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Ao mentir e atacar o Teto de Gastos, Lula demonstra que não esqueceu nada

Com a maior proximidade das eleições de 2022, a temporada de propostas populistas está aberta. O ex-presidente Lula, possível candidato nas eleições de 2022 pelo PT, publicou em seu Twitter uma crítica à regra do Teto de gastos.

Defendendo a revogação da medida, o político afirmou que ela “interessa apenas ao sistema financeiro e aos banqueiros do país”. E garantiu que irá revogar a medida caso eleito presidente.

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A afirmação de que o Teto de Gastos só é bom para banqueiros é o exato oposto da realidade. 

O que é e como funciona a regra do teto de gastos

Até antes de 2017, o governo federal podia aumentar seus gastos para o ano seguinte o tanto que quisesse, desde que demonstrasse que, para qualquer nova despesa que pretendesse criar e que fosse durar mais de dois anos (a qual é tecnicamente chamada de “despesa continuada”, como aumento de salários do funcionalismo), haveria uma fonte de receita para isso.

Este era o único freio imposto ao crescimento dos gastos do governo federal, graças à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em tese, se o governo federal quisesse, no ano seguinte, elevar os gastos 30%, ele poderia, desde que demonstrasse que haveria fonte de receita. 

Só que essa restrição, na prática, sempre foi perfeitamente contornável. Se a fonte de receita prevista acabasse não se concretizando — ou seja, não gerando a receita no volume esperado —, não havia punição nenhuma. O governo federal simplesmente incorreria em um grande déficit orçamentário, tendo de tomar dinheiro emprestado para fechar as contas — com isso gerando consequências como a elevação dos juros e a retração dos investimentos —, e pronto. A economia era afetada, e nenhuma punição era aplicada.

E, com efeito, era exatamente isso o que sempre acontecia.

E foi então que, ao fim de 2016, tudo mudou.

Uma das principais medidas aprovadas no governo Michel Temer, a Emenda Constitucional 95, como o próprio nome indica, estabelece um limite de despesas para a União nos próximos 20 anos. 

Contando desde 2017, os gastos do governo federal devem ser calibrados com base nos gastos do ano anterior, reajustados pela inflação oficial do país (o IPCA) naquele ano — ou seja, estipula-se que não haverá crescimento real dessa variável. 

Isso se fez necessário graças à trajetória de aumento da dívida pública, com as despesas continuamente superando as receitas do governo, algo que se intensificou a partir de 2014, no governo Dilma. 

Perceba no gráfico abaixo, que mostra a evolução do déficit nominal do governo federal (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada) a cada ano, a explosão ocorrida a partir de 2014, bem como a contenção ocorrida a partir de 2017. Estamos excluindo o atípico ano de 2020 por motivos óbvios, e que serão abordados mais abaixo.

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Gráfico 1: evolução do déficit nominal do governo federal, até o fim de 2019 (Fonte e gráfico: Banco Central)

Após aquele fatídico ano de 2014, o Brasil viveu uma intensa crise entre 2015 e 2016, e seus efeitos permanecem na economia até hoje.

Com o Teto de Gastos, como já dito, o máximo que o governo federal poderá gastar em um ano é o orçamento do ano anterior mais o respectivo IPCA daquele ano. 

Por exemplo, se o IPCA foi de 5%, então, no ano seguinte, o governo federal só poderá gastar o que gastou no ano anterior mais 5%.

Consequentemente, ao contrário do que sempre ocorria, o governo passou a não mais poder criar gastos baseando-se em receitas futuras incertas e com projeções infladas.  Um grande avanço.

No ano de 2020, a medida voltou a ganhar foco, uma vez que a pandemia de Covid-19 exigiu um aumento de recursos desempenhados pelo governo, com o objetivo de auxiliar estados, municípios e pessoas físicas a superarem os desafios do isolamento social, dos lockdowns e das hospitalizações. 

Nesse sentido, vale destacar que, ao contrário do que ainda é afirmado por muitos, a Emenda Constitucional permite que gastos emergenciais sejam tomados sem obedecer o limite estipulado, como no caso da Covid-19

Ainda mais importante: a Emenda do Teto de Gastos não limita o crescimento de despesas com saúde e educação. O limite vale para os gastos totais do governo, e não para gastos específicos. Os gastos com educação, saúde e assistência social podem continuar aumentando aceleradamente, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos, de modo que o aumento total de todos os gastos do governo federal não supere a inflação de preços do ano anterior.

Em caso de descumprimento, gatilhos automáticos são acionados, como, por exemplo, ausência de reajuste de salários para funcionários públicos, cortes de subsídios, suspensão de contratações e concursos públicos.

O fato de saúde, educação e assistencialismo poderem crescer livremente, desde que haja cortes em outras áreas, é uma excelente medida para ver a reação de políticos e ideólogos. Como bem resumiu Leandro Roque, de forma um tanto quanto profética:

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos. […] 

Terão de pressionar o governo para reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol.[…]

O dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

O Teto impediu (e ainda impede) o Brasil de quebrar

De acordo com dados do Tesouro Nacional e do IBGE, entre os anos de 1997 e 2015 as despesas do Governo Federal cresceram de R$ 133 bilhões para R$ 1,15 trilhão, isto é, mais de 764%. No mesmo período, a inflação, medida pelo IPCA, subiu cerca de 230%.

Isso significa que as despesas reais tomaram uma proporção considerável ao longo desse período, culminando em crescimento ininterrupto da dívida pública e um início de trajetória de déficits primários, que, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, só deve ser revertida na próxima década, como mostram os gráficos abaixo.

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Gráfico 2: evolução do déficit nominal do governo federal, incluindo o ano de 2020 (Fonte e gráfico: Banco Central)

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Gráfico 3: evolução da dívida total do governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)

O Teto de Gastos foi instaurado para evitar que as contas públicas brasileiras entrassem em colapso. Com efeito, observe, no gráfico 2, que o Teto de Gastos realmente trouxe algum controle ao déficit do governo até 2019 — sendo que o ano de 2020, por motivos óbvios, explodiu tudo.

Sem o Teto e sem responsabilidade fiscal, as taxas de juros praticadas pelo governo seriam muito maiores, pelo simples e óbvio fato de que os investidores exigiriam juros maiores para emprestar para o governo. Quanto maior o risco, maiores os juros exigidos.

Consequentemente, os reais beneficiários com o fim do Teto e seu consequente aumento de juros seriam exatamente os “rentistas”, tão criticados por Lula e seu grupo político.

E isso não é apenas teoria. A própria empiria confirma isso. O gráfico abaixo mostra a evolução dos juros dos títulos de 10 anos do governo brasileiro. São estes juros de longo prazo que  definem os juros dos empréstimos bancários e, consequentemente, afetam investimentos produtivos e emprego.

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Gráfico 4: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2026

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Gráfico 5: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2030

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Gráfico 6: evolução dos juros dos títulos públicos de 10 anos

Observe que após o ano de 2016 a tendência é de queda, havendo apenas um sobressalto com as eleições de 2018. Mesmo em meio à profunda crise gerada pela Covid-19 em 2020, o juros estavam nas mínimas históricas. Uma façanha. Nas crises de 2008 e 2015, por exemplo, eles dispararam. 

(No momento, eles estão subindo por causa do aumento das expectativas inflacionárias, um fenômeno que é mundial).

Para concluir

É fato que, desde a introdução do Teto de Gastos, as expectativas sobre o Brasil ficaram mais ancoradas, possibilitando a queda dos juros e tornando mais atrativos investimentos na iniciativa privada, impulsionando o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro.

Por isso, sempre que você vir políticos populistas atacando a Regra do Teto, lembre-se: responsabilidade fiscal importa, e a Regra do Teto restringe o aumento do tamanho do estado, bem como a capacidade de populismos por parte destes políticos. 

Por isso o desespero.

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101 comentários em “Ao mentir e atacar o Teto de Gastos, Lula demonstra que não esqueceu nada”

  1. Como limitar os gastos com uma bomba-relógio chamada previdência, outra chamada “estabilidade de funcionários públicos” e outra chamada “constituição federal”?

    Sim, eu sei que teve reforma na previdência, mas foi apenas um tampão. No futuro, outra será necessária e duvido que farão.

  2. O teto de gastos foi uma medida excelente, talvez a melhor desde o Plano Real. E exatamente por isso não durará. Com o tempo será abolido. E será abolido para permitir mais benefícios para os funças. A notícia abaixo é apenas um indício disso.

    “Aras obtém no TCU revisão do teto de gastos para pagar auxílio-moradia retroativo ao MP”

    http://www.oantagonista.com/brasil/aras-obtem-no-tcu-revisao-do-teto-de-gastos-para-pagar-auxilio-moradia-retroativo-ao-mp/

    No fim, entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças. Estes são um bloco eleitoral muito mais coeso e mais poderoso.

  3. É ou não é irônico o Lula criticar o projeto cujo autor foi justamente o Henrique Meirelles, o banqueiro central indicado pelo petista? Ano passado, o Lula estava abertamente defendendo TMM. Então por que ele não colocou a turma da UNICAMP no Ministério da Fazenda em seu primeiro mandato?

    A Emenda 55 foi a melhor coisa que o Temer fez. Cumprindo ela à risca, junto com a Lei Complementar nº 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal), o Brasil colhe grandes benefícios.

    Agora a pergunta: os juros longos baixíssimos no ano passado não se devem à SELIC anormalmente baixa e pelo fato de que agora o governo passaria a interferir nas taxas de juros no mercado de títulos de longo prazo, por causa da PEC do Orçamento de Guerra?

  4. Bolsodilma cirolulaguedes

    a situação fiscal do pais é tão ruim , que se não fosse o teto de gastos, esse país já tinha quebrado.

    politico acha que pode gastar os tubos, desrespeita o povo e empurra com a barriga

  5. E mesmo com o teto, não há segurança alguma ainda. Sempre há um populista a espreita querendo fura-lo na próxima eleição.

    O centrão sempre está em liquidação para quem quiser fura-lo, não farão oposição

  6. Exato, no momento em que um progressista entrar o poder, o teto irá desabar, logo, estejam preparados para arrumar suas malas caso o Lula apareça com á faixa presidencial.

  7. Não entendo o seguinte: o gasto com educação no Brasil é um dos mais altos do mundo em termos de PIB. Supera todos os países da OCDE. E em troca de quê? De nada.

    agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-07/brasil-gasta-6-do-pib-em-educacao-mas-desempenho-escolar-e-ruim

  8. Óbvio, com uma estrutura educacional horrível e que não prepara ninguém para á vida, e um monte de professores, diretores e coordenadores incompetentes e sindicalizados, simplesmente não tem como às escolas públicas fornecerem um ensino decente, não importa quantos bilhões sejam torrados.

    E como é de costume, nenhum burocrática irá se dar ao trabalho de tentar melhora-lá, se nem em países de 1° mundo o ensino estatal é modificado, imagina aqui, às coisas só tendem á piorar quando está nas mãos do governo.

  9. [OFF-TOPIC]

    O que acham dessa polêmica da tal PL 490? ainda não pesquisei sobre, mas aparentemente é relacionado á demarcação dàs reservadas terras indígenas, e isso está enfurecendo diversos progressistas e ambientalistas.

  10. Esse artigo é para os iludidos quem acreditam que Lula vai tentar “fazer reformas” em 2022. O mercado já sabe qual a verdadeira face do Lula, e para “recuperar sua confiança” vai levar todo o mandato (sendo extremamente otimista).

    E graças às finanças cada vez mais digitalizadas, é muito difícil ter novamente as “épocas pujantes” que as esquerdas conseguiam no curto-prazo, especialmente no caso brasileiro que está com uma dívida pública japonesa. Assim que o mercado percebe as armadilhas da emissão de moeda e dos juros, rapidamente se adaptam. Basta ver o que está acontecendo nos EUA.

    A única coisa que o Ladrão vai se empenhar de verdade, é aparelhar tudo e transformar o Brasil numa Venezuela melhorada.

  11. Essa EC é boa e crucial, mas não suficiente. Uma medida que poderia ser adotada é estabelecer a correção do teto dos gastos pela meta de inflação ou a inflação do ano anterior, o que fosse menor.

    Uma outra medida é que no ano em que houvesse queda de receita, o orçamento do ano seguinte ficaria nominalmente congelado.

    Outra coisa é o prazo da meta. Com a situação caótica em que se encontram as contas públicas, essa medida deveria valer por uns 30 anos, prorrogável por mais 30.

    Se medidas como essas tivessem tido adotadas no início do Plano Real, a dívida pública seria 10% do PIB e não estaríamos gastando quase metade do orçamento com a dívida pública. E a inflação teria sido muito menor, com a moeda hoje valendo muito mais.

  12. “Uma medida que poderia ser adotada é estabelecer a correção do teto dos gastos pela meta de inflação ou a inflação do ano anterior, o que fosse menor.”

    Ura, mas já é assim, o teto se reajusta via o IPCA do ano anterior.

    “Uma outra medida é que no ano em que houvesse queda de receita, o orçamento do ano seguinte ficaria nominalmente congelado.”

    Péssima sugestão, isso só prejudicaria na hora de diminuir tributos, ou seja, acaba sendo uma faca de dois gumes.

    “Outra coisa é o prazo da meta. Com a situação caótica em que se encontram as contas públicas, essa medida deveria valer por uns 30 anos, prorrogável por mais 30.”

    Dúvido que sequer dure no próximo mandato.

  13. Você deve ser um colega libertário, então não irei me conter em meus comentários

    “A proposta tira do Palácio do Planalto e passa ao Congresso a prerrogativa de definir o que é ou não território dos nativos.”

    É realmente bem curioso, o que eles querem fazer exatamente com às terras indígenas? Será que é algo fruto de lobby?

    “O primeiro ponto é o seguinte: como é que vai se discutir um assunto sobre os povos indígenas sem que se ouça as lideranças indígenas? É estranho isso. Você aprova uma lei que vai discutir o futuro dos povos indígenas, territórios, terras, tudo isso sem discutir com as lideranças indígenas? Começa o erro por aí.”

    Por mim tudo bem extinguir às reservas não habitadas, eliminar o direito de propriedade – desde que não sejam substituidas por um direito equivalente – que os indígenas tem em suas próprias terras é algo erraneo, mas não vejo nada de errado em demarcar áreas que são consideradas “reservas”, mas que na verdade não são utilizadas para nada exceto atividades de caça, bem, de qualquer forma eu ainda não sei o conteúdo dessa proposta, então não darei opinião propriamente sobre ela.

    “Segundo: o projeto mexe em uma questão muito importante, que foi delimitada claramente na Constituição de 1988: garantia de território indígena de quem já estava ocupando as terras. Mexer nisso, nesse momento, não tem cabimento. É uma coisa que não tem necessidade, não tem urgência e não favorece os povos indígenas.”

    Bem, considerando que o governo tem o poder socialmente reconhecido de decidir quem deve ter propriedade e quem não deve ter, acaba sendo, reconhecidamente, tarefa do mesmo garantir qualquer direito, se ele dá um direito não natural para um, então ele supostamente deve poder removê-lo ou modifica-lo também. É tipo eu te dar o direito de invadir uma casa, desde que não rouba nada, e logo depois á remova.

    Se os indivíduos discordam de uma suposta má medida do governo, deveriam então culpar o mesmo, pois ele é o que tem tal poder, e protestarem contra á medida ou contra á própria existência de tal poder, tendo como contra-medida ideal algo supostamente socialmente necessário, por exemplo: á limitação dos poderes governamentais em relação aos direitos naturais, necessitando assim, de um peblicito de 100% de aprovação da população para qualquer proposta que vá contra os direitos naturais – apesar de que, se os direitos naturais fossem absolutamente levados á sério, o Estado deveria ser dissolvido, já que esse se financia por esbulho alheio, e obriga outrem á comprir suas medidas impostas via coersão -.

    “Aliás, a Funai trabalha hoje contra os povos indígenas. Está tudo ao contrário: a Fundação Palmares trabalha contra sua origem, a Funai trabalha contra os povos indígenas…A Câmara tem coisa mais importante para tratar do que mexer em uma coisa super grave e prejudicando, nesse momento, os povos indígenas.”

    Desde que, os indígenas não estejam prejudicando ninguém, seja via direito gov., seja via violência, ele então tem o direito de não ter seu corpo e direitos naturais violados.

    Se á medida planeja remover um direito que beneficia os indígenas e prejudica os outros – como dizem por ai: direito para um, obrigação para o outro -, então é algo positivo, mas se apenas planeja prejudica-los propositalmente, então os indígenas deveriam protestar contra tal medida puramente negativa e coerciva.

    Mas bem, por mim, deveriam remover esse direito de reservar terras indigenas e dar direitos de propriedade privada para eles logo, é inevitável e ocorrerá cedo ou tarde, devemos trata-los como iguais perante á sociedade.

  14. The only way to fix it is a bitcoin standard. When bitcoin becomes a world monetary currency, this problems will be solved. The status quo is the real problem, politicians is the real problem. HODL.

  15. É de se duvidar que essa pesquisa seja verídica, porém o Bolsonaro realmente teve uma queda em sua popularidade devido á alta inflação e desvalorização cambial, então esteja preparado caso o pior venha á acontecer.

  16. “Nesse ano, será de 3,75 % +- 1,5 p.p., ano que vem de 3,5 % +- 1,5 p.p., 3,25 +- 1,5 p.p. em 2023 e 3 % +- 1,5 p.p. em 2024. México tem o centro da meta de 3 % desde 2003 (e a margem de tolerância é menor, 1 p.p. +-)._

    Nunca entenderei á razão do porque existir uma margem para menos da meta, fica parecendo que o objetivo do BC é combater á deflação também, o que é erraneo, á unica coisa que deveria ser combatida é a deflação monetária. Aparentemente o BC já foi criado com o Keynesianismo na cabeça.

    O ideal seria que o BC fosse extinto, ai às forças do mercado organizariam tudo, mas isso já é sonhar demais.

    De qualquer jeito, o fato de que o Bacen dstá diminuindo á meta mostra que eles estão ficando mais sensatos, resta agora saber se o futuro governante desse país irá tentar intervir no BC.

    “Poderiam abandonar esse regime e copiar Singapura, onde a política é de “apenas” estabilizar o dólar singapuriano em relação às principais moedas do mundo. Reservas internacionais temos de sobra.”

    Está longe disso acontecer, se os esquerdistas já estão reclamando do teto de gastos, imagina se não tivessem mais uma moeda em contínua desvalorização? Não teriam mais como inventar desculpas para aumentar gastos com benezzes em contínuo ritmo com á inflação,, o que possibilita um aumento das receitas via tributos, e nem mais como renegociar dívidas, um terror!

    Aliás, eu não acho que o teto de gastos seja tão efetivo assim, á dívida pública brasileira ainda contínua em contínuo crescimento, assim como o déficit orçamentário, por mim deveriam tornar o teto ainda mais rígido, impossibilitando qualquer crescimento dos gastos pelos próximos 15 anos, independente dá inflação, isso seria útil para fazer voltar os superavits orçamentários, e assim reorganizar á dívida pública, mas dúvido que passaria pelo STF.

  17. “Guedes diz que a falta de imposto sobre dividendos estimula a pejotização”

    Guedes fica nessa história de querer aumentar impostos, e á cada proposta que ele faz sobre esse assunto á bolsa cai, pelo jeito ele nunca irá aprender como fazer uma austeridade de verdade.

  18. “na Estônia é proibido ao congresso endossar um orçamento deficitário.

    é isso que o pais precisa”

    Vish, aí já seria brigar com o todo poderoso establishment, mas talvez tal medida pudesse ser aprovada caso o Temer e o Meirelles tivessem sido ainda mais ousados, o teto de gastos só serve para frear o aumento de gastos anuais comparado ao ano anterior.

    “O próprio Henrique Meirelles defende que “inflação consistentemente abaixo da meta é uma inflação tão ruim quanto inflação acima da meta”.”

    Á única diferença do Meirelles para o restante dos economistas brasileiros é que ele é mais sensato em suas medidas, e sempre age exatamente dá forma que pensa ser mais correta, sabe muito bem discenir á realidade dá ficção, não é igual á economistas que passaram á vida inteira lendo livros de macroeconomia e frequentando palestras de keynesianos, igual o Campos Neto.

  19. Infelizmente, muitos liberais e libertários contribuem para o retorno do Lula, em vez de apoiar Bolsonaro, que no momento é a opção menos ruim.

  20. “Sim, mas ainda assim é o correto. Lá o congresso não tem carta branca. De ficarem aprovando projetos de gastos como no Brasil, ao descumprimento da norma, perdem o mandato e tem novas eleições. Isso evita as guerras legislativas. Têm muito a perder.”

    Não tem isso de “Ah, mas lá…”, lá e aqui possuem culturas totalmente divergentes, lá eles aprenderam o que o socialismo e o excesso de Estado faz durante os anos que pertenciam ao bloco da URSS, e seus líderes naturais foram capazes de entender á receita para a criação de riqueza, enquanto aqui é o lar do lobbysmo e do funcionalismo público desde á era colonial. Brasileirinho médio já está tão alienado, que chega até á creer cegamente que palavras de políticos causam mortes.

    “Isso é um dos maiores problemas do Brasil: um congresso com carta branca. Um mísero deputado tem poder pra sabotar o governo somente fazendo leis e se escondendo atrás de sua imunidade. E realmente não dá pra mudar isso sem quebrar o establishment.

    Mas tem que ser feito: o “arranjo” é mais importante que o número de pessoas. É o arranjo quem realmente governa.”

    O sistema republicano brasileiro sempre foi assim, com deputados possuindo diversos poderes próprios, acabam sendo capazes de agir em sincronia com o Establishment. Essa recente ascenção do STF nos últimos 20 anos só servirá para garantir que nada irá mudar. Á única maneira de mudar isso seria por meio de uma rebelião de pelo menos um dos estados contra o governo central, clamando assim por secessão, mas as massas não se rebelam sozinhas, são na verdade conduzidas por intelectuais e lideres naturais insatisfeitos.

  21. “O grande responsável por uma eventual volta do Lula será o próprio Bolsonaro.

    O cara tinha a maioria do congresso na mão quando se elegeu, o maior partido, grande apoio popular e ao invés de aprovar todas as reformas que deveria, preferiu brigar com seu partido, atirar pra todo lado e desvalorizar a moeda.

    O Bolsonado acima de tudo é burro. Perdeu uma oportunidade de ouro, por tabela queimou os liberais de verdade e pavimento a volta da esquerda.”

    Opa, mas ai você já está responsabilizando muito uma só pessoa, ele pode até ser burro, mas quem realmente cuidava das reformas liberais era o Guedes, e quem cuidava da moeda era o Neto, e ambos também são notáveis incompetentes em suas áreas.

    Esse governo prometeu muito, e fez pouca coisa, e a natureza impulsiva do Bolsonaro fez com que ele brigasse desnecessariamente com aliados e com o STF, o que por fim pavimentou uma grande chance de á esquerda voltar.

  22. [OFF-TOPIC]

    Eu acho curioso como á mídia adora chamar governos anti-progressistas de “Extrema-direita”, pelo jeito á esquerda já está utilizando uma balança mensuradora totalmente diferente dá qual nós utilizamos – o clássico capitalismo x comunismo -, aonde os esquerdistas são os progressistas, e os anti-progressistas são os de direita, coisas como essa facilitam e muito á estabelecer hegemonias de pensamento.

    Por meio disso, na mente das massas os direitistas se tornaram os vilões e os esquerdistas os mocinhos. Os direitistas se tornam “contra os direitos humanos, dos animais e dos legumes” e os esquerdistas se tornam “os campeões dá justiça e da democracia”, não é a toa que às palavras “democracia” e “justiça” já perderam seus respectivos sentidos á um bom tempo, e se tornaram apelas slogans dá esquerda, já que soam como virtudes.

  23. “E meu IP aparece para você como Miami pois uso VPN e TOR. ”

    Curioso que eu pensei que ele estava zoando, já que não me parece muito sábio lançar acusações contra outros – principalmente com tanta arrogância á mostra, coisa que não é tão típica de libertários – baseado em seus IPs.

    Quase qualquer pessoa sensata e que sabe que pode ser facilmente rastreado na internet hoje em dia utiliza VPN, e é extremamente decepcionante que isso nem tenha passado pela cabeça de alguém com o nickname “ID-expert”, tsc tsc.

  24. O Lula pode ser sem caráter e oportunista, amigo dos banqueiros, tendo contribuído para o aumento da financeirização do Brasil, mas o fato é que o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em palestra recente do curso Decifrando o economês, desmontou o mito da austeridade fiscal.

  25. O Teto de Gastos só atrapalha o enriquecimento imoral dos parasitas da sociedade – governantes e políticos populistas, e burocratas, e suas máfias de "intelequituais", artistas, sindicalistas, militantes, protegidos, comparsas e qtais.

    A sociedade civil honesta defende a medida, pois é quem paga a conta e muito pouco recebe de volta em serviços públicos minimamente aceitáveis em educação, saúde e segurança.

  26. Diego Nogueira Rocco

    Boa noite, lembro que alguém (acho que foi o Leandro) dizer que o que determina a taxa de juros no longo prazo é a inflação. Alguém poderia me explicar melhor como isso funciona?

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