Quantos e quantos escritores reclamam da brutal devastação que o capitalismo impõe as florestas americanas! Porém, é evidente que a terra na América tem sido usada para produções que são mais valorizadas do que a produção de madeira, e, consequentemente, a terra foi destinada aos fins que melhor satisfaziam os desejos dos consumidores.[1] Em que critério além deste os críticos podem se basear? Se eles acham que muita floresta foi cortada, como eles podem estabelecer um critério quantitativo para determinar quanto é “muito”? Na verdade, é impossível estabelecer um critério destes, do mesmo modo que é impossível estabelecer qualquer critério para a ação do mercado fora do mercado. Toda tentativa de fazer isso vai ser arbitrária e não será baseada em nenhum princípio racional.[2]
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| 150 anos sem ninguém: O edifício mais alto de Boston desmorona sobre a mata que domina a cidade |
Então, se não existe este critério, poderíamos levar as reivindicações dos ambientalistas as suas últimas consequências lógicas. O History Channel exibe uma série de documentários que mostra o que aconteceria com o planeta Terra se todas as pessoas desaparecessem de uma hora para outra. Nos primeiros seis meses, os animais selvagens já estariam novamente vivendo nas cidades. Com um ano, o mato estaria tomando conta da área urbana, e com cinco anos as ruas e estradas teriam desaparecido embaixo deste mato. Passados 25 anos sem ninguém, as estruturas de concreto e aço começam a ruir sem o trabalho humano de conservação, e após 200 anos somente as mais resistentes estruturas de concreto reforçado ainda estarão de pé. Mas transcorridos 500 anos, mesmo estas sucumbirão, e após mil anos quase todas as evidencias da civilização terão desaparecido e as cidades serão novamente grandes florestas. Seria este o mundo ideal que os ambientalistas querem impor à humanidade? Se não, por que não? Em que ponto eles pretendem parar de advogar agressões contra a propriedade alheia em nome de uma preservação?
Há aqueles que alegam que as leis de preservação são essenciais para manter a vida humana; que caso os humanos não tivessem suas liberdades de ação cerceadas por um ente superior e altruísta, eles acabariam com os recursos naturais e deixariam o ambiente do planeta hostil à vida. Estes ambientalistas falham em reconhecer que um sistema de inviolabilidade dos direitos de propriedade, que se oriente pelos preços do livre mercado para alocar os recursos, é a melhor maneira de garantir um ambiente sustentável e o maior bem estar para as pessoas (leia mais aqui e aqui). E sobre a alegação da necessidade de se preservar recursos não-renováveis, Rothbard faz a seguinte análise:
.. há de se presumir que os recursos não-renováveis deverão ser usados em algum momento, e deve ser encontrado um ponto de equilíbrio entre a produção presente e a futura. Por que as vontades da presente geração possuem tão pouco peso nessa decisão? Por que a geração futura possui um valor tão maior, capaz de impor à atual um fardo muito mais pesado? O que a futura geração tem para merecer este tratamento privilegiado? Na verdade, uma vez que as futuras gerações tendem a ser mais ricas do que a presente, seria melhor aplicar o inverso! .. Além do mais, transcorridos alguns anos, o futuro terá se tornado o presente; então as gerações futuras também devem ter suas produções e consumos restritos em nome de outro “futuro” fantasmagórico? Jamais devemos esquecer que o objetivo de toda atividade produtiva são bens e serviços que irão e poderão ser consumidos apenas em algum presente. Não existe nenhuma justificação racional para penalizar o consumo em um presente e privilegiar um presente futuro; e seria ainda mais impossível justificar a restrição de todos os presentes em favor de algum “futuro” ilusório que pode nunca chegar e está sempre além do horizonte. No entanto, este é o objetivo das leis de conservação. As leis de conservação são na verdade legislações fantasiosas da Terra do Nunca. [3] [4]
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| O planeta-cidade Coruscant, capital da galáxia |
E a ausência do uso ou ameaça do uso de violência física para preservar o ambiente também não significa que ocorreria um cenário inverso ao mundo sem ninguém — um mundo superlotado e completamente alterado pela ação humana, algo como o planeta Coruscant, a capital da galáxia na saga Guerra nas Estrelas, que possui a totalidade de sua superfície ocupada por uma cidade. Em um livre mercado, a simples satisfação que as pessoas obtêm ao apreciar uma paisagem natural seria o suficiente para que diversas áreas fossem mantidas intactas pelos seus proprietários. Mas se um mundo como Coruscant fosse o resultado da ausência de agressão, seria, obviamente, muito bem vindo.
Sendo assim, quem ganha com estas legislações de preservação? Além dos burocratas parasitas que têm seus empregos garantidos por estas políticas e dos inimigos do capitalismo que se regozijam ao ver liberdades cerceadas e o bem estar dos outros diminuído, existem outros beneficiários, como os proprietários de terras. Recorro mais uma vez à explanação de Rothbard:
Portanto, elas [as leis de preservação] impõem à economia um padrão de investimento ineficiente e distorcido. Dada a natureza e as consequências das leis de preservação, por que alguém iria defender esta legislação? Devemos observar que as leis de preservação possuem um aspecto extremamente “prático”. Elas restringem a produção — i.e., o uso de um recurso — por meio da força e assim criam um privilégio monopolístico, o que proporciona um preço restricionista aos proprietários deste recurso ou de seus substitutos.. [elas] cartelizam a terra e certamente restringem a produção, ajudando assim a assegurar ganhos monopolísticos permanentes (e progressivos) para os proprietários. [5]
Deste modo, quando, por exemplo, o IBAMA restringe ou proíbe completamente o corte de árvores na região norte do Brasil, ele garante como consequência um ganho monopolístico para os produtores de madeira da região sul, tornando seus produtos artificialmente mais escassos e, portanto, mais caros, diminuindo assim a utilidade social.[6] Tudo isso exposto, resta ao movimento ambientalista solucionar a contradição de seus objetivos com os dos alarmistas do aquecimento global, que alegam que as emissões de CO2 são responsáveis pela elevação de temperatura do planeta, pois um mundo sem nenhum ser humano fatalmente teria mais animais — e, como mencionado aqui, um pequeno cãozinho é responsável pela emissão de mais CO2 do que um automóvel. Qual dos dois objetivos eles irão escolher: a terra sem pessoas ou a terra com um “clima estável”?
_________________________________________________
[1] Um conservacionista típico foi J.D. Brown que, em 1832, preocupado com o consumo de madeira, queixou-se: “Onde iremos encontrar suprimentos de madeira daqui a 50 anos para garantir a continuidade de nossa marinha?” citado em Scott, National Resources, pág. 37. Scott também menciona que parece que os críticos nunca percebem que a madeira de uma nação pode ser comprada do exterior. Scott, “Conservation Policy.”
[2]
[3] Como pertinentemente pergunta Scott: Por que devemos concordar “em preservar os recursos da maneira que eles seriam na ausência de usuários humanos?” Scott, “Conservation Policy,” pág. 513. E além disso: “A maior parte [de nosso] progresso tem ocorrido ao se converter os recursos naturais em formas mais desejáveis de bens. Se o homem tivesse valorizado os recursos naturais acima de seus próprios produtos, com certeza ele teria permanecido selvagem, praticando a preservação.” Scott, Natural Resources, pág. 11. Se a lógica dos impostos é destruir o mercado, então a lógica das leis de preservação é destruir toda a produção e o consumo humano.
[4]
[5] Ibid.
[6] Tomo de Rothbard outro exemplo: “Os donos de madeireiras também enxergavam os ganhos que teriam com a ‘preservação’ das florestas. O próprio presidente Theodore Roosevelt anunciou que ‘são os próprios grandes produtores de madeira que estão incentivando o movimento pela preservação das florestas’. Conforme um estudioso da questão declarou, os
proprietários de toras e produtores de madeira . . . chegaram a um consenso com Gifford Pinchot [o mais eminente protetor das florestas] já em 1903. . . Em outras palavras, o governo, ao impedir a posse efetiva de áreas de floresta e mantê-las fora do mercado iriam ajudar a aumentar o valor da madeira privada.”
Ibid. Nota no original.


Gosto de textos como esse que mostram os interesses econômicos por trás da fachada altruísta de muita gente. Bacana.\n\nSó uma correção: não é exatamente um cachorro que polui mais que um carro, e sim o processo industrial que produz os alimentos que damos a ele. O CO2 produzido naturalmente por animais no processo respiratório é cíclico: vem dos alimentos que consumimos, que em algum momento foi capturado da atmosfera por algum vegetal.\n\nAbs,\nTiago.
Valeu Tiago. E obrigado pelas infos. Eu apenas considerei que a maior parte de emissão de CO2 do processo produtivo da ração vem da produção da carne, ou seja, de animais que num mundo sem ninguém seriam as presas dos predadores carnívoros. E que neste mundo hipotético sem humanos, pouco ou nada mudaria na emissão de CO2, que alguns alegam ser a causa de um suposto aquecimento do planeta. Já que os aquecimentistas assumem tantas coisas, eu assumi que sem o maior predador do reino animal, o homem, que come de tudo e mata animais como elefantes e rinocerontes apenas para aproveitar o chifre e tubarões pela barbatana, o numero de outros animais–a produção de carne– iria aumentar e o CO2 na atmosfera continuaria o mesmo ou aumentaria. Abs
Caramba Fernando! Quem diria que alguém conseguisse superar o programa imbecil do Histoty. \nQuanto ao 1º parágrafo do Rothbard, quanto à critérios quantitativos qualquer estudante de eng. ambiental pode respondê-lo. Quanto a sua alusão ao planeta Coruscant, na história do George Lucas os outros planetas abastecem com recursos naturais o “planeta cidade” (e se fosse maldoso, eu diria: o sonho dos liberias, hehe).\nVamos lá Fernando: Tem duas maneiras de tratar os recursos naturais, sendo estes privados. [1] Tentar preservar para continuar recebendo recursos financeiros por estes, nas famosas trocas livres e voluntárias. [2] Maximizar o lucro em função do tempo finito de duração do recurso natural. Digamos que são duas situações extremas. Você tem condições de me dizer que 100% dos proprietários vão optar pela primeira opção?
Relembrando a você que as opções são extremas. Na verdade tem modo melhor de tentar satisfazer ambas as demandas. Mas parece que o IMB quer fechar os olhos e cerrar punhos contra qualquer coisa que pareça com preservação ou sustentabilidade.
Tiago, a questão de preservar a natureza como forma de garanti-la para as gerações futuras possue diversas críticas econômicas muito bem expressas aqui, no entanto, a questão maior é de caráter ético, ao qual não quero me estender aqui pois é um debate bastante polêmico.\n\nQuanto ao lado econômico…\n\nNo caráter econômico da preservação existe alguns pontos que não foram aqui tratados.\n\nPrimeiramente, a teoria dos jogos nos mostra que a perseguição do interesse próprio pelos agentes em muitos casos nos leva a pontos sub-ótimos (no conceito de pareto) de utilização dos recursos. Esse é apenas um dos motivos pelo qual é necessária a intervenção governamental. Todos os agentes explorando simultaneamente a madeira de forma a maximizar seu lucro (ou utilidade) levam a um ponto onde os recursos são utilizados a um ponto que gera um lucro menor a todos.\n\nO outro motivo esta mais ligado a questão dos bens públicos. Como você bem deve saber, bens públicos (ao contrário de bens privados) tem a características de serem não excludentes e não rivais. Além disso, existem muitos desses bens que geram as chamadas externalidades positivas para a sociedade. Vou tentar ser mais claro no exemplo. As florestas, rios e ecossistemas amazônicos abrigam formas de vida ainda muito pouco estudadas, matrizes químicas para diversos medicamentos além de colaborar de diversas formas na manutenção do equilíbrio biológico mundial. Dessa forma, a utilidade provida pela externalidade positiva da preservação da mata é destruída quando o interesse próprio de um indíviduo é atendido, gerando um bem estar-social menor. É um caso típico de um benefício privado as custas de toda a sociedade que perde em avaços na medicina, biologia, e diversos outros pontos aos quais, por não ser biologo ano posso dizer com precisão. Em suma, de forma a garantir o ótimo social o governo cria regras para que o interesse privado não prejudique o interesse social. É claro que aqui novamente entraremos em um dilema sobre qual interesse deve ser atendido, o lucro do madeireiro ou o ganho em pesquisa e desenvolvimento da sociedade.\n\nUm abraço
Bruno e Alexandre,
O problema é que vocês partem do princípio (no caso, deixam implícito) que a única solução sustentável é entregar todas as florestas e reservas naturais para os burocratas do governo – afinal, estes sim têm incentivos e sabem direitinho como cuidar de tudo.
Mesmo num planeta fictício em que o governo de fato soubesse cuidar bem das florestas, ainda assim ficaria uma pergunta: cuidar bem para quê? De que adianta termos infindáveis quilômetros quadrados de mato se esse não pode ser utilizado para fins beneficentes ao homem?
Exploração sustentável do ambiente – uma medida indelevelmente necessária à sobrevivência humana – é algo que só pode ser feito de maneira eficiente se houver o incentivo do mecanismo de lucros e prejuízos. Gerenciamento estatal do ambiente é igual a malversação e subutilização de recursos – infelizmente não faltam exemplos empíricos para confirmar essa teoria.
Não é uma questão de ideologia, é simplesmente se ater à realidade.
Perdão Leandro. Quem está sendo ideológico é você. Leia de novo as propostas e a explicação do Alexandre.
Já li. Ele utiliza o conceito (falho) de teoria dos jogos para concluir que só a intervenção governamental pode atingir o “ótimo social”, seja lá o que isso signifique ou, pior ainda, seja lá como isso possa ser medido (dica: não pode, é impossível).
Em momento algum ele considera que os problemas que ele elencou na primeira parte de sua escrita poderiam ser (atenção: ‘poderiam ser’, não estou falando que ‘seriam’) resolvidos mais eficientemente via propriedade privada. Ele já parte logo para a solução de entregar tudo para o governo, o qual vai intervir sábia e clarividentemente e gerar o “ótimo social”.
Isso, sim, é ideologia.
Por outro lado, ele fala corretamente na necessidade de preservar florestas e ecossistemas e concede que elas são “matrizes químicas para diversos medicamentos” – algo que, de novo, para ser explorado sustentavelmente precisa de alguma baliza mercadológica e principalmente de propriedade privada – e não apenas de decretos governamentais.
Agora, se você quer acreditar na benevolência e na competência de políticos e burocratas para gerir o ambiente, isso é um direito seu. Apenas não estranhe quando alguém classificar tal postura como ingênua e desligada do mundo.
Se tudo isso faz parte de uma trama dos burocratas parasitas, e você não enxerga limite para as intervenções humanas, por que não passa a morar ao lado do Rio Tietê, ou passa suas férias em Cubatão?
Gustavo, por que não estuda aquilo que deseja criticar?
Sua crítica em forma de pergunta, que vc parece considerar genial, beira o ridídulo, pois a poluição de rios e do ar é exatamente um consequencia do desrespeito a vida e aos direitos de propriedade.
Vc sequer leu os link do artigo.
Além dos links, se quiser elaborar uma crítica sabendo ao menos ao que está criticando ao invés de fazer esse papel ridículo, leia tb:
Law, Property Rights, and Air Pollution
http://mises.org/daily/2120
Alexandre,
\nClaro que deixar indivíduos livres não vai atingir um ótimo social, assim como nenhum arranjo social vai atingir um ótimo social, já que isso é simplesmente impraticável. Estamos falando de seres humanos, seres imperfeitos. Se nem mesmo programas de computador conseguem atingir em tempo hábil resultados ótimos para problemas perfeitamente computáveis (NP-difícil), como esperar que seres humanos atinjam resultados ótimos para todo tipo de problema que a sociedade pode enfrentar?
\n
\nAgora, como já explicou muito bem o Leandro, o fato de que um sociedade livre não atinge um resultado ótimo não implica de maneira alguma que dar poder coercivo para indivíduos, cujas ações são sempre auto-interessadas (princípio da ação humana), vai atingir um resultado melhor do que o processo espontâneo de criação de riqueza e destruição criativa do livre mercado. Simplesmente não vai, é isso que a Escola Austríaca nos mostra tão bem.
\n
\nQuanto a bens “públicos”, isso não existe. Ou algo tem dono, ou não tem, e o dono de algo tem que ser alguém capaz de agir, i.e., um indivíduo ou uma instituição. “Bem público” é apenas eufemismo para propriedades tomadas à força pelo governo. O governo é uma instituição, não é o “público”.\n
\nE finalmente, tenho certeza de que se tais externalidades positivas provocadas por essas terras sem donos são tão importantes, há uma demanda por ela, que será naturalmente suprida pelo processo de ordem espontânea do livre mercado. Não precisamos de violência pra isso.
\n
\nAbraços,
\nTiago.
“Agora, como já explicou muito bem o Leandro, o fato de que um sociedade livre não atinge um resultado ótimo não implica de maneira alguma que dar poder coercivo para indivíduos, cujas ações são sempre auto-interessadas (princípio da ação humana), vai atingir um resultado melhor do que o processo espontâneo de criação de riqueza e destruição criativa do livre mercado. Simplesmente não vai, é isso que a Escola Austríaca nos mostra tão bem.”
É impressionante como as pessoas são incapazes de perceber algo tão lógico e dedutivo. O problema realmente parece ser aquele velha propensão humana para comandar e ser comandado, a maior praga da nossa história.
Por um prego, perdeu-se a ferradura;
Por uma ferradura, perdeu-se o cavalo;
Por um cavalo, perdeu-se o cavaleiro;
por um cavaleiro, perdeu-se a batalha;
Por uma batalha, perdeu-se o reino
James Gleick
Sir Francis Bacon, um indigesto “professor” de Direito, Cavaleiro de Jaime I, Procurador Geral do Reino, Lord Chanceler e Barão de Verulam, integrante da Câmara dos Comuns de 1584 e autor, dentre outros, do Novum Organum, Aforismos Sobre a Interpretação da Natureza e do Reino do Homem (1620), e companheiro de quarto no Palácio e ninguém menos do que Thomas Hobbes. “O Estado de Natureza descrito por Hobbes é aquele em que cada um vive por sua conta e precisa cuidar da própria defesa, pelo que termina em uma guerra de todos contra todos.” (THOUREAU, H., in DOWNS, ROBERT BINGHAM: 75)
Bacon& Hobbes falavam da natureza como de uma fêmea à antiga, aquela “obrigada a servir”, posta em “sujeição”, desse modo escravizada pelo filósofo natural. De nada valeria tentar agarrá-la se não se exercesse total controle sobre ela. A Natureza deveria ser capturada, e os segredos desvendados, através dos seus aposentos íntimos.
Falava o corrupto, perdoe-me, de estupro à Natureza:
A partir de Bacon, o objetivo da ciência passou a ser aquele conhecimento que pode ser usado para dominar a natureza. A natureza, na opinião dele, tinha que ser ‘acossada em seus descaminhos’, ‘obrigada a servir’, ‘escravizada’. Devia ser ‘reduzida à obediência’ e o objetivo do cientista era ‘extrair da natureza, sob tortura, todos os seus segredos’.
A ciência poderia confirmar o imperium hominis (império do homem) sobre as coisas.
Para o historiador Wilhelm Windelband (1848-1915): “O esplendor da vida de Bacon foi prejudicado por manchas de graves defeitos morais.”
A visão da evolução como uma crônica competição sangrenta entre indivíduos e as espécies, um desvirtuamento popular da noção de Darwin da ‘sobrevivência dos mais aptos’, dissolve-se diante de uma nova visão de cooperação contínua, forte interação e dependência mútua entre as formas de vida. A vida não conquistou o globo pelo combate, mas por um entrelaçamento. As formas de vida multiplicaram-se e tornaram-se complexas cooptando outras, e não apenas matando-as.
SAGAN, D., cit. DAWKING, R.: 288
* * *
“A mensagem de Adam Smith, em particular, foi grotescamente distorcida durante os últimos duzentos anos.” (ORMEROD, 1996: 223)
O princípio da relatividade deve ser mais geral ainda – devemos procurar a diferença de tempo nas realizações biológicas e sociais, – o tempo local das espécies e dos grupos humanos. Isto nos poderá explicar muitos fenômenos que resistem às explicações atuais. Mas para conseguir tais fórmulas muito terá que lutar o espírito humano contra os preconceitos que o rodeiam e contra as obscuridades da matéria que irá estudar.MIRANDA, Pontes de, cit. MOREIRA: 103
* * *
Acredito que quem estiver entrando no caminho da iluminação será absolutamente impecável em tudo o que fizer. E por causa do medo da condenação? Não. Ou de punição de Deus, ou porque pequei e não alcancei o perdão? Não, não, não. Os verdadeiros iluminados verão que toda a ação tem uma reação com a qual eles terão de lidar, e se formos sábios, não faremos coisas que nos levarão a ter de enfrentar resolver e equilibrar isso em nossa alma mais tarde. Esse é o verdadeiro critério.
LEDWIN, M., cit. ARNTZ, W.: 203
Conceitualização generalizadora sobre ambientalismo: o autor utiliza argumentos que os conservacionistas em geral combatem aos preservacionistas e premissas falsas como: o clima é estável e que CO2 o desestabiliza; a natureza é estática e intocada; a humanidade não é natural e, consequentemente, deletéria a qualquer meio ambiente.
Essa confusão é proposital, é jogo argumentativo de quem tem pouco conhecimento do que fala. O autor ataca os pontos fracos dos argumentos da ala mais radical dos ambientalistas, generalizando-os a todos os ambientalistas no intuito de descreditar a luta geral desse movimento e construir um argumentação lógica em contra a ambientalização das políticas humanas (empresariais, governamentais, pessoais…) Argumentação essa sem premissas reais e com total desconhecimento da dinâmica da vida que nos sustenta.
Vejam essa bizarrice projetada por um arquiteto de mentalidade ambientalista anti-humana: Sea Tree
“Banida para humanos, a Sea Tree tem como objetivo servir de refúgio para plantas, pássaros, abelhas e para a vida marinha, entre outros animais. Segundo Olthuis, pode ajudar no processo de limpeza de rios poluídos e na absorção de água da chuva.”
“Quero que seja um primeiro passo para que os arquitetos percebam que não podemos construir apenas para nós (humanos)”, disse Olthuis
Eita texto tendencioso. mas vamos lá. Bem, o fato é que somos apenas um evento biológico que deu certo. A natureza é soberana, mesmo que não queiramos admitir, um dia não teremos mais como sobreviver seguindo esse sistema de propriedade e de consumo exacerbado que copiamos e multiplicamos. A natureza pode muito bem viver sem nós e muito bem, mas nós? Sem ela estamos fritos. O que penso como medida necessária é nos integrarmos, não precisamos deixar de existir, Acho que é feita uma idéia completamente errada dos ambientalistas, pelo menos da maioria, sei q existem os radicais, mas a maioria é realiza trabalhos importantes para preservar o que muitos enxergam como cenário p/ minha existência. Precisamos sim preservar o máximo que pudermos e buscar alternativas, visto que somos uma ‘espécie evoluída’, p/ manter um padrão de vida que não destrua tudo ao seu redor, mas que nos satisfaça ao mesmo tempo. Começando com a contenção do crescimento populacional. Uma espécie consumista e suja como a nossa não tem condições de existir em grande quantidade, na verdade nem precisa. Assistam ao vídeo do Steve Cutts, é nosso legado vimeo.com/56093731, mas penso que podemos e devemos mudá-lo.
Ecologismo também tem um q de charlatanismo:
Um pouco antes da virada do ano colocaram uma propaganda aqui no metro do rio que se referia a uma imagem do rio (o famoso pão de açucar) na época de 1500.
No texto da propaganda diz assim: “Para ajudarmos a cidade ter o jeito de quando ela foi descoberta”
Claro para isso um pequeno valor da passagem paga para utilizar o metro no ano novo foi “revertida” para a implementação de tais politicas.
Veja bem, é uma foto de quando o rio ainda nem era habitada pelos [indios, na foto nem um alma huma é vista apenas mato, morro areia e água. Nada de ocas ou qualquer outro vestigio de presença humana.
Ainda querem afanar o nosso dinheiro para deixar o rio de como ele era no seu estado natura? É isso? Basta jogar uma bomba aqui matar todo mundo (sonho de qualquer ecologista) e acabar com a civilização, para que o rio em seu estado natural surja novamente.
O progresso que permite que as pessoas vivam com conforto não contam.. Imagine ser possivel a vida conforme nos a conhecemos em um ambiente daqueles? Não seria um retroscesso? Não para eles é a utopia.
Uma companhia que adere a um pacto global, nos não podemos esperar mais nada..
http://www.pactoglobal.org.br/
Att
Ecologistas que são contra uso responsável dos recursos naturais parecem ser motivados pela misantropia.
* * *
O mais importante de tudo; mesmo que fizesse algum sentido, mesmo que o ambientalismo fanático não possuísse em suas entranhas contradições fatais, esquecem (convenientemente ou não) que tudo isto aqui (a “natureza”- Que já foi modificada várias e várias vezes e não tem nada de natural – o planeta e todo nosso sistema solar) tem uma data de validade, e um dia, o hidrogênio que alimenta a fusão nuclear responsável pela produção de energia solar vai acabar, e em aproximadamente 5,5 bilhões de anos, quanto o núcleo solar entrar e colapso, haverá uma super expansão da superfície do sol que engolirá não somente a terra, mas todo nosso sistema solar, e isso inclui todas as florestas e animais, todos os riachos e reservas minerais, todos os pandas e baleias, tudo que restará no lugar de nosso lindo mundo é uma luz intensamente brilhante em um núcleo de cristal extremamente denso, uma Anã Branca. Em outras palavras, a humanidade é a única esperança conhecida, e isso não só para própria humanidade, mas para todo animal, planta e inseto que conhecemos e esperamos preservar. Sendo assim, mesmo que fizesse sentido (e não faz), ainda assim, estariam errados.
Os ambientalistas querem um meio ambiente sem pessoas, ou seja, salvar o meio ambiente?
Será isso mesmo, que o meio ambiente precisa ser salvo, como dizem alguns e algumas, especialmente os economistas. Contudo, um vírus – covid-19 (condição ambiental) parou a sociedade e a Economia!
Enquanto isso o meio ambiente continua tranquilo, como se nada tivesse acontecido. Na verdade, o meio ambiente está melhor, porque a sociedade reduziu suas atividades e sua degradação ambiental. Até mesmo o desmatamento deve ter reduzido.
Qual é a relação de dependência? O meio ambiente precisa da sociedade e da Economia ou nós, Sociedade, precisamos do meio ambiente? Então, quem precisa ser salvo?
Não existe Economia, tecnologia, complexidade e sistemas produtivos sem meio ambiente! Quando a sociedade e os economistas vão perceber isso, de que o meio ambiente não precisa das pessoas, mas as pessoas precisam do meio ambiente!
Estava conversando sobre isso com meu marido , essa pandemia parou o mundo. Nunca vimos nada parar a humanidade
como esse virus. Ocidentais e orientais no mesmo barco…faz pensar que a humanidade corre o risco de ser dizimada por um virus mortal, vemos a luta dos cientistas, médicos, pesquisadores para criar o antidoto, a vacina para evitar a doença. O que vai demorar ainda uns 2 anos. O que aconrecera ate ai/?? será que o virus vai parar? Num país como o Brasil, onde o povo não leva a sério a gravidade, parece viver em outro planeta, porque este chamado Terra esta contaminado. Eu ficava só lembrando dessa série fantástica e intrigante, será que nosso mundo será sem nunguém? Será que vai ser dizimado pelo COVID? Desesperador. A série vai passar novamente? Seria hora de voltar a passar…
Nada contra youtuber e pessoas jovens e que se comunicam que esse nicho , mas creio que o site deveria focar em excelencia academica e rigor técnico.
Bem legal.