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Estamos mais ricos e melhores do que imaginamos – mas as estatísticas não capturam isso

No início do século XX, automóveis eram ainda mais
raros do que os então extremamente escassos milionários. Se você tivesse um
carro em 1900, isso era um sinal de sua imensa prosperidade.

Com efeito, se você conhecesse uma pessoa que possuía
um carro, isso era evidência de que você estava próximo da mais alta camada da
sociedade.

Henry Ford — que começou com um capital de
aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente
US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946 — foi responsável pela maior parte
do tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse
período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. 

Sua grande fortuna pessoal — adquirida em
decorrência da introdução de grandes aprimoramentos na eficiência da produção
automotiva, o que fez com que o preço de um automóvel novo caísse de US$ 10.000
no início do século XX para US$ 300 em meados da década de 1920 — foi
utilizada para tornar possível a produção em larga escala de milhões de
automóveis.

Foi amplamente graças ao fato de Ford ter
reinvestido seus lucros na expansão da produção, que os automóveis de 1946 eram
incrivelmente superiores àqueles produzidos em 1903. Mais ainda: foi
graças a isso que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de
custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que
praticamente qualquer pessoa podia bancar. 

Em 1987, a Mercedes-Benz lançou seu modelo
560 SEL sedã
. O carro era belíssimo, repleto de
dispositivos tecnológicos, como rádio digital, toca-fitas cassete, volante de
couro, e tudo o mais que os ricaços da época podiam desejar. Para os mais
preocupados com a segurança, o carro oferecia como opcionais freios ABS e
airbags para o motorista e para o passageiro da frente. Os assentos do SEL eram
eletricamente ajustáveis, assim como os retrovisores. Para os compradores
dispostos a gastar um pouco mais, também havia a opção de assentos com
aquecimento elétrico. As revistas especializadas da época, em especial a Car & Driver,
escreveram sobre o carro usando termos superlativos. O preço do carro, à época,
era de US$ 68.000 — o equivalente a US$ 147.300 hoje
(ou R$ 486.000).

Hoje, um dos carros mais populares da Ford [nos EUA]
é o Ford Taurus.
Curiosamente, o modelo já foi considerado ultrapassado e até chegou a ser
retirado de linha em 2006. Entretanto, o modelo 2018 voltou com tudo. Custa US$
27.500 e vem com ABS nas quatro rodas, airbag duplo para o passageiro da frente
(inclusive para sua nuca), faróis que se acendem automaticamente ao entardecer,
alerta de risco para pontos cegos do retrovisor (o que evita acidentes
envolvendo principalmente motos), sensor de estacionamento, câmera traseira e
volante com aquecedor. Bancos elétricos já são triviais.

Ou seja, um carro trivial de hoje [nos EUA, cujo setor automotivo está sujeito
à concorrência de importados, ao contrário do Brasil, cuja indústria é
protegida
] possui como itens de série tudo aquilo que o carro mais chique
de 1987 oferecia apenas como opcional. Desnecessário dizer que a qualidade
desses itens se aprimorou enormemente desde então.

Em 1970, a empresa Texas
Instruments
lançou uma das primeiras calculadoras
de bolso. À época, essa máquina de somar e subtrair custava
US$ 400
(US$ 2.554 hoje,
ou R$ 8.170). Hoje, calculadoras muito mais completas são acessadas
gratuitamente na internet, e já vêm de série em qualquer smartphone.

Quanto aos computadores, a história todos já
conhecem. Os primeiros computadores foram colocados à venda no mercado pela IBM
na década de 1960 e
custavam mais de US$ 1 milhão apesar de possuírem apenas uma microscópica
fração das capacidades encontradas nos modelos que hoje você consegue comprar
por menos de US$ 200.

Em 1989, meros 30 anos atrás, a fabricante de
computadores Tandy lançou o Tandy 5000. O
preço? US$ 8.499
. Isso em dólares de 1989. Corrigido pela inflação, tal
valor equivale hoje a US$ 17.600 (R$ 71.000). Mouse e monitor não estavam incluídos.

Hoje, você compra um modelo da Hewlett-Packard, que
é exponencialmente mais poderoso, por US$ 200 (não é necessário monitor; mouse já
incluído). Se quiser algo melhor por um preço marginalmente maior, qualquer
item da Apple ou da Dell resolve.

Considere agora as primeiras televisões 4K
de ultra-alta definição
. Os modelos originais foram
lançados nos EUA em 2012 e custavam
US$ 20.000
. Em 2013, os preços já haviam caído para
US$ 7.000
. Na Black Friday de 2017, a loja Best Buy estava
oferecendo um modelo 4K Sharp de 50 polegadas (com Roku
incluído) por
US$ 180
.

Em 2006, apenas os quartos mais caros dos hotéis
mais luxuosos ofereciam televisão de tela plana. Todos os demais hotéis tinham
apenas as televisões em formato de caixote. Já em 2015, televisões de tela
plana já haviam se tornado padrão não só em todos os hotéis e motéis, como
também em bares e restaurantes populares.

Embora telefones celulares representassem o supremo
símbolo de status nas décadas de 1980 e 1990, hoje eles são objetos triviais
entre todas as classes sociais. Os primeiros celulares lançados em 1983 custavam US$
3.995
(US$ 9.780 hoje, ou R$ 39.000) e eram totalmente
obscuros. Pertenciam quase que exclusivamente a produtores de Hollywood em Beverly Hills e a financistas de Nova York. Raramente você conseguia falar com alguém. Hoje, celulares são
objetos realmente universais.

Os smartphones fizeram com que mesmo as pessoas mais
pobres tenham acesso a confortos e amenidades que teriam
assombrado os bilionários de não muito tempo atrás
:
além de nada mais serem do que computadores de bolso de alta tecnologia que dão
acesso a literalmente todo o conhecimento
existente no mundo
, os smartphones também oferecem transporte barato com
motorista particular ao toque de um aplicativo e a possibilidade de assistir a filmes,
seriados e documentários em qualquer lugar.

Recentemente, o economista William Easterley, da
Universidade de Nova York, postou em seu Twitter a imagem
de um anúncio comercial
da loja RadioShack no qual os
itens domésticos mais demandados no início da década de 1990 estavam em
promoção. Quais eram esses itens? Rádio-relógio, calculadora, celular,
toca-fitas, CDs, filmadora, câmera fotográfica e computador. Disse ele: “todos
estes itens estão hoje disponíveis em um smartphone de US$ 200”. Corretíssimo.

E quanto a roupas? O que é interessante é que os
apartamentos antigos e mesmo as casas mais chiques de outras épocas raramente
tinham closets. E, quando tinham, era impossível entrar neles. Já nos
apartamentos modernos, closets espaçosos feitos para as pessoas entrar neles
são padrão. E é assim simplesmente porque o vestuário se tornou algo cada vez
mais acessível para as pessoas de todas as classes sociais, e elas precisam de
mais espaço para armazenar todas as roupas que possuem.

Viagens aéreas? Há algumas décadas, quem era rico o
bastante para voar só levava seus chinelos em suas malas despachadas. Eles se vestiam elegantemente
para aquilo que era considerado um luxo raro. Hoje, pessoas de todas as classes
sociais entram nos aviões trajando chinelos de dedo, bermudas, camisa regata, e
outros trajes altamente informais. Voar se tornou algo que todos nós fazemos.

Essa incrível melhoria em nosso padrão de vida não
foi capturada por nenhuma estatística. Mensurações do PIB não mostram isso.

As
estatísticas também não capturam os benefícios da internet

Na atual era da internet, há inúmeras coisas que são
ofertadas gratuitamente aos consumidores. Todos os aplicativos que usamos
gratuitamente hoje (eles auferem receitas via propagandas) teriam custado uma
fortuna há algumas décadas — caso houvesse algum serviço equivalente.

E isso não é capturado nas estatísticas econômicas.

Os serviços ofertados pela Google ou mesmo pelo Facebook
trazem enormes benefícios para nós consumidores. Temos acesso gratuito e
instantâneo a informações cruciais, algo que simplesmente não existia há uma
década. E informação é algo essencial para nossas vidas.

Mas esse fato não aparece nos cálculos do PIB.

Com efeito, podemos ir muito além. A comunicação,
por exemplo. Quanto custava uma ligação telefônica para uma pessoa na Austrália
ou na Índia há uma década? Hoje, podemos conversar via Skype com qualquer
pessoa em qualquer lugar do mundo gratuitamente, e sem aqueles atrasos que eram
comuns nas ligações telefônicas — a pessoa demorava uns 5 segundos para
receber sua voz, o que tornava toda a conversa uma bagunça.

Além do Skype, podemos também mandar mensagens (voz,
vídeo e texto) gratuitas e instantâneas via WhatsApp. Hoje, familiares, amigos
e parceiros comerciais dialogam rotineiramente via WhatsApp a custo zero. Uma atividade
que antes dependia de telefonemas e mensagens de texto pagas, hoje se tornou
gratuita e corriqueira. A comunicação entre as pessoas cresceu explosivamente
em decorrência disso.

Tal realidade era inimaginável há meros dez anos.

Todos esses benefícios não são computados por
nenhuma estatística. Mensurar o impacto econômico de todas as maneiras pelas
quais a internet mudou a vida das pessoas é impossível exatamente porque grande
parte dos serviços oferecidos não possui preço. E esse é um problema antigo na
economia. O PIB mensura transações monetárias, e não bem-estar.

Sendo assim, não há nenhum mensurador de bem-estar
que mostre como esses fenômenos impactaram positivamente nosso bem-estar.

O
que tudo isso significa?

No geral, os preços de vários bens de consumo — que
inicialmente eram de luxo e hoje se popularizaram — desabaram. Os preços de
utensílios domésticos como fogão, geladeira, televisão e todos os tipos de
sistemas de entretenimento doméstico, lava-louças, churrasqueiras, microondas,
forno elétrico, panelas especiais, torradeiras, esteiras de ginástica,
aspiradores de pó etc. caíram
81% entre 1960 e 2013
 em termos de horas de trabalho
necessárias para adquirir a renda para comprar esses itens.

Já os preços de vários serviços que também eram luxo
— comunicação e informação — não apenas desabaram, como caíram para zero.

A primeira conclusão é que o “luxo” é um conceito
efêmero. O luxo de hoje é o popular de amanhã. Ludwig von Mises já havia
explicado
, ainda na década de 1950, que, graças ao
capitalismo, aquilo que é um brinquedo caro e acessível apenas aos mais ricos
de hoje se torna algo comum e popular ao resto dos mortais amanhã. E é assim
porque, em uma economia de mercado, os preços tendem a cair. E eles tendem a
cair porque capitalistas visando ao lucro fazem contínuos investimentos com o
objetivo de produzir mais por menos.

A livre concorrência faz com que novas empresas
sejam atraídas para aqueles mercados que apresentam altas taxas de lucro. Essa
entrada de concorrentes provoca uma redução de preços, o que reduz essas altas
taxas de lucros. Consequentemente, todos aqueles que estão neste mercado têm de
encontrar novos métodos de produção que sejam menos custosos, na tentativa de
voltar a aumentar seus lucros.

Com o tempo, esses novos lucros acabam atraindo
novos concorrentes. Ato contínuo, os produtores têm de reinvestir uma fatia
ainda maior de seus lucros para expandir sua capacidade produtiva e, com isso,
manter-se à frente dos novos concorrentes.

Essa contínua ameaça da concorrência vai eliminando
os altos lucros e fazendo com que os baixos custos de produção tenham de ser
repassados ao consumidor na forma de preços mais baixos. 

O que nos leva à segunda e derradeira conclusão: esse
fenômeno da queda de preços só é visível
naqueles setores pouco regulados pelo governo
, no qual há liberdade de
entrada para empreendedores investirem. É exatamente nos setores menos
burocratizados e menos restringidos pelo governo que os preços estão em
declínio constante e a qualidade está sempre aumentando.

Já naqueles setores amplamente regulados pelo
governo — educação e saúde sendo os mais clássicos — ocorre o contrário: a
qualidade é decrescente e os preços, cada
vez maiores
.

Com efeito, pode observar: sempre que políticos,
jornalistas e especialistas falam que um determinado setor da economia está em
crise — isto é, preços em alta e qualidade de serviços precária –, trata-se
de um setor fortemente regulado pelo governo, um setor no qual as forças do
mercado jamais puderam atuar livremente.

Sendo assim, não é de se estranhar, por exemplo, que
sempre haja uma “crise” na saúde e na educação, mas nunca haja crise na
alimentação. Ao passo que saúde e educação são setores rigidamente regulados e
restringidos — quando não monopolizados — pelo estado, alimentação é algo
que, felizmente, os governos deixam a cargo do mercado. Saúde e educação sempre
estiveram em “crise”, e para sempre estarão enquanto forem regulados pelo
governo.

Da mesma maneira que itens antes escassos e caros se
tornaram populares e acessíveis a todos tão logo empreendedores tiveram a
liberdade de transformá-los em bens corriqueiros, saúde e educação também irão se
tornar serviços baratos e populares tão logo empreendedores dotados de capital
possam atuar irrestritamente neste setor. Já é assim com carros, computadores, celulares
e alimentos; será também com a saúde e a educação.

A única barreira a uma queda nos preços e uma
melhora na qualidade destes serviços é uma escassez de empreendedores dotados
de capital e liberdade econômica. Com efeito, sob a ótica do livre mercado, um
bem ou serviço estar caro não é uma “crise” mas sim uma oportunidade para
tornar acessível aquilo que atualmente ainda não é.

Conclusão

Como mostra a história, a única maneira de fazer com
que determinados bens ou serviços de luxo se tornem acessíveis a todos e com
qualidade crescente é permitindo a livre concorrência.

A diligência empreendedorial, guiada pelo mercado,
possui um brilhante histórico de transformar escassez em abundância. É assim
que funciona o capitalismo. Ele substitui bens e serviços por outros melhores,
introduz novos bens e serviços que antes eram impensáveis, e tudo isso
invariavelmente é feito em conjunto com queda nos preços.

O livre mercado é o único arranjo capaz de reduzir a
desigualdade de consumo entre ricos e pobres.

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70 comentários em “Estamos mais ricos e melhores do que imaginamos – mas as estatísticas não capturam isso”

  1. Em primeiro lugar, conheci a Escola Austríaca recentemente, nem mesmo sabia o que significava liberalismo econômico, ou porque os desenhos norte americanos que eu assistia quando criança faziam tanta apologia à suposta “liberdade”. Como criança eu pensava, “grande coisa, a gente também é livre aqui no Brasil”. Ledo engano , como percebi enquanto crescia e me inseria no mercado de trabalho.

    Encontrar o IMB foi como encontrar uma família perdida.

    Mas, de volta ao artigo:

    Sempre fiquei impressionado com os benefícios que a internet nos traz, as facilidades, os serviços gratuitos… enquanto que no mundo “real” somos tarifados por tudo, parece que a internet se esforça para oferecer serviços gratuitos. Como disse, antes de conhecer a EA, achava que o que ocorria na internet se dava graças a pessoas “excêntricas”, que por algum motivo pessoal disponibilizavam conteúdo inovador em troca de nada ou muito pouco.

    Hoje entendo perfeitamente que a internet é o maior bastião do liberalismo que já existiu, e que suas benesses não são frutos do acaso, nem nos foram dados como “favores” por pessoas maravilhosas e abnegadas.

    Só pra exemplificar alguns pontos de surpresa, que não precisam de nenhuma leitura ou erudição liberal para explicar mesmo ao mais inculto brasileiro como a “desregulação” é benéfica para o povo:

    – e-mails, sites de busca e aplicativos só se tornaram gratuitos porque hoje são a nova plataforma de marketing da era digital.

    – youtube hoje permite artistas divulgarem seu material, não importa quão específico venha a ser seu público alvo, ou quanto dinheiro para capital inicial eles tenham.

    – Kickstarter e outros métodos de croudfunding e croudsourcing.

    – Todos os aplicativos gratuitos dos smartphones, principalmente aqueles que permitem o empreendedorismo sem fronteiras (como o OpenBazaar e AirBnB).

    Ou seja, a Internet (com maiúscula mesmo) é uma celebração ao indivíduo. Sem planejamento central, sem barreiras nacionalistas, o conteúdo que você quer “vender” pode ser tão específico ou tão abrangente quanto você quiser.

  2. Muito bom artigo. Se o autor quisesse enfatizar mais o progresso sob o livre mercado, poderia lembrar que há duzentos anos o processo de produção era o mesmo de mil, dois mil, três mil anos atrás. Praticamente ainda viviamos sob os frutos da Revolução Agrícola ocorrida na Pré-História. O que abriu as portas para a Revolução Industrial foi a implantação das idéias dos economistas liberais, particularmente Adam Smith, no final do séc. XVIII, como já disse Mises.

    É uma tristeza as salas de aula do Brasil verem os professores pregando que alguns países são ricos por causa de sindicalismo, socialismo, intervencionismo ou revoluções. Aliás coisas que América Latina e África estão cheios, porém são os continentes mais pobres do mundo.

  3. Frédéric Bastiat em seu livro Harmonias Econômicas já tinha explicado como o livre mercado e a livre concorrência "transformam utilidades onerosas em utilidades gratuitas".

    A transmutação dos bens da natureza em "coisas gratuitas" é exatamente o que políticos vivem prometendo, mas que, na prática, o livre mercado entrega.

  4. A direita estragou até o carnaval brasileiro

    Haaaa, como eu adoro o carnaval! É uma época em que as pessoas estão alegres por algum motivo que não sabemos bem, mas mesmo assim, estão alegres. Talvez seja apenas uma maneira de conseguir sexo fácil, ou uma maneira de encher a cara para esquecer as mazelas desse país; não importa, o carnaval é uma das melhores épocas do ano.

    O carnaval tornou-se a época em que o país fica mais colorido, mais diversificado, mais alegre, mais carinhoso com todos que fazem parte da liturgia sou da paz. Todas pessoas que batem palmas para o sol se encontram na rua; todas pessoas que acreditam em más energias se encontram para praticar o amor e encher o país de boas vibes. – Eu fico impressionado como o Brasil ainda não deu certo, diante de tantas boas vibrações; como isso foi acontecer com meu pais? Eu não quero ficar triste, estamos no carnaval, alegre-se.

    Vou relatar como foi o melhor carnaval da minha vida: Lembro-me que o ano era 2011 e nossa mãe Dilma havia sido eleita recentemente. Tudo era tão feliz, todo mundo estava feliz, à direita nem sequer existia; nesse ano eu estava tão empolgado que decidi sair da minha cidade para visitar o Rio de Janeiro. O “bloco soviético” era o melhor bloco de carnaval do país, todo mundo que tinha conciencia social, queria participar. Eu, por exemplo, que sempre morei nos altos edifícios de um bairro nobre da Paulista, sai de São Paulo e fui para o Rio, unicamente, por causa do Bloco soviético.

    Os melhores bofes do mundo você encontra no Bloco soviético; não me venha com papinho! se você quer encontrar a nata da pureza social, humanitária, estética, você tem que ir para o bloco soviético. 2011, foi o ano em que beijei mais bofes por metro quadrado – afinal, tinha que compensar o alto gasto com a viagem de primeira classe – era tanto homem bonito, tudo de olho azul e loirinho. – Embora eu não tenha preconceito social com os favelados cabelo de cascão, só quero que eles fiquem longe de mim, por segurança. Mas voltemos ao melhor bloco do Rio de Janeiro, neste bloco você só vai encontrar gente cool, gente colorida, gente que se diferencia da ralé periférica, careta, que vive em culto evangélico. Quem dera o Brasil inteiro fosse um grande bloco soviético, iremos evoluir um país inteiro somente pela estética.

    Bloco “Porão do Dops”

    Voltemos ao ano de 2011, nesta época, os malas, os chatos, os que não usam desodorante, ficavam em casa enquanto nós, adultos, iamos fazer sexo e construir o Brasil. O que aconteceu posteriormente foi que após a revolução ideológica que ocorreu no Brasil, entre os anos de 2013 e 2016, esses monstros começaram a sair do esgoto e começou um processo de tomada de espaço dentro da cultura. O bloco “Porão do Dops” é o que chamamos de bloco de carnaval de “direita” – esqueceram que não existe nada mais anti-carnaval do que um bloco de direita. O que eles vão fazer neste bloco? Rezar? Falar sobre bitcoins? Ler os gráficos deturpados de Leandrinho rock? a esquerda deve ter total monopólio desta festa pois a ideologia de esquerda e as minorias que são representadas pelo carnaval formam uma simbiose estética que traz uma vibe perfeita para o Brasil. Não tem sentido juntar uma boa vibe com um gordinho careta que fica roubando gráficos do banco central.

    Eu estou puto da vida com esse maldito bloco de direita. Será que eles não pensaram nas vitimas do Dops? Será que eles não pensaram na violência que é comer carne vermelha durante uma festa em que se deve ter respeito pelos animais e minorias? Definitivamente, esse bloco acabou com o carnaval Brasileiro. Até eu que sou apaixonado pelo carnaval, fiquei desanimado com essa tomada de poder, indevido, de algo que é tão da esquerda. Vocês não levam jeito para canaval! Se afastem desta festa! Mas de qualquer forma, eu te desejo um feliz carnaval, senhor neoliberal.

    Dicas do Capital Imoral para este carnaval

    Eu sei que estou escrevendo para uma Insituto que só tem gente fracassada que ganhou algum dinheiro com bitcoin e esta gastando com prostitutas para tentar reverter sua falta de capacidade para lidar com pessoas. Mas mesmo assim, eu gostaria de recomendar alguns blocos de carnaval para esse ano: Se você quer beijar muito, e é pobre, eu recomendo o bloco “Boladão do amor”, lá, provavelmente, você irá encontrar o povão do funk e o pessoal do tipo cascão. Mas se você é um pouquinho mais limpo e tímido, eu recomendo o bloco “Casa comigo”, provavelmente você deve encontrar alguns forever alone, classe média alta, que ouve Sandy. Outra dica importante é não encher a cara e sair dando a bunda pra todo mundo; cara! você pode pegar aids e morrer. Fica brincando de bumbum guloso pra ver o que acontece com você. Drauzio varella, com aquela cara de morto-vivo, vai te visitar. Feliz Carnaval. ;D

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  5. Brilhante e excelente maneira de explicar para aqueles que desconfiam da liberdade e do livre mercado que tal arranjo é a maneira mais justa e pacífica de criar prosperidade para todos e, ao mesmo tempo, aliviar a pobreza extrema.

  6. Legalista - Império das Leis

    Nós estamos vivendo numa década de forte pressão comunista. Após a Intentona de 1930 e das guerrilhas de 1960, agora veio mais uma tentativa de revolução.

    O muro caiu, a URSS foi dissolvida, a China abriu a economia, e vários países socialistas e comunistas adotaram a democracia.

    Como muita gente morreu e a conta foi atribuida aos comunistas, a revolução armada acabou e começou a revolução cultural. Agora não são os comunistas que matam as pessoas. A escola de Frankfurt mandou “terceirizar” as mortes, transferindo todo o radicalismo para organizações criminosas, religiosos radicais, terroristas, pobres e favelados que querem viver do crime, corrupção generalizada, empresários criminosos, estudantes criminosos, jornalistas criminosos, etc.

    Os comunistas estão fazendo as mesmas coisas de sempre, só que dessa vez eles não vão pagar a conta. Eles terceirizaram os crimes.

  7. “Ou seja, um carro trivial de hoje [nos EUA, cujo setor automotivo está sujeito à concorrência de importados, ao contrário do Brasil, cuja indústria é protegida] possui como itens de série tudo aquilo que o carro mais chique de 1987 oferecia apenas como opcional. Desnecessário dizer que a qualidade desses itens se aprimorou enormemente desde então.

    Enquanto isso, as porcarias vendidas aqui aumentam de preço continuamente (nem os pouquíssimos importados foram perdoados)…

    Jeep Renegade tem aumento de preços em janeiro

    Jeep Compass tem aumento de preços em janeiro

    Chery QQ recebe aumento de preços de até R$800

    Ford Ka e Ka+ ganham aumento de preços

    Fiat Argo tem seu primeiro aumento de preços e parte de R$47 990

    Chevrolet Equinox tem aumento de preços de até R$6 mil

    Ford Ecosport recebe aumento de preços de até R$1500

    Trailblazer ganha aumento de preço de R$2 mil

    HB20 e HB20S ganham aumento de preços

    3008 tem outro aumento de preço, preço agora é de R$142 mil

    Outro aumento do QQ…

    A porcaria indo-tupiniquim já aumentou de preços também

    Corolla tem novo aumento de preços e parte de R$92 690

    Tracker LT recebe aumento de preço de R$2900

    Duster ganha aumento de preços e versão de topo chega a R$88 890

    Nissan Versa ganha aumento de preços e porcaria com motor 1,0 litro custa agora R$48 490

    Tudo para proteger vagabundos da indústria nacional. Os britânicos estão preferindo comprar o Ka dos indianos do que o feito aqui, só para verem como esse país é uma palhaçada. Além de mais barato, o Ka é mais seguro, também (enquanto aqui três estrelas é louvável, para eles carro com quatro estrelas já é considerado porcaria). Isso sem falar na montagem vergonhosa do Ka feita aqui no Brasil, com plásticos vagabundos e frágeis, além de desalinhamentos e outras coisas, num carro com menos de 30 mil Km… realmente estamos num buraco mais fundo ainda, perdendo até para a China em facilidade de se fazer negócios.

  8. De acordo com o PIB, se eu comprei um carro fabricado aqui, estamos mais ricos, mas se eu comprei o mesmo carro de outro país, estamos mais pobres. No final das contas eu tenho um carro, mas para o PIB estamos mais ricos ou pobres dependendo de que lado da linha imaginária ele foi fabricado.

  9. Caros,

    Percebo, apesar de ser por documentários e noticiário, que a educação e saúde em países europeus, principalmente nos nórdicos, é muito boa e pública. Eles terem alcançado esse patamar foi uma questão de altos impostos, cultura, ou alguma outra explicação que me foge a percepção?

    Claro que entendo que a realidade brasileira é bem distinta. O país é muito maior, tem mais corrupção, políticos incompetentes, etc.

    Mas nem estou falando de comparação e creio que no Brasil, por nossas peculariedades. isso não funcionaria.

  10. Não é preciso ser douto em economia – nem mesmo fazer análises com exuberante acurácia – para perceber os imensuráveis benefícios gerados pelo mercado ao longo da história. Isto é tão óbvio que chego a crer que muitos burocratas realmente sabem disso, mas continuam acreditando apenas no discurso populista como forma de angariar votos de maneira mais rápida e lucrativa.

  11. Patriota Libertário

    A doença dos custos de Baumol explica alguma coisa? Leandro Roque por favor me socorra.Pois esta teoria procura explicar por que os salários do setor público são altos independente de sindicatos e lobbies de grupos de interesse bem como de atividades culturais.Gostaria de saber a crítica austríaca quanto a esta teoria?

  12. Capitalismo de bem estar

    Tem muito liberal de fachada aqui.

    Tem poucos comentários e críticas sobre os swaps cambiais do BC. Não é todo mundo, mas tem muita gente que gosta do “bolsa dólar” e do “meu dólar, minha vida”.

    A turma está acomodada com os swaps do BC. Esse protecionismo aos investidores também não deveria ser respeitado. Se é livre comércio, não pode ter proteção a ninguém.

    Tenho nostalgia de quando a principal pauta do IMB era fechar o banco central. Muita gente defende o currency board aqui, mas estão confortáveis com o swaps do BC.

    O CB seria uma alternativa viável para proteger o povo de psicopatas brincado de fábrica de dinheiro. Porém, eu ainda prefiro o câmbio flutuante sem intervenção estatal, desde que o teto da inflação seja 2% ao ano. O CB parece ser um fortalecimento artificial da moeda, e o flutuante ser uma forma de forçar a entrada de dólares. Se não entra dólar, não vai ter como ter moeda forte.

    Não sou economista, mas parece ser paranóia querer uma moeda forte sem entrar dólares no país.

  13. Nos final da década de 1990 era considerado ridículo falar no celular em um coletivo:

    “Tem dinheiro para comprar um carro, mas prefere ter um celular e andar de ônibus!”

    * * *

  14. Acho que o artigo se equivoca quando aponta o setor de alimentos como pouco regulado (existr algum setor pouco regulado no mundo? ) e que nao ha crise de alimentos. Agro industria eh um setor altamente regulado e protegido pelo governo e que recebe muitos subsídios do governo. A indústria de alimentos tbm eh fortemente regulado pela anvisa e etc com padrões rígidos de controles de qualidade e até da composição do produto.

    Um exemplo mais apropriado é o mercado de tech, criptomoeda e blockchain. Esse mercado edta passando por um período de regulação, mas o estado nao sabe como faze-lo.

  15. Os artigos daqui geralmente são bons. Mas esse foi um dos melhores. Parabéns. Às vezes é necessário uma pausa para ver o óbvio e o quanto já evoluímos.

  16. Dissidente Brasileiro

    (…) Rádio-relógio, calculadora, celular, toca-fitas, CDs, filmadora, câmera fotográfica e computador. Disse ele: “todos estes itens estão hoje disponíveis em um smartphone de US$ 200”. Corretíssimo.

    Quase. Onde fica o toca-fitas e o leitor de CDs “em um smartphone de US$ 200?” Alguém aí sabe? Se sim, então por favor me diga.

    🙂

  17. Como vcs babam ovo de empresários corporativistas.

    Henry Ford era um canalha antissemita declarado. Ele foi um dos que lucraram com o Holocausto. Além disso, criou a Ford Foundation, que, como a Open Society, até hoje patrocina ONGs e movimentos progressistas. E este instituto fica fazendo propaganda positiva para estes canalhas.

    Saiam da matrix de babar ovo de empresários metacapitalistas que patrocinam causas contrárias aos nossos objetivos. Agora mesmo eu tava lendo um texto sobre a Amazônia. Os canalhas financiam desde ONGs ambientalistas, a grupos de vândalos como o MST e narco-guerrilheiros terroristas como as FARC.

  18. Vou refutar os ancaps, defendendo a existência de um estado. Conheci essa ideia agora, estarei disposto a debates.

    Primeiro, não existe livre mercado. Livre mercado é um idealismo, algo do campo das ideias, mas que no mundo real não existe, pois todo mercado possui regras. Se possui regras, mesmo que poucas, não é livre.

    Agora vamos a afirmação dos ancaps de que o Estado não produz.

    Eu discordo, pois o Estado produz sim, indiretamente ajuda a sociedade a produzir e diretamente produz em alguns casos. Serviços como educação, saúde, segurança, infra estruturas, leis que garantam direitos e deveres etc são exemplos de atividades diretas e indiretas que o Estado exerce e que possuem importante papel na produção de riquezas.

    Monopólios são características naturais do sistema capitalista. O sistema capitalista tende a formar monopólios. Sejam públicos ou privados. Então não é culpa do Estado. Aliás, sem o Estado com suas leis de proteção econômica, seria pior ainda.

    Por último, o Estado não rouba (pelo menos não os Estados democráticos). Porque nestes, as ações do Estado são definidas pela população, que tem a oportunidade de opinar. Logo não é roubo. Pode ser algo do qual você discorda, mas roubo não é.

  19. Estado o Defensor do Povo

    Vou refutar os ancaps, defendendo a existência de um estado. Conheci essa ideia agora, estarei disposto a debates.

    Blz então vamos lá.

    Primeiro, não existe livre mercado. Livre mercado é um idealismo, algo do campo das ideias, mas que no mundo real não existe, pois todo mercado possui regras. Se possui regras, mesmo que poucas, não é livre.

    Estás incorrendo a uma definição errada de livre mercado, mercado livre não é mercado libertino onde não existem leis e regras, livre mercado é quando qualquer pessoa é livre para adentrar em um determinado negócio, por exemplo se você decidir construir uma estrada sem a autorização do governo você será preso, livre mercado é um mercado sem leis coercitivas e unilaterais, e não sem leis, as leis que existem em tal arranjo são apenas as dispostas em contratos acordados por ambas as partes, se você decide contratar o serviço de uma empresa, apenas você e a empresa podem decidir quais serão as regras que irão seguir, e nunca um terceiro poderá se impor a isso.

    Agora vamos a afirmação dos ancaps de que o Estado não produz.

    Eu discordo, pois o Estado produz sim, indiretamente ajuda a sociedade a produzir e diretamente produz em alguns casos. Serviços como educação, saúde, segurança, infra estruturas, leis que garantam direitos e deveres etc são exemplos de atividades diretas e indiretas que o Estado exerce e que possuem importante papel na produção de riquezas.

    Você pode refrasear isso para “O Estado sempre destrói riqueza, mas uns destroem mais que outros”.

    Veja bem, para um Estado investir em educação, segurança etc, ele teve que ter tirado esse dinheiro de algum lugar antes, seja via impostos, inflação ou dívida (que irá gerar mais impostos futuros), então se o Estado tira de você 1000 reais, ele irá gastar esse dinheiro em algo que vai lhe dar depois, e tem apenas três alternativas possíveis:

    1. Ou ele transforma esses 1000 reais em algo que pra você vale menos que 1000 reais (nesse caso ele destruiu riqueza).

    2. Ou ele transforma esses 1000 reais em algo que pra você vale exatamente 1000 reais (nesse caso não mudou nada).

    3. Ou ele transforma esses 1000 reais em algo que pra você vale mais que 1000 reais(nesse caso sim, ele criou riqueza).

    Só que veja bem, para a terceira alternativa acontecer os políticos têm que ter um conhecimento impossível, que é saber exatamente o que vale mais que 1000 reais pra você, eles podem lhe dar inúmeras coisas, como uma escova de dente, um celular ou um tênis da nike, mas qual dessas coisas você quer de fato? Poisé com esse raciocínio é fácil entender que é praticamente impossível o Estado criar riqueza, todos os anos o governo federal cobra algo entre 1 e 2 trilhões de reais em impostos, e gasta isso em salários nababescos de funcionários públicos, estádio da copa, fundo eleitoral,…, o que você acha que aconteceria se todo esse dinheiro voltasse a população? Quantas empresas não poderiam ter sido criadas? E além do mais você sabe do lema estatal:”o Estado não visa o lucro”, ou seja, ele sequer faz questão de criar riqueza (pois o lucro é exatamente isso).

    Monopólios são características naturais do sistema capitalista. O sistema capitalista tende a formar monopólios. Sejam públicos ou privados. Então não é culpa do Estado. Aliás, sem o Estado com suas leis de proteção econômica, seria pior ainda.

    Você só expôs uma opinião aqui sem provar nada, como exatamente o sistema capitalista tende a formar monopólios? Quais os incentivos que tal arranjo cria? Você não mostrou.

    Mas beleza, vou lhe dizer então, só é possível existir dois tipos de monopólio: o estatal e o de livre mercado.

    O primeiro só se sustenta quando o Estado emprega violência para impedir que surjam concorrentes em um determinado setor, veja a OAB, se você quiser ser advogado sem ter a chancela da OAB você estará cometendo um crime, e o Estado tentará lhe impedir à força a parar com suas atividades, se você abrir uma empresa de transporte público na sia cidade você será preso, visto que o Estado fornece concessão a uma empresa única para fornecer o serviço.

    Já o segundo só se sustenta se os consumidores voluntariamente decidirem, ou seja apenas se a empresa monopolista fornecer um serviço bom o suficiente que agrade todo mundo e que ninguém seja capaz de fazer melhor, veja o Google, ele detêm uma grande fatia de mercado porque ele atende as necessidades das pessoas como ninguém, mas se você quiser abrir uma empresa concorrendo com o google, o máximo que o google pode fazer é se esforçar ao máximo pra fazer um serviço melhor que o seu, já que não é crime adentrar nesse mercado sem o aval do Estado, isso se chama livre concorrência.

    Por último, o Estado não rouba (pelo menos não os Estados democráticos). Porque nestes, as ações do Estado são definidas pela população, que tem a oportunidade de opinar. Logo não é roubo. Pode ser algo do qual você discorda, mas roubo não é.

    Qual é a definição de roubo? “Subtrair um bem alheio sem o consentimento do mesmo.”

    E qual a definição de imposto? “Subtrair um bem alheio sem o consentimento do mesmo.”

    Não consigo entender onde está a dificuldade, pelo visto você está dizendo que a população tem o poder de definir o que é ou não roubo, de acordo com sua definição, se num grupo de 10 pessoas, 9 decidem roubar o que sobrou, então não seria roubo, já que as ações deles foram definidas pela maioria do grupo, e não, essa situação não é diferente da de uma democracia, já que aqui no Brasil, dos 213 milhões, uns 210 milhões ou seilá acham que imposto não é roubo, e querem impor isso à força aos 3 milhões restantes.

  20. Dezenas de comentários no twitter (e provavelmente em vários outros canais de informação) chamando a estratégia da Amazon, o serviço Amazon Prime, que reune frete grátis, streaming de video, áudio e livros) de “dumping”.

    É triste perceber a ignorância das pessoas, mesmo com as ideias libertárias ja terem pelo menos uma década de divulgação forte através e graças a Internet.

    É mais lamentável ver gente chamando queda de preços em serviços digitais, virtuais, de Dumping. Sera o que? Pena de Netflix, de Spotify? Ora bolas, que vença o melhor!

    Essas mesmas pessoas usam redes sociais gratuitas (Twitter, Facebook, Instagram, etc), usam pesquisa gratuita (Google), usam YouTube gratuito para audio e video, tudo provavelmente num dispositivo Android (Google) ou IOS (Apple, aquela dos preços baixos rsrs) que por ironia são baseado em Linux (gratuito), o qual por sua vez concorre com Windows (microsoft), empresa esta que ja tem planos de permitir maior integração entre o Android e o Windows…. mas ninguém falou de dumping aí.

    Com tanta coisa de graca, essas pessoas reclamam de um empreendedor chegar oferecendo serviços ao preco de R$ 9,99 por mês… que serviço produzido localmente esse Bezos vai destruir, ó horror?

    Porque a ignorância persiste?

  21. Ótimo artigo, ele mostra muito claramente como o livre mercado melhora a qualidade de vida de todos. Pena que a maioria das pessoas desconhecem o quanto o livre mercado influenciou positivamente o progresso até o dias atuais.

  22. Fugindo um pouco do tema, mas tem algum artigo que fale sobre a água? Tipo, quem fornece é o estado, aqui na Bahia tem a embasa, São Paulo tem a Sabesp se n me engano, há algum artigo mostrando comigo seria sem esses parasitas? Obg.

  23. ~~OFFTOPIC~~

    Boa tarde !

    Hoje um conhecido me apresentou o argumento de um político que dizia “os bancos estatais deveriam baixar o juros do cartão de crédito e do cheque especial para forçar os bancos privados a baixarem também suas taxas também”.

    Logo de cara eu senti que a intervenção seria ruim e que estaríamos atacando o sintoma e não a causa.

    Mas, sou apenas um curioso do tema, eu não soube contra argumentar e mostrar o porque isso é ruim.

    Por favor, poderia recomendar algum material sobre o assunto? artigo, vídeo? a intervenção estatal nas taxas de juros do cartão de crédito e cheque especial afetariam de qual maneira a economia?

    Obrigado!

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