Voltar

A automação de empregos: é assim que uma sociedade progride

Analistas gostam de discutir a automação de empregos
recorrendo a cenários apocalípticos. Da maneira como eles falam, parece que os robôs
e as máquinas se erguerão dos oceanos como um Godzilla, causando destruição em
massa em uma Tóquio formada por empregos estáveis, deixando apenas caos e destruição
em seu rastro.

De acordo com dados
da consultoria PWC
, até 2030, 38% dos empregos nos EUA serão automatizados.
Mas há estudos
universitários
garantindo que simplesmente a metade de todos os empregos
americanos será substituída pela automação.

Em comum, todas essas profecias apresentam a mesma
falha: ignoram que a automação e o aumento de produtividade gerado por ela não têm
nada de novo. Desde as máquinas que retiravam os caroços do algodão até o
computador, a automação vem ocorrendo há séculos.

Considere a maneira como a automação aperfeiçoou a indústria
extrativa ao longo dos últimos 100 anos. Quando não havia máquinas, os homens
eram obrigados a se rastejar ao longo de passagens instáveis abertas nas minas e
escavar as rochas utilizando ferramentas primitivas. Simultaneamente, tinham de
estar continuamente alertas ao sempre presente perigo da intoxicação por gases
e, principalmente, do risco de desmoronamentos.

Não apenas essa maneira de trabalhar era péssima para
a saúde dos trabalhadores, como também representava um uso extremamente
ineficiente da habilidosa mão-de-obra humana.

Já quando as máquinas passaram a fazer todo o serviço
pesado, a sociedade se mostrou capaz de direcionar recursos escassos para a
construção, o serviço e a manutenção deste maquinário.

Hoje, são poucas as pessoas que ainda fazem esse
trabalho físico intenso e extenuante. E esse avanço é celebrado, e não lamentado.
Ao permitir que as máquinas lidem com as tarefas mais maçantes e tediosas — e,
em muitos casos, mais perigosas –, as pessoas foram liberadas para usar sua mão-de-obra
em atividades mais eficientes, efetivas e, acima de tudo, mais gratificantes.

Os críticos da automação sempre ignoram esse ponto. Ninguém
trabalha apenas por trabalhar. O trabalho não é um fim em si mesmo. As pessoas
trabalham para criar valor, o que em troca lhes garante um salário que os ajuda
a sustentar suas famílias. Houve uma época em que praticamente todos os seres
humanos tinham de trabalhar no campo — querendo ou não — apenas para
sobreviver. A tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres
humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar outras
vocações fora do campo. Foi assim que começou nosso processo de
enriquecimento e de melhora no padrão de vida.

A automação, ao libertar o ser humano da necessidade
de fazer trabalho físico extenuante e monótono, efetivamente o libera para se
aventurar em novos empreendimentos mais prazerosos e produtivos, abrindo as
portas para novos esforços e atividades que irão elevar nossa espécie a façanhas
mais altas. Apenas pense: se, ao final do dia, todos estivessem exaustos por
causa de seu trabalho físico no campo, ninguém teria tido o tempo necessário para
inventar o trator. Felizmente, já tinha havido alguma mecanização à época, o que
liberou alguns indivíduos do fardo do trabalho pesado, permitindo que eles então
pudessem se dedicar à invenção do trator.

E como o mundo melhorou por causa disso.

Mas
é claro que haverá dor

Se há algo que a história mostra é que a inovação,
em si mesma, é a grande criadora de novas formas de trabalho. Apenas pense
na internet. Vinte e três anos atrás, a maioria de nós praticamente
desconsiderava essa invenção; hoje, em 2018, milhões de pessoas ao redor do
globo têm um emprego que está diretamente relacionado a isso que era
irrelevante em 1995. E milhões mais têm um emprego relacionado ao
crescimento da internet
.

Assim como as gerações passadas abandonaram as minas
em troca de profissões e carreiras melhores e mais satisfatórias, os
trabalhadores modernos cujos empregos serão afetados pela automação verão seu
papel na sociedade evoluir em vez de desaparecer.

Mas essa transição, obviamente, não será indolor.

Durante qualquer período de transição, as pessoas
perdem seus empregos, sofrem e lutam para conseguir novos trabalhos. Essa é a
história da humanidade.

Há aqueles que se recusam a aprender novas
habilidades, que não querem se mudar para uma nova área, ou que não possuem as
habilidades necessárias para prosperar neste novo ambiente. No entanto, de uma
perspectiva geral, esses problemas — embora significativos para aqueles
afetados por eles — são apenas temporários.

Querer que a automação seja bloqueada e que toda a
economia seja engessada e impedida de progredir simplesmente porque “as pessoas
perderão seus empregos” é um recurso meramente emocional, sem qualquer base na
lógica. Nenhuma economia rica se desenvolveu “protegendo empregos”,
pois a destruição de empregos obsoletos representa o próprio sinal do progresso.

Se a ideia de “proteger empregos” houvesse
prosperado lá atrás, não haveria nem carros (que acabaram com empregos na
indústria de carroças), nem tratores (que acabaram com empregos manuais na
agricultura), nem computadores (que não só acabaram com empregos na indústria
de máquinas de escrever, como provavelmente destruíram mais empregos do que
qualquer outra inovação tecnológica na história da humanidade), nem luz
elétrica (que acabou com empregos na indústria de velas), nem smartphones (que
a acabou com a indústria de telefones fixos e de celulares obsoletos) nem
praticamente nada de moderno que existe hoje. 

À medida que a automação foi seguidamente mudando o
mundo, a sociedade sempre foi descobrindo novas aplicações para a mão-de-obra
que foi demitida. A invenção da roda certamente desempregou vários homens especializados
em carregar cargas, bem como homens especializados em cuidar dos cavalos que
faziam o transporte de carga. E o que eles fizeram? Provavelmente se tornaram
condutores de carroças repletas de produtos para as cidades, as quais se
tornaram pujantes por causa da profunda melhoria ocorrida na cadeia de
suprimentos em decorrência da criação da roda.

Hoje, apenas 2% da população vive no
campo. No século XVIII, ninguém acreditava que isso seria possível. E não apenas
esses 98% não estão morrendo de fome, como estão prosperando — levando vidas
melhores, trabalhando em empregos mais confortáveis e, em alguns casos, até
mesmo lutando contra a obesidade por causa do excesso de comida disponível.

As pessoas demonstravam a mesma preocupação em relação
à máquina a vapor que demonstram hoje em relação aos computadores e à inteligência
artificial: “Desta vez é diferente! É verdade que já fizemos outras transições antes,
mas nunca algo desse tipo!”.

Mas a única coisa que é diferente na automação moderna
é o uso de software para realizar a mudança. No passado, apenas o hardware nos
libertou das tarefas pesadas. Repentinamente, o software se tornou capaz de
impulsionar o hardware e produzir resultados exponencialmente maiores. Esse novo
componente não acrescenta nada de fundamentalmente diferente à equação — todos
os avanços são criados por humanos e servirão às necessidades dos humanos.

Uma
questão de economia básica

Se passamos a utilizar menos mão-de-obra e menos
recursos em um determinado processo produtivo, essa mão-de-obra liberada e
esses recursos poupados estarão livres para ser utilizados em outros processos
de produção, em novas idéias e em novos empreendimentos. 

Investidores — cujo capital cria empresas e
empregos — são atraídos por lucros. Se os processos produtivos atuais
forem automatizados, e com isso pouparem mão-de-obra e reduzirem custos
operacionais, essa automação irá gerar lucros maciços, os quais poderão ser
direcionados e investidos nas empresas e nas ideias do futuro.

Essa realidade é frequentemente ignorada por
economistas, políticas e comentaristas. A robótica gera eficiências que
aumentam os lucros, e isso permitirá um enorme surto de investimentos, os quais
nos brindarão com todos os tipos de novas empresas e de avanços tecnológicos
que criarão novos tipos de empregos hoje inimagináveis.

Há vários empregos que existem hoje e que nem sequer
eram imaginados há 10 anos. E vários empregos que existiam há 10 anos não mais
existem hoje. E a maioria dos empregos que existirá no futuro ainda não existe
hoje. Querer frear esse progresso em nome da proteção de alguns empregos é
uma atitude que, caso tivesse sido seguida lá atrás, faria com que ainda hoje estivéssemos
vivendo no campo e com uma enxada na mão. 

O
recurso mais valioso de todos

A engenhosidade humana é algo que sempre foi de
baixa oferta e alta demanda. Acrescente a isso o fato de que os desejos e
necessidades da humanidade são insaciáveis, e você verá que sempre serão necessários
trabalhadores para realizar esses serviços e saciar essa demanda.

Empreendedores não podem inovar em um vácuo. Eles necessitam
de recursos (inclusive um time formado por outros humanos) para criar coisas
novas. Seja um comércio online ou um restaurante, cada novo empreendimento
exige instalações, insumos e empregados. Se esses empregados estiverem ocupados
trabalhando em outras profissões, novos empreendimentos não poderão ser
efetivados.

Aquele recurso mais valioso de todos, a
engenhosidade humana (trabalho), tem de ser distribuído de maneira eficiente,
sendo direcionado às causas que forneçam o melhor retorno para o investimento. À
medida que a automação aumenta a produtividade, o padrão de vida da sociedade aumenta,
pois agora há mais bens e serviços disponíveis (quanto maior a quantidade e a
diversidade de bens e serviços ofertados, maior será o padrão de vida da
população). Com um maior padrão de vida permitido pela automação, as pessoas poderão
se dedicar a novas idéias. Assim, maiores serão as oportunidades de empreendedores
criarem coisas novas. E, consequentemente, maiores serão as oportunidades de os
trabalhadores assumirem funções mais produtivas.

Conclusão

Como é da natureza de todas as mudanças revolucionárias,
é praticamente impossível prever os empregos que a nova tecnologia irá criar. Várias
pessoas perderão seus empregos à medida que a automação irá tornar alguns
postos de trabalho desnecessários. Mas essas mesmas pessoas estarão agora disponíveis
para ajudar a criar os empregos do futuro. Os operadores de carroças, ao verem
passar uma locomotiva impulsionada por um motor a vapor, podem ter pensado que
estavam destinados à mendicância, mas jamais imaginariam que eles se tornariam
os maquinistas, os engenheiros das estações e os planejadores de rotas.

As necessidades do futuro só se tornam aparentes
quando a mudança já está completa; e, quando isso ocorre, elas parecem bastante
óbvias.

O fato é que empreendedores sempre estarão ávidos
para iniciar novos empreendimentos. Se eles terão o capital humano necessário para
buscar seus sonhos é algo que irá depender de como a automação irá liberar
trabalhadores de empregos maçantes e sem perspectivas.

Não, a transição não será nem rápida, nem confortável
e nem fácil para os trabalhadores. Entretanto, os resultados serão extremamente
benéficos — como foram até hoje.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

63 comentários em “A automação de empregos: é assim que uma sociedade progride”

  1. Eu sempre falei que uma esquerda minimamente racional pensaria em formas de ajudar pessoas que perderam seus empregos, e não em “proteger empregos”.

    “Proteger pessoas” é uma coisa (e há até bons argumentos para isso), já “proteger empregos” é algo completamente irracional e anti-prosperidade.

    Deixem os empregos ruins sumirem ou serem substituídos por máquinas. Se quiserem ajudar, criem ONGs para ajudar estes desempregados.

  2. “Se permitirmos o automóvel, o que vamos fazer com a mão-de-obra da indústria de charretes? Será uma catástrofe social!”

    “Se permitirmos o computador, o que vamos fazer com a mão-de-obra da indústria de máquinas de escrever? Será uma catástrofe social!”

    “Se permitirmos o trator, o que vamos fazer com a mão-de-obra da agricultura?Será uma catástrofe social!”

    “Se deixarmos as próprias pessoas apertarem os botões nos elevadores, como vamos fazer com o desemprego dos ascensoristas? Será uma catástrofe social!”

  3. É fato que a massificação da tecnologia permitiu novas aptidões, novas fontes de renda e novos trabalhos prazerosos, e ajudou a abolir os trabalhos maçantes, pesados e repetitivos. Longe de destruir empregos, a tecnologia é e continuará sendo a grande criadora de novos empregos.

    Quem, há meio século, poderia prever que hoje teríamos as seguintes profissões: YouTubers, Consultores de Moda, Fashion Designers, Apresentadores de Programas de Entretenimento Televisivo, Jogadores Profissionais de Videogame, Consultor de Marketing, Experimentador de Hotéis de Luxo, Testador de Camas, Testador de Alimentos e Bebidas, Investidores Profissionais, Professores de Investimento, Guias Turísticos, Testadores de Tobogãs, “Instagramers” Profissionais, e um número muito maior de Atores e Atrizes do que antigamente?

    Isso só foi permitido porque a humanidade foi liberada, pelo evolução tecnológica, do fardo do trabalho pesado.

    Essa evolução observada na divisão do trabalho, permitida pela tecnologia que nos liberta e nos permite descobrir novas vocações, é fantástica. A automação e a evolução tecnológica, longe de destruir empregos, serão as grandes criadoras de oportunidades de trabalho. Saiba aproveitá-la.

  4. O objetivo da produção é o consumo, sendo o emprego da mão de obra um fator de produção um tanto especial pelo fato de não se poder empregá-lo desvinculado de seu proprietário, o homem. De acordo com este raciocínio, qualquer negócio tem como meta a criação de bens com vista a satisfazer o desejo dos consumidores. Assim, a geração de emprego é mera consequência.

    O proprietário da mão de obra, denominado de trabalhador, comporta-se no mercado tal como um empresário, já que tenta vender sua propriedade, o trabalho, pelo maior preço possível. Todo mundo é um empreendedor.

    O problema está no governo que ao intervir no mercado deforma-o completamente. Com o governo, capital e trabalho, que são complementares, se tornam antagônicos, e o trabalhador parece carregar uma maldição que só a mão forte do Estado pode aliviar. Se algo tem que mudar é a ideia que torna possível este estado de coisa.

  5. Por que ocupamos propriedades?

    Eu estou no meu apartamento frente à paulista acompanhando todo esse processo de difamação que está acontecendo com relação aos movimentos pelo direito à moradia.

    Sempre estive ao lado desses movimentos em momentos de dificuldade (como agora), e até fui propagandistas da causa usando minha eco bike e Gopro para tentar vender o movimento como algo mais humano, social, através de vídeos no Facebook. Não poderia deixar de defender o movimento na minha coluna no instituto Mises; portanto, no artigo de hoje vamos entender porque é tão importante a existência de movimentos sociais como MST e MSTST.

    O drama da falta de moradia no Brasil

    Vivemos em um Brasil em que mais de 6 milhões de famílias não têm onde morar. Você tem noção do que é isso? Você tem noção do que é sua família ter que dormir na rua porque não há casa para morar? Não é a toa que dizem que os neoliberais são fascistas, porque é preciso ser muito desumano para não se importar com essas famílias. Lembro-me claramente de uma amiga que estudava ciências sociais comigo na USP, e embora ela fosse uma pessoa com profunda consciência social, ela sempre falava sobre as quatro casas que sua família possuía pelo litoral do Brasil; ela mesmo tinha consciência de que era errado ter mais de uma casa, mas infelizmente ela não conseguia mudar a mentalidade retrógrada dos pais que não queriam doar as casas para os pobres. Segundo os pais dela só pode ter casa quem "trabalhou muito".Por que fiz esta introdução? Porque não é todo mundo que está preocupado com o drama da falta de moradia no Brasil, a maioria das pessoas são como os pais dessa garota, e não a mínima para os sem-teto.

    Não tem onde morar? problema seu! quem mandou você ser um cavalo e não fazer "trocas voluntárias". Ainda existe muita gente com este tipo de pensamento no Brasil, por isso o estado teve que intervir e colocar na constituição um direito de propriedade que fosse menos fascista, que fosse menos absolutista.



    Veja o drama dos desabrigados um dia após desabamento de prédio em SP

    Ocupar propriedade sem função social é um direito!

    A nossa constituição federal diz que o direito de propriedade não é absoluto, isso significa que a propriedade está SUBORDINADA a função social, e que você não pode sair por aí dizendo que é "dono de algo", você não é dono de nada! seu canalha! você apenas detém a posse da propriedade. Pode chorar, neoliberal. Eu não tenho dó. Eu não tenho um pingo de dó! O que vemos é que embora à lei diga claramente que o direito de propriedade não é absoluto, o relativismo fascista tomou conta sobre o tema das propriedades no Brasil. Ora, é óbvio que à lei não está sendo cumprida, pois se um imóvel está abandonado, ele está em situação ilegal segundo nossa constituição, portanto, ocupar esse imóvel em estado ilegal é apenas exercer o direito que os mais pobres têm por natureza (naturalismo do povão).

    Ainda existe o argumento de que os coordenadores dos movimentos sociais estariam cobrando aluguéis das ocupações. Para responder esta indagação, eu te faço uma pergunta: Você já se perguntou quanto custa o aluguel de um barraco no centro de São Paulo? Pois saiba que custa quase mil reais. E quanto os coordenadores dos movimentos sociais estão cobrando? 400 reais. Ora, meu amigo, ninguém disse que o socialismo iria acontecer do dia para noite; o que dissemos foi que o socialismo iria acontecer lentamente, enquanto isso você deve cooperar com a revolução, mas não se preocupe, no futuro será de graça.

    Conclusão

    A lógica das nossas cidades não é feita para garantir o direito da maioria (naturalismo do povão), mas para garantir o lucro sujo de uma minoria capitalista. O sistema te transforma em um escravo do capitalismo somente para pagar por algo que você necessita para sobreviver, como é o caso da moradia. No Brasil, transformaram um direito assegurado pela constituição em um produto de mercado no qual você quase tem que vender a alma para viver em uma casa caindo aos pedaços. E quando aparece um movimento dizendo que não precisa ser assim, nesse momento são acusados de bandidos; só que ninguém leu a bíblia dos homens (constituição) que garante a moradia como um direito humano.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  6. Sim, a solução para o nosso bem-estar passa pelo aprofundamento da robótica. Os desejos do ser humano são, por definição, ilimitados; e, enquanto o capitalismo ainda não houver encontrado uma maneira de satisfazer todos os desejos e de curar todas as doenças (ou seja, nunca), sempre haverá capital buscando novas possibilidades de investimentos e soluções.

    Além de eliminarmos trabalhos perigosos, sujos, insalubres, degradantes, monótonos e exaustivos, a genialidade do ser humano será liberada para se concentrar em uma infinidade de desejos e necessidades ainda não atendidos pelo mercado. Entre eles a cura do câncer, que receberá investimentos exponenciais em conjunto com as mentes bem-remuneradas por esses investimentos.

  7. Se os robôs tomarem teu trabalho, surge alternativas como se especializar em operar e configurar estes tipos de robôs, ou se preferir você pode buscar um novo setor em crescimento. Para não esquentar a cabeça com isso, basta entender o porque é necessário estudar economia: Os desejos humanos são infinitos, mas sempre seremos limitados pela escassez dos recursos, inclusive pela falta de mão de obra. É por este motivo que em economias livres, o desemprego tende a zero.

  8. Esquerdistas não percebem que esse tipo de posição no futuro será extremamente “destruidora de imagem”.

    É uma pena que libertários não guardem esses tipos de depoimentos como provas das genialidades que defendem.

  9. Inconstitucionalissimamente

    Infelizmente a nossa sociedade ainda está mais para o ludismo.

    A CF/88 consagra essa mentalidade absolutamente imbecil:

    Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    (…)

    XXVII – proteção em face da automação, na forma da lei;

  10. O argumento hoje é que o aumento da automação irá acontecer em uma velocidade muito maior do que em qualquer período da história e não haverá tempo para que as pessoas adquiram novas habilidades para se manter no jogo novamente.

    Como vocês respondem a isso?

  11. O artigo comenta rapidamente no final, mas gostaria de ressaltar que a mudança para automação em massa não ocorre no planeta todo de uma vez. As sociedades mais ricas arcarão com o custo de implantação e popularização das novas tecnologias e quando estas finalmente estiverem a um custo razoável as demais sociedades simplesmente desejarão aquela tecnologia por ver os benefícios que ela traz.

    Os artigos alarmistas sobre a automação dão a entender que todos os montadores de motores de todas as fábricas do mundo, por exemplo, serão instantaneamente substituidos por robos vindos de outro planeta e ficarão na rua. E pior, que estas pessoas não conseguirão aprender qualquer outra coisa na vida e precisarão de assistência governamental até morrer.

    Não conseguem ver que leva anos e anos até uma tecnologia ficar disponível para o planeta todo.

  12. Pensador Capitalista Prático

    Estive surfando num blog comunista pela manhã e haja paciência com a retórica deles,haja estomago e camaradagem,mas enfim é o papo de sempre de que o trabalhador tem de ser protegido da rapinagem burguesa,blá-blá-blá e mais blá-blá-blá,mas eis que venho para este site e liberto meu pensamento daquele lixo tóxico,portanto se proteger trabalhador for barrar o avanço tecnológico que os próprios comunas(Blog na internet) fazem questão de também usar,então nada melhor do que ler um artigo como este e esfregar na cara de pau ou não deles…pois o discursos deles não valem nada.

    Viva o avanço tecnológico que gera desemprego no curto prazo,mas abre uma janela de oportunidades no longo prazo que ser humano nenhum é capaz de prever,mas irá usufruir deste novo horizonte de empregabilidades e conquistas.

    Viva o Capitalismo e o IMB.

  13. Pense naquele artigo que trata de toda a cadeia de produção que é necessária para a produção de um lápis. Agora, imagine só a cadeia de produção necessária para produzir um robô especializado de uma fábrica qualquer, ou em todo o conhecimento que é necessário para que este robô possa começar a trabalhar. Os trabalhadores que dispõe deste conhecimento, com certeza, precisam ser mais bem remunerados do que o profissional que perdeu o emprego para ser substituído pelo robô.

    Já pessoa que perdeu o emprego pode até demorar um pouco para conseguir se reciclar para arranjar outro trabalho, mas ela vai se beneficiar diretamente da redução dos custos de produção obtida com o robô. Talvez este trabalhador poderia se especializar na área de serviços, visto que os produtores de robôs possuem renda alta e tem suas próprias demandas.

    Em relação àquele argumento “nunca fizemos transição deste tipo antes…”. Sim, uma transição deste tipo nunca aconteceu mesmo. Mas a humanidade já passou por várias tecnologias disruptivas ao longo de sua história. A capacidade de se adaptar ao ambiente e fazer as mudanças agirem a seu favor é uma característica fundamental do ser humano. Foi esta característica que nos permitiu nos espalhar por todo o planeta e construir a civilização. Existem riscos? Com certeza. Mas os ganhos que podemos ter compensam estes riscos com folga.

  14. Apenas duas correções no artigo que o autor deixou de fora:

    _Considere a maneira como a automação aperfeiçoou a indústria extrativa ao longo dos últimos 100 anos._

    Mecanização é diferente de automação. Um tear é algo mecanizado, que necessita de um agente humano para a sua condução. Um sistema de alarmística via passivo que tem _auto remediation_ como em [1] é um sistema automatizado e que captura o diagnóstico da ferramenta e toma decisões sozinho sem a figura do ser humano.

    _Já quando as máquinas passaram a fazer todo o serviço pesado, a sociedade se mostrou capaz de direcionar recursos escassos para a construção, o serviço e a manutenção deste maquinário._

    O autor tem um grande ponto só que ele esqueceu de colocar um ponto: Hoje é bem mais fácil ter um Intel i3 com software open-source para realizar reconhecimento de imagens, escaneamento de imagens médicas e tudo isso de graça no [2], do que ter capital para comprar inúmeros trilhos de ferro para abrir uma ferrovia a mais de 100 anos atrás, e isso faz total diferença. O autor ainda não fala sobre a Lei de Moore, em que hoje qualquer pessoa tem quase 20X mais poder computacional do que 10 anos atrás, e as ferrovias não tem essa mesma evolução em relação ao barateamento da tecnologia.

    _Durante qualquer período de transição, as pessoas perdem seus empregos, sofrem e lutam para conseguir novos trabalhos. Essa é a história da humanidade._

    Isso o autor está coberto de razão, só tem um porém: A transição do trem a vapor, do tear, entre outras tecnologias entraram de maneira _gradual_, isto é, nem todos os países, por questões econômicas, podem adotar. Contudo não houve um momento em que 45% da força total de trabalho *já pode ser retirada* [4] para colocar máquinas a um custo baixíssimo. Ato contínuo, com a IA e o barateamento de acordo com a Lei de Moore [3] no espaço de 6 semanas (isso a 4 anos atrás) tiveram mais de 200 pessoas que foram capazes de construir com IA (Machine Learning na verdade que é uma disciplina de IA) um sistema de reconhecimento facial de cães e gatos [5]. Onde no mundo, a 100 anos atrás teríamos 200 empreendedores colocando trem a vapor com o mais alto nível de tecnologia já existente?

    Nota para a Editoria: Seria bom ter ao menos um conselho de pessoas técnicas para revisar parte desses artigos ou mesmo dar algum tipo de comentário nesse sentido. Digo isso pois a Lei de Moore que o autor deveria ter citado é algo muito básico e é um contra-argumento bem grande em relação ao do “porque dessa vez é diferente” como as pessoas que não conhecem a EA irão falar.

    [1] – http://www.youtube.com/watch?v=eq4CnIzw-pE

    [2] – course.fast.ai/

    [3] – pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Moore

    [4] – http://www.mckinsey.com/business-functions/digital-mckinsey/our-insights/where-machines-could-replace-humans-and-where-they-cant-yet

    [5] – http://www.kaggle.com/c/dogs-vs-cats/leaderboard

  15. Em um cenário de automação total que robôs façam tudo melhor

    A única coisa que eu consigo imaginar que restaria para nós é entretenimento que envolva você mesmo(jogos, esportes, etc). Mas não vejo como isso geraria emprego para a maior parcela da sociedade. Eu li um pouco sobre a Lei de Say, que a procura por serviços assim tende a aumentar simplesmente porque agora é possível. Você tem tempo disponível e recursos. Só que me parece exagero imaginar que apenas esses setores empregariam quase todos

  16. Cristiane de Lira Silva

    Eu já tive a ideia de que os empregos em linha de produção eram maçantes e sem perspectiva, mas não é bem assim, tem gente que gosta.

    E por falar em progresso e automação tenho certeza que já vi professor de esquerda meu publicar Mises no Facebook sobre este assunto (eu acho que era sobre este assunto). Só não lembro se era esse texto por que eu não li o que foi publicado. Digo que era professor de esquerda por que dá pra perceber isso nas conversas e não porque ele estivesse fazendo doutrinação dos alunos, dizendo pra votar no Lula ou outras coisas.

  17. Patriota Libert%C3%83%C2%A1rio

    Estes esquerdistas(Sindicalistas ou simpatizantes)não cansam de repetir essa conversa fiada de que a automação vai destruir os empregos e os pobres morreram de fome e vem com exemplos africanos,até parece que os africanos estão automatizando suas parcas indústrias,bando de charlatões irritantes estes ludistas do século xxi,essa cambada só engana desinformados…

  18. Um dia desses estava debatendo com um economista da PUC sobre EA e ele me mandou isso aqui:

    “1) Muitos economistas mainstream vão concordar com você sem precisar invocar a EA pra isso. E aliás, trata-se de uma previsão totalmente vaga. O caso socialista é o caso extremo do planejamento. Mas será que TODO tipo de planejamento central causa o mesmo resultado? Será que não existe um balanceamento que pode ser feito entre livre mercado e planejamento? Aliás, o que é planejamento central especificamente? Políticas monetárias são planejamento central (países bem-sucedidos fazem isso o tempo todo)? TODO tipo de planejamento é ruim? Podemos botar todo tipo de intervenção na mesma caixa? Viu só como a principio parece um argumento convincente para um leigo, mas não se passou por nenhuma dessas perguntas?

    2) De onde você tirou que foi a expansão do crédito a causa das crises? A maioria dos economistas discordam dessa origem. Pra você dizer que a expansão de crédito causou essas crises, você tem que assumir que Mises estava certo o que gera uma petição de princípio.

    3) Esse tipo de exemplo é o exemplo perfeito pra mostrar como é facil ser enganado por essas induções verbais. Primeiro de tudo, existem países onde o transporte público funciona muito bem, viu. Em segundo lugar, qualquer pessoa que estudou introdução a economia sabe que áreas que possuem alto custo fixo e baixo custo marginal tem a tendência de formar monopólios naturalmente. O fato do governo regular o transporte público, não é a CAUSA do monopólio, e sim uma CONSEQUÊNCIA do fato deste setor ter essas características. Você está invertendo a relação entre causa e efeito, sendo errôneamente induzido por Mises e cia.?”

    Alguém sabe como responder?

  19. economia.uol.com.br/noticias/bbc/2017/08/06/o-homem-mais-rico-da-historia-de-quem-voce-talvez-nunca-tenha-ouvido-falar.htm

    noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/economia/2018/04/20/professor-de-matematica-fica-bilionario-com-aulas-particulares.htm

    noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/economia/2018/05/13/etanol-mais-barato-limita-alta-da-inflacao.htm

  20. Mini conto:

    Meu pai é médico no interior do Estado de São Paulo, em uma região onde a cana cobre tudo como um tapete verde e doce. As usinas de refinamento e fermentação sempre foram uma dádiva para incontáveis pobres da região e também para muitos imigrantes. Mas esse trabalho é quase desumano, meu pai sempre disse, e por trabalhar em hospital público, atendeu inumeráveis trabalhadores dilacerados. Cortes profundos por causa das folhas da cana, por facão, por máquina; picadas de insetos e de cobras; sol forte e desidratação; gás carbônico, monóxido de carbono, fuligem e toda sorte de resíduo das queimadas; lesões nos pulmões, nos olhos, queimaduras; invente aqui o seu suplício. Quando as usinas automatizaram quase todo o processo de corte, queima e colheita houve protesto de sindicatos, esquerdalhas, estatistas, políticos, defensores disto e daquilo. Meu pai? Foi o único a comemorar: não atenderia mais gente com pulmão de 70 anos em pessoas com 20, nem inválido, nem queimado, nem perneta, nem cego, nem idosas com mãos calejadas de tanto facão, nem jovens com saúde perdida logo cedo. Mas no meio de defensores desumanos que nunca trabalharam, o único trabalhador humano teve de guardar essa alegria para si mesmo para não ser repreendido.

    Fim.

  21. Nada substituirá a competência e capacidade de agir até mesmo em situações inusitadas, do ser humano.

    Essa de robôs roubando empregos humanos, para mim, hoje, não passa de ficção.

    Podem ser até bons companheiros e para serviços convencionais.

    A realidade já se mostra outra:

    * Robô ajudante é demitido de supermercado

    http://www.tecmundo.com.br/produto/126459-robo-ajudante-demitido-supermercado-assustar-clientes.htm

    revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/01/robo-e-demitido-de-mercado-na-escocia-por-incompetencia.html

    * Robô que prepara hambúrgueres é ‘demitido’ no primeiro dia de trabalho

    olhardigital.com.br/noticia/robo-que-prepara-hamburgueres-e-demitido-no-primeiro-dia-de-trabalho/74535

    * Robô é ‘demitido’ nos EUA por trabalhar rápido demais

    epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/03/robo-e-demitido-nos-eua-por-trabalhar-rapido-demais.html

  22. 1) SEMPRE haverá trabalhos relativamente simples que pessoas menos qualificadas poderão fazer;

    2) Os trabalhos relativamente simples de hoje (em geral) são mais leves, limpos, seguros e dignos do que os de décadas e séculos atrás graças ao progresso tecnológico.

    * * *

  23. Se existir salarios baixos, isso nao incentivaria a nao adotar tecnologia e logo manter a produtividade menor do que se tivesse salarios forçados pra cima?

Rolar para cima