Nota
do editor: o artigo a
seguir foi originalmente publicado no dia 7 de junho de 2018. À época, havia dados disponíveis até o mês de abril. Agora, já há dados até o mês de julho. Sendo assim, alterações nos valores calculados foram feitas para torná-lo mais atualizado. Adicionalmente, este artigo é uma atualização deste
outro artigo. O leitor está convidado a comparar os valores e decidir quão
corretas foram as previsões feitas.
No dia 6 de junho de 2018, ainda na esteira da greve dos caminhoneiros,
o dólar fechou o dia valendo
R$ 3,84. Foi o maior valor da moeda americana desde 2 de março de 2016
(quando valia R$ 3,89).
Na manhã de 7 de junho, o dólar chegou a R$
3,91.
Hoje, dia 22 de agosto, a moeda americana abriu o
dia valendo R$
4,08.
Para se ter uma ideia, ainda no início de março, a
moeda americana estava cotada a R$
3,21.
Isso significa que, em três meses (março a junho), a
moeda americana encareceu 21,80%. E, em cinco meses (março a agosto), o
encarecimento é de 27%.
Os temores de que haja uma desvalorização cambial ao
estilo da ocorrida em 2015, quando, após a reeleição de Dilma, o dólar saltou
de R$ 2,20 para R$ 4,24, são reais (e, com efeito, já estão acontecendo).
Gráfico
1: evolução da taxa de câmbio (reais por dólar) de janeiro de 2014 até hoje
(07/06/2018)
Já há medalhões do mercado financeiro — como Rogério
Xavier, da SPX Capital — prevendo dólar a R$ 5,30, e dizendo que, no atual
valor, o dólar “está de graça”.
Com efeito, há reputados analistas internacionais
dizendo que, após Turquia e Argentina, o Brasil
pode ser o próximo na crise cambial dos emergentes.
É fato que, em todos os anos eleitorais, é comum
haver turbulências cambiais. O ano de 2002 representa
o exemplo mais claro disso. Mas os ingredientes atuais são mais explosivos:
o governo federal está em uma pavorosa situação fiscal.
Eis a encrenca: o déficit nominal acumulado em 12
meses está em R$ 500
bilhões, o que significa que o governo tem de tomar emprestado R$ 500
bilhões por ano para fechar suas contas. Tal valor equivale a 7,5% do PIB. A título
de comparação, o déficit americano é de 3,5%
do PIB. O do Reino Unido é de 2,3% do
PIB. O dos países da zona do euro é de 0,9% do PIB.
Até mesmo o Japão, conhecido por seu governo perdulário, tem um déficit menor
que o do governo brasileiro: 4,5% do PIB.
E daí? E daí que, com déficits tão altos, e sem
conseguir cortar gastos, os investidores estrangeiros começam a duvidar da
capacidade do governo brasileiro de honrar suas dívidas.
Uma coisa é você emprestar para governos
deficitários de países ricos, como EUA e Japão, que não têm histórico de calote
e cuja população, por ser produtiva, pode criar riqueza para ser tributada.
Outra coisa é você emprestar para governos deficitários de países pobres ou em
desenvolvimento, que têm histórico de calote e de desvalorizações cambiais (o
que afeta os ganhos dos investidores estrangeiros quando convertem reais em
dólares), e cuja população, não sendo tão produtiva quanto a dos países ricos (a
produtividade do brasileiro é um quarto da do americano), não consegue
criar mais riqueza para ser tributada.
Dado que a crise política não permitiu que nenhuma
reforma (como a da previdência) fosse feita; considerando que os funcionários
públicos não abrem mão de mordomias e seguem
tendo aumentos salariais; e relembrando que a greve dos caminhoneiros
resultou em novos
rombos orçamentários, não é de se estranhar a inquietação dos investidores.
Não há nenhum sinal de controle de gastos no governo.
Para piorar, as eleições deste ano estão totalmente imprevisíveis,
havendo chances reais de uma esquerda
mais radicalizada chegar ao poder em 2019.
Nesse cenário, manter dólares no Brasil se torna
muito arriscado. Tudo indica que, por ora, os investidores estrangeiros estão saindo
do Brasil em revoada, trocando reais por dólares, o que está pressionando pontualmente
a taxa de câmbio.
No entanto, ainda assim há uma pergunta: o atual
valor do câmbio está realmente “de graça”? Dadas as atuais condições da
economia, qual seria o seu “valor correto”?
Sim, é possível responder a isso.
O que define o câmbio
Como Ludwig von Mises demonstrou ainda em 1912, em
sua obra The
Theory of Money and Credit, o determinante fundamental da taxa de
câmbio entre duas moedas é o poder de compra relativo de cada
uma delas.
Colocando de outra forma, o que determina a taxa de
câmbio entre duas moedas independentes é a paridade do poder de compra
entre elas. O equilíbrio de longo prazo — ou a taxa de câmbio
“final” entre duas moedas — sempre será exatamente igual à razão
entre o poder de compra das duas moedas.
Por exemplo, se o preço de um mesmo produto é de US$
500 nos EUA e de R$ 1.000 no Brasil, então a taxa de câmbio entre as duas
moedas teria de ser de 2 reais por dólar. A essa taxa, um brasileiro vai
pagar o mesmo valor por esse produto, seja ele comprado aqui no Brasil ou nos
EUA.
No entanto, se o câmbio não estiver em R$ 2 por
dólar, então o equilíbrio ainda não foi atingido, o que significa que há
oportunidades de lucro para um especulador por meio de um processo chamado de
“arbitragem”.
Funciona assim: suponha que um mesmo bem A esteja
custando R$ 2 no Brasil e US$ 1 nos EUA (já considerando impostos). Nesse caso,
a julgar pelos preços de A, nota-se que o poder de compra do real é menor que o
do dólar. No entanto, suponha também que a taxa de câmbio vigente esteja
em R$ 1 = US$ 1. Pela taxa de câmbio, o poder de compra de ambas as
moedas é igual.
Logo, comparando-se os preços com a taxa de câmbio,
vemos que o real está sobrevalorizado e o dólar está subvalorizado. O real está
sobrevalorizado porque seu poder de compra, que é menor que o do dólar, está
igual ao do dólar quando se analisa a taxa de câmbio. Assim, claramente o
câmbio está errado.
Um especulador esperto irá vender A em troca de
reais (irá obter R$ 2) e, em seguida, irá trocar R$ 2 por US$ 2 (pois a taxa de
câmbio é de 1:1). Ato contínuo, irá recomprar esse bem por US$ 1, que é o
seu preço de mercado, embolsando o dólar extra.
Essa contínua troca de reais por dólares encarecerá
o dólar em relação ao real, finalmente levando a taxa de câmbio para seu valor
correto, de R$ 2 por dólar.
Ou seja, essas operações — as
“arbitragens” — fazem com que a taxa de câmbio e a razão do poder de
compra entre as duas moedas sejam levadas à sua relação correta.
Portanto, e falando mais popularmente, o valor da
taxa de câmbio de longo prazo entre duas moedas será
determinado pelo poder de compra de cada uma delas — ou, sendo mais realista,
será determinado pela perda do poder de compra de cada uma delas, ou seja, pela
inflação de preços ocorrida nos dois países.
Se duas moedas começaram com uma taxa de câmbio de 1
para 1, mas uma moeda apresentou uma inflação de preços de 100% (com os preços
indo de 100 para 200) e a outra apresentou uma inflação de preços de 60% (com
os preços indo de 100 para 160), então a nova taxa de câmbio será de
aproximadamente 1,25.
Logo, para se estimar a “taxa de câmbio
correta” entre duas moedas, o que você tem de fazer é analisar o histórico
da inflação de preços de ambas para ver qual foi a evolução da perda do poder
de compra de cada moeda.
Ato contínuo, você simplesmente divide o atual poder
de compra de uma pelo da outra.
Mas é de crucial importância ressaltar o seguinte
ponto: para se fazer essa análise da evolução da taxa de câmbio e do poder de
compra de uma moeda, não é correto pegar um período de tempo
aleatório, calcular a inflação de preços ocorrida apenas durante este período,
e então fazer elucubrações sobre qual seria a taxa de câmbio correta.
A literatura sobre isso é bem clara: você não apenas
tem de pegar todo o histórico inflacionário de uma moeda, como
também tem de considerar a taxa de câmbio do dia do nascimento desta moeda.
E então, só então, poderá fazer alguma
projeção.
O
“valor correto” do câmbio
Dado que o real foi criado em julho de 1994 (a um
câmbio inicial de 1 para 1 em relação ao dólar), o certo é ver qual foi a sua
perda de poder de compra em relação ao dólar desde julho de 1994. Esta é a data
de partida. Nenhuma outra data serve.
Ao contrário do que fazem outros analistas, você
não pode pegar, por exemplo, janeiro
de 2003 (a um câmbio inicial de 3,55) ou mesmo janeiro de 2016 (a um câmbio
inicial de R$ 4,24) para então fazer sua análise. Não faz absolutamente nenhum
sentido começar uma série que envolve todo o histórico de perda do poder de compra
de uma moeda a partir de uma data aleatória. A data tem de ser a sua data de
nascimento.
Pois bem.
Quando o real foi lançado, no dia 1º de julho de
1994, 1 real valia
1 dólar. Portanto, já temos o “câmbio de nascimento”.
De julho de 1994 até julho de 2018 (última data para
a qual há dados), o
IPCA acumulado foi de 490,37%. Isso significa que
algo que custava R$ 100 em julho de 1994 custou em abril R$ 590,37.
Neste mesmo período, o CPI
(Consumer Price Index) americano acumulado foi de 69,82%. Isso
significa que algo que custava US$ 100 em julho de 1994 custou em abril US$
169,82.
Dado que a taxa de câmbio, como explicado, tem de
refletir o poder de compra relativo entre ambas as moedas, então a divisão de
um poder de compra pelo outro fornecerá uma estimativa razoável de qual deve
ser o “câmbio correto”.
Dividindo-se R$ 590,37 por US$ 169,82 temos um câmbio
de 3,47 reais por dólar.
Observe que este valor de mercado está hoje abaixo
do atual valor de R$ 4,08, o que indica que o real estaria desvalorizado em
relação ao dólar.
Entretanto, o IPCA não necessariamente é o
mensurador definitivo. Podemos também utilizar o IGP-M, que historicamente
acumula taxas maiores que o IPCA.
De julho de 1994 a julho de 2018 (última data para a
qual há dados), o
IGP-M acumulado foi de 655,52%, o que significa que algo
que custava R$ 100 em 1994 custou em abril R$ 755,52.
Dividindo-se R$ 755,52 por US$ 169,82 temos um câmbio
de 4,45 reais por dólar.
Esse valor mais extremo é bem mais alto que os 4,08
atuais, indicando que de fato ainda pode haver espaço para mais
desvalorizações. Por essa métrica, o real ainda estaria valorizado em
relação ao dólar.
Entretanto, vale ressaltar que, ao menos por
enquanto, não há nenhuma base para dizer que o valor correto do dólar é R$
5,30, com insinuou Rogério Xavier. Caso o dólar chegue rapidamente a esse valor
no período eleitoral, aí sim, por todas as métricas possíveis, podemos dizer com
certeza que o real estaria extremamente desvalorizado.
Portanto, temos que, pela teoria da paridade do poder de compra, o valor mínimo do
“câmbio correto” hoje seria de 3,47. E o máximo
seria de 4,45. Isso dá um valor médio de 3,96.
Consequentemente — e tendo-se em mente
exclusivamente o cenário atual (os valores aqui encontrados, por motivos
óbvios, não se aplicarão daqui a um ano) –, se o dólar cair para menos de R$
3,47, o real estará sobrevalorizado, o que ajudará bastante no combate à
inflação de preços (com efeito, foi isso o que foi previsto em artigo semelhante
publicado em maio de 2016, e foi exatamente o que de fato ocorreu até o
final de 2017: o câmbio caiu para baixo do “valor mínimo” e ajudou enormemente
a segurar o IPCA).
Caso o dólar fique acima de R$ 3,96, isso tenderá a
estimular a inflação de preços. Caso fique acima de R$ 4,45, tem-se
carestia forte. E caso chegue aos R$ 5,30 de Rogério Xavier,
estaremos flertando
com a Argentina.
Conclusão
Por acaso estaria eu dizendo que um destes três é o
valor corretíssimo e acurado para o câmbio? Claro que não. Mas o que
posso dizer, e sem sombra de dúvidas, é que o valor “correto” do câmbio,
ao menos considerando o atual arranjo da economia, está entre esses valores. Por enquanto, ainda está longe de R$ 5,30.
Isso, entretanto, não significa que o dólar não
possa de fato chegar a R$ 5,30. É sim possível que turbulências políticas, bem
como a eleição de um populista, o levem a esse valor. No entanto, caso isso
aconteça, vale ressaltar que o real estará bastante subvalorizado, pois seu poder de compra é maior do que esse valor
indica. Caso chegue a esse valor, especuladores poderão ganhar muito dinheiro
fazendo arbitragem.
Um exemplo de subvalorização do real aconteceu em 2003.
O real começou o ano extremamente desvalorizado por causa da eleição de Lula. Sua
eleição levou a uma grande
fuga de capitais. Porém, tão logo sua equipe econômica ortodoxa
pôs em prática seu plano de governo (superávit primário acima de 4% e SELIC a
26,50%), o real rapidamente
se valorizou e voltou ao seu “valor correto” (daquela época).
Este assunto é de crucial importância porque
defender a desvalorização da moeda é uma política que, infelizmente, nunca
morre. E aqui não estou me referindo a Rogério Xavier, que não defende isso, mas sim à equipe
econômica de alguns candidatos à presidência.
Desvalorizar o câmbio é uma política vista como a
solução mágica para todas as agruras econômicas. É vista como estimuladora
de exportações, como a solução para a baixa competitividade de nossas empresas
e indústrias, e como a salvadora da balança comercial.
No entanto, tudo o que ela realmente consegue
alcançar é destruir a renda da população (principalmente dos mais pobres),
elevar o custo de vida, elevar os custos de produção das empresas e das
indústrias, e enfraquecer toda a economia. (Veja todos os detalhes teóricos e
empíricos aqui).
Por tudo isso, sempre que algum economista disser
que sabe o valor correto do câmbio de equilíbrio, faça esse cálculo e veja quão
realmente honesto ele está sendo. Não lhe conceda um passe-livre. Não
permita que ele defenda livremente a destruição do poder de compra do seu
salário, da sua renda, da sua poupança.
Em qualquer civilização, o poder de compra da moeda deveria
ser inegociável.
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Leia
também:
Os três tipos de regimes
cambiais existentes – e qual seria o mais adequado para o Brasil
Uma radiografia da destruição do real – ou: não há economia forte com uma moeda doente
Três consequências da desvalorização da moeda – que muitos economistas se recusam a aceitar

O que sempre me diverte, ou assusta, é ver gente dizendo que o que determina câmbio é a balança comercial…
Leandro, Tenho um caso que nao consigo entender, mas com a moeda venezuelana, o Bolivar. Gastei no cartão de crédito o equivalente a BS 3.360.850,00 que pela transformação do banco SANTANDER/mASTERCARD ficou em US$ 900,54 e convertidos no dia para Real ficou em R$ 3.500,53.
verifiquei pela tabela de conversao do banco central e para cada Bs 1.000.000,00 daria em média US$ 14,00
Estou até o momento sem entender que parâmetros usaram para chegar a esse valor.
Desde Já agradeço,
Francisco Leão
Como vocês conheceram esse site? Eu conheci através do artigo “Porque os intelectuais odeiam o capitalismo” ou “Por que o socialismo sempre irá fracassar”. Um desses dois, ñ lembro.
Só nos últimos quatro dias, o Tesouro Direto já suspendeu suas operações 7 vezes, tamanha a explosão dos juros futuros causada por essa valorização do dólar. Os Tesouro IPCA+ já voltaram a pagar juros reais de 6%. Os prefixados estão encostando em 12,50% ao ano.
Minha aposentadoria virá mais cedo do que eu esperava. Obrigado aos funças, caminhoneiros e políticos. Seu descalabro é a minha renda.
A culpa é dos rentistas e dos especuladores! Estão roubando nossa riqueza!
Eis uma jogada de risco: esperar o dólar subir mais (até uns R$ 4,30), e então fazer um shortsell e apostar no bom senso do próximo governo.
Se ele surpreender positivamente (como Lula em 2003 e Temer e sua equipe econômica em maio de 2016), o dólar vai voltar a cair, e aquele que estiver vendido em dólares vai se dar muito bem.
Isso já aconteceu em 2003 e 2016. E vai acontecer de novo caso o próximo governo seja sensato. Aliás, nem precisa ser sensato. Basta não ser maluco.
Eu nunca entendi muito bem essa questão da dívida.
O Brasil deve pra quem, afinal ? Para os EUA ? Para o FMI ?
Essa dívida “é paga” de quando em quando ? E de que forma ela é paga ?
Existe alguma forma do Brasil atrair o dólar sem utilizar o juros ? Tem como o dinheiro entrar em forma de investimentos e evitar a fuga ?
Uma outra dúvida. Por que o dinar kwaitiano é tão valorizado em relação ao dólar e a moeda da China não ?
A China, uma potência, muito superior ao Kuwait(a nível de produção etc) mas o dinheiro chinês é mais fraco. Pq ?
Para quem trabalha com importações, o que os amigos daqui aconselhariam?
Abraços
Leandro “Nostradamus” Roque
A real é que nada disso estaria acontecendo nas vésperas da eleição se o governo tivesse cortado vários ministérios. Mas precisa agraciar vários interesses da classe burocrática para o presidente não correr riscos de perder o cargo.
A desconfiança dos investidores estaria menor e o dólar ficaria mais estável.
Se a esquerda temia o “entreguismo”, pode ficar tranquila que absolutamente nenhuma vaca sagrada foi vendida.
Qual o problema? Com a subida do dólar, as exportações vão aumentar e nós vamos melhorar.
Leandro,
Tem uma parte do cálculo q eu não entendi.
No início do artigo vc exatamente loca que se dois produtos custassem o msm preço, convertendo os valores da moeda, o câmbio estaria no valor correto.
Mas em 1994, quando o real foi criado, e valia 1 dólar, os preços dos produtos, em geral, eram os msm? Por exemplo uma máquina de lavar que custasse 100 dólares custava 100 reais? Ou um saco de arroz que custasse 1 dólar custava um real?
Obrigado
Não tem essa de “valor correto” com base numa média pontual entre extremos e nem mesmo com base numa média ponderada.
O primeiro erro disso seria estar afirmando que, por exemplo 01-07-1994 os valores de copra da unidade monetária se equivaleriam. De onde se tirou isso? …se aceita tal afirmação se esta garantindo que R$1,00 comprava exatamente o mesmo que U$1,00 nos EUA. Não sei se tal se deu.
Segundo, produtos mais abundantes num país podem não ser abundantes em outros e isso faz toda diferença: “calculando-se” com base em quais produtos se tomaria essa média?
Seria o caso de se fazer uma “cesta básica” com determinados produtos idênticos ou característicos da cultura?
Sendo assim, se daria pesos iguais ou se equacionaria “pesos” para os produtos em conformidade com o consumo e produção dos mesmos em cada país?
Minha conclusão é que não faz sentido algum se tentar definir o “valor certo” do câmbio da mesma forma que não faz sentido se definir o “valor certo” que um produto qualquer. Há centenas, milhares ou milhões de variaveis a serem consideradas tornando impossível tal cálculo. Além de impossível a simples pretensão de faze-lo é em si um erro, não pela impossibilidade mas pela estupidez em si.
Comparemos, por exemplo, o preço da agua na Arabia e no Feudo Bananéio (bananão para os intimos). Claro que considerando n mínio o preço de custo médio da agua sem subsidios na Arabia.
O problema não é na agua, mas apenas para mostrar que paises diferentes podem er preços diferentes num produto, seja por questões culturais ou naturais e não podem ser comparados objetivamente.
Outro exemplo seria a comparação do espetinho de escorpião no brasil e na China. e etc. etc. etc…
Por que utilizar a data de nascimento da moeda? Não se corre o risco de incorporar mais erros justamente das metodologias de calculo do IPCA ? Teria como dar maior peso às flutuações recentes?
Como tenho certa familiaridade com precificação de ativos do mercado, não como profissional, mas como operador de ações e opções… confesso que iniciei a leitura desse artigo com forte dose de ceticismo, pensando que o critério não seria convincente. Acabei por cair do cavalo, felizmente.
Obrigado, Leandro, teus textos são de um valor inestimável (ao menos até alguém definir um “preço justo” pra eles…). Abraço.
sobre a questão da arbitragem eu não sabia a nomenclatura, nas exchanges de bitcoin eu posso por exemplo comprar um bitcoin por 10k na exchange A enviar para exchange B e vender por 11k e ganhar com a diferença. muito bom o artigo.
Leandro, mesmo com a PEC 241 você ainda acha que há o risco do país quebrar? Você disse no vídeo que sem a reforma da previdência feita, chegaria um ponto no qual o governo seria forçado a cortar demais despesas para manter a previdência funcionando (se cumprirem a legislação).
No mais, excepcional texto. Temer (e o próximo que entrar) terão de dar um jeito nesse déficit. Eu vejo nessa eleição como opção para reformas ou o Geraldo Alckmin ou o Jair Bolsonaro, por piores que sejam. Ou quem sabe o Ciro esteja mentindo e se ganhar ele acabe fazendo reformas como ocorreu em outros países ao redor do mundo.
Essa de dólar a R$ 5,30 é claramente coisa de gestor que está comprado em dólar e está doidinho pra ver a moeda subir. O cidadão soltou essa na imprensa pra ver se cola. Se colar e o dólar for pra pelo menos uns 4,20 (possível), ele já ganha.
Técnica manjadíssima.
Leandro, sei que não é o foco do artigo, mas o que você acha das previsões do Rogério Xavier para economia americana?
Da forma como ele coloca, parece que a economia americana está a beira do abismo.
É possível ter se formado uma nova bolha na economia americana?
Sugiro que o IMB tente converter o Bolsonaro à Escola Austríaca antes das eleições.
exame.abril.com.br/mercados/mercado-troca-de-candidato-e-acredita-que-bolsonaro-ganhara-eleicoes/amp/
Olá Leandro,
Eu tenho uma dúvida não relacionada com o artigo, mas postei ela aqui para ter a visibilidade necessária.
Como a escola austríaca enxerga o campo das finanças? Afinal, finanças é um sub-ramo da economia, mas aparentemente o campo financeiro não recebeu a devida atenção de economistas austríacos ao longo do tempo, talvez por isso seja difícil encontrar material a respeito.
Se você puder indicar materiais que tratam da aplicação da escola austríaca às finanças eu agradeço.
Leandro, aumentar a taxa de juros para conter a inflação não é jogar a sujeira pra baixo do tapete?
Porque, por hora o dinheiro estaria parado em contas ao invés de estar dentro da economia, porém ao juros serem reduzidos o dinheiro entraria com tudo na economia.
E mais, a alta do juros faria com que houvesse menos crescimento, menos produtos e serviços sendo criados pra compensar a quantidade de dinheiro a mais na economia.
Ou seja, o aumento da taxa de juros segura uma grande quantidade de dinheiro fora da economia, porém dificulta o aumento de bens e serviços dentro da economia. Não seria meio que um jogo de soma zero?
Eu não vejo muito sentido nisso, tem que ter retração monetária e permitir com que a economia continue crescendo, só assim pra a quantidade de bens e serviços se igualar a quantidade de dinheiro na economia.
Abraços
A verdade é que o Brasil se aproxima a passos-largos de uma desintegração ao estilo soviético. Os paralelos entre o Brasil de agora e a URSS dos anos 80 são impressionantes. Esperem pra ver os movimentos separatistas ganharem grande força com o agravamento da crise econômica. Um país com diversas culturas que é o Brasil só pode se manter de pé com uma economia sólida.
Leandro
A forte apreciação de algumas moedas na Europa, principalmente do leste europeu de um ano pra cá. Tem alguma “explicação” ?
Tipo no caso do Lek da Albania ? E a Krona tcheca que apresenta forte apreciação desde sua criação lá no inicio dos anos 90.
A desvalorização acentuada do real se deve a uma baita molecagem do mercado. Os fundamentos do Brasil não justificam nenhum pouco o que vem ocorrendo. É pura especulação. Isso tudo prova que o mercado deixado a sua própria sorte conduz ao caos. O melhor seria um controle de cambio, impedindo esses pilantras de continuarem o ataque especulativo. Dólar para importar? À vontade. Mas para especular não. Que a taxa de câmbio seja realilsta, não essa palhaçada promovida pelo mercado.
Leandro, boa noite.Sei que não tem nada a ver com o artigo, mas você recomendaria cursar administração? Já vi você recomendando estudar contabilidade, por isso quero tirar essa duvida com você.
Descobri esse site no meio do ano de 2017, e de lá pra cá, esta é a minha fonte de “educação econômica”.
Os artigos são excelentes e cada vez aumento ainda mais o meu conhecimento econômico. Hoje eu sei responder a minha própria pergunta, que há anos ninguém sabia me responder:
Qual o motivo de não termos a matéria ECONOMIA nas escolas???
Realmente, é melhor (favorável ao governo) ensinar sociologia (risos)…
Artigo excelente como sempre!
Olá Leandro, seria possível fazer esse cálculo na Argentina atual?
Lembrando que lá teve uma grande desvalorização tambem e o mercado futuro (ROFEX) está negociando o dólar para quase 30 pesos em Dezembro de 2018.
Segunda pergunta, é possível fazer o cálculo do peso e do real futuro?
Obrigado,
Lucas
“Por fim, não há a mais mínima chance de o mundo abandonar o dólar. Vide o atual cenário: bastou o Fed começar a elevar os juros, e o dólar já voltou a ser cobiçado.”Esse trecho do comentário do Leandro acima me deixa bastante tranquila.Por um momento eu temi que o yuan viesse a se tornar a moeda de troca internacional,substituindo o dólar.O que menos precisamos é de um aumento da influência da ditadura chinesa no mundo.Que o poder bélico americano seja sempre superior ao Sino-Russo,o dólar sempre a moeda de reserva internacional e a influência americana sempre forte,pelo menos até o século em que os ideais ancaps sejam reconhecidos e aceitos por todos
Leandro, tenho a impressão de que a explicação para esta alta do USD de Março para cá (alta do juro americano + crescente déficit brasileiro) não reside apenas em fatos econômicos, como você muito bem disserta neste artigo, mas, sobretudo em fatos políticos.
Tem muita gente apostando que a eleição de 2018 será fraudada, a saber:
– pesquisas eleitorais realizadas por institutos nada confiáveis;
– a absurda decisão do STF vetando o voto impresso (impressora ao lado das urnas venezuelanas) e atropelando a soberania do congresso nacional;
– apurações feitas SECRETAMENTE no interioir do TSE onde apenas 23 iluminados, os quais mal sabemos quem são, tem acesso aos dados “empacotados” e enviados das urnas;
– uma mídia completamente desacreditada e recheada de gordas verbas públicas, usadas para desinformar, esconder, deturpar e mentir.
O que você pensa sobre isso, Leandro?
Um abraço!
Holanda, de paraíso da maconha legal a narcoestado com tiroteios à luz do dia
Com ajustes de contas entre facções e disparos em plena luz do dia, o crime organizado se expande pelo setor imobiliário
brasil.elpais.com/brasil/2018/03/31/internacional/1522523744_680121.html
Gostaria de algum comentário sobre o assunto, não tenho muitas informações sobre a Holanda.
Fretes carga seca dentro do estado de SP subiram em média 60%. Não dá para trabalhar assim.
Off Topic. Se houver uma crise internacional do tipo da 2008 eu vou achar lindo ver os banqueiros deixados a naufragar, a desvalorização da moeda e o calote internacional. Terrorismo à moda viking. E podem punir bloqueando cartões de crédito ou impedindo a entrada na UE.
Assim como existem páginas com a cotação do dólar ou Bitcoin, que tal um página aqui no Mises com o “valor real do Real”.
Ex. de página: dolarhoje.com
Como funciona a política de swap cambial do BC? Ele acumulou as reservas retirando dólares do mercado quando ele estava baixo?
Dolar valorizando em relação a outras moedas e commodities em alta. Algo esta errado. Ou o dólar corrige ou as commodities desvalorizam.
JULHO/1994 JUNHO/2018 VARIAÇÃO
Arroba boi gordo: 25,00 140,00 560%
Botijão de Gás 13 kg: 5,18 80,00 1544%
1 lt gasolina: 0,55 4,43 805%
Carro popular: 7.300,00 43.000,00 598%
Salário Minimo: 64,69 954,00 1.474%
A metodologia para 'achar o câmbio' pode, sob certo enfoque está correta.
Não obstante, as estatísticas de inflação tomada (IPCA e IGP-M) podem não refletir a verdade da economia.
Comparemos, a título de exemplo, os números acima.
Se tomarmos a "inflação do salário" temos uma variação de 1.474% e, assim, teríamos de ter um dólar a R$15,74.
Tomando o preço do combustível teríamos um dólar a R$8,05.
Um botijão de gás o dólar seria R$15,44.
Enfim a metodologia pode estar correta mas há que verificarmos os números que inserimos na fórmula.
Boa tarde Leandro, como mais uma vez, excelente artigo! Com certeza você se destaca como um dos meus autores de austríacos preferidos.
Gostaria de lhe fazer uma pergunta, o que acha do recente aumenta de juros no FED que está fazendo a bolsa despencar e o real se desvalorizar perante o que ele era alguns dias atrás?
Muito obrigado!
Leandro
No caso do Franco Suiço que em 1900 valia 1/5 do dólar. E nos ultimos tempos fica em torno de 1 para 1 com dólar.
Uma brutal apreciação de 5x do franco.
Nesse periodo os preços subiram 28x nos USA e 12x na Suiça, isto é, a inflação acumulada nos USA foram um pouco mais do dobro. Porém o dólar perdeu 1/5 de seu valor para o franco.
Fazendo os calculos o franco “deveria” valer a metade do dólar e não 1 como está agora.
Se for olhar uma cesta de produtos. De fato os preços na Suiça (mesmo com o cambio de 1 x 1) custam em média o dobro.
http://www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=Switzerland
http://www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=United+States
Com uma moeda tão apreciada não era pra Suiça estar desindustrializa ? quebrada ? toda empobrecida ? desemprego nas alturas ? rsssssss
Bresser feelings
Boa tarde Leandro, outra pergunta haha.
Fiz o mesmo cálculo com a moeda canadense, e deu que desde 1994 até agora eles tiveram uma inflação, medindo com o CPI, de 56,09%. Então usando os cálculos no artigo, o dólar canadense deveria estar entre R$3,74 a R$4,70, ou seja, mais valorizado do que o dólar americano. Isto significa que o dólar canadense está superdesvalorizado?
Obrigado!
Eu me lembro que em julho de 2011 (primeiro ano de Dilma, quando ela ainda tinha a imagem de "boa gestora"), o dólar chegou a R$ 1,56.
Mas, pela metodologia do artigo, deveria estar mais próximo de R$ 2,54.
Não foi à toa que, logo em seguida, houve uma súbita desvalorização, e não mais acabou, só indo sossegar quando encostou em R$ 4.
Damn, se eu soubesse disso, tinha me afundado em fundos cambiais.
Qual o candidato mais pró-mercado nessas eleições?
A subida do dólar mostra a retórica dialética da esquerda em ação.
A esquerda brasileira é a favor de depreciar o câmbio. Mas quando um outro político que seja do trupe deles quem faz isso, é encarado como uma política ruim por eles mesmos.
Leandro, como você define “moeda forte”? Apenas inflação baixa, ou também unidade com grande poder de compra, ou outro critério?
* * *
Gostaria de provocar os demais em alguns pontos.
1) Em relação ao cálculo em um dos comentários do Leandro a respeito da direção do câmbio, sem objetivo de se ter o valor do câmbio, se austríacos calculam taxa de expansão monetária com a taxa de crescimento da atividade econômica, eles estariam esquecendo que dinheiro mantidos em bancos a longo prazo (seja em reservas internacionais ou em investimentos em bancos nacionais) não causam impacto a curto e médio prazo na economia e, portanto, não impacta na inflação ou no câmbio? Neste caso, não seria melhor calcular a taxa de crescimento do M0, que é a economia ativa?
Obs1: Lembro da lição da crise de 2008 que o Leandro nos deu na questão expansão monetária dos EUA restrito apenas aos bancos, sem desaguar completamente na economia e pensei nisso.
2) O IPCA é definido, queiram ou não, politicamente. E, se houvessem menos críticas por parte dos economistas, que já é mínima, seria composto pelo preço da luz do Sol, do vento e da chuva. Acredito que, exatamente por isso, não podemos alcançar o valor condizente do câmbio. Porque o balizador da inflação é irreal. Porque tenho certeza de que existe inflação não contabilizada, não oficial. E estoura de tempos em tempos quando alguma parte da cadeia econômica trava. Senão, como explicar surtos cambiais tão voláteis? O mercado só especula no que está amadurecendo ou apodrecendo. Pode ser ignorância minha, da qual tenho grande cota, mas não seria mais proveitoso calcular pela taxa de crescimento do M0 dos dois países respectivos às suas moedas ao invés de usar o IPCA? Será que, assim calculado, o governo brasileiro pararia de ser atropelado por crises? Pois tenho certeza que, de tanto mentir, eles agora creem piamente que o IPCA é a verdade econômica definitiva que os leva às reeleições.
Obs2: Lembro agora, para colorir o debate, da Inglaterra na época de Margaret Tatcher, grande mulher, mas pecou no câmbio, segundo dizem, sendo obrigada a ouvir que a Rainha estava nua. disso, concluo que o câmbio desvalorizado é a saia levantada (não querendo ser machista, vejam bem) de todos os Governos que tentam iludir a economia do país com dados irreais em algum momento. Não desmerecendo todo o trabalho anterior da inesquecível Mulher de Ferro.
Com a sabedoria menor que a de um sabugo de milho, deixo aquelas duas provocações de forma torta, esperando flechas ou flores, mas igualmente por mim bem recebidas.
E parabenizo o Leandro pelo artigo. Esperava por mais daqueles fantásticos gráficos comparativos de outros artigos, mas vindo do Leandro, tudo vale a pena se a alma não é de esquerda.
Prezado Leandro, seu artigo possui um calcanhar de Aquiles.
A definição da paridade 1?:1 em julho de 94 foi uma opção tecnocrática, pra não falar burocrática, pra não falar em decisão política. Ninguém pode sustentar que esse V zero está correto, alguns economistas de hoje entendem que o Real foi criado já supervalorizado, portanto qualquer conta sobre isso implicaria carregar o mesmo pecado capital nos resultados. Já outros economistas poderiam dizer o contrário, sinceramente não lembro de nenhum, mas vá lá, pode existir.
Outro ponto que aí realmente não é fragilidade mas falha mesmo, o IGPM como sabemos ele é sensível ao próprio dólar, então o resultado de 4,37 vc estaria contando duas X o mesmo efeito.
O mais acurado seria calcular deltas de índices de inflação de mesma metodologia, isso exigiria um estudo mais apurado já que nem lá nem cá os IPCAs são exatamente amplos, nos EUA se trabalha com nucleos duros mais restritos que os daqui, que por sua vez comeria itens naturalmente deflacionários, portanto nosso IPCA seria suavizado em relação ao deles. Mas isto estou falando de cabeça, no geral gosto da sua linha de análise, só precisa dum detalhamento maior destes pequenos grandes detalhes.
Acrescento que hoje temos ferramentas na net como numbeo para comparar custos, para comparar rendas.
Não é tarefa simples fazer análises como a que vc foi!
Parabéns pelo resultado inicial, qualquer conta sensato não deveria divergir muito das suas.
Aí chegamos no último ponto, o mercado não é sensato, ainda mais às vésperas duma eleição entre, pra dizer o mínimo, personagens radicais de muita arrogancia e pouco dado a ouvir. Se são isso mesmo ou se é fake news, isso são outros quinhentos, o fato é que o mercado pode e vai entrar em panico e aí meu amigo, jogue todas as contas no lixo, num cenário insenstao, para um mercado a beira dum ataque de nervos o céu é o limite. É 5, é 10, é 20, é 50, é qualquer coisa!!! Pergunte aos Argentinos, onde dolar é corrente pela rua corrientes.
É triste saber que não há nenhum livro do Leandro Roque na biblioteca do site, nem em lugar algum…
Leandro
Se não houve implementação do cambio fixo em 94, o que derrubou a inflação nesse ano?
Leandro, tenho mais algumas dúvidas:
1- Você não acha que títulos de dívida indexados à inflação não protegem realmente contra a inflação? Digo isso porque os índices de inflação têm sempre metodologias de cálculo que acabam por diminuir o valor da inflação (nos EUA, por exemplo, eles excluem alimentos e energia do CPI e do PPI; e se não me engano também excluem preços dos imóveis do CPI, mas não tenho certeza). Assim, acho que o Tesouro IPCA no Brasil e os TIPS nos EUA não garantem proteção contra a inflação. O que você acha?
2- Tenho interesse em saber mais sobre as políticas dos bancos centrais do Canadá e de Cingapura, além de dados macroeconômicos e de ciclos econômicos vivenciados em ambos os países. Você conhece artigos ou papers em inglês que possam fornecer mais conhecimentos a respeito? Conhece boas fontes onde possa acompanhar notícias (voltadas para esses assuntos) a respeito desses países?
3- Você tem uma noção do quão confiável é o trabalho das agências de risco (Fitch, Standard & Poor’s, Moody’s e a canadense DBRS), mais especificamente na avaliação de títulos de dívidas soberanas? Pergunto o mesmo para o trabalho de auditoria das firmas Deloitte, KPMG, PwC e EY.
4- Você conhece o James Rickards? Ele conhece bem a escola austríaca (embora não seja um entusiasta) e tem bons insights sobre política monetária e sistema monetário internacional. Já li seus livros The New Case for Gold e Currency Wars. Neste podcast ele comenta sobre o The New Cse for Gold (www.youtube.com/watch?v=K23e8WEnihU). Também foi entrevistado pelo Peter Schiff (www.youtube.com/watch?v=ImqxhaPyLEo&t=448s).
Att,
André Marques
Caro Leandro,
Gostaria de parabeniza-lo por mais um excelente artigo, cuja didática e pertinência constituem sua vantagem comparativa. Apenas nao compreendi a seguinte passagem:
[…]Caso ele fique acima de R$ 3,87, isso tenderá a estimular a inflação de preços. Caso fique acima de R$ 4,31 , tem-se carestia forte.
Assim, pergunto como o câmbio próximo ao “equilíbrio pode estimular a inflação de preços?
Abraços
Voando noite Leandro,
Me corrige por favor,
Olhando o link do artigo q foi publicado essa semana, sobre os estados americanos mais ricos que países europeus, uma das fontes era essa ,data.worldbank.org/indicator/PA.NUS.PRVT.PP?end=2016&locations=BR&start=1999&view=chart, para o cálculo.
Agora eu pergunto, usando essa ferramenta de paridade poder de compra, podemos ver q se compra os mesmos produtos com um dólar e com dois reais. Logo eu imagino que o câmbio correto seria 2×1. E no momento o real estaria mto subvalorizado, qual é meu erro ?
A explicação mainstream de que o câmbio é definido pela paridade das taxas de juros é só outra forma de medir a demanda das moedas?
(Por que o site fica tão ruim no celular?)
Leandro bom dia tudo joia?
Estava no Facebook vendo e achei um texto de um dos economistas por trás de um certo presidenciável, aonde ele faz analogias entre cambio e economia em forma de fábula – acho que é o novo desenvolvimentismo.
Quais são suas criticas sobre os pontos levantados desse autor?
“A FABULA DO EMPREGO DE JOÃO E A MARIA E A TAXA DE CÂMBIO
João e Maria estavam muito felizes porque conseguiram novos empregos. Cada um iria receber 5.000 dólares, e ficaram contentes ao saber que seus salários seriam estabelecidos na moeda americana (mas seriam convertidos para reais na data do pagamento, logicamente). Imaginaram que seu poder de compra seria suficiente para comprar os importados e fazer as viagens para o exterior que quisessem.
Entretanto, com o passar dos meses, o Real começou a se valorizar e o valor de seus salários (que eram pagos em moeda nacional, é sempre bom lembrar) começou a se reduzir. João e Maria ficaram preocupados, foram conversar com seu chefe, que disse para eles serem mais produtivos e trabalharem mais horas no dia. Dessa forma, os ganhos adicionais, decorrentes das horas extras, compensariam a valorização da moeda; afinal, eles que deixassem de ser acomodados e corressem atrás de aumentar sua produtividade. Além disso, disse o chefe, os produtos importados que eles comprassem estariam mais baratos, considerando o preço em reais, o que elevaria o poder de compra deles.
João e Maria foram para casa satisfeitos, passaram a fazer mais horas extras, chegavam em casa arrasados de tão cansados, mas conseguiam comprar mais novidades importadas e sentiam-se felizes. Nas férias resolveram viajar para Miami e comprar ainda mais importados. Voltaram com a mala cheia e no dia seguinte foram trabalhar. Quando chegaram ao escritório, foram imediatamente chamados no RH: estavam demitidos. Foram conversar com o, naquela altura, ex-chefe, e ele argumentou que a produção tinha caído muito, em virtude da invasão de importados no mercado, e a empresa estava fazendo um ajuste no emprego em virtude da redução na produção.
Sem mais, foram para casa, passaram alguns meses procurando outros empregos e, por fim, decidiram montar um food-truck. Era a melhor opção dentre as disponíveis. Também pensaram em abrir uma escola de gastronomia, pois eles cozinhavam muito bem, mas resolveram analisar o mercado antes; perceberam que com a moeda valorizada, outras escolas já tinham atraído vários chefs estrangeiros, cujo salário, ainda que fixado em dólares, tornava-se baixo quando convertido em reais, para quem fosse pagá-lo, e eles não conseguiriam concorrer neste mercado. De quebra, João "fazia um uberzinho" de vez em quando para ajudar. Eles preferiam a vida anterior, certamente – emprego bom, com carteira assinada, plano de saúde, férias etc., mas não tinham mais opção – aprenderam que teriam que se virar como autônomos dali para frente. Não que suas novas atividades não sejam importantes, e com certeza o são; todos nós precisamos nos alimentar fora de casa e o transporte compartilhado tem ajudado muito a todos, mas não podem se constituir em uma das principais alternativas de ocupações geradas em uma sociedade. Do contrário, não há como elevar consistentemente a renda per capita de um país.
Pobres João e Maria, e pobres brasileiros que não percebem os efeitos de médio e longo prazo da valorização cambial. São convencidos, muitas vezes, por supostos formadores de opinião que, aproveitando-se da confusão que esse efeito temporariamente benéfico da taxa de câmbio valorizada causa sobre o bem-estar das pessoas e, argumentando que o problema é a ineficiência das empresas, que precisam se tornar mais produtivas, tentam se promover com argumentos rasos, defendendo saídas mais fáceis e de curto prazo que deterioram a estrutura produtiva do país e impedem a geração de empregos de qualidade, mas geram ganhos para muita gente que não produz nada de relevante para o país. Tais comentários têm um impacto negativo no debate sobre a prosperidade do país.
Não se pode brincar com a taxa de câmbio. É um preço muito importante para a economia, e principalmente para os setores que possuem margem de lucro mais estreita, como a indústria de média e alta tecnologia e os serviços modernos. Já expliquei várias vezes o papel da taxa de câmbio no processo de desenvolvimento: taxa de câmbio valorizada significa margem de lucro baixa, vazamento da demanda para o exterior, redução de investimentos, emprego e perda de produtividade. Esse é o sentido da causalidade, e não contrário. Mas hoje vou me preocupar com as críticas, que vêm tanto da direita como da esquerda, sobre a defesa da manutenção da taxa de câmbio em um patamar competitivo. Vamos a elas.
Primeiramente, argumenta-se que a existência de um regime de metas de inflação é incompatível com a defesa de uma taxa de câmbio em um patamar competitivo (o que não significa um patamar fixo!), pois a lógica do regime de metas consiste na administração da taxa de juros que, ao ser definida pelo Banco Central e nortear as demais taxas do mercado (não é o que se vê hoje, de toda forma), impacta o nível de atividade via investimento e consumo mas também via mudanças na taxa de câmbio, que causam variações na produção destinada à exportação e nas importações também. Portanto, o modelo do regime de metas traz implícita, mas ninguém fala isso, o pressuposto de que a função da taxa de câmbio é controlar a inflação; para isso, deve ser variável, e o impacto dessas suas oscilações e, pior, de suas apreciações sobre a estrutura produtiva, seria irrelevante.
E por que não seria relevante? Primeiro, porque para alguns tanto faz o Brasil ser exportador de primários ou produtor e exportador de bens de alta tecnologia. Para eles, devemos apenas produzir aquilo em que possuímos vantagens comparativas. Essa história é mais velha que a carochinha e o próprio processo de desenvolvimento econômico das nações ricas já a tornou infundada. O segundo argumento, mais sofisticado, reside no fato de que a valorização barateia as importações de insumos e bens de capital e, portanto, tornaria nossa indústria mais competitiva, inclusive no exterior.
O gráfico abaixo mostra que isso decididamente não ocorreu no Brasil. Nele são comparados: 1) o grau de abertura líquida das exportações (as barras no gráfico, eixo da esquerda, em %), calculado pela Funcex e CNI, e que corresponde às exportações subtraídas do consumo de insumos importados, divididas pelo valor da produção. Os efeitos das variações de preços já estão descontados da série; 2) a diferença entre a taxa real de câmbio observada e a necessária (as linhas no gráfico, eixo da direita, em número índice), sendo essa última calculada como uma compensação da diferença entre o custo unitário do trabalho no Brasil e em seus parceiros comerciais. Um índice maior que 100 significa que a taxa real observada é maior que a necessária e vice-versa. É uma forma de calcular a apreciação ou depreciação de nossa moeda. Pois bem, quando comparamos as duas séries, nota-se que a valorização da moeda é acompanhada, ao longo da série, por uma redução no coeficiente de abertura líquida, chegando a ser negativo em 2014, e vice-versa; logo, o aumento das importações, em períodos de valorização da moeda, não parece ter resultado em aumento mais que proporcional de nossas exportações e maior competitividade externa. Como lição, fica a dica: abertura comercial é muito bom, concordo, mas depois que colocarmos a casa em ordem, isso é, câmbio e juros no lugar, custo do capital competitivo, infraestrutura adequada, dentre outros. Do contrário, só quebra a indústria.
Mas e a inflação, como resolvemos se o câmbio não for flexível? Existem outros instrumentos que ajudam a controla-la, e não apenas juros e câmbio. A política fiscal é a mais importante, auxiliada por uma ampla desindexação da economia. Ademais, a própria estabilidade da taxa de câmbio em um novo patamar ajuda a evitar altas da inflação. Assim, o impacto inicial de uma pequena correção na taxa de câmbio, que por sua vez também não é elevado, como muitos estudos demonstram, seria neutralizado pela política fiscal e pela desindexação, ainda mais em um cenário com elevada capacidade ociosa como o da economia brasileira atualmente. Com inflação não se brinca, mas não podemos jogar todo o peso do seu controle apenas sobre a taxa de juros e de câmbio. Há, conforme acabei de descrever, pelo menos mais dois instrumentos para auxiliar nesse processo.
E daí vem mais uma crítica, ligada à questão da inflação, dessa vez daqueles que entendem a manutenção de uma taxa de câmbio competitiva como uma forma de provocar perdas salariais. Primeiro, fica claro que eles preferem defender os ganhos de curto prazo da apreciação, como os de João e Maria, e deixar sua renda futura a depender do uber e do food truck. Segundo, eles não entendem que uma correção nominal da moeda, para se tornar uma correção real e ser bem sucedida, não pode provocar uma aceleração relevante da inflação; do contrário, a correção nominal não se torna real e fracassa. Certamente a política econômica deve evitar esse processo. A alta da taxa de câmbio deve provocar uma mudança entre os preços e serviços comercializáveis com o exterior e os não comercializáveis, isso sim. Se, nesse processo, como descrito anteriormente, não há aceleração relevante da inflação, não há porque achar que o salário real irá cair. Na verdade, o poder de compra dos trabalhadores ficará relativamente estável a princípio e começará a subir à medida que o investimento for sendo retomado. Não há outra solução consistente fora desse espectro. Mas uma parcela dos economistas, analistas econômicos, blogueiros e outros continua defendendo esse fantasma do arrocho salarial.
Vamos torcer para que as pessoas comecem a perceber que a alternativa da sobrevalorização é inviável. Já prejudicou muito o próprio nível de emprego. E por fim, que fique bem claro: o acerto de câmbio e juros depende do equilíbrio fiscal. E para quem quiser me chamar de fiscalmente irresponsável, eu mostro a minha contribuição para o ajuste fiscal em uma área bem complicada, da despesa com pessoal, à época em que estive no governo. É muito, muito maior que a realizada pela ampla maioria dos meus críticos “
Leandro, quero te perguntar isso desde a publicação original do artigo:
Mas o que garante de fato que o IPCA e o IGP-M são bons indicadores da desvalorização da moeda? Ou tem mais a ver com a semelhança de metodologias entre o cálculo do CPI americano com os nossos indicadores?
Off Topic. Uma dúvida. Os leitores podem enviar artigos para o site? Se forem bons eles podem ser publicados?
Por onde anda aquele povo que andou batendo em mim nos comentários quando chamei o real de investimento de risco? Vão dizer agora que era só papo de quem estava comprado em dólar (e eu estava e estou, não arrisco o bem estar de minha família com ativos especulativos. Me sinto até mal pelo Gustavo Franco por dizer isso, já que no início o real era uma boa moeda)?
Por onde andam os críticos do Bitcoin? A criptomoeda passou sim por grandes quedas, mas elas sempre foram pontuais e, no fim, seguidas por sequências ainda mais espetaculares de valorização. Há mesmo alguma chance de que real, peso argentino, lira turca ou bolívar venezuelano tenham o mesmo desempenho? Alguém acha mesmo que é só o dólar forte que está causando esse debacle e que essas moedinhas não têm problemas estruturais sérios?
Não digo isso porque torço contra o Brasil. Muito pelo contrário. Não vejo nada que justifique que a população de nosso país sofra com a roubalheira e a incompetência desses seres que administram essa bandalheira. Apenas, ao ver o país de um olhar de fora, não vejo que o patamar de cima do estado brasileiro mereça o menor crédito e confiança. E isso me entristece profundamente, pois é comum em conversas com empresários de fora, acostumados a ter de lidar com o governo, que se refiram aos brasileiros como um povo complicado, safado e incompetente. E eu tendo que fazer o papel de advogado do nosso país, lembrando de sua história, de jamais ter nem mesmo perdido uma guerra (tudo bem, é estado, mas mesmo este já foi administrado por gente séria e competente), e dizendo que as pessoas que o administram são o que de pior nosso país produziu e não refletem a índole do povo.
Sei que muita gente aqui torce o nariz para isso, mas me doi porque sou patriota. Sou brasileiro, minha cultura é brasileira, minha família é do Brasil. E encontro respaldo na obra de Rothbard para meu patriotismo, pois ele cita justamente esses fatores.
Um aspecto técnico em relação ao bitcoin: olha que, tecnicamente, nem sou tão fã assim da solução tecnológica do Bitcoin, já que considero moedas baseadas em proof of stake mais econômicas em energia, menos inflacionárias (a quantidade é sempre fixa), mais escaláveis e mais seguras (embora exista, em teoria, o risco de ataques nothing at stake, estes nunca ocorreram. Em proof of work, já tivemos alguns casos de 51%). Questão das POS é mercado. São ainda mais voláteis que Bitcoin e até mesmo que moedas ruins como a lira turca, embora comparáveis ao peso argentino e muito superiores ao bolívar venezuelano.
Por falar em risco real. Uma vez perguntei sobre calote da dívida, me convenci com a resposta de não ter calote aberto.
Mas calote por inflação ou por não conseguir rolar a dívida seria provável?
Por favor, me desculpem se isso já tiver sido perguntado…
Mas é correto utilizar o IGP-M para esse cálculo do câmbio “teórico”? Eu acho estranho utilizá-lo, uma vez que o dólar o impacta bastante, havendo aí certa recursividade… o que vcs acham?
Já virou balaio, mas gostaria de parabenizar a iniciativa do Instituto Mises.
Sei que os artigos publicados aqui não substituem estudos mais aprofundados, mas a forma como os autores aplicam a teoria aos acontecimentos em tempo real dão outra noção da ciência econômica na prática.
A sessão de comentários, que outros bons blogs como o Instituto Millenium ou o Instituto Liberal não possuem, é a grande pérola do site. Sinto-me privilegiado de ter acesso a esse debate e peço desculpas por baixar o nível intelectual da discussão ;D
Caro Leandro, sou fã da concisão e precisão dos seus artigos, no entanto quanto a metodologia adotada para descobrir a razão entre o poder de compra entre duas moedas surgiu uma dúvida:
Não seria melhor comparar o poder de compra das moedas a partir de uma cesta de bens?
Fazendo uma média ponderada da razão entre preços de produtos agrícolas, minerais, maquinário, bens acabados nos países em se deseja fazer a comparação… De forma parecida como é medida a inflação de preços (mas ao invés de comparar tempos diferentes, países diferentes).
Surgiu essa dúvida porque me parece que o Câmbio inicial entre as moedas pode também ser artificial e não representar a paridade do poder de compra entre as moedas, além do mais como demonstrado no artigo diferentes metodologias para o cálculo do índice geral de preços levam a resultados muito diferentes.
Leandro, constatei que os empréstimos líquidos ao setor privado estão encolhendo há pouco mais de dois anos e meio, tendo encolhido cerca de 22% desde seu pico, que foi no final de 2015.
Em sua opinião, caso essa tendência de redução dos empréstimos líquidos se mantenha por um bom tempo, isso pode influenciar numa futura tendência baixista da taxa de câmbio, dado que haveria menor oferta de reais ao setor privado, encarecendo o preço do mesmo em termos de moeda estrangeira? Ou esta variável é de pouca relevância, pois exclui o setor público, que abocanha cerca de 40% do PIB e, consequentemente, boa parte da oferta monetária total?
To cansado olha isso http://www.youtube.com/watch?v=notK0SuiDqQ
Esquerda mais radicalizada? Quem seria? Marina? Essa eleição é de Bolsonaro, já que Lula está preso.
Quais as consequências dessa intervenção? Existe algum artigo aqui do site que explique essas operações e suas consequências?
‘BC entra com US$ 1,5 bi para conter efeito de crise argentina sobre dólar no Brasil’
www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/08/dolar-bate-r-417-contaminado-por-desvalorizacao-cambial-na-argentina.shtml
Economista simpatizante de Ciro gomes celebra alta do dólar e afirma que moeda fraca é boa para exportações e para a retomada da economia. De quebra ainda serve para atrair turistas:
youtu.be/F2x-LKQxvxg?t=122
É esse tipo de pensamento que é difundido na mídia mainstream e nas universidades.
Pessoal, vi um economista chamado Ricardo Amorim, em um vídeo no YouTube, dizendo que vem uma onda de alta na economia brasileira para o próximo presidente. Ele disse isso comparando em um gráfico a todos os outros crashes passados pela economia brasileira quando, logo em seguida, engatou forte crescimento econômico.
Pergunto: qual é a opinião dos austríacos brasileiros sobre isso? É possível que esse ciclo de alta se materialize mesmo com Haddad na presidência e sem reformas?
Leandro Roque, não precisa aprovar esse comentário.
informadordeopiniao.blogspot.com/2014/11/os-chistes-sobre-indices-de-liberdade.html?m=1
Poderia fazer uma refutação completa (mesmo indireta) pra esse cara que acha que o Estado quem desenvolveu os países?
A esquerda abandonou o barco do socialismo e está abraçando com gosto o fascismo.
Eu mandei o comentário dizendo que o Brasil é o campeão disparado em Desenvolvimentismo desde 1930 e ele não aceitou.
Abração.
Boa noite,
Olhando o número do ppp eu fiquei confuso em relação a esse artigo.
stats.oecd.org/Index.aspx?DataSetCode=SNA_TABLE4
O dado mostra que se compra com dois reais o que se compra por um dólar nos EUA.
Se " o determinante fundamental da taxa de câmbio entre duas moedas é o poder de compra relativo de cada uma dela." Como pode o valor "correto do dólar ser em torno de 4?
Obrigado
Caso nesse ano o BCB consiga cumprir o teto da meta (que é de 5 %), é possível estimar o valor do câmbio nessa circunstância?
Amanhã vamos ver qual será a decisão do COPOM.
De curiosidade, o período onde o índice de preços brasileiro foi menor do que o americano foi justamente entre em alguns meses, ocorridos no fim do primeiro mandato do Lula, quando ainda estava o Afonso Beviláqua.
o peso da emissão monetaria foi muito forte. pra voltar a isso tem que ser medidas ortodoxais fortes.
enxugar a oferta pra níveis pre pandemia no Brasil e quase impossível.
essa desvalorização de vinte por cento do real veio pra ficar
http://www.google.com.br/amp/s/g1.globo.com/google/amp/economia/noticia/2022/02/02/copom-eleva-selic-para-1075percent-juro-basico-da-economia-volta-a-dois-digitos-apos-quatro-anos.ghtml?espv=1
Boa tarde. Qual seria a explicação para os valores do IPCA e IGPM serem tão diferentes no longo prazo?
Pelas calculadoras que encontrei no Google, o valor desde julho de 1994 (criação do real) é de 1.667% para o IGPM e de 625% para o IPCA.
Entendo que, no curto prazo, não exista razão para os valores serem parecidos, dado que, a depender de por onde o dinheiro que vai sendo “criado” vai entrando na economia, produtos diferentes tem seus preços alterados em ritmos diferentes. Mas e no longo prazo? Entendo que, tirando imperfeições de metodologia no cálculo dos índices, eles deveriam ser parecidos.
Se os índices forem muito diferentes, não há algum agente da cadeia de valor aumentando desproporcionalmente seus lucros (não estou sugerindo que seja errado) ou indo à falência?
Junto com o real brasileiro, o peso mexicano está também em fortalecimento. É o primeiro ano no Banxico da nova presidente, Victoria Rodríguez Ceja. A taxa cambial USD/MXN está nos menores valores desde 23 de setembro de 2021.
Juros lá estão em 6,5 % a.a. .
Como valorizar uma moeda?? Tipo, é só abrir o mercado, atrair investimento ao Brasil que o Real irá se valorizar com o tempo?
Estava lendo alguns livros e me surgiu uma questão que achei um tico complicada, é correto dizer que se a inflação dentro do país subir, mas a taxa de cambio ficar congelada, a moeda nacional se valorizou, porque os itens aqui dentro ficaram mais caros para o estrangeiro?
Atualmente o câmbio justo está em R$ 5,96 considerando o IGPM acumulado desde 94. Totalmente em linha com o mercado atual, negociando a R$ 6,08 para janeiro/2025.
Tenho a ligeira impressão que algo esta a andar de muito errado nesse pais.
Os calculos do artigo sao de 2018 , o igpm deu 755 por cento desse 1994.
Fui no site do governo, olhar o igpm ate 2024, deu 12 330 por cento. E a inflacao do dolar apenas subiu de 165 po cento para apenas 212 por cento de 2018 pra ca.
Depoi disso e so fazer os calculos propostos pela materia. Esta dando 5.80 .
Mas naonse deixa de reparar que em dois anos, o igpm vai dar o dobro de 2018