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Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados – um desafio intelectual para a esquerda

Muitas
pessoas — a saber, social-democratas, moderados, socialistas, comunistas,
sindicalistas e outros — creem que empreendedores e capitalistas são os
inimigos, e que os sindicatos e as legislações trabalhistas, os amigos dos
assalariados.  Trata-se de um erro
enorme, com consequências devastadoras. 
Um estudo integrado da Escola Austríaca com a Escola Clássica prova o
exato oposto dessa crença.  Ele prova que
empreendedores e capitalistas são os amigos, e os sindicatos e as legislações
trabalhistas, os inimigos dos assalariados.

Eis a seguir,
em sua essência mais resumida, a explicação.

Quanto
maior o respeito pelos direitos de propriedade e pela liberdade econômica dos
empreendedores e capitalistas, maior o grau de poupança no sistema econômico,
e, consequentemente, maior a demanda por mão-de-obra em relação à demanda por
bens de consumo, e, consequentemente, maiores serão os salários em relação aos
lucros.  Ao mesmo tempo, quanto maior a
demanda por bens de capital em relação à demanda por bens de consumo, maiores
serão os incentivos para se desenvolver e introduzir produtos e métodos de
produção mais aprimorados.

O
resultado dessa combinação é uma contínua acumulação de capital e uma crescente
produtividade da mão-de-obra.  O efeito
do aumento progressivo da produtividade da mão-de-obra, no capitalismo, é um
aumento progressivo da oferta de bens de consumo em relação à oferta de
mão-de-obra, e, por conseguinte, uma redução progressiva nos preços dos bens de
consumo em relação aos salários. (No cenário atual, em que há um constante
aumento na quantidade de dinheiro, há também um crescente aumento na demanda
monetária tanto por mão-de-obra quanto por bens de consumo.  No cômputo final, os salários aumentam mais
rapidamente que os preços.  De um jeito
ou de outro, o resultado é um aumento nos salários reais.)

O
aumento nos salários reais, resultado da poupança e da inovação de
empreendedores e capitalistas, significa uma crescente capacidade dos
assalariados em trabalhar menos horas por mês e de prescindir do trabalho de
suas crianças.  Mais ainda: tal postura
dos empreendedores e capitalistas significa uma melhora crescente nas condições
de trabalho, melhora essa que não é coberta pelo aumento da eficiência
produtiva, significando um gasto a mais para os patrões.  Nesse sentido, a poupança e a inovação dos
empreendedores e capitalistas são de fato as responsáveis por todas as melhoras
nas condições dos assalariados — algo que é tipicamente, e de modo
completamente errôneo, atribuído aos sindicatos e às legislações trabalhistas.

Os
sindicatos nem mesmo sabem como elevar os salários reais.  Tudo que lhes interessa é elevar os salários
nominais e proteger os empregos dos membros específicos de seu sindicato.  Dado que os sindicatos não controlam a
quantidade de dinheiro ou o volume de gastos no sistema econômico, a única
maneira como eles podem elevar os salários nominais de seus membros é reduzindo
artificialmente a oferta de mão-de-obra em sua área de trabalho.  Porém, o efeito dessa medida é o de aumentar
correspondentemente a oferta de mão-de-obra e reduzir os salários em outras
áreas da economia.  Em outras palavras, o
sucesso de um sindicato em específico é obtido à custa das perdas dos
assalariados do resto do sistema econômico. 
E as perdas necessariamente superam os ganhos, pois um aspecto essencial
desse processo é que os trabalhadores serão forçados a aceitar empregos que
requerem menos habilidades do que os empregos aos quais lhes foram negado
acesso pelos sindicatos.

Se
os sindicatos, ou a união entre sindicatos e leis de salário mínimo, obtiverem
êxito em elevar os salários em todo o sistema econômico, o efeito será um
correspondente aumento do desemprego no sistema econômico, bem como preços
maiores em decorrência dos maiores custos da mão-de-obra e da reduzida
produção.  Se os sindicatos obtiverem
êxito em fazer com que o governo e seu banco central aumentem a quantidade de
dinheiro no ritmo de suas demandas salariais, o desemprego pode ser evitado,
mas o efeito ainda assim será o aumento nos preços em conjunto com os aumentos
salariais, sem que haja aumento nos salários reais.  Ademais, como uma política inflacionária
provoca uma redução no acúmulo de capital, ela faz com que haja uma redução — e,
caso seja alta o bastante, uma reversão — do aumento da produtividade da
mão-de-obra e dos salários reais.

Os
esforços dos sindicatos para proteger os empregos de seus membros é uma
política de combater ativamente o aumento nos salários reais dos trabalhadores
de todo o resto do sistema econômico. 
Como já deveria estar claro em decorrência de tudo que foi dito, a
maneira como os salários reais aumentam não é fazendo com que o trabalhador
comum ganhe mais dinheiro.  Ganhar mais
dinheiro é meramente o resultado do aumento da quantidade de dinheiro, ou da
redução da oferta de mão-de-obra disponível no mercado ao se forçar parte dos
trabalhadores a ficar desempregada.

Os
salários reais aumentam como resultado do acúmulo de capital e do aumento na
produtividade da mão-de-obra, o que faz com que os preços caiam (ou cresçam
menos) em relação aos salários.  Ao
combater o aumento da produtividade da mão-de-obra, os sindicatos combatem
ativamente o aumento nos salários reais. 
Assim, por exemplo, quando os sindicatos dos tipógrafos se opõem à
tipografia automatizada, e, como consequência, aos menores custos e menores
preços resultantes do material impresso, eles estão na realidade combatendo o
aumento nos salários reais dos trabalhadores de todo o sistema econômico, os
quais poderiam agora obter material impresso por menos dinheiro e teriam
correspondentemente mais dinheiro para gastar em outras coisas — coisas essas
que os trabalhadores dispensados da tipografia mecânica poderiam ajudar a
produzir. 

De
maneira idêntica, o mesmo é válido sempre que qualquer sindicato se opõe a
aperfeiçoamentos que poupam mão-de-obra: tanto o poder de compra dos
assalariados de todo o sistema econômico quanto a oferta de bens disponíveis para
eles comprarem são restringidos.

Sim,
um sindicato pode agir assim por achar que seus trabalhadores terão
dificuldades em encontrar novos empregos. 
Porém, essas dificuldades seriam muito menores caso os salários nominais
no sistema econômico fossem menores e, consequentemente, a quantidade de
mão-de-obra demandada fosse maior.  E o
que tornaria isso possível é a ausência de escalas salariais coercivamente
impostas pelos sindicatos e a ausência de leis do salário mínimo.

Sim,
há momentos em que os patrões de fato tratam seus empregados
desrespeitosamente, chegando até a tratá-los como se fossem essencialmente algo
sem valor.  Porém, o que provoca tais
condições é um excesso de oferta de mão-de-obra disponível em relação à
quantidade de mão-de-obra demandada.  Em
tais condições, um empregador não precisa temer a perda de um empregado, pois
este pode imediatamente ser substituído por outros desempregados.  Sendo assim, o empregado estará sempre
disposto a tolerar abusos, simplesmente por medo de ser demitido e não ser
capaz de encontrar outro emprego.

Porém,
o que provoca essa situação é justamente o fato de os salários serem mantidos
muito acima da relativa demanda por mão-de-obra.  Isso surge naturalmente em um ambiente em que
há um sistema bancário de reservas fracionárias, cuja expansão do crédito é sempre
seguida de uma contração financeira e os salários quase nunca caem até o nível requerido
por essa contração econômica.  Se os
salários pudessem cair livremente, a quantidade de mão-de-obra demandada aumentaria,
igualando-se à oferta disponível.  Nesse
ponto, a escassez de mão-de-obra seria sentida e o empregado deixaria de ser
algo instantaneamente substituível por outros desempregados.  Ademais, ele estará em condições de encontrar
outros empregos, e dessa forma não aceitará sofrer abusos.

A
solução, novamente, é o livre mercado. 
E, ironicamente, na medida em que os sindicatos e as leis do salário
mínimo impedem o ajuste dos salários à demanda por mão-de-obra — e, por
conseguinte, impedem o avanço natural do mercado a uma situação de pleno
emprego –, ambos são responsáveis pelos maus tratos dos trabalhadores, algo de
que seus defensores sempre reclamam.  (Situação
idêntica acontece com usuários de serviços públicos monopolizados pelo governo,
que sempre são tratados como objetos sem valor. 
Como a demanda é sempre maior que a oferta, e qualquer “cliente” pode
ser instantaneamente substituído por outro, os usuários têm de resignadamente
tolerar abusos, pois não têm para onde mais ir.)

A
redução nos salários necessária para eliminar o desemprego serve para aumentar
a produção ao mesmo tempo em que reduz os custos de produção.  Serve, portanto, para reduzir os preços.  Também elimina o fardo de os trabalhadores
terem de sustentar os desempregados. 
Como resultado, é praticamente certo que tal medida resultará em um
aumento do salário líquido real.  (Para
entender melhor esse processo, clique aqui).


pessoas que são tão improdutivas, que produzem tão pouco por hora, que precisam
trabalhar muitas horas para obter o mínimo necessário para suas necessidades, e
às vezes precisam até mesmo utilizar a mão-de-obra de seus filhos como fonte de
receita adicional.  Obrigar essas pessoas
a trabalharem menos e a dispensar o trabalho de seus filhos seria tão
benéfico quanto obrigar Robinson Crusoé a trabalhar menos ou a Família Robinson
a trabalhar menos e dispensar o auxílio de seus filhos.  Crusoé e a família Robinson trabalhavam
porque era disso que necessitavam para sobreviver.  Obrigar os pobres a trabalhar menos é
obrigá-los a serem mais pobres do que podem para sobreviver.  Não é de nenhum consolo o fato de que aqueles
que provocam um maior empobrecimento dos pobres são os mesmo que dizem possuir boas
intenções e estarem apenas querendo ajudar. 
Eles causam apenas sofrimento e precisam aprender a parar.

Como
demonstrado, o que realmente reduziu os dias de trabalho e aboliu o trabalho
infantil não foi a interferência destrutiva do estado, mas o dramático e
progressivo aumento na produtividade da mão-de-obra criado por empreendedores e
capitalistas.  Isso aumentou os salários
reais e tornou possível que cada vez mais trabalhadores pudessem se dar ao luxo
de aceitar os comparativamente menores salários de empregos que exigiam menos
horas de trabalho, além de eliminar a necessidade de colocar suas crianças para
trabalhar.

À
medida que uma crescente proporção de assalariados passou a preferir menos
horas de trabalho, o efeito foi o mesmo do de uma crescente proporção de
trabalhadores passar a preferir um determinado arranjo de ocupações em relação
a um outro arranjo qualquer, isto é, preferir uma redução nos salários em suas
ocupações preferidas em relação aos salários maiores das ocupações não
preferidas.  Assim, os salários de
empregos com menos horas de trabalho sofrem um desconto em relação aos empregos
que exigem mais horas de trabalho, os quais oferecem um ágio nos salários.  Isso faz com que seja lucrativo para os
empregadores diminuir as horas de trabalho. 
É assim que o livre mercado encurta as horas de trabalho.

Meu
desafio para a esquerda: leiam e estudem essas ideias detalhadamente e em
profundidade.  Corram o risco de
abandonar as falácias que vocês atualmente consideram conhecimento e, em troca,
ganhem a satisfação de ter um conhecimento real.  Parem de apoiar os inimigos do progresso
econômico e os malefícios que eles trazem para os assalariados e deem seu apoio
aos verdadeiros amigos do progresso econômico e dos assalariados.  A transformação de intelectuais esquerdistas
em defensores do capitalismo iria, com efeito, ajudar enormemente a mudar a
direção do mundo.  E, se eliminar a
pobreza é o que vocês de fato querem, ajudem a mover o mundo em direção ao caminho
para o qual vocês alegam querer que ele vá.

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39 comentários em “Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados – um desafio intelectual para a esquerda”

  1. Muito bom artigo. Prático e de fácil utilização em debates do cotidiano contra as falácias socialistas.\r
    \r
    Com relação ao último parágrafo é uma pergunta que muitas vezes me faço, será que os esquerdistas, socialistas, e afins almejam de fato uma melhoria na qualidade de vida de toda a sociedade?\r
    \r
    Acho que uma grande parcela infelizmente não está genuinamente interessada nesse objetivo. Recalque e inveja acabam tendo um papel fortíssimo. \r
    \r
    A preocupação de muitos socialistas não é de “elevar a maré”. O problema não é todos enriquecerem, o problema é que no sistema de livre mercado uns enriquecem mais que outros, ainda que de maneira perfeitamente lícita, e isso inquieta profundamente os invejosos.\r
    \r
    Segundo eles, é melhor sermos todos pobre e miseráveis, porém iguais.

  2. PREZADO LEANDRO:\r
    \r
    Não consegui entender como pode ser mais lucrativo para o empregador diminuir a jornada de trabalho do empregado…poderia me explicar melhor?\r
    \r
    Abraços.

  3. Prezado Carlos,

    Vou lhe dar um exemplo real:

    Ainda nos primórdios da Revolução Industrial, a produtividade da mão-de-obra ainda era tão baixa, que muitas pessoas precisavam trabalhar 80 horas por semana para poder ganhar o bastante para sustentar a família.

    Duas gerações depois, a produtividade aumentou a tal ponto — graças ao aprimoramento dos bens de capital introduzidos por empreendedores e capitalistas –, que esse trabalhador passou a ter duas opções: manter as 80 horas semanais, mas ganhando o dobro do que ganhava há duas gerações (por causa da maior produtividade), ou escolher empregos de 70 ou 60 horas semanais que agora pagavam quantias maiores do que pagavam os empregos de 80 horas de duas gerações anteriores.

    Embora os empregos de 80 horas por semana pagassem mais que os empregos de 70 ou 60 horas, estes últimos agora ofereciam o suficiente para a maioria das pessoas dispostas a aceitá-los.

    À medida que mais trabalhadores foram optando pelos salários relativamente menores pagos pelas jornadas mais curtas, a concorrência no mercado de trabalho levou a uma redução do número de horas da semana média de trabalho. Sempre que os empregadores tinham de concorrer entre si para conseguir mão-de-obra, a oferta de jornadas menores era um poderoso meio de recrutar mão-de-obra. E foi assim que as horas de trabalho foram sendo reduzidas, sem nenhum decreto governamental.

    Sendo assim, e respondendo diretamente à sua pergunta, o desejo dos trabalhadores por jornadas menores fez com que fosse mais econômico para os empregadores oferecer essas jornadas menores. Isso porque, na medida em que os trabalhadores foram optando por jornadas menores, eles ficaram mais dispostos a aceitar empregos cujos salários eram proporcionalmente menores do que a redução nas horas de trabalho.

    Exemplo: um trabalhador, ao preferir uma jornada de 60 horas ao invés de 80 horas (redução de 25%), aceitou fazê-lo por salários que eram mais do que 25% menores do que os salários pagos nas jornadas de 80 horas. Isso quer dizer que, em termos de custos unitários de produção, um empregador que oferecesse uma jornada menor iria correspondentemente ter custos unitários menores do que empregadores que exigissem jornadas maiores.

    Isso representou uma redução de custos maior do que a que ocorreria caso o trabalhador pudesse apenas aumentar sua produtividade com uma jornada menor, mas sem a correspondente redução salarial de 25%.

    E tudo isso, lembre-se, não é apenas teoria; são fatos reais.

    Grande abraço.

  4. Caro Leandro,outro artigo muito bom,porem,para a maioria das pessoas,de dificil compreensão.Eles preferem acreditar nas falacias dos esquerdistas que odeiam o capitalismo. Um abraço.

  5. Tenho a impressão que desde Lenin o termo socialismo vem sendo mal empregado, em conotação inversa do significado. Sociedade é soma de capital, não divisão. Não há sócio sem definição do capital; não há sociedade sem hierarquia, na medida da participação, do interesse de cada agente. O socialismo é a forma mais inteligente que o capitalismo pode criar. Como o capital emerge do trabalho, é óbvio que antes de repartir seu lucro mister trabalhar. O comunismo diverge frontalmente, porquanto divide o que tem, indiscriminadamente, sem a menor preocupação com nada, nem com ninguém. Como na U.R.S.S. Já o fascismo é a apropriação indébita da diretoria sobre o trabalho operário. Tal como acontece no Brasil.

  6. O comunismo (ou de maneira mais correta, o coletivismo), antes de tudo, é um “case” de sucesso em propaganda.

    Eles monopolizaram a virtude, a benevolência, o amor ao próximo, blá-blá-blá. A liberdade, a propriedade privada e as consequências lógicas derivadas desse binômio encontram têm dificuldade em romper essa barreira do “bem”.

    As centenas de milhares de mortos, a pobreza, a censura apenas provam que a quantidade certa de “bondade” ainda não foi aplicada.

    abç e feliz 1984 a todos(as) !

  7. Eu trabalho na área de TI e muitos dos meus colegas reclamam que o sindicato da categoria não é atuante ao contrário do sindicato dos bancarios e metalurgicos. Então eu respondi: Por isso que estas categoriam foram as que mais encolheram nos ultimos 20 anos.

  8. O grande problema é que é muito mais fácil pra alguém que não tem tanto conhecimento acreditar que em falacias como “vamos aumentar o salario minimo para 2 mil reais para melhorar a vida de todos!”
    Uma coisa que as pessoas precisam começar a entender é isso, não adianta os salários aumentarem se os preços também aumentarem.

  9. Mas Leandro, o que garante que os empreendedores irão aumentar o salário dos trabalhadores só por que a produtividade aumentou? Existe a hipótese de ele ficar com essa margem extra como lucro, não?

    E por quê o salário mínimo impede que os salários aumentem?

    Concordo quanto a extinção dos sindicatos, só não consegui coompreender a explicação para as duas primeiras perguntas que fiz.

  10. Vejam esse artigo interessante e esclarecedor de Ron Paul que se encontra traduzido no Mises Portugal:
    mises.org.pt/posts/artigos/cinco-mitos-sobre-o-padrao-ouro-ron-paul-1981/

    Acho que seria interessante postá-lo aqui também

  11. Um dos melhores artigos que já li em toda a minha vida. Deveria ser impresso e jogado em TODAS as universidades e faculdades do Brasil.

  12. Só uma dúvida. É algum crime aqui no Brasil eu criar moedas “comemorativas”, tipo medalhas de ouro e com níveis de pureza variados, se é que me entendem, e usar estas “medalhas comemorativas” para efetuar escambo? ehehe

  13. Guilherme Shibata

    No Brasil os sindicatos são fortíssimos e políticos tem medo de mexer com eles e sempre cedem.

    Já li outros artigos dizendo que ministros de economia e outros presidentes aprovavam leis que reduziam bastante a força dos sindicatos, mas nada específico.

    Quais seriam algumas medidas específicas pra diminuir a força deles ao mesmo tempo que tal político sofreria pressão fortíssima ?

  14. “Um estudo integrado da Escola Austríaca com a Escola Clássica prova o exato oposto dessa crença.”

    Por favor, subsidie-nos com o paper.

  15. “A redução nos salários necessária para eliminar o desemprego serve para aumentar a produção ao mesmo tempo em que reduz os custos de produção. Serve, portanto, para reduzir os preços.”

    A Grécia reduziu os salários dos trabalhadores mas não eliminou o desemprego, ao contrário, aumentou.

    Se os salários são reduzidos, a demanda diminui, reduz os preços e consequentemente, as taxas de lucro também caem.
    Se ocorre o contrário, os salários dos trabalhadores aumentam, a demanda aumenta, a taxa de lucro aumenta e serão necessários mais empregados para aumentar a produção e a oferta.

  16. “Como demonstrado, o que realmente reduziu os dias de trabalho e aboliu o trabalho infantil não foi a interferência destrutiva do estado, mas o dramático e progressivo aumento na produtividade da mão-de-obra criado por empreendedores e capitalistas. Isso aumentou os salários reais e tornou possível que cada vez mais trabalhadores pudessem se dar ao luxo de aceitar os comparativamente menores salários de empregos que exigiam menos horas de trabalho, além de eliminar a necessidade de colocar suas crianças para trabalhar.”

    – A jornada de trabalho diminuiu por causa dos Mártires de Chicago:

    “Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.

    Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.”

    pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Trabalhador#Hist.C3.B3rico

  17. Estou tendo aula de história econômica e constantemente saem argumentos do tipo:
    “na condição de país atrasado, precisa que o governo crie indústria, como criou a vale, petrobras, eletropaulo…como a china criou várias, como o japão também e blá blá blá”.
    Alguém aqui poderia me indicar livros e/ou artigos pra me inteirar no assunto( para eu poder dar com os dois pés na cara…kkk). É que sempre vem aquele argumento que decorrente da situação histórica do Brasil, o Estado teve que tomar para si a responsabilidade da industrialização e se usam deste argumento para legitimar a interferência estatal.
    Se alguém puder me ajudar nessa questão, fico grato!

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