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A saúde é um bem, e não um direito

O
filósofo político Richard Weaver corretamente declarou que ideias têm
consequências.  Peguemos, por exemplo, o debate que opõe bens a
direitos.  O direito natural afirma que as pessoas têm direito à vida, à
liberdade e à busca da felicidade.  Um bem é algo pelo qual você trabalha
e, com os proventos desse esforço, adquire.  Esse bem pode, por exemplo,
ser uma necessidade básica, como comida. 
Porém, nessa nossa atual cultura da dependência, cada vez mais os
“bens” estão se tornando “direitos”, algo que gera
consequências danosas.

A
princípio, pode parecer algo bastante inócuo decidirmos que as pessoas têm
direito a coisas como educação, emprego, moradia e tratamento médico.  Mas,
se analisarmos mais detidamente as consequências, veremos que o funcionamento
da ética do trabalho e da frugalidade será violentamente desbalanceado caso as
pessoas aceitem essas ideias.

Primeiramente,
se decidirmos que algumas pessoas têm direito a atendimentos médicos gratuitos,
isso significa que outras pessoas terão de pagar para que esse serviço seja
ofertado a terceiros.  E essas pessoas também têm contas para pagar e
famílias para sustentar, assim como você.  Se houver um
“direito” à saúde, então você estará obrigando essas pessoas a bancar
esse serviço para você.

É
óbvio que, se aqueles obrigados a pagar pela saúde de terceiros fossem
abertamente tratados como escravos destes, as faculdades de medicina
rapidamente se esvaziariam, pois a imoralidade seria explícita.  Porém,
como o governo fez um bom trabalho em nos convencer de que a saúde é um direito
em vez de um bem, ele também generosamente se prontificou a atuar como o
intermediário, diluindo a noção da escravidão.  Políticos são muito bons
em fazer parecer que os tratamentos médicos serão gratuitos para todos. 
Mas nada poderia estar mais distante da realidade.  O governo não quer que
você pense muito sobre como os hospitais serão financiados, ou como você, magicamente,
irá ganhar algo em troca de nada na arena médica.  Apenas nos pedem que
confiemos neles, os políticos, pois, de alguma forma, tudo vai dar certo.

Saúde
pública é algo que nunca funciona da maneira como as pessoas foram iludidas a
acreditar que funcionaria antes de ser implementada.  Os cidadãos dos
países onde a saúde é
estatal
jamais teriam aceitado esse sistema caso soubessem antecipadamente
sobre os racionamentos
e as longas
filas
.

Quando
os burocratas assumem o controle da medicina, os custos aumentam e a qualidade
despenca, pois os médicos perdem cada vez mais tempo mexendo com a papelada e
dedicam cada vez menos tempo ao atendimento dos pacientes.  À medida que
os custos vão disparando — como sempre ocorre quando burocratas assumem as
rédeas de qualquer empreendimento –, o governo tem de confiscar cada vez mais
dinheiro de uma economia já sobrecarregada para de alguma forma conseguir pagar
as contas.

Como
já vimos repetidas vezes naqueles
países
que adotaram a medicina estatal, quanto mais dinheiro e poder o
governo tem, maiores serão o abuso e a depravação.  O aspecto mais
estarrecedor dessa política de saúde pública é que, em algum momento,
inevitavelmente haverá a necessidade de se cortar custos.  E, como todos
já estarão obrigados a recorrer a tais serviços (por pura falta de opção), isso
poderá significar o cancelamento de serviços vitais.  Adicionalmente, como
a participação no sistema de saúde estatal acabará se tornando obrigatória,
nenhuma alternativa legítima estará disponível.

Será
o governo (isto é, o contribuinte) quem irá pagar todas as contas, obrigando os
médicos e os hospitais a dançar de acordo com a música estatal.  Ter de
sujeitar a nossa saúde a essa insanidade burocrática é possivelmente o maior
perigo que enfrentamos atualmente.  A maior ironia de tudo é que, ao
transformar o bem ‘saúde’ em um direito, a nossa vida e a nossa liberdade serão
colocadas em risco.

É
verdade que todos têm o direito a buscar algum tipo de
assistência médica, sem que sejam impedidos pelas políticas governamentais.  Mas isto não é o sistema que temos hoje.  O atual e confuso sistema de saúde é repleto
de interferências governamentais no processo.  A regulamentação federal, a inflação, as leis
fiscais e normas federais ditando quais os serviços devem ser fornecidos obrigatoriamente
pelos planos de saúde, a interferência estatal no mercado de planos de saúde, os
licenciamentos para exercício da profissão, que nada mais são do que uma
maneira de cartelizar a profissão de médico — tudo isso gera efeitos negativos
na prestação de serviços médicos.

Os
fanáticos que agora reivindicam ainda maior envolvimento do governo no sistema
de saúde não percebem que os mais necessitados e as pessoas que exigem
tratamento mais cuidadoso são as maiores vítimas dessa política irracional.  Quando programas humanitários
bem-intencionados se baseiam em premissas falsas e noções econômicas insensatas,
o resultado inevitável é que eles deixam de produzir benefícios desejados.

Pode
alguém imaginar o que estaria acontecendo se, por razões de segurança nacional,
o governo tivesse tomado para si a função de garantir que cada pessoa — homem,
mulher e criança — tivesse um telefone celular, chamasse isso de ‘direito’,
e justificasse tal medida como tendo a finalidade da segurança nacional?  Estaríamos vivendo um pesadelo.  A qualidade do serviço nunca teria melhorado,
os preços seriam estratosféricos e a distribuição seria um desastre.  No entanto, hoje em dia temos celulares à
vontade e os preços continuam a cair, mesmo com o mercado das telecomunicações
estando sob forte regulamentação governamental.

É
da natureza do governo produzir e prestar serviços de baixa qualidade a preços
extremamente altos.  Sistemas econômicos
socialistas, burocráticos e intervencionistas inevitavelmente causam danos à
maior parte das pessoas que deveriam ajudar, e a custos muito altos.


muitas décadas temos uma farta disponibilidade de tecnologia moderna e isso se
comprovou um benefício real para todos os setores econômicos, além de ajudar a
manter os preços em baixa e ao mesmo tempo melhorar a qualidade dos produtos e
serviços.  Isso ocorreu especialmente no
setor de eletrônicos, representado pelos celulares, televisores e computadores.
 Conquanto a medicina tenha sido
grandemente beneficiada pelas novas tecnologias, o custo da medicina, em vez de
cair, aumentou significativamente.  E há
uma razão para isso ter acontecido.

As
corporações médicas que cartelizam o mercado, a interferência do governo nos
planos de saúde — levando a seu encarecimento — e a enorme quantidade de
dinheiro público injetada no sistema só conseguiram aumentar os preços e
piorar o fornecimento de todos os serviços médicos.  A saúde gerenciada pelo governo levou
médicos, companhias de seguro-saúde, hospitais e principalmente pacientes a
ficarem descontentes com o sistema.  Mesmo os muito ricos, aqueles que podem pagar por um
tratamento privado e exclusivo, estão insatisfeitos com a situação, pois sabem
que estão pagando um preço muito maior do que poderiam pagar caso houvesse um
genuíno livre mercado no sistema de saúde.

Em
vez de retirar os serviços de saúde do mercado, o racional seria implantar um genuíno
livre mercado nos serviços de saúde — um mercado que fortaleça os indivíduos,
e não os burocratas. 

Como? 

Quatro medidas para melhorar
o sistema de saúde

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Leia também: Como Mises explicaria a realidade do SUS?

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176 comentários em “A saúde é um bem, e não um direito”

  1. Luís Carlos Casarin

    Infelizmente, acho que o Sr. Ron Paul não é uma das poucas vozes que se levantam contra a socialização da medicina nos EUA. Como ele, inúmeros outros, sejam médicos, empresários do setor, empresas de seguro saúde, dentre outros, têm muito a perder com a socialização e a conquista do direito à saúde pela sociedade, especialmente no que diz respeito aos seus lucros. Se fossem poucas essas vozes, essa importante conquista já seria realidade há muito tempo. São forças assim que enfrentamos também aqui no Brasil para a implementação do SUS.
    A partir de 1988, com a implantação do SUS no Brasil, a saúde passou a ser um direito de todos e dever do estado. É importante então buscarmos a compreensão do que é direito à Saúde. Numa visão simplista podemos dizer que a Saúde não pode ser colocada no mesmo plano de quaisquer outras formas de direito, uma vez que é uma condição de sobrevivência e manutenção da espécie. A sociedade e o Estado teriam, portanto, a obrigação de assegurar o direito à Saúde de todos. Com um olhar mais humano e solidário, sendo a saúde então condição de sobrevivência e sua promoção significando alívio de sofrimentos, fica mais fácil entendermos e aceitarmos que ela não pode nem deve ser um BEM. Mas este é um entendimento que não depende somente de comprovações científicas ou teorias mirabolantes. Sua compreensão é muito mais simples e muito mais complexa. Depende da opção de vida de cada um de nós, da visão de mundo e do modo que encaramos a vida em sociedade.
    Também é importante não confundir direito à Saúde com direito à assistência à Saúde. Como sabemos, a saúde resulta das condições de vida biológica social e cultural e, particularmente, das relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, através do trabalho. Ou seja, ela é determinada e condicionada por diversos fatores. A saúde, portanto, deve ser mantida através de mecanismos que incrementem a qualidade da vida, e não somente através da assistência à saúde. Isso exige uma articulação de todos os setores sociais e econômicos e, desta forma, o direito à saúde não seria o único pressuposto que nortearia as políticas setoriais de saúde, mas sim um elo integrador que teria de permear todas as políticas sociais do Estado e balizar a elaboração e a implementação das políticas econômicas. Isto significa uma ação e uma nação articuladas com todo o conjunto de políticas sociais mais amplas como as relativas ao emprego, moradia, saneamento, alimentação, educação, etc.
    Nesse sentido, se olharmos somente para nossos próprios umbigos, fica mais fácil então transformar a saúde em um bem. Com o “direito a saúde” não quero obrigar outras pessoas a “bancar esse serviço pra mim”. Quero sim me colocar ao lado de outras pessoas para que juntos possamos aliviar o sofrimento de muitos e buscar mais qualidade de vida para todos. Esta pra mim é uma das bases da Cidadania. Não me importo então de “bancar” isso tudo pra outras pessoas e, se elas comungarem esse sentimento e entendimento comigo, também não se importarão em dividir esses benefícios comigo.
    Com o direito a saúde não tornamo-nos escravos uns dos outros. Tornamo-nos cidadãos em uma sociedade que busca a melhoria da qualidade de vida pautada na justiça social. No Brasil, ainda que tenhamos obtido avanços com o SUS, um modelo hegemônico, nascido no passado e baseado no modelo americano, tenta ainda se impor e nos fazer escravos de um sistema que privilegia o “ter” e não o “ser”. Acabamos sendo vítimas de valores de um mercado, no qual o valor moral não está no valor do cuidado em saúde, e sim baseado no valor de troca, na capacidade de produzir procedimentos que traduzam lucro. Por isso aqui ainda enfrentamos filas e dificuldade de acesso. Ao contrário do que afirma o Sr. Ron Paul, em outros países onde a saúde é estatal e direito universal como o Canadá e a Inglaterra, opiniões distorcidas e explicitamente corporativas como a dele jamais teriam boa aceitação. Acho que nem mesmo compreendidas seriam.
    Os governos nesses países, mesmo com os altos custos que a saúde traz especialmente em tempos atuais, não confiscam cada vez mais recursos da sociedade. Simplesmente alocam recursos suficientes para elaboração e manutenção de políticas de saúde pautadas na justiça social e na conquista da cidadania. Além disso, buscam otimizar a aplicação desses recursos e jamais cortam custos. Esta é uma outra realidade que devemos buscar para o Brasil, onde o sub-financiamento ainda é um dos grandes entraves à consolidação do SUS. Mesmo porque, quando compreendermos saúde dessa forma ampliada e humana, passaremos a ver que ela não tem custos, ao contrário, ela requer investimentos.
    E por fim, digo ao Sr. Ron Paul que nenhum governo ou partido fizeram trabalho algum pra me convencer disso tudo. A vida e as boas pessoas me mostraram esse caminho que estou seguindo ao lado de tantos amigos. Espero que continuem me acompanhando sempre.
    E espero que a socialização e o direito universal à saúde tornem-se realidade para os cidadãos americanos.

  2. Ligia M. M. P. Santos

    Caro Sr Luis Almeida,\nÉ fácil compreender a sua reação aos comentários de seu xará, pois não é de estranhar que a quem pesa tanta responsabilidade – a de prover a família e de acumular BENS- com esforço árduo, do trabalho duro no dia a dia,alguém – que só pode ser “débil mental” – vir falar de solidariedade, de justiça social, de equidade. Valores tão “demodê” em nossa sociedade de consumo onde o que importa é TER (bem) e não SER (direito), não é mesmo?De que vale falar em solidariedade se no dia a dia somos obrigados a negar trabalho a uma grande parte da população por esta não ter uma formação adequada( não por que queremos, claro, mas por que a disputa de mercado assim o exige). Não temos culpa se as pessoas não se esforçam para estudar, trabalhar e ter uma vida digna como a nossa que – por sorte – conseguimos passar pela mortalidade infantil no nosso primeiro ano de vida e depois a sorte de termos dinheiro para ingressar em escolas boas e mais sorte ainda por termos conseguido nos manter nelas e mais ainda por termos nosso lugar ao sol neste mundo de disputas de mercado e assim nos alimentarmos bem, nos vestirmos bem, dormir bem – veja tudo é uma questão de BEM.\nClaro que não é uma questão de sorte – o sr me dirá- batalhamos por isso! – De fato, afinal, a história é escrita por quem “chegou lá”, não é mesmo?\nNão temos culpa das pessoas que elegemos passarem por situações “tão difíceis” para se manterem no poder, pelo poder e para o poder. Não temos culpa das pessoas terem nascido e nos terem feito acreditar que somos seres sociais e que por isso estamos fadados a conviver em sociedade ainda mais uma sociedade tão multifacetada, multi cultural, multicolorida, multiracial, multi… Não temos culpa de que viver seja contra hegemonico!\nPor falar em “chegar lá” – onde é mesmo este lugar? Depois de termos tudo o que nos fazem acreditar que é essencial, depois de nos alimentarmos bem enquanto outros seres humanos morrem de fome, depois de termos os melhores planos de saúde à nossa disposição – pagando caro,por que fizemos por merecer, é claro- esses mesmos planos nos negam tratamentos mais complexos, quando mais precisamos deles ou , pior, nos assistem dizendo que é com sua tecnologia de excelencia e omitem o fato desses procedimentos mais complexos serem custeados pelo governo-SUS- onde outros seres humanos ajudam a pagar-ops, não é todo, mas os que trabalham e pagam impostos, é claro.Onde é esse tal lugar onde as pessoas têm medo de cumprimentarem-se, testemunham situações de abandono, de descuido, de descaso com a vida humana, de injustiça e isso é apenas uma paisagem, pois o que importa são os bens adquiridos com o esforço individual.\nCaro sr Luis, precisamos ter mais paciencia com os “débeis mentais”,talvez sejam mais sensíveis e ingenuos por acreditar que o paraiso possa ser aqui, neste plano terreno, mundano, onde o que é mais importante são os “bens”.Esses “débeis mentais” que lutam por uma sociedade mais justa PARA TODOS só podem acreditar que o futuro possa ser mudado – que santa ingenuidade. Eles não deveriam ter o direito nem de emitir suas opiniões, não é mesmo? nos incomodando com as diferenças…nos fazendo perder a compustura e ter que nos expor dessa maneira tão arrebatadora – pois nos tiram do sério – o sr tem razão!!!\nQuem sabe, a teoria de Malthus não se concretize e esses pobres coitados morram todos fazendo com que os mais fortes da espécie sobrevivaM!Mas, o sr me desculpe, ainda me ficam umas perguntas: Sobreviver para que?Para quem?Porque? Acumular bens para que?\nSer feliz é ter muitas coisas e troca-las por outras mais caras e melhor, comer bem, se vestir bem e ter um plano de saúde para me dar suporte quando toda a insatisfação do mundo me fizer adoecer? \nSerá que quando eu chegar no paraiso – aquele que não é aqui — terei as respostas?\nDesculpe minha visão simplista sobre a vida e o viver.\nAtenciosamente\nLigia M. P. dos Santos

  3. vamos colocar um pouco de história neste debate.\nnos primordios existia o homem, os animais, as plantas. O homem se alimentava, se vestia, se tratava gratuitamente. Ele matava um animal, que vivia solto nestas terras de meu Deus, se alimentava e se vestia. As terras não possuíam proprietários. \nEle plnatava e colhia. Se medicava com as plantas que nasciam abundantemente em terras de “todos”. \nNão sou historiador, mas estou me arriscando. Felizmente a internet ainda é assim. Todos podem.\nSurgiu o direito à propriedade, os animais passaram a ter “donos” e viver cercados. Troca. O ser precisava ter algo para trocar por algo que não possuía. E posteriormente surgiu o dinheiro.\nPara adquirir algo, necessitava ter dinheiro. Pago, me alimento.\nPago, me visto. Nada mais daquilo de matar o animal e vestir-se de sua pele, comer sua carne.\nE isso foi ganhando enorme dimensão. Até o ponto atual, onde temos que pagar pela saúde, pela educação, para transitar em uma rodovia, etc.\nParticularmente, não considero bébil mental o ser humano que ainda defende que saúde, educação, transitar, e algumas coisas mais, comntinuassem a ser “direito” de todo cidadão, pois temo que chegue o dia, em que o ser humano tenha que pagar ATÉ pra RESPIRAR. (COMO PREVIA A MINHA MÃE)…

  4. Prezado Denis,\n\nRespeitamos seu ponto de vista, mas consideramos que alguns de seus conceitos estão um pouco “embaçados”, a saber: \n\n1) Querer tudo de graça equivale a escravizar terceiros. O senhor pode achar que é civilizado ter educação, saúde, alimentação, vestuário, transporte, etc. gratuitamente. Porém, não se esqueça de que tem alguém pagando por isso. Logo, se o seu direito é ter isso tudo “de graça”, de quem será o dever? O senhor não acha que esses serviços ser-lhe-iam providos gratuitamente, certo? Aliás, duvidamos que o senhor iria ofertá-los a troco de nada. O mundo não funciona assim.\n\n2) O conceito de propriedade sempre foi inerente ao ser humano desde tempos imemoriais, ao passo que ideias coletivistas (i.e., abolição da propriedade) sempre foram estranhas à nossa natureza. E mais ainda: onde quer que elas foram implantadas, geraram apenas mais pobreza e sofrimento (inclusive nos EUA, em Plymouth, em 1620. Procure estudar sobre esse caso). Lamentamos muito que não goste desse sistema, mas é fato que se ele for abolido em prol do sistema “benéfico” que o senhor defende, absolutamente tudo seria pior.\n\n3) Por fim, quando não há o mecanismo do lucro-e-prejuízo, os recursos não são usados racionalmente. Nunca. De novo, lamentamos que seja assim e que o senhor não goste, mas apenas compaixão e benevolência são incapazes de alterar algo muito maior: as leis econômicas. Quando não há o sistema de preços guiando nossas decisões e nos ajudando a alocar os recursos da forma mais eficiente possível, os desperdícios abundam, a escassez domina e aí todo mundo fica sem saúde, alimentação, vestuário, transporte, etc.\n

  5. Senhores comparsas Luís e Leandro, é sempre um prazer. Gostaria de iniciar me lamentando por vocês acreditarem realmente que são livres quando têm de comprar a sua liberdade. Acho que se esqueceram de notar que a liberdade dos senhores foi barrada no dinheiro. Me lamento também pelos senhores, que assumem serem vocês mesmos escravos e inferiores ao próprio dinheiro. Isso é muito triste… Aliás, acho que você leandro, está um pouco perdido na sua humanidade um pouco bruta em acreditar piamente que a possessão (até mesmo sobre outro homem) é inerente ao ser humano – te garanto que não é. A diferença é inerente ao Homem, e é claro, por isso gerou na História alguns desentendimentos que o Sr. generalizou ingenuinamente. O ser humano é antes um ser coletivo, e se não fosse por essa natureza, creio que não estaríamos aqui debatendo sobre a nossa própria ironia. Eu acredito que quando diz que alguém estaria “pagando” (utilizando o seu termo de vendido) para o outro viver bem, nunca passou pela sua cabeça que se todos trabalhassem o suficiente, isso é, dividindo o trabalho cada um faria o mínimo, todo mundo estaria “pagando” para todo mundo viver no bem-bom que o Sr. Denis delirantemente sonha. Talvez seja muita ingenuidade minha, verdade, mas eu ainda acredito que as supremas leis do universo por você proposta, a “economia”, não é mais forte que a natureza humana. Aproveitando, só uma observação: a “EcoNomia” que você, Leandro, louva, é um termo criado por Spinoza que significa explorar a natureza para se sustentar. Em conjunto ele crio o termo EcoLogia. Faz algum sentido pra você?\nAo invés de pensar que a utopia de alguns é ingênua e simplista, seria bom que pessoas como o Sr. Leandro e o Sr. Luis pensassem, enquanto tomam o café que algum empregado traz, sentados na sala onde algum empregado limpa, vestidos da roupa que outros empregados fazem, se a realidade deles é no mínimo humana. Quando eu digo realidade, por favor, eu não me refiro ao seu condomínio fechado. Não quero infringir a liberdade de vocês…

  6. Prezado Rafael, tirando seus ataques pessoais, seus argumentos são tão potentes quanto o vácuo. Lamento, mas não dá pra discutir economia fazendo apelos emocionais. Fosse tão simples assim, bens como comida surgiriam espontaneamente, a fome acabaria e a abundância de tudo seria plena. Mas, infelizmente, as coisas são um pouco mais complicadas. O consumo tem de vir necessariamente após a produção. Só pode haver consumo se antes houver produção. E vocês estão pensando – emocionalmente – apenas em como vai ser distribuído o consumo de saúde, educação e afins; em momento algum se dão ao trabalho de pensar em como será a produção. É aí que está o nó górdio, meu caros. Abraços!

  7. Oh Roque.\n1. Onde escrevi que quero tudo de graça? Onde escrevi que quero alimentação, vestuário, transporte de graça?\n2. Não sei o que quis dizer com “tempos imemoriais”, mas o direito a propriedade surgiu em 1804, aproximadamente. Antes disso, a posse, que é algo diferente. Gostaria de saber também onde escrevi sobre “abolição da propriedade”?\n3. “Por fim, quando não há o mecanismo do lucro-e-prejuízo, os recursos não são usados racionalmente…” Aqui concordo com voce Roque, pois sempre existiu e sempre existira o ser humano, que não sabe existir sem querer por o pé na cabeça do outro. Não é mesmo? \n

  8. Oh Roque.\n1. Onde escrevi que quero tudo de graça? Onde escrevi que quero alimentação, vestuário, transporte de graça?\n2. Não sei o que quis dizer com “tempos imemoriais”, mas o direito a propriedade surgiu em 1804, aproximadamente. Antes disso, a posse, que é algo diferente. Gostaria de saber também onde escrevi sobre “abolição da propriedade”?\n3. “Por fim, quando não há o mecanismo do lucro-e-prejuízo, os recursos não são usados racionalmente…” Aqui concordo com voce Roque, pois sempre existiu e sempre existira o ser humano, que não sabe existir sem querer por o pé na cabeça do outro. Não é mesmo? \n

  9. Prezado Denis, em momento algum falei do direito à propriedade como uma lei. Pode reler lá. Falei, isso sim, que “o conceito de propriedade sempre foi inerente ao ser humano desde tempos imemoriais”. O senhor parte do princípio de que a propriedade só existe quando o estado decreta uma lei; e que se o estado não decretar essa lei, então a própria ideia de propriedade seria uma ficção. Nada mais longe da realidade. Quanto ao ser humano pisar na cabeça do outro, concordo plenamente. Haja vista que está cheio de gente aí querendo ter tudo bancado por terceiros. Não é mesmo?

  10. e eu não falei que quero tudo de graça. e voce insiste nessa inferência.\nFiz uma reflexão histórica. Estamos cada dia mais tornando tudo fonte de renda. Os mais poderosos tem o domínio. Em vez do estado dominar, poucas pessoas tem este direito. Em vez dos politicos serem os poderosos, poucos empresários dominam. Me parece que é isso que voce defende. \nSe o assunto é saúde vamos lá.\nQuantos medicamentos são produzidos a parrtir de principios ativos de plantas? Plantas que antes nasciam em nossos quintais. Plantas que as pessoas comuns conheciam seus benefícios. Hoje as pessoas nem sabem disso. Compram o remédio quando nossos avós colhiam no quintal e tomavam. É o monopólio da saude através da desinformação.

  11. Prezado Anônimo, o senhor identificou corretamente o problema, mas errou quanto ao diagnóstico. Como o senhor acha que as grandes empresas do complexo industrial-farmacêutico adquiriram o vasto poder que têm hoje? Será que foi no livre mercado ou será que foi através do conluio que elas têm com o estado e com os políticos (aos quais o senhor anseia dar ainda mais poderes, como deixou claro na mensagem acima)? Ora, é exatamente esse corporativismo (conluio entre estado e empresas) que permite que uma empresa cresça e se torne poderosa.\n\nAs corporações farmacêuticas hoje podem fabricar tranquilamente seus medicamentos a preços abusivos simplesmente porque não têm concorrência. Por quê? Porque essas grandes corporações são protegidas de duas formas: regulamentações editadas pelas agências governamentais de saúde e o monopólio de patentes. E sabe quem garante a essas corporações o monopólio das patentes? Acertou, o estado. E é exatamente a essa entidade que encarece os produtos e impede maiores inovações – a saber, o estado – que o senhor quer dar mais poderes. As grandes e poderosas corporações só são grandes e poderosas porque cresceram em um ambiente sem concorrência. E quem possibilita esse ambiente sem concorrência é o estado e suas regulamentações. Agora, se o senhor quiser remédios bons, abundantes e baratos, não tem outro jeito: tem de haver livre concorrência. E livre concorrência é livre mercado. Acredite, estamos do mesmo lado. Um abraço!\n

  12. Gustavo Nunes de Oliveira

    Àqueles que estão separados do que podem\nMiserável mesmo é aquele que vive como gado sempre invejando o pastor. Pobre mesmo é aquele que gasta a vida no ódio quando, lá no fundo, deseja profundamente tudo o que odeia. Inútil é o ser que delega a outro mundo seu existir.\nÉ claro que não me refiro ao conceito de sujeito como sinônimo de indivíduo, já que isso seria pensar como o moderno, o positivista, o capitalista. Pensar sujeito como indivíduo, ao modo dos iluministas, é o que permite a ilusão de acreditar que cada indivíduo pode desenvolver uma autonomia absoluta em si mesmo, dominar a natureza, todos os recursos disponíveis e tomar as rédeas do destino. É claro que esse modo de pensar o sujeito, o Homem, foi essencial para o movimento de luta contra a inquisição e contra o domínio da igreja. Mas também permitiu a existência do capitalismo. \nAtualmente temos grandes e renomados sociólogos, como A. Giddens, que procuram adaptar-se aos tempos atuais, quando já não podemos escapar da globalização e de tudo que nos cerca coletivamente. Quando até os mais fundamentalistas das teorias liberais são obrigados a rever seus conceitos, frente à atual crise mundial. Quando já não se pode dizer em voz alta que o livre mercado gera justiça social, pois jamais isso aconteceu! E não vale dizer que o desequilíbrio de poder é decorrente do conluio de empresas com Estados, pois não houve tempo algum na história onde se promoveu um verdadeiro livre mercado, simplesmente porque este é um conceito ilusório e usado, justamente, para autorizar o conluio do poder privado com Estados. O que podemos dizer que também nunca deixou de ocorrer com os Estados Socialistas – o que se denomina socialismo real. Desse modo, nunca houve livre mercado no capitalismo real! \nVoltando a Giddens, um dos sociólogos mais lidos na atualidade, acredita que a ciência, como a entendemos aqui no ocidente, fornece, através dos especialistas, instrumentos suficientes para que o Homem possa “lidar com seus constrangimentos” e assim tornar-se um empreendedor autônomo, capaz de “tomar as rédeas do seu destino”. É claro que os aspirantes a Roberto Justus adoram. Os médicos empresários então precisam até de babador…\nÉ assim que as cabeças de gado vão gastando seu cotidiano… Deixando seus bezerrinhos na escola que custa os olhos da cara e ensina todo o valor do não-pensar e do apenas obedecer… Vão de carro com vidro fechado para não se contaminar com a falta de “senso comum” que fica do lado de fora… Ouvintes da CBN que se alimentam das opiniões embasadas na mais pura lei do mais forte e do economês idiotizante que crê num mundo exato e individual. E tudo isso para aumentar suas probabilidades de tornar-se “Justus” um dia e poder dizer com o coração em júbilo e um sorrisinho irônico: “Você está demitido!”.\nQue grande ilusão! No fim de tudo a grande maioria já foi demitida e vive por aí sem pensar nos boçais Justus que continuam engalfinhando entre si até que a última cabeça seja cortada… \n”Só pode haver um!” Diz o gado, imaginando que é o pastor. \nEnquanto isso o lobo brinca, dança e enche a pança.

  13. Gustavo Nunes de Oliveira

    Alguns esclarecimentos para o debate…\nPara aqueles que defendem o livre mercado no setor saúde, Sr. Ron Paul, o Sr. Hans-Hermann Hoppe, o Sr. Luiz Almeida e o Sr. Leandro Roque, sugiro que, estando no Brasil, sejam autênticos e honestos consigo mesmos. Usem somente o setor privado de saúde! Isso significa que devem pagar pelos seus tratamentos diretamente aos prestadores e não descontar do imposto de renda! Também não paguem plano de saúde, ou qualquer seguro saúde pois, no Brasil, pelo menos 40% de todos os custos destas empresas são subvencionados pelo SUS (Sistema Único de Saúde, para quem não sabe; é público e financiado com recurso público). Também não se tratem em serviços de saúde filantrópicos, como Einstein, Sírio Libanês, Santas Casas, entre outros, porque eles são isentados de impostos (imposto é recurso público!!!!) para ofertarem leitos e serviços ao SUS (e vivem reclamando que vão falir se o SUS não der mais dinheiro!! Aí os governinhos dão empréstimo do BNDES para eles ficarem calminhos…). Também não devem usar os hospitais particulares, nem as clínicas, quaisquer que sejam, nem as melhores e nem as mais precárias, nem ir ao supermercado comprar alimentos, nem nas feiras-livres, nem comprar medicamentos, nem ir tomar uma num barzinho, nem usar camisinha, nem ir embora de avião, nem de ônibus, nem passar pela fronteira; porque, mesmo que vocês ignorem, achem ineficiente, desqualifiquem e sejam deselegantes, gostando ou não, como vocês gostam de bradar, lá estará a ANVISA. E pode crer que vocês estão aí saudáveis e podendo falar bobagem no blog, porque ela está lá, gastando recurso público para que continuemos nossas vidas. Recurso público viu? \nEu gostaria, já que eu pago meus impostos, com fins pedagógicos, de proibir vocês de utilizar qualquer desses “serviços”, já que não querem pagar! Mas eu não posso? E sabe por quê?\nPorque o nosso país, que não é nenhuma maravilha, tem uma lei na constituição que diz que o SUS é universal. Isso me obriga a continuar tolerando que pessoas que gostam de sujar o prato no qual comem, como vocês, continuem no blog falando mal do SUS e mesmo assim, servindo-se dele todos os dias da suas miseráveis vidas incoerentes. Que hipocrisia não é pessoal????\nComo diria um outro idiota: “Isso é uma vergonha!”

  14. Quanta incoerência… Primeiro o sujeito manda utilizar hospital privado e, seis linhas depois, fala que não pode usar hospital privado. Reconhece que não há livre mercado na saúde e logo em seguida manda usar o mercado para tratar da saúde. (Só um pequeno detalhe: um empreendimento ter isenção tributária é bem diferente de receber dinheiro público, tá? Ao dar isenção tributária, o estado está simplesmente retirando uma barreira que nem deveria estar ali em primeiro lugar. Agora, o governo dar dinheiro, aí sim, você pode dizer que se trata de recursos públicos.) Finalmente, gostaria de saber por que devo a minha vida a ANVISA. O senhor por acaso conhece meus hábitos de saúde para afirmar algo tão peremptoriamente assim? Lamento, mas não sou do tipo que faz genuflexões perante burocratas comedores de dinheiro público; dinheiro esse que, se mantido nas mãos dos mais pobres, poder-lhes-ia garantir melhor saúde. Espero apenas que o senhor cumpra a sua promessa e nos “desobrigue” de receber os prestimosos serviços da Anvisa. Promessa é dívida. Abração!

  15. Gustavo Nunes de Oliveira

    Querido Sr. Roque… Ficou um pouco irritado? Você pode escolher? Então escolha! Plano de Saúde subvencionado? Pilantrópica? SUS? Ou descontar do IR? Mas, cuidado pois se te receitarem um diazepanzinho ou mesmo um cházinho calmante, o mais seguro seria você deixar de orgulho bobo e não apelar para o mercado negro, ao tráfico, porque esse o SUS não controla! Esse quem controla é o mercado financeiro internacional!!!

  16. Caro Leandro, lamento, mas você não entendeu o que está sendo discutido aqui. A economia é uma criação do homem, portanto não queira me convencer de que são intocáveis e imutáveis as leis econômicas. Você mesmo sabe – já que parece entender de economia, pelo menos muito mais do que eu (e isso não é um ataque, estou realmente admitindo isso) – os desastres que acontecem quando acreditamos muito nisso. Mas crer que a economia é o motor da sociedade é não concebê-la como um todo. A economia é apenas um dos fatores presentes na formação da organização humana, e é ainda muito mais suscetível a se moldar de acordo com a ideologia dominante do momento que o contrário. Então realmente, não estou falando de economia, estou falando de onde ela se insere. Veja bem que o ser humano tem o poder de determinar os rumos de sua produção, e não fosse uma minoria que mantêm o poder ideológico da manipulação através da superinformação (e subinformação), seria possível construirmos uma economia que não agiria contra os valores naturais do ser humano, que é um ser coletivo. Então quando você diz que não estou pensando em produção e consumo, você acertou em cheio. Traduzir o sentimento, pessoas, a vida enfim, para a lógica da economia é esquecer que se é humano. Para falar em economês: a vida não se resume à consumir, e por isso a produção não é a coisa mais importante nesse mundo. Seria muito melhor gastarmos energias tentando construir uma sociedade ao menos mais justa no que se refere ao acesso, do que pensando em como resgatar uma lógica economica falida.

  17. Primeiro gostaria de dizer que fico feliz em viver num país democrático. Só num país democrático podemos promover um debate qualificado como esse. A democracia e o respeito permitiram-nos expressar nossas idéias e ideais e lutar por algo em que acreditamos. Lutar por algo em comum e não uns contra os outros. Assim foi a conquista do SUS. Nesse sentido, expresso aqui meu agradecimento ao Instituto que aqui nos permite através de seu site discutir as diferentes concepções que temos a respeito de bens e direitos, em especial na área da saúde.
    Dentre as diversas ações desse instituto, me chama a atenção aquela de “promover os princípios do livre mercado e de uma sociedade livre”. Esta, por si só, já seria uma impressionante conquista no Brasil, visto que aqui o livre mercado do setor saúde é competitivo e forte como em poucos países e a sociedade e seus cidadãos acabam presos a uma realidade onde quem tem possibilidade e recursos tem acesso ao cuidado em saúde de qualidade. A quem não tem, resta o SUS dos pobres e para os pobres.
    O Sistema de Atenção Médico Supletiva baseia-se num universalismo excludente, beneficiando e fornecendo atenção médica somente para aquela parcela da população que tem condições financeiras de arcar com o sistema, não beneficiando a população como um todo e sem a preocupação de investir em promoção e prevenção à saúde ou na mudança de indicadores de saúde. Enquanto, isto, ao sistema público compete atender a grande maioria da população, em torno de 150.000.000 de brasileiros (2009), com os minguados recursos dos governos federal, estadual e municipal.
    Segundo estudo do Prof. Nelson Rodrigues dos Santos (2009), essa expansão chega a mais de 2000 operadoras nos dias de hoje (em 2007, 106 delas estavam registradas como filantrópicas), com aproximadamente 43 milhões de afiliados (23% da população) e com a qualidade da assistência prestada crescentemente regulada e mantida pela Agencia Nacional de Saúde – ANS – que em relatório recente mostrou que quase ¼ dos afiliados às operadoras contam com uma assistência insatisfatória ou precária. Dentre os principais instrumentos desse estímulo para o crescimento do setor privado, podemos destacar as desonerações financeiras aos agentes de mercado: prestadores de serviços, médico – hospitalares privados, consumidores e intermediários (operadoras dos planos privados).
    Talvez por isso que o debate esquente quando discutimos a saúde, posto que é um tema sensível e influente tanto sobre o mercado quanto sobre a liberdade das pessoas, liberdade esta entendida como aquela que poderia ser usada até mesmo na busca da justiça social, sonho este que até mesmo alguns comunistas débeis mentais tiveram no passado.
    É muito pouco provável que alcancemos a equidade através das leis do mercado porque este reforçará o padrão existente de distribuição, que é normalmente definido pelo nascimento, pela renda e pela educação. Além disso, tenderá a alocar os serviços conforme a capacidade de pagamento, prejudicando especialmente os mais desfavorecidos e doentes.
    Livre e forte mercado do setor saúde coexistindo com justiça social é uma realidade que ainda desconhecemos. Se assim fosse, não estaríamos aqui num debate que teve início com a discussão do sistema de saúde americano, em que esse fato está latente mais que em qualquer outro lugar. E quando digo isso tudo não me refiro à Cuba, China, Coréia do Norte ou qualquer outro lugar onde ainda existem alguns dos tais comunistas débeis mentais. Refiro-me a países como a Inglaterra, Canadá, Espanha, França, dentre outros. Países capitalistas com sistemas públicos de saúde de qualidade. Esses países, assim como o Brasil com o SUS, investem em média cerca de 7,5% do PIB em saúde. Nesse campo específico do investimento em saúde, o que nos difere é que apesar de investirmos o mesmo percentual do PIB, menos da metade disso é referente a recursos públicos. Isso faz com que esse livre mercado do setor saúde (que também existe nos demais países citados) seja forte e poderoso como em nenhum outro lugar. A saúde privada no Brasil lucra bilhões todos os anos. O Brasil é o quinto maior consumidor mundial de medicamentos. O setor de diagnósticos especializados de alto custo é um dos mais desenvolvidos do mundo. E quantos tem acesso a tudo isso? Será que todos nós temos essa liberdade? Será que a falta de acesso significa falta de esforço?
    E o pior é que competimos com um mercado que nós mesmos subsidiamos.
    Subsidiamos na medida em que não há ressarcimento pelas operadoras ao SUS, conforme dispõe a Lei, dos gastos públicos efetuados com afiliados do sistema privado/operadoras, que acabam assistidos pelo SUS, ora por deficiência e incapacidade técnica e operacional das operadoras, ora pelo fato de serem encaminhados ao setor público pelo setor privado, visando a economia do capital privado e a elevação dos lucros;
    Subsidiamos na medida em que colocamos contrapartida de recursos públicos no financiamento de planos privados dos servidores da administração direta e indireta, incluindo as estatais; Em 2005 cerca de 20 % dos recursos privados aplicados na saúde, tiveram como fonte a receita pública, seja através das internações de afiliados, financiamento de planos para servidores, gastos tributários com pessoas físicas e jurídicas (dedução no IRPF e IRPJ dos gastos com saúde no mercado). Como se não bastasse, o setor público ainda financia e investe recursos com a assistência farmacêutica, benefício garantido no SUS, também estendido aos afiliados de operadoras privadas.
    Subsidiamos quando damos isenções de contribuições sociais para operadoras e hospitais filantrópicos e beneficentes de maior porte (quando credenciados por operadoras de planos privados).
    Pesquisas em andamento (Receita Federal, IBGE, DATASUS, Sistemas de Informações em Saúde/MS e outras) indicam que a soma dos valores dessas desonerações a custa de recursos públicos, ultrapassou em 2008, o valor correspondente dos 8,5% da Receita Corrente Bruta da União. Em outro ângulo, esta soma de valores equipara-se a aproximadamente 20% de todo o faturamento anual do conjunto de todas as operadoras privadas de planos e seguros de saúde.

    Enfim, se a intenção de buscar um sistema público de saúde de qualidade de todos e para todos, norteado pelos princípios da justiça social, pautado no direito a vida, se isso tudo me torna um débil mental, então aceito de bom grado essa qualificação. Nesse sentido, melhor investirmos mais nos CAPS e na política de saúde mental. Porque são muitos os débeis mentais que andam por aí. Felizmente.

  18. 2 perguntas sinceras:

    1) Como é possível que um sistema como o NHS (britânico) exista? Ele é justificado pela produtividade da economia ou local ou simplesmente não se justifica, é altamente deficitário?
    2) É viável que o sistema de saúde público seja restrito aos mais pobres? Supondo que numa sociedade de maioria classe média, elas pagariam pelos seus planos (ou seus patrões) ou não, enquanto a comprovadamente mais baixa (classe E, idosos e deficientes) teria algum tipo de auxílio-seguro do governo? Em caso de resposta positiva, quem manteria isso? Digo, a população por meios de impostos tradicionais destinados à saúde (como é hoje), porém drasticamente reduzidos? Gostaria de uma explicação em caso de resposta negativa.

    Obrigado.

  19. Alisson Salvador

    Eu gostaria de saber mais sobre o assunto. Será que existe um artigo que não analisa somente o cenário americano, mas sim avalia os sistemas de saúde europeus? Na minha ignorância acredito que alguns sistemas de saúde socializados europeus funcionam, e enquanto houverem welfare states funcionando satisfatoriamente bem na Suécia por exemplo, ou França, fico com menos argumentos para defender o liberalismo total na saúde como única saída.

    O governo atualmente está adotando uma ‘medida libertariana’ que muito preocupa a nós, da saúde. Em razão de não haverem médicos nos PSFs do interior (profissão criada pelo governo, e que tende a pagar o que o governo quiser, sob as condições estruturais que o governo quiser oferecer), o governo pretende liberar geral a vinda de médicos formados em qualquer país, acreditando esta ser a solução para a falta de médicos. Haverão médicos como nunca, formados em qualquer lugar aí, mas a clássica falta de estrutura, insumos e condições adequadas nos interiores permanecerão.

  20. Os sistemas de saúde Europeus não são grátis, são pagos por impostos.

    Sendo eu português vou falar um pouco sobre o sistema que existe por aqui.

    O sistema é como disse em cima financiado pelo orçamento do estado, sendo este financiado por duas maneiras Impostos ou Divida.

    O orçamento do ministério da Saúde é de sensivelmente 8mil milhões de €, sendo que o sistema nacional de saúde português tem tido um déficit de 10% ao ano, acumulando nos últimos anos uma divida a fornecedores de 3000milhões de €.

    O sistema é considerado o 10 melhor em termos de qualidade do mundo, mas sendo um dos mais caros do mundo.
    Temos centros de excelência, como temos sitios onde para marcarem uma consulta as pessoas tem de estar de um dia para o outro à porta para arranjar marcação.

    A fraude estimada pelo próprio ministério situa-se nos 10%, sendo 800milhões
    O sistema privado já corresponde a 40% de todos os serviços prestados em saúde.
    Um cidadão que ganhe mais de 600€ ao mês paga uma taxa moderadora (não mais que um preço) de 50€.

    É interessante a temática, não sabendo eu se é melhor ser privada ou publica.
    O interessante é que sendo financiado por impostos, se uma pessoa tiver cuidado com a alimentação, praticar actividade física, não tiver comportamentos de risco, etc… e assim utilizar menos o sistema de saúde saí claramente prejudicado, dado que paga impostos elevados e patrocina os maus comportamentos de outros cidadãos.

    Sabemos hoje que inumeras doenças são auto infligidas, como a Diabetes tipo 2, Cancro do pulmão, Aids, entre outras, doenças estas que são(poderão) da nossa responsabilidade.
    Estes sistemas acabam por retirar a noção de risco, para que comer equilibradamente, se comer demasiado o Estado Banca.

    Não existe nada de graça alguém tem de pagar, hoje isto é uma realidade nos países ocidentais, se olhar mos para o que se esta a passar percebemos que este tipo de sociedade de direitos tem um custo, impostos elevados, menos crescimento e mais desemprego.
    Durante anos foi escondido este aspecto com recurso à divida, mas isso já não é mais possível, o caso de Portugal é paradigmático.

    Este tipo de sistema sendo ele tendencialmente gratuito leva a que as pessoas não tenham noção de quanto custa a saúde, contribuindo ainda mais para se perder a noção de risco
    Uma temática muito interessante,

  21. Não acredito na socialização da saúde. O objetivo principal do SUS está na prevenção e nem isso ele dá conta, especialmente pela má gestão dos recursos públicos e pelos cabides de empregos que tem aumentado significativamente nos últimos anos.
    Só um exemplo: o SUS lançou edital no valor de 1.500.000,00 (apenas um dos editais entre vários…) para financiar Eventos de DST/Aids. Pena que não publicou quais as instituições que ganharam e para o quê exatamente. Então, essa fatia de recurso destinada a prevenção está sendo usada para um curral eleitoral especifico que não é o doente de dst/hiv/aids!
    Olhem só, o Ministério da Saúde que só faz contratos com Organismos Internacionais. Sabem o que é isso? Pegar dólar emprestado a juros absurdos para financiar a saúde publica. Inclusive para pagar salários de consultorias!!! E por aí caminha a saúde pública.
    Fico me perguntando se é assim que se consegue a “justiça social” que esse governo tanto prega…

  22. André Luiz S. C. Ramos

    Como disse um amigo meu ao me enviar a notícia que linkarei a seguir, essa coisa de ‘estado de bem estar social’ é passado. Vivemos a era do ‘estado de bem estar sexual’.\r
    \r
    g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/08/justica-determina-que-estado-pague-mudanca-de-sexo-de-pernambucano.html\r
    \r
    Como disse Bastiat, o estado é a grande ficção pela qual todos sonham em viver às custas de todos.\r
    Os socialistas que nos últimos 3 anos comentaram nesse artigo devem estar felizes com mais esse ‘direito’ que caiu da árvore: o direito de mudar de sexo.

  23. Mas agora a saúde não é nem um bem, nem um direito. É OBRIGAÇÃO.

    Fabricantes reduzirão o sal de margarinas e temperos
    noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2012/08/28/fabricantes-reduzirao-o-sal-de-margarinas-e-temperos.htm

    “O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) assinaram nesta terça-feira (28) um acordo para redução dos teores de sódio de temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A expectativa é que, com a mudança nas formulações, 8.788 toneladas de sódio sejam retiradas do mercado até 2020. A medida é considera importante para prevenir doenças associadas ao consumo excessivo do sal, como hipertensão e problemas cardiovasculares.”

  24. Jamais imaginei que me defrontaria com pensamentos tão grotescos com relação à intervenção do estado no sistema de saúde.
    Aceitar pagar por tratamentos de saúde é o mesmo que concordar com o pagamento de pedágios em rodovias, rodovias essas que foram construídas as custas do erário.
    Outra situação que guarda semelhança é pagar por educação, que não passa de um luxo. As escolas particulares contratam, em sua maioria, os professores que aceitam receber os menores salários e se sujeitam ás condições de trabalho mais imcompatíveis. Isso não reflete positivamente na qualidade de seu trabalho, com certeza.
    Não faz sentido pagar duas vezes por um mesmo serviço, haja vista o fato de que os impostos que pagamos compreendem esses elementos essenciais.
    Desonerar o estado dessas custas não reduziria a carga tributária. Além do mais, desejar essa desatribuição por conta de economia com impostos mostra bem o caráter daqueles que a desejam.
    Saúde é sim um direito. Não se pode acreditar que a inserção do estado na administração de parte do sistema de saúde seja descartável.
    Essa interferência garante condições mínimas (e trabalha-se com o mínimo, mesmo) de asssistência à saúde para uma população miserável.

  25. Sinceramente, é tanta, mas tanta, tanta besteira mesmo que ficamos desesperados!

    Cada comentário desses estatistas demanda uma argumentação racional 30 vezes maior.

    É muito fácil emitir opiniões sésseis, sem base, assim, de forma leviana, sem reflexão.

    Não sei como o Leandro consegue ter essa fenomenal paciência.

    Ainda bem que, ao contrário deles, nós dizemos que eles estão errados e o porquê.

    Agora, só uma coisa: Vamos explicar para eles, sim. Vamos argumentar, sim. Mas se depois de sucessivas ( e cansativas ) tentativas de abrir seus olhos vermos que eles simplesmente estão ignorando nossos argumentos, em vez de tentar refutá-los, um conselho: Não atireis vossas pérolas aos porcos. Graças a Deus, ser o porco – estragar as pérolas – é uma escolha, não uma característica compulsória.

  26. Emerson Luis, um Psicologo

    Cada comentário gigantesco e sem separação de parágrafos destes esquerdistas! A forma como alguém escreve reflete a forma como ele pensa…

    * * *

  27. Ora,

    PORQUE N’AO DEFENDER QUE TENHAMOS DIREITO A UM GOVERNO GRATUITO

    Poderiamos, por exemplo, NAO PAGAR IMPOSTOS. Seria o direito a governan;a sem a necessidade de contrapartida. Seria otimo que os governantes e funcas parasit[arios nada recebessem. Isto sim seria um governo gratuito. Ali[as, os defensores da igualdade jamais reivindicaram que todos os funcionarios do governo ganhassem todos o mesmo salario. Tao pouco j[a os vi solicitarem apartamentos de 100 ou 120 metros quadrados para as autoridades e funcionarios da alta hierarquia.

    igualitarios pero no mucho ne….

    Por que a hierarquia estatal [e tao diferenciada economicamente se s’ao defensores do igualitarismo?

    Curioso que jamais ouvi criticas a paises pobres com a alta hierarquia governante usufruindo de luxos como palacios, festancas, embaixadas luxuosoas com funcas bem pagos, viagens e muitas armas desperdicando recursos que poderiam estar sendo gastos na saude, saneamento, instrucao (educacao e outra coisa), habitacao e etc. Por qual razao JAMAIS estes igualit[arios criticaram GOVERNOS RICOS EM PAISES MISERAVEIS?????

    POR QUAL RAZAO JAMAIS SE OPUSERAM AO LUXO ESTRONDOSAMENTE DESIGUAL DOS GOVERNANTES QUE VIVEM NABABESCAMNENTE ATRAVES DA EFETIVA EXPROPRIACAO??????

    Ora, o luxo de um empresario e obtido espontaneamente em negociacoes, ja o luxo dos governantes e obtido atraves da ameaca de armas, ameacas de causar um dano ainda maior, ao contrario de um empresario que oferece um beneficio maior para obter uma contrapartida.

    os reais exploradores, a real classe dominante (corporativa, organizada, hierarquizada e com ideologia a dar-lhe suporte) e exatamente a classe governante dividida em varias categorias economicas (nao ha classes economicas, mas sim categorias).

    E O GOVERNO QUE FORMA UMA CLASSE CORPORATIVA E VOLTADA PARA A EXPLORACAO DA POPULACAO!!!!

    ESTA E A VERDADEIRA LUTA DE CLASSES …A CLASSE GOVERNANTE ORGANIZADA, HIERARQUIZADA, CORPORATIVA E COM IDEOLOGIA A DAR-LHE SUPORTE (ideias que afirmam que o governo promovera um paraiso na terra atraves da imposicao destas que arbitram a forma dos individuos se relacionarem. ou seja O SOCIALISMO em suas variadas intensidades) …sim, a CLASSE GOVERNANTE SE ORGANIZA CONTRA A CLASSE GOVERNADA PARA EXPLORA-LA EFETIOVAMENTE EXPROPRIANDO-A DE GRANDE PARTE DE SEU TRABALHO, INCLUSIVE ANSIANDO FORNECER AOS TRABALHADORES (INTELECTUAIS E BRACAIS) APENAS O SUFICIENTE PARA VIVEREM E PRODUZIREM PARA O LUXO DA ALTA HIERARQUIA ESTATAL.

    OS APELOS POR IGUALDADE E DIREITO POSITIVO (que atribui a uns direito sobre outros) VISAM EXCLUSIVAMENTE IGUALAR TODOS OS PRODUTORES DE BENS E SERVICOS UTEIS PARA O DIFERENCIADO USOFRUTO NABABESCO DA ALTA HIERARQUIA ESTATAL …Isto e facilmente visto em todos os lugares onde as ideias socialistas (ideologia do Poder) foram impostas sobretudo em maior intensidade, pois nestes lugares vigorou e vigora a escravidao dos trabalhadores produtivos para o gaudio da hierarquia estatal.

  28. Nao entendo a razao de nao se usar a ideia da luta de classes contra o totalitarismo estatal.
    Basta difundir que o estado constitui uma classe que tem por objetivo explorar, viver as custas, da sociedade produtiva que vive DO TRABALHO DE CRIAR, INVESTIR E PRODUZIR BENS E SERVICOS UTEIS enquanto o Estado vive DO PODER DE IMPOR SUA VONTADE A FORCA E EXPROPRIAR OS FRUTOS DO TRABALHO ALHEIO.

    Sobretudo, nesta real luta de classes, o Estado se utiliza da mais antiga e eficiente recomendacao do mais famoso guerreiro – SUN TZU – que e a recomendacao de fazer com que o inimigo lute entre si e assim se enfraqueca ou destrua-se, para desta forma se vence-lo sem nem mesmo precisar enfrenta-lo francamente.

    Ou seja, a melhor batalha e aquela que se vence sem em mesmo precisar arriscar-se a perdas na tropa.
    Esta velha recomendacao foi resumida em DIVIDIR PARA DOMINAR OU DIVIDIR PARA REINAR.

    Assim, a politicva consiste em jogar todos contra todos dentre a sociedade, dividindo-os e fazendo-os lutarem entre si, para desta forma nao oferecem resitencia ao Estado organizado, hierarquizado, armado e com ideologia a dar-lhe suporte estrategico nesta efetiva luta contra a sociedade para explora-la e tiraniza-la.

  29. Mas que p…(com o perdao da palavra) sao os comentarios desse artigo aqui ?
    Socialistas usam o direito de expressao para encher linhas e mais linhas de palavras sem sentido algum, apelando para emocao e sem adicionar um unico argumento a favor de uma discussao de fato produtiva.

  30. Bizarros os comentários dos socialistinhas, principalmente os de 2009. Pseudoargumentos baseados unicamente em irrealidade, pra dizer o mínimo. Claro que alguns são imorais mesmo, sabem exatamente o que é o estado e mesmo assim defendem a saúde “pública”. Mas outros parecem realmente acreditar no que escrevem, o que é pior.

  31. Basta uma leitura do alarde causado por este artigo nos últimos anos como evidência de seu poder e do quão convencidos estão os indivíduos em suas ilusões estatistas.

    Novamente, o texto do grande “Paulo Ronaldo” revela a face das falsas esperanças e autoritarismos que hão de sempre atormentar quem preza pela liberdade.

  32. Minha nossa como é cansativo tentar ler os comentários de quem está acostumado a partir da pressuposição de que o Estado é perfeito!! É tão maçante quanto ler a legislação tributária. Sempre cheio de adjetivos e superlativos.
    Das diversas obras de autores de esquerda que eu já li, até hoje tento encontrar aquele que vai além da superfície: nunca encontrei nenhum sequer que seja capaz e corajoso de reconhecer as evidentes limitações do Estado.
    Todos eles passam a vida toda escrevendo e escrevendo e nenhum até hoje criticou ou pelo menos pensou na possibilidade de que o Estado e sua estrutura de poder piramidal contém sérios problemas. Todos eles partem dessa mônada. Descartes dizia que não poderíamos partir para o pensamento antes da existência – a existência ou o “ser” é algo já preposto e indiscutível; inviolável. Esses autores de esquerda raciocinam da mesma forma: o Estado é principio máximo ontológico sobre o qual não é possível refletir. Preferem por a culpa naqueles que assumem a coragem de enfrentar o empreendedorismo, de assumir os próprios riscos para produzirem coisas úteis e até inúteis, mas que invariavelmente os seres humanos adoram consumir, inclusive os autores de esquerda. É impressionante mas não conheço um autor de esquerda que vislumbrou a improdutividade Estatal; o trabalhismo que a esquerda gosta tanto de defender é na verdade o calo nas mãos daquele que trabalha e produz. Quando se diz empresário, já logo associam com as mega-corporações (que por sinal só são mega porque detêm privilégios). Empresário é também o feirante vendedor de bananas. Esse daí põe comida na mesa das pessoas. O Estado não tem competência nem pra plantar verduras. No entanto se apropria do bem feito pelo trabalhador quando intervem na economia e nos preços ao mesmo tempo que garante privilégios e mordomias para estes mega-empresários com concessões cujo contrato dura cerca de 30 anos. Uma das frases mais geniais que eu já ouvi é a seguinte: a primordial função do Estado é manter privilégios. Todo o resto é puro cosmético.

  33. Discordo desse político. Saúde é direito sim, direito de todos e dever do estado. E para o financiamento da mesma toda sociedade deve contribuir.

  34. Leandro, alguns pontos, para discussão:

    1. Sabemos que a nossa saúde pode ser impactada por ações de outras pessoas (e não temos poder sobre elas). Por exemplo, posso ser picado por um mosquito da dengue criado na água parada deixada pelo meu vizinho, posso comer um peixe envenenado por metais pesados utilizados por algum garimpeiro, posso pegar uma gripe dessas que matam porque algum infeliz não se tratou e ainda resolveu espirrar em mim. Enfim, como você vê essas questões onde a ação de um causa impacto no outro sendo tratadas sem a exixtência de um governo?

    2. Ocasionalmente, pessoas podem vir a ter problemas de saúde mais sério que demandam um alto custo de tratamento (e sem que tenham tido alguma culpa). Caso a pessoa tenha recursos, sem problemas. Mas e caso a pessoa não tenha recursos? (ela pode ser um trabalhador cujo valor do trabalho não é muito apreciado pelo mercado) Me parece que sua sugestão seria a filantropia, ou seja, os ricos manteriam instituições para tratar daqueles que não tem condições. Mas as instituições filantrópicas não estariam sujeitas aos menos problemas do setor público? (tipo não ter a busca pelo lucro e ter demanda infinita)?

  35. Puxa!
    o debate aqui “pegou fogo” desta vez hein?!

    Mas “pegou um fogo” ruim, penso. Superou a argumentação “ad hominem” partindo-se para ofensas pessoais – inclusive com o uso de expressões chulas.

    Isso é ruim moderador, afinal, é preciso moderar, não é mesmo? Creio que prejudica a imagem e a boa reputação deste sítio.

    Mas, vamos ao que interessa. Vou deixar minha opinião também.

    Partindo-se do princípio puramente econômico, via sistema de preços, onde o mercado funciona sob as teses aqui defendidas, tais como: concorrência pura ou coisa parecida, mérito, dedicação individual, capacidade de cada um para “jogar no mercado” e vencer ou perder, sendo que o “consumidor” é quem irá “premiar os vencedores meritocráticos que agiram racionalmente ou destruir, naturalmente, os “perdedores” da vez e tudo isso sem a interferência Estatal, a não ser minimamente no que precisa ficar sob sua responsabildiade. Nesse cenário, pode-se até concordar com os diversos e recorrentes argumentos ( meramente econômicos) aqui expostos.

    Tirando, dentro do possível, qualquer tipo de viés, tanto de minha parte quanto da de vocês, eu realmente posso concordar que onde não há “interferência” irracional deve prevalecer o racional. Isso me parece lógico.

    Portanto, quanto a isso, neste “mundo” de racionalidades puras, ou quase puras, ou nessa linha que me parece seja a defesa da escola, não há como contra argumentar, em minha opinião.

    Ora, é possível e exaustivo concluir que se temos dois conjuntos A=( direitos ) e B=( bens) só podemos concluir que: A intereseção a B = conjunto vazio. Não se misturam!

    Ou se preferirem, uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Ou ainda, o que é, é, e o que não é, não é. Eis a identidade de um ser qualquer.

    Lado outro, o texto inicia-se pelos direitos importantes à moda da primeira dimensão, onde buscava-se e ainda busca-se o direito a vida, a liberdade, a propriedade. Mas, mantendo-se distancia da “igualdade”.Esse é um ponto.

    Não há como negar essa 1ª dimensão. A documentação é extensa demais e já alcança o reconhecimento global, universal, ainda que relativamente.

    De fato, trata-se de um momento importante ( que ainda persiste) de um posicionamento “negativo” do Estado, a ponto de fazer prosperar a vida. Assim, fica difícil refutar tal embasamento diante de nossa evolução. ( estou simplificando muito para não me delongar)

    Todavia, quer queiramos ou não, no idos de 1919, e não pontualmente ali ( refiro ao devir ) o planeta, em determinadas partes, passou por mais uma das diversas guerras. Essa foi propagada como mundial ou de Grande proporção. E olha que muita gente morreu ali, dentro e fora das “trincheiras”.

    Quer queiramos ou não – e agora estou me afastando um pouco das premissas puramente econômicas – o mesmo mundo viu surgir ( de forma correta ou não, e certamente, não pelas ideias de Mises) um sistema de direitos sociais( de “igualdade”) que na época e até hoje, o planeta, via ONU, julga importante que existam. Notem: não se trata de opiniao. A igualdade, bem ou mal, formal ou material, precária ou não, contrária às teses econômicas ou não, fez e faz parte do sistema evolutivo, ainda que este sistema seja hoje taxado de equivocado. Não se trata de opinião.

    É claro, uns vão me dizer: você está equivocado ( e espero que não me mandem para a p…) pois, primeiro tivemos a “falida” liga ou , se preferirem, desliga das nações.

    Sim, é verdade! Concordo, e acrescento que foi também um dos motivos para a outra considerada “grande guerra” que se finalizou em 1945 e ai, deu origem a ONU, com sua declaração de direitos humanos ( recomendação, é certo) e tendo como pano de fundo, A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, fundada da solidariedade e na fraternidade.
    Por que? Banalidade humana? Irracionalidade de mais de 180 ESTADOS? Imposição?
    Enfim, a declaração está ai. E está escrita. E ainda serve para o mundo, bem ou mal. Alguém quer mudá-la? Como?

    De novo, não estou nem de longe querendo ao menos insinuar que devemos ser altruístas imbecis. Nada disso. Estou aqui relatando FATOS. Estou me referindo a fatos e documentos.

    Foram , salvo engano, mais de 180 ESTADOS que concordaram , entre aspas, naqueles dizeres.

    E porque estou lhes dizendo isso? Vejamos.

    Tem um artigo que diz mais ou menos isso : Toda pessoa tem DIREITO a um padrão de vida capaz de assegurar a si a e sua família SAÚDE, e BEM-ESTAR, inclusive, ALIMENTAÇÃO, vestuário, habitação, CUIDADOS MÉDICOS, e os serviços indispensáveis, e direito à segurança, em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistencia em circustancisas fora de seu controle.(…)

    Notem bem, isso dai, não se trata de opinião. Isso é PREMISSA MAIOR que criaram após uma GUERRA. E tudo isso para buscar a PAZ. Antogonismo de sempre: para se chegar a PAZ é preciso de passar pela GUERRA.

    Se o caminho foi bom ou ruim, acredito que não há ninguém , isoladamente, capaz de responder , convencer, e implementar algo melhor, muito menos “ótimo” no complexo relacionamento internacional. Lembrando-lhes que o “ótimo”, como dizem, é o “inimigo” do “bom”.

    É certo que a resolução 217 teve influência do BLOCO SOCIAL( exemplo acima) e do BLOCO LIBERAL ( modelo deste artigo) Mas, notemos, não houve como simplesmente e puramente, implementar apenas UM MODELO, baseado única e exclusivamente nos direitos civis e políticos ou num modelo econômico “puro”, moldado na “racionalidade”.

    Também sabemos que ali, em 1948, foi mais uma busca pedagógica, pois só mesmo em 1969 é que a coisa passou a valer mesmo ( tratado) . E no Brasil só em 1992 com os sucessivos decretos 591 e 592.

    Nao se revoltem contra a mim. Xinguem a a declaração de DIREITOS universais ( e não de bens universais) e seus desdobramentos.

    Enfim, penso que o debate sobre direitos humanos e aqui – fundamentais – não pode ser tão simples assim, como tratado pelo o autor do texto, sob pena de concluirmos que se trata de uma total ingenuidade. ( considerando-se a boa-fé)

    Não dá pra simplesmente dizer que “um bem é algo pelo qual você trabalha e, com os proventos desse esforço, adquire.”

    Se você não trabalha, devido à velhice, ou a incapacidade nata, etc, você não pode, simplesmente, morrer de fome ou de falta de saúde.
    Ora, a racionalidade humana não pode ser tão burra assim!

    O “buraco” é muito, mas muito mais embaixo disso dai. De novo, respeitando desde já as opiniões contrárias.

    A prevalecer só, e somente só, a racionalidade humana baseada em cálculos precificados ou em margens de contruição, creio que rapidamente chegaríamos a mais uma grande guerra. E agora com requintes de extermínio humano do planeta.

    Tudo isso pessoal, com o máximo respeito ao debate. Sem ofensas, diretas ou indiretas.

    Eu tenho acompanhado este sítio porque percebo que há bastante material e opiniões aqui que nos fazem refletir. Seus comentaristas demonstram conhecimento sobre o tema econômico.

    De fato, há muitos problemas no Brasil que merecem outras formas de atuação.

    Todavia, há uma tendência ( e eu até compreendo) em acreditar que estamos num mundo laboratorial ( com o devido respeito) onde o “aplicar” de um modelo ou teoria, pode garantir ou gerar efeitos positivos ( não de interefencia estatal, rsrs) para o globo terreste. Isso para mim, com o devido respeito, é ingenuidade, considerando-se a boa-fé de todos.

    O homem é um ser gregário , mas, diferente dos outros, gera conflito.

    Vivemos desde sempre num mundo AUTOCRÁTICO, travestido de DEMOCRÁTICO.

    Estas máximas também se aplicam ao “bem e ao direito” à saúde, haja vista a DECLARAÇÃO UNIVERSAL de direitos humanos e a a convenção de direitos americana. Só para citar alguns documentos que fundamentam o nosso sistema regional.

    Saudações

  36. Nossa,

    Que desagradáveis esses comentários antigos…

    Admiro a paciência daqueles que argumentaram em resposta à comentários ocos, sem construção lógica.

    Em relação ao texto, o grande lapso na mentalidade da grande parte das pessoas é acreditar no lema do “almoço grátis”.

    Seria realmente magnífico morar num universo onde não houvesse escassez, onde tudo estivesse ao alcance, sem que nenhum trabalho houvesse de ser feito. E parece que é assim que esses esquerdopatas veem o mundo real, um mundo onde é fácil dar saúde, educação, moradia a todos sem que alguem tenha que pagar por isso, bastando apenas um estalar de dedos.

    Nos acusam de insensíveis e partem para críticas ad hominem, com base na emoção, mas a verdade é que somos os mais sensíveis e os que mais querem o ‘bem geral’.

  37. Sinceramente, eu parei de discutir com comunistas e keynesianos. São, na grande maioria, ricos que possuem carro do ano (invenção capitalista), possuem computadores (invenção capitalista), utilizam remédios de grandes empresas (invenção capitalista), comem produtos da nestlé, tomam uísque Jack Daniels, fumam cigarros da Souza Cruz (invenção capitalista) e charutos de empresas dominicanas (invenções capitalistas)! E de repente vêm aqui a argumentar sobre problemas sociais a defender o Monopólio estatal, sendo esta ação e todas as regulações o principal culpado de todos os problemas. Não vou explicar o porquê já que eles já estão cansados de saber. Só vou falar uma coisa: ninguém aqui é contra a doações a pessoas menos favorecidas, contanto que não seja de forma compulsória. Obrigar-nos a pagar impostos para transferir renda é um absurdo. Hoje, há vários grupos em que as pessoas que sentem esta necessidade podem se unir, como o Rotary, Lions e outros. Não podem é nos obrigar a pagar nada.

  38. Mas se a saúde for desestatizada, como é que o pobre que ganha R$ 700,00 por mês vai ter acesso à saúde? Plano de saúde cobra caro. Não é qualquer um que tem dinheiro pra pagar.

  39. Descrevo com conhecimento de causa.
    Tenho dois vínculos públicos na área da saúde e infelizmente dependo deles para pagar minhas contas. Queria ter coragem para largar tudo e fazer algo que valesse a pena na vida… empreender, ser profissional liberal, etc… mas a zona de conforto para um servidor público é gigantesca e este desafio é para poucos. Muito embora, atualmente, dependa do sistema, seria irracional, depois de alguns anos de leitura e estudo dizer que concordo com o mesmo.
    Essa ideia de saúde socializada é martelada em todos os cursos na área de saúde, inclusive com mudança recente do currículo de medicina para que os médicos tenham mais contato com o SUS. Não há uma ideia contrária a este sistema e qualquer crítica é encarada como reacionária e deve ser resolvida com ajustes no próprio sistema. Chega a ser cômico como todos concordam que o SUS no papel parece perfeito mas nínguém diz realmente porque na prática as coisas são diferentes.
    Hoje gerencio uma unidade de saúde com 400 servidores e é incrível como as situações de escassez são idênticas as descritas no IMB. Vou dizer algumas verdades e que muitos já conhecem:
    – A maioria dos cargos gerenciais são utilizados como cabides de emprego e pessoas realmente capacitadas para a função são exceções e não regras.
    – Não há interesse na implantação de tecnologias de informação para agilizar processos e diminuir custos. Se o dinheiro é dá viuva compra-se tudo de pior no mercado e em quantidade insuficiente.O que importa em uma licitação é preço.
    – Não há seguimento em políticas públicas implementadas anteriormente, sendo que todas as políticas são de governo e não de estado (como se isso fosse melhorar o prognóstico, hehe)
    – Servidores públicos não são estimulados a aumentar a produtividade pois quem trabalha e quem não trabalha ganha o mesmo soldo. É impossível exonerar um servidor por qualquer motivo que seja.
    – Sindicatos, Aaahhh sindicatos…Antros de pessoas desocupadas que só visam interesse próprios.Só querem o vem a nós e o vosso reino que se foda!
    – Escassez por todos os lados: de serviços, de insumos, de medicamentos, de diagnósticos, de profissionais.
    – Não há planejamento nenhum nas políticas públicas… dados epidemiológicos…puf!!!a maioria dos secretários de saúde não sabem o que é isso.
    – Excesso de atividades de controle, livros de registro para tudo, etc… Notificações de tudo, até para cada bêbado que chega ao pronto-socorro (é sério.. notifica-se como intoxicação alcoólica).
    Já chega.. fico triste de ter que encarar essa realidade todo santo dia. Exemplos de que esse sistema não funciona estão as montes… basta ligar a tv ou acessar a internet. SUS-Sistema Utópico de Saúde.

  40. Caros colegas, gostaria de provocar os senhores, no melhor sentido da palavra. Por favor, não quero ofender ninguém e peço desculpas de antemão.

    Trata-se de um pequeno exercício: proponho aos defensores da simples e imediata extirpação do Sistema Único de Saúde que passem um dia ao lado de um doente. Mas tem que ser uma doença de verdade, como um diabético que está com as duas pernas amputadas, aguardando a compra de insumos para a devida assepsia do membro gangrenado, ou uma criança com câncer ósseo, aguardando no chão medicamento para aliviar a dor ou uma idosa entubada em leito de UTI.

    Feito isso, peço que se coloquem no lugar de tais infelizes miseráveis e se questionem: será que se eu estivesse na condição do meu amigo (por um dia) doente, teria a mesma opinião acerca do tema posto em debate? Será que se eu tivesse nascido na condição de hipossuficiente, ainda que possuísse o mesmo nível de erudição, alcançaria as mesmas conclusões do autor do texto?

    Amigos, acredito que o capitalismo seja o melhor entre os piores sistemas econômicos já criados. Graças a Deus (para quem acredita Nele) estamos num sistema capitalista, que impulsiona a criatividade e o empreendedorismo! Agora, achar que um sistema econômico é um fim em si mesmo, negligenciado doentes, pessoas, crianças e idosos, é dar muito pouco valor a si mesmo. É dar muito pouco valor ao seu pai e a sua mãe (imagine que aquela idosa entubada seja a sua mãe! Você vai lá puxar os fios para garantir a higidez do mercado?) As medidas propostas pelo autor beiram ao ridículo, mas refletem a condição do mesmo. Ora, quem tem dinheiro sobrando não precisa se preocupar com saúde! Paga-se por ela e pronto! Agora, todos podem fazer isso?

    Pensemos na proposições de soluções dos problemas existentes e pensemos, principalmente, no futuro. Não vejo evolução no apego a ideias mofadas, sejam elas comunistas ou capitalistas.

  41. Artigo brilhante do Ron Paul.

    Ao ler os comentários me lembro imediatamente daquele meme: “I don´t want to live in this planet anymore”

  42. Amigo Leandro Roque,

    Quando você morrer terá um lugar garantido no céu! Haja paciência para responder a esses energúmenos Marxistas! O povo brasileiro está completamente idiotizado pelo Estado.

    Vida longa!

  43. Ouvi muitas coisas acima, tais como justiça social que é uma nome bonito mas o nome certo é injustiça distributiva rouba de um para dar ao outro, mesmo que o outro adore não trabalhar. Isto significa tratar desigualmente os desiguais, apesar de disserem que somos todos iguais Os socialista detestam a meritocracia. Deveriamos perguntar ao marxista Sr. Casarin, se ele atualmente poderia para dar exemplo concreto de bondade deixando-nos anunciar que como moradia e comida são direitos, se poderiamos publicar neste site que ele esta dispostos a permitir que familias carentes dividissem a casa e a comida dele com alguns seres humanos pobres desamparados como demonstração de altruimo e compaixão. No fim o Sr Casarin mais me parece um escravocrata, obrigando uns a trabalhar dobrado para sustentar preguiçosos e indolentes,usando a força bruta se não for obedecido. Mao Tse Tung dizia que uma caminhada longa começa com o primeiro passo. Sr Csarim de o primeiro passo isto contaminará todo o Brasil.Desculpem escravo foi uma palavra muito forte, digamos sub-escravos. As ideias tem consequencias, e as do Sr. Casarim são perversas e mortais. Sou da area da saude e o Sr. XY um vizinho meu, tinha um aneurisma na aorta abdominal e foi informado por um hospital do SUS que aguardasse em casa um telefonema para ser operado,e não sendo chamado após 3 anos e meio morreu, prova que os governos matam. Um outro caso um cidadão reclamou numa UBS que sua consulta com vascular estava para ser agendada havia 5 anos e não saia, e perguntou se isto era assim mesmo que ocorria, uma coisa normal e dificil? Ou uma tomografia pedida em 2008 que saiu em 2013 e perguntavam se pessoa ainda estava viva, se ainda precisava da tomografia e em caso afirmativo precisava fazer novo pedido com nova data pois o pedido estava muito velho. Isto é o Sus. Se quiserem mais detalhes que perguntem ao Genoino e ao Sr Lula os estatista que odeias o SUS para eles o que eles querem é a boa vida e mandar e uma amante para viajar ao redor do mundo. Na opinião deles os hospitais particulares são gananciosos só pensam em lucros e os burocratas do governo adoram a exigir milagres como cobrir custos impossiveis,querem é acabar com hospitais e medicos privados, os proprios medicos exixir uma carreira de estado, é só assinar ponto e se mandar, mas o Hospital Sirio Libanes eles adoram. Pensando bem a saude racionada no Brasil, o Sus é para os pobres. E os pobres ainda votam neles! Afinal o Brasil é solidario com as ditaduras devolveu os atletas que pediram asilo ao Brasil a dinastia dos fidel castro e deram asilo e arrumaram até emprego para o italiano que matou 4 pessoas na italia. Matar em nome de um ideal marxista não é crime, movimentos sociais podem invadir até destruir laranjais desde que seja propriedade privada, isto se chama vandalismo criminoso. Agora chegou a hora de serem coerentes e devolver o senador boliviano ao seu algoz marxista Evo Morais que é um dos “nossos”. Esta é a nova classe com sua nova moralidade. Sejamos indolentes que o estado cuida de nós.

  44. Nenhum destes defensores da saúde estatizada defende efetivamente este ponto de vista por preocupar-se com a saude dos pobres ou mal remediados. Eles defendem o Estado e seu poder de roubar, prender, torturar, humilhar e até matar IMPUNEMENTE.

    Uns defendem apenas porque RECEBEM dinheiro dos impostos (trabalho alheio extorquido) sem se preocuparem em dar uma contrapartida mínima. Apenas estão lá na folha de pagamento e fazem o menor esforço que puderem, como se com direito a viverem às custas dos outros. Ainda garantindo-se aposentadoria integral e a maior em alguns casos, sem por tal terem qualquer preocupação com poupança ou investimento (ESSA É UMA ESTRATÉGIA DO ESTADO PARA FABRICAR SOCIALISTAS: sem precisar poupar ou investir, estão se lixando para o ambiente economico)

    Outros defendem o Poder estatal apenas por inveja e ódio aos que são bem sucedidos na iniciativa privada. Afinal, ser bem sucedido na iniciativa privada é um troféu ostentado aos focinhos dos parasitas agarrados nas tetas estatais. Assim, defendem o Estado pelo INJUSTIÇA E O MAL QUE ESTE CAUSA AOS INDIVIDUOS QUE VIVEM DO TRABALHO HONESTO TROCADO LIVREMENTE E NÃO DO PODER DE EXPROPRIAR PELA AMEAÇA DE MAL MAIOR. A boa vida dos altos parasitas que vivem do roubo estatal é A VINGANÇA DOS INVEJOSOS E FRUSTRADOS COM A PRÓPRIA CONDIÇÃO.

    Houvesse boa intenção e não defenderiam a aberração nociva que é o parasitismo estatal aseado no PODER e não no trabalho.

    Da mesma forma, se houvesse boa intenção nas leis que, por exemplo, proibem que se beba uma latinha de cerveja e se guie um carro, ELES NÃO FARIAM LEIS QUE COLOCAM FACÍNORAS QUE MATAM, SEQUESTRAM, TORTURAM E DESTRÓEM FAMILIAS (matando o provedor) na rua em pouco tempo (3 a 4 anos) e ESTES VOLTAM A MATAR INOCENTES. Estes pulhas fazem leis para incentivar e proteger bandidos pois com eles se identificam e solidarizam.

    (O mesmo caso de um torcedor que xinga e odeia o juiz que roubou contra seu time, mas é compreensivo com o juiz que rouba a favor.

    Nenhum torcedor, identificado com um time, irá odiar o juiz que rouba a favor do seu time.

    ISSO É DA NATUREZA HUMANA. Não se pode forjar sentimentos.
    Esquerdista em qse sua totalidade defende o direito do bandido, mas não se emociona com a dor do cidadão honesto. Ao contrário, ele odeia e critica com o fundo do coração aqueles que querem a punição dos bandidos com justa reciprocidade.

    Aos bandidos afirmam que querem recupera-lo p/ sociedade. Porém, justiceiros e policiais que são duros com bandidos, eles clamam por punição.
    …PRESTEM ATENÇÃO!!!

  45. Traficantes de alta periculosidade foram soltos para visitar a familia e não mais voltaram para a cadeia. …estão matando novamente. E o Estado tão draconiano conta o cidadão é sempre muito CAMARADA com bandidos, por mais facínoras que sejam…. esse ponto tem que ser mais aventado para mostrar a INDOLE ESTATAL…

    …Lindo isso, não é???

    O INSS que entra na justiça para cobrar do culpado (ou apenas protagonista) de um acidente os prejuizos médicos e com indenizações ou aposentadoria do vitimado sob argumento de que o acidente acarreta prejuízos ao INSS é O MESMO que PAGA PENSÃO A BANDIDOS QUE MATARAM DELIBERADAMENTE, DOLOSAMENTE, INOCENTES num ataque premeditado.

    Ora as pensões paga para bandidos a título de sustentar a familia deste (numero de filhos entra no calculo) superam mesmo a aposentadoria que poderia ter ter. O INSS paga sob a idéia de que estando preso o criminoso esta impossibilitado de sustentar a familia por culpa do Estado que o prendeu.

    Da mesma forma cobram dos planos de saude um imposto extra para o atendimento estatal. E o Serra (que encareceu a saúde privada) queria cobrar dos planos o atendimento estatal para os detentores de planos socorridos em hospitais do governo, esquecendo que TODOS PAGAM PARA O ATENDIMENTO ESTATAL (os planos deviam cobrar a devolução do que o Estado cobra dos atendidos por planos, isto sim)

    QUE LÓGICA DA BONDADE É ESSA???

    Penalidades e leis draconianas para motoristas e para planos de saúde e para BANDIDOS QUE MATAM INOCENTES E SEMPRE REINCIDEM, regalias, atenuantes, saidas para visitar familia em datas comemorativas (e voltar a matar e roubar), PENSÕES SUPERIORES A APOSENTADORIAS e etc.. Por que o INSS não cobra de bandidos que trabalhem para pagar os prejuizos que deliberadamente causam???

    Por que o0s legisladores não se preocupam com CUSTOS OPERACIONAIS de voltar a prender bandidos que já tinham sido presos???

    Por que as leis tão draconianas com cidadão e empresas que vivem do trabalho SÃO TÃO CAMARADAS COM BANDIDOS QUE VIVEM DO CRIME, DE MATAR, SEQUESTRAR, ROUBAR???

    …e o INSS e o Estado não se preocupam com os custos de indenização, pensões e despesas médicas ou materiais causadas por BANDIDOS que atacam cidadãos INOCENTES e nada cobram destes bandidos, ainda lhes dando regalias e até APOIO MORAL para os crimes que praticam, justificando-os por serem supostos excluídos pela malvada sociedade honesta e que vive do trabalho e não do PODER DE CAUSAR DANOS.

    Isso merece um artigo, é preciso JULGAR as leis e o comportamento dos parasitas estatais.

  46. Típico Filósofo

    “Médico que fugiu de Cuba diz que colegas são explorados pelo governo do país.”

    agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-04/medico-que-fugiu-de-cuba-diz-que-colegas-sao-explorados-pelo-governo-do-pais

  47. E se uma pessoa que pagou plano de saúde privado com plena cobertura, for assaltado e baleado, ou sofrer um acidente de carro, ou for resgatado de um desastre, inconsciente, chegar no hospital sem documentos, então o hospital poderia negar o atendimento a essa pessoa?

  48. Pois é Renato,
    todos cientes que teriam atendimento mesmo que não possuissem planos, quem pagaria por um plano de saude??

    O fato é o seguinte: paga-se um seguro saúde, quem quiser. Assim os custos são diluidos entre os que infelizmente usam e os que não usam. Os planos para operações e internações com ou sem os exames, ficariam disponíveis. Assim, cada um poderia obter planos somente para ocorrencias de alto custo a preço baixissimo, pois que de baixa ocorrência. Quem não fizesse plano algum, simplesmente não seria atendido ou recorreria-se a INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS que até atualmente existem ajudando hospitais do governo. Quase ninguém sabe disso. Sem elas, onde tb há corrupção, o atendimento estatal à saúde seria ainda pior.

    Sem os custos estatais (impostos, taxas e etc.) os custos da saúde seria muito menores e planos variados ofereceriam opções menos ou mais luxuosas para adequarem-se ao bolso de cada um. ASOBRETUDO sem o PARASITISMO ESTATAL todos teriam renda razoavel e perfeitamente capazes de pagar um plano.

    Oq diminui a renda da população é o fato da produção ser dividida com INÚTEIS QUE NADA PRODUZEM DE ÚTIL.
    Assim, de cada 10 pares de sapato somente 5 são disponiveis para toda a cadeia que os produziu, pois que 5 são expropriados para o consumo do governo que não oferece serviço compativel nem com 2 pares, embora consuma 5.
    ISTO É QUE REDUZ A RENDA DOS PRODUTORES! …É o fato de serem expropriados daquilo que produzerm para atender o consumo dos integrantes do Estado e seus agregados.

    Se todas as trocas fossem livres, certamente não haveria pobreza.

  49. Típico Filósofo

    “Médicos cubanos geram suspeitas por despreparo no Ceará”

    infodiretas.com/medicos-cubanos-geram-suspeitas-no-ceara/

    É óbvio que estão despreparados para atender a civis brasileiros, pois o fim da luta de classes criou um novo homem de alma e corpo em Cuba.

    É imprescindível que sejam importados “mais políticos” de Cuba.

  50. aposto que quem escreveu esse artigo tem dinheiro para pagar um médico particular,caso fique doente e nunca iria ficar sofrendo caso pegasse alguma doença e sofresse algum acidente grave,pela falta de assistência médica

    a saúde pode até não ser um direito,mas deve haver saúde gratuita para todos,uma pessoa que não obteve um tratamento adequado pode morrer dependo do estado de saúde que ela esteja

    eu mesmo já peguei precisei de assistência médica,o que aconteceria caso não houvesse serviços de saúde gratuitos,eu provavelmente já teria morrido,pois os médicos poderiam recusar me atender caso,eu não tivesse dinheiro para pagar pelos seus serviços,alguns podem até falar que com o tempo o mercado iria se auto regular para abaixar os preços das consultas,mas quantas pessoas morreriam ou sofriam com sequelas por não terem dinheiro para pagar por um tratamento adequado de saúde

  51. a saúde não é um direito natural do ser humano é um direito social

    se não houvesse saúde custeada pelo governo,a expectativa de vida das pessoas mais baixa seria muito baixa

    então para garantir que todas as pessoas tenham acesso a saúde e não morra por não ter um plano de saúde deve ter saúde custeada pelo governo

  52. “O que é um direito social? De quem seria o “dever social” em financiar esse “direito social”? O indivíduo agraciado com este “dever social” não estaria tendo o seu “direito social” violado? Como sair deste paradoxo?”

    um direito social é um direito a qual o ser humano começa a ter no momento que ele vive em sociedade

    um dever social são as leis da sociedade

    a sua pergunta não foi clara,reformule ela

    “Não entendi. Sem saúde estatal, as pessoas de baixa estatura morreriam mais cedo? Por quê? Substancie seu argumento, pois fiquei curioso.”

    como que uma pessoa que ganha pouco iria pagar um plano de saúde que fosse 90% da sua renda por exemplo?

    sem a saúde pública,os mais pobres morreriam por não terem dinheiro para pagar um plano de saúde

    “Aqui no Brasil já é exatamente assim. Tenho certeza de que você, coerente que é, só se consulta pelo SUS. Né?”

    o problema do país é a corrupção,se não fosse ela o país estaria bem melhor

  53. Acredito que o SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil deveria funcionar da seguinte forma: se o salário do cara for baixo, utiliza com gratuidade. Se o salário dele for razoável, deve pagar certa quantia dependendo do quanto ele ganha. Se o cara for classe média/média alta, deve pagar normal e quem for rico deve pagar valores maiores. Ou seja, o fator salário determina se você usa com gratuidade ou não, se paga mais ou menos, ou se paga mais. Com certeza isso iria melhorar a saúde pública do país.
    Fator salário = determinará o quanto se paga no hospital público. O dinheiro arrecadado seria para pagar os médicos e se sobrasse dinheiro para investir em equipamentos médicos. Consequentemente o Dinheiro Público não iria ser gasto a toa. Com certeza, os gastos diminuiriam. Isso seria benéfico para o País e para a população. Para a população porque ela pagaria pelo serviço de acordo com o salário que ela ganha, ou seja, não iria sufocar.

  54. Fez medicina só pelo dinheiro. Provavelmente nem gosta de lidar com pessoas (ainda mais pobre) e agora é só empurrar com a barriga, afinal sendo funcionário público o dele vai cair na conta todo mês de qualquer jeito.

    Muitos “médicos” se formam nas Universidades públicas brasileiras somente pensando na grana.
    Como passam a faculdade inteira na libertinagem, permanecem 10 anos na faculdade até se formar, e apresentam baixa pontuação no quesito conhecimentos e habilidades profissionais, por pura negligência e incompetência quando estudantes.

    A cara de pau dos médicos chega até mesmo nos consultórios particulares ao passarem ordens aos funcionários de não atenderem convênios públicos, como o SUS. porque os médicos sabem que atender pobre que vai ter seu atendimento pago pelo governo, que paga dinheiro de troco, não vale a pena.

    Quando me consultei em um particular a uns meses atrás estava eu na recepção do consultório e a secretária atende às 14, atende o telefone e diz o seguinte: “Hum, é pelo SUS? Senhora, favor ligar para o numero tal e falar com a pessoa X. Estou em horário de almoço.” Detalhe: ela tinha acabado de me atender e fazer meu cadastro no sistema. O que isso significava? Significava que você ligaria para a tal pessoa X e ela diria a você que o consultório só teria atendimento pra dali a 120 dias. Foi a mesma coisa que me disseram quando liguei pra esse consultório e tentei agendar pelo SUS. No mesmo dia umas duas horas depois liguei para lá novamente e disse que era questão de urgência e pagaria consulta particular. Me arrumaram consulta e exames pra semana seguinte. E na semana seguinte tomei conhecimento de como as coisas funcionavam por lá.

    Juramento de hipócritas, é isso que é. Tem muito filho da puta que não salva a vida nem da própria mãe.

    Money talks!

  55. Só queria saber como no libertarianismo, esse de coisa seria evitado:

    http://www.avoiceformen.com/men/boys/war-against-boys-are-the-adhd-drugs-unsafe/

    Para quem não teve paciencia de ler o artigo, o texto fala sobre os riscos dos medicamentos usados em meninos para o tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e denuncia os médicos (médicos de prestígio, médicos de renome) que escondem os riscos e que receberam propina das empresas farmacêuticas. E são médicos de instituições privadas (hospital universitário de Harvard, lembrando que a Universidade de Harvard é uma INSTITUIÇÃO PRIVADA). Então, como os libertários fariam para resolver isso?

  56. Já imaginou se toda vez que uma pessoa tivesse problema no seu carro fosse depender do conserto mecânico oferecido pelo “sistema de conserto público”? Mesma coisa acontece com a saúde do brasileiro, por isso que o SUS é uma porcaria.

  57. Caso Ana Carolina Cassino

    Ana Carolina Cassino tinha 23 anos quando entrou, em agosto do ano passado, no hospital da Unimed, no Rio de Janeiro, com uma apendicite. A doença é tão comum quanto enganosa: embora, de cara, não assuste médicos ou pacientes, pode levar a complicações graves caso não seja tratada rapidamente. Os médicos sabem, ou deveriam saber, disso. Em alguns casos, basta um pequeno corte no lado direito do abdômen ou por via laparoscópica para contê-la. Em outros requer intervenções delicadas – e atenção redobrada.

    Formada em farmácia, Ana Carolina esperou 28 horas para ser atendida. Morreu com uma infecção generalizada. Algumas semanas depois, recebo pelo Facebook uma mensagem do farmacêutico da Fiocruz Leandro Farias, fundador do Movimento Chega de Descaso. Leandro era marido de Ana Carolina. Na mensagem, ele dizia acompanhar meu trabalho e pedia ajuda para divulgar o movimento. "Transformei luto em luta. A minha causa agora é coletiva. Temos uma pagina no Facebook e um site http://www.chegadedescaso.com.br. Nele tem depoimentos de figuras públicas apoiando a causa como: Anderson Silva, Vitor Belfort, Lucinha Lins, Luiz Eduardo Soares, Carlinhos de Jesus, entre outros", conta.

    Na troca de mensagens, ele me convidou a escrever um artigo para o site do movimento. Desde então, perdi as contas de quantas vezes comecei a escrever e apaguei. Começo e apago. Se fossem os tempos na máquina de escrever, haveria à minha volta uma montanha de papeis amassados. Toda vez que começo o texto eu paro, volto, e entro na página do movimento. Depois, confiro as postagens do meu novo amigo. Lá, fico algo como prostrado diante da foto de um casal jovem, explodindo entre risos, e cortado por uma faixa de "Luto".

    Imediatamente me lanço de volta aos meus 23 anos e penso no que eles viveriam pela eternidade em diante se não fossem as intermináveis 28 horas no hospital. Naquele intervalo, um dia se encerrou, outro nasceu, e uma história que mal havia começado foi simplesmente interrompida porque ninguém foi capaz de colocar uma paciente na maca e levá-la a uma sala de cirurgia.

    Mas o que dizer dessas 28 horas? O que dizer desses 23 anos? O que dizer da campanha? O que dizer sobre os médicos agora acusados de descaso? Que eles fazem parte do Cremerj, o conselho regional de medicina do Rio que deveria apurar a atitude eles? (Na mensagem, o Leandro me lembra que metade da diretoria pertence ao grupo gestor do hospital).

    br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/chega-de-descaso-um-movimento-contra-a-150635756.html

    A morte estúpida de Ana Carolina, no último dia 17 de agosto, no Hospital Unimed Barra – RJ, não é apenas uma fatalidade a que qualquer um está sujeito. Ela revela o desumano processo de mercantilização da vida e dos direitos básicos a uma existência digna que atinge o grosso da população, desde os contingentes mais desfavorecidos até a classe média que custeia planos de saúde privados. Os modos, no entanto, são distintos: para os pobres e miseráveis, sobrou um SUS que deveria ser de qualidade, mas tem sido crescentemente sucateado e tornado ineficiente; para a classe média, o mesmo SUS que deveria ser universal vem sendo substituído por planos de saúde caros e de péssima qualidade. Na base de ambas as situações, está o mesmo processo de privatização do direito à saúde. Porque a desvalorização e o atrofiamento do SUS, um sistema construído para ser público, universal e de qualidade, têm resultado no vertiginoso crescimento dos planos privados que se sustentam cada vez mais também com recursos públicos.

    Nada disso é por acaso. As mesmas empresas que trabalham diariamente para enfraquecer o SUS, receber mais subsídios públicos e fortalecer uma concepção privatista de saúde são as que, em nome do lucro, diminuem crescentemente as redes de assistência, negam procedimentos com indicação médica e matam jovens como Ana Carolina. A cínica peça publicitária da Unimed que diz que "o melhor plano de saúde é viver", nunca foi tão hipócrita e trágica. Um SUS público, universal e de qualidade é a única garantia de que a saúde não seja tratada como mais uma mercadoria, provocando sofrimento, dor e morte para milhares de anônimos (também conhecidos como "Anas Carolinas"). E a punição exemplar para este caso, que deve responsabilizar a empresa e não pode se restringir aos profissionais que atuam em suas dependências – em geral mal pagos e sobrecarregados –, é a bandeira da hora de todos que acreditam que a vida precisa estar acima do lucro.

    http://www.chegadedescaso.com.br/

    "Ana Carolina, como outros 50 milhões de brasileiros, tinha um plano de saúde na falsa certeza de que quando precisasse teria um atendimento digno e humanizado", escreveu Leandro em um artigo recente. "Precisamos valorizar a defesa do direito à saúde por meio do fortalecimento das lutas contra a sua mercantilização".

  58. Quero ver um miserável brasileiro que ganha um salario minimo pagar uma consulta médica de 400 reais sempre que precisar! Nem com a mágica do David Copperfield !!! KKKKKKK

  59. um casal de idosos que mora perto da minha casa são aposentados, cada um recebe um salário mínimo, eles trabalham como jardineiros para complementar e “guardar” um pouco de dinheiro caso precise.

    há dois meses, não suportando uma dor no quadril, resolveu procurar um médico particular, ja que suas inúmeras idas ao médico do SUS não resolveu.

    ela pagou 350,00 e consulta mais algum dinheiro por outros exames necessários, o médico disse que ela precisava operar.

    Ela combinou tudo com o médico e pagou a cirurgia a vista.

    350,00 consulta

    18.800,00 de exames + cirurgia.

    Esses meus vizinhos são: trabalhadores, honestos, econômico, limpos, organizados e praticamente analfabetos.

    já vi e ouvi, pessoas com dinheiro, questiona-los a respeito, de, como conseguem fazer isso, pagar todo esse dinheiro em uma cirurgia, sendo os dois tão simples e ganhando tão pouco.

    A resposta vem de maneira fácil e tranquila.

    “È só se organizar, economizar, não gastar com bobagem, gastar apenas o necessário, nem mais nem menos.”

    OBS:todos os anos eles fazem dois churrasco para os filhos e amigos, em suas datas de aniversário,tudo cuidadosamente organizado, nem falta, o que comer e beber, nem sobra muito, dá em torno de 15 pessoas.

    cardápio: carne e boi, porco e frango, mandioca, alface,rúcula, tomate, farofa, arroz e feijão, cerveja,caipirinha, suco e refrigerante, tudo de boa qualidade, os vegetais são produzidos por eles mesmo, em um pequeno espaço, muito bem aproveitado.

    Se alguém me perguntar, quais são meus heróis, responderei sem titubear…. Toninho e Lurdes!

    O que vocês me dizem disso?

    abraços.

  60. Herculano Simões Jr

    A intervenção estatal em profissão no Brasil começou com a Cf 1934 Art 113 paragrafo 13): É livre o exercício de qualquer profissão, observadas as condições de capacidade técnica e outras que a lei estabelecer, ditadas pelo interesse público. E a lei fez o contrario do interesse inicial. E em 1945 criou-se a corporação CFM parte da regulamentação. E ele faz o q toda corporação faz : limita a oferta intervindo mercado.O resto e consequencia. Vale a pena ver como evoluiu.

    CF 1824 Art 179 p XXIV. Nenhum genero de trabalho, de cultura, industria, ou commercio póde ser prohibido, uma vez que não se opponha aos costumes publicos, á segurança, e saude dos Cidadãos. XXV. Ficam abolidas as Corporações de Officios, seus Juizes, Escrivães, e Mestres.

    CF 1891 art 72 § 24. É garantido o livre exercicio de qualquer profissão moral, intellectual e industrial

  61. Edivaldo Gama Merles

    Texto absolutamente psicopata, sádico e em desconformidade com as leis. Segundo a Constituição Federal de 1988, ”A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”, ponto. Ao Estado é incumbida a missão de fornecer saúde às pessoas. Estão insatisfeitos? Mudem a Carta Magna. Diferentemente desses austríacos, adoradores cegos do ”deus mercado”, a nossa CF se preocupa com os mais desamparados, dando-lhes respaldo constitucional. Sabem quantas família ficariam sem atendimento médico e remédios se não fosse o SUS? Sabem quanto custa um tratamento de câncer? É claro que não, para esses pseudoeconomistas tudo ficaria maravilhosamente bem e magicamente o pobre teria acesso a tudo isso se houvesse concorrência e blá-blá-blá. Essa conversinha não engana ninguém, o povo está acordando. Neoliberal aqui não tem vez. Querem acabar com os direitos trabalhistas, o acesso à saúde e à educação e transformar nosso país num protetorado dos EUA ou de alguma outra potência. Felizmente, a direita está cada vez mais fragmentada, principalmente agora com o MBL em decadência, Bolsonaro sendo vaiado em todo lugar que vai, Nando Moura e outros completamente perdidos e Sérgio Mouro sem nenhuma chance de vitória. Acostumem-se, 2022 será Lula ou Ciro.

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