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Por que a bolsa de valores e os especuladores são cruciais para uma economia

Murray
Rothbard
certa vez perguntou a Ludwig von Mises se havia alguma linha
nítida que separava um estado fortemente intervencionista de um estado
abertamente socialista. Mais especificamente, ele queria saber se havia um
ponto, dentro de todo o espectro do estatismo, que poderia distinguir um país
como socialista ou não.

Para sua surpresa, a resposta de Mises foi clara e
direta: uma bolsa de valores.

Disse Mises:

Uma
bolsa de valores é crucial para a existência do capitalismo e da propriedade
privada, pois significa que existe um mercado para as transações de títulos de
propriedade sobre os meios de produção.

Não
pode haver uma genuína propriedade privada do capital sem um mercado de ações;
não pode haver um genuíno socialismo se tal mercado existe e funciona.

Sim, uma bolsa de valores — ou um mercado de ações
— é um componente quintessencial do capitalismo. 

O mercado de ações: o que é?

No nível mais básico, um mercado de ações simplesmente
se refere ao mercado abstrato que comercializa títulos de propriedade de
empresas. 

Existem lugares físicos, chamados bolsa de
valores
, onde compradores e vendedores se encontram (a bolsa mais famosa do
mundo, obviamente, é a bolsa de valores de Nova York, localizada em Wall Street
nº 11). Porém, o mercado de ações é um ponto de encontro intangível de todos
esses compradores e vendedores, pessoas de todos os tipos, desde engravatados
que operam in loco na bolsa até corretores que executam suas
transações desde seus laptops nas praias do Taiti.

No mercado de ações, as pessoas compram e vendem
ações que representam uma fatia de propriedade de uma empresa. Por
exemplo, se a Empresa XYZ é composta por 10.000 ações, e o João da Silva compra
1.000 ações, então, em linhas gerais, ele agora se tornou dono de 10% dos
ativos e passivos do balancete da Empresa XYZ.

As pessoas frequentemente pensam que as empresas
vivem sob uma espécie de piloto automático. É óbvio que isso não
existe. Alguém ou um grupo de pessoas tem de decidir como uma empresa será
conduzida. Quanto ela deve investir em pesquisa e desenvolvimento
(P&D)? Quantas fábricas ela deve abrir — ou fechar? Ela deve
emitir mais ações para conseguir financiamento? Ela deve lançar já o novo
modelo de sua linha exclusiva com o intuito de bater a concorrência, mesmo que
todos os problemas ainda não tenham sido solucionados, ou deve esperar mais um
pouco?

Na prática, é a direção executiva quem tipicamente
toma essas decisões. Na mente do público, toda a responsabilidade está nas
mãos do CEO da empresa. Mas essa é uma análise superficial, pois o
presidente é um empregado que pode ser demitido
. Em última instância,
os donos da empresa são os seus acionistas, e eles (coletivamente) possuem a
última palavra sobre suas operações.

Nesse contexto, pode-se dizer que o propósito do
mercado de ações é determinar quais pessoas são as acionistas
das várias empresas.

A função dos preços das ações

Um preço específico de uma ação específica transmite
a informação de que, em um determinado momento e lugar, compras e vendas desta
ação ocorreram àquele preço.

Sendo um preço, a valoração em bolsa de um ativo
flutua de acordo com as transações ocorridas na bolsa.

Por isso, a bolsa de valores não representa uma previsão do futuro. Ninguém sabe o futuro, e
operadores do mercado não
são exceção
. As alterações dos preços das ações na bolsa refletem expectativas atuais quanto aos lucros futuros. Pequenas mudanças nestas
expectativas podem gerar profundos efeitos sobre os preços das ações, pois o
horizonte temporal dos investidores é amplo e se estende a vários períodos no
futuro.

Pode-se dizer que o preço de uma ação está ancorado
nos lucros atuais e na expectativa dos lucros futuros da empresa. Para
distribuir dividendos, uma empresa tem de gerar receitas. Logo, o principal
determinante do preço da ação de uma empresa é seu “potencial
de lucro
” em relação aos lucros possibilitados por investimentos
alternativos.

Sendo assim, o preço atual de uma ação depende não
apenas da empresa em si, mas também do ambiente de risco, dos ganhos das outras
empresas, e da renda potencial e das incertezas de todos os outros veículos de
investimento.

Uma ação de preço irrisório indica uma empresa que o
mercado particularmente não valoriza. Um cidadão comum pode despender seu
salário mensal na compra de uma porção considerável dessa empresa, caso ele
assim o queira.

Em comparação, não importa o quão certo um homem
esteja de que ele pode alterar os rumos da Microsoft em três meses, a menos que
ele seja um bilionário, ele não será capaz de alterar o destino da gigante por
si só. O preço da ação multiplicado pelo número de ações emitidas
representa a capitalização de mercado (market
cap
) desta empresa, e, em última instância, o preço total de venda desta empresa. 

Assim como o preço relativamente alto do ouro indica
que ele é uma commodity escassa e que, portanto, deve ser tratado com o cuidado
correspondente, a capitalização de mercado da Microsoft é de mais de US$ 1,8 trilhão e da Apple é de quase US$ 2,1 trilhões,
indicando que o mercado valora estas empresas muito favoravelmente.

Entretanto, é incorreto dizer que esse valor
representa o “real valor” de toda a empresa. E o motivo é simples: do total de
ações desta empresa, apenas uma pequena quantidade é transacionada em uma
sessão, o que significa que o preço de todas as ações é determinado “na
margem”. Mas este valor já estará obsoleto quando os resultados trimestrais forem
publicados. Os preços das ações transacionadas se alteram a cada minuto de
acordo com as necessidades individuais do acionista por mais liquidez, mesmo
que nada de diferente esteja acontecendo na economia ou na empresa em questão.

Por isso, observações intensas e contínuas dos
preços das ações são úteis quando o indivíduo quer comprar ou vender e está à
procura de um momento adequado. Ou seja, são importantes para os profissionais
do mercado. Já para o investidor comum, as flutuações de curto prazo são de
pouca importância. O que interessa é estar no mercado e ganhar dividendos no
longo prazo.

Os dividendos das ações — assim como os pagamentos
de juros dos títulos — são a fonte de renda para o capitalista e para o
investidor. As flutuações constantes de preço são úteis apenas para o
especulador que quer ter lucro com eles e para os profissionais que vivem
destas transações.

Voltando ao caso da Microsoft e da Apple, sua altíssima capitalização
de mercado indica que as pessoas que em última instância controlam o destino da
Microsoft e da Apple (assim como de outras empresas) terão uma fabulosa quantia de riqueza
dependente de suas decisões. Isso não garante que elas tomarão as
decisões corretas, é claro. Mas é fato que isso torna muito
mais provável que alguns dos mais capazes técnicos e especialistas da área
estejam envolvidos nos processos de tomada de decisão destas empresas.

Os
investidores e os investimentos produtivos

Uma reclamação popular sobre a bolsa de valores é
que ela não direciona a poupança para investimentos produtivos. De acordo
com esse raciocínio, se alguém tira $1.000 de sua poupança para comprar ações
da empresa XYZ, esse alguém não estará de fato “investindo” na XYZ,
mas apenas transferindo dinheiro para o indivíduo que até então era o dono
dessas ações da XYZ. A empresa não põe suas mãos nesse $1.000; tal dinheiro não
estará disponível para a XYZ poder expandir suas instalações ou contratar novos
talentos.

Para tais pessoas, as empresas efetivamente só
recebem dinheiro para investimentos produtivos quando fazem a sua IPO (Initial Public Offering — Oferta
Pública Inicial), que é quando elas emitem ações com o intuito de levantar
capital para financiar sua expansão. Depois disso, com suas ações sendo
transacionadas na bolsa entre investidores, nenhum dinheiro vai para a empresa,
de modo que tudo não passa de um grande cassino.

Mas essa visão é superficial. 

Em primeiro lugar, as empresas que já têm capital
aberto podem levantar mais capital por meio de uma oferta
secundária de ações
(SEO — secondary equity offering),
na qual a empresa pode ou emitir novas ações para o público comprador ou vender
ações que estavam em posse de majoritários. (Isso permite que uma empresa
se expanda por meio da emissão de mais participação acionária em vez de por
meio do financiamento via emissão de títulos, algo que gera endividamento).

Porém, mesmo no caso mais típico, no qual um novo
investidor compra ações que já estavam no mercado em posse de outro indivíduo,
essa capacidade de revender ações que já foram emitidas permite que a empresa tenha acesso a mais capital para
investimento
. Afinal, é exatamente a existência de um “mercado
secundário” de ações o que estimula o valor de revenda das ações emitidas em uma
IPO, e que torna os investidores propensos a pagar preços maiores por elas em
seu IPO.

Em outras palavras, a empresa XYZ recebeu mais
capital dos investidores quando ela abriu seu capital justamente porque esses
investidores sabiam que, caso a empresa fosse bem sucedida, novos investidores
iriam em algum momento futuro se interessar em uma fatia da empresa, e
aceitariam pagar, por exemplo, $1.000 para comprar ações que presumivelmente já
subiram de preço desde o IPO.

Finalmente, há de se considerar o que o recebedor dos
$1.000 faz com o dinheiro. Se ele gastar tudo em um restaurante chique,
então é claro que a XYZ não terá ganhado nenhum fundo adicional para
investimentos; o investidor que desembolsou $1.000 de sua poupança para comprar
as ações é contrabalançado pelo aumento de $1.000 no consumo do indivíduo que
vendeu as ações.

Entretanto, se o vendedor das ações da XYZ pegar
esses $1.000 e investi-lo em outro ativo (por exemplo, em ações da empresa ABC,
a qual acabou de abrir seu capital), então terá havido um aumento líquido na
poupança. 

Sim, não terá havido um investimento líquido na XYZ,
mas sim na empresa ABC. O investidor que gasta $1.000 comprando ações da XYZ
não está, naquele momento, dando à XYZ $1.000 a mais para ela investir. Entretanto,
esse investidor permitiu que o proprietário original das ações transferisse sua
poupança para outro lugar, ao mesmo tempo em que a XYZ permaneceu indiferente. Ninguém
perdeu; ambos os envolvidos ganharam.

A função social da especulação

Quando se pensa em bolsa é normal se pensar em especulação.

O desdém pela especulação é o comportamento mais
comum entre os leigos em relação ao mercado de ações. A ideia corrente é a de
que os especuladores não produzem nada de fato, mas
simplesmente “movem o dinheiro de um lugar para outro”.

Na prática, este ódio ao especulador nada mais é do
que o ódio à figura do “atravessador”.

Por exemplo, alguém que compra laranjas na Flórida
por $0,75 e as revende em Nova York por $1 tende a ser condenado por estar
simplesmente “movendo frutas de um lugar para outro”. Porém, tal
atravessador está definitivamente prestando um grande serviço para os
apreciadores de frutas cítricas de Nova York — uma laranja suculenta a 1.500km
de distância não é muito útil.

Da mesma forma, um especulador bem sucedido obtém
lucros para si próprio ao mesmo tempo em
que efetua serviços úteis para terceiros

O lema do especulador é “compre na baixa, venda
na alta” (ou “venda a descoberto
na alta e compre de volta na baixa”). Se o especulador obtiver êxito,
isso significa que ele tornou os preços das ações menos volúveis e na realidade
os empurrou para seus valores futuros mais rapidamente do que teria ocorrido
normalmente — isto é, na ausência da especulação.

Um exemplo simples irá ilustrar essa ideia. Suponha
que um especulador veja que as ações da empresa XYZ Painéis Solares estão atualmente
sendo vendidas a $10. Entretanto, o especulador acredita que haverá uma
guerra no Irã dentro de alguns meses e que os outros agentes do mercado ainda
não avaliaram completamente esse fato. O especulador prevê que, quando a
guerra estourar, o preço do petróleo irá disparar para uns $200 o barril e que
os preços das ações das empresas de energia alternativa irão igualmente subir.

O especulador, portanto, irá correr para comprar ações
da XYZ Painéis Solares, as quais ele acredita estarem tremendamente
subavaliadas em $10. Suas compras agressivas irão empurrar os preços para,
digamos, $13 por ação. Se e quando a guerra estourar, o preço das ações da XYZ
subirá para $20, valor em que o especulador irá vender suas ações,
garantindo-lhe um lucro líquido por ação de $7 a $10.

O cidadão comum pensará que isso foi um jogo de soma
zero e que o lucro do especulador gerou um prejuízo para alguma outra
pessoa. Isso é verdade apenas no sentido mais estreito da análise, quando
se observa que um indivíduo que vendeu suas ações para o especulador a $11,
“deixou de ganhar” $9, os quais ele poderia ter ganhado caso tivesse
esperado mais um pouco e vendido quando o preço já estivesse em $20.

Porém, as medidas do especulador trouxeram benefícios
claros à sociedade. Em primeiro lugar, ele suavizou os solavancos nos
preços das ações da XYZ. Ao comprar ações subvalorizadas, ele empurrou
para cima os preços. (Da mesma forma, se ele vender a descoberto uma ação
sobrevalorizada, ele estará pressionando para baixo os preços). Em vez de
as ações da XYZ pularem de $10 para $20 quando a guerra estourar, elas irão
pular apenas de $13 para $20, pois as agressivas compras feitas pelo
especulador já haviam reduzido 30% da diferença.

Ao reduzir a volubilidade do preço das ações, os
especuladores reduzem um pouco do risco de se manter ações nas
carteiras. Por exemplo, não é necessariamente verdade que a pessoa que
vendeu prematuramente para o especulador a $11 tenha “perdido” $9
para o malicioso aproveitador.  
perfeitamente possível que tal pessoa tenha precisado vender suas ações
da XYZ talvez porque tenha perdido o emprego ou simplesmente porque a
mensalidade da escola do seu filho subiu de novo. 

Assim, o especulador na verdade apenas fez com que
essa pessoa — que havia planejado vender suas ações mesmo se elas tivessem
permanecido a $10 — ficasse mais rica.

Falando mais geralmente, ao antecipar mudanças
futuras nos “fundamentos” e traduzi-las em valores atuais para as
ações, os especuladores recompensam mesmo os investidores de longo prazo, o
tipo de investidor do qual todos gostam (em contraste com especuladores de
curto prazo e de olho no dinheiro rápido). 

Inversamente, se ocorrer um pânico financeiro e os
acionistas começarem a vender ações de todos os tipos, são os especuladores que
irão interromper a sangria e adquirir “promoções” a preços de
liquidação.

Outra benesse trazida pelos especuladores está em
aumentar a liquidez de ações pouco líquidas. Um investidor, talvez por estar
com dificuldades, pode ter de vender a um preço muito menor do que poderia
obter caso pudesse esperar mais tempo. Porém, os especuladores abrandam
esse risco. Se o preço ficar muito abaixo “do que a ação realmente
vale”, esse será exatamente o momento em que um especulador terá o
incentivo para entrar em cena e comprar.

Os especuladores, em suma, fornecem liquidez ao
mercado de ações e o tornam mais lucrativo para que outros investidores,
voltados para o longo prazo, façam seu dever de casa e invistam parte de sua
poupança em empresas que acreditam ter um futuro sólido. 

As
bolhas e seus culpados

Dito isso, vale ressaltar que não há nada em nossa
argumentação que exclua a possibilidade de uma “bolha”, em que os
preços das ações vão subindo cada vez mais por causa da própria especulação.

Se os especuladores acreditam que as ações da
empresa XYZ irão pular de $20 para $30, então no curto prazo eles podem sim
provocar uma profecia auto-realizável. Com efeito, quanto mais o preço de
XYZ continuar subindo, mais e mais pessoas serão atraídas para a especulação, o
que pode acelerar ainda mais o processo.

Ainda que bolhas localizadas
e pontuais possam ocorrer em um livre
mercado, na medida em que uma vai se intensificando, os especuladores têm cada
vez mais a ganhar caso façam uma especulação baixista (vender
a descoberto) com essa ação. Isso ajudará a derrubar seu preço, tornando a
bolha menos extremada e trazendo o preço para mais perto do seu
“correto” valor de longo prazo. 

É verdade que especuladores podem obter ganhos de curto
prazo ao participar de um boom insustentável, mas também é verdade que, se eles
não saírem a tempo, o mercado irá puni-los com enormes prejuízos. E suas
perdas, vale ressaltar, serão proporcionais ao quão “artificial” era
o preço da ação durante a bolha.

Entretanto, essa restrição vital ao crescimento de
uma bolha é anulada por intervenções governamentais voltadas a manter preços de
ações artificialmente altos, ou mesmo por políticas concebidas para reflacionar bolhas após
elas terem sido estouradas
.

Em tal ambiente, a realidade fica distorcida. Ao
impedir que as pessoas tenham de lidar com seus erros durante o declínio, o
governo está removendo a única maneira que o mercado tem de disciplinar os
especuladores.

Pior: bolhas generalizadas só podem ser causadas
pelo governo; mais especificamente, pelo órgão responsável por emitir dinheiro
e jogá-lo na economia. Uma bolha generalizada nos preços das ações tende a ser
causadas por uma política
monetária expansiva orquestrada pelo Banco Central
. A economia passa a ser
inundada de dinheiro ao mesmo tempo em que há poucas ofertas de investimento
atrativas na economia real. Daí todo esse dinheiro passa a girar no mercado de
ações.

Inversamente, a bolsa tende a entrar em declínio
quando essa liquidez
financeira é retirada pelo Banco Central
(quando ele, por exemplo, aumenta
as taxas de juros).

Desde a década de 1980, tem havido uma forte
expansão do setor financeiro ao redor do mundo. O crescimento deste setor, que
muitos chamam de “capitalismo
de cassino
“, possui suas raízes no crescimento do endividamento público e,
consequentemente, da inflação monetária. 

A desvalorização contínua da moeda inevitavelmente
leva a um agigantamento do setor financeiro porque as pessoas, afinal, têm de
adotar alguma medida para proteger o poder de compra da sua poupança, fazendo
com que os mercados
financeiros adquiram importância central nas discussões

Esses críticos fariam bem caso realmente entendessem
que aquilo que estão criticando foi gerado justamente por aquele ente a quem
eles acorrem clamando por mais intervenções: o governo.

Considerações
finais

Empresas abrem seu capital e emitem ações para
levantar dinheiro para financiar suas expansões.

Sendo proprietário de ações, um investidor está na
origem da criação de riqueza de uma economia capitalista. Praticamente todas as
outras formas de renda dependem diretamente da riqueza que as empresas geram.

A renda de um assalariado depende dos lucros das
empresas. Para que bancos paguem juros a seus correntistas, eles têm de gerar receita
concedendo empréstimos a empresas e consumidores, os quais têm que ter renda
para quitar esses empréstimos. Debenturistas também obtêm sua renda da riqueza
que a empresa emissora da debênture gera.

Principalmente o governo é quem depende de tudo
isso. Para que ele pague o funcionalismo público e os juros de sua dívida, ele
tem de coletar impostos, os quais dependem dos lucros, dos salários e das
vendas. Com efeito, todos os gastos do governo dependem das receitas obtidas
pelo setor privado.

Por isso, o crescimento econômico consiste na ampliação
da lucratividade dos negócios. A renda que empresas geram é a base dos gastos
do consumo tanto das pessoas quanto do governo. E a lucratividade das empresas
determina as taxas de retorno dos outros veículos de investimento, inclusive títulos
(públicos e privados) e até mesmo imóveis.

Há um elo indissolúvel entre capitalismo e mercado
de ações. No longo prazo, as ações irão aumentar quando o capitalismo estiver
prosperando e irão cair quando o espírito empreendedorial estiver definhando. Consequentemente,
e por definição, uma acentuada queda nos preços das ações não pode ser atribuída
ao mercado, mas sim a uma erosão do capitalismo, a qual ocorreu antes do
colapso.

 

P.S.: eis um gráfico da evolução do Índice Bovespa
(Ibovespa) desde 1995.

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139 comentários em “Por que a bolsa de valores e os especuladores são cruciais para uma economia”

  1. Ótimo artigo. Grande porém de leitura fluida. A questão dos especuladores merece ser repetida diariamente, pois ninguém é mais vilipendiado do que esta figura (comparada a ela, até mesmo Eike vira santo).

    Especuladores fornecem o serviço precioso de mover os preços futuros para níveis mais acurados. Eles têm lucros ou prejuízos na mesma proporção em que eles respectivamente corrigem ou perturbam os preços de mercado.

    Quando o petróleo sobe, todo mundo grita especulação. Mas quando o petróleo cai, como agora, ninguém diz que foram os especuladores que fizeram essa benesse.

    Aliás, se os especuladores fossem efetivamente banidos e proibidos, os preços de todas as commodities só fariam disparar, e o João da Silva nunca mais comeria um pão ou uma pizza. E nem colocaria gasolina no carro.

  2. Sobre especulação, uma dúvida: o que a EA acha da análise técnica, ou seja, das pessoas que “preveem” o sentido do mercado baseado em gráficos e rabiscos em cima dos mesmos?

  3. Quem compra de A para vender a B em geral está beneficiando a ambos. Ele não está produzindo, mas está complementando a atividade de quem produz e assim participando da cadeia produtiva. Por acaso seria melhor se não tivesse mediadores na economia?

  4. “Mas essa é uma análise superficial, pois o presidente é um empregado que pode ser demitido.”

    Essa frase me lembra uma de Sam Walton: “Existe apenas um chefe, o cliente. E ele pode demitir todos na empresa, do faxineiro até o presidente, simplesmente gastando o dinheiro em outro lugar.”

  5. Esse instituto é tão fantástico que eu, um jovem de 17 anos, que era leigo em economia, em apenas um ano acompanhando esse site, consegue ler esse artigo e entendê-lo perfeitamente!

  6. "Não pode haver uma genuína propriedade privada do capital sem um mercado de ações; não pode haver um genuíno socialismo se tal mercado existe e funciona."

    1) Na bolsa de Caracas, em um dia de pregão, circulam 74 milhões de bolívares.

    http://www.finanzasdigital.com/2018/11/indice-bursatil-caracas-cerro-este-miercoles-28-de-noviembre-en-63989-puntos-945/

    2) Mas um dólar vale 248.521 bolívares.

    tradingeconomics.com/venezuela/currency

    3) Logo, na bolsa de Caracas circulam US$ 297 por dia.

    Socialismo é pujança.

  7. Muito interessante e transparente o artigo. Deixa claro a diferença entre Preço e Valor.

    Sobre os autores, dispensa qualquer comentário, uma vez que são parte das melhores mentes austríacas, como todo a equipe a qual acompanho há mais de cinco anos.

    Destaco o livro O Investidor Inteligente de Benjamin Graham, o qual é avaliado como um dos melhores livros escritos sobre investimentos. Warren Buffett, um dos maiores investidores do mundo na atualidade e aluno de Graham, disse exatamente isso. Eu o li há cerca de 8 anos e pude perceber o quanto agrega a qualquer profissional da área.

    Ainda estou longe de ter um currículo da qualidade desses autores, mas posso contribuir para quem está iniciando os estudos nesta escola que tem sido um norte em minha profissão.

    Caso os mestres Leandro Roque e Hélio Beltrão aprovarem a ideia, gostaria de ter o meu artigo publicado no instituto.

    segue o link do artigo:

    aleconomico.org.br/como-a-interferencia-do-governo-na-moeda-distorce-a-formacao-de-poupanca-e-o-funcionamento-de-toda-a-economia/

  8. “Morte aos especuladores!” é a palavra de ordem durante todas as épocas de carestias que existiram.

    Articulado por demagogos que pensam que o especulador causa a morte pela fome ao fazer subirem os preços dos alimentos, esse grito é apoiado com fervor pelas massas de analfabetos em economia. Esse tipo de ideia — ou, antes, de falta de ideia — tem permitido a ditadores que imponham até pena de morte a comerciantes de alimentos que cobram preços altos em tempos de escassez. E sem o menor protesto daqueles geralmente envolvidos com direitos e liberdades civis.

    Entretanto, a verdade dos fatos é que, longe de causar a morte por fome ou a carestia, é o especulador quem as evita. E, longe de salvaguardar a vida das pessoas, é o ditador quem tem de arcar com a responsabilidade maior, pois é o primeiro a causar a escassez. Assim, o ódio popular ao especulador é uma perversão da justiça tão grande quanto se possa imaginar.

    Defendendo o indefensável – o especulador e o avarento

  9. PARA QUEM TEM INTERESSE EM ACUMULAR PATRIMONIO INVESTINDO EM RENDA VARIÁVEL, AQUI VAI UMA SÉRIO DE VIDEOS EDUCATIVOS. ASSISTA A TODOS NESSA ORDEM E VC ESTARÁ APTO A INICIAR NA BOLSA DE VALORES

    1. Primeiros passos renda variável http://www.youtube.com/watch?v=5t8A1VyXYPM

    2. Fundos imobiliários http://www.youtube.com/watch?v=LaJ8hGZVzD4

    3. FII exemplo Sr. Barriga http://www.youtube.com/watch?v=3aj-NNStS-k

    4. Analise HGLG http://www.youtube.com/watch?v=3tOoP4cHy20

    5. Exemplo da padaria http://www.youtube.com/watch?v=vBYkbRGAx6I

    6. Qual ação mais barata http://www.youtube.com/watch?v=LqlxvNRO1Qk

    7. Fundamentos básicos de ações http://www.youtube.com/watch?v=x4V40YvxY40&t=1422s

    8. Açoes ON ou PN http://www.youtube.com/watch?v=iJbgkddgpUw&t=118s

    9. O que é Tag Along http://www.youtube.com/watch?v=LVrhKdkE2BU

    10. Quanto uma ação pode cair http://www.youtube.com/watch?v=RxwRO3Gi5Ac

    11. Small caps http://www.youtube.com/watch?v=l16QF–qoSE

    12. encontrando boas empresas http://www.youtube.com/watch?v=OnQ0-5BYOVI

    13. quantas ações ter http://www.youtube.com/watch?v=UBcPPIUda-U

    14. avaliação OPA da Multiplus http://www.youtube.com/watch?v=CEYy76wUBVQ

    15. comprando ação na prática http://www.youtube.com/watch?v=DLZym3jTgn4

    16. canais para acompanhar http://www.youtube.com/watch?v=if_n5GwrD0o&t=6s

    17. como investir exterior http://www.youtube.com/watch?v=DkOo8f4VIbQ

  10. Um fato: o mercado, a economia em essência é dinâmica. A bolsa de valores é um recurso essencial para a economia e seus envolvidos por conta dessa dinâmica de oferta e demanda que seus cooperadores podem oferecer em decisões de unanimidade, pelo fato de que todo aquele que têm capital suficiente para oferecer às empresas pode se tornar um opinador das necessidades dos consumidores que conhece e possíveis estratégias para satisfazê-los. Uma economia de excelência se faz quando o povo têm meios de investir e desfrutar de seus investimento, e vejo que um meio para se alcançar isso realmente parte da premissa de que um país precisa de um mercado de ações. Um mercado capaz de envolver aqueles que o integram (ou pelo menos deveria) é um mercado capaz de suprir as necessidades individuais, além de que isso ajuda a economia a ser mais flexível e menos estatizada, no sentido de algo grande se encontrar nas mãos de poucos. Mises foi sábio, como na maioria das vezes o foi.

  11. A maioria das pessoas que criticam especuladores, não fazem nem ideia do que são e a que servem. Normalmente este termo “especulador” além de já carregar consigo um sentido implícito de ideia de incerteza, na forma com que é usada com tom de deboche e desdém crítico, é colocado também para transmitir a ideia implícita de que estes os “especuladores” seriam pessoas que não saberiam o que estão fazendo na economia e a partir desta impressão, os críticos tentarem manipular a retórica para justificar intervenção e controle “seguro” e “confortável” do estado.

  12. Um comentário off-topic

    Depois de ler artigos antigos do site sobre a crise de 2008 e sobre como a alta dos juros – provocadas pelo banco central, ou pelos próprios bancos, devido à inflação – é o fator que despenca a crise, ainda me resta uma dúvida:

    E no cenário atual, como a economia poderia colapsar se o FED agora não estivesse aumentando de volta os juros, visto que o banco central paga uma taxa aos bancos que depositam suas reservas, que impede um cenário de alta inflação?

  13. No mercado lucra mais quem produz mais valor, O capital dos mais ricos está inteiramente disponível nos bancos para que os mais pobres utilizem ao bel prazer de investimentos! Como? emprestimos! PORÉM, isto evidentemente exige responsabilidades, quitação de juros, correr o risco de empreender tal dinheiro em algo que traga retorno e lhe garanta conseguir quitar suas dívidas. E porque o comunista não compreende isso? Simples, o comunista abomina risco e responsabilidades, ele quer tudo na mão, que alguém o sustente, que tudo seja seguro. Não está disposto a correr os riscos.

  14. Pensador Puritano

    Lembrando que o especulador(Curto-prazista igual George Soros) e o investidor(Longo-prazista igual Warren Buffett)são essenciais na Bolsa de valores,agora os MANIPULADORES(Nada a ver com os especuladores)a Bolsa e a CVM(Burocracia dispensável)estão de olho neles,pois os tais são nocivos ao Mercado…

  15. Amigos, eu tenho algumas dúvidas…

    Como foi que surgiu a Bolsa de Valores ? Isso foi uma invenção de quem ou de qual país propriamente ? Antes da primeira Guerra Mundial já existia esse “mercado de ações e bolsas de valores” ?

    Mais precisamente quem foi que inventou essa coisa chamada “ação” ? As empresas no tempo de Taylor e Marx lá no início da Revolução Industrial…essas empresas captavam recursos de que forma ? Quem que inventou essa coisa de “ação” ?

    O artigo foi muito esclarecedor mas esqueceu de mencionar os BANCOS. Qual o papel dos bancos nisso tudo ?

    Eu ja vi muitos críticos da especulação mas uma das coisas que sempre mencionam é a questão do JUROS. O que vocês acham do juros ? O que vocês acham de dívidas em que a maior parte se resume a JUROS… o Monstro que os Juros são capazes de criar.

    Seria possível uma economia capitalista funcionar sem a figura dos juros ?

  16. Quanto a afirmação de Mises da existência da bolsa ser um divisor de águas entre economias socialistas e de mercado, não estaria por ventura superada? Pode ser que esta fosse mesmo a conclusão a se chegar no contexto de guerra fria, mas considerando que até a China possui bolsa de valores, será que este critério ainda continua válido pra identificar onde vigoraria uma economia capitalista?

  17. -OFF TOPIC-

    Existe algum material sobre a previdência chilena? Volta e meia vejo pessoas utilizando ela como argumento de que o sistema de capitalização não dá certo. Queria entender como a previdência funciona lá, e se realmente está em crise e porque.

  18. Bolsista austríaco

    “Um exemplo simples irá ilustrar essa ideia. Suponha que um especulador veja que as ações da empresa XYZ Painéis Solares estão atualmente sendo vendidas a $10. Entretanto, o especulador acredita que haverá uma guerra no Irã dentro de alguns meses e que os outros agentes do mercado ainda não avaliaram completamente esse fato. O especulador prevê que, quando a guerra estourar, o preço do petróleo irá disparar para uns $200 o barril e que os preços das ações das empresas de energia alternativa irão igualmente subir.

    O especulador, portanto, irá correr para comprar ações da XYZ Painéis Solares, as quais ele acredita estarem tremendamente subavaliadas em $10. Suas compras agressivas irão empurrar os preços para, digamos, $13 por ação. Se e quando a guerra estourar, o preço das ações da XYZ subirá para $20, valor em que o especulador irá vender suas ações, garantindo-lhe um lucro líquido por ação de $7 a $10.

    O cidadão comum pensará que isso foi um jogo de soma zero e que o lucro do especulador gerou um prejuízo para alguma outra pessoa. Isso é verdade apenas no sentido mais estreito da análise, quando se observa que um indivíduo que vendeu suas ações para o especulador a $11, “deixou de ganhar” $9, os quais ele poderia ter ganhado caso tivesse esperado mais um pouco e vendido quando o preço já estivesse em $20.

    Porém, as medidas do especulador trouxeram benefícios claros à sociedade. Em primeiro lugar, ele suavizou os solavancos nos preços das ações da XYZ. Ao comprar ações subvalorizadas, ele empurrou para cima os preços. (Da mesma forma, se ele vender a descoberto uma ação sobrevalorizada, ele estará pressionando para baixo os preços). Em vez de as ações da XYZ pularem de $10 para $20 quando a guerra estourar, elas irão pular apenas de $13 para $20, pois as agressivas compras feitas pelo especulador já haviam reduzido 30% da diferença.

    Ao reduzir a volubilidade do preço das ações, os especuladores reduzem um pouco do risco de se manter ações nas carteiras. Por exemplo, não é necessariamente verdade que a pessoa que vendeu prematuramente para o especulador a $11 tenha “perdido” $9 para o malicioso aproveitador. perfeitamente possível que tal pessoa tenha precisado vender suas ações da XYZ talvez porque tenha perdido o emprego ou simplesmente porque a mensalidade da escola do seu filho subiu de novo.

    Assim, o especulador na verdade apenas fez com que essa pessoa — que havia planejado vender suas ações mesmo se elas tivessem permanecido a $10 — ficasse mais rica.

    Falando mais geralmente, ao antecipar mudanças futuras nos “fundamentos” e traduzi-las em valores atuais para as ações, os especuladores recompensam mesmo os investidores de longo prazo, o tipo de investidor do qual todos gostam (em contraste com especuladores de curto prazo e de olho no dinheiro rápido).

    Inversamente, se ocorrer um pânico financeiro e os acionistas começarem a vender ações de todos os tipos, são os especuladores que irão interromper a sangria e adquirir “promoções” a preços de liquidação.

    Outra benesse trazida pelos especuladores está em aumentar a liquidez de ações pouco líquidas. Um investidor, talvez por estar com dificuldades, pode ter de vender a um preço muito menor do que poderia obter caso pudesse esperar mais tempo. Porém, os especuladores abrandam esse risco. Se o preço ficar muito abaixo “do que a ação realmente vale”, esse será exatamente o momento em que um especulador terá o incentivo para entrar em cena e comprar.

    Os especuladores, em suma, fornecem liquidez ao mercado de ações e o tornam mais lucrativo para que outros investidores, voltados para o longo prazo, façam seu dever de casa e invistam parte de sua poupança em empresas que acreditam ter um futuro sólido”.

    Explicação mais clara do que esta impossível e todo especulador usa informações de domínio público,ou seja estão em várias fontes (jornais.sites,blogs,amigos,etc)e acessível a qualquer um consultar e fazer uso sensato delas,agora informação privilegiada é o sujeito usar de sua posição nas empresas e outros órgãos e se favorecer dela em detrimento dos demais,ou seja o mercado de capitais é uma arena onde todos entram em igualdade de condições e o resultado será favorável àquele que for mais rápido e sagaz no uso destas informações acessíveis ao públicas e todo investidor profissional sabe disto,enfim é um lugar onde os honestos podem fazer negócios sem temer ser lesado,passado para trás,enfim ser vítima de picaretas,pois as informações são de domínio público e transparência e ética são os lemas da bolsa (bolsas são prestadoras de serviços e são até corporações com ações negociadas em seu próprio pregão) e isto não é por benevolência e sim por saber que bolsas concorrentes podem engoli-las,a bolsa de Nova York por exemplo é uma pedra no sapato da BMF-Bovespa e todo pessoa bem informada sabe disto queridos libertários sensatos!!!

  19. Bolsista austríaco

    Observação,caros libertários amigos,a informação é um insumo que mesmo sendo acessível a todos os participantes do Mercado Financeiro,ela é passível de n interpretações,recapitulando a mesma informação pode ser vista por vários ângulos e daí que aquele mais sagaz e rápido em sua tomada de decisão,amante do risco saíra vencedor e lucrador em suas operações ao passo que o vacilante,medroso,averso ao risco saíra perdedor e com prejuízo,mas todos tiveram acesso ao mesmo conjunto de informações ao passo que o manipulador é um picareta que todos querem ver fora da Bolsa,esta é a grande realidade como diz Datena.

  20. Opa, o artigo foi republicado, legal! Agora será que vão finamelnte me explicar quem é a parte “lesada” nos casos de “insider trading“? Estou esperando há tempos por uma explicação.

  21. Pensador Puritano

    Pobre Paulista consulte a Bovespa e CVM,já que você não acredita na possibilidade de manipulação na Bolsa então consulte estas fontes e pare de ficar desacreditando seus oponentes,poste uns links sobre o assunto,seu sabichão.

  22. Pessoal, alguém sabe como funciona o transporte coletivo nos EUA? É que estou elaborando um artigo sobre. Aqui em Lake Worth onde moro, é algo precário (apesar do ônibus não estar caindo aos pedaços) e as rotas são restritas (e são poucos que vejo andando na rua), ele é administrado pelo governo do condado. Me disseram que o transporte coletivo na Europa é bem melhor do que aqui, o que tendo a acreditar por este fator.

    Mudando um pouco o assunto, finalmente um suspiro leve de liberdade, tiraram aquelas cotas ridículas de importação de carros do México (ao padrão soviético) e agora somos um pouco mais livres. Nem precisava de acordo nenhum de comércio, saia de todos os acordos possíveis e pronto, importem carros europeus, asiáticos, africanos, americanos e afins, sem recorrer à nenhuma gambiarra.

  23. O melhor arranjo econômico possível para fazer fortunas é um mercado de capitais relativamente livre em uma economia real majoritariamente estatizada.

  24. Como é possível que a Bovespa esteja em nível recorde de pontos em reais e o dólar esteja relativamente barato para a classe média enquanto a economia real é um verdadeiro desastre? 12% de desemprego oficial, 6 anos sem crescimento econômico, taxa de investimento em níveis dos anos 60, alta ociosidade na indústria e o país sem competitividade alguma em um mundo repleto de concorrentes.

  25. 5 minutos de Ira!!!

    Impressão minha ou a reforma da previdência não vai passar?

    Se for o caso, o que deve acontecer com a bolsa de valores e com a economia em geral?

  26. Quem compra de um para vender para outro está gerando valor para ambos.

    Ele não produz, mas presta um serviço valioso de ligação que complementa a atividade do produtor e facilita a busca do cliente. É um elo importante da cadeia produtiva.

    O fato é que a vida de todos nós é beneficiada por haver intermediadores na economia.

    * * *

  27. Pensador Puritano

    Insider Trading é um ato desleal na medida em que ele é condenado por qualquer investidor sensato,um exemplo:Se um comprador de um abacaxi(Carro usado)descobrir que foi ludibriado,ele terá duas opções,ficar com o mico ou tentar ser indenizado pelo vendedor ou até partir para retaliação,enfim ir as vias de fato,ou seja ninguém gosta de prejuízo e se a Bolsa(Nem precisaria existir CVM)recebe a denúncia de manipulação e favorecimento,lógico e claro que isto não tem nada a ver com regulação,portanto esses investidores vão querer a punição exemplar deste manipulador e se possível até a indenização(Se for cabível),enfim recapitulando,se surgir denúncia fundamentada de que houve manipulação,inside trading(Fora outras operações irregulares e de má-fé)a Bolsa deve(E isto ela faz independentemente da CVM)apurar e pune o sujeito,agora óbvio ululante que se não houver uma denúncia fundamentada tudo correrá com naturalidade,este é o mercado bursátil e não precisa de lei ou regulações(CVM)para entender este processo de depuração e um viva ao mercado de ações e aos manipuladores que continuem sendo denunciados e punidos exemplarmente e os especuladores sérios,éticos e honestos enriqueçam sem medo de ser feliz e/ou condenado pela sociedade.

  28. Muito bom! Sou trader e já fiz varios cursos, mas o curso que realmente me ensinou a operar e me fez ser bem sucedida foi do THTRADER! Quem quiser conhecer melhor thtrader.com.br! Super indico!

  29. É tão importante que até os governos agora viraram trader.

    Na verdade desde 2008 ficam comprando e vendendo ações e tudo que é ativo financeiro por aí pra salvar o mercado financeiro

  30. Tem um artigo aqui do IMB que menciona que o Brasil teve uma alta nas empresas listadas na Bolsa durante a década de 1900. Alguém sabe que artigo é esse?

  31. Caros:

    Sobre queda das ações das Lojas Americanas ? Qual foi a falha do mercado ? E como a auditoria que falhou nos balanços da empresa pode ser penalizada ?

    g1.globo.com/economia/noticia/2023/01/12/americanas-desaba-na-bolsa-apos-descoberta-de-rombo-de-r-20-bilhoes-entenda-o-caso.ghtml

    jovempan.com.br/videos/programas/jornal-da-manha/bruno-meyer-ceo-das-americanas-renuncia-ao-ver-rombo-de-rs-20-bilhoes.html

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