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Uma solução para as dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros

Nota
do editor

Eis uma notícia
de hoje
, dia 13 de dezembro de 2018

Equipe
de Bolsonaro já discute nova tabela de frete para evitar greve de caminhoneiros

A
equipe de transição já discute uma nova tabela de frete, que deve ser
apresentada em janeiro pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
para substituir a atual.

A
proposta ficará em consulta pública para que todos os agentes do setor possam
dar sugestões.

Uma
das principais críticas do setor produtivo é que a tabela vigente foi
elaborada de forma unilateral pela ANTT, no afogadilho, para acabar com a greve
dos caminhoneiros, que praticamente parou o país em maio. Ela conteria erros de
cálculo de custo e distorções, como considerar um só tipo de caminhão (número
de eixos) para diferentes tipos de carga. A nova contemplará vários tipos de
veículos para diversos tipos de carga.

Ontem, em
uma articulação com o futuro governo, a Advocacia-Geral da União (AGU)
conseguiu derrubar a decisão do ministro Luiz Fux, do STF, que suspendia o
pagamento de multas pelo não cumprimento da tabela. E o futuro ministro de
Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, já sinalizou que vai trabalhar para que a
tabela do frete seja cumprida no país, em novos parâmetros, mais aderentes ao
mercado, estabelecendo um piso correto que cubra os custos e remunere os
caminhoneiros. Destacou, porém, que tudo será negociado com a categoria. […]

Embora
integrantes da equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliem que
o tabelamento representa uma interferência do Estado na economia, a percepção é
que não é hora de revogar a medida.


consenso de que o problema do frete foi criado por um desequilíbrio entre a
oferta, estimulada pelo financiamento do BNDES para renovação de frota, e a
demanda, que caiu com a crise na economia. No entanto, por se tratar de um
segmento que pode afetar a população, a expectativa é que, com a retomada da
atividade econômica, a situação volte a se equilibrar, e a tabela se torne
desnecessária naturalmente. […]

A
decisão do ministro Fux de suspender o pagamento de multas gerou protestos de
caminhoneiros no início desta semana, o que mobilizou a equipe de transição.
Foi fechado um acordo com a equipe de transição e com o próprio Fux de que era
preciso revogar a medida, porque ela tornava sem validade a lei que estabeleceu
a política de preços mínimos no transporte rodoviário de carga — o que poderia
estimular uma nova greve da categoria na virada do ano. A medida foi umas das
principais reivindicações da paralisação da categoria em maio.

Ou seja, uma ala dos caminhoneiros está
defendendo uma nova greve
. Desta vez, no entanto, o problema não é o preço
do diesel, mas sim o não cumprimento da tabela do frete.

Novidade nenhuma.

Ainda em junho, publicamos um artigo prevendo exatamente
essa insatisfação
, explicando por que não havia a mais mínima chance de a
tabela ser cumprida: ela desafiava um princípio básico da teoria econômica.

Em um setor saturado de oferta (o preço do frete
caiu exatamente porque há um excesso de caminhões), qualquer redução nos custos
operacionais (preço do diesel) inevitavelmente teria de ser repassada aos
clientes. Não é possível elevar artificialmente os preços do frete se há excesso
de caminhões na praça e uma redução dos custos operacionais.

E foi exatamente isso o que ocorreu desde então,
inclusive com empresas
passando a optar por frota própria para fugir do aumento artificial do frete
,
o que aumentou ainda mais a ociosidade de caminhões, que agora querem nova
greve.

A lição é indelével: quem acredita que é possível
revogar conceitos básicos da teoria econômica sempre verá sua situação piorar.

O artigo abaixo foi originalmente publicado em
10/09/2018 (ou seja, há 3 meses)
, e infelizmente continua atual. Ele apresenta
uma solução para os caminhoneiros, a qual não apenas não foi adotada, como
também os próprios caminhoneiros, que deveriam agitar por ela, parecem
desconhecer. Enquanto essa questão não for endereçada, o problema continuará,
em maior ou menor grau. Fica a dica para a equipe econômica do próximo governo.

___________________________________________

Como todos muito bem se lembram, os caminhoneiros
fizeram uma ruidosa
greve geral nacional
no fim do mês de maio de 2018. Dentre as exigências constavam
a redução do preço do óleo diesel e o estabelecimento de uma política de preços
mínimos (tabelamento) para o frete.

Em outras palavras, os caminhoneiros queriam preços artificialmente
baixos para o combustível (reduzindo seus custos) e preços artificialmente
altos para o frete (aumentando suas receitas).

O governo cedeu e aquiesceu.

O óleo diesel passou a ser (ainda mais) subsidiado
pelo Tesouro
(ou seja, por nós pagadores de impostos) e a ANTT implantou
uma tabela
de preços
para o frete.

Mas, obviamente, a economia não admite desaforos. E tampouco
controles artificiais podem alterar a realidade econômica. Inevitavelmente, surgiram
distorções.

Em agosto, ou seja, três meses após essas medidas, o dólar saltou de R$
3,50 para R$ 4,15
e puxou em mais 18% os preços dos combustíveis. Consequentemente,
a importação de óleo diesel — tanto pela Petrobras quanto por outras
importadoras — ficou inviabilizada, pois o subsídio já não cobria o aumento do
preço. Para piorar, a Petrobrás foi obrigada a paralisar sua maior refinaria, a
de Paulínia, em
consequência do incêndio ocorrido no dia 20 de agosto
.

Resultado: a Petrobras teve de reajustar o preço do
diesel, até então congelado,
em 13%
nas refinarias
.

Isso desagradou os caminhoneiros.

Para piorar (para os caminhoneiros), a tabela do
frete não só não
estava realmente sendo cumprida
(inclusive pelas transportadoras),
como várias grandes empresas pararam de contratar caminhoneiros autônomos e começaram
elas
próprias a fazerem seu transporte
.

Essa combinação de eventos fez surgir novos rumores
sobre uma nova paralisação de caminhoneiros — a qual, felizmente, não se
concretizou (ainda).

O fato de que o tabelamento dos preços não seria
cumprido era algo perfeitamente previsível — sendo que tal previsão foi feita neste artigo. Simplesmente
não há como se praticar um tabelamento uniforme de preços em um cenário de
excesso de caminhões, baixa demanda de cargas (pois a economia ainda está cambaleante),
condições totalmente desiguais de estradas e de distâncias, e necessidade de
completar viagens sem carga de retorno.

Vale lembrar que a crise no setor de transporte
rodoviário de carga foi causada, principalmente, pelos fartos empréstimos baratos
concedidos pelo BNDES para a aquisição de caminhões, política essa mantida de
2007 a 2014 (e explicada em detalhes aqui). Neste período,
a quantidade de caminhões em circulação aumentou
50%
, ao passo que a economia brasileira cresceu apenas 23% — em termos grosseiros, a frota de caminhões aumentou mais que o dobro da renda.

Ou seja, uma intervenção governamental gerou um
abrupto aumento da frota de caminhões em circulação. Com uma oferta
artificialmente inflada e crescendo mais que a demanda, o preço do frete caiu
e, com ele, a renda dos caminhoneiros e o lucro das transportadoras.

O
que fazer?

Por óbvio, se a causa da doença foi o investimento errado em um excesso de caminhões,
a cura é uma só: desinvestir.

Aqueles com inclinações dirigistas, se capazes de
seguirem esse simples encadeamento de raciocínio econômico até aqui, podem
apressadamente concluir: basta agora o governo, que antes subsidiou a venda dos
equipamentos, pegar o dinheiro dos pagadores de impostos e comprar o excesso de
volta, tirando de circulação. Que se use o já falido orçamento público para sucatear
a frota ociosa.

Tamanho desperdício — embora possivelmente menos
danoso que rasgar o dinheiro vindo dos impostos com subsídio ao óleo diesel, como
tem sido feito — ficaria explícito até mesmo para o mais ferrenho admirador das
façanhas de políticos e burocratas. É provável que enfrentaria alguma resistência
popular, mas seria possível contornar: bastaria dizer que a iniciativa se
destina a aposentar “tranqueiras velhas”, que gastam muito combustível, poluem
muito, são inseguras etc.

Essa “solução” dirigista, no entanto, serviria apenas
como uma ilustração clássica sobre o intervencionismo: intervenção gera mais
intervenção. Os efeitos não-premeditados das intervenções anteriores geram novas
distorções, as quais exigem novas intervenções para serem corrigidas. E dado
que políticos e burocratas não conseguem prever os futuros efeitos colaterais
de suas novas “intervenções corretoras”, eles acabam tendo de intervir de novo.
E de novo.

Ademais, é possível ter a certeza absoluta de que,
na hora de estabelecer o preço de compra dos caminhões ociosos, o político ou
burocrata — por mais competente e bem intencionado que seja — irá errar: ou
ele fará ofertas pouco atraentes, que surtirão pequeno efeito, ou irá tirar de
circulação muito mais caminhões do que deveria, causando um aumento posterior
dos custos de transporte, o que, por sua vez, despertará clamores por mais
regulação, mais subsídios, mais tabelamentos etc.

Por isso, clamar por uma nova intervenção estatal
para corrigir os efeitos nefastos de uma intervenção anterior é algo que nenhum
indivíduo racional deveria cogitar.

Felizmente, porém, há uma solução. E ela não só já existe
como já está sendo aplicada, ainda que muito timidamente. Sim, já há pessoas que
estão ajudando, silenciosamente, a realmente melhorar a situação dos
caminhoneiros. Ainda são poucas, infelizmente. O volume do seu trabalho ainda é
pequeno. Mas ao menos suas ações não causam efeitos colaterais indesejados. Acima
de tudo, elas não requerem que você seja espoliado para pagar mais impostos.

Digite “exportação de caminhões usados” na sua
ferramenta de busca predileta e você vai encontrar uma ou outra empresa que compra
os veículos ociosos a preço de mercado (ver um exemplo aqui
e aqui). Esses
empreendedores viabilizam que caminhoneiros e empresas coloquem no bolso o
dinheiro que imobilizaram em caminhões que hoje lhes são pouco úteis. Ato contínuo,
os exportadores encontram quem dê genuíno valor aos veículos que estavam antes subutilizados
por aqui. Há compradores ávidos nos outros países da América do Sul, da África,
do Oriente Médio e da Europa. Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile,
Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Nicarágua,
Honduras, Guatemala, República Dominicana, Porto Rico, Arábia Saudita, Jordânia
e até Alemanha são os principais destinos.

Essas transações de exportação e importação são
voluntárias. Todo mundo sai ganhando.

E aí vem a inevitável pergunta: se o negócio é tão
bom, por que a atividade é ainda pequena?

Simples: apenas imagine o cipoal regulatório, burocrático e tributário que os empreendedores enfrentam, tanto aqui no Brasil quanto nos
países de destino da mercadoria. Agora, acrescente a isso o fato de que o Brasil
proíbe a importação de caminhões usados (apenas aqueles classificados como “itens
de colecionador” são permitidos, e tal permissão
ocorreu em 2017
), o que gera a famosa política de reciprocidade, fazendo
com que outros países também proíbam a importação de usados brasileiros.

Isentar esses caminhões do Imposto de Exportação (que é de 30%) seria um ótimo começo, e praticamente não afetaria o orçamento do governo — afinal, trata-se de um receita que o governo já não aufere, pois quase não há exportações de usados.

Por outro lado, caso nada seja feito e a tabela do frete seja mantida, essa política de controle de preços irá estimular as grandes empresas a interiorizarem ainda
mais suas frotas (como já está acontecendo), pois isso será o mais economicamente racional a ser feito. Caminhoneiros
autônomos serão os grandes perdedores.

Conclusão

Eis, portanto, uma sugestão para políticos e burocratas brasileiros que queiram realmente fazer parte da
solução do problema dos caminhoneiros: que tal desregulamentar a exportação de
caminhões usados e fazer pressão diplomática para que os governantes nos
principais mercados importadores façam o mesmo?

Essa seria verdadeira solução de mercado contra as lambanças
causadas pelo intervencionismo estatal. 

Eis uma pauta que os caminhoneiros e seus sindicatos realmente deveriam exigir.

_______________________________________

Leia também:

Autoengano: por que as medidas adotadas pelo governo não ajudarão os caminhoneiros

É inevitável: sempre que uma categoria profissional faz greve, quem banca as exigências é você

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92 comentários em “Uma solução para as dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros”

  1. Por que irei votar em Guilherme Boulos e Sônia Guajajara ?

    Uma coisa a direita direitosa tem razão: a esquerda precisa de renovação. E somente um partido atualmente está conseguindo trazer essa renovação enquanto dialoga com os movimentos sociais. Trata-se do PSOL, um partido de jovens, gente linda e renovada, gente multicultural.

    Embora o Partido dos Trabalhadores tenha uma história linda ao lado de Lula, dos movimentos sociais e dos trabalhadores; a corrupção neoliberal e a própria política de certa forma acabou poluindo esse partido que no passado não se rebaixa aos desmandos do capital. Lembro-me que Lula falava abertamente sobre transformar o Brasil em um país socialista e fazer a tão importante reforma agrária. Lembro que Lula era o único homem capaz de dizer para uma vagabundo de terno e gravata (empresário), que ele era um lixo e que estava, sim, explorando os mais pobres. Os empresários e neoliberais tinham medo de Lula. Bons tempos que não encontramos mais na atual esquerda.

    (É importante notar que essa fraqueza no enfrentamento foi responsável pelo golpe e retirada de direitos).

    Se por um lado a esquerda necessita de um enfrentamento maior para humilhar abertamente empresários e quem defenda a ideologia neoliberal; por outro, a atual esquerda, muito bem representada pelo PSOL, tem uma sutileza e respeito maior pelas minorias e movimentos. O PT, de certa forma, acabou se deixando influenciar muito pela política e esqueceu as minorias. O PSOL é o único partido que se preocupa, por exemplo, com homossexuais que querem fazer transplante de troca de sexo pelo SUS.

    Mas aí apareceu Guilherme Boulos.

    Tudo mudou com a entrada de Guilherme Boulos, a participação dele dentro do partido representa aquele enfrentamento que a esquerda tanto necessitava. Boulos é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o MTST, e do Povo Sem Medo, frente de movimentos que vem empenhando enfrentamento fundamental nos últimos anos nas lutas contra o golpe e a retirada de direitos.

    Portanto, já temos dois elementos; (1) um partido que tem consciência social e respeito pelas minorias, (2) Um presidente que é intelectual, mas ao mesmo tempo tem a força de Lula para bater de frente contra o neoliberalismo. O que falta?

    Falta a mulher brasileira: Sônia Guajajara entra em jogo.

    Mulher, nordestina, indígena e anã, Sônia Guajajara representa mais de 500 anos de luta dos povos oprimidos do Brasil, em defesa de um programa de justiça, igualdade e defesa de direitos. É primeira vez na história do país que uma indígena compõe uma chapa para disputar à Presidência da República. E veja bem, ela não é “vice-presidente”, ela é copresidenta junto com Guilherme Boulos; ambos têm o mesmo poder independentemente do que a república patriarcal e machista disser. Caramba! ela é tão perfeita! é tipo um pokémon que o PSOL encontrou no mato.

    Veja que agora tudo se encaixa perfeitamente: (1) temos um partido que se preocupa com as minorias e movimentos sociais; (2) temos um presidente que tem força e militância para não se rebaixar ao capitalismo; (3) temos uma mulher que consegue preencher completamente a cota de minorias oprimidas pelo sistema. Eis os motivos que me levam a votar 17 por Guilherme Boulos e Sônia Guajajara.

    Vote Guilherme Boulos para presidente e Sônia Guajajara como copresidenta: 17.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  2. Alguém poderia me explicar como o governo consegue manter os preços artificialmente baixos para o combustível? Como é que nós, pagadores de impostos, financiamos esse absurdo?

  3. Tirem o Paraguay de teus horizontes de venda de usados, podemos importar camiones muito mais modernos e preservados de Corea, Europa e Norte América e no pior dos casos de Chile. Vocês que resolvam sua crise queimando os camiones excedentes com seus funcionários públicos dentro.

    Cuando o dólar chegar a 5 reales talvez compremos camiones teus.

    Royahu Paraguay.

  4. Putz! Eu dei essa seugestão nos comentários do outro artigo (Autoengano: por que as medidas adotadas pelo governo não ajudarão os caminhoneiros).

    É só procurar lá pela data do comentário”07/06/2018 00:50″.

    Um tal de “Comex Paraguay” descartou a ideia alegando que pode comprar caminhões melhores da Europa.

  5. Acho que quem escreveu isso foi um pouco idealista e não conhece os valores dos veículos no mercado. O Brasil possui uma alta carga tributária nos veículos novos e por isso tem carros e caminhões muito mais caros que outros países, qual o sentido se exportar para eles se o nosso é mais caro? O Paraguai não compra veículos usados brasileiros e sim importados pelo Chile vindo dos países asiáticos geralmente. Vale lembrar ainda que reduzir a quantidade de caminhões não emprega os caminhoneiros e só resolve momentaneamente o problema.

    Se a ideia é desregulamentação, e eu concordo, deveriam focar em reduzir as regulamentações no transportes de cargas. Existe exigências da ANTT (registro para transporte de cargas), Inmetro (calibração do tacógrafo), Detran, falta de flexibilidade da legislação trabalhista para horários de trabalho, exigências da receita federal, etc. Tudo isso é burocracia e custos que estão no frete. Se o frete for mais barato provavelmente haverá mais demanda.

  6. Embora eu tenha me estrepado todo na greve, eu realmente me compadeço dos caminhoneiros. É uma profissão desgastante, perigosa e estressante. Você passa longos períodos longe da família e muitas vezes não acompanha o crescimento dos filhos.

    Resta claro que esse pessoal precisa de uma maior aproximação com integrantes do movimento libertário para que possam aprender o básico de economia e com isso direcionar suas demandas para o lugar correto. Em vez de ficarem pedindo tabelamento e bolsa-diesel deveriam protestar contra o monopólio da Petrobras no refino, pela abolição das tarifas de importação sobre diesel e gasolina (além, é claro, de petróleo) e também pela liberdade de exportar seus caminhões sem impostos.

    Taí uma pauta totalmente viável e de resolução relativamente simples.

  7. A forte queda da demanda por fretes como consequência do fechamento de mais de 300 mil empresas no Brasil desde 2014/15, que gerou desemprego e queda no consumo e na renda do trabalhador, inviabiliza qualquer recuperação do setor de transporte de carga. Tampouco possibilita esse luxo que é pagar fretes artificialmente caros.

    Como se isso não bastasse, boa parte das pequenas e médias empresas brasileiras, principalmente do setor industrial, durante este mesmo período, vem operando aos trancos e barrancos com margens cada vez menores – isso quando não estão no vermelho, e sem crédito (ou a custos altos) – e encontram-se atoladas em dívidas, especialmente junto ao próprio governo, num acumulo impagável de impostos atrasados.

    Como querer que tabela de frete seja cumprida nesse cenário?

    Estamos apenas vivenciando o colapso do setor produtivo provocado pelo setor parasitário.

  8. Jairdeladomelhorqptras

    OLá,

    Alguém poderia me explicar qual a razão do estado brasileiro tributar em 30% a exportação de caminhões usados. Que lógica é esta? Em última análise estamos exportando impostos? Quantos lá fora estão a fim de pagar?

  9. O fato é que o Brasil precisa, urgentemente, de uma coisa inventada por George Stephenson em 1825, tem mais de 10 carros acoplados entre si, corre sobre dois trilhos de aço e faz “piuí” ou “tu-tu”. Essa coisa se chama trem.

    Um país desse tamanho não pode ficar refém dos caminhoneiros (muitos deles, autônomos que não tem condições nem de manter o veículo em condições de uso); a ferrovia é vital para que a economia volte a crescer. Muitas empresas já perceberam isso e voltaram a usar o trem em sua logística: por exemplo, a operadora MRS vem batendo recordes de transporte de containers em suas composições.

  10. “Há compradores ávidos nos outros países da América do Sul, da África, do Oriente Médio e da Europa. Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Guatemala, República Dominicana, Porto Rico, Arábia Saudita, Jordânia e até Alemanha são os principais destinos.”

    Por que um venezuelano compraria um caminhão? O país está falido!

  11. “uma sugestão para políticos e burocratas brasileiros que queiram realmente fazer parte da solução do problema dos caminhoneiros” Admiro seu senso de humor.

  12. Está lá no título do artigo => “Uma solução…”

    Então, vejo alguns comentários contrários, argumentando que o autor está equivocado por isso e aquilo. Não é a ÚNICA solução, é UMA solução.

    Quem tiver outra, por favor, sem timidez, apresente-a.

  13. Gostei particularmente da sugestão no final do artigo, atacar o imposto de exportação e atuar na esfera diplomática para que os outros países façam o mesmo. Isso me ajuda com uma questão que vinha habitando minha imaginação, que é como um diplomata liberal ou libertário poderia atuar pra conseguir efeitos pró livre mercado.

  14. “Os caminhoneiros estão fazendo essa greve por todos nós, por um Brasil melhor!”

    Até formadores de opinião autodeclarados liberais e conservadores repetiram essa tolice.

    PS: Quer dizer que é proibido importar veículos usados, mas é permitido exportá-los? Isso porque “o Brasil é capitalista” [segundo a esquerda], imaginem se não fosse!

    * * *

  15. De minha parte, adoraria que o STF aprovasse a tabela de frete mínimo. As empresas irão internalizar as frotas e aí Iochpe e Randon (MYPK3), uma de minhas ações favoritas, iriam rachar de ganhar dinheiro (e eu também) e esses caminhoneiros espertalhões ficariam sem ter o que transportar.

  16. Um artigo do renomado IMB falando de um tabelamento de preços em vigor no Brasil em pleno 2018, esse país ainda tem esperança de melhorar ou é melhor eu começar a preencher formulários de imigração de países decentes?

  17. Na ADI que contesta o tabelamento do frente foi transcrito um trecho de um dos textos do IMB sobre a situação dos caminhoneiros no Brasil.

    Achei bem interessante, os soças do STF devem ter ficado enojados.

  18. Se eu fosse ditador do Brasil acabaria com essa ANTT e esses departamentos inúteis. Liberaria caminhoneiro estrangeiro para fazer fretamento e afins. Se vier sindicato encher o saco, vão ficar chorando. Se bloquearem rodovia, serão removidos à força.

    A questão do combustível também faria a total desestatização.

    De fato, a solução é só secessão mesmo. Com esse país gigantesco, a tendência sempre será de uma guilda ou outra pedir pela boquinha e ferrar todo mundo, principalmente os mais pobres. Pergunte a esses grevistas se eles apoiariam a desestatização do transporte ferroviário. Que nada.

    Vamos ver o que o Bolsonaro vai planejar. Que tenha mais firmeza para enfrentar essa máfia que, indiretamente, está agredindo as pessoas pacíficas.

  19. A Sra Dilma caiu pelas intervenções que fez na economia. Tabelou a energia elétrica e os combustíveis fósseis. Tabelou os juros "na marra" fazendo o dócil Banco central reduzi-los . Estimulou a demanda ao aumentar o crédito barato. E tudo isto com aplausos do PT que falava em políticas "anti cíclicas". Mas tudo isto era receita de produção de ciclos econômicos. Então houve um estímulo errado na demanda de caminhões. E deu no que deu. No caso atual dos caminhoneiros nenhum governo sabe calcular preços . O processo gerador de preços é o mercado. Este é o único processo para se saber o preço de qualquer bem ou serviço. O governo não tem o direito de estabelecer ou tabelar os juros que é uma função também do mercado. Os caminhoneiros erraram pois investiram em falsa demanda . E também os preços é que determinam os custos e não os custos que determinam os preços. Pelos erros cometidos os caminhoneiro que investiram num demanda errada têm que se livrar de seus caminhões e sofrerem o prejuízo. O governo que interveio na economia estimulando a compra dos caminhões também errou mas nunca reconhece seus erros. A intervenção crônica nos combustíveis, no caso o diesel, como o governo não deixa o mercado agir para determinar o preço real apresentado pelo mercado usa um preço falso fora do mercado e nem e digno do nome de preço. Este parece ser um exemplo patológico de intervenção de governo no mercado com a consequente dano para a economia do país. E o povo pagando o pato.

  20. É muito nítido que o Bolsonaro está com medo de mexer na economia, possivelmente com medo de piorá-la e de fazer inimigos poderosos. Não que eu tivesse grandes esperanças com ele, mas achava que esse tipo de aberração socialista, como tabelamento de preços e estatais que ninguém nunca ouviu falar, fosse abolido.

    Não deixa de ser irônico, o “candidato radical” está fazendo de tudo para que as coisas mudem gradualmente ou não mudem.

    Agora surge a dúvida, ele será como um Temer ou como um Macri? Porque se der continuidade às reforminhas do Temer já está de bom tamanho, mas se for um Macri pode já reservar seu visto e passaporte até 2022.

  21. O governo deveria aumentar a fiscalização, pois o que existe de pau velho por aí sem condições nenhuma de circular é brincadeira. Só com essa medida retiraria milhares de circulação.

  22. Se eu fosse ditador do Brasil, o que eu faria para evitar ameaça de greve de caminhoneiro?

    1ª semana: Aboliria a ANP e todas as regulações sobre combustíveis o máximo possível, trabalhistas, ambientais e afins.

    2ª semana: Desestatizar o máximo possível os transportes aéreo, ferroviário, hidroviário e rodoviário, abolindo autarquias inúteis tais como ANAC, ANTT e afins. Caminhoneiros estrangeiros passam a poder operar no Brasil, oferecendo serviços de maneira livre. Caminhoneiros grevistas que bloquearem rodovias, entradas e saídas e vias podem ser fisicamente removidos pela população, inclusive com uso de armas, agora com posse, compra e porte liberados. Seguranças privados agora podem operar livremente, para fazer escoltas e afins. Bandidos travestidos de caminhoneiros vão ficar com tanto medo que vão se entregar à polícia.

    3ª semana: A CLT passa a se tornar facultativa. Vai embora o Ministério do Trabalho e Emprego.

    4ª semana: Impostos reduzidos para compra de caminhões e peças de reposição.

    5ª semana: Acabar com todos os subsídios ao óleo diesel.

    6ª semana: Desestatização do número máximo possível de rodovias por todo o território nacional.

  23. Essa equipe do Bolsonaro não começou e já tá vacilando assim?

    Era o único pingo de esperança que havia nesse novo governo, uma esquipe chicaguista.

    Nem começou e já vai ter que comer na mão do (P)MDB por causa do rolo do ex-motorista e seus 176 saques de R$1,2 mi. E acho que ainda vai piorar muito… o novo salvador da pátria é um embuste como todos os outros tb foram.

  24. Boa(Péssima) noite!

    Pensamento Reflexivo -Quando vcs pensam em trazem a água eu já venho com o café pronto.

    É por isso meu camarada Skeptic que preferiria o Lula para Presidente (da República Bolivariana, Cubana e pós-Soviética do Pau-Brasil) do Brasil pois ele é um Salvador conhecido e paix de muitxs que embora convenhamos que ele não é Jesus Cristo mas em um comício ele afirma que sofreu mais que Cristo ( já é o suficiente) não procure no YouTube pois assim como o Google, computadores, celulares são frutos de um capitalismo selvagem, opressor e fruto podre do imperialismo Americano.

    Para qualquer Presidente que quer governar precisa ser ungido olhe para o Grande Líder Lula onde foi e é ungido pelo Finado Fidel Castro que por sua vez tinha outros ungidos Che, Stálin, Hitler, Mão, Lênin ….

    Depois de passar em todos os testes de (oratória, gesticular, genuflexão, resistência física) liderança fica a regra do duo (1 mestre-1 aprendiz) perceba por exemplo o que aconteceu com Lula-Haddad e não Lula-Haddad,Ciro,Marina, Alckmin.

    A função do aprendiz é superar o mestre e quando isso acontece à um rompimento natural(as vezes leva a morte) mas isso não aconteceu nessa eleição.

    Eu quero é prova que esse tal de Jar Jar Messias Brinks, o coiso ou para os fãs pode ser um Qui-Gon Jinn Alternativo ou One-punch man Transformer BolsoMito Primer enfim, se ele vai conseguir aprovar medidas liberais e até conservadoras sem ser ungido pelos Grandes Líderes ou pelos Grupos chamados de “fascistas bons” como a grande mídia e os monopolistas.

    Jar Jar deu sorte de ganhar do Conde CIRO Dooku, General Grievous Boulos, Darth Maulddad, Assaj Marina Ventress…, Agora vem 3 novas (instancias) obstáculos CN,SF e STF.

    Quando vc vê algum capitalista na rua faça essa pergunta que esse camarada de vermelho usando o ícone Che fez:

    A resposta que esse capitalista fez foi uma bosta simplesmente mas fica a dica.

    m.youtube.com/watch?v=rIWP8NbnhHY

    #ficaadica #LulaVolta #Elenão

  25. A Ford anunciou o fechamento da fábrica de caminhões em São Bernardo do Campo. Além dos custos trabalhistas e sindicais altos, a demanda estava baixa, em decorrência do excesso de caminhões na economia. Novidade nenhuma para quem acompanha os artigos deste Instituto a respeito do setor de caminhões.

    A solução, mais do que nunca, continua sendo esta apresentada no artigo.

  26. Carlos Martinelli

    Tenho empresa e direto converso com transportadoras. Nessa época dos empréstimos do BNDES para a compra de caminhões, um dono de transportadora virou pra mim e falou que tava comprando caminhão sem nem ter caminhoneiro pra isso, que valia a pena aumentar frota mesmo sem demanda. Segundo ele, quando a demanda voltasse, ele estaria "preparado".

  27. Viram essa? É impressionante como o governo, qualquer governo, sempre opta pela pior solução:

    “A equipe de Paulo Guedes vai apresentar a Jair Bolsonaro algumas propostas para resolver a questão do diesel.

    Uma das saídas é incentivar a aposentadoria dos caminhoneiros.

    A turma da economia avalia que Dilma Rousseff deixou uma bomba-relógio para os governos seguintes. O crédito subsidiado pelo BNDES para a compra de caminhões gerou um excesso de oferta no transporte de cargas.

    O Tesouro Nacional, portanto, pode pagar para tirar caminhões do mercado.”

    http://www.oantagonista.com/brasil/a-bomba-de-dilma-e-o-diesel-de-bolsonaro/

  28. Falando de caminhões, o governo editou uma MP que tem como finalidade renovar a frota de veículos de carga.

    Segundo eles, 26 % da frota é de caminhões com mais de 30 anos de idade.

    O inteiro teor da lei está aqui.

    Sabem qual a maneira de aumentar a produtividade dos caminhoneiros? Basta simplesmente proibir lombadas em rodovias, algo que tem virado moda infelizmente. Isso deveria ser considerado como crime contra o transporte. Se é proibido colocar obstáculos em ferrovias, então por que colocam em rodovias? Os coitados já têm que aguentar uma longa jornada por rodovias estragadas e ainda o sujeito é obrigado a dar uma forte freada (que pode até causar acidentes e estresse nos motoristas de trás) e então, com isso, aumenta-se o consumo e a poluição do ar, além de desgaste de componentes como embreagem, além de aumentar o cansaço do motorista.

    Eu cansei de ver lombadas que, além de estarem em rodovias, são mal sinalizadas e podem até causar acidentes. A resolução do Contran estabelece até as dimensões máximas delas, mas a grande maioria das prefeituras faz a lombada do jeito que quer e fica por isso mesmo, ninguém faz nada.

    Reduzir impostos sobre pneus e demais componentes desses veículos, entre tantas outras coisas. A idade da frota é alta simplesmente porque o brasileiro, além de ser pobre, é pesadamente tributado, a sua moeda é doente e as regulações são norte-coreanas.

    O financiamento de compra de veículos deveria ser totalmente feito pelo setor privado, por cooperativas, bancos ou até mesmo vaquinhas. Qualquer pessoa deveria ter o direito de emprestar dinheiro ou mesmo em criar o seu próprio banco ou instituição financeira.

    Falando de veículos (agora incluindo carros), essa coluna mostra que mesmo nesse setor super protegido, houve uma deflação real de preços. Só que eu vi pessoas falando que na década de 1990, os salários médios normalmente contabilizavam mais de dois salários mínimos. Não vivi essa época e não sei onde encontrar dados de salários médios nessa época, então não posso falar muita coisa sobre.

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