Nota do Editor
Ciro Gomes, que nunca perde uma oportunidade para demonstrar suas qualidades mitomaníacas, utilizou sua conta no Twitter para mostrar qual a sua “solução” para a situação fiscal do Brasil.
Como sempre, ele fala sobre seus dois assuntos principais: tributar herança e tributar lucros e dividendos.
Sobre heranças, ele diz:
“Imposto sobre heranças. EUA cobram 40%, o Brasil cobra 4%.”
Esta é a famosa técnica de contar uma mentira aludindo a alíquotas verídicas, porém descontextualizadas.
Sim, nos EUA, há uma alíquota de 40% sobre a herança, mas ela só incide para valores acima de US$ 11,20 milhões.
Mais ainda: na prática, há apenas 2.000 pessoas que pagam esse imposto.
Se o argumento de Ciro é o de que um imposto que incide sobre apenas duas mil pessoas é o responsável por bancar todo um país, boa sorte para ele.
Mas isso ainda é o de menos. É perfeitamente possível e legal evitar esse imposto: basta você criar uma fundação em seu nome. Não é à toa que milionários americanos são conhecidos por criar fundações em seus nomes, para as quais transferem toda a sua herança e então nomeiam familiares para gerenciarem tais fundações. Isso faz com que a herança, por mais bilionária que seja, se torne 100% isenta.
Mas Ciro, obviamente, nada fala sobre isso. Ele simplesmente dá a entender que, nos EUA, há uma alíquota 40% que incide sobre todos os cidadãos, e que esta é uma das causas da prosperidade do país.
No entanto, agora vem a pior parte:
“Taxar lucros e dividendos empresariais. Só o Brasil e a Estônia não cobram no mundo todo. Se cobrarmos o que eu já cobrei, o Brasil arrecada R$70 a 80 bilhões por ano, sem nenhuma distorção locacional porque é só o lucro e dividendo que sai da empresa, não o que é reinvestido.”
Em primeiro lugar, e este é o tema do artigo abaixo, é uma inqualificável mentira dizer que o Brasil não tributa lucros empresariais.
O Brasil, de maneira geral, cobra dois impostos sobre os lucros: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — os quais cobram, respectivamente, 25% e 9%, totalizando assim 34%.
Como será demonstrado abaixo, das 20 maiores economias do mundo, somente Brasil e França taxam as empresas em mais 30% dos lucros. As empresas no Brasil pagam em média aproximadamente 40% a mais do que no restante do planeta e 50% em relação à OCDE.
Isso explica por que há uma isenção na taxação de dividendos no Brasil: o governo brasileiro optou por tributar na pessoa jurídica e não na física. Todo o imposto já foi pago pela pessoa jurídica. Ou seja, o governo optou por IRPJ e CSLL altos e isenção de distribuição de lucros e dividendos. Na maior parte do mundo, o IRPJ é muito menor (CSLL nem existe) e há taxação quando os lucros são distribuídos na forma de dividendos.
Toda e qualquer análise sobre tributação de dividendos deve ser feita em conjunto com o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e CSLL. Por isso mesmo, não faz nenhum sentido tributar os dividendos se não houver redução no IRPJ e na CSLL. Ciro nada propõe quanto a isso.
Implantar a tributação de dividendos iria apenas aumentar ainda mais aquela que já é a quarta maior carga do mundo (e a segunda entre os vinte mais ricos).
Por fim, como também será demonstrado, o Brasil já tem 92 tributos. Os outros países não chegam a 20. A tributação de dividendos significaria apenas a criação de mais um tributo, o que nos afastaria ainda mais dos outros países.
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No Brasil, a alíquota máxima do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica é de 15%. No entanto, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Mas não pára por aí.
Há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%; o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal.
Se você fizer a conta, irá se apavorar. Os estrangeiros fizeram.
Salim Mattar recentemente comentou os números da OCDE, mostrando que o Brasil taxa muito as empresas (confira aqui). Analisando os dados, é possível constatar que ele está correto.
Os dados estão no Corporate Tax Statistics Database da OCDE (link aqui) e consideram impostos sobre a renda das empresas do governo central e dos governos regionais.
São disponibilizados dados para 108 países: 36 pertencentes à OCDE e 72 não-pertencentes.
As alíquotas mais altas estão na Índia, 48,3%, seguida pela República Democrática do Congo e por Malta, 35%, e pelo Brasil com 34%.
É isso mesmo: as empresas brasileiras pagam a quarta maior alíquota de impostos sobre renda entre os 108 países avaliados pela OCDE.
E piora: em nenhum país da OCDE a alíquota é maior que no Brasil. Chega perto, como é o caso da França, mas não é maior.
Vale repetir para enfatizar: o Brasil tributa mais as empresas do que todos os países ricos da OCDE.
(Isso não é exatamente uma novidade para os leitores deste site. Este artigo, por exemplo, mostra que, após todos os impostos, uma empresa fica com apenas 3% de seu faturamento.)
Considerando todos os países da amostra de 108 países, a alíquota média é de 20,7%.
Retirando os 11 países onde a alíquota dos impostos sobre a renda das empresas é zero – nenhum deles pertence à OCDE —, a alíquota média sobe para 23%.
Para os países que não pertencem à OCDE e cobram alíquotas maiores do que zero, a alíquota média é de 22,8% e a mediana é de 25%.
A figura abaixo mostra as alíquotas desses 61 países que não pertencem à OCDE, com o Brasil em destaque.
Figura 1: alíquota total de impostos sobre a renda das empresas para os países que não pertencem à OCDE
Ou seja, dentre os países que não pertencem à OCDE, o Brasil só tributa menos que Índia, Malta e Congo.
Já na amostra com apenas os países da OCDE, a alíquota média é de 23,3% e a mediana é de 23,5%. A figura abaixo mostra essa amostra de países adicionada ao Brasil. Fica claro que as alíquotas de impostos sobre a renda enfrentadas pelas empresas brasileiras são bem maiores que as de outros países, inclusive de países ricos.

Figura 2: alíquota total de impostos sobre a renda das empresas para os países que pertencem à OCDE (o Brasil não pertence, mas está ali para efeitos de comparação)
Ou seja, somos o incontestável campeão mundial de tributação de empresas quando comparado aos países mais ricos e importantes do mundo.
A figura abaixo mostra as alíquotas em todos os países da amostra com destaque para um grupo selecionado de países; quanto mais para direita, maior a alíquota do país. O eixo vertical mostra quantos países possuem alíquotas menores que a do país.
O gráfico mostra que 97,2% dos países possuem alíquotas menores que a do Brasil e 12% possuem alíquotas menores que a Hungria.
Figura 3: no eixo X, a alíquota total de impostos sobre a renda das empresas; no eixo Y, a porcentagem de países com alíquotas menores que um determinado país
As consequências de uma alta carga tributárias sobre as empresas são nefastas.
A tributação sobre afeta os empreendimentos e os investimentos produtivos
Em uma economia livre, a quase totalidade dos lucros obtidos tem de ser poupada e reinvestida. A maneira de um empreendedor introduzir melhorias nos produtos produzidos e vendidos é reinvestindo a quase totalidade dos lucros obtidos. É por meio desse processo que o público geral se beneficia do capital acumulado pelos capitalistas e empreendedores.
O caso clássico é o de Henry Ford: ele começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946. Foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar.
Ford foi responsável pela maior parte do enorme progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. Ford reinvestia seus lucros na expansão da produção destes automóveis aprimorados.
Se seus lucros houvessem sido confiscados pelo governo, dificilmente teria ocorrido tamanha evolução no mercado automobilístico.
Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva.
São também os lucros que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais.
Em qualquer setor da economia que opere sob concorrência, os lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se isso não ocorrer, as empresas simplesmente não serão capazes nem de repor seus estoques. Consequentemente, perderão sua fatia de mercado.
São os lucros, portanto, que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.
Impostos sobre a receita e sobre o lucro das empresas afetam diretamente todo esse processo de formação de capital. Tributar receita e lucro significa fazer com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.
Quando o governo tributa receita e lucro, ele apenas faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.
A maior parte daquela fatia que é confiscada pela tributação teria sido usada para a acumulação de capital adicional. Se o governo utiliza essa receita para financiar suas despesas correntes, o resultado será uma diminuição na acumulação de capital.
Como consequência dessa redução na acumulação de capital, o progresso (inclusive tecnológico) fica prejudicado. A quantidade de capital investido por trabalhador empregado — o que aumentaria sua produtividade — é diminuída. Assim, o aumento da produtividade marginal do trabalho e o correspondente aumento dos salários reais é interrompido.
É praticamente impossível uma economia prosperar e enriquecer se suas empresas são tributadas em níveis confiscatórios. Não é à toa que os países nórdicos são conhecidos por tributarem pouco suas empresas. Vide as posições de Noruega (Norway), Dinamarca (Denmark), Suécia (Sweden) e Finlândia (Finland) na figura 2. Suas alíquotas são, respectivamente, 22%, 22%, 21,4% e 20%.
Imposto sobre dividendos
A discussão a respeito das alíquotas de impostos sobre a renda das empresas ganha ainda mais relevância em um momento em que o governo fala de taxar dividendos, uma tributação que incide sobre o dinheiro que a empresa paga aos acionistas.
O argumento mais corriqueiro é o de que “praticamente todos os países do mundo tributam dividendos”. Não vale. O Brasil tem nada menos que 92 tributos. Os outros países não chegam a 20. Logo, a tributação de dividendos significaria apenas a criação de mais um tributo, o que nos afastaria ainda mais dos outros países.
E há também os efeitos não-premeditados. Tributar dividendos tem o potencial efeito de imobilizar recursos em uma empresa que pode não ser a mais interessante para investir. Se o imposto sobre dividendos for muito alto, o acionista pode preferir manter o dinheiro na firma a receber os dividendos e investir em outra empresa mais produtiva. Isso reduz o dinamismo da economia, premiando as empresas menos eficientes e afetando o redirecionamento de recursos para as empresas mais eficientes.
Para concluir
Qualquer ideia sobre tributar dividendos não pode ir adiante sem antes o governo efetivamente reduzir o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).
Caso contrário, iremos apenas disputar com a Índia o topo do ranking dos países que mais tributam o lucro das empresas — o que, convenhamos, não é uma meta alvissarreira.


Assunto crucial para entender também os motivos de os salários serem baixos no Brasil.
Além do quarto maior confisco tributário do mundo, há também o fato de que que os custos de um empregado para um patrão são dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos encargos sociais e trabalhistas.
Ou seja, de um lado, as empresas têm de lidar com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas. E isso já impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes. E impede também, e principalmente, a acumulação de capital.
De outro, as empresas também têm de lidar com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento. Dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.
No final, é impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.
E ainda há quem diga que os salários no Brasil são baixos porque os empresários são sovinas e sem “consciência social.”
Um exemplo clássico de investidores privados (além do Ford mencionado acima), foi o desenvolvimento do mainframe pela IBM, onde investiram 5 bilhões de dólares na época (em 1961, imagine quanto dinheiro isso representa hoje!!), apostando um valor 2x o faturamento da empresa na época:
computerworld.com.br/2014/04/07/o-mainframe-aos-50-como-system-360-da-ibm-revolucionou-a-ti-corporativa/
E graças a essa aposta capitalista foi criado uma das tecnologias que mais revolucionou a história da humanidade.
Essa é a beleza do capitalismo.
E enquanto isso, em bananópolis, nós estávamos preocupados em construir a fabulosa Brasilia:
http://www.poder360.com.br/brasilia-60-anos/construcao-de-brasilia-custou-uss-1-5-bilhao-em-valor-de-1960/
Obrigado JK!
O que fazer com R$10.000.000,00?
1)Abrir uma empresa
2)Colocar no Tesouro Direto
3)Colocar na poupança e levar para Singapura quando for possível ir para lá
O estado brasileiro, desde Vargas, escolheu se sustentar pelo pior tipo de imposto que é o imposto jurídico (sobre empresas).
O imposto abusivo sobre empresas, não apenas inibe totalmente o desenvolvimento, como ainda transforma o país num gigantesco curral corporativista.
E pra piorar tudo, o estado brasileiro ainda não modernizou sua burocracia colonialista. Muito menos as relações de trabalho, de antes da 2° Guerra.
Não é difícil de entender o motivo de o país viver de crise em crise. Com tanta espoliação não há como o país enriquecer e prosperar. Ninguém enriquece sendo assaltado.
Economia define projeto de reforma tributária e inclui criação de imposto sobre pagamentos eletrônicos
g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2020/07/15/economia-define-projeto-de-reforma-tributaria-e-inclui-criacao-de-imposto-sobre-pagamentos-eletronicos.ghtml
E agora o Paulo Guedes quer criar uma nova CPMF rsrsrs
Lembro que esse site aqui apoiou esse governo. Parabéns otários.
Tem um comentário de um certo cara que estava debate no Facebook e gostaria que vocês me ajudassem a elaborar uma resposta vinda de vocês, pois acabei ficando sem argumento. Estávamos debatendo sobre capitalismo e se era o melhor sistema, e acabei mostrando aquele gráfico que mostra a taxa de pessoas vivendo em absoluta pobreza e sua diminuição após a revolução industrial, creditando o crédito ao capitalismo. A resposta dele foi: “Falácia de post hoc ergo propter hoc. “Depois disso, logo por causa disso”, sim, de fato o capitalismo acendeu juntamente com a revolução industrial, mas, há capitalismo com ou sem o indústria. Significa que apesar da produção industrial ser um fenômeno bem usado pelo capitalismo não significa que só existiria produção industrial ou avanço tecno-científico caso exista capitalismo. A redução da fome está relacionada ao desenvolvimento da técnica, da tecnologia e na nova velocidade de produção, não está relacionado por si com o serviço assalariado. A produção familiar, cooperativas ou firmas ou mesmo auto-gestão agroindustrial hoje gozariam das mesmas vantagens da indústria tal qual o sistema capitalista goza, ou seja, a fome reduziu apesar do capitalismo, e não por causa dele, na verdade, o “Capitalismo” que se conhece no ápice da Revolução industrial é chamado de capitalismo tardio, desde que exista a contratação de serviço assalariado ou aluguéis com o principal objetivo de adquiri lucro, gerando capital de giro em preferência temporal, logo há capitalismo. O termo “capitalista” referia-se ao proprietário de capital e o seu uso é anterior ao surgimento do capitalismo, a palavra capitalista surge no século XVII e designa a privatização do capital, ou seja, o seu aluguel ou o serviço assalariado e isso precede a própria industrialização, logo capitalismo é diferente de industrialização. Apesar da industrialização ter sido um fenômeno amplamente manifestado no capitalismo a manifestação de um fenômeno é uma substância acidental e não essencial, o mesmo acidente pode existir em entes diferentes logo não se pode por um gráfico que tem a curva da fome gerada pela industrialização e inferir que é uma curva gerada pelo capitalismo.” Se puderem responder agradeço!
O empreendedor pode contra-atacar o estado ao investir em títulos públicos para recuperar o dinheiro espoliado, e ainda ganha juros.
Importante dizer também que pagar imposto aqui não apenas é caro como é EXTREMAMENTE burocrático. Empresário gasta 1.500 horas por ano com burocracia para pagar impostos.
Somos o país em que se gasta mais horas para calcular o valor dos tributos a recolher, 50% de tempo à frente do segundo colocado (Bolívia).
O tributo não chega numa guia bonitinha para ser pago, o empresário tem que contratar contadores para saber como pagar imposto (e depois advogado, porque sempre um fiscal vai achar algo que ele pensa que está errado).
Ou seja, imagina uma situação: o bandido te assalta todo mês, mas ele não pega e leva, você tem que separar exatamente o que ele quer, de acordo com um extenso livro de normas, e se separar errado, você paga quatro vezes mais.
Se tem dúvidas, pergunte para um contador ou empresário sobre o ICMS e em especial sobre o ICMS-ST (o inferno na terra).
governo = ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
O pior artigo que já li na minha vida. Foi um soco no estômago.
Não consigo acreditar que estamos pior que o Paraguai.
Não deveria ter imposto algum sobre as empresas em um país prospero.
Temos que concorrer não com países da OCDE, mas com os países que não cobram nenhum tipo de imposto sobre a atividade produtiva.
Dá até tristeza de ler isso e saber que nada será feito para mudar essa realidade.
Só de curiosidade: qual a diferença entre socialismo e intervencionismo? No livro As Seis Lições, Mises diz que ambos são distintos.
Obrigado.
Estive pensando e cheguei a uma conclusão interessante: é impossível ser um capitalista de sucesso (honestamente) sem ser um socialista no início de seu empreendimento. E isso o que um socialista não entende.
Explico: o empreendedor investe grande parte de seu capital em um negócio que não sabe se vai dar certo. Paga primeiro os empregados e os três governos sem saber se sobrará um salário para ele; trabalha 15 horas por dia; muito pouco fica com a sua família; tem como principal moto o sonho de que o negócio prospere, muito mais que o próprio lucro líquido, que quando ocorre é novamente reinvestido na empresa. Hoje em dia este lucro é cada vez menor, portanto tem que ser um herói para suportar os esforços deste sonho.
Ou seja, no início, ele trabalha para todo mundo, paga todo mundo, e não ganha nada. No final de um grande período de tempo, com alguma sorte, ele colhe algum lucro.
Eu achei que a alíquota máxima no Brasil do IRPJ fosse de 25%, não de 15%.
De qualquer forma, chama a atenção essa alíquota na Índia, de quase 50%. Não sei os impostos indiretos, mas eu duvido que a grande maioria dos negócios lá consiga pagar isso, visto que o país ainda é bastante pobre e a economia ainda tem uma parcela grande de informalidade.
Mas vejam que até lá eles cortaram impostos. Vejam só.
A própria natureza do imposto de renda é uma obra diabólica e de sadismo. Qual a lógica disso, se o governo já arranca o nosso dinheiro todo ano?
Falando do Guedes, parece que é um ritual. Todo ano ele volta com essa história de CPMF e algum outro imposto adicional. O cara além de defender a destruição da nossa moeda, defende maior espoliação do povo. Com a CPMF voltando, a economia informal explode (não é com isso que eles se preocupam?) e todo o setor privado fica menos produtivo e mais pobre. Bolsonaro já falou que não quer, o Paulo vai lá e não, tem que enfiar mais imposto.
Claro, além do imposto de renda, tem ainda os impostos indiretos. Algo que existe nos EUA e é bastante esquisito é que lá o cidadão americano, mesmo não morando mais no país natal, precisa fazer todo ano a sua declaração do imposto de renda, como se ele ainda morasse lá. É por isso que tem bilionário que renuncia a cidadania americana e vai para países como Cingapura (como aconteceu com o Eduardo Saverin).
O Ford foi um cara muito genial, não sei como ele foi cair no conto do Hitler. Ele chegou até a arriscar um empreendimento na Amazônia com a Fordlândia (até escrevi sobre em meu artigo de meu curso de graduação), mas acabou não dando certo, principalmente por causa das pragas e pelo fato de que até hoje a floresta é um lugar extremamente hostil, sendo conhecido apenas por indígenas e alguns outros moradores locais.
Já deram uma olhadinha nas 1.826 páginas da coletânea do PIS/Pasep e Cofins ?
http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/Coletanea/ColetaneaPISCofins.pdf
O problema no Brasil é que os ricos quase não pagam impostos, enquanto os pobres e classe média pagam muito. Precisa redistribuir a carga tributária. Mais impostos para os ricos e menos para os pobres, mais tributaçao na propriedade e renda e menos no consumo.
A próxima guerra mundial será da Hungria vs. Irlanda.
As duas potências mundiais segundo esse site, haja vista suas economias "pujantes"
Como diminuir impostos se temos uma estrutura imensa a ser mantida? Universidades, hospitais, escolas, creches, Exército, Marinha, Aeronáutica, Judiciário ( federal e estadual), Polícia (federal, estadual e municipal), Presídios, Legislativos (federal, estadual e municipal), bolsa família, auxílio emergencial, Institutos de pesquisa, vários ministério, milhares de aspones, e demais instituições que não vem em minha memória.
Como vocês provavelmente já devem saber, Cuba à alguns anos adotou políticas neoliberais no setor residencial, passando à permitir o comercio, porém não há evidência de que houve qualquer melhora no estado das moradias.
Da mesma forma a Coreia do Norte, desde a crise econômica dos anos 1990 passou a permitir o mercado negro, assim viu-se de certa forma a ascensão do capitalismo dentro do país, além de também se abrir com políticas neoliberais no setor do turismo, ainda assim os indicadores de pobreza e fome do país mal se mexeram. No Brasil, mesmo depois de todas a reformas e anulação de direitos promovidos pelos presidentes Temer e Bolsonaro, a economia não melhorou e o desemprego continua muito alto.
Um estado forte e bem organizado faz falta inclusive na defesa nacional, China e Coreia do Norte já possuem exércitos muito maiores do que qualquer país ocidental, sendo assim nações soberanas, enquanto os EUA possuem hoje 1,3 milhões de soldados, menos da metade da China e menos de 1/4 da Coreia do Norte, isso para um país que à poucas décadas atrás era a maior potência militar do globo mostra que o modelo econômico excessivamente livre e desregulado vem causando a lenta derrocada do país.
Dito isso, será que não está na hora de repensar as nossas opiniões? Será que não deveríamos ser humildes e admitir que talvez a mentalidade neoliberal do ocidente já não seja a mais adequada para enfrentar nossos problemas? Fica aí a reflexão.
[OFF]
Pessoal, recentemente fui acometido por um súbito interesse por histórias de pessoas que fugiram de regimes socialistas, sendo assim já li o livro “Para poder viver”, de Yeonmi Park, estou na metade do “Fuga do campo 14”, de Blaine Harden (este conta a história de Shin Dong-hyuk, um rapaz que nasceu e cresceu dentro de um campo de trabalho forçado norte-coreano, teve que assistir sua mãe e seu irmão sendo executados e trabalhou pesado desde muito cedo (é interessante como a esquerda ainda diz que no socialismo não existe escravidão)), também tenho baixado o “Nada à invejar” de Barbara Demick, que pretendo ler em seguida.
Mas aí eu vos pergunto: Alguém saberia de algum livro nesse estilo sobre Cuba ou algum outro país socialista?
Obrigado!
E que eterno Nego Ney seja sempre louvado!
Após as reformas liberais de Macron, que reduziu consideráveis 10% de impostos corporativos na França, o Brasil tomou o honroso lugar do país ocidental que mais tributa empresas.
Curiosa é a disparidade em realação ao Simples Nacional, que tem um dos regimes fiscais mais favorecidos do mundo para pequenas empresas.
Há algum tempo venho acompanhando este instituto, principalmente os artigos que falam sobre o fracasso dos sistemas de ensino tradicionais, e me veio à cabeça uma ideia, vamos lá:
Os cursos superiores no Brasil (e também no exterior eu presumo, embora em menor escala) são geralmente muito estressantes, não raro se ouvem relatos de universitários que ficaram noites sem dormir, que tiveram e tem sérios problemas psicológicos como depressão, etc. Os cursos, que muitas vezes já tem matérias exigentes (principalmente na área de exatas), acabam ainda piores graças à professores que não sabem ensinar, que passam uma tonelada de trabalhos, as vezes sem sentido, e sobrecarregam os alunos, as vezes o aluno vem com uma base ruim do ensino médio e acaba tendo que estudar além do conteúdo da aula, outro conteúdo de que ele precisa para tal. Como resultado o estudante muitas vezes se estressa com conteúdos que não são difíceis, mas que o professor faz questão de tornar difíceis, não dorme e não come direito e estuda além da conta, e tudo isso, de acordo com vários estudos científicos, prejudica muito o aprendizado e a memorização de longo prazo. Muitas pessoas que tem plenas capacidades para se tornar grandes profissionais em suas áreas acabam desistindo do curso pelos motivos apontados, e isso é péssimo para o desenvolvimento do país.
Pois bem, digamos que ocorre algum tipo de milagre divino dos céus e o Brasil resolve jogar toda a regulação do sistema de ensino no lixo e permitir um livre mercado genuíno nessa área, decidimos então abrir uma rede de escolas, do ensino fundamental até o técnico e superior, funcionando mais ou menos assim:
Os quatro ou cinco primeiros anos serias pouca coisa diferente do que temos hoje, os alunos seriam alfabetizados, aprenderiam as bases da matemática, história, geografia, etc, vocês sabem.
Nos anos seguintes haveriam caminhos diferentes, por exemplo, o aluno poderia decidir se quer seguir no futuro exercer uma profissão ligada à área de exatas, nesse caso todas as matérias de costume seguem sendo ensinadas, porém haverá foco maior em matéria como matemática e física, já se o aluno escolher a área de biológicas, mesmo esquema, mas focando mais em biologia e química, se escolher humanas, foco em línguas e filosofia, etc. Em tudo isso o modelo EAD e o Homeschooling também poderiam aparecer.
Chegada a hora do ensino superior, o esquema muda, ao invés de enfiar todo mundo numa sala de aula e fazer o esquema padrão que conhecemos, os cursos são divididos, em engenharia por exemplo as disciplinas necessárias para que o aluno comece à atuar como técnico são na medida do possível concentradas no começo do curso, de forma que assim que concluídas o mesmo já seja certificado como técnico e possa arranjar seu primeiro emprego na área.
Mas não só isso, ao invés de aula presencial, o aluno estuda como quiser, seja em livros, pela internet, ou com pessoas experientes, whatever (disciplinas que envolvem prática, obviamente teriam que ser no mínimo semipresenciais e com a estrutura necessária), levando o tempo que precisar, e quando achar que está pronto ele só paga para fazer provas, que teriam que começar avaliando o domínio da teoria e envolver também testes práticos do conteúdo em questão, caso passe ele recebe uma certificação de que conhece o conteúdo em questão.
Assim que terminadas as disciplinas necessárias para ser técnico, ele recebe este diploma, e então decide se quer continuar e se tornar engenheiro ou se para por aí.
Esse exemplo seria para a área de engenharia, mas o mesmo esquema poderia ser usado em qualquer área.
Tentei mais ou menos imaginar um modelo que seria barato, ou pelo menos não mais caro do que o que já temos hoje, e que reduziria os problemas que citei acima, dando maior flexibilidade e eliminando matérias inúteis.
Aí eu pergunto à vossas senhorias: Vocês acham que um sistema como esse ou parecido é possível, e se sim, a qualidade poderia se equiparar à de grandes universidades? Seria possível formar grandes engenheiros e cientistas dessa forma?
Agradeço imensamente à todos que tiverem a paciência de ler o meu textão e responder. 🙂
Abraços!
Ta cade vocês agora com a alta de mortes e casos na suécia? O pior país escandinavo na COVID (Olhem Finlandia e Dinamarca) Brasil 50% ficou na ruas, eai cade a beleza dos resultados?
Até a curva americana ja esta caindo, graças ao isolamento mais severo. Enquanto aqui a única coisa que estabilizo é as mortes, os casos de covid continuam aumentando (que é a melhor referência métrica)
Muito bom. O artigo poderia ter dado um adendo sobre o índice de desenvolvimento dos países no ranking. Quanto mais pobre um país, menos deveria tributar suas empresas.
Por que antes da MP 984, o SBT não podia transmitir jogos? Pelo que vi, a partida de futebol entre Flamengo e Fluminense já ganhou em audiência do Jornal Nacional. É por isso que em grande parte da minha vida, nunca tenha visto uma partida de jogo no SBT…
Tomara que vire lei. Outra coisa que deveriam ter tornado lei foi o fim da obrigatoriedade de ficar divulgando balanço de empresa da bolsa em jornal. Por que isso foi tirado? Com o fim disso, certamente até a imprensa tradicional teria de melhorar e não ser essa porcaria de hoje. Talvez ela fosse boa lá nas décadas de 50, 40, 30… pelo menos eram coisas com um Pourtuguês mais bonito.
Olhem que interessante, um caminhão autônomo para colher cana-de-açúcar:
Como é controlar o brutal caminhão autônomo de R$ 750 mil que colhe cana
Tem gente que ainda é contra isso, pois irá tirar emprego dos cortadores de cana, naquela ideologia comunista de que os empregos devem ser mantidos à todo custo, mesmo que eles sejam improdutivos. Na URSS era assim.
Tributar lucro é punir os eficientes e os competentes. Isso deveria ser considerado crime.
Desonerar a folha aumentando impostos simplesmente vai fazer o país descer no ranking de países que mais tributam empresas e subir no ranking de países que mais cobram impostos dos indivíduos. Retirar de um lugar para colocar em outro é absolutamente ridículo, e pior ainda é apontar isso como solução viável para a resolução do problema.
Nem as empresas e muito menos os indivíduos devem ser responsáveis por financiar as atrocidades promovidas pelo governo, então o que deve de fato ser feito é o estado cortar de sua própria carne, reduzindo seu peso, reduzindo burocracia e reduzindo os cargos públicos. Claro que todos aqui sabem disso, mas por favor, não venham com a brilhante ideia de tirar os impostos de um lugar para colocá-los em outro. Simplesmente muda o “devedor”.
Exímio artigo. Quando o instituto irá trazer um artigo com um ranking assim das leis trabalhistas?
Morei 6 meses nos EUA e me surpreendi como é fácil arrumar um emprego comparado com aqui. Além da carga horária ser muito mais flexível.
Pessoal, o que vocês acham dessa suposta retomada do crescimento econômico na China e da meta deles de crescer 8,2% no ano que vem? Vocês acham isso legítimo/possível?
Só eu que fico intrigado com o fato de a Suécia ter tomado outro caminho com relação ao coronavírus? País que hoje adota algumas medidas paternalistas como o ensino estatal, restrições sobre como os pais devem educar os seus filhos, assim como o assistencialismo.
Eles adotaram aquele conceito de “confiar na responsabilidade individual das pessoas”, que é o que deveria ter sido feito no resto do mundo. Até lá na Bielorrússia socialista eles não adotaram nada.
Aqui sempre fomos adestrados. Deprimente.
Parece que em Porto Feliz o prefeito está distribuindo ivermectina para a população e está funcionando. Não sei se funciona e ainda não li a respeito.
A Anvisa alerta que não há comprovação da eficácia do medicamento contra a doença e não recomenda o uso nem para quem está infectado e nem como forma de prevenção, por conta dos efeitos colaterais:
oglobo.globo.com/sociedade/anvisa-alerta-que-nao-ha-provas-da-eficacia-do-remedio-ivermectina-contra-covid-19-1-24524621
Já viram isso? imgur.com/a/XEakEmn
O país não têm tradição em prestação de serviços por esta razão tributa, isentar todas as empresas, tributar e pagar salários com base no consumo anual da pessoa física e nos moldes da cpmf
Esse artigo e essa lista me ajudou a entender a diferença entre a china e a India, sempre falam que as empresas só vão pra China pela mão de obra farta e barata, porem a índia também tem uma população na casa dos bilhões, se fosse só esse o motivo era de se esperar que muitas fabricas se instalassem na India
Porem quando chega no gráfico se nota que a India rouba quase a metade (48%) dos lucros de um empreendimento enquanto a China rouba apenas 1/4 dos lucros.
Prezados
Antes de mais nada parabéns para o artigo, assim como para todos os participantes deste interessantíssimo debate. Tive contato muito recentemente com a Escola Austríaca e estou em processo inicial de aprendizado. Li vários artigos aqui do Instituto Mises e, além desse aqui, li dois artigos sobre a crise de 2008 e surgiram muitas dúvidas. Percebi que os debates em ambos os artigos já se encerraram há um bom tempo e não expus minhas dúvidas lá com o receio de que não seriam respondidas. Me desculpe se coloco essas dúvidas aqui em um artigo que não trata exatamente do tema, mas simplesmente não sei em que outro foro poderia expô-las.
Vamos lá:
1- Se entendi bem, as crises geralmente surgem da tentativa dos bancos centrais em inflar o crédito, para tentar ativar a economia. Ora, por que os bancos centrais se dispõem a fazer isto? Justamente porque já existe um enfraquecimento prévio da economia em andamento, eu suponho. Então, não foi a inflação de crédito que causou a crise, ela já existia antes. Peço que me expliquem esse ponto.
2- Peguemos o caso do estouro da bolha imobiliária. O artigo descreve de forma muito didática como se deu o processo, não tenho muitas dúvidas a respeito. Mas a questão que me intriga é a seguinte: previamente à esta crise, houve outra, a bolha das ponto.com. E, aparentemente, o “easing” monetário se deu justamente para fazer face ao enfraquecimento da atividade econômica decorrente disto, o que remete ao ponto anterior. O que causou a crise das ponto.com?
3- As duas questões anteriores parecem desembocar na seguinte questão: uma economia de mercado funcionando sem nenhuma intervenção seria imune a crises ou elas existiriam de qualquer modo?
4- No Brasil, tendo em vista a existência do BNDES, que empresta a longo prazo por juros subsidiados, sem nenhuma relação com oferta e demanda de moeda, não distorceria completamente a questão das preferências temporais?
Atenciosamente,
Alexandre Furtado Montes
E se anda a reforma tributária, só depois da substituição nas chefias das casas legislativas.
Mais um dia típico de Brasil.
Como era o imposto de renda no Brasil antes da criação da Receita Federal em 1964? Era como se fosse um boleto do IPTU, chegava na sua casa e você simplesmente pagava? Alguém viveu nessa época?
O que é ciro gomes?????????
serve prá que???????
o que me deixa mais perplexo é o povo ouvir o que politicos tem a falar sobre economia….
Ciro Gomes na prática:
O ignorante não sabe que não sabe. Ciro comprova esta teoria.
———————–
Ciro além de não saber nem perceber que não sabe, explica como um economista da caatinga!
Lula era mais esperto e inteligente que Ciro, sabia que não sabia, e só às vezes explicava que a terra era plana, por isso dava tsunami……
Excelente Artigo! Eu não podia deixar de elogiar as fontes que foram postas no artigo, eu estou adentrando nesse mundo mais técnico e sempre é bom aplicar direto da fonte de onde tira as informações.
Eu tenho uma duvida (como sempre tenho), que vem vagueando minha mente.
Não tem muito a ver com o cerne do artigo porém, eis a duvida:
A empresa Apple tem sido muito criticada pela falta de inovação, principalmente ela, não vejo isso vindo de muitas empresas (a não ser sobre a famigerada ‘obsolescência’ programada).
Porém ela parece não ter prejuizos mesmo com as criticas, e ainda mais os celulares da Apple permanecem como os melhores da atualidade.
Então qual seria a explicação disso? As pessoas simplesmente não param de comprar ou tem algo a mais?
É faz sentido mesmo. obrigado!
Na camara parece que qualquer coisa é melhor que Rodrigo maia e no senado idem. O que acham? tera reformas?
Deixem suas apostas e previsões aqui: Democrata no controle dos EUA, o que será da terra do tio sam e Dollar?
Não é sobre o tema, mas pode servir para alguém.
Alternativas de mídias sociais, sem censura ou bloqueios.
http://www.bitchute.com
parler.com/auth/access
somee.social/?afmc=37
flote.app
gab.com
O problema de falácias é que a mentira pode ser exposta em uma frase, mas precisa de um espaço bem maior do que isso para ser desmontada. As pessoas que aplaudiram o Ciro Gomes por defender estes dois impostos dificilmente viriam até aqui para ler este artigo, que desmonta completamente a falácia que ele jogou na Internet. Mas, de qualquer forma, é bem provável que o Ciro já saiba de tudo o que foi exposto aqui, mas esteja só falando o que os socialistas de iPhone querem ouvir para se consagrar como a próxima opção viável de candidato da esquerda, visto que o PT acabou virando um cadáver político, que só não desabou ainda por causa do fundo partidário, que os mantém vivos da mesma forma que uma UTI mantém vivo um paciente com morte cerebral.
Notícia do Globo de ontem
O engenheiro sempre foi re- fratário à ideia de sair do Brasil, principalmente de sua cidade, Recife, mas acabou não resis- tindo às oportunidades que se abriram na Europa. Ele traba- lha no Cais de Gaia, no meio do polo turístico do Porto, com vista para a cidade histórica, mas teve de se reinventar. Es- pecializado em hardware, em semicondutores, chips e pro- cessadores, viu esse mercado morrer no Brasil em 2016, ano queaeconomiabrasileiraen- colheu 3,3%
Eu pergunto: como o país vai se desenvolver de perde as melhores cabeças e os mais produtivos? Como vamos sair do buraco se não temos empresas aqui no Brasil que fazem os que as empresas de ponta e altamente tecnológica fazem?
Temos mão de obra qualificada, não temos empresas qualificadas e isso faz o país afundar na minha opinião.
Qual a opinião dos economistas austríacos sobre isso?
Ford anuncia que não vai mais produzir carros no Brasil.
Mas o Paulo Guedes insiste: "real valorizado causa desindustrialização no pais!"
E mais: a absurda destruição do poder de compra da nossa moeda, ele chama carinhosamente de "câmbio competitivo".
E ainda tenho que ouvir de amigos esquerdistas que nao tem de onde cortar impostos no Brasil.
Eu nem acredito no que sai da boca desses escrúpulos, certa vez um disse que a Alemanha utilizava o método Paulo freire no sistema educacional de lá, mano, se a Alemanha usa o mesmo método de ensino que o Brasil, porque o Brasil está muito atrás da Alemanha no pisa ?
O economista Samuel Pessoa se dispôs a escrever uma resenha com críticas ao livro "PROJETO NACIONAL: O DEVER DA ESPERANÇA" de Ciro Gomes.
São 60 páginas, em que Samuel Pessoa mostra as diversas falácias e equívocos cometidos por Ciro Gomes.
“Discordo da leitura de história econômica do Brasil nos últimos 120 anos apresentada por Ciro. A maneira dourada como ele enxerga a ditadura varguista e o período do nacional-desenvolvimentismo em geral e o ódio que nutre ao governo FHC não têm base na evidência histórica. Ciro reclama muito do rentismo e dos juros elevados, mas não consegue alinhavar nenhuma explicação lógica de por que as coisas transcorrem dessa forma. Tudo se passa como se fosse conspiração de banqueiro. Adicionalmente, a visão de que o Imperialismo é um dos grandes responsáveis pelo subdesenvolvimento brasileiro é fantasiosa para dizer o mínimo. ”
Resenha completa no link abaixo:
blogdoibre.fgv.br/posts/comentario-ao-livro-projeto-nacional-o-dever-da-esperanca-de-ciro-gomes
Ao contrário do que diz o fim do artigo, muito bom por sinal, não se trata apenas de competir com outros países pela relação dos que mais tributam mas o mal que isso provoca, sendo o principal deles a fuga de empresas para países mais amenos na tributação.
Pessoal, alguém sabe como era a legislação trabalhista brasileira antes da criação do Ministério do Trabalho em 1930, e antes da CLT, criada em 1943?
Além do fato de Cingapura ter passado Hong Kong no ranking da Heritage, chama atenção um paisinho entre os países mais economicamente livres: Ruanda.
Sim, aquele país africano que sofreu um genocídio monstruoso na década de 90, não fizeram birra e hoje está entre os países com maior liberdade econômica. Em questão de décadas, mantendo-se assim, eles prosperam. Só faltam consertar a moeda, que ainda é ruim. Bom, por incrível que pareça, a inflação acumulada deles de dezembro foi menor que a daqui no Brasil.
Brasil continua na 144ª posição (atrás de Afeganistão).
Além dos 92 impostos diferentes, o Brasil tem uma tributação sobre lucro entre as maiores do mundo.
Entre a América Latina, a carga tributária brasileira só não é maior do que a de Barbados e Cuba.
Em complexidade, o Brasil continua sendo o pior país do mundo.
Sobre a tal reforma tributária no Brasil, estou pessimista: provavelmente irão fazer uns remendinhos mixurucas e haverá um aumento efetivo na carga tributária. Por aqui sempre foi assim: gradualismo aqui e ali, para não machucar a estrutura.
“O Brasil, de maneira geral, cobra dois impostos sobre os lucros: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — os quais cobram, respectivamente, 25% e 9%, totalizando assim 34%.”
Sim, mas depois não cobramos nenhum imposto sobre lucros e dividendos.
Na média, os países da OCDE cobram 24% de imposto sob lucros e dividendos. Além disso, cobram em média 22% de Imposto de Renda às empresas. Isso soma 46% contra 34% do Brasil.
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A carga de impostos no Brasil tem um total sob o PIB semelhante ao da OCDE. O problema principal que pesa no bolso do brasileiro pobre e de classe média (aqui me refiro a cerca de 97% da população) é nosso imposto é na sua maioria regressivo, pesando mais sobre os produtos e serviços consumidos, ao invés de pesar sob a renda. Isso faz com que as pessoas que mais pagam imposto proporcionalmente sejam as pessoas pobres.
"O governo não pode tornar o homem mais rico, mas pode torná-lo mais pobre."
Mises
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“Impostos sobre grandes fortunas ganham apoio na América Latina”
Esse trecho abaixo me chamou a atenção:
“No entanto, impostos sobre patrimônio bem planejados, como os da Noruega e da Suíça, podem aumentar a receita tributária e reduzir a desigualdade sem ameaçar empregos e investimentos, de acordo com Fernando Velayos, consultor de política tributária na Espanha e ex-pesquisador do Banco Interamericano de Desenvolvimento.”
Será que eles sabem que, além das economias suíça e norueguesa serem muito mais livres, a tributação sobre corporações é bem menor e o sistema tributário é bem mais simples? O IRPJ da Suíça é de 18 % e o da Noruega é de 22 %. Se for o que eu estou imaginando, não há essa tributação de patrimônio na Noruega. Na Suíça é de 7 %, o que é feita em nível de cantão. O sistema tributário da América Latina é complexo na maioria dos países, e o brasileiro é campeão, sendo o mais complexo do mundo.
“Argentina aprova isenção de imposto de renda para 93% dos trabalhadores”
150 mil pesos argentinos dão por volta de US$ 1071,42 na cotação do câmbio paralelo. O salário médio em dezembro de 2020 fora de 102.567 ARS.
Só eu que estou surpreso com isso, apesar de o congresso argentino estar lotado de esquerdistas?
Bolsonaro estava falando de aumentar a faixa de isenção de IR lá em 2018…
O que vocês acham dessa questão da reforma tributária ter sido extinta na comissão pelo Arthur Lira? Há alguma esperança de alguma reforma nisso? Eu acho que não vai acabar saindo nada e, por outro lado, essa história de elevar imposto de um lado e diminuir de outro não tem sentido. Pelo menos poderiam fazer como o Trump fez, quando ele reduziu o imposto corporativo bruscamente (parte da mídia disse que isso beneficiou somente os ricos, mas na verdade beneficiou toda a economia). Dá para chamar de uma pequenina reforma tributária.
Falando nisso, lembrei da Colômbia. Lá está tendo distúrbios, pois o governo estava propondo aumento de impostos na sua reforma tributária (só que acabou sendo cooptado por vários esquerdistas). Incrível é que lá a inflação está bastante baixa, quase de um país desenvolvido. Óbvio que foi causado pelos lockdowns, mas nesse aspecto estão bem melhores do que o Brasil. De fato, o sistema tributário colombiano é o segundo mais complexo do mundo (o primeiro é o brasileiro). O país agora corre risco de perder grau de investimento e, ao menos nesse ponto, fazer companhia conosco.
Curioso é que houve uma recente redução no imposto corporativo na França. Está no menor valor em 39 anos! E eles pretendem continuar com a redução para os próximos anos. Essas reduções começaram em 2018. Difícil fazer isso, Paulo Guedes?
Mudando levemente de assunto, quem aí já manifestou suas crenças libertárias em público provavelmente já foi chamado de terraplanista ou algum derivado pejorativo da palavra “pseudociência”. Pois bem, o que eu tenho percebido é que o crescimento da esquerda no sistema de ensino em geral é o que realmente está fomentando pseudociências.
Vejam a pedagogia por exemplo, desde que esta passou a cagar regras sobre como crianças devem ser criadas (E governos começaram a ratificar tais regras) só uma coisa se observa, cada vez mais jovens extremamente indisciplinados, desrespeitosos, intelectualmente manipuláveis e emocionalmente tão fracos que chega à dar dó (Palavras machucam né :P). Até não tanto tempo os pais (e escolas também) desde pequenos ensinavam às crianças que o mundo não deve nada à eles e que se quiserem algo devem tirar a bunda do sofá e correr atrás, hoje as escolas ou os pais mesmo falham miseravelmente nessa parte, ou mesmo ensinam o exato oposto. Não somente isso, mas desde que as escolas cada vez mais começaram a se guiar por teorias bonitinhas a qualidade da educação só fez cair, a coisa hoje é bisonha e não há expectativa de melhora num futuro visível. Além disso tratar um pai ou uma mãe engrossando a voz ou dando uns tapinhas numa criança que aprontou como “abuso infantil” pra mim é um enorme desrespeito, pra não dizer deboche, com crianças que sofreram abusos reais. Em suma, a pedagogia é uma “ciência” repleta de lindas teorias, mas na prática quase nada ali funciona.
Ciência social então é de chorar, nada do que os caras falam tem algum embasamento sólido, o negócio é quase que inteiramente formado por opiniões muito politicamente enviesadas e interpretações simplistas e ideologicamente guiadas de fenômenos sociais complexos, além de interpretações questionáveis de dados estatísticos, do tipo “há uma correlação positiva entre o número de picolés vendidos e o número de afogamentos nas praias, portanto está cientificamente comprovado que a venda de picolés causa afogamentos, e se você discorda disso você é um terraplanista”, isso quando as estatísticas não são já geradas com métodos ideologicamente enviesados. De novo, desde que essa galera começou à ganhar relevância cada vez mais teorias patéticas e leis esdrúxulas vieram à existência.
Filosofia, bom, a filosofia de verdade está nas últimas, no sistema de ensino brasileiro é só panfletagem político-ideológica, não se ensina mais os alunos à pensar e à questionar, e sim à simplesmente ter inveja de quem é bem sucedido e a chorar pro papai estado por causa de uma unha encravada.
Enfim, tem vários outros exemplos mas não pretendo me alongar demais aqui, e sei é claro que os exemplos que citei não são exatamente ciências no sentido formal do termo, mas seus praticantes se auto conferem o título de cientistas. O que também tenho percebido é que aparentemente quanto menos cientista o cara de fato é mais cientista ele acredita ser, eu raramente vejo o pessoal da física, da matemática, da computação, etc se achando os deuses da sabedoria (Claro que sempre há exceções), já a galera das (não tão)ciências humanas se consideram mentes iluminadas que jamais erram, nós meros mortais não estamos à altura de questionar sues poderosos intelectos, é lamentável, pra não dizer patético.
Flws, e jamais esqueçam de reverenciar o Nego Ney!
Pessoal, fiquei na dúvida. Nessa entrevista do Bernard Appy, ele diz que “A alíquota média sobre o lucro distribuído nos países da OCDE é de 42%”. Isso não devia ser considerado neste artigo?. Aqui está a matéria economia.estadao.com.br/noticias/geral,proposta-de-tributacao-e-populista-e-compromete-longo-prazo-diz-bernard-appy,70003759758
Um país que tem 92 tributos e malemal consegue fechar suas próprias contas deveria declarar falência e começar do 0
Vivendo e aprendendo ,Ciro ??Ótima informação
“Brasil pode perder oportunidade de exportar suco para os EUA”
“A escolha do concentrado mexicano em detrimento ao brasileiro é uma questão comercial. O suco de laranja mexicano é beneficiado por um acordo de livre comércio com os Estados Unidos que, desde 2008, concede isenção total de impostos enquanto o produto brasileiro é penalizado em US$ 415,86 por toneladas.
Agrava a situação as ações da Receita Federal do Brasil que, desde 2019 cobram 34% de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica sobre o imposto pago ao governo americano.”
Queria que o Ciro me explicasse essa. O México está perto do Brasil em imposto corporativo (30 %), mas eles possuem essa vantagem sobre o Brasil em isenção tarifária.
Agora essa parte da RFB tributar desde 2019 me deu um nó: antes não tinha essa tributação? Como era? Eles estão tributando o imposto americano?
Sempre achei o imposto sobre herança o mais odioso tipo de tributação que existe.
O acúmulo intergeracional de patrimônio é um pilar da civilização humana; todo o legado material da passagem de alguém por este mundo deve ser transmitido a quem partilha do mesmo sangue do falecido e não a nulidades como o coroné sobralense.
A sanha de Ciro Gomes contra as heranças nada tem a ver com arrecadação estatal. Ela é resultado do ódio dos esquerdistas contra a família e as diferenças sociais. A utopia do esquerdista invejoso é um mundo em que todos nascem com o mesmo patrimônio, independentemente de um legado familiar. Ignoram completamente que a família é a célula-mãe da sociedade; para eles, é só um espaço de opressão do “homem malvado” contra a mulher e os filhos. Não por acaso, os ataques contra a herança estão presentes já no Manifesto Comunista de 1848.
Como leigo vou perguntar.
E esse argumento dele de dizer que dividendo da empresa não é reinvestido é verdade?