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De 1994 até hoje, não foram os preços que subiram; foi a moeda que caiu — e isso é fácil de provar

A característica mais sensacional de uma economia de mercado é que os preços dos bens e serviços caem ao longo do tempo.

E isso vale inclusive para nós, brasileiros.

Sim: hoje, os preços de tudo estão mais baixos do que estavam em julho de 1994, quando surgiu o real (como irei provar mais abaixo).

Infelizmente, essa queda de preços é ocultada pelo fato de não utilizarmos dinheiro real.

Dinheiro versus moeda corrente

Dinheiro real é qualquer moeda que tenha todas as três características a seguir: é meio de troca, é uma unidade de conta e é uma reserva de valor.

Essa é a definição clássica de dinheiro em todos os manuais de macroeconomia. E está correta.

Ou seja, além de ser usado para transações diárias e além de ter preços estabelecidos em sua unidade, o dinheiro também tem de guardar seu valor ao longo do tempo. Se, no entanto, ele perde poder de compra ao longo do tempo, então não é dinheiro real, pois não é reserva de valor.

Se não é dinheiro real, então é apenas moeda corrente. E tudo que é corrente, como o próprio nome diz, é apenas passageiro, e não vai durar.

Vários itens já foram utilizados ao longo da história como moeda corrente: tabaco, açúcar, sal, gado, pregos, cobre, grãos, rosários, chá, conchas, anzóis e, é claro, papel pintado.

Cada um à sua época, todos estes produtos foram meios de troca e unidade de conta. As pessoas precificavam as coisas em unidades destes bens e então transacionavam usando estes itens como meio de troca. 

Mas nenhum deles era dinheiro real, pois nenhum era reserva de valor — qualquer pessoa que houvesse acumulado conchas ou anzóis visando a se aposentar teria ficado pobre.

Hoje, a nossa moeda corrente é o real. Trata-se de uma moeda estatal, de curso forçado (ou seja, todos são obrigados a aceitá-la; recusar-se é crime) e fiduciária (o valor depende apenas da confiança que as pessoas lhe atribuem). Ela é utilizada como meio de troca e unidade de conta. Compramos e vendemos em reais, precificamos em reais e calculamos orçamentos, custos, lucros e prejuízos em reais.

Mas nossa moeda não é reserva de valor. Se fosse, teria ao menos mantido o mesmo poder de compra que tinha quando surgiu em julho de 1994, quando o arroz custava R$ 0,64 o quilo, o pão francês, R$ 0,09 a unidade, e o filé mignon, R$ 6,80 o quilo (veja outros valores da época aqui).

Pode não parecer, mas, na prática, o real em nada se diferencia das conchas e dos anzóis utilizados no passado. E terá o mesmo destino. Pode até demorar, mas vai acontecer.

Dinheiro real versus dinheiro fake

O fato de utilizarmos como meio de troca e unidade de conta uma moeda que não é uma reserva de valor ofusca o fato de que tudo hoje está mais barato do que estava em 1994.

Com efeito, a afirmação de que hoje as coisas estão mais baratas do que estavam em 1994 nem deveria surpreender, pois é algo lógico e direto: houve um grande aumento da oferta de bens e serviços nestes últimos 27 anos.

Hoje, há muito mais restaurantes a quilo, há muitos mais lojas disputando clientes, e há muito mais variedade e quantidade de roupas, carros e de itens domésticos à venda. Há muito mais empreendedores e produtores hoje do que havia em 1994. Há, em suma, muito mais produtos e serviços sendo ofertados. No Brasil e ao redor do mundo.

Isso não é apenas uma questão econômica, como também demográfica.

Sim, há também mais consumidores e demandantes. Mas, ora, dado que só é possível demandar quem antes produziu (você só tem renda para consumir se antes houver trabalhado e produzido), então, no mínimo, esse aumento da demanda or bens e serviços foi equilibrado pelo aumento da oferta de bens e serviços, de modo que os preços deveriam, no máximo, estar iguais.

No entanto, os preços em reais dispararam. Normal. O real não é dinheiro real (sem trocadilhos). É apenas uma moeda corrente estatal e que é monopólio do governo. Sendo um monopólio do governo, não é de se espantar que a qualidade desta moeda se degrade ao longo do tempo.

No entanto, se mensurarmos a evolução dos preços utilizando dinheiro de verdade, veremos que, mesmo vivendo em uma economia pouco livre e muito regulada, ainda assim, graças ao incrível aumento na produção — característica intrínseca ao capitalismo —, os preços caíram.

Nós não conseguimos perceber esta queda simplesmente porque utilizamos um dinheiro fake, para recorrer a um termo da moda. Se trocarmos o dinheiro fake pelo dinheiro real, iremos constatar que tudo está mais barato.

E qual é o dinheiro real? Quem acompanha este Instituto há mais tempo sabe que o dinheiro real é e sempre foi o ouro

Ao longo da história, o que inclui o período anterior a Cristo, o ouro sempre foi a mercadoria naturalmente escolhida para servir como meio de troca, unidade de conta e reserva de valor. Sua tradicional estabilidade como unidade de conta fez dele uma escolha natural para definir aquilo que hoje conhecemos como dinheiro (os motivos foram detalhadamente explicados aqui, e não será necessário repeti-los).

Embora hoje já não seja mais utilizado como meio de troca — simplesmente porque os governos monopolizaram esta atividade, e baniram toda a concorrência —, o ouro manteve impecavelmente sua característica de reserva de valor.

Por isso, a maneira correta de mensurar a evolução dos preços reais das coisas é acompanhar a variação dos seus preços em dinheiro real, pois apenas o dinheiro real é reserva de valor. Mensurar a evolução dos preços em uma moeda fake apenas obscurece a realidade.

E como variaram os preços?

Tudo barateou 

Indo direto ao ponto, e começando com um item bem popular, vejamos a variação do preço do arroz.

O gráfico abaixo mostra a evolução do preço, em reais, de 100 quilogramas de arroz no mercado de commodities — ou seja, é o preço cobrado pelo produtor rural (a série disponível começa no fim de 1999): 

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Gráfico 1: evolução do preço de 100 quilogramas de arroz, em reais, no mercado de commodities

Já o gráfico abaixo mostra a evolução do preço destes mesmos 100 quilogramas de arroz em gramas de ouro: 

Captura de Tela 2021-05-20 a`s 14.30.33.png

Gráfico 2: evolução do preço de 100 quilogramas de arroz, em gramas de ouro, no mercado de commodities

O contraste não poderia ser mais gritante. Em reais, o arroz encareceu de R$ 10 para R$ 70 neste período de 21 anos. Um aumento de 600%.

Já em ouro, o arroz barateou. E muito. Ao passo que você precisava de 0,69 grama de ouro para comprar 100 quilos de arroz no início do ano 2000, hoje você precisa de apenas 0,22 grama de ouro para comprar os mesmos 100 quilos de arroz. Trata-se de uma queda de quase 70%.

Vamos para o próximo.

O gráfico a seguir mostra a evolução do preço, em reais, de um galão de gasolina no mercado de commodities. É exatamente este valor que a Petrobras utiliza para precificar a gasolina que vende em suas refinarias: 

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Gráfico 3: evolução do preço, em reais, de um galão de gasolina no mercado internacional de commodities

Já o gráfico abaixo mostra a evolução do preço deste mesmo galão de gasolina em gramas de ouro: 

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Gráfico 4: evolução do preço, em gramas de ouro, de um galão de gasolina no mercado internacional de commodities

De novo, o contraste impressiona: ao passo que o galão de gasolina saltou de R$ 0,50 em julho de 1994 para R$ 10,95 em outubro de 2020 (aumento de impressionantes 2.090%), neste mesmo período, em ouro, o galão de gasolina barateou de 0,045 grama para 0,034 grama (queda de 25%).

Continuemos.

O próximo gráfico mostra a evolução do preço, em reais, de um bushel de soja no mercado de commodities. Trata-se de uma mercadoria cujo preço recentemente virou motivo de preocupação para o governo

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Gráfico 5: evolução do preço, em reais, de um bushel de soja

Agora, vejamos evolução do preço deste mesmo bushel de soja em gramas de ouro: 

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Gráfico 6: evolução do preço, em gramas de ouro, de um bushel de soja

A mesma história: encarecimento contínuo em reais; barateamento (quase que) contínuo em ouro.

Em julho de 1994, você precisava de R$ 400 para comprar um bushel de soja. Em 2021, você precisava de R$ 8.135. Um encarecimento de 1.935%.

Neste mesmo período, o preço do bushel de soja caiu de 56 gramas de ouro para 25,4 gramas. Um barateamento de 55%.

Como anedota, se servir de consolo para o governo, ele pode ao menos dizer que a soja realmente encareceu nos últimos meses (repare no “v” no gráfico do ouro). Só que ela apenas retornou aos valores de 2017 — em dinheiro de verdade.

Agora, vamos para a carne.

O gráfico abaixo mostra a evolução do preço da arroba do boi gordo na B3 (a série disponível começa em janeiro de 2001). O preço da nossa picanha é formado aí: 

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Gráfico 7: evolução do preço da arroba do Boi Gordo, em reais, na B3.

Agora, eis a evolução do preço desta mesma arroba de boi gordo em gramas de ouro: 

Gráfico 8: evolução do preço da arroba do Boi Gordo, em gramas de ouro, na B3.

Em janeiro de 2001, eram necessários R$ 40 para comprar uma arroba de boi gordo. Hoje não sai por menos de R$ 312. Encarecimento de 680%.

Por outro lado, ao passo que você precisaria de 2,40 gramas de ouro para comprar uma arroba de boi gordo em janeiro de 2001, hoje você precisa de apenas 1 grama de ouro. Barateamento de quase 60%.

Também como anedota, repare que os preços da carne, em dinheiro de verdade, realmente subiram muito desde o fim de 2019, como todos sentimos. Mas foi um fenômeno pontual. Hoje, em dinheiro de verdade, já estão onde estavam no início de 2019.

O próximo é o milho.

O gráfico abaixo (a séria disponível começa ao fim de 2009) mostra a evolução do preço da saca de milho na B3. Por ser a ração de suínos e frangos, seu preço impacta diretamente nos custos de produção destes itens: 

Gráfico 9: evolução do preço, em reais, de uma saca de milho na B3

Agora, e evolução do preço desta mesma saca de milho em gramas de ouro:

Captura de Tela 2021-05-20 a`s 14.34.42.png

Gráfico 10: evolução do preço, em gramas de ouro, de uma saca de milho na B3

O milho, curiosamente, é o único item que, em ouro, não está próximo de suas mínimas históricas. Ele já esteve mais barato em outros anos, sendo que um forte encarecimento foi observado neste ano de 2021, o que comprova que, hoje, ele realmente pode ser considerado caro. 

Mesmo quem não é do ramo agrícola, mas entende o básico de economia, sabe que tal fenômeno certamente se deve a algum problema atual de safra ou à perspectiva de um problema futuro de safra. Uma rápida pesquisa na internet comprova isso. O forte aumento ocorrido desde meados de 2020 aponta para um problema global de safra.

Em todo caso, em dinheiro real, o milho está mais barato hoje do que estava em 2009. E muito mais caro em dinheiro fake.

Ao fim de 2009, eram necessários R$ 20 para comprar uma saca de milho. Hoje, são necessários R$ 97,70. Um aumento de 389%.

Neste mesmo período, o milho barateou de 0,36 grama de ouro para 0,31 grama. Uma queda de 14%.

Finalmente, vejamos agora os preços gerais da economia brasileira.

O gráfico abaixo mostra a evolução do índice de preços gerais ao consumidor. Na prática, o gráfico mostra quantos reais são necessário para comprar uma cesta contendo uma fatia de todos os bens de consumo pesquisados pelo IBGE para calcular a evolução do IPCA. 

Gráfico 11: evolução do índice de preços ao consumidor na economia brasileira; ou, quantos reais custa uma cesta contendo uma fatia de todos os bens de consumo computados pelo IBGE

Já o gráfico abaixo mostra a evolução do preço desta mesma cesta, em gramas de ouro:

Gráfico 12: evolução do índice de preços ao consumidor, em gramas de ouro: ou, quantos gramas de ouro custa uma cesta contendo uma fatia de todos os bens de consumo computados pelo IBGE

Como gran finale, e como foi prometido, perceba que os preços de todos os bens de consumo caíram no Brasil — quando precificados em dinheiro de verdade.

Ao passo que, mensurado em dinheiro fake, tudo hoje está mais caro, a realidade é que, mensurado em dinheiro real, tudo está mais barato.

Utilizando o dinheiro fake, eram necessários R$ 20, em julho de 1994, para comprar uma cesta contendo uma fatia de todos os bens de consumo da economia. Hoje, são necessários R$ 132. Encarecimento de 564% — que é exatamente o IPCA acumulado no período.

Porém, utilizando dinheiro de verdade, precisaríamos de 2,4 gramas de ouro para comprar essa cesta em julho de 1994. Hoje, precisamos de apenas 0,42 grama. Uma deflação de preços de impressionantes 83%.

Nossa economia, portanto, quando precificada em dinheiro de verdade, é deflacionária. Ou seja, ela é saudável e funciona bem.

Para concluir

A economia de mercado e o capitalismo são inerentemente deflacionários. Quanto mais se produz, maior a oferta, maior a necessidade de vender (para se obter renda), maior a disputa por consumidores, maiores os descontos.

Aquilo que sempre foi explicado pela teoria foi agora comprovado na prática, com dados e fatos.

Com efeito, tal “descoberta” nem deveria ser impactante, pois, quando o mundo estava sob o padrão-ouro clássico, os preços caíam anualmente. Foi apenas quando passamos a utilizar moeda estatal (dinheiro fake), que essa percepção de queda nos preços foi extinta.

Vale enfatizar: os preços continuaram caindo normalmente e continuam caindo até hoje. Nós é que paramos de perceber (e de sentir) porque trocamos o “mensurador”. Trocamos a unidade de conta. Em vez de dinheiro de verdade, que possui reserva de valor, passamos a utilizar dinheiro fake, que perde valor com o tempo.

Em vez de um dinheiro de oferta controlada pelo mercado, passamos a utilizar uma moeda estatal completamente sob o controle de políticos e burocratas, que fazem com ele o que querem. 

Por fim, atente-se para o seguinte: esse fenômeno da contínua desvalorização da moeda gerou um agigantamento do setor financeiro — pois as pessoas, afinal, têm de adotar alguma medida para proteger o poder de compra da sua poupança —, criando justamente aquilo que os críticos do capitalismo chamam de “financeirização” da economia, arranjo em que os mercados financeiros adquirem importância central, deixando o setor produtivo, que é quem genuinamente gera riqueza, em segundo plano. 

Se o dinheiro fosse o ouro, o papel proeminente hoje ocupado pelo mercado financeiro seria muito menor. Os críticos do “financismo” estão xingando a consequência e ignorando totalmente a causa — que é o uso da moeda estatal fiduciária. 

Quanto a você: não deixe o seu padrão de vida e o da sua família a mercê desta farsa. Proteja-se utilizando dinheiro de verdade.

Leia também:

O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

Eis o responsável pela disparada dos preços dos combustíveis: o BC e sua política monetária ultra-keynesiana

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220 comentários em “De 1994 até hoje, não foram os preços que subiram; foi a moeda que caiu — e isso é fácil de provar”

  1. Disso eu já sabia.

    É só pegar os preços das coisas no passado e dividir pela renda modal daquele tempo(que no Brasil é um pouco além do salário mínimo de cada ano) e comparar com os valores da mesma razão encontrados hoje. As coisas ficaram mais baratas

  2. Muitíssimo obrigado por este artigo que realmente ilustra toda a teoria na prática. A inflação, realmente, é um fenômeno puramente monetário.

    Não é à toa que tudo o que países precisam fazer para acabar com hiperinflação é trocar a moeda. Inflação não é causada por nenhum desarranjo na economia. Nem por nenhuma maldade empresarial. E tampouco por alguma característica intrínseca da economia. É apenas uma moeda doente.

    A economia do Brasil hiperinflacionário da primeira metade da década de 1990 não era completamente diferente da economia da segunda metade da década. O Brasil de 1993 não era radicalmente diferente do Brasil de 1996.

    É tudo uma questão de moeda.

  3. Excelente artigo! Há algum tempo eu estava querendo fazer esses cálculos, mas ainda não aprendi a mexer direito no TradingView e estava em dúvida sobre quais indicadores(?) pesquisar lá.

    Meus sinceros agradecimentos ao Anthony P. Geller e ao Instituto Mises Brasil por ter feito esse trabalho e disponibilizado esses dados aqui.

  4. Esse artigo vem bem a calhar para o momento global, do grande reset monetário e bancário que virá.

    Se alguém ainda precisava de argumentos para fugir da moeda estatal, manter a privacidade financeira e passar a poupar apenas em criptomoedas (PaxGold ou Bitcoin), o mais persuasivo dos argumentos está aí.

    Palpite: daqui pra frente, Bitcoin performará ainda melhor que o ouro.

  5. Como adendo, vale ressaltar que se o ouro fosse a moeda corrente, os preços de todos estes itens seriam ainda menores. Questão de lógica básica: se o ouro fosse a moeda, a demanda por ele teria sido bem maior do que foi neste período.

    Se a demanda por algo é maior, seu preço é maior. Se a demanda por ouro fosse maior (e seria, pois ele seria o dinheiro), então o preço do ouro seria maior. Isso quer dizer que seria necessário abrir mão de mais quantidade de produtos e serviços para obter a mesma quantidade de ouro. Logo, seu poder de compra seria maior.

    Maior demanda por moeda (ouro), maior o seu valor.

  6. Nossa moeda se desvalorizou, de 01/01/2019 até meio de outubro:

    – Em relação ao dólar americano;

    – Em relação ao franco suíço;

    – Em relação ao euro;

    – Em relação à coroa sueca;

    – Em relação ao peso uruguaio;

    – Em relação ao peso colombiano;

    – Em relação ao guarani paraguaio;

    – Em relação ao peso chileno;

    – Em relação ao boliviano;

    – Em relação ao sol peruano;

    – Em relação ao peso mexicano;

    – Em relação ao rublo russo;

    – Em relação ao rand sul-africano;

    – Em relação à rúpia indiana;

    – Em relação ao renminbi;

    Basta acessarem o Trading View.

    Bolsonaro poderia ser um Ronald Reagan, o qual foi um defensor aberto de moeda forte…

  7. Estou desde maio tentando uma brecha para comprar ouro (preço 300) e até agora não consegui porque o preço não atinge esse nível desejado (pelo contrário, ele só piora). Gostaria de ajuda de vocês para entender o que está acontecendo e se devo abandonar o target de 300.

    O senso comum fala que não é sábio comprar ativos em altas (o ouro está na alta histórica), porém isso me parece uma recomendação inválida neste momento dado que não há perspectiva nenhuma de melhora no cenário fiscal e monetário nesse governo. O governo sequer apresentou um roadmap daquilo que vai fazer. As coisas acontecem tudo na canelada e quando sai alguma coisa, não demora um dia para voltarem atrás.

    Vejo que o BC está agora refém do seu próprio juros baixo artificial, assim como o BC japones e americano, onde as empresas se encontram totalmente escoradas nessa taxa.

    A esta altura, já está claro para mim que Bolsonaro é o que sempre foi: um parlamentar corporativista populista sem qualquer palavra. Ele tem segurado as reformas que julga impopular, alegando que não é o momento (isso foi dito pelo Salim Mattar numa live) . E, raramente, quando sai alguma coisa autorizada por ele, trata-se de um trabalho malfeito e tecnicamente fraco pela equipe econômica (veja a reforma administrativa e tributária, por ex).

    Acompanhei várias lives que o Salim Mattar e o Paulo Uebel deram quando desembarcaram do governo. Todos os entrevistadores perguntam as razões da saída e os dois sempre foram muito furtivos nas respostas. Porém, numa dessas lives, no meio de uma conversa animada, o Salim deixou escapar duas coisas:

    – Bolsonaro só quer saber da reeleição;

    – Brasil só vai mudar quando entrar um presidente liberal.

    Ou seja, ficou claro para mim, pelas palavras de um cara de entro, que o Bolsonaro é um embusteiro.

    O executivo federal concentra cerca de 75% do gasto do funcionalismo público e são cerca de 120.000 funcionários de cargos comissionados (nem o governo realmente sabe quantos são). Ele poderia cortar facilmente 50% disso a olhos cegos com um decreto e também eliminar os jetons que a galera da economia e os militares estão embolsando, mas não faz.

    Embora isso certamente não fosse a panacéia para o gasto público, pelo menos mostraria o seu comprometimento em manter o país minimamente funcional.

    Para piorar, tem aquela gentalha desenvolvimentista, tendo como principal agente, o ministro gastador (Marinho) que está com a perereca coçando para furar o teto de gastos junto com os militares e o centrão. Em se tratando de Brasil, tenho certeza que ele vai conseguir e o Paulo Guedes vai abandonar.

    Eu dúvido que o Bolsonaro reponha com algum liberal. Dúvido mais ainda que exista um liberal com suas faculdades mentais saudáveis que aceitaria assumir a função.

    A possibilidade do casamento do populismo de Bolsonaro com os desenvolvimentistas me deixa sem sono, ainda mais que minha poupança está desprotegida e não consigo encontrar um momento certo para me desfazer do Real (se é que a esta altura há).

  8. Que tema diferente e interessante. Eu ia escrever um artigo sobre isso, mas já tem esse… acho que foi inspirado em um comentário de um observador aqui do IMB, quando comparou o preço de um carro em termos de ouro ao longo do tempo.

    Falando do ouro em si, quando o padrão-ouro clássico acabou em várias partes do mundo com o início da Primeira Guerra Mundial, houve resistência e revoltas populares? Hoje já é compreensível dado o fato de que as gerações vivas hoje nasceram em um mundo de papéis-moeda, mas e naqueles tempos?

    Um artigo bom seria um fazendo um histórico detalhado do que foi a Caixa de Conversão no Brasil República, quando era um Currency Board em ouro. Não sei se isso teve relação com o Convênio de Taubaté. Vendo a discussão à época da lei (que foi aprovada no Congresso), o nível do debate parecia ser maior do que nos dias de hoje.

    Há aquele livro do Rothbard (que não li ainda), o “O que o governo fez com o nosso dinheiro?”, mas não sei se ele chega a falar algo do Brasil, já que aqui é cheio de peculiaridades.

  9. Você faz a poupança em ouro, declara no IR e quando a moeda Fiat der seu último suspiro o governo faz um decreto confiscando todo o ouro para fiancia-lo. O Gov americano já fez isso antes ??

  10. Que coincidência!

    Essa semana mesmo estava fazendo esse tipo de análise, mas utilizando outros “produtos”e, obviamente, os resultados são os mesmos. Quando calculados em ouro, o abastecimento de água teve queda de 6,02% a.a., a energia elétrica teve queda de 5,09% a.a., a cesta básica (em São Paulo) teve queda de 6,17% a.a., o gás (encanado: -6,08% a.a.; botijão: -2,33% a.a.), tarifa de ônibus teve queda de 6,83% a.a., imóveis tiveram queda de 9,00% a.a. em média, ou seja, absolutamente TUDO caiu quando se precifica em ouro.

    Se nós utilizarmos aquele “salário necessário”que o DIEESE disponibiliza todo mês desde 07/1994 e considerarmos esse cálculo como sendo o custo de vida de uma família brasileira, veremos que esse custo subiu 7,70% a.a. em Reais, mas caiu 6,02% a.a. quando calculado em ouro (precisávamos de 70,89g de ouro em 01/1995, mas só precisamos de 14,31g em 09/2020).

    E sim, o real consegue perder valor muito mais prodigiosamente que outras moedas, mas NENHUMA delas é segura. Fuja delas e compre ouro o mais rápido possível!

  11. Excelente artigo, faltou apenas fazer mais dois gráficos: o que mostra a evolução da renda media e a evolução da renda mediana dos brasileiros em relação ao ouro.

    Assim poderemos responder a pergunta: O poder de compra dos Brasileiros aumentou ou diminuiu ao longo do tempo?

  12. Seria interessante ter comparado os gastos do governo em cada setor (previdencia, salários, despesas correntes etc) e a arrecadação de impostos. Poderia mostrar algo interessante. Ou não?

  13. Eu sempre percebi que as coisas andam bem mais facil que nos anos 90, a oferta de serviços e bens estão bem mais altas do que naquela epoca, mas eu não tinha pensado ainda sobre esse lado do ouro. Minha vida inteira sempre acreditei que tudo tava ficando mais caro.

    Fiquei mais feliz por ler esse artigo, agorinha mesmo eu tive um problema com o banco. Fiz uma compra no mercado livre, o banco não autorizou o pagamento, aí quando fui no app tava lá o valor da compra em processamento. Me senti tão pobre na hora, deu vontade de chorar, nesse momento pensei “vou ler alguma coisa no mises”.

  14. Estado máximo, cidadão mínimo

    Nobres colegas do Mises, permitam uma humilde dúvida de minha parte. E o caso da variação do estoque de ouro de lá para cá? Bem sabemos que o metal é muitíssimo utilizado pelo indústria eletrônica (que cresceu enormemente nos últimos anos). Haveria algum impacto disso, já que parte do estoque estaria sendo destinado à fabricação de componentes eletrônicos ao invés de ficar como reserva de valor em algum banco?

  15. Dúvida: a queda dos preços "precificados" no grama do ouro não se deu por conta da constante valorização do ouro? A valorização do ouro não se deu por causa de sua escassez?

    Podemos realmente cravar que os preços cairiam se nossa moeda estivesse vinculada ao ouro? Pois nesse caso não teríamos uma moeda com cada vez menor poder de compra, visto que antes o que R$ 1,00 representava em grama de ouros hoje representaria muito menos de R$1,00 para o mesmo grama?

    Dúvida mesmo… não faço a menor ideia e gostaria da ajuda dos senhores para compreender isso.

    Obrigado!

  16. Gostaria muito de começar a investir em ouro, so que possuo várias dúvida. Alguém poderia indicar um livro, canal do youtube para começar? Eu gostaria de sanar essas duvidas: quando o investimento em ouro não é viável, o que pode ocasionar a perda do valor do ouro, quando vender.

  17. Senti falta de duas coisas no artigo:

    1) gráfico comparativo do valor do Salário Mínimo;

    2) informar onde tem um trabalho (formal ou informal) cujo pagamento seja em ouro.

    Resumo: vale como teoria mas na prática o poder de compra do brasileiro só tem caído e acentuadamente nos últimos anos.

    Abraços,

    Ronaldo

  18. As implicações são muito mais poderosas do que parecem à primeira vista. É apenas quando você vê, na prática, as consequências da manipulação monetária feita pelo governo que você consegue também entender por que há ciclos econômicos.

    A economia é a mesma, com os mesmos bens e serviços. No entanto, a manipulação da unidade de conta e do meio de troca falseia todo o cálculo econômico e gera vários investimentos insensatos.

    Um investimento que sob um padrão-ouro não seria atraente se torna extremamente atrativo quando o governo manipula a unidade de conta e a desvaloriza, fazendo parecer que um investidor terá fartos ganhos futuros em decorrência do aumento de preços calculados nesta moeda manipulada.

    No entanto, é só ilusão matemática. A economia é exatamente a mesma. A diferença é que, utilizando uma unidade de conta genuína e não-manipulada, não há ilusões. Já utilizando uma unidade de conta livremente adulterada pelo governo, as ilusões estão por todos os lados.

    É por isso que Mises dizia que a moeda forte é um direito humano que deveria ser cláusula pétrea em qualquer constituição.

  19. Eu realmente não consigo entender a fixação que alguns liberais têm com o padrão-ouro. O problema da moeda fiduciária não é o fato dela não ser ouro, e sim o fato dos governos se financiarem imprimindo mais moeda do que o necessário. Você pode perfeitamente ter uma moeda fiduciária sem aumentar a quantidade de moeda. Isso só não é prático.

    É indiscutível que a riqueza dos EUA se multiplicou inúmeras vezes desde que criaram o dólar. Como uma quantidade limitada de moeda lidaria com isso? Como a economia digital vai trabalhar com ouro como moeda de troca? Não é necessário.

    Há uma certa ideia de que o ouro seria um padrão fixo de valor, imutável. Nada é mais enganoso do que isso. Preço é sempre, sempre relativo. A mesma comparação poderia ser feita com sacas de cimento. Na verdade, o que se deram conta ao final do padrão-ouro é simplesmente que moeda = confiança. Não interessa se no ouro, em conchas ou em papel-moeda.

    O fato do preço nominal dos produtos em dólar (ou real) estar mais caro do que, digamos, a 40 anos atrás, não muda o fato de que em termos relativos estamos todos muito mais “ricos”. E não precisa comparar com o ouro, pode fazer uma comparação muito mais simples e direta: qual é a fração da renda média do trabalho destinada a aquisição desses produtos. Quanto uma pessoa que ganha a renda média precisava trabalhar para comprar 100kg de arroz 100 anos atrás e quanto precisa trabalhar hoje?

  20. excelente! excelente! excelente… como sempre… uma ilha de sabedoria, em meio a um oceano de ignorância (não canso de repetir!). o imb consegue compensar esse grande lixo que é a internet, oferecendo conteúdo de primeira categoria que, no mínimo, leva a reflexões profundas sobre a realidade na qual vivemos. pela milésima vez: parabéns ao autor do artigo e a todos os que fazem o imb. meu prazer de navegar neste site se renova a cada dia.

    EM TEMPO: POR QUE NÃO RECEBEMOS MAIS AVISOS POR EMAIL, ALERTANDO SOBRE NOVOS COMENTÁRIOS ENVIADOS PELOS LEITORES??????

  21. Vale ressaltar que a mesma lógica vale para o salário.

    Em 1994 o salário mínimo era R$64,79 e o ouro era em torno de R$11,00 o grama.

    Ou seja, um trabalhador recebia 5,89 gramas de ouro por mês.

    Pra ele ganhar a mesma coisa que em 1994 ele teria que ganhar as mesmas 5,89 gramas.

    Mas ele valor na data de hoje é R$2.053,00, porém , o salário mínimo é de R$1045,00.

    Não precisa nem fazer conta para saber que em 26 anos o brasileiro empobreceu 50%.

    Temos acesso a bem mais bens e serviços, porém poderíamos ter um padrão de vida bem melhor se realmente usamos dinheiro de verdade.

  22. Mas, como garantir que o ouro sempre terá algum valor? Se os governos , por força normativa, decidirem que o ouro é um metal sem valor, como ficaria essa idéia de valor real?

  23. Jairdeladomelhorqptras

    Pessoal,

    Uma dúvida: li (creio que aqui no IMB) que o governo rola 40% de sua dívida diariamente. Se os juros reais são negativos, como o tesouro está se financiando? Dúvida real, pergunta primária. Muito abaixo da capacidade do Leandro. Por isto peço para algum gentil leitor me esclarecer.

    Abraços

  24. O Banco Central da Rússia, nos anos recentes, tem acumulado reservas de ouro, desde os conflitos com a Criméia. Depois disso, o rublo russo passou a ficar estável e teve uma parcial valorização (a ponto de o real ter se desvalorizado em relação ao rublo).

    Por que isso aconteceu, já que o ouro está em posse do banco central? Como isso gerou confiança? O rublo é um papel flutuante, então não é um padrão-ouro onde você vai no banco central e pode trocar por uma quantidade de ouro prometida.

    Curiosidade: inflação na Indonésia está bastante baixa.

  25. AMAURI JOSE JUNQUEIRA

    Se eu tivesse que ler um só artigo sobre economia este ano, leria este. Peço licença para usá-lo como referência para alguns amigos céticos

  26. O Brasil poderia atrelar sua moeda ao Ouro sem problemas? Pergunto, porque por sermos um país não tão desenvolvido assim, a nossa demanda por Ouro não é suficiente para dar uma estabilizada no seu preço.. Se uma Russia resolve manipular o preço do Ouro ficamos totalmente suscetíveis as flutuações

  27. Não consigo não perguntar: Tenho 15 mil reais em poupança e farei uma viagem na qual gastarei esses 15 mil daqui a três anos; é uma boa ideia colocar em ouro (ou ativos que acompanhem o valor como fundos)? Não há o risco de perder parte do principal caso o real se valorize nesse meio tempo ou o ouro desvalorize em relação ao real?

    Pergunto pois sei que houve grande desvalorização do real esse ano, então minha pergunta é tendo em vista o cenário atual.

    OBS: Para agências regulatórias, burocratas e intrometidos de plantão, é meramente uma pergunta hipotética.

  28. Ricardo Ildefonso

    Olá, senhores.

    Podem, por favor, criar um mesmo gráfico para o preço dos principais insumos agrícolas:

    – Fertilizantes

    – Herbicidas

    – Inseticidas

    – Sementes tratadas (sim, mesmo tratadas precisam de fertilizantes e herbicidas)

    – Valor de compra de trator + plantadeira (corrigidos pela produtividade em hectares por hora)

    – Valor de compra de colheitadeira (corrigido…)

    – Valor do frete por tonelada

    Isso seria muito, muito elucidativo. Agradeço desde já.

    Cordialmente,

    Ricardo Ildefonso

  29. Olhem que legal, achei o discurso de despedida do Gustavo Franco da presidência do BCB, quando o seu lugar seria assumido pelo Armínio Fraga, em março de 1999. A segunda parte do discurso está no fim da página.

    Ele parecia não ter ficado satisfeito com o fim do câmbio atrelado. Pelo jeito, um defensor de moeda forte. Na história do real, só conheço duas pessoas que defendiam um real forte: Gustavo Franco e Henrique Meirelles. Em um regime flutuante num país como o Brasil, qualquer política pombalista já causa um estrago enorme.

    Falando das eleições americanas, uma eleição do Biden poderia certamente atacar a força do dólar. Apesar disso, eu não acho que isso seria exatamente benéfico, porque poderia interferir nos preços das commodities em dólar (e aí teríamos commodities caras em real e dólar) e o real não está fraco apenas em relação ao dólar, mas sim em relação a várias outras moedas do mundo. Aquela baixa nas commodities em reais no começo do ano foi atípica, por causa do choque de oferta e demanda, não por causa de alguma força da moeda. Não tinha outra razão, já que em 2019 o real já tinha se desvalorizado em relação a várias outras moedas, principalmente após julho daquele ano.

    O meu medo é o que o BCB irá fazer no ano que vem quando a inflação estourar a meta. Intervir no mercado de câmbio e vender reservas? Afrouxar as metas de inflação?

    PS: O BCB bem que poderia acumular reservas de ouro.

  30. Olha que coisa… É só o Biden dar sinais de que vai se eleger que o dólar despenca. Mas, ao verificar a cotação dele em relação a outras moedas, pude constatar que isso aconteceu porque o dólar enfraqueceu, e não porque o real se fortaleceu.

    Seria isso um sinal de que o mercado financeiro está apreensivo com o fato de que Biden está praticamente eleito?

  31. Único item mal escolhido em minha opinião é o barril de petróleo.

    Apesar de ser uma commoditie ele é bem diferente das demais se levarmos em consideração o fato de ser um item que além de sofrer com monopólio mundial dos mercados por parte de governos é um item finito enquanto as demais commodities não.

    Em outras palavras, um período onde o barril de petróleo possa encarecer em relação ao ouro tem grandes chances de não estar relacionado a um maior custo de produção e sim por escassez de oferta perante a demanda crescente.

    Para reforçar os argumentos do artigo acho que faltou falar do aumento de produtividade relacionado com o aumento de tecnologia. Hoje qualquer bem manufaturado é muito mais barato que no passado e muitos inclusive nem existiam.

    Aproveito para contribuir com uma crítica ao termo delfação na minha opinião mal aplicado. Se entendermos que inflação e deflação são basicamente expansão ou retração da oferta monetária é errado dizer que a “A economia de mercado e o capitalismo são inerentemente deflacionários” pois apesar da tendência dos preços cair ao longo do tempo isto não se dá pela deflação e sim pelo aumento de produtividade. Explicar que uma economia de mercado é deflacionária é aceitar a inversão do sentido real da palavra e isso dificulta o entendimento do conceito.

  32. valor.globo.com/brasil/noticia/2020/12/01/ipca-deve-subir-mais-de-4percent-em-2020-com-energia-mais-cara-mas-vies-para-2021-e-de-baixa.ghtml

    Já estão prevendo IPCA maior que o centro da meta do politburo, agora, é preciso notar algo. Conseguir isso usando um calculo enviesado, com escolas fechadas, tarifas hospitalares congeladas, mudança no padrão de consumo no geral (menos restaurantes, viagens de avião, etc).. Com uma economia deprimida e pessoas entesourando dinheiro.

    Tem de caprichar demais no dedo frouxo da impressora

  33. Foi um assunto essa semana em uma pausa do cafezinho.

    Como de 2010 mais ou menos, início da década, o dinheiro rendia mais, ou melhor, o salário mínimo permitia mais consumo e poupança do que hoje.

    Lógico, é sabido que o pais havia encerrado a primeira década surfando no boom das commodities, logo após a China ingressar na OMC e passar a ser o maior player comercial do mundo (e do Br em 2009), sugando desde grãos e minério até bens manufaturados de alta qualidade.

    Mas em vez de uma política monetária austera, ao contrário, o governo socialista em voga no Brasil inventou um programa de ”campeãs nacionais”, vulgo, subsídios com dinheiro de impostos a empresas (e negócios) amigos do governo, crédito subsidiado a linha branca e reserva de mercado com o inovar-auto, garantindo um feudo pra os fabricantes de veículos e peças instalados no país, tornando proibitivas as importações (em um momento de acentuada evolução tecnológica no setor).

    Veio o petrolão, e os preços administrados (Petrobras nos combustíveis e Eletrobras na geração de energia) não puderam mais ser represados.

    Com o aumento exponencial do gasto público via endividamento do Estado, após vencerem as eleições de 2014, em 2015 todos os preços administrados explodiram em uma espiral inflacionária que mergulhou o país em uma depressão econômica sem paralelo na história recente do país.

    E hoje com a crise mundial, mesmo com um governo que sinalizou boas (na verdade necessárias) reformas de base como a previdenciária (e as administrativa e fiscal que ainda não tramitam como deveriam em um congresso cleptomaníaco), o país compete em condições pra lá de desfavoráveis (endividado, tecnologicamente defasado, altamente burocrático e com carga tributária proibitiva pra empreender) junto a outros países concorrentes que também buscam se reerguer nesse pós-2020.

    Certo ou não, o atual governo priorizou o agronegócio, onde já tocava obras de infra-estrutura, mas aí novamente, penaliza o mercado interno, ao favorecer (via Coppom) uma taxa de juros e depreciação de moeda que só interessam a quem exporta, e mesmo assim, com ressalvas.

  34. Em resumo: e o porquê de, se for investir em uma moeda segura, que não perca valor, ”ouro antes, ouro durante, ouro depois”.

    O Mises merece não Palmas, mas o Tocantins inteiro (tudo bem, mas não deu pra deixar passar).

    Esse artigo é um serviço de utilidade pública, de verdade.

  35. "Os consumidores são implacáveis. Eles nunca compram para beneficiar um produtor menos eficiente e protegê-lo contra as consequências de sua incapacidade gerencial. Eles querem ser servidos o melhor possível, sempre."

    Mises

    * * *

  36. SUS nem para o meu inimigo

    Não lembro exatamente em qual publicação, mas teve um usuário defendendo a ideia já rebatida aqui várias vezes de que “basta o governo estimular o consumo para que a produção aumente e todo o malefício da inflação causada pela oferta monetária é anulado pelo aumento da oferta de bens”

    Para responder-lhe, dei um exemplo de uma empresa de tratamento de madeiras que meu pai e eu tínhamos. Lá, expliquei por que saímos do negócio mesmo havendo estímulos do governo. Em resumo, foi a melhor decisão que fizemos mesmo sem saber da teoria dos ciclos econômicos naquela época. A única coisa que eu sabia (pela empiria) era que estímulos estatais secam e faz com que muitas pessoas invistam erroneamente

    Neste artigo , a terceira maior granja de frangos dos EUA decidiu não aumentar capacidade produtiva mesmo havendo uma pressão enorme na demanda. A consultoria informou que o preço dos materiais, mão de obra e etc estão demasiadamente alto.

    Imagine você fazer vultuosos investimentos no pico do ciclo econômico, pagando caro por tudo, confiando nos estímulos artificias do governo, para depois de alguns meses a demanda retroceder aos níveis normais e você amargar um prejuízo enorme?

    Tenho conhecidos que confiaram no governo em 2011, quebraram e até hoje não conseguiram se reestabelecer. O capital foi obliterado.

    Já pararam para observar como é difícil prosperar um negócio no Brasil nesse sentido? Com tantos ciclos econômicos frequentes, investir em capacidade virou um glambling

  37. Jeferson Vasquez

    ”Com tantos ciclos econômicos frequentes, investir em capacidade virou um gambling.”

    Com essa fala, então seria mais bem sucedido se jogasse no cassino todos os dias, ou o jogo do bicho!

  38. Inflação é vida!

    Quanto malabarismo pra defender o indefensável gente! Manjo mais de economia do que o Guedes que não sabe calcular a exata demanda por inflação compensada (eu inventei isso já já estará em qualquer publicação acadêmica): toda a inflação acumulada desde 1994 foi meticulosamente calculada tendo em vista um fator de correção sobre a taxa Selic composto por outros fatores ponderados tais como a pesquisa do grau de satisfação das classes com o assistencialismo e o número de CPIs que ajudam o povo a manter o foco e corrigir o rumo da nação, isso foi o que permitiu o financiamento de toda a expansão comercial e de serviços nunca jamais vista antes na história deste país e aumentou os indicadores de desempenho! Vocês não sabem correlacionar causa e efeito? Foi por causa deste arranjo, incompreendido pelo atual governo liberal que tomou de assalto este país desde 2016, que o número de shoppings, academias, cinemas, e conjuntos habitacionais e carros populares, e a indústria do etanol combustível veicular, a indústria do petróleo (é nosso e não de vocês!!) e por fim o número de profissionais de grau superior, tudo isso aumentou e muito como nunca antes na história deste país e do mundo!! Então vocês estão cuspindo no prato que comeram, hipócritas, a inflação controlada estava totalmente sob controle, o liberalismo deturpou e está destruindo tudo o que foi conquistado pela filosofia progressista porque não sabem como aumentar a inflação moderadamente, qualquer criança sabe disso, não adianta vocês continuam perdendo!

  39. ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI

    E o ardiloso ateu me indagou :”E Deus existe?”. E eu lhe respondi:”Eu encontro com o diabo todos os dias.”. Esse artigo é como essa resposta que eu dei, que porrada! Menos estado e mais liberdade.

  40. Se os preços cairem, nao devemos esperar uma redução salarial tambem?

    É dificil crer que deixamos de aumentar tanto onpoder de compra somente com a queda nos preços apresentadas pelo artigo. Nesse caso, inflação seria o maior imposto de todos

  41. Não consegui acompanhar á lógico dessa parte:

    “Mas o padrão de vida seria crescente. Ano passado, você recebia uma onça de ouro por mês. Hoje, você receberia 0,98 onça de ouro”

    Em um cenário de padrão-ouro, é normal que haja deflação, porém obviamente não haverá cortes saláriais communais e frequentes assim, já que á quantidade de dinheiro na economia continuará se elevando.

    Até porquê, por essa lógica, á deflação de preços seria inútil então, imagine, ano passado teve deflação de preços de 2%, e esse ano meu salário recebeu um corte de 2%, minha remuneração continua á mesma coisa, mesmo com mais produção na economia!

    Eu errei em alguma coisa?

  42. Outro país que aumentou a sua taxa básica de juros foi a Islândia, através do Seðlabanki Íslands (Banco Central da Islândia), decisão que foi tomada nesse dia 19. A próxima reunião está prevista para ocorrer no dia 25 de agosto, uma quarta-feira. O aumento foi de 0,25 ponto percentual, ou 25 pontos base.

    A decisão foi tomada diante da alta no índice de preços local, que chegou aos 4,6 % anuais no mês de abril, maior valor desde fevereiro de 2013, quando chegara a 4,8 %.

    Mais informações podem ser vistas aqui.

  43. weberth mustapha

    Dizem que o Bitcoin virou ouro, não só pela valorização, mas por que as pessoas estão usando-o como reserva de valor, porém, não estão comprando ou vendendo coisas com Bitcoin. Além disso, o tempo de transação e a taxa paga para mineradores dificulta o Bitcoin como moeda de troca.

    Sendo assim, uma criptomoeda para o povão usar teria de ser outra, uma que o povo usasse como moeda de troca, igual fazemos com o PIX, porém, com uma criptomoeda de verdade.

    Já li qua Nano foi feita pensando nisso. Mas ainda tenho poucos conhecimentos sobre tal. O que vocês acham sobre uma criptomoeda de uso geral?

  44. Pessoal. Eu quero comprar ouro fisico mais tenho um problema. Estou no Estados Unidos e nao tenho social. É possivel comprar ouro fisico? Esses sites de internet que vendem sao confiaveis? Tem muito imposto em cima do ouro ao vender?

  45. O artigo ignora o fato de o poder de compra da moeda ter aumentado pois o salário subiu bastante, logicamente o artigo não diz que o salário mínimo era de 60 reais pois se fizesse isso iria se contradizer, outro erro é dizer que o ouro e dinheiro de verdade, isso é um mito pois ninguém vende nada em ouro, pra você comprar qualquer coisa antes tem que usar moeda fiduciária ninguém vai te vender bens em troca de ouro, lógico o ouro e usado como proteção contra desvalorizacoes mas não é usado como moeda comercial pois não é aceito em. Compras

  46. O namoro libertário com as criptomoedas chegou ao fim, a ilusão de uma “moeda que não pode ser controlada centralmente” caiu por terra na última semana, quando o governo chinês baniu as mesmas causando um verdadeiro colapso no seu valor de mercado, e mais o Elon Musk com suas promessas inflando a bolha sozinho e fazendo bilhões de dólares, aliás, em outro artigo eu comentei que os super ricos conseguem manipular o mercado pra se beneficiar e nas respostas ficaram me zoando e querendo me dar lições, e agora? Aprendam liberalóides, se o cara é multibilionário ele faz o que quer quiser, inclusive destruir a “moeda libertária” de vocês, é por isso que vocês deveriam ser os mais ferrenhos defensores da taxação de grandes fortunas e da redistribuição de renda, mas vocês preferem negar a realidade e defender essas pessoas enquanto elas ferram vocês….

    As criptomoedas geraram apenas distorções e mais nada, retiraram capital do setor produtivo para alocá-lo em investimentos puramente especulativos e que não geram valor real (Se acham que estou errado, comecem me explicando o que o cara produz comprando bitcoin e vendendo de novo mais caro), além disso tais moedas não possuem lastro, não possuem qualquer tipo de controle formal, não possuem prova de segurança e ainda ajudam criminosos e terroristas, além de governantes corruptos.

    Isto estando dito, é hora de voltar pra realidade, é hora de voltar a usar a moeda soberana do Brasil, é hora de investir na qualidade desta e abandonar os tokens lastreados em vento, e na próxima vez que alguém quiser criar uma moeda, façamos isso do jeito certo, com o envolvimento de estudiosos da área, com estudos de viabilidade e com mecanismo para garantir uma mínima estabilidade e prevenir manipulações, além de ser aprovado no congresso e legislado, como todos os países civilizados fazem.

  47. Atualmente o ponto fraco das criptomoedas é que elas estão restritas ao setor financeiro, elas ainda não chegaram ao setor produtivo, quase todas as transações feitas em criptos atualmente são feitas através de exchanges, transações p2p são em quantias insignificantes, e como todos sabem, exchanges são facilmentes atacadas pela receita.

    O que as criptos precisam a meu ver para adentrarem o setor produtivo é um sistema de preços que atualmente não possuem. Por exemplo digamos que uma tv custe 500 dólares, se amanhã a cotação do dolar cair, a tv custara os mesmos 500 dolares, no mercado produtivo ninguém pega a cotação do dia e da o preço. O problema é que não existe atualmente sistema de preço em cripto, as pessoas que por exemplo vendem um produto em bitcoin, elas na verdade o vendem em dolares e pegam a cotação do dia e convertem seu valor em bitcoin.

  48. “Guedes: ‘gringos’ entrarão com dólar a R$ 5,50 e poderão sair com moeda a R$ 3”

    Eis um trecho:

    “O ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentou que o Brasil está barato para investidores estrangeiros e afirmou que os ‘gringos’ que entrarem no Brasil neste momento, com o dólar cotado perto de R$ 5,50, poderão sair com a moeda a R$ 3 em ‘dois ou três anos’.”

    Será que essa fala dele pode fazer o real se valorizar? Na prática essa manchete diz que ele está indicando um caminho no qual o real se valorize e então os investidores estrangeiros saiam do Brasil com mais dólares.

  49. Notícias sobre bancos centrais

    O Hanguk Eunhaeng (Banco Central da Coreia do Sul) decidiu manter a sua taxa básica de juros em 0,5 % a.a. nesse dia 27/05 (lá já é dia 27), quinta-feira.

    O índice de preços em abril desse ano fechou em 2,3 % (acumulado dos últimos doze meses), maior valor desde setembro de 2017, quando atingiu 2,1 %.

    A próxima reunião está prevista para ocorrer no dia 15 de julho, uma quinta-feira.

  50. JOSE CARLOS MOTA

    Me explique. Pode ser uma pergunta banal.

    Se o outro fosse a moeda corrente, e controlada pelo governo, não estaria da mesma forma desvalorizando, com a desculpa de escassez do metal?

  51. Esse cálculo deveria ser feito com horas trabalhadas no lugar do ouro.

    Quantas horaa de trabalho (média) era necessário na época quanto é necessário agora.

    Ficaria mais real.

  52. Se o valor da moeda caiu, então os preços denominados nessa moeda subiram.

    Como nem todos os preços sobem ao mesmo tempo ou na mesma proporção, a desvalorização da moeda resulta em transferência de renda. Como os salários são preços particularmente difíceis de reajustar, em geral essa transferência de renda é transferência de renda dos trabalhadores para os outros agentes econômicos.

    O resto é mistificação.

  53. “Ou seja, além de ser usado para transações diárias e além de ter preços estabelecidos em sua unidade, o dinheiro também tem de guardar seu valor ao longo do tempo. Se, no entanto, ele perde poder de compra ao longo do tempo, então não é dinheiro real, pois não é reserva de valor.”

    Ora, qual o dinheiro que não perde valor ao longo do tempo (até o ouro se desvaloriza, na medida em que mais ouro é garimpado e entra em circulação).

    A questão obviamente não é essa. Se a moeda se desvaloriza 1% ao ano, ela ainda serve de reserva de valor – especialmente se os juros são positivos, e mais ainda se são maiores do que a desvalorização da moeda. Mas se a moeda se desvaloriza 30% ao ano, ela é inútil como reserva de valor, a não ser para os rentistas (supondo que a taxa de juros seja maior do que 30%).

    “Dinheiro de verdade” é aquele que circula na economia real – aquele com que eu compro pão, pago o aluguel, a passagem de ônibus, a conta de luz, invisto na bolsa, pago empregados, sonego impostos abrindo uma conta nas Ilhas Cayman. E nada disso é mais feito em ouro, ou sequer pode ser feito em ouro. A moeda é fiduciária, é cada vez mais fiduciária, e a roda da história não vai voltar pra trás. Nesse sentido, nunca mais vai haver “dinheiro de verdade” como vocês o definem.

  54. GABRIEL SEBASTIAN V

    BOA TARDE! PRIMEIRAMENTE, PARABÉNS PELO ARTIGO E SOBRETUDO PELA ABORDAGEM.

    APÓS LER V.SO TEXTO, NÃO PUDE DEIXAR DE OLHAR A EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DO OURO, JÁ QUE FOI O PARÂMETRO USADO PARA ELABORAR O ARTIGO.

    ESTIVE OBSERVANDO QUE DE JUL/94 ATÉ HOJE (4-FEV-22) HOUVE UM AUMENTO DE MAIS DE 380%. ESSE DADO FOI CONSIDERADO NA ANÁLISE? SE NÃO, PODERIAM AJUSTAR PARA VERMOS O RESULTADO?

    SAUDAÇÕES

  55. É a multiplicação “milagrosa” do dinheiro, promovido pelos bancos através do criminoso Sistema Bancário de Reservas Fracionárias, que faz o dinheiro perder o valor, descontrola a economia e gera crises monetárias e financeiras.

    O condecorado (e já falecido) economista Armindo Abreu já falava sobre isso há muito tempo.

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