Voltar

ÉPOCA e VEJA repercutem o seminário do IMB

Foi
rompido o silêncio.  Finalmente os
grandes veículos de comunicação reconheceram que a
teoria econômica
não apenas não está presa a duas vertentes (keynesiana e neoclássica),
como,
ao contrário, tem sua representação mais completa na teoria econômica
formulada
pela Escola Austríaca – a única escola de pensamento que realmente
possui todo o
instrumental necessário para explicar todos os fenômenos econômicos.

Ok, essa última parte ambas ainda não reconheceram.  Questão de tempo.

Seguem
abaixo as duas matérias.  A primeira é da
VEJA e a última é da ÉPOCA, que fez uma reportagem mais completa.

Uma visão ainda mais liberal

Crise do excesso de liberalismo? Não para os
seguidores da Escola
Austríaca, que acusam o governo americano de ter inflado a bolha
financeira


Igor Paulin
, de Porto Alegre

Fotos Kevin
Lamarque/Reuters e Divulgação

CONTRA A MARÉ
Os economistas da Escola Austríaca, reunidos em Porto
Alegre (à dir.), atribuem a crise a
falhas do governo, como os juros baixos demais de Alan Greenspan

Há dois anos, uma crise inaudita eclodiu nos Estados Unidos e arruinou
as
finanças de países inteiros. Críticos de esquerda regozijaram-se pelo
abalo de
um dos pilares do capitalismo, o livre mercado, e culparam a cobiça
desenfreada de banqueiros pelo crash. Já os economistas do mainstream,
representantes do consenso capitalista que administra os países mais
maduros do
planeta, reconheceram que houve falhas, como a ausência de um sistema
regulatório mais eficiente para controlar fraudes e a especulação
predatória.
Apesar da vala mental que separa essas duas visões de interpretar o
mesmo
fenômeno, ambas convergiram na prescrição do remédio destinado a
combater a
recessão mundial. Recomendaram, em doses distintas, a ampliação da
presença do
governo, pelas vias do aumento dos gastos públicos, e também o
acirramento da
regulação financeira. Entretanto, há quem pense de forma diferente.
Trata-se
dos economistas da Escola Austríaca, uma corrente coesa de ultraliberais
que
exonera os propagandeados vícios do capitalismo dessa história. Segundo
eles,
foram na verdade as intervenções do governo que proporcionaram a crise.
Mais do
que isso, acreditam que o remédio que tem sido usado pelos governos
mundiais,
sobretudo o despejo de somas maciças de recursos estatais, é inadequado e
trará
mais problemas no futuro.

Na semana passada, o Instituto Ludwig von Mises, que congrega
adeptos dessa corrente, realizou em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o
I
Seminário de Economia Austríaca do Brasil. Em dois dias, foram debatidos
os
acontecimentos recentes da economia mundial, assim como o receituário
heterodoxo e radical desses pensadores. Embora centenária e influente no
passado, essa escola esteve, nos últimos anos, à margem do pensamento
dominante. No século XX, os seus dois teóricos mais proeminentes foram
Ludwig
von Mises (1881-1973) e o ganhador do Nobel Friedrich von Hayek
(1899-1992).
Ambos tiveram papel notável na exposição das fragilidades intrínsecas do
planejamento econômico e na condenação do socialismo, num momento em que
boa
parte da intelligentsia mundial via com fascínio o avanço
soviético. Os
escritos de Mises e Hayek acabaram por inspirar as reformas liberais que
começaram nos anos 80. Agora seus seguidores propõem uma recuperação
dessas
ideias para oferecer uma alternativa em relação ao novo consenso que se
forma
no mundo pós-crise.

“A crise que vivemos hoje teve início com políticas
do governo que levaram à formação de uma bolha especulativa no mercado
imobiliário”, sentencia o historiador Thomas Woods, autor do best-seller
Meltdown,
sobre o recente crash. Para Woods e seus colegas, isso pode ser
comprovado por
causa do papel que tiveram as empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie
Mac.
Embora privadas, elas tinham um status privilegiado, porque dispunham de
uma linha
de crédito especial do governo para estimular a venda de casas a pessoas
de
baixa renda. Juntas, detinham 75% das hipotecas dos americanos. A
política
de estimular a venda de casas para quem não possuía a menor condição de
assumir
os compromissos de um financiamento imobiliário foi potencializada pelos
juros
extremamente baixos. Quando Alan Greenspan, o ex-presidente do Federal
Reserve
(Fed, o banco central americano), estava no comando, a taxa básica
permaneceu
abaixo da inflação por mais de dois anos. A facilidade de adquirir um
imóvel
incendiou a demanda e os preços subiram rapidamente. Entre 1998 e 2006,
as
casas americanas ficaram 150% mais caras. Mais tarde veio a onda de
calotes, e
os preços desabaram. Para os austríacos, tanto os subsídios como os
juros
baixos demais foram erros que só podem ser atribuídos ao governo. “Os
preços estavam fora da realidade. Criou-se uma prosperidade artificial e
insustentável”, diz o economista americano Mark Thornton, especialista
em
bolhas financeiras. O setor imobiliário foi ao chão e arrastou consigo o
mercado financeiro. “Não fossem as investidas do governo, nada disso
teria
tomado as atuais proporções. Por isso dizemos que essa crise é do
intervencionismo, e não do liberalismo”, conclui Woods.

Contrariados com o avanço da mão estatal, os austríacos
veem riscos adiante para a economia mundial. Para eles, os pacotes de
auxílio do governo para recuperar a economia repetirão os erros do
passado.
Avaliam que a nacionalização de empresas quebradas (como ocorreu com a
Fannie
Mae e a Freddie Mac), o socorro aos bancos e o aumento do endividamento
prolongarão a agonia, apesar do efeito de alívio momentâneo. “De onde
sairá o dinheiro para arcar com tudo isso? Não existem muitos caminhos
além do
aumento de impostos e da impressão de mais moeda”, diz Lew Rockwell,
fundador do Instituto Mises. “Não se pode aceitar um liberalismo pela
metade. É inadmissível entregar ao estado o controle da economia. Os
interesses
de um governo são sempre políticos. Quando esses interesses interferem
nos
caminhos do mercado, desencadeiam crises”, afirma Rockwell. Durante
os dois dias de seminários em Porto Alegre, tradicional sede de
encontros de
esquerda, como o Fórum Social Mundial (cujo lema é “Um outro mundo é
possível”), os ultraliberais austríacos alardearam a ideia de que um
novo
mercado é possível.

Fotos
Team/Alinari/Other Images e divulgação

veja4.jpg

RELEGADOS
Mises (acima) e
Hayek: influentes na condenação do socialismo,
agora no ostracismo

 

 

Em defesa do
ultraliberalismo

Quem disse que as ideias de Keynes viraram unanimidade? Em
Porto Alegre, a Escola Austríaca de Economia celebra o livre mercado

José Fucs, de Porto Alegre

epoca.jpg

ANTIGOVERNO
O economista Thornton (à esquerda) fala contra o
intervencionismo,
seguindo as ideias de Ludwig von Mises (à direita)

Nos últimos anos, com a explosão da crise econômica,
tornou-se um passatempo universal satanizar o liberalismo e a
desregulamentação
dos mercados. Eles seriam os responsáveis pela crise. Deveriam,
portanto, ser
esquecidos. Ao mesmo tempo, as ideias do economista britânico John
Maynard
Keynes (1883-1946), centradas na injeção de dinheiro público para
estimular a
economia em momentos de crise, passaram a encantar governantes em todo o
planeta, inclusive no Brasil. Mas os defensores do livre mercado no país
estão
vivos.

Na semana passada, um seminário realizado em Porto Alegre para
debater as
ideias da Escola Austríaca, considerada a mais libertária de todo o
pensamento
econômico, transformou-se numa pequena trincheira de defesa radical do
liberalismo.
Organizado pelo Instituto Mises Brasil, uma entidade fundada em 2008, o
seminário tinha o objetivo de promover os ensinamentos da Escola
Austríaca no
país. Seu representante mais conhecido foi Friedrich Hayek, prêmio Nobel
de
Economia de 1974. Mas o foco do evento eram as ideias do economista
Ludwig von
Mises, que estudou as diferenças entre as economias planejadas e as de
livre
mercado.

Fundada no final do século XIX pelo economista austríaco Carl Menger,
a
Escola Austríaca hoje guarda pouca ou nenhuma relação com sua origem
geográfica. Sob muitos aspectos, suas ideias são semelhantes às da
Escola de
Chicago, o templo do liberalismo que tinha na figura do Nobel de
Economia de
1975, Milton Friedman, seu principal porta-voz. Ambas defendem o livre
mercado
e a não intervenção do governo na economia como a melhor forma de
promover o
desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Mas a
Escola
Austríaca vai além: é contra a existência do Banco Central e o monopólio
de
emissão de moeda, que considera um fator inflacionário e um convite à
gastança
do setor público. Ela também não gosta do uso de modelos matemáticos,
popularizados pelos economistas de Chicago, por considerá-los rígidos e
limitados para o entendimento dos fenômenos econômicos. E rejeita o
ensino da
economia por meio de experiências e observações do mundo real. A única
lei
verdadeira da economia, segundo seus adeptos, está baseada na lógica e
parte do
princípio de que todos sempre agem para melhorar a situação em que se
encontram.

“Vamos tirar Brasília do nosso bolso”, dizia o texto estampado em
letras
garrafais nas costas da jaqueta amarela de um representante do Partido
Federalista,
que veio de Curitiba especialmente para o evento. O seminário atraiu uma
plateia eclética, de 200 pessoas, de várias regiões. A maioria tinha
menos de
30 anos. Ela incluía filhos e filhas de empresários gaúchos associados
ao
Instituto de Estudos Empresariais (IEE), que promove todos os anos o
Fórum da
Liberdade e deu apoio ao evento, além de militantes do Partido
Libertários (de
tendência anarquista) e do Partido Federalista (que propõe a limitação
do poder
central e maior autonomia para Estados e municípios). Havia também
estudantes,
atraídos pela bandeira da liberdade incondicional defendida pela Escola
Austríaca. Carentes de oportunidades para discutir suas ideias, os
participantes aplaudiam de pé os palestrantes. “Sou um devoto do
pensamento
liberal”, dizia o administrador de empresas D.M., de 29 anos. Ele mora
em
Brasília e, ironicamente, é funcionário da Anatel, agência governamental
que
regula e fiscaliza as telecomunicações. “Não volto sorrindo do trabalho
para
casa todos os dias.”

A lista de palestrantes incluía dirigentes e economistas ligados ao
Ludwig
von Mises Institute, dos Estados Unidos, como Mark Thornton, um dos
primeiros a
alertar para a bolha imobiliária americana, em 2004. “A Escola Austríaca
rejeita a falácia de que a prosperidade possa ser produzida por meio do
crédito
barato”, disse no evento. Também estavam lá dois descendentes de Milton
Friedman: seu filho, o anarcocapitalista David Friedman, Ph.D. em física
pela
Universidade de Chicago, e seu neto, Patri Friedman, que desenvolve
projetos de
construção de comunidades flutuantes em águas internacionais, livres da
ingerência de governos. “Há 300 anos, boa parte da população nas
Américas era
formada por escravos e 100% dos frutos de seu trabalho eram de
propriedade de
seus donos”, afirma Helio Beltrão, fundador e presidente do Mises
Brasil.
“Hoje, de 40% a 50% do resultado de seu esforço e talento ainda não é
seu, mas
de seus senhores: os governantes e seus amigos.”

Em sua palestra, David Friedman defendeu uma ideia inusitada: a
privatização
do aparato judicial de segurança do Estado. Para ele, pessoas e empresas
deveriam contratar serviços de segurança e juízes particulares para
arbitrar
suas disputas. Se alguém roubasse a TV de sua casa, você ligaria para
sua
empresa de segurança para ela tentar recuperá-la. Caso ela não
conseguisse,
você poderia contratar outra empresa, com um histórico mais favorável na
recuperação de objetos roubados. As empresas que não prestassem um bom
serviço
tenderiam a sumir do mercado, como em qualquer outro setor da economia.
“Essa
não seria uma sociedade onde todo mundo estaria sujeito às mesmas leis”,
disse
Friedman. “A lei seria determinada pelo acordo entre as duas empresas
contratadas pelas partes para defendê-las.”

Com o sucesso do seminário, Beltrão diz que o Mises Brasil pretende
realizar
encontros em outras cidades do país, formar professores e realizar
cursos
livres sobre as ideias da Escola Austríaca. “Estou pensando grande”,
disse
Beltrão, vencedor do prêmio Libertas 2010, concedido pelo Fórum da
Liberdade a
quem se destaca na defesa das liberdades individuais. “Vou me concentrar
no
Brasil, mas quero participar desse movimento, ajudar a difundi-lo também
no
exterior.”


Uma visão libertária

As principais ideias da Escola Austríaca de Economia

. A intervenção do governo na economia é
contraproducente
e deve ser evitada sob todas as formas
. A expansão dos livres mercados, a divisão do trabalho
e o
investimento do capital privado são os únicos caminhos para a
prosperidade e o
desenvolvimento
. O socialismo é desastroso para a economia, porque a
ausência
de propriedade privada impede qualquer tipo de fixação racional de
preços ou
estimativa de custos
. O Banco Central, detentor do monopólio de emissão de
papel-moeda, deve ser extinto
. O padrão-ouro, sistema que prevê o lastro em ouro
para a
emissão de moeda, deve voltar
. Todos os tipos de seguros de depósitos bancários
devem ser
eliminados para que a quebra de bancos puna os maus investidores
. Os modelos matemáticos, considerados muito rígidos e
limitados, devem ser abandonados na análise econômica
. Os ciclos da economia são consequência do crescimento
exagerado do crédito bancário

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 comentários em “ÉPOCA e VEJA repercutem o seminário do IMB”

  1. tenho muito medo destas matérias… ultraliberalismo? existe outro, mais brando? é sempre uma comparação com a já mais que errada visão de liberalismos que os meios de comunicação de massa, na ânsia de simplificar (idiotizar) tudo, utilizam. Parece que estas matérias nos interessam, mas eu aconselho a todos os membros da comunidade a ficarem muito atentos a estas matérias simplórias.

    Nenhuma das duas matérias citou os vários economistas que, ao longo de 2008, 2009 e 2010 vêem falando a mesma coisa que todos nós. Eles não existem?

    É quase uma matéria de comportamento, tipo ´olha que interessante esta tribo do mises´…

    cuidado!

  2. Rodrigo, na verdade, surpreenderam-nos ambas as reportagens. Esperávamos chistes e descrições burlescas, mas, ao contrário, houve bastante respeito – algo impensável quando se lida com a grande mídia, sempre com conexões com o governo.

    E a reportagem da ÉPOCA, por exemplo, não comete erro algum ao descrever as principais ideias da EA.

    Mas é claro que ficaremos de olho nas reportagens caluniosas.

  3. Marcelo Werlang de Assis

    É, fiquei impressionado com isso (o fato de terem falado sobre o evento e respeitado as nossas idéias libertárias). Até puseram fotos do Mises!\r
    \r
    Leandro, \r
    \r
    Gostaria de ouvir um explicação tua sobre o funcionamento do padrão-ouro.\r
    Até entendi o propósito de limitar a quantidade de notas de acordo com a quantidade de ouro, um metal escasso e portátil. Mas não compreendi plenamente bem o seu funcionamento: como é que de fato se realiza tal controle?\r
    \r
    Forte abraço!\r
    \r
    \r
    \r

  4. Como foi argumentado em mises.org/journals/scholar/stolyarov2.pdf , não há porque dar muita importância a essas matérias. Em tempos de Internet, todos dizem o que querem e, ainda assim, a verdade prevalece.

  5. Muito bom! E quanto ao uso do termo “ultraliberal”, não vejo nada de mais nisso, pelo contrário. Muito melhor usar “ultraliberal” do que “anarco-capitalista”. O termo “anarco-capitalismo” assusta quem não sabe o que significa de fato e acaba remetendo a outros sentidos não muito agradáveis.

  6. Eduardo Rodrigues

    Alvíssaras! Fiquei muito contente ao saber que 2 revistas de grande circulação noticiaram o evento sem fazer zombaria da EA. Acho que assim o fizeram porque, mesmo sem conhecer a fundo as ideias defendidas no seminário, os jornalistas perceberam a seriedade dos palestrantes e organizadores. Espero que com essas publicações aumente bastante o nº de leitores do site. Meus parabéns a toda a equipe do IMB.

  7. As matérias foram sensacionais. Realmente o Brasil possui uma mídia de primeiro mundo – as matérias foram coerentes, equilibradas e esclarecedoras.\r
    \r
    Meus parabéns ao Fucs da Época, e ao Igor Paulin da Veja!

  8. Enquanto isso, a Carta Capital dessa semana tem uma matéria que inicia com um oximóron que diz algo como “Precisamos de um Estado Maior e Melhor”.

  9. Vitor, mas a CC está sendo franca. Ela precisa de um estado desse tamanho para se sustentar. É só dar uma olhada nas empresas que anunciam na revista.

    Não sei se fui claro.

  10. Infelizmente os colegas do Instituto von Mises “esquecem” de abordar a questão dos juros bancários.

    Os juros são a grande perversão do sistema, pois SEMPRE levarão a uma distorção de toda a economia CEDO ou TARDE. Isso é matemática pura, não há especulação e teoria econômica que contorne este FATO.

    A função de abastecer o mercado com crédito deve ser do Estado e não da iniciativa privada. Numa etapa intermediária, a cobrança de juros poderia até ser tolerada, mas sempre a cargo do Estado. O excedente retornaria à economia onde fosse do interesse da sociedade, corrigindo distorções etc.

    O empréstimo entre particulares deveria ser por conta e risco das partes envolvidas. Nem o aparato público do juduciário deveria dedicar um único segundo para regulamentar tais inicativas. Seria puro desperdício de dinheiro público.

    Chocados?

    Então leiam mais em :

    http://www.inacreditavel.com.br/novo/mostrar_artigo.asp?id=139

  11. Prezado Marcelo,

    Se não me engano, já debatemos esse assunto aqui, na seção dos comentários:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=552

    Seu erro está em achar que basta encher o mercado de papel-moeda, que magicamente todos os problemas seriam resolvidos. Você ainda não entendeu a função indelével da poupança (i.e., abstenção do consumo presente em favor do consumo futuro) no processo de criação de riqueza e queda dos juros.

    Quer criticar a manipulação dos juros feita do Banco Central? Tem todo o nosso apoio. A questão: qual deveria ser a taxa correta?

    Isso, meu caro, nenhum aparatao burocrático é capaz de saber.

    Abraços

    P.S.: caso queira um texto mais completo sobre a questão da estatização do crédito, que é o que você defende, leia Mises:

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=242

  12. Caro Leandro,

    também vejo como erro encher o mercado com papel-moeda sem lastro; não foi isso que postulei.

    A questão é a seguinte: dentro da ciranda econômica virtuosa, aquele ente designado como meio de troca, o dinheiro, ficaria sujeito à dinâmica de concentração inerente ao valor do trabalho associado. Seja trabalho braçal ou intelectual. Um industrial tem uma sacada genial, ganha bastante dinheiro, constrói um império, porém, se não houver continuidade com novas invenções geniais, tudo desaparecerá em duas ou três gerações. O contrário acontece no caso das casas bancárias: haverá acúmulo de riquezas ad eternum.

    No caso de um sistema econômico baseado nos juros bancários, sempre teríamos que criar dinheiro do nada para pagar os juros sagrados no final de cada período. De onde vem este recurso? Aqui reside toda a problemática.

    Os ciclos de Kondratieff mostram bem como estamos exatamente no inverno, onde as dívidas terão de ser pagas. Tais ciclos sempre entrarão em vigor enquanto a economia for baseada no sistema de juros. A questão é somente quando…

    Mas mesmo assim, agradeço o link indicado. Vou ler com atenção e voltarei a me manifestar!

    Abraço,
    Marcelo

  13. Prezado Marcelo, bateu na trave.

    O seu raciocínio, caso fosse desenvolvido até o fim, permitir-lhe-ia duas conclusões inevitáveis:

    1) A necessidade de um livre mercado de moedas; e

    2) A necessidade de o governo gastar menos e jamais incorrer em déficits – que é o que gera dívidas, as quais, por sua vez, são o que exigem o pagamento de juros.

    Sem déficits e sem endividamento estatal, não haveria como haver juros altos.

    Abraços!

  14. hahaha

    Muito boa as matérias!

    (tendência anarquista) do Libertários foi graças a uma conversinha que eu tive com o José Fucs, haha.

    Os mais pragmáticos que me perdoem!

  15. Sensacional. Eu nem esperava que saisse na grande mídia.\r
    Os Libertários já vão começar a incomodar.\r
    \r
    Quanto às matérias: eu, particularmente, achei a da época melhor e mais completa do que a da Veja. Achei que a época ampliou os horizontes dizendo o que defende a EA, já a VEJA se focou mais na crise.\r
    Mas muito isso para nós.\r
    \r
    Um abração.

Rolar para cima