Você
abomina a iniciação de violência gratuita contra inocentes?
Se
um vizinho seu não está disposto a contribuir tanto quanto você gostaria para
um projeto social, você pensaria em:
1)
Utilizar uma arma para obrigá-lo a contribuir?
2)
Contratar uma quadrilha armada que irá ameaçar sequestrá-lo ou confiscar seu
dinheiro caso ele não contribua?
3)
Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada caso ele não contribua? (Afinal, todos os programas governamentais, em
última instância, envolvem o uso de violência contra aqueles que se recusarem a
acatá-los — leia-se financiá-los).
Se
duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não
envolva agressão contra terceiros, você pensaria em:
1)
Utilizar uma arma para impedi-los?
2)
Contratar uma quadrilha armada para ameaçar sequestrá-los caso eles se
mantenham decididos a seguir adiante nesse seu acordo consensual?
3)
Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada para obrigá-los a cancelar seu
acordo?
Da
mesma forma, se uma empresa e um indivíduo concordarem voluntariamente com
algum arranjo que seja benéfico para ambos, sem envolver nenhum tipo de
agressão, você cogitaria:
1)
Utilizar uma arma para impedi-los?
2)
Contratar uma quadrilha armada para ameaçar sequestrá-los caso eles se
mantenham decididos a seguir adiante nesse seu acordo consensual?
3)
Utilizar o governo no lugar da quadrilha armada para obrigá-los a cancelar seu
acordo?
Se
um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a
ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas
que vivem sob aquele governo?
Se
você respondeu ‘não!’ para todas as perguntas acima, você é alguém disposto a
tolerar tudo que seja pacífico. Você
pratica o princípio do ‘viva e deixe viver’.
Você se opõe à iniciação de violência contra qualquer pessoa ou
conjunto de pessoas que não tenha atacado ninguém, e que, assim como você,
apenas querem viver suas vidas em paz.
Para
você, não há motivos para se agredir inocentes apenas pelo fato de eles não
estarem dispostos a obedecer a alguma grande ideia sua ou de terceiros.
É
por isso que você é um libertário.
Faço um pedido aos marxistas que invadiram o site: Por gentileza respondam as perguntas do texto.\r
\r
Eu respondo não a todas elas.\r
\r
Abraços
A maioria das pessoas vai infelizmente responder com o item 3, e vai racionalizar alguma explicação pra dizer que tal opção é legítima e não tem nada a ver com as anteriores.
Liberdade humana, voltada ao comportamento e a opinião é sim algo necessário, mas nada há nisso que justifique a livre iniciativa de mercado. visto que no mercado a lei vigente é a mesma de canto nenhum. Tudo pode – e deve – ser feito para aumentar os lucros, os outros? Que descubram sua maneira de enriquecer. Não há humanidade na política liberal, por isso as mutações atuais que aumentam a força do Estado em todo o mundo.
Respondendo ao texto: “É por isso que você é um libertário”
Obrigado.
Feliz 2011.
‘Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?’
Apoiaria, se eles falassem abertamente que meu país não tem o direito de existir.
Tô gostando de ver,galera do Mises.Em outros sites estes caras fazem o inferno com sua tática de sempre impor a dúvida,questionando,modificando,mudando de assunto,retornando à mesma pergunta,discutindo moralidade,tornando os comentários desanimadores de se ler.Aqui não,vocês não os deixam no ar sem resposta.Muito bom,parabéns,real cooperação entre moderador do site e leitores.
Gostaria de saber a posição do pessoal do Mises Brasil com relação ao Ron Paul e sua newsletter anti-semita, racista e homofóbica que tinha como ghost writer nada mais nada menos que o titio Lew, confirmado pelo pessoal da Reason e por antigos acessores de Paul. \r
\r
Ou sobre o fato de Ron e Lew serem contra o estado de Israel, a nação mais brilhante do mundo. Concordo que Israel não precisa de ajuda dos EUA. Temos a força aérea mais avançada do mundo. Não concordo com a comparação infeliz e infantil de Paul entre Irã e a URSS. A URSS não era comandada por fundamentalistas retrógrados lunáticos sem qualquer noção. Alguem aqui acha que se o Irã obter armas nucleares vai pensar no que pode acontecer se eles usarem elas para apagar Israel do mapa ? Pessoas que se explodem para matar o maior número de inocentes não são comunistas dentro de um bunker com os quais se pode ao menos dialogar.
Por falar em racismo, vcs já viram esse negócio do Rothbard elogiando o The Bell Curve?
http://www.lewrockwell.com/rothbard/ir/Ch75.html
O que o texto propõe é o anarquismo, que pode ser lindo na teoria, mas na prática é um desastre. A liberdade que essa ideologia busca é utópica. Haveria escravidão, clima de insegurança generalizado, miséria, etc, um caos, um sistema social totalmente disfuncional. Não há como criar uma organização social eficiente e prospera sem o poder do estado. E a ação do estado não é a mesma coisa que a ação de um bandido ou quadrilha de criminosos, desde que feita segundo leis e normas previamente discutidas e aprovadas pela sociedade, o que torna a ação impessoal, previsível, democrática e por fim legítima.
“Se um vizinho seu não está disposto a contribuir tanto quanto você gostaria para um projeto social, você pensaria em”
Não deixa muito claro. Não esclarece se o vizinho colabora ou não e qual projeto social.
“Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em”
Pergunta: E se este acordo benéfico para duas pessoas, for prejudicial a outras pessoas?
“Da mesma forma, se uma empresa e um indivíduo concordarem voluntariamente com algum arranjo que seja benéfico para ambos, sem envolver nenhum tipo de agressão, você cogitaria”
Pergunta: E se o acordo, que no caso é bom para a empresa e este indivíduo, for prejudicial a outros indivíduos?
Enquanto as ruas forem propriedade estatal, onde vale a lei do mais forte (isto é, quem é mais rentável para o estado), toda a propriedade será relativizada.
Se a boate rende mais ISS para a prefeitura (além de gerar empregos, o que sempre é bom para políticos), então obviamente ela prevalecerá. Já se o vizinho for um condomínio de luxo, cujo valor do IPTU seja astronômico, aí certamente o condomínio vencerá.
Portanto, uma vez que o estado é o intermediador e o dono de facto da rua e das propriedades nela localizadas, não há nenhuma chance de haver nem respeito à propriedade alheia e nem reparação por poluição ambiental e sonora.
E isso, obviamente, não é falha do livre mercado.
Seria possível uma comparação do modo de vida dos israelenses em Israel com os suíços? Apesar de a /suíça não ter, hoje, a mesma vizinhança hostil que Israel possui? Também fico com a dúvida de que a Suíça não foi invadida pelos nazistas porque seus cidadãos possuíam armas em casa ou se não houve tempo suficiente para o intento. Prefiro acreditar na versão das armas, até porque é mais edificante a um povo. Daí faturam em cima na base do “Si non é vero, é bene trovato”. Cogitações.
Olá libertários,
Uma dúvida com relação ao artigo.
E se as premissas dos questionamentos não forem satisfeitas?
Por exemplo, na frase:
“Se duas pessoas voluntariamente fizerem um acordo mutuamente benéfico, e que não envolva agressão contra terceiros, você pensaria em:”
Se o acordo não for voluntário, se uma das partes se utilizar de fraude, prejudicando o outro, o que fazer?
E se o acrodo envolver agressão a terceiros, como proceder?
Punição, é claro. Libertários levam o princípio da não-agressão contra inocentes muito a sério (e fraude também é uma agressão), assim como também a questão da quebra de contratos.
Pode-se discutir a proporcionalidade da punição (alguns defendem olho por olho, a passo que alguns defendem dois olhos por um olho), mas a necessidade da punição é indiscutível. Aliás, isso nunca foi controverso em círculos libertários.
E não: no atual arranjo, não há nada de errado em recorrer a tribunais estatais para tal, um vez que tal seara é monopólio do estado.
“Se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo?”
As democracias européias responderam “não” a esta pergunta na época em que o nazismo surgiu e se fortaleceu. O resultado todo mundo (principalmente os judeus) conhece.
Aliás, cabe outra pergunta: se um governo estrangeiro não está atacando militarmente seu país mas é extremamente agressivo e está promovendo massacres e genocídios, você apoiaria a ideia de utilizar um exército para iniciar violência contra o país e as pessoas que vivem sob aquele governo? Seria justo cruzar os braços ante a tanto horror apenas porque não é o seu país que está sendo atacado?
colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/01/04/ron-paul-e-seus-iludidos/
Eu respondo “não” a tudo, sem dúvida.
Só que nem sempre essas simplificações adotadas correspondem a casos reais. Em casos reais podem surgir, por exemplo, debates sobre se ele está ou não “agredindo a terceiros”. Um pode argumentar que não está agredindo, e outro pode argumentar que está. 😉