O livro O Caminho da Servidão, do economista austríaco Friedrich Hayek, publicado no ano de 1944, é considerado pelo crítico literário e biógrafo britânico Martin Seymour-Smith como um dos cem livros que mais influenciaram a humanidade em todos os tempos.
De fato, o livro é de uma sensatez impressionante e de uma reflexão imensurável. Alguns capítulos — como Por que os piores chegam ao poder?, Quem, a Quem? e O Fim da Verdade — poderiam, por si sós, estarem entre os escritos mais importantes dos últimos duzentos anos.
No entanto, é o capítulo Segurança e Liberdade que merece nossa atenção especial, pois parece ter sido escrito tendo em mente a atual sociedade brasileira, na qual muitos cidadãos possuem como meta de vida a estabilidade de emprego e de renda, ou mesmo se agarram a sofismas como “direito adquirido”, “reajustes obrigatórios” ou “adicional por tempo de serviço”.
E não, não se trata apenas do funcionalismo público. Mesmo na iniciativa privada encontramos esta mentalidade.
A estabilidade de alguns poucos vem à custa da liberdade de todo o resto
Não é desarrazoado dizer que todos nós gostaríamos de ter estabilidade econômica, isto é, uma renda periódica que nos garantisse uma qualidade de vida adequada com a qual já estamos acostumados, de forma que pudéssemos pagar por alimentação, moradia, saúde e outras quesitos sem se preocupar em dar satisfação ao chefe, sem ter de trabalhar incansavelmente todos os dias e sem ter de ficar preocupado sem saber se seremos demitidos ou não.
A pergunta que se faz, então, é: seria possível uma sociedade em que todos os cidadãos tenham essa tão sonhada estabilidade econômica?
É totalmente desejável um indivíduo se esforçar para buscar a segurança econômica limitada, isto é, trabalhar, empreender e poupar durante um determinado período de tempo até acumular um patrimônio que lhe permita ter razoável previsibilidade de que poderá viver até o resto de sua vida sem trabalhar ou, pelo menos, sem trabalhar o tanto que você trabalhou até formar esse determinado patrimônio.
Logicamente, essa segurança econômica será limitada: se você viver mais do que previa ou se seu patrimônio não for bem administrado, todos os seus recursos poderão se exaurir e você, novamente, terá de trabalhar para sobreviver, sob insegurança e incerteza.
Já a estabilidade econômica ilimitada não pode ser obtida por meio do trabalho, empreendedorismo e poupança. Sempre haverá o risco de você perder seu patrimônio acumulado se ele não for bem administrado, independentemente do valor.
Por outro lado, a atual sociedade brasileira é acostumada a conceder segurança econômica ilimitada a determinados servidores públicos, como juízes, promotores, procuradores, auditores fiscais, militares, professores, profissionais da saúde e outros.
A concessão dessa segurança ilimitada é feita por meio de lei, isto é, utiliza-se da força ou ameaça da força sobre outras pessoas para que esses servidores públicos tenham sua estabilidade garantida.
O salário dos servidores públicos é pago por meio da arrecadação de impostos, isto é, retira-se o dinheiro produzido pelos demais membros da sociedade com o objetivo de garantir renda estável a esses servidores.
Contudo, a renda desses outros membros da sociedade não é estável.
Por exemplo, não é possível acertar com precisão quais serão a receita e lucros futuros obtidos por um restaurante. Isso dependerá de se os clientes continuarão gostando da comida servida, dependerá do preço da carne, do arroz e de diversos outros fatores. Portanto, o valor pago de impostos por um restaurante ao estado será variável e incerto e o mesmo é válido para todas as outras empresas, independentemente do setor.
Desta forma, apesar de a despesa com a folha de pagamento do poder público garantir a estabilidade de salário e emprego a determinados servidores, a receita obtida pelo poder público sempre será instável.
Se houver frustração de receita, o estado terá de emitir dívida (afetando o custo do crédito por meio do aumento da taxa de juros), imprimir dinheiro (gerando inflação de preços), aumentar impostos (afetando a economia) ou atrasar outros pagamentos para garantir a estabilidade a esses servidores.
Todas essas ações geram instabilidade para quem trabalha no setor privado, que terá de rever suas estratégias de negócio, reduzir o endividamento, rever projeções de venda e custos, dentre outras providências.
Portanto, a estabilidade dos trabalhadores do setor público só pode ser obtida por meio do aumento da instabilidade dos trabalhadores do setor privado.
Tentar estabilidade de renda no setor privado também é deletério
Entretanto, a lei brasileira não se limita a impor segurança ilimitada para determinados grupos de servidores públicos; ela também tenta impor segurança limitada para trabalhadores da iniciativa privada.
A legislação trabalhista, por meio do seguro-desemprego, FGTS, multa sobre o saldo do FGTS, salário-família e outros programas sociais, tem como objetivo garantir que o trabalhador tenha uma renda mínima caso perca seu emprego, ou seja, trata-se da concessão, por meio da lei, de certa segurança limitada.
O fato de uma pessoa ter grande redução de seus rendimentos de uma hora para outra certamente causa amarga frustração, desestabiliza a família e ofende o senso comum de justiça. Dessa forma, a reivindicação das pessoas assim prejudicadas, de que o estado intervenha a seu favor, ganha amplo apoio popular e simpatia. No Brasil, isso se reflete nos programas sociais citados no parágrafo anterior.
Contudo, se, por um lado, queremos estabilidade de renda e emprego, por outro lado, somos totalmente dinâmicos e instáveis no que tange ao nosso comportamento como consumidores. Queremos sempre o melhor e mais barato produto ou serviço. Se em um supermercado a carne está R$70/kilo e no outro R$50/kilo, da mesma qualidade, não hesitamos em comprar no segundo. Sempre quando um novo produto melhor e mais barato surge, abandonamos o velho, sem dó, nem remorso.
É estranho o fato de as pessoas agirem com complacência e compaixão quando algum amigo perde o emprego, sem perceber que provavelmente foi a mudança no seu padrão de consumo que levou à demissão de seu amigo.
A estabilidade no consumo é evidentemente impossível. Somos seres ativos e dinâmicos, estamos sempre querendo melhorar a nossa qualidade de vida ou, pelo menos, não piorar. Sempre iremos agir de forma a escolher um produto ou serviço que satisfaça as nossas necessidades e custe o menor valor possível. Quando uma nova empresa entra no mercado, oferecendo produtos mais baratos e de melhor qualidade, a empresa ultrapassada sofre prejuízos e tem de demitir seus trabalhadores.
Mesmo dentro de uma empresa lucrativa, se o trabalhador não obtém sucesso ao servir ao consumidor, ele poderá ser demitido. Quem o demite, em última instância, não é o seu chefe, mas sim os consumidores, que, votando por meio de cada real gasto, julgaram que aquele determinado trabalhador não é apto para a função.
Portanto, dado que não existe estabilidade no consumo, é impossível garantir estabilidade na renda e no emprego.
Quando essa estabilidade é concedida a alguns privilegiados, todos os demais sofrem o prejuízo de sua consequência, isto é, sofrem mais instabilidade no emprego, menor renda e menos disponibilidade de produtos e serviços para consumo.
O exemplo brasileiro evidencia a afirmação acima. Ainda antes da pandemia, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada em julho de 2022, a força de trabalho no Brasil era de 108 milhões de pessoas. Tínhamos no setor privado aproximadamente 35,8 milhões de pessoas com carteira assinada e 38,7 milhões de trabalhadores informais. Estes incluem desde os trabalhadores sem carteira assinada (13 milhões) até trabalhadores por conta própria (25,7 milhões).
Os grupos acima, quando somados à força de trabalho desocupada no mesmo período, equivalente a 10,1 milhões de desempregados, significam 84,6 milhões de brasileiros que lutam no dia a dia para procurar ou manter seus empregos e sua renda (veja todos os números aqui).
Já os trabalhadores do setor público, quando somadas as diferentes esferas de governo, civis e militares, são aproximadamente 11,9 milhões.
Ou seja, de 108 milhões de pessoas, 12 milhões são servidores públicos, isto é, possuem segurança ilimitada; 35,8 milhões são trabalhadores com carteira assinada, ou seja, possuem segurança limitada imposta pela lei; e os demais 60,2 milhões de brasileiros não possuem nenhuma segurança garantida pela lei. A estabilidade concedida a determinados grupos privilegiados levou grande parte da população brasileira ao desemprego ou subemprego.
A tentativa de impor segurança a determinados grupos por meio da lei tem como consequência inevitável aumentar a insegurança das pessoas que não foram contempladas pela legislação.
Liberdade e estabilidade são antagônicas
É impossível que uma sociedade garanta a estabilidade econômica para todos os seus cidadãos, pois isso significaria o fim da liberdade de escolha de consumo e de profissão.
Uma sociedade que tenta impor a estabilidade econômica, de renda e emprego, a todos os seus cidadãos só terá três possíveis destinos:
1) controle total de todas as decisões de todos os indivíduos pelo estado — ou seja, as pessoas não poderão escolher livremente o que consumir, qual profissão seguir, quanto poupar, em qual atividade investir e nem em qual região morar;
2) a informalização completa e um funcionamento à margem da lei — isto é, empresas irão atuar sem pagar impostos, sem seguir as regras determinadas pelo governo, funcionando sempre na clandestinidade, ou
3) uma mistura parcial entre 1 e 2.
Não tem como escapar destes cenários.
Não há dúvidas de que a legislação brasileira, ao tentar impor por meio da lei a segurança ilimitada a determinados servidores e a segurança limitada a determinados trabalhadores, fez com que o nosso país seguisse o terceiro destino.
A presciência de Hayek
Hayek já havia vislumbrado tudo isso. Em seu capítulo, ele afirma:
Se garantirmos a alguns uma fatia fixa de um bolo de tamanho variável, a parte deixada aos outros sofrerá maior oscilação, proporcionalmente ao tamanho do todo. […]
Em consequência, em vez de preços, salários e rendimentos individuais oscilarem, são agora o emprego e a produção que ficam sujeitos a violentas flutuações.
Poucas coisas têm tido efeito tão pernicioso quanto o ideal da “estabilização” dos salários de determinadas categorias, pois, embora ela garanta a renda de alguns, torna cada vez mais precária a posição dos demais.
Quanto mais nos esforçamos para proporcionar completa segurança para alguns, tanto maior se torna a insegurança de todos; maior o contraste entre a segurança que recebem os privilegiados e a crescente insegurança dos menos favorecidos.
A partir do momento em que se vive em uma sociedade que possui um Estado, então se faz necessário que a classe de funcionários públicos (não empossados por eleições) seja constituída de modo imparcial para se impedir o problema do nepotismo.
Eu não vejo nenhum problema de alguém querer “sacrificar” sua liberdade econômica, em prol de um salário fixo de um cargo público. Sim, podemos dizer que este indivíduo é um covarde, mas essa foi a opção dele, a liberdade individual dele permite esse tipo de escolha. Se esse indivíduo não trabalha dando o seu máximo, apenas o suficiente para atender as demandas conforme aparecem, tudo bem! Esta foi a opção dele. O grande problema é quando este funcionário trabalha de modo relapso, fugindo do seu dever, sendo nesse caso um problema das chefias que não o repreendem por motivos diversos.
Foi só no fim do ano passado que fui ler O Caminho da Servidão. A cada capítulo ficava mais perplexo.
Muito bom o artigo. Sou um grande admirador de Hayek e Mises. Sou funcionário público… Hã?!
Pois é, venho buscando recentemente um contato mais próximo com as ideias liberais, tentando compreender os conceitos básicos e as sutilezas do livre mercado e assim, cada vez mais, me admiro com o brilhantismo destes grandes pensadores da escola austríaca.
A questão da segurança exerce sem dúvida grande fascínio entre a população em geral, e eu mesmo fui derrotado pela covardia do funcionalismo. Acontece que, na verdade, busquei a adaptação a uma sociedade que valoriza cada vez mais a segurança sobre a liberdade. Já tive uma pequena empresa e após assaltos, impostos e inadimplências fechei as portas (tudo bem antes do Corona). Infelizmente nosso país não nos oferece a oportunidade da liberdade verdadeira, dos impostos honestos e de um estado pequeno que acima de tudo não atrapalhe o empreendedor. Não busco assim desculpar-me pela minha opção.
Hoje, através de esforço pessoal e mérito próprio busco exercer minha atividade com probidade, proatividade e competência, fui aprovado em um concurso difícil e não me envergonho de minha escolha pela segurança, porém, às vezes, ainda sonho com a liberdade da minha própria empresa dando frutos, gerando emprego e fazendo a economia crescer. Quem sabe um dia?
Interessante mencionar que o FGTS foi uma criação do Roberto Campos (um dos erros dele no governo Castello Branco). Para tirar a bizarra estabilidade que a lei getulista garantia após dez anos de trabalho (sim, inclusive para o setor privado), Campos criou esse fundo. Os motivos de ele ter criado isso, ao invés de simplesmente terem abolido essa lei do Getúlio? Não sei. Os recursos do FGTS eram usados para o Banco Nacional de Habilitação, que também foi criado no período.
Estabilidade no funcionalismo no Brasil será algo difícil de tirar. Na Grécia conseguiram demitir vários funcionários estatais por exigência da UE, para receber o socorro. E aqui no Brasil, quem vai exigir isso?
Porque e como o Japão, tem fama de ter produtos de qualidade? Exemplo: carros? O nível de confiabilidade dos carros japoneses é o maior do mundo, segundo a maioria de estudos e pesquisas realizadas. Lexus, Mazda, Toyota, Honda e por último Subaru, aparecem sempre no top 10 ou top 15 dos ranking. Alemães sempre é um ou outro que esta no top 10.
Li um artigo que na inglaterra por exemplo, as leis trabalhistas e o costume trabalhista impedia uma produtividade de qualidade, porque empregados gastavam tempo em greve e etc. Enquanto no japão não tinha uma lei trabalhista ou muito sindicato pra atrapalhar o empenho japones.
Artigo lido aqui: garagedreams.net/car-facts/why-are-japanese-cars-more-reliable#:~:text=one%20single%20reason%3A-,Manufacturing%20%26%20Management%20Process,processes%20that%20Japanese%20brands%20pioneered.
Existe palavra mais economicamente nefasta que concurseiro? Tenho nojo dessa palavra. Até meu browser tem nojo e a sublinha em vermelho. Remete imediatamente a fracasso. Blargh!
Quem acha que o governo “rouba” cérebros do setor produtivo pois emprega os mais capazes (fazedores de prova) para si, só viu a ponta do iceberg. Imagine o exército de concurseiros que irá fracassar para que alguns consigam a boquinha. Agora, imaginem todo esse povo queimando sua meia dúzia de neurônios diariamente em assuntos sem importância. Vejam a energia mental, psicológica e potencialmente produtiva que é desperdiçada.
Essa energia é simplesmente dissipada, some sem deixar vestígios. Pensando melhor, deixa vestígios sim: baixa auto-estima, baixa auto-confiança, depressão, melancolia etc.
Então, já temos dois grupos de pessoas que deixam de produzir devido aos concursos: os que passam, que possivelmente têm desempenho cognitivo acima da média; e os que não passam, que são a grande maioria.
Mas não deixemos passar batido um terceiro grupo, formado por aqueles mais empreendedores e que exploram esse mercado riquíssimo, que é o mundo dos concursos. São aulas, escolas, consultorias e tudo o mais que permita arrancar algum cascalho dos concurseiros desesperados. Mais energia gasta sem geração de riqueza real. Dá até pra calcular isso em pegada de carbono.
Esse é um dano indireto causado pelo estado ao país e soma-se aos danos diretos já bastante explorados aqui no IMB.
Pelo menos, a solução para o problema exposto é mais “simples”: fim do concurso público. Ora, mas como seria feita a distribuição das boquinhas? Sorteio ou indicação, ambos com análise de currículo. Resolver-se-ia o problema do desperdício de energia e de lambuja ainda teríamos: facilidade para demissão, menores salários e consequentemente… servidores mais eficientes.
Só o Estado, governado por uma elite inteligente, pode suprir as demandas de liberdade da sociedade. É ridiculo pensar que individuos comuns da sociedade através da livre iniciativa podem melhor o coletivo. O capitalismo e a democracia são farsas.
Nos meus vinte anos de empresário, aprendi que os funcionários públicos não são todos iguais, pelo contrário. Existem vários tipos, que de forma geral podem ser classificados nos seguintes grupos:
O Certinho: Acredita piamente que todas as leis, decretos, regulamentos, instruções normativas, etc, etc, são a mais pura expressão da verdade e devem ser obedecidas com fervor religioso. Trata qualquer ínfima discrepância como um crime contra a humanidade. Quando lhe mostram a quantidade de regras obscuras, dúbias, incoerentes e até contraditórias entre si, responde que isso não é problema dele. Habitat típico: Secretarias de Saúde e Vigilância Sanitária.
O Militante: Acredita ter a missão divina de salvar a humanidade. Sua vida, desde que entrou na faculdade, têm o foco único de tornar-se fiscal, ganhar poder e fazer o que acha “justo”. Vê empresas e empresários como o mal absoluto e faz tudo que pode para prejudicá-los. Acredita que todas as regras devem ser interpretadas da forma mais destrutiva possível, incluíndo doses de má-vontade, malícia e abuso de autoridade. Habitat típico: Secretarias do Meio Ambiente, eventualmente de Urbanismo.
O Abusado: Acredita que cada carimbo seu é um ato de generosidade que deve ser recompensado pelo empresário que o recebeu. Exige ser paparicado, elogiado, tratado com respeito e subserviência. Pede favores e brindes com a maior naturalidade do mundo. Habitat típico: Receita estadual e federal, qualquer órgão que emita Alvarás e Licenças.
O Negociante: Variação mais sincera do anterior. Ao invés de pedir favores, fala claramente que cada um dos seus serviços têm um preço. Geralmente exige pagamento antecipado, em dinheiro. Habitat típico: Secretarias de Finanças e órgãos ligados à Segurança Pública.
O Preguiçoso: Acredita que nunca se deve fazer algo que possa ser empurrado para outro. Qualquer coisa que dependa dele ficará dormindo nas gavetas por meses ou anos. Costuma retaliar quando pressionado. Habitat típico: praticamente qualquer lugar.
O Medroso: Comporta-se de forma similar ao anterior, mas por outro motivo: embora tenha conseguido passar no concurso, é completamente incompetente para o cargo que ocupa. Por isso, evita de todas as maneiras tomar qualquer decisão, com medo de fazer algo errado e perder a boquinha. Não se envergonha de inventar motivos para livrar-se de uma obrigação. Habitat típico: qualquer órgão que trabalhe com normas técnicas, como Secretarias de Saúde e Urbanismo ou estatais de Água e Energia.
O Estudante: Dificilmente será visto por um empresário, porque ocupa todo seu tempo em congressos, cursos, workshops e similares. Nos intervalos entre um curso e outro, estará sempre em uma reunião de algum comitê ou grupo de trabalho. O único lugar onde ele nunca está é em sua sala, fazendo seu serviço. Habitat típico: Secretarias de Educação, Direitos Humanos, Cidadania e similares.
O Ambicioso: Pensa unicamente em sua carreira. É um dos melhores que o empresário pode encontrar, porque para agradar aos superiores ele se submete até mesmo a trabalhar. Habitat típico: Agarrado aos órgãos genitais de seu chefe, com esporádicas passagens pelos órgãos genitais de deputados e vereadores.
Existem outros grupos minoritários.
O que dizem do SUCESSO de SERRANA-SP com duas doses do CORONAVAC? Vacina chinesa vai melhorar nossa situação?
Servidores Públicos. As únicas pessoas que recebem dinheiro sem estarem inseridos em nenhum mercado.
“Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.”
Benjamin Franklin
Para não deixar morrer. E notem que o próprio partido ainda faz propaganda disso!
Lula e Dilma admitem 355% mais servidores do que FHC
Governo federal admitiu 234.988 servidores públicos entre 2003 e junho de 2014. Com FHC, foram 51.613
pt.org.br/lula-e-dilma-admitem-355-mais-servidores-do-que-fhc/
Pessoal, segundo esse trabalho acadêmico, a taxa de desemprego na década de 1980 não chegava a 6 %. Em março de 1986, um mês após o início do Plano Cruzado, essa taxa era de pouco mais de 2 %.
Dado o fato de que a legislação trabalhista brasileira existe desde a década de 1930, esse baixo desemprego pode ser explicado pelo fato de que, com a hiperinflação, os salários reais dos empregados estavam decrescendo, portanto diminuindo os custos de contratação? Curiosamente, nesses 35 anos de Plano Cruzado, era criado também o seguro-desemprego (o que havia antes aqui no Brasil?).
O que pensam?
Os servidores no Brasil servem a burocracia e não a sociedade, assim como o capital no país serve as oligarquias nacionais. Assim como a falta de capitalismo, a pobreza e a miséria, serve aos socialistas revolucionários. E um triangulo maldito que precisa ser destruído, mas como? Começar aumentando a poupança interna, atrair capital externo, combater a burocracia e ensinar matemática financeira nas escolas.
Veja o tamanho da loucura burocrática e da população. Na minha cidade as praças em sua maioria tem mato em lugar de grama. As pessoas pagam tributos para a prefeitura roçar mato das praças e ficam muito gratas a ela quando ela faz isso! Acham isso “normal “. As árvores são podadas sem conhecimento técnico necessário e as rebrotas que se seguem diminuem enormemente a vida das árvores. Eles não fazem nenhuma desbrota após a poda. Resumindo, a prefeitura contrata idiotas para serviços técnicos que destroem a arborização da cidade. Isso só interessa aos beneficiários dos contratos públicos e a mais ninguém . A população planta qualquer árvore em qualquer lugar, de qualquer maneira e podam de qualquer jeito e acham isso tudo normal. No domingo colocam seu lixo nas calçadas apesar de saberem que não há coleta de lixo no domingo e a adesão á coleta seletiva é muito baixa. E comum moradores jogarem resíduos de alvenaria, lixo verde e móveis nas calçadas de ninguém para a prefeitura recolher. Tudo é normal. O lema’O seu lixo é responsabilidade sua e não nossa” não pega! Ou seja, não são só os servidores o cerne dos problemas, é uma questão muito maior e complexa que passa pela formação cultural do brasileiro. O brasileiro é um povo “sem noção” e isso é muito contagioso e essa doença precisa ser enfrentada.
E se eu preferir estabilidade?
preço da arroba dispara e vai a 330 terças.
O cara achar que os problemas da sociedade brasileiras estão diretamente ligados ao setor público, é de uma inocência ou inveja muito grande.
A corrupção desenfreada sim é nosso calcanhar de Aquiles meu amigo! Sem mais.
Analisando esse gráfico dessa página, o que me chamou a atenção é essa disparidade do Brasil com relação ao resto do mundo. Essa disparidade eu já sabia, mas por que ela só ocorre por aqui?
Outra coisa interessante é o fato de que o funcionalismo dos EUA tem média salarial menor do que no setor privado. Faz até algum sentido, já que a chance de um funcionário estatal ser demitido é bem menor do que no setor privado.
Parte do legado que o lulismo deixou no Brasil…
Entre a França com empregos estáveis, 35 horas semanais e sindicatos fortes e o Brasil do desmonte da CLT, 44 horas semanais e aniquilação dos sindicatos eu faço uma pergunta
1- Com qual (x)s senhor(x)s ficariam?
Que tal estender a estabilidade para os trabalhadores da iniciativa privada? Ah, esquecí, vocês são contra até o FGTS e o seguro-desemprego, assim o trabalhador fica desempregado e não ganha nada.
Qual liberdade? A liberdade de ter que trabalhar como burro, se submetendo a metas quase impossíveis e a todo o tipo de humilhação, senão vai passar fome? A liberdade de ser demitido porque discutiu com uma namorada/amante ou amigo(a) do patrão? Só quem já trabalhou por muitos anos na iniciativa privada sabe como é a iniciativa privada. Os empregados são quase escravos dos patrões. Não. Prefiro a estabilidade de um serviço público. Por isso, estou estudando para concursos.
Off-Topic: é um ótimo momento para o Mises republicar algum artigo mostrando como deflação não é ruim para a economia.
Poste aqui seu certificado de ingênuo.
"Eu acreditei no miNto, mas sigo sendo gado e repetindo mentiras"
agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-08/nao-e-verdade-que-bancos-perdem-dinheiro-com-pix-diz-presidente-do-bc?amp
http://www.youtube.com/watch?v=EToS1HBw64Q
Esse é o link para a entrevista do Bolsonaro no flow pra quem não achou e quer ver na íntegra.
Baixem antes que queiram deletar esse vídeo só de raiva e espalhem, até porque, de raiva eles já estão demais, e rasgando os fundilhos pela cabeça.