O governo francês, um dos mais ativistas na causa
das mudanças climáticas, quer reduzir o consumo de petróleo. Para isso, o
governo de Emmanuel Macron aumentou
em 12 pontos percentuais a TICPE,
um acrônimo para taxe intérieure de consommation sur les produits énergétiques (tributo interior sobre o consumo de
produtos energéticos).
Esse aumento de 12 pontos
percentuais no imposto sobre combustíveis fósseis foi implantado com o intuito
de restringir as emissões de CO2, financiar a substituição do petróleo por
“energia mais limpa” e deixar o país mais próximo de cumprir seus objetivos
climáticos, os quais foram determinados pelo Acordo de Paris
(do qual os EUA se
retiraram).
No entanto, tudo indica
que os preços da gasolina na République, que já eram muito maiores que
os dos países vizinhos, subiram para um valor acima do tolerável para os
franceses. O diesel encareceu 23% e a gasolina,
15%.
Em um website criado pelo governo
francês em um esforço para ajudar os consumidores a compararem os preços, isso
se torna bem visível: na região de Paris, um litro de gasolina chega a custar
até € 1,90 (aproximadamente R$ 8,22 por
litro).
Ou seja, ao passo que nos
EUA um litro de gasolina sai por US$
0,67, na França ele sai por US$ 2,15.
Só que este preço para
abandonar o petróleo foi alto demais para os franceses. Ambientalismo, sim, mas
nem tanto. Como resultado, mais de 300.000 pessoas trajando coletes amarelos (gilets jaunes) tomaram as ruas em
imensas e crescentes manifestações que já duram um mês.
O problema é que ocorreu
aquilo que sempre acontece em qualquer grande manifestação de massa: o
movimento não só passou a agregar outras insatisfações — como as de
desempregados e de sindicalistas que querem manter privilégios e reverter
algumas reformas trabalhistas –, como também foi infiltrado
por baderneiros que querem apenas praticar selvageria. A violência está
ficando fora de controle, com três mortos,
centenas de detidos e feridos, e a ameaça de decretação de estado de emergência.
Algumas manifestações
transformaram o centro de algumas cidades em campos de batalha, com amplas
multidões entrando em confronto violento com a polícia.
Como também não poderia
deixar de ser, o movimento passou a ser explorado politicamente por figuras
como Jean-Luc
Mélenchon (líder da extrema-esquerda) e por Marine
Le Pen (da direita nacionalista), agora pedem
novas eleições.
Tudo isso está bem
documentado pela mídia. Mas é apenas metade da história
Os outros impostos
Sim, o ímpeto inicial para
que indivíduos tomassem as ruas da França trajando coletes amarelos era
protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis em decorrência do
aumento do “imposto ecológico”.
No entanto, os protestos
rapidamente escalaram e se transformaram em uma manifestação generalizada
contra o nível da carga tributária. Entrevistas
confirmam que uma revolta tributária mais ampla está ocorrendo.
O governo francês impôs um
novo tributo
sobre as pensões no início deste ano, o que gerou uma considerável pressão
econômica sobre os idosos. Há também rumores de que o governo quer elevar o imposto
sobre propriedades e sobre a herança.
E, adicionalmente — algo
que praticamente não foi mencionado pela cobertura da grande mídia –, o
governo francês anunciou que irá, a partir de janeiro de 2019, passar a coletar
o imposto de renda diretamente na folha de pagamento, mensalmente. Sim, a
França, surpreendentemente, ainda não
havia introduzido o nefasto esquema de imposto de renda retido na
fonte, pois os franceses consideravam isso (corretamente) uma inaceitável
invasão de privacidade.
O objetivo de todos estes
aumentos de impostos, obviamente, é bancar o crescentemente ruidoso estado de
bem-estar social francês — o país foi recentemente declarado o campeão
dos gastos com assistencialismo.
Tudo isso exaltou ainda
mais os ânimos da população.
Por décadas, os
trabalhadores franceses vêm arcando com aquela que é simplesmente a
mais alta carga tributária da União Europeia. Muitos já não
conseguiam fechar suas contas ainda antes
de o governo francês impor esse dilúvio de novos impostos ano passado.
Referências a “roubo” e
“assalto” estão
em todos os cartazes e slogans dos coletes amarelos. “Morte aos impostos”,
lê-se nos cartazes. Longe de ser um mero distúrbio civil extremista, a raiz do
movimento foi nada menos do que uma clássica
revolta tributária.
Uma agenda contraditória
Eis a realidade: a França
— ou, mais apropriadamente, o governo francês — sempre foi a favorita da
mídia e dos progressistas, e tida como um exemplo a ser seguido tanto em termos
de assistencialismo quanto em termos de agenda
ambientalista. Recentemente, o país provocou suspiros
apaixonados por “assumir a liderança” na questão das ‘mudanças climáticas’.
Adicionalmente, na França
(como na maioria dos países da União Europeia), os salários do setor público superam
amplamente os do setor privado [mas
não supera o Brasil, que
é o campeão], algo que, sem dúvida nenhuma, ajuda a impulsionar
estatizantes projetos idealistas e utópicos que prometem criar um lendário
estado de “sustentabilidade”.
Porém, para o cidadão francês
comum, estes devaneios estatais geram custos, e estes custos se traduzem em
dificuldades financeiras que são reais, rotineiras e desesperadoras. A fatia
trabalhadora do povo francês, ao que tudo indica, está se aproximando do ponto
de ruptura, e novas promessas assistencialistas do governo poderão apenas
postergar o dia do acerto de contas.
A ideia de afastar todo um
país dos combustíveis fósseis ao mesmo tempo em que fornece assistencialismo generosos
para todos pode parecer algo humanista, compassivo e até mesmo visionário. Mas
isso é só no abstrato. No mundo de verdade, a realidade econômica
inevitavelmente sempre se impõe, fazendo a incômoda pergunta: qual o tamanho da
coerção — a pilhagem da população trabalhadora — necessária para tornar este
sonho uma realidade?
O povo francês está
descobrindo a resposta agora. E a resposta está se comprovando profundamente
impopular.
Qual o limite?
Do ponto de vista do
cidadão comum, a sustentabilidade de suas finanças pessoal e doméstica sempre
será mais importante do que programas estatais que soam belos e doces.
Políticos e ativistas ambientalistas que jubilosamente acreditam que a adesão
popular a seus projetos grandiosos (e arrogantes) é automática são ou obtusos ou
tiranos.
Mesmo na França, a terra
dos sonhos dos progressistas, os trabalhadores não mais estão querendo saber de
ver sua riqueza pessoal sendo cada vez mais esbulhada para servir aos planos
altivos da elite política e intelectual. Mesmo na França há um limite para o
ambientalismo e para a social-democracia, e o povo francês, ao que tudo indica,
está se aproximando deste ponto de ruptura.
No final, tudo é contraditório
Mais de 200 anos atrás, Jean-Baptiste
Colbert alertou o rei Luis XIV que “A arte da tributação consiste em
depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume
possível de grasnido.” O som que hoje se ouve na França é o de franceses
grasnando indignados. Os gansos com mais penugem — Gérard Depardieu, membros
da família Peugeot e da Chanel — já deixaram o país em busca de um futuro
melhor.
Os que ficaram continuam
sendo crescentemente depenados. E continuam querendo bem-estar social — de novo, o país foi recentemente declarado o campeão dos gastos com assistencialismo.
Por isso, a lição continua
impávida: de nada adianta protestar contra elevação de impostos e, ao mesmo
tempo, querer social-democracia, estado assistencialista e agenda
ambientalista. Enquanto a mentalidade francesa for a do estado de bem-estar
social com “economia verde”, os custos deste arranjo continuarão garantindo
protestos urbanos a uma frequência
praticamente anual.
No final, não há
escapatória: ou a população francesa celebra o Acordo Climático de Paris e sua
social-democracia ou sai queimando pneus para protestar contra a acentuada elevação
de impostos que visam a reduzir as emissões de carbono e bancar a
social-democracia. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.
Eu nunca entendi muito bem essa questão ambiental. Se a França faz de tudo para que a gasolina fique cara e as pessoas troquem de carro e os EUA continuam vendendo gasolina barata e “poluindo” adoidado.
Ambos os países vivem no mesmo planeta. De que vale o esforço da França se os EUA continua agindo “errado” ?
A social-democracia se caracteriza pela INSUSTENTABILIDADE. Qualquer arranjo com qualquer grau, ainda que mínimo, de assistencialismo, tende à falência.
Na França, imigrantes (legais e ilegais) são cheios de direito e quase não têm deveres. Não pagam impostos mas têm acesso a saúde, educação e alimentação gratuitas. Quem já fez intercâmbio na França sabe disso. O sistema de “tudo grátis” parece ser uma maravilha.
Só que sempre tem muita gente pagando por isso. Gente sem rosto, mas que é obrigada a trabalhar em dobro para receber a metade (com a outra metade indo para aqueles cheios de direito e sem dever).
É claro que é um sistema insustentável.
Macron foi eleito prometendo reformar todo sistema, modernizar, reduzir impostos e enxugar o governo. Tão logo foi eleito, fez tudo ao contrário: saiu aumentando impostos e mantendo privilégios do setor público e dos imigrantes. Não houve nenhum corte. E agora ainda dá tarifaço na gasolina para satisfazer uma agenda progressista.
Ele está garantindo Le Pen em 2022.
França e Espanha são exemplos perfeitos de como a social-democracia destrói um país sem precisar de nenhuma crise.
Eu não tenho nenhuma simpatia (ou seria empatia?) pelos franceses. Além de arrogantes e mal educados (alemães são uma flor comparado aos franceses) eles próprios pediram por tudo isso. Eles próprios pediram para que o governo os esfolasse, e esfolasse também as colônias africanas. Sempre estiveram na vanguarda do atraso (ou do progressismo, o que dá no mesmo). Agora as galinhas estão apenas se revoltando porque os ovos não estão mais dourados.
Que se explodam.
Como bem dito acima, a vantagem disso tudo é servir de alerta para outros governantes que queiram elevar impostos, principalmente sobre a gasolina. Temer fez isso em 2017 e o país quase entrou em convulsão em maio de 2018.
Pessoal, qual é a opinião de vocês sobre a geografia de um país ser um fator decisivo para o seu desenvolvimento, mais importante até que o livre mercado?
Por exemplo, o Brasil tem falta de rios navegáveis e os poucos que são desaguam em porto estrangeiro (Buenos Aires) e os da Amazônia não conectam nenhuma região economicamente relevante. Isso encarece os custos de transporte. A título de comparação, os EUA têm a maior área de rios navegáveis do mundo. O Brasil também possui várias áreas de geografia difícil para a construção de rodovias, ferrovias etc. A região amazônica é praticamente inviável economicamente por ser uma região de selva, o que a torna muito difícil para adaptá-la ao ambiente humano.
As únicas terras naturalmente boas para a plantação estão no sul do País. Nordeste é pobre para agricultura. A Amazônia tem o solo muito pobre e, graças à tecnologia atual, o Cerrado pode ser usado para a agricultura, mas a custa de investimentos no preparo da terra e de sua fertilização prévia, demanda construção de transporte terrestre, que é caro, além de ser uma região longe de portos, encarecendo muito o custo do frete. Em comparação, os EUA possuem terreno majoritariamente plano e a maior área de terras de alta fertilidade do mundo, principalmente na região de seu Midwest, dentre outras.
Os EUA ainda possuem grandes reservas de carvão de alta qualidade e de fácil extração. Extraem petróleo desde 1960 e agoram tem o “shale gas”.
O que acham disso tudo?
PS: o começo desse vídeo fala sobre as vantagens da Alemanha para se desenvolver economicamente: http://www.youtube.com/watch?v=NNUriy9bq-E
As pessoas gostam de impostos altos apenas quando outras pessoas irão arcar com tudo. Eu nunca vi um esquerdista/progressista implorando para que o governo aumentasse os impostos que ele paga. Ele sempre agita para que o governo aumente os impostos dos outros.
A “beleza” de um imposto indireto é que ele faz com que todos tenham de pagar. Aí os progressistas ficam putos. Ambientalismo e social democracia sim, mas só com o dinheiro dos outros. Nunca com o meu.
Será o Brasil assim que o Bolsonaro negociar com o congresso um ajuste fiscal aguado ao trocar metas de corte de gastos para preservar os investimentos sociais por aumento de impostos na classe média.
Os governos europeus sempre estiveram na vanguarda de punir o populacho que se atreve a usar gasolina. O mais inacreditável é que este mesmo populacho continua tendo fé em eleições democráticas, mesmo após todo esse tempo sendo ordenado e comandado por déspotas patéticos.
Aqui nos EUA isso ainda não chegou.
Vamos ver se isso chegará ao Brasil ou se será barrado.
Macron usou a desculpa ambientalista para aumentar impostos, a frança vem tendo deficits faz décadas. E nada como subir imposto em um setor de demanda pouco elastica.(A não ser que você compre uma bicicleta ou um jegue, vai ter de usar gasolina,diesel) Seria muito mais popular simplesmente isentar energia limpa de impostos, junto de carros elétricos.. Os incentivos sempre vem da forma errada. Mas bem, é apenas mais um erro, dos infinitos, vindo dos governos.
O motivo para o aumento de impostos é pior do que o imaginava: um imposto ambientalista.
Não é mais um imposto para usar como fundo o fato da situação fiscal estar ruim e então enfiar mais dinheiro em ânus de político e burocrata para ter intercurso sexual com prostituta e ir em festa chique. E sim um imposto para controlar a sua vida baseado em uma clara ideologia totalitária. Parte da Europa está contaminada por essa ideologia assassina.
“E, adicionalmente — algo que praticamente não foi mencionado pela cobertura da grande mídia —, o governo francês anunciou que irá, a partir de janeiro de 2019, passar a coletar o imposto de renda diretamente na folha de pagamento, mensalmente. Sim, a França, surpreendentemente, ainda não havia introduzido o nefasto esquema de imposto de renda retido na fonte, pois os franceses consideravam isso (corretamente) uma inaceitável invasão de privacidade.”
Realmente, esse trecho me surpreendeu.
Agora, já que estamos falando de Europa, tenho uma dúvida que talvez possam me responder, especialmente quem viaja bastante. Minha mãe quando foi para Roma, ficou encantada com a qualidade da comida disponível por lá, dizendo que é algo bem melhor do que no Brasil. Ela que tem um estômago não muito bom não teve nenhum problema quando consumiu essas comidas lá (talvez tenha relação também com o clima; era um inverno com 15 graus Celsius para baixo).
Se isso de fato for verdade e não uma mera evidência anedótica, por que isso acontece? Seria um fator cultural ou teria algum fundo econômico? Apesar da economia italiana ser severamente controlada pelo estado, o fato do euro ser uma moeda forte interfere em alguma coisa? Vi evidências anedóticas parecidas, só que de Portugal, com uma situação parecida com a da Itália.
URGENTE! CHINA REMOVE TARIFAS DOS EUA E TRUMP ESTA VENCENDO GUERRA COMERCIAL:
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Gostaria de ver o comentário dos nobres leitores e administradores do instituto.
Abraços
Uma nova Revolução Francesa vem aí, e pra acabar com o socialismo de vez.
Não consigo sentir simpatia pelos “ecologistas” que acreditam que o mundo será um lugar maravilhoso pelo simples fato de obrigarmos as pessoas a fazerem aquilo que um bando de idiotas querem, por deterem o poder. Emissões de motores a explosão estão cada dia menores, graças à tecnologia, menos poluentes, e a tendência é que se possa chegar a um nível de emissão que não cause graves problemas (acreditem, é possível). Os gases da combustão tambem podem ser uteis se absorvidos pela massa vegetal, acelerando sua velocidade da recuperação. As fontes alternativas de energia aparentemente são uma panacéia, até o momento em que começarem a aparecer as contra indicações como acontece com os derivados de petróleo. Como ficarão as áreas cobertas de paineis solares em relação a uma mata original? O que fazer para que os geradores eólicos não prejudiquem as aves, que constantemente são atingidas pelas suas pás, alem da turbulência que as espanta, despovoando os locais que antes eram seus habitats? Por ai vai. Problemas desaparecem ou são eliminados para dar lugar a novos e interessantes problemas. Na minha opinião as leis que impoem certos progressos, como por exemplo a substitução de veículos a gasolina por veículos eletricos, a velas ou qualquer outro meio, subintendem uma idéia de agregar valor que é mais importante na cabeça dos donos da produção do que propriamente no benefício gerado pelas mudanças. As mudanças provocadas pelas novas tecnologias e pelo espírito desbravador do ser humano não só são necessárias, mas inexoráveis. O que não entra na minha cabeça é que tecnologias imaturas nos sejam enfiadas goela abaixo só porque algum cretino pensa que está salvando a humanidade. Todas estas tecnologias novas e antigas podem e devem conviver, de forma que cada uma seja consumida por aqueles que as preferirem, enquanto amadurecem e até que um dia lá na frente uma se sobressaia e domine, até que outra mais adiante a substitua. Tudo por ação do mercado. Foi assim com o cavalo, depois com o motor a vapor, depois com o motor a explosão depois com o motor elétrico e só o futuro nos dirá qual será o proximo salto. Enquanto uns europeus histéricos estão seguindo o caminho frances, e tornando a vida das pessoas um inferno (de dividas, questionamentos e incertezas) os americanos estão aproveitando o combustível mais barato, mais eficiente do que antes e menos poluente e ao mesmo tempo vão se ambientando com as outras alternativas de maneira suave e natural. Alguem pode afirmar que os americanos poluem mais do que a China, a Russia ou a India ? Alguem em sã consciencia pode dizer que o Brasil, pais com a maior cobertura vegetal original é um antro de destruidores da natureza e uma ameaça a sobrevivência da humanidade? Por acaso os criticos europeus podem assumir que suas matas estão preservadas e que tudo está da melhor forma possível com harmonia, preservação e integração; ou tudo não passa de uma histeria de pessoas que não entendem muito bem como a humanidade caminha? Não acredito em salvadores da humanidade, que precisam de forçar a barra para gerar soluções, que usam os nossos parcos recursos para fazerem o que suas mentes insanas ditarem sem ao menos nos perguntarem o que pensamos a respeito e o que nos proporíamos como alternativa. A ideia e deles e o dinheiro é nosso. O problema não é pontual. Este tumulto na frança é mais uma manifestação da doença que corroe a Europa e em níveis diferentes outras partes do mundo. Educação deficiente, tibieza, preguiça, desinteresse, egoismo, ideologia , desonestidade e autoritarismo. Nós estamos questionando se psicopatas e dementes devem nos sacrificar em nome de alguma idéia insana enquanto ficarmos parados apreciando o espetáculo.
A França embarcando em estúpidas utopias de centro académico de universidade chique, nada de novo sob o sol. Afinal, foi ela mesma que inventou, desde a Revolução, essa fé tosca na ação política, praticamente é a encarnação da ideologia de Estado. Qual não foi minha perspectiva quando vi como o Macron era endeusado pela imprensa esquerdista. Os franceses apenas colhem o que semearam. Vive là France!!!
RESUMINDO: NAO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS!!!
Macron desistiu dos aumentos:
g1.globo.com/mundo/noticia/2018/12/04/para-encerrar-protestos-governo-frances-suspendera-aumento-nos-combustiveis-dizem-jornais.ghtml
O país não consegue fazer reformas econômicas para reduzir os gastos estatais e nem aumentar impostos para resolver seus déficits, quanto tempo mais vai aguentar?
Esquecendo um pouco essa bobagem de “esquerda x direita”, a ideia sobre essas políticas ambientais (e vale para todo estado de bem estar social) é essa:
A iniciativa faz você se sentir bem (é lindo falar que vai salvar o ambiente, certo?), ou tem algum efeito real?
Esses protestos na França me lembram dos protestos aqui no Brasil contra o aumento nas passagens de ônibus, que acabou por impeachmar a Dilma e elegendo o Bolsonaro.
alguém sabe dizer se existe um movimento libertário nascente na frança? Ou pelo menos liberais?
O tema ambiental traz exageros, sobretudo dos ambientalistas, que enxergam a aproximação do caos, enquanto outros estudiosos da matéria observam que a ação humana não é a causadora do propalado desastre ambiental, mas o comportamento dos fenômenos naturais. Entendo que inicialmente, o importante é identificar os benefícios pecuniários dos atores envolvidos no assunto e buscar-se uma política que permita o funcionamento das Economias sem os desequilíbrios fiscais que levam, com certeza, ao verdadeiro caos, punindo principalmente as classes menos favorecidas
Aquecimento Global causado por humanos é uma FARSA, posso provar com um argumento lógico e não técnico fora do espectro ambientalista.
O simples fato do humano não deter capacidade cognitiva pra falar sobre o assunto.
Melhor dizendo, para a astronomia, o tempo em que o ser humano estudou o Planeta Terra, equivale a míseros segundos para nós, nos temos apenas centenas de anos de estudos precisos, isso é completamente insuficiente para poder afirmar alguma coisa. O sol é a maior variável, é a principal, não sabemos nada sobre ele, sobre seu ciclos, estamos a alguns anos o estudando. Erramos previsões do tempo, se vai chover amanha, e temos a arrogância de achar que em centenas de anos sabemos tudo sobre um planeta que habitamos a algum tempo, porém que estudamos apenas recentemente.
Ou seja, é muito pouco estudo, muito pouco tempo pra afirmar alguma coisa. Quem garante que isso não é um clico de 20 mil anos de esfriar e esquentar? Quem garante que não há uma era glacial no meio? Quem garante que o Sol não se esfria nos próximos 50 anos devido a um ciclo que desconhecemos?
É muita pouca informação, pouco tempo de estudo, é um impasse cronológico, pra se entender economia precisou algum tempo de estudo sobre as relações da humanidade, o direito a mesma coisa.
Porem tais temas detêm menos complexidade e menos variáveis do que a astronomia, e mais ainda, tais temas são oriundos da AÇÃO HUMANA, a astronomia é simplesmente oriundo do DESCONHECIDO.
Por fim, costumo argumentar isso, não sou especialista em climatologia e nem precisa ser, apenas tendo bom senso e usando a lógica obvia, constato o absurdo que é esse alarmismo e como tudo não faz sentido.
Estamos chegando em 2020 e todas as previsões da década de 80, 90 e 2000 até então FALHARAM.
Pensem nisso toda vez que um ”INTELECTUEL” sobre o clima vier com essa história cheio de tesão querer arrumar um pretexto pra regular a vida alheia, querer impor estado na economia.
Abraços
Não seria mais fácil criar incentivos fiscais as alternativas mais ecologicamente corretas, fomo os carros elétricos? Nos Estados Unidos a quantidade e a projeção de vendas de carros elétricos só aumentam, e isso não aconteceu através de uma política pública que inibe a opção de compra do cidadão, mas justamente o inverso, através do aumento da liberdade da iniciativa privada, onde os estadunidenses perceberam que os mesmos são as melhores opções no mercado.
Recentemente li “Sapiens: uma breve história da humanidade”, livro que me deixou com uma pulga atrás da orelha.
O autor menciona a Companhia Holandesa das índias Orientais – “Vereenigde Oost-Indische Compagnie”- uma empresa dita privada, formada por burgueses holandeses, que sistematicamente ocupou o Sudeste Asiático, escravizou o povo e explorou matérias-prima para o comércio. Então surge a dúvida:
A separação entre ESTADO e INICIATIVA PRIVADA não me parece tão distinta mais, e sim acinzentada;
A classe comercial da Holanda se uniu, criou um aparato bélico, militar, e foi à conquista. Quando isso deixa de ser livre iniciativa e vira governo ? Agora me parece que os dois emanam da mesma fonte, da mesma forma como atualmente há grandes multinacionais que se assemelham a organismos de governo.
Assim, só um ESTADO pode forçar que, na economia, haja pouca intervenção e livre concorrência (para esse fim, não deve haver órgãos reguladores, mas ao mesmo tempo o Estado não pode ser extinto ), enquanto num local onde ele inexista uma força que começa como privada inevitavelmente assume poder e institui um governo. Por isso anarcocapitalismo é um sistema instável que falhará sempre se for implantado.
Estou com uma dúvida, se algum libertário/anarcocapitalista puder me responder, ficarei agradecido.
Como ficariam as Forças Armadas em um país anarcocapitalista? Haveria um exército centralizado, ou vários exércitos? E se grandes empresas pegassem seus exércitos e fizessem uma cooperação para se consolidar no livre mercado? E o que é melhor: exércitos privados ou exércitos estatais? Por favor me respondam, estou com dúvidas.
http://www.oantagonista.com/mundo/protesto-de-estudantes-na-franca-tem-mais-de-700-presos/
Eu gosto de comparar o Intervencionismo e a Social-democracia às drogas. Você não aguenta mais as consequências, mas simplesmente não consegue abandonar o vício.
Vejam o seguinte artigo sobre gases de efeito estufa:
agfdag.wordpress.com/2013/05/31/aquecimento-global-desmascarado/
O texto ignora que um dos principais motivos da revolta dos franceses com seu Governo é que Macron reduziu
impostos dos ricos e, depois, vem impor um imposto sobre um produto como a gasolina, alegando razões ambientais. Ou seja: quer legislar sobre os impostos como liberal por um lado e como ecologista esquerdista por outro lado.
Eu acredito, de modo geral, no liberalismo, mas não acredito que a melhor politica governamental é favorecer os ricos. Tal coisa é um desequilíbrio econômico, gerador de crises e falhas, gerado pelo Governo, e do mesmo modo que se critica o assistencialismo eu critico tal politica.
Não vou entrar aqui na polêmica se aquecimento global existe e se é provocado pelo homem.
Todos os países do mundo deveriam ajudar Macron a tornar a França um pais com ZERO emissões de carbono, deixando de importar todos os produtos da França que causam poluição, deixar consumir todo e qualquer produto dos conglomerados de automóveis a PSA Peugeot Citroën S.A. e Renalt, como também deixar de importar petróleo e gás da Total S.A.e da Engie deixar essas empresas que contribuem com o aquecimento global antropogênico falir, isso com certeza ajudará Macron, claro vai levar a França a um caos sem precedentes, mas é isso que ele quer não é mesmo?
Os Filhos da Esquerda acreditam que têm direito a tudo “grátis” (pago por terceiros).
Quando eles próprios são obrigados a pagar a conta, ficam revoltados.
* * *
Esse imposto retido na fonte passou na França?
Como que o governo francês consegue torrar mais de 50 % do PIB? Para onde que vai essa despesa governamental toda? Mesmo com carga tributária gigante, o governo teve décadas de déficits nominais.