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UMB – a Universidade Mises Brasil

Já faz um tempo que eu queria escrever sobre esse tema, pois
sempre pensei no Instituto Mises Brasil como um disseminador da Escola Austríaca
no brasil.  No lançamento do livro do Constantino, A Economia do Individuo,
fiquei conhecendo o André Cardoso, um jovem leitor do site que está terminando
o colegial.  Veio-me à cabeça a lembrança de quando descobri o site do Mises
Institute
.  Naquela época, estava entre o meio e o final do meu curso de economia, e pensei comigo
mesmo: “se eu tivesse descoberto esse site antes, teria poupado uma fortuna,
jamais teria feito faculdade de economia”. 
Os artigos eram didáticos, claros, sempre bem fundamentados. Cada artigo
uma aula.

O IMB nasceu mais ou menos com essa intenção: disseminar os artigos
em língua local para que cada vez mais gente tenha acesso a EA.  Mas não apenas isso: um
papel importante do instituto é colocar à disposição dos leitores os livros dos
grandes autores da EA que já existiam traduzidos para o português.  E isso tem
sido feito. Faltam poucos títulos a serem colocados no site e, no futuro, devemos ter os livros em PDF, e-books, print
on demand
, enfim, tudo ao gosto do freguês.

Mas não para por ai.  Os esforços do instituto se concentram agora em traduzir os livros que ainda
não temos em português e também colocá-los disponíveis aos leitores.  Livros dos
“decanos” da EA, como Bohn-Bawerk, Menger, Hayek, Mises, Rothbard estariam no
primeiro plano.  Uma segunda etapa seriam os livros importantes de diversos autores
que contribuíram e contribuem para a EA em diversos campos. Qualidade não
falta!

Tudo isso pra dizer que acho que a sequência lógica do
trabalho do instituto é educacional: criar cursos e aulas. Já sou da opinião de que as
atuais faculdades de economia não têm mais sentido de existir; os currículos, engessados
pelo MEC, ou mesmo seguindo o mainstream, não têm espaço para a EA, e dessa
forma quem quiser aprender “Economics for real people” fica órfão.  E o IMB
precisa preencher essa lacuna.

Nos EUA, o MI tem a Mises University e o Rothbard Graduate Seminar,
que são um tipo de curso rápido, de uma ou duas semanas.

Quando estiveram aqui na ocasião do Seminário de EA, os
palestrantes nos concederam entrevistas (que o Fernando está devendo) e, na
missão de formular as perguntas, fiz questão de questioná-los sobre como eles
veem um curso formal de economia 100% EA.  As respostas não foram exatamente o que
eu esperava: eles disseram que a EA deve ocupar cada vez mais espaço , etc, etc.  Mas uma resposta em especial apontou para o Home Study Course (http://mises.org/store/Mises-Institute-Home-Study-Course-in-Austrian-Economics-P211.aspx). Mais ainda: foi dito que o ensino “por si mesmo” vai conquistar grande parte do público
que hoje frequenta as salas de aula.

Ainda não conheço o conteúdo desse Home Study, mas o modelo
de uma série de aulas do Fundamentals of Economic Analysis (http://mises.org/media.aspx?action=category&ID=99)
me agrada muito, e penso que um embrião de uma Universidade Mises Brasil deveria
ser por ai, com cursos curtos, focados em certos temas, com algumas partes para os “já
iniciados” e outras para os iniciantes.

Pesa o fato de que, no momento, os membros do IMB não são, como
no MI, professores universitários.

O Lucas Mendes nos apresentou um projeto de aulas muito
interessante e eu ainda não tenho nenhum modelo ideal em mente. Acho que isso
deve ser mais explorado.  Podemos contar com a opinião do Fernando Ulrich que
recentemente voltou do mestrado em EA comandado por Jesús Huerta de Soto.
Enfim, nada temos ainda além de uma ideia e uma vontade de ouvir opiniões e
mais ideias. No momento os esforços passam a se concentrar na tradução dos
livros fundamentais da EA que ainda não existem em português.  São esses livros
que amanhã formarão novos professores e serão colocados como bibliografia básica
de qualquer curso que quisermos oferecer.

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55 comentários em “UMB – a Universidade Mises Brasil”

  1. Seria uma satisfação imensa poder colaborar para a realização e participar destes cursos.
    É necessário sair um pouco desse plano virtual e tornar a bandeira da EA mais visível.

  2. Olá, Cristiano,\r
    \r
    Porque vc não incluiu na lista o professor Ubiratan Iorio? Além de ser um profundo conhecedor da escola austríaca, ele conhece a economia do “mainstream”, pois foi formado nela. Pelos seus textos e o que vi no seminário em POA, parece ser um excelente professor e poderia contribuir no projeto.\r
    \r
    Além disso acredito que além de seminários e cursos o IMB poderia promover debates entre os economistas da escola austríaca e o de outras escolas sobre temas atuais. \r
    \r
    Acredito que pode-se apostar não somente na formação de economistas autríacos mas também na conversão de alguns, que como vc, não conheciam a escola austríaca e se “renderam” aos ensinamentos de Mises e tantos outros.\r
    \r
    Iniciativas como essa seriam um pequeno passo para que barbaridades como a que disse o Alexandre Schwartzman em seu blog (que seria muito esperar que um “austríaco” soubesse matemática) fossem evitadas no futuro.\r
    \r
    Abraços

  3. Eu estou começando a faculdade de Economia agora (acho até bom estudar Marx, Keynes, Econometria e afins, é útil ter conhecimento dessas áreas) e pretendo fazer mestrado em economia austríaca. Daqui uns anos eu aceito um convite pra dar aula pro IMB.

  4. Halison Junior Lunardi

    Estou no segundo ano de economia, e já pensando em abandonar…\r
    \r
    Louvo os esforços na tradução de títulos para português.\r
    \r
    Espero anciosamente pelo Human Action!

  5. Eu concordo com as palavras de Sergio Melnick, professor e ex-ministro do planejamento do Chile: O objetivo último da Educação é o autodidatismo.

    Culturalmente há no Brasil esse conceito da “verdade”. A “verdade” é uma só. Não há discussão e as pessoas quase sempre confundem uma crítica ao argumento como sendo uma crítica pessoal.

    Creio que a principal coisa a ser combatida é o coletivismo. É preciso que as pessoas entendam que não existe uma “verdade absoluta” e sejam autodidatas.

    Não sou contra as faculdades – já fiz algumas em alguns paises – pelo contrário. Acho que as faculdades são uma ferramenta para discussão e não apenas “informadoras da verdade”.

  6. Opa, fui chamado a causa!\r
    \r
    Cristiano, grato por mencionar meu nome.\r
    \r
    Respondendo a alguns posts acima, não acho que uma faculdade de economia seja totalmente inútil. Como recém formado no mestrado em EA confesso que um conhecimento mais profundo do mainstream econômico me facilitaria na hora de destruir por completo seus argumentos. Sou graduado em Administração.\r
    Entretanto, acho que a utilidade vai só até este ponto e nada mais. Dessa forma, se tivesse que escolher uma faculdade, talvez mesmo assim não escolhesse economia. Nosso tempo é precioso demais para aprender Keynes e cia palavra por palavra.\r
    \r
    Concordo com o Erick e acho que as Universidade deveriam ser fomentadoras de discussão e não indotrinação. No entanto, hoje em dia elas têm exercido muito pouco esse papel. Infelizmente currículos universitários são quase padrões no mundo todo.\r
    \r
    Mesmo assim, inúmeros economistas austríacos lecionam em Universidades mainstream com currículo mainstream mas pouco a pouco questionando e induzindo a uma reflexão mais profunda, e por fim, expondo a perspectiva austríaca. O Helio recentemente me comentou que há inúmeros docentes austríacos na Argentina.\r
    \r
    Atualmente no mundo, conheço apenas uma Universidade 100% austríaca, a Francisco Marroquín da Guatemala. Inclusive a biblioteca se chama Ludwig Von Mises.\r
    \r
    Na Espanha, o Jesús Huerta de Soto está fazendo todo o possível para dominar o departamento de Economia na Universidade Rey Juan Carlos. Já é o atual catedrático e, portanto, tem muito mais espaço para mudar o conteúdo curricular e contratar docentes com viés austríaco ou pelo menos questionador. \r
    \r
    Nos cursos de graduação de Comunicação Visual, ADM e Economia nesta Universidade o próprio Huerta é o professor nas cadeiras de Introdução a Economia e o livro texto usado é o Ação Humana, o Dinheiro, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos, além de diversos textos de Hayek, Rothbard, Bawerk, Menger, etc.\r
    \r
    O mestrado que eu fiz com ele nesta Universidade é 100% austríaco, Máster em Economía de La Escuela Austríaca.\r
    \r
    O curso ainda tem muito que ser aperfeiçoado, pois tem apenas 3 edições até o momento. A procura cresceu em todos os anos.\r
    \r
    Bom, escrevi muito e respondi pouco. Em suma, acho que as Universidades não devam ser descartadas de cara, até porque no mundo atual é difícil conseguir um emprego sem este “selo”. Dependendo do curso, não esperem aprendizado, apenas o diploma mesmo. Com os recursos que temos hoje em dia, considero obrigatório ser pelo menos “um pouco” autodidata.\r
    \r
    Opinando sobre as propostas do Cristiano, acho que deveríamos fazer algo como uma Mises University sim. O formato ainda não tenho certeza. Como você mencionou, o pessoal do IMB não é acadêmico. No meu caso, apesar de ser “mestre”, nunca dei aula, ainda que em algum momento gostaria muito.\r
    \r
    Uma coisa é aprender escola austríaca, outra coisa é ensiná-la. Mesmo no mestrado na Espanha tive uns dois professores que, apesar dos temas serem de muito interesse, era uma tortura escutá-los, pois simplesmente não eram bons professores.\r
    \r
    Na minha opinião, antes de decidir o formato, seria necessário decidir o público alvo. Iniciantes na EA? Avançados? Discussões? Por exemplo no meu caso, que já tem um bom conhecimento, um debate entre economistas da EA e do maistream é pouco enriquecedor, pois seus argumentos são quase sempre iguais.\r
    \r
    Acharia muito mais interessante debater dentro da própria EA. Mas esse sou eu. Por isso sugiro entender qual seria o público alvo e/ou propósito para podermos decidir algum formato.\r
    \r
    Algum curso de curta duração seria bom como fazem no MI, no qual os alunos devem realizar uma leitura prévia e poder agregar mais nas aulas. Falando nisso, ninguém aqui fez a Mises U? O Fernando Chiocca? Alguém poderia comentar a experiência no próprio MI do Alabama.\r
    \r
    Enfim, espero ter contribuído e que venham mais idéias.\r

  7. Bom, sou acadêmico, com alguma experiência de sala de aula. Só que não sou acadêmico de economia; fiz graduação em economia e filosofia e hoje faço mestrado em filosofia mesmo. Qualquer apoio que queiram para dar/gravar aulas, e se quiserem minha participação, podem contar comigo.

    Pessoalmente, acho que vivemos no fim da idolatria do diploma. No Brasil, como sempre, andamos um pouco atrás dos EUA, mas mesmo aqui muita gente percebe que o valor de um diploma de uma universidade fraca é muito pouco. Um curso mais curto que uma graduação, p ex, poderia dar retorno melhor, ou até mesmo começar a trabalhar logo depois do colegial. Fica cada vez mais claro que onde as pessoas aprendem a trabalhar é no emprego.

    Talvez a opção de guerrilha intelectual (isto é, curso sem diploma), embora mais arriscada no curto prazo, teria um impacto social e cultural maior no longo, e inclusive contribuiria para demolir a noção equivocada que é preciso passar 4 anos numa instituição aprovada pelo MEC para ter uma educação superior.

  8. Olavo de Carvalho

    A única solução viável, que enxergo, é a formação de pequenos grupos solidários, firmemente decididos a obter uma formação intelectual sólida, de início sem nenhum reconhecimento oficial ou acadêmico, mas forçando mais tarde a obtenção desse reconhecimento mediante prova de superioridade acachapante. Já não leciono no Brasil, mas a experiência mostrou que muito aluno meu, com alguns anos de aulas e bastante estudo em casa, já está pronto para dar de dez a zero, não digo em alunos, mas em professores da USP, Unicamp, UFRJ et caterva, o que, bem feitas as contas, é até luta desigual, é até covardia.

  9. Hoje as ferramentas disponíveis na internet, muitas delas gratuitas, permitem a construção de verdadeiras universidades virtuais. Os grandes escolásticos nadariam de braçada hoje em dia, ehehe.

    Aproveitando o ensejo, gostaria de reiterar uma sugestão. É muito interessante o trabalho que os editores do site CAFEHAYEK.COM realizam. Eles selecionam alguma bobagem econômica que saiu na imprensa ou que algum político ou empresário falou e escrevem uma “carta aberta” ao indivíduo que deu a declaração. Usando a caixa de ferramentas austríaca, procuram desmontar impiedosamente os falsos argumentos econômicos.

    “In a battle between force and an idea, the latter always prevails.” LvM

    abç

  10. Peço vênia para contribuir com algumas modestas sugestões.

    Já que alguém resolveu colocar uma declaração do Prof. Olavo de Carvalho aí em cima (este que é o maior FILÓSOFO brasileiro da atualidade, que vive atualmente nos EUA) os membros do IMB poderiam fazer algo semelhante às aulas do Prof. Olavo no Curso de Filosofia on-line, onde seus alunos acessam suas aulas ao vivo, todos os sábados e podem fazer perguntas ao final da aula. O Prof. Olavo tem alunos espalhados pelo mundo todo, que assistem suas aulas a partir de qualquer computador ligado a internet. Para quem não pode assistir ao vivo, as aulas são disponibilizadas para visualização posterior. Inclusive já existem alunos que formam grupos para assistir juntos e comentar suas aulas. As aulas são transcritas pelos próprios alunos e disponibilizadas no site. A taxa cobrada fica em torno de R$ 50 mês. Ao se inscrever, os alunos têm outras vantagens, acesso a traduções integrais de livros e descontos em editoras associadas ao site. Isso sem falar no que significa aprender diretamente de um verdadeiro sábio, o que está cada vez mais difícil hoje em dia. É uma experiência enriquecedora. Em tempo: o próprio Prof. Olavo cita que um de seus gurus é ninguém menos que Von Mises. Para maiores informações ver : http://www.olavodecarvalho.org/index.html.

    Assim, com as tecnologias disponíveis atualmente, vejo que não é nada muito distante a criação de uma Universidade Von Mises Virtual, com cursos curtos à distância. Ou mesmo de média e longa duração. Inclusive uma Universidade Von Mises em nível internacional. Os interessados poderiam acessar o conteúdo mediante o pagamento de modestas taxas, com direito a obter descontos em livros de editoras associadas à universidade. Ter aulas com economistas austríacos de outros países ficaria fácil dessa forma. Imagine ter aulas de Thomas Woods diretamente em seu computador. Para os que não dominam perfeitamente o inglês (como eu) poderia haver o recurso da tradução legendada.

    Assim ficam as dicas.

    Como participante desse fórum . Espero ter contribuído de alguma forma.

    Saudações

  11. Amigos, não esperava que esse artigo gerasse tanos bons comentários, portanto vou responder pontualmente e preparar um novo artigo UMB2.
    Só adianto ao Mauricio que ele não foi rápido o suficiente. Menos de 1 minuto após publicar o post, meu irmão que estava ao meu lado me chamou a atenção sobre o “lapso” do Bira (e eu aqui somo o Barbieri e Muller) adianto que o UMB2 vai corrigir essa falha.
    Depois agradeço a todos os que já deram sugestões, o objetivo do artigo era esse mesmo.
    Tb menciono a grata surpresa do comentário do Olavo pois a inspiração foi mais ou menos seu curso e o objetivo de conseguir alunos sérios, isso é, que querem aprender alguma coisa e não conseguir um diploma.

  12. O Ação Humana está em processo de revisão e logo disponibilizaremos tanto a versão on-line quanto o livro físico.

    Ulrich, participei como convidado, do Rothbard Graduate Seminar em junho de 2008. É um curso intensivo de 1 semana elaborado sobre o Man, Economy, and State with Power and Market. Trata-se de um cruso para já conhecedores da EA, pois é requisito cohecer esta obra. Neste ano que fui participaram 20 alunos, dos EUA e de muitos países europeus. Metade dos alunos estavam em outro programa do Mises Institute. Eles eram Summer Fellows — uma imersão de 2 meses no Mises Institute, onde os estudantes escolhem temas dos mais variados (de sociologia à economia) e sob orientação dos scholars do MI buscam aperfeiçoar-se em EA.
    O Leandro — e mais 2 brasileiros — participaram da recente Mises University 2010. Também com duração de 1 semana, recebe muito mais alunos que o RGB e abrange os mais variados temas.

    Eu acho que o IMB deveria oferecer um curso on-line, como a Mises Academy e também oferecer um curso em sala de aula tradicional. Os professores Antony Mueller e Ubiratan Iorio mostram, respectivamente, disposição para estes projetos que contariam com a participação de outros academicos já citados aqui e outros não citados.

    Acredito que essas formas seriam algo próximo do que o professor Olavo de Carvalho sugere aqui, o que nós dá indícios de que estes seriam os caminhos certos à percorrer.

  13. Halison Junior Lunardi

    Caros,\r
    \r
    Gratíssimo pela indicação do livro em pdf.\r
    \r
    A idéia de cursos online é ótima. Moro em MS, e seria difícil comparecer as aulas tradicionais, se bem que essas são, de certa forma mais enriquecedoras, pelo lado “humano”, digamos. Estava nos meus planos ir para RS, no seminário, mas houveram alguns contra-tempos e não pude ir, pelo que lamento…\r
    \r
    Last but not least, na uems, faculdade onde estudo, começou uma espécie de cursinho de economia política, porque o novo projeto pedagógico não comtempla essa diciplina. Em dois semestres, mais ou menos, vão estudar: o capital! Dele mesmo, aquele alemão furibundo.\r
    \r
    Enquanto isso, pretendo escrever sobre a TACE, no meu projeto de pesquisa. E se encontrar um professor disposto a orientar-me, escreverei sobre isso na monografia. Isso, é claro, se conseguir aguentar até lá…\r
    \r
    Só fico com medo de desistir, e depois, dado a grande probabilidade de vir a tecer críticas ao keynezianismo, ter de ouvir que não consegui terminar e ser apodado pelos epítetos que daí virão, forçosamente.\r
    \r
    Grande abraço

  14. Caro Cristiano,\r
    \r
    Parabéns pelo post! A proposta do curso de EA foi feita por mim e o Alfredo Marcolin Peringer, ao lado do professor Iorio e Muller, o maior conhecedor de economia austríaca no Brasil.\r
    \r
    Quanto a declaração do Olavo, ela foi retirada de seu excelente texto “A Tragédia do estudante sério no Brasil” e pode ser lido aqui http://www.olavodecarvalho.org/semana/060213dc.htm\r
    \r
    Vale igualmente a leitura da parte dois deste artigo, aqui http://www.olavodecarvalho.org/semana/060227dc.htm\r
    \r
    Sou aluno do Curso de Filosofia Online do Olavo. É algo muito eficiente, imagino que barato, e hoje o Olavo tem mais de 2 mil alunos, e o curso tem apenas um ano e meio de existência.\r
    \r
    O Mises Academy – recentemente lançado – deve ser um modelo a ser levado em conta também. Cursos de curta duração, me parecem, de início, o ideal. Daria para fazer diversos módulos sobre diversos temas. Isso seria mercadologicamente interessante também, porque o IMB poderia (deveria) fornecer os certificados dos cursos, o que agregaria valor.\r
    \r
    Abraço\r
    Lucas

  15. Sou professor, formado em filosofia, e meu mestrado é na área de educação.

    Elaborar um curso a distância não é complicado. As ferramentas existentes no mundo digital do “copyleft” permitem criar e gerir ambientes de salas virtuais usuais.

    É preciso um plano de aulas conciso e objetivo. É necessário que existam professores-tutores para acompanhar os alunos e tirar eventuais dúvidas.

    Posso colaborar na discussão e elaboração do ambiente virtual.

    Acredito que os cursos de pouca duração podem ser e ter um imenso diferencial no curriculo individual dos participantes. É uma ótima forma de iniciar a UMB para, quem sabe, tornar-se uma faculdade para além do universo virtual.

  16. É claro que a iniciativa tem todo o meu apoio. É um velho sonho que venho acalentando há anos e, por experiência com muitos alunos, posso afirmar que será um sucesso.
    Agradeço a lembrança do meu nome e gostei até do “lápis” do Cristiano.
    Além do Muller e do Barbieri, temos um outro “austríaco” aqui no Rio, que fez a tese de PhD na NYU com o Israel Kirzner. É o Gilberto Salgado. É muito modesto e tímido, mas tem um vasto conhecimento da EA. Prometi ao Helio que me empenharia em trazêlo para o IMB.
    Avanti, ragazzi!

  17. Não é complicado montar um curso online. Existe uma ferramenta gratuíta – o moodle – que facilita muito isso. Na primeira versão do libertarianismo.com até instalamos e prometemos realizar grupos de estudo online, o próprio autor deste texto se inscreveu lá, mas a ideia acabou não tendo êxito.

    Outra ideia que eu e o Juliano tivemos na época, consistia em fazer os cursos livres, mas dando de alguma forma certificados para que os cursos fossem integrados aos currículos universitários como cursos de extensão. Fica a sugestão.

  18. Tem que “espraiar” o pensamento liberal o mais rápido possível pq cresce de forma assustadora o coletivismo (ou qualquer nome que se de)veja este comentário num blog.

    “Caro deputado,(Brizola neto) para ser franco acredito que cada banqueiro deveria levar uma bala na cabeça. Todos eles.
    Porquê são literais parasitas na nossa sociedade, não contribuem com nada e se ninguém freiasse os seus impulsos eles já teriam causado o colapso da sociedade. E mais de uma vez, lembra-se das crises cíclicas do capitalismo? Eles são os piores bandidos que existem, nenhum marginal de rua é “páreo” para um sujeito capaz de quebrar países inteiros para lucrar e que comete crimes que para qualquer relez mortal como nós povão significariam paredão de fuzilamento na certa.
    E provavelmente se eu fosse levar adiante a idéia e executar cada banqueiro, ainda teria que entrar na fila porquê certamente não sou o único que gostaria de fazer isso.”

  19. Erik Frederico Alves Cenaqui

    A proposta de criação de uma universidade defendendo as idéias da Escola Austriaca é muito boa, mas achei melhor ainda a sugestão apresentada de se criar um curso nos moldes do mantido professor Olavo de Carvalho.\r
    \r
    Pode até ser por internet que hoje é o espaço por excelência de realização da individualidade.\r
    \r
    Aliás, hoje só tem 3 sites que eu entro para ler tudo com atenção: IMB, Blog do Reinaldo Azevedo e o Midia Sem Mascara.\r
    \r
    Os resto é lixo para mim.\r
    \r
    Abraços

  20. Olavo de Carvalho

    As universidades tornaram-se instrumentos do crime organizado, empenhados em tapar bocas, paralisar consciências, destruir talentos, perverter vocações, secar todas as fontes de uma restauração possível e, é claro, gastar dinheiro público. Custam caro e só servem para o mal. É preciso inventar o quanto antes novas formas de estruturação social da vida intelectual e torná-las economicamente viáveis. Só o empresariado pode tomar essa iniciativa. Só ele tem capacidade de organização e de aglutinação de recursos para isso. O sistema dos think tanks talvez funcione, se assimilado com a devida seriedade e adaptado eficazmente às condições brasileiras. Os modelos da Heritage Foundation, da Atlas Foundation, do Hudson Institute estão aí para ser estudados. Nos EUA eles tornaram-se centros irradiantes de energia positiva capaz de contrabalançar, e com freqüência vencer, o ativismo imbecilizante dos comissários-do-povo universitários.

  21. Aproveito o assunto para informar que o canal do Youtube do Mises.org recentemente disponibilizou várias palestras da última Mises University. Tem muita coisa boa, recomendo aos fluentes em Inglês. Inclusive se os colaboradores do Mises Brasil pudessem legendar os vídeos seria ótimo também. Todos os vídeos podem ser encontrados neste endereço:

    http://www.youtube.com/user/misesmedia

  22. Felipe,

    complementando seu comentário, existe esse canal chamado Nielsio que contém muitos vídeos do Mises Institute e de outros veiculadores da EA.
    Nele, tem um seminário completo feito pelo Jörg Guido Hulsmann e o Hans-Hermann Hoppe na Dinamarca de introdução á EA que aborda todas as principais diretrizes da Escola e é excelente, até pelo fato do inglês dos dois professores ser “clean”, o que facilita bem mais a compreensão de quem não tem tanta fluência no idioma saxão.
    Agurado ansiosamente o UMB2!

    Grande abraço.

  23. João Batista dos Santos Almeida

    Prezados: Aguardo com expectativa, o início desses cursos à distância. Alguém tem previsão de quando será? Aguardo contato.

  24. Amigos,
    Já existe alguma Pós-Graduação ou Mestrado em Economia Austríaca?
    Preferencialmente no Brasil, mas não descarto os exteriores.

  25. Vou iniciar o curso de economia em agosto. Mas confesso que estou profundamente decepcionado com o que estou descobrindo sobre o curso. Vou ficar 4 anos estudando Keynes, Celso Furtado e Karl Marx? Meu tempo é mais precioso que isso!
    Não estou vendo motivo para fazer esse curso. Como comentaram nesse artigo, a única utilidade de estudar esses “economistas” é poder refutá-los com mais precisão.
    Gosto muito de economia, realmente quero estudá-la, mas até fazerem uma UMB, não vejo sentido para fazer uma graduação na área.
    Eu apreciaria muito se alguém pudesse me dar algum conselho. Talvez seja melhor eu me especializar em administração, por exemplo, e fazer um mestrado em escola austríaca. Não tenho certeza. Mas o que eu tenho certeza é que não quero ser obrigado a decorar palavra por palavra de “O Capital”.

    Abraços, parabéns pelo site.

  26. É… ainda bem que eu não precisei nem mesmo começar o curso para saber que ele não presta. Graças a boas almas, como as do Mises Brasil.
    Continuem divulgando o liberalismo. Eu sou grato às pessoas que o fazem – não só do Mises Brasil, mas especialmente. Grato por não ter entrado no caminho errado, na estrada da servidão. Sou mais um pela causa, pela liberdade.

    Obrigado

  27. Infelizmente as grandes empresas (que oferecem salários mais altos) estupidamente ainda demandam diplomas. Dois motivos básicos: processo de contratação terceirizado e fortes ligações com o governo (a revista Época magistralmente mostrou isso recentemente). Ou seja, as grandes empresas também são parte do sistema e vão perpetua-lo.

    Eu vejo que a saída eficiente para o demandante atual de educação é a realização de uma série de cursos privados de média duração (6 meses – 1 ano). A UMB poderia ser um desses cursos. Uma espécie de atestado de qualidade teórica do sujeito. O curso poderia consistir na criação de um projeto teórico ou aplicaçao empirica da teoria econômica aprendida. Esses projetos poderiam ser enviados para um periódico “acadêmico” criado e competiriam por prêmios, de forma a conferir alguma grife ao produto. Dessa forma a UMB possuiria algum valor de mercado. Acho que é algo assim que vocês tem em mente.

    Os leitores mais novos devem desistir frontalmente de um diploma em humanidades. Os engenheiros competem a quase todas as vagas de economistas e administradores. Se você não tem saco para aprender cálculo, então vá de administração ou marketing. Porém pratique o pacto da mediocricidade na graduação: invista em toda a sorte de projetos paralelos. A graduação é a última coisa com a qual você deve se preocupar. E sob hipótese alguma escolha economia – a menos que deseje virar funça.

    Já os pais e mães leitores não devem se acanhar. Retire seus filhos da escola. Não deixe-os sequer começar o ensino médio. Invista em cursos técnicos e línguas. Dependendo de como for feito, o valor presente líquido do investimento será BEM superior ao de uma educação formal.

  28. “em termos de escola, tudo o que sujeito poderia aprender de importante, ele já aprendeu até a 8ª série (ensino fundamental)”

    Nada, Leandro. A “educação” brasileira é tão patética que nem isso ele consegue. Na verdade, caso não pudesse fazer homeschooling, eu retiraria os fedelhos do colégio com 11-12 anos e mandava pra um professor particular de portugues, matemática e línguas por 2 anos…

  29. Não existe ensino superior no Brasil mais simplesmente pela ausência de interesse real, por parte dos professores e de alguns alunos, no conhecimento.

    A faculdade que na minha cidade é aclamada como 8ª melhor de minas, os professores estão lá apenas para conseguir seu dinheirinho no final do mês, e os alunos em um pávido colosso sequer questionam qualquer atitude dos professores, como se alí fosse uma mera extensão do ensino médio.

    Não é raro professores chegando em sala de aula, e dizendo que o que ele ensina é o certo, e que não há espaço para discussão, e que qualquer um que tente tal proeza será tratado de maneira rude.

    Outros terminam suas aulas mais cedo, sob o pretexto de ir ao estádio ver o time do coração.

    Os poucos alunos que tentam negociar de alguma forma são repreendidos e vistos como caretas por aqueles que vão para faculdade mesmo só para encher a cara nos butecos de esquina.

    E grande parte disto se deve ao dedo do lula que depois que caiu começou a se intrometer em tudo que não deve.

    O aumento das bolsas pró-uni e outras cotas, aumentam de forma substancial a circulação de pessoas que não estão alí para estudar, mas sim para conseguir um canudo que supostamente dariam a eles um emprego daí quatro anos.

    As universidades em contrapartida, protegidas por uma legislação que impede a livre concorrência, não se furta em colocar à disposição os piores professores que um salário acadêmico pode pagar, mesmo que estes tenham acabado de se formar em uma instituição tão ou mais decadente do que a que os acolhe, e que tenham um nível intelectual superior somente aos risíveis professores do ensino médio.

    Estudei Engenharia de produção por apenas 2 meses nesta instituição, e tive apenas a bela dor de cabeça de ter meu nome inscrito no serasa por falta de pagamento das 2 mensalidades, que tive que suar para pagar depois.

    Não era raro o dia em que chegava na faculdade e tinha que debater problemas de física dos mais simples, porque meu professor simplesmente se abstinha de ler as notícias com as novidades do mundo tecnológico.

    Simplesmente imposível que eu conseguisse, formado em meu curso, responder a demanda por um serviço que conciliasse conhecimento e uso prático das melhores e mais modernas ferramentas que me poderiam ser oferecidas.

    O abismo que separa a necessidade do mercado privado de mão de obra especializada, e a qualidade do ensino no Brasil é simplesmente gigantesca.

    Esta vala é tão grande, que chegamos ao cúmulo de termos faculdades estaduais e federais, óbivamente ineficientes, oferecendo melhor graduação que as ditas privadas.

    Realmente é muito triste o futuro que se vê para o nosso país.

  30. Com o uso de plataforma moodle, vídeoaulas e encontros semestrais é possível criar uma instituicao educacional. Se as uniesquinas conseguem, porque gente série e disposta nao conseguiria? O difícil é enfrentar a regulamentacao estatal do setor.

  31. Seria legal a idéia, vocês mais versados na Economia Austríaca, poderiam criar também um guia para nós, iniciantes auto-didatas, acerca de quais livros e artigos começar, pois os artigos e livros disponiveis são tantos, que nós ficamos sem saber por onde começar para nos aprofundar de fato.

  32. Alexandre M. R. Filho

    Comecei hoje a faculdade de Economia (apenas para obter o diploma e não poderem dizer “mas vc não é economista, é?”) e já me decepcionei na primeira aula.

    Disciplina: contabilidade social.

    A aula descambou para agregados macroeconômicos e modelos teóricos. O professor citou Keynes diversas vezes e, depois, ele comentou sobre um artigo seu que ganhou um prêmio da Associação Keynesiana Brasileira.

    Aí, ele disse que os modelos são frágeis porque nunca são 100%. Citou como exemplo, a crise de 2008 que nenhum modelo conseguiu prever.

    Aí eu perguntei da EA e ele deu miguém e citou Schumpeter para parecer esperto. Mostrou que nem sabia do qeu se tratava a EA. E isso porque é mestre pela UFRGS.

    Enfim, decepcionante. E faltam só uns 4 anos… O negócio é ler a Teoria Geral para conseguir nota boa pelo menos…

  33. Caros,\r
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    Como meio de divulgar a EA, acho o Twitter um dos melhores. Creio que O IMB poderia fazer uso mais intensivo dessa ferramenta. Eu encontrei o IMB no Twitter no início de 2012. Creio que seria mto efetivo se o IMB resumisse seus artigos em tweets (e até mesmo livros). Isso seria fantástico. Estudos mostram que um tweet pode se espalhar para 50 milhões de pessoas em 10 minutos.\r
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  34. Roberto Chicca,\r
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    Não seria somente em um tweet, mas em vários. Acho que uns dez tweets podem resumir bem um artigo. Já no caso de um livro, necessitar-se-ia de maior poder de síntese, e de um pouco mais de tweets. De qualquer forma, isso poderia também ser feito ao longo da leiturara dele, o que facilitaria. Eu já resumi vários artigos em tweets. Não dá tanto trabalho e consegue-se passar bem a ideia. Também costumo tuitar pontos centrais de livros que leio.

  35. Gustavo Valenca Feitosa

    Ola queria saber sobre pessoas que ja fizeram o curso e como estao nos dias de hoje!! Estou pensando em estudar um pouco mais sobre a escola austriaca, o que mais me incomodou na verdade foi não receber algo que comprove o conhecimento obtido nos cursos, infelizmente somente o boca boca no Brasil não importa muito!

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