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Em homenagem a Tiradentes

Lenda ou realidade, o que realmente interessa é que a mensagem por trás do ícone Tiradentes é profundamente libertária. É uma mensagem que invoca a secessão, a guerra contra os impostos, e a luta contra um governo centralizador.

Segundo a história, há 230 anos, o dentista, comerciante, militar e ativista político Joaquim José da Silva Xavier era enforcado e esquartejado em praça pública pelo estado.

Seu crime? Defender a independência da colônia de Minas Gerais em relação à Coroa Portuguesa, movimento esse inspirado pela recente independência das colônias americanas. 

A motivação desta “revolta”? A decretação da derrama pelo governo local, uma medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, autorizando o confisco de todo o dinheiro e bens do devedor. 

Para onde ia o dinheiro? Para a Real Fazenda, credora de uma dívida mineira que, àquela altura, já estava acumulada em 538 arrobas de ouro.

Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis, um fazendeiro e proprietário de minas que, devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, estava falido. 

Qual foi seu prêmio por essa delação? O perdão dessa dívida de impostos. E mais: o cargo público de tesoureiro, uma mansão, uma pensão vitalícia, o título de fidalgo da Casa Real e a “honra” de ser recebido pelo príncipe regente Dom João em Lisboa.

Ou seja, o episódio da Inconfidência Mineira — mesmo quem não acredita em sua autenticidade histórica pode perfeitamente vê-lo como uma parábola de ensinamentos — seria apenas mais um exemplo da única e genuína luta de classes que existe no Brasil, criada pelo estado: pagadores de impostos versus recebedores de impostos. Ela nos dá uma chance de refletir sobre a natureza dos impostos e do próprio estado.

A principal lição é a de que o estado não tolera pessoas que se recusam a abrir mão dos frutos de seu esforço, ao mesmo tempo em que ele sabe recompensar muito bem aquelas que o auxiliam a espoliar e destruir esses rebeldes. (Como exemplo atual, apenas pense na batalha diária entre empreendedores criadores de riqueza e funcionários do fisco.)

Como consequência direta, deduz-se que a tributação, de qualquer tipo, nada mais é do que um roubo, puro e simples. Afinal, o que é um roubo? Roubo é quando você confisca a propriedade de um indivíduo por meio da violência ou da ameaça de violência — o que significa, obviamente, que o esbulho é feito sem o consentimento da vítima.  

Por outro lado, sempre existem aqueles apologistas do governo — muito provavelmente pessoas que dependem dele para sobreviver — que afirmam que o ato de se pagar impostos é, por algum motivo místico, algo cívico e “voluntário”. Fossem minimamente lógicas, tais pessoas não teriam qualquer problema em defender uma mudança na lei, a qual diz que o não cumprimento das obrigações tributárias é algo criminoso e sujeito às “devidas penalidades”. 

(Alguém realmente acredita que, se o pagamento de impostos fosse algo voluntário, o governo viveria com os cofres abarrotados, como ocorre hoje? É exatamente por isso que a tributação tem necessariamente de ser compulsória).

Mas se você é uma pessoa que não tem dificuldades com a lógica e, exatamente por isso, entende que o ato da tributação é idêntico a um roubo, então você também não terá dificuldade alguma em concluir que as pessoas que praticam esse ato, e que vivem dele, são uma gangue de ladrões. 

Por conseguinte, você também não terá dificuldade alguma em concluir que qualquer organização governamental, que inevitavelmente vive do esbulho alheio, é “uma gangue de ladrões em larga escala”, como disse Murray Rothbard, e que, exatamente por isso, merece ser tratada — moral e filosoficamente — como um simples bando de meros rufiões, parasitas imerecedores de qualquer reverência, deferência ou mesmo do mais mínimo respeito.

O IMB dedica esse dia de Tiradentes a todos aqueles bravos brasileiros que trabalham duro dia e noite e que são obrigados a entregar para a gangue de ladrões em larga escala mais de 40% dos frutos do seu esforço, apenas para sustentar o bem-bom de uma classe parasitária — e tudo sob a mira de uma arma e sob a ameaça de encarceramento.

Eis um assunto de grande apelo para todos aqueles que trabalham no setor produtivo: jovens e velhos, pobres e ricos, “proletários” e classe média, brancos e negros, homens e mulheres, cristãos, judeus, muçulmanos e ateus.  Eis um assunto que todos estes criadores de riqueza conhecem muito bem: tributação.

E eis um assunto que o outro lado, o dos recebedores de impostos, também conhece muito bem: parasitismo.

Um bom feriado a todos.

 
 
 
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141 comentários em “Em homenagem a Tiradentes”

  1. Infelizmente nesse 21 de abril de 2010 seremos soterrados pelo pachequismo das notícias relacionadas aos 50 anos de Brasília, a moderna metrópole. O Brasil é mesmo um país único. No feriado em que se lembra a luta contra os abusos do estado, também se “comemora” a fundação da capital da gastança, dos funcionários públicos com padrão de vida sueco, da mentalidade centralista etc etc.

  2. Trabalho numa empresa privada, e tenho o imposto descontado diretamente na fonte, seja pagamento, Horas extras, Participação nos lucros, 13º salário, tudo já é descontado o maldito imposto, fiz minha declaração anual exercício 2009 e pasmem vou pagar mais um pouco, vou parcelar no máximo que puder 8 (oito) vezes.\r
    Deve ser porque o governo da saúde, educação de qualidade para minha filha, segurança, não pago pedágio, IPVA, e em tudo que compro pago em média 35% de imposto.\r
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    Alguém me explique por favor, os ladrões não roubarm tudo durante o ano passado, porque ainda tenho que pagar mais???\r
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    Se eles acham que eu tenho dinheiro em paraiso fiscal, ganhos escusos que me investigue, não meta a mão no meu sálario, que só eu sei o quanto é dificil ganhar faça sol, faça chuva, todos os dias acordo às 6:00 e volto para casa as 18:30.\r
    \r
    E uma gangue vem no final de cada mês e uma vez por ano, e me diz: SEU OTÁRIO ME PAGUE OU TE FERRO, E CALE A BOCA SE NÃO VC VAI VER.\r

  3. Prezado Marco Aurélio,

    Apenas sorria e trabalhe duro. A boa vida de milhões de parasitas depende de seu suor. Pense nisso toda vez que o despertador tocar às 6 da manhã. Vai ser estimulante.

  4. Caro Marco Aurélio, a sua pergunta foi respondida por Lysander Spooner, que explicou que o Estado é um ladrão cuja natureza é pior do que a natureza de um ladrão de estrada.

    “O ladrão de estrada assume sozinho a responsabilidade, o perigo e o crime de seu próprio ato. Ele não finge que ele possui qualquer direito legítimo sobre seu dinheiro, ou que ele pretende usá-lo para beneficiar você mesmo. Ele não finge ser qualquer coisa se não um ladrão. Ele não consegue ter cara de pau o suficiente para declarar ser simplesmente um “protetor”, e que ele tira o dinheiro dos homens contra suas vontades, simplesmente para possibilitar que ele “proteja” estes tolos viajantes, que se sentem perfeitamente capazes de defender a si mesmos, ou que não apreciem este peculiar sistema de proteção. Ele é um homem muito sensato para fazer declarações tais como estas. Além disso, depois de ter pego seu dinheiro, ele deixa você, conforme você gostaria que ele fizesse. Ele não continua indo atrás de você na estrada, contra a sua vontade; assumindo ser o seu legítimo “superior”, por conta da “proteção” que ele fornece a você. Ele não continua “protegendo” você, ordenando que você se curve e o sirva; exigindo que você faça isso, e proibindo que você faça aquilo; roubando de você mais dinheiro sempre que ele considerar que seja do seu interesse ou de seu agrado fazer isso; e estigmatizando você como um rebelde, um traidor, e um inimigo do seu país, e matando você sem misericórdia se você contestar a autoridade dele, ou resistir às suas exigências. Ele é muito cavalheiro para ser considerado culpado de tais imposturas, insultos, e depravações como estas. Em resumo, ele, além de roubar você, não tenta fazer de você nem seu incauto nem seu escravo.”

  5. Prezados,\r
    \r
    O que vôces tem a dizer sobre a Revolução Pernambuca de 1817. Acredito que tenha sido uma revolução mais importante (do ponto de vista ideologico) do que a Inconfidencia Mineira. \r
    Frei Caneca, com um ideal liberal (influenciado pelo iluminismo), foi um homem à frente do seu tempo.\r
    \r
    Abraços

  6. Tão importante quanto, Filipe. Desgraçadamente, porém, a Revolução Pernambucana é pouco lembrada, talvez por não ter produzido mártires (à exceção do Padre Roma).

    Entretanto, é um ótimo exemplo de como o poder central se uniu para esmagar essa insurgência: a Bahia enviou tropas e o Rio de Janeiro despachou uma força naval, bloqueando o porto do Recife (curiosamente, quando se quer esmagar uma economia local, põe-se em prática a mesma medida defendida pelos protecionistas, que dizem que, se reduzirmos as importações, o país crescerá).

    Nada menos que 8.000 homens foram utilizados para esmagar o movimento.

    Enfim, muito bem lembrado, Filipe.

  7. Geraldo Boz Junior

    Se fosse uma coisa voluntária, certamente não se chamaria “imposto”…

    Interessante também notar que os colonos brasileiros da época pagavam a Portugal um tributo chamado de “quinto” pois equivalia a 20% da produção. Essa percentagem era percebida como abusiva, coisa típica de relação entre uma metrópole e sua colônia. Desse tributo e dessa época, vem a expressão “quinto dos infernos”.

    Pois bem, hoje pagamos perto de 40% de impostos. Quase dois “quintos”.

    Como pagadores de impostos, hoje seria um ótimo negócio para nós se voltássemos a ser colônia de Portugal!

  8. “Uma gangue de ladroes em larga escala” e a definicao de mercado “livre”. Incrivel ver artigos como esse e varios outros, com um ideologia cega, caolha e intoxicada, desconecta de qualquer sobriedade e justica.\r
    \r
    Voces sao apenas pequenas ovelhas (cegas e sem rumo), e que vestem essa capa de lobo (arrogantes com suas grandes bocas, faceis em ironia..egocentrica). O mesmo tipo de gente rasteira como Ayan Rand, mentora de Alan Greenspan, que levou Wall Street a um imenso solavanco na virada do seculo, e preparando o cenario para desastres posteriores (como os de 2008) e como a “perfeita tempestade” que ainda esta por vir na economia americana.\r
    \r
    Greenspan\r
    \r
    Depois de uma vida inteira empurrando a mesma filosofia de voces, depois de uma vida inteira martelando, (mas martelando forte) a “escola austriaca”, o “mercado livre” e a completa “liberdade” contra a “gangue de ladroes” que e “qualquer organizacao governamental”, tudo termina com Greenspan dizendo: “mudei completamente minha filosofia. Fiquei em choque com o que vi (internet bubble e outras crises de wall street nos ultimos dez, quinze anos (antes de 2008).\r
    \r
    Voces sao a verdadeira “gangue de ladroes em larga escala”. Vimos o que voces sao capazes no LTCM em Washington e em New York. E voce, autor, ainda tem coragem de escrever um artigo citando Tiradentes, e colocando o heroi como parte de sua filofia barata de charutos caros.\r
    Se existe alguem da mesma gangue de Tiradentes, nao e Ayan Rand, ou o famigerado papaizinho de voces Greenspan. E tao somente Brooksley E. Born. Essa heroina que defendia a liberdade do povo atraves da regulacao do mercado, que avisara sobre os perigos e do suicidio que e ter o mercado auto-regulado, com os banqueiros livres da “peste do governo”, ou “socialistas”, bla,bla…\r
    \r
    Quem sabe se algum de voces comece a pensar muito antes de destruir milhares e milhares de vidas, assim como Greenspan que, no final, teve que negar toda sua biografia, todos os seus livros, e admitir que sua filosofia de “livre mercado” foi um erro gravissimo que ele jamais adotaria para si novamente.\r
    \r
    Crescam e parem de ficar dando tapinhas nas costas uns dos outros. Ficar nesse delirio fantasioso e teorico nao e so imaturidade, mas uma irresponsabilidade que estara trazendo a economia americana ao completo colapso em um futuro proximo.

  9. Aproveitando um artigo que trata de história:

    Recentemente li que muitos países só se industrializaram porque o Estado adotou medidas protecionistas e fiquei com algumas dúvidas.

    Primeira dúvida: segundo o livro, na primeira metade do século XIX, existia um livre-câmbio que beneficiou países que se industrializaram primeiro e tornou a indústria britânica muito mais forte. Então, países como Estados Unidos e Alemanha, na segunda metade do século, adotaram medidas protecionistas, o que possibilitou resistir à competição das mercadorias inglesas e, consequentemente, os dois conseguiram se industrializar. Foi isso realmente ou tem algo de errado?

    Segunda dúvida: depois da Segunda Guerra, o governo passou a proteger a indústria nacional contra a competição dos países industrializados, que não puderam recuperar mercados antes dominados. Então, outros países passaram a investir na indústria brasileira e em outras latino-americanas, pois esses países, com a industrialização, não voltariam a importar artigos que já fabricavam. O protecionismo em questão foi apenas contra a importação de produtos de outros países, não aos seus capitais. Empresas estrangeiras podiam se instalar no Brasil, para produzir aqui aquilo que antes era importado. Foi realmente um tipo de protecionismo que possibilitou que esses países se industrializassem?

    Terceira dúvida: a Teoria das Vantagens Comparativas peca no fato de não levar em consideração as profundas diferenças do grau de desenvolvimento de economias nacionais. Aquelas nações que se industrializaram primeiro “impediam” que outras se industrializassem também, pois eram mais competitivas. Elas dominavam outros países, que na prática eram obrigados a serem meros fornecedores de matéria-prima, pois não conseguiam se desenvolver mais do que isso. A especialização gerou uma relação de explorador-explorado. Por isso, Teoria da Indústria Infante é superior. Essa crítica, de fato, é correta?

  10. Os liberais,os eternos defensores da propriedade privada e da liberdade economica,criticam o Estado pelo seu caráter “autoritário”,já que,além de fiscalizar,este atribue,entre outras coisas, sanções e tributos sobre renda e atividades economicas de determinada persona .No entanto,esses mesmos liberais,ao verem suas propriedades privadas em risco de invasão ou tendo dano em suas propriedades, quem eles vao procurar afim de resolver os seus problemas práticos?A resposta é simples e,além disso,um pouco óbvia: o ESTADO.
    O Estado surge ,históricamente,para garantir a propriedade privada.Numa relação intercambial,um proprietário de mercadorias,para obter outra mercadoria,teria que alienar algo que é seu;O outro proprietário,por sua vez,tem que faze o mesmo :alienar algo que é seu,afim de obter algo que nao é seu.Para garantir que tal relação exista e prospere,é necessário a força do Estado.Por isso,o Estado surge para garantir a existência da propriedade privada e para garantir,além disso, o comércio nacional e internacional.
    O Estado,portanto,garante o nucleo do modo de produção capitalista : a propriedade privada.Ao faze-lo,ele garante também a exclusão social e a divisão entre classes.Se abstrairmos o Estado da relação entre os proprietários de mercadorias,veríamos ,nao apenas um clima de “incerteza” para o setor financeiro,um colapso do sistema mercantil nacional e internacional.
    Afinal,ó liberal,como ficaria vosso carro,se um individuo o danificasse(seja por imprudência ou dolo)?Quem iria obrigar o sujeito causador do dano a lhe pagar a quantia devida?Seria o mercado?Seria o banco?
    Além disso,numa hipótese de ausência total do Estado e extrema liberdade economica,quem lhe garantiria a propriedade, se milhares de nao proprietários viessem e a tomassem?
    Numa outra hipótese,se realizado determinado financiamento numa instituição de crédito e fixado um valor fixo mensal de juros,a quem recorrer se tal instituição começar a lhe cobrar juros exorbitantes?Por outro lado,se nao ocorrer nenhuma modificação no objeto da obrigação,o mutuário recusa-se a cumprir com sua obrigação perante a instituição de crédito,como faria esta para retirar os bens daquele sem uma força coercitiva?
    Os liberais sacanas poderiam responder-me o seguinte: “Ora,quem irá realizar todo o “serviço sujo” da função estatal seria a justiça privada”!Ou seja,o poder coercitivo(a força) estaria numa instituição PRIVADA- sem distinção.O que acontece quando o poder político cai nas maos do poder economico?Tirania!
    Seria bizarro ver grandes empresas bancárias criando suas próprias justiças,ou seja,criando os seus próprios meios coercitivos,a fim de realizar os seus próprios interesses privados.Além disso,seria mais bizarro ainda viver num sistema em que,para se obter justiça,teriamos que ter renda suficiênte para comprar o serviço de um orgão privado e ,ainda,esperar que esta seguisse o princípio da imparcialidade- risos.
    Como em qualquer mercado,a regra que vale é que “quem pagar mais ,leva”,a hipotese de justiça privada é ,em si,insustentável.Seria impossivel condenar as grandes empresas,já que detém o maior poder economico,além de poderem,inclusive,obter os seus próprios meios coertivos.
    No fim,como é evidente,é descabido a hipotese de ocorrer um mercado sem Estado.Na realidade,a próprio capitalismo depende do Estado para existir enquanto tal.Na hipótese da inexistência deste, haveria um estado de extrema selvageria,o que impossibilitaria a existência ,inclusive, do próprio mercado.Por isso,os liberais,ao negarem o Estado,negam a própria liberdade economica, a qual tanto defendem.
    No entanto,tenho ciencia do porque os liberais colocam no Estado a culpa de qualquer desastre economico e social.Na medida que as contradições inerentes ao sistema produtivo capitalista vao se tornando mais evidentes,os liberais buscam um bode espiatório,que é o Estado.O Estado,portanto,é uma tentativa dos liberais de desviarem os problemas estruturais do próprio sistema economico capitalista,mas,ao fazerem isso,entram em contradição consigo mesmos.
    Como já fora exposto em alguns poucos exemplos,o Estado é a condição de existência da manutenção das relações produtivas capitalistas.Se abstrairmos o Estado,a livre concorrência e a liberdade economica desaparecem.Nesse sentido,os defensores da liberdade economica ao defenderem a total inexistência do Estado,acabam defendendo,inevitávelmente, o desaparecimento da própria liberdade economica.
    Diante do exposto,nao faz sentido falar liberdade economica,no sentido de “Laissez-faire”,se nao houver Estado;ao mesmo tempo,nao faz sentido falar da existência do sistema economico “Laissez-faire” sobre a existência do Estado,que é,em si e para si,interventor.Por isso,a teoria liberal é,em si,insustentável,contraditória e irrealizável na realidade concreta.
    Como é evidente,o que escrevo é uma resposta a nao só apenas o artigo em questão como ,também,a toda teoria e ideologia liberal.É a sintese.

  11. Nesta época do ano ainda temos que declarar o Imposto de Renda. Um documento que retira toda a privacidade do cidadão. Não me conformo em ter minha vida totalmente vasculhada por burocratas. Como acabar com isso? Com certeza absoluto, a maioria da população é contra este documento. Mas como mudar algo que é estabelecido pelos próprios beneficiados?

  12. Excelente texto! Parabéns à equipe do IMB, com sua escrita notável e agradável que nos conduz, de forma lógica, às conclusões morais mais sensatas, o Estado não é, senão uma gangue de criminosos.

    O texto é bastante bacana, ele reflete uma realidade que é aquela explicada por Hoppe no clássico Democracia: o deus que falhou. Ora, se Tiradentes e os eventos da inconfidência mineira se deram pelo fisco de 20% da produção, por que hoje em que a carga tributária alça os patamares dos 40% não se observa a menor indignação popular( me refiro aqui aos desprovidos de sensatez e pouco instruídos)? A democracia não faz senão entorpecer os movimentos anti-governo.

    Ademais, pode haver alguém que diga que antigamente nada era provido pela coroa portuguesa, quando hoje em contrapartida temos um governo que garante saúde, educação, crédito subsidiado, moradia, etc. Há neste ponto uma falha lógica, hoje em dia não se tem educação de qualidade, saúde de qualidade, ou qualquer outro gênero de serviço provido pelo governo que se diga de qualidade: por vezes pagamos para o setor privado nos oferecer esses serviços por conta da incapacidade do setor público. Mas nessa questão voltamos à velha discussão cuja conclusão mais sensata e provada pela lógica econômica é: não existe milagre dos pães atrás da cortina do Estado – multiplicar dinheiro (que é apenas um meio de troca) não multiplica bens e serviços.

  13. Qualquer indivíduo é dono do fruto de seu trabalho. Para começar proponho extinção do imposto de renda, que é mais injusto ainda por ser progressivo. Liberdade ainda que tardia. Fora Dilma, fora o PT (partido totalitário). Imitemos um pouco a Nova Zelãndia para diminuir nosso sofrimento e desperdício. Viva o Mises Brasil na defesa eterna da Liberdade.

  14. Uma data para se homenagear Tirandentes, mas não podemos nos esquecer da população massacrada em canudos um século atrás. Massacrados apenas porque construíram sua própria cidade-estado.

  15. No Brasil o imposto de renda é uma vergonha. Caso algum candidato a presidenta disser bem claro que irá reajustar a tabela do imposto, deixando a maior parte dos assalariados fora da tributação ele ganha a eleição, mas infelizmente falta coragem aos candidatos.
    Pagar imposto de renda no Brasil é um assalto; hoje pagamos 40% de imposto. Portugal ficava com 20%, vamos voltar a ser colônia de Portugal iremos estar melhor.

  16. Emerson Luis, um Psicologo

    É interessante termos um herói liberal no Brasil. Mas ele provavelmente tinha cabelo curto e barba feita, pois era militar; essa imagem popular foi criada de propósito para parecer Jesus.

    * * *

  17. Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis
    ————–
    é interessante, porque ninguém lembra deste nome, ninguém faz homenagens a este homem, não há o dia de comemorar a denuncia de Joaquim Silvério dos Reis.

    Isso nos faz pensar, o que fica para história, certamente na hora Joaquim silvério não imaginaria que tiradentes seria eternizado por lutar contra o governo local. Era comodo para ele estar ao lado do governo..assim como é comodo agora para os funcionário públicos.

  18. Após algumas semanas lendo artigos deste site, segue o que me senti obrigado a postar hoje no Face:

    Meu filho me perguntou hoje por que era feriado (21 de Abril). Como eu mal lembrava do nome completo de Tiradentes fui pesquisar no pai-dos-burros digital (Wikipedia).
    Lendo um pouco da história não pude deixar de constatar que a história realmente se repete de forma ESPANTOSA!

    Resumindo é o seguinte: Há alguns anos, homens se levantaram contra a carga tributária perversa imposta à força pela metrópole distante (qualquer semelhança com os dias atuais é mera coincidência!)

    Tudo começou com a má administração “estatal” da Coroa Portuguesa na produção de ouro (lembra a Petrobrás?)

    Com o declínio da produção a Coroa portuguesa intensificou o controle fiscal sobre a sua colônia na América do Sul (onde já vi isso?)

    …dificultando (chegando mesmo a proibir!) o desenvolvimento da indústria local e aumentando os impostos dos produtos importados! (MEU DEUS! Devia ser o Tataravô do Mantega!!!)

    Aquela revolução utilizou como símbolo em sua bandeira a frase: “LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN” (“Liberdade ainda que tardia”)
    Então ficou claro! No próximo dia 5 de Outubro (mesmo sendo tarde já) vamos fazer uma nova revolução e votar em partidos que DIMINUAM O PESO DO ESTADO para que seja possível o aumento de concorrência (realmente) privada que é a única forma de termos melhores (e mais baratos) serviços! (Compartilhe essa ideia!)

    Post original:
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=849366771746385&set=a.191043744245361.55011.100000192113757&type=1&stream_ref=10

    Parabéns a todos do Instituto Mises! Conteúdo e didática nota 10!

  19. Enquanto isso, Maduro anda tendo aulas de ‘mimimi’ com o T. Filósofo:

    g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/maduro-diz-que-alvo-principal-de-seu-2-ano-de-mandato-sera-economia.html

    E o Vermelho.org jura que é tudo conspiração dos EUA (possivelmente contra o papel higiênico venezuelano?) para um golpe de estado.

  20. Pois é, ouvi semana passada uma entrevista com o candidato Aécio Neves, onde o mesmo afirmou que atualmente é muito difícil administrar o Brasil, devido a quantidade absurda de ministérios, onde o mesmo complementou que devemos reduzir a quantidade atual pela metade.
    Agora falar é uma coisa, fazer é outra, de qualquer forma, qualquer um que falar/promover a diminuição do inchaço estatal já é um progresso para a sociedade.

  21. Artur Fernando Kennis

    Prezados, aqui está minha contribuição ao tema.

    Analisando a história civilizatória, em qualquer parte do globo, percebemos a presença de tributos/impostos, no processo de construção das civilizações modernas. Quando JUSTOS e BEM EMPREGADOS/INVESTIDOS, os tributos servem ao propósito de organizar a sociedade, conferindo-lhe solidez, estabilidade, institucionalidade, justiça social e econômica, através de leis que contemplem a mediação justa e imparcial. Por isso, não sou contra os tributos em si, mas sim, contra os espoliadores da coisa pública, que insistem em se apossar do poder institucional constituído, e assim, privatizando a coisa pública, em detrimento da maioria, para benefício da minoria a que pertencem. Para tanto, solapam a estrutura produtiva, a saber, educação, segurança e saúde, que deixam a população em geral, focada nos problemas emergenciais de saúde e segurança, e sem condições de exercerem a crítica da razão, pela falta de capacidade de análise conjuntural. São quase sempre governos de cunho populista, com tendências liberticidas (eufemismo para DITADURA), que desejam se perpetuar no poder, não por acharem que são a solução “mágica” para os problemas que assolam a população, essa é a propaganda deles, mas antes sim, para se locupletarem, encherem as burras, numa ação francamente pecuniária. Percebem alguma similaridade no ar? Já viram isso acontecendo em algum lugar? Soa-lhes estranha a situação descrita? Finalizando e repetindo em síntese: O problema não está nos TRIBUTOS, mas sim, naqueles que os administram!

  22. Artur Fernando Kennis

    Completarei minha contribuição, fazendo uma pequena análise do texto, no qual percebo, não sei se intencionalmente, uma verve Anarquista, da qual discordo. Talvez tal fato se dê, pela falta de interligações contextuais, mas duvido, pois as referências aqui anotadas, são muito claras e diretas, tomando o estado moderno, como um mal em si, através da cobrança de tributos. Há de se entender, como afirmei anteriormente, que sem tributos não há estado , e sem estado (moderno e justo ou vá lá, bem administrado), não há sociedade como a conhecemos, caso contrário, já teriam postulado teorias, que se provariam na prática, que ofereceriam alternativa ao que atualmente dispomos. Até o 6o prágrafo, o texto versa sobre nosso país, e não discordo uma única vírgula dele. Já no 7o há a primeira nota de dissonância, quando se faz referência a criação do estado, e aqui não se fala no estado brasileiro, mas sim da instituição ESTADO…no 8o, aqui na íntegra – “A principal lição é a de que o estado não tolera pessoas que se recusam a abrir mão dos frutos de seu esforço, ao mesmo tempo em que ele sabe recompensar muito bem aquelas que o auxiliam a espoliar e destruir esses rebeldes.” – deveria-se fazer uma referência ao estado, como sendo o estado BRASILEIRO, para ficar bem claro o contexto. Como se fala em estado genérico, está-se generalizando a forma de estado que cobra tributos, e não há estado sem tributos, a não ser, por algum período limitado no tempo e espaço, o caso de oligarquias com grandes riquezas sob sua vontade. Continuando…no 9o, encontramos – “Como consequência direta, deduz-se que a tributação, de qualquer tipo, nada mais é do que um roubo, puro e simples. Afinal, o que é um roubo? Roubo é quando você confisca a propriedade de um indivíduo por meio da violência ou da ameaça de violência — o que significa, obviamente, que o esbulho é feito sem o consentimento da vítima.” Aqui, a afirmação …”deduz-se que a tributação, de QUALQUER TIPO, nada mais é DO QUE UM ROUBO, puro e simples”…não faz menção novamente ao nosso país, mas somente à ação estatal de cobrança de tributos, sejam eles por que motivo se derem. E assim segue pelo texto, nos chamando à lógica do autor, até completar com essa pérola do 13o: “Por conseguinte, você também não terá dificuldade alguma em concluir que qualquer organização governamental, que inevitavelmente vive do esbulho alheio, é “uma gangue de ladrões em larga escala”, como disse Murray Rothbard, e que, exatamente por isso, merece ser tratada — moral e filosoficamente — como um simples bando de meros rufiões, parasitas imerecedores de qualquer reverência, deferência ou mesmo do mais mínimo respeito.”. Pois bem, aqui, pelo autor, poderemos esgarçar o tecido social, mantido pelos estados competentes na utilização/administração dos tributos, já que esse arranjo teria como único propósito, roubar de todos os envolvidos no processo criativo-produtivo. Aqui entra a minha crítica à razão, em que afirmo que sem estado não há sociedade moderna, mais ainda, que o estado é um servidor-representante da sociedade, a quem deve preservar, conservando os plenos direitos sociais, políticos e econômicos, que no final motorizam a capacidade produtiva dessa mesma sociedade….sua vez de comentar…

  23. Tiradentes é mesmo um grande ícone. Infelizmente, não concordo com o tom radical anarcocapitalista do texto, apelando inclusive a idéia marxista de exploração (“luta de classes”), apenas trocando os explorados e exploradores.

    Essa tradição socialista focada no discurso de exploração criou tragédias terríveis. Não acredito que simplesmente trocando os atores “aí sim” o discurso vai parar de criá-las.

    É necessário um discurso diferente, com foco na liberdade e na limitação do poder estatal, mas sem esse discurso radical de “todo imposto é roubo”, rechaçado pelo próprio Mises. Do modo que está configurado no Brasil de fato é roubo. Mas há outros arranjos em que isso pode ser pra lá de discutível.

    Mais importante do que atingir utopias é lutarmos contra a distopia bolivariana-gramsciana em que estamos vivendo. Se estivéssemos mais próximos a outros países que ainda respeitam minimamente o indivíduo já teríamos feito um avanço gigantesco. E isso se atinge através da união de todos que sejam favoráveis a limitação de poder estatal, e não acusando liberais clássicos, minarquistas e conservadores de serem “a mesma coisa que os comunistas”.

  24. Quem gosta de pagar impostos ????

    Tiradentes só é lembrado até hoje porque foi Maçom. A grande verdade é essa.

    Incrível como o mercado não misturou uma “coisa comercial” para colar nesse feriado e ampliar as vendas assim como faz com o Natal e dia de nossa senhora Aparecida.

    abraços

  25. Leonardo Matheus

    Eu nunca entendi muito bem essa questão, meu professor de História diz que Tiradentes foi criado pela Elite na necessidade de haver um herói nacional

  26. Muito bom texto, pessoal do IMB!

    Graças a vocês a ideia de entrar no serviço público em minha área profissional (onde eu ganharia rios de dinheiro) já foi abolida de minha mente. No privado, aqui em Brasília, não receberia nem 1/5 do salário de lá trabalhando em uma carga horária maior. Mas prefiro isso a ter problemas com minha consciência o resto da vida.

    Mas há ainda possibilidade de no futuro próximo eu ter minha empresa. Aí sim.

    Abraços

  27. O texto está bom, mas algumas partes (a seguir) estão ambíguas, dando chance pra imbecis esquerdistas distorcerem as coisas:

    “Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis, um fazendeiro e proprietário de minas que, devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, estava falida.

    Qual foi seu prêmio por essa delação? O perdão dessa dívida de impostos. E mais: o cargo público de tesoureiro, uma mansão, uma pensão vitalícia, o título de fidalgo da Casa Real e a “honra” de ser recebido pelo príncipe regente Dom João em Lisboa.

    Ou seja, o episódio da Inconfidência Mineira é apenas mais um exemplo da única e genuína luta de classes que existe no Brasil, criada pelo estado: pagadores de impostos versus recebedores de impostos. Ela nos dá uma chance de refletir sobre a natureza dos impostos e do próprio estado.”

  28. Como há um outro Pedro escrevendo com frequência, doravante utilizarei o nome PedroF para não gerar confusão de identidade. Isto posto, vamos ao tema que interessa. Gostaria, Leandro, que o Instituto produzisse, a muitas mão se necessário, um documento analisando o assombroso crescimento chinês por décadas a fio, que poderá colocar a China no topo das nações. O caminho trilhado pela China, que não é mais o do comunismo, parece contrariar o âmago do pensamento da Escola Austríaca. É um misto de keynesianismo e forte intervenção estatal. Todavia, não parece aquele tipo de crescimento provocado, que, após algum tempo, explode como uma bolha. Não, absolutamente,não. A coisa se protrai por quase 40 anos! A China praticamente saiu do nada para o tudo. Mesmo que o seu crescimento caia para algo em torno de 7.5 a 5% ao ano, a perdurar o rítimo, a coisa assumirá dimensões nunca vistas, principalmente quando se leva em conta que a Europa abdicou de crescer e os Estados Unidos não conseguem sustentar altas taxas por muito tempo, também devido a políticas insustentáveis, agora com o gravamen de uma grande dívida pública, dantes inexistente. Acredito que o Instituto nos deve uma análise dessa.
    Um abraço.

  29. Tiradentes se fosse vivo e como achava que imposto é roubo,poderia liderar o movimento de ruas de outra maneira e talvez da pensando assim:
    O foco do movimento das ruas deveria ser consistente e não errático sem foco. O que no atual modelo estatal, que não podemos mudar talvez nas nossas vidas, deveria ter é o foco na liberdade econômica, mesmo dentro do estado atual. Para isso deveríamos seguir no foco libertário ou seja: 1) Desestatizar todas as empresas estatais, a começar pela Petrobrás, bancos estatais, reservas florestais públicas estatais, o subsolo pertencerá ao proprietário da terra, rios e lagos, tudo que pertencer a união estados e municípios, até os jardins praças e ruas serão desestatizados. Com a venda de tudo isto dará para pagar a divida pública. 2) Desestatização das escolas que seriam vendidas, os professores poderiam formar grupos para oferecer o ensino que os pais desejassem. 3) Desestatização da justiça, os juízes ofereceriam seus tribunais privados que competiriam entre si para concretizar o ideal que “a justiça é cega” na função particular de árbitros do estatuto daquela área. A área seria um condomínio 4) Os prédios do INSS seriam vendidos e seus servidores e outros servidores públicos receberiam um ano de salário sem trabalharem e os aposentados uma quantia equivalente de recebimento antecipado de toda a sua aposentadoria. 4) As empresas de energia seriam vendidas assim como seus bens. 5) Haveria dissolução dos Estados, somente existiriam cidades e condomínios para gerir uma certa área. A justiça paga julgaria os atos criminosos locais. A justiça teria competição e haveria apelação caso um tribunal particular não satisfizesse as partes, para outro tribunal. Acabaria o almoço grátis. Haveria instituições particulares que cuidariam dos pobres e carentes. Cada condomínio teria leis próprias. A federação seria ampla e irrestrita. Quem quisesse fazer parte de um condomínio teria de concordar com seu estatuto particular. Os movimentos de rua querem apenas trocar a gangue por outra gangue exploradora. Assistam os vídeos A cadeia da obediência e O Pequeno Ponto links abaixo. Só que o Pequeno Ponto deveria terminar não como termina: aquele que diz sim, e terminar como Aqueles que dizem Não, todos os pontos destruindo o pequeno ponto.. Os links são:
    1) A cadeia da obediência (desobediência) https://www.youtube.com/watch?v=rTiFHmQ6VUI
    2) O Pequeno Ponto:https://www.youtube.com/watch?v=TqLyrpEuoCM
    3) Tiradentes aquele que disse não até a morte.

  30. Prezados,

    gostaria de indicações de livros sobre história mundial e do Brasil sob a ótica libertária/ liberal, isto é, livros didáticos sem o viés ideológico que encontramos nos livros utilizados nas escolas e universidades. Procuro ler artigos do site mas procuro por algo encadeado, ordenado cronologicamente.

    Agradeço desde já pelos autores do site e demais leitores que enriquecem os artigos com comentários.

  31. Meu caro Magno,
    Conheço,e bem, a história da China; sei muito bem que ela já chegou a deter mais de 40% do PIB mundial. Mas isso foi há séculos, antes mesmo do advento do capitalismo. Políticas erradas fizeram a China cair no abismo. E isso não seu deveu ao comunismo,que, se diga de passagem, nunca funcionou bem lá nem alhures! Aliás, o comunismo veio porque a China já estava de há muito em situação econômica lastimável. Mas não quero desviar o foco da discussão. O fato de ter 1.3 bilhão de pessoas, sei bem, deveria ser o termômetro da existência de uma grande riqueza em termos absolutos, como a ora existente. Bem sei que, em termos relativos, a riqueza da China por mais que magnificada em plano absoluto, ainda pouco representa, e esse tem sido o argumento que tenho lançado à mesa quando a turma da esquerda tenta confrontar China e Estados Unidos. Mas esse argumento prova demais, eis que há um contraponto que deixa a China, atualmente, alvissareira. Trata-se da Índia. Tendo uma população parecida, ainda nada representa em termos econômicos. Vai daí… Ou seja, grande população, por si só, como fator econômico, não esgota qualquer explicação do fenômeno que vem ocorrendo na China. Aliás, a Indonésia tem população maior que a do Brasil e todos nós sabemos a triste situação econômica daquele país. Há algo de novo no fenômeno China que ainda não foi explicado pela teoria econômica. A taxa de poupança é algo incrível, é mais do dobro da brasileira. Os comunistas só não podem desfilar o “Estandarte China” porque a China só começou a virar o fenômeno que é na medida em que se foi desvencilhando do comunismo. Virando o foco para termos relativos, a China já tem PIB per capita superior ao do Brasil, avançando, nesse campo, velozmente. Bem sei que é preciso muitas décadas de acelerado crescimento para o PIB per capita chinês chegar próximo ao do americano. O fato é, gostaria de ver o fenômeno econômico chinês ser analisado sob o ponto de vista da Escola Austríaca. Pode ser que já haja algum estudo nesse sentido, mas ainda não vi. O que vejo são previsões, que também já fiz há muitos anos, de que o crescimento estonteante declinaria para taxas bem menores. Talvez isso já tenha começado.

  32. A República bananense precisava urgente de um herói, ainda mais para uma república que foi criada através de um golpe (frase by Antonio Villa).

    O máximo que conseguiram, foi o inconfidente (revoltoso) Tiradentes, e quando hoje podemos analisar melhor a história, vimos que os "valores" republicanos passam longe do homenageado.

    Tiradentes não lutou pela Independência, mas lutava contra a tributação de 20% que a Coroa Portuguesa impunha. Que fique bem claro.

    Ironicamente, hoje graças a República, temos uma tributação de 40%, e a terra do "Libertas Quae Sera Tamen" tem um governo ainda mais corrupto e abusa da censura, a ponto de cancelar o sinal do Jornal da Cultura, jornal este que mantém fortes críticas ao governo federal, e em especial ao governo que criou o Petrolão.

  33. Eu nao sei porque mas vejo uma semelhanca incrivel entre o brasil e o filme hunger games. Parece que somos todos distritos trabalhando para a capital Panem (brasilia)

  34. Quando penso que tenho que baixar 2 programas no meu computador e declarar o que eu tenho e o que adquiri e deixar 1 mês do meu salário para o salafrário do Estado, meu estômago chega a doer de tanta raiva! Tudo isso porque escolhi trabalhar, trabalhar e trabalhar… Porque tenho 4 fontes de renda, mal vejo meus filhos durante a semana e no final de semana, quase sempre tenho um plantão noturno pra fazer.

    Abril pra mim é o pior mês do ano por conta do maldito imposto de renda. Não uso o SUS, não uso escolas públicas, a segurança provida pelo é essa que estamos vendo nas ruas aí e por isso, pago por seguro em meus carros, na minha casa, além dos aparatos de segurança (câmera, cerca, alarme)… Mas tenho que ainda assim, ‘ajudar’ a manter o Leviatã sanguessuga inveterado e insaciável!

    Nessas horas é que tenho vontade de sair daqui.

  35. Antônio Marcos Arduini Gonçalves

    Segundo matéria do jornal da band funcionários de empresas que pegam a maior aliquota de IR e não sonegam nenhum imposto tem uma carga tributária real de 78% quando se leva em conta todas as etapas de tributação, da renda até o consumo. Muito acima do ponto máximo da curva de Laffer.

    E olha que eles nem levaram em conta que inflação é também um imposto.

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=452692391602185&id=350324945172264&hc_location=ufi

  36. Henrique Zucatelli

    Obrigado IMB por existir.

    Em nome de todos os leitores, nós dedicamos a vocês Ilustres amigos e orientadores, verdadeiros libertários esse dia também.

    Brilhantes guerreiros da coerência, justiça e verdade, contem conosco para levar adiante o legado da liberdade. Um dia iremos vencer a ignorância e a perversidade do Estado.

    Liberta que sera tamen!

  37. Pergunta 1: Um choque liberal, com privatização total,fim do banco central e até do governo, moeda forte(ouro ou bitcoin) e distribuição das terras e do patrimônio do governo para os mais pobres, ex-servidores e aposentados como indenização, justiça privada protegendo a propriedade, tal arranjo, no Brasil, poderia, no curto prazo, aumentar a pobreza e demais problemas socias com a falência de muitas industriais? O que poderia dar errado?

    Pergunta 2: Como poderia haver concorrência em coisas como estradas, ruas e rios? Obs: já li os artigos sobre o assunto no site,mas ainda tô na dúvida.

  38. Julio c Rodrigues

    A coisa e tão complexa que nem o famoso Jesus Cristo, filho de Jeová, ousou se insurgir sobre tributação quando questionado sobre tal: dai a César o que é de César e a deus o que é de deus.

  39. Alexandra Moraes

    Na época de Tiradentes, o estado cobrava impostos e não entregava nada em troca para a colônia.
    Atualmente, pagamos altos impostos e recebemos muito pouco em troca.
    O estado brasileiro é ineficiente pois gasta muito e mal.
    A sociedade está chegando ao seu limite.

  40. Lutamos hoje a guerra de Tiradentes. Uma guerra contra impostos abusivos e um governo centralizador e controlador da vida nacional.
    Tiradentes foi assassinado pelo estado Português que era bastante voraz na coleta de imposto e quase nada dava em troca para os habitantes da colônia.
    A revolta tomou impulso com a decretação da derrama pelo governo local, uma medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, autorizando o confisco de todo o dinheiro e bens do devedor.
    Hoje a revolta que existe na sociedade será potencializada, além da sociedade receber muito pouco em troca do que paga de imposto, será a corrupção, o descaso de governantes e representantes.

  41. Alexandra Moraes

    Hoje não precisamos pegar em armas. Temos uma ferramenta muito poderosa que é a pressão da sociedade sobre governantes e representantes. É preciso vigiá-los e cobrá-los frequentemente.
    Como tradicionalmente escolhemos mal na hora de votar e pior, não acompanhamos os nossos governantes, acontece os descalabros. Vamos por na cabeça que a natureza de quem está no executivo e congresso é auferir os melhores benefícios individuais. Poucos pensam no bem coletivo. É preciso pressão. Eles precisão entregar resultados.

  42. Lembrando que naquela época o imposto que mais causou indignação era o quinto (20%),daí a expressão “quinto dos infernos” que sobrevive até hoje. Triste realidade brasileira, nós pagamos mais de 40% em impostos, estamos caminhando para ter “um meio dos infernos”.

  43. Outro aspecto curioso é que a esquerda promoveu muito a figura de Tiradentes durante o Regime Militar como parte de sua doutrinação, como se ele fosse um herói socialista perseguido pelo governo de direita.

    * * *

  44. Alexandra Moraes

    Como Tiradentes morreremos pagando impostos. Na situação atual brasileira vários economistas diagnosticam que será necessário aumentar ainda mais a carga tributária se quisermos que o Brasil não vá a bancarrota. Imposto e mais imposto. A sociedade está exaurida de tanto imposto.

  45. Por mais que o próximo governo corte na carne, vários economistas especialistas em orçamento dizem que a criação de um novo imposto será inevitável. Não tem jeito. O buraco nas finanças brasileiras é tão profundo que será despejado sobre a sociedade mais um cruel aumento da carga fiscal.

  46. Estamos assistindo hoje no Brasil ao melhor exemplo disso que diz o artigo: a divisão entre pagadores de impostos e recebedores de impostos.

    Ao contrário do que prega o PT e as esquerdas, não existe uma luta de classes entre pobres e ricos, o que há de fato é uma luta entre pagadores líquidos de impostos e recebedores líquidos de impostos. Como o segundo grupo está na esfera pública, que é onde são feitas as leis, o primeiro grupo, do qual faço parte, vai ter que trabalhar cada vez mais e ficar com cada vez menos para sustentar o segundo. Isso não deve acabar bem.

    “Segundo o Planalto, não há clima político para cobrar dos deputados tamanha afronta ao funcionalismo público em pleno ano eleitoral”

  47. Rodrigo Alves de Paula

    Minha sincera opinião: o Brasil caminha para ser o Zimbabwe latino.

    A população não quer abrir mão de seus “direitos adquiridos”, os políticos não querem sua cota de sacrifícios, ninguém protesta contra a alta carga tributária, a violência urbana virou coisa do cotidiano, a mídia vitimiza a população… Agora que temos praticamente toda a população contra a Reforma da Previdência, a sina do Brasil em ser uma nação subdesenvolvida está mais forte do que nunca.

  48. Típico Filósofo

    A prova do tempo me absolve.

    Toda conspiração estadunidense que fervorosamente expus no IMB se mostrou realidade.

    Espiões da CIA posicionados estrategicamente na sociedade fabricavam bolos, croissants e cupcakes (símbolos do imperialismo cultural) com trigo ilegal enquanto o povo passava fome. Saciada, a burguesia venezuelana ia mais ao banheiro e consumia o papel higiênico popular da classe trabalhadora. Em retaliação heroica à privação, os proletários tomaram cédulas de dinheiro para realizar suas limpezas rotineiras como uma crítica mordaz do sistema capitalista.

    E a luta pela Venezuela segue:

    Hoje mesmo morreram 10 em um microcosmo da luta de classes em uma padaria na Venezuela. Mais vítimas para o capitalismo que teima em sabotar a revolução bolivariana: g1.globo.com/mundo/noticia/saque-a-padaria-deixa-mortos-na-venezuela.ghtml

  49. Esta é a semana em que fico mais p… e ao mesmo tempo triste, durante todo o ano. Terei de entregar tudo o que ganhei no mês de abril mais uma fatia do que ganhei em março para pagar o imposto de renda. Graças aos ensinamentos religiosos que recebi, procuro ser resignado e não sofrer tanto por ter que deixar um mês e meio de lambuja pro meu inimigo nada oculto e que a cada vez mais quer mais e mais, de forma implacável!

    Devido à revolta que estava nela há 5 anos atrás é que comecei a pesquisar na internet sobre esse roubo que é o pagamento de impostos e fui trazido até esse site e a partir dali, é como se eu tivesse nascido novamente. Passei a ter outra mentalidade e desde então, divulgo, como se fosse vendedor de alguma franquia, o libertarianismo, a Escola Austríaca e o quanto o estado inchado e misturado às nossas vidas nos faz um mau extremo!

    Não vislumbro uma mudança muito grande em nosso país, dada a dependência que muitos dos brasileiros possuem em relação ao estado. Mas só de eu ter passado a enxergar a vida de outra forma, sou imensamente agradecido àqueles que colocaram a candeia em cima do móvel e não debaixo dele… Que outros possam ver a luz.

    E viva Tiradentes (seja mito ou verdade, mas a mensagem foi dada!).

  50. Clóvis Sérgio Karnal

    Você nunca verá nenhum palestrante que fala tanto sobre ética, nenhum desses filósofos celebridades, falando sobre a ética dos impostos. Nunca.

  51. Henrique Zucatelli

    A única coisa que me faz feliz de ser brasileiro é este dia: Tiradentes.

    A frente Libertários. Que Dória vença em 2018, e mesmo não conseguindo cortar os braços do Estado, poderemos pelo menos arrancar-lhe alguns dentes.

    Abraços e fé!

  52. É estranho como uma figura como o Tiradentes é lembrada até hoje, imaginaria que alguém que lutasse contra a máfia estatal não fosse visto como herói e sim levado ao esquecimento.

  53. Como seria sustentado as Forças Armadas Brasileiras sem o Estado, sabendo que é impossível confiar a segurança de uma nação nas mãos de terceiros?

  54. Tanto os regimes monárquico quanto republicano podem ser agressores da propriedade privada e da economia liberal.

    Então somente mudar o regime não é o cerne da questão.

  55. Além de ser maçom, Tiradentes defendia o republicanismo, que inexoravelmente leva ao agigantamento estatal e à docilidade da população, inebriada pela ideologia segundo a qual “o Estado representa o povo”.

    Liberal não é e nunca será libertário.

  56. Prezados,

    seguindo a lógica do artigo (imposto = roubo) e considerando as 2 partes do texto que dizem:

    1) qualquer organização governamental, que inevitavelmente vive do esbulho alheio, é “uma gangue de ladrões em larga escala”

    2) sempre existem aqueles apologistas do governo — muito provavelmente pessoas que dependem dele para sobreviver — que afirmam que o ato de se pagar impostos é, por algum motivo místico, algo cívico e “voluntário”.

    Pergunto-lhes:

    A Suíça e o Liechtenstein também são formados por uma guangue de ladrões?

    Os impostos lá pagos também são roubo?

    Minha pergunta deve-se ao fato de o IMB já ter feito publicações aplaudindo esses 2 países:

    1) aqui: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=568

    2) aqui: mises.org.br/article/1890/liberdade-e-economia-austriaca-no-principado-de-liechtenstein

    Nos artigos acima, o IMB aplaudiu a Suíça citando, por exemplo, o cantão de Obwalden, onde o povo escolhe o que quer pagar de imposto, o que significa que o imposto é tratado pelo IMB como algo “voluntário” na Suíça.

    Porém, se eu for morar na Suíça e votar contra os impostos, mesmo assim serei obrigado a pagar porque lá o regime de governo é considerado democrático, onde sempre prevalecem as maiorias.

    Eu, enquanto indivíduo, seria oprimido pela maioria na Suíça nesse caso (no sentido da Teoria Libertária).

    Igualmente, no site oficial do Liechtenstein, o governo local afirma que seus impostos são majoritariamente usados para pagar administração do Estado (servidores públicos), além de educação pública e benesses do Estado de bem-estar social (welfare state).

    Fonte: http://www.liechtenstein.li/en/economy/state-budget/

    Além disso, o Liechtenstein usa parte dos seus impostos para financiar a Igreja Católica e para pagar o salários dos padres do Principado.

    O Liechtenstein é, também, um Estado (sob a forma de Principado) cuja família governante apoiou por muitos séculos o Império dos Habsburgos (organização estatal), desde o tempo dos duques de Babenberg (976-1246) até chegar propriamente nos séculos dos Habsburgos (1273-1806), cujos membros foram Imperadores do Sacro Império Romano, uma mega organização estatal de confissão católica.

    Fonte: "O Estado no terceiro milênio", Hans-Adam II, p. 12-13.

    Finalmente, cabe lembrar que o atual Príncipe Reinante do Liechtenstein – Hans Adam II, afirmou que por ser membro de uma família aristocrática, ele não tem nada contra o termo “oligarquia”, já que:

    “sem uma oligarquia, o Estado não seria capaz de cumprir seus deveres para com sua população” (O Estado no terceiro milênio, p. 26)

    E esse Príncipe vai mais longe ao dizer que, no mundo atual:

    “os oligarcas – sejam eles membros do governo, do parlamento, dos tribunais, da administração ou dos partidos políticos – poderiam ser descritos como os tecnocratas do poder do Estado. A oligarquia é, portanto, o elemento mais forte do Estado” (op. cit. p. 26)

    Ele conclui seu raciocínio explicando que, historicamente, sempre houve uma relação de simbiose entre monarcas e oligarcas, já que:

    “o monarca precisava da oligarquia para administrar e defender o Estado, a oligarquia necessitava da monarquia como um símbolo legitimado pela religião diante do povo e como árbitro nos conflitos entre os diferentes oligarcas” (op. cit. p. 64).

    Será que o Príncipe Hans-Adam II também é um “bandido”, chefe de uma gangue criminosa???

    Ou será que ele está apenas reconhecendo, pela própria «ordem natural das coisas», que o ser humano é um animal político e que, por isso, necessita (naturalmente) viver sob uma ordem política dirigida por um governo?

    Existe algum lugar no mundo onde inexiste governo (no sentido lato: comunidade humana subordinada a regras socialmente definidas, independente de serem essas regras produzidas pelo Estado)?

    Uma família, por exemplo, é uma organização onde seus membros (filhos) estão «naturalmente» subordinados ao “governo” dos seus pais, cuja autoridade permite exigir “tributo” dos filhos (obediência e serviços inerentes à idade de cada criança).

    Nesse caso, pouco importa se os filhos votaram ou aceitaram “voluntariamente” a autoridade dos pais.

    Assim, pergunto:

    Alguém conhece algum lugar no mundo com total inexistência de governo?

    Será que todos os países do mundo violaram a «ordem natural das coisas» ao viverem subordinados a um governo (no sentido lato da expressão)?

    Ou será que os muitos governos existentes ao redor do mundo apenas provam que a manutenção (e os custos) de uma «ordem político social» é inerente à própria «ordem natural das coisas», na medida em que o ser humano é «universalmente» um animal político?

    Resumindo, pergunto aos senhores:

    1) o que verdadeiramente distingue imposto de roubo?

    2) por que o IMB afirma ser o imposto um roubo em “qualquer organização governamental”, o que denota universalidade (todos os países do mundo), porém, na Suíça e no Liechtenstein, onde as maiorias impõem ao indivíduo suas decisões, a tributação é uma virtude aplaudida pelo IMB?

    Na minha opinião, quando um ladrão de rua aponta sua arma na cara do indivíduo e, de fato, “rouba” suas joias e pertences, parece que nesse caso «a finalidade» do ato é egoística (o ladrão vai usufruir do material roubado exclusivamente para si próprio).

    Nesse caso, o pagamento de joias e pertences é «indevido».

    Porém, quando os assim chamados ladrões (estatais) cobram um imposto, definido em uma lei (que foi produzida por vontade da maioria do povo) e o produto desse “roubo” é gasto para satisfazer «a finalidade» de servir coletivamente ao próprio povo (por exemplo, com oferta de educação pública, como ocorre com a universidade estatal do Liechtenstein), parece-me que nesse caso o pagamento do imposto é «devido».

    Fonte: http://www.uni.li/de

    Acho que existe uma certa contradição no raciocínio exposto nesse artigo do Tiradentes e eu gostaria, gentilmente (sem querer ofender ninguém, com todo respeito), de saber do IMB qual é o critério real e “racional” que distingue:

    – o ato de roubar

    – do ato de cobrar impostos.

    Ou a crítica aos impostos, feita pelo IMB «de modo geral», seria apenas uma expressão de desgosto “emocional” dos que não aceitam pagar impostos? (algo legítimo e totalmente compreensível em ambientes de elevada/surreal tributação como no Brasil)

    Ou será que a crítica do IMB tem como «alvo mais preciso», apenas os “elevados” impostos?

    Antes que comecem a me atacar, como já aconteceu em comentário meu anterior nesse site, peço respeito e lembro a todos:

    OBS. 1: considero muito coerente, lógico e racional o pensamento econômico austríaco;

    OBS. 2: eu também não gosto de pagar impostos “elevados” (até uns 7,65% de IRPF e 11,34% de IRPJ no cantão suíço de Zug, vá lá, rs).

    Porém, Jesus disse:

    “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 15-21).

    Pelo sim, pelo não, na dúvida prefiro fazer o que Deus diz.

    Se os impostos forem mal utilizados por corruptos, pelo menos a minha alma não vai para o inferno.

    Saudações fraternas a todos,

    Obrigado

  57. Caros:

    Por que no Brasil há um movimento de retorno da monarquia ? E há algum artigo ou site confiável sobre o Brasil durante o regime monárquico (primeiro e segundo reinado; tanto econômico, social, atuação do estado, corrupção, etc.)?

  58. Normal, no princípio povos nômades matavam fazendeiros, mas dava muito trabalho cuidar então começaram a deixar os fazendeiros vivos e cobrarem imposto.

    Pior que conhece do nosso povo uma revolução só traria mais do mesmo ou algo pior.

  59. Cidadão decepcionado

    Quando vão atualizar a tabela do imposto de renda para pessoa física?

    fdr.com.br/2022/05/12/imposto-de-renda-ultima-correcao-da-tabela-completa-7-anos-e-isto-e-ruim-para-voce-entenda/

  60. Para quem tiver curiosidade, essa é a sentença contra o Tiradentes:
    https://caiorivas.jusbrasil.com.br/artigos/318035651/sentenca-que-condenou-joaquim-jose-da-silva-xavier-o-tiradentes

    Como naquela época ainda era proibida a tipografia no Brasil, foi toda manuscrita. À época, o Brasil estava sob Dona Maria. Apesar de caridosa e culta, teve esse vício.

    Não dá nem mais para formatarmos os comentários para hyperlinks? Arrumaram os comentários? Deveria carregar todos de uma vez nos artigos, como era antes. Eu sempre guardei ótimos comentários pelos links, agora eles não funcionam mais.

    Depois os republicanos pegaram a imagem do Tiradentes como um mártir, sendo uma forma de contrapor a Monarquia.

  61. Alex Xavier Nascimento

    Como imaginar uma polícia e um exército privado? Quem teria o poder maior de coação? No caso de alguém invadir a sua casa e estuprar a sua esposa e filha. Quem julgaria o caso? A história nos mostra que todas as sociedades complexas desenvolveram um poder de comando. Infelizmente as estruturas de comando sempre existirão. Gostemos ou não, elas estão no DNA dos seres humanos.

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