“‘Deixem o mercado cuidar disso! Deixem o mercado cuidar daquilo!’ Você não se cansa de ficar repetindo essa fórmula simplista?”.
Assim terminava um e-mail que recebi de um leitor.
O professor de Harvard, Dani Rodrik, muito querido nos círculos protecionistas, vai na mesma linha. Em seu livro Economics Rules, ele escreve: “A abordagem do hamster para um problema é previsível: a solução está sempre no livre mercado. […] Já as raposas, em algumas ocasiões, recomendam mais mercados e, em outras, mais governo.” De acordo com Rodrik, é melhor ser uma raposa do que um hamster.
Esse argumento, à primeira vista, parece ser o ápice da sensatez. Reformulado, ele está dizendo que:
É dogmático e perigoso supor que uma solução ou uma abordagem é a resposta para absolutamente todos os problemas. Há problemas que só podem ser solucionados com chaves de fenda; outros, só com martelos. Somente um tolo insistiria em usar uma chave de fenda em vez de um martelo para pregar um prego; ou usar um martelo para atarraxar um parafuso. Já o indivíduo sábio, não-ideológico, iluminado, sensato, de cabeça aberta, e cientificamente atento sabe que, em algumas situações deve usar uma chave de fenda e, em outras, um martelo. O que poderia ser mais sensato do que isso?
O erro dessa formulação é fácil de ser apontado: o mercado — ou seja, a livre, espontânea e voluntária interação entre as pessoas — não é apenas uma ferramenta; o mercado são várias ferramentas.
O mercado é um kit de ferramentas que contém muito mais ferramentas do que as que os burocratas do governo possuem.
Ao passo que o governo possui apenas algumas poucas ferramentas — majoritariamente martelos (algumas marretas), serrotes e braçadeiras –, o mercado está repleto de várias e incontáveis ferramentas. E suas ferramentas são muito mais diversas, variadas, especializadas e criativas do que aquelas contidas naquele simples e limitado conjunto do governo.
Dizer “deixe o mercado cuidar disso” é apenas uma maneira sucinta de dizer “deixem que qualquer indivíduo (ou grupo de indivíduos) que se mostre mais disposto, mais capacitado, mais experiente, mais sagaz, mais versado e mais bem equipado tenha a liberdade para tentar lidar com cada problema específico”.
E dizer “deixe que o mercado sempre cuide disso” não significa — contrariamente ao que Rodrik sugere — propor uma solução única e simplista para todos os problemas. Significa, ao contrário, propor que o campo seja mantido aberto para que todas as soluções exequíveis possam ser tentadas.
Dizer “deixe que o mercado sempre cuide disso” é alertar para o fato de que utilizar o governo para tentar corrigir um problema é uma atitude que sempre irá impedir que outras várias soluções criativas e experimentações inovadoras sejam tentadas.
Em suma, a escolha não é entre apenas duas soluções possíveis: o mercado ou o governo. Ao contrário, a escolha é entre um conjunto gigantescamente amplo e variado de soluções possíveis (o mercado, com seus vários mestres de obras e carpinteiros altamente especializados e detalhistas) ou entre um ínfimo conjunto que apresenta apenas uma solução (o governo, com seus burocratas que manejam martelos, serrotes e braçadeiras).
E, ao contrário de empreendedores correndo riscos no mercado, não seria muito sensato presumir que esses burocratas com martelos, serrotes e braçadeiras possuam conhecimentos profundos sobre qualquer um dos problemas que eles sejam convocados a “consertar”.
Consistência não é simplicidade
Sim, devo admitir que minha solução proposta para vários problemas relacionados a políticas públicas é dizer “deixe o mercado cuidar disso”. Mas essa resposta aparentemente simplista não é nem ingênua e nem preguiçosa. Ela é realista.
Ela reflete meu entendimento de que qualquer problema que você imaginar — reconstruir uma terra arrasada por um terremoto, fornecer educação e saúde de excelente qualidade para crianças e adultos, reduzir congestionamentos em ruas e estradas, fornecer uma moeda de qualidade, construir pontes e estradas, fornecer água tratada e encanada — será mais bem resolvido, com muito mais eficiência, presteza e baixo custo, por indivíduos atuando livremente na arena das trocas voluntárias e pacíficas (mercado) do que por burocratas do governo.
Dizer “deixe o mercado cuidar disso” é o oposto de dar uma resposta simplista: essa frase sintetiza a mais completa rejeição a uma solução única para tudo fornecida por burocratas com um poder centralizado. Significa endossar um arranjo incomensuravelmente complexo para lidar com o problema em mãos.
Recomendar o mercado (a livre interação entre pessoas) em lugar do governo (a intervenção de burocratas) significa a humildade de reconhecer que ninguém possui informação e conhecimento suficientes para determinar, ou mesmo para prever, quais métodos específicos são os melhores para lidar com o problema.
Recomendar o mercado, com efeito, significa recomendar que se permita que milhões de pessoas criativas, cada uma com perspectivas distintas e com seus próprios conhecimentos e percepções, voluntariamente contribuam com suas próprias idéias e esforços para lidar com o problema.
Recomendar o mercado é recomendar não uma solução única e simplista, mas sim um processo descentralizado que gera vários experimentos concorrenciais, os quais então levam à descoberta das soluções que funcionam melhor sob aquelas circunstâncias.
Recomendar o mercado é entender a genialidade daquela importante constatação de James Buchanan, que disse que “a ordem é definida durante o processo de seu surgimento”.
Esse processo é flexível e estimula a criatividade. Ele também nega a qualquer um o poder de impor unilateralmente sua própria visão sobre todos.
Em suma, aconselhar que “deixem o mercado cuidar disso” é uma maneira abreviada de dizer que “eu não tenho um plano simplista para lidar com esse problema; com efeito, rejeito todos os planos simplistas. Somente uma instituição competitiva e descentralizada, e que recebe contínuas informações de todos os indivíduos que dela participam (ou seja, o mercado), pode ser confiável o bastante para descobrir e implantar uma solução suficientemente detalhada para lidar com o problema em questão”.
Dito tudo isso, vale ressaltar que os mercados só funcionam otimamente sob um arranjo em que a propriedade privada esteja protegida, os contratos firmados sejam respeitados, a cultura empreendedora seja forte, e o meio de troca utilizado (o dinheiro) não seja achincalhado. Se tais instituições estiverem ausentes, dificilmente haverá um mercado para lidar com qualquer problema.
Mas se essas instituições estiverem presentes, então os mercados irão se revelar espantosamente criativos e confiáveis. Recorrer ao mercado para lidar com problemas representa, portanto, o caminho mais sábio.
Conclusão
Infelizmente, no entanto, a tolice frequentemente triunfa sobre a sabedoria. As pessoas frequentemente pressupõem que grandes problemas sociais só podem ser resolvidos por um grupo específico e pré-determinado de pessoas, as quais magicamente possuiriam a chave para a solução.
Embora declarar que “deixem o governo cuidar disso” possa parecer uma solução, tal atitude é meramente um sinal de uma fé simplista e sem qualquer fundamento: uma fé de que as pessoas investidas de poder não irão abusar deste poder; de que burocratas nomeados por políticos possuem respostas melhores do que milhões de indivíduos interagindo voluntariamente em busca de soluções próprias, colocando seus próprios recursos e sua própria reputação em jogo; de que apenas aquelas “soluções” escritas em estatutos e regulamentações, e implantadas por burocratas assalariados, representam soluções verdadeiras e factíveis.
Portanto, sim, mostrem-me um problema e eu provavelmente responderei que “deixem o mercado cuidar disso”. E irei responder dessa maneira porque não apenas sei que meus parcos conhecimentos e esforços jamais estarão à altura do desafio de solucionar problemas complexos, como também sei que nenhum político ou burocrata entre nós tem o poder de saber a melhor solução para todo e qualquer problema social.
Soluções para problemas sociais complexos requerem o maior número possível de mentes criativas interagindo voluntariamente entre si — e isso é exatamente o que o mercado entrega.
*Este artigo foi originalmente publicado em 20 de março de 2022.
_____________________________________________
Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.
Mais um excelente e objetivo artigo !
Além de tudo do que foi explícito, vale ressaltar o clamor contínuo do “homem” pela exacerbada intervenção estatal em prol da “justiça social” ( que Hayek demonstrou jamais existir) em detrimento do livre mercado. Tudo isso em virtude da ignorância econômica.
Pobre Brasil, em particular !
Eu conheço pelo menos umas 10 pessoas que desesperadamente deveriam ler isso. Mas não o farão, pois contradiz tudo aquilo que elas já determinaram “ser a verdade inquestionável”.
As pessoas preferem acreditar que um grupo reduzido de indivíduos (estado) será capaz de resolver um problema que eles desconhecem totalmente em vez de acreditar que várias indivíduos levados pelo interesse próprio (mercado) poderão fazer isso muito melhor.
“Ao passo que o governo possui apenas algumas poucas ferramentas — majoritariamente martelos (algumas marretas), serrotes e braçadeiras”
E fuzis, algemas e penitenciárias para aqueles que se recusarem a lhe pagar o arrego (i.e. impostos)
Ok, o sr Mercado é o melhor planejador econômico descentralizado que existe, não há dúvida. A inteligência econômica encontra-se dispersa na população. Entretanto, existem situações em que o mercado falha. Nas guerras e conflagrações as leis de mercado simplesmente não são postas em prática, ou não funcionam a contento, devido a conflitos de interesse. Quando o valor econômico não pode ser medido, o mercado não existe, por exemplo em situações onde as transações não resultam em ganhos para ambas as partes. Exemplo disso são as ações de ajuda humanitária. Portanto, uma pequena dose de estado sempre será necessária.
E a assistência aos desamparados? Todo país tem lá o seu percentual de órfãos, oligofrênicos, deficientes etc; Tem gente que por um motivo ou outro cai em momentos muito difíceis. Se não tiver um sistema compulsório para ‘arrancar’ uma parte parcela TOLERÁVEL da prosperidade (via impostos) e dar esse amparo, não vai ser a caridade privada que vai resolver isso. Ora, não se tolera que parte dos impostos seja destinada à segurança (interna e externa) e às atividades jurisdicionais e diplomáticas? Por que não destinar um parte, repito, TOLERÁVEL das riquezas de um país para assegurar que, na pior das hipóteses ninguém fique desamparado? Se a grana der, e a sociedade topar, qual o problema? Não acredito que a caridade privada resolva esse tipo de problema. Exige planejamento e constância. Quando a situação aperta a primeira coisa que se corta e a caridade a terceiros. Claro que quanto maior o aparato burocrático para lidar com esses programas, mais manipulação política vai ser ter. A solução é vigilância.
O problema é que, normalmente quando falam em "mercado", as pessoas imediatamente pensam em "mercado financeiro e corretores da bolsa". E só. Nunca falha. A mídia é a principal responsável pela disseminação desse mito.
É sempre necessário ressaltar e enfatizar que quem “trabalha no mercado” — aliás, quem é o mercado — somos nós. Você, eu e todos os cidadãos. Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, o que deve ser produzido, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência, quem vai prosperar e quem vai falir. E é respondendo às nossas demandas que padarias, restaurantes, lojas de roupa e de eletroeletrônicos (pessoas que “trabalham no mercado”) produzem.
Isso é o mercado: uma matriz na qual os indivíduos praticam trocas livres e voluntárias. No livre mercado, as decisões relativas a (1) o que produzir, (2) em quais quantidades, (3) utilizando quais métodos e (4) em quais locais, são tomadas visando satisfazer às mais urgentes demandas dos consumidores.
Aliás, se houver algum arranjo mais eficaz e mais ético do que esse, estou muito interessado em saber dessa revolucionária descoberta.
Quem pode atrapalhar esse processo, protegendo e socorrendo ineficientes e destruindo os eficientes, são os políticos e suas regulamentações. Exatamente quem as pessoas querem elevar ao status de santos solucionadores de problemas.
O mercado tem falhas e o estado é a solução para elas. Me refiro a estado mínimo, por óbvio. Fornecimento de serviços públicos onde é quase impossível a concorrência é um exemplo irrefutável. Não dá para ter mais que um fornecedor de água, esgoto e energia elétrica, por exemplo. Não dá para fazer 2 BR 116, uma concorrendo com a outra. Os liberais anárquicos se perdem tentando resolver esses problemas, mas não apresentam exemplos concretos.
Duvido que o livre mercado cobre impostos melhor do que o estado.
Pessoal, parece que vai sair uma legislação sobre agrotóxicos que, pelo que ouvi, vai flexibilizar para adquirir novos agrotóxicos. O Mises Brasil pretende fazer um artigo sobre, falando sobre as consequências da regulação sobre agrotóxicos, além de expor a hipocrisia da esquerda e dos ambientalistas? Acho que seria muito interessante algum autor que seja da área escrever sobre, e publicar aqui.
Off
Gostaria que o Leandro ou alguém inteligente me tire uma dúvida.
Eu li o “O que o governo fez com o nosso dinheiro” e lá diz que um dinheiro antes de se tornar meio de troca, ele era uma mercadoria. Fica assim um dinheiro-mercadoria, por exemplo, o ouro, que era usado para ornamentos.
O Bitcoin se enquadra nessa definição? Porque não sei qual seria o uso de mercado do Bitcoin antes de se tornar um meio de troca.
Por que o IMB nunca aponta falhas do mercado e sempre do Estado? O primeiro seria perfeito?
Kkkkkkk vcs lembram do que o Petkovic dizia antes? Parece que ele mudou de ideia
brasil.elpais.com/brasil/2018/06/27/deportes/1530053462_136459.amp.html
Vamos a três exemplos recentes de “deixe o mercado cuidar disso”: Tragedia da Samarco em Mariana, onde a empresa usou a barragem de rejeitos acima da capacidade visando o lucro,Tragedia da Chapecoense onde o empresário da Lamia resolveu não abastecer o avião para lucrar mais,Locaute nos transportes do Brasil porque o mercado internacional estava definindo os preços dos combustíveis. São milhoes de exemplos de caos quando o estado se omite e deixa o mercado livre.
Se um estado grande faz tão mal(segundo os “experts” em economia do IMB),me explica então a Noruega e a Suécia.
É importante sempre lembrar que tanto “governo” quanto “mercado” são abstrações: no mundo concreto, o que existe de fato são indivíduos.
Qual grupo tem proporcionalmente maior capacidade de processamento eficiente de informações: (1) um pequeno grupo de políticos e burocratas tentando administrar toda a macroeconomia há milhares de quilômetros de distância ou (2) milhões de indivíduos administrando as microeconomias de seus respectivos nichos?
* * *
Políticas para combater o Coronavírus
É tempo propício para o país rever sua condição ideológica e até mesmo combater as causas do coronavírus. O Instituto Capital Imoral de Assuntos Sociais, pensando nisso, preparou uma série de políticas que precisam ser adotadas para combater a pandemia de coronavírus.
1. Derrubar o governo
A presidência e toda estrutura de poder precisa voltar às mãos do povo. Nesse sentido é importante que o PT e os líderes sindicais voltem ao poder. Sim, o imposto sindical ajuda na cura do coronavírus. Derrubar o governo Bolsonaro é o mesmo que acabar com o vírus da indiferença capitalista. As pessoas estão morrendo por causa do livre mercado. Não é possível, nesse momento de crise, vivermos em um regime exclusivista, como é o regime capitalista. O país não pode continuar nas mãos de banqueiros, liberais e comerciantes. O poder não pode conduzido sob uma ideologia assassina. Vocês não entendem que o capitalismo é uma máquina de moer carne humana? O Brasil só voltará a ter políticas sociais, e a cura do coronavírus, de graça, quando a esquerda voltar ao poder. Derrubar o Governo Bolsonaro é uma política de saúde pública.
2. Congelamento de preços
A política econômica mais urgente para o país é o congelamento imediato de preços. Todos produtos e serviços não podem ter aumento de preço. O ideal é que haja uma certa gratuidade e fraternidade na oferta de produtos. Consumir é um direito próprio da existência em momentos de crise, portanto, devemos oferecer de graça e sorrindo. A lei precisa garantir esse direito quando a pessoa egoísta não quer colaborar. Portanto, a crise exige, como política pública, o total congelamento de preços e até mesmo gratuidade de produtos e serviços. A ideia é congelar os preços e prender quem tentar aumentá-los. Vamos deixar os capitalistas morrerem desesperados.
3. Ouvir especialistas
Os brasileiros devem ser profundamente obedientes ao que diz a comunidade científica. É importante ressaltar que o especialista, representante de deus na terra, precisa ser escolhido a dedo e carregar "o espírito comum" da comunidade científica, que sempre será igual ao da comunidade política. Nada de cientista obscuro, idealista, que vá contra a narrativa internacional. Ciência e política devem ser uma unidade. Para se ter ideia do quão verdadeira é essa relação, peguemos o exemplo de Tedros Adhanom, atual presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS). Você sabia que o homem que coordena toda saúde do mundo não é médico? Ora, o cara fez um cursinho de ciências sociais com doutorado em marxismo, mais algum network, e está pronto para ditar se as pessoas devem ou não sair de casa. Viu, trouxa, ficou anos em casa estudando matemática enquanto o marxista passou na sua frente. Esse tipo de realidade precisa virar lei! O humanismo é a nova ciência.
4. Intervenção chinesa
O Partido Comunista Chinês deverá assumir o poder de todas instituições no Brasil. O país será uma extensão da Nova Ordem Mundial Chinesa. Isso irá ocorrer após o grande salto para frente, que irá derrubar o governo Bolsonaro. O expurgo será a principal característica desse salto cultural. Devemos prender todos opositores num grande estádio de futebol e deixar que o vírus termine o trabalho. A circulação de qualquer ideia liberal, conservadora ou religiosa deverá ser criminalizada, com pena de morte para quem desobedecer. A imprensa deverá ser estatizada e trabalhará em união com o Regime Chinês – como ocorre agora. A intervenção chinesa irá trazer ordem e progresso. Você não queria uma casa, carro, emprego estável e uma mulher para fazer sexo nos fins de semana? Pois bem, você terá tudo isso, apenas pedimos a sua consciência. O governo mundial da China irá nos oferecer a cura do coronavírus e muitas outras coisas. Você só precisa ser obediente ao livrinho vermelho.
5. Distribuir maconha
Muitos brasileiros estão sofrendo com a quarentena imposta pelo conservadorismo, ficar trancado em casa e não ter acesso a erva da paz é algo realmente assustador. A ansiedade é um problema seríssimo em nossa sociedade. A falta de acesso à maconha se tornou uma questão de saúde pública. Neste momento de crise é crucial que a maconha seja distribuída de graça junto com álcool em gel e máscara. Tenho certeza que essa política irá ajudar na cura do coronavírus. É impossível pensar direito sem um bom baseado.
Conclusão
Neste momento a humanidade encontrou um ponto de inflexão, ou seja, encontrou um motivo para inverter a ordem das coisas. Com base nisso, somente políticas de igual intensidade podem atender as demandas deste momento. O capitalismo criou este vírus, somente o comunismo chinês poderá curá-lo. Este é o momento do Brasil lutar pelo paraiso Chines.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
O mercado sim é a verdadeira democracia.
Galerinha, me bateu aqui uma dúvida um tanto insana (ou não, sei lá), acredito que muitos aqui conheçam o Linux, que é desenvolvido e mantido de forma altamente descentralizada por comunidades de desenvolvedores mundo afora que sobrevivem geralmente de doações e patrocínios (pelo menos uma boa parte das distros são assim).
Minha dúvida é: Seria possível aplicar uma lógica semelhante em outras áreas, digamos, projetos de engenharia, ou desenvolvimento de novos materiais ou até mesmo remédios pra peste chinesa, sendo feitos por comunidades independentes, mesmo que formalmente remuneradas? Se sim, será que tais comunidades conseguiriam competir ativamente com as grandes corporações e “guildas de ofício” de hoje em dia, assim como o Linux consegue desbancar o Windows nos servidores e supercomputadores por exemplo?
Obrigado!
Inicialmente quero aqui argumentar que não sou a favor e nem contra um sistema público de saúde. Ainda não tenho uma opinião formada, embora eu tenha precisado e sido atendido por um hospital conveniado com SUS que me fez uma cirurgia urgente, sem precisar ter pago nada, além do imposto para sustentá-lo.
.
Mas o que vocês acham do início do caos que está vivendo os EUA, onde não há sistema universal de saúde, e que milhões de desempregados estão surgindo a cada semana sem plano de saúde?
.
Digo início do caos porque a crise é provocada justamente por um vírus que está tendo uma taxa de infecção exponencial, provocando milhares de mortes por dia.
.
Qual seria a solução?
epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2017/09/como-australia-quebrou-o-recorde-de-crescimento-economico-e-esta-ha-26-anos-sem-recessao.html?fbclid=IwAR2eWgo2JTbJ__27Q29_P4eqhUoKfpBoPbfj0CWM8UMgknq6i9rSDGzXabY
Um dos mais livres do globo. Crescendo como nunca.
Olhem que maravilha, vai dar tudo certo na Argentina, não teremos desemprego, viva o Estado! [é ironia, acho que nem precisava dizer]
oglobo.globo.com/economia/coronavirus-governo-da-argentina-proibe-demissoes-suspensao-de-trabalhadores-por-60-dias-1-24344157?utm_source=Whatsapp&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar
Que beleza. O governador socialista de Nova York começou a confiscar os respiradores no Estado.
Se no pais referencia do capitalismo chegou a esse ponto, imagina em terras tupiniquins?
Sobre Bolsonaro e a sua entrevista:
Fez muita palhaçada? Fez. Perdeu grandes oportunidades? Perdeu. É um boçal? Digamos que sim. Mas o cara está sendo sensato. Na posição dele, e com as circunstâncias de hoje, não precisaria ficar se preocupando com desemprego e um aumento brutal da dívida pública. Era só aderir ao establishment, ao politicamente correto e deixar rolar… Só lavar as mãos e tirar o dele da reta.
O cara tem culhão. Nem Trump bancou essa. Acho que é a última grande liderança mundial a não concordar totalmente com as medidas que estão sendo tomadas. Estou com ele nessa. Não vou deixar o cara sozinho.
A meu ver, o empresário brasileiro é péssimo empreendedor. Trata os clientes com uma mentalidade de burocrata. Some-se a isso toda a barreira burocrática estatal contra o empreendimento e isso nos prende na periferia do capitalismo.
A minha esperança é esse pessoal novo das startups, que possuem outra mentalidade, mais liberal.
Iniciativa privada acima de tudo!
Por mim devia ser preso com prisão perpétua ou pena de morte todos aqueles que participaram de ditaduras, seja como ditador ou como membros de primeiro escalão (ministros etc). Pra completar todos os seus descendentes deveriam ter seus patrimônios inteiramente confiscados, uma vez que o dinheiro ROUBADO DO POVO foi que os enriqueceu.
Chega de burocrata atrapalhando a vida dos empreendedores e trabalhadores honestos
Que alegria ler um artigo desses! Quem dera tivesse descoberto o Libertarianismo/Anarcocapitalismo com meus 13 anos (tenho 32). Agradeço à toda equipe do site. MAGNÍFICO!
Agora que a crise econômica está vindo, estão dizendo que oma possível "falha" diria respeito à alegada incapacidade do mercado, se deixado solto, de impedir movimentos cíclicos recessivos.
Numa economia sem bancos centrais e sem monopólio do estado na moeda, ocorreriam os movimentos cíclicos de expansão e recessão?
Uma dúvida:
Essa queda no preço do petróleo não é benéfica para a economia brasileira? Por que ocorre tanto alarde e pânico com essa queda? Entendo que as petrolíferas (seus funcionários e fornecedores e empregos indiretos) podem ser afetados.
Mas para o restante da população é benéfico, com a diminuição dos custos de produção das empresas e um menor peso do gasto com combustível na renda das famílias, correto?
O Coronavírus demonstrou como uma Economia regida, exclusivamente pela predominância dos interesses do mercado, sucumbe aos interesses coletivos, os quais o Estado tem por dever assegurar a existência e proteção.
Sendo um novato em EA, vejam se estou raciocinando corretamente:
Supondo um cenário absurdo, em toda a população brasileira tivesse uma grande e repentina mudança cultural passando a serem frugais e poupadores: o que ocorreria?
O efeito aparentemente “ruim” seria uma queda momentânea no consumo que afetaria diversos setores no curto prazo, correto?
Por outro lado (se o governo não aumentasse seus gastos e déficits), essa maior poupança disponível geraria uma queda nas taxas de juros que estimularia os investimentos em bens de capital e na criação/ampliação dos negócios no geral, ok?
Mais bens de capital proporcionariam maior disponibilidade de bens e serviços para a população, aumentando o padrão de vida, correto?
O efeito benéfico de se ter uma população poupadora é esse?
Qual é a opinião de vocês quanto uma redução da
jornada de trabalho, para garantir dois turnos de serviço e aumentar o número de empregados, isso no pós-crise, é claro?
Ou qual seria outra alternativa se tiver?
O que é Estado e o que é mercado?
Sempre existirão pessoas hipossuficientes no mundo; pessoas incapazes de satisfazerem suas próprias necessidades. Este é o grande problema. Como seres humanos, não podemos simplesmente deixá-las às moscas. A pergunta de um milhão de dólares é: Como lhes garantir o devido amparo de modo a dar-lhes o mínimo de dignidade? O simples voluntarismo apresenta um problema básico: a inconstância. Hoje há comida doada; amanhã não. No entanto, há fome todo dia…
Jerome Powell usou um pouco do gogó, falando da possibilidade de um aumento mais rápido nos juros, e o DXY voltou a subir, assim como os juros longos (hoje chegaram a 2,3 %, bastante alto).
Real segue em valorização.
Roberto Campos Neto é o Paul Volcker do Brasil. Agora está mais parecido ao seu avô.
Pessoas, li por aí (leia-se nas redes sociais) que a atual disparada no preço das commodities, principalmente o petróleo, vai beneficiar o Brasil no médio prazo, o que vai ser ótimo pro Molusco de nove tentáculos caso ele se eleja final do ano, já que a economia melhorando e migalhas sobrando pra dar pros pobres é basicamente o que aconteceu no primeiro mandato dele. Mas vejam se meu raciocínio está correto.
Petróleo caro pode de fato ser muito bom pra Petrobrás, mas o resto da economia só apanha, ainda mais num país totalmente dependente de transporte rodoviário como o Brasil, e gasolina e comida caras é algo que o faz o Bananense médio criar nojo de político.
E quanto à guerra, vocês acham que ainda dura muito tempo? Cada vez mais surgem evidências do fracasso miserável desta “operação”, os Russos esperavem entrar na Ucrânia, ser recebidos com flores, depor o Zelensky, colocar algum fantoche na presidência e chegar em casa à tempo pro jantar, e isso conseguiu a proeza de dar mais errado do que a política das “campeãs nacionais” do PT. Agora os soldados do Putin estão tendo enorme dificuldade de avançar e baixas absurdas, tudo isso enquanto a economia Russia derrete ao vivaço. Não me parece que eles tem condições de manter isso por muito mais tempo. Quando essa guerra acabar e a Rússia for obrigada a promover um saldão de seu petróleo e gás no desespero pra conseguir dólares tais commodities devem baratear, certo?
Meu raciocínio faz sentido?
“Governo zera imposto de importação de etanol e de seis alimentos”
Olha aí que notícia boa, uma pena é que vai durar só até o fim do ano, dado o fato de que o governo tem pavor dos mercantilistas.
Aqui são as alíquotas anteriores às tarifas zeradas.
O mercado não cuida de nada. O mercado é uma instituição de trapaça e exploração; sempre se trata de duas pessoas negociando para tentar tirar da outra mais do que vai dar. O lucro é o resultado dessa trapaça; se quem “vende” ou “compra” for “sincero”, não existe lucro.
Eis que saiu a reforma tributária.
Esperemos um artigo no site a analisando sobre o aumento de alguns impostos e a extinção de outros, se ela foi pró mercado e oferta ou foi pró negócios e corporativismo.
O texto favorece o nano empreendedor. Menos cobrança pra quem fatura até 40 mil.
Extingue o ipi
Reforma tibutaria aprovada
https://www.conjur.com.br/2024-jul-11/conheca-os-principais-pontos-da-regulamentacao-da-reforma-tributaria/