uso de violência contra aqueles que se recusarem a
acatá-los — leia-se financiá-los).

Se
duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não
envolva agressão contra terceiros, você pensaria em:

1)
Utilizar uma arma para impedi-los?

2)
Contratar uma quadrilha armada para ameaçar sequestrá-los caso eles se
mantenham decididos a seguir adiante nesse seu acordo consensual?

3)
Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada para obrigá-los a cancelar seu
acordo?

Da
mesma forma, se uma empresa e um indivíduo concordarem voluntariamente com
algum arranjo que seja benéfico para ambos, sem envolver nenhum tipo de
agressão, você cogitaria:

1)
Utilizar uma arma para impedi-los?

2)
Contratar uma quadrilha armada para ameaçar sequestrá-los caso eles se
mantenham decididos a seguir adiante nesse seu acordo consensual?

3)
Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada para obrigá-los a cancelar seu
acordo?

Se
um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a
ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas
que vivem sob aquele governo?

Se
você respondeu ‘não!’ para todas as perguntas acima, você é alguém disposto a
tolerar tudo que seja pacífico.  Você
pratica o princípio do ‘viva e deixe viver’. 
Você se opõe à iniciação de violência contra qualquer pessoa ou
conjunto de pessoas que não tenha atacado ninguém, e que, assim como você,
apenas querem viver suas vidas em paz.

Para
você, não há motivos para se agredir inocentes apenas pelo fato de eles não
estarem dispostos a obedecer a alguma grande ideia sua ou de terceiros.

É
por isso que você é um libertário.

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95 comentários em “Por que você é um libertário e provavelmente não sabe”

  1. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Faço um pedido aos marxistas que invadiram o site: Por gentileza respondam as perguntas do texto.\r
    \r
    Eu respondo não a todas elas.\r
    \r
    Abraços

  2. A maioria das pessoas vai infelizmente responder com o item 3, e vai racionalizar alguma explicação pra dizer que tal opção é legítima e não tem nada a ver com as anteriores.

  3. Liberdade humana, voltada ao comportamento e a opinião é sim algo necessário, mas nada há nisso que justifique a livre iniciativa de mercado. visto que no mercado a lei vigente é a mesma de canto nenhum. Tudo pode – e deve – ser feito para aumentar os lucros, os outros? Que descubram sua maneira de enriquecer. Não há humanidade na política liberal, por isso as mutações atuais que aumentam a força do Estado em todo o mundo.

  4. ‘Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?’

    Apoiaria, se eles falassem abertamente que meu país não tem o direito de existir.

  5. Tô gostando de ver,galera do Mises.Em outros sites estes caras fazem o inferno com sua tática de sempre impor a dúvida,questionando,modificando,mudando de assunto,retornando à mesma pergunta,discutindo moralidade,tornando os comentários desanimadores de se ler.Aqui não,vocês não os deixam no ar sem resposta.Muito bom,parabéns,real cooperação entre moderador do site e leitores.

  6. Gostaria de saber a posição do pessoal do Mises Brasil com relação ao Ron Paul e sua newsletter anti-semita, racista e homofóbica que tinha como ghost writer nada mais nada menos que o titio Lew, confirmado pelo pessoal da Reason e por antigos acessores de Paul. \r
    \r
    Ou sobre o fato de Ron e Lew serem contra o estado de Israel, a nação mais brilhante do mundo. Concordo que Israel não precisa de ajuda dos EUA. Temos a força aérea mais avançada do mundo. Não concordo com a comparação infeliz e infantil de Paul entre Irã e a URSS. A URSS não era comandada por fundamentalistas retrógrados lunáticos sem qualquer noção. Alguem aqui acha que se o Irã obter armas nucleares vai pensar no que pode acontecer se eles usarem elas para apagar Israel do mapa ? Pessoas que se explodem para matar o maior número de inocentes não são comunistas dentro de um bunker com os quais se pode ao menos dialogar.

  7. O que o texto propõe é o anarquismo, que pode ser lindo na teoria, mas na prática é um desastre. A liberdade que essa ideologia busca é utópica. Haveria escravidão, clima de insegurança generalizado, miséria, etc, um caos, um sistema social totalmente disfuncional. Não há como criar uma organização social eficiente e prospera sem o poder do estado. E a ação do estado não é a mesma coisa que a ação de um bandido ou quadrilha de criminosos, desde que feita segundo leis e normas previamente discutidas e aprovadas pela sociedade, o que torna a ação impessoal, previsível, democrática e por fim legítima.

  8. “Se um vizinho seu não está disposto a contribuir tanto quanto você gostaria para um projeto social, você pensaria em”
    Não deixa muito claro. Não esclarece se o vizinho colabora ou não e qual projeto social.

    “Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em”
    Pergunta: E se este acordo benéfico para duas pessoas, for prejudicial a outras pessoas?

    “Da mesma forma, se uma empresa e um indivíduo concordarem voluntariamente com algum arranjo que seja benéfico para ambos, sem envolver nenhum tipo de agressão, você cogitaria”
    Pergunta: E se o acordo, que no caso é bom para a empresa e este indivíduo, for prejudicial a outros indivíduos?

  9. Enquanto as ruas forem propriedade estatal, onde vale a lei do mais forte (isto é, quem é mais rentável para o estado), toda a propriedade será relativizada.

    Se a boate rende mais ISS para a prefeitura (além de gerar empregos, o que sempre é bom para políticos), então obviamente ela prevalecerá. Já se o vizinho for um condomínio de luxo, cujo valor do IPTU seja astronômico, aí certamente o condomínio vencerá.

    Portanto, uma vez que o estado é o intermediador e o dono de facto da rua e das propriedades nela localizadas, não há nenhuma chance de haver nem respeito à propriedade alheia e nem reparação por poluição ambiental e sonora.

    E isso, obviamente, não é falha do livre mercado.

  10. Seria possível uma comparação do modo de vida dos israelenses em Israel com os suíços? Apesar de a /suíça não ter, hoje, a mesma vizinhança hostil que Israel possui? Também fico com a dúvida de que a Suíça não foi invadida pelos nazistas porque seus cidadãos possuíam armas em casa ou se não houve tempo suficiente para o intento. Prefiro acreditar na versão das armas, até porque é mais edificante a um povo. Daí faturam em cima na base do “Si non é vero, é bene trovato”. Cogitações.

  11. Olá libertários,

    Uma dúvida com relação ao artigo.

    E se as premissas dos questionamentos não forem satisfeitas?
    Por exemplo, na frase:

    “Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em:”

    Se o acordo não for voluntário, se uma das partes se utilizar de fraude, prejudicando o outro, o que fazer?

    E se o acrodo envolver agressão a terceiros, como proceder?

  12. Punição, é claro. Libertários levam o princípio da não-agressão contra inocentes muito a sério (e fraude também é uma agressão), assim como também a questão da quebra de contratos.

    Pode-se discutir a proporcionalidade da punição (alguns defendem olho por olho, a passo que alguns defendem dois olhos por um olho), mas a necessidade da punição é indiscutível. Aliás, isso nunca foi controverso em círculos libertários.

    E não: no atual arranjo, não há nada de errado em recorrer a tribunais estatais para tal, um vez que tal seara é monopólio do estado.

  13. “Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?”

    As democracias européias responderam “não” a esta pergunta na época em que o nazismo surgiu e se fortaleceu. O resultado todo mundo (principalmente os judeus) conhece.

    Aliás, cabe outra pergunta: se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país mas é extremamente agressivo e está promovendo massacres e genocídios, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo? Seria justo cruzar os braços ante a tanto horror apenas porque não é o seu país que está sendo atacado?

  14. Eu respondo “não” a tudo, sem dúvida.

    Só que nem sempre essas simplificações adotadas correspondem a casos reais. Em casos reais podem surgir, por exemplo, debates sobre se ele está ou não “agredindo a terceiros”. Um pode argumentar que não está agredindo, e outro pode argumentar que está. 😉

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