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Mulher, a esquerda não te defende

Mulher, a esquerda não te defende. Ela utiliza-se de ti, da tua empatia, medos, angústias e particularidades. A esquerda quer apagar-te, e isto é igual em todo o espaço histórico e geográfico.

Na Rússia, antes da revolução comunista de 1917, a educação das crianças ficava a cargo das famílias, das mães, que decidiam se a sua educação era na escola ou em casa. Depois da revolução, deixou de ser um assunto de família, passou a ser um assunto de Estado, que queria moldar os jovens para que pensassem e agissem como era esperado. Em caso de recusa, os filhos seriam retirados de suas famílias.

Também em Portugal, foi a república, influenciada por fortes ideais jacobinos e socialistas, que recusou o voto feminino, já que consideravam que as mulheres eram “almas simples”, sujeitas à influência da Igreja, clero e políticas conservadoras. De forma irônica, apenas no regime ditatorial de direita, o “Estado Novo”, Portugal deu às mulheres o direito ao voto e, pela primeira vez, aconteceu a eleição de deputadas para a “Assembleia Nacional”.

A esquerda não acredita no capitalismo, o que significa que não acredita que tu, mulher, podes vencer pelo teu mérito. Quer-te refém de outrem: do Estado.

A esquerda não acredita no individualismo, parte do pressuposto de que és um número sem rosto, ou coletiviza-te: coloca-te numa categoria e diz-te que os homens são teus inimigos. A esquerda não acredita no humanismo, no voluntarismo, na união. Utilizam as tuas dores para segregar.

A esquerda cria barreiras artificiais à construção de imóveis e ao aluguel, impedindo-te de conseguires pagar a tua casa, mas depois oferece-te esmolas que te retirou dos impostos, para te dizer que te defende.

A esquerda não acha que ser mulher é algo especial. Se achasse, não promovia que te chamassem “pessoa com útero”. Da mesma forma, a esquerda também não defende que a maternidade é especial, ou não lutaria para que fosses apenas uma “pessoa lactante”.

Em qualquer espaço temporal e geográfico, a tua liberdade será sempre inconveniente para os marxistas. Em Portugal, é a esquerda que defende que os teus filhos menores possam mudar de sexo e processa-te se não concordares.

No Brasil, são também eles que se substituem a ti, em medidas coercivas, para te obrigar a submeter os teus filhos a procedimentos sobre o seu corpo ainda que não o desejes.

Em qualquer espaço temporal e geográfico, a esquerda não quer que penses por ti, restringe-te a liberdade, o espaço, as funções que te propuseste a cumprir, mas vai sempre fazer-te crer que é para o teu bem.

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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

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6 comentários em “Mulher, a esquerda não te defende”

  1. Esse anacronismo de direita vs esquerda nem deveria existir mais nas publicações dos artigos.

    A direita não é capitalista,eles passam de ex trokista que viraram social democratas,defensores da fantasia do “estado minimo”.

    O estado, é a maior opressaõ seja com mulheres,negros,gays ou qualquer outro grupo. Sua função sempre é controlar e exterminar tudo .

  2. De fato não existe mais uma clara linha limítrofe entre o que significa ser “esquerda” ou “direita”, hoje.
    O artigo da Cláudia Nunes, mais parece um planfeto: faz afirmações ilógicas sem sentido.
    Nossa atual realidade é bem diferente. A antiga Direita Liberal, aqui no Brasil, na Argentina, no próprio EUA, se recolheu e em alguns lugares até se dissolveu(PSDB, no Brasil) e decidiram apoiar uma extrema direita fascista e também na nazista. E surgem os palhaços assassinos : Trump, Bolsonaro, Milei etc para o principal propósito de segurar um mundo neoliberal que só fez concentrar as riquezas, nas mãos de uma minoria de bilionários. Enquanto, aqui, na Argentina e até nos EUA, a pobreza aumenta.
    Neoliberais não são contra o Estado. Apenas querem um Estado que sirva só a eles e não à sociedade.

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