Meu caso de amor pela economia começou há 42 anos, na
pequena cidade de Thibodaux, no estado da Louisiana, em uma sala de aula na Nicholls State University. À época, eu era
um calouro de 18 anos de idade com apenas quatro paixões: garotas, futebol,
cerveja e os Beatles.
Mas essa realidade foi alterada dramaticamente.
Nos EUA, o inverno de dezembro de 1976 e janeiro de
1977 foi intensamente gelado. Em janeiro, minha cidade natal, Nova Orleans,
teve temperaturas próximas a -10ºC. Com efeito, o inverno foi tão inclemente,
que chegou a nevar
até mesmo em Miami!
Em uma gelada e escura manhã de janeiro, enquanto
fazia minha jornada para a faculdade, ouvi no rádio que um casal de idosos na
cidade de Búfalo, no estado de Nova York, foi encontrado morto em sua casa.
Eles haviam literalmente morrido de frio. Foram encontrados congelados em seus
aposentos. Motivo: a calefação de sua casa estava inoperante por causa da escassez
nacional de gás natural. Todo o país passava por um intenso racionamento de
petróleo e gás naquele período.
No primeiro semestre de 1977, matriculei-me em uma
matéria de economia. Minha motivação era dupla: eu precisava de créditos e não
havia aulas nas terças e quintas. Naqueles dias da semana em que não haveria
aula, eu poderia continuar trabalhando no estaleiro em que já trabalhava
parcialmente, e onde eu pretendia rapidamente ser efetivado como empregado em
tempo integral. Meu objetivo era apenas esse: trabalhar em tempo integral
naquele estaleiro. Eu estava na faculdade apenas para satisfazer minha mãe, que
queria que eu frequentasse a universidade por pelo menos um ano.
Quando me matriculei no curso de economia,
ministrado pela doutora Michelle François, eu não fazia a mais mínima ideia do
que era economia e o que ela estudava. Tampouco eu me importava. Eu
tinha uma namorada firme, dinheiro suficiente para comprar suprimentos regulares
de Budweiser, e uma coleção de todos os discos dos Beatles. A vida estava ótima.
Porém, um certo dia no início do semestre, a doutora
François desenhou um gráfico de oferta e demanda no quadro-negro. “Vejam o que
acontece quando o governo impõe um controle de preços, estipulando um teto para
os preços”. Ela apontou para o gráfico. “A quantidade demandada excede a quantidade
ofertada. Surge uma escassez”. Virando-se para os alunos, a
doutora François prosseguiu: “Todos vocês se lembram do racionamento
de gasolina em 1973. Eis aqui a explicação. E o governo atual está
praticando controle de preços em todo o mercado de energia, gerando as mesmas
consequências: uma escassez na oferta de gasolina e gás natural”.
Uau! Simplesmente
uau! Lembro-me vividamente de como fiquei mesmerizado olhando para aquele
gráfico de oferta e demanda no quadro, completamente fascinado. Pela primeira
vez em minha vida, estava vivenciando a excitação de uma descoberta
intelectual. Ali estava uma explicação convincente e irrefutável do motivo
daquele casal em Búfalo ter morrido congelado. Ali estava também uma explicação
convincente de por que, tão logo consegui minha licença de motorista em 1973,
havia uma escassez nacional de gasolina, com longas e intermináveis filas nos
postos, o que me impediu de dirigir muito naquele ano.
Não apenas o curso da doutora François me convenceu
a fazer economia e concluir a faculdade, como também me inspirou a sonhar a
conseguir um Ph.D. em economia. A ciência econômica é uma coisa poderosa!
Substituindo
explicações populistas por explicações poderosas
O que me atraiu para a economia naquela época é
aquilo que, até hoje, considero ser o maior serviço público que um economista
sólido pode efetuar: derrubar mitos populares por meio de uma lógica direta e irrefutável.
Em 1973, eu tinha 15 anos de idade, e ouvi duas
explicações para a escassez de gasolina. Uma era a de que o petróleo estava
acabando (afinal, já estávamos utilizando o produto há um século). A outra era
a de que a Exxon e outras petrolíferas haviam repentinamente se tornado
gananciosas e decidiram manter seus navios-tanque ancorados em alto-mar com o
objetivo de aumentar os preços da gasolina para os consumidores.
Sendo ingênuo e sem saber de nada, cada uma dessas
duas explicações parecia sensata para mim.
Porém, já em meu primeiro curso de economia, aprendi
que as explicações populares em que eu sempre havia acreditado eram
falaciosas. “Não tivemos escassez de energia na década de 1960”, me disse a
doutora François uma tarde em sua sala. “Vai me dizer que as petrolíferas eram
menos gananciosas 10 anos atrás do que são hoje? É claro que não. E, se é
verdade que o petróleo está acabando, então eis aí um forte motivo para o
governo deixar o preço subir, pois este aumento de preço dará a essas
gananciosas petrolíferas fortes incentivos para extrair mais petróleo.”
E a doutora concluiu: “Eu prometo a você: se esses
controles de preços forem abolidos, essa escassez de energia acaba
imediatamente”.
Desnecessário dizer que foi exatamente isso o que
ocorreu. Desde o início da década de 1980, nunca mais houve controle de preços
nos EUA e, consequentemente, nunca mais houve nem racionamento e nem temores de
“fim do petróleo”.
A história comprovou que ela estava correta. E a
história também comprovou o poder da lógica econômica em destruir incontáveis
outros mitos populares.
Lógica
direcionada
Pensar como um bom economista não é apenas ser
eternamente cético quanto a explicações populares para fenômenos econômicos; é
também ser destemido em examinar a realidade de maneiras que podem parecer
bizarras aos não-economistas.
Meu exemplo favorito de uma abordagem aparentemente
bizarra, mas extremamente reveladora da realidade foi a observação feita pelo
meu saudoso colega Gordon
Tullock: ele disse que se o governo realmente quisesse reduzir para zero os
acidentes fatais nas rodovias, tudo o que ele deveria fazer era criar uma lei
impondo que houvesse uma adaga extremamente afiada e pontiaguda saindo da
coluna direção de cada automóvel e apontando diretamente para o coração do
motorista.
Dado que qualquer impacto — ou mesmo uma simples
freada mais forte — faria com que essa adaga perfurasse o peito do motorista,
ninguém correria e ninguém seria imprudente.
Brilhantismo puro.
Ao ouvir essa “sugestão” de Gordon, é óbvio que o
cidadão comum imediatamente reagiria com espanto. “O quê?! Ficou maluco?!”. No
entanto, tal reação rapidamente daria lugar à constatação de que Gordon está
incontestavelmente correto. Nenhuma formação econômica é necessária para
entender como as pessoas responderiam a este incentivo.
Tão logo a pessoa entende essa constatação, ela
facilmente se torna capaz de entender sua verdadeira e prática importância: a
realidade é muito mais complexa do que parece à primeira vista. Se, por
exemplo, o governo estipular que automóveis devem ser mais seguros, as pessoas
tenderão a dirigir com menos cuidado. Consequentemente, a redução nos acidentes
fatais nas rodovias será desapontadoramente baixa — se de fato houver alguma
redução.
Por si só, essa constatação não é suficiente para provar
que melhorias na segurança impostas pelo governo são injustificadas. Porém, é
suficiente para nos alertar que jamais devemos aceitar determinadas políticas
com base em nossas primeiras impressões. Aquilo que parece ser bonito e correto nem sempre será positivo ou trará boas
consequências.
Fazer este alerta de modo incessante, por mais
simples e óbvio que pareça, é o serviço mais crucialmente importante que
economistas podem fazer para a população.
A
arte de fazer perguntas incômodas
Na mesma linha, fazer perguntas que normalmente
ninguém mais faria é a principal função de um economista — e não prever qual
será a taxa de inflação do ano que vem, ou criar um sistema tributário “mais
justo e eficiente”, ou mesmo estimar o PIB. Tais atividades empalidecem perante
a simples tarefa de estar constantemente fazendo perguntas mais profundas.
Por exemplo, um político promete criar mais empregos
por meio de mais obras de infraestrutura. Parece bonito. Mas perguntemos: de
onde virão os insumos — aço, concreto, cimento, vergalhões, escavadeiras,
máquinas de terraplanagem — para mais infraestrutura?
Obviamente, serão retirados de outras áreas da economia.
Ao se apropriar destes insumos, o governo faz com que todos os outros setores da economia tenham agora de
pagar mais caro para conseguir a mesma quantidade de aço, cimento, vergalhões
etc. Como consequência, todos os bens que utilizam esses itens em sua
construção — como imóveis e carros — ficarão mais caros.
E vários outros empreendimentos serão inviabilizados.
Assim sendo, a pergunta é: o que será sacrificado
para que se possa construir essa infraestrutura? O valor dessa nova
infraestrutura será maior que o valor de tudo aquilo que deixou de ser feito? Como você sabe?
E mais: será que realmente serão criados mais
empregos? É claro que mais pessoas irão trabalhar nos projetos de
infraestrutura, mas de onde virá o dinheiro para financiar esses projetos? Não
seria lógico dizer que quando o governo gasta mais em infraestrutura, os
pagadores de impostos gastam menos com imóveis, automóveis e cuidados médicos?
E não seria lógico dizer que a perda de empregos nestes setores contrabalança os empregos criados nos projetos de obras públicas?
Para cada emprego criado pelo projeto, foi
destruído, em algum lugar, um emprego no setor privado. Vemos os operários
empregados nas obras de infraestrutura. Mas não vemos os empregos destruídos para
que essas obras fossem possíveis.
Ainda assim, políticos e eleitores vivem endossando
mais gastos em infraestrutura sem sequer considerarem estas perguntas.
Ou então consideremos a questão mais ampla dos encargos sociais e trabalhistas.
O governo obrigar empregadores a pagar benefícios trabalhistas para seus
empregados é algo visto como totalmente benéfico para os trabalhadores. Mas,
obviamente, eles são um custo
para os empregadores. Logo, se o governo artificialmente aumenta o custo de
se legalmente contratar trabalhadores, qual será a reação dos empregadores? Eles
irão simplesmente dar de ombros e permanentemente aceitar lucros menores? Parece bastante improvável.
Irão os empregadores reduzir as contratações? Pagar salários
menores? Substituir mão-de-obra humana por máquinas sempre que possível? Com certeza. Você também faria isso.
No extremo, ainda que todos os empregadores de fato aceitassem
lucros menores, qual seria o efeito disso sobre os investimentos futuros, sobre
a expansão das empresas e sobre novas contratações? Lucros artificialmente
reduzidos aumentam ou diminuem o ímpeto de empreendedores para abrir novas
empresas, iniciar novos empreendimento e expandir os negócios já existentes? E qual
a conseqüência disso sobre a criação de empregos: aumenta ou diminui?
Mais ainda: será que encargos sociais e trabalhistas
não fazem com que os processos de contratação sejam mais exigentes e seletivos?
Não seria ao menos possível dizer que tais encargos fazem com que os menos
preparados sejam expulsos do mercado? Ou então — para ficar em um tema da
atualidade –, você não acha que maiores encargos fazem com que homens solteiros e saudáveis
sejam preferíveis a mulheres casadas (que podem engravidar e, com isso, não
trabalhar porém receber benefícios)?
Conclusão
As respostas para estas perguntas — e várias outras
similares — são importantes. Porém, ainda mais importante é o hábito de inflexivelmente
fazer tais perguntas.
Quando efetuada corretamente, a ciência econômica
regularmente revela que aquilo que parece ser inegavelmente verdadeiro para o
cidadão comum é normalmente uma miragem — ou ao menos algo altamente
questionável.
Essa é, de longe, a principal função de um
economista: fazer perguntas incômodas e apontar falácias. Nenhum outro serviço feito
pelos economistas é tão importante quanto este.
Para cada $10 que o governo dá para uma parte da sociedade, ele toma $100 de toda a sociedade.
Cada “direito positivo” (privilégio) que o governo dá para um grupo de pessoas significa uma obrigação arbitrária imposta a outros grupos.
Mas suponha que o governo construa uma ponte e essa ponte evitasse uma volta de, sei lá, 50km para os caminhões e ônibus, reduzindo assim o custo de combustível, tempo de viagem e o desgaste dos mesmos, portanto os fretes e passagens. O valor desperdiçado seria recomposto em um certo tempo, não?
Gostei da história da juventude do Boudreaux. Acho que me identifiquei. 😉
Perguntas incômodas para afirmações populares:
"O governo deve estimular o crédito para salvar a economia!"
Então a maneira de salvar a economia é aumentando o endividamento das pessoas? (Crédito e dívida são nomes distintos para a mesma coisa, vista de lados opostos).
"Um pouco mais de inflação gera mais consumo e emprego!"
Então um aumento no custo de vida estimula as pessoas a contratarem mais serviços e irem mais vezes aos shoppings?
"Os salários, principalmente o salário mínimo, devem ser aumentados por decreto!"
Então o segredo para a prosperidade econômica é aumentar os custos de produção?
"As exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas!"
Então a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida?
"O governo deve estimular a indústria nacional por meio de subsídios ou empréstimos subsidiados pelo governo!"
Então o grande empresariado deve receber dinheiro de impostos do povo e, com isso, levar vantagem sobre os concorrentes menores?
"As empresas devem ser controladas por agências reguladoras!"
Então essas empresas devem operar dentro de um cartel protegido pelo estado, com preços garantidos e sem liberdade de entrada para potenciais concorrentes?
"Um pouco mais de inflação gera mais crescimento econômico!"
Então uma perda mais acentuada do poder de compra da moeda e uma maior incerteza quanto aos custos futuros estimulam mais empreendedores a fazerem investimentos produtivos de longo prazo?
"Tarifas de importação devem ser aumentadas e o câmbio deve ser desvalorizado!"
Então o poder de compra da moeda deve ser reduzido, o povo deve ser proibido de adquirir bens estrangeiros baratos e de qualidade, e toda a população deve ter seu bem-estar afetado apenas para garantir uma reserva de mercado para o grande empresariado nacional?
"Os agricultores devem ter os preços de seus produtos elevados por programas de compras governamentais!"
Então toda a população do país deve ter sua comida encarecida?
"Todos têm direito a saúde, educação e transporte gratuitos!"
Então aquilo que é caro para ser comprado diretamente ficará mais barato se você repassar seu dinheiro para burocratas e políticos, os quais irão intermediar o serviço para você?
"As empresas devem utilizar mais conteúdo nacional em seus produtos!"
Então os fornecedores desse conteúdo nacional têm direito a uma reserva de mercado, podendo assim elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos despreocupadamente?
"Mais gastos do governo estimulam o empreendedorismo!"
Então a contratação de mais burocratas e a criação de mais burocracia, mais leis e mais regulamentações incentivam a produção e levam a mais geração de riqueza?
Quase tudo o que se aprende nas faculdades de economia não passa de um amontoado de besteiras matemáticas cuja substância pode ser reduzida àquilo que F.A. Hayek rotulou de “pretensão do conhecimento”. Os “especialistas” que as universidades produzem semestralmente são meros embusteiros com péssima formação. Meu palpite mais otimista é que não deve haver mais do que alguns poucos milhares de economistas de verdade em todo o mundo — e eu não me surpreenderia caso essa minha estimativa contenha uma margem de erro otimista.
Só Marx entendeu de economia e resumiu tudinho no conceito da Mais-valia. O resto é mimimi de aspirantes a burgueses desalmados.
Estudei em uma universidade federal, é isso mesmo o que acontece, praticamente todos os períodos você só ver o tal do Keynes e o louco do Kalecki.
Escola austríaca nem e mencionada em nenhum período. É um curso para convencer você a justificar e sair para todos os cantos dizendo que o governo é primordial e essencial.
Gostaria de aproveitar e agradecer pelos ensinamentos que estou tendo nesse site, através dos artigos diários e dos videos.
Estou em dúvidas entre cursar ciências contábeis ou economia. Eu me interesso pelo estudo da ciência econômica mas em relação ao mercado de trabalho o curso de ciências contábeis parece ser mais atrativo.
Alguma sugestão ?
Tínhamos que ter bons economistas entrevistando esses candidatos e colocando-os em saia justa!Argumentos é que não faltam!
Mas os caras do #elenão estão mais preocupados em dar o cú do que com a real situação econômica do país!
“Ela apontou para o gráfico. “A quantidade demandada excede a quantidade ofertada. Surge uma escassez”.”
O link que leva ao gráfico não está funcionando.
Será que na década de 70 haveria algum professor brasileiro de Economia ensinando esse tipo de coisa?
Após o IMB, comecei a me fazer essas mesmas perguntas do artigo.
Pessoal, meu comentário nao tem a ver com o artigo. Estou me formando em Gestão Pública e recentemente comecei a frequentar esse site. Achei muito bom e gostaria de fazer o meu TCC com um tema tão interessante quanto os textos que eu vejo por aqui, gostaria de algumas sugestões de vcs. Primeiramente tinha pensado em falar sobre a percepção das pessoas sobre a sonegação fiscal, mas acho q existem coisas mais envolventes para eu pesquisar, algo envolvendo empreendedorismo e a Administraçao Pública, ou qualquer outra coisa com uma pegada mais liberal…
Se alguém tiver alguma ideia deixa aqui, por favor.
O texto é bem coerente, tem observações da nossa realidade econômica que nos deixa perplexos, eu só gostaria de fazer uma observação com relação as indagações que devem ser feitas por economistas, acredito que essas indagações devem ser feitas por qualquer cidadão que tenha o mínimo conhecimento econômico, pois até o mínimo conhecimento de economia não permite a falta de lógica presente no populismo, eu particularmente não sou economista e nem sou investidor, porém tenho um pouco desse conhecimento apresentado no artigo é sempre busco fazer esses questionamentos apresentados.
Para aqueles que ainda acreditam que o estado deve fomentar algum incentivo a cultura aqui vai uma dica: Lei Rouanet deve ser extinta e nunca mais retornar sob nenhum aspecto! A razão é muito simples meu caro estatista direitista iludido: a lógica do incentivo a cultura é a mesma lógica dos protecionismos fomentados por programas como BNDES e subsídio similares. Artistas são empresários e/ou trabalham com e/ou para empresários que como tal querem lucros e vantagens em suas gravadoras, produtoras, etc… Usar dinheiro publico para subsidiar artistas sempre vai incorrer nas mesmas distorções e corrupções que programas como BNDES criam. Assim como os subsídios aos empresários amigos do governo, o estado não pode fornecer incentivo financeiro a todos os artistas que são milhares, essa conta não bate, então, terá sempre que escolher dos milhões de reais a quem subsidiarão. O resultado é que empresários do ramo que tiverem as “melhores” conexões políticas (favoritismos de ideologias política, partidos, em troca de protecionismos e mais subsídios) serão os que vão receber a verba, e o mesmo ciclo de protecionismo, troca de favores que ocorrem em todos os mercados que são subsidiados pelo estado. Não seja um idiota em achar que o seu candidato ou o seu partido por não ser de esquerda não vai se enveredar pelo mesmo caminho, ou que não há inúmeras formas de isso ser reconstruído e se repetir indefinidamente.
“Ou então — para ficar em um tema da atualidade —, você não acha que maiores encargos fazem com que homens solteiros e saudáveis sejam preferíveis a mulheres casadas (que podem engravidar e, com isso, não trabalhar porém receber benefícios)?”
Olha, faço um adendo importante:
Segundo o Banco Mundial, lésbicas são mais bem pagas do que mulheres heterossexuais, diferença chega a média de 20%
Vamos apontar falácias, então, um pouco off topic, mas vai lá.
Quero, através deste texto, contrapôr algumas "verdades" absolutas que são divulgadas maciçamente em todos os meios de comunicação com dados que eu mesmo coletei e interpretei. Posso ter falhado, até porque dificilmente, pra não dizer que é impossível, o trabalho de uma única pessoa é melhor do que o do conjunto de todos os estudiosos, mas como até mesmo o trabalho científico e acadêmico, hoje, está contaminado com perversidades ideológicas, demagogia, sofismas e afins, vi-me obrigado a fazer uma verdadeira cruzada (tipo sessão da tarde) em busca de alguns fatos. Então, esse é apenas o trabalho de um mero cidadão, não é dissertação de mestrado, tese de doutorado ou pesquisa financiada por nenhum grande grupo.
A Primeira grande "verdade" é que a violência contra a mulher é crescente e está ligada ao machismo violento e, para combatê-la, devemos discorrer leis de proteção específicas para a mulher.
É fato que a violência contra a mulher é condenável. Acontece que o índice de homicídios de mulheres (diferente de femicídio, que é menor), no Brasil, é de cerca de 4,5 para cem mil mulheres e está praticamente estável na última década. Temos que melhorar, sim, pois ainda estamos acima do que acontece pelo mundo. O fato é que, claramente, o foco de ação deve ser outro. Vejamos a outra verdade:
O mesmo índice para homens jovens é de 122 para cem mil, chegando acima de 200 em alguns estados. Isso é simplesmente 30 vezes mais. Esses homens não só são as maiores vítimas como também são os maiores causadores dessas mortes. Óbvio, pra mim, que o problema da violência entre homens jovens é que deve ser o grande tema da segurança nacional e deveria estar estampado em todos os jornais e revistas. Se conseguirmos qualquer resultado nesse problema, a violência contra mulheres vai diminuir junto!! Isso porque ela, na minha interpretação, é um reflexo, um respingo dessa violência muito maior. Tratemos a causa e não o sintoma.
Outra verdade da mídia é que a violência contra negros é maior, por isso, temos que propôr soluções específicas para o problema, focando na questão racial.
Isso é um sofisma (dados reais, interpretados de maneira tendenciosa propositalmente para se chegar a um resultado preconcebido). Isso acontece em tudo relacionado a questões sociais. Sempre, o negro está em desvantagem. Fica parecendo que a solução é compensar as diferenças raciais.
Negros e pardos têm, sim, maior índice de homicídios. Qualquer violência realizada por razão racial é condenável, sim!! A má interpretação, aqui, se dá pela ausência de uma variável nessa equação: A POBREZA. Estranhamente, a pobreza não é levada em conta num índice de cunho estritamente social.
Negros e pardos são considerados 37% mais vulneráveis à pobreza no Brasil. Se excluirmos essa variável, teremos que o índice de homicídios se assemelha. Não por acaso, nos últimos anos, tanto a presença de negros na população pobre quanto as diferenças nos índices de homicídio tenham subido juntamente. Uma está ligada a outra. Sobressai que a real vítima da violência é simplesmente o pobre. Alguma surpresa!?
É a mesma falha em dizermos que os nordestinos são vítimas da violência por serem nordestinos.
Os índices de homicídios são maiores no Nordeste, sim. Qualquer violência contra nordestinos, especificamente, é condenável, sim.
"A violência é, porém, entre nordestinos e não contra eles. Nós aqui do Sul não temos nada que ver com isso, certo!?"……….. Errado!!!!! Outro sofisma. A diferença é porque os estados nordestinos são, no geral, mais pobres.
Vamos acabar com a pobreza, então!!? Essa é a ideia, a base de tudo, mas não conseguiremos resultado da noite para o dia. Enquanto isso, como encontrado até aqui, o homem jovem pobre, maior vítima e maior perpetrador, deve ser o foco das ações para que se reduza todos os índices de homicídio. Isso é que deveria ser comentado em todos os programas e noticiários.
Se tratarmos da violência contra os negros AO INVÉS de tratar da violência contra os pobres, teremos um resultado parcial e uma eficiência defasada em qualquer iniciativa.
A questão racial é condenável? Sim! Dar oportunidades para os negros onde eles são excluídos é importante, mas interpretemos corretamente os números. Eles sempre dizem a verdade. Não é difícil. É só ter gente boa e sem vícios ideológicos nesses estudos.
VAMOS FALAR SOBRE A VIOLÊNCIA ENTRE HOMENS JOVENS POBRES!!!!!
Não deixemos de lutar para abrir as portas que se fecham para as pessoas REALMENTE por conta de seu gênero, ascendência ou cultura mas, na questão da violência, espanta-me que o cerne do problema mal seja mencionado!!! Não há grupos de debate, documentários ou temas de escola. Nada!!!
Obrigado a quem leu o textão e atendeu ao grito de razão em meio a tanta polarização.
Não importa meu gênero, idade ou raça. O que fiz foi simplesmente uma interpretação RACIONAL de dados que encontrei em meio a estudos grandiosos mas, no geral, cheios de falhas e tendenciosidades mórbidas. Minha reação ao que encontrei é que não foi tão racional assim… hehe… por isso peço desculpas.
Também conhecido como “método socrático”.
* * *
Ótimo texto.
Uma mistura de palestras no Friedman (Youtube) com o livro Freakonomics do Steven Levitt e Stephen J. Dubner.
Leandro, o que você acha dessa proposta do Bolsonaro? De princípio sou simpático a descentralizar recursos (embora ele não tenha explicado), mas acho arbitrário escolher áreas em detrimento de outras, porque o MEC jamais irá ser eficiente nisso.
Pretende fazer mais artigos desmascarando ideologias ambientalistas (aquele falando de Belo Monte foi um show à parte)? Você acha que muda algo para melhor com o Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente?
Como que eu coloco uma foto no meu perfil aqui no site?
Um pouco off-topic.
Alguém poderia me explicar o que está ocorrendo? Parece que a atual teoria monetária não consegue explicar a atual situação nos EUA. É diferente com a escola austríaca?
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/8285462/paciencia-do-fed-mostra-que-a-teoria-das-universidades-esta-ameacada-diz-economista
é um dia vai…
pleno.news/economia/empregos-e-estagios/senado-aprova-pl-do-primeiro-emprego-e-texto-vai-a-camara.html?utm_source=Social&utm_medium=facebook&fbclid=IwAR3Y1hbbPqhnlfxABbZCQDDhSjFtobC8y7oP0f9OVtf7tZr4My2ZlI3XZrc
e trm gente que diz que empresa que não lucra permanece
clickpetroleoegas.com.br/ford-motor-torrou-61-bilhoes-de-reais-ao-decidir-fechar-fabricas-interromper-producao-de-veiculos-e-largar-o-brasil/?fbclid=IwAR1Dq8KziojQatFYiy9OeEVCcwPdYd49gSCNunv7pcS3RFU42kESu6l0UB0