Voltar

Não, o que diferencia o capitalismo não é a competição, mas sim a liberdade de escolha

O capitalismo é frequentemente descrito pelos seus
detratores como “um sistema darwinista de competição”, uma selva na
qual apenas os mais fortes sobrevivem
, e na qual os mais
fracos e os menos capazes definham.

Já os mais comedidos simplesmente descrevem o
capitalismo como um sistema “baseado na concorrência”.

Curiosamente, vários defensores do capitalismo
também parecem assimilar essa ideia de que o capitalismo é um sistema baseado
na competição. Eles apenas contra-argumentam que essa concorrência, longe de
ser um defeito, é na realidade a grande virtude do sistema, sendo ela a
responsável por elevar o padrão de vida da população ao criar bens e serviços
de melhor qualidade.

Em minha visão, isso é um erro. Aceitar a
pressuposição de que o capitalismo é um sistema baseado na competição — em
contraste a outros sistemas que hipoteticamente seriam de cooperação (como socialismo e
comunismo) — significa aceitar um debate que já começa inteiramente moldado
nos termos criados pelos seus detratores, de modo que, a partir daí, qualquer
discussão já está contaminada e enviesada.

No
âmbito estatal, a competição é selvagem

Obviamente, não estou criticando a concorrência. Nem
poderia. Afinal, não fosse a concorrência entre produtores, com cada um deles
se esforçando para ganhar acesso ao dinheiro dos consumidores, não haveria como
vivenciarmos um progressivo
aumento em nossa qualidade de vida
em decorrência da
contínua melhora observada nos bens e serviços que usufruímos — os quais, vale
ressaltar, apresentaram quedas reais nos preços em
decorrência exatamente desta competição.

A concorrência de mercado é o que aumenta a
eficiência e reduz o preço real dos bens e serviços, ao mesmo tempo em que gera
inovação. Dado que todos nós já estamos familiarizados com este argumento —
até porque o vivenciamos diariamente –, é desnecessário ficar reforçando este
ponto.

Adicionalmente, a alternativa à concorrência é o
planejamento centralizado, no qual há um único fornecedor de bens e serviços,
sendo ele quem decide “em nosso nome” como estes serão produzidos e alocados.
Todas as sociedades que tentaram este arranjo se afundaram na miséria
e no extermínio
em massa
.

O ponto aqui é outro.

Se os detratores do capitalismo consideram a
competição de mercado algo ruim, por que o mesmo não se aplica à esfera
política?

Peguemos a tão venerada democracia. Se a competição
é um fator deletério e corruptor, então a democracia tem de ser o primeiro
sistema a ser abolido. Afinal, o que fazem os políticos senão competirem
acirradamente entre si para conseguir um cargo?

Pior: não apenas há essa acirrada competição entre
partidos políticos, como também há uma vigorosa competição entre empresas,
lobistas e grupos de interesse para ver quem consegue tratamento preferencial
(subsídios, patrocínios, reservas de mercado etc.) de políticos e legisladores,
tudo com o dinheiro do povo.

Se as pessoas que estão no mercado (a seção livre e
voluntária da sociedade) vivem em um sistema de competição, o que dizer então
do aparato estatal? O que dizer das pessoas que querem acesso a ele? A
democracia é também um sistema de competição. E darwinista. Os políticos estão
sempre competindo pelo acesso ao aparato de controle da sociedade. Estão competindo
pelo “direito” de aprovar e impingir leis, legislações e políticas que serão
aplicadas a todos e que afetarão a todos (queiramos nós ou não). Mais: tudo
isso será compulsoriamente pago por nós.

Políticos e todas as pessoas que querem fazer parte
do aparato estatal não estão simplesmente competindo por uma fatia de mercado,
na qual o vencedor da competição é aquele que melhor satisfaz as demandas dos
consumidores. Eles estão afetando diretamente a todos nós, a sem a nossa
anuência.

O
capitalismo é sobre trocas voluntárias

É óbvio que a competição, por si só, não é um mal.
Longe disso. O problema é que definir o capitalismo como um sistema “baseado na
competição” — em comparação a outros arranjos que supostamente são baseados na
cooperação — é um truque retórico.

Aqueles que acreditam que o capitalismo é baseado na
concorrência podem honestamente acreditar nisso, mas não é verdade. O
capitalismo é um sistema tão concorrencial e competitivo quanto qualquer outro
sistema. Concorrência e competição existem em todos os arranjos. Não é uma
exclusividade do capitalismo.

Consequentemente, o correto seria dizer que o
capitalismo (ao menos no ideal laissez-faire)
é um sistema baseado em transações livres e voluntárias de bens e serviços,
transações estas que ocorrem na ausência de coerção física, roubo, compulsão ou
fraude, e é baseado no direito fundamental de ter e acumular propriedade.

Ou, em nome da brevidade: o capitalismo é um sistema de trocas voluntárias, baseado no direito de
ter propriedade
.

Sendo assim, é até possível
concluir que o capitalismo é, com efeito, o sistema que mais apresenta as
características de cooperação. Afinal, no capitalismo, a competição significa que
os produtores têm de se esforçar para agradar seus clientes, e eles terão de agir
assim exatamente porque visam ao seu interesse próprio. Em outras
palavras, os vendedores cooperam com os consumidores, atendendo às suas
necessidades e preferências.

Dado que há escassez, sempre haverá competição —
em qualquer sistema

Não é a existência da propriedade
privada ou da livre transação de bens que gera a concorrência. O que gera a concorrência
é a escassez.

Em qualquer situação em
que haja escassez de recursos, haverá alguma forma de competição pela apropriação
destes recursos (bem como para decidir a maneira como esses recursos serão alocados).

Se houver um sistema que
permita trocas voluntárias, alguma competição surgirá naturalmente neste
arranjo. Mas a competição também surgiria em qualquer outro sistema. Mesmo se
existisse uma sociedade completamente comunista, que fosse inteiramente
planejada por um comitê central, e que não praticasse absolutamente nenhuma transação
envolvendo dinheiro, ainda assim haveria competição, e por um motivo incontornável:
o tempo das pessoas sempre será limitado.

Se você fosse, por
exemplo, um cineasta nesta sociedade comunista utópica, você provavelmente iria
querer que o máximo possível de pessoas assistisse ao seu filme. só que todos
os outros cineastas iriam querer o mesmo. Isso colocaria você em concorrência direta
com eles. Podemos então concluir que o comunismo também é um sistema baseado na
competição? É certo que você estaria competindo pelo único cliente: o
patrocínio do estado. Corrupção e compadrio certamente seriam o inevitável
resultado. Quem terá seu filme financiado? Quem não terá? Quem ganhará o altamente cobiçado emprego de cineasta
em vez do nada desejável emprego de varredor de rua ou de recolhedor de lixo? Como
conseguir favores das autoridades? A competição será selvagem. Mas, em vez de
ser decidida pelas transações livres e voluntárias dos espectadores, dos
investidores e dos cineastas, ela será decidida por uma autoridade do comitê central
— e de maneira bastante autoritária, eu apostaria.

A competição, em suma,
continuaria existindo. Ela apenas seria de outra natureza: em vez de produtores
competindo entre si para conseguir clientes, eles irão competir entre si para
ver quem obtém mais favores da poderosa e corrupta estrutura do estado.

A competição é
simplesmente uma característica inerente ao fato de que vivemos em um mundo de escassez. Ela
existiria em qualquer outro sistema econômico. O socialismo não pode abolir a competição.
Assim como nenhum outro sistema.

O custo de oportunidade significa que a competição está
em todos os lugares

Quando você finalmente constata
essa realidade, você percebe que a escassez faz com que a competição esteja
muito além da economia.

Por exemplo, imagine que
dois amigos distintos me convidem para um jantar em suas respectivas casas na
mesma noite
. Eu, obviamente, terei de optar por apenas um, o que fará com que
o outro fique sem minha companhia. Isso por acaso significa que a amizade é um sistema
baseado na competição
?

Não podemos nos encontrar
com todos os nossos amigos o tempo todo, ou mesmo com todos eles ao mesmo tempo.
E, mesmo se conseguíssemos, teríamos de dividir nossa atenção entre eles.
Adicionalmente, não somos íntimos de todos eles, de modo que apenas alguns serão
realmente amigos. Não dá para ser amigo íntimo de todos. Tudo isso significa
que inevitavelmente teremos de fazer escolhas. E, com elas, renúncias. No
final, não importa quais critérios você utilizará para escolher quais amizades
priorizar: você estará optando e decidindo; escolhendo alguns e isolando
outros. Em alguns casos, você pode acabar isolando pessoas que adorariam ter a
sua companhia. Mais: ao optar por priorizar amizades, você terá de sacrificar
outras atividades que gostaria de fazer, apenas para ficar na companhia deles.

Estes são fatos básicos da
vida, pelos quais todos nós já passamos. Mas eles não fazem com que a amizade
seja vista como um sistema de competição.

Similarmente, no mercado,
nossos recursos e tempo são limitados. Estamos, a todo o momento, fazendo juízos
de valor, escolhendo quais produtos e serviços iremos consumir tendo por base a
utilidade que imaginamos que eles nos trarão. Ao fazermos isso, sacrificamos
algumas opções em prol de outras. Talvez iremos escolher uma cafeteria que
tenha o café mais saboroso. Ou então aquela que tem o melhor ambiente. Ou
talvez aquela que é mais próxima. Ou aquela outra cujo serviço é o melhor. Ou então
aquela que é a mais barata. Ou quem sabe aquela a que sempre fomos e com a qual
estamos mais familiarizados. Ou talvez aquela que implantou atitudes mais “socialmente
conscientes” — a que sempre privilegiou a contratação de deficientes físicos,
por exemplo. O fato é que nós decidimos.

Cada provedor de serviços
acredita que irá se beneficiar de nossa clientela e fará diversas tentativas de
nos atrair, seja melhorando a qualidade dos serviços, seja reduzindo (os
mantendo baixos) os preços, o que corretamente podemos identificar como uma
forma de competição. Dado que seres humanos não são infalíveis, em algumas ocasiões
alguém irá comprar um café do qual não irão gostar; mas, no longo prazo, a competição
tenderá a ser vencida por aqueles que agradarem de maneira melhor e mais
consistente seus clientes.

Os benefícios da liberdade de escolha

O fenômeno realmente
miraculoso que ignoramos ao concentrarmos nossa atenção na concorrência é a própria
capacidade que temos de fazermos escolhas.

Por exemplo, suponha que
dois eventos comerciais estejam ocorrendo na mesma tarde. Cada cliente
potencial irá escolher aquele evento que mais lhe seja atraente, utilizando
para isso uma variedade de critérios subjetivos. Entretanto, simplesmente dizer
que esses dois eventos são “concorrentes” seria ignorar completamente o ponto
essencial: os frequentadores destes eventos (que são muito mais numerosos que
os organizadores destes eventos) podem escolher entre dois eventos. Muito
melhor ter a opção de dois (e inclusive optar por nenhum) do que ter apenas a opção
de um. Com efeito, pode até ser possível ir aos dois na mesma tarde,
sacrificando o tempo que ficam em cada um.

Sendo assim, a realidade
é que há muito mais cooperação envolvida no ato fornecer bens e serviços
às pessoas do que há competição. Para conseguir fazer qualquer coisa no
mercado, você tem de cooperar com compradores, vendedores, administradores,
gerentes, empregados, fornecedores, clientes, anunciantes, promotores de
eventos, comerciantes, negociantes, compradores coletivos etc.

O clássico ensaio Eu, o Lápis ainda
continua sendo o melhor exemplo
ilustrativo
disso: quando você se dá conta da quantidade de pessoas, nos
mais distintos lugares do mundo, trabalhando conjuntamente para fabricar um
simples lápis de madeira — e cada um buscando apenas seus próprios interesses
financeiros –, é inevitável não se maravilhar ao constatar como realmente
funciona todo este arranjo empreendedorial. Essas pessoas, que nem se conhecem,
estão atuando em conjunto, em cooperação, e o resultado é que você consegue
comprar um lápis — algo que jamais conseguiria fabricar sozinho — por
centavos.

A competição no mercado é o que permite a
escolha em meio à escassez

Dado que os recursos são escassos
e o tempo sempre é limitado, as pessoas têm de fazer escolhas. Consequentemente,
a competição sempre será uma parte inerente a todo e qualquer sistema econômico.
Enquanto vivermos em um mundo caracterizado pela escassez, haverá competição.

A característica precípua
do capitalismo de livre mercado não é a competição, mas a liberdade de escolha.
Pessoas que criticam a competição no capitalismo estão, na prática, pedindo
para que o estado substitua a competição entre produtores para ver quem obtém mais
consumidores voluntários por uma competição entre produtores para ver quem
obtém mais favores do governo. Em vez de produtores tentando convencer
consumidores a voluntariamente gastar seu dinheiro em uma ampla variedade de
bens e serviços, cada vez mais vastos, teremos produtores tentando convencer políticos
a coercivamente tomar dinheiro da população para lhes repassar na forma de subsídios
e demais protecionismos.

Compare o arranjo
capitalista com arranjos corporativistas e socialistas: em todos há competição,
mas apenas no primeiro há liberdade de escolha para os indivíduos.

Compare o livre mercado com
outros sistemas nos quais a competição é feroz para ver quem consegue obter
mais favores de burocratas em cargo de poder: é nestes que realmente há a “lei
da selva” e a “sobrevivência do mais forte”.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

78 comentários em “Não, o que diferencia o capitalismo não é a competição, mas sim a liberdade de escolha”

  1. A única maneira que vejo de aceitar a existência do estado seria se os incompetentes que vivem debaixo das suas asas concorressem em igualdade de condições com a livre iniciativa. Óbvio que existe muita malícia aqui, porque o estado entrando na competição equivaleria à sua auto-extinção, face à total ineficiência dos serviços que costuma prestar.

  2. O Capitalismo é simplesmente uma máquina de moer carne humana. O sistema aproveita a desigualdade natural que há no ser para criar deuses e escravos medidos unicamente por uma regra moral, onde a liberdade é apenas um complemento propagandístico. A humanidade nunca pediu pela liberdade; queriam apenas paz. Será que o capitalismo é capaz de fornecer paz? Impossível. A paz é algo interior que só pode ser conquistada após o absoluto controle. Como ter paz quando você não sabe como será o dia de amanhã? O funcionário privado é um escravo da instabilidade; o funcionário público, por outro lado, é o único que pode dizer que tem paz.

    Devemos matar a desigualdade natural que há no ser; devemos implementar um sistema biológico que acabe com o egoísmo; devemos implementar um controle mental; devemos criar um homem novo. Todos devem viver da terra, para terra, em plena igualdade e paz. Nunca pedimos pela liberdade e não queremos a liberdade. Isso é uma invenção da Maçonaria.

    Que vá para o inferno você e sua liberdade.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  3. "O capitalismo é um sistema de trocas voluntárias, baseado no direito de ter propriedade."

    Eu sempre disse que é impossível argumentar contra o capitalismo se a ideologia for corretamente definida. E a definição do autor é excelente. Aliás, toda a argumentação é um excelente ponto de partida para os defensores do capitalismo.

    Parabéns ao autor pelo insight. Muito bom.

  4. É só ver a situação da Venezuela, onde as pessoas saem no braço nos supermercados para conseguir algumas migalhas restantes e onde os corruptos e poderosos estão se empanturrando no poder, para constatar qual é o sistema no qual realmente impera a lei da selva e a sobrevivência do mais forte.

  5. Tinha lido esse artigo no Mises original. É simplesmente brilhante. Eu já venho estudando economia autonomamente há um tempo e sempre caía na armadilha de dizer que o mercado é um sistema de competição. É a primeira vez que vejo alguém falar sobre isso. Excelente!

  6. Eu acho a concorrência e a competição sensacional em todas as áreas, e exatamente por isso já passei aperto tentando explicar porque eu detesto a democracia, que nada mais é do que um jogo explícito de concorrência direta. Era uma contradição que eu mesmo não sabia contra-argumentar. Obrigado por (sem querer) me ajudar a entender a big picture.

  7. Excelente artigo com jeito novo e original de ver o sistema de livre mercado. Ótimos argumentos para ser usado em qualquer discussão.

    Gostaria só de acrescentar que a concorrência real não é estritamente necessária para um livre mercado funcionar. Basta que a concorrência potencial seja possível. Mesmo se houver apenas uma empresa em um determinado setor, a simples possibilidade de que um concorrente possa surgir e oferecer produtos melhores e mais baratos já basta para manter essa empresa ocupada tentando inovar e descobrir novas maneiras de satisfazer os clientes.

    Obviamente, a única entidade que pode bloquear o surgimento de um eventual concorrente e garantir uma reserva de mercado é o estado.

  8. “Não, o que diferencia o capitalismo não é a competição, mas sim a liberdade de escolha”. Isto pode ser verdade, mas em parte. A questão é, que antes do exercício da liberdade de “opção”, você não tem dada as reais condições dessa “igualdade” no exercício dessa opção de escolha. Ou seja, como exemplo, ambos tivemos a igualdade de liberdade na opção de se fazer Inscrição no Vestibular da Fuvest, para concorrer a uma Vaga gratuita no Ensino Público Superior de Qualidade. Até ai, tudo bem! Mas, ai, vem as Provas, o Vestibular, cujas questões, iguais para todos, não levam em conta o fato de que um dos Candidatos, é egresso de Escola Pública da Periferia de Grande Cidade. Já o outro Candidato, egresso de Escola Privada de altíssimo nível, estudando em período integral. Qual dos dois Candidatos, supondo exista uma única Vaga, leva uma Vaga de Medicina? Então, falar apenas em Liberdade de Escolha no Capitalismo, mascara toda uma Relação profunda de Identidade e Injustiças.

  9. A cooperação voluntária é o que sobrevive na ausência de coerção política. Logo, qualquer discussão sobre alternativas à cooperação voluntária será uma discussão sobre várias formas de coerção política.

    Há duas maneiras de a coerção política abolir a cooperação voluntária.

    1. A coerção política pode abolir as escolhas dos consumidores. Em vez de cada consumidor decidindo qual produtor está sendo o melhor em criar valor para o próprio consumidor, o governo utiliza a coerção para conseguir os resultados que mais beneficiam os próprios membros do governo.

    2. A coerção política pode abolir as escolhas dos produtores. Em vez de cada produtor decidindo como adquirir capital, organizar sua empresa, contratar e demitir empregados, comprar materiais, fabricar produtos, anunciar produtos, vender produtos, e transportar produtos, o governo utiliza a coerção para conseguir os resultados que mais beneficiam os próprios membros do governo

    Independente de qual for a forma de coerção política aplicada, sempre haverá competição por recursos escassos. Mas há uma diferença crucial, que já foi explicada por Hayek: ambientes livres produzem um grande volume de informações, as quais só podem ser apreendidas pelos milhões de agentes atuando no mercado (produzindo, investindo e consumindo), sendo impossível burocratas absorverem todas elas.

    Sendo assim:

    – Onde há cooperação voluntária, consumidores e produtores são livres para fazer suas próprias decisões. E essas decisões geram a maior quantidade possível de informações, conhecimento, habilidade e velocidade.

    – Onde há coerção política, burocratas tomam as decisões recorrendo a poucas informações, conhecimento, habilidade e velocidade.

    Uma melhor utilização de informações gera melhores resultados; uma pior utilização de informações produz piores resultados. Logo, na teoria e na prática, liberdade sempre é melhor que a coerção. Não só em termos morais, mas também em termos de eficiência.

  10. O fato de, por exemplo, no Brasil, muitas opções de carros estarem sumindo no mercado (por exemplo, na Argentina mesmo o Focus de topo tem câmbio manual, aqui se não me engano é só na versão de entrada), tem relação com um ambiente regulatório absolutamente soviético, então viabilizando somente grandes economias de escala?

    Outra dúvida: o fato da Ford nos EUA pretender encerrar a venda de carros “comuns” teria alguma relação com as tarifas protecionistas que ele elevou? Quais são as tarifas de importação atualmente?

  11. Não é preciso ser um “detrator do capitalismo” para entendê-lo como um processo de evolução e seleção natural. isto é um fato funcional do processo, aqueles que desenvolvem características que geram mais valor e utilidade no mercado (mais adaptativas) tendem a permanecer e se propagar mais, e incentivar a mimetização de outros membros da espécie que passam a copiar e adaptar aquelas características a fim de se perpetuarem mais também. O que está em jogo aqui é a questão ética, o indivíduo deve ter direito a liberdade de investir e oferecer serviços a quem quiser, sem agredir a propriedade alheia e sem ser vítima de barreiras artificiais onde o mesmo é obrigado a financiar através do estado.

  12. Vc foi dez suncintamente!!!

    Vladimir 14/02/2019 17:15

    Sim, o socialismo inverte totalmente a relação entre ofertantes e consumidores. No livre mercado, os ofertantes de bens competem entre si para receber o apoio de milhões de consumidores. No socialismo, milhões de consumidores competem entre si (e se matam) para receber migalhas de um só ofertante.

  13. Tenho interesse e formar um grupo libertário aqui em SC, tenho noção em desenvolvimento de sites, programação e banco de dados para caso for necessário. Caso alguém tenha interesse entre em contato comigo por esse e-mail: [email protected] ou por esse contato: (47)99605-8459

  14. “Brasil deixou de exportar US$ 56,2 bilhões em 10 anos para América do Sul”

    Minhas deduções:

    – Um efeito do protecionismo da Nova Matriz Econômica: com as tarifas impostas, isso alimentou retaliações de governos estrangeiros sobre os produtos exportados daqui;

    – Desvalorização cambial fez o setor exportador perder competitividade, principalmente o industrial;

    Único setor que ainda resiste nisso aqui pelo jeito é o agropecuário, no quesito de exportações, já que a nossa desvalorização cambial provoca aumento em exportação de commodities.

    Como enxergam isso?

  15. Acho que isso vai muito por conta dos reajustes do valor cambial da moeda, digamos que uma empresa americana importava US$ 10 milhões em determinado produto brasileiro, e essa mesma empresa não tinha interesse em aumentar o número de produtos importados, logicamente, se o valor da moeda Brasileira cair comparado ao dólar, essa empresa obviamente vai poder gastar menos pela mesma quantidade de produtos que antes, ela não tem interesse em pagar o mesmo preço por uma maior quantidade, pois ela não demanda maior quantidade.

    Ou seja, com a desvalorização do real, vai ter muita empresa que irá continuar pagando o mesmo valor que antes por uma maior quantidade, mas vai ter outras que irão preferir diminuir o valor pago para equivaler á mesma quantidade que antes da desvalorização.

    Seguindo essa lógica, obviamente uma menor quantidade de US$ será exportada com a desvalorização cambial.

    A desvalorização também causa dano as Importações, já que as empresas nacionais irão precisar pagar uma maior quantidade de reais pela mesma quantidade de antes.

  16. Acho que isso vai muito por conta dos reajustes do valor cambial da moeda, digamos que uma empresa americana importava US$ 10 milhões em determinado produto brasileiro, e essa mesma empresa não tinha interesse em aumentar o número de produtos importados, logicamente, se o valor da moeda Brasileira cair comparado ao dólar, essa empresa obviamente vai poder gastar menos pela mesma quantidade de produtos que antes, ela não tem interesse em pagar o mesmo preço por uma maior quantidade, pois ela não demanda maior quantidade.

    Ou seja, com a desvalorização do real, vai ter muita empresa que irá continuar pagando o mesmo valor que antes por uma maior quantidade, mas vai ter outras que irão preferir diminuir o valor pago para equivaler á mesma quantidade que antes da desvalorização.

    Seguindo essa lógica, obviamente uma menor quantidade de US$ será exportada com a desvalorização cambial.

    A desvalorização também causa dano as Importações, já que as empresas nacionais irão precisar pagar uma maior quantidade de reais pela mesma quantidade de antes.

  17. Eu bebi umas 4 latas de cerveja e vim ler o Mises Br pois é a única leitura inteligente disponível em toda a internet brasileira e lembrei de algo muito importante e fiquei preocupado…

    Por onde anda o Leandro Roque??? Não o vejo mais na sessão de comentários já faz um bom tempo.

  18. Competição no capitalismo e parametrizada pelo respeito a vida e a propriedade, nada a ver com Darwin q e competição q mata. Se uma empresa fale seus funcionários sobreviverão em outras, mas é uma perda. Portanto a competição de um lado trás eficiência mas do outro tira um pouco. Ainda mais, imagine duas empresas competindo pra fazer hidroeletrica. A Concorrência exige gde esforço das duas mas so uma fara serviço, outra perda. Portanto, eu ñ tenho duvidas q uma sociedade planejada , centralizada ou ñ, como tudo q o homem faz, e melhor, teria menos perda. O problema e como criar tal sociedade. Ja vimos q via poder, como Urss, Cuba, etc alem de ñ funcionar perverte, como tudo q o poder poe a mão, pior se ditadura. Portanto a competição capitalista e a melhor possivel hoje. O capitalismo e q acaba com a escassez. Uma vez vencida a escassez, as ideias q sustentam o capitalismo desmoronam. Ai sera preciso pensar em socialização dos meio de produção. Mas isso e daqui un 100 anos de capitalismo e pra isso e preciso acabar com poder diminuir drasticamente os serviços estatais a começar coma escola, saude, financiamentos, etc.

  19. Hoje em dia a nação que mais cresce e tem se tornado hegemônica é a China, país com forte presença estatal.

    Obviamente que lá também tem muita empresa privada , mas tudo é muito guiado é só ocorre se tiver a benção do Estado, através do que os burocratas enxergarem como positivo para o país.

    Tentando fazer o contraponto à China, que país grande atualmente pode ser considerado o mais capitalista?

Rolar para cima