Com todos os olhos do mundo voltados para o Brasil
nas últimas
semanas, a histeria alcançou ápices inéditos.
Erroneamente caracterizada como “o
coração do planeta” ou “o
pulmão do mundo“, a vasta região amazônica foi exaustivamente noticiada
pela mídia como estando sob um impiedoso ataque de incêndios criminosos feitos
por homens que querem acabar com a floresta para abrir espaço para a
agricultura e a pecuária.
Os oponentes do desmatamento afirmam que as
queimadas são um ataque direto ao planeta e um ataque a uma floresta pura e
imaculada, que é um patrimônio natural do mundo — além de também serem, é
claro, um ataque genocida
à população indígena do Brasil.
Para agravar, as queimadas também estariam
submetendo todos os indivíduos do planeta a um duplo risco: de um lado, um
enorme capturador
e armazenador natural de carbono estaria sendo destruído; de outro, vastas
quantidades de CO2 estariam sendo jogadas na atmosfera pelas queimadas,
exacerbando as mudanças climáticas.
Ignorando os absurdos
mais óbvios (Cristiano Ronaldo compartilhou
fotos de uma queimada ocorrida no sul do Brasil em 2013; Madonna e Leonardo
DiCaprio insuflaram
seus milhões de seguidores a “tomarem uma atitude” utilizando fotos de
incêndios ocorridos décadas atrás), políticos
ao redor do mundo (com Emmanuel Macron utilizando
uma foto de 1989) condenaram
o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmando que sua política de “abrir a
Amazônia” estimulou os incendiários.
Várias das afirmações melodramáticas também são
incorretas ou falsas: tudo indica que os focos de incêndio ocorreram em
campos já desmatados, e não estavam fora de controle; a Amazônia não é
responsável por 20% do oxigênio do planeta (e
nem mesmo por 6%); ao contrário, ela
consome todo o oxigênio que produz; e a fumaça dos fogos da Amazônia não
virou chuva
negra em São
Paulo, a 3.000 quilômetros de distância. De acordo com a BBC, os
meteorologistas afirmam que os resíduos vieram de queimadas totalmente
distintas, que estavam ocorrendo muito mais próximas da cidade.
Muitos dos explosivos números que estão sendo
jogados para o público (de 35
a 80%
mais ocorrências de queimadas em relação ao ano passado, um aumento de 15, 39, 73, 88
ou 278
por cento no desmatamento total) estão tecnicamente corretos, mas altamente
enganosos — o inevitável resultado de se ter jornalistas sensacionalistas
sendo imprudentes com estatísticas oficiais e escolhendo arbitrariamente
períodos de tempo que são mais convenientes para sua narrativa.
A enorme amplitude dos números citados acima já
basta para mostrar que há algo de estatisticamente esquisito em como eles foram
conseguidos. Logo, se você for às fontes oficiais e fizer uma análise mais
sóbria irá descobrir que o número
de incêndios, embora um tanto maior que o do ano passado, está em
linha com os de 2016 e 2017 e também com a média de longo prazo. Mais
ainda: os atuais são bem menores que os ocorridos em meados da década de 2000.
(No gráfico abaixo, o ano de 2019 vai até agosto).
Já as taxas de desmatamento apresentaram um ligeiro
aumento nos últimos anos em determinados estados (Pará, Mato Grosso e
Amazonas), mas o desmatamento na parte brasileira da floresta amazônica ficou
essencialmente estável
na última década – e caiu
acentuadamente em um período de 30 anos.
Em 2018, a área total da floresta amazônica que os
brasileiros desmataram foi de 7.500
quilômetros quadrados (o que equivale 0,2% do total brasileiro da floresta
amazônica). Isso dificilmente pode ser rotulado de “ecocídio“.
Um editorial
do Wall Street Journal apresentou o sensato argumento de que os países ricos
são mais eficazes que os mais pobres em proteger seu ambiente, ressaltando
aquela obviedade que ambientalistas de esquerda se recusam a aceitar: “a
riqueza aumenta as preocupação com as ‘mudanças climáticas, de modo que a
solução é fazer com que todos sejam mais ricos“.
Logo, em vez de xingar chefes de governo, fazer
sensacionalismo com notícias enganosas, ou prognosticar iminentes desastres
ambientais, consideremos uma questão mais intrigante: quem sabe o Brasil não
deveria queimar mais, em vez de menos, suas florestas?
O Brasil é um país comparativamente pobre (em termos
per capita), e a região norte, onde está a floresta amazônica, é ainda mais
pobre, com uma renda equivalente às de Albânia,
Namíbia e Iraque — em contraste com os padrões de classe média emergente
observados nos estados mais ao sul do país. No geral, a economia do Brasil
depende de recursos naturais, sendo que mais
da metade de suas exportações é de matéria-prima.
Transformar uma floresta relativamente improdutiva
em terras agrícolas e pecuárias relativamente mais produtivas iria melhorar
substantivamente o padrão de vida de algumas das pessoas mais pobres do Brasil —
com efeito, este é o principal motivo de elas estarem fazendo o que estão
fazendo. Aliás, por que não podemos deixar as pessoas se aproveitarem de um
grande ativo que está logo à sua porta, ativo esse que pode aditivar seu
crescimento e sua transição para um padrão de vida melhor?
Proibir os pobres de melhorarem de vida utilizando
ativos naturais em seu quintal é puro elitismo.
As lições da Suécia
Atualmente, poucas pessoas pensam na Suécia como um
país em desenvolvimento exportador de matérias-primas. Suas infindáveis
florestas de coníferas, em conjunto com as vizinhas norueguesas e finlandesas, se
estendem até a imensidão do Ártico. Mesmo hoje, a Suécia é um país muito mais florestado
que o Brasil, e pode oferecer algumas dicas sobre como exitosamente preservar e
desenvolver suas florestas.
Na década de 1870, metade
das exportações do país era madeira — uma fatia muito mais significativa que a do Brasil, que hoje possui uma mais diversificada indústria de matérias-primas
–, e essas exportações de madeira representavam uma fatia do PIB bem maior do
que a silvicultura
e a agricultura representam para o PIB do Brasil de hoje.
E o principal: desde o explosivo crescimento das indústrias
de madeireira e serraria no final do século XIX, o volume
de florestas suecas aumentou em pelo
menos 80%. Hoje, somente 0,3% das florestas suecas permanecem intocadas e
originais. E, ainda assim, ninguém em sã consciência diria que as atividades de
exploração e corte de madeira — totalmente voltadas para o lucro e que exploraram
99,7% das florestas do país — foram um desastre ambiental para a península escandinava.
Eis o segredo: a imensa
maioria das florestas da Suécia se tornou propriedade privada. Elas têm
donos e são administradas por entes privados. Consequentemente, são sustentavelmente
cultivadas. (Óbvio: se o dono destruir a floresta de maneira inconsequente, ele
não terá como ter novos lucros futuros. Logo, sua preservação é crucial).
Somente 3% das florestas são propriedade do governo
(outros 14% são geridos por uma empresa que tem o estado como seu principal
acionista, sendo que ela é gerida como qualquer outro empreendimento em busca
de lucro), e a maior parte delas está nas mãos do governo por terem sido classificadas
como patrimônio nacional, estando localizadas em regiões montanhosas remotas e inacessíveis.
Com efeito, as florestas da Suécia cresceram tanto
em tamanho quanto em volume à medida que o país enriqueceu e sua economia foi
se expandindo para outras indústrias. Desde 1975, quando seu PIB
per capita se assemelhava ao do Brasil de hoje, as taxas de reflorestamento
líquido vêm se mantendo em torno de 3 a 4% ao ano. Surpresa nenhuma: quando você
é dono de sua própria terra, você possui todos os incentivos para cuidar muito
bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, você
irá ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar
todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a
colheita do próximo ano.
Em contraste, aproximadamente 40% da floresta amazônica
é protegida, estando entregue ou a tribos indígenas (terras demarcadas) ou sob
o controle direto do estado. Aproximadamente 35% da região são fazendas
particulares: uma parte é legalmente registrada e outra parte foi apossada por
migrantes e ainda está no aguardo da regularização
fundiária (um processo extremamente complexo e demorado). O restante,
aproximadamente 25% da floresta amazônica, é totalmente
devoluta e sem proprietário.
Qualquer um familiarizado com a obra de Hernando de Soto
e seu livro O Mistério do Capital
entende perfeitamente por
que isso é um problema.
Pesquisadores especializados em Amazônia já entenderam
esse básico há muito tempo. O professor Brian
Robinson, da McGill University, e colegas da Universidade de Winconsin concluíram
em uma meta-análise sobre florestas e desmatamento, feita há alguns anos, que “terras
públicas parecem ser particularmente vulneráveis a ataques ambientais na
América do Sul”. Dois pesquisadores
brasileiros do departamento de economia da Universidade de Campinas concluíram
o mesmo: “O desmatamento ocorre principalmente porque os direitos de
propriedade não são claramente estabelecidos, e ocorre em terras direta ou
indiretamente gerenciadas pelo estado”.
Conclusão
Fatos e realidade nunca foram o
forte do movimento verde, o qual consistentemente opera com base em emoções,
táticas que apelam ao medo, e hipóteses catastrofistas. Sim, há queimadas
devastando partes da Amazônia. Sim, em algumas regiões desta imensa floresta
tropical, as taxas de desmatamento aumentaram levemente após alguns anos de
taxas impressionantemente baixas. No entanto, a histérica reação ambientalista
que estamos testemunhando é, como sempre, incrivelmente exagerada.
Ao contrário do que dizem os ambientalistas, está longe
de ser “algo óbvio” que explorar a floresta amazônica é uma má idéia. Por que
seria? Com efeito, no atual estágio de desenvolvimento do país, seria bastante
insensato proibir brasileiros de converter áreas da floresta em terra agrícola
ou em terras de exploração de madeira. Noventa por cento do desmatamento
mundial aconteceu antes de 1950, e, ao que tudo indica, a meta de desmatamento
líquido zero, estipulada pelo World Wildlife Fund, será alcançada ano que vem.
Florestas podem ser replantadas, e, com efeito, elas
sempre são — tão logo o país enriquece e sua agricultura se torna moderna
e produtiva, necessitando
de cada vez menos áreas para plantio. Se a famosa curva de Simon Kuznets
possui alguma aplicação prática, então o desmatamento é um sério candidato para
ela.
A história florestal sueca oferece algumas soluções que
podem ser copiadas pelo Brasil. Iniciativa privada, com direitos de propriedade
garantidos, gera indústria próspera com sustentabilidade de longo prazo. Sim, a
resolução da questão amazônica é relativamente simples: defender a propriedade
privada como meio de resolução dos problemas.
As florestas da Suécia mandam floreadas lembranças.
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Leia também:
Propriedade privada significa preservação
Se você gosta da natureza, privatize-a


Sem condições de tal ideia prosperar no Brasil, primeiro que aqui até uma simples casa é complicado pra ter seu direito de propriedade devidamente reconhecido e respeitado, outra que se na mesma proporção que aumenta a renda da população esta se torna mais preocupada com preservação da natureza, pois bem, o país está há 38 anos sem aumento de produtividade, ato contínuo o povo não tem a menor preocupação por preservação e temos aí cidades feias como brigar com a mãe por causa de mistura.
Ótimo texto.
Finalmente um europeu com bom senso (e sueco!). A Europa queimou e terraplanu quase toda a sua floresta original (e estava certa ao fazer isso, questão de sobrevivência) e agora querem nos dar ordens e proibir de fazer o mesmo?
Somos um país soberano, vamos fazer o que for melhor para nós. Se quisermos preservar, vamos preservar. Se quisermos desmatar, vamos desmatar. Se quisermos queimar, vamos queimar. É nosso território, e fazemos com ele o que quisermos. Exatamente como os europeus fazem lá.
Que o Lacron vá lacrar na Guiana.
Não adianta privatizar a parte de cima da floresta: Se você encontrar petróleo no subsolo, o estado toma sua terra de volta. E eu pessoalmente não creio que o petróleo da Venezuela tenha conhecimento das linhas aleatórias que traçamos num mapa.
Uma dúvida: aqueles modelos de gestão privada de parques nacionais que os americanos fazem não funcionariam? A área não teria um potencial turístico muito grande?
Sim, eu concordo plenamente que a privatização total e irrestrita seria maravilhosa, mas isso é irreal hoje.
É preciso privatizar e possibilitar a extração legal da madeira. Poderiam ter aproveitado o momento para levantar esta bola.
Quando o sueco sabe mais da Amazônia do que muitos brasileiros… eu nem cheguei a ver os vídeos do Pirula, nos quais ele falou sobre esses dados de desmatamento (de Ciência Política e Economia ele não entende nada). Vale lembrar que parte da culpa do desmatamento na Amazônia é pelos subsídios estatais que são dados a certos setores da agricultura (e essa boquinha é uma praga mundial), pois eles mascaram os reais custos e promove ineficiência. Por que isso? O solo na Amazônia é uma porcaria para agricultura. Por que gastar milhões para desmatar e plantar em um solo imprestável? Isso só funciona em corporativismo (ou socialismo). Pena que o Ricardo Salles não vai se demitir e abolir junto o MMA e suas ramificações.
Aqui nos EUA, mais exatamente na região da Califórnia, há outro problema com incêndios: A Califórnia se caracteriza pelo seu clima mediterrâneo, tendo verões secos e que então propiciam os incêndios, que servem para garantir a manutenção da vegetação, já que o fogo permite que a semente se disperse.
Dito isso, infelizmente, a Califórnia, ao contrário do Amazonas (agora comparando federações e não biomas), não apenas vira pauta política por artistas do Leblon. Por ser densamente povoada, vidas humanas são atingidas com os incêndios. Por incompetência estatal, principalmente. Esse foi tema de um artigo que traduzi dias atrás e está em meu blog.
Entretanto, apesar desse artigo ter sido muito bom, eu sinto saudades de quando o Leandro Roque escrevia artigos sobre o tema ambientalismo. Aquele artigo sobre o Belo Monte foi espetacular.
Vale lembrar que os maiores desastres ambientais da história aconteceram em arranjos socialistas, ou seja, em que não havia propriedade privada sobre os recursos naturais: o assoreamento do Mar de Aral e a usina de Chernobyl e a destruição atômica da Ilha de Nova Zemlya.
O mais legal é que não há mais viva alma que fala em “aquecimento global”. Perceberam a mancada (os próprios modelos dizem que os invernos serão mais frios) e aí alteraram para “mudanças climáticas”, o que em si é genial porque qualquer coisinha diferente pode ser atribuído a “mudanças climáticas”. Inverno tá mais frio? Mudanças climáticas. Verão tá mais quente? Mudanças climáticas. Inverno tá mais quente? Mudanças climáticas. Verão tá mais frio? Mudanças climáticas.
É uma teoria auto-adaptável. Ela explica tudo. (Aliás, a simples mudança do verão para o inverno é uma mudança climática profunda.)
Leandro, o que você acha da abertura do mercado brasileiro ao etanol americano? Aqui nos EUA há o E85, o etanol com gasolina na mistura. Isso seria muito bom para o Brasil (o E85), porque nem precisaria mais do tanque de partida a frio, apesar deste último estar sumindo com tecnologia de pré-aquecimento de alguns carros com motor flexível em combustível.
Embora haja o E85 (e mesmo alguns carros americanos V8 conseguem consumir esse combustível), quase ninguém usa. Em média, por aqui, o E85 custa U$2,15 (quase 4 litros). É claro que eu não sei nada de Engenharia, então talvez o futuro seja de carros híbridos a gasolina, não de carros com motor flexível em combustível.
Choque e espanto!
Conservação de área privada em São Paulo surpreende cientistas
O termo “economia” é praticamente um sinônimo para “preservação”!
Em que consiste a economia? Em produzir algo com a menor quantidade possível de recursos e dar-lhe a melhor utilização possível.
Costumo dizer: se você quer ser “ambientalmente” eficiente, então torne-se “economicamente” eficiente.
Ótimo artigo, mas salvem as girafas kkkk
O autor disse que tudo bem desvastar pra enriquecer. Só reflorestar depois. Mas e quanto a toda biodiversidade perdida? Essa não volta não. As espécies de plantas e animais extintos são pra sempre. E com isso jogamos no ralo todo um potencial de desenvolvimento científico. Acho uma irresponsabilidade e falta de inteligencia não preservar. E mais, não precisamos destruir pra aumentar a produção agropecuária. Podemos usar as terras já prontas e aumentar sua produtividade. Outra coisa, a ciencia, até onde sei, tem mostrado preocupação com a liberação excessiva de CO2 e sua relação com aquecimento global e possíveis consequências catastróficas para a humanidade. E não creio que isso seja papo de ambientaloide chato. É a ciencia que nos alerta. Acho mais sensato que todo planeta se una mesmo para reduzir emissão de CO2. E me parece que os discursos contrários são conspiracionistas, com todo respeito, a soam como aquele de que a terra é plana. Só parar e pensar um pouco se não se parecem. Afinal, em ambos (negando aquecimento global e terra esférica) se diz que a ciencia tá mentindo e a verdade é outra.
Lembrando aqui que o pantanal é formado por aproximadamente 98% de áreas privadas e é tido por muitos como um exemplo de região em que a atividade econômica (pecuária) contribui para a preservação do meio ambiente local.
Por essa sua lógica, me vem a pergunta: Como então ainda há geleiras? Depois de bilhões de anos sendo irradiado pelo sol? Como ainda há o frio? Como explicar civilizações inteiras que existiram num passado remoto e que atualmente estão totalmente submersas, indicando que algo ocorreu no passado e que resultou no aumento significativo nos níveis dos mares globais e não tendo nenhuma relação com a revolução industrial? Obrigado…
Consultei o link do Banco Mundial fornecido pelo próprio texto sobre PIB per capita do Brasil x Suecia e acabei vendo o de Cuba também. Para minha surpresa é igual ao do Brasil. O que explicaria isso? Cuba não era uma nação miserável?
data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PCAP.CD?locations=CU-BR&view=
Talvez as áreas mais problemáticas como Sul do Pará, norte de Mato Grosso, etc poderiam ser cedidos à iniciativa privada que lucraria com o manejo florestal mas a floresta é grande demais. Mas acham que seria possível conceder à iniciativa privada uma área gigante dessas, o custo de vigiar território tão grande para combater desmatamento ilegal ou garimpo ilegal tornaria o empreendimento viável? Na Suécia o manejo é mais fácil por ser florestas de pinheiros já na amazônia há uma quantidade enorme de espécies misturadas o que também dificulta o manejo sustentável.
Estava pensando e daria a seguinte proposta, proibir toda da venda de madeira exceto nas áreas privatizadas o que exporia a hipocrisia européia que importa grande quantidade de madeira, faria marketing para criar mercado para as frutas típicas da amazônia com o argumento de exploração sustentável e a natural atração pelo exotismo junto com o turismo ecológico.
Já era, galera. Estão querendo fazer voltar a CPMF e mexer no teto de gastos. O último a sair apague a luz.
É preciso analisar os dados corretamente, no mato grosso não teve muitos incendios pq já quase não há mato lá. Então a média naturalmente cai com os anos. (Não tem como ser a mesma, se a quantidade de floresta cai com os anos)
Em rondonia, ela sobre bruscamente mais para o fim do ano. Esta apenas no começo, então é cedo para tirar conclusões da média anual nesse estado.
Amazonas, que tem muita floresta ainda, estava próximo do pico do governo lula;
Nos estados onde ainda tem floresta, e o aumento não é mais para o fim do ano, os focos estavam próximos do maior pico. Tirando essas distorções, foi um dos piores anos.
Outro fator. Não vejo como transformar florestas em propriedade privada não seja isso mesmo uma intervenção governamental para salvar florestas.
Na teoria do homesteading , o primeiro que misturar trabalho na terra nunca trabalhada é o dono dela.
Basicamente, os grileiros são os donos legitimos e o governo é o ladrão.
Permitir que seja dono apenas se preservar floresta é uma reserva de mercado. Ou uma intervenção na propriedade privada.
Pode ser superior a apenas ser uma terra publica, mas ainda é intervenção.
Outro problema, ou uma falha de mercado, é as externalidades futuras que não são debitadas na propriedade presente.
Se desmatar a amazonia só levar a custos elevados para outras propriedades daqui 300 anos, é bem improvável que os atuais desmatamento sejam impedidos.
O mesmo podemos dizer das emissões de co2. O custo futuro é de prazo indeterminado, então, ninguém vivo vai querer cobrar o preço da externalidade negativa na sua propriedade.
“Na Finlândia, cujo PIB é fortemente dependente da indústria florestal, o ciclo de rotação do processo de corte é de 70 anos. Aqui temos ciclos de sete, oito anos” Abaixo alguns números sobre produtividade do pinus. m3/ha/ano
Brasil (31,3 )
Indonésia (18 )
Austrália ( 16,2 )
Chile ( 18 )
Nova Zelândia (27,5 )
Africa do Sul ( 22 )
EUA (13,7 )
Finlândia (2 )
Suécia (3,5 )
Na Finlândia, cujo PIB é fortemente dependente da indústria florestal, o ciclo de rotação do processo de corte é de 70 anos. Aqui temos ciclos de sete, oito anos” Abaixo alguns números sobre produtividade do pinus ( m3/ha/ano )
BRASIL = 31,3
INDONÉSIA= 18
AUSTRÁLIA= 16
NOVA ZELÂNDIA= 27,5
EUA= 13,7
FINLÂNDIA= 2
SUÉCIA =3,5
“Eis o segredo: a imensa maioria das florestas da Suécia se tornou propriedade privada. Elas têm donos e são administradas por entes privados. Consequentemente, são sustentavelmente cultivadas. (Óbvio: se o dono destruir a floresta de maneira inconsequente, ele não terá como ter novos lucros futuros. Logo, sua preservação é crucial).
Somente 3% das florestas são propriedade do governo (outros 14% são geridos por uma empresa que tem o estado como seu principal acionista, sendo que ela é gerida como qualquer outro empreendimento em busca de lucro), e a maior parte delas está nas mãos do governo por terem sido classificadas como patrimônio nacional, estando localizadas em regiões montanhosas remotas e inacessíveis.”
A experiência sueca em uma reestruturação dos ativos públicos foi do ponto de vista administrativo, um sucesso. Uma delas é o caso da AssiDomän – um dos maiores grupos de papel e embalagens da Europa, com importantes participações em ativos florestais, transformando um conglomerado deficitário em uma indústria florestal focado.
Entre 1992 a 1994, a empresa foi formado a partir de empreendimentos florestais pertencentes em termos históricos ao governo em Domänverket(agência estatal) e a produtora de papel e polpa Assi. A empresa foi parcialmente privatizada – a propriedade estatal permaneceu acima de 50% e o restante vendido aos investidores por meio do registro na Bolsa de Valores de Estocolmo, vindo a se tornar um dos maiores grupos da Europa, e um dos maiores proprietários mundiais de ativos florestais.
Devido a sucessivos desempenhos fracos, uma nova diretoria foi formado em 1999, essa nova diretoria separou os ativos florestais, com o Estado sueco permutando participações nesses ativos por participações acionários em unidades operacionais da empresa. O setor de polpa e papel foram combinados com ativos semelhantes do conglomerado florestal sueco-finlândes StoraEnso na Billerud. A Billerud foi registrado na bolsa em 2001, o que possibilitou no final desse ano à Assidomän ajustar sua estrutura de capital em direção a uma holding exclusivamente florestal.
O governo sueco então comprou o restante da Assidomän, como uma holding exclusivamente florestal, como parte da reestruturação da indústria florestal sueca, colocando todas os outros setores em sua subsidiária Sveaskog. Em 2011, a empresa encerrou o ano como uma das ações com melhor desempenho no mercado de ações.
Depois de todas essas transações, a nação sueca como acionista, junto aos demais, acumulou uma taxa de retorno interno sobre seus investimentos em ações da empresa, ao longo do tempo em que a empresa esteve registrada na bolsa, superior a 15%. Hoje,a Sveaskog é a maior proprietária de terras florestais da Suécia, possuindo mais de 4 milhões de hectares(dos quais quase três quartos são produtivos), que correspondem a 15% do total do país.
O aborto e a eutánasia correndo solto no ocidente, cristãos sendo degolados pela sua fé no oriente e os políticos e seus grupos esquerdistas em defesa da floresta Amazônica.
Pode ser sintomas dos fins dos tempos…
Não entendi o título da matéria “Por que proibir o Brasil de explorar suas florestas”. Pelo que eu sei os proprietários de terra da região amazônica possuem o direito de explorar suas florestas da reserva legal mediante a aprovação de um plano de manejo no órgão ambiental de cada estado. Mesmo em florestas públicas como as Florestas Nacionais é permitido a exploração madeireira, desde que passado por um processo de licitação. Mesmo nos Estados fora da região amazônica é permitido a exploração da reserva legal.
CLIMA. O sol controla 99% do clima global. O sol tem períodos de maior atividade e períodos de menor atividade. Ciclos de 25 anos, 50 anos, 90 anos. No período de maior atividade o planeta esquenta, no período de menor atividade, o planeta esfria. Estamos no período de menor atividade. Durará até 2030 a 2045. Teremos invernos mais rigorosos principalmente no hemisfério norte. As outras determinantes (1%) são os oceanos, correntes de massa e energia, rotação e translação da terra.
GÁS CARBÔNICO. O que sequestra CO2 adicional do ar são plantas em crescimento. Produção de biomassa. (pode ser árvore, milho, arroz, soja, etc ), até atingir a maturação. Quando atinge o equilíbrio, clímax, o CO2 que ela consome é o próprio CO2 produzido na respiração. Uma floresta nativa, no clímax, não sequestra CO2 adicional da atmosfera. Uma floresta plantada, lavoura de milho, soja, etc sequestra CO2 quando a cultura é renovada.
“mas é mais inteligente acreditar nas pessoas especializadas do que em leigos. ”
Não não é mais inteligente acreditar só porque são especialistas!
“já que ambos negam o que a comunidade científica diz e são quase todos formados por pessoas não especializadas no assunto.”
Ciência não é baseado no que cientistas dizem, e sim no que eles apresentam como consistência lógica ao analisar indícios, variáveis e teorias e demonstrações. Os defensores do aquecimento global falharam em demonstrar tudo. E não observando na prática por uma questão lógica, só podemos deduzir que algo em suas premissas estão erradas.
Se proibissem matar boi, ninguém mais criaria bois!
Fiz um investimento há dez anos, plantei umas florestas; verificando varietais, praticamente tudo pode ser plantado e cortado e colhido, desde que feitos os registros de plantios, de modo facil em prefeituras, e então o “direito de árvore plantada”, datas, locais, espécimes, podem ser cortadas e transportadas e vendidas sem problemas.
Atualmente, árvores “nativas” de todas as especies, plantadas, documentadas podem ser cortadas!
Antigamente não era assim e então não existem quase, pois quem se importaria em plantar para não colher. Mudaram as leis permitindo o plantio e corte, então inúmeras empresas estrangeiras tem florestas enormes, por causa da legislação que mudou.
É um investimento de longo prazo, mais de dez anos porém de excelentes resultados, retornos fantásticos, investimento não necessita maquinário complexo, e deslanchou por causa da legislação.
Ninguém vai depredar floresta particular, isso funciona, se a Amazônia fosse inteligentemente explorada ninguém estaria preocupado.
Noticias fakes são em função de interesses estrangeiros não de hoje.
Os franceses são os maiores predadores de florestas do mundo, em todo o mundo, acharam o momento oportuno para tentar invadir e “carnear” as florestas do brasil.
Franceses já foram corridos e expulsos do Brasil varias vezes e continuam tentando.
Em todo o mundo não tem povo mais predador de florestas para explorar madeira que o francês.
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Obs.:
Acredito que a bandeira do Brasil nunca será vermelha .
Nem a Amazônia será argentina, como até o papa quer!
Esta história de bolivarianismo era para se adonarem do Brasil.
O papa, um argentino acampado no vaticano, resolveu liderar piratas do mundo todo para reunião de divisão da Amazônia, chama de sínodo, um farsante, que vá cuidar dos padres comedores de criancinhas, uma vergonha mundial.
Desculpe fugir do tema:
Certa vez vi aqui no IMB um comentário sobre o mito de que o investimento em educação é a saída para o desenvolvimento do Brasil. O comentário logo foi respondido revelando que, educação é importante, porém mais ainda é a liberdade econômica com baixa tributação/regulação governos pequenos e pouco intervencionismo como caminho para o desenvolvimento/prosperidade. Inclusive citaram países que no passado pela liberdade econômica se desenvolveram com grande parte da população ainda analfabeta.
Alguém poderia me indica onde está o comentário em questão?? Ou ainda comentar o assunto, indicar artigos, etc?
MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO. De que forma podemos aumentar a matéria orgânica no solo. Uma alternativa é trazer material orgânico para o local. Isto tem custo. A outra alternativa é aumentar a matéria orgânica com a própria cultura, do local. Através do sequestro de gás carbônico CO2 da atmosfera pela fotossíntese fazendo biomassa para crescimento das plantas. Após a colheita, ficam no solo restos da cultura, que são os resíduos da parte aérea. Além do sistema radicular que é renovado periodicamente. Isto se repete a cada ciclo da cultura. No caso da cana, a cada 1 ano. No caso do eucalipto a cada 7 anos. A agricultura, ou florestas plantadas contribuem para a construção de ambientes produtivos. Riqueza para as gerações futuras.
A mata nativa tem um estoque de carbono, na biomassa (parte acima do solo e raízes ). No caso da mata nativa, não há acréscimo da biomassa, pois a mata está no seu equilíbrio. São 6 milhões de anos e não existe acréscimo de matéria orgânica no solo também. Por isso o solo da Amazônia é pobre. A biomassa (parte aérea) da mata nativa é em média 200 t/ha. E a alteração da matéria orgânica no solo é mínima pois não há renovação das raízes da plantação. O sistema está em equilíbrio. Isso há 6 milhões de anos. E continuará ad eterno.
A biomassa de uma cultura de milho é 31 t/ha/ano. (13 t de grãos e 18 t de palha). São 18 toneladas por hectare de palha que ficam no solo mais o sistema radicular velho, cerca de 3 t/ha/ano, que é renovado. Anualmente.
Você vive em uma rocha colossal no meio do vácuo do Universo. Essa rocha possui as condições certas para abrigar a vida, que levou milhões de anos para desenvolver um ecossistema.
Esse Ecossistema, assim como sistema econômico, possui causalidade. Quanto mais você meche nele, maior o caos e pior ele funciona.
Agora ligue os pontos amigo: sem ecossistema o planeta em que você vive é incapaz de sustentar qualquer forma de vida, incluindo a sua própria. Haver vida humana é o primeiro pré-requisito para qualquer coisa, incluindo para a sua área de expertise, a Economia.
Logo, a picuinha política que o senhor e outros economistas, acompanhados por mim há alguns anos, possuem em relação ao meio ambiente e a conservação do mesmo, não passa de pura pirraça, ego e pequenez mental.
É preciso encontrar um ponto de equilíbrio para que a vida humana continue prosperando. Destruir deliberadamente o único ecossistema que capaz de abrigar a vida humana no UNIVERSO conhecido, não é só burrice de suas partes, é também um suicídio civilizacional.
Acabei de verificar os dados e sim, as queimadas no estado de Amazonas foram recordes, apenas perdem para 2005, considerado um ano de desastre. O Pirulla fez um vídeo recente sobre isso, e não poupou críticas ao PT em relação ao ano de 2005, considerado um ponto fora da curva.
Do ponto de vista libertário, um proprietário poderia desmatar área de preservação ambiental, correto? Mas do ponto de vista ambiental isso pode ser desastroso e gerar vários efeitos indesejados. Como conciliar as duas coisas?
Os dados: http://www.globalfiredata.org/forecast.html#amazonas
O ambientalista atômico e a histeria com a Amazônia
Duda Teixeira entrevistou para a Crusoé o ambientalista Michael Shellenberger que bate de frente com o Greenpeace e assemelhados.
Ao ser perguntado sobre a reação às queimadas na Amazônica, ele disse o seguinte:
"Foi exagerada a repercussão internacional sobre as queimadas na Amazônia?
Nas últimas semanas, todo mundo estava um pouco maníaco, irracional, louco. Muito da reação da imprensa americana foi porque entre 75% e 90% dos jornais odeiam Bolsonaro. Não gostam dele assim como não gostam do presidente Donald Trump. Mas a histeria passou. Chegou o momento de as pessoas que realmente se importam com a Amazônia terem uma discussão madura sobre o assunto."
E ainda:
"Estrangeiros, em geral, enxergam a Amazônia de uma maneira equivocada?
Para muita gente, incluindo muitos brasileiros, a Amazônia é um lugar mítico. Como se trata de uma área muito extensa e que em grande parte não foi explorada, a floresta acabou se tornando uma tela gigantesca em que as pessoas projetam seus medos e suas esperanças. E a imagem mais comum é a do Jardim do Éden. Muitos repórteres que têm escrito sobre a Amazônia são jovens. Estão nos seus 20 e poucos anos. É gente de classe média alta, com boa formação escolar.
Nas últimas semanas, eles escutaram pela primeira vez que a Amazônia estava pegando fogo. Sem muita informação anterior, eles entenderam isso como uma violação da ordem natural, do Jardim de Éden, de tudo o que há de bom no mundo. Eles olharam para as fotos no Instagram do Leonardo DiCaprio e da Madonna e acreditaram que a floresta estava pegando fogo por causa dos homens maus. Não percebem que a Amazônia é o lar de 30 milhões de pessoas, dos quais muitos estão simplesmente tentando sobreviver. Só conseguem entender que tem gente má fazendo coisa ruim."
crusoe.com.br/edicoes/72/o-ambientalista-atomico/
Vocês sabiam que 85% das estradas suecas são privadas?
Para preservar a Natureza não é necessário manter as pessoas na pobreza.
Muito pelo contrário:
A única forma de realmente preservar a Natureza é tirando as pessoas da pobreza.
* * *
Continuam com essa baboseira até hoje, os idiotas úteis seriamente pensam que colocar um monte de homens armados na Amazônia, igual fazem na fracassada guerras às drogas, irá parar algo.
Se tem uma coisa que eu percebi desde que eu me tornei estudante austríaco, é que o setor privado sempre irá fazer melhor que o público, não tem excessão.
Aos poucos, as coisas certas vão acontecendo:
Coca-Cola adota parque de 13 mil hectares na Amazônia
Detalhe: não vi ninguém aplaudir. Principalmente aqueles pentelhos que estão sempre tão interessados numa área milhares de quilômetros longe de suas casas construídas em áreas devastadas.
Analisando o histórico da taxa de desmatamento desde 1995, o que me chamou a atenção foi uma queda durante os anos do governo Dilma. Essa queda se deu por causa do novo Código Florestal?
É possível relacionar a taxa de desmatamento na Floresta Amazônica com crescimento econômico? Porque houve alta em anos com crescimento alto, como 2004 e 1995.
Pessoas, recentemente foi publicado um artigo, no qual eles afirmam que há uma relação entre as taxas de desmatamento e em qual presidente o eleitor votou nas eleições.
Segundo eles, o Bolsonaro é de extrema-direita (sendo que ele na verdade é um esquerdista mais à direita). Já o Lula, pela lógica deles, é de centro-esquerda (o Alckmin seria direita?).
Agora eu não entendo qual seria a relação exata disso. Quer dizer que os nativos não gostam do Bolsonaro? O que a gente pode dizer dos indígenas que votaram nele? E do cacique Sererê? Lembrando que nas últimas décadas o estado tem tratado o índio como um bicho incapaz de tomar as próprias decisões. No Canadá e nos EUA tem índio ganhando dinheiro com petróleo, enquanto aqui isso é inviável, tanto por causa das regulações e do varguista controle estatal sobre subsolo, quanto pela Petrossauro.
Lembrando que agora o Fundo Amazônia vai voltar (alguém me explica pra que que serve isso?), porque o eleito agora é aquele que acabou com a fome no mundo e promoveu a paz entre os povos do planeta.